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MensagemAssunto: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQua Jul 27 2022, 19:11

Não vejo aqui nenhum tópico sobre o escândalo Mofi Gate.

Caixas UD1S com 1 ou 2 vinis (com a tradicional lista ORIGINAL MASTER RECORDING),
que custam $125 nos States e quase 200 Euros na Europa,
que afinal se descobriu serem cópias das Master Tapes Analógicas para DSD 256 e depois transferidas para vinyl.

Eu já cancelei todas as minhas preorders que tinha deles.

Está aberta a audiência !!!
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ricardo.canelas
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQua Jul 27 2022, 19:36

Money calls...

Técnicamente é irrelevante (4xdsd é efectivamente uma cópia para além da resolução que as partículas na fita permitem armazenar e os ADC são 'perfeitos'), como prática de negócio é aberrante, vender gato por lebre. E celebrar a lebre em todas as ocasiões possíveis, com letras folhadas a ouro.

Se por um lado é perfeitamente compreensível e esperada a resposta dos clientes, por outro também demonstra a fragilidade do meio do colecionismo, que atribui um valor muito desligado do valor do objecto em si. É um mercado profundamente especulativo e a MoFi anda a surfar a onda.

Nunca percebi o movimento das séries caras de vinil. 200€ está na ordem de grandeza de muitas das cópias de masters em fita, algo infinitamente melhor que a reprodução vinil.
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ruibranco47
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQua Jul 27 2022, 20:26

ricardo.canelas escreveu:
Money calls...

Técnicamente é irrelevante (4xdsd é efectivamente uma cópia para além da resolução que as partículas na fita permitem armazenar e os ADC são 'perfeitos'), como prática de negócio é aberrante, vender gato por lebre. E celebrar a lebre em todas as ocasiões possíveis, com letras folhadas a ouro.

Se por um lado é perfeitamente compreensível e esperada a resposta dos clientes, por outro também demonstra a fragilidade do meio do colecionismo, que atribui um valor muito desligado do valor do objecto em si. É um mercado profundamente especulativo e a MoFi anda a surfar a onda.

Nunca percebi o movimento das séries caras de vinil. 200€ está na ordem de grandeza de muitas das cópias de masters em fita, algo infinitamente melhor que a reprodução vinil.

Grosso modo tem razão meu Caro Amigo.
Apenas tenho dúvidas na perfeição do 4xDSD (não tenho dúvidas que tem 4 x mais resolução que o SACD, mas dai até ser perfeito...).

A questão é omitirem este passo intermédio e darem a entender que é tudo analógico,
se o preço de cada caixa em vez de $125 fosse cerca de $60 não seria tão grave.

O silêncio da Mofi mostra uma falta de respeito enorme pelo consumidor,
e o video no Youtube do Mike Esposito com a equipa de Masterização da Mofi a fazerem piadas...

Dúvido muito que a Mofi ainda precise da fábrica de Prensagem que estavam a construir.

Para mim é o fim da Mofi,
o Thriller deles foi lançado mais cedo do que o previsto !!!


Abraços Analógicos
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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 00:00

Vender gato por lebre parece ser uma moda do tempo presente para enganar audiófilos, como se fala noutro local deste fórum.

Mas em relação ao vinil (e posso estar errado) tenho a noção que nada é puramente analógico desde há muitos anos, porque mesmo se o processo e a masterização for totalmente analógica, as fábricas de discos usam o "digital delay" para calcular o tamanho das estrias no disco.

Assim procurei e fui roubar a outro fórum:

https://hydrogenaud.io/index.php?topic=116482.0

...este comentário:

"Kinda makes you scratch your head when audiophoolia-victims try to make a point about vinyl's supposed superiority because of analog master tapes being used. When in practice there's a rather slim chance those original tapes were used instead of a digital master file. And even if they actually went back to the analog tapes, chances are even smaller they didn't use a digital delay line. Most likely there was digital audio used somewhere in the mastering chain, and as far as i know it's been that way since the late seventies/early eighties. It made the engineers' jobs a bit less of a headache."

E aqui outro que explica o processo e evolução do mesmo:

"The need for a "preview" of the audio being cut arose with the pitch computer which adjusted the groove pitch to allow for more lateral real estate for grooves with higher modulation levels. It was initially accomplished by custom modifying a tape recorder's tape path to allow for enough tape between the preview head and the play head to provide delay equivalent to one record revolution. And that's how it was done for years. But no longer.

Lexicon invented the first practical digital audio delay unit in 1971, the "Delta T-101", but it had neither sufficient delay time nor audio specs to be used in mastering (60dB s/n, 10kHz bandwidth), so was relegated to sound reinforcement. While specs improved with the next generation it took quite a while before memory costs and density improved enough to provide sufficient delay (just under 2 seconds), which at 44.1/16 PCM is almost 400K of RAM (4x 8-bit bytes). Sounds like nothing now, but 1K was a lot back then, and fast memory was expensive.

But then,16 bit PCM wasn't exactly popular or affordable yet because ADCs and DACs didn't exist as monolithic solutions, they were custom made of massive numbers of individual parts, so there were other coding techniques such as "delta modulation" which were more practical, but they didn't perform well. I recall several iterations of digital delay that were barely tolerable for sound reinforcement, and 200ms was a lot of delay.

