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 A rodar XLVII

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 01:08

Depois dum lanche ajantarado bem regado
A rodar XLVII - Página 7 993c4810

Nada como um disco genial e revolucionário para a época
A rodar XLVII - Página 7 5a08fe10

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 13:31

José Miguel escreveu:
... Eu gosto do espontâneo, o excesso de ponderação no acto de escrita mata as palavras, torna-as vazias de significado e referência, pois dizem menos de nós. ... O álbum segue um caminho, é um alerta... "What are you going to do if they don't believe you?" é a pergunta que se eleva em Red Queen, logo depois "By working the soil we cultivate the sky", uma ideia bem elaborada em Broccoli...

Alexandre Vieira escreveu:
... Gosto muito de Coil embora não seja um fanático pela obra deles, mas quando se está em uma de ouvir Coil pára o mundo!...

Concordo com a apreciação sobre a espontaneidade, é por isso que não gosto dela pois ela é a pedra bruta maçonica, o fundo que existe antes da forma, a matéria prima ... a minha espontaneidade foi de recusar essa palavra bruta! Também não sou um fanatico de Coil ... conheci-os nos anos 80 pelo album "Horse Rotorvator" e depois tem sido um ciclo de atração repulsão até agora. O album que apresentei conheci-o durante a sua saida hà vinte anos atràs e não tinha gostado ... nada mesmo, voltei a escutà-lo pois foi reeditado recentemente e ao contràrio levei duas bofetadas. De um lado houve hà vinte anos uma repulsão espontânea e hoje uma atração intelectual ... qual é a mais verdadeira pouco me interessa mas serve de introdução à arte dos Coil. Este grupo inclassàvel pelo estilo, também o é pela atitude extrema que alterna violência e melancolia, espontaneidade e intelectualidade ... mesmo na vida. A morte do Jhonn Balance em 2004 foi um choque para os adeptos deste grupo cultissimo ... era o fim de um mestre, dum guia, dum guru que lhes permitia de viver experiências musicais unicas, iconoclastas, diferentes. Uma das pessoas que se sentiu orfão foi o Stéphane Grégoire, fundador da editora Ici d'ailleurs e rapidamente um projecto germina no seu espirito. Ele escolhe uma série de faixas na densa discografia dos Coil e comunica-as aos musicos da sua editora e pede-lhes de re-intrepretar cada uma dessas faixas à sua maneira ... o objectivo era de transpor esse universo musical hermético num outro mais acessivel e melhor compreendido pela maioria. Como ele dirà mais tarde "o objectivo era de homenagear a musica dos Coil pelo fundo e não pela forma...". Assim nasceu este album aonde vàrios musicos como Yann Tiersen, Matt Elliott, Yaël Naïm, Sylvain Chauveau, DAAU, Christine Ott, Chapelier Fou e Bonnie Prince Billy interpretam canções dos Coil! Os musicos nunca se viram no estudio e trabalharam uns com os outros à distância durante quatro anos, hà pouca espontaneidade aqui pois tudo é pensado e milimetrico ... ao ponto, o que é rarissimo, que o Peter Christopherson em làgrimas abençoou o resultado final e deu o seu acordo ao album. Um profundo respeito percorre este album limpido aonde em permanência se sente a vontade de escapar às armadilhas do exercicio; adoptar sém desnaturar, recriar sém trair, homenagear sém copiar. È neste ultimo ponto que este disco se torna imenso e é de certeza a razão das làgrimas do Peter Christopherson quando o ouviu ... tudo é Coil aqui e nada é puro Coil, a parte humana ficou mas o universo musical desapareceu! E de repente, a musica deste grupo irreverente e provocador apareçe sensivel e delicada ... as fases solares e lunares do grupo dao lugar a um intenso sol negro, incadescente e frio, aéreo e palpàvel ... uma experiência quase mistica ao qual vos convido, não é Coil é verdade mas é o elo que faltava para que a lua e o sol se reunam, os fanàticos do grupo vão compreender e apreciar o que venho de escrever...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 13:40

anibalpmm escreveu:
Depois dum lanche ajantarado bem regado
...
Nada como um disco genial e revolucionário para a época ...

Subscrevo as duas dominicais escolhas Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 16:01

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... Eu gosto do espontâneo, o excesso de ponderação no acto de escrita mata as palavras, torna-as vazias de significado e referência, pois dizem menos de nós. ... O álbum segue um caminho, é um alerta... "What are you going to do if they don't believe you?" é a pergunta que se eleva em Red Queen, logo depois "By working the soil we cultivate the sky", uma ideia bem elaborada em Broccoli...

Alexandre Vieira escreveu:
... Gosto muito de Coil embora não seja um fanático pela obra deles, mas quando se está em uma de ouvir Coil pára o mundo!...

[justify]Concordo com a apreciação sobre a espontaneidade, é por isso que não gosto dela pois ela é a pedra bruta maçonica, o fundo que existe antes da forma, a matéria prima ... a minha espontaneidade foi de recusar essa palavra bruta! Também não sou um fanatico de Coil ...
(...)
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De Coil eu só me recordo bem de um álbum, o The Ape of Naples. Confesso que ao escutar Musick to Play in the Dark fui logo transportado para o mundo de outras bandas, Pink Floyd e a faixa Echoes são uma das referências, mas a maior apareceu-me via Tangerine Dream. Depois lá deixei passar estes pensamentos, a banda tornou-se mais personalizada... acabei a gostar de escutar, mais ainda, gostei do que a Música e Letras me fizeram pensar. Há muitas referências que poderiam ser transportadas facilmente para os dias de hoje, para a mesmidade e seguidismo mental que hoje se pratica... a lavagem cerebral já nem precisa ser realizada por meio de métodos elaborados, as pessoas agem sem saber o "como" e o "porquê", mas agem como se o objectivo fosse apenas delas e nem reparam como ao lado está algo igual.

