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 ACORDO ORTOGRÁFICO

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 16:44

Bom, eu a escrever sou uma desgraça e se não fossem os corretores ainda era pior. A minha infância e adolescência não foram em terras Lusas.
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Fran
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 16:46

António José da Silva escreveu:
Bom, eu a escrever sou uma desgraça e se não fossem os corretores ainda era pior. A minha infância e adolescência não foram em terras Lusas.
Já deu para perceber
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 16:51

Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
Bom, eu a escrever sou uma desgraça e se não fossem os corretores ainda era pior. A minha infância e adolescência não foram em terras Lusas.
Já deu para perceber


E apesar de escrever em 3 línguas (e em todas me entendem) cometo erros em todas elas. Smile)__((:
Não de construção das frases, mas de erros.

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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 16:56

António José da Silva escreveu:
Bom, eu a escrever sou uma desgraça e se não fossem os corretores ainda era pior. A minha infância e adolescência não foram em terras Lusas.

... do Mercado Imobiliário?

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Cumprimentos, Fernando Pina
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 16:58

Ferpina escreveu:
António José da Silva escreveu:
Bom, eu a escrever sou uma desgraça e se não fossem os corretores ainda era pior. A minha infância e adolescência não foram em terras Lusas.

... do Mercado Imobiliário?


O corrector ortográfico.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:03

António José da Silva escreveu:
... E apesar de escrever em 3 línguas (e em todas me entendem) cometo erros em todas elas. Smile)__((:
Não de construção das frases, mas de erros.
Olha, "carga" nisso ... como sou teu amigo, e sem quaisquer pretensiosismos de minha parte, a conjugação de verbos na 1ª pessoa do plural, "nós", nunca leva o "tracinho" para separar o "mos" ... exemplos :

certo -> nós podemos ... errado -> nós pode-mos
certo -> nós ficamos ... errado -> nós fica-mos

Espero que não me leves a mal

Um abraço
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:05

Mas ambas estão corretas ou não? E penso que se pode utilizar as duas maneiras.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:10

http://www.conjuga-me.net/verbo-ficar

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:12

António José da Silva escreveu:
Mas ambas estão corretas ou não? E penso que se pode utilizar as duas maneiras.
Nop, estão ambas correctas ... eu pelo menos, não aprendi assim, mas com tanta "modernice", já nem sei.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:13

António José da Silva escreveu:
http://www.conjuga-me.net/verbo-ficar


Prece-me que as coisas mudaram um pouco.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:14

António José da Silva escreveu:
António José da Silva escreveu:
http://www.conjuga-me.net/verbo-ficar


Prece-me que as coisas mudaram um pouco.
Como assim?
Nesse link, está como eu referi
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:14

Para quem nunca soube escrever da maneira "antiga", imaginam com trocas e baldrocas constantes. Smile)__((:

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:15

António José da Silva escreveu:
Para quem nunca soube escrever da maneira "antiga", imaginam com trocas e baldrocas constantes. Smile)__((:
Olha, agora é que me trocaste todo geek , pois fiquei sem te entender study


Última edição por Fran em Qui Mar 01 2012, 18:16, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:16

Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
António José da Silva escreveu:
http://www.conjuga-me.net/verbo-ficar


Prece-me que as coisas mudaram um pouco.
Como assim?
Nesse link, está como eu referi


Tens toda a razão.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 18:18

António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
António José da Silva escreveu:
http://www.conjuga-me.net/verbo-ficar


Prece-me que as coisas mudaram um pouco.
Como assim?
Nesse link, está como eu referi


Tens toda a razão.
Pois, é que o dito cujo "tracinho", só se usa em caso de prenomes pessoais.
"Mos", não é nenhum prenome
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 20:12

"Pode-mos" aqui ou então "fica-mos" aqui ou calca-mos aqui ou coça-mos aqui
É tudo uma questão de "mos" Orquestra

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 20:21

Ferpina escreveu:
i ou coça-mos aqui
É tudo uma questão de "mos" Orquestra


Eu diria, coça-os-tu-mas-é......

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 20:35

Tá tudo quilhado!

ja ne-m eu sei como-se excreve u kê
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 20:39

microseiki escreveu:
Tá tudo quilhado!

ja ne-m eu sei como-se excreve u kê

q se likx. 1 dia ave-mus de screver todus bué mál nao axas?

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 21:21


Deixo aqui um excelente texto, para quem quiser verdadeiramente conhecer o porquê do AO.