The analog "bucket brigade" devices introduced first invented in the early 1970s were CCDs (charge-coupled devices), where the analog input was sampled by storing it's instantaneous voltage in a capacitor, then clocking that charge through a chain of switches and capacitors and buffer amps with enough stages to provide useful delay. Clock speed was completely arbitrary, but of course tied to both delay time and maximum frequency, as well as noise, which was pretty bad. Decent audio BBD/CCD chips with lower distortion and noise, and higher stage count, didn't arrive until 1980 or so, and even then they were two chains of 512 stages...not enough for any significant delay at high enough clock speed for decent audio without cascading many, many chips. They were useful only for effects and short delays, and were never used for mastering preview functions.

What really pushed mastering labs to digital preview was digital recording. Recordings made or at least mastered any digital system created the need for a digital preview system. A huge number of early digital recordings were made on a Sony PCM 1610/1630 system (U-matic video deck and 16/44 PCM converter) and needed a new form of delay because they never hit analog tape at all. Sony introduced a mastering preview delay unit that took data from the PCM-1610 and clocked it through many, many memory chips, and out to a DAC, which drove the lathe. The actual PCM-1610 DAC output would feed the lathe's pitch computer. The system was lossless. When memory and ADC/DAC technology matured (about the same time as the Sony device) other digital delays were introduced. Once a digital preview system became more practical or economical than a custom modified tape recorder, they started to become common. Consider that a 15ips master tape would require zig-zagging nearly 30" of tape between the preview and play heads without introducing additional flutter. And 30ips tapes required almost 60" of tape to be somehow handled between preview and play. Since mastering operations were a very small market segment for tape recorder manufacturers, a lot of these were custom jobs. And that's where digital delay edged its way in. You could use a standard tape machine without mods. The bulk of records mastered between the late 1970s and the demise of vinyl were cut through a digital delay, even if they were analog recordings. And that condition largely remains today. A quick survey of mastering labs web sites showed mostly stock analog recorders, and no mention of analog preview. In fact, after looking over about two dozen sites, I found only two with visible modified analog machines in their studio photos. And none of the manufacturers of the machines in use are making machines today. The Ampex ATR-100 is popular (unmodified), but I found a lab using a modified MCI machine, and another using a modified Studer A-80. What that tells us is, to achieve the preview function, mastering labs are almost universally cutting through a digital delay.

One more note on analog delay. The mechanical "delay lines" mentioned earlier were actually misnamed. The actual time delay to the first arrival was relatively short, because the metal springs or plates/sheets transmit sound faster than air, but because the also resonated and bounced internal reflections around a semblance of reverb could be achieved, but not delay. In the later days of springs and plates digital delays were inserted ahead of them as a pre-delay, making them more realistic."




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tomaz
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 02:01

ruibranco47 escreveu:
Não vejo aqui nenhum tópico sobre o escândalo Mofi Gate.

Caixas UD1S com 1 ou 2 vinis (com a tradicional lista ORIGINAL MASTER RECORDING),
que custam  $125 nos States e quase 200 Euros na Europa,
que afinal se descobriu serem cópias das Master Tapes Analógicas para DSD 256 e depois transferidas para vinyl.

Eu já cancelei todas as minhas preorders que tinha deles.

Está aberta a audiência !!!

Portanto cancelou as "preorders" devido ao escândalo! Antes estava tudo bem, o preço pedido correspondia à qualidade objectiva e subjectiva destas edições. Antes tinham uma qualidade que correspondia ao anunciado e notava-se quando a agulha percorria as espiras desses discos. Agora já não! Antes era deitar mão e pagar, o mais possível! Agora são lixo. O que é que se escutava antes nestas edições que justificava estes valores? E foi preciso um escândalo para se cancelar, decisão esta que continua a ser fundamentada por "inputs" exógenos à consideração pessoal e únivoca que determina que este valor extra é justificado.
Aqui porventura este tópico não interessa tanto como noutros fóruns porque talvez o foco seja diverso do habitual "hate and bullying". Eu por exemplo estou muito mais focado em comprar 20 ou 30 discos de vinil com 200€ da música que gosto e que seja relevante para mim, que uma edição Xpto. Prefiro comprar dois passes para um festival de jazz ou para Paredes de Coura com essa verba. Tenho discos que me custaram 1 ou 2€ com uma qualidade de som soberba e outros muito maus. Tenho discos mais caros com bom e com mau som. Não preciso que algo tenha letras douradas e um preço a condizer para inferir a qualidade e também não preciso de escândalos para tomar decisões em contrário. Não é o com o preço das coisas que eu danço é com o que me toca e como me toca!
No desporto e na alta-competição há um fenómeno que é conhecido de muitos " estar na zona", em que nos sentimos completamente conectados com o que estamos a fazer e com capacidades muito afinadas e tudo com uma elevada percepção e aquidade. Com a música e os equipamentos que a reproduzem sinto o mesmo. Será fundamentalmente algo relacionado com as emoções, é assim que me relaciono com as obras e avalio as gravações, as edições, os equipamentos. Tem de ser uma coisa extraordinária, tem de haver uma ligação harmoniosa entre tudo. E em particular no que respeita aos discos, ou eles estão lá, me levam lá, a essa "zona" ou não estão!
Em grande medida não entendo este escândalo todo e estas polémicas constantes em torno de pós-verdades e revelações que desmontam os fiascos e embustes. Parece-me tudo um enorme equívoco.
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ruibranco47
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 08:16

tomaz escreveu:
ruibranco47 escreveu:
Não vejo aqui nenhum tópico sobre o escândalo Mofi Gate.

Caixas UD1S com 1 ou 2 vinis (com a tradicional lista ORIGINAL MASTER RECORDING),
que custam  $125 nos States e quase 200 Euros na Europa,
que afinal se descobriu serem cópias das Master Tapes Analógicas para DSD 256 e depois transferidas para vinyl.

