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 De Bestas a Bestiais

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 11:34

ricardo onga-ku escreveu:


... Outro aspecto feio da indústria são os one-hit-wonders, bandas ou cant'autores que na sua carreira apenas produzem uma única música de sucesso "fácil" de escutar e normalmente de fraca qualidade e que é excessivamente promovida pela indústria e pelos media.

O Patrick Hernandez e o "seu" Born to be Alive é um exemplo ... ainda hoje vive desse Hit ...

Hoje as editoras recorrem aos xôs de talentos televisivos para caçar, promover e vender essas "pérolas".

Na verdade muita música mainstream é como pastilha elástica, mastiga-se enquando o doce dura e depois deita-se fora...

È verdade e penso que sempre foi assim ... nos anos 80 a quantidade de singles que duravam um mês e ficavam obsoletos era enorme. A partir dos anos 90 deixei de ouvir radio, mesmo no carro, então não sei como é hoje mas deve ser a mesma coisa...

No entanto, e neste ponto estou de acordo com o José Miguel, é uma razão suplementar para sensibilisar os mais novos (e mesmo os mais velhos  Wink ) a saber reconhecer e apreciar a musica de qualidade. prefiro uma pessoa que ouve musica comercial sabendo que ela é mà do que uma pessoa que escuta essa musica porque não conheçe algo de outro, é a diferença entre escolher ou seguir os outros. Mesmo na mainstream existém obras muito interessantes e por vezes excelentes e isto ém todos os estilos ... pareçe-me importante que as pessoas possam separar o trigo do joio. O que digo é vàlido tanto para a musica como para a comida, vinho, literatura, banda-desenhada, cinema e etc...

A face oposta da moeda em relação ao que digo, pois hà sempre uma face oposta, é o ressurgimento de uma camada de tendências elitistas e radicais que puxa para os extremos a noção do "bom". Existe hoje uma postura em relação à maneira de cozinhar, de fazer o café ou o chà, nas escolhas musicais complétamente opostas à mainstream, pratica de ginasticas asiaticas e etc que me pareçem ser elitismo de circunstância ou diferenciado ... que não me pareçe levar as coisas para melhor, os vinhos naturais são um exemplo do que digo e penso  Wink

cheers
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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 12:29

ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... o sucesso comercial de algumas faixas pode ter votado a totalidade à escuridão.

O álbum quando vende, vende como todo, mas receberá tal atenção como todo ou será ouvido apenas nas partes mais famosas? ...

José Miguel escreveu:


... Há outra coisa que o Paulo disse e que me tocou, o facto de a EDM poder ser olhada de soslaio... há um belo documentário sobre a EDM em São Francisco e nele revela-se como Músicos tocam em estúdio para criar os "beats" que nos fazem abanar o corpo - há alguns ligados ao Jazz e isso nota-se na nova geração.

Na maioria dos albums mainstream aonde hà quase sempre um ou dois singles na obra esse fenomeno reproduz-se e os hits escondem a globalidade da obra. Tenho a certeza que o Losing my Religion dos REM foi (muito) mais escuitado do que as pérolas que estão no mesmo album ... o Another Brick in the Wall foi de certeza a faixa mais escutada do The Wall, mas talvez foi essa faixa que levou alguns miudos a descobrir o Echoes no Meddle. Tu que falaste à pouco na necessidade de educar musicalmente os jovens (e não sò), às vezes são detalhes como estes que ajudam a melhor mergulhar na Musica Wink

No que diz respeito aos Daft Punk e mesmo aos singles extraidos do RAM, penso que hà uma boa dose de mà vontade em relação ao grupo. A faixa Get Lucky que foi um hit teria sido altamente considerada se tivesse sido escrita pelo Wyclef Jean ... ora que é uma faixa com um groove fantàstico. Mesmo a mais fraquita faixa do album que é o Instant Crush com o cantor dos Strokes é uma pepita de humor com o vocoder em exagerado e o seu falso groove...

