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 Dez giras para a historia...

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sab Set 10 2016, 13:41

Caro Paulo, eu tive o cuidado de questionar o nome Lenco porque não consigo olhar para o Reference como um.
Em casa nós temos um Lenco, admito que com um braço e plinto novos se tenha um Lenco... Quando se muda e constrói cada peça melhorada eu já não consigo ver o mesmo.

Eu já li muito sobre o Reference, mas não cheguei ao Lenco por ele (directamente e por comparação, entenda-se). O Reference passou a ser isso mesmo, uma referência, algo no horizonte, mas que sei não ser a terra firme que piso.


Por outro lado...

"Re-construir" é para mim construir, depois entraremos num debate sobre a originalidade da construção... Há quem tente ser mais fiel, há quem tente inovar mais - acrescentando.
No acto de re-construir há sempre algo que se acrescenta, há lugar ao novo, ao pessoal, à criação...


Voltando a este caso: talvez um dia tenha a felicidade de ouvir um Reference, como gostava de ouvir um Garrard melhorado e outros... que incorporam o génio de quem lhes tocou.



Paulo, mesmo que não escolha o Reference, escreva umas linhas sobre a sua experiência com ele.
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sab Set 10 2016, 14:49

Começo por dizer que os nove giras escolhidos pelo Paulo (TD124) são, para mim, inquestionáveis na escolha. Claro que outro escriba destas coisas poderia ter escolhido um ou outro, em vez deste ou daquele, mas, mesmo o Linn Sondeck LP12, que tanto detesto e granjeou, imerecidamente, tanta fama, granjeou-a de facto e... contra factos há sempre poucos argumentos.

No entanto, insisto, há um pequeno ponto onde não estamos em sintonia. Os Thorens, os Roksan, o Linn, o Triangle, entre outros aqui referidos não são paladinos da originalidade e não têm mais nem menos particularidades que o Well Tempered. Todavia, concordo, o Well Tempered não pode ser considerado um gira histórico, primeiro porque é muito jovem (jovem demais para tal), depois porque o seu construtor não entra nas pressões de marketing, nem parece estar disposto a pagar para a fama. Só quem já o ouviu e se entusiasma por ele é que o reconhece.

Nos anos sessenta e setenta, os equipamentos eletrónicos, fossem quais fossem, ganhavam prestígio pela sua qualidade universalmente reconhecida e a força da publicidade desse prestígio era exercida e conquistada mais pelo passa-palavra. Hoje, como se costuma dizer, para os lados do amigo José Miguel, o "grabeto" é quem manda

Enfim, todos se copiaram uns aos outros e muitos conseguiram melhorar significativamente a ideia inicial e resolver os problemas, que até então não tinham sido ultrapassados.

Reconheço que o Paulo, ao escrever sobre estes gira discos, não pretendeu dizer que constituíam, para além de históricos, o Santo Graal sónico. Tão pouco, pelo que leio do Paulo, me parece que ande numa busca desenfreada de tal Graal. Tal como eu!

No meu entender, tirando o Verdier que é de facto um caso muito sério, hoje-em-dia constroem-se giras sonicamente mais refinados do que os aqui mencionados. De facto, no conceito traçado para este tópico, que é indiscutivelmente muito pessoal e logo respeitável, poderão haver outros giras que merecerão ser o décimo escolhido.

Já agora o JTN Reference Lenco não conheço de todo. Nunca ouvi. Só o vi por fotografia, mas nunca por ouvido

cheers
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sab Set 10 2016, 15:32

José Miguel escreveu:
...
No acto de re-construir há sempre algo que se acrescenta, há lugar ao novo, ao pessoal, à criação... (...)

Açeito esse ponto de vista, mas estando do outro lado da barreira... continuo a me interrogar sobre o acto criativo e até aonde amelhorar é criar...

Hà pouco tempo um jornalista françês perguntou-me as modificações que eu fazia ao anti-Lenco... à qual respondi que muito pouco e que na realidade, relogio na mão, em menos de dois minutos o gira voltava ao estado de origem. Mas metaforicamente, comparei o Lenco a um carro médio e disse-lhe:

... eu não amelhorei o carro, mas estudei os seus defeitos e qualidades... e no fim fiz uma estrada na qual os seus defeitos deixam de ser sensiveis, então a viagem torna-se melhor...

Então o tecnoplinth é um acto criativo real, como os plintos pesados do JN... mas melhor maquinar as peças, pareçe-me demasiado simples para que possa ser considerado como criação original e explico:

O Schopper remaquina quase todas as peças do TD124 e talvez em melhor... mas o resultado não é uma evolução mas simplesmente uma modernisação. O TD124 original não pode competir com muitas màquinas modernas... mas o do Schopper também não !...

Em contrapartida o JTN Reference posiciona-se como um dos melhores giras modernos na sua categoria e ultrapassa em vàrios pontos todos os nove jà aqui referidos... então é verdadeiramente uma evolução!

Mas a grandeza do Lenco é a ideia e a genial geometria mecanica associada à simplicidade... e isso não foi ném re-inventado ném mesmo amelhorado (ou muito pouco) pelo Jean Nantais. Na realidade não percebo a razão pela qual o seu gira é tão bom, mas é realmente... então falei de alquimia afim de tentar encontrar pelo esoterismo a explicação que não encontro pela razão tecnica. Eu sei que não hà nada de esoterico no seu aparelho, e que tudo é bom sentido, experimentação, sensibilidade... e talvez mesmo génio!

Mas criação não continuo a acreditar que seja o caso... ném mesmo ele penso!!! cheers

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sab Set 10 2016, 16:06

Eu não sei o que senhor pensa do seu acto de construção e criação, mas não imagino que pense outra coisa que não seja: eu criei.

Do ponto de vista que tenho o Paulo acaba por responder a tudo, desde logo porque até o Paulo que domina as questões técnicas sente dificuldades em perceber até onde chega o Reference.

O uso de materiais é escolhido a dedo: não é essa parte da evolução que descreve nos restantes?

O engenho mecânico foi mantido, mas com as alterações efectuadas o resultado está longe do original: não se aplicou essa máxima a outros gira-discos escolhidos?

O plinto, a forma como foi pensado e montado (como o seu), é algo novo e evoluiu do Reference I para o II, melhorando (dizem) o desempenho: este critério também foi usado em alguns dos anteriores.

Etc. ...


Não quero defender o Reference nesta lista de dez, de resto nunca pensei que fosse aparecer por ser essa tal "re-criação" (que para mim é criação), mas assim aproveito para perceber mais sobre essa engenhsa máquina. Wink
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sab Set 10 2016, 16:23

Goansipife escreveu:
... No meu entender, tirando o Verdier que é de facto um caso muito sério, hoje-em-dia constroem-se giras sonicamente mais refinados do que os aqui mencionados. ...

Jà disse varias vezes no forum que prefiro ouvir ficheiros... do que um vinilo mal restituido... e mesmo bem restituido não troco o obrigatoriamente por um ficheiro bem lido também !... Laughing

Dito isto, eu tive alguns dos aqui citados e ainda possuo... mas não gostaria de viver quotidianamente com nenhum (e o Verdier não é excepção), mas este entre parenteses é pessoal e altamente subjectivo, pois não é porque eu não gosto do som do Verdier que não respeito a sua grandeza historica e tecnologica e o reconheço como um monstro sagrado da audiofilia, e como prova ele està na lista...

Eu não quiz fazer uma lista subjectiva mas ao contrario algo que seja factual e indiscutivel historicamente e nos parametros que mencionei atràs mas ...

Uma escuta vinilo é o resultado de um gira, um braço, uma célula, um phono e para acabar um sistema numa sala. Consoante o setup, um gira X pode soar muito bem ou como um corno... e sabemos todos que é assim...

