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 A rodar XLVIII

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySab Jan 22 2022, 11:50

Tankado escreveu:
Bom dia,

Não sei se fará o teu gênero, mas na minha opinião tem uma grande voz. Existem algumas versões acústicas no YouTube que valem apena ouvir.

Quanto ao Lenco, já o tenho há algum tempo e é isso que tenho feito... Simplesmente usufruir, sem pensar em mudanças.
Tive a tentação de ir ouvir umas colunas (a versão comemorativa das Linton c/suportes) assim que caíram no OLX, que até já foram partilhadas no tópico de compra e venda...

Um dia troco.

Ainda não consegui ouvir esse álbum, apenas uma faixa. Esta manhã tem sido ocupada, entre dar ao pedal (para testar os meus pulmões depois de uns dias marotos) e arrumar algumas coisas...

Sempre que me lembro das tuas colunas penso como elas surgiram e de como as foste tratando. Elas têm resistido bem por aí e quando chegar a vez da troca saberás o que fazer. Entretanto aproveita bem esse sistema e sala, está muito bem! Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySab Jan 22 2022, 12:40

A rodar XLVIII - Página 2 Aphex-10
Aphex Twin_Selected Ambient Works II

O dia começou com temperaturas negativas coisa rara por aqui... estamos no inverno e é normal que aconteça de vez em quando. Estava -3°C quando parti com a madame que queria aproveitar dos saldos e enquanto ela fazia o shopping dela fui até à Fnac... fiquei admirado com a quantidade de vinis e penso que a oferta actual é quase tão vasta quanto os Cd, impressionante! O que me admirou mais, indo eu raramente às lojas fisicas, foi a qualidade da oferta em electronica que tém tendência sempre a ser a zona mais pobre e desleixada... a escolha dos artistas e das obras é pontiaguda e alterna os albums historicos e vàrios underground actuais que possivelmente serão os mestres de amanhã, alguns albums de musica aumentada deram-me agua na boca... tenho que voltar com um bocadinho mais de tempo afim de mergulhar mais atentivamente na coleção. Apreciei o codigo KR nos discos que permite de aceder rapidamente ao ecosistema que rodeia o album e perceber do que se trata, a tecnologia começa a bem tratar os melomanos e acho isso muito bem! Reparei jà hà algum tempo que a maioria das pessoas nas lojas de discos consultam a internet ao mesmo tempo que descobrem os albums para ver a avaliação, a netaura e de certeza o codigo do editor que determina a prensagem, o progresso nunca pàra! Aproveito para dizer ao José Miguel que o album Discovery e Random Access Memories dos Daft Punk jà sairam pois estavam em cabeça de estante! Chegando a casa jà com um belo sol e 10°C aproveitei para me servir um copo de branco e meter este disco a andar às voltas... é um classico que roda pouco mas que nunca deixou de me impressionar, que belo album! Enquanto o escuto não paro de fazer conexões neuronais entre ele e outros discos e é impressionante a influência desta obra, mesmo nos grandes nomes da electronic intelligentsia... recomendo a escuta!!!...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySab Jan 22 2022, 15:26

Agora que os russos e a NATO estão a voltar aos velhos tempos da guerra fria sempre no fio da navalha, nada melhor que ouvir os clássicos outra vez:

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyDom Jan 23 2022, 16:45

O final de tarde está bom, o sol invade a casa e lembra outra estação...

A rodar XLVIII - Página 2 20220113
Jorge Ben - Força Bruta (1970)

Escutar Jorge Ben e, neste caso, Força Bruta ajuda a compreender como é que a Música Brasileira ganhou relevância internacional. A riqueza de arranjos vai do Samba ao Rock, mas não deixa aspectos sinfónicos de fora. A percussão é um luxo, mas se não conhecerem permitam-se a entrar no meio das letras e a absorver bem as palavras.
Um álbum enorme, vale cada instante!! Smile Smile
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyDom Jan 23 2022, 19:24

Nenhum álbum conceitual, mesmo um com a complexidade deste América, se pode esperar que seja de fácil escuta. Nem todos dias estamos propensos a escutas menos fáceis, mas em dia "sim" este disco torna-se um execercío incrível que nos leva a perguntar: - Onde é que Deacon se inspirou para chegar aqui!? talvez existam influências de Animal Collective, OMD, NIN, Gary Numan, mas não deixa de ser um álbum singular. Talvez por eu gostar de coisas electrónicas tenha ajudado, mas estamos aqui perante uma obra de facto muito especial, com detalhes preciosos e muito bem produzido.

Se recomendo a sua audição? Sim mas, mas não é fácil ter uma opinião numa primeira audição.


A rodar XLVIII - Página 2 A1746892654_10


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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyDom Jan 23 2022, 21:45

No LP «The pious bird of good omen» está incluso «Black magic woman», tema que algumas individualidades supõem pertencer a Santana; contudo, o original tem assinatura dos Fleetwood Mac. Com Peter Green, ainda sem Lindsey Buckingham, Stevie Nicks e Christine McVie, editado em 1969, além de «Albatross», saliento «Rambling Pony» e a versão de «Need your love so bad», de Little Willie John (bem interpretado por Gary Moore, em 1995, aquando o álbum «Blues for greeny»). Este é um recomendável registo de blues proveniente de criaturas brancas, cuja edição em vinilo, no aspecto documental, é superior à edição em CD (Columbia, 5164452) de 2004.
A rodar XLVIII - Página 2 61Cl4GiuyqL
(Sony/Music On Vynil, MOVLP537)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 08:10

José Miguel escreveu:
... https://observador.pt/interativo/votometro-legislativas-2022/

Na segunda-feira encontrei esse votómetro e achei piada... fiz o teste. No fundo a série de perguntas coloca-nos mais próximos de nós do que outra coisa...