"O impossível acordo"

Na discussão do Acordo Ortográfico, além dos termos de uma estéril querela que se fica por questões de princípio, é possível perceber que por mais críticas que tenha suscitado, por mais que tenha sido desautorizado cientificamente, ele resistiu pela sua condição de projeto político.


A discussão pública do Acordo Ortográfico (AO) tem surgido muitas vezes como uma espécie de querela dos Antigos e dos Modernos: os primeiros, por fé e princípio, contra o Acordo, chegando a anunciar, em linguagem apocalíptica, que ele significa a "destruição" da língua portuguesa; os segundos, por princípio e fé, a favor do Acordo, em nome de uma mirífica unidade da língua como fator de internacionalização e da ideia de que a ortografia pode ser mudada e simplificada como qualquer convenção. No primeiro caso, a ortografia é entendida como um facto linguístico imutável, fixado como uma natureza; no segundo caso, exacerba-se a convencionalidade para lhe negar um estatuto propriamente linguístico e de sistema autónomo em relação à oralidade.

Para perceber o alcance, os efeitos, as contradições e até alguns absurdos do AO é preciso abandonar a discussão que se desenrola nos termos de uma querela caricata e prescinde tanto da argumentação técnico-linguística como dos aspetos pragmáticos e formais da implantação do Acordo.

Mas, se a discussão não ocorreu nos moldes desejáveis, isso deve-se em grande parte ao facto de o Acordo ter sido elaborado e negociado sem se cumprir a exigência de ouvir os linguistas e outras entidades que têm especial competência sobre o assunto. O Acordo nasceu como uma opção política e como tal foi imposto. Quando a Comissão Nacional de Língua Portuguesa (CNALP), órgão de aconselhamento do Governo em matéria de língua, coordenada então por Vítor Manuel Aguiar e Silva, elaborou um parecer bastante crítico do anteprojeto de 1988, logo foi impedida de ter acesso ao texto do AO, assinado em 1990.

Aguiar e Silva demitiu-se e, em declarações ao Expresso, afirmou: "Há pontos escandalosos do ponto de vista técnico-linguístico, como o da facultatividade ortográfica, que coloca grandes problemas de natureza pedagógico-didáctica." Pela mesma altura, duas linguistas da Faculdade de Letras, Inês Duarte e Raquel Delgado Martins, diziam também ao Expresso que os especialistas da língua não representados na Academia não foram chamados a intervir no processo.

Inês Duarte afirmava, então: "É a história do rei que vai nu. Está-se a tentar dar a ilusão de que se está a unificar a ortografia do português. Se agora temos duplas grafias, elas vão continuar a existir depois do Acordo, continuando a impedir aquilo em nome do qual ele é feito, co-edições, etc." E acrescentava que a dupla grafia consagrada no AO ia criar um problema que não existia antes, pelo facto de passar a haver "no interior do mesmo espaço nacional duas grafias, conforme a oscilação da pronúncia. E isso é o contrário de tudo aquilo que é a própria noção de ortografia".

Recordemos ainda que em dezembro de 1990 um conjunto de escritores, editores, professores (entre os quais Herberto Helder, Dinis Machado, Vasco Graça Moura, Jorge Molder, Pedro Tamen, Fernando Gil, M. Villaverde Cabral) exigiram às três principais figuras da hierarquia do Estado a "publicação imediata e integral do novo projeto de Acordo Ortográfico", porque ele continuava subtraído à divulgação pública, para ser poupado à discussão. A tentativa de neutralização pela tática do silêncio afetou também quatro pareceres de linguistas que, elaborados em 2005 a pedido do Instituto Camões, por razões misteriosas só foram conhecidos em 2008.

Trata-se de pareceres emitidos pela Associação Portuguesa de Linguística (APL), assinado por Inês Duarte, pelo Departamento de Linguística Geral e Românica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, assinado por Ivo Castro, pelo Departamento de Linguística Teórica e Computacional (DLTC), assinado por Maria Helena Mira Mateus, e pela Academia das Ciências de Lisboa. Dos quatro, só o último era favorável. Mas faltava um pouco de isenção a quem o tinha feito: nada mais nada menos do que João Malaca Casteleiro, um dos autores do Acordo.

Nos outros, podemos ler afirmações como esta: "Parece-nos prudente suspender quaisquer actos que tornem irreversível a sua aprovação pelo Governo português" (APL); e como esta: "O Acordo Ortográfico terá sempre consequências bem mais graves que a existência actual de duas normas" (DLTC).