A espontaneidade nas palavras, ditas ou escritas, diz muito de nós, faz falta ao mundo (o Paulo estudou psicanálise, sabe como ler e esconder).

Sigo para casa ao som desse álbum, saí da estação de Campanhã e poucos minutos depois Red Queen volta a aparecer perante mim... esta é uma versão mais polida, mas muito bem conseguida e que traduz bem o que a letra carrega. Não a sinto pensada, creio que Matt Elliott e Yann Tiersen perceberam muito bem com que trabalhavam. Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 18:01

José Miguel escreveu:
... Red Queen volta a aparecer perante mim... esta é uma versão mais polida, mas muito bem conseguida e que traduz bem o que a letra carrega. Não a sinto pensada, creio que Matt Elliott e Yann Tiersen perceberam muito bem com que trabalhavam. Wink

Eu escrevi que todos os artistas tentaram escapar à armadilha da homenagem, que é de acabar por fazer um puro cover! Pensar não exclui sentir ném respeitar, bem ao contràrio e neste album sente-se que hà uma vontade de descascar a peça original, levà-la para outro lado e finalmente de respeitar sempre o fundo mas não a forma ... eu chamo a isto actos pensados, reflectidos Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 19:08

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... Red Queen volta a aparecer perante mim... esta é uma versão mais polida, mas muito bem conseguida e que traduz bem o que a letra carrega. Não a sinto pensada, creio que Matt Elliott e Yann Tiersen perceberam muito bem com que trabalhavam. Wink

Eu escrevi que todos os artistas tentaram escapar à armadilha da homenagem, que é de acabar por fazer um puro cover! Pensar não exclui sentir ném respeitar, bem ao contràrio e neste album sente-se que hà uma vontade de descascar a peça original, levà-la para outro lado e finalmente de respeitar sempre o fundo mas não a forma ... eu chamo a isto actos pensados, reflectidos Wink

É o que faz ler no comboio... Embarassed Fiquei preso na frase em que diz que há pouca espontaneidade e que tudo é milimétrico, levei para outro sentido. Concordo que há um respeito pela obra como algo "conceptual", o tal fundo que refere. A forma que se altera não deixou de expressar o "conceito" e sim, tornou-o mais leve e capaz de chegar a mais pessoas.

A paleta de cores mudou, não deixa de apresentar tonalidades que nos assaltam o espírito, mas já não nos deixam tão próximos da penumbra.


Em relação ao termo "espontaneidade", eu não penso como falta e curiosamente pelo mesmo motivo que o Paulo apresenta (a tal capacidade de pensar): é porque os Músicos sentiam e percebiam a obra que foram capazes de gerar a nova face dela com espontaneidade, naturalidade. Eu não tenho a espontaneidade como acto irreflectido, antes como acto natural e pessoal. A faixa Ostia, bem carregada de referência a morte e combate político (há várias referências assim nos Coil... aqui com Pasolini), tendo a ligeireza aparente, o constante vibrato na voz de Bonnie Prince Billy carrega-nos para o lugar...


Ainda passo a gostar de Coil... Smile

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 14 2020, 20:14

José Miguel escreveu:
... A paleta de cores mudou, não deixa de apresentar tonalidades que nos assaltam o espírito, mas já não nos deixam tão próximos da penumbra.
...
A faixa Ostia, bem carregada de referência a morte e combate político (há várias referências assim nos Coil... aqui com Pasolini), tendo a ligeireza aparente, o constante vibrato na voz de Bonnie Prince Billy carrega-nos para o lugar...

Ainda passo a gostar de Coil... Smile

Pessoalmente não posso dizer que gosto de Coil ... hà uma semana atràs diria que gostava de quatro albums, hoje diria cinco! No entanto admiro muito o rumo tomado pelo grupo, a experimentação, a irreverência, a coragem intelectual ... é o Pink Triangle do rock/electronica! O impacto da escuta neste sabado desse album do grupo permitiu-me de escutar hoje o This Immortal Coil de uma maneira mais profunda, mais "consciente" talvez! Gostei da maneira como expressas a atmosfera do album, é isso mesmo o que se passa...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyTer Dez 15 2020, 10:37

O Graham Sutton dos Bark Psychosis é o coprodutor deste album e o engenheiro de som é o mesmo dos ultimos dois albums dos Talk Talk ... dito assim isto cheira a post-rock e pseudo homenagem tardia ora que não é ném um ném outro, é simplesmente o terceiro album dos These New Puritans. Evidentemente que os mais coscuvilheiros vão ver que as delicadas notas de piano da abertura são similares ao album do Mark Hollis, é um puro acaso ou talvez não, pouco importa na realidade pois a catedral na qual vos convido a entrar é estilisticamente diferente das outras supracitadas, e talvez não. Os mais chatos vão me dizer que se sente a obcessão perfectionista e a atmosfera feltrada do Hex, téem razão ... também dirão que a liberdade estilistica do Laughing Stock està presente e serei obrigado de açeitar e os mais radicais (chatissimos), vão clamar que os elegantes e indolentes arranjos nos levam até ao territorio do mistico Spirit of Eden o que não é falso. Contentes de ter recitado as referências subentendidas vão acabar por me dizer, como todos os criticos, que este album pertençe à familia dos supracitados, grande erro, ou talvez não! Bom, venho de vos dizer que este album possui muitos pontos comuns com algumas grandissimas obras do passado então esqueçam isso e concentrem-se nas diferenças ... é aqui que este trabalho monumental e épico vai encontrar o seu lugar e a sua insolente personalidade. Poderia estar no Bestas, deveria estar nas vossas discotecas, jà deveria ser uma das vossas referências hà muito ... mas ainda estão a tempo de entrar no paraiso de Field of Reeds! Esta ultima frase é mais uma analogia com os Talk Talk, simplesmente estes ultimos deram uma visão do paraiso cristão e os TNP do paraiso egipcio, eis uma obra que vai muito mais longe do que a linha que os seus horizontes desenham, uma obra-prima...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyTer Dez 15 2020, 12:54

TD124 escreveu:

(...) Evidentemente que os mais coscuvilheiros vão ver (...)

