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 O meu sistema/4 - colunas (introdução)

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Audiovac
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MensagemAssunto: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Ter Jun 18 2013, 13:56

Bom dia a todos Wink

Para terminar, vou então falar de colunas.

Mas vou começar outra vez com uma introdução
histórica... (já sei... escrevo demasiado... mas isto pode
ser útil, acho eu) Cool

O sistema mais antigo de reprodução sonora é o fonógrafo
inventado por Edison (na realidade foi inventado por
Edouard-Léon Scott de Martinville, que fez a primeira
gravação da História em 9 de Abril de 1860, mas foi Edison
quem desenvolveu e divulgou o sistema de reprodução a
partir de 1877).



REPAREM que neste primeiro modelo do fonógrafo de
Edison não há altifalante: há apenas a membrana que
vibra, e para ouvir era preciso encostar a orelha ao
auscultador parecido com o de um telefone.

Nos modelos posteriores, que passaram a ser
comercializados, Edison utilizou uma corneta como
dispositivo de difusão e amplificação sonora


A corneta já era conhecida desde tempos imemoriais, pois
os pastores já utilizavam cornos na Antiguidade para
comunicar, há os instrumentos de sopro, e além disso
este tipo de cornetas de secção cónica já eram usadas
pelos marinheiros para comunicar por voz entre navios
e chamam-se megafones



Não se trata pois apenas de um altifalante, é igualmente
um dispositivo de AMPLIFICAÇÃO SONORA.

Como é que isto funciona? Com a pressão do ar e os
comprimentos de onda: as variações de pressão acústica 
produzidas pela membrana são acopladas ao ar 
ambiente de forma progressiva, em termos de pressão,
desde a parte mais estreita (garganta) até à parte mais
larga (bôca), e a capacidade de resposta em
frequência tem que ver com a relação entre as dimensões
entre o comprimento total, o diâmetro da garganta e da
bôca, e os comprimentos das ondas a reproduzir.

As vibrações, ao perderem progressivamente pressão,
ganham em amplitude. Porém, as frequências mais
altas perdem pressão e amplitude se a corneta ou pavilhão
for muito largo e o seu comprimento demasiado grande,
e as mais baixas se ele for curto e a onda correspondente
à frequência a reproduzir for mais longa do que o
comprimento, e se se verificar o contacto com o
ar exterior (e uma perda súbita de pressão) antes de a
onda ter completado o ciclo, e não conseguem desenvolver
amplitude se o pavilhão for demasiado estreito.

Não tardou a que se percebesse que como as relações de
pressão entre a membrana e o ar à pressão ambiente cá
fora são progressivas numa escala mais ou menos
exponencial, a corneta (a que prefiro, e passarei a chamar
"pavilhão") tem igualmente de ter um perfil exponencial.

Aliás esta relação de pressões que são um pouco como o
primário e o secundário de um transformador funciona
nos dois sentidos. O pavilhão também converte a pressão
mais pequena dos sons produzidos no ar ambiente numa
pressão maior que permite a sua gravação, e foi aliás por
aí que tudo começou, pois as gravações precedem
historicamente a capacidade de as reproduzir!!!

Nos primeiros tempos, era assim que se fazia
uma gravação


E este efeito foi utilizado na 2ª Guerra para detectar
aviões inimigos, dado que o pavilhão ao contrário funciona
como um microfone (o microscópio é um óculo invertido)

A relação entre comprimento, diâmetro, frequência e
amplificação é muito bem demonstrada neste vídeo de um
EMG (marca inglesa)


Entretanto, os irmãos Lumière (esses mesmos) tinham
inventado o altifalante com membrana de papel (aqui num
HMV 460)


Este baseia-se no mesmo princípio que a cabeça de leitura
habitual (diafragma) mas as vibrações gravadas no disco
são transmitidas directamente ao ar ambiente através de
um diafragma muito maior depois de amplificadas com
uma alavanca (que se vê por trás do dispositivo quase no
fim do vídeo).

Maior área de contacto com o ar, vibrações de maior
amplitude = maior pressão acústica.

Mas o problema é a resposta em frequência, pois as ondas
das frequências mais graves são muito mais compridas do
que o diâmetro do dispositivo, e perdem-se no ar
ambiente.