Quanto à EDM ela sofre ainda hoje uma forma de repudio como toda a musica electronica ... ora que desde os anos 80 estes estilos são o motor mais potente e criativo da musica popular nmho. Uma forma de snobismo da parte dos melomanos (sobretudo audiofilos) leva a considerar esses estilos como o primo pobre da musica ora que obras como as do Manuel Gotsching, Arthur Russell e vàrios outros são obras gigantescas com uma influência tentacular noutros estilos, jazz incluso ... é assim  Wink

Outro aspecto feio da indústria são os one-hit-wonders, bandas ou cant'autores que na sua carreira apenas produzem uma única música de sucesso "fácil" de escutar e normalmente de fraca qualidade e que é excessivamente promovida pela indústria e pelos media.
Hoje as editoras recorrem aos xôs de talentos televisivos para caçar, promover e vender essas "pérolas".

Na verdade muita música mainstream é como pastilha elástica, mastiga-se enquando o doce dura e depois deita-se fora...

Exigencias do Mercado?

Em Florença vejo mais pessoas na Academia a tentar tirar uma Selfie com o David que a sentarem-se e tentarem entender o que cria o "Miguel Angelo" transmitir com a obra.

Vivemos o tempo do imediato, do prazer instantâneo. De Bestas a Bestiais - Página 3 424293
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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 14:20

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


... Outro aspecto feio da indústria são os one-hit-wonders, bandas ou cant'autores que na sua carreira apenas produzem uma única música de sucesso "fácil" de escutar e normalmente de fraca qualidade e que é excessivamente promovida pela indústria e pelos media.

O Patrick Hernandez e o "seu" Born to be Alive é um exemplo ... ainda hoje vive desse Hit ...

Hoje as editoras recorrem aos xôs de talentos televisivos para caçar, promover e vender essas "pérolas".

Na verdade muita música mainstream é como pastilha elástica, mastiga-se enquando o doce dura e depois deita-se fora...

È verdade e penso que sempre foi assim ... nos anos 80 a quantidade de singles que duravam um mês e ficavam obsoletos era enorme. A partir dos anos 90 deixei de ouvir radio, mesmo no carro, então não sei como é hoje mas deve ser a mesma coisa...

No entanto, e neste ponto estou de acordo com o José Miguel, é uma razão suplementar para sensibilisar os mais novos (e mesmo os mais velhos  Wink ) a saber reconhecer e apreciar a musica de qualidade. prefiro uma pessoa que ouve musica comercial sabendo que ela é mà do que uma pessoa que escuta essa musica porque não conheçe algo de outro, é a diferença entre escolher ou seguir os outros. Mesmo na mainstream existém obras muito interessantes e por vezes excelentes e isto ém todos os estilos ... pareçe-me importante que as pessoas possam separar o trigo do joio. O que digo é vàlido tanto para a musica como para a comida, vinho, literatura, banda-desenhada, cinema e etc...

A face oposta da moeda em relação ao que digo, pois hà sempre uma face oposta, é o ressurgimento de uma camada de tendências elitistas e radicais que puxa para os extremos a noção do "bom". Existe hoje uma postura em relação à maneira de cozinhar, de fazer o café ou o chà, nas escolhas musicais complétamente opostas à mainstream, pratica de ginasticas asiaticas e etc que me pareçem ser elitismo de circunstância ou diferenciado ... que não me pareçe levar as coisas para melhor, os vinhos naturais são um exemplo do que digo e penso  Wink

cheers

Concordo.

Tenho dois filhos rapazes, um com 12 e o outro com 15.
Um gosta de rock desde o início dos géneros até aos dias de hoje, de algum jazz, e até de um pouco de clássica, o outro só gosto de cantoras pop/baladas contemporâneo da moda e muito poucas coisas mais antigas (é assim também com os filmes, mais de 10-15 anos e é demasiado antigo).
O primeiro sabe as letras, partilha as playlists com os primos e amigos, o segundo vai mais pelas vozes e melodias.
O primeiro tem um gosto naturalmente mais "desenvolvido" (se é que assim o podemos chamar), já o segundo tem-se tornado mais exigente dentro do género (e eu respeito a sua escolha) mas não sem algum esforço da minha parte para o "educar".