E Ivo Castro, antecipando a possibilidade que entretanto se tornou mais plausível de Angola e Moçambique não assinarem o AO, avisava que "a adesão portuguesa ao Acordo introduzirá uma divisão onde existe união". Parecer também muito crítico foi o do professor de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, João Andrade Peres, apresentado em 2008 à Assembleia da República, onde se podia ler: "O Acordo Ortográfico (...) não só introduz um factor de indefinição da grafia, como parece não resultar de uma avaliação rigorosa das consequências das mudanças sobre outros componentes do sistema linguístico, nomeadamente a pronúncia."

E a seguir indicava três aspetos negativos do AO: as grafias facultativas, nomeadamente a "dificilmente explicável" acentuação de certas formas verbais, a supressão das consoantes ditas mudas, mostrando que isso tem como efeito a multiplicação de homografias e de homofonias, além de aumentar o risco de fechamento vocálico e operar uma "desagregação gráfica de famílias de palavras" (por exemplo, a supressão do p dá-se em Egito, mas não se dá em egípcio, afastando membros da mesma família).

Crítica contundente e sistemática ao AO foi a que fez António Emiliano, linguista, professor na Universidade Nova de Lisboa, em dois livros: "O Fim da Ortografia" (Guimarães Editores, 2008), a mais exaustiva análise crítica do AO, e "Apologia do Desacordo Ortográfico" (Verbo/Babel, 2010), onde reúne textos das suas intervenções públicas. António Emiliano mostra as contradições, os erros, as falácias, as incongruências do AO, para concluir que ele consagra uma "dis-ortografia" e instaura o "caos ortográfico". E, com enorme projeção pública, há as críticas e as intervenções de Vasco Graça Moura.

Assim, em várias e competentes instâncias, o AO foi criticado, desautorizado enquanto documento técnico-científico, considerado inepto e nefasto. Em sua defesa, porém, o mais que pudemos ler foram artigos em jornais, refugiados nas questões genéricas das supostas vantagens de um acordo, sem responderem aos argumentos dos críticos. É fácil perceber que a impermeabilidade à crítica e a imunidade do AO estavam garantidas pelo facto de se tratar de um instrumento político para servir a estratégia ideológica da lusofonia.

Vejamos quais os aspetos em que têm insistido com mais veemência os críticos do AO. Eles são unânimes em apontar a grafia dupla (e múltipla) como um problema introduzido por este Acordo. As grafias duplas decorrem na maior parte dos casos de se ter adotado o critério da pronúncia e são virtualmente tão frequentes que acabam por mostrar que o AO, visando a unificação ortográfica, consagra a sua impossibilidade. António Emiliano mostra como ele cai frequentemente em falácias e absurdos, algo que Isabel Pires de Lima também apontou numa entrevista ao "DN", em 2/6/08: "O princípio da facultatividade excessiva (...) vai contra o próprio conceito normativo de ortografia."

A grafia dupla abrange três domínios: o das consoantes mudas, o da acentuação gráfica e o da capitalização (o uso das maiúsculas). Como o critério é o da pronúncia, temos os casos em que há a supressão obrigatória (ato, seleção), os casos em que há a manutenção obrigatória (facto, dicção) e os casos em que a supressão é facultativa (rece(p)cão, dece(p)cão), em que o Acordo dito de unificação ortográfica conseguiu criar uma divergência onde ela não havia. Portanto, além de não ter conseguido unificar neste domínio em que estava posta de parte a possibilidade de os brasileiros regressarem à consoante etimológica, a dupla grafia manteve-se em muitos casos e criou-se a facultatividade: decepção ou deceção, pois no Brasil pronuncia-se decepção.

Mas como é que nós sabemos que há facultatividade, que podemos em alguns casos manter o c e o p que são mudos em Portugal e noutros países lusófonos? Sabendo qual é a "norma culta" no Brasil. Acontece que nós não sabemos nem temos meios de saber tal coisa. E acontece que aquilo que o AO chama "norma culta" da pronúncia não está definida em lado nenhum. Com a introdução do conceito de "norma culta", os autores do AO quiseram apenas limitar a proliferação de heterografias e idiografias (sirvo-me novamente de dois conceitos utilizados por A. Emiliano) que o espírito e a letra do Acordo tornam possível a partir do momento em que consagram o critério da pronúncia (por exemplo, alguém saberá dizer qual das duas pronúncias, setor ou sector, caraterística ou característica, é a "norma culta" em Portugal?).

