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 A rodar XLVII

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyDom Maio 23 2021, 17:53

José Miguel escreveu:

...Leio, não é a primeira vez que leio, as suas palavras e não as entendo, desde logo por não compreender as suas referências. ...

...A frase que o Paulo escreveu e que eu deixei sublinhada, assim e sem mais (sem outro contexto, entenda por favor), para mim encerra um erro e talvez seja isso que nos separa na compreensão e/ou abertura (gosto!?!) ao que se vai fazendo hoje em Londres, Chicago, Los Angeles, Nova Iorque, etc.

O Jazz nasceu como Música espiritual ou não fosse ele "filho" dos Blues e do Gospel(1). O que o Jazz tem de especial e o torna diferente da Música que lhe deu origem é a maior abertura ao improviso e isto desde o nascimento. É como uma nova língua dentro da grande Linguagem que é a Música.

...O Paulo usa muitas vezes a palavra alteridade, palavra da qual gosto muito. Alteridade é isto mesmo, é a consciência do Eu com o Outro, coisa que vejo muito presente em cada álbum desta nova geração(2) e se não o vê/ouve em The Rich Are Only Defeated When Running for Their Lives de Anthony Joseph, as referências que temos de Jazz serão mesmo diferentes.

O Jazz, a par do Rock são os unicos estilos de musica que trago comigo desde a adolescência ... resultado dos concertos gratuitos no Seixal e nos jardins da Fundação Gulbenkian dos anos 80! È o unico estilo de musica, a par da Barroca, que me tocou suficientemente para que tenha lido muita literartura sobre ela e mesmo vàrias biografias de musicos. Dito isto, a minha intervenção não tinha como objectivo de te contradizer ném de te endoutrinar, ou a qualquer outra pessoa, mas de partilhar as minhas opiniões e sentimentos em relação a esta "cena" actual! Este album do Ambrose Akinmusire comprei-o, escutei-o e esgotei-o, sozinho como um grande e partilhei das razões disso com a minha argumentação que pelos vistos não chegou. Não temos de certeza as mesmas referências, ném pelos vistos a mesma visão deste estilo musical, então re-explico-me em relação ao que citei:

1_Ver o Jazz como um estilo derivado do Blues e do Gospel é esqueçer o ragtime, a marcha, a fanfare, a quadrille e a biguine das antilhas francesas, pois o Jazz nasceu na Nova Orleans que foi um territorio françês. O Jazz nasceu como uma musica popular destinada à dança, aos funerais (brass), ao trabalho e a ser tocada no exterior e sò apareçe como um estilo musical complexo e estructurado com o Bebop nos anos 40. O Jazz é então, à nascença, uma musica popular que é "filho" da musica euro-americana e afro-americana e vê-la como tendo nascido com uma base espiritual pareçe-me inexacto ou tendencioso ... aliàs, citei a obra que explica as suas origens e particularidades e que foi a primeira a ser escrita sobre este estilo musical. Aliàs, os subestilos do Jazz que o tornam mais complexo e que apareçem nos anos 30 e 40 (Swing, Big Band, Bebop) pouco ou nada téem de espiritual no sentido sagrado do termo...

2_Se considerar-mos que o Bebop nasceu da frustração dos musicos no interior dos Big Bands que consideravam que esse estilo e maneira de tocar era redutor, demasiado disciplinado e escolar a "alteridade" nasce com este estilo! As pequenas formações do Bop com os seus tempos ultra-rapidos permitem uma maior improvisação e complexidade ritmica e harmonica dos solos e evidenciar a técnica e virtuosidade dos artistas. Passando do plano de grupo (Big Band) para o plano individual (Bebop) o Jazz açentua a "alteridade" dos artistas e por isso citei essa qualidade que vai acompanhar o Jazz até hoje... por isso falei de "alteridade"!...

