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 Prendas de Natal

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Prendas de Natal   Prendas de Natal EmptySeg Dez 27 2021, 18:55

A quadra natalícia é sempre propícia para o aumento da coleção, ainda para mais quando durante o ano inteiro só falamos de música e de álbuns de que gostamos junto daqueles que mais "amamos" na mira de nos calhar umas prendas no sapato. E se eles não forem do nosso agrado sempre podemos trocar, existindo também casos em que já os temos e toca a trocar, e outros ainda em que ficamos com eles, não porque seriam a nossa primeira escolha, mas porque sentimos que quem nos deu, conferiu ao LP tanta do seu amor e dedicação, que ficaria mal trocar e por isso ficamos também com ele.

Este ano pelos motivos anteriormente relatados juntei à coleção quatro novos Lp´s!

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ADN' Ckrystall – Orgasmatron - sei que não é muito popular por aqui este francês, mas pessoalmente sou um enorme admirador da obra dele, gosto da junção da electrónica minimalista e da dose tripla de loucura.

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Dave Gahan & Soulsavers – Imposter - Gosto mais dele nos Depeche Mode, mas tem algumas interpretações interessantes de temas de outros autores. É um álbum inteiramente de Covers.

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Nick Cave & Warren Ellis – Carnage - Já tinha aqui sido indicados pelos amigos Fantasma e TD 124, de facto é um dos melhores discos deste ano de 2021. E essencial em qualquer discografia. Ontem rodou e bem duas vezes de cada lado sempre com enorme atenção e prazer.

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Nick Cave, Nicholas Lens – L.I.T.A.N.I.E.S - O amigo Nick Cave entrou cá em casa neste Natal duas vezes e não foi preciso vestir-se de Pai Natal para o efeito. Ando faz algum tempo à procura deste disco no mercado nacional e não tem sido fácil, para evitar pagar portes. Desta feita encontrei-o na FNAC e veio logo para casa. Esta é uma obra diferente, uma espécie de opera trágico-moderna a que devemos dar atenção e abstração para conseguirmos entrar na obra. Eu pessoalmente gostei muito e deixo aqui uma introdução À obra, esperando uma vossa critica à mesma.

"Há várias coisas que o compositor belga Nicholas Lens e o cantor e compositor australiano Nick Cave têm em comum, mas a principal delas é que nenhum dos dois gosta de perder tempo. Logo no início da pandemia COVID-19, ambos perceberam que os seus planos para 2020 provavelmente seriam fortemente interrompidos. Lens ficou consternado ao ver as apresentações das suas óperas canceladas até ao ano seguinte, da mesma forma que Cave viu uma extensa digressão pela América do Norte e pela Europa com a sua banda The Bad Seeds adiada até 2021.

Lens, que surpreendeu o público internacional em 2012 com a sua ópera “Slow Man”, escrita com o prémio Nobel de Literatura, o romancista J.M. Coetzee, não estava habituado à sensação de ter tanto tempo livre. Começou a explorar a sua cidade natal, Bruxelas, de bicicleta; as ruas excecionalmente desertas e o ar recém-limpo lembraram-lhe de outro lugar. A sensação de paz transportou-o a uma visita profundamente comovente que fizera a Yamanouchi, Kamakura – um bairro verdejante na encosta de Kanagawa, no Japão – local dos templos Rinzai Zen mais antigos e valiosos do mundo.

Lens diz: «A ideia inicial de ‘L.I.T.A.N.I.E.S’ nasceu no silêncio natural que surge da floresta chuvosa e de um verde intenso que circunda esses templos do século XIII. E porque a minha memória funciona em frases musicais, escrever ‘L.I.T.A.N.I.E.S’ tornou-se também no meu método de lembrar a paz que encontrei ao visitar o Japão.»

Ao precisar de um libretista para escrever as palavras para a sua música, Lens contactou Nick Cave. Os dois já tinham trabalhado juntos na ópera ‘Shell Shock’, em 2014, sobre os horrores da guerra. Lens relembra: «Queria trabalhar com alguém que fosse novo no campo da ópera; alguém que era mais verossímil e autêntico na maneira como usava as palavras. Nick era obviamente essa pessoa.»

Cave retoma a história: «O Nicholas ligou-me durante o confinamento e perguntou-me se eu escreveria ‘12 litanias’. Concordei alegremente. A primeira coisa que fiz depois de desligar o telefone foi pesquisar ‘O que é uma litania?’. Aprendi que uma litania era ‘uma série de petições religiosas’ e percebi que escrevi litanias durante toda a minha vida.»

Cave escreveu 12 peças líricas que abordavam o nascimento, o crescimento, as ruturas e o eventual renascimento de um ser humano e que eram «petições a um criador divino exigindo algum tipo de reconhecimento cósmico». Para Lens, o termo sugere «uma forma pura de poesia … uma forma lírica de minimalismo que pode levar a um estado de transe», e reconhece que os dois artistas têm ideias totalmente diferentes sobre o que ‘L.I.T.A.N.I.E.S’ significa.

Lens alerta as pessoas para não pensarem na obra finalizada, que será lançada em formato digital, CD e vinil no dia 4 de dezembro de 2020 pela Deutsche Grammophon, como sendo uma ópera tradicional encenada com personagens bem definidas e um claro arco narrativo: «Iria odiar irritar os puristas da ópera! Talvez pensem nisto mais como uma humilde ópera de câmara de sonhos adormecidos, uma viagem de transe que não quer parar por uma hora, um passeio misterioso que leva o ouvinte por caminhos desconhecidos…»

A gravação foi basicamente um caso Faça-Você-Mesmo e o “humilde” ensemble de câmara envolvido era composto principalmente por pessoas que simplesmente estavam perto de Lens durante o confinamento. Entre o grupo de 11 elementos que gravou “L.I.T.A.N.I.E.S” estava a sua filha artista Clara-Lane, que se viu presa em Bruxelas devido à proibição de viajar. Em circunstâncias normais ela não teria interesse em gravar música, mas aqui ela viu-se a tocar teclados, a ajudar na produção e até a cantar em alguns dos temas. Por causa das regras de distanciamento social, cada um dos músicos teve que entrar e gravar a sua parte separadamente, mas a obra finalizada, bela e comovente, revela um grupo unido a trabalhar com um propósito singular. Os estúdios estavam completamente fechados, por isso, Lens organizou as sessões de gravação na sua própria casa, e ele sente que um pouco da atmosfera da «cidade morta e assustadora com o seu ambiente estranho» permeou esta gravação especial.

Lens ri: «No final, tudo foi gravado num só quarto, por isso isto é literalmente música de câmara!»
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