No que toca a Música eu sou coscuvilheiro, tal como sou para a Literatura, Pintura, Escultura, ... então fui ver e ouvir. Embarassed

Isto aconteceu depois de uma reunião via Zoom e já se sabe como são as reuniões em Portugal... uma treta. Aproveitei para tentar "lavar" os ouvidos, os olhos, a mente. Não vou desdizer o Paulo, as referências do álbum estão bem presentes e são notórias, diria mais do lado dos Talk Talk (bem notórias). O que posso eu dizer mais!?!
Há uma voz Portuguesa, logo na primeira faixa (é o que faz espreitar os créditos), a de Elisa Rodrigues. Esta menina, muito ligada ao Jazz, andou com a banda alguns anos.

Uma das frases da intervenção do Paulo que me deixou curioso foi a que está perto do fim e refere o "paraíso Egípcio". Eu já tinha escutado as três primeiras faixas quando me lembrei da referência e não a entendi. Basculhei a referência e o líder da banda afirma-a... mas de uma forma vaga, pelo menos a que encontrei (dizia algo sobre o "paraíso" ser uma repetição constante do mesmo dia). Pensei: não faz sentido nenhum, a menos que ele tenha lido algo sobre o tema e não quisesse entrar nesse paraíso.
Todas as letras revelam o Homem como um ser de coração pesado, incapaz de passar pelo julgamento da "pena", diria até incapaz de viver num qualquer paraíso. O Homem nasceu na Terra e é nela que vive, é por ela que vive, é para ela que vive.
"You asked if the islands
Would float away
If the stars run through me
Like a river, like the air
I said, "Yes"

La-di-da, la-di-da

I am in the wrong place
So I will go away"

E é assim, quem experimenta o Mundo de forma aberta arrisca-se a ficar às portas dos canaviais. Smile

Gostei do álbum, estou atrasado com algum trabalho e nem sei se me apetece agora voltar a ele... tem que ser, não me sinto no lugar errado, mas tenho que ir. Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyTer Dez 15 2020, 19:05

A tarde foi passada na companhia se Post-Rock, é um tipo de Música que fica bem quer se queira escutar ou ter como pano de fundo. Chegado a esta hora, já noite carregada com o céu pouco estrelado, era Alcest com Souvenirs d'un autre monde que tocava (deixei que o Tidal me fosse guiando), até que chegou o momento de parar tudo... sentar no sofá e escutar algo que me veio à cabeça (as ideias ligam-se de forma estranha).

A rodar XLVII - Página 7 R-726110

Há por aqui muitos que gostam de Nick Drake, mas John Martyn aparece pouco, ou nada. Solid Air é um álbum que comunica com Nick Drake, assim como comunicavam os dois Músicos. Tem uma carga dramática especial, tem a base Folk, mas muito bem acompanhada por camadas de Jazz e Rock. Pormenores de Fender Rhodes ou Saxofone conferem ao álbum profundidade e largura, a voz de Martyn aos 25 anos já lhe permitia cantar sobre a vida, os dias e noites de aventuras e desventuras.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 16 2020, 13:43

TD124 escreveu:
O Graham Sutton dos Bark Psychosis é o coprodutor deste album e o engenheiro de som é o mesmo dos ultimos dois albums dos Talk Talk ... dito assim isto cheira a post-rock e pseudo homenagem tardia ora que não é ném um ném outro, é simplesmente o terceiro album dos These New Puritans. Evidentemente que os mais coscuvilheiros vão ver que as delicadas notas de piano da abertura são similares ao album do Mark Hollis, é um puro acaso ou talvez não, pouco importa na realidade pois a catedral na qual vos convido a entrar é estilisticamente diferente das outras supracitadas, e talvez não. Os mais chatos vão me dizer que se sente a obcessão perfectionista e a atmosfera feltrada do Hex, téem razão ... também dirão que a liberdade estilistica do Laughing Stock està presente e serei obrigado de açeitar e os mais radicais (chatissimos), vão clamar que os elegantes e indolentes arranjos nos levam até ao territorio do mistico Spirit of Eden o que não é falso. Contentes de ter recitado as referências subentendidas vão acabar por me dizer, como todos os criticos, que este album pertençe à familia dos supracitados, grande erro, ou talvez não! Bom, venho de vos dizer que este album possui muitos pontos comuns com algumas grandissimas obras do passado então esqueçam isso e concentrem-se nas diferenças ... é aqui que este trabalho monumental e épico vai encontrar o seu lugar e a sua insolente personalidade. Poderia estar no Bestas, deveria estar nas vossas discotecas, jà deveria ser uma das vossas referências hà muito ... mas ainda estão a tempo de entrar no paraiso de Field of Reeds! Esta ultima frase é mais uma analogia com os Talk Talk, simplesmente estes ultimos deram uma visão do paraiso cristão e os TNP do paraiso egipcio, eis uma obra que vai muito mais longe do que a linha que os seus horizontes desenham, uma obra-prima...
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Grande recomendação!



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Está a ver eu gosto de quase tudo o que tu colocas desde que não seja aquilo que Jazz sabes lol!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 16 2020, 13:44

José Miguel escreveu:
A tarde foi passada na companhia se Post-Rock, é um tipo de Música que fica bem quer se queira escutar ou ter como pano de fundo. Chegado a esta hora, já noite carregada com o céu pouco estrelado, era Alcest com Souvenirs d'un autre monde que tocava (deixei que o Tidal me fosse guiando), até que chegou o momento de parar tudo... sentar no sofá e escutar algo que me veio à cabeça (as ideias ligam-se de forma estranha).