A grande avantagem das grandes marcas modernas é de compreender que gira e braço são indissociaveis (a EMT percebeu muito antes dos outros). Um Well Tempered é um muito bom exemplo... mas hà muitos outros factores a ter em consideração, mas estou de acordo que os giras modernos são mais honestos (menos coloridos) do que os antigos em comparação igual...   e felismente que é assim !!! cheers

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sab Set 10 2016, 22:21

TD124 escreveu:


Jà disse varias vezes no forum que prefiro ouvir ficheiros... do que um vinilo mal restituido... e mesmo bem restituido não troco o obrigatoriamente por um ficheiro bem lido também !... Laughing

Dito isto, eu tive alguns dos aqui citados e ainda possuo... mas não gostaria de viver quotidianamente com nenhum (e o Verdier não é excepção), mas este entre parenteses é pessoal e altamente subjectivo, pois não é porque eu não gosto do som do Verdier que não respeito a sua grandeza historica e tecnologica e o reconheço como um monstro sagrado da audiofilia, e como prova ele està na lista...

Eu não quiz fazer uma lista subjectiva mas ao contrario algo que seja factual e indiscutivel historicamente e nos parametros que mencionei atràs mas ...

Uma escuta vinilo é o resultado de um gira, um braço, uma célula, um phono e para acabar um sistema numa sala. Consoante o setup, um gira X pode soar muito bem ou como um corno... e sabemos todos que é assim...

A grande avantagem das grandes marcas modernas é de compreender que gira e braço são indissociaveis (a EMT percebeu muito antes dos outros). Um Well Tempered é um muito bom exemplo... mas hà muitos outros factores a ter em consideração, mas estou de acordo que os giras modernos são mais honestos (menos coloridos) do que os antigos em comparação igual...   e felismente que é assim !!! cheers
Aqui, Paulo, estamos absolutamente de acordo!
Também não troco um Vinil por um ficheiro. Até por razões puramente musicais. Por muita digitalite que um som digital possa ter e muitos dos chamados ouvidinhos de ouro digam conseguir detectar, um razoável equipamento digital é muito mais capaz de nos fornecer o percurso musical a tempo e em conformidade com o que está escrito na pauta, ou possa estar. Isto é bem patente, principalmente, na chamada música clássica.

Os ataques às notas, os silêncios, os ritmos, etc., enfim muito do que se chama de transientes, são muito mais correctos no digital, em termos musicais, do que no vinil. A expressão musical é muito mais coincidente com a realidade e com a intenção criativa do compositor.

Isto não significa que, em termos humanos, o vinil não nos cative até por um certo "mel" e coloração adicionada. Um gira discos é um equipamento mecânico e, como tal, não consegue nunca fugir às leis da física. Mas é também verdade que os actuais giras nesse conjunto pensado de prato, braço célula e tudo o que está a jusante, conseguem atingir patamares antes não atingidos.

Apesar disso, continuo, agora, à espera do décimo e que o vinil não passe por outro período de marasmo, agora que está, e bem, a ressurgir das cinzas.

cheers
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Dom Set 11 2016, 12:15

Goansipife escreveu:
(...) Os ataques às notas, os silêncios, os ritmos, etc., enfim muito do que se chama de transientes, são muito mais correctos no digital, em termos musicais, do que no vinil. A expressão musical é muito mais coincidente com a realidade e com a intenção criativa do compositor.

Isto não significa que, em termos humanos, o vinil não nos cative até por um certo "mel" e coloração adicionada. (...)

È efectivamente esse dualismo, ao qual se junta o culto do objecto, da grande capa em cartão, do tomar o tempo e mesmo da viagem saudosa até ao passado... salpicada de uma pintada de singularidade hedonista que me faz continuar a comprar vinilos e mesmo a os escutar, de vez em quando com um enorme prazer cheers

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MensagemAssunto: O Grand Prix audio Monaco   Seg Set 12 2016, 12:32


O contexto historico : Uma mudança de século é sempre um momento de balancete aonde a humanidade olha para tràs, afim de melhor compreender o caminho percorrido e aquele aonde quer se dirigir. O disco vinilo, mais do que moribundo no inicio dos anos 2000, inicia um regresso inesperado. Nos primeiros tempos é simplesmente uma forma de promoção à saida dos novos discos de rock, que são editados em vinilo e CD, mas pouco a pouco é toda uma industria de reedição que se cria e desenvolve. Na segunda década do XXI século os discos vinilos regressam às lojas e a maioria dos grandes clàssicos (e não sò) do rock e do jazz jà estão a ser reeditados. Esta aurora inesperada, ofereçe uma nova opurtunidade aos fabricantes de giras e acessorios e permite a criação de novos actores neste dominio. O aparecimento de novas zonas de riqueza no mundo (China, Russia, Malasia, Brasil, India…), permite mesmo o desenvolvimento de giras de prestigio afim de preencher os desejos dos audiofilos afortunados. O direct drive que teve duas décadas de gloria e grandes representantes, tornou-se numa tecnologia destinada, quase exclusivamente aos DJ’s, devido à influência aterradora do Technics SL1200. No entanto esta técnica que possui grandes argumentos técnicos, teve sempre grandes inconvenientes sobretudo ligados ao servo motor (comando). Efectivamente é extremamente dificil de controlar um motor e obrigà-lo a funcionar lentamente com regularidade. A isto junta-se a arduidade do controlo da velocidade relativa e real. O Quartzo tinha ajudado muito no passado, mas isso não chega para um aparelho do século XXI. Uma marca americana vai repensar esta velha motricidade e o gira discos globalmente…

O Passaporte : Em 2005 Alvin Lloyd um engenheiro americano no sector da competição automovel agarra numa folha branca e rascunha todos as deficiências das tecnologias do passado. Ora, conheçer as insuficiências é meio caminho andado para as reparar. Mas elas são tantas e tão complexas que para as eliminar uma a uma, são necessarios especialistas em dominios vàrios que vão da fisica dos fluidos até à electronica digital. Ele reune então à sua volta o David Bruns que é um especialista da mecanica dos fluidos e o engenheiro Vince Capizzo que é um grande especialista do comando digital. Assim constituida esta Dream-Team vai poder começar a se atacar pragmàticamente a cada um dos problemas que afectam a leitura dos vinilos. A primeira surpresa vém da anàlise dos sucalcos com um microscopio a varrimento digital pois eles notam a presença de rumble, mais ou menos audivel e presente no disco. Efectivamente o burim gravador possui rumble (e não pouco) e essa màcula vai ser imprimida na matriz. Um dos defeitos da leitura vinilo estando jà nos sucalcos do proprio disco, eles vão imaginar um gira que possa ao mesmo tempo limitar o impacto audivel dessa deficiência. A escolha de tecnologias de ponta herdadas do desporto automovel vai designar o nome da marca…

O Mito : È dificil de imaginar se um gira-discos que tém 10 anos de existencia vai ficar na historia. No entanto uma anàlise pragmàtica como vamos ver, permite de admitir que a concepção e a fabricação deste aparelho são um expoente ciêntifico. A pertinência conceptual do aparelho é real assim que a originalidade das soluções encontradas. A utilisação de materiais compositos, a modelisação por computador e enfim as soluções testadas e confirmadas por interferometria laser assinam realmente um aparelho do inicio do XXI século. Evidentemente nenhum destes elementos citados assegura que o aparelho soe bem, mas também não garante o contràrio. Como escutei-o longamente em boas condições vàrias vezes, considero que a sua sonoridade é diferente, altiva e sém duvida ligada à sua tecnologia original. Ora a assinatura de um mito é de influenciar os outros e atingir uma singularidade tanto técnico-estética que subjectiva. Nestes critérios confundidos o aparelho atinge os objectivos, então podemos imaginar razoàvelmente que a historia vai gravà-lo no màrmore…

