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 O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.

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Rui Soares
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MensagemAssunto: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 16:31

O ouvido/cérebro humano "entende" ou apercebe-se das várias freqüências de forma diferente dependendo do nivel do volume.

O termo Fletcher-Munson foi muito usado com referência aos contornos de tonalidade com igual intensidade. Mas, em 2003 a Iso Standards redefiniu um novo padrão para as curvas de tonalidade.

Quote: "This International Standard specifies combinations of sound pressure levels and frequencies of pure continuous tones which are perceived as equally loud by human listeners. The specifications are based on the following conditions: the sound field in the absence of the listener consists of a free progressive plane wave; the source of sound is directly in front of the listener; the sound signals are pure tones; the sound pressure level is measured at the position where the centre of the listener's head would be, but in the absence of the listener; listening is binaural; the listeners are otologically normal persons in the age range from 18 years to 25 years inclusive."

Agora o termo genérico de contornos de intensidade igual (equal-loudness contours) tem um novo padrão, para o qual as curvas de Fletcher-Munsons são agora uma subcategoria.










Para "compensar" esta particularidade do ouvido/cérebro (nós ouvimos com os ouvidos e o cérebro) humano, durante anos, usaram-se controlos de tonalidade e por vezes equalizadores nos sistemas de home audio.



Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano. Os amplificadores conseguem ter maior controle dos drivers a baixos volumes e o design das colunas e drivers também permite uma resposta "mais equilibrada" mesmo a baixo volume. Talvez seja esta uma das razões pela qual os controles de tonalidade não sejam tão "necessários" como o eram antigamente.

Outra das razões prende-se talvez também pelo facto do control de tonalidade além de poder criar problemas de fase não alterar só uma referida frequência mas um conjunto de frequências acima e abaixo de um ponto determinado exactamente como acontece com a maior parte dos equalizadores.



Por outras palavras podemos dizer que os controlos de tonalidade alteram o sinal em demasia, pelo que hoje em dia grande parte dos sistemas de audio de qualidade superior, não tenham qualquer tipo de controlo de tonalidade.

Mas, como o audio é um tema muito subjectivo e a maior parte dos "comuns mortais" não vai notar problemas de fase, nem o facto de um instrumento ou voz vir a ficar um pouco mais encorpado ou com brilho em demasia, cabe a cada um decidir como gosta mais de ouvir a sua música preferida.

Bom som para cada um tem um significado diferente. Eu gosto de som sem "artefactos" pelo meio. Eu pessoalmente não uso nem gosto de controlos de tonalidade. Mesmo em relação aos novos controlos digitais com crossovers paramétricos, alinhamento de tempo, "room correction", etc, eu ponho as minhas reticências, especialmente quando são automáticos, por vezes acabam por interferir em demasia com o sinal. Pode ser bom tê-los, se forem que boa qualidade (conjunto software/hardware), mas devem ser usados comedidamente o que muitas das vezes não acontece.

No fundo o que é importante é ouvir a música e que a experiência providencie prazer a quem a está a ouvir. Se a pessoa gosta isso é que é importante. As pessoas nunca vão conseguir ouvir ouvir o som exatamente como ele foi criado. A sala vai interferir com o resultado. O engenheiro de som que captou ou gravou o evento é que vai, na maioria das vezes, decidir onde os instrumentos e vozes vão ficar localizados no palco. Ele é que vai decidir a escolha e posicionamento dos microfones. Ele é que no fundo vai decidir como o piano ou a guitarra ou a voz vão soar. Se juntarmos a isto o facto dos engenheiros que estão por trás das colunas que vão reproduzir o som e os que estão por trás dos amplificadores, pre amplificadores e fontes também deixarem "um pouco de si" nos productos que criam, dá para perceber que toda a experiência da percepção gravação e reprodução de audio é muito subjectiva.

O "quest" pelo "audio nirvana" (não me refiro à marca de audio com o mesmo nome) de cada um de nós é que é divertido. Dependendo do budget de cada um há sempre qualquer coisa que podemos alterar no sistema que nos ajuda a chegar mais perto do que para cada um de nós é o "ultimate audio reproduction system".

Por isso, depois desta resposta que já vai longa, se gostam mais do som com filtros, usem-nos, se gostam mais dele puro e sem filtros, não os usem. Mesmo que eu ou outra pessoa goste mais assim ou doutra forma, não sou eu que vou estar em vossa casa a ouvir. São voces. A decisão é unicamente vossa. Tudo o resto não tem grande importância.


Última edição por Rui Soares em Ter Ago 28 2018, 19:25, editado 1 vez(es)
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 17:47

Não há como contornar a nossa Natureza, nem o melhor Sistema de Ensino ou a mais profunda Educação vão mudar de forma radical a forma como Conhecemos... Se é verdade que duas pessoas numa mesma sala vão ouvir coisas semelhantes, também é verdade que não vão ouvir o mesmo e muito menos vão aplicar o seu Juízo de Gosto com a mesma medida... Quando se pensa que comprar um sistema é difícil, descobre-se que afinal havia outra, a nossa querida e única Natureza.


Do que gosto nestas conversas?

Esta e outras conversas como esta possibilitam que cada um de nós encontre o seu caminho e evolua, porque o "tipo de som" de que gostamos também é fruto do que conhecemos... E quando só se conhece "mel" tudo o resto pode soar a "fel".


Hoje é sem controlos de tonalidade, honestamente não vejo utilidade neles... Não havendo salas perfeitas, equipamentos perfeitos e gravações... Escolhe-se o que se gosta (frio para uns, quente para outros) e ouve-se toda a Música que vier às mãos.
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Rui Soares
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 19:38

José Miguel escreveu:
Não há como contornar a nossa Natureza, nem o melhor Sistema de Ensino ou a mais profunda Educação vão mudar de forma radical a forma como Conhecemos... Se é verdade que duas pessoas numa mesma sala vão ouvir coisas semelhantes, também é verdade que não vão ouvir o mesmo e muito menos vão aplicar o seu Juízo de Gosto com a mesma medida... Quando se pensa que comprar um sistema é difícil, descobre-se que afinal havia outra, a nossa querida e única Natureza.


Do que gosto nestas conversas?