Eu já cancelei todas as minhas preorders que tinha deles.

Está aberta a audiência !!!

Portanto cancelou as "preorders" devido ao escândalo! Antes estava tudo bem, o preço pedido correspondia à qualidade objectiva e subjectiva destas edições. Antes tinham uma qualidade que correspondia ao anunciado e notava-se quando a agulha percorria as espiras desses discos. Agora já não! Antes era deitar mão e pagar, o mais possível! Agora são lixo. O que é que se escutava antes nestas edições que justificava estes valores? E foi preciso um escândalo para se cancelar, decisão esta que continua a ser fundamentada por "inputs" exógenos à consideração pessoal e únivoca que determina que este valor extra é justificado.
Aqui porventura este tópico não interessa tanto como noutros fóruns porque talvez o foco seja diverso do habitual "hate and bullying". Eu por exemplo estou muito mais focado em comprar 20 ou 30 discos de vinil com 200€ da música que gosto e que seja relevante para mim, que uma edição Xpto. Prefiro comprar dois passes para um festival de jazz ou para Paredes de Coura com essa verba. Tenho discos que me custaram 1 ou 2€ com uma qualidade de som soberba e outros muito maus. Tenho discos mais caros com bom e com mau som. Não preciso que algo tenha letras douradas e um preço a condizer para inferir a qualidade e também não preciso de escândalos para tomar decisões em contrário. Não é o com o preço das coisas que eu danço é com o que me toca e como me toca!
No desporto e na alta-competição há um fenómeno que é conhecido de muitos " estar na zona", em que nos sentimos completamente conectados com o que estamos a fazer e com capacidades muito afinadas e tudo com uma elevada percepção e aquidade. Com a música e os equipamentos que a reproduzem sinto o mesmo. Será fundamentalmente algo relacionado com as emoções, é assim que me relaciono com as obras e avalio as gravações, as edições, os equipamentos. Tem de ser uma coisa extraordinária, tem de haver uma ligação harmoniosa entre tudo. E em particular no que respeita aos discos, ou eles estão lá, me levam lá, a essa "zona" ou não estão!
Em grande medida não entendo este escândalo todo e estas polémicas constantes em torno de pós-verdades e revelações que desmontam os fiascos e embustes. Parece-me tudo um enorme equívoco.

Eu cancelei todas as minhas preorders da Mofi porque entendo ser a melhor resposta que lhes devo dar.
Porque fui enganado deliberadamente, comprei gato por lebre.

Mas antes já não estava tudo bem, depende caso a caso,
algumas caixas UD1S da Mofi valem a pena outras nem tanto.

Mas também ninguém disse que agora era tudo Lixo.

A questão aqui é omitirem propositadamente, enganarem as pessoas e venderem gato por lebre (pelo dobro do preço).

Se daqui para a frente fizerem todos como eu, eles vão à falência!
E é mesmo isso que eles merecem!
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 10:50

tomaz escreveu:
(...) Tenho discos que me custaram 1 ou 2€ com uma qualidade de som soberba e outros muito maus. Tenho discos mais caros com bom e com mau som.

Prezado tomaz,

Sem pretensão de ferir as opções  do companheiro ruibranco47 ou de outra individualidade, a sua afirmação está repleta de verdade. Exemplificando, a prensagem lusitana do LP Dire Straits - «On every street», pauta por apreciável qualidade. Ora, existem edições recentes desse álbum; contudo, ante a qualidade da edição primogénita, justificará o valor de aquisição por outra rotulada XPTO?

Quanto à edição com selo Mobile Fidelity Sound Lab, recordo de ter prestado ouvidos ao LP «Countdown To Extinction», dos Megadeth, a qual considerei sofrível comparando com a prensagem da época (1992).

Com melhores cumprimentos fantasmagóricos,
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 12:40

Ghost4u escreveu:
tomaz escreveu:
(...) Tenho discos que me custaram 1 ou 2€ com uma qualidade de som soberba e outros muito maus. Tenho discos mais caros com bom e com mau som.

Prezado tomaz,

Sem pretensão de ferir as opções  do companheiro ruibranco47 ou de outra individualidade, a sua afirmação está repleta de verdade. Exemplificando, a prensagem lusitana do LP Dire Straits - «On every street», pauta por apreciável qualidade. Ora, existem edições recentes desse álbum; contudo, ante a qualidade da edição primogénita, justificará o valor de aquisição por outra rotulada XPTO?

Quanto à edição com selo Mobile Fidelity Sound Lab, recordo de ter prestado ouvidos ao LP «Countdown To Extinction», dos Megadeth, a qual considerei sofrível comparando com a prensagem da época (1992).

Com melhores cumprimentos fantasmagóricos,
What a Face

Tranquilo...
quem feriu as minhas opções de compra foi a Mofi e é isso que está aqui em causa nesta thread.

Não é que os discos actuais da Mofi sejam maus, o som continua o mesmo,
em alguns casos é muito bom, noutros casos nem tanto.

O que está aqui em causa é vender gato por lebre e uma falta de respeito enorme pelo consumidor final.
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 15:02

ruibranco47 escreveu:
Não vejo aqui nenhum tópico sobre o escândalo Mofi Gate.
...
Eu já cancelei todas as minhas preorders que tinha deles...

ricardo.canelas escreveu:
...Se por um lado é perfeitamente compreensível e esperada a resposta dos clientes, por outro também demonstra a fragilidade do meio do colecionismo, que atribui um valor muito desligado do valor do objecto em si...