Aqui estão as razões que justificam as minhas afirmações, quanto ao resto nada tenho a acrescentar  Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyDom Maio 23 2021, 20:14

TD124 escreveu:

O Jazz, a par do Rock são os unicos estilos de musica que trago comigo desde a adolescência ... resultado dos concertos gratuitos no Seixal e nos jardins da Fundação Gulbenkian dos anos 80! È o unico estilo de musica, a par da Barroca, que me tocou suficientemente para que tenha lido muita literartura sobre ela e mesmo vàrias biografias de musicos. Dito isto, a minha intervenção não tinha como objectivo de te contradizer ném de te endoutrinar, ou a qualquer outra pessoa, mas de partilhar as minhas opiniões e sentimentos em relação a esta "cena" actual! Este album do Ambrose Akinmusire comprei-o, escutei-o e esgotei-o, sozinho como um grande e partilhei das razões disso com a minha argumentação que pelos vistos não chegou. Não temos de certeza as mesmas referências, ném pelos vistos a mesma visão deste estilo musical, então re-explico-me em relação ao que citei:

1_Ver o Jazz como um estilo derivado do Blues e do Gospel é esqueçer o ragtime, a marcha, a fanfare, a quadrille e a biguine das antilhas francesas, pois o Jazz nasceu na Nova Orleans que foi um territorio françês. O Jazz nasceu como uma musica popular destinada à dança, aos funerais (brass), ao trabalho e a ser tocada no exterior e sò apareçe como um estilo musical complexo e estructurado com o Bebop nos anos 40. O Jazz é então, à nascença, uma musica popular que é "filho" da musica euro-americana e afro-americana e vê-la como tendo nascido com uma base espiritual pareçe-me inexacto ou tendencioso ... aliàs, citei a obra que explica as suas origens e particularidades e que foi a primeira a ser escrita sobre este estilo musical. Aliàs, os subestilos do Jazz que o tornam mais complexo e que apareçem nos anos 30 e 40 (Swing, Big Band, Bebop) pouco ou nada téem de espiritual no sentido sagrado do termo...

2_Se considerar-mos que o Bebop nasceu da frustração dos musicos no interior dos Big Bands que consideravam que esse estilo e maneira de tocar era redutor, demasiado disciplinado e escolar a "alteridade" nasce com este estilo! As pequenas formações do Bop com os seus tempos ultra-rapidos permitem uma maior improvisação e complexidade ritmica e harmonica dos solos e evidenciar a técnica e virtuosidade dos artistas. Passando do plano de grupo (Big Band) para o plano individual (Bebop) o Jazz açentua a "alteridade" dos artistas e por isso citei essa qualidade que vai acompanhar o Jazz até hoje... por isso falei de "alteridade"!...

Aqui estão as razões que justificam as minhas afirmações, quanto ao resto nada tenho a acrescentar  Wink

Paulo, quero começar por me dedicar à frase que sublinhei, pois não quero deixar dúvidas no ar. Eu respondi à sua mensagem como curioso pela Música que sou e não para forçar uma qualquer troca de argumentos. Eu leio e aprendo com o que escreve, descobri estilos, bandas e álbuns pelas trocas que fazemos e nunca deixei de partilhar a minha opinião honesta, mesmo que esta não vá ao encontro do que pensa. Wink
Falar sobre Música é como falar sobre equipamentos, estou aqui para aprender e agradeço que partilhe muito e o mais profundamente possível o que escuta/descobre.


O resto da mensagem continua a levantar-me sérias dúvidas, desde logo o ponto 1. Eu citei dois géneros de Música como origem do Jazz, mas sei bem de todos esses outros que refere. É por saber deles e por saber o que eles significam enquanto parte de uma cultura, que me dei à liberdade de poupar em palavras - não o devia ter feito. Repare bem no que escreve no ponto 1., eu nem preciso acrescentar nada para afirmar como parte integral e fundacional do Jazz a espiritualidade.

Não sei se vemos espiritualidade da mesma forma, eu não a confundo com religiosidade, para mim é algo mais basto. Se há cidade com profundas raízes espirituais e de grande diversidade é Nova Orleães. O Jazz é fruto dessa espiritualidade plural e popular, é fruto de uma mundividência que pedia novas formas de expressão a toda a hora.

Ao lado de tudo isto, bem colado e dificilmente separável, está a intervenção popular e social, o lado político do Jazz não precisa de manifestos, está no sangue e nas ruas, está nas raízes.