Esta e outras conversas como esta possibilitam que cada um de nós encontre o seu caminho e evolua, porque o "tipo de som" de que gostamos também é fruto do que conhecemos... E quando só se conhece "mel" tudo o resto pode soar a "fel".


Hoje é sem controlos de tonalidade, honestamente não vejo utilidade neles... Não havendo salas perfeitas, equipamentos perfeitos e gravações... Escolhe-se o que se gosta (frio para uns, quente para outros) e ouve-se toda a Música que vier às mãos.

. Pensei que me íam rograr pragas por aqui porque tenho uma visão diferente daquela que a maior parte das pessoas relacionadas ao audio tem.

Mas no fundo é isso. O que importa é que cada um goste do som que tem independentemente de tudo o resto.

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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 19:45

Controles de tonalidade são essenciais porque: Salas, equipamento, gravações, e porque a pessoa deve experimentar. Compensar não é mesma coisa que acrescentar.

Pior que isso é fazer equalizações com cabos, garrafas de whisky, etc...
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 20:31

Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 20:39

Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Tens de comunicar isso aos gajos dos estúdios.
Alguns já não estão cá, coitados.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 21:02

Pierre escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Tens de comunicar isso aos gajos dos estúdios.
Alguns já não estão cá, coitados.

Falamos do sinal e não do registo que foi captado certo?

Tudo é equalizado, por todos os componentes em que o sinal passa, mas aqui o que se pretende é ter o sinal mais puro possível. E sem qualquer tipo de rodeios acho essa questão completamente incontroversa.

De tal modo que, enquanto o Cavaco raramente tinha dúvidas, esta é para mim uma das poucas matérias em que tenho algumas certezas... lol!
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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 21:06

Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Alexandre, a noção que os controles de tonalidade deterioram o som só por existirem é falsa. Esta guerra já é antiga (amps ingleses vs. amps japoneses) mas, como sabes todas as gravações são diferentes e se tiveres alguma maneira de compensares as suas faltas, melhor para a música. Eu não noto diferença nenhuma no som quando uso ou deixo de usar o "source direct" no amplificador que está cá em casa. Mas por exemplo, quando ouço o "New gold dream" dos Simple Minds, acho a gravação tão desagradável que tento compensar com menos um cheirinho de graves e com um cheirinho apenas de "treble" a mais, assim fica mais ao meu gosto, um pouco mais viva e menos mortiça que o original. E isso é impossível de fazer com cabos.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 21:15

galvaorod escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Alexandre, a noção que os controles de tonalidade deterioram o som só por existirem é falsa. Esta guerra já é antiga (amps ingleses vs. amps japoneses) mas, como sabes todas as gravações são diferentes e se tiveres alguma maneira de compensares as suas faltas, melhor para a música. Eu não noto diferença nenhuma no som quando uso ou deixo de usar o "source direct" no amplificador que está cá em casa. Mas por exemplo, quando ouço o "New gold dream" dos Simple Minds, acho a gravação tão desagradável que tento compensar com menos um cheirinho de graves e com um cheirinho apenas de "treble" a mais, assim fica mais ao meu gosto, um pouco mais viva e menos mortiça que o original. E isso é impossível de fazer com cabos.

Tens que vir cá a casa, eu provo-te isso num instante, tens aqui a uso vários amplificadores, e uma data de cabos. O sinal fica mais puro e consegues alterar a coisa ao gosto do freguês.  

E faço-o porque foi com estas experiências descomprometidas que cheguei onde chegue, que por ventura é a lado nenhum para a generalidade das pessoas, mas que me dá algum gozo ter alcançado.

Estou a ouvir neste preciso momento a ouvir o Nixon dos Lambchop no meu sistema secundário mas com os melhores cabos que tenho em casa. E informação, detalhe e o som cristalino está a deixar-me boquiaberto, para este sistema que não é nada de extraordinário.

P-S. Esse album - New gold dream" dos Simple Minds - é muito bom, estive a ouvi-lo (cd) na semana passada num carro dos anos 80 (com muito ar acondicionado lol! ) e senti-me o maior puto das estradas lol! Que saudosismo!
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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 21:42

Alexandre Vieira escreveu:
galvaorod escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Alexandre, a noção que os controles de tonalidade deterioram o som só por existirem é falsa. Esta guerra já é antiga (amps ingleses vs. amps japoneses) mas, como sabes todas as gravações são diferentes e se tiveres alguma maneira de compensares as suas faltas, melhor para a música. Eu não noto diferença nenhuma no som quando uso ou deixo de usar o "source direct" no amplificador que está cá em casa. Mas por exemplo, quando ouço o "New gold dream" dos Simple Minds, acho a gravação tão desagradável que tento compensar com menos um cheirinho de graves e com um cheirinho apenas de "treble" a mais, assim fica mais ao meu gosto, um pouco mais viva e menos mortiça que o original. E isso é impossível de fazer com cabos.

Tens que vir cá a casa, eu provo-te isso num instante, tens aqui a uso vários amplificadores, e uma data de cabos. O sinal fica mais puro e consegues alterar a coisa ao gosto do freguês.  

E faço-o porque foi com estas experiências descomprometidas que cheguei onde chegue, que por ventura é a lado nenhum para a generalidade das pessoas, mas que me dá algum gozo ter alcançado.

Estou a ouvir neste preciso momento a ouvir o Nixon dos Lambchop no meu sistema secundário mas com os melhores cabos que tenho em casa. E informação, detalhe e o som cristalino está a deixar-me boquiaberto, para este sistema que não é nada de extraordinário.

P-S. Esse album - New gold dream" dos Simple Minds - é muito bom, estive a ouvi-lo (cd) na semana passada num carro dos anos 80 (com muito ar acondicionado lol! ) e senti-me o maior puto das estradas lol! Que saudosismo!


