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 Direitos de autor que caíram no domínio público

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptySex 10 Jan - 15:55

Para quem compra Vinlos, catitas de 180g, talvez esta questão seja útil.

Nem sei se terá fundamento mas de qualquer forma aqui fica ...

https://forums.stevehoffman.tv/threads/wax-time-records-new-vinyl-reissues.303108/

A Waxtime é um a marca que aparece na FNAC e como outras semelhantes talvez exija uma reflexão
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptySex 10 Jan - 16:59

O que está descrito na conversa tem fundamento e já foi abordado por aqui, desde logo porque essas edições são tiros no escuro - algumas vezes boas, outras nem por isso.

O problema já vai para lá do Jazz e já aconteceu bandas tentarem processos em Tribunal, mas não deu em grande coisa - que eu tenha conhecimento.

Esta febre do vinil fez com que as grandes editoras voltassem a lançar títulos esquecidos e que no mercado de usados têm preços loucos, cabe a cada um escolher... E por vezes a diferença de preços é pequena.

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 11:04

Mário Franco escreveu:
... A Waxtime é um a marca que aparece na FNAC e como outras semelhantes talvez exija uma reflexão

Eu tenho alguns discos de jazz da Waxtime que està sediada em barcelona salvo erro, então perto da frança. Na catalunha jà vi promoções de 5 discos por 25€ e aqui tanto na FNAC que na Amazon os discos deles vendem-se à volta dos 10€ e mesmo em algumas livrarias. Pelo que tenho visto essa editora especialisou-se na reedição em vinilo dos Grandes Clàssicos do Jazz entre meados dos anos 50 e 60, obras que pela lei europeia estão no dominio publico, mesmo se é um pouco mais complicado a analise e compreensão das leis sobre a propriedade intelectual !...

Não é ném excepcional ném singular esta atitude e os amadores de clàssica conheçem de certeza a Naxos Records que fez e faz a mesma coisa, entenda-se comercio de reedição de obras classificadas no dominio publico e isto desde os anos 80 ... simplesmente a Naxos reedita sobretudo musica clàssica e em CD exclusivamente. Os preços são muito mais baixos e a qualidade vai de razoàvel até ao excelente consoante a qualidade da matéria prima, entenda-se da gravação original, sém que ninguém aparentemente se queixe ...

Evidentemente que a fonte de origem da Waxtime não é ném a banda magnética original, ném mesmo o DVD audio de salvaguarda directa desta que pertençem a entidades legais (pessoa ou editora) e que vão, e com razão, cobrar um preço pelo direito de copia desses originais. O "original" utilisado serà então um CD ou ficheiro forneçido por uma empresa que possui um leque de obras classificadas no dominio publico e que por pouco dinheiro vende o direito de copia, de utilisação num video, na televisão, num jogo, na publicidade ou ém qualquer outra actividade multimédia, o que reduz e muito o preço da reedição ...

Finalmente, na minha opinião a unica reflexão que o consumidor deve ter em relação a essas empresas é de saber se a copia é de qualidade, e sendo neste caso do vinilo, se a prensagem e reprodução gràficas são conformes ao esperado visto o baixo preço. A qualidade de uma prensagem vinilo é determinada pelo baixo ruido de superficie, pela resistência às vàrias leituras sém gasto prematuro do suporte (qualidade do plastico) e pela ausência de deformações "fisicas" audiveis durante a leitura (distorção, ruidos parasitas, centragem, planeidade, corte das arestas ...). Nos exemplos que possuo dessa editora, as qualidades de prensagem são mais que correctos e alguns desses discos jà os tenho hà mais de dez anos ... ora que algumas edições oficiais modernas (Loreena McKennitt, Tom Waits, Pink Floyd, Genesis, DCD, Coltrane) são regularmente criticadas pela qualidade aleatoria da prensagem !...

Compreendo que a compra do Kind of Blue, do Love Supreme ou do Brilliant Corners por 5€ e oriundos de uma editora brumosa possa eriçar o pêlo de alguns amadores de jazz mas é aqui que a grande questão se põe: Afinal queremos a etiqueta na garrafa ou o vinho que està dentro ???...

cheers

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 11:56

TD124 escreveu:


(...) mas é aqui que a grande questão se põe: Afinal queremos a etiqueta na garrafa ou o vinho que està dentro ???...

cheers

Eu gosto das analogias com o vinho, mas neste caso não me parece que funcione assim...