Será elitismo da minha parte? Eu julgo que não.
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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 15:34

ricardo onga-ku escreveu:


... O primeiro tem um gosto naturalmente mais "desenvolvido" (se é que assim o podemos chamar), já o segundo tem-se tornado mais exigente dentro do género (e eu respeito a sua escolha) mas não sem algum esforço da minha parte para o "educar".

Será elitismo da minha parte? Eu julgo que não.

Olà Ricardo, eu do meu lado tenho três filhos de duas mães diferentes de 33, 28 e 12 anos! Os dois primeiros foram educados à la russe fazendo piano clàssico até aos 18 anos ... o ultimo foi mais à la française esperando que ele se interesse a algo e que aprofunda as suas paixões...

O meu filho mais velho é sobretudo Rap e Mozart???... o do meio é complétamente Post-Rock e Jazz???, jà o ultimo é dificil de compreender pelo momento as conexões que o alimentam mas pelo momento seria Daft Punk, Autechre e Justice (é o meu preferido mas não digam nada  Laughing)...

Nunca disse que é elitismo de educar os seus filhos, é mesmo uma obrigação! ... disse que é elitismo de criar, ou visualisar uma forma de bem ou de mal de uma maneira arbitraria, ou em fase com os codigos de uma sociedade moderna e peremptoria, e jà estou a lamentar o que escrevi...

Estas discussões acabam sempre por tocar o intimo o pessoal ... então nunca esperei, e não espero, dos meus filhos que eles correspondam a um ideal que não possuo e que sempre combati ... espero deles que sejam felizes, que seja a escutar Pink Floyd ou Bach, de preferência os dois  Laughing

PS: Todos os três são os meus filhos e adoro-os ... mas recuso que algum deles seja o meu clone  confused

cheers

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 15:53

Alexandre Vieira escreveu:
... Exigencias do Mercado?

Em Florença vejo mais pessoas na Academia a tentar tirar uma Selfie com o David que a sentarem-se e tentarem entender o que cria o "Miguel Angelo" transmitir com a obra.

Vivemos o tempo do imediato, do prazer instantâneo. De Bestas a Bestiais - Página 3 424293

Olà Alexandre, posso compreender muito bem o que dizes! No entanto, e pelas tuas palavras aqui no AAP sinto uma distorção deveras evidente. Florença é a cidade do Michelangelo e a aura da vila é impregnada pelo génio do grande-mestre ... ao ponto de ser a cidade do Sindroma de Stendhal. Ora a Arte é material por necessidade e imaterial por definição ... exactamente como a musica!...

Colecionar discos e vir falar de Florença e de Michelangelo pareçe-me duma distorção e ambiguidade inconciliavel ... mas sou eu  Wink

Podemos dizer tudo com palavras ... mas quid dos actos  Question

Laughing

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 16:17

Não havendo fórmulas perfeitas para Educar, nem a nós mesmos, creio na via que nos coloca face à experiência e reflexão. No meio do turbilhão cada criança ou adulto encontrará o seu caminho e, eventualmente, a capacidade de pensar o mundo que nos rodeia, a Arte como criação que pode ir para lá da fruição imedita, a Estética como disciplina que vai além de medida do belo.



Quanto a isso de Florença ou outro lugar qualquer (até a esplanada ou ida à casa de banho), chamo o brilhante pensamento de um senhor velhote: selfie partilhada, logo existo. Laughing


O Paulo, mauzinho, preferiu chamar o pensamento de um velhote ainda mais velhote, o que disse: dá-me mais e mais objectos para mostrar e eu elevarei a minha posição no mundo enquanto o mundo fica a girar como sempre.  Laughing

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySeg Set 14 2020, 16:49

José Miguel escreveu:
Não havendo fórmulas perfeitas para Educar, nem a nós mesmos, creio na via que nos coloca face à experiência e reflexão. No meio do turbilhão cada criança ou adulto encontrará o seu caminho e, eventualmente, a capacidade de pensar o mundo que nos rodeia, a Arte como criação que pode ir para lá da fruição imedita, a Estética como disciplina que vai além de medida do belo. ...