Apresentação : A primeira surpresa ao contacto do Grand Prix audio Monaco é a compacidade assim que a forma simétrica do corpo aonde soménte o suporte de braço rasga o equilibrio perfeito. O corpo é feito em camadas de fibra de carbono laminada de diferentes espessuras. Cada camada é colada com um polimero especial afim de absover e reduzir as vibrações. O corpo é no fim maquinado por uma fresa digital afim de tomar o desenho final. A estructura e a forma foram simuladas por computador para assegurar uma anulação vibratoria e dirigir os residuos em direção dos pès do aparelho. O suporte de braço é feito em liga de aluminio muito leve e rigida. Este suporte entra no corpo e forma um circulo espesso, de um unico bloco, à volta do eixo e do motor afim de equilibrar as massas. Toda a logica mecanica do gira, reside no equilibrio das massas que se anulam num ponto unico entre os três pés. Técnicamente o aparelho não é suspendido, mas o seu corpo é auto amorteçedor e o unico material viscoelàstico são três patins em sorbotano colados en baixo dos pés. O prato é em liga de silicio-magnésio muito ligeiro com um tratamento de superficie que faz pensar à pele do pêssego. A precisão de maquinagem e equilibragem do prato é do nivel aero-espacial. Um disco em bronze pesado é inserido centralmente em baixo do prato afim de abaixar o centro de gravidade. O eixo perfeitamente ajustado à chumaçeira em bronze é o rotor do motor e açeita um puck na espiga. O motor é um modelo a corrente continua (DC a 12 polos) feito sob medida e encastrado no corpo. A regulação deste motor é digital e um golpe de génio. O prato tém gravado ao laser 4700 traços estroboscopicos em baixo que vão ser lidos por um servo optico. A alimentação regulada por microprocessador Risk (muito potente) calcula a velocidade 4000 vezes por segundo. Então numa rotação completa do prato, a velocidade é controlada 8000 vezes com uma relação estroboscopica de 36 milhões de dados (n° calculos X n° traços por rotação). Como se isto não chegasse, o motor possui quatro sensores opticos que lhe dão a sua posição relativa em tempo real como um GPS. Este sistema de autocontrolo sobrepõe-se sobre o sistema a taquimetro e assegura uma estabilidade da rotação e um desvio não mensuràvel na norma RMS (como um disco de CD). Os pés são regulàveis e permitem de pôr a nivel o gira afim de afinar o centro de gravidade. A alimentação numa caixa separada, permite de acender o aparelho assim que de escolher as velocidades de 33/45 rpm e afinà-las a +/-1% por segmentos de 0.2%. O Puck tém um sistema de aperto a três pressões diferente e é calculado para dissipar as vibrações em direção do prato. O disco é pousado sém tapete directamente no prato de leitura…

Avantagens : A estabilidade absoluta da velocidade assim que um sistema eficaz de absorção vibratoria, fazem deste aparelho uma tecnologia visionària. As dimensões compactas do aparelho assim que a qualidade da finição fazem dele um objecto bonito a ver e a utilisar. O facto que tudo seja auto-regulado torna a utilisação muito simples e intuitiva…

Inconvenientes : A mudança de braço implica de encomendar o novo suporte à marca o que serà muito caro. O aspecto técnologico do aparelho não serà do agrado de todos. O preço elevado, apesar de justificado, limita o aparelho a amadores afortunados… mas não é o unico gira neste caso.

Escuta : O Monaco extrai dos sucalcos um fluxo de modulação coerente e liquida sém dar a impressão de esforçar. Se a ordem formal e a lisibilidade são caracteristicas proprias aos grandes direct-drive’s, este gira acrescenta-as de uma grande amplitude dinamica assim que de uma fineza impar. O sinal musical é em permanência homogeneo, independentemente do contraste dinamico e mesmo da complexidade harmonica da musica. O ruido de fundo é diluido nas alternâncias musicais e pareçe desapareçer como um sopro de fita magnética. Ao contràrio de muitos DD’s, estas qualidades de separação, harmonica, tonal e dinamica não criam um sentimento de frieza ou acidez mas ao contràrio, distilam em permanência sons envolventes, equilibrados e mesmo sensuais. Neste aspecto o Monaco pode ser visto como um aparelho que caça no mundo dos grandes correias. A capacidade de extração dos micro-sinais é excelente fazendo dele um dos mais definidos dos giras actuais. A luz permanente, associada à grande transparência conduzem o auditor a descobrir muitos detalhes inaudiveis habitualmente nos sucalcos, portanto bem conhecidos. Porém a soma destas qualidades reais de honestidade, podem conduzir ao auditor inexperimentado a considerar a escuta de aborrecida ou linear. O Monaco situa-se subjectivamente no campo da neutralidade e da justeza, ora isto no mundo do vinilo cria um oximoro aonde este aparelho não pode ser compreendido. Na realidade este gira em desdenhando a interpretação pessoal em favor de uma reprodução justa, faz avançar o mundo da leitura vinilo e afasta-se dos adeptos desta mesma leitura que buscam sensações artificiais. Um digno herdeiro moderno, eficiente e altamente aristocràtico do nobre e veterano Technics SP10 MKII…

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Última edição por TD124 em Qua Set 14 2016, 08:24, editado 2 vez(es)
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 13:13

Como vém de ver, a minha ultima troca com o amigo Gonçalo acabou por ser a martelada do juiz e a decisão final... então o JNT Reference não serà o ultimo desta saga, e é melhor assim pois numa historia tecnologica o ultimo deveria ser um representante do XXI século. Tornou-se claro com o tempo para voçês que sou mais melomano que fã tecnologico... no entanto gosto tanto destes aparelhos que voçês, ou talvez mais quem sabe...

A nossa troca à volta da escuta digital deixou em filigrana que esta possui qualidades (reais) que escapam ao vinilo, e que isto deveria ser exprimido nesta historia por um gira que se aproxime dessas qualidades... é coisa feita e estou contente!

No entanto a minha ultima frase para o Gonçalo, perfeitamente assumida foi: ...È efectivamente esse dualismo, ao qual se junta o culto do objecto, da grande capa em cartão, do tomar o tempo e mesmo da viagem saudosa até ao passado... salpicada de uma pintada de singularidade hedonista que me faz continuar a comprar vinilos e mesmo a os escutar, de vez em quando com um enorme prazer...

Então afim de estar em fase com as minhas ambiguidades e de vos agradeçer da paciência ao ler estes textos assim que das belas trocas que voçês me proporcionaram... ofereço a analise do JNT Reference como Joker nesta historia...

È uma maneira de me fazer prazer em vos dando um suplemento que espero apazivel... e como diz o Jean Nantais, a escuta dos vinilos deve ser antes de tudo um momento de prazer... frase com a qual não concordo, mas que não discordo complétamente também...

Serà para depois e OBRIGADO A TODOS POR TUDO !!!... 2cclzes

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 13:35

Bom dia Paulo!

Este "Grand Prix" fou alvo de alguma pesquisa quando o referiu aqui, uns dias antes deste desfecho - referi-o porque me saltou aos olhos como "estranho". Parecia ser comum a algumas críticas que li o facto de ser uma "nova página" e agora percebo melhor a razão disso.

Quando tivemos a oportunidade de ouvir o topo de gama da Avid ficamos com a ideia de uma leitura assim mais "lisa", com o som mais "limpo"... Ouvimos ao lado de outros dois modelos Avid e nos nossos ouvidos (memória) estão os que já experimentamos. Se este chega ainda mais longe... de forma diferente...


Quem tem que agradecer este trabalho sou eu e não o Paulo!
Por mim já espero pelo texto sobre o Reference, mas acima de tudo espero poder voltar a ler tudo com melhores olhos um destes dias - mais experiências. Wink



Que venham mais listas e textos! (Os dez melhores modelos ressuscitados/reinterpretados, como o Reference)
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unidade
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 14:16



Caro Paulo,

Se algum amigo, de geração mais recente, mostrar interesse pelo "analógico",
motivá-lo-ei, com o envio de uma cópia, dos ricos textos com que nos presenteou,
e direi tão somente...,

Aqui tens...,

a "história" do que é um gira-discos,

por alguém, que realmente os conhece...

compete-te,

a escolha/afinação/audição...