O que as editoras com sede na Europa fazem é legal e levanta dúvidas nos Estados Unidos porque as leis deles são diferentes - não vou debater os planos legais e/ou éticos.

Usando o vinho como analogia, seria como ir buscar a fórmula de produção de uma grande Porto Vintage e tentar reproduzir com as uvas deste ano... Mudava-se ligeiramente a imagem do rótulo e mantinha-se o nome.

O que iria faltar!?!
As uvas não são iguais todos os anos, independentemente de sairem das mesmas videiras, nos grandes Porto fazem-se misturas de vinhos velhos que estão guardados e tal, mas como a reprodução não tinha acesso a esses toques especiais, não iria ficar a mesma coisa, mas parecido ainda assim... porque a fórmula seria seguida.


É a mesma coisa?
Não, mas nem todos vão notar. Wink


Também se poderia pensar em apanhar uma pipa de um vinho famoso e juntar água para fazer mais garrafas de um conhecido rótulo...

Não digo que todas as reedições dessas sejam más, infelizmente já provamos algumas onde se notava que a fonte de gravação estava algo longe - há excelentes fontes digitais, como o Paulo refere, pagar não lhes faria mal... não venderiam a 12/15 euros o vinil, mas poderiam vender a 17 e mantinham a integridade da obra.

Ou como no exemplo da pipa, não juntavam água, vendiam menos garrafas a um preço superior. Smile

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 14:11

José Miguel escreveu:
... Não digo que todas as reedições dessas sejam más, infelizmente já provamos algumas onde se notava que a fonte de gravação estava algo longe - há excelentes fontes digitais, como o Paulo refere, pagar não lhes faria mal... não venderiam a 12/15 euros o vinil, mas poderiam vender a 17 e mantinham a integridade da obra.

Ou como no exemplo da pipa, não juntavam água, vendiam menos garrafas a um preço superior. Smile

Pela minha experiência, e fora as edições de Jazz a partir das fitas originais (ou do DVD de salvaguarda) e feitas em pequena e cuidada atenção por editoras especialisadas, TODAS as reedições modernas do jazz clàssico (50/60) são uma lotaria e mesmo quando são feitas pela Sony ou Impulse, citando simplesmente estes que conheço bem ...
Direitos de autor que caíram no domínio público P1080914

Esta "coisa", pois não tém um outro nome, foi-me oferecida hà anos atràs por um amigo. Como se pode ver, a capa não reproduz o grafismo original e o disco é translucido. Não foi feito pela Waxtime mas pela NotNowMusic com sede em Londres e todas as obrigações legais estão mencionadas na capa de tràs ... incluso a referência ao disco original da Atlantic Records. Tenho a certeza que o mastering foi feito com um DVD e não um CD pois as extensões nos agudos são idênticas ao original e às reedições oficiais. O disco està bem prensado sém defeitos mecanicos e com muito pouco ruido de superficie ... mas o equilibrio global é demasiado seco e definido, com tendência a priveligiar os altos ... talvez uma mà masterização, não sei !...

O que sei, é que mesmo se o som no disco fosse fabuloso o que para mim quer dizer igual ao CD, nmho esta reedição é um atentado a uma das obras mais influentes na historia do jazz, sendo um pecado tratà-la assim sém mesmo preservar o grafismo original ...

Não quero defender a Waxtime ném nenhum outro editor cujo comércio seja ganhar dinheiro ... prefiro criticar o que é criticàvel. Como venho de mostrar, talvez a Waxtime não seja a pior das editoras que por ai andam  scratch. Afinal os meus exemplares da Waxtime do Bill Evans, Chet Baker e Billie Holiday são globalmente bem prensados e respeitam o grafismo original ... por 5€ não posso pedir mais ora que certos discos modernos que pago 25€ ou mais, não me ofereçem sempre uma qualidade do disco equivalente !!!...

Falei do vinho, pois quando a garrafa pareçe original a unica coisa que esperamos é que o vinho dentro também o seja, ou que no pior dos casos pareça original! As reedições em vinilo são um bom comércio actualmente, mas a honestidade não està sempre presente ... mas jà no passado era o caso! Porque razão algumas prensagens como as japonesas, alemãs ou francesas eram melhores e mais reputadas do que as holandesas, italianas ou espanholas, sém que a realidade corresponda sempre a estas reputações ???...