Este foi um dos aspetos para o qual João Andrade Peres chamou a atenção: a questão do carácter facultativo da grafia apoia-se em algo que o AO dá como evidente, o conceito de "pronúncia culta", mas que na realidade "carece de ser cientificamente fixado".

Facultativo é também o uso do acento gráfico nas formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação (amámos, tomámos), já que no Brasil a vogal é sempre aberta, tanto na forma do presente como na do passado e portanto não é necessário o acento para diferenciar. Temos assim que, numa palavra onde se combinam dois tipos de facultatividade, ela passa a ter quatro grafias possíveis. António Emiliano dá este exemplo: confeccionámos, confecionámos, confeccionamos, confecionamos. E uma palavra como Electrónica (recorrendo a outro exemplo de A. Emiliano), designando uma área científica, tem oito formas ortográficas oficiais, porque a maiúscula também é facultativa.

Para limitar os estragos, o "Plano de Accão de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projecção da Língua Portuguesa" faz esta recomendação: "Nos pontos em que o Acordo admite grafias facultativas, é recomendável que a opção por uma delas, a ser feita pelos órgãos nacionais competentes, siga a tradição ortográfica vigente em cada Estado-membro." Decorre desta recomendação que devíamos, por exemplo, continuar a escrever recepção (porque há a facultatividade receção/recepção). Mas podemos verificar que não é o que está a acontecer, já que o critério da pronúncia fala mais alto, sendo muito embora aquela que autoriza a arbitrariedade ortográfica.

É grande a confusão, e um breve exame ao que se passa nas instituições que já adotaram o Acordo mostra que ninguém o aplica corretamente e instituíram-se normas locais, casuísticas e decididas arbitrariamente, para impor normas que faltam, para suprir as incongruências e as contradições do AO (por exemplo, neste jornal em que escrevo, espectador começou por perder a consoante não articulada c, mas já a reconquistou). Como vai ser possível ensinar a ortografia nas escolas? Como reagirão os alunos quando um professor os ensinar a escrever uma palavra de uma determinada maneira e um outro professor os ensinar de maneira diferente?

A inexistência de um Vocabulário Ortográfico Comum (prometido para janeiro de 1992 e que era um dos requisitos da entrada em vigor do Acordo) torna tudo ainda mais complicado. Ou será que esse Vocabulário Ortográfico Comum não existe porque não pode existir e não passa de uma enorme falácia?

Limitei-me a falar do problema das duplas grafias e da facultatividade. Seria necessário falar também das contradições e da incoerência das regras da hifenização (por exemplo, cor-de-rosa com hífen e cor de laranja sem hífen); seria necessário discutir o critério da "consagração pelo uso" para justificar as exceções (e em todos os domínios, o AO é uma máquina de criar exceções); seria necessário falar do risco do fechamento vocálico por causa do desaparecimento das consoantes mudas (um risco de que falou, entre outros, Óscar Lopes); seria necessário falar da acentuação... Mas, para se perceber a confusão instalada, basta.


Em defesa do Acordo, o mais que pudemos ler foram textos refugiados nas questões genéricas das supostas vantagens de um acordo. Usou-se a estratégia do silêncio e do silenciamento.

Um breve exame ao que se passa nos locais e instituições que adotaram o Acordo mostra que a sua aplicação fica sujeita a normas locais, casuísticas e decididas arbitrariamente

Texto publicado na revista Atual de 25 de fevereiro de 2012



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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 21:41

Milton escreveu:
microseiki escreveu:

Neste Forum estamos todos identificados de alguma forma. Quem se diz de acordo com esta imposição que dê a cara.

Se eu fosse um deles já estava cheio de medo....

quem eu?

quantos são...

Micro, eu devo ser o único que defende o acordo ortográfico study

Defendo primeiro numa lógica de sim ou não, não é como a maior parte que diz sempre nim,

segundo porque não tem que ver com a nossa questão de pátria e tradições,

terceiro porque nos permite voltar a apanhar o comboio do desenvolvimento global, e não podemos deixar que alguns pormenores nos mantenham amarrados ao passado decadente.

Rest my case study
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 21:45

Um texto altamente esclarecedor e que demonstra que as coisas como estavam, não só estavam bem com o eram mais corretas, únicas e simples.

Enfim, mais uma alhada em que alguns "pseudo-intelectuais" nos colocaram.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 21:49

Viva VLopes,
ainda não tinha chegado ao texto colocado por si, o texto é bem construído e argumentado.