Quando vejo estas novas "cenas", que cada vez mais vejo como pontas de um mesmo novelo, vejo algo que me leva a pensar nas raízes do Jazz, vejo a acontecer hoje que sinto ao escutar álbuns dos anos 50, 60, 70, 80, ... quem toca e tem algo para dizer (não sei se recorda, mas já aqui disse que em Portugal sinto o Jazz adormecido por falta do que dizer) serve-se das ferramentas expressivas que existem. Ouvir Kamasi Washington ou Makaya McCraven não é simplesmente ouvir uma reprodução atrasada de Coltrane e afins, é ouvir como as raízes do Jazz cresceram até ao Século XXI! Com Kamasi Washington temos uma abertura mais espiritual, mas não esquecemos o carácter popular, cultural e até interventivo. Escute-se Kendrick Lamar e To Pimp a Butterfly, depois o The Epic... Não está lá a assinatura, o que dizer, a mensagem muito para lá de Coltrane?
Com Makaya McCraven o Jazz não volta ao registo dança? Aqueles beats de bateria não são apenas mais de uma língua Jazz, é a língua actualizada, mas a mesma língua cujas raízes contêm os mesmos códigos.

O ponto 2., a alteridade, creio que chegamos ao mesmo ponto, ainda que depois de fazermos caminhos diferentes. Wink


Paulo, não compreenda esta mensagem como afronta, antes como conversa sobre o tema que verdadeiramente me traz ao áudio. Aprender é um gosto e ao falar sobre Música acabo a compreender melhor a Música que escuto. Smile
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptySeg Maio 24 2021, 10:31

José Miguel escreveu:

...Quando vejo estas novas "cenas", que cada vez mais vejo como pontas de um mesmo novelo, vejo algo que me leva a pensar nas raízes do Jazz, vejo a acontecer hoje que sinto ao escutar álbuns dos anos 50, 60, 70, 80, ... quem toca e tem algo para dizer (não sei se recorda, mas já aqui disse que em Portugal sinto o Jazz adormecido por falta do que dizer) serve-se das ferramentas expressivas que existem. Ouvir Kamasi Washington ou Makaya McCraven não é simplesmente ouvir uma reprodução atrasada de Coltrane e afins, é ouvir como as raízes do Jazz cresceram até ao Século XXI!...

No que diz respeito à visão seminal do Jazz, aconselho-te de ler obras como a que citei que tém o mérito de ser alternadamente uma visão de historiador e de musicologo. Se continuares a sentir que a espiritualidade, rebelião e a intervenção politica são valores seminais do Jazz ... ficaràs confortado na tua ideia e ao mesmo tempo vais aprender muito sobre este estilo de musica, pois é verdadeiramente um testamento!...

Quanto ao ponto que puz em negrito, creio que é aqui que o nosso ponto de vista diverge totalmente e jà expliquei algumas das razões. Num ponto de vista estreito e polarizante sobre o Jazz até poderia estar de acordo contigo, mas eu escutei e ainda escuto vàrios subestilos de Jazz e essa afirmação torna-se valida num dominio, mas não na globalidade! O que dizes deve ser vàlido para as tuas referências, não para as minhas! Que relação, mesmo de continuidade, pode existir entre Coltrane, Coleman ou Ayler que fundaram uma linguagem propria e o Kamasi Washington que utilisa essa linguagem? A espiritualidade ou a messagem politica?... Qual o lugar então no Jazz para o Evans, Haden, LaFaro ou todos os outros musicos que expressaram sentimentos que não se enquadram totalmente nesse saco? Qual a espiritualidade e mensagem politica do Monk na sua musica?...

O Jazz como expressão exclusiva da "negridão" é uma visão polarizante! Posso compreender que seja um ponto que te toca e que prefiras abordar esse estilo sob esse prisma, mas ele é redutor. O Jazz, como qualquer forma complexa de musica pode exprimir todas as sensações humanas, mesmo as indiziveis, e toca a todas as culturas, como a musica clàssica ... que a primeira tenha sido criada por afro-americanos e a segunda por europeus é uma realidade historica, mas hoje, elas são universais. A diferença entre o simbolo e o cliché pode pareçer ténue ora que portanto é muito grande. O Mehldau, o Rea, o Hamasyan, o Andersen e etc, etc ... produzém Jazz de altissima qualidade que não exprime ném a negridão, ném uma espiritualidade mestiça, eles exprimem algo de universal ... como na sua época fizeram os Davis, Monk ou Tatum! Ao contrario essa "nova cena" utilisa essa linguagem para afirmar valores etnico-sociais abertamente, esqueçendo que a sugestão é uma arma mais potente do que a afirmação! A musica, como qualquer forma de arte não depende simplesmente da sua mensagem, mas da maneira como a diz e é aqui que não estamos de acordo!...