No mundo do vinilo existém coisas demasiado opacas ... como a cor dos discos  Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 14:26

Olá Paulo e José Miguel

A conversa está bem lançada mas o Paulo está a minimizar a importância da matriz.

A prensagem é importante mas é só um dos factores.

De qualquer forma seria bom comparar uma primeira edição com uma edição da waxtime (ou outra marca que use matrizes "enviezadas"). Fazer como o São Tomé.
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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 15:28

Franco escreveu:
... A conversa está bem lançada mas o Paulo está a minimizar a importância da matriz.

A prensagem é importante mas é só um dos factores.

De qualquer forma seria bom comparar uma primeira edição com uma edição da waxtime (ou outra marca que use matrizes "enviezadas"). Fazer como o São Tomé.

Olà Mário, eu não quero minimisar nada e tudo é importante neste processo ... se queremos que as coisas sejam feitas nas regras da arte. Mas como eu disse na minha ultima intervenção "existém demasiados pontos opacos nestas historias de reedições", incluso da parte dos editores que possuém as bandas magneticas originais.

O que torna esta conversa ainda mais complexa é a noção de "banda original", a Matriz! Vou dar um exemplo para que se compreenda melhor. O album Blue Train do Coltrane foi gravado em 1957 pelo Rudy Van Gelder no seu estudio. Suponho que apòs a gravação ele deu a banda original à editora Blue Note e guardou uma copia de segurança para si, eram coisas que se faziam nessa época. Ninguém sabe se o Rudy Van Gelder deu a banda original ou uma copia à Blue Note ... mas vamos admitir que eram pessoas sérias nesse tempo e que banda dada à Blue Note era a original !!!...

A Blue Note agarrou nessa banda e fez (como se fazia com as bobines de cinema) uma dezena de copias dessa bobine. Guardaram uma com a original para segurança e as outras partiram para diferentes sucursais nos EUA e noutros continentes. As sucursais nos EUA utilizaram essas copias para fazer a metalização (matriz de prensagem) e começaram a prensar os discos. Na Europa a copia foi re-copiada e enviada para paises diferentes para fazer a mesma coisa ... mas jà reparou que a copia aqui é de terçeira geração e a americana é de segunda geração ... ora que no japão devem ter utilisado a copia da Blue Note directamente, como os americanos. Tudo isto é uma historia de copias sém que se saiba a qualidade destas e ainda por cima junta-se a qualidade da metalisação para fazer a matriz de prensagem. Resultado imediato ... o que pareçe original é na realidade uma série de copias, mas pelo momento tudo isto é analogico, infelismente !!!...

Quando o CD nasceu, fizeram copias digitais a partir da bobine de salvaguarda e hoje são essas copias que são enviadas a todo o lado. Mas a copia digital é muito mais fiel que a melhor das copias analogicas então existe menos perda nestas operações. Alguns editores afirmam trabalhar com as bandas originais que são certamente ou a banda de salvaguarda ou uma banda de copia da época ... mas isto não dà uma garantia absoluta. È necessario garantir que a leitura da banda num aparelho idêntico, a metalisação e a prensagem sejam feitos nas regras da arte ... ora a soma de todas estas operações define a qualidade do vinilo, e isto tudo é o que eu chamo opaco pois sabemos muito pouco geralmente !!!...

Quanto à comparação entre uma prensagem original (primeira prensagem no pais de origem da obra) e as diferentes reedições até hoje pareçe-me complicado ... se queremos que o resultado seja justo. Visto que o disco vinilo gasta-se a cada leitura com a perda dos sinais superiores a 10Khz desde uma dezena de passagens e com aumento do ruido de superficie ... a comparação entre os dois vinis deveria ser feita com exemplares idênticos ao nivel do numero de leituras efectuadas Wink

Eu jà fiz, como muitos audiofilos, comparações entre diferentes prensagens e gerações de reedições mas quase sempre com obras mais recentes, geralmente dos anos oitenta e apòs. As poucas comparações que fiz de discos de Jazz clàssico não foram concluantes pois consoante o estado de melhor conservação do exemplar, este tém têndência a ser mais informativo. Lembro-me de uma comparação entre dez vinilos de gerações diferentes do Kind of Blue aonde um dos mais informativos era um exemplar de leste e rasca (Polonia ou Hungria) ... ora que esse disco nunca viu uma banda original antes de ter sido prensado de certeza. A edição de luxo (comemorativa) com dois vinis da Sony a partir da banda original não tinha brilhado sém ser o pior. Resultado, foi impossivel de fazer uma hierarquia justa ...