A rodar XLVII - Página 7 R-726110

Há por aqui muitos que gostam de Nick Drake, mas John Martyn aparece pouco, ou nada. Solid Air é um álbum que comunica com Nick Drake, assim como comunicavam os dois Músicos. Tem uma carga dramática especial, tem a base Folk, mas muito bem acompanhada por camadas de Jazz e Rock. Pormenores de Fender Rhodes ou Saxofone conferem ao álbum profundidade e largura, a voz de Martyn aos 25 anos já lhe permitia cantar sobre a vida, os dias e noites de aventuras e desventuras.

Vou ter que descobrir este disco. A rodar XLVII - Página 7 22692
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 16 2020, 16:39

José Miguel escreveu:
... Uma das frases da intervenção do Paulo que me deixou curioso foi a que está perto do fim e refere o "paraíso Egípcio". Eu já tinha escutado as três primeiras faixas quando me lembrei da referência e não a entendi. Basculhei a referência e o líder da banda afirma-a... mas de uma forma vaga, pelo menos a que encontrei (dizia algo sobre o "paraíso" ser uma repetição constante do mesmo dia)...

Field of Reeds (canavial) é o termo inglês para o "Aaru" que é o paraiso egipcio: Aaru
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 16 2020, 17:25

Um side-project da Siouxsie
A rodar XLVII - Página 7 5949e110


Última edição por anibalpmm em Qua Dez 16 2020, 20:49, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 16 2020, 19:14

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... Uma das frases da intervenção do Paulo que me deixou curioso foi a que está perto do fim e refere o "paraíso Egípcio". Eu já tinha escutado as três primeiras faixas quando me lembrei da referência e não a entendi. Basculhei a referência e o líder da banda afirma-a... mas de uma forma vaga, pelo menos a que encontrei (dizia algo sobre o "paraíso" ser uma repetição constante do mesmo dia)...

Field of Reeds (canavial) é o termo inglês para o "Aaru" que é o paraiso egipcio: Aaru
Depois de ter espreitado, cheguei lá, mas pela escuta do álbum não chegaria... a primeira canção coloca-nos logo no em contra-mão. Smile
(Digo eu!)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 16 2020, 23:00

É aprazível receber postais de Natal! Porém, para quem envia, o conteúdo escrito e a selecção de destinatários pode constitui uma dor de cabeça...

O primeiro postal de Natal surgiu em 1843, pela mão de Sir Heary Cole, fundador do Museu Vitória e Alberto, em Londres. Ilustrado por John Horsley, pintor inglês, mediante uma família celebrando o Natal e oferecendo roupa e comida aos pobres, foi intitulado «Alegria Transbordante».

Actualmente, com o correio electrónico, está em desuso o hábito de enviar um postal manuscrito pelo tradicional serviço de correio.
A rodar XLVII - Página 7 2510838A rodar XLVII - Página 7 61t6BTg1S7L._AC_
(Sony Classical, SX2K 66318)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQui Dez 17 2020, 22:18

A rodar XLVII - Página 7 3af42d1c
Down There - Avey Tare

Álbum do principal vocalista do Animal Colective. É um daqueles discos que reinventa a forma de fazer canções. Acho que não se pode fazer-lhe melhor elogio.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Dez 18 2020, 11:30

Alexandre Vieira escreveu:
A rodar XLVII - Página 7 3af42d1c
Down There -  Avey Tare

Álbum do principal vocalista do Animal Colective. É um daqueles discos que reinventa a forma de fazer canções. Acho que não se pode fazer-lhe melhor elogio.

Tenho que escutar isso 2cclzes

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Dez 18 2020, 17:59

A luz do Sol já se foi, o fim-de-semana anuncia-se mesmo assim. A hora é boa para colocar um disco a rodar, para dar ao pé e deixar a mente vaguear.

A rodar XLVII - Página 7 20201217

Para enquadrar Jimmy Smith posso referir Larry Young, com certeza mais conhecido com o seu magnífico Unity e trabalho em órgão. Este álbum tem um título e capa curiosa, a faixa de abertura tem mesmo o título do álbum, ou seja, Back at the Chicken Shack. A faixa lembra um genérico de banda desenhada, uma malandrice daquelas que não tem por finalidade fazer mal... as notas de órgão além de centrais, apelam a que todos as sigam, para que a ida ao galinheiro seja algo de grupo.
Funciona muito bem, todo o álbum funciona muito bem. Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Dez 18 2020, 18:58

O Jazz tem uma longa tradição, quer enquanto estilo que permite grande liberdade quer como foco de atracção. O álbum que se segue é exemplo das duas faces, Jeff Parker talvez seja mais conhecido pelo trabalho feito com Tortoise, uma banda de Post-Rock. Mais recentemente entregou-se ao Jazz e ao movimento que em Chicago estava (e continua) a florescer.

A rodar XLVII - Página 7 20201218

Suite for Max Brown é Jazz, mas não nega outras referência, até o Post-Rock. Vai para lá destas duas referências, vai ao Funk, ao R&B, ao Hip-Hop, não admira pela companhia.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyDom Dez 20 2020, 11:50

A rodar XLVII - Página 7 R-11500836-1517438869-5687.jpeg
'Cause when love is gone
There's always justice
And when justive is gone
There's always force
And when force is gone,
There's always Mom.
Hi Mom!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyDom Dez 20 2020, 18:48

Alexandre Vieira escreveu:
A rodar XLVII - Página 7 R-11500836-1517438869-5687.jpeg
'Cause when love is gone
There's always justice
And when justive is gone
There's always force
And when force is gone,
There's always Mom.
Hi Mom!

