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 Analise à velocidade dos giras

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 11:17

Para aqueles que se interessam pelas questões técnicas dos equipamentos aqui fica o link para uma discussão interessante sobre Turntable speed analysis

Boas leituras,
Ricardo
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MJC
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 11:28

Isto é matéria muito interessante. Diria mesmo interessantíssima.

Se pensarmos que o disco contém apenas metade da informação que constitui a onda musical a reproduzir, este assunto torna-se, além de interessante, muito importante para todos aqueles que, além de ouvir música (objectivo nº1), gostam de perceber um bocadinhos destas tretas.

Já escrevi uns Kms sobre este assunto (desde os tempos do liceu que percebi que a melhor forma de entender as »coisas« era escrever a minha interpretação sobre as ditas) e cada vez mais me fascina o assunto.

Abraço,
MJ
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Stereo
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 11:54

Muito interessante! Mais uma para me entreter!
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 12:18

Já li umas quantas páginas...começam a separar o trigo do joio.

Ricardo
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 12:19

Vou ler este artigo e seria uma boa base para aqui discutirmos este assunto. O que posso dizer é que o meu ex Thorens 125 beneficiou e muito com a fonte Dr. Fuss e tocava nas horas com esta fonte.

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MJC
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 14:13

Atenção que no que toca à precisão da velocidade do GD, a fonte sendo importante não é o elemento fulcral.

Por mais precisa a nível electrónico que a fonte seja, os verdadeiros problemas começam no próprio motor e prosseguem com a forma como o movimento do motor é transmitido ao prato.

Claro que uma fonte dedicada e elaborada como a Dr. Fuss será sempre preferível. E o facto do TD 125 tocar melhor com esta fonte reforça a ideia que avancei (o conceito não é meu) que os nossos LPs apenas contêm metade da informação da música que queremos ouvir. A outra metade é fornecida pelo conjunto motor/transmissão/prato.

Cumprimentos,
MJC
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 14:21

MJC escreveu:
A outra metade é fornecida pelo conjunto motor/transmissão/prato.

Cumprimentos,
MJC


Uma analise interessante. E se pensarmos que muito do "ruído" sobe pelo veio acima (problema grande dos DD's) e que uma boa célula capta tudo, muito se explica.

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MJC
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 14:28

António José da Silva escreveu:


» ... E se pensarmos que muito do "ruído" sobe pelo veio acima (problema grande dos DD's) e que uma boa célula capta tudo, muito se explica.


Exacto. Esse é um dos problemas dos DD. Além do eventual ruído, as variações que possam existir na velocidade do motor são directamente transmitidas ao prato. A velha correia, embora não isenta de problemas, neste aspecto, é menos falível que a transmissão directa.

Abraço,
MJC
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 14:48

MJC escreveu:
António José da Silva escreveu:


» ... E se pensarmos que muito do "ruído" sobe pelo veio acima (problema grande dos DD's) e que uma boa célula capta tudo, muito se explica.


Exacto. Esse é um dos problemas dos DD. Além do eventual ruído, as variações que possam existir na velocidade do motor são directamente transmitidas ao prato. A velha correia, embora não isenta de problemas, neste aspecto, é menos falível que a transmissão directa.

Abraço,
MJC

A velha correia com o sistema de massa elevada, faz milagres neste aspecto, não achas?.

Sim, muito daquilo que é percebido como falta de musicalidade e que incomoda muitos de nós nos DD, penso que tem a sua origem no sistema de tracção.
Algo tem que ser para soarem como soam.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 15:10

http://www.pinkfishmedia.net/forum/showpost.php?p=1494388&postcount=177
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 15:26

António,

No seguimento da conversa sobre o Nakamichi, já viste o efeito que produz um disco descentrado.
É por isso que gosto de gráficos, que os acho muito úteis; conseguimos "visualizar" os problemas.,,muito mais eficaz do que um estroboscópio.