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 16:49

Ora aqui está mais um gira que só conheço de vista (fotografia) e nada de ouvido

Li uns 2 textos de crítica sobre ele, mas nenhum com a objectividade deste. É terminar com chave de ouro, dentro do conceito que sempre, ou quase, pensei que o Paulo tinha traçado para fazer estes 10 textos

O Grand Prix tem a aparência, quase, de um outsider, mas, no meu conceito de estética, é lindíssimo! Infelizmente continuo só a apreciá-lo de vista e nada de ouvido. Fica a ansiedade para tal.

Obrigado Paulo pela partilha que nos enriqueceu a todos


cheers
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 17:05

Acrescentei uma Estrela de escuta a cada gira afim de poderem visualisar o equilibrio da escuta... cheers

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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 19:26

Parabéns Paulo,
fechaste com chave de Ouro !



Abraço,
Jorge
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Seg Set 12 2016, 19:53

Obrigado a todos... mas ainda falta um antes de fechar a cortina do palco 2cclzes

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Ter Set 13 2016, 13:47

Nos últimos dias não tenho arredado pé daqui á espera do ultimo cavaleiro destes 10 magníficos!

Muito bom, Paulo.

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TD124
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MensagemAssunto: O JNT Reference (outsider)   Qui Set 15 2016, 19:08


O contexto historico : No inicio dos anos noventa o mundo da alta-fidelidade està em mutação total. O digital existe desde hà oito anos mas não criou a unanimidade. Nesta era pré-net a escola audiofila ocidental nasce apenas e produz os seus primeiros fantasmas. O aproximar da mudança de século gera duvidas e como sempre o homém toma refuguio no conhecido. Os aparelhos antigos, ditos clàssicos, renascem das cinzas e os TD124 e Garrard’s começam a valer ouro e a ser altamente cobiçados. Em paralelo toda uma comunidade de DIY’s aparece, alimentados pelas revistas underground americanas. Fazer evoluir um aparelho antigo é tanto um acto de resistência que hedonista. Os audiofilos ocidentais tomam consciência (talvez sém razão…), que o mundo do audio é um comércio que obedeçe às regras finançeiras… como muitos outros dominios. Ser rebelde audiofilamente torna-se uma regra o que cria tribus antagonistas. Aparecem os primeiros admiradores de material vintage, hi-end, audiofilo ou garage. A situação desenvolve rapidamente um clima de exclusão e o audio torna-se no ninho de vespas que conheçemos hoje…

O Passaporte : Estar teso quando se é um jovem audiofilo pode ser uma avantagem… pois foi assim que começou a historia do Jean Nantais. Originario do Canada ele parte viver em Helsinquia aonde a namorada partiu para estudar. Tendo tempo para amelhorar o seu pequeno sistema, mas pouco dinheiro, ele busca sém resultado um gira de qualidade nos mercados de usados. Sém sucesso, ele acaba por encontrar por uns tostões um Garrard SP25 avariado na feira da ladra. Ele repara-o e nota que a tração é por roda, ora que ele nunca tinha visto nada de igual. A primeira escuta é um choque em relação ao seu Rega Planar, pois o som pareçe-lhe mais dinamico e arrebatador. Estimulado pelo resultado inesperado, ele agarra no braço do Rega e implanta-o no Garrard e a surpresa torna-se em excitação. Fogo!!!... esse gira modesto assim artilhado suplanta o Rega e transforma a escuta do seu modesto sistema. Ele põe-lhe uma pequena célula correcta e aumenta a rigidez do plinth (caixa)… e de novo o milagre da evolução se produz. Com a insolência da juventude, apresenta-se numa grande loja de Helsinquia e faz escutar o aparelho. O vendedor e mesmo alguns clientes ficam tão entusiasmados que lhe propõem de modificar os seus giras. A partir desse momento o rapaz cria a sua teoria sobre a superioridade da roda que defende com teimosia e convição. O destino da JNT começou assim e pode ser resumida da maneira seguinte ! È a historia de um puto que não conheçe nada mas que compreendeu tudo…

O Mito : Antes mesmo de saber se o JNT Reference vai ser um mito é claro que o Jean Nantais jà entrou na historia. O seu topico no Audiogon sobre os giras a roda acumulou mais de 4000 trocas e é o mais longo da historia do audio. Esse fenomeno acentuou e acelarou a paixão à volta dos rodinhas e saiu o Lenco da sombra. Na continuidade vàrios Forums especificos aos Lenco se criaram, aonde se destaca o célebre Lencoheaven. Quase todas as firmas que modificam os Lenco’s são directamente o resultado desse buzz. Milhares de pessoas pelo mundo se interessam a esse gira que estava afogado na bruma do esquecimento. A maioria dos plinth’s actuais são pesados, massivos e feitos no que se chama actualmente o estilo Jean Nantais. Enfim, o critico Arturo Salvatore classificou o JNT na classe mais elevada dos giras em companhia de màquinas muito técnologicas. O patinho feio transforma-se num magnifico cisne apòs passar pelas suas mãos e isto é praticamente alquimia. Então, um aparelho modesto e sém brilho torna-se num gira altivo, nobre e de referência devido à obstinação algo teimosa de um homém. O Jean Nantais provou que o empirismo pode conduzir a resultados equivalentes aos do método ciêntifico, numa disciplina essencialmente técnica. Isto tudo, mereçe um lugar na historia do audio não ?...

Apresentação : No JNT Reference a base Lenco L75 ainda é reconhecivel mas apenas. O gira é complétamente desmontado e refeito com inumeras modificações. A placa de corpo é lixada e rigidificada com fibra de vidro e epoxy. Todos os buracos à excepção da janela das velocidades são tapados e no fim o corpo e o prato são pintados com tinta de poliuretano secada no forno. A roda é remaquinada a novo assim que a chumaçeira e o eixo. O motor é complétamente desmontado e as chumaçeiras do rotor são cambiadas por novas com tolerâncias mais apertadas. A mecanica do interruptor desapareçe por compléto afim de não criar resonâncias. Vàrias experiências conduziram a abolir qualquer forma de amortecimento então o gira està fixado em tensão directamente no corpo. O jean Nantais retira a mola do braço da roda e põe no lugar um fio com um peso de algumas dezenas de gramas, esta modificação chama-se o JN mod. O braço da roda é amortecido com fita adesiva elastica para minimisar as vibrações. Um circulo em metal é aparafusado no corpo em baixo do prato para aumentar a rigidez à volta do eixo/chumaçeira. O pilar de apoio do braço de roda é diferente e feito para minimisar a propagação das vibrações até ao corpo do gira. O plinth é enorme, massivo e muito pesado. Através de experiências empiricas o JN encontrou uma associação de diferentes tipos de madeira que minimisam as vibrações sém reduzir a dinamica ném a rapidez da escuta. O corpo é então feito de camadas de madeiras diferentes e no fim folheado ou pintado ao gosto do cliente. Paradoxalmente ele prefére que o braço esteja fixo no plinth e não no corpo do gira. Afim de ofereçer uma distância compativel com os braços de 9”, o gira é montado lateralmente no no plinto o que permite de instalar um segundo braço. O aparelho repousa sobre quarto pés cilindricos em bronze ou em pontas. Todas as amelhorações foram feitas à escuta e pela experiência e não com a ajuda de medidas…

Avantagens : O peso, o tamanho e a construção massiva do plinth asseguram uma base estàvel e relativamente inerte. A rigidificação do corpo assim que a re-maquinagem das peças mecanicas amelhoram o desempenho do aparelho. Os principais inconvenientes do Lenco estando abolidos o som ganha em neutralidade e clareza. O aparelho pode ser equipado de dois braços o que é avantajoso. O gira pode ser acabado ao gosto do proprietario.