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 16:20

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... Não digo que todas as reedições dessas sejam más, infelizmente já provamos algumas onde se notava que a fonte de gravação estava algo longe - há excelentes fontes digitais, como o Paulo refere, pagar não lhes faria mal... não venderiam a 12/15 euros o vinil, mas poderiam vender a 17 e mantinham a integridade da obra.

Ou como no exemplo da pipa, não juntavam água, vendiam menos garrafas a um preço superior. Smile

(...)

Não quero defender a Waxtime ném nenhum outro editor cujo comércio seja ganhar dinheiro ... prefiro criticar o que é criticàvel. Como venho de mostrar, talvez a Waxtime não seja a pior das editoras que por ai andam  scratch. Afinal os meus exemplares da Waxtime do Bill Evans, Chet Baker e Billie Holiday são globalmente bem prensados e respeitam o grafismo original ... por 5€ não posso pedir mais ora que certos discos modernos que pago 25€ ou mais, não me ofereçem sempre uma qualidade do disco equivalente !!!...

Falei do vinho, pois quando a garrafa pareçe original a unica coisa que esperamos é que o vinho dentro também o seja, ou que no pior dos casos pareça original! As reedições em vinilo são um bom comércio actualmente, mas a honestidade não està sempre presente ... mas jà no passado era o caso! Porque razão algumas prensagens como as japonesas, alemãs ou francesas eram melhores e mais reputadas do que as holandesas, italianas ou espanholas, sém que a realidade corresponda sempre a estas reputações ???...

No mundo do vinilo existém coisas demasiado opacas ... como a cor dos discos  Wink

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O Paulo não quer defenfer a WaxTime e eu não a quero atacar, falei dessas editoras em geral - a pior experiência que tivemos foi com dois discos da DOL.

As comparações são sempre problemáticas, mas tivemos a possibilidade de testar o Kind of Blue da Sony, Music on Vinyl e uma da Green Corner (uma dessas marotas) e a da Sony estava melhor - todas novas. O resultado aqui foi conclusivo numa coisa, a Green Corner era para excluir - o som abafado, fraca extenção nos dois sentidos.

Já contei outra experiência parecida com um álbum da Nina Simone, edição da DOL... A mulher parecia não projectar a voz face a uma edição dos anos oitenta - esta super arejada e com excelente sensação do lugar de gravação.

Quando se paga pouco, não se pode pedir muito... Mas o meu ponto é mesmo o que está presente em cima: essas editoras poderiam ganhar dinheiro procurando melhores fontes, pagando a quem de direito.


Isto é muito complicado e ultrapassa o vinil, em CD é o mesmo.





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MensagemAssunto: Direitos de autor   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 17:29

Caros amigos Paulo e José Miguel
Muito interessante o vosso/nosso debate sobre a qualidade dos discos
Eu desisti de fazer tais comparações pois soube por um amigo da Valentim de Carvalho que a quantidade de cópias feitas com cada matriz dependia da pressa que havia na produção e pior do que isso...muitas vezes reaproveitavam-se as sobras do vinil já requeimado para juntar ao vinil virgem, daí que a mesma edição tinha discos com vinil virgem e outras com vinil requeimado; as primeiras cópias prensadas com a matriz eram indubitávelmente melhores do que as cópias feitas após uns milhares de cópias...
Nunca sabemos realmente o que estamos a comparar...
Cada cópia é diferente de todas as outras...
Será verdade ?
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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyDom 12 Jan - 17:39

O que o Fernando Salvado partilha vai ao encontro das dúvidas de muitos. Eu não sou muito dado a questões técnicas, mas a matriz tem "limites" e esse debate/questão vem desde os 70's e as edições com muita procura - a nacionalidade das edições também se prende com esta questão.


A reedição de Só, do Jorge Palma, é para lá de questionável e nem é álbum para vender milhões... Nós trocamos para nada e há mais quem se queixe.


Há uma grande possibilidade de se acabar a debater sobre Ética, por isso resta-nos decidir perante cada oportunidade.

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptySeg 13 Jan - 10:27

José Miguel escreveu:
... Quando se paga pouco, não se pode pedir muito... Mas o meu ponto é mesmo o que está presente em cima: essas editoras poderiam ganhar dinheiro procurando melhores fontes, pagando a quem de direito.