Depois de Rice-Kellogg terem inventado o altifalante
electroacústico com cone de papel


Este tipo de altifalante foi acoplado aos já existentes
altifalantes electroacústicos com pavilhões, de que já
falei


Para criar os primeiros sistemas de 3 vias para o
Cinema, como este da Western Electric que já vos mostrei
que data de 1931 e é o primeiro "full-range"


Reparem que em baixo estão os altifalantes de graves,
instalados num "baffle", ou seja uma grande placa que
tem por função impedir que as ondas produzidas 
se percam por contacto imediato com o ar (e aliás estão
colocados no chão porque o resto do palco que está à
frente contribui para o efeito, pois estando em < recto
com o "baffle", prolonga-o e funciona quase como um
pavilhão), projectando e amplificando o som na direcção
da sala - e além disso na parte de cima do "baffle" ao
centro estão dois pequenos "tweeters"... também de
pavilhão, à altura do público pois as ondas de agudos, ao
contrário das de graves, são muito mais direccionais...

Este sistema usava evidentemente "crossovers" para
dividir as frequências por cada uma das vias. Mas a
própria Western Electric não estava satisfeita com o
resultado, tanto que os sistemas seguintes eram de 2,
e não 3 vias, e começa a busca pelos altifalantes
"full-range" de uma só via, mais práticos, e mais
compactos...

Com efeito, não tardou a que alguém pensasse em
combinar os altifalantes de membrana de papel, de
radiação directa, com os pavilhões num único dispositivo.

E há dois fundadores:

Paul Voigt, inglês, que trabalhou para a Edison e
desenvolveu a que foi talvez a primeira combinação
dos pavilhões com os altifalantes de membrana de
papel, em vez dos diafragmas metálicos de 1 ou 2
polegadas herdados dos gramofones, e criou as
colunas com pavilhão à frente do altifalante, em 1931



E uma das primeiras colunas para uso doméstico em 1933


E Harry F. Olson, americano, que foi director dos
laboratórios da RCA, e insigne matemático, que
juntamente com Frank Massa publicou o incontornável
"Applied Acoustics" em 1934 (variadíssimas reedições até
aos nossos dias, disponível no Google Books) e obteve a
patente em 1940 (pedida em 1937) para as colunas com
pavilhão atrás (nº 2.224.919)



Se repararem mais atentamente, a coluna de Voigt tem
uma câmara de graves, mas que é apenas uma câmara
de ressonância, e a de Olson/Massa tem além do
pavilhão de trás um pequeno pavilhão à frente para
reforçar os médios.

O Sr. Voigt, que entretanto se associou ao Sr. Lowther,
parece ter sido também o inventor de outra coisa, que é
hoje em dia extremamente frequente de encontrar: os
altifalantes de dupla membrana


A existência de um pequeno cone dentro do maior cria
uma espécie de pequeno pavilhão que permite reproduzir
os agudos até aos 22kHz (nos mais modernos)... sem
recorrer a um tweeter separado, dado que são accionados
pela mesma bobine, com a vantagem de se encontrarem
perfeitamente em fase!!!

(continua)
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Mr Bojangles
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Ter Jun 18 2013, 14:06

Brilhante 
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Ajgarcia
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Ter Jun 18 2013, 14:24

Mais uma bela "aula" de história. Parabéns.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Ter Jun 18 2013, 15:42

Tem graça que o meu percurso foi o inverso: depois de alguns anos desligado do audio aventurei-me pelas monovias seduzido pela simplicidade, a ausência de filtro e o facto de irradiarem de "um só" ponto.
Satisfeita a minha curiosidade seguiram-se umas cornetas de duas vias com as quais efectuei algumas experiências mas acabei por abandonar o projecto devido aos enormes custos envolvidos na construção de tal sistema acústico.
Actualmente estou de regresso às colunas "convencionais" de radiação frontal, mais concretamente a um par de colunas de pavimento com três vias de herança BBC.

R


Última edição por ricardo onga-ku em Ter Jun 18 2013, 15:44, editado 2 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Ter Jun 18 2013, 15:42

Caro Audiovac.

Não tenho palavras para agradecer o imenso trabalho que está a ter ao escrever estas belas e magnificas lições da história do áudio. Penso que estamos todos a aprender a ter uma visão mais completa sobre este nosso hobby. Os meus mais sinceros parabéns e só posso desejar que continue.

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Audiovac
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MensagemAssunto: Ricardo:   Ter Jun 18 2013, 21:28

Regresse às "monovias"...Cool
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Audiovac
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MensagemAssunto: O meu sistema/4 - colunas (fim da introdução)   Qua Jun 19 2013, 14:46

Continuando...

A partir dos anos 30, temos então basicamente três
possibilidades: usar pavilhões, usar apenas altifalantes
de membrana de papel, ou conjugar os dois.

Nos sistemas que apenas usam os altifalantes de
membrana, sejam numa ou em várias vias, as
possibilidades são basicamente as seguintes



Todas elas têm em comum o facto de que, neste tipo de
altifalante, ser necessário separar as ondas da frente e de
trás da membrana - problema que não se põe nos
pavilhões exponenciais - para conseguir reproduzir os
graves.

É que se a onda de uma frequência de 1000Hz tem 34cm
de comprimento, a de 30Hz tem...11 metros!!!

O sistema A, que é talvez o mais antigo, é o do "baffle"
de graves do sistema 3 vias da WE que já mostrei.
E naquela montagem no palco se calhar tinha pelo menos
uns 8 ou 10 metros de largura...

Mas un "open baffle" em casa dificilmente pode ter esse
tamanho. Portanto só funciona com duas ou três vias, e
um reforço dos graves com um "woofer"...

O sistema B, era o utilizado em quase todos os Rádios e
TVs, e soa àquilo que é: um "caixote"...

O C, pode funcionar muito bem. Trata-se de uma caixa
completamente fechada e cheia de material absorvente
(papel, fibra de vidro, etc.), e apenas utiliza as ondas
que a membrana produz para a frente, absorvendo as
de trás: é muito utilizado pois permite fazer caixas
muito pequenas, mas tem o inconveniente de necessitar
de um amplificador muito maior, pois o altifalante perde
uma grande parte da sensibilidade por estar amortecido.

O D, era muito usado por arquitectos, nos aeroportos, etc,
mas só é possível se se fizer um buraco na parede. Tem
a vantagem de se ter música em duas divisões, mas faz
eco... a menos que a divisão de trás seja uma biblioteca
onde ninguém vai e tenha a porta fechada, ou uma
dispensa cheia de fibra de vidro.

O E, é o mais comum:

É preciso saber que um altifalante tem sempre uma
frequência de ressonância, que é aquela à qual o sistema
mecânico ou eléctrico que se opõe ao sinal, e que permite
que a membrana seja precisamente excitada por esse
sinal, pois os movimentos de vai-vem resultam da
interacção das duas forças, perde "inércia" e entra em
vibração mais ou menos descontrolada.

A ideia, é criar uma caixa com um tubo ou abertura
afinada (como um tubo de órgão) para essa frequência,
para criar uma nota musical que sobrepondo-se à
frequência de ressonância, a anula... em teoria.

Na prática, estas colunas que só são muito boas se o
interior da caixa estiver muito bem amortecido, têm
tendência para produzir o que se chama o "baixo de uma
nota só", e às vezes, ouve-se o VOUFF do buraco...
sobretudo se estiver do lado da frente.

O F, pode dar muito bons resultados e tem muitas
variantes, sem ter o VOUFF pois há várias aberturas
repartidas, mas tem na mesma ressonâncias, como aliás
a "caixa Onken" que é excelente, mas só nos graves...

E a G, que é mais rara, dá muito bons resultados, mas
tem tendência para se desregular com o tempo.

Não se percebe na figura, mas o "drone" é um "radiador
passivo", ou seja uma membrana que não tem magneto
nem bobine, e que está livre. Quando a outra membrana,
que é o verdadeiro altifalante, vibra, esta não apenas
adapta o volume da caixa à pressão, amortecendo a
primeira, mas vibra também em contra-fase. Para evitar
que isto anule as vibrações do verdadeiro altifalante, é
preciso que esta membrana tenha uma maior resistência
e seja mais pequena (sistema já descrito por Olson nos
anos 30 e que foi utilizado em algumas Tannoy, creio).

Há ainda outro sistema EXCELENTE, que é o da "acoustic
suspension" usado pela marca AR, que é uma caixa
fechada, mas com uma pequeníssima abertura, em que
as suspensões da membrana são muito leves e flexíveis,
e é o próprio ar que está lá dentro que serve de suspensão
do aparelho móvel do altifalante.

MAS, todos estes sistemas e mais uns quantos de que
não falei têm um INCONVENIENTE:

É que ao amortecer, mais ou menos, a onda traseira da
membrana do altifalante, por um lado têm todos menor
rendimento (sensibilidade) do que os pavilhões, e
dificilmente se conseguem reproduzir os graves com uma
só via, pois todos eles precisam de reforço nos graves!!!

E é aí que o Ricardo Onga-ku tem razão: são precisos
quase sempre amplificadores de grande potência, que
ou têm muito mais distorção (ela é directamente
proporcional ao ganho do amplificador), ou então têm
de ter muita contra-reacção para a anular!!! Sejam eles
de válvulas ou de transístores...

Além do que os filtros (crossovers) usados nos duas e
três vias nunca são perfeitos (mesmo as marcas reputadas
como as Klipsch de que falarei de seguida, propõem vários
modelos de filtros aos seus clientes pois nenhum é
inteiramente satisfatório).

E quando se ouvem de perto altifalantes com 2 e 3 vias,
ao contrário das instalações nos Cinemas, consegue-se
quase sempre distinguir cada uma delas, o que pode
ser muito desagradável, sobretudo os "tweeters"... a
menos que elas sejam concêntricas.

Não é o ideal em salas com 20m2.... ou menos!!!


A par destas soluções mais "baratas" e menos volumosas,
as marcas de grande prestígio sempre utilizaram
pavilhões, que AMPLIFICAM, em vez de AMORTECEREM,
as vibrações.

E há essencialmente meua dúzia de marcas de que
gostaria de falar, que todas fabricam ou fabricaram
colunas de pavilhão e de ALTO RENDIMENTO:

A primeira é a KLIPSCH, fundada por Paul W. Klipsch em
1946, que comercializa desde essa altura a "Klipschorn"
por ele concebida nos anos 30, que é uma coluna
extraordinária que pude ouvir em várias ocasiões (aqui, à
esquerda - a da direita é uma Klipsch "La Scala" que
também ouvi mas de que não gosto embora tenha muitos
adeptos)




vista de trás é assim...


...porque é uma coluna "de canto" - como esta que não é
Klipsch e está mal colocada perto de uma janela!

...e utiliza a própria PAREDE para prolongar o pavilhão de graves.

É uma três vias, e a novidade é a técnica de "dobragem"
interna do pavilhão de graves, juntamente com a
compressão do "woofer" de membrana. Os altifalantes
de médios e de agudos são pavilhões exponenciais com
motor de diafragma, como nos primórdios do áudio.

Os graves são INCRÍVEIS e parece que não têm fim!!!
(contrariamente à la Scala, em que são apenas potentes,
mas só descem a cerca de 52Hz).

Pouco depois, a marca ALTEC inventou o altifalante
coaxial, aqui o 604, que foi produzido de 1945 a 1998!!!

O tweeter é um pequeno pavilhão exponencial multicelular.
Tem que ter evidentemente um crossover, mas não tem
problemas de fase acústica!!!



No que foi seguida pela JENSEN, com um triaxial:


Que é extremamente interessante pois os graves são
dados pela membrana em papel, mas se olharem
atentamente, por dentro e no centro da bobine há um
pequeno pavilhão metálico para o médio-agudo, com
diafragma, e por fora ao centro, mas ligeiramente desviado
para não interferir com o eixo do pavilhão, um pequeno
tweeter igualmente de pavilhão e de diafragma metálicos.

Mas a própria membrana de papel é de forma
EXPONENCIAL, e serve de PROLONGAMENTO do pavilhão
interno!!!

Brilhante!!!


E esta marca usou-o em pavilhões do tipo Olson a partir
de 1950


Isto foi um "array" feito para as Convenções Republicana e
Democrática americanas em 1952




A marca inglesa TANNOY criou um sistema semelhante de
duas vias, mas com o tweeter ao centro...


Com que fez as GRF



As Autograph


que também tiveram uma versão sem ser de canto


E, baseando-se mais ou menos noutra proposta de Olson
e Massa de 1936...


As Westminster Royal que ainda se fazem... e custam
qualquer coisa como 10.000 libras o par.




Finalmente, a marca  LOWTHER, que sempre continuou a
usar os seus drivers de dupla membrana mas DE UMA SÓ
VIA


...e que muita gente detesta, outros amam, e eu adoro!!!

E que fez as PW 1 e 2, ainda de parceria com Voigt


As Hegemann (de parceria com Stewart Hegeman, que iria
criar mais tarde os altifalantes omni-direccionais)

As TP1



As Acousta




Enquanto outras marcas optavam pelos multi-vias
"extraordinaire", como a JBL Paragon que são duas colunas
numa só (direita e esquerda), mas também com pavilhões


...e assim por diante....

No meu caso - e embora tenha deixado muitas coisas de
fora desta já demasiado extensa introdução - considero
que a melhor reprodução é a que é dada por altifalantes
de alto rendimento, de preferência monovia, ou quando
muito com duas ou três vias coaxiais, e amplificação dos
graves não por "woofers" de radiação directa, mas sim por
pavilhões, que na condição de estarem bem desenhados
conferem uma reprodução muito mais natural dos graves,
com uma imagem sonora coerente, estável e precisa.