Inconvenientes : O aparelho é enorme e não sera do agrado de todos. A estetica é rudimentar e rustica pelo estilo. Os comandos são manuais e espartanos. A esse preço é um aparelho com uma concepção de meio-século… mesmo se é feito a novo !...

Escuta : O JNT Ref é um aparelho à parte. Concebido como uma màquina de prazer antes do desempenho técnico, ele acaba por ser excelente nos dois dominios. A obcessão do criador pelo respeito do ritmo e da cadência (PRAT em inglês) é audivel e mesmo excitante. O aparelho possui uma pulsação ritmica que cria um contraste harmonico permanente. As notas pareçem soar mais forte e mais baixo do que habitualmente, sém dar a impressão de serem manipuladas. O aparelho soa com um natural descontraido, mesmo quando a modulação é complexa e tensa. Uma forma de exaltação se cria à escuta, sém perturbar a analise objectiva… o que é raro. O gira do Jean Nantais distila o sinal musical como se serve um bom vinho. O aparelho convida à degustação da musica mais do que à escuta, e talvez seja ai o seu limite. A banda é larga e a dinamica poderosa mas o mais impressionante são as capacidades de alternância ritmica. A musica vive, foge e aproxima-se a um ritmo feito de contraste e sensualidade. As notas são palpàveis e densas, mas as linhas harmonicas são fràgeis e ducteis. Um aparelho que oscila sém escolher entre qualidades antinomicas e que acaba por ser palpitante sém ser perfeito. Efectivamente o Jean Nantais compreendeu tudo… sém saber nada !!!...  2cclzes  

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qui Set 15 2016, 19:40

Que bela forma de terminar uma lista de dez... mais um!

O Reference tornou-se um símbolo e não só para quem gosta dos Lenco, por vezes parece estar nas entre-linhas de quem quer muito desenvolver outros como os Garrard ou Thorens. Poderei ser eu a projectar, desde que temos um Lenco praticamente deixei de ler sobre esses temas e com este tópico o bichinho voltou.


É muito importante poder comprar uns discos e trazer para casa, mas graças a muitas conversas em que fui participando fui aprendendo a dar valor e reconhecer a importância de como se ouve.
Ainda não consigo reconhecer todas as pontas da "estrela" e num exercício de escuta perco-me com a maior facilidade, sou tomado pelo gozo que a Música me dá e lá embarco em viagens mais romanciadas...


Que mais se escreva, espero que este lado mais "educativo" continue e se multiplique.







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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qui Set 15 2016, 20:42

E a introdução do modelo de Quinn para a avaliação da performance dos giras, trouxe o seu quê de cientifico ao artigo! Smile

Excelente tópico Paulo.

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qui Set 15 2016, 21:16

Isto é uma terrível maldade! Não se faz


Pois é Paulo... Mais um brilhante texto

Mas não se faz. Insisto

Eu não conheço este gira e agora fico com uma terrível vontade de o conhecer. Não sei onde, mas hei-de de descobrir


2cclzes
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Fernando Mota
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qui Set 15 2016, 21:40

Estive sempre a ler este tópico, e desde já dou os meus parabéns ao TD124, pela forma correcta de mostrar ao pormenor todas as crónicas relativas aos belos gira discos mencionados.
Ainda bem que existem pessoas capazes de mostrar e partilhar a sua paixão por uma certa e determinada área, resultando desta uma aprendizagem generalizada de certos conceitos em si.
Obrigado pela óptima partilha
Um abraço
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sex Set 16 2016, 11:19

Goansipife escreveu:
... Eu não conheço este gira e agora fico com uma terrível vontade de o conhecer. Não sei onde, mas hei-de de descobrir ...

Um dia em fazendo uma voltita até Montpellier terei prazer a levar-te à casa de um amigo que tém um ... e também um antiLenco ... então serà uma barrigada de ex-Lenco's acompanhados de um vinhozito daqui !

Aliàs, entre Montpellier e arredores serà mesmo possivel ouvir TODOS os giras aqui citados, mesmo o Linn dvil ...

cheers

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tfonseca
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sex Set 16 2016, 11:50

Obrigado pelos excelentes textos! Ficamos a saber não só a técnica e engenho usados, mas também isso se transpõe na escuta. Um prazer em ler.

É pena nunca ter ouvido a grande parte dos gira-discos da lista. Quem sabe um dia. Pelo menos já tenho uma lista, o que é um começo.
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sex Set 16 2016, 12:09

TD124 escreveu:
Goansipife escreveu:
... Eu não conheço este gira e agora fico com uma terrível vontade de o conhecer. Não sei onde, mas hei-de de descobrir ...

Um dia em fazendo uma voltita até Montpellier terei prazer a levar-te à casa de um amigo que tém um ... e também um antiLenco ... então serà uma barrigada de ex-Lenco's acompanhados de um vinhozito daqui !

Aliàs, entre Montpellier e arredores serà mesmo possivel ouvir TODOS os giras aqui citados, mesmo o Linn dvil ...

cheers

Obrigado Paulo. Fica registado.

Realmente tenho que programar umas férias em França, que mal conheço. Só conheço melhor Estrasburgo (Strasbourg), onde temos uma fábrica, em Schiltigheim.

Quanto ao antiLenco, esse já conheço do PortuAudio de 2015. Salvo erro era o do César, apresentado pelo nosso amigo João Moreno.

Gostei imenso Todavia estou convencido que reconheci bem a assinatura dos Lencos, mas mais refinado. Na estrela, eu diria (de memória) que tinha mais definição e mais linearidade. Talvez pelos agudos mais extensos. Será assim?? Question

Quanto ao Linn..., nesse dia estarei doente de certeza dvil

cheers
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Sex Set 16 2016, 13:45

Goansipife escreveu:


Quanto ao Linn..., nesse dia estarei doente de certeza dvil

cheers



Mas se calhar nunca ouvistes um Linn assim, este poderá estar afinado.

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Dom Set 18 2016, 00:45

Possivelmente o JNT Reference é um gira discos bom para os Naimistas da velha guarda,
gostei de ler mais uma vez.

então e se em vez de 11 fossem 12 ou 13, não se arranja mais 1 ou 2 ?

Abraço,
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Dom Set 18 2016, 06:29

Jorge Ferreira escreveu:


então e se em vez de 11 fossem 12 ou 13, não se arranja mais 1 ou 2 ?



Este gajo volta não volta tem uma ideia boa.

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Ter Set 20 2016, 16:48

Jorge Ferreira escreveu:
Possivelmente o JNT Reference é um gira discos bom para os Naimistas da velha guarda, ... então e se em vez de 11 fossem 12 ou 13, não se arranja mais 1 ou 2 ?

Gostei da tua metafora... e efectivamente o JNT Ref. é um gira para velhos Naimistas !!!... então visto este teu comentàrio bem sentido (e em homenagem dos amadores da Naim concebida pelo Julian Vereker !)... talvez haja um outro para fechar a historia... mas sém o braço ARO  Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Ter Set 20 2016, 21:11

TD124 escreveu:
... talvez haja um outro para fechar a historia... mas sém o braço ARO.

Vi muitos exemplares Linn LP12 equipados com esse braçito...
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Ter Set 20 2016, 23:27

Sim! Eu também tive o meu equipado com o Aro. Até era "emocionalmente" especial para mim, pois foi uma oferta do próprio Julian Vereker, mas não durou mais de 2 dias. Percebi logo que não era braço para a minha sensibilidade de mãos de elefante. Voltei ao Itok
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Ter Set 20 2016, 23:44

Eu leio estes relatos e até fico desassossegado... Como o trabalho permite que pense em outras coisas, aproveito para colocar uma pergunta daquelas de resposta fácil. Wink

Qual é o vosso (de cada um) gira-discos de referência?
(aquele que escolheriam para testar tudo, até o novo sofá...)