De vez em quando tiras um bom coelho do chapéu ... esse é enorme 2cclzes

A rodar XLVII - Página 7 4019496139
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 21 2020, 18:06

Para relaxar e descansar a cabeça abri uma garrafita de vinho, coisa pouco normal durante a semana de trabalho... ainda me sentia tenso e tem-se falado tanto de pormenores de escuta que resolvi libertar mais tensão com arrumações. Mudei isto e aquilo, mudei um cabo, arrumei melhor os cabos... no final:

A rodar XLVII - Página 7 20201219

Nick Drake e chuva lá fora, que bela parelha. O som!?! Quando o bonsai crescer mais um pouquinho a luz azul vai deixar de aparecer, ou vai notar-se ainda menos. O palco vai ficar mais intimista e real, pois ninguém acredita que uma luz azul estivesse no estúdio.
Agora resta esperar que a Luciana chegue e goste... se elnotar que o som piorou vou ter que arrumar tudo de novo. Smile
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 21 2020, 19:00

Para continuar com Música que cai bem nesta estação do ano, roda:

A rodar XLVII - Página 7 20201220

Primeiro Abattoir Blues, depois logo se vê se o espírito aguenta The Lyre of Orpheus, em princípio sim.

Este duplo álbum está longe de ser lembrado como um dos grandes de Nick Cave, mas eu gosto dele pelo lado conceptual. Cada um dos discos aponta a diferentes sentimentos e estados de espírito, mas não deixa de revelar que é a mesma mente que pensa e sente as duas partes.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 21 2020, 19:09

A rodar XLVII - Página 7 Beethoven-Sinfonias-n-5-e-n-7


Este é um registo incrível do Carlos Kleiber, com a emoção que ele colocava a interpretar as obras de Beethoven, ainda por cima por 5 euros. Recomendo vivamente!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 21 2020, 19:34

José Miguel escreveu:
Para continuar com Música que cai bem nesta estação do ano, roda:

A rodar XLVII - Página 7 20201220

Primeiro Abattoir Blues, depois logo se vê se o espírito aguenta The Lyre of Orpheus, em princípio sim. ...

Não é o meu album preferido desse senhor ... mas como gosto globalmente de tudo o que fez 2cclzes
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyTer Dez 22 2020, 18:17

O dia teve a presença do sol. O Aníbal um destes dias lembrou a existência de um álbum. Há Música que cai bem a qualquer hora. Ao final da tarde já se faz noite. É Inverno. As estações deste ano passaram a correr. Enrolado o tapete de exercício é hora de sentar. Tenho que me voltar a levantar. As velhas máquinas requerem atenção, são caprichosas. O ritual promove o descanso activo. É hora de ócio.

A rodar XLVII - Página 7 20201221
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyTer Dez 22 2020, 20:49

Três de seguida lol!

A rodar XLVII - Página 7 R-5093203-1384287441-1844.jpeg

Grizzly Bear ‎– Shields


A rodar XLVII - Página 7 R-1666121-1426247259-2118.jpeg

Beirut / Realpeople ‎– March Of The Zapotec / Holland


A rodar XLVII - Página 7 R-15306010-1589481345-1521.jpeg

Bonnie "Prince" Billy & The Cairo Gang ‎– The Wonder Show Of The World

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQua Dez 23 2020, 23:50

A rodar XLVII - Página 7 Vela10

Ninguém é capaz de pegar no elemento trevas e colocá-lo na luz para sobressair; o contrário é possível. Permitindo que o pavio de uma vela com alguns anos, dê luminosidade sem se afirmar em demasia, escuto ««Seventh Sojourn», oitavo álbum dos Moody Blues, editado em 1972.  
A rodar XLVII - Página 7 Seventh-sojourn
(Threshold Records, THS 7)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Dez 25 2020, 12:59

Hà pouco tempo escrevi aqui neste espaço que gosto globalmente de tudo o que o Nick Cave fez e é a verdade. Gosto mesmo da mudança de estilo iniciada com o Boatman's Call aonde o rock intenso do inicio transformou-se em algo de mais interiorisado. Nesta época perturbada o artista australiano decidiu de fazer um concerto solo ao piano e sém publico de maneira a revisitar alguns momentos da sua carreira. Este exercicio é ousado e mesmo arriscado pois é algo que pareçe simples ora que na realidade é muito dificil e na realidade poucos conseguem fazê-lo com sucesso. Trata-se de despir os arranjos habituais de uma faixa até à simples melodia e dar-lhe uma nova vida apenas pela intensidade da interpretação, ser sincéro não chega, é necessario ser excelente. Quando o exercicio é conseguido é possivel de aceder à parte mais intima de um artista, de roçar do dedo uma emoção espontanea que nenhum pudor pode esconder. Aqui neste album, ném a sinceridade ném a performance podem ser questionados pareçe-me, no entanto algo falta neste recital, algo me falta. Talvez uma involuntaria comparação com o John Cale e Tom Waits que vi em solo, e que são excepcionais neste exercicio, esteja a perturbar o meu julgamento. Uma forma de controlo permanente percorre este sombrio recital aonde raramente a ruptura apareçe para destruir a ordém e criar o abismo, o choque. Talvez demasiado formalista, talvez demasiado previsivel, talvez demasiado Nick Cave ... andar às voltas não é avançar. Apesar do que digo, alguns momentos são de tirar o fôlego e criam espirais de soluços convulsivos, tocam o sublime. Fico com o sentimento de ter passado um pouco ao lado desta obra, fico contente que me tenham oferecido esta obra, fiquei profundamente melancolico apòs ter escutado este disco. Esta ultima frase talvez seja a unica verdade a reter desta obra e se ela atinge o seu objectivo é que é grande e conseguida, sou eu que esperava mais, talvez, mas o quê de mais?...
A rodar XLVII - Página 7 Folder10

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 13:05

A rodar XLVII - Página 7 R-723112-1377277276-2010.jpeg

Uma banda pouco falada hoje em dia, só oiço nas festas da Escola, com ex alunos dos anos 1984 a 1987, dos Liceus Josefa De Óbidos e Pedro Nunes  . lol!

Com muita pena minha, é Pop encruzilhado entre um caminho mais comercial e algum experimentalismo, a voz maravilhosa da Catraia Alison e o técnico-músico Vince, que sabe muito bem como compor uma bela melodia, fazem belas canções num disco de múltiplos sabores.  

É um disco com muitos sabores, que como o que é bom, se torna mais saboroso com a idade.

Aviso já que não faço gravações de cassetes e ninguém!  lol!