Olà José, sém ingenuidade ném cinismo acredito sincéramente no que dizes ... além disso, afirmei sempre ser um grande optimista no homém, que seja o de hoje ou aquele de amanhã, talvez me engane! Qualquer concepto do belo obedeçe a regras, temporais ou intelectuais, mas acredito na capacidade universal da Arte de ultrapassar essas regras de circunstância. A Arte é um pouco como o destino, estamos preparados para os afrontar ou não ... se não for o caso, vamos improvisar e serà assim. Um quadro mudou a minha vida, um album também e uma escultura ajudou à transformação definitiva ... para outros serà um livro, uma poésia ou uma fotografia, um filme talvez, não importa. Não sou uma excepção ném ninguém de excepcional então o que me é acessivel é do dominio do possivel para todos os outros ... haja vontade e sensibilidade  Wink

O resto ... é mais entre eu e o Alexandre  Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyQua Set 16 2020, 17:56

TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
... Exigencias do Mercado?

Em Florença vejo mais pessoas na Academia a tentar tirar uma Selfie com o David que a sentarem-se e tentarem entender o que cria o "Miguel Angelo" transmitir com a obra.

Vivemos o tempo do imediato, do prazer instantâneo. De Bestas a Bestiais - Página 3 424293

Olà Alexandre, posso compreender muito bem o que dizes! No entanto, e pelas tuas palavras aqui no AAP sinto uma distorção deveras evidente. Florença é a cidade do Michelangelo e a aura da vila é impregnada pelo génio do grande-mestre ... ao ponto de ser a cidade do Sindroma de Stendhal. Ora a Arte é material por necessidade e imaterial por definição ... exactamente como a musica!...

Colecionar discos e vir falar de Florença e de Michelangelo pareçe-me duma distorção e ambiguidade inconciliavel ... mas sou eu  Wink

Podemos dizer tudo com palavras ... mas quid dos actos  Question

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Coleccionar discos é uma forma de preservar a arte, sob a perspectiva do coleccionador. Eu gosto de algumas coleções de arte e menos de outras. Nós também nos revelamos pela nossa colecção.



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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyQua Set 16 2020, 18:00

[quote="Alexandre Vieira"]
TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
... Exigencias do Mercado?

Em Florença vejo mais pessoas na Academia a tentar tirar uma Selfie com o David que a sentarem-se e tentarem entender o que cria o "Miguel Angelo" transmitir com a obra.

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Olà Alexandre, posso compreender muito bem o que dizes! No entanto, e pelas tuas palavras aqui no AAP sinto uma distorção deveras evidente. Florença é a cidade do Michelangelo e a aura da vila é impregnada pelo génio do grande-mestre ... ao ponto de ser a cidade do Sindroma de Stendhal. Ora a Arte é material por necessidade e imaterial por definição ... exactamente como a musica!...

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Eu colecciono cerâmica (todas as peças me dizem algo e a sua caça muito), alguns quadros originais e mais se juntarão em breve.

O resto é semântica... De Bestas a Bestiais - Página 3 22692


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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyQua Set 16 2020, 19:44

Alexandre Vieira escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
... Exigencias do Mercado?

Em Florença vejo mais pessoas na Academia a tentar tirar uma Selfie com o David que a sentarem-se e tentarem entender o que cria o "Miguel Angelo" transmitir com a obra.

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... Colecionar discos e vir falar de Florença e de Michelangelo pareçe-me duma distorção e ambiguidade inconciliavel ... mas sou eu  Wink

Podemos dizer tudo com palavras ... mas quid dos actos  Question

Coleccionar discos é uma forma de preservar a arte, sob a perspectiva do coleccionador. Eu gosto de algumas coleções de arte e menos de outras. Nós também nos revelamos pela nossa colecção.