Admito que não conhecia esse "escandalo" e admito também que não vejo até que ponto isto possa interessar um audiofilo. Fui então tentar perceber qual era o problema e visionei os quatro primeiros videos no Youtube que falam disto... fiquei ainda mais perplexo pela atitude de uns e outros, não percebo e vou-me explicar:

Acho que tenho quatro discos da MoFi que não comprei pela (suposta) qualidade audiofila mas porque na época eram as unicas reedições do album... nunca paguei nenhum mais de 25/28€ e jà achei muito! Não são melhores, ném piores, do que o original e pude comparar (pelo menos) o meu DCD Into The Labyrinth com um da época em bom estado sém ver (ouvir) nada de especial ou audiofilo, bom são reedições de qualidade e é tudo. Nunca me preocupei da tecnologia do Master e sempre pensei que a qualidade de fabricação de um vinil era mais importante do que saber se o Master era Digital ou Analogico. O que quero é que seja da melhor qualidade possivel e nesse caso prefiro uma copia em DSD da bobina magnética mais do que uma bobina magnética copiada do original... por outras palavras, prefiro uma Master digital e de longe pois é a qualidade que me interessa...

Ora vejo nesses videos pessoas que se sentém aldrabadas e enganadas pela MoFi pois esta vém de dizer que usa master em DSD para o mastering e prensagem do vinil no lugar de copias da banda magnetica original. Compreendo então que as pessoas compravam os discos da MoFi porque pensavam que era feito a partir de um master analogico... subentendo então que as pessoas pensam que um master analogico é melhor!... acabo por compreender que o escandalo não é a MoFi em si mas o mito urbano do analogico ser melhor  scratch

Lembro a qualquer amador sério de vinil e desta escuta que os melhores discos de vinil no absoluto (qualidade do plastico, silêncio de leitura, gravação, mastering, prensagem e etc) são os das editoras classicas reputadas! Lembro também que algumas edições de referência como o Requiem do Mozart pelo Harnoncourt (Teldec), o Horowitz em Moscovo (DG) ou o Mahler pelo Solti (Decca) são gravações digitais com um master digital... e portanto são exemplos de vinis absolutamente perfeitos tecnicamente, nos limites reais do formato! Queixar-se hoje de ter uma master digital para prensar musica popular ora que a classica busca isso pela qualidade jà hà quarenta anos é no minimo ironico  scratch ... o que digo é uma provocação assumida Wink

Compreendo então que o MoFiGate e em breve o (AudiophileVinylGate) são falsos problemas criados por falsas ideias e ingénuamente (ou não) transmitidos pelos audiofilos crentes. No mundo do vinil os extremos são feitos pelo disco em si e pela leitura deste... começar por saber correctamente ler um disco vinil é a melhor maneira de não estar dependente do objecto mas da musica que està dentro, é o fim do MofiGate e das prensagens supostamente superiores. No que diz respeito aos colecionadores jà é outro problema...

cheers

Fernando Salvado gosta desta mensagem

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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 15:28

ruibranco47 escreveu:
... O que está aqui em causa é vender gato por lebre e uma falta de respeito enorme pelo consumidor final.

Compreendo..., se me dizém que um porco é alimentado com bolotas portuguesas e no fim dou-me conta que as bolotas são espanholas posso considerar que estou a ser manipulado, enganado! Mesmo se no final a carne vai ter o mesmo gosto e é isto o principal não?...

Se o master utilisado pela MoFi fosse um MP3 ou um ficheiro 16bits de CD poderia compreender o escandalo e o abuso da parte da editora... ora trata-se de um ficheiro que é a copia perfeita do que està na bobina e mais perfeito do que uma copia analogica. Não vejo vontade da parte da editora de reduzir a qualidade bem ao contrario... a noção então de gato por lebre não é valida em relação à qualidade do produto mas em relação à comunicação. Resta a saber porque razão a MoFi apregoa utilisar as masters originais analogicas ora que não é o caso? Talvez por causa do mito do analogico superior e isso também é gato por lebre Rolling Eyes
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptyQui Jul 28 2022, 23:14

Tem sido engraçado assisitir a isto tudo, depois de ler aqui percebi quão grande é o tema... há colecções que perderam muito valor. Rolling Eyes

O tema e do campo da Ética, isso é claro e o dito "vender gato por lebre" está bem aplicado Paulo. Obviamente a MoFi fez com que os consumidores acreditassem no AAA para poder justificar o preço e limite de cópias (por exemplo), assim como levou a acreditar que a qualidade estava nos seus produtos.

Um ficheiro pode ser melhor do que a fita, como dizem os engenheiros, mas não é a mesma coisa - nem podia ser. Um porco alimentado a bolotas Portuguesas poderá valer mais, desde logo pelo facto de em Portugal haver menos bolotas do que em Espanha... não sei se elas sabem ao mesmo, mas são diferentes (por vários motivos, clima, terra, ...).

A moda do vinil é vivida de muitas formas e no segmento mais alto do mercado a etiqueta AAA é muito importante... nem que seja para se tocar num sistema que vale menos do que meia dúzia desses discos. Assim é o Homem com as suas circunstâncias. Wink
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 01:36

Para mim resume-se tudo a uma quesão de ética e de publicidade enganosa.

A Mobile Fidelity tem a série Silver Label que é a mais barata e que eles sempre assumiram desde inicio NÃO SER de Master Tapes Analógicas Originais,
os discos desta série podem ser feitos a partir de cópias analógicas da master tape ou de digital, tudo bem aqui não enganaram ninguém.
Nesta série eles colocam e sempre colocaram na parte superior da frente da capa a lista MOBILE FIDELITY SOUND LAB em vez de ORIGINAL MASTER RECORDING, mais uma vez tudo bem aqui, perfeito!