He he Adoro esse álbum também, tenho a versão hi-res remasterizada que apesar de um pouco melhor, continua a soar mal na mesma
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 21:46

galvaorod escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
galvaorod escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Alexandre, a noção que os controles de tonalidade deterioram o som só por existirem é falsa. Esta guerra já é antiga (amps ingleses vs. amps japoneses) mas, como sabes todas as gravações são diferentes e se tiveres alguma maneira de compensares as suas faltas, melhor para a música. Eu não noto diferença nenhuma no som quando uso ou deixo de usar o "source direct" no amplificador que está cá em casa. Mas por exemplo, quando ouço o "New gold dream" dos Simple Minds, acho a gravação tão desagradável que tento compensar com menos um cheirinho de graves e com um cheirinho apenas de "treble" a mais, assim fica mais ao meu gosto, um pouco mais viva e menos mortiça que o original. E isso é impossível de fazer com cabos.

Tens que vir cá a casa, eu provo-te isso num instante, tens aqui a uso vários amplificadores, e uma data de cabos. O sinal fica mais puro e consegues alterar a coisa ao gosto do freguês.  

E faço-o porque foi com estas experiências descomprometidas que cheguei onde chegue, que por ventura é a lado nenhum para a generalidade das pessoas, mas que me dá algum gozo ter alcançado.

Estou a ouvir neste preciso momento a ouvir o Nixon dos Lambchop no meu sistema secundário mas com os melhores cabos que tenho em casa. E informação, detalhe e o som cristalino está a deixar-me boquiaberto, para este sistema que não é nada de extraordinário.

P-S. Esse album - New gold dream" dos Simple Minds - é muito bom, estive a ouvi-lo (cd) na semana passada num carro dos anos 80 (com muito ar acondicionado lol! ) e senti-me o maior puto das estradas lol! Que saudosismo!


He he Adoro esse álbum também, tenho a versão hi-res remasterizada que apesar de um pouco melhor, continua a soar mal na mesma

Mas é precisamente esse "amadorismo" da produção que lhe dá um certo charme não é?
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Milton
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 22:46

Eu gosto de equalizadores.
Tive um e despachei-o em grande velocidade porque era viciante e achei que estava a ficar geek
Estou arrependido e quero ver se arranjo outro igual

_________________
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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 23:26

Milton escreveu:
Eu gosto de equalizadores.
Tive um e despachei-o em grande velocidade porque era viciante e achei que estava a ficar  geek
Estou arrependido e quero ver se arranjo outro igual


Já tive vários, agora ando a brincar com este sony, que faz de dac também, é pena só dar para ligar uma fonte optica, as outras fontes só seriam selecionadas com o amplificador do sistema com um cabo bus. A parte de compressão dinamica e expansor é igual ao do pre 1000/2000esd

http://www.audioidiots.com/merk.apparaat.php?apparaatID=4979

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Rui Soares
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Ago 28 2018, 23:53

Alexandre Vieira escreveu:
Os cabos equalizam os botões do controlo do som compensam? Os controlos do som deterioram o sinal por isso é que se começou a equalizar com os cabos, no meu modesto entender, mil vezes o uso dos cabos do que controlos de tom.

Atenção que não tenho qualquer preconceito com isso, até os uso muitas vezes nos sistemas que os têm, mas nota-se nitidamente que deterioram o som.

Eu não quis de forma alguma criar controvérsia.

Os cabos são na realidade usados como "filtros".

Os botões de controlo de tonalidade compensam ou costumavam ser usados para compensar o facto do ser humano não se conseguir aperceber das frequências da mesma forma com volumes de som mais baixos. Os controlos de tonalidade, quando se mete o amplificador a tocar mais alto deviam passar para zero de forma a evitar clipping e ou danificar os drivers. O loudness por exemplo só funciona até meio volume.



A partir de meio volume para diante o loudness já não actua.

Claro que todas as generalizações estão erradas e há sempre excepções à regra.



Um crossover activo, por exemplo, tem forçosamente controlos de corte de frequencia específicos para, no caso do pioneer acima, 3 vias ou 3 amplificadores separados. Mas não é a mesma coisa que fazer um "enhance" de graves ou agudos com os botões de controlo de tonalidade dum pré.

Ou este que é um cross activo de 4 vias



Ou seja, se querem ter controlo total do que estão a ouvir com "afinações" um cross activo com amplificadores separados pode ser uma solução melhor que os controlos de tonalidade de um pré. (só uma sugestão).

Há sempre o Cello Palette



Com este já tem mais possibilidades.  

Chegaram a chamar-lhe um "Not just a pre but a music restoration system with 6 variable points"
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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 00:04

Amigo Rui, esses crossovers da Pioneer e esse Cello devem ser baratinhos aí no mercado de segunda mão.. Cool
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Rui Soares
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 00:19

galvaorod escreveu:
Amigo Rui, esses crossovers da Pioneer e esse Cello devem ser baratinhos aí no mercado de segunda mão.. Cool

Por acaso vendi o D23 que tinha bastante barato a um amigo Smile



Vendi-o juntamente com uns amps Pioneer MZ-1

Tinham me sido oferecidos e como eram todos Japoneses (110 V) para os alterar eu iria ter que gastar umas coroas. Por isso vendi tudo por tuta e meia.

Eles só eram vendidos no Japão. E por acaso não estou certo da cotação deles em segunda mão. Mas sim, acredito que podem custar uns euritos.

Em relação ao Cello, nem comento.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 01:31

Já ouvi atentamente um sistema com amplificação Cello e esse Palette... Muitíssimo bom, nada a apontar, fiquei surpreendido - os botões quietos não estragam nada. Wink



Por falar em botões... alguém andou a mexer em alguns e as cores do Fórum ficaram...
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 10:46

Nesta questão do áudio as variáveis são tantas que é fácil perder o Norte.

Não há uma verdade universal (se houvesse tudo seria mais fácil)

Muitas vezes vejo-me a definir conceitos pela negativa.

Por exemplo: a gravação que nos chega às mãos não é um objecto sagrado que tenha de ser respeitado como se fosse as tábuas dos dez mandamentos trazidas do monte pelo patriarca Moisés.

Não tem de ser respeitada porque em muitíssimos casos não presta (assim como a maioria dos espéctáculos ao vivo têm um som de má qualidade e muita gente continua a afirmar que quer ter um som que reproduza fielmente o som "original").

Portanto equalizar, seja lá com o que for, é legítimo.

O mundo do áudio é comparável às dunas do deserto que hoje têm uma configuração mas amanhã têm outra.