A minha posição é simples: "the trend is your friend", não andar contra a corrente.

Quanto mais depressa nos adaptarmos melhor será, porque o processo já está concluído.

Como exemplo prático, todos nós rimos ao ler Sá de Miranda e Gil Vicente, pelas expressões e linguagem empregue.

É Português como este o continua a ser, com no máximo 5% de alterações, e isso ninguém nos tira.
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 22:12

Ulrich escreveu:
Viva VLopes,
..............................
A minha posição é simples: "the trend is your friend", não andar contra a corrente.

Quanto mais depressa nos adaptarmos melhor será, porque o processo já está concluído.

Como exemplo prático, todos nós rimos ao ler Sá de Miranda e Gil Vicente, pelas expressões e linguagem empregue.

..............................

é aqui que seguimos caminhos opostos!

eu nao me adaptarei, e vou continuar a escrever fora do AO, e daqui a uns valentes anos vou poder mostrar aos meus netos como resisti ao AO, e continuei a escrever á Moçambicano, e á Angolano.
irónico, não é?




Ulrich, a linguagem do teatro Vicentino, nunca saiu dos palcos....
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 22:17

António José da Silva escreveu:
Um texto altamente esclarecedor e que demonstra que as coisas como estavam, não só estavam bem com o eram mais corretas, únicas e simples.

Enfim, mais uma alhada em que alguns "pseudo-intelectuais" nos colocaram.

Pode-se perceber claramente as motivaçoes deste acordo, e como é (sempre foi) mediocre a politica cultural deste país.



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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 22:26

vlopes escreveu:
António José da Silva escreveu:
Um texto altamente esclarecedor e que demonstra que as coisas como estavam, não só estavam bem com o eram mais corretas, únicas e simples.

Enfim, mais uma alhada em que alguns "pseudo-intelectuais" nos colocaram.

Pode-se perceber claramente as motivaçoes deste acordo, e como é (sempre foi) mediocre a politica cultural deste país.


mas essa é a premissa base para todo o meu argumentário .

Como não fomos capazes de liderar o processo , tivemos de nos sujeitar

Eu não estou a tentar evangelizar ninguém, estou somente a constatar uma realidade e adaptar-me para melhor sobreviver.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 22:33

Ulrich escreveu:


Eu não estou a tentar evangelizar ninguém, estou somente a constatar uma realidade e adaptar-me para melhor sobreviver.

Entendo o teu ponto de vista. Já que nos colocaram na m$£%da e pelos vistos nada há a fazer, há que fazer a devida adaptação.
Pode ser que ainda haja alguma alma caridosa que "mande" e que altere as coisas. Lembro-me do Ministro que há uns anos atrás nos queria por a contornar rotundas como se de placas triangulares se tratassem. Felizmente que foi revogado.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 22:55

Parece que finalmente começa-se a ver a consciência da aberração que é o AO e começa-se a ponderar em abortar o «plano».
Ainda assim, volto a dizer que, mesmo com o fim do acordo, devem ser apuradas as responsabilidades, pois isto não é nenhuma brincadeira!

Ainda, para que se desfaça alguma dúvida, isto não é uma questão que deve ficar à mercê da «vontade» do indivíduo; não é uma questão de crença ideológica... nem obedece a nenhuma ordem que alguém que por ter um determinado estatuto possa por isso exigir. Por isso, não está em causa nenhum tipo de opinião, mas de uma ordem lógica que precisa ser compreendida e explicada, sendo que terá que obedecer antes à origem que a sustenta. Portanto, a linguagem precisa ser cuidada e não tratada de «acordo» com vontades, porque deve ser ela a mandar e não as vontades.

Hoje ficou aqui já uma boa mostra de que não pode ser outra a forma: o «acordo» tem que ser extinguido! E se houver algum outro, deverá ser tratado como deve ser e isso já se viu que não é esta a forma.
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Milton
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 23:28

Eu por um lado( talvez o meu lado impulsivo e avesso ás mudanças) discordo do A.O., mas por outro lado (provavelmente o meu lado mais assertivo e práfrentex)tenho que concordar com mais esta evolução, e temos que ter presente que todos nós de alguma forma adoptámos algumas palavras derivadas de outros idiomas, refiro-me a palavras como download, futebol, penalti, troika, pulover, cachecol, naifa, catrapila, email, etecetera(etc), e muitas outras que hoje fazem parte do nosso lexico.
Agora se alguem se lembrou de "aligeirar" o modo como escrevemos certas palavras, talvez devessemos compreender que não se trata de cedencia nem retrocesso, mas sim de evolução.
Por isso acho até alguma graça à resistência que é feita ao A.O. por um lado, e por outro eu tambem sou um resistente...