Um abraço,
Ricardo
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 15:30

Se descarregarem o tom a 3Khz do EMT notam perfeitamente as oscilações a 45. a 78 nem tanto.
Num dos grandes tópicos dos AAA, os especialistas em EMT dizem que o 938 é o EMT a "não" ter. Será que tem a haver com isto?

http://www.mediafire.com/?onznmfjmynm

http://www.mediafire.com/?cxooylgmmjy

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 16:28

António José da Silva escreveu:


A velha correia com o sistema de massa elevada, faz milagres neste aspecto, não achas?.

Nem mais. Não será por acaso que os projectistas de GDs com pretensões (???) têm optado por este tipo de transmissão.

Quando acabar de escrever o texto (ando nisto há para aí 6 meses, e não, não é assim tão complicado, eu é que sou burro)
podemos aceitar inscrições para uma sessão de debate à volta do texto. De preferência ao ar livre e com comes e bebes. Escusado será dizer que o Ferpina quando lhe apresentei a ideia, foi o primeiro a reservar lugar.

Vantagem de promovermos a sessão algures,

1- Não chateamos o pessoal do AAP que se está borrifando para o assunto.
2- O pessoal do AAP que se está borrifando para o assunto não nos chateia com off topics.
3- Se durante a sessão começarmos a ficar chateados ou verificarmos que o que eu escrevi é um conjunto de tretas, vingamo-nos nos caracóis.
4- Se um, e apenas um, dos participantes achar que o texto tem qualquer coisa que se aproveite, os meus caracóis são pagos pelo resto da malta (as minhas loiras, pago eu)
5- O limite de inscrições será directamente proporcional aos caracóis disponíveis.
6- O evento terá lugar, obrigatoriamente, em Lisboa. De preferência perto de minha casa, não vá eu, numa urgència, ter que me pôr a salvo.

Cumprimentos,
MJC
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 16:45

MJC escreveu:
António José da Silva escreveu:


A velha correia com o sistema de massa elevada, faz milagres neste aspecto, não achas?.

Nem mais. Não será por acaso que os projectistas de GDs com pretensões (???) têm optado por este tipo de transmissão.

Quando acabar de escrever o texto (ando nisto há para aí 6 meses, e não, não é assim tão complicado, eu é que sou burro)
podemos aceitar inscrições para uma sessão de debate à volta do texto. De preferência ao ar livre e com comes e bebes. Escusado será dizer que o Ferpina quando lhe apresentei a ideia, foi o primeiro a reservar lugar.

Vantagem de promovermos a sessão algures,

1- Não chateamos o pessoal do AAP que se está borrifando para o assunto.
2- O pessoal do AAP que se está borrifando para o assunto não nos chateia com off topics.
3- Se durante a sessão começarmos a ficar chateados ou verificarmos que o que eu escrevi é um conjunto de tretas, vingamo-nos nos caracóis.
4- Se um, e apenas um, dos participantes achar que o texto tem qualquer coisa que se aproveite, os meus caracóis são pagos pelo resto da malta (as minhas loiras, pago eu)
5- O limite de inscrições será directamente proporcional aos caracóis disponíveis.
6- O evento terá lugar, obrigatoriamente, em Lisboa. De preferência perto de minha casa, não vá eu, numa urgència, ter que me pôr a salvo.

Cumprimentos,
MJC


A ideia é genial mas depois os resultados do "brainstorming" ou se eu estiver presente, o "idiotissitystorming" deveriam de ser publicados neste post. Outra pessoa que gostaria de ter presente seria (no caso de aceitar, mas penso que os caracóis são bastante persuasivos) o Rui Borges que tem neste aspecto uma enorme "bagagem" que aliás constato cada vez mais.

Mas caro Mário, como podes ver por certos tópicos que existem no AAP, a maioria da malta sabe destingir os assuntos sérios dos mais leves.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 17:39

MJC escreveu:
Quando acabar de escrever o texto (ando nisto há para aí 6 meses, e não, não é assim tão complicado, eu é que sou burro)

Sei bem o que isso é.
Tenho para aqui tralha em barda sobre as colunas BBC mas estou com aquela coisa do "bloqueio de escritor"...

Ricardo
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 19:27

António José da Silva escreveu:


1- »... A ideia é genial... «

2- »... deveriam de ser publicados neste post.«

3- »... Outra pessoa que gostaria de ter presente seria (no caso de aceitar, mas penso que os caracóis são bastante persuasivos) o Rui Borges que tem neste aspecto uma enorme "bagagem" que aliás constato cada vez mais.«

»... a maioria da malta sabe destingir os assuntos sérios dos mais leves.

