Áudio Analógico de Portugal
Bem vindo / Welcome / Willkommen / Bienvenu

Áudio Analógico de Portugal

A paixão pelo Áudio


Fórum para a preservação e divulgação do áudio analógico, e não só...
 
InícioPortalCalendárioPublicaçõesFAQGruposRegistrar-seConectar-se
Fórum para a preservação e divulgação do áudio analógico, e não só...

Compartilhe | 
 

 A verdade sobre as colunas muito caras

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3  Seguinte
AutorMensagem
Digital Man
Membro AAP


Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Seg Jun 09 2014, 22:48

ricardo onga-ku escreveu:

Já sei de que colunas se trata; curiosamente são fabricadas pelo representante da Kondo (Audio Note Japan) no Reino Unido.
Nunca as escutei (nem sei de quaisquer medições publicadas) mas têm um grupo de fãs aguerridos nos fóruns ingleses.
R

São essas!
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 00:22

Digital Man escreveu:


São essas![/left]



Já agora, nome, modelo, numero de telefone e morada das ditas sff.   

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 10:37

Site com muita coisa a venda e com excelentes colunas da Yamamoto...

http://www.jacmusic.com


Já encomendei uma yamamoto headshell para o schick. 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 11:47

ricardo onga-ku escreveu:
Ongaku (音 + 楽), significa música (som + agradável) e a sua escolha não tem qualquer relação com os famosos amplificadores japoneses.

Como nickname é enganador Laughing dado que Ongaku não significa fidelidade e precisão, significa emoção.
O Kondo teve que fazer concessões à fidelidade (precisão) exactamente para (recorrendo aos seus termos) poder eliminar toda a "mecânica" do som, tornando-o em "som agradável" (ongaku)...
Não tive o privilégio de ouvir os controversos amplificadores mas uns 'ouvidos' em que confio passaram pela experiência, a qual foi descrita como "Aqueles 5% de distorção tornam o som tão belo que até dá vertigens".

So good it hurts! [Mekons]

 smedley
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 12:47

Digital Man escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Ongaku (音 + 楽), significa música (som + agradável) e a sua escolha não tem qualquer relação com os famosos amplificadores japoneses.

Como nickname é enganador Laughing dado que Ongaku não significa fidelidade e precisão, significa emoção.
O Kondo teve que fazer concessões à fidelidade (precisão) exactamente para (recorrendo aos seus termos) poder eliminar toda a "mecânica" do som, tornando-o em "som agradável" (ongaku)...
Não tive o privilégio de ouvir os controversos amplificadores mas uns 'ouvidos' em que confio passaram pela experiência, a qual foi descrita como "Aqueles 5% de distorção tornam o som tão belo que até dá vertigens".

So good it hurts! [Mekons]

 smedley

O significado da palavra Ongaku é Música.
E eu optei por alterar o grafismo romano para não ser "apanhado" pelo Google aquando de buscas pelo famoso amplificador…

Quanto ao som "agradável", é uma questão de gosto - pessoal e intransmissível, portanto -, neste caso o gosto do Kondo.
Se ele gosta de distorção é um "problema" dele…deve ser muito "agradável" escutar a gravação de uma sinfonia com 5% de distorção.

Na minha opinião os equipamentos de alta-fidelidade devem, tal como o nome indica, reproduzir a música (ou melhor, o sinal registado aquando da gravação).

Música é Arte (produção), Audio é Ciência (reprodução).

R


Última edição por ricardo onga-ku em Ter Jun 10 2014, 12:52, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 12:49

Imagino que se o écran do nosso televisor ou a lente da nossa máquina fotográfica produzisse 5% de distorção que também sentiríamos vertigens. Rolling Eyes 



R
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 13:08

Os técnicos de gravação fartam-se de gozar com os audiófilos porque o sinal antes de chegar aos preciosos fios de prata e gira-discos e amplificadores de 24 kilates (100% Hi-fi) , passou por microfones com células limitadas e fios de apenas 99% OFC, vários cabos baratos e fichas Neutrik de 5Eur, e uma série de componentes activos e passivos (distorção^n)... sem excluir a mistura e equalização (morte final depois da tortura) com base no ouvido humano e amplificadores e colunas não-audiófilos.

100.0000% precisão para reproduzir o lixo gravado (o sinal que já nada deve ao som original)?  Laughing 

O Kondo é capaz de estar certo...
 smedley
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 13:17

Digital Man escreveu:
Os técnicos de gravação fartam-se de gozar com os audiófilos porque o sinal antes de chegar aos preciosos fios de prata e gira-discos e amplificadores de 24 kilates (100% Hi-fi) , passou por microfones com células limitadas e fios de apenas 99% OFC, vários cabos baratos e fichas Neutrik de 5Eur, e uma série de componentes activos e passivos (distorção^n)... sem excluir a mistura e equalização (morte final depois da tortura) com base no ouvido humano e amplificadores e colunas não-audiófilos.

100.0000% precisão para reproduzir o lixo gravado (o sinal que já nada deve ao som original)?

Onde é que está a prova que necessitamos de cabos em prata puríssima com Ø=5mm e fichas audiófilas de 25k para se obter fidelidade?
Isso é aquilo que o Kondo e o resto da indústria audiófila (incluindo os "marketeiros" da imprensa) nos querem fazer crer.

Admito que nas gravações de rock/pop a fidelidade não seja um objectivo mas na música erudita a coisa muda de figura…
E as minhas intervenções referem-se sempre a este género musical.

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:07

Digital Man escreveu:
Os técnicos de gravação fartam-se de gozar com os audiófilos porque o sinal antes de chegar aos preciosos fios de prata e gira-discos e amplificadores de 24 kilates (100% Hi-fi) , passou por microfones com células limitadas e fios de apenas 99% OFC, vários cabos baratos e fichas Neutrik de 5Eur, e uma série de componentes activos e passivos (distorção^n)... sem excluir a mistura e equalização (morte final depois da tortura) com base no ouvido humano e amplificadores e colunas não-audiófilos.