Pera aí, isto faz de mim Bipolar ?

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 23:30

Milton escreveu:

Pera aí, isto faz de mim Bipolar ?

Smile)__((:

Se gostas de homens e mulheres, então sim.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 01 2012, 23:35

António José da Silva escreveu:
Milton escreveu:

Pera aí, isto faz de mim Bipolar ?

Smile)__((:

Se gostas de homens e mulheres, então sim.
Gosto mais de tu....

(e de tota-tola tambem)

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Sex Mar 02 2012, 15:34

O novo acordo ortográfico é como uma mulher se fôr produzida q.b, o homem até vai lá e fica curioso, se fôr um estafermo e se não tiver motivos de interesse, então pior... Em minha leiga opinião e não partilhando a ideia daqueles que acham o AO uma evolução da língua Portuguesa, e para isso basta voltar uns séculos atrás na história da literatura onde a escrita de Camões e mais ''recentemente'' a escrita do tio Eça seriam o principio dessa tal evolução que falo, ou melhor que falm os hostoriadores da Língua mãe, enfim, é discutível e bastante...

De uma coisa porém se pode ter a certeza, de um modo geral em Portugal se fala e falou e escreve e escreveu sempre mal e cada vez pior, com a agravante de muitos jovens licenciados saídinhos em fornada das faculdades servindo erros de gramática e calinadas jamais vistos a toda a hora:(((---: , e com este novo acordo além de se perder a identidade nacional, ( embora eu não seja nada patriota e muitos menos nacionalista, porque não encontro nem me lembro de motivos alguns para tal study ) , o tuga irá cada vez escrever e falar pior.

Por exemplo, ouvir e lerem-se termos do género: Já fizestes, já dissestes, já ouvistes, já escrevestes, já comprastes, já telefonastes, já chamastes, e ainda assistir aos rodapés dos noticiários coisas do género, em Direto , Fato (não sei se está relacionado com a alta costura, ou com algo , enfim somos uma verdadeira desgraça em todos os sentidos , etc, etc, Cá o je continua a escrever á ''antiga''.

Eh pá manda lá um queijinho e deixa-te de tretas, não consta que o Tuga gosta de receber bem os os da casa?, neste caso seria o contrário. Quantos ás ilhas ou ilhéus...keep cool my friend... flower


Última edição por Mozarteano em Sex Mar 02 2012, 21:13, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Sex Mar 02 2012, 15:58

Stereo escreveu:
Parece que finalmente começa-se a ver a consciência da aberração que é o AO e começa-se a ponderar em abortar o «plano» ...

Hoje ficou aqui já uma boa mostra de que não pode ser outra a forma: o «acordo» tem que ser extinguido! E se houver algum outro, deverá ser tratado como deve ser e isso já se viu que não é esta a forma.
Tenho as minhas dúvidas, pois a minha filha, que está na 1ª classe (ou 1º ano), já está a aprender a escrever, com esse novo AO.
Ou seja, vão andar agora "para trás"?

Por isso, já não sei de nada




PS : esse novo AO, pode até nem ser "oficial" ou coisa que o valha, mas o que é certo, é que a função publica, está obrigada a escrever ao abrigo do AO, desde 1 de Janeiro deste ano ... e eu, como funcionário publico que sou, assim como os meus colegas de trabalho, já temos instalado nos PCs (no Word), um corrector para esse efeito Orquestra
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Sex Mar 02 2012, 22:53

Caro Fran, o acordo é que é andar para trás. As coisas devem fazer sentido e não é o caso deste «acordo».

E como diz o Mozarteano, é incrível a pobreza encontrada em pessoas que supostamente deveriam ser «bem-formadas»! Ainda hoje e depois de tantas vezes falarem nisso na tv, nesta mesma, salvo erro uma jornalista disse lideres acentuando o e como acontece no singular.

Mas o problema em questão não é senão aquilo que é preciso compreender e que é o que está em causa, que é uma aberração. Entenda-se, quando digo aberração, não estou a exagerar!
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Sab Mar 03 2012, 10:43

Stereo escreveu:
Caro Fran, o acordo é que é andar para trás ...
O meu "andar para trás", está entre aspas, e se o fiz, foi exactamente porque calculei que poderiam "pegar" por aí.