Isto é muito complicado e ultrapassa o vinil, em CD é o mesmo. ...

Olà José, ultrapassando a questão do custo penso que o problema reside na opacidade em relação ao comercio das reedições ... sobretudo das obras que estão no dominio publico. Para não multiplicar os exemplos, fico-me pelo Giant Steps do Coltrane e esta manhã fui ver na Amazon.fr as reedições disponiveis em vinil, eis o resultado:
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Encontrei sete reedições em venda actualmente. Cinco com a capa de origem (primeira foto) e as duas seguintes que não respeitam o grafismo original da obra. Os cinco discos com a capa original téem os preços respectivos de 8€, 13€, 20€, 33€ e 120€ os dois ultimos custando um pouco mais de 25€. Como vês, as reedições vão do mais barato com capa original a partir de 8€ até 120€ passando por 25€ sém o grafismo original. Uma leitura ràpida mostra que todas as edições véem de casas diferentes sém que a razão do preço seja explicita, mas o disco a 20€ é feito pela Warner (que deve possuir Atlantic hoje penso eu) e é remasterisado em mono ... o resto "pareçe" ser a mesma coisa, mas serà realmente ???... Finalmente tens a escolha entre 8€ e 120€ para comprar uma obra e ném sequer sabes qual é a melhor edição, mais opaco é "quase" impossivel !!!...

Fernando Salvado escreveu:
Caros amigos Paulo e José Miguel
...
Nunca sabemos realmente o que estamos a comparar...
Cada cópia é diferente de todas as outras...
Será verdade ?

Penso que sim, e pior, creio que jà era o caso nos anos 80 por todo o lado ... incluso japão. No entanto estou convencido que nos ultimos dois a três anos a qualidade global da prensagem amelhorou muito (falo da fabricação do disco simplesmente). Penso que a concurrência entre as fabricas de prensagem existentes assim que com as novas que foram criadas tiram a qualidade de fabricação para o alto !!!...

José Miguel escreveu:
... Há uma grande possibilidade de se acabar a debater sobre Ética, por isso resta-nos decidir perante cada oportunidade.

Tu escrevias à pouco tempo que a musica é uma Arte ... seria necessario explicar isso aos responsaveis das casas de edição que possuém os originais. São eles nmho o começo disto tudo e certamente os unicos que deveriam ser criticados pois o desdém e desrespeito que praticaram e continuam a praticar na distribuição das obras que lhes foram confiadas é insultante tanto para o artista, que para o mundo da Musica e para o consumidor ...

Voltando ao Giant Steps como exemplo e visto que està no dominio publico ... a editora que possui os direitos sobre a Atlantic, poderia editar a obra pessoalmente com o maximo respeito e vender o disco por dez euros (pois não paga o direito de copia, ném "royalties" e ném sequer faz publicidade da obra) e mesmo assim ganhar dinheiro. Porque não o fazém, e deve haver uma razão ignorada, eles abrem a porta a todos os outros que vão vender ou mais caro ou mais barato o disco sém que seja clara a hierarquia ... excepção feita dos pequenos editores ditos "audiofilos ou de qualidade" que são caros, mas sérios aparentemente !!!...

PS: E estamos a falar de um album "cultissimo" pois considerado como a primeira obra do Coltrane que revoluciona a estrutura musical do Jazz ... imagino que quando se trata de obras menos influentes ainda possa ser pior confused

cheers

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptySeg 13 Jan - 11:35

TD124 escreveu:

(...)

José Miguel escreveu:
... Há uma grande possibilidade de se acabar a debater sobre Ética, por isso resta-nos decidir perante cada oportunidade.

Tu escrevias à pouco tempo que a musica é uma Arte ... seria necessario explicar isso aos responsaveis das casas de edição que possuém os originais. São eles nmho o começo disto tudo e certamente os unicos que deveriam ser criticados pois o desdém e desrespeito que praticaram e continuam a praticar na distribuição das obras que lhes foram confiadas é insultante tanto para o artista, que para o mundo da Musica e para o consumidor ...

(...)

cheers

É isto mesmo!!!

Muitas das obras (vamos ficar pelos originais com edições no passado e deixar as bootlegs de lado) que estão a ser reeditadas por estarem em domínio público, são obras que não viam a luz do dia faz tempo... depois a febre do vinil apareceu, as novas editoras apanharam este barco e as "grandes editoras" ficaram atascadas - entre o correr atrás do prejuízo e o mercado lotado.