100.0000% precisão para reproduzir o lixo gravado (o sinal que já nada deve ao som original)?  Laughing 

O Kondo é capaz de estar certo...
 smedley


Como diz o Dr.-Ing Artur Seibt, um valvulado com 3% de distorção, é de longe mais agradável e real à escuta que um SS com 0.001% (alguns inaudíveis, e mesmo que ele seja favorável a valvulados com pouca distorção). Para além disso, ele explica nos compêndios técnicos a muita distorção (não medível no final) provocado pelos transístores.

A complexidade do som não é tão facilmente medível. Mas claro que esta conversa é chuva no molhado.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:45

António José da Silva escreveu:
Digital Man escreveu:
Os técnicos de gravação fartam-se de gozar com os audiófilos porque o sinal antes de chegar aos preciosos fios de prata e gira-discos e amplificadores de 24 kilates (100% Hi-fi) , passou por microfones com células limitadas e fios de apenas 99% OFC, vários cabos baratos e fichas Neutrik de 5Eur, e uma série de componentes activos e passivos (distorção^n)... sem excluir a mistura e equalização (morte final depois da tortura) com base no ouvido humano e amplificadores e colunas não-audiófilos.

100.0000% precisão para reproduzir o lixo gravado (o sinal que já nada deve ao som original)?  Laughing 

O Kondo é capaz de estar certo...
 smedley


Como diz o Dr.-Ing Artur Seibt, um valvulado com 3% de distorção, é de longe mais agradável e real à escuta que um SS com 0.001% (alguns inaudíveis, e mesmo que ele seja favorável a valvulados com pouca distorção). Para além disso, ele explica nos compêndios técnicos a muita distorção (não medível no final) provocado pelos transístores.

A complexidade do som não é tão facilmente medível. Mas claro que esta conversa é chuva no molhado.  

Eu sei que és fã desse Dr-zinh. mas o que ele diz é uma opinião subjectiva e pessoal (nada tem de científico), além de extremamente tendenciosa.
Essa conversa não é chuva no molhado mas um perfeito disparate… Rolling Eyes 

O homem acha 3% de distorção "agradável" e "real à escuta"?
Que tipo de distorção: harmónica?
Qual é o padrão?
O que significa "real à escuta"?

Imagina que se trata de distorção harmónica de 2ª ordem, dita "agradável" porque soa como uma reverberação ou um eco, uma espécie de "palco audiófilo".
Experimenta instalar o Audacity e adicionar 1% de dist. de 2ª ordem a um ficheiro de jazz e depois ao de uma orquestra; no jazz até podes achar graça mas em musica orquestral fica tudo empastelado.

Quanto muito posso aceitar que um amplificador (válvulas ou transístores) com alguma (≤1%) distorção harmónica de 2ª ordem soa melhor de que um com distorção harmónica impar de ordem elevada, como acontecia com uns quantos amplificadores a transístores nos tempos em que os animais falavam (e se abusava da realimentação negativa).
Mas isso são technicalities, coisa que não te interessa. What a Face 

R


Última edição por ricardo onga-ku em Ter Jun 10 2014, 17:53, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:49

afonso escreveu:


Não tem corrente que chegue para essas colunas ?  

Ricardo Onga KU

Então tem ou não corrente para essas colunas ?  
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:52

afonso escreveu:
afonso escreveu:


Não tem corrente que chegue para essas colunas ?  

Ricardo Onga KU

Então tem ou não corrente para essas colunas ?  

Relembra-me lá quais são os amplificadores p.f.

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:53



Conrad Johnson premier 12 monoblocks
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:56

"A NEW DISTORTION MEASUREMENT - Better subjective-objective correlation than given by t.h.d."
by R. A. Belcher, B. Sc., Ph.D., M.I.E.E., BBC Research Department
Wireless World, 1978

http://www.keith-snook.info/wireless-world-magazine/Wireless-World-1978/A%20new%20distortion%20measurement.pdf
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 17:58

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Digital Man escreveu:
Os técnicos de gravação fartam-se de gozar com os audiófilos porque o sinal antes de chegar aos preciosos fios de prata e gira-discos e amplificadores de 24 kilates (100% Hi-fi) , passou por microfones com células limitadas e fios de apenas 99% OFC, vários cabos baratos e fichas Neutrik de 5Eur, e uma série de componentes activos e passivos (distorção^n)... sem excluir a mistura e equalização (morte final depois da tortura) com base no ouvido humano e amplificadores e colunas não-audiófilos.

100.0000% precisão para reproduzir o lixo gravado (o sinal que já nada deve ao som original)?  Laughing 

O Kondo é capaz de estar certo...
 smedley


Como diz o Dr.-Ing Artur Seibt, um valvulado com 3% de distorção, é de longe mais agradável e real à escuta que um SS com 0.001% (alguns inaudíveis, e mesmo que ele seja favorável a valvulados com pouca distorção). Para além disso, ele explica nos compêndios técnicos a muita distorção (não medível no final) provocado pelos transístores.

A complexidade do som não é tão facilmente medível. Mas claro que esta conversa é chuva no molhado.  

Eu sei que és fã desse Dr-zinh. mas o que ele diz é uma opinião subjectiva e pessoal (nada tem de científico), além de extremamente tendenciosa.
Essa conversa não é chuva no molhado mas um perfeito disparate… Rolling Eyes 

O homem acha 3% de distorção "agradável" e "real à escuta"?
Que tipo de distorção: harmónica?
Qual é o padrão?
O que significa "real à escuta"?

Imagina que se trata de distorção harmónica de 2ª ordem, dita "agradável" porque soa como uma reverberação ou um eco, uma espécie de "palco audiófilo".
Experimenta instalar o Audacity e adicionar 1% de dist. de 2ª ordem a um ficheiro de jazz e depois ao de uma orquestra; no jazz até podes achar graça mas em musica orquestral fica tudo empastelado.