1- Não acho que seja genial, apenas uma tentativa para que as pessoas verdadeiramente interessadas no universo analógico que diz respeito aos GDs possam aprofundar um pouco mais os seus conhecimentos. Foi o que eu fiz quando verifiquei que pouco mais sabia do que ligar e desligar o GD. Não quer dizer que já saiba tudo; mas sei um bocadinho mais.

2- Isso não depende de mim. Cada vez que pretendo levar os assuntos mais a sério sou ultrapassado pela direita. Infelizmente já aconteceu aqui e noutro espaço onde nem sequer cheguei a aquecer o lugar.

3- Isso seria o ideal até porque me parece que a filosofia adoptada em alguns RB vai de encontro ao conceito que agora compreendo e do qual sou apologista. Ficaríamos todos a ganhar com os ensinamentos do Rui Borges. Mas em jeito de critica, não sei se o Rui Borges estaria interessado nessa caracolada. Afinal, está inscrito desde a primeira hora e apenas nos deu a honra de postar uma mensagem. Das duas uma, ou não tem tempo ou a malta cheira mal dos pés.

4- Pois se a maioria da malta sabe distinguir os assuntos sérios dos mais leves é sinal que muita coisa mudou. Fico contente.

Abraços, cumprimentos e caracóis,
MJ
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 19:33

MJC escreveu:


4- Pois se a maioria da malta sabe distinguir os assuntos sérios dos mais leves é sinal que muita coisa mudou.


As mudanças fazem-se com a sabedoria que o tempo proporciona ao ser humano.

E por mim, siga este assunto excitante mesmo que (para mim) complexo demais. Mas tentar não custa.

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Stereo
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 20:48

Falar do analógico, comer uns caracóis e beber umas loiras... só posso dizer: de que é que estamos à espera?! Ainda por cima em Lisboa; não precisando de conduzir!
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 21:09

Stereo escreveu:
Falar do analógico, comer uns caracóis e beber umas loiras... só posso dizer: de que é que estamos à espera?! Ainda por cima em Lisboa; não precisando de conduzir!

Por momentos pareceu-me que tinhas escrito comer umas loiras...está na altura de fazer nova visita ao oftalmologista.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Seg Jun 11 2012, 21:11

ricardo onga-ku escreveu:
Stereo escreveu:
Falar do analógico, comer uns caracóis e beber umas loiras... só posso dizer: de que é que estamos à espera?! Ainda por cima em Lisboa; não precisando de conduzir!

Por momentos pareceu-me que tinhas escrito comer umas loiras...está na altura de fazer nova visita ao oftalmologista.


A mente engana cá com uma pinta.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 10:51

António José da Silva escreveu:


As mudanças fazem-se com a sabedoria que o tempo proporciona ao ser humano.

E por mim, siga este assunto excitante mesmo que (para mim) complexo demais. Mas tentar não custa.

Tem piada que já és o segundo que me diz que não percebe nada, qua os assuntos são muito complexos, etc...

O outro tambem não percebia nada mas identificou um problema à primeira e compreendeu o conceito e o mecanismo da »coisa« muito mais rapidamente que eu.

Vocês sabem pouco, sabem...

Mas concordo, este tema (a importância da velocidade, mais exactamente,a precisão da mesma) é fascinante e é impressionante como é a malta liga tanto às prensagens, às células e ignoramos os outros 50% da questão.

Abraço,
MJ
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 10:53

ricardo onga-ku escreveu:


Por momentos pareceu-me que tinhas escrito comer umas loiras...está na altura de fazer nova visita ao oftalmologista.

Wishful thinking?