O Giant Steps do Coltrane está muitas vezes em promoção na Fnac e falo da edição da Atlantic. A oferta desse álbum é tal, que a Fnac para vender a edição da Atlantic tem que baixar o preço.


Em relação ao tema Arte: para mim a Música sofre de graves problemas, assim como a Literatura, a saber, a facilidade de editar/lançar e a facilidade de acesso, além da formação claro. Para não desviar muito o tema do tópico, vou ficar pela facilidade de editar/lançar.

Como todos os problemas, também este é uma "faca de dois gumes", ou seja, por um lado é bom que se facilite a edição/lançamento, porque assim mais autores podem dar a conhecer a sua obra, hoje nem se precisa de suporte físico para dar a conhecer o trabalho; por outro lado, a origem desta facilidade é pouco séria e cai num movimento meramente financeiro quando ligado a editoras.

Eu conheço o mercado editorial (livros) e infelizmente a coisa não é bonita. Quem quiser lançar um livro amanhã, lança... sem mais. Do que necessita? Dinheiro para pagar a edição.

Há a alternativa da "edição própria", mas não fica tão bem no curriculum... e já se sabe a importância deste papelito para a sociedade.

No meio deste pântano há quem não entenda o que se passa e quem prefira ignorar, olhar para o lado.

As grandes editoras não se interessam por pequenas edições ou mercados marginais, preferem reeditar os "clássicos" e continuar a ganhar dinheiro com eles, para isso convém deixar o mercado escoar o que ainda tem nas estantes (isto define, mais ou menos, o tempo de cada nova edição, Lei da oferta e da procura). Ainda, são as grandes editoras que podem pagar o espaço de estante nas lojas, o que retira logo oportunidades para as edições de autor ou pequenas editoras (acaba tudo num armazém ou por baixo da cama...).



Pelo que me foi dado a conhecer, na Música a coisa não anda longe disto, as grandes editoras preferem sempre lançar o que mais vende e isso é o "recente/novo". As vendas já não dão grandes lucros e os novos contratos editoriais chegam a fatias dos ganhos em concertos - esta é a nova realidade.


No meio desta confusão e com as obras no domínio público, há espaço para a "oportunidade".

Essas editoras nasceram com o Jazz porque foi a primeira oportunidade, mas hoje não faltam edições de Rock. O cuidado com as obras é o mínimo e não me parece que a qualidade das edições esteja a subir, de resto há filas de espera nas fábricas e já se sabe quem entra primeiro - se não estou em erro, o problema com prazos foi uma das razões para o Jack White ter encomendado as suas próprias máquinas (as primeiras construídas de novo em 35 anos!).


Sinto que já me estou a desviar do tópico, mas o tempo que vivemos é este e no fundo não é diferente de outros tempos... restará sempre o mesmo, a capacidade de cada um pensar e agir de acordo com Valores para o bem individual ou comum.


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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptySeg 13 Jan - 11:56

Mário Franco escreveu:
... A Waxtime é um a marca que aparece na FNAC e como outras semelhantes talvez exija uma reflexão

José Miguel escreveu:
... No meio desta confusão e com as obras no domínio público, há espaço para a "oportunidade".

Essas editoras nasceram com o Jazz porque foi a primeira oportunidade, mas hoje não faltam edições de Rock. O cuidado com as obras é o mínimo e não me parece que a qualidade das edições esteja a subir, de resto há filas de espera nas fábricas e já se sabe quem entra primeiro - se não estou em erro, o problema com prazos foi uma das razões para o Jack White ter encomendado as suas próprias máquinas (as primeiras construídas de novo em 35 anos!).


Sinto que já me estou a desviar do tópico, mas o tempo que vivemos é este e no fundo não é diferente de outros tempos... restará sempre o mesmo, a capacidade de cada um pensar e agir de acordo com Valores para o bem individual ou comum.

Não quero encerrar este topico evidentemente ... mas pareçe-me que essa tua intervenção é um bom epilogo à reflexão pedida pelo Mário Franco no post inicial Wink

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyQua 15 Jan - 9:51

Pois é.

Está questão suscitou-me curiosidade relativamente aos masters.

No que respeita ao vinil consegui encontrar informação que explica o processo de fabrico e 1948 como o ano em que foi comercializado o primeiro disco.