Enquanto tomei o meu chà da manhã ouvindo um disco também fiz o teste... não que esteja a pensar votar pois nunca o fiz até hoje mas, estava curioso pois como qualquer outra pessoa tenho uma sensibilidade politica. O resultado foi surpreendente pois saiu-me em igualdade um partido de esquerda e outro de direita... em França isto significaria votar para o presidente actual mas em Portugal não sei, achei estranho mas giro e convido-vos a fazer a experiência! A mistura dos estilos, como os partidos misturam os ideais, também existe na musica hà muito tempo e ultrapassa por vezes a "fusão" do jazz para se tornar noutra coisa. Este primeiro album dos Rage Against the Machine é um exemplo do que digo e acho que é uma obra que ainda não tém uma ruga, està a envelhecer bem nmho. Começar o dia e a semana com um disco assim é ousado mas està feito...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 10:59

Que catarse, que destilação tão translucida de linguagens e estilos. Sem nunca esquecer a estrutura que a electrónica emana, os Fala Fala agarram-se a instrumentos mais tradicionais e saiu uma obra prima. Deve estar a tocar em contínuo no Jardim do Éden, se o universo fizer o mais pequeno sentido Smile

A rodar XLVIII - Página 2 Spirit%20of%20eden_talk%20talk

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 13:48

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... https://observador.pt/interativo/votometro-legislativas-2022/

Na segunda-feira encontrei esse votómetro e achei piada... fiz o teste. No fundo a série de perguntas coloca-nos mais próximos de nós do que outra coisa...

Enquanto tomei o meu chà da manhã ouvindo um disco também fiz o teste... não que esteja a pensar votar pois nunca o fiz até hoje mas, estava curioso pois como qualquer outra pessoa tenho uma sensibilidade politica. O resultado foi surpreendente pois saiu-me em igualdade um partido de esquerda e outro de direita... em França isto significaria votar para o presidente actual mas em Portugal não sei, achei estranho mas giro e convido-vos a fazer a experiência! A mistura dos estilos, como os partidos misturam os ideais, também existe na musica hà muito tempo e ultrapassa por vezes a "fusão" do jazz para se tornar noutra coisa. Este primeiro album dos Rage Against the Machine é um exemplo do que digo e acho que é uma obra que ainda não tém uma ruga, està a envelhecer bem nmho. Começar o dia e a semana com um disco assim é ousado mas està feito...
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Este álbum, tal como dizes, continua atual.
A sua capa e historia, é perturbante.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 16:31

ricardo.canelas escreveu:
Que catarse, que destilação tão translucida de linguagens e estilos. Sem nunca esquecer a estrutura que a electrónica emana, os Fala Fala agarram-se a instrumentos mais tradicionais e saiu uma obra prima. Deve estar a tocar em contínuo no Jardim do Éden, se o universo fizer o mais pequeno sentido Smile...

Tankado escreveu:
...Este álbum, tal como dizes, continua atual.
A sua capa e historia, é perturbante.

Amigo Rafael, não seria aceitavel que um grupo com um nome tão expressivo quanto Rage Against the Machine utilise para a capa do seu primeiro disco uma vulgar foto... essa do monge budista é tão expressiva quanto a maldita foto "O abutre e a menina" do Kevin Coster mas hà muitas outras, uma pequena historia na grande historia é sempre um acto provocador e perturbador, chocalhar os sentidos nunca (me) fez mal, bem ao contrario...

O Ricardo começou a semana com algo de (muito) mais celestial, mistico... a faixa I Believe in You acreditei durante muito tempo que poderia ser a musica do meu funeral! Nada a dizer sobre esse album que jà não tenha sido dito fora que não é a apoteose dos Talk Talk (i'm sorry!), ele aproxima-se como o roçar de dedo no tecto da capela do Michelangelo mas é o album que vai seguir aquele que toca em Deus. Hà quatro anos entre o Spirit of Eden e o Rage Against the Machine mas apena um ano entre este ultimo e o Laughing Stock... obra ultima dos Talk Talk e trabalho de uma beleza incomensuravel que ainda hoje irradia discretamente muitas obras experimentais modernas. Agarrando no minimalismo sensitivo dos Talk talk e na mensagem expressiva dos RATM sai este disco da estante que é uma obra estonteante! Por uma vez vou utilisar uma frase da AllMusic que me pareçe melhor cristalisar esta obra do que mil palavras: Da maneira que está, a música de "Born into Trouble as the Sparks Fly Upward" é devastadora na sua beleza e fantasmagórica na sua articulação. Podemos apenas imaginar quais espíritos vieram do éter para os informar dessa visão e ficar felizes por o terem feito. Toca a ouvir isto...
A rodar XLVIII - Página 2 R-952410
Silver Mt Zion_Born into Trouble as the Sparks Fly Upward

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 16:42

Epah, se começamos a entrar em Silver Mt Zion, Godspeed you! black emperor e afins a coisa muda de figura.

São os meus alfa e omega do pós tudo, para os dias em que consigo suportar o peso de um nilismo voraz. Não me deverias ter mostrado lembrado da existência desse album Paulo!

A rodar XLVIII - Página 2 Shummer-death_dive

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 19:55

ricardo.canelas escreveu:
Epah, se começamos a entrar em Silver Mt Zion, Godspeed you! black emperor e afins a coisa muda de figura.

São os meus alfa e omega do pós tudo, para os dias em que consigo suportar o peso de um nilismo voraz. Não me deverias ter mostrado lembrado da existência desse album Paulo!...

Devias o ter dito desde que nos conhecemos (poderia ser eu também!) pois esses dois grupos (gémeos) são os unicos dos quais simpatiso e troco por mail com alguns dos membros... também jà bebemos bejecas juntos pois dei meia volta da terra para os ver ao vivo com o meu filho Yoan, somos conhecidos deles! Efectivamente é uma experiência sensorial radical, sobretudo ao vivo os GY!BE... mas SMZ é para mim a face sensivel e delicada deste rock catartico e extremo, contente que gostes deles, é mais um ponto em comum e que nunca tinhamos abordado... serà para a proxima pois tenho todos os albums originais e alguns com dedicacia Wink

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 24 2022, 22:29

ricardo.canelas escreveu:
Epah, se começamos a entrar em Silver Mt Zion, Godspeed you! black emperor e afins a coisa muda de figura.