Abraço,
MJ
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 16:51

Numa conversa que se teve aqui no AAP há não muito tempo no que aos óleos diz respeito, e onde alguns advogavam que quanto mais facilitasse a função da rotação melhor e numa conversa que também tive há já bastante tempo com o Rui Borges, ele dizia-me que não seria bem assim e que dependia de muita coisa, e até me disse que seria assunto para um livro. Nos giras dele (e outros) o próprio óleo desenvolvido pelo Rui, não é daqueles que alguns pensam que é o mais "escorregadio" mas sim um que para além de lubrificar, oferece uma resistência que ajuda a uma rotação mais estável e à redução de ruído.
Serve esta introdução (algo atabalhoada) para vos dizer que ao continuar a ler o texto proposto pelo Ricardo, vês-se que o motor precisa de uma carga constante para trabalhar no seu melhor e para reduzir o tal ruído.

What happens is this: a belt drive is primarily a reactive (resonant) system formed by the inertia of the platter bouncing on the compliance of the belt. This system is lightly damped (only by the belt's losses) and thus of fairly high Q. It is also quite non-linear. So speed is expected to be modulated at the drive system resonance, its lower harmonics, the suspension system resonance (if any), and any motor breakthrough. Most of these are high Q. Adding damping in the shape of drag (i.e. a speed dependent force, such as viscosity, and not just a static force!) knocks down these modulation peaks.

Quanto mais se vai lendo, mais interessante este assunto se vai tornando.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 16:55

E também neste seguimento, e especialmente para o Nbunuel Laughing , a constatação de que a melhor maneira de exercer essa carga (load) é o sistema usado no velho TD-124.


I ran some simulations of this years ago, but it taught me that one needs quite a lot of viscosity if it is applied at the main bearing. An eddy current brake at the platter's perimeter seems to be more efficient. Oh, and when active controlled can be used for dynamic speed control, within limits of system bandwidth.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 16:58

Tenho estado a prender umas coisitas....

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 20:48

António José da Silva escreveu:


»... mas sim um que para além de lubrificar, oferece uma resistência que ajuda a uma rotação mais estável...«


Bull's Eye!!!

Saudações Analógicas,
MJ
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 22:30

Segundo percebi, o EMT utiliza um feltro para criar atrito.

Ricardo
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 22:43

Só tenho que me vergar!... Isto só me aumenta o apetite para as loiras!
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 22:45