Mas, vamos ficar por aqui, cada um na sua e a partilhar as nossas obras preferidas ... é isso o principal  cheers
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptySeg Maio 24 2021, 11:23

TD124 escreveu:

(...)
Mas, vamos ficar por aqui, cada um na sua e a partilhar as nossas obras preferidas ... é isso o principal  cheers

Esta é frase, ideia, princípio que não esperava ver... com cada um na sua, talvez fiquemos todos um pouco mais longe de compreender melhor a Música.


Para não me alongar muito, convido-o a reler as minhas palavras desde o princípio e convido-o a ler a sua frase que sublinhei em primeiro lugar. O que eu disse está claro, ver o Jazz como expressão espiritual e/ou política não significa "esquecer" (o termo é seu) nada, pelo contrário. Eu tentei explicar que faz parte do ADN do Jazz, está na História da Cultura e da Música.


O resto, como tive o cuidado de deixar sempre claro, vejo o Jazz como Língua e a Música (geral) como Linguagem. Os Músicos de hoje utilizam a mesma Língua que os primeiros, os que iniciaram faz 100 anos ou os que tocaram nas décadas posteriores, contudo essa Língua (como o Português, o Francês, o Inglês, ...) foi sendo actualizada. Nunca afirmei que essa Língua se fechava na comunicação de valores negros, espirituais ou políticos, disse e repito que a Língua Jazz tem na sua raiz essa e outras possibilidades - comunicar o amor, a felicidade, a tristeza, a mundividência física e material, a metafísica e imaterial, as crenças sociais e políticas, etc. Eu não escolhi colocar Blues e Gospel por acaso, mas percebi que deveria ter escrito todos os géneros que acabam por encerrar o mesmo.

Pelo que venho de dizer, compreendo que se coloque o Jazz, a Clássica, o Rock, e todos os restantes géneros de Música como Línguas, com semânticas e sintaxes próprias, que permitem (cada uma à sua maneira) comunicar o mundo que o Músico/Compositor/Instrumentista experimenta. Cada Língua tem as suas qualidades e fragilidades, os seus limites, tem as suas raízes culturais e históricas, mas todas permitem comunicar - compreendo que prefira a comunicação por "sugestão" em vez de "afirmação", por isso compreendo e respeito que se prefiram autores face a outros.

A leitura e troca de mensagens aqui, sobre Música, permite enquadramento das obras e potencia a compreensão das mesmas. Voltando à frase que deixei citada, espero que continue a partilhar os seus pensamentos e sensações sobre as obras que escuta, da minha parte conte com maior moderação. Longe de mim querer que a troca de palavras possa gerar afastamento da Música, tinha a ideia contrária.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptySeg Maio 24 2021, 14:47

José Miguel escreveu:
TD124 escreveu:

(...)
Mas, vamos ficar por aqui, cada um na sua e a partilhar as nossas obras preferidas ... é isso o principal  cheers

Esta é frase, ideia, princípio que não esperava ver... com cada um na sua, talvez fiquemos todos um pouco mais longe de compreender melhor a Música....

José, esta pequena expressão significa siùmplesmente que não te quero "evangelizar" e que não estou em disposições para ser "evangelizado" pois temos ideias opostas e bem ancoradas em relação ao tema! A questão de fundo é que critiquei um album meu, pertencente a um movimento do qual gostas e isso desagradou-te. Continuar esta conversa é buscar o despiste pois estamos a falar de "gosto", não sou critico musical ném um musicologo, ném sequer colecionador, então ... o meu ponto de vista tém as limitações do melomano. Pareçe-me mais interessante de continuar(mos) a ser curiosos das musicas de uns e dos outros do que tentar defender a sua sardinha. Saber começar e acabar uma discussão é tão importante quanto o que se passa no meio, tal era o miolo dessa pequena expressão  Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptySeg Maio 24 2021, 19:52

Está a saber tão bem ouvir este vinil.