São os meus alfa e omega do pós tudo, para os dias em que consigo suportar o peso de um nilismo voraz. Não me deverias ter mostrado lembrado da existência desse album Paulo!

A rodar XLVIII - Página 2 Shummer-death_dive

Que grande descoberta, comecei agora mesmo a ouvir o "Born in to trouble as the Sparks fly upward" que o Paulo partilhou. Vou na primeira música, mas começou de forma excepcional... É, por algum motivo, emocionante.

Obrigado

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Jan 25 2022, 08:54

Tankado escreveu:
...Que grande descoberta, comecei agora mesmo a ouvir o "Born in to trouble as the Sparks fly upward" que o Paulo partilhou. Vou na primeira música, mas começou de forma excepcional... É, por algum motivo, emocionante...

Espero que esse sentimento tenha durado durante todo o album e que a irresistivel melancolia que essa obra distila não te tenha contagiado... é um album para escutar de vez em quando e não frequentemente! O Ricardo começou ontém com o Spirit of Eden e eu venho de meter este no gira. Intelectualmente e formalmente o Field of Reeds é um album que està na continuidade do Spirit of Eden mas o fundo é menos mistico e mais abstracto... os TNP estão em busca de um absoluto que não se chama Deus mas Harmonia. A voz emprestada da Elisa Rodrigues abre o album em contraluz e cria falsas direções que serão perpétuadas faixa apòs faixa nesta lentidão neo classica entrecortada por instrumentos solitarios e pelo silêncio. Aqui não paira no ar o extâse contemplativo mas ao contrario apareçe um sentimento de busca, de procura de sensações ambient que nos levam por vezes a sentir uma homenagem difusa ao desaparecido Jóhann Jóhannsson... uma obra inesperada e vertiginosa!
A rodar XLVIII - Página 2 51fzsc10
These New Puritans_Field of Reeds

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Jan 25 2022, 09:16

TD124 escreveu:
ricardo.canelas escreveu:
Epah, se começamos a entrar em Silver Mt Zion, Godspeed you! black emperor e afins a coisa muda de figura.

São os meus alfa e omega do pós tudo, para os dias em que consigo suportar o peso de um nilismo voraz. Não me deverias ter mostrado lembrado da existência desse album Paulo!...

Devias o ter dito desde que nos conhecemos (poderia ser eu também!) pois esses dois grupos (gémeos) são os unicos dos quais simpatiso e troco por mail com alguns dos membros... também jà bebemos bejecas juntos pois dei meia volta da terra para os ver ao vivo com o meu filho Yoan, somos conhecidos deles! Efectivamente é uma experiência sensorial radical, sobretudo ao vivo os GY!BE... mas SMZ é para mim a face sensivel e delicada deste rock catartico e extremo, contente que gostes deles, é mais um ponto em comum e que nunca tinhamos abordado... serà para a proxima pois tenho todos os albums originais e alguns com dedicacia Wink

Sendo a música dos Godspeed como é, não me supreende este ponto focal! O único concerto que estive com eles foi Amesterdão, 2011 creio. Era um puto, mas não podia perder. Perdi o concerto no Porto faz dois anos...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Jan 25 2022, 10:11

ricardo.canelas escreveu:
...Sendo a música dos Godspeed como é, não me supreende este ponto focal! O único concerto que estive com eles foi Amesterdão, 2011 creio. Era um puto, mas não podia perder. Perdi o concerto no Porto faz dois anos...

Eu vi-os por todo o lado aonde pude, tanto os GY!BE que os SMZ, e tenho uma historia que é bela e que se produziu antes desse teu concerto. Eu vi-os em Londres no Troxy no dia 13 de dezembro de 2010 mas foi algo de muito especial! Tinha-mos marcado o concerto seis meses atràs com o (outro) meu amigo Patrick mas a minha mãe faleceu dias antes... assim nesse dia 13 cheguei ao meio-dia a Toulouse apòs o funeral e a grande velocidade com o Patrick, que estava à minha espera, fomos até ao aeroporto de Montpellier para partir a Londres pois estàva-mos atrasados... chegando à City, tivemos apenas o tempo de por as malas no Hotel ao lado do Troxy e o concerto estava quase a começar quando entrà-mos na sala. Foi um concerto excepcional pois a carga emotiva por tudo o que se passava na minha vida transformava tudo. Apòs o concerto que durou 2h30 encontrei o Efrim e o Thierry Amar na banca dos discos e olhando para mim perguntaram-me porque razão tinha uma cara assim, pensaram que não tinha gostado do concerto! Expliquei o que se passava e eles ficaram tão emocionados que me disseram: Habitualmente nunca falamos nos nossos concertos, mas se tivessemos sabido antes o que se passa na tua vida teriamos dito uma pequena palavra para ti... isto tocou-me muito!!!...
A ultima vez que os vi os dois, mas com os SMZ, foi na cidade do Yvan (Nimes) em 2014 com o mesmo Patrick e o meu filho Yoan,... a menos que seja GY!BE também em Nimes em 2017, voilà  Question !...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Jan 25 2022, 13:47