Depois têm a série mais cara e a outra série UD1s (One-Step) ainda muito mais cara,
em ambas têm na parte superior da frente da capa/caixa a lista ORIGINAL MASTER RECORDING.
O que segundo eles próprios indica que são feitas a partir das Master Tapes Analógicas Originais.

Estes discos têm todos na capa a indicação de que foi usado o "The GAIN 2 ULTRA ANALOG System" proprietário da Mofi e desenvolvido para eles pelo Tim De Paravicini em conjunto com o Stan Ricker. Este sistema é composto por uma máquina de leitura de fita Studer com eletrónica personalizada e amplificadores de corte artesanais que acionam uma cabeça de corte Neumann SX74 numa maquina de corte Neumann VMS-70 restaurada.

Depois em algumas edições especiais e na série UD1S (One-Step) eles usam a formulação de vinyl a que chamam Supervinyl que tenta aproximar-se da famosa formulação Japonesa da JVC.

Na série mais cara de todas UD1S (One-Step) eles fazem o Stamper directamente a partir do Lacquer (em vez dos tradicionais 3 passos Father/Mother/Stamper).
Como o primeiro titulo desta série (Santana Abraxas) foi limitado a apenas 2.500 exemplares eles podem ter feito apenas 2 ou 3 Lacquers,
a malta não desconfia e pensa que eles tiveram de tocar a Master Tape Analógica Original apenas 2 ou 3 vezes, tudo bem...

E nada de falarem em cópia para DSD 256, OK ?

A malta vai comprando as caixas a $125 cada uma (quase 200 Euritos na Europa),
entretanto a caixa do Abraxas esgota muito rápidamente e actualmente é vendida por mais de 3.000 euros no DISCOGS.

Eles vão lançando outras caixas de outros titulos mas cada vez mais quantidades 3.000, 6.000, 7.000, 7.500, 9.000, 10.000
A malta não desconfia e vai comprando... e eles sempre a aumentar o numero de exemplares...

E nada de falarem no DSD 256.

O problema é a ganância e foi isso que acabou com eles,
quando eles anunciam o preorder da caixa UD1S (One-Step) do Michael Jackson Thriller limitada a 40.000 exemplares.

Nessa altura é que a malta começa a questionar, pera ai...
Nos One-Step o Stamper é feito directamente a partir do Lacquer e eles devem prensar apenas 1000 ou 2000 discos com cada Stamper,
depois têm de tocar a fita de novo para fazer outro Lacquer,
ora se eles querem fazer 40.000 discos, a SONY deixa eles tocarem a Master Tape Analógica Original do Thriller 30 ou 40 vezes ?

Foi nessa altura que a malta começou a ver que não podia ser, eles tinham de fazer uma cópia da Master Tape, ou para Tape ou para Digital.

Depois aparece o Michael Fremer a dizer que ele já sabia que a SONY já não deixa sair as Master Tapes Originais das suas instalações
e que apenas a Sterling Sound é que às vezes ainda consegue as Tapes porque eles têm uma relação de longa data com eles.

Apenas neste momento é que a Mofi se sente apertada entre a espada e a parede,
e concorda em receber o Michael Esposito (que tem uma loja que vende discos e é conhecido no Youtube) para fazerem um video a esclarecer tudo e para meterem no Youtube.

Nesse video é que os engenheiros de som da Mofi admitem usar DSD 256 desde 2015, riem uns com os outros, dizem piadas, enfim uma falta de respeito pelo consumidor final que não tem descrição.

E só depois disso é que eles começaram a alterar o Site colocando o DSD 256 em todo o lado onde sempre deveria ter estado logo de inicio.

Mas falta meter no sitio mais importante onde sempre deveria ter estado e não está,
que é na parte de trás da capa dos discos onde diz :

"Mastered from the Original Analog Master Tapes with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System"

Aqui é que falta meter e não está !!!

E deveria estar nas capas dos discos desde 2015 :
"Mastered from DSD 256 transfered from the Original Analog Master Tapes and Cut with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System"

Assim é que era bonito, mas depois já não vendiam tantos discos e tão caros não é ? ah pois é...
Mas porquê que não vendiam, então mas o DSD 256 não é perfeito ?

Pois não vendiam sabem porquê ?

Porque se a malta estivesse à procura de uma coisa perfeita a última coisa que compravamos era um disco de vinyl.
O que a malta queria eram discos feitos a partir das Master Tapes Analógicas Originais (como eles diziam que eram) mas todos AAA sem nada de digital pelo meio.

Ah e tal, mas eles também nunca disseram que não usavam digital,
pois mas fomos enganados com isto na parte de trás das capas :
"Mastered from the Original Analog Master Tapes with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System"

ULTRA ANALOG mas que espectacular !!!

Não é uma questão da qualidade de som,
nem da desvalorização do valor da minha coleção (até porque se eles forem à falência o valor ainda pode até aumentar mais).

É uma questão de enganarem deliberadamente as pessoas e de falta de :
Ética
Transparência
Seriedade
Respeito pelo cliente
Respeito pelo vinyl
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 09:43

ruibranco47 escreveu:
Para mim resume-se tudo a uma questão de ética e de publicidade enganosa...