Quanto muito posso aceitar que um amplificador (válvulas ou transístores) com alguma (≤1%) distorção harmónica de 2ª ordem soa melhor de que um com distorção harmónica impar de ordem elevada, como acontecia com uns quantos amplificadores a transístores nos tempos em que os animais falavam (e se abusava da realimentação negativa).
Mas isso são technicalities, coisa que não te interessa. What a Face 

R



Nada tem de tendencioso e é tudo explicado por ele. Como gostas muito mais de números do que eu (e entendes mais), é uma questão de ires ler os compêndios técnicos do homem.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 18:27

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Digital Man escreveu:
Os técnicos de gravação fartam-se de gozar com os audiófilos porque o sinal antes de chegar aos preciosos fios de prata e gira-discos e amplificadores de 24 kilates (100% Hi-fi) , passou por microfones com células limitadas e fios de apenas 99% OFC, vários cabos baratos e fichas Neutrik de 5Eur, e uma série de componentes activos e passivos (distorção^n)... sem excluir a mistura e equalização (morte final depois da tortura) com base no ouvido humano e amplificadores e colunas não-audiófilos.

100.0000% precisão para reproduzir o lixo gravado (o sinal que já nada deve ao som original)?  Laughing 

O Kondo é capaz de estar certo...
 smedley


Como diz o Dr.-Ing Artur Seibt, um valvulado com 3% de distorção, é de longe mais agradável e real à escuta que um SS com 0.001% (alguns inaudíveis, e mesmo que ele seja favorável a valvulados com pouca distorção). Para além disso, ele explica nos compêndios técnicos a muita distorção (não medível no final) provocado pelos transístores.

A complexidade do som não é tão facilmente medível. Mas claro que esta conversa é chuva no molhado.  

Eu sei que és fã desse Dr-zinh. mas o que ele diz é uma opinião subjectiva e pessoal (nada tem de científico), além de extremamente tendenciosa.
Essa conversa não é chuva no molhado mas um perfeito disparate… Rolling Eyes 

O homem acha 3% de distorção "agradável" e "real à escuta"?
Que tipo de distorção: harmónica?
Qual é o padrão?
O que significa "real à escuta"?

Imagina que se trata de distorção harmónica de 2ª ordem, dita "agradável" porque soa como uma reverberação ou um eco, uma espécie de "palco audiófilo".
Experimenta instalar o Audacity e adicionar 1% de dist. de 2ª ordem a um ficheiro de jazz e depois ao de uma orquestra; no jazz até podes achar graça mas em musica orquestral fica tudo empastelado.

Quanto muito posso aceitar que um amplificador (válvulas ou transístores) com alguma (≤1%) distorção harmónica de 2ª ordem soa melhor de que um com distorção harmónica impar de ordem elevada, como acontecia com uns quantos amplificadores a transístores nos tempos em que os animais falavam (e se abusava da realimentação negativa).
Mas isso são technicalities, coisa que não te interessa. What a Face 

R



Nada tem de tendencioso e é tudo explicado por ele. Como gostas muito mais de números do que eu (e entendes mais), é uma questão de ires ler os compêndios técnicos do homem.

O que li do The Superiority of Analog Audio Tape Recording vs. Digital Recording bastou-me…os seus conhecimentos são indiscutíveis e até achei interessante aprender um pouco sobre o funcionamento da gravação em fita mas as comparações que faz entre analógico e digital são simplórias, tendenciosas e no mínimo ridículas, boas para iludir ou tranquilizar os amantes do analógico com poucos conhecimentos técnicos.

R


Última edição por ricardo onga-ku em Ter Jun 10 2014, 18:31, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 18:28

afonso escreveu:


Conrad Johnson premier 12 monoblocks

A julgar pelas medições da Stereophile talvez te safes embora, na minha opinião, o resultado não atinja o nível de desempenho com as colunas alimentadas por amplificação a transístores.

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 18:47

ricardo onga-ku escreveu:


O que li do The Superiority of Analog Audio Tape Recording vs. Digital Recording bastou-me…os seus conhecimentos são indiscutíveis e até achei interessante aprender um pouco sobre o funcionamento da gravação em fita mas as comparações que faz entre analógico e digital são simplórias, tendenciosas e no mínimo ridículas, boas para iludir ou tranquilizar os amantes do analógico com poucos conhecimentos técnicos.

R


Bom, nesse caso existem por ai muitos profundos conhecedores bastante enganados.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 19:09

P.ex.: eu concordo quando ele afirma que "digital processing creates distortions and artifacts which are not harmonically related to any signal frequency and thus are considerably more objectionable than harmonics".

Aliás, a característica que torna as distorções analógicas "agradáveis" é exactamente o facto de estarem correlacionadas ainda que com um atraso temporal com o programa musical criando desse modo uma espécie de reverberação.

A questão é que em equipamentos competentes as distorções do audio digital se situam abaixo do ruído de fundo…

Eu aceito que algumas pessoas apreciem o "calor analógico" mas essas "colorações" não deixam de ser distorções do sinal, um pouco como ter um filtro Soft Warm permanentemente montado na lente da máquina fotográfica.


R
Voltar ao Topo Ir em baixo
Mister W
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4327
Data de inscrição : 07/03/2012
Idade : 50
Localização : Margem Sul... Margem Norte...

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 19:44

ricardo onga-ku escreveu:
P.ex.: eu concordo quando ele afirma que "digital processing creates distortions and artifacts which are not harmonically related to any signal frequency and thus are considerably more objectionable than harmonics".

Aliás, a característica que torna as distorções analógicas "agradáveis" é exactamente o facto de estarem correlacionadas ainda que com um atraso temporal com o programa musical criando desse modo uma espécie de reverberação.