Eu colecciono cerâmica (todas as peças me dizem algo e a sua caça muito), alguns quadros originais e mais se juntarão em breve.

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Alexandre, num forum por natureza tudo é semântica  Wink! A minha intervenção tinha pouco a ver com a tua coleção de discos, ou do que quer que seja, mas com a frase à volta das pessoas a fazerem selfies com o David. Da mesma maneira que eu não compreendo, mas açeito, que compres discos para os guardar embalados (é como colecionar garrafas sém as beber  Wink) ... tu podes açeitar que as pessoas que vão a Florença, ou a qualquer outro lugar, não estejam nas mesmas disposições do que tu...
Hà pessoas que vão a Paris sém ir ao Louvre, hà pessoas que vão a Milão sém ir ao museu Alfa-Romeo  confused ... e pareçe que hà mesmo pessoas que vão a Lisboa sém ir beber à Ginginha!!! È o direito delas e no meu conhecimento não hà um método para ir a qualquer parte em cumprindo regras obrigatorias, ném em Florença ném em nenhum outro lugar ... por isso falei do Sindrome de Stenhdal pois não me pareçe ser obrigatorio de desmaiar à frente da obra do Michelangelo!!!

As pessoas que fazém selfies ao lado do David estão na delas ... fica-te na tua e todos estarão bem e contentes, era apenas isso a base da minha resposta. A tua frase que està em negrito apareçeu-me como uma observação critica ... como se houvesse uma unica maneira de estar em frente do David, ora que não me pareçe ser o caso nmho  Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyQua Set 16 2020, 19:48

TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
... Exigencias do Mercado?

Em Florença vejo mais pessoas na Academia a tentar tirar uma Selfie com o David que a sentarem-se e tentarem entender o que cria o "Miguel Angelo" transmitir com a obra.

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... Colecionar discos e vir falar de Florença e de Michelangelo pareçe-me duma distorção e ambiguidade inconciliavel ... mas sou eu  Wink

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Coleccionar discos é uma forma de preservar a arte, sob a perspectiva do coleccionador. Eu gosto de algumas coleções de arte e menos de outras. Nós também nos revelamos pela nossa colecção.

Eu colecciono cerâmica (todas as peças me dizem algo e a sua caça muito), alguns quadros originais e mais se juntarão em breve.

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Alexandre, num forum por natureza tudo é semântica  Wink! A minha intervenção tinha pouco a ver com a tua coleção de discos, ou do que quer que seja, mas com a frase à volta das pessoas a fazerem selfies com o David. Da mesma maneira que eu não compreendo, mas açeito, que compres discos para os guardar embalados (é como colecionar garrafas sém as beber  Wink) ... tu podes açeitar que as pessoas que vão a Florença, ou a qualquer outro lugar, não estejam nas mesmas disposições do que tu...
Hà pessoas que vão a Paris sém ir ao Louvre, hà pessoas que vão a Milão sém ir ao museu Alfa-Romeo  confused ... e pareçe que hà mesmo pessoas que vão a Lisboa sém ir beber à Ginginha!!! È o direito delas e no meu conhecimento não hà um método para ir a qualquer parte em cumprindo regras obrigatorias, ném em Florença ném em nenhum outro lugar ... por isso falei do Sindrome de Stenhdal pois não me pareçe ser obrigatorio de desmaiar à frente da obra do Michelangelo!!!

As pessoas que fazém selfies ao lado do David estão na delas ... fica-te na tua e todos estarão bem e contentes, era apenas isso a base da minha resposta. A tua frase que està em negrito apareçeu-me como uma observação critica ... como se houvesse uma unica maneira de estar em frente do David, ora que não me pareçe ser o caso nmho  Wink

cheers

Mas eu nem faço reparo aos outros (no sentido ao que lhes dá ou não prazer)...apenas não tolero Jazz... De Bestas a Bestiais - Página 3 265963

E normalmente como escreves fico-me sempre na minha. É que posso não entender, mas já compreendi que não consigo mudar o mundo. Mas continuo a tentar. De Bestas a Bestiais - Página 3 491368
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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyQui Set 17 2020, 08:42