A rodar XLVII - Página 16 R-1731601-1529667533-3062.jpeg

Cocteau Twins no seu melhor criam ambientes magnéticos, que nos fazem quase levitar. Quando oiço este disco parece que perco 20 quilos, lol!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Maio 25 2021, 11:49

Alexandre Vieira escreveu:

A rodar XLVII - Página 16 R-1731601-1529667533-3062.jpeg

Cocteau Twins no seu melhor criam ambientes magnéticos, que nos fazem quase levitar. Quando oiço este disco parece que perco 20 quilos ...

Portanto, Cocteau Twins não é o prato mais leve que seja nmho ... mas reconheço que é boa gordura  Laughing

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Maio 25 2021, 19:54

Alexandre Vieira escreveu:
A rodar XLVII - Página 16 R-1731601-1529667533-3062.jpeg
(...) Quando oiço este disco parece que perco 20 quilos.

Em ti, esse efeito secundário está envolto em perigosidade, porquanto, actualmente, o teu peso são 52 kg. Laughing

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Maio 25 2021, 22:37

Ideólogo resistente que abraçou causas, José Mário Branco, nasceu na cidade Invicta a 25 de Maio de 1942.  «Resistir é vencer», álbum de canções dedicado aos resistentes timorenses na opositora luta de 25 anos ao exército timorense. Das dezasseis faixas, destaco «Eram mais de cem» e «Do que um homem é capaz».
A rodar XLVII - Página 16 R-3590265-1444089673-2156.jpeg
(EMI, 7243 5 78846 2 4)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQui Maio 27 2021, 22:00

A rodar XLVII - Página 16 R-5672627-1466695441-5921.jpeg

Cash tem uma força interior que se projecta na interpretação dos seus temas. Um homem bom e genial que nos deixou um enorme legado não só na música mas também na atitude que sempre demonstrou com os outros. Ele importava-se!

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQui Maio 27 2021, 22:22

Alexandre Vieira escreveu:
Cash (...). Um homem bom e genial que nos deixou um enorme legado não só na música mas também na atitude que sempre demonstrou com os outros. Ele importava-se!

Sem dúvida!
Expressivas palavras de quem foi Johnny, um diferenciável e singular solitary man.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 01 2021, 17:18

De pequenino se torce o pepino  bounce
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 01 2021, 17:21

anibalpmm escreveu:
De pequenino se torce o pepino  bounce
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Diria mais, de pequenino se bate o pezinho! Smile

Ele parece estar a contrair o pé, a sua forma de o "bater" e dizer que gosta. Wink

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 01 2021, 20:52

anibalpmm escreveu:
De pequenino se torce o pepino  bounce
A rodar XLVII - Página 16 D52f8d10

Estou a ver que o "pequenino" não estraga acústica. Esses momentos de partilha são tão bons... A rodar XLVII - Página 16 754215
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQua Jun 02 2021, 18:57

A rodar XLVII - Página 16 R-15387108-1615045632-6314.jpeg

Hoje fui à AudioTeam para comprar cabos lol! , aproveitei para comprar este disco que rodava por lá. Foi amor à primeira audição. E por outro lado fiquei muito impressionado com o sistema de entrada da Rega. Para quem quer ouvir música com qualidade muito aceitável, é um sistema muito justo e impressionante.

O Disco é uma reedição da Analogue Produtions que tem um som muito harmónico.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQua Jun 02 2021, 19:04

Alexandre Vieira escreveu:
A rodar XLVII - Página 16 R-15387108-1615045632-6314.jpeg

Hoje fui à AudioTeam para comprar cabos lol! , aproveitei para comprar este disco que rodava por lá. Foi amor à primeira audição. E por outro lado fiquei muito impressionado com o sistema de entrada da Rega. Para quem quer ouvir música com qualidade muito aceitável, é um sistema muito justo e impressionante.