Cpts
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 08 2012, 13:17

Um editorial actual, oportuno, a propósito da aplicação do Acordo Ortográfico. Bem escrito e com argumentação plausível...


Editorial do Jornal de Angola

Património em risco

08 de Fevereiro, 2012

Os ministros da CPLP estiveram reunidos em Lisboa, na nova sede da organização, e em cima da mesa esteve de novo a questão do Acordo Ortográfico que Angolae Moçambique ainda não ratificaram. Peritos dos Estados membros vão continuar a discussão do tema na próxima reunião de Luanda. A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos, portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante. Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às "leis do mercado". Os afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos, muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa. Pedro Paixão Franco, José de Fontes Pereira, Silvério Ferreira e outros intelectuais angolenses da última metade do Século XIX, também juraram amor eterno à Língua Portuguesa e trataram-na em conformidade com esse sentimento nos seus textos. Os intelectuais que se seguiram, sobretudo os que lançaram o grito "Vamos Descobrir Angola", deram-lhe uma roupagem belíssima, um ritmo singular, uma dimensão única. Eles promoveram a cultura angolana como ninguém. E o veículo utilizado foi o português. Queremos continuar esse percurso e desejamos que os outros falantes da Língua Portuguesa respeitem as nossas especificidades.
Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais. Sabemos que somos falantes de uma língua que tem o Latim como matriz. Mas mesmo na origem existiu a via erudita e a via popular. Do "português tabeliónico" aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas. Intelectuais de todas as épocas cuidaram dela com o mesmo desvelo que se tratam as preciosidades.
Queremos a Língua Portuguesa que brota da gramática e da sua matriz latina. Os jornalistas da Imprensa conhecem melhor do que ninguém esta realidade: quem fala, não pensa na gramática nem quer saber de regrasou de matrizes. Quem fala quer ser compreendido. Por isso, quando fazemos uma entrevista, por razões éticas mas também técnicas, somos obrigados a fazer a conversão, o câmbio, da linguagem coloquial para a linguagem jornalística escrita. É certo que muitos se esquecem deste aspecto, mas fazem mal. Numa entrevista até é preciso levar aos destinatários particularidades da linguagem gestual do entrevistado.
Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português. Neste aspecto, como em tudo na vida, os que sabem mais têm o dever sagrado de passar a sua sabedoria para os que sabem menos. Nunca descer ao seu nível. Porque é batota! Na verdade nunca estarão a esse nível e vão sempre aproveitar-se social e economicamente por saberem mais.
O Prémio Nobel da Literatura, Dário Fo, tem um texto fabuloso sobre este tema e que representou com a sua trupe em fábricas, escolas, ruas e praças. O que ele defende é muito simples: o patrão é patrão porque sabe mais palavras do que o operário! Os falantes da Língua Portuguesa que sabem menos, têm de ser ajudados
a saber mais. E quando souberem o suficiente vão escrever correctamente em português. Falar é outra coisa. O português falado em Angola tem características específicas e varia de província para província. Tem uma beleza única e uma riqueza inestimável para os angolanos mas também para todos os falantes. Tal como o português que é falado no Alentejo, em Salvador da Baía ou em Inhambane tem características únicas. Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP. A escrita é "contaminada" pela linguagem coloquial, mas as regras gramaticais, não. Se o étimo latino impõe uma grafia, não é aceitável que através de um qualquer acordo ela seja simplesmente ignorada. Nada o justifica. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras.
[b]





Última edição por Ghost4u em Qui Mar 08 2012, 20:59, editado 2 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 08 2012, 18:56

Ensinamentos e palavras sábias vindas de fora.

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 08 2012, 19:05


Saiu no " Jornal de Angola" ? Deveria ser editado em todos os jornais, e, de cabeceira (OBRIGATÓRIO ) para os nossos "governantes do acordo".
Parabéns ao autor do belíssimo artigo, possivelmente irá passar ao lado dos nossos "pensantes".
Obrigado caro Ghost por partilhar aqui pelo AAP este artigo.
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qui Mar 08 2012, 23:02

Ora aí está mais um exemplo! Angola mostra bem, através deste texto aquilo que está em causa.