E porque não ofertá-lo a si próprio? A rodar XLVII - Página 7 491368
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 13:48

O bom companheiro touraj gosta desse LP dos Yazoo, do qual é versado, falando com grandioso entusiasmo em jeito de tese do registo.


Última edição por Ghost4u em Sab Dez 26 2020, 14:05, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 13:56

O desejo de qualquer artista é de possuir um universo singular, tão unico quanto cada individuo. O Mike Hadreas, aliàs Perfume Genious, tém essa faculdade rara de (re)criar tudo à sua imagem e com ele a musica pop rejuvesneçe, reinventa-se de novo. Neste quinto album é evidente que o rapaz vém de produzir a sua obra mais arrojada e exigente. Acompanhado por grandes musicos de estudio com um "curriculo" mais longo do que o braço era de temer que o rapaz tivesse cedido aos apelos da mainstream, mas tal não é o caso felismente. Apesar de revisitar vàrios estilos faixa apòs faixa ele não abandonou o toque experimental dos seus primeiros trabalhos e o resultado é simultaneamente brilhante e pessoal. Os temas abordados são extremamente intimos, como sempre, mas desta vez musicalmente é um verdadeiro caleidoscopio estilistico, sempre com classe, sempre coerente. A produção do album é magnifica o que cria um excitante, e surpreendente, contraste com a sua voz de falsetto e os arranjos idiossincraticos. Harmonica do inicio até ao fim, inventiva nos arranjos e corajosamente intima eis uma obra adulta e inteligente que honra o artista e respeita o auditor, a capa jà dà indicios dessa ousadia. Um disco que é um dos melhores do ano e que vai permitir ao Mike Hadreas de tocar a um publico mais vasto, o que é amplamente merecido ... corram escutar esta maravilha!!!...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 14:55

Não conhecia Perfume Genius, pelo menos que me recorde... definitivamente Set My Heart on Fire Immediately não me tinha passado pelos ouvidos. Fiquei curioso e fui espreitar. Não me fiquei por faixas deste último álbum, tinha que verificar umas quantas pontas soltas... o Paulo já deve imaginar em quem pensei (pensamos Smile ) de forma imediata.
A forma de se expressar não é a mesma, em Perfume Genius há um lado "country" que chega a ser perturbador... como se estivéssemos a ver um filme onde as personagens aparecem num cenário que não se ajusta ou está em discordância, mas que serve perfeitamente a transmissão da mensagem. O Country é a banda sonora da América profunda e ele canta valores que nesse "lugar" não são os mais queridos e partilhados. É de facto uma obra curiosa e ficou a vontade de explorar mais.

O natal trouxe umas prendinhas jeitosas. Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 17:16

José Miguel escreveu:
... O natal trouxe umas prendinhas jeitosas. Wink

Efectivamente, num ano singularmente lugubre o Natal foi rico em (boas) surpresas! Passei os dois ultimos dias antes da vespera de Natal a receber vinis que chegavam de todos os lados pelo correio, uns para o Natal e outros que eram também a acumulação do meu aniversario com um certo atraso. A vantagem dos discos oferecidos, para mim, é que geralmente são obras que por mim mesmo não as teria comprado ... de um lado obriga-me a escutà-las por respeito por quém mos ofereçe e do outro lado abre portas que não teria empurrado naturalmente...

Este album foi uma surpresa e mesmo uma delicateza extrema! Conheço relativamente bem o artista pelo seu grupo Matmos que anda mais para os lados da IDM e sabia da existência do seu projecto solo e paralelo The Soft Pink True ... mas ignorava a saida deste disco este ano. Qual não foi o meu espanto de receber isto, inesperadamente oferecido por uma amiga, e sobretudo de o escutar ... a IDM catartica, poetica e social apareçe-me raramente no ecrã do meu radar! O Drew Daniel viveu muito mal a eleição do Trump que ele viu como uma profecia, ou promessa de fascismo, este album é o seu exorcismo contra esse medo. Apesar de subentender um mundo aonde a intolerância, todas as intolerâncias, seriam a norma e o padrão social ele combate esta ameaça pela vida, pela união apelando a uma consciência social global. A musica mistura jazz, minimalismo, house, trip-hop, classica e subentende por vezes uma forma de sagrado antiquado, ultrapassado, obsoleto. Neste antictone musical entre passado e modernismo apareçe em filigrana a confrontação entre a continuidade e a ruptura, a revolução ou a amelhoração. Tudo isto poderia cair na armadilha tipica do album de intervenção que sò vive pela ideia, pelas palavras (quando existém) mais do que pela musica, aqui não, é mesmo ao contràrio. Esta obra quase amiotica por vezes autoalimenta-se dos seus extremos, da sua diversidade também e impressiona igualmente pela liberdade estilistica ... isto é musica sém fronteiras. Algo de barroco sobressai destas multiplas colagens aonde o auditor se sente partilhado entre uma espiritualidade decadente e normalisada e o ar fresco da diferença, de todas as diferenças. Finalmente o Drew Daniel diz-nos que quando estamos no meio do tunel a unica coisa que temos esperança de ver é a luz, qualquer luz, todas as luzes...
A rodar XLVII - Página 7 Shall_10

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 17:25

Quando a música popular portuguesa é superiormente tratada e interpretada, torna-se deleite para quem lhe dê ouvidos. Em «Tamborileiro», a Brigada Victor Jara concede viveza ao parecer, revelando pedaços do nosso povo nos Açores, Algarve, Alto-Alentejo, Beira-Litoral, Beixa-Baixa e Trás-os-Montes.  
A rodar XLVII - Página 7 R-3218892-1320974642.jpeg
(Mundo Novo, MNLP - 005)


Última edição por Ghost4u em Sab Dez 26 2020, 21:32, editado 1 vez(es)