Efectivamente não estava consciente dos detalhes da coisa e posso compreender a desilusão dos clientes que se sentém enganados pensando que o processo de masterisação era 100% analogico. Fui ver nos meus discos e efectivamente na capa està marcado "Mastered from the Original Analog Master Tapes with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System" mas isto outros editores também escrevem... não està escrito que a masterisação é analogica mas sim que ela resulta da fita original, de uma copia para ser exacto pois a fita mãe é demasiado valiosa para ser emprestada a quém quer que seja. A partir do momento em que a copia em DSD é feita por eles a partir da copia analogica eles podem afirmar o que dizém e estão protegidos... o cliente é induzido na ideia que todo o processo é analogico ora que não é mas a editora nunca o disse preto sobre branco! Esta ambiguidade é o que cria o escandalo actual penso...

Aliàs, seria interessante de compreender a razão que os leva a fazer essa etapa de copia para DSD durante a masterisação ora que téem uma copia analogica nas mãos. Talvez a vontade de fazer um pouco de post-produção e adicionar ou retirar um cheirinho disto ou daquilo...  Wink

ruibranco47 escreveu:
...Porque se a malta estivesse à procura de uma coisa perfeita a última coisa que compravamos era um disco de vinyl...

scratch ... affraid ... bom
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ruibranco47
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 11:30

TD124 escreveu:
Aliàs, seria interessante de compreender a razão que os leva a fazer essa etapa de copia para DSD durante a masterisação ora que téem uma copia analogica nas mãos. Talvez a vontade de fazer um pouco de post-produção e adicionar ou retirar um cheirinho disto ou daquilo...  Wink

Os técnicos de som da Mofi admitiram que no catálogo da columbia (SONY) eles vão às instalações da SONY onde estão as master tapes,
a equipa da Mofi leva o computador e o aparelho que precisam para fazer o DSD 256.
A equipa da Mofi verifica se é de facto a master tape original e depois o técnico da SONY toca a master tape analógica original no leitor de R2R e eles fazem o DSD 256.

Depois nas instalações da Mofi é que eles trabalham o DSD 256 no dominio digital.

Mas isto pode não acabar aqui, para mim ainda não está claro uma coisa.

Então se eles continuam a colocar "with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System" (que inclui um leitor R2R Studer),
isso significa que depois de trabalharem o DSD 256 no dominio digital gravam novamente para fita e usam essa fita para ler no Studer e cortar o Lacquer no ULTRA ANALOG System ?

Podem estar a omitir mais este passo que também devia estar claro e mencionado nos discos...

Enfim, uma cambada de Ciganos... (não querendo ofender os Ciganos que são gente séria e honesta e com quem sabemos o que podemos contar)
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 13:45

ruibranco47 escreveu:
...Mas isto pode não acabar aqui, para mim ainda não está claro uma coisa.

Então se eles continuam a colocar "with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System" (que inclui um leitor R2R Studer),
isso significa que depois de trabalharem o DSD 256 no dominio digital gravam novamente para fita e usam essa fita para ler no Studer e cortar o Lacquer no ULTRA ANALOG System ?...

Se tal é o caso então o processo de masterisação é integralmente analogico... o DSD serve de copia entre a Tape Master e a nova fita. Se isto for feito com cuidado não deve haver grande perda mas efectivamente a empresa deveria indicar os diferentes processos entre a Tape Master e a realisação dos moldes. Utilisar a copia DSD directamente ligada ao cortador seria uma garantia de resultado equivalente à Tape Master, se a copia for feita correctamente, mas nesse caso a masterisação jà não é complétamente analogica. Com tudo o que se passa penso que a MoFi vai se explicar exactamente sobre isto tudo...

No entanto pedir mais de 100€ por um vinil talvez seja isto o verdadeiro escandalo. Nenhuma proeza técnica não explica esses preços e mesmo a Analogue Productions é bem mais barata...

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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 16:45

Tim de Pavaricini faleceu em 2020, ele era conhecido por ter uma obsessão por leitores de bobines, o Studer faria parte da sua coleção?
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 17:25

O escandalo aumenta e piora de dia para dia...

Agora que a Mofi está a colocar no Site a informação acerca de cada disco,
vejam só os que aparece DSD 64 (sim 64 em vez de 256) :

Série UD1S (One-Step) :
$125 - Stevie Ray Vaughan "Texas Flood" 2 LP's 45rpm Box Set
$125 - Bob Dylan "Blood on the Tracks" 2 LP's 45rpm Box Set
$125 - Carole King "Tapestry" 2 LP's 45rpm Box Set
$125 - Miles Davis "Bitches Brew" 2 LP's 33rpm Box Set
$100 - Miles Davis "Sketches Of Spain" 1 LP 33rpm Box Set

Este não é One-Step :
$70 - Miles Davis "Kind Of Blue" 2 LP's 45rpm Box Set
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 18:41

TD124 escreveu:
ruibranco47 escreveu:
...Mas isto pode não acabar aqui, para mim ainda não está claro uma coisa.

Então se eles continuam a colocar "with the GAIN 2 ULTRA ANALOG System" (que inclui um leitor R2R Studer),
isso significa que depois de trabalharem o DSD 256 no dominio digital gravam novamente para fita e usam essa fita para ler no Studer e cortar o Lacquer no ULTRA ANALOG System ?...

Se tal é o caso então o processo de masterisação é integralmente analogico... o DSD serve de copia entre a Tape Master e a nova fita. Se isto for feito com cuidado não deve haver grande perda mas efectivamente a empresa deveria indicar os diferentes processos entre a Tape Master e a realisação dos moldes. Utilisar a copia DSD directamente ligada ao cortador seria uma garantia de resultado equivalente à Tape Master, se a copia for feita correctamente, mas nesse caso a masterisação jà não é complétamente analogica. Com tudo o que se passa penso que a MoFi vai se explicar exactamente sobre isto tudo...