No Porto, e não só, enquanto nomeando todos os santos dizem «São», para o São João, dizem Sãe João. Naturalmente que é um erro, no entanto isso não passa para a língua, só porque se habituaram a pronunciar desta forma.
Portanto, a língua não segue uma evolução apenas para agradar a alguma «situação». E se a palavra evolução faz sentido há que compreender de que forma.
Antes demais, não apenas em nome de Camões ou Pessoa... que muito merecem respeito, é uma identidade, que existe e que se partilha. E isto não é qualquer coisa; é algo que merece muito respeito!
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Sex Mar 09 2012, 22:20

Por esta altura pode bem ser compreendido que os irmãos brasileiros perderam a oportunidade para se manifestarem sobre esta aberração a que chamam de «acordo». E assim ficam com aquilo a que deve ser entendido de vergonha. Este não é o sonho de Chico Buarque!

O silêncio é vergonhoso e é assim, com a cobardia que tentam fazer passar o «acordo», que para ajudar, tentam impingir na RTP todos os dias, como uma injecção, para que a m*&da a que chamam de português e que nem brasileiro é seja aceite pelo «povinho»! É que por muito que se esforçassem, não haveria espaço para um discurso minimamente razoável. Por isso, o melhor é fazer de conta que não se passa nada.
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Sab Mar 10 2012, 23:37

TEXTO HUMORÍSTICO , SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DA "LÍNGUA PORTUGUESA"

O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa…

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .

Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas .

É um fato que não se pronunciam .

Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?

O que estão lá a fazer ?

Aliás, o qe estão lá a fazer ?

Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .

Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s” ?

Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç” .

Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som .

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s” .

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z” .

Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z” .

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k” .Ponha um q.

Não pensem qe me esqesi do som “ch” .

O som “ch” será reprezentado pela letra “x”.

Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não ?

O “x” xama-se “xis”.

Poix é iso mexmo qe fiqa .

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x” .

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex .

Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex .

O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural .

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .

Vejamox o qaso do som “j” .

Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu?

Para qê qomplicar ? ! ?

Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j” .

Serto ?

Maix uma letra muda qe eliminamox .

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !

Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?

Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?

Outro problema é o dox asentox.

Ox asentox só qompliqam !

Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .

A qextão a qoloqar é: á alternativa ?

Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a” .

Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado .

Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax .

Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô” .

Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso !

Qe é qe temux o “u” ?

Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil !

Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza :

quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e” .

U mexmu para u som “ê” .

Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i” .

I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a” .

Sempre. Simplex i sem qompliqasõex .

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx” .

Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu .

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum ?

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Dom Mar 11 2012, 18:01

O amigo Ferpina não reparou que o Fran já nos tinha presenteado com este belo exemplo?!...
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Dom Mar 11 2012, 23:45

Stereo escreveu:
O amigo Ferpina não reparou que o Fran já nos tinha presenteado com este belo exemplo?!...

NOP Estou penitenciando-me...

E só por causa disto vou ouvir o último concerto do Tony Carreira Orquestra

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Dom Mar 11 2012, 23:53

Ferpina escreveu:
Stereo escreveu:
O amigo Ferpina não reparou que o Fran já nos tinha presenteado com este belo exemplo?!...

NOP Estou penitenciando-me...

E só por causa disto vou ouvir o último concerto do Tony Carreira Orquestra


Ou, o ultimo Koncerto do Tony Karrera segundo o próximo acordo...

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qua Mar 21 2012, 21:01

Antes:


O cágado está de facto na praia


Depois:


O cagado está de fato na praia.


Dá para entender?


:GDM:




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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qua Mar 21 2012, 21:12

e ja agora, alguem sabe o que significa "cetro"?
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qua Mar 21 2012, 21:15

microseiki escreveu:
e ja agora, alguem sabe o que significa "cetro"?


Se era o animal que estava realmente na praia, é a primeira versão, se foi um gajo que se borrou todo e vestido de fato numa qualquer praia, e a segunda. Com o novo AO estamos todos cagados. Smile)__((:

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qua Mar 21 2012, 21:17

microseiki escreveu:
e ja agora, alguem sabe o que significa "cetro"?

não sou monárquico nem religioso
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qua Mar 21 2012, 21:20

estava eu ler uma m*&da qualquer quando me deparo com "cetro"?!?!
tive dificuldade a chegar ao ceptro


burro velho nao aprende linguas!


tenho que voltar á primária

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Qua Mar 21 2012, 21:22

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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   Ter Abr 03 2012, 21:42

Venho hoje colocar aqui um desafio. Aos que percebem destas coisas de informática, não será possível criar algum tipo de opção para que se possa sempre ter como escolher que tipo de correcção optar, se o português ou a treta do novo «acordo ortográfico»?
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MensagemAssunto: Re: ACORDO ORTOGRÁFICO   

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ACORDO ORTOGRÁFICO
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