A questão é que em equipamentos competentes as distorções do audio digital se situam abaixo do ruído de fundo…

Eu aceito que algumas pessoas apreciem o "calor analógico" mas essas "colorações" não deixam de ser distorções do sinal, um pouco como ter um filtro Soft Warm permanentemente montado na lente da máquina fotográfica.


R

Eu prefiro de longe sem roupa... perdão, sem filtro...

 lol! 
Voltar ao Topo Ir em baixo
lore
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1168
Data de inscrição : 11/07/2010
Localização : lisboa

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 19:48

A questao nao era sobre colunas ? Ou sobre analogico vs digital?
Sobre colunas : volta Nlaudiospeakers estas perdoado !
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 19:50

lore escreveu:
A questao nao era sobre colunas ? Ou sobre analogico vs digital?
Sobre colunas : volta Nlaudiospeakers estas perdoado !



As nossas conversas são sempre muito abrangentes e acabam geralmente nisto.   

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 20:16

Basic facts about digital processing
There are very many reasons for the „harsh digital sound“, a comprehensive treatment would require at least 50 pages.

1. Digitizing implies loss of information which can never be recovered: any detail smaller than the LSB is lost.

Resolvido com o dithering:
Resolution Below the Least Significant Bit in Digital Systems with Dither
http://www.aes.org/e-lib/browse.cfm?elib=4523


2. There is no such thing as just digitizing: it is seldomly realized that a/d conversion requires previous sampling and subsequent d/a reconversion, hence any digitized signal will suffer from the combined problems and faults of all three conversion steps!

É um facto.
Mas o registo, transferência para vinil e reprodução analógica também produz artefactos em todas as etapas e muito mais audíveis.
"Agradáveis"? Para mim não, obrigado...


3. Hardly ever is it recognized or mentioned that any digitized signal will be distorted the more the smaller it becomes, if it becomes very small eventually only the LSB will be switched on/off, i.e., one gets a square wave entirely independent of the original waveform. Thus e.g. the 16 bits of the CD look impressive only at first sight, in reality the lowest 10 bits can not be used if one wants to avoid too heavy distortions in the a/d process; 6 usable bits remain which is anything but impressive as this amounts to just 64 : 1 or 36 dB. And this explains why practically all digital recordings, broadcasts even of classical music etc. are more or less strongly compressed and squeezed into these 36 dB - with disastrous effects; this creates a completely unnatural, unbearable picture of the music.
The „low noise“ of the CD comes about because the players set the output to zero if the signal becomes too low; this is logical: better zero than strong distortions of low signals.

Resolvido com o dithering:
Resolution Below the Least Significant Bit in Digital Systems with Dither
http://www.aes.org/e-lib/browse.cfm?elib=4523


While the distortions in digital processing and recording increase with decreasing signal amplitude it is just the opposite in analog processing and recording: the distortions decrease with decreasing signal amplitude! Fine musical detail is hence mutilated or lost in digital processing but preserved with analog processing. This is one major reason for the superiority of analog processing and recording.

Proponho a leitura de Good resolutions:
http://www.audiomisc.co.uk/HFN/goodresolutions/page1.html
http://www.audiomisc.co.uk/HFN/goodresolutions/page2.html


When the CD was introduced, its „superior dynamic range 100 dB“ was touted; funny enough, the proponents of digitized audio found it later necessary to go to 20 and even 24 bits which should be highly superfluous. Apart from the basic fact that 24 bits can not be realized unless averaging for days is used, this proves the point: the lowest 10 bits being unusable there will remain 14 bits which amounts to 84 dB. This looks more than the best tape recordings can achieve, but all the other problems of digital recordings remain. The proponents of 44.1 KHz also had to admit that 192 KHz indeed sounds clearly better.

Se utilizarmos dither em Redbook (16bit/44,1kHz) a gama dinâmica perceptual anda nos 120dB.
Os melhores systemas de reprodução doméstica não excedem os 90dB e até hoje não medi nenhuma gravação onde o programa musical excedesse os 72dB / 12bit.


In digital recording practice, a substantial safety margin resp. headroom must be observed because any digital system causes hard limiting, hence the theoretical dynamic range can not be fully used. So in practice even 24 bit systems do not offer more dynamic range than a modern tape on an adequate recorder because the tape saturates softly.
Note that the dynamic range of a tape is given with respect to the reference level, but a tape such as SM 900 exceeds this by 15 dB so about 75 dB are attainable, unweighted, of course. Subtracting 10 dB reserve from the 84 dB results in the same figure.

A utilização de 24 bit só se justifica porque os 16bit não oferecem o headroom necessário à edição e mistura.
Para reprodução doméstica são mais do que suficientes (na realidade bastam 12bit e mesmo esses 72dB são um desafio insuperável para muitos sistemas)


4. The digitizing process itself suffers from a multitude of a/d converter problems which cause distortions. The 3-step digital processing creates distortions and artifacts which are not harmonically related to any signal frequency and thus are considerably more objectionable than harmonics. Digital Storage Oscilloscopes suffer from the same problems, there the distortions and artifacts are visible.

A questão é que em equipamentos competentes as distorções do audio digital se situam abaixo do ruído de fundo…

5. Sampling requires the observation of physical laws, otherwise severe distortions and artifacts will arise. The Nyquist theorem is mostly misinterpreted with the consequence of false decisions: one case in question is again the CD: the 44.1 KHz sampling frequency is entirely insufficient, the bare minimum for any digitized audio ist 96 KHz. The factor of 2 is pure theory. Pulse fidelity must be preserved which is impossible if too low a sampling frequency requires steep low pass filters which cause severe transient distortions, these add to the distortions of the digital processing and contribute substantially to the „harsh digital sound“! The Nyquist theorem assumes the existence of a socalled brick-wall filter which can neither be realized nor would it be acceptable. The sampling frequency must be at least 5 times higher than the highest frequency in the signal in order to allow for filters which attenuate signal frequencies sufficiently in order to prevent aliasing while preserving signal fidelity. Often the term „oversampling“ is used, this is a misnomer, it is „just sufficient sampling“.