EMT 930 Turntable: Design follows Function

The engineering and fatures of the EMT 930 are directly related on the manner in which it was intended to be used. It was designed to be used day in, day out, over a long period of time, and deliver the highest possible quality of signal with the greatest stability and consistency. It is therefore engineered to a high level of quality and durability. It was also designed to be easy to use for the purpose for which it was intended, which accounts for the unique features of its drive system.
A large, heavy-duty sunchronous motor drives the main turtable via a silicon rubber intermediate (idler) wheel much wider than usual. This allows transfer of a great deal of torque to the turntable, but is obviously much more demanding of precise alignment than the usual narrow idlers. The main turntable itself is a cast and machined alloy item about twice the mass of the usual belt drive turntable platter. The drive system is capable of bringing the heavy turntable to speed in a very short time interval.
Even this, however, was not good enough for the EMT engineers and their broadcasting customers. For one thing, starting and stopping the turntable by disengaging the idler for every record change would be too wearing for the idler. For another, the time taken to bring the record to speed would vary for 33 1/3, 45 and 78rpm, and it would also vary with idler condition, temperature, cleanliness of the turntable drive surface and other parameters. So it would not be possible to predict how long it would take for a signal, stabilised at the correct speed, to be available after the operator started the machine.
To solve this problem, a clutch system is engineered into the 930's turntable. A lightweight acrylic auxiliary platter rests on top of a felt clutch ring fixed to the top surface of the cast main turntable, and carries the record on a felt mat. The auxiliary platter has a brake flange around its circumference. An elecromagnetically operated brake pad, applied by flicking a switch on the left side of the turntable, instantly stops the lightweight auxiliary platter and record, and a relay mutes the signal. Releasing the brake starts the record almost instantly again, and the muting relay allows signal through a precisely preset 0.4 seconds later, by which time the record speed has stabilised at any of the three speed settings. The circumference of the auxiliary platter also carries the backlit stroboscopic markings.
The operator is meant to cue the record to just before the beginning of a selection to be played, by operating the brake and scrubbing the record on the felt mat with the stylus still in the groove, listening on the unmuted headphone output available from sockets on the top plate. Once the precise cue spot has been found, markings on the top plate around the circumference of the turntable allow the operator to scrub the record back over the precise angle corresponding to 0.4 seconds at any of the three speeds. 0.4 seconds after the brake is released, the selected track begins to play from the precise spot previously cued, at perfect speed.
The brake switch can be set to a "remote" position, where with appropriate wiring, the player can be started from a remote switch, usually in the fader on the station's broadcast console. A pilot light informs the operator when control is available locally or is switched to remote.
The means of speed adjustment is also addressed to the manner in which the EMT 930 was intended to be used. Other well-known turntables of the day used induction motors, the speed of which depends to some extent on the torque load imposed on them. The speed of these motors can therefore be adjusted with magnetic brakes, such as the eddy-current disk used on the Garrard 301 and Thorens TD124, but the speed cannot be relied on to remain constant because induction motor speed varies with temperature and voltage. These turntables had the speed controls easily accessible on the top panel, for the user to correct the speed or set the pitch as desired.
Instead, the EMT 930 uses a frequency-synchronous motor, the speed of which depends on the frequency of the AC supply only. Since the motor speed is fixed, whatever the torque load, it is not possible make fine speed adjustment by applying a brake to the motor. So the EMT 930 uses a friction brake applied to the main turntable. An oil-soaked felt brake ring is pressed by a leaf spring to a braking surface on the bottom side of the main turntable, around the main bearing shaft. The spring pressure, and therefore the braking force, can be adjusted by means of a knurled knob under the chassis, accessible from the front. Once the speed has been set, it can be relied upon to remain constant, as verified by stroboscopic markings around the outside edge of the auxiliary turntable, illuminated below by a neon strobe lamp.
This speed adjustment system was obviously meant to make sure the records were spun at precisely the nominal speed, and not for correcting the pitch record-to-record, which again relates to the purpose the machine was meant to be put to. The operator in the radio station machine room was only concerned about spinning the records at the right speed, and therefore making sure the program timings were adhered to; making sure the record was cut at the correct speed, and therefore rendered pitch correctly on playback, was the responsibility of the cutting engineer at the record company.


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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Ter Jun 12 2012, 22:48

ricardo onga-ku escreveu:
Segundo percebi, o EMT utiliza um feltro para criar atrito.

Ricardo


Sim Ricardo, o que indica claramente que tanto na execução do 124 como nalguns EMT's já sabiam o que faziam e muito do que está em causa.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 00:39

António José da Silva escreveu:
MJC escreveu:
António José da Silva escreveu:


» ... E se pensarmos que muito do "ruído" sobe pelo veio acima (problema grande dos DD's) e que uma boa célula capta tudo, muito se explica.


Exacto. Esse é um dos problemas dos DD. Além do eventual ruído, as variações que possam existir na velocidade do motor são directamente transmitidas ao prato. A velha correia, embora não isenta de problemas, neste aspecto, é menos falível que a transmissão directa.

Abraço,
MJC

A velha correia com o sistema de massa elevada, faz milagres neste aspecto, não achas?.

Sim, muito daquilo que é percebido como falta de musicalidade e que incomoda muitos de nós nos DD, penso que tem a sua origem no sistema de tracção.
Algo tem que ser para soarem como soam.

Orquestra

Boa noite Exmos. Srs.

Parece-me que a correia amortece um pouco as incoerencias da rotação do motor, mas acaba por transmitir sempre alguma variação com algum atraso, pela sua elasticidade.
O trunfo maior reside na massa do prato para oferecer um momento angular "viçoso"! Se o prato fôr pesadão e muito bem equilibrado com um eixo top e se o motor parar; "até salta a correia"!
Isto é a minha opinião.