Em pleno trabalho puz um album que roda pouco. A ambient é uma musica de textura e volumes, algo de quase visual... o piano é visto como o instrumento da memoria, ele cristalisa as recordações directas e indirectas, modula o espaço e a materia sonora. Muitos discos de piano solo foram editados, existe uma relação intima entre o instrumento, a obra e o musico neste exercicio e ém todos os estilos, a moda moderna é de chamà-los pianoworks e o Matthew Cooper (aliàs Eluvium) não é excepção. Escuto pouco pois tenho dificuldades a escutar a ambient com verdadeiros instrumentos, acho que a electronica ofereçe a este estilo uma paleta bem mais vasta de cores e de texturas, ela sublima-o! Achei que era demasiado cedo para escutar Scriabine e demasiado tarde para escutar Satie... poderia ter sido o epônimo Glass ou num registro mais proximo da ambient o Reflection do Eno, saiu este! A obra é mais exigente em relação ao gira discos que ao intelecto, a obcessão da simplificação que é a marca de fabrica do Eluvium apareçe aqui com toda a sua esplendor menor, é uma obra quase infantil na sua construção. Nestes acordos simples apareçe de vez em quando reminiscências do que fomos e jà não somos, esta musica lembra-nos que para crescer é necessario abandonar coisas que... vàrios anos mais tarde podem apareçer como essenciais. Cada obra de piano solo apareçe-me de uma certa maneira como um eterno e ciclico "Em busca do tempo perdido", aqui não é excepção bem ao contrario...
A rodar XLVIII - Página 2 Piano_10
Eluvium_Pianoworks

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQui Jan 27 2022, 10:04

Uma das criticas que é feita ao Post-Rock é de ser um estilo previsivel... durante a escuta deste album dos Glasgow Coma Scale temos a impressão que fizeram tudo para evitar essa rasteira. Os grupos intrumentais de Post que praticam o math ou space acabam quase sempre na alternância tensão resolução... aqui os rapazes estão em permanência na camuflagem melodica e estilistica. Pode dar uma impressão inicial de krautrock, psicadelico ou Metal mas pouco a pouco o auditor nota todos os detalhes incrustados nas faixas que mostram o trabalho de joalheiros destes berlinenses e o estilo acaba por se tornar mais indefinido. Este album pouco conhecido mereçe ser ouvido a fundo e uma das suas forças està na mistura permanente entre energia e virtuosidade sém nunca ser pretencioso. Um album ideal para acordar e começar o dia que permite de chocalhar os ossos e os neuronios ao mesmo tempo. Hoje foi este que acompanhou o chà e fiquei a pensar porque razão não o escuto mais vezes...
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Glasgow Coma Scale_Enter Oblivion
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQui Jan 27 2022, 10:31

Bom dia,

TD124 escreveu:
Uma das criticas que é feita ao Post-Rock é de ser um estilo previsivel... durante a escuta deste album dos Glasgow Coma Scale temos a impressão que fizeram tudo para evitar essa rasteira. Os grupos intrumentais de Post que praticam o math ou space acabam quase sempre na alternância tensão resolução... aqui os rapazes estão em permanência na camuflagem melodica e estilistica. Pode dar uma impressão inicial de krautrock, psicadelico ou Metal mas pouco a pouco o auditor nota todos os detalhes incrustados nas faixas que mostram o trabalho de joalheiros destes berlinenses e o estilo acaba por se tornar mais indefinido. Este album pouco conhecido mereçe ser ouvido a fundo e uma das suas forças està na mistura permanente entre energia e virtuosidade sém nunca ser pretencioso. Um album ideal para acordar e começar o dia que permite de chocalhar os ossos e os neuronios ao mesmo tempo. Hoje foi este que acompanhou o chà e fiquei a pensar porque razão não o escuto mais vezes...
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Glasgow Coma Scale_Enter Oblivion

Paulo, tenho esse disco... Gosto bastante desse álbum.
Tenho a tendência, para após a sua escuta passar para este:
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQui Jan 27 2022, 10:44

Tankado escreveu:
... Paulo, tenho esse disco... Gosto bastante desse álbum.
Tenho a tendência, para após a sua escuta passar para este:
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Não conheço, vou dar uma escuta no spotify... 2cclzes
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 31 2022, 15:46

Existém albuns que cristalisam uma forma de essência emocional da musica e por isso acabam por ser obras à parte. Os antigos gregos tinham criado uma doutrina que criava uma relação entre a arte dos sons e os movimentos da alma (Ethos) e os arabes tém uma palavra (Tarab) que designa o extase que atinge e reune o espectador e o interprete durante a musica... este album materialisa tudo o que venho de dizer. Esta obra que musicalmente é quase uma gerigonça acaba por deixar suspenso numa forma de intemporalidade o sentimento de um Astral Weeks pudico. Tudo é fragil e magico nesta obra lenta que desperta emoções convulsivas e deveras afastadas das terras habituais do rock. Algo de fundamental e paradoxalmente de insustentável invade o ouvinte e mergulha-o numa ligeira euforia sensitiva que nos faz sentir em vida. O Rock Bottom magistralmente, e talvez de maneira involuntaria, insinua e demostra a indescritível razão de ser da musica. O audiofilo compreende que o verdadeiro Ethos conduz ao Tarab e mete-se a sonhar que seja a mesma coisa no audio mas...
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Robert Wyatt_Rock Bottom

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 31 2022, 17:17

O sol ainda aquece a sala e de forma inesperada pensei em Jazz... não tem sido o mais habitual.

Hoje partilho um álbum que conheci aqui, por já não o ver exposto há muito tempo deixo-vos a sugestão:

A rodar XLVIII - Página 2 20220114
Sam Rivers - Fucshia Swing Song (1964)

O elenco é muito bom e Sam Rivers para o seu primeiro álbum em nome próprio puxou do muito que aprendeu e dominava. O Jazz apresenta-se livre, mas não deixa de ter raízes. A primeira faixa dá nome ao álbum e transporta-me para o mundo de Coltrane, talvez vos transporte também e depois deste sigam esse caminho.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Jan 31 2022, 20:46

Ópera criada e gravada durante a pandemia, um exercício diferente, belo escuro e sinuoso.