Esse problema foi identificado e resolvido com o oversampling dois ou três anos após o lançamento do CD, elevando a frequência de amostragem primeiro para 88,2kHz e logo em seguida para 176,4kHz (como é o caso do meu leitor de 1987).
Proponho a leitura de Os males do Audio Digital…e como derrotá-los:
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t6797-os-males-do-audio-digitale-como-derrota-los-em-ingles


6. The d/a reconversion never delivers the true signal but only a more or less accurate reconstruction. Often interpolation between sampling points is used, this causes additional severe distortions if there are too few samples. The Nyquist theorem yields only two samples per signal period, any waveshape may be drawn through these two points! A reconstruction is only possible because Nyquist implies previous knowledge of the signal waveform: it is a sine wave. This is easily and convincingly demonstrated on a sampling scope.

Proponho a visualização de O mito dos "degraus" e outras fantasias:
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t5379-o-mito-dos-degraus-e-outras-fantasias


7. Recording 2 channels at 192 KHz with 24 bits yields such amounts of data that „data reduction“ is mostly used, especially if music is sent via the internet. All these schemes mutilate the music: broadly speaking only the envelope is left over, the details are discarded. Splitting the frequency range into a multitude of small bands, similar to what some „noise reduction“ systems do, and processing them differently with later recombination will never allow to restore the original signal waveform. A Fourier amplitude spectrum can be derived from a signal, but the signal can not be reconstructed from this spectrum because the phase relationships were lost.

O problema da transmissão de ficheiros pesados pela internet estará resolvido num par de anos (e julgo que ninguém no seu perfeito juízo duvida que o mp3 tem muito má qualidade mas uma k7 também tem pouca fidelidade) mas não vejo como isso se possa considerar uma deficiência da gravação digital.
O Lp também só permite 15 minutos de programa em cada lado (e pior som que um 45RPM que tem uma capacidade inferior); será que isso é uma deficiência da gravação analógica em fita?  


8. Digital processing resp. recording has advantages: no crosstalk in multichannel recordings, no print-through, no loss of dynamic range with increasing frequency, lossless copies, a CD or DVD is lower in manufacuring cost, smaller, lighter, easier to handle, playing a CD or DVD does not (?) deteriorate the recording. However, a tape recording does not deteriorate either if the recorder is in proper state, a record does, but if it is played „wet“ which is mandatory for noise and distortion reasons the wear will be neglegible. In practice only the handling advantages are left.

Portanto a gravação digital permite:
- diafonia inaudível
- gama dinâmica mais ampla e estável em toda a banda de frequências
- repetibilidade / cópias lossless
- resistência ao tempo e ao uso
- e também choro, flutuação, distorção harmónica e outras inaudíveis
Mas na prática a única vantagem é a comodidade no manuseamento (e o custo de produção)?

O homem droga-se…





P.S.: O que é que ele quer dizer com "played 'wet'"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Mister W
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4327
Data de inscrição : 07/03/2012
Idade : 50
Localização : Margem Sul... Margem Norte...

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 20:41

ricardo onga-ku escreveu:

P.S.: O que é que ele quer dizer com "played 'wet'"[/font]

É precisamente isso. Tocar os discos molhados para diminuir aquilo que chamas de "artefactos"... (era uma técnica que se usava na rádio...).
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 20:42

Ricardo, finalmente fizeste-me ver a luz. O áudio digital soa mal e artificial para caramba, mas é perfeitíssimo.   

Amigo, ainda bem que gostas disso.  

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 20:49

Mas o melhor é mesmo voltarmos ás colunas. Essas não têm culpa do sinal que lhes chega.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 21:29

ricardo onga-ku escreveu:

Admito que nas gravações de rock/pop a fidelidade não seja um objectivo mas na música erudita a coisa muda de figura…
E as minhas intervenções referem-se sempre a este género musical.

Tenho muito poucos discos de musica erudita (menos de 100), mas desses só tenho 3 bem gravados. Entre os outros, os problemas vão desde problemas de dinâmica (muito frequentes), ruído (sempre), distorção (certos instrumentos soam mesmo artificiais), e o tal fenómeno que o Kondo descreve: "mecanização" é mais que abundante. Em qualquer sistema com um mínimo de qualidade estes problemas são mais que evidentes.

Um amigo meu explicou-me que logo no microfone começam os problemas porque não é um elemento de captação perfeito e introduz desvios diversos na curva real. O sinal é depois excessivamente processado, passando por circuitos passivos e activos de baixa qualidade. Tal como a qualidade do DAC conta, a qualidade do ADC é muitas vezes fatal. Existem ainda muitos fenómenos subtis que agravam os estragos como a colocação dos microfones, que altera a forma como o som é captado e desvios face à audição ao vivo.
Nas outras gravações (não eruditas), com mistura e equalização abundante os desvios do sinal original chegam a ultrapassar os 10% e em alguns instrumentos 20%.

Um sistema de fidelidade perfeita vai reproduzir o lixo que saiu do estúdio, vai manter intocados todos os desvios que foram introduzidos.
Já o Ongaku, com distorção em harmónicas muito específicas, vai repor parte da verdade, ou, se quisermos, vai maquilhar as maldades feitas em todo este processo e um violino vai soar vibrante e emotivo e um trompete vai recuperar a emoção e energia originalmente criada.

António José da Silva escreveu:

Como diz o Dr.-Ing Artur Seibt, um valvulado com 3% de distorção, é de longe mais agradável e real à escuta que um SS com 0.001%  

Sem dúvida! É essa a minha experiência. Tive um amplificador com 0.0018% de THD, S/N 120dB, um slew rate altíssimo, etc.  Som plastificado desprovido de emoção e veracidade. Destruía completamente o prazer de ouvir música. Então se ligado a um leitor de CD normal, o silêncio era claramente preferível.