A minha curta experiência não me permite responder...
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 01:11

Goansipife escreveu:
Sim! Eu também tive o meu equipado com o Aro. Até era "emocionalmente" especial para mim, pois foi uma oferta do próprio Julian Vereker, mas não durou mais de 2 dias. Percebi logo que não era braço para a minha sensibilidade de mãos de elefante. Voltei ao Itok

Pois... eu entendo-te Gonçalo,
especialmente depois de uma noite bem bebida está fora de questão eu pegar naquele braço...

O nosso amigo TD124 também percebeu muito bem a minha mensagem,
pois ele já me conhece, mas se isso não bastasse, o cartão de visita da Farmvinyl não engana relativamente ao meu braço de eleição.
agora deixem ver que histórias maravilhosas nos vai ele ainda presentear.

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 10:39

Para os Naimistas puros, principalmente os ingleses, realmente a única concessão de marca que eles faziam era a Linn e, antes de terem lançado um leitor de CDs próprio, o Arcam Alpha.

Os Linn, normalmente eram secundados por: NAC 62 ou 72 (pré); NAP 90 ou 140 ou 250 (power); Hi-Cap (fonte de alimentação externa do pré); SBL (colunas). Quando apareceram os conceitos da Naim de pré-phono, os primeiros foram feitos em "exclusivo" para os giras Linn ( NAG e Linnk), mas o Prefix em 1995, parece-me ter sido aquele que fixou muitos Naimistas ao LP12. Não sei... É uma impressão minha

Nos finais de 90, em Portugal, apareceu o Transrotor como gira discos. Alguns Naimistas portugueses adquiriram este gira, que também para mim metia o Linn num chinelo. No entanto, sempre gostei de ouvir mais este com Burmester do que com Naim. Mais uma vez são manias bounce

José Miguel escreveu:
Eu leio estes relatos e até fico desassossegado... Como o trabalho permite que pense em outras coisas, aproveito para colocar uma pergunta daquelas de resposta fácil. Wink

Qual é o vosso (de cada um) gira-discos de referência?
(aquele que escolheriam para testar tudo, até o novo sofá...)

A minha curta experiência não me permite responder...

Caro José Miguel,

É difícil "p'a caramba" a resposta. Pelo menos para mim

Há imensos braços bons, inclusivamente, para um detractor, como eu, da Linn, o Itok era um "g'anda braço" . O Aro que foi equipado em imensos Linns e é um excelente braço, mas exige umas mãozinhas delicadas e não uns cepos (como as minhas). Mas um excelente braço

Anualmente, adoro o braço da Well Tempered, que é excelente, mas, essencialmente, porque tem todo aquele funcionamento frick

cheers
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 11:14

Goansipife escreveu:
... É difícil "p'a caramba" a resposta. Pelo menos para mim ...  Há imensos braços bons, ...

Tenho a impressão que o rapaz pediu um gira e não um braço ... Rolling Eyes

lol!

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 11:28

TD124 escreveu:
Goansipife escreveu:
... É difícil "p'a caramba" a resposta. Pelo menos para mim ...  Há imensos braços bons, ...

Tenho a impressão que o rapaz pediu um gira e não um braço ... Rolling Eyes

lol!
Ainda estamos (aqui...) no período da manhã, por isso ainda há tempo!!!
Conhecido o braço, chegaremos ao gira-discos onde o Gonçalo gostaria de o colocar - se não está já no ponto certo. Wink
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 11:37

TD124 escreveu:
Goansipife escreveu:
... É difícil "p'a caramba" a resposta. Pelo menos para mim ...  Há imensos braços bons, ...

Tenho a impressão que o rapaz pediu um gira e não um braço ... Rolling Eyes

lol!



lol!
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 12:17

José Miguel escreveu:


Qual é o vosso (de cada um) gira-discos de referência?
(aquele que escolheriam para testar tudo, até o novo sofá...)

Há gajos muito distraídos smedley


Bom, José Miguel,

Entendendo referência como aquele ou aqueles dos quais parto para comparações com outros a ouvir (nem que seja mentalmente), as minhas referências são:

- SME Model 30, c/ braço SME V - já há muito tempo, este gira se encontra nesta posição
- Well Tempered Amadeus GTA, c/ o braço próprio, mais recentemente e que me levou a perder a cabeça.

Ambos preenchem muito bem a estrela aqui vinculada pelo TD124, mas o SME um pouco mais acutilante que o WT, na dinâmica. Ambos são, para mim, extremamente musicais, característica que relevo sempre numa audição. Primeiro a música e depois os sons.

Depois aquele que também me ficou na cabeça até hoje, numa audição também memorável - o VERDIER - como já o afirmei aqui.

Mas estão a surgir alguns bons gira discos, como também outros que são mais do mesmo, ou ainda pior.

O último que ouvi, um pouco, com bastante agrado, no sábado passado, foi o Luxman PD-171A. Nada barato, mas necessito de ouvir melhor. É um aparelho com aparência vintage, dos bons tempos de outrora (Technics, Sansui, Pioneer, Sony, etc., para falar de marcas da mesma origem - Japão), e que entra naquela classe de aparelhos que tem de ser quase forçosamente caros, sendo feitos hoje, utilizando as boas tecnologias e a óptima qualidade de construção por demais conhecida.

cheers
Gonçalo
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 13:12

Boa tarde Gonçalo!

A primeira resposta já foi interessante, porque se de gira-discos pouco entendo, dos seus mais "miúdos" componentes entendo menos... pensar que um dia compramos o Lenco como o gira-discos que pudesse evoluir connosco, aquele que nos acompanhasse num caminho longo e sinuoso... A verdade é que não conseguimos ter as armas para tal tarefa, mas como o caminho é longo vamos com calma.

Ao acompanhar este tópico reparei que as apresentações não geravam aquele silêncio de fundo que acontece quando estamos perante a tal "referência". E sim, tal como o Gonçalo entendeu, é desse termo de comparação/referência que falo.

O SME já foi investigado por mim no passado, apesar de não encerrar uma gigantesca novidade na construção, tem reunido algum consenso - conheci-o por aparecer um anúncio de venda, num site muito conhecido que começa em O e termina em X.
Curioso, o valor de venda era alto e a máquina parecia de guerra, fui investigar...

O seu gira-discos já me parecia estar num lugar muito alto, a forma como o colocou aqui deixou transparecer! Wink



Como faltam as oportunidades de experimentar, sou curioso e gosto de ler dá-me para isto, coloco perguntas.

Não sei o que me/nos espera, mas todos gostamos de evoluir e mesmo que pareça paradoxal, ler estes textos ajuda a processar informação.

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 15:55

José Miguel,
Vamos lá então falar de Lencos…

Eu nunca tive um Lenco. Nunca calhou, por esta ou aquela razão, enfim…

Por volta de 1976, adquiri (em abono da verdade tive uma razoável ajuda) um Thorens TD 160, com toda a pompa e circunstância. Não me lembro se era a primeira ou a segunda versão, mas, pela data, seria provavelmente segunda. Custou 16,5 Cts (moeda antiga e se bem me lembro) já com célula. Era, dizia quem me vendeu, um preço especial, pois o dono da loja era um amigo e colega de atividade dos meus pais.

Já na época, com 17 aninhos (que saudaaaadeeee) , andava nestas andanças do áudio e conhecia já um número significativo de outros amantes da “causa”, sendo que a maioria se atirava para o Thorens e, concretamente, esta referência. Era o grande Hit. Todavia havia quem tivesse também Lencos, Technics, Pioneers, Sonys, Duais, Toshibas, etc. Entre uns e outros havia quem surgisse à tona com TD124’s e Garrards. Eram os distintos possuidores de aparelhos profissionais de rádio e alguns tentavam mesmo a sorte nas rádios amadoras que embromavam mais do que surgiam.