Alexandre Vieira e masa gostam desta mensagem

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 20:01

Gravado em Paris, Londres e em estúdios matritenses e noviorquinos, entre outras individualidades, Thomas Dolby deixou a sua marca na produção de «Aidalai», sexto álbum dos hispânicos Mecano, formados por: Ana Torroja (vocalista), José María Cano (teclados, guitarras e voz) e Nacho Cano (guitarras e voz). Contendo dúzia de temas, onde a pop é a codificação predominante, «Una rosa es una rosa» demosntra infuência cigana, enquanto que «Bailando salsa», prescinde de descrição preparatória para a linguagem musical apresentada.  
A rodar XLVII - Página 7 71GK15kN4GL._SX355_
(BMG Ariola, 211786)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Dez 26 2020, 21:10

Faço coro com Ghost acrescentando mais um trabalho dum grupo Português .
É possível o cante alentejano ser acompanhado por uma orquestra sinfónica ?
A RONDA DOS 4 CAMINHOS fez isso com o album TERRA DE ABRIGO .
Provocou surpresa , admiração e satisfação quando passou na nossa exposição do Audio Vintage .
Portugal sem boa música .OS PORTUGUESES É QUE NÃO SABEM !

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyDom Dez 27 2020, 00:23

A rodar XLVII - Página 7 Vela11A rodar XLVII - Página 7 Mit_fr12A rodar XLVII - Página 7 Argona10

No ar é notório a ausência de calor. Tal facto, convida a ouvir rádio mediante luminosidade fraca mas de tom quente. Na Antena 2, entre palavras e música, Argonauta revelou composições dos álbuns «Provas de contacto» e «Telefonia», da dupla Pedro Silva/Filipe Vicente, denominados Guarda-Rios.

masa gosta desta mensagem

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyDom Dez 27 2020, 14:14

A rodar XLVII - Página 7 R-16245705-1605993993-1327.jpeg
The War On Drugs ‎– Live Drugs - aqueles que considero serem uma das melhores bandas de Rock neste momento num registo ao vivo que ao mesmo tempo funciona como um recordatório dos seus melhores momentos.


A rodar XLVII - Página 7 R-16316373-1607616364-5955.jpeg com a participação da tuga Gisela João, este é um disco cheio de surpresas e alguns covers, um disco simpático e um espirituoso tributo à época natalícia.


A rodar XLVII - Página 7 R-15832306-1598648242-5189.jpeg
A Angel Olsen está a viver um dos melhores períodos criativos da sua carreira, espero que não se estrague lol! , um álbum refinadíssimo!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyDom Dez 27 2020, 23:08

Em terra firme do nosso Portugal, depois das 13h00 vigorou o confinamento. No Ilhéu Chão, o diminuto número de habitantes, pouco sente esse estado de restrição, perceptível no menor número de visitas recebidas mensalmente.

No tricentésimo sexagésimo primeiro dia de 2020, a ausência de calor foi repetente na possante e enérgica deslocação do ar, convocando para o interior as três criaturas deste pedaço de terra rodeado de mar revoluto. Assim, o almoço - fondue de carnes, acompanhado de vinho de uva escura Roriz e Touriga Nacional, seleccionada para Corvos de Lisboa, colheita de 2017 - foi apreciado ao longo de duas horas e meia. Agora, alimento outro sentido com o registo da actuação do New York Jazz Quartet, no Jazzclub Domicile, em Munique, ocorrida a 17 de Maio de 1978. Interpretando quatro peças originais, o concerto iniciou-se com a interpretação de «All blues», de Miles Dewey Davis III.  
A rodar XLVII - Página 7 140010
(Enja, 3025)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 28 2020, 20:49

A rodar XLVII - Página 7 R-7028970-1432051980-8039.jpeg

É um disco delicioso, suavemente enérgico, fazem lembrar algumas vezes uns modernos Beach Boys.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySeg Dez 28 2020, 21:01

Hoje apenas dedicamos tempo a escutar discos de vinil, talvez pela chuva que vemos do lado de lá da janela, talvez pelo facto de nos saber bem... já dizia o outro, quando se joga às cartas com os amigos não se pensa que podemos ser apenas um cérebro num jarro de vidro e tudo o resto obra de um génio maligno.

A vida tem muitas aventuras e tantas outras desventuras, há quem acredite que pelas desventuras se consegue uma carga emocional mais intensa no acto de criação. A senhora que nos acompanha neste momento teve os seus momentos, na arte de cantar ela não os deixa de fora, carrega-os e transporta-nos para um cenário onde todos podem acontecer.

A rodar XLVII - Página 7 20201223

Depois do jantar, em modo de relaxamento.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQui Dez 31 2020, 18:42

A rodar XLVII - Página 7 R-7586354-1444588630-9815.jpeg

A minha escolha para a passagem do ano. Primeira edição portuguesa de 1979.

A capa assusta, mas o disco é maravilhoso. Um mundo bom de ideias electrónicas!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQui Dez 31 2020, 18:57

O ano está quase a terminar, amigos acabam de sair de nossa casa e as conversas foram animadas com vinho e Música. Andamos à volta de todo o tipo de temas, mas agora é hora de cozinhar e...

A rodar XLVII - Página 7 20201224

Vamos animar as tarefas ao som de Samba. Smile Smile

Sala e Salão é um álbum que merece atenção, Martinho da Vila dá uma lição de Samba, com direito a tudo o que é face da vida.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptyQui Dez 31 2020, 22:23

José Miguel escreveu:
O ano está quase a terminar, amigos acabam de sair de nossa casa e as conversas foram animadas com vinho e Música. Andamos à volta de todo o tipo de temas, mas agora é hora de cozinhar e...

A rodar XLVII - Página 7 20201224

Vamos animar as tarefas ao som de Samba. Smile Smile

Sala e Salão é um álbum que merece atenção, Martinho da Vila dá uma lição de Samba, com direito a tudo o que é face da vida.