O meu amplificador actual tem 1% de THD (embora dispare nas altas frequências), e os instrumentos e vozes tornam-se naturais (versus estéreis e mecanizados).

Assisti ao longo dos tempos a muitos concertos sinfónicos sem amplificação, grandes e pequenos (como quartetos de cordas) em auditórios de vários tamanhos, em salas, e até ao ar livre. Todo o tipo de instrumentos, até harpas. Não há qualquer correlação possível. O típico amplificador a transistores com 0% de distorção e classe AB não reproduz 10% da magia que se vive nesses concertos.

Se calhar tenho um problema de audição, mas é irrelevante porque o meu único objectivo é o prazer, logo não há dois caminhos, não há duas verdades. A minha sugestão é esta: vão assistir aos concertos e depois vão ouvir os sistemas e só assim poderão descobrir a vossa verdade.

Há uma coisa que subscrevo integralmente: Ongaku (音 + 楽) - música (som + agradável)

 smedley
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 21:38

A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.


Dr.-Ing Artur Seibt escreveu:
You are right: to this day there are no measurements and numbers by which one could express "quality". Beware of transistor amplifiers with "0.001 % distortion", because their heavy feedback creates distortion. A tube amplifier with 2 % distortion will sound agreeable.

The best program material we have are records made between end of the 50's into the 60's, i.e. before Dolby and digitizing came up. I assume you know the famous RCA Living Stereo records.



_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 21:40

Digital Man escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:

Admito que nas gravações de rock/pop a fidelidade não seja um objectivo mas na música erudita a coisa muda de figura…
E as minhas intervenções referem-se sempre a este género musical.

Tenho muito poucos discos de musica erudita (menos de 100), mas desses só tenho 3 bem gravados. Entre os outros, os problemas vão desde problemas de dinâmica (muito frequentes), ruído (sempre), distorção (certos instrumentos soam mesmo artificiais), e o tal fenómeno que o Kondo descreve: "mecanização" é mais que abundante. Em qualquer sistema com um mínimo de qualidade estes problemas são mais que evidentes.

Um amigo meu explicou-me que logo no microfone começam os problemas porque não é um elemento de captação perfeito e introduz desvios diversos na curva real. O sinal é depois excessivamente processado, passando por circuitos passivos e activos de baixa qualidade. Tal como a qualidade do DAC conta, a qualidade do ADC é muitas vezes fatal. Existem ainda muitos fenómenos subtis que agravam os estragos como a colocação dos microfones, que altera a forma como o som é captado e desvios face à audição ao vivo.
Nas outras gravações (não eruditas), com mistura e equalização abundante os desvios do sinal original chegam a ultrapassar os 10% e em alguns instrumentos 20%.

Um sistema de fidelidade perfeita vai reproduzir o lixo que saiu do estúdio, vai manter intocados todos os desvios que foram introduzidos.
Já o Ongaku, com distorção em harmónicas muito específicas, vai repor parte da verdade, ou, se quisermos, vai maquilhar as maldades feitas em todo este processo e um violino vai soar vibrante e emotivo e um trompete vai recuperar a emoção e energia originalmente criada.

António José da Silva escreveu:

Como diz o Dr.-Ing Artur Seibt, um valvulado com 3% de distorção, é de longe mais agradável e real à escuta que um SS com 0.001%  

Sem dúvida! É essa a minha experiência. Tive um amplificador com 0.0018% de THD, S/N 120dB, um slew rate altíssimo, etc.  Som plastificado desprovido de emoção e veracidade. Destruía completamente o prazer de ouvir música. Então se ligado a um leitor de CD normal, o silêncio era claramente preferível.

O meu amplificador actual tem 1% de THD (embora dispare nas altas frequências), e os instrumentos e vozes tornam-se naturais (versus estéreis e mecanizados).

Assisti ao longo dos tempos a muitos concertos sinfónicos sem amplificação, grandes e pequenos (como quartetos de cordas) em auditórios de vários tamanhos, em salas, e até ao ar livre. Todo o tipo de instrumentos, até harpas. Não há qualquer correlação possível. O típico amplificador a transistores com 0% de distorção e classe AB não reproduz 10% da magia que se vive nesses concertos.

Se calhar tenho um problema de audição, mas é irrelevante porque o meu único objectivo é o prazer, logo não há dois caminhos, não há duas verdades. A minha sugestão é esta: vão assistir aos concertos e depois vão ouvir os sistemas e só assim poderão descobrir a vossa verdade.

Se calhar… Suspect 
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 21:42

António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Seria Stockhausen? scratch 

Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 21:44

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Seria Stockhausen? scratch 




Eu disse, a grande maioria.  lol! 

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 21:58

ricardo onga-ku escreveu:
afonso escreveu:


Conrad Johnson premier 12 monoblocks

A julgar pelas medições da Stereophile talvez te safes embora, na minha opinião, o resultado não atinja o nível de desempenho com as colunas alimentadas por amplificação a transístores.

R

Ok. Thanks.  

Sobre os amplificadores a transistores, duvido... smedley

Estas colunas não são minhas mas o amplificador é o mesmo;






Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:29


Mais uma...

Voltar ao Topo Ir em baixo
Mister W
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4327
Data de inscrição : 07/03/2012
Idade : 50
Localização : Margem Sul... Margem Norte...

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:33

António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Curioso... a minha percepção é exactamente a inversa...

A música clássica deve ser o único género musical onde o CD acaba por fazer mais sentido... e não creio que seja só para mim, a avaliar pela edição de novos títulos. A música erudita chega mesmo ao ponto de ser a grande responsável pela sobrevivência de um formato como o SACD. Apesar da inexpressividade das vendas, a relação (Clássica x Outros) neste formato é abismal...