Confesso que, dentro da mesma tipologia de base – Idler Drive – e da minha surdez natural, nunca consegui distinguir um Lenco L75 / 78 de um TD124. De um Garrard sim, este era ligeiramente mais leve / suave, transparente e detalhado. Dizia-se na altura.

Sempre foi com prazer que ouvi estes giras, principalmente o Lenco, que era mais comum entre a rapaziada que tinha Idlers. Álbuns como “Crime of the century”, “Wish you were here”, “The Dark Side of the Moon”, “The Wall” “Lamb Lies Down lamb lies down on broadway”, entre outros, eram ouvidos com uma intensidade e entusiasmo, com “batidas e “malhas” (hoje riffs) inesquecíveis e que nos tiravam absolutamente do sério, pelo punch.

Quando se faziam as famosas festas de garagem, de quando em vez lá aparecia um amigo com toda a parafernália de equipamento tipo boîte (como se dizia ao tempo), essencialmente com Technics SL1200. Mas também havia quem trouxesse um ou outro Pioneer.

Se sempre gostei de ouvir os Lenco, em audições mais caseiras (havia uma amiga, que o pai tinha um e… ), eis senão que um dia do ano passado, sou agradavelmente surpreendido pelo AntiLenco do César, da lavra do nosso amigo Paulo Marcelo (TD124), que não tenho ainda o prazer de conhecer pessoalmente, mas será para o mais breve possível. Este “Anti” era apresentado pelo João Moreno (um amigo comum do Paulo).

Já o disse aqui as impressões tidas, e não são de total desvio, ou “Anti Reconhecimento” da assinatura que tenho de memórias dos “originais” Lenco. Antes pelo contrário. As grandes diferenças poderei resumir numa perfeita actualização sónica, ficando-se com um gira-discos mais linear, definição e recorte, julgo que por dar a sensação de maior extensão do espectro mais agudo dos timbres.

Mas insisto, dentro da minha surdez natural, os Lenco são gira-discos com que conviveria perfeitamente toda vida, nem que fosse num chamado segundo sistema, ou terceiro. Uma coisa é certa, dão música e não só sons. Para quem possa gostar de uma certa sonoridade, que muitos chamam de 70’s, que apelam a uma audição talvez mais emocional, dourada e envolvente, então não há por que se queixar. Bem pelo contrário. Estes são os equipamentos com que podemos estar um dia inteiro e uma noite inteira a ouvir música. E se a companhia for boa…

cheers
Gonçalo
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 17:05

José Miguel escreveu:
... Qual é o vosso (de cada um) gira-discos de referência? ...

Não sei !... ou soube (acreditei saber???) por instantes que não duraram, mas compreendo que não seja esta a resposta que espera, então vou desenvolvê-la um pouco mais e por etapas:

1°_ O gira é um objecto mecanico que para o seu desempenho necessita outros objectos. São necessarios então: um gira, um braço, uma célula e um phono para ler um vinilo. A adequação destes quatro elementos é mais potente do que o valor isolado de cada um. Visto desta maneira então a qualidade (e o desempenho de um gira) vale pela associação e não sò pelas suas qualidades individuais. O que ouvimos (globalmente) é um sistema e não um elo desse conjunto é claro...

2°_ Fazendo abstração do que venho de dizer e considerando que fui formado à escuta analitica (capacidade a extrair um elo do conjunto à escuta...), se ler as analises que fiz dos 11 représentantes e mesmo lendo nas entre-linhas... compreende que os respeito todos e que cada um tém cartas a dar. Conheço-os todos e relativamente bem e alguns possuo ou possui. Tive dois Rega, dois Pink, três Linn e um Roksan Xerxes 2.0... fui representante Rega e Roksan (estive duas vezes na fabrica Rega e uma na Roksan aonde falei com os designer's), o J.C.Verdier sém ser um amigo, foi alguém com quem simpatisei muito e que encontrei algumas vezes e vivi um ano com o seu gira... o Grand Prix estive para ser importador e encontrei duas vezes a equipa de concepção... e fora o Technics SP10 e JNT que tenho na casa de amigos ao lado, possuo ainda os outros exemplares citados, então posso dizer que sou intimo dessas màquinas... e no entanto, nenhum é uma meta ou um objectivo absoluto e continuo a acreditar que o gira TOTAL teria o melhor de cada um deles todos...   e esse não conheço, ném creio que exista !!!...

3°_ A escuta vinilo é maniqueísta e epicurista... então ela não é ditada pela justeza ou perfeição mas pelo prazer que procura ao auditor (e qualquer que seja a razão). Esta situação desagrada-me pelo aspecto puramente subjectivo e narsicico, mas respeito-a e assumo-a mesmo (às vezes...), pois em paralélo do pragmatismo objectivo sou também hedonista e não amuo então o prazer é claro. Nesta visão altamente fragmentada e condicional pois ditada pelo regozijo, posso lhe dizer o(s) meu(s) gira(s) preferido(s) seriam o PTAnn e o JTN sém a sombra de uma duvida... ora que num ponto de vista objectivo e pragmàtico seriam o Technics SP10 e o Grand Prix Monaco !!!... e que o melhor compromisso entre estes dois mundos seriam o Garrard 301 grease e o TD124 MKI, e talvez por isso os guardo mesmo se é no chão... então como vê não posso citar um sò infelismente...

4°_ Ném a deontologia e ainda menos a objectividade me permitem de falar dos meus aparelhos... então subsistera sempre a duvida sobre o que prefiro entre o trabalho dos outros e o meu...

Esta é a melhor resposta que lhe posso dar à pergunta... mas é realmente sincéra e pensada !!! cheers

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 17:37

Mais um belo texto e testemunho!!!

Quando escolhemos o Lenco (já o disse algures), além do gosto pela peça (gosto, porque nunca o tínhamos experimentado), acreditamos na possibilidade de o fazer "crescer" na medida que fossemos crescendo.
Ouvir música é algo que se aprende, é como provar vinhos ou café, cerveja ou águas... no princípio tudo parece igual, depois aparecem as diferenças e por fim o entendimento das diferenças.

O que mais falta é entender as diferenças e é por isso que faço estas perguntas. Não comparo peças por gozo, eu procuro entender do que são capazes, experimentar na medida do possível e escolher.

Se estamos contentes com o Lenco!?!
Quando ele chegou deixamos de pensar no que ocupava o lugar... O Sony PS-5520 era de grande beleza (para nós e foi escolhido por isso!), mas o Lenco revelava todo um novo mundo. Guardada estava a Shure M75, comprada já a pensar nesse dia, e lá trocamos primeiro a célula da Lenco que vinha com ele e depois a AT95e que ainda temos.

Esta questão da célula é importante e das três que experimentamos é a Shure que nos convence mais, nem imaginamos como será com melhor "casamento" - ao que parece a M75 gosta de braços leves...


Claro que já pensamos trocar de braço, mas fará sentido manter o plinto!?! (plinto que a Luciana adora e escolheu!) Quando procuro por braços tento ver os que entram naquele lugar...

Como falta experimentar um Lenco "mexido" deixamos algumas ideias de lado e mantemos tudo original - que é algo que nos agrada. Mas em comparação com todos os gira-discos que já tivemos este é o melhor!




O Paulo que continue com o tópico, porque já saímos do objectivo!
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 17:58

Os dois proximos e ultimos giras serão uma piscadela de olhos e um acto de prazer. Evidentemente a trama e o sério serão exactamente os mesmos que guiaram os ultimos onze... mas vão compreender pela escolha e pelo fundo humoristico do segundo gira... que é simplesmente para acabar com uma troca amigàvel e cumplice entre amigos e é bem que assim seja... penso eu !!!