A rodar XLVIII - Página 2 L-I-T-A-N-I-E-S

Lens alerta as pessoas para não pensarem na obra finalizada, como sendo uma ópera tradicional encenada com personagens bem definidas e um claro arco narrativo: «Iria odiar irritar os puristas da ópera! Talvez pensem nisto mais como uma humilde ópera de câmara de sonhos adormecidos, uma viagem de transe que não quer parar por uma hora, um passeio misterioso que leva o ouvinte por caminhos desconhecidos…»

A rodar XLVIII - Página 2 Nicl-cave-lens-min-696x392

Uma daquelas obras que é difícil de qualificar, mas de uma beleza singular.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Fev 01 2022, 08:34

Alexandre Vieira escreveu:
...Uma daquelas obras que é difícil de qualificar, mas de uma beleza singular.

Agarrando nas ultimas palavras do amigo Alexandre e ainda sém ter escutado a sua proposição... começo o dia com musica que mereçe o mesmo elogio então saltou este disco para o prato. O grande problema da musica minimalista é de ser demasiado simples para apareçer como séria e de ser demasiado séria para ser vista como simples... a musica do Ludovico Einaudi é a prova deste paradoxo. Com três notas o pianista italiano cria uma beleza estonteante que nos persegue duravelmente... a sua maneira especial de cinzelar a tensão sém nunca chegar à resolução cria uma empolgante frustração, é um In The Mood For Love em musica. Nesta obra por momentos e mais do que noutra o Ludovico Einaudi apresenta-se como um herdeiro moderno do Erik Satie...
A rodar XLVIII - Página 2 Le_div10
Ludovico Einaudi_Divenire
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Fev 01 2022, 09:56

Qualquer estilo de musica vai evoluir naturalmente no tempo e acabar por apareçer diferente da sua forma inicial... o jazz não é excepção. Da mesma maneira que a musica do Mozart sucedeu à do Bach o jazz moderno tomou o lugar do jazz classico e este album é um exemplo magistral. Trata-se de um dos três discos fundadores da "revolução norueguesa" nos anos 90 e a sua influência é hoje amplamente reconhecida pois està presente em muitas obras contemporaneas. A adição de elementos do dub, electronica, ambient, funk, techno levou muitos a considerar que o album afastava-se, talvez demais, das raizes americanas do estilo... outros consideram que o album ainda integra suficientemente de elementos classicos para mereçer ser classificado de jazz. A inteligência do Bugge Wesseltoft està na maneira como ele cria uma passadeira intelectual entre os diferentes estilos afim de criar algo de novo. Uma evolução natural ou uma ruptura brusca é a cada um de ver mas uma coisa é certa, a evolução da musica conduz sempre à musica mesmo se o estilo pode sair metamorfoseado...
A rodar XLVIII - Página 2 Bugge-10
Bugge Wesseltoft_New Conception Of Jazz
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQua Fev 02 2022, 13:29

Boa tarde,

Aproveitando a deixa...
Adoro esta musica, apesar de não rodar, às vezes toca a partir do Spotify.



Cumprimentos,
Rafael Silva
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQui Fev 03 2022, 10:06

Numa época aonde a França apareçe como mais proxima do que nunca de sucumbir ao recuo identitário e a uma forma de extremismo politico, questiono-me sobre mim, sobre a sociedade, sobre o meu lugar no mundo. Face à violência das ideias, das palavras e das ações tento guardar o meu idealismo intacto. São nos momentos em que a tempestade te ameaça que pensas nas coisas que são verdadeiramente importantes dizia o meu avö... um sabio pescador que nunca aprendeu a ler! Neste momento em que o barco balança e ouve-se à volta estalidos inquietantes é necessario escolher, decidir... coisa que nunca fiz, nunca quiz! Apòs ter lido as noticias da manhã subi com o chà até à sala de escuta. Calmamente escolhi um disco, meti-o no prato, puz a rodar, escovei-o delicadamente, fiz descer a agulha nos primeiros sulcos e sentei-me... desta vez não foi um gesto de melomano mas quase um acto politico, é pouca coisa e não muda nada mas fez(me) bem!...
A rodar XLVIII - Página 2 Cover-10
Ibrahim Maalouf_Sens

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQui Fev 03 2022, 12:13

Na continuidade do anterior roda este... um album abertamente politico mesmo se arma escolhida não é a revolta mas a elevação, a harmonia como resposta à barbaria! Da mesma maneira que penso que a sugestão é mais potente do que a imposição... acho que as obras politicas que se apoiam nos simbolos mais do que nas palavras téem uma força suplementar, o simbolo é a linguagem da arte nmho! Esta obra serpentina ondula entre a virtude e o pecado buscando nesta aparente contradição religiosa as razões de ser da intolerância social. A capa em si jà està repleta de simbolos e a frase interrogativa do titulo também mas... é a confrontação entre os elementos sinuosos e a pureza melodica da obra que surpreende o auditor. Apesar da mistura de estilos ousada e raramente sucedida, esta obra consegue englobà-los todos num todo indivisivel e superior às partes... mais um simbolo! Um disco de uma inteligência rara aonde no fim sobressai mais a atitude artistica do que a intenção politica, a obra faz reflectir sém induzir uma escolha e ném sempre a musica deixa essa liberdade ao auditor...
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The Soft Pink Truth_Shall We Go on Sinning So That Grace May Increase?

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 17:26

Finalmente a semana chegou ao fim... para equilibrar o espírito deixarei de lado a rotina habitual, não me vou sentar a ler as páginas que faltam do livro que me tem feito companhia, vou simplesmente entregar-me ao enormíssimo:

A rodar XLVIII - Página 2 20220210
Slint - Spiderland...

Creio que por estes dias já toda a gente conhece este álbum, eu não gosto da designação de "clássico" e muito menos de "obrigatório", por isso apenas partilho que este é um dos álbuns que melhor me faz. É uma carga e descarga de energia que me permite voltar a colar os dois pés no chão e soltar a mente para ela seguir até onde lhe apetecer.