Se no Jazz (e outros) raramente recorro ao CD, na música clássica passa-se precisamente o contrário (passam-se meses sem ouvir um vinil).
Wink
Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:34

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Curioso... a minha percepção é exactamente a inversa...

A música clássica deve ser o único género musical onde o CD acaba por fazer mais sentido... e não creio que seja só para mim, a avaliar pela edição de novos títulos. A música erudita chega mesmo ao ponto de ser a grande responsável pela sobrevivência de um formato como o SACD. Apesar da inexpressividade das vendas, a relação (Clássica x Outros) neste formato é abismal...

Se no Jazz (e outros) raramente recorro ao CD, na música clássica passa-se precisamente o contrário (passam-se meses sem ouvir um vinil).
Wink



Não sabia que gostavas de música clássica. smedley 


free classic ?   
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:40

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Curioso... a minha percepção é exactamente a inversa...

A música clássica deve ser o único género musical onde o CD acaba por fazer mais sentido... e não creio que seja só para mim, a avaliar pela edição de novos títulos. A música erudita chega mesmo ao ponto de ser a grande responsável pela sobrevivência de um formato como o SACD. Apesar da inexpressividade das vendas, a relação (Clássica x Outros) neste formato é abismal...

Se no Jazz (e outros) raramente recorro ao CD, na música clássica passa-se precisamente o contrário (passam-se meses sem ouvir um vinil).
Wink


Tens que me apresentar algum desses cêdês. Para mim é normalmente um aglomerado de ruídos em que a única vantagem é o tal "silencio".    Nos audio-show, quando passam musica clássica em formato digital, é mesmo de fugir. Qualquer tentativa de semelhança com a realidade, só pode ser uma piada de mau gosto.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
Mister W
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4327
Data de inscrição : 07/03/2012
Idade : 50
Localização : Margem Sul... Margem Norte...

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:49

afonso escreveu:
Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Curioso... a minha percepção é exactamente a inversa...

A música clássica deve ser o único género musical onde o CD acaba por fazer mais sentido... e não creio que seja só para mim, a avaliar pela edição de novos títulos. A música erudita chega mesmo ao ponto de ser a grande responsável pela sobrevivência de um formato como o SACD. Apesar da inexpressividade das vendas, a relação (Clássica x Outros) neste formato é abismal...

Se no Jazz (e outros) raramente recorro ao CD, na música clássica passa-se precisamente o contrário (passam-se meses sem ouvir um vinil).
Wink

Não sabia que gostavas de música clássica. smedley 

free classic ?   

Eu não comecei a ouvir música ontem...
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:50

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
A grande maioria de musica clássica que ouvi em CD (mesmo sem ser fã, confesso), é simplesmente atroz.

Curioso... a minha percepção é exactamente a inversa...

A música clássica deve ser o único género musical onde o CD acaba por fazer mais sentido... e não creio que seja só para mim, a avaliar pela edição de novos títulos. A música erudita chega mesmo ao ponto de ser a grande responsável pela sobrevivência de um formato como o SACD. Apesar da inexpressividade das vendas, a relação (Clássica x Outros) neste formato é abismal...

Se no Jazz (e outros) raramente recorro ao CD, na música clássica passa-se precisamente o contrário (passam-se meses sem ouvir um vinil).
Wink


Tens que me apresentar algum desses cêdês. Para mim é normalmente um aglomerado de ruídos em que a única vantagem é o tal "silencio".    Nos audio-show, quando passam musica clássica em formato digital, é mesmo de fugir. Qualquer tentativa de semelhança com a realidade, só pode ser uma piada de mau gosto.

Isso não é exemplo: nos audio-xôs são raros as salas de onde não saio com os ouvidos a sangrar…

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 22:52

afonso escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
afonso escreveu:


Conrad Johnson premier 12 monoblocks

A julgar pelas medições da Stereophile talvez te safes embora, na minha opinião, o resultado não atinja o nível de desempenho com as colunas alimentadas por amplificação a transístores.

R

Ok. Thanks.  

Sobre os amplificadores a transistores, duvido... smedley

Estas colunas não  são minhas mas o amplificador é o mesmo;









Voltar ao Topo Ir em baixo
afonso
Membro AAP


Mensagens : 2309
Data de inscrição : 17/06/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Ter Jun 10 2014, 23:36



Mais isto talvez... smedley 


Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 10:04

A mediocridade dos shows locais terá várias razões, sendo uma delas o facto de não terem uma crítica séria (a crítica peca pela pouca quantidade e ausência de qualidade, sendo esta última devida a múltiplos factores incluindo o fenómeno de feedback... Suspect).
Depois existem erros incompreensíveis na escolha dos sistemas (dois equipamentos bons quando interligados não resultam necessariamente em algo bom); na adequação dos sistemas à sala; no tratamento da própria sala; nas escolha da música/gravação mais adequada ao sistema, etc.

Agora, a verdadeira raiz do problema residirá em os organizadores de cada stand não serem ouvintes/amantes de música. Parecem ser meros comerciantes permeáveis às ideias dos vendedores que vendem aos próprios e daquele segmento da crítica internacional que também não tem qualidade.   What a Face 
Lá fora acontece o mesmo mas não é tão grave porque como há mais stands encontram-se alguns amantes de música a organizar sistemas.