As fitas são mais antigas mas não consegui descobrir quando começaram a ser usadas em estúdio para criar masters.

Os 78rpm em goma laca creio que nalguns casos tinham masters gravadas directamente a partir do micro.

Gostava de poder reconstituir a história de toda esta tecnologia.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyQua 15 Jan - 11:06

Bom dia Mário Franco!


Creio que já me cruzei com um livro que relata o desenvolvimento da indústria discográfica - desde as gravações em estúdio às edições, passando pelo desenvolvimento das várias técnicas.

Não sei se será este, mas verifique se o "Vinyl: The art of making records" tem o que quer.


Por outro lado, também seria interessante verificar o desenvolvimento em Portugal, principalmente no tempo da ditadura... digo isto porque cobriu décadas de grande desenvolvimento artístico e técnico. A título de exemplo: já falamos em casa como seriam recebidos os álbuns com mensagens libertadoras?
Estes não vinham apenas do Rock nos finais de 60 até à queda do regime, nos anos 40 e 50 os Blues e o Jazz já colocavam o dedo na ferida.

Passariam estes álbuns pelo lápis!?!


Os que passaram, foram alvo de debate como os livros/artigos?

Um 78rpm poderia não ter a força de um Marx, mas poderia muito bem ter a energia contagiante de um Alves Redol ou de um Herberto Hélder. Wink

alguém salgado porventura
te
toca
entre as omoplatas,
alguém algures sopra quente nos ouvidos,
e te apressa, enquanto corres
algumas braças acima
do chão fluido, leva-te a luz e subleva,
tão aturdidos dedos e sopros,
até ao recôndito,
alguma vez te tocaram nas têmporas e nos testículos, alto,
baixo,
com mais mão de sangue e abrasadura,
e te cruzaram nesse furor,
e criaram, com bafo
ardido, ásperos sais nos dedos, e te levaram,
a luz corrente lavrando o mundo,
cerrado e duro e doloroso, acaso
sabias
a que domínios e plenitudes idiomáticas
de íngremes ritmos, que buraco negro,
na labareda radioactiva,
bic cristal preta onde atrás raia às vezes
um pouco de urânio escrito

Herberto Hélder, in A Faca não Corta o Fogo.

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MensagemAssunto: Re: Direitos de autor que caíram no domínio público   Direitos de autor que caíram no domínio público EmptyQua 15 Jan - 11:31

Mário Franco escreveu:
... As fitas são mais antigas mas não consegui descobrir quando começaram a ser usadas em estúdio para criar masters.

Os 78rpm em goma laca creio que nalguns casos tinham masters gravadas directamente a partir do micro.

Gostava de poder reconstituir a história de toda esta tecnologia.

Caro Màrio, vou tentar responder rapidamente a essas questões ... mas deve ter tudo na Wikipédia em inglês penso:

Entre 1930 e 1950 era comum de gravar directamente, a musica com os microfones ligados a um "record cutter" (cortador de discos), o disco original directamente na cera ou no acetato, depois bastava fazer a metalisação para obter a matriz de prensagem. O disco de origem era chamado "master record" e era ele o "master" ... ou seja, a copia original e a mais fiel !!!...

A partir de 1950 com a criação do micro-sulco que permitia uma duração superior e depois do micro-sulco estéreo a gravação começa a ser feita numa banda magnética e depois faz-se o processo de copiar a banda no cortador de disco. Neste caso, a banda magnética é o "master" e a copia mais fiel ... mas por questões de desgaste, raramente é a banda master que é utilisada mas uma copia de salvaguarda desta ...

A gravagem directamente no disco foi muito utilizada, mesmo durante a segunda guerra mundial aonde as familias enviavam aos soldados gravações com a familia a falar ou mesmo a cantar ... mas isto limita a uma copia unica! Tal pode ser feito ainda hoje, pois hà empresas que fabricam cortadores de disco, mas limita a um unico exemplar ou a vàrios mas com um processo longo de fabricação pois o corte dura o mesmo tempo que a musica ... é como gravar um CD em X1 !...

O processo de fabricação industrial (em série) de um vinil é complexo e pontiagudo ... deixo aqui o processo compléto desde o inicio até ao disco prensado. Torna-se claro que entre a banda e o disco feito ... muita coisa se perdeu, e se juntar-mos os defeitos proprios à leitura vinil, isto sò pode ser uma historia de coração e não de razão Laughing
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cheers

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