O copo é de um branco que aprecio, o bem frutado e até floral João Pires - hoje deu-me para isto, ainda há sol e gaivotas no ar, fica bem.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 18:36

A propósito de Slint este novo disco de uma banda que remete para esse universo e também outras sonoridades.

Deathcrash - Return

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 18:47

Há umas semanas o Rafael partilhou um belo álbum dos Opeth (Sorceress merece a escuta, está mais próximo do Rock Progressivo do passado do que do Metal de hoje e do início da banda), hoje visito um outro da mesma banda:

A rodar XLVIII - Página 2 20220211
Opeth - Damnation...

A noite já caiu e este é um daqueles álbuns que fica bem a esta hora. Não pensem que se trata de Metal Progressivo, o normal da banda, não... este é um registo mais leve nos arranjos, de alguma forma aproxima-se uma outra vertente do Rock Progressivo dos 70's (por vezes quase sinfónico...), hoje existem bandas a percorrer este caminho.
Para quem quiser experimentar algo mais radical da banda, visitem Deliverance - os dois álbuns foram gravados em conjunto, Steven Wilson dos Porcupine Tree tem mãos em ambos; a faixa Deliverance (dá nome ao álbum) é um grande exemplo do que se pode fazer bem, Metal não é só peso, também há técnica (ao vivo foi incrível de ver).
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 18:53

tomaz escreveu:
A propósito de Slint este novo disco de uma banda que remete para esse universo e também outras sonoridades.

Deathcrash - Return
(...)

No ano passado ouvi muito Black Country, New Road. Saído em 2021, é um álbum que lembra muito Spiderland e até lhe faz homenagem. Wink

Esse não conheço, daqui a pouco coloco para ouvir - partilhe mais. Smile
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 19:07

Deathcrash - Return
(...)
[/quote]

No ano passado ouvi muito Black Country, New Road. Saído em 2021, é um álbum que lembra muito Spiderland e até lhe faz homenagem. Wink

Esse não conheço, daqui a pouco coloco para ouvir - partilhe mais. Smile[/quote]

E os Black Road, New Road têm disco novo justamente Smile "Ants from up there"



O último de "A place to bury strangers"




O último de "Madrugada" - Chimes at midnight



Também ouvi muito no ano passado essa "onda" dos Squid, Black Country..., Black Midi. Esses e tantos outros. A quantidade de boa música a ser produzida, e em todos os quadrantes estéticos e estilísticos, é assoberbante,  é uma coisa que me agrada muito. A música é o meu maior pecado no que à gula diz respeito.
Partilho com certeza. Este é um local de excelentes partilhas e descobertas.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 19:16

Não estava a par do último dos Madrugada, mas confesso que já não pego em nada deles há uns três anos... não sei a razão. Rolling Eyes

Os outros eu já me cruzei com eles, é a vantagem de ter Tidal e cada vez mais utilizar esta ferramenta - com o DAC isto toca muito bem.

Cavalcade dos Black Midi tem tocado, eu gosto da mistura de estilos e influências. Agora mesmo escuto Deathcrash, já partilhei no tópico ao lado. Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 19:21

José Miguel escreveu:
Não estava a par do último dos Madrugada, mas confesso que já não pego em nada deles há uns três anos... não sei a razão. Rolling Eyes

Os outros eu já me cruzei com eles, é a vantagem de ter Tidal e cada vez mais utilizar esta ferramenta - com o DAC isto toca muito bem.

Cavalcade dos Black Midi tem tocado, eu gosto da mistura de estilos e influências. Agora mesmo escuto Deathcrash, já partilhei no tópico ao lado. Wink

Tenho de partilhar este que também tenho ouvido muito



Contemporary music composer and violinist Christopher Otto is also a mathematician, and while he’s not a jazz musician he exists in the same realm as his sometime collaborator, composer-saxophonist John Zorn. Both work with the languages of musical improvisation and contemporary classical music. Speaking of Otto, Zorn has said: “Chris Otto is one of those ultra-rare musicians who combine complete technical mastery with the profound depth of feeling of an old soul.”

Leading the JACK Quartet (Austin Wulliman, violin; John Pickford Richards, viola; and Jay Campbell, cello), Otto has also worked with composers Helmut Lachenmann, Georg Friedrich Haas, John Luther Adams, and Philip Glass to bring their music to life.

Otto’s own music, which gets its full-length debut on Rag’sma (LP, Greyfade 003), is currently constructed using the principles of just intonation, the practice of tuning musical intervals to whole-number ratios. According to the album’s release notes: “Unlike irrational, equal-tempered intervals [in standard 12-tone equal temperament], these rational intervals, like 2:1 (octave) and 3:2 (pure fifth), create cycles that align periodically.”

In just intonation, one particularly complex interval—4375:4374—is known as the ragisma, which Otto took as his inspiration for his debut recording. Rag’sma presents two variations of the same piece: one that combines two overlapping iterations of the JACK Quartet (called Q1 and Q2) and another (Q3) that adds a third layer of the string quartet. In performance, the first two parts would be prerecorded and the Q3 quartet would play live.

in Soundstage Experience
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 19:43

Tenho de explorar essa dica, parece estar próxima de algo que temos escutado/procurado por aqui nos últimos meses - o cruzamento da electrónica com ambient e "nova clássica".

Não parece ser a banda sonora certa para a hora de jantar, mas para ajudar a terminar o copo de vinho do jantar... Smile
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 04 2022, 21:59

A minha última aquisição, este genial disco de Tom Zé - Estudando o Samba. Recomendo muito a audição.