Alexandre Vieira escreveu:


... E normalmente como escreves fico-me sempre na minha. É que posso não entender, mas já compreendi que não consigo mudar o mundo. Mas continuo a tentar. De Bestas a Bestiais - Página 3 491368

Olà Alexandre, a tua intenção é louvàvel e penso que o José Miguel participa desse desejo. Não o vejo como utopico, mas temo sempre a "mudança" quando ela não é incentivada e partilhada pela maioria. Da mesma maneira que a unica (boa) maneira que conheço de transformar a àgua em vinho é através dos milhões de videiras e milhares de viticultores ... penso que se o mundo mudar para melhor serà pela interação de milhões de pessoas de boa-vontade...

No entanto, e da minha parte  2cclzes

PS: A França que se gaba de ser o pais dos direitos humanos e do humanismo, sò aboliu a pena de morte à quarenta anos pela decisão unilateral de um presidente que não consultou a opinião publica. Uma recente sondagem de opinião mostra que mais de metade da população francesa é "ainda" a favor da pena de morte. È assim, e de uma certa maneira é normal...

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySab Set 19 2020, 17:19

De Bestas a Bestiais - Página 3 34878210

Desta vez vamos abordar uma obra que é um dos patinhos feios do Rock. Desde a saida esta obra é tão controversada que ném sei se ela mereçe o seu lugar neste topico, penso que sim porque aqui està mas sém certeza nenhuma. A razão do que digo é simples e mesmo se tenho uma profunda convição sobre o assunto, ném sei se este disco é uma besta que se tornou bestial ou o contràrio ... e mesmo se a verdade se esconde quase sempre algures entre os extremos, talvez esta obra seja ainda algo de outro, qualquer coisa que nos escapa complétamente e que continua a fugir a qualquer forma de compreensão, de classificação. A recepção critica alternou o fogo e o gelo e para muitos ainda hoje, a obra ném é a ultima dos Pink Floyd mas simplesmente o primeiro disco solo do Roger Waters. Criticada pelo clima sombrio e depressivo ou adulada pelo conteudo que faz dela um dos maiores manifestos anti-militaristas do rock britânico, o The Final Cut divide desde sempre as opiniões. As razões são multiplas e quase sempre do dominio da emoção e não da lucidez, mas os elementos periféricos do album interférem com este pareçer e são tão complexos quanto a propria obra...

O The Final Cut começou a ser escrito como um complemento sonoro ao filme The Wall em plena realisação pelo Alan Parker em 1981. Ràpidamente, as tensões com o realisador americano, de mesmo que o inicio da guerra das Malvinas assim que a decepção com a saida do filme em 1982, levam o Roger Waters a mudar de direção e assim nasce esta obra sub-denominada A Requiem for the Post-War Dream. As relações dificeis entre os membros do grupo desde o The Wall, aonde o pianista Richard Wright tinha abandonado o grupo, planam no ar durante a gravação da obra e acentuam o clima opressante da musica. Tudo é escrito pelo Roger Waters mas verdade seja dita, jà fazia vàrios anos que era o baixista que escrevia tudo e mesmo no The Wall é o caso fora três faixas aonde o David Guilmour é co-autor. O The Final Cut é um album-conceptual que não soa como nada de outro na discografia dos Pink Floyd e isto é um dos factores que perturbam o auditor, ora que o The Wall, em si, jà não soava como os albuns mais antigos. Como jà foi dito antes, talvez o delugio de sentimentos contraditorios suscitados pelo album sejam ligados aos factores extra-musicais que rodeiam a obra. È o fim de um grupo mitico, é uma mudança radical no som e nos textos, é a guerra das Malvinas, é o Reino Unido da Maggie, é o desemprego massivo, é a sombra tentacular do The Wall, é o sombrio espectro do Waters, é o fim de um sonho europeu de paz e prosperidade, é a ameaça crepuscular dos tempos a vir. A unica maneira nmho de abordar o The Final Cut, se tal é possivel, passa pela abstração dos elementos citados e por uma nova imersão nos parâmetros artisticos que compõem a obra...