Mas acho que o grande trunfo dos "belt drive" é o facto de um tipo poder ter o motor e a fonte de alimentação na sala ao lado.A amplitude da radiação electromagnética varia inversamente com o quadrado da distancia, assim podemos ter silencio em vez de um "kiko" de "hummmmmmm". Uma correia ou correias longas também devem ter os seus contras, por isso também não se deve poder abusar da distancia!
Já notei que há discos que já trazem um cheirinho desse "hummmm" agarrado, pelo que ouço de disco para disco.
Claro que uma cabeça com blindagem em "titânio" também ajuda a evitar a "desgraça".
Digam-me Vossas Senhorias, que são ávidos utilizadores de cabeças "bobinodinâmicas", como se conseguem livrar do dito Sr. "Huummmm"? Só mesmo com os motores no "Samouco" não é?
Agora revelo-vos um segrêdo, para informar-vos que nem sempre fui um herege. No passado, há uns valentes anos, era um homem de Fé! Ainda acreditava em milagres. O contratempo foi o rendimento não ter chegado para encomendar os ditos milagres!

Aqui está a AT3050_MC





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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 01:51

ricardo onga-ku escreveu:
Segundo percebi, o EMT utiliza um feltro para criar atrito.

Ricardo



Solução para alguns gravadores de cassetes.
Os Nakas tem um esquema de correia, o Aiwa AD-S950 tem um feltro montado numa alavanca de plástico com a tensão controlada por uma mola a provocar atrito no eixo anterior da bobine da cassete. Acabei por o retirar devido a ter observado no analisador de espectro que a "saia" produzida a 3khz sem o tensor, era menor!!!???

E esta, hein?



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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 03:42

Nem tudo o que é parece e nem tudo o que parece ser é. Ficam aqui as medições da regularidade de rotação de um SL1200 DD Quartz e um Phonosophie 2 que não é mais do que um Thorens 320 MKII (braço TP-90) com alguns "carinhos" (melhoramentos) feitos pela empresa alemã Phonosophie. E parece que deixou todos um pouco de boca aberta.



Contrariamente ao que seria de esperar, a linha verde é a do SL-1200.

Mesmo sem entender a maioria das coisas que vão dizendo, vou aproveitando as conclusões e aprendendo, Entretanto já vou na página 18. E o interesse e as coisas interessantes vão crescendo.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 06:38

E mais uma vez aquilo que alguns (teimosamente) nao querem admitir e que o nosso TD124 (Paulo Marcelo) já explicou noutras bandas deste fórum.

...because it's not absolute speed stability as has often been cited as a DD attribute, the polar plots indicate that, ironically, this is not one of this technologies strong suits.


As medições efetuadas por eles, mostram que contrariamente aquilo que muita gente pensa ser o atributo forte dos DD's, (estabilidade de rotação) ironicamente esse não é o ponto forte desta tecnologia.

Quem diria....

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 08:07

Escreveu o colega Paluse

1- Parece-me que a correia amortece um pouco as incoerencias da rotação do motor, mas acaba por transmitir sempre alguma variação com algum atraso, pela sua elasticidade.

2- O trunfo maior reside na massa do prato para oferecer um momento angular "viçoso"!
Isto é a minha opinião.

3- Mas acho que o grande trunfo dos "belt drive" é o facto de um tipo poder ter o motor e a fonte de alimentação na sala ao lado.

Escrevo eu,

1- Certo.

2- Certíssimo.

3- Também, mas não só. Três tiros do Paluse, três tiros na mouche.

Cumprimentos,
MJC
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 08:11

António José da Silva escreveu:
E mais uma vez aquilo que alguns (teimosamente) nao querem admitir e que o nosso TD124 (Paulo Marcelo) já explicou noutras bandas deste fórum.

...because it's not absolute speed stability as has often been cited as a DD attribute, the polar plots indicate that, ironically, this is not one of this technologies strong suits.


As medições efetuadas por eles, mostram que contrariamente aquilo que muita gente pensa ser o atributo forte dos DD's, (estabilidade de rotação) ironicamente esse não é o ponto forte desta tecnologia.

Quem diria....

Oops!

Agora entraste num campo minado...

Abraço,
MJ
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 09:34

António José da Silva escreveu:
Nem tudo o que é parece e nem tudo o que parece ser é. Ficam aqui as medições da regularidade de rotação de um SL1200 DD Quartz e um Phonosophie 2 que não é mais do que um Thorens 320 MKII (braço TP-90) com alguns "carinhos" (melhoramentos) feitos pela empresa alemã Phonosophie. E parece que deixou todos um pouco de boca aberta.



Contrariamente ao que seria de esperar, a linha verde é a do SL-1200.

Mesmo sem entender a maioria das coisas que vão dizendo, vou aproveitando as conclusões e aprendendo, Entretanto já vou na página 18. E o interesse e as coisas interessantes vão crescendo.

Bom dia a todos.
Caro AJS, parece-me que o Technics sofre mas é de prato mal equilibrado, o que é vulgar na produção em massa. Parece-me... ! Talvez o Zé dos pneus o possa melhorar!
Atenção, que eu não trabalho para a Matsushita, mas pelo que ouvi do meu RP-3000 e o que se sabe do nivel de ruido dos DD da Technics, os tipos são mesmo silenciosos. Quando se fala em rumbles de -78db ponderado (IEC98A ??), é o ideal para estampar uma MC de saida baixa, se tivermos uma ligação à terra perto do ideal!Digo isto face ao rácio preço/desempenho. Se formos para outros patamares é mais que sabido que estes valores de ruído são ultrapassados para melhor...
Já agora, o Naka TX-1000 é DD ou Belt?


Cumprimentos


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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 09:48

PALUSE escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Segundo percebi, o EMT utiliza um feltro para criar atrito.

Ricardo



Solução para alguns gravadores de cassetes.
Os Nakas tem um esquema de correia, o Aiwa AD-S950 tem um feltro montado numa alavanca de plástico com a tensão controlada por uma mola a provocar atrito no eixo anterior da bobine da cassete. Acabei por o retirar devido a ter observado no analisador de espectro que a "saia" produzida a 3khz sem o tensor, era menor!!!???

E esta, hein?



Inté

Não basta ter boas ideias, elas têm de ser bem implementadas. Razz
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 09:54

Não deixa de ser curioso que tantos discos de teste, alguns deles com selo DOC audiófilo, apresentem uma excentricidade notável...
Nakamichi?

Ricardo
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 16:06

Um dos participantes deste excelente tópico fez um resumo do que na altura eram 20 e tal páginas (agora 66) num outro grande fórum mundial.

DD motors of Technics-like motor construction, with platter weights of 3Kg or less, will cog and show a flutter component in the (IMO) dangerous zone of 4-10Hz.

http://www.vinylengine.com/turntable_forum/viewtopic.php?f=18&t=42958&sid=aab6e03aca9eb9adbddd017a34301fe1

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 16:11

ricardo onga-ku escreveu:
Não deixa de ser curioso que tantos discos de teste, alguns deles com selo DOC audiófilo, apresentem uma excentricidade notável...
Nakamichi?

Ricardo


- the test records were not always the same BUT record eccentricity manifests at 0.5Hz, not at the frequencies pointed out as "flutter"


Portanto, sem influencia no que realmente está em causa.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 16:35

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Não deixa de ser curioso que tantos discos de teste, alguns deles com selo DOC audiófilo, apresentem uma excentricidade notável...
Nakamichi?

Ricardo


- the test records were not always the same BUT record eccentricity manifests at 0.5Hz, not at the frequencies pointed out as "flutter"


Portanto, sem influencia no que realmente está em causa.

A excentricidade dos discos tem de afectar a leitura e por conseguinte o sinal.
Só não sei é de que modo. scratch
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 16:38

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Não deixa de ser curioso que tantos discos de teste, alguns deles com selo DOC audiófilo, apresentem uma excentricidade notável...
Nakamichi?

Ricardo


- the test records were not always the same BUT record eccentricity manifests at 0.5Hz, not at the frequencies pointed out as "flutter"


Portanto, sem influencia no que realmente está em causa.

A excentricidade dos discos tem de afectar a leitura e por conseguinte o sinal.
Só não sei é de que modo. scratch

Sim, afecta o sinal mas visto que foram feitos muitos testes em que a excentricidade foi localizada e se sabe o que afecta, tudo o resto está para além disso e é isso que está em causa.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 16:48

Se não me engano apenas foram feitos testes à velocidade e à estabilidade da rotação.
Talvez se pudesse testar o efeito da excentricidade comparando a digitalização de ruido rosa de um disco centrado com a de um excêntrico...
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qua Jun 13 2012, 16:51

ricardo onga-ku escreveu:
Se não me engano apenas foram feitos testes à velocidade e à estabilidade da rotação.
Talvez se pudesse testar o efeito da excentricidade comparando a digitalização de ruido rosa de um disco centrado com a de um excêntrico...


Para já seria útil saber se a excentricidade que eles dizem estar nos 0.5Hz é de alguma forma audível.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qui Jun 14 2012, 01:33

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Se não me engano apenas foram feitos testes à velocidade e à estabilidade da rotação.
Talvez se pudesse testar o efeito da excentricidade comparando a digitalização de ruido rosa de um disco centrado com a de um excêntrico...


Para já seria útil saber se a excentricidade que eles dizem estar nos 0.5Hz é de alguma forma audível.

Orquestra
Boas a todos.
Eu só vou contestar a excentricidade por dois factores:

1º. Pagamos os discos para virem bem fabricados e isso inclui a prensagem ser bem centrada!

2º. A excentricidade vai quase de certeza agravar o erro de pista, especialmente no braços radiais e consequentemente piorar o som nos finais do disco. Quando falo em excentricidade são aqueles casos em que nota-se sem esforço, o braço a dançar a valsa.

Os 0,5Hz eu desculpo.

Inté



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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qui Jun 14 2012, 09:05

PALUSE escreveu:
A excentricidade vai quase de certeza agravar o erro de pista, especialmente no braços radiais e consequentemente piorar o som nos finais do disco. Quando falo em excentricidade são aqueles casos em que nota-se sem esforço, o braço a dançar a valsa.

E isso ouve-se?
Oh, se se ouve! Razz
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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qui Jun 14 2012, 14:14

ricardo onga-ku escreveu:
PALUSE escreveu:
A excentricidade vai quase de certeza agravar o erro de pista, especialmente no braços radiais e consequentemente piorar o som nos finais do disco. Quando falo em excentricidade são aqueles casos em que nota-se sem esforço, o braço a dançar a valsa.

E isso ouve-se?
Oh, se se ouve! Razz


Segundo o que tenho estado a ler, e sendo uma excentricidade comedida ou "normal", parece ser negligenciável, mas ainda só vou na página 28.

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qui Jun 14 2012, 15:08

ricardo onga-ku escreveu:
PALUSE escreveu:
A excentricidade vai quase de certeza agravar o erro de pista, especialmente no braços radiais e consequentemente piorar o som nos finais do disco. Quando falo em excentricidade são aqueles casos em que nota-se sem esforço, o braço a dançar a valsa.

E isso ouve-se?
Oh, se se ouve! Razz

Orquestra
Boas a todos.

Se um desvio menor que 1mm em relação ao ajuste do erro de pista tem efeitos audiveis na reprodução da faixa do fim, a excentricidade tem que fazer os seus estragos!
Comento esta questão porque batalhei com um erro de paralaxe no ajuste do erro de pista que estava a estragar a reprodução no fim dos discos. Era um desvio muito pequeno. Agora encontrei um compromisso; a minha resolução mecânica tem limites, mas existe melhorias no som...

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MensagemAssunto: Re: Analise à velocidade dos giras   Qui Jun 14 2012, 15:10

PALUSE escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
PALUSE escreveu:
A excentricidade vai quase de certeza agravar o erro de pista, especialmente no braços radiais e consequentemente piorar o som nos finais do disco. Quando falo em excentricidade são aqueles casos em que nota-se sem esforço, o braço a dançar a valsa.

E isso ouve-se?
Oh, se se ouve! Razz

Orquestra
Boas a todos.

Se um desvio menor que 1mm em relação ao ajuste do erro de pista tem efeitos audiveis na reprodução da faixa do fim, a excentricidade tem que fazer os seus estragos!
Comento esta questão porque batalhei com um erro de paralaxe no ajuste do erro de pista que estava a estragar a reprodução no fim dos discos. Era um desvio muito pequeno. Agora encontrei um compromisso; a minha resolução mecânica tem limites, mas existe melhorias no som...

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Um dia ainda tens que abrir um poste para mostrares o teu "approach" técnico na afinação do gira bolachas.

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