No entanto pedir mais de 100€ por um vinil talvez seja isto o verdadeiro escandalo. Nenhuma proeza técnica não explica esses preços e mesmo a Analogue Productions é bem mais barata...


O Paulo espreitou o vídeo já mencionado aqui, o da entrevista aos engenheiros da MoFi?

O processo não é AAA, não há como dizer que é. Eles fazem e assumem fazer a masterização no domínio do digital, afirmam até que em alguns álbuns só assim é possível retirar o máximo possível... por uma razão simples, há álbuns que foram gravados em várias sessões e até em lugares diferentes com equipamentos diferentes.

Uma coisa parece-me certa e nisso estou com o Paulo: o digital é a melhor solução nessa cadeia. Wink (até os engenheiros o afirmam e com sentido lógico)

O problema é que a MoFi participou activamente na batalha digital vs analógico, alimentou egos, erros, dogmas, ... quem comprava seguia como se verdade se tratasse, agora estão perante o abismo.

O problema é Ético, eles colocam "from the master tapes" e não é isso que fazem.

Os discos continuarão a ser bons, contudo os ouvidos poderão vir a escutar outras coisas. dvil
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 21:42

José Miguel escreveu:
...O problema é Ético, eles colocam "from the master tapes" e não é isso que fazem.

Os discos continuarão a ser bons, contudo os ouvidos poderão vir a escutar outras coisas. dvil

José, desde a minha primeira intervenção tentei dizer discretamente que este escandalo não é um para mim... mas compreendo os que se sentém aldrabados. Lembro-te que essa frase em inglês quer dizer " a partir das fitas master", ela é ambigua e legalmente protege-os. A partir do momento que eles fazém uma copia pessoalmente da Master Tape, independentemente que seja em analogico ou digital, todo o processo é "a partir da Master Tape". Cada um interpreta como quer ver, é isso a força, e a perversidade, da ambiguidade...

O amigo Tomaz jà referiu a escuta do som, e bem... hoje escutei um DCD e o What's Going On, posso te dizer que o som é como era dantes, o MoFi-Gate ném os amelhorou ném piorou Razz

Alguns vão ouvir a partir de agora a influência do DSD e o efeito perverso do digital, inaudivel antes. Eu pelo meu lado fico-me pelo meu pragmatismo. Um ficheiro DSD pode receber todas as informações de uma fita magnetica ora que um vinil sò recebe uma fração das informações contidas num DSD. Então, um vinil é sempre analogico e com um som correspondente aos seus limites assim que à masterisação e mixagem, que a master seja digital ou analogica o vinil tém sempre o gosto de vinil... venho de ouvir hoje comparando o DCD da MoFi com o meu CD de 1993 dvil

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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 21:46

ruibranco47 escreveu:
O escandalo aumenta e piora de dia para dia...

Agora que a Mofi está a colocar no Site a informação acerca de cada disco,
vejam só os que aparece DSD 64 (sim 64 em vez de 256) ...

Talvez seja o fim das prensagens audiofilas e que o preço dos originais aumente MOFIa Gate 693932

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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySex Jul 29 2022, 22:39

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
...O problema é Ético, eles colocam "from the master tapes" e não é isso que fazem.

Os discos continuarão a ser bons, contudo os ouvidos poderão vir a escutar outras coisas. dvil

José, desde a minha primeira intervenção tentei dizer discretamente que este escandalo não é um para mim... mas compreendo os que se sentém aldrabados. Lembro-te que essa frase em inglês quer dizer " a partir das fitas master", ela é ambigua e legalmente protege-os. A partir do momento que eles fazém uma copia pessoalmente da Master Tape, independentemente que seja em analogico ou digital, todo o processo é "a partir da Master Tape". Cada um interpreta como quer ver, é isso a força, e a perversidade, da ambiguidade...

O amigo Tomaz jà referiu a escuta do som, e bem... hoje escutei um DCD e o What's Going On, posso te dizer que o som é como era dantes, o MoFi-Gate ném os amelhorou ném piorou Razz

Alguns vão ouvir a partir de agora a influência do DSD e o efeito perverso do digital, inaudivel antes. Eu pelo meu lado fico-me pelo meu pragmatismo. Um ficheiro DSD pode receber todas as informações de uma fita magnetica ora que um vinil sò recebe uma fração das informações contidas num DSD. Então, um vinil é sempre analogico e com um som correspondente aos seus limites assim que à masterisação e mixagem, que a master seja digital ou analogica o vinil tém sempre o gosto de vinil... venho de ouvir hoje comparando o DCD da MoFi com o meu CD de 1993 dvil

Honestamente, este cas também não me diz muito e pelo que entendo (pesquisas via google) nem é uma polémica fresca. Aquecida e a saber bem, apenas a feijoada... dizem!

Desde há alguns anos que se desconfia que a MoFi não tinha real acesso às Master, pois isso de ser masterizado a partir das Master tem muito que se lhe diga. As editoras tratam as master Tapes como Obras de Arte, não são para andar a viajar ou a ser tocadas. Claro que quem compra/comprou quer muito acreditar na multiplicação do pão ou no milagre do vinho...

Temos por aqui edições Tone Poet, dizem ser "produced by Joe Harley and features all-analog, ... from the original master tapes by Kevin Gray of Cohearent Audio." O Blue Train já está anunciado, estou tentado a comprar, pois as edições que temos tocam muito bem, contudo estas edições são remasterizações, aproveitam mais do que está nas fitas e que na altura não deu para passar para os discos de vinil. Claro que estaremos perante um processo que inclui digital e nisso não vejo nada de errado.