Extremamente cinematografico pelas colagens sonoras que ponctuam cada faixa o The Final Cut é um road-movie nocturno e lancinante. Complétamente maniqueista na sua construção a obra é construida e assenta numa alternância permanente dos extremos. Lentidão e rapidez,  espaço e claustrofobia, loucura e lucidez, doçura e asperidade, dor e humor, cinismo e ingenuidade. A construção musical é complexa e virtuosa pois alterna e mistura os estilos, os arranjos são sumptuosos de precisão e sensibilidade dando um sentimento de falso ritmo, de construção fragmentada ... talvez seja este verdadeiramente o primeiro disco de post-rock. Os textos brilhantes e labirinticos perfeitamente encarnados pela presença e pelo canto alucinado do Roger Waters são, e de longe, a escrita mais fina de todos os albuns do grupo. Algo de desesperado e de desesperante percorre esta obra que se acaba sém esperança ném luz acentuando um sentimento de alienação consciente. Sim, hà algo de doentio neste requiem que recusa o optimismo e que se afunda nas suas proprias obcessões morbidas ... mas, também existe algo de profundamente catàrtico no humanismo subjacente e na maneira dramatica e corajosa de assumir essas convições. Indiscutàvelmente o The Final Cut é uma imensa obra de autor e que o mérito pertença ao Waters ou aos Floyd é puramente segundario, sém interesse. Se o The Wall jà era uma obra profunda pois abordava os temas do sucesso, da solidão, da alienação ... o The Final Cut encontra a sua profundura em abordando algo de mais existêncialista e universal. Isto é uma obra sobre a ruptura, a decepção, a traição, a impotência na mudança, o fim dos ideais. È finalmente no fim da obra que a implacàvel ambiguidade dos sentimentos revelados nos leva a considerar o contexto no qual este disco foi criado. O The Final Cut é finalmente ambiguo pelo contexto e pelo conteudo ... simplesmente porque a sua implacàvel mensagem é por demasiado dolorosa. Nesta velha e belicosa europa aonde os conflitos armados foram um elemento constituinte de cada uma das nações nada mudou e nada mudarà nunca, a guerra é o nosso passado, presente e futuro... 

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySab Set 19 2020, 19:30

Inicialmente eu apenas observei este tópico, de forma atenta, mas com distância. Aprecio a forma como o Paulo trata as obras e como tenta revelar a sua forma de ver as coisas - uma mistura entre o pessoal e o geral.

Confesso que olho mais para isso do "bestas a bestiais" como um caminho pessoal, a parte da aceitação geral é algo que me faz ficar mais distante - neste aspecto acalmei muito. Smile

Não sou grande fã dos Pink Floyd, conheço superficialmente a obra e apenas temos dois álbuns deles na estante, continuam por razões diferentes. Vou espreitar esse e depois logo vejo se o sapo se transforma, porque na escrita desses últimos álbuns da banda já há muito do Waters - isto em si não é mau, o homem escreve bem, mas nem sempre me toca.

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptySab Set 19 2020, 20:19

José Miguel escreveu:
... a parte da aceitação geral é algo que me faz ficar mais distante - neste aspecto acalmei muito. Smile

Não sou grande fã dos Pink Floyd, conheço superficialmente a obra e apenas temos dois álbuns deles na estante, continuam por razões diferentes. ...