E tudo isto acontece não só porque as gravações e os suportes variam mas também porque os equipamentos são inúmeros e diferentes, uns melhores outros piores mas até mesmo os mais modestos podem proporcionar prazer (não disse alta fidelidade disse prazer).

Por outro lado alguns dos mais sofisticados podem ser de uma aridez confrangedora.

O maior fracasso nesta matéria é ficar "encalhado" no sistema onde se gastou uma fortuna e que tem de se "admirar" para não admitir o fracasso duma compra mal feita.

Ou ficar "encalhado" na casmurrice (sem querer ofender os casmurros  lol! porque há sempre um casmurro escondido dentro de nós lol! )

Portanto o melhor é ir procurando sem intenção de encontrar ...  lol!

Não se encontra a "salvação da ialma" mas vai-se conhecendo qualquer coisita cheers
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fredy
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 11:23

Olá

Continuo sem perceber porque é que existe uma aversão ao uso dos controles de tonalidade...
Gostava de saber se têm a noção do quanto esses controles são usados nos estúdios de gravação...

Compreendo que exista quem goste com e quem goste sem... mas achar que os controles são um problema...
Cada qual usa a quantidade de sal (controles) que acha que deve usar para o som ficar ao seu gosto...
Há quem goste com mais sal e quem goste com menos...
Fredie
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 13:25

fredy escreveu:
Olá

Continuo sem perceber porque é que existe uma aversão ao uso dos controles de tonalidade...
Gostava de saber se têm a noção do quanto esses controles são usados nos estúdios de gravação...

Compreendo que exista quem goste com e quem goste sem... mas achar que os controles são um problema...
Cada qual usa a quantidade de sal (controles) que acha que deve usar para o som ficar ao seu gosto...
Há quem goste com mais sal e quem goste com menos...
Fredie

E um gajo que tenha mais cerume no ouvido esquerdo, terá que se dedicar ao mono. Sem controlos, claro.
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 14:11

Pierre escreveu:


E um gajo que tenha mais cerume no ouvido esquerdo, terá que se dedicar ao mono. Sem controlos, claro.

Esse gajo tem é q ir ao ORL
Ou então tem é q usar o balance dvil

Agora a sério, não tenho controlo de tonalidade no meu pré e para mim não faz sentido, e mesmo quando tinha um amp com isso nunca os usei
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 14:29

A beleza da Arte também passa por gerar confusões...

"Um homem sofreu ferimentos na segunda-feira ao cair na obra "Descida para o Limbo", de Anish Kappor, exposta em Serralves, no Porto..."

Produção e Reprodução não precisam ser confundidas... mas certo é que depois da Obra gravada/terminada/"entregue cada um faz dela o que quer.


Se é preciso usar uns botões em casa para isso acontecer, usem sem problemas!!! Smile
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 14:31

Alexandre Vieira escreveu:


Tens que vir cá a casa, eu provo-te isso num instante, tens aqui a uso vários amplificadores, e uma data de cabos. O sinal fica mais puro e consegues alterar a coisa ao gosto do freguês.  

E faço-o porque foi com estas experiências descomprometidas que cheguei onde chegue, que por ventura é a lado nenhum para a generalidade das pessoas, mas que me dá algum gozo ter alcançado.

Estou a ouvir neste preciso momento a ouvir o Nixon dos Lambchop no meu sistema secundário mas com os melhores cabos que tenho em casa. E informação, detalhe e o som cristalino está a deixar-me boquiaberto, para este sistema que não é nada de extraordinário.

P-S. Esse album - New gold dream" dos Simple Minds - é muito bom, estive a ouvi-lo (cd) na semana passada num carro dos anos 80 (com muito ar acondicionado lol! ) e senti-me o maior puto das estradas lol! Que saudosismo!

Um gajo que usa "vários amplificadores" e "uma data de cabos" precisa de botões ou "vias" de tonalidade para quê?

Depois, também para ouvir o "Nixon" dos Lambchop...

smedley



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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Ago 29 2018, 14:34

Pierre escreveu:


E um gajo que tenha mais cerume no ouvido esquerdo, terá que se dedicar ao mono. Sem controlos, claro.




Não tinhas nada de vir para aqui falar do nosso Amigo e Companheiro Alexandre Vieira Censored

lol!
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Roquer
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sex Ago 31 2018, 10:43

Caro Rui Soares, já tinha lançado aqui este tópico anteriormente. A sua dissertação parece-me bastante acertada. Sempre usei controles de tonalidade. Neste momento, há cerca de uma semana, não uso. Novo equipamento cá em casa, que mais tarde apresentarei aqui no forum. A verdade é que não sinto falta deles, por enquanto. Mas é realmente um assunto subjetivo, ou não.
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Rui Soares
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sex Ago 31 2018, 13:12

Roquer escreveu:
Caro Rui Soares, já tinha lançado aqui este tópico anteriormente. A sua dissertação parece-me bastante acertada. Sempre usei controles de tonalidade. Neste momento, há cerca de uma semana, não uso. Novo equipamento cá em casa, que mais tarde apresentarei aqui no forum. A verdade é que não sinto falta deles, por enquanto. Mas é realmente um assunto subjetivo, ou não.

No mundo do áudio tudo é um bocado subjectivo. Muitas das vezes nem o facto de medir o resultado com instrumentos adecuados vai explicar porque o som alterou. Pode ver aqui uma entrevista com o Peter Qvortrup da Audio Note UK em que nem ele sabe porque é que um transformador feito com um material soa diferente de outro feito com outro material quando a diferença entre as medições é praticamente nula.



Já agora, está aqui uma carta escrita por Hiroyasu Kondo dirigida aos clientes da Audio Note que as pessoas que gostam da Audio Note deveriam ter em conta:

"Posted by Hiroyasu Kondo on audioasylum January 20, 2000 at 15:59:26:

Dear friends of Audio Note

Many of you will know that my former distributor, Audio Note UK, a company controlled by Peter Qvortrup and I have ceased to have a business relationship. I have recently read on the Audio Note UK web site Peter Qvortrup's explanation for this separation. The distortion of the truth is so great that Peter Qvortrup has forced me to go public and explain to you what happen.

As many of you will know I resigned from CBS Sony where I was an audio designer in mid-1970. At this time, I began using the name Audio Note, and my products were branded with that name. I actually incorporated Audio Note in Japan on October 1, 1979. I was manufacturing high end audio products a long time before I even met Peter Qvortrup. In fact, I had a number of agents prior to Peter Qvortrup being appointed my distributor. He proved himself to be a good salesman of my product and eventually I gave him the right to distribute Audio Note products everywhere except Japan. At no time has he ever been involved in the design, or manufacture, of my products. He is not an amplifier designer.

Everything went well for a period of time and he purchased goods through my Japanese business agent, Shibazaki san of Sibatech. Peter Qvortrup asked me if he might have permission to manufacturer a lower end audio product bearing the Audio Note name, I gave him a revocable license to do so.

In 1996 and 1997 problems started to develop, leading me in late 1997 to revoke the license to manufacture products bearing the Audio Note name, and to dismiss him as my distributor.

Peter Qvortrup has claimed on his web site that we parted company because of some ""severe philosophical divergence on amplifier design", this is not the truth.

I terminated my business agreement with Peter Qvortrup and Audio Note UK for three main reasons:

1. Towards the end of our business relationship he had ordered a large quantity of high end Audio Note products manufactured by Audio Note Japan through Sibatec but failed to pay for them.

2. In August 1997 Messrs Pannel Kerr and Forster accountants, were appointed join administrative receivers in the United Kingdom because Audio Note UK were put into the hands of the Official Receivers and into liquidation. The liquidation of Audio Note UK had a bad effect both financially and in terms of the reputation of the name Audio Note and I found it unacceptable.

3. Peter Qvortrup has always used the reputation for reliability and excellence to enhance the sale of the Audio Note products made in England under a license granted by me. However, I started to become concerned when I repeatedly heard complaints from people who had bought the English manufactured products telling me that it was badly finished and unreliable. I recognize that while our reputation could help sell the English products, equally their bad reputation could damage the reputation of the products I was building in Japan.

After I had terminated the agreement with him, I appointed P M Components, in England, as my distributor for Europe. I also granted them a revocable license to manufacture products bearing my name.

Peter Qvortrup's reaction was firstly to try and threaten people who wish to sell my products with legal action, claiming that the name Audio Note was his. Accordingly, I am a little surprise to see that he now claims on his web site to welcome healthy competition.

Moreover, he took legal proceedings in England claiming that the name Audio Note was his. I did not contest the proceedings because I did not believe that it was necessary to do so. It is so well known that I created the name Audio Note along with the names of individual products which bear Japanese names, such as ONGAKU, KEGON, KAGEKI. These products were designed by me, manufactured by me and the only role that Peter Qvortrup had was in for a time promoting and selling them. I could not believe that he would after I had ended our business relationship try and claim that he had a right to make products bearing my names.


Given the confusion that Peter Qvortrup has introduced into the market, I started to put the word "Kondo" on the front of products I now currently design and manufacture.

This does not mean that I cannot use the name Audio Note, why shouldn't I use the name Audio Note as I am the creator of it. Lately, I have been told that there have been malicious rumors spread about my health, I am very pleased to say that I am fit and well and working hard in Tokyo pursuing my life long quest for audio excellence and with no time, or desire or need to copy anyone else's design.

Thank you so much for your interest in Audio Note and for your faithful support over the years.

Please keep an eye out for my new web pages, it will detail all facts."

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sex Ago 31 2018, 20:57

Goansipife escreveu:
Pierre escreveu:


E um gajo que tenha mais cerume no ouvido esquerdo, terá que se dedicar ao mono. Sem controlos, claro.




Não tinhas nada de vir para aqui falar do nosso Amigo e Companheiro Alexandre Vieira Censored

lol!


......... lol!
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TD124
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sab Set 01 2018, 16:54

Visto que a pergunta é Sim ou Não no meu caso a resposta é Não !!!

A razão não tém nada a ver com um fundamentalismo audiofilo ... mas com o respeito que qualquer obra mereçe, pois o disco é uma obra de arte como um livro ou um quadro, visto que o Hegel assim classificou a Musica mas jà o Euterpe o apregoava na antiguidade, então:

Da mesma maneira que não gostaria que se pintassem bigodes na Mona Lisa com o pretexto que o quadro seria mais giro...

... que não gostaria que um traductor françês chamasse "Navio de Pedra" à obra do Saramago pois um "Navio" é mais nobre do que uma "Jangada"...

... e que não vou ver o "Pensador de Rodin" com um escadote pois teria uma perspectiva mais abrangente da escultura!

Então deixo o disco sém retoques e escuto-o como foi criado que seja bom ou mau pois ... efectivamente a Mona Lisa com bigodes seria mais gira é evidente. Mas seria o mesmo quadro ???

PS: Admito que alguns discos dão-me vontade de possuir mais do que um corrector de tonalidade pois são verdadeiramente muito maus  Mad ... mas o corrector de tonalidade não os torna bons, apenas menos maus. O sal e a pimenta não transformam a mà comida e os correctores de tonalidade também não fazem milagres, então ...

cheers

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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sab Set 01 2018, 19:48

TD124 escreveu:
Visto que a pergunta é Sim ou Não no meu caso a resposta é Não !!!

A razão não tém nada a ver com um fundamentalismo audiofilo ... mas com o respeito que qualquer obra mereçe, pois o disco é uma obra de arte como um livro ou um quadro, visto que o Hegel assim classificou a Musica mas jà o Euterpe o apregoava na antiguidade, então:

Da mesma maneira que não gostaria que se pintassem bigodes na Mona Lisa com o pretexto que o quadro seria mais giro...

... que não gostaria que um traductor françês chamasse "Navio de Pedra" à obra do Saramago pois um "Navio" é mais nobre do que uma "Jangada"...

... e que não vou ver o "Pensador de Rodin" com um escadote pois teria uma perspectiva mais abrangente da escultura!

Então deixo o disco sém retoques e escuto-o como foi criado que seja bom ou mau pois ... efectivamente a Mona Lisa com bigodes seria mais gira é evidente. Mas seria o mesmo quadro ???

PS: Admito que alguns discos dão-me vontade de possuir mais do que um corrector de tonalidade pois são verdadeiramente muito maus  Mad ... mas o corrector de tonalidade não os torna bons, apenas menos maus. O sal e a pimenta não transformam a mà comida e os correctores de tonalidade também não fazem milagres, então ...

cheers

Com controles de tonalidade podemos por bigodes à mona lisa, para ver como soa, mas depos tiramos. Nós temos uma opção que não desvirtua nada. Podemos tirar a roupa e ver como fica com os seios à mostra, se não gostarmos, voltamos a colocar a roupa no sítio, agora se não tivermos essa opção, resta-nos imaginar como seria a mona lisa nuazinha, sem artefactos.

Na minha opinião pessoal, a maioria dos audiófilos não gosta de tonalidades, porque não sabem o que fazer com eles, e porque os ingleses (quando andavam a destruir o mercado de alta fidelidade nos anos 80 e 90) diziam que os amplificadores deles (sem tonalidades) eram mais puros no som do que os outros (japoneses, com tonalidades). Excepção à regra foi o 8000a que tinha tonalidades e é um dos melhores amps de todos os tempos.


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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sab Set 01 2018, 19:50

TD124 escreveu:


PS: Admito que alguns discos dão-me vontade de possuir mais do que um corrector de tonalidade pois são verdadeiramente muito maus  Mad ... mas o corrector de tonalidade não os torna bons, apenas menos maus. O sal e a pimenta não transformam a mà comida e os correctores de tonalidade também não fazem milagres, então ...

cheers

Corajoso e coerente com os seus prinçípios Wink

Eu uso nalguns aparelhos mas noutros não. Num bom sistema não uso e se a gravação for má ouço num equipamento mais antigo (geralmente resulta bem).

Gosto dos controles de tonalidade dos rádios stereo a válvulas Grundig KS440, (finais de 60 princípios de 70). Também aprecio os controles de tonalidade do meu Leak Stereo 70. Isto para falar só do que ouço frequentemente.

Por outro lado não beneficiava nada ouvir o Viriatus ou o Octave V50 com controles de tonalidade (já fiz a experiência com um equalizador).

Mas respeito e compreendo o que diz cheers
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sab Set 01 2018, 21:48

galvaorod escreveu:



Com controles de tonalidade podemos por bigodes à mona lisa, para ver como soa, mas depos tiramos. Nós temos uma opção que não desvirtua nada. Podemos tirar a roupa e ver como fica com os seios à mostra, se não gostarmos, voltamos a colocar a roupa no sítio, agora se não tivermos essa opção, resta-nos imaginar como seria a mona lisa nuazinha, sem artefactos.
(...)

Calhando, terias um desgosto... Há quem diga que a Mona Lisa era do género masculino lol!
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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sab Set 01 2018, 22:35

Goansipife escreveu:
galvaorod escreveu:



Com controles de tonalidade podemos por bigodes à mona lisa, para ver como soa, mas depos tiramos. Nós temos uma opção que não desvirtua nada. Podemos tirar a roupa e ver como fica com os seios à mostra, se não gostarmos, voltamos a colocar a roupa no sítio, agora se não tivermos essa opção, resta-nos imaginar como seria a mona lisa nuazinha, sem artefactos.
(...)

Calhando, terias um desgosto... Há quem diga que a Mona Lisa era do género masculino lol!

Acho que vou deixar as tonalidades então, não gosto de surpresas dessas!!!
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Sab Set 01 2018, 23:47

TD124 escreveu:
Visto que a pergunta é Sim ou Não no meu caso a resposta é Não !!!

A razão não tém nada a ver com um fundamentalismo audiofilo ... mas com o respeito que qualquer obra mereçe, pois o disco é uma obra de arte como um livro ou um quadro, visto que o Hegel assim classificou a Musica mas jà o Euterpe o apregoava na antiguidade, então:

Da mesma maneira que não gostaria que se pintassem bigodes na Mona Lisa com o pretexto que o quadro seria mais giro...

... que não gostaria que um traductor françês chamasse "Navio de Pedra" à obra do Saramago pois um "Navio" é mais nobre do que uma "Jangada"...

... e que não vou ver o "Pensador de Rodin" com um escadote pois teria uma perspectiva mais abrangente da escultura!

Então deixo o disco sém retoques e escuto-o como foi criado que seja bom ou mau pois ... efectivamente a Mona Lisa com bigodes seria mais gira é evidente. Mas seria o mesmo quadro ???

PS: Admito que alguns discos dão-me vontade de possuir mais do que um corrector de tonalidade pois são verdadeiramente muito maus  Mad ... mas o corrector de tonalidade não os torna bons, apenas menos maus. O sal e a pimenta não transformam a mà comida e os correctores de tonalidade também não fazem milagres, então ...

cheers

Concordo a 100%
não o teria dito melhor
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Nafty
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 11:33

Não li tudo e nem li a metade.
Dizia Moisés que a lei é tudo.
Dizia Jesus que o amor é tudo.
Dizia Freud que o sexo é tudo.
Dizia Marx que o Capital é tudo.
Dizia Einstein que tudo é relativo.
Eu, acho que nos confundimos. Acho que vamos por um caminho paralelo.
Estimados amigos, no TIMBRE (que não é o "som") das notas, da musica, dos instrumentos há duas possibilidades: - Verdade ou Fantazia.
Se é verdade estamos bem e se é fantazia, por muito bem que "soe" seguirá sendo fantazia.
Portanto, para mim, sem que creia ter a verdade absoluta, o termo "som" não representa nada mas sim o termo TIMBRE e logo "soar bem" ou "soar mal" são termos bem relativos e sobretudo uma fantazia e como a fantazia é ilimitada e gratis........
O som é subjectivo, dizem. Não é assim. O som é a onda transportadora do TIMBRE e o TIMBRE é o resultado do processamento desenvolvido pelo cerebro, transmitida pelo ouvido a partir dessa onda expansiva / transportadora que é o som. Pois claro que o TIMBRE é subjectivo porque 1) cada cerebro é diferente e 2) porque não somos capazes de defenir o resultado desse processamento. Prova do TIMBRE como processamento cerebral: Cheguevara ODIAVA a musica. Não tinha processamento timbrico e portanto não lhe causava emoção. Beethoven completamente surdo compõe a nona sinfonia quer dizer que a mais pequena amostra de som, lhe produzia um arco iris timbrico. Isto nos leva a outra conclusão ainda:_ que o ouvido até pode ser dificiente. Agora bem, sabemos o deveríamos saber diferenciar perfeitamente entre um TIMBRE determinado na realidade e num entorno especifico de um reproduzido e logo, saber dizer o quanto, muito ou pouco está esse TIMBRE reproduzido desviado da realidade. TODO O RESTO É PURA FANTAZIA. Portanto antes de aplicar as matematicas há que entender a fisica e estar seguro de que o conceito fisico é o correto. Eu francamente creio que o que se está aplicando desde o conceito é uma fantazia. Soa bem, soa mal, gosto não gosto, não são termos subjectivos quando falamos de musica senão que são termos vazios FANTAZIA OU REALIDADE, EIS A QUESTÃO.
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Nafty
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 11:53

Os controles de tonos se só reconstituen o estado natural dos tonos, tudo bem mas se tocam as fases e crian zonas de crossover, acabam for desvirtuar essa onda transportadora (som) o que resulta numa percepção virtual dum TIMBRE que devria ser outro.  Soará muita bem só que os timbres não são correctos e mesmo que a precepção seja agradável, isso não me produz emoção e a musica que não produz emoção serve para quê?? Serve para abanar o capacete. Bem vindos á quarta revolução industrial onde tudo é virtual e a fantazia a luz que nos encadeia.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 12:27

Nafty escreveu:
Não li tudo e nem li a metade.
Dizia Moisés que a lei é tudo.
Dizia Jesus que o amor é tudo.
Dizia Freud que o sexo é tudo.
Dizia Marx que o Capital é tudo.
Dizia Einstein que tudo é relativo.
Eu, acho que nos confundimos. Acho que vamos por um caminho paralelo.
Estimados amigos, no TIMBRE (que não é o "som") das notas, da musica, dos instrumentos há duas possibilidades: - Verdade ou Fantazia.
Se é verdade estamos bem e se é fantazia, por muito bem que "soe" seguirá sendo fantazia.
Portanto, para mim, sem que creia ter a verdade absoluta, o termo "som" não representa nada mas sim o termo TIMBRE e logo "soar bem" ou "soar mal" são termos bem relativos e sobretudo uma fantazia e como a fantazia é ilimitada e gratis........
O som é subjectivo, dizem. Não é assim. O som é a onda transportadora do TIMBRE e o TIMBRE é o resultado do processamento desenvolvido pelo cerebro, transmitida pelo ouvido a partir dessa onda expansiva / transportadora que é o som. Pois claro que o TIMBRE é subjectivo porque 1) cada cerebro é diferente e 2) porque não somos capazes de defenir o resultado desse processamento. Prova do TIMBRE como processamento cerebral: Cheguevara ODIAVA a musica. Não tinha processamento timbrico e portanto não lhe causava emoção. Beethoven completamente surdo compõe a nona sinfonia quer dizer que a mais pequena amostra de som, lhe produzia um arco iris timbrico. Isto nos leva a outra conclusão ainda:_ que o ouvido até pode ser dificiente. Agora bem, sabemos o deveríamos saber diferenciar perfeitamente entre um TIMBRE determinado na realidade e num entorno especifico de um reproduzido e logo, saber dizer o quanto, muito ou pouco está esse TIMBRE reproduzido desviado da realidade. TODO O RESTO É PURA FANTAZIA. Portanto antes de aplicar as matematicas há que entender a fisica e estar seguro de que o conceito fisico é o correto. Eu francamente creio que o que se está aplicando desde o conceito é uma fantazia. Soa bem, soa mal, gosto não gosto, não são termos subjectivos quando falamos de musica senão que são termos vazios FANTAZIA OU REALIDADE, EIS A QUESTÃO.

Os meus sinceros parabéns pela introdução, as cinco figuras com as suas mundivisões estão fantásticas.

Em relação ao resto também concordo consigo, tudo se resume à opção entre fantasia e realidade.

Porém, essa conclusão coloca-nos obviamente perante uma opção.

Eu opto sem qualquer dúvida pela fantasia.

É na fantasia que a maior parte das pessoas vive quotidianamente (alguns chamam-lhe sonho).

As inteligências que me fascinam não são as inteligências académicas.

Os académicos são pessoas aborrecidas.

Os académicos são pessoas que se agarram ao conhecimento e tentam destruir tudo aquilo em que vislumbram uma nota de dissemelhança.

Os académicos são os Damned Blues do Submarino Amarelo.

Em relação ao áudio prefiro mil vezes ouvir disparates ou imprecisões dos ignorantes que relatam as suas experiências do que a sabedoria sensaborona dos que arrasam com dogmas (aos quais qualquer um pode aceder se quiser fazer umas pesquisas na internet).

Daí optar pela fantasia, ouçam com filtros, ouçam com cabos audiófilos, ouçam vestidos de polichinelo, ouçam com óculos de sol, mas por favor sejam originais mesmo estando errados porque senão isto torna-se tudo muito chato.

Cordiais saudações para Madrid, muitas "malagenas" e acima de tudo parabéns pela excelente disposição.

2cclzes
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Marcos AR Moraes
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 12:50

anibalpmm escreveu:
TD124 escreveu:


PS: Admito que alguns discos dão-me vontade de possuir mais do que um corrector de tonalidade pois são verdadeiramente muito maus  Mad ... mas o corrector de tonalidade não os torna bons, apenas menos maus. O sal e a pimenta não transformam a mà comida e os correctores de tonalidade também não fazem milagres, então ...

Certamente que um corrector de tonalidade nos os torna bons, mas que ameniza o sofrimento dos ouvidos, isto é facto !  
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Nafty
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 14:09

Vejamos, eu quando ouço uma peça musical que me produz pele de galinha e aquele frisson baixando pela coluna vertebral, então eu sei que isso é REALIDADE venha ela de onde venha. O resto.........soa. Kabu aqui Kabu ali, melhor ou pior........as opções entre verdade ou fantasia depende muito do que as pessoas entendem por felicidade e como até a felicidade é virtual........
Não gosto de nada que seja fácil portanto não vou por aí. https://youtu.be/9XpQ_UGGt2o
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 14:16

Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:



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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 14:29

José Miguel escreveu:
Por falar em botões... alguém andou a mexer em alguns e as cores do Fórum ficaram...

Bem melhores. What a Face
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Rui Soares
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 15:19

ricardo onga-ku escreveu:
José Miguel escreveu:
Por falar em botões... alguém andou a mexer em alguns e as cores do Fórum ficaram...

Bem melhores. What a Face

Isso depende do ponto de vista. Alguns parecem ter desaparecido.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 15:20

Nafty escreveu:
Vejamos, eu quando ouço uma peça musical que me produz pele de galinha e aquele frisson baixando pela coluna vertebral, então eu sei que isso é REALIDADE venha ela de onde venha. O resto.........soa. Kabu aqui Kabu ali, melhor ou pior........as opções entre verdade ou fantasia depende muito do que as pessoas entendem por felicidade e como até a felicidade é virtual........
Não gosto de nada que seja fácil portanto não vou por aí.   https://youtu.be/9XpQ_UGGt2o

Também nunca gostei do fácil.

Facil é adjectivar.

Como vi que gosta (suponho que goste) de poesia sugiro-lhe uma versão mais intensa e dramática do "Cântigo Negro". Creio que lhe fará mais frisson do que a versão lassa e desenxabida da Maria Bethania.

Num generoso espírito de partilha para o caríssimo:

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 15:23

ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!
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Rui Soares
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 16:34

Penso que o problema desta pergunta é o facto de quem a fez muito provavelmente não que entende há uma certa ineficiência em questionar sobre assuntos em relação aos quais já decidiu a resposta.

Quem fez a pergunta se calhar não procura a resposta mas sim uma maneira de apresentar aos outros a forma como encara o assunto.

Por muito que se possa explicar por "A" e mais "B", a razão pela qual um, ou varios constructores de productos de audio, enredam por um caminho ou outro, vai haver sempre quem não queira entender o porquê, e quem interprete a presença de uma ou outra função de diferentes maneiras.

O facto de haver muitos productos de qualidade questionavel no mercado que propositadamente inserem nos mesmos "equalizadores" que conseguem fazer tudo menos equalizar seja o que for, não ajuda a explicar porque é que o uso de filtros não é a solução mais indicada quando o "goal" é a procura da alta fidelidade. Estou-me a referir por exemplo a portable players, lo fi e portable loudspeakers.

Nestes casos, o uso e abuso dos filtros está lá por duas razões. Ou porque a malta mais jovem (potenciais clientes) quer cada vez "mais graves" e "mais barulho". Ou, a qualidade de som do producto é de tal forma questionável que, por vezes, é necessário oferecer aos clientes ferramentas que, até certo ponto, ajudam a iludir os menos cultos em relação ao que é na realidade a qualidade de áudio fazendo-os pensar que o producto "X" é de tal forma superior que ainda tem esta e aquela funções extra.

No fundo acabamos por voltar sempre ao mesmo ponto. O audio é muito subjectivo. Para quem não entende, "as coisas" estão lá por uma razão. Para quem entende, não estão lá por outra razão. As razões acabam por variar. O que interessa é ouvir a musica.


Última edição por Rui Soares em Ter Set 18 2018, 18:08, editado 1 vez(es)
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Nafty
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 16:38

Carissimo TD.
Agora que assumimos a existência de dois caminhos optativos mas que só um é audiophilo.....então, a quem representa a audiophilia?
Sim, gosto da poesia mas isso fica entre nós. Repare, a esses versos, ninguém os cantou tão bem como o João Villaret. Obrigado pela partilha.
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Nafty
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 16:50

Rui Soares:
O que interessa é ouvir a musica. escreveu:
Sim mas mais importante ainda é que a musica emocione e comunique que para isso foi inventada.
Portanto eu diria que O que interessa é ouvir a musica e que esta não deixe de emocionar.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 17:04

Nafty escreveu:
Carissimo TD.
Agora que assumimos a existência de dois caminhos optativos mas que só um é audiophilo.....então, a quem representa a audiophilia?
Sim, gosto da poesia mas isso fica entre nós. Repare, a esses versos, ninguém os cantou tão bem como o João Villaret. Obrigado pela partilha.

Agradeço a gentileza de me ter tomado por quem não sou (TD), mas a troca não abona a favor da REALIDADE lol!

Embora a "audiophilia", não seja uma "philia" que comprometa ou incorra em acção criminal, opto por não escolher uma classificação.

Sempre desconfiei das certezas - é uma desconfiança antiga - porque sempre vi nelas uma prisão.

Por outro lado sei que os sentidos são enganáveis e enganadores.

Portanto, quando me dá jeito, prefiro enganar os sentidos auditivos.

Assim sendo se não tiver um bom equipamento à mão posso perfeitamente uasr um rádio de pilhas e consigo esquecer completamente que estou a ouvir música numa porcaria.

Outras vezes até do bom me canso e regresso aos aparelhos primitivos, aí não estou a dar prioridade à pureza do som mas talvez a memórias, a recordações de outros tempos quando hà muitas décadas ouvia música nesses equipamentos.

Também sei que já ouvi muitos sistemas, alguns de superior qualidade.

Como vê não sou um audiófilo, muito menos um coca-bichinhos lol! ~

Estou porém convencido que sou um esteta e sempre tive bom gosto (seja lá isso o que for) lol!


Última edição por Mário Franco em Ter Set 18 2018, 17:11, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 17:10

Nafty escreveu:
Carissimo TD.
Agora que assumimos a existência de dois caminhos optativos mas que só um é audiophilo.....então, a quem representa a audiophilia?
Sim, gosto da poesia mas isso fica entre nós. Repare, a esses versos, ninguém os cantou tão bem como o João Villaret. Obrigado pela partilha.

Quanto à versão do Villaret parece-me um pouco hiperbólica, o poema é difícil, há ali uma tensão que se for levada ao exagero soa a falso e se for demasiado contida "amolece" o poema.

É sem dúvida difícil.
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 17:33

Agradeço a gentileza de me ter tomado por quem não sou (TD escreveu:
Ostras Pedrin, em efeito, não é o amigo TD:(((---:
Peço desculpa.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 17:36

Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   

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O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.
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