Ou seja, estamos perante um palco mais definido, melhor separação entre instrumentos, maior largura de banda e maior dinâmica?
Estaremos, os tempos são outros e hoje não se produz e reproduz vinil como nos anos 60 do século passado.


O Paulo disse em cima uma coisa, questionou uma coisa, que eu não questiono: para mim isto é obviamente um tema para audiófilos. Quem gosta de som reproduzido tem de se interessar por estas coisas, pois só há Música em casa assim (com algum suporte... físico ou não), mediante o trabalho de algumas pessoas que não são músicos (são técnicos altamente qualificados ou engenheiros ou...). Wink
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySab Jul 30 2022, 06:57

José Miguel escreveu:

Temos por aqui edições Tone Poet, dizem ser "produced by Joe Harley and features all-analog, ... from the original master tapes by Kevin Gray of Cohearent Audio." O Blue Train já está anunciado, estou tentado a comprar, pois as edições que temos tocam muito bem, contudo estas edições são remasterizações, aproveitam mais do que está nas fitas e que na altura não deu para passar para os discos de vinil.

Ora ai está um Belo assunto que merece só por si outro Tópico novo, vou criar já !!!
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MensagemAssunto: Re: MOFIa Gate   MOFIa Gate EmptySab Jul 30 2022, 08:37

Ainda em relação ao assunto deste tópico (MOFIa GATE), sinceramente tenho pena que tudo isto tenha acontecido.

Eu compro discos da Mofi desde o final dos anos 70 (a primeira geração da Mofi) ou seja mesmo quase desde o inicio,
na altura editoras audiófilas com bom som só havia a Sheffield Lab do Doug Sax (e os discos tinham melhor som que os da Mofi a musica é que tinha pouco interesse).

Da Mofi do final dos anos 70 tenho o Crime Of The Century dos Supertramp (prensado no Japão com o Supervinyl da JVC), depois tenho do inicio dos anos 80 a caixa do Dark Side Of The Moon (dos verdadeiros UHQR prensados no Japão), estes não me arrependo de ter comprado.

Mas pouco tempo depois, ainda no inicio dos anos oitenta, fui enganado pela primeira vez pela Mofi,
foi com a caixa dos Beatles que tem um som horroroso por causa da equalização que fizeram não sei por que carga de água (exageraram nos agudos e graves e reduziram a gama média), esta caixa foi quase de certeza quando eles mentiram pela primeira vez, pois eles não a fizeram a partir das master tapes originais de certeza, eles copiaram as tapes nos Abbey Road Studios e depois trabalharam o resto na Mofi ainda por cima a equalização é horrorosa.
Eu demorei muitos anos a digerir isto até me passar a raiva que tive na altura pela pipa de massa que paguei por esta treta desta caixa que só vale pelo colecionismo mais nada...

Na segunda metade dos anos 80 eles também se voltaram para o CD e começaram a fazer cada vez menos vinyl.

Depois só voltei a comprar discos da Mofi no inicio dos anos 90 na segunda geração de vinyl da Mofi (Anadisq 200g) e gostei do Muddy Waters Folk Singer e do Getz/Gilberto, não achei mau o som. A meio dos anos 90 eles deixaram de fazer vinyl e dedicaram-se totalmente ao CD e Digital.

Pouco antes do ano 2000 o distribuidor mais importante da Mofi foi à falência e com ele levou também a Mofi à falência.
No inicio dos anos 2000 o que restava da Mofi foi comprado pelo Jim Davis (que tem o Site de retail online musicdirect) e a Mofi foi reactivada.
Foi nessa altura que o Stan Ricker também ajudou a montar de novo a Mofi e o Tim de Paravacini desenhou o GAIN 2 Ultra Analog LP cutting System.

Começaram a fazer vinyl de novo em 2004 novamente com "Original Master Recording” na capa e chamaram a essa série "GAIN 2 Ultra Analog",
não eram bons nem maus, mas se a musica me interessava e não tinha uma versão com bom som, comprava.

Depois a qualidade de som até foi melhorando e sinceramente hoje em dia a questão nem era essa.

As reedições do Miles Davis da Mofi por exemplo são todas fabulosas comparativamente com os originais da Columbia que são horriveis (alguma coisa se passou com o sistema de corte da Columbia nos anos 70 o som ficou horrivel).

Mas a ganância das pessoas estraga tudo (vejam o nosso planeta, os oceanos, a "operação especial" na Ucrania),
e foi com a série One-Step (UD1S) que começou à meia duzia de anos que eles acabaram por ser descobertos em relação às cópias das Master Tapes para DSD.
No One-Step com cada Lacquer eles em principio devem prensar entre 800 a 1000 discos, depois têm de fazer outro Lacquer, ora eles anunciaram 40.000 exemplares para o Thriller, pronto já estás...

A questão desta vez nem é pelo som, é pelo dinheiro que eles cobram por estas tretas que são feitas com digital, por muito bom que o som seja tinha de ser mais barato, enganaram-me deliberadamente por omissão, acabou.

Já é a segunda vez que me sinto enganado pela Mofi (a primeira foi no inicio dos anos 80 e agora outra vez), são 40 anos pelo meio a encher-lhes o CU (desculpem o termo mas é mesmo assim que eu tenho de dizer), por isso para mim chega!

Espero sinceramente que a Mofi vá de novo à falência e que o Chad Kassem (Analogue Productions) depois compre os restos daquilo e arranje a coisa como deve ser.

Até lá eu não compro mais nada de certeza,
dou assim por encerrado o meu testemunho aqui neste julgamento, agora você é que é o Juiz, decida e dê as duas marteladas!

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