Deixo aqui a critica ao disco, para abrir o apetite:


"Estudando o Samba" se afirma entre as obras-primas dos anos 70
CARLOS CALADO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Só o fato de ter sido a garrafa atirada ao mar que salvou Tom Zé de duas décadas de ostracismo já faria de "Estudando o Samba" um grande acontecimento. Mas seu mérito é bem maior: ouvido hoje, este álbum do inquieto compositor baiano se afirma entre as obras-primas da música brasileira nos anos 70.
Naquele mesmo ano de 1976, ao formarem com Maria Bethânia o quarteto Doces Bárbaros, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa sinalizaram não ver mais futuro nas críticas e provocações estéticas do movimento tropicalista, que também contara com Tom Zé. Ali optaram pelas carreiras mais seguras e confortáveis de autores e intérpretes de MPB.
Solitário, Tom Zé insistia no caminho oposto. Depois de lançar os elogiados, embora pouco ouvidos, "Se o Caso É Chorar" (1972) e "Todos os Olhos" (1973), enveredou de vez pela contramão do sucesso popular. Incomodado pelo alto grau de diluição que atingia o samba, naquele momento, Tom Zé decidiu desconstruí-lo, nas 12 faixas de "Estudando o Samba".
A versão de "A Felicidade" (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), que surge no disco logo após o estranho e dissonante samba "Mã", é exemplar. Como um João Gilberto minimalista, Tom Zé recriou o clássico da bossa nova, reduzindo-o a um esqueleto harmônico e rítmico, quase interrompido por uma surpreendente intervenção orquestral.
Mais experimental ainda é "Toc". O repetitivo pulso de samba mantido por um cavaquinho e um violão serve de trilha para uma sucessão de sons inusitados: fragmentos orquestrais, vozes, teclas de máquina de escrever, gritos, ruídos escatológicos.
Já em "Tô", parceria com o sambista Elton Medeiros, Tom Zé parece sugerir o sentido de seu "estudo" do samba: "Eu tô te explicando pra te confundir / Tô te confundindo pra te esclarecer / Tô iluminando pra poder cegar / Tô ficando cego pra poder guiar".
Ironicamente, quando encontrara enfim a essência de sua obra, Tom Zé se viu na iminência de interromper a carreira musical. No texto de apresentação de "Estudando o Samba", Elton Medeiros já revelava que o parceiro "teria que abandonar o lado de pesquisa de seu trabalho", caso este disco também fracassasse nas vendas. Para nossa sorte, o genial Tom Zé jamais desistiu.


A rodar XLVIII - Página 2 Figura-2-Capa-do-LP-Estudando-o-samba-Em-uma-figuracao-no-minimo-inusitada-Walmir_Q640
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySab Fev 05 2022, 11:47

Quando o fenomeno Covid19 desaparecer vai subsistir a lembrança dos simbolos associados como o grande confinamento, a distanciação social, as mascaras ou as vacinas... mas também vão ficar todas as obras que cristalisaram esse momento. O concerto solitario do Cave vém à cabeça pois teve muita publicidade mas hà tantos outros exemplos, mais confidenciais, que um dia talvez seja um subestilo os discos feitos durante a pandemia. O Jazz foi prolifico durante esse periodo e este album do Brad Mehldau é representativo da complexidade dos sentimentos vividos pelo pianista. Um lirismo nostalgico percorre a obra dando o sentimento que o musico escolheu a açeitação mais do que a revolta... isto conduz a uma obra que se ouve num serão de inverno à volta da lareira, aconchegado e meditativo. Não representa o melhor deste pianista mas é um instante intimo que vale a pena conheçer pois é uma foto instântanea de algo que nos é comum pois nòs todos, e cada um à sua maneira, atravessà-mos este periodo absurdo num fluxo permanente de sensações contraditorias...
A rodar XLVIII - Página 2 Brad-m10
Brad Mehldau_Suite April 2020
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySab Fev 05 2022, 22:55

Editado em 2014, «Cheek to cheek» combina a notável voz de Tony Bennett com Gaga. Neste álbum, a Lady demonstra que se pretender, pode singrar no jazz.
A rodar XLVIII - Página 2 Cheek-to-Cheek-Deluxe-Edition
(Columbia, 3799884)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyDom Fev 06 2022, 15:50

O dia de Sábado foi cheio e sem tempo para pensar em Música, a manhã de hoje permitiu terminar o que não ficou feito ontem e... o almoço trouxe a paz de espírito para que a Música marcasse presença:

A rodar XLVIII - Página 2 20220212

Primeiro rodou este bem conhecido, sempre que se faz presente revela a sua qualidade. É um álbum que requer alguma atenção e o sol lá fora...

A rodar XLVIII - Página 2 20220213

O sol lá fora pedia algo mais fresco, sem necessariamente perdermos o nível de profundidade. A escolha foi feita, escutar Universal Beings é sempre bom, os beats "sacados" na bateria acompanhados por intensas linhas de baixo em contraposição com a voz da harpa... assim está muito bem!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Fev 07 2022, 08:29

A musica do Michel Portal foi sempre moderna... é um dos raros musicos a fugir ao classicismo sém cair no avantgardismo, ném oito ném oitenta. Justamente e por causa, com oitenta e cinco anos o jovém musico aproveitou desde da saida do confinamento para se reunir em estudio com o seu novo quinteto. Entre a distanciação que a sua idade impôs, o absurdo da situação e o prazer de se encontrar e criar, as condições estavam reunidas para uma obra à parte. Neste disco o Michel Portal celebra o movimento perpétuo, a dinamica e por extensão a vida. Mestre da improvisação, musico iconoclasta e libertario ele encontra nos seus ilustres colegas o contraponto perfeito. Tudo é volume em expansão nesta musica magmatica que avança inexoravelmente e nos arrasta com ela. Esta vitalidade que acaba por ser vitalisante pareçe nos dizer em filigrana de deixar de pensar, de calcular ou de programar... de deixar a espontaneidade ser a bussola. Sobressai desta obra uma pulsão vital que toca à essência mesma da existência e incarna a ideia que reflectir é abrandar, é começar a morrer...
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Michel Portal_MP85

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Fev 08 2022, 00:35

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 11 2022, 18:22

Toda a gente espera que venha chuva e ela parece vir a caminho... o céu por aqui está carregado, o dia de hoje foi menos luminoso e por isso:

A rodar XLVIII - Página 2 20220214
Nina Simone - Here Comes the Sun...