Mixing este tema com o tema das colunas caras, recordo-me de uma conversa que tive com um consultor da ATC sobre um sistema com colunas SCM50 (ATC SCM 50). Resumidamente são umas colunas muito feias (sem arte portanto) e caras (sem considerar a qualidade), sendo que precisam de suportes; têm 3 vias e são activas (ou seja na prática são mais que apenas colunas, já que incluem os amplificadores de potência, crossovers activos, respectivos cabos de ligação). A fonte era um leitor de DVD da gama média!!! Estava a tocar um concerto ao vivo e o som tinha um realismo incrível.
Lembro-me de ter perguntado algo do género: «Já ouvi estas colunas e as irmãs mais velhas noutros sistemas mas não estavam nem de perto a este nível. Tem que haver aqui um truque! ainda mais com esta fonte...». Tendo ele respondido que, de facto não era bem o sistema, mas mais a gravação:
«The guys who made the master are our clients and use these babies!»
 smedley
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 11:38

afonso escreveu:

Sobre os amplificadores a transistores, duvido... smedley


Esses tweeters parecem estar mesmo a pedir válvulas (no caso dessas colunas terão que ser tubos musculados), até porque Os diamantes não aquecem à noite.  Cool
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 11:45

Digital Man escreveu:

«The guys who made the master are our clients and use these babies!»
 smedley[/left]


Continuo a achar que é um dos problemas. Masterizar utilizando equipamento (e em particular, colunas) de qualidade duvidosa.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 12:12

António José da Silva escreveu:

Continuo a achar que é um dos problemas. Masterizar utilizando equipamento (e em particular, colunas) de qualidade duvidosa.

Mas isso não é necessariamente um problema, até sendo um objectivo presente em muitos estúdios, dado que estavam a servir a população em geral e a população em geral tem equipamentos de qualidade duvidosa.
No processo de evolução dos estúdios houve mesmo casos em que eles faziam todo o ajuste com base em reprodução em sistemas normais até obter um bom resultado nesse meio, dado ser representativo da forma como a maioria dos compradores dos discos iam ouvir a música. Creio que este fenómeno é muito antigo, tendo surgido no tempo em que se ainda ouvia radio em aparelhos a válvulas.
A escolha das colunas, por exemplo, em muitos estúdios teve e continua a ter por alvo serem "boas representantes das colunas típicas".
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 12:22

(cont)

Se eu fosse gravar um disco, o meu objectivo era vender e quereria que a gravação soasse bem nos rádios (primeiro canal de distribuição), especialmente nos rádios dos automóveis, onde actualmente se houve muita música. Mesmo que fosse um audiófilo poria a bolsa à frente do fundamentalismo.  Wink
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 12:45

Ainda sobre colunas caras, que tal $1.1 million?! Shocked 



Moon Audio Dark Star Opulence

Cuidado... The Opulence employs innovative magnetic control systems developed from nuclear reactor containment to structure internal magnetic fields in a way that is non-damaging to music reproduction.

R Ongaku, o que diz daquele tweeter isolado a 1.80m de altura?...

ok, admito que nas colunas também poderá haver gato por lebre...  

PS: Acho que o tapete não está incluído

 smedley
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 12:56

Opulence…o nome diz tudo.

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 13:03

O curioso é que nem colocaram um tweeter de fita, como é comum nos dias que decorrem, para justificar um preço mais alto.

Eventualmente só há um protótipo e quando o venderem a algum connaisseur recuperam todo o investimento em R&D e ainda têm um lucro substancial.

 smedley 
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 4811
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 13:04

Digital Man escreveu:
O curioso é que nem colocaram um tweeter de fita, como é comum nos dias que decorrem, para justificar um preço mais alto.

Eventualmente só há um protótipo e quando o venderem a algum connaisseur recuperam todo o investimento em R&D e ainda têm um lucro substancial.

 smedley 

connaisseur - someone who has money for brains.

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
Digital Man
Membro AAP
avatar

Mensagens : 1055
Data de inscrição : 09/01/2012

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 13:08

ricardo onga-ku escreveu:

connaisseur - someone who has money for brains.

R

Exacto! Totó em linguagem poética.

 smedley
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64409
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   Qua Jun 11 2014, 15:44

Digital Man escreveu:
António José da Silva escreveu:

Continuo a achar que é um dos problemas. Masterizar utilizando equipamento (e em particular, colunas) de qualidade duvidosa.

Mas isso não é necessariamente um problema, até sendo um objectivo presente em muitos estúdios, dado que estavam a servir a população em geral e a população em geral tem equipamentos de qualidade duvidosa.
No processo de evolução dos estúdios houve mesmo casos em que eles faziam todo o ajuste com base em reprodução em sistemas normais até obter um bom resultado nesse meio, dado ser representativo da forma como a maioria dos compradores dos discos iam ouvir a música. Creio que este fenómeno é muito antigo, tendo surgido no tempo em que se ainda ouvia radio em aparelhos a válvulas.
A escolha das colunas, por exemplo, em muitos estúdios teve e continua a ter por alvo serem "boas representantes das colunas típicas".

Digital Man escreveu:
(cont)

Se eu fosse gravar um disco, o meu objectivo era vender e quereria que a gravação soasse bem nos rádios (primeiro canal de distribuição), especialmente nos rádios dos automóveis, onde actualmente se houve muita música. Mesmo que fosse um audiófilo poria a bolsa à frente do fundamentalismo.  Wink



Sem duvida, 100% de acordo. Assim como quem gasta muito dinheiro para participar num audio-show e tem 2 ou 3 dias para mostrar as capacidades (gostemos ou não, bem afinado ou não), tenta colocar musica que potencialize as capacidades do mesmo (seja que formato for), e não forçosamente colocar musica do agrado de a, b ou c ou dar a conhecer obras. Quem comprara o equipamento que comprar, logo ouve aquilo que quiser ouvir.
Penso que é algo também muitas vezes subentendido.

E é por isso que o áudio é complexo, começa logo na falta de veracidade da maioria das gravações.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: A verdade sobre as colunas muito caras   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
A verdade sobre as colunas muito caras
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 2 de 3Ir à página : Anterior  1, 2, 3  Seguinte
 Tópicos similares
-
» A verdade sobre as colunas muito caras
» A Verdade Sobre 2012
» Bill e Ina toda a verdade sobre o fim do namoro segundo Bill
» Camarate, finalmente a verdade.
» A verdade sobre você!

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Áudio Analógico de Portugal :: Colunas, Altifalantes e Crossovers-
Ir para: