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 O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 17:36

Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.
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Carlos Nascimento
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 18:58

Este tópico nos trás uma discussão muito interessante sobre um assunto que parece ser tabu e polemico!
Não tenho uma sala dedicada, com muito esforço consegui equalizar a sala com cabos, mas percebo que existe um volume ideal, abaixo ou acima deste volume, já não é a mesma coisa, se o volume é baixo, sinto falta de graves, se é alto, quero um pouco menos de agudos!
Por muitos anos convivi com esta característica do seu set, mas no ano passado, resolvi comprar um pré amplificador com controle de tonalidade, confesso que não sinto uma deterioração da qualidade final, muitos amigos que assim como eu era, são críticos dos controles de tonalidade, me visitam, vão embora e nem desconfiam que o que ouviram tinha um pouco a mais ou menos de graves ou agudos!
Depois de muito comparar, o pré amplificador sem controle de tonalidade esta indo para venda nos classificados!
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 19:30

Mário Franco escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.

O circuito de Loudness exagera os extremos da gama audível para compensar a menor sensibilidade da audição humana, como se pode verificar no gráfico que está na mensagem inicial:



Estas ProAc fazem o mesmo. Curiosamente a resposta destas ProAc é também uma das razões para terem ganho fama de "casarem" bem com válvulas, porque uns quantos destes amplificadores perdem "fôlego" nos extremos.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 20:24

ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.

O circuito de Loudness exagera os extremos da gama audível para compensar a menor sensibilidade da audição humana, como se pode verificar no gráfico que está na mensagem inicial:



Estas ProAc fazem o mesmo. Curiosamente a resposta destas ProAc é também uma das razões para terem ganho fama de "casarem" bem com válvulas, porque uns quantos destes amplificadores perdem "fôlego" nos extremos.

Eu conheço o fenómeno e não respondeu à questão mas paciência.

O que o Ricardo sugeriu foi o uso de colunas com um desempenho pouco linear para compensar a perda de decibéis nos extremos da escala a baixos volumes e isso para mim é uma contradição face à apologia radical da fidelidade que aqui tem acerrimamente defendido (a fidelidade deve estar presente em todos os componentes do sistema. Não é?).

Se me permite ainda gostaria de esclarecer que um dos meus amplificadores a válvulas não "perde fôlego" em nenhum nos extremos e o outro também me parece que não (do segundo não tenho medições).
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 20:42

Carlos Nascimento escreveu:
Este tópico nos trás uma discussão muito interessante sobre um assunto que parece ser tabu e polemico!
Não tenho uma sala dedicada, com muito esforço consegui equalizar a sala com cabos, mas percebo que existe um volume ideal, abaixo ou acima deste volume, já não é a mesma coisa, se o volume é baixo, sinto falta de graves, se é alto, quero um pouco menos de agudos!
Por muitos anos convivi com esta característica do seu set, mas no ano passado, resolvi comprar um pré amplificador com controle de tonalidade, confesso que não sinto uma deterioração da qualidade final, muitos amigos que assim como eu era, são críticos dos controles de tonalidade, me visitam, vão embora e nem desconfiam que o que ouviram tinha um pouco a mais ou menos de graves ou agudos!
Depois de muito comparar, o pré amplificador sem controle de tonalidade esta indo para venda nos classificados!

Retenho dois pontos.

O primeiro (os amigos não notam a diferença)faz-me sorrir e reforça-me a convicção de que a teoria é muito bonita mas como diz o ditado popular "qualquer burro come palha o que importa é saber dar-lha".

O segundo aguça-me a curiosidade, quais serão as causas que tornam este assunto tabú? Será alguma autoridade superior?
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 20:44

Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.

O circuito de Loudness exagera os extremos da gama audível para compensar a menor sensibilidade da audição humana, como se pode verificar no gráfico que está na mensagem inicial:



Estas ProAc fazem o mesmo. Curiosamente a resposta destas ProAc é também uma das razões para terem ganho fama de "casarem" bem com válvulas, porque uns quantos destes amplificadores perdem "fôlego" nos extremos.

Eu conheço o fenómeno e não respondeu à questão mas paciência.

O que o Ricardo sugeriu foi o uso de colunas com um desempenho pouco linear para compensar a perda de decibéis nos extremos da escala a baixos volumes e isso para mim é uma contradição face à apologia radical da fidelidade que aqui tem acerrimamente defendido (a fidelidade deve estar presente em todos os componentes do sistema. Não é?).

Se me permite ainda gostaria de esclarecer que um dos meus amplificadores a válvulas não "perde fôlego" em nenhum nos extremos e o outro também me parece que não (do segundo não tenho medições).

Eu não sugeri coisa alguma, apenas constatei que

ricardo onga-ku escreveu:
o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:


As minhas colunas têm uma reposta um pouco menos encurvada.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 21:03

ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.

O circuito de Loudness exagera os extremos da gama audível para compensar a menor sensibilidade da audição humana, como se pode verificar no gráfico que está na mensagem inicial:



Estas ProAc fazem o mesmo. Curiosamente a resposta destas ProAc é também uma das razões para terem ganho fama de "casarem" bem com válvulas, porque uns quantos destes amplificadores perdem "fôlego" nos extremos.

Eu conheço o fenómeno e não respondeu à questão mas paciência.

O que o Ricardo sugeriu foi o uso de colunas com um desempenho pouco linear para compensar a perda de decibéis nos extremos da escala a baixos volumes e isso para mim é uma contradição face à apologia radical da fidelidade que aqui tem acerrimamente defendido (a fidelidade deve estar presente em todos os componentes do sistema. Não é?).

Se me permite ainda gostaria de esclarecer que um dos meus amplificadores a válvulas não "perde fôlego" em nenhum nos extremos e o outro também me parece que não (do segundo não tenho medições).

Eu não sugeri coisa alguma, apenas constatei que

ricardo onga-ku escreveu:
o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:


As minhas colunas têm uma reposta um pouco menos encurvada.

Desculpe. Não entendi que era uma constatação entendi que era sugestão mas não há problema porque eu não receio o erro, não sou perfeito.

Quanto ao perfil das suas colunas fico feliz por saber que está bem servido.
Merece, porque lembro-me que comprou várias até acertar, infelizmente os gráficos nem sempre ajudam.




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TD124
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 21:55

Mário Franco escreveu:
(...) Assim sendo se não tiver um bom equipamento à mão posso perfeitamente uasr um rádio de pilhas e consigo esquecer completamente que estou a ouvir música numa porcaria.

Compreendo perfeitamente e penso que partilhamos todos um pouco do que diz. No ano passado durante as férias comprei uns auscultadores intra-auriculares no chinês de Santa Cruz (1€ à escolha  Laughing ). O som não era là grande espingarda, mas com uns tweeks com palitos e guardanapos de papel ficou menos mau...

No entanto a escuta das Variações Goldberg durante um pôr do sol com um branco de Torres Vedras ... foi um momento màgico que não estou prestes de esqueçer, pareçe-me ser a prova que o vinho é mais importante do que o copo ou a garrafa...


Outras vezes até do bom me canso e regresso aos aparelhos primitivos, aí não estou a dar prioridade à pureza do som mas talvez a memórias, a recordações de outros tempos quando hà muitas décadas ouvia música nesses equipamentos.

Eu não tenho vàrios sistemas e o actual é minimalista, muito mesmo. No entanto tenho vàrios auscultadores e amplificadores dedicados. Sei perfeitamente que apenas um amplificador e três dos auscultadores são fiéis e dignos de ser chamados de alta fidelidade ou audiofilos no termo chic. No entanto escuto às vezes os outros afim de viver um momento diferente, talvez menos sério, mais ludico. Não me pareçe haver uma contradição nesses actos se eles são conscientes. Sei quando escuto algo de bom e de mau ... mas aconteçe também que às vezes prefira um vinho intuitivo e menos bem feito a um vinho técnico e estereotipado, mas bem feito. Nada é simples na vida, mas também nada é tão complicado quanto se possa temer...

Para voltar ao topico, isto que venho de dizer justifica que não sinta a necessidade de tapar os erros, com outros erros. Nunca junto àgua, açucar ou gelo no vinho e não gosto de sangria. Mas posso beber um pequeno vinho com um prazer enorme, mesmo estando consciente dos seus defeitos. Com os discos é a mesma coisa...

_________________
Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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Carlos Nascimento
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 22:11

Mário Franco escreveu:


Retenho dois pontos.

O primeiro (os amigos não notam a diferença)faz-me sorrir e reforça-me a convicção de que a teoria é muito bonita mas como diz o ditado popular "qualquer burro come palha o que importa é saber dar-lha".

O segundo aguça-me a curiosidade, quais serão as causas que tornam este assunto tabú? Será alguma autoridade superior?


Sobre burros, nada posso falar, pois não são meus pares!

Usei o termo TABU, pois é muito raro ver discussões sobre este assunto em fóruns de áudio!
Talvez porque depois de investir milhares de euros em seus sistemas sem controle de tonalidade, as pessoas acabam se recusando a conversar sobre a possibilidade de um som não seja flat, também seja alta fidelidade!
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 22:19

Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.

O circuito de Loudness exagera os extremos da gama audível para compensar a menor sensibilidade da audição humana, como se pode verificar no gráfico que está na mensagem inicial:



Estas ProAc fazem o mesmo. Curiosamente a resposta destas ProAc é também uma das razões para terem ganho fama de "casarem" bem com válvulas, porque uns quantos destes amplificadores perdem "fôlego" nos extremos.

Eu conheço o fenómeno e não respondeu à questão mas paciência.

O que o Ricardo sugeriu foi o uso de colunas com um desempenho pouco linear para compensar a perda de decibéis nos extremos da escala a baixos volumes e isso para mim é uma contradição face à apologia radical da fidelidade que aqui tem acerrimamente defendido (a fidelidade deve estar presente em todos os componentes do sistema. Não é?).

Se me permite ainda gostaria de esclarecer que um dos meus amplificadores a válvulas não "perde fôlego" em nenhum nos extremos e o outro também me parece que não (do segundo não tenho medições).

Eu não sugeri coisa alguma, apenas constatei que

ricardo onga-ku escreveu:
o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:


As minhas colunas têm uma reposta um pouco menos encurvada.

Desculpe. Não entendi que era uma constatação entendi que era sugestão mas não há problema porque eu não receio o erro, não sou perfeito.

Quanto ao perfil das suas colunas fico feliz por saber que está bem servido.
Merece, porque lembro-me que comprou várias até acertar, infelizmente os gráficos nem sempre ajudam.





As medições ajudam muito mas não substituem a escuta. Ajudam a perceber melhor as defiências das minhas actuais colunas e as das anteriores, permitindo um avanço mais controlado e intencional para aquilo que procuro. Na minha opinião é a diferença entre efectuar escolhas conscientes ou dar tiros no escuro.

Só por curiosidade aqui ficam as respostas das minhas últimas colunas e das actuais:



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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 22:33

TD124 escreveu:
Mário Franco escreveu:
(...) Assim sendo se não tiver um bom equipamento à mão posso perfeitamente uasr um rádio de pilhas e consigo esquecer completamente que estou a ouvir música numa porcaria.

Compreendo perfeitamente e penso que partilhamos todos um pouco do que diz. No ano passado durante as férias comprei uns auscultadores intra-auriculares no chinês de Santa Cruz (1€ à escolha  Laughing ). O som não era là grande espingarda, mas com uns tweeks com palitos e guardanapos de papel ficou menos mau...

No entanto a escuta das Variações Goldberg durante um pôr do sol com um branco de Torres Vedras ... foi um momento màgico que não estou prestes de esqueçer, pareçe-me ser a prova que o vinho é mais importante do que o copo ou a garrafa...


Outras vezes até do bom me canso e regresso aos aparelhos primitivos, aí não estou a dar prioridade à pureza do som mas talvez a memórias, a recordações de outros tempos quando hà muitas décadas ouvia música nesses equipamentos.

Eu não tenho vàrios sistemas e o actual é minimalista, muito mesmo. No entanto tenho vàrios auscultadores e amplificadores dedicados. Sei perfeitamente que apenas um amplificador e três dos auscultadores são fiéis e dignos de ser chamados de alta fidelidade ou audiofilos no termo chic. No entanto escuto às vezes os outros afim de viver um momento diferente, talvez menos sério, mais ludico. Não me pareçe haver uma contradição nesses actos se eles são conscientes. Sei quando escuto algo de bom e de mau ... mas aconteçe também que às vezes prefira um vinho intuitivo e menos bem feito a um vinho técnico e estereotipado, mas bem feito. Nada é simples na vida, mas também nada é tão complicado quanto se possa temer...

Para voltar ao topico, isto que venho de dizer justifica que não sinta a necessidade de tapar os erros, com outros erros. Nunca junto àgua, açucar ou gelo no vinho e não gosto de sangria. Mas posso beber um pequeno vinho com um prazer enorme, mesmo estando consciente dos seus defeitos. Com os discos é a mesma coisa...

Tem razão. Eu também gosto do que é bom e sei reconhecer o que presta (não conte a ninguém mas até sou muito exigente) mas acho que a modéstia no fórum é construtiva, quando o discurso se torna elitista muitas pessoas se afastam e depois ficamos como eu já em tempos disse "um samba de uma nota só".

É triste quando isso acontece, chegar ao fórum e ser todos os dias "mais do mesmo".

O áudio é um mundo o Hi-Fi é um nicho (curiosamente o fórum até se chama audioanalogico, não se chama Hi-Fi analogico).

O fórum pode ir além do saber enciclopédico e tornar-se mais democrático se deixarmos respirar.

Cordiais saudações.

Mário
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 22:36

ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Mário Franco escreveu:
Mário Franco escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Rui Soares escreveu:
Hoje em dia tanto os amplificadores como as colunas de som evoluíram de modo que, mesmo a baixos volumes, já conseguem de alguma forma "enganar" o ouvido/cérebro humano.

Se o sistema não tiver um circuito de Loudness ou Contour o equilíbrio tonal vai alterar-se se escutarmos a volumes baixos.
Mas o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:




Bem haja Ricardo

O gráficozinho é como o Código Postal - Meio Caminho Andado - lol!

Já é tanta a transcendência que levei para o lado do humor e nem sequer olhei bem para o boneco mas agora numa segunda leitura observo que o gráfico por si apresentado mostra uma variação de aproximadamente 7 db ao longo de maior parte do espectro (desempenho pouco famoso) com duas bossas, uma nas frequências altas e outra nas baixas.

Compreendo a ideia mas parece-me rebuscada e absurda.

Então o uso de colunas com mau desempenho pode ser uma alternativa ao uso do loudness ?!?!?

Isso é o princípio das "sinergias" que me parece ser contrário aos princípios do Hi-Fi que aqui tem defendido.

Se estiver enganado agradeço que me corrija e saberei humildemente reconhecer o meu erro.

O circuito de Loudness exagera os extremos da gama audível para compensar a menor sensibilidade da audição humana, como se pode verificar no gráfico que está na mensagem inicial:



Estas ProAc fazem o mesmo. Curiosamente a resposta destas ProAc é também uma das razões para terem ganho fama de "casarem" bem com válvulas, porque uns quantos destes amplificadores perdem "fôlego" nos extremos.

Eu conheço o fenómeno e não respondeu à questão mas paciência.

O que o Ricardo sugeriu foi o uso de colunas com um desempenho pouco linear para compensar a perda de decibéis nos extremos da escala a baixos volumes e isso para mim é uma contradição face à apologia radical da fidelidade que aqui tem acerrimamente defendido (a fidelidade deve estar presente em todos os componentes do sistema. Não é?).

Se me permite ainda gostaria de esclarecer que um dos meus amplificadores a válvulas não "perde fôlego" em nenhum nos extremos e o outro também me parece que não (do segundo não tenho medições).

Eu não sugeri coisa alguma, apenas constatei que

ricardo onga-ku escreveu:
o equilíbrio ou curva de resposta de frequências escolhida por alguns fabricantes poderá favorecer uma escuta a baixos volumes como por exemplo estas ProAc Response 2.5:


As minhas colunas têm uma reposta um pouco menos encurvada.

Desculpe. Não entendi que era uma constatação entendi que era sugestão mas não há problema porque eu não receio o erro, não sou perfeito.

Quanto ao perfil das suas colunas fico feliz por saber que está bem servido.
Merece, porque lembro-me que comprou várias até acertar, infelizmente os gráficos nem sempre ajudam.





As medições ajudam muito mas não substituem a escuta. Ajudam a perceber melhor as defiências das minhas actuais colunas e as das anteriores, permitindo um avanço mais controlado e intencional para aquilo que procuro. Na minha opinião é a diferença entre efectuar escolhas conscientes ou dar tiros no escuro.

Só por curiosidade aqui ficam as respostas das minhas últimas colunas e das actuais:




Obrigado Ricardo
Abraço
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 22:44

Carlos Nascimento escreveu:
Mário Franco escreveu:


Retenho dois pontos.

O primeiro (os amigos não notam a diferença)faz-me sorrir e reforça-me a convicção de que a teoria é muito bonita mas como diz o ditado popular "qualquer burro come palha o que importa é saber dar-lha".

O segundo aguça-me a curiosidade, quais serão as causas que tornam este assunto tabú? Será alguma autoridade superior?


Sobre burros, nada posso falar, pois não são meus pares!  

Usei o termo TABU, pois é muito raro ver discussões sobre este assunto em fóruns de áudio!
Talvez porque depois de investir milhares de euros em seus sistemas sem controle de tonalidade, as pessoas acabam se recusando a conversar sobre a possibilidade de um som não seja flat, também seja alta fidelidade!

O tal ditado é uma expressão ligeira que ouvi por terras de Nisa no Alentejo e não pode ser levada à letra lol!

Pois, muitas vezes as opções tomadas tornam-se um fardo outra vezes é o peso do conhecimento e além destas tantas outras razões.
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Carlos Nascimento
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 22:52

Carlos Nascimento escreveu:


Sobre burros, nada posso falar, pois não são meus pares!  



Mario, nao foi pessoal, apenas uma brincadeira
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Ter Set 18 2018, 23:00

Carlos Nascimento escreveu:
Carlos Nascimento escreveu:


Sobre burros, nada posso falar, pois não são meus pares!  



Mario, nao foi pessoal, apenas uma brincadeira

Tranquilo, eu percebi
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TD124
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   Qua Set 19 2018, 11:44

Mário Franco escreveu:
(...)  acho que a modéstia no fórum é construtiva, quando o discurso se torna elitista muitas pessoas se afastam e depois ficamos como eu já em tempos disse "um samba de uma nota só".

É triste quando isso acontece, chegar ao fórum e ser todos os dias "mais do mesmo".

O áudio é um mundo o Hi-Fi é um nicho (curiosamente o fórum até se chama audioanalogico, não se chama Hi-Fi analogico).

O fórum pode ir além do saber enciclopédico e tornar-se mais democrático se deixarmos respirar. ...

Resposta à intervenção aqui: AAP hoje ... amanhã

Que siga o baile deste topico deveras interessante, e que no meu ponto de vista não tém nada de tabu...

cheers

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Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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MensagemAssunto: Re: O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.   

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O uso de controles de tonalidade. Sim ou Não.
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