Este é um daqueles álbuns que toca sempre bem, a nós que o ouvimos e ao sistema... é um regalo para a mente e corpo.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyDom Fev 13 2022, 22:22

Servindo de máquina do tempo, no Auditório Fantasma recuo a Dezembro de 1961, assistindo à actuação de Sony Terry (voz e harmónica) & Brownie McGhee (voz e guitarra) «at Sugar Hill», em São Francisco. Blues repleto de simplicidade para adornar a noite no Ilhéu Chão, onde a vocalização do vento irrompe com pretensão de se impor à voz do mar.
A rodar XLVIII - Página 2 R-13276891-1570641359-3793.jpeg
(Waxtime 500, 408728)


Última edição por Ghost4u em Seg Fev 14 2022, 18:15, editado 1 vez(es)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySeg Fev 14 2022, 09:46

Mais de quatorze musicos para fazer um grupo pode pareçer exagerado... é ainda mais do que os GY!BE! Se fosse para fazer uma musica épica e sinfonica até poderia pareçer necessario mas tal não é a sensibilidade do colectivo de Nashville, aqui neste album é mesmo todo o contràrio. Tudo é volúpia langorosa nesta obra que esculpe o silêncio com uma elegância de artesão toscano. Os arranjos murmurados rodopiam à volta do piano e da guitarra afim de abraçar a voz numa dança estonteante e hipnotica... escutem a faixa Caterpillar! Evidentemente o album é controversado e vindo de um grupo que incarna a esfera oculta do intelo country alternative que anima as conversas dos hypster nos rooftop ocidentais, a coisa torna-se mesmo polémica. Para uns é uma obra menor do grupo e téem razão e para outros é a obra prima e também estou de acordo... quando se conceitua algo o seu valor vai depender do ponto de vista conceitual. Afastando-se do tumulto intectual que rodeia esta obra acabamos todos por sucumbir à sua estranha e monocordica beleza. Trata-se de uma musica sussurrada aonde cada nota é como um pedaço de indizivel murmurado à orelha, um segredo que uma vez desvendado se torna sagrado. Tudo é intimo e fragil nesta obra pudica aonde os silêncios dizém tanto ou mais do que as notas... todos conhecemos aqueles momentos aonde o nosso silêncio diz mais do que as palavras, é a mesma coisa aqui. No dia que pareçe ser o do São Valentim temos aqui uma obra que nos pode levar a pensar e indirectamente a homenagear os nossos amores, todos os nossos amores de ontém, hoje e amanhã pois a unica coisa que se conjuga no singular é o intimo, o eu...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Fev 15 2022, 16:26

Tanto se tem falado de limpezas, hoje dediquei-me a elas...

A rodar XLVIII - Página 2 20220215

O cenário que tinha pela frente não era escabroso, mas não era (nem é) o meu favorito. Para me acompanhar na tarefa de "dar ao disco" peguei no álbum "escabroso" da banda Torto. Este é um álbum que está entre o Post-Rock e o Rock Psicadélico, mais próximo deste último. Estes Músicos do Norte do país inspiraram-se nas paisagens industriais/marítimas de Leixões e criaram temas instrumentais que me lembram outros tempos e passatempos (no inínio dos anos 2000 era comum visitarmos aquelas paisagens para fotografar durante a noite). Todo aquele movimento tem algo de psicadélico, há uma vida que nos ultrapassa e que nos alimenta.
Altamente recomendado (creio já o ter partilhado...).
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Fev 15 2022, 17:48

As limpezas já estão a render...

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Cold Blood – Cold Blood (1969) (a imagem é da contra-capa...)

Este disco foi oferecido por um amigo que vive na zona de São Francisco, ele achou graça à capa e trouxe. O disco estava tão sujo que o guardei e me esqueci... hoje peguei nele, lavei-o e agora escuto algo que está entre o Blues Rock e o Soul Funk. A voz da menina Lydia Pense lembra a de Janis Joplin, não é de admirar para a altura em que foi lançado. Os arranjos são mais Funk... quem gostar deste estilo de Música, permita-se à oportunidade de o escutar. Wink
Ah! Depois de lavado está como novo... os Americanos faziam uns discos resistentes.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyTer Fev 15 2022, 18:51

Mais uma descoberta depois de lavagem:

A rodar XLVIII - Página 2 20220217
The Flamin Grovies - Teenage Head (1971)

Este foi outro que viajou desde o outro lado do Atlântico e por estar sujo nunca tinha rodado. A lavagem fez o que tinha de fazer e está a tocar lindamente. Blues Rock que aqui e acolá lembra os Rolling Stones...
Não é álbum mais famoso da banda (o da capa com desenhos será mais), mas vale a pena ser escutado por quem gosta deste estilo - voz e arranjos muito expressivos.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQua Fev 16 2022, 19:14

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Como uma mão gigante a cair do céu, a espalmar tudo o que está abaixo.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptyQui Fev 17 2022, 07:58

ricardo.canelas escreveu:
A rodar XLVIII - Página 2 167389

Como uma mão gigante a cair do céu, a espalmar tudo o que está abaixo.

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Não conhecia e fui espreitar porque, ainda por cima... Brendan Perry! Encontro nos pedaços que ouvi um clima pesado, sombrio e opressante que me leva até alguns momentos dos DCD... a componente étnica na musica ajuda a fazer o paralelo. Ao mesmo tempo não pude deixar de pensar ao Music for a New Society do John Cale por causa do langoroso lirismo desencantado que transpira dessa obra. Compreendo que possa ser assimilado a um rolo compressor que espalma tudo, mesmo a esperança... um album que devo ouvir com mais atenção, Obrigado 2cclzes

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 EmptySex Fev 18 2022, 15:31

Entrou agora um álbum que queria á bastante, foi uma das últimas aquisições.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVIII   A rodar XLVIII - Página 2 Empty

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