O Disco é uma reedição da Analogue Produtions que tem um som muito harmónico.

A interpretação de Tennesseee é interessantemente parecida com Cash.Talvez com menos emoção mas maior competência vocal.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQui Jun 03 2021, 15:42

Hoje já rodou o fantástico Mirrorball da Sarah McLachlan
A rodar XLVII - Página 16 Img_1510

E em formato digital, algo alemão.... Henrik Freischlader
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQui Jun 03 2021, 22:26

Mais um 401! cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyDom Jun 06 2021, 11:37

Belas coisas andam por aqui, belos gestos também pois, escutar musica com um filhote é dar-lhe uma abertura suplementar sobre o mundo, e sobre si mesmo! Hoje neste dia quente mas coberto a musica da Liz Harris aka Grouper vém a calhar e encaixa como uma luva. Seria complicado de descrever em poucas linhas o seu estilo ... mas seria algo entre a folk e a electronica polvilhado de contemporanea e de um lirismo à la Monteverdi! Esta musica que é alternadamente realista e abstrata deixa consoante o auditor ou um sentimento de lenta melancolia ou uma plenitude, estou no ultimo caso. Este album, nmho um dos melhores dela é um perfeito exemplo da profundura da sua linguagem singular. Ajudado por uma gravação aonde a parte acustica é clara e a electronica particularmente desfocada, nasce deste disco um sentimento de sonho acordado que é um convite às reminiscências, à viagem interior. Lenta mas aérea, surealista mas orgânica esta obra descreve paisagens interiores complexas e inacabadas, ela procura nas sensações fugazes de ontém os alicerces de amanhã. Um disco aparentemente simples que acorda sentimentos complexos e liga o real ao irreal, o que em si jà é uma proeza!...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptySeg Jun 07 2021, 00:20

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 08 2021, 12:54

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 08 2021, 22:41

Com letras de Alberto Caeiro, Alexandre O´Neill, Ary dos Santos, Bocage e Sophia de Mello Breyner Andresen, reveladoras da vivência portuguesa antes da Revolução, «Mestre» é um álbum de Petrus Castrus, no qual Júlio Pereira assumiu os solos de viola e baixo. Gravado em França e editado em 1973, o registo merece atenta audição.
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(World Music Records, PR.2021015WM)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyQui Jun 10 2021, 13:32

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Daqueles discos que quando tocam por aqui tocam de A a Z. É um espécie de ópera esotérica (como eles a qualificam) cheia de referências musicais cinematográficas e outras musicais, alguns arranjos fazem lembrar The Who em Tommy, outros The Doors, e até Radiohead. Muito mal recebido pela crítica (um dia destes vai para os bestas) este disco foi completamente desacreditado, e na verdade é uma daquelas obras que inegavelmente tem qualidade, originalidade e na minha opinião bastante gosto na "decoração" dos temas.

Vale a pena dar-lhe uma hipótese! A rodar XLVII - Página 16 22692

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyDom Jun 13 2021, 18:26

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A ouvir o disco num aparelho da época o Telefunken, com uma célula da época e com amplificador da época

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 15 2021, 09:44

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Fiquei estupefacto com a qualidade da gravação e da edição (1962). Melhor que muitos discos audiofilos produzidos actualmente.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptyTer Jun 15 2021, 20:32

Interessante apontamento de escuta de Alexandre Vieira, referente ao LP de José Afonso, mediante célula de leitura e amplificador do mesmo período temporal.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 16 EmptySeg Jun 21 2021, 20:09

Sol e calor são personagens do Verão. No primeiro dia do resto desta estação, o Sol pouco se deixou ver. Quando observamos a luminosidade desta estrela depois de passar a atmosfera da Terra, apreciamos a tonalidade amarelada. Porém, esta coloração em nada corresponde à realidade, porquanto a matriz da sua cor de origem é esverdeada.

Celebro o início do Verão, mediante a audição da obra «Le Quattro Stagioni», do veneziano Antonio Vivaldi, interpretado pelo grupo  Sonatori de La Gioiosa Marca.
A rodar XLVII - Página 16 Quattro_stagioni
(Divox Antiqua, CDX-79404-F)

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