Também não sou um fã dos Floyd, ném um detrator sequer, possuo dois albuns deles que é este e o Meddle mas conheço relativamente bem a obra, não a possuo por convição e escolha. Nunca fui colecionador de discos, ném de nada, mas se fosse colecionador de musica seria um pouco como o Calouste Gulbenkian, escolheria peça por peça a minha coleção e não por estilos, épocas, artistas ou tendências. GeralmenteNo divido os meus discos em três grupos: os que me tocam, os que me surpreendem e os que me calibram ... penso que este està a cavalo entre estes três elementos  Wink

A aceitação geral é um elemento como outros e não tenho nada contra ném a favor. Não vou contra a aceitação geral pelo simples intuito de afirmar a minha alteridade ném vou seguir algo com o qual não estou de acordo pois a maioria açeita, então é como jà disse atràs ... é peça por peça como faço com o vinho. Smile

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyDom Set 20 2020, 13:58

De Bestas a Bestiais - Página 3 754215

Muitos parabéns pelo texto. Ouvi muito este disco na minha adolescência, um bocado por adesão.Porque toda gente me dizia que era maravilhoso. Mas, de facto, nunca o assimilei e hoje muito menos, não entra no meu crivo do meu gosto e acho que é daqueles discos e obras que não acrescentou nada de mais. Apesar de tudo é um disco com uma produção enorme no sentido em de nos fazer sentir como dizes a marcas da guerra, uma espécie de catarse final. Estou como o José Miguel, ou não, gosto da Pink Floyd, no seu período inicial até Pompeia. Mas não deixo de considerar uma das bandas mais marcantes de sempre e com um lugar de destaque na história da música.


Este álbum é daqueles que para mim continuará a ser uma Besta. lol!

Talvez daqui a 10 anos, com uma outro visão minha do que é música e com outras experiências e memórias o consiga assimilar de outra maneira. Dúvido, mas nunca digo nunca. De Bestas a Bestiais - Página 3 491368

Muitos parabéns pelo texto e exercício isso é que é mais importante! 2cclzes

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyDom Set 20 2020, 14:39

Alexandre Vieira escreveu:

... Ouvi muito este disco na minha adolescência, um bocado por adesão.Porque toda gente me dizia que era maravilhoso. Mas, de facto,  nunca o assimilei e hoje muito menos,  não entra no meu crivo do meu gosto e acho que é daqueles discos e obras que não acrescentou nada de mais. ...

Não me enganei e estou contente por isso ... este album é realmente clivante. Seria triste nmho se trouxéssemos para este topico sòmente os albuns que fazém unanimidade. Este é um daqueles que provoca amor ou odio o que em si jà é raro. Admito que sempre gostei dele e visto que sou extremamente sensivel à erosão e deixo de gostar muito rapidamente ... ele tém uma proteção contra a oxidação que me surpreende. Continuo a gostar muito dele  Wink

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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyDom Set 20 2020, 14:50

TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:

... Ouvi muito este disco na minha adolescência, um bocado por adesão.Porque toda gente me dizia que era maravilhoso. Mas, de facto,  nunca o assimilei e hoje muito menos,  não entra no meu crivo do meu gosto e acho que é daqueles discos e obras que não acrescentou nada de mais. ...

Não me enganei e estou contente por isso ... este album é realmente clivante. Seria triste nmho se trouxéssemos para este topico sòmente os albuns que fazém unanimidade. Este é um daqueles que provoca amor ou odio o que em si jà é raro. Admito que sempre gostei dele e visto que sou extremamente sensivel à erosão e deixo de gostar muito rapidamente ... ele tém uma proteção contra a oxidação que me surpreende. Continuo a gostar muito dele  Wink

Como é obvio meu amigo, e como disse e escrevi, talvez um dia destes oiça sem qualquer compromisso e a minha opinião mude. Não seria a primeira vez, quando ouvi a Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler pela primeira vez, achei-a confusão e agressiva, hoje acho-a extraordinária, o tempo e a nossa vivência fazem-nos mudar de gosto e de opinião. De Bestas a Bestiais - Página 3 491368
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MensagemAssunto: Re: De Bestas a Bestiais   De Bestas a Bestiais - Página 3 EmptyDom Set 20 2020, 14:58

Alexandre Vieira escreveu:


 ... o tempo e a nossa vivência fazem-nos mudar de gosto e de opinião. De Bestas a Bestiais - Página 3 491368

E ainda bem, como dizém os franceses: Sò os estupidos é que nunca mudam de opinião  Wink

"Il n'y a que les imbéciles qui ne changent jamais d'avis" na versão original...

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