Entretanto falem de giras à vontade... pois é o topico mais indicado para isso cheers

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 18:30

Caro Paulo a resposta vai ao encontro do que queria ler - uma opinião honesta e pessoal!


Como já disse na resposta ao Gonçalo, ler sobre estas peças agrada-me e ajuda a aprender/compreender algumas coisas.

A forma como começa é um bom ensinamento, algo que aprendi faz tempo e que passei a compreender melhor com todas as conversas/leituras.
Eu compreendo mesmo a relação entre peças, por isso até brinquei com o "até experimentar o novo sofá"! Wink



Agora aguardo por mais dos seus textos, que bem sabem ler!
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 20:17

José Miguel escreveu:
...Ouvir música é algo que se aprende, é como provar vinhos ou café, cerveja ou águas... no princípio tudo parece igual, depois aparecem as diferenças e por fim o entendimento das diferenças. ... O que mais falta é entender as diferenças e é por isso que faço estas perguntas. ...

Eu diria que no começo ouve-se sons (estimulante mas simplista)... apòs algum tempo começamos a ouvir diferenças (um periodo insonso)... e no fim escutamos as qualidades e defeitos e o mal està feito , pois diferenciar a qualidade do defeito é jà saber ouvir e apreciar !!!...

...Esta questão da célula é importante e das três que experimentamos é a Shure que nos convence mais, nem imaginamos como será com melhor "casamento" - ao que parece a M75 gosta de braços leves...

Efectivamente a Shure gosta de bracos leves... mas não chega!... é necessario que o braço seja leve e bom, que tudo esteja perfeitamente afinado... que o gira seja de qualidade e com um phono adaptado e que enfim tudo isto queira cantar juntos e que o Maestro saiba o que està a fazer... para resumir a Shure é como qualquer outra célula e depende de vàrios factores para poder brilhar ou se apagar...

Claro que já pensamos trocar de braço, mas fará sentido manter o plinto!?! (plinto que a Luciana adora e escolheu!) Quando procuro por braços tento ver os que entram naquele lugar...

TD124 escreveu:
... Estimulado pelo resultado inesperado, ele agarra no braço do Rega e implanta-o no Garrard e a surpresa torna-se em excitação. Fogo!!!... esse gira modesto assim artilhado suplanta o Rega e transforma a escuta do seu modesto sistema. ...

Experimente a meter um braço Rega no Lenco e jà vai começar a aperceber a paixão do Jean Nantais pelos Lenco (não a minha)... e talvez seja o começo de uma nova vida musical. Quanto ao plinto jà o disse varias vezes... que um aparelho não é um bibelot ném um objecto de decoração. Então que seja branco, cor de rosa ou preto salpicado de amarelo se me der musica como exijo, tudo bom... para o resto, menos vejo os aparelhos e melhor escuto e a minha paixão pelos Can's não é por acaso...

Como falta experimentar um Lenco "mexido" deixamos algumas ideias de lado e mantemos tudo original - que é algo que nos agrada. ...

È se deixar estar assim então  cheers

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 20:36

Aproveitando as respostas, uma pergunta:
Um Rb250 ou Rb300 encaixam no lugar do Lenco, sem mais?

Eu percebo a questão do plinto e até a da suspensão - deixar ou retirar -, mas fazer tudo sem ouvir um antes é algo complicado quando o orçamento é curto... Embarassed

Por isso é que coloquei as ideias nessa ordem, terminando com esse - vamos deixando ficar e gostamos.

Não significa falta de "querer", é outra coisa...
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 20:56

José Miguel escreveu:
Eu leio estes relatos e até fico desassossegado... Como o trabalho permite que pense em outras coisas, aproveito para colocar uma pergunta daquelas de resposta fácil. Wink

Qual é o vosso (de cada um) gira-discos de referência?
(aquele que escolheriam para testar tudo, até o novo sofá...)

A minha curta experiência não me permite responder...


Em primeiro lugar, o meu grande aplauso para o Paulo, por mais uma iniciativa/partilha excecional...!

Depois, partindo das palavras do José Miguel, dizer-lhe o que ele já sabe...

Já que entramos, assim, no mundo da utopia... não há "O" gira-discos MacGuyver, "O" gira-discos "canivete suíço", "O" que é magnífico em todos os campos... (na minha modesta opinião, um perfeito desconhecedor)

Os gráficos "estrela", acrescentados pelo Paulo, dão uma noção disso mesmo... (o Homem, ser permanentemente insatisfeito)

Mudando o registo, com os pés bem assentes na terra, direi que é pergunta para resposta simples, é o (atual) meu, um "miserável" TD 160... e mais nenhum...! (opinião de quem pouco conhece)

Um abraço!

Wink
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 21:19

Boa noite João!

Eu não peço "O Tal" universal, perguntei por uma referência pessoal - neste caso teria que responder como o João e o actual é a referência e o melhor que nos passou pelas mãos. Todavia, nem me considero capaz...

Aproveitei para perguntar porque há pessoas por aqui com grandes experiências e que as partilham muito bem - escrevem e descrevem bem! Wink



Uma coisa é certa: a música continua!
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 21:27


Tenho a certeza que compreendi a tua iniciativa.
Há por cá muita gente bem formada na questão "áudio" e isso é uma mais valia para qualquer um de nós (os "pobrezinhos" que gostam de saber).

Desculparás o meu devaneio... (consequência da idade, atenção ao mundo e leituras diversas... More, Bakunin, Orwel and so on...)

Wink
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qua Set 21 2016, 21:47

José Miguel escreveu:
Um Rb250 ou Rb300 encaixam no lugar do Lenco, sem mais?

Ambos abraçam com ternura o Lenco.
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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qui Set 22 2016, 18:48

José Miguel escreveu:
...aproveito para colocar uma pergunta daquelas de resposta fácil. ...

Qual é o vosso (de cada um) gira-discos de referência?  ...



Amigo José... eu critiquei o Gonçalo de responder braço em vez de gira, mas pessoalmente respondi preferido em vez de de referência...   não sou mais atento do que ele Embarassed

Então para mim o gira de referência entre tudo o que ouvi é o EMT950, dito na lingua de Goethe:

950 Schallplatten-Wiedergabe-Maschine

Esta é então a minha resposta concréta à sua questão e o patrão dos giras na minha opinião !!!...

cheers

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MensagemAssunto: Re: Dez giras para a historia...   Qui Set 22 2016, 19:36

Boa tarde/noite Paulo!


Ainda bem que ambos se enganaram, porque assim mais li e retirei desta conversa.

Esse gira-discos da EMT tem um aspecto de tecnologia industrial/profissional, bem sei que foi pensado para isso e não duvido que seja uma belíssima referência para se ter face a todos os outros.


Na outra mensagem referiu o seu e eu entendo que reserve a sua opinião sobre o Anti-Lenco (ou outros já preparados por si) para outros espaços e conversas. Claro que gostava de saber como coloca o seu Anti-Lenco face ao EMT 950 (a referência), mas deixarei que essa opinião surja um dia em outro contexto. Wink


Uma coisa é certa para mim: ler sobre estas máquinas tem ajudado a evoluir e enquanto escrevo ouvimos Bob Dylan - Desire, ouvimos sem dúvida de forma diferente e isso deve-se as peças que medeiam a relação que temos com a Música.

Curiosamente este tópico acabou por revelar máquinas cujos valores nem são astronómicos, o próprio EMT está ao alcance de um ano de salários mínimos Portugueses... (não é para todos, mas haverão alguns capazes...)
Onde é que quero chegar com esta conversa: será possível (já que o Paulo também domina essa arte!) um tópico semelhante sobre amplificadores (power ou integrados, válvulas ou transístores, híbridos, ...)?

Quem sabe se sobre colunas também... as/os dez mais influentes...


Já escreveu sobre as melhores peças entre os elementos de um sistema, mas se sentir os dedos a formigar já sabe - terá leitor atento!!!


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