Eu dos Zucas tenho preferência pelo TOM ZÉ, mas o Martinho também faz parte do grupo restrito de que gosto muito A rodar XLVII - Página 7 22692
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Jan 01 2021, 14:19

Um ano novo começou e o hábito de mergulhar para deixar o anterior para trás não aconteceu... fisicamente. Contudo há outras formas de mergulhar e pela Música de Filho da Mãe (Rui Carvalho) isso é possível:

A rodar XLVII - Página 7 20210110

Mergulho é um álbum intimista e que convida à intimidade connosco (interior) e com o meio (exterior). Quem já mergulhou perceberá o que retrata a capa, mas não se pense que apenas em água se mergulha. Não, também se mergulha na sociedade, nas cidades e pessoas que estão para lá de nós, também se mergulha no firmamento, mais ou menos profundo consoante a abertura e amplitude da nossa imaginação.

Já me referi a este álbum em outro tópico, coisa recente. Ele foi gravado no Mosteiro de Rendufe e o ambiente em que as notas se soltam é especial. Hoje roda o vinil, muito bem conseguido, mas podem conhecer aqui:
https://store.loversandlollypops.net/album/mergulho-2

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Jan 01 2021, 15:50

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CANT - Drems come true

Um álbum a solo do baixista e produtor Chris Taylor dos Grizzly Bear. Um álbum livre de arquétipos ou estéticas, dissonante relativamente a Grizzly Bear, mas com uma enorme riqueza musical.

É o primeiro álbum que toca no Ano Novo no Novo Sistema.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySex Jan 01 2021, 19:46

Este primeiro dia do ano já nos ofereceu as quatro estações, de manhã o sol Primaveril chegou a lembrar o Verão, tal era a quantidade de pessoas que se passeava junto da praia. Ao final da tarde o sol escondia-se entre finas nuvens e ofereceu um belo espectáculo de luz em tons ricos de amarelo e laranja, mas não tardou a deitar-se e pouco depois ouvimos bater com força na janela, era a chuva que se fazia acompanhar de vento frio.

A rodar XLVII - Página 7 20210111

Valtari talvez seja o álbum menos querido dos Sigur Rós para a crítica, mas aqui em casa é um sucesso. A largura e profundidade que a base instrumental criam serve maravilhosamente a voz... as imagens são arrebatadoras, puxam a mente para a introspecção, como se nos convidassem a entrar numa enorme planice de largo horizonte, onde sombras se movem e erguem ao ritmo que o tempo tem quando nos encontramos sem amarras.

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Jan 02 2021, 01:29

José Miguel escreveu:
Este primeiro dia do ano já nos ofereceu as quatro estações, de manhã o sol Primaveril chegou a lembrar o Verão, tal era a quantidade de pessoas que se passeava junto da praia. Ao final da tarde o sol escondia-se entre finas nuvens e ofereceu um belo espectáculo de luz em tons ricos de amarelo e laranja, mas não tardou a deitar-se e pouco depois ouvimos bater com força na janela, era a chuva que se fazia acompanhar de vento frio.

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Valtari talvez seja o álbum menos querido dos Sigur Rós para a crítica, mas aqui em casa é um sucesso. A largura e profundidade que a base instrumental criam serve maravilhosamente a voz... as imagens são arrebatadoras, puxam a mente para a introspecção, como se nos convidassem a entrar numa enorme planice de largo horizonte, onde sombras se movem e erguem ao ritmo que o tempo tem quando nos encontramos sem amarras.

Gosto de todos os discos desses Argelinos! lol!

Até o álbum a solo do vocalista que é excelente! A rodar XLVII - Página 7 491368

Edição: Fui pesquisar e afinal são tunisinos! Peço desculpa pela "gralha". A rodar XLVII - Página 7 21181
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 EmptySab Jan 02 2021, 12:43

Alexandre Vieira escreveu:
José Miguel escreveu:
...
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Valtari talvez seja o álbum menos querido dos Sigur Rós para a crítica, mas aqui em casa é um sucesso. A largura e profundidade que a base instrumental criam serve maravilhosamente a voz... as imagens são arrebatadoras, puxam a mente para a introspecção, como se nos convidassem a entrar numa enorme planice de largo horizonte, onde sombras se movem e erguem ao ritmo que o tempo tem quando nos encontramos sem amarras.

Gosto de todos os discos desses Argelinos! lol!

Até o álbum a solo do vocalista que é excelente! A rodar XLVII - Página 7 491368

Edição: Fui pesquisar e afinal são tunisinos! Peço desculpa pela "gralha". A rodar XLVII - Página 7 21181

Alexandre ... é conhecido que o Valhala é o paraiso dos tunisinos e não dos argelinos, como podes confundir essas duas culturas? O Valhala é povoado de camelos e nomadas que atravessam quotidianamente o deserto de Tataouine (sim o do Star Wars) em direção do Sahara argelino que é fronteiriço ... tal é a paisagem do Valhala dos Sigur Ros, mas tunisino evidentemente ou cartaginense consoante a época  Laughing

Mais a sério ... os Sigur Ros foram um dos grupos de post-rock que mais me tocou no inicio deste século. O album sém nome mas perfeitamente nomeado "(), entre parenteses" continua a ser para mim um modelo de musica conceptual e isto no sentido mais largo que se possa dar a esse termo! Passei horas e horas a escutar esse album apòs ingestão de alguns comprimidos drunken , ainda o faço de vez em quando com o mesmo prazer, é uma obra unica, perturbante, fora do tempo. Se fizer excepção do seminal Ágætis byrjun e do live Inni que é o () disfarçado ... admito que nada de outro na discografia desses tunisinos me toca, na verdade, mesmo estes ultimos albums tocam-me muito menos que o primeiro supracitado. Lembro-me de uma discussão com a Sophie Trudeau que é a violonista dos GY!BE, SMZ e Esmerine e que me dizia que a musica dos Sigur Ros é pretenciosa e sém essência ... quém sabe se não é ela que tém razão!!!...

FELIZ ANO NOVO DE 2021 A TODOS cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLVII   A rodar XLVII - Página 7 Empty

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