Abraço a todos Smile

Amanhã falo dos "meus pavilhões"
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Qua Jun 19 2013, 15:08

Mais uma estupenda aula.  Já alguma, alguma vez experimentastes ou ouvistes as francesas da PHY-HP?

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MensagemAssunto: PHY   Qua Jun 19 2013, 15:49

Já, sim. E também as Supravox 215 bicône (que tenho),
mais as Fertin, que são todas francesas.

Gosto muito das PHY, mas prefiro as que não são coaxiais.

Não sei como se comportam em pavilhões, mas em open
baffle não são más (tendo em conta as limitações dos
open baffles...)

As Fertin são muito, muito boas... mas caríssimas.

Prefiro as Supravox, numa óptica qualidade-preço.

Mas estou muito contente com as Fostex japonesas, que
de início não sabia usar, mas que aprendi a domar, e
dão um excelente resultado por menos de metade do preço...
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Qua Jun 19 2013, 16:49

Audiovac escreveu:
Regresse às "monovias"...Cool

Às cornetas talvez regresse se um dia tiver dinheiro e sala para isso mas monovias nunca mais; é uma topologia demasiado "coxa" para o meu nível de exigência e para o género de música que escuto.

Conforme escrevi anteriormente, para mim existem dois caminhos: amplificadores a válvulas single-ended com cornetas multi-via (4 ou mais vias) c/ sensibilidade igual ou superior a 100dB ou integrados a transístores com colunas "convencionais" - cones de radiação frontal multi-via (3 ou mais vias) em caixa preferencialmente selada.

R


Última edição por ricardo onga-ku em Qui Jun 20 2013, 08:20, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Qui Jun 20 2013, 00:19

undefined escreveu:


...Sinceramente, Verdadeira introdução de história sonora...
Os meus cordiais cumprimentos de que contiue a demonstrar o fascínio do transcurso destes aparelhos e a sua complexidade para chegar-mos aos dias de hoje e maravilhar-mo-nos com a sua essência...
Fico maravilhado com estas lições de Audiófilas
Muito, muito Bom!!!
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Audiovac
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MensagemAssunto: Boa noite Ricardo:   Qui Jun 20 2013, 00:30

Pois, meu caro, comigo foi ao contrário...

Tive várias colunas multivias e ouvi variadíssimos
sistemas, antes de ter tido a "revelação" com as monovias,
e as primeiras que ouvi e tive de comprar foram as
Lowther Fidelio. Mais tarde preferi as Acousta, que não
pude comprar, e vendi as Fidelio, porque me apaixonei
pelas Supravox.

Além disso, durante anos, ouvi sistemas com pavilhões
de todos os tipos e em todas as configurações, e os únicos
multivias que tolero são os sistemas ou coaxiais, pois têm
um ponto único de emissão e apesar dos filtros
comportam-se como um monovia, ou então, com graves
amplificados por pavilhão, mesmo que numa via separada,
que nesse caso deve ser atrás ou lateral (como as
Klipschorn)... mas nunca frontal (como nas Scala)!!!

Nos outros multivias, ouço as diferentes fontes sonoras,
e acho os pavilhões frontais demasiado direccionais: há
um ponto ideal de audição, ponto. Porque mesmo que se direccionem todas "em fase", usando por exemplo "ruído
branco", basta virar a cabeça para o lado e as fases
já estão todas cada uma em seu sítio... pelo menos para
as minhas orelhas...

Em amplificadores, prefiro pessoalmente as válvulas,
embora já tenha ouvido muito bons a transístores: o
problema, é que para serem mesmo bons, são
caríssimos... mas aí concordo consigo: os single-ended
têm para mim uma naturalidade e respiração que falta
aos push-pull, que além disso costumam ou ser ou chatos,
ou agressivos.

Cumps. Cool
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Audiovac
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MensagemAssunto: Obrigado a todos   Qui Jun 20 2013, 00:31

Obigado a todos os que apreciam esta pequena incursão
histórica...

Levei anos a coleccionar elementos sobre estas coisas e
dá-me imenso prazer partilhá-los e saber que há pessoas
que os apreciam Smile
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   Qui Jun 20 2013, 00:37

Audiovac escreveu:
Obigado a todos os que apreciam esta pequena incursão
histórica...

Levei anos a coleccionar elementos sobre estas coisas e
dá-me imenso prazer partilhá-los e saber que há pessoas
que os apreciam Smile

E a vida tem muito mais encanto quando é partilhada.

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MensagemAssunto: Re: O meu sistema/4 - colunas (introdução)   

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