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 Paris, de novo, sobre pressão...

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zaratustra
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MensagemAssunto: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 22:33


Incroyable...!

http://www.lefigaro.fr/actualites/2015/11/13/01001-20151113LIVWWW00406-fusillade-paris-explosions-stade-de-france.php

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Milton
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 22:43

Está a merecer cobertura por todos os canais nacionais !
Já vai em 40 mortos e 100 refens !!!

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 23:38

Até estou arrepiado!

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 23:45

Ainda anteontem, e partindo do principio que é a mesma "raça", alinharam 200 crianças, mataram-nas a tiro e filmaram o seu "grande feito". O que me mete espécie é como é possível que um relativo pequeno bando formado à pouco tempo, o mundo os vê aparecer, crescer, fazer as barbaridades que querem e aterrorizarem o seu próprio país e outros, e nada é/foi feito.
Quem são ao certo? Como recrutam e crescem? Quais os canais que usam e quem os está a ajudar noutros países? Quem os financia e lhes fornece armamento?

E já agora, quando se acaba com TODAS as religiões no mundo?


“With or without religion, you would have good people doing good things and evil people doing evil things. But for good people to do evil things, that takes religion.”
― Steven Weinberg

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 23:50

António José da Silva escreveu:


E já agora, quando se acaba com TODAS as religiões no mundo?



Até parece que a culpa é da religião...

Eu sou ateu, mas creio que o problema dessa gente é que não acredita em nada
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 23:53

Alexandre Vieira escreveu:
António José da Silva escreveu:


E já agora, quando se acaba com TODAS as religiões no mundo?



Até parece que a culpa é da religião...

Eu sou ateu, mas creio que o problema dessa gente é que não acredita em nada


A minha opinião é totalmente oposta, sou da opinião de que a religião é o principio de todo o mal e de praticamente toda a história da humanidade seja directamente seja como "alavanca" usada por quem tem outros interesses.

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johnnys14
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sex Nov 13 2015, 23:59

as religiões falam quase todas elas sobre o mesmo, o pior mesmo é quem as usa para ditar os seus interesses e com isso reunir multidões de seguidores crentes de que aquela é a verdade suprema ou absurda... só que a verdade anda muito longe e tapada...
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majesties
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 00:27

António José da Silva escreveu:



A minha opinião é totalmente oposta, sou da opinião de que a religião é o principio de todo o mal e de praticamente toda a história da humanidade seja directamente seja como "alavanca" usada por quem tem outros interesses.


Penso da mesma forma e partilho da sua opinião.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 10:05

Ontem a noite foi longa e as notícias que ocupavam a RTP 1 não eram nada meigas.
Hoje o dia começou bem cedo, seis horas..., as notícias pioraram.
A esta hora tudo parece arrumado na Cidade Luz, às pessoas foi pedido que permaneçam em casa, dentro de casa!

Muitos de nós já passearam pelas ruas de Paris, aquelas onde tudo aconteceu, acredito que tivessem reparado como lá convivem pessoas das mais variadas proveniências, como a cidade tem nas suas fachadas as marcas das muitas culturas que nela habitam.

Hoje vejo o debate passar pela questão religiosa, mas será que é disso que se trata mesmo?
O Homem não tem em si a necessidade de crenças de ordem metafísica? - não falo só de religião, se quiserem podem colocar a ciência no seu lugar e creio que ainda assim vão encontrar umas quantas verdades pouco físicas e que mesmo assim permitem compreender o mundo físico.

Isto para dizer que a questão das religiões não me parece ser a verdadeira questão, já se matou por qualquer razão, até, imagine-se lá, por amor... Já estou a ver reacender o debate sobre a "natureza" do Homem, com dois lados a prepararem bem as palavras:

- de um lado temos os crentes na bondade natural do Homem e defendem que isto é a excepção que confirma a regra. Este exemplo de desvio revela a força da bondade, a grande maioria dos homens e mulheres vai unir-se e combater de forma pacífica este tipo de acção.

- do outro lado temos os crentes na inclinação natural do Homem para a violência, que argumentam que só com regras de força (leis) é possível dominar uma "natureza" egoísta e sem limites para o erro. Deste lado acredita-se que a larga maioria dos homens e mulheres se pudesse saltaria os limites do socialmente aceitável e por isso o caminho é carregar nas leis.

No limite falamos do Homem, um animal complexo e muito estranho. Este animal precisa construir pontes entre ele e o mundo, para que o abismo que o separa de tudo o resto seja ultrapassado. Uma dessas pontes é a religião, que por mim pode ser questionada sem problemas, mas nunca se esqueçam que não existe uma ponte única e outras estão ao lado desta...

Neste momento muitas perguntas ocupam a minha mente, honestamente nenhuma delas se prende com questões de ordem religiosa...

Os Valores de cada um dependem de muitos factores, a religião é um deles, mas alguém que sai de Portugal e vai combater ao lado de outros terroristas saberá o que é Religião? O que é o Islão? O Catolicismo? ...

A Educação é para mim a única arma que pode fazer do Homem, que eu acredito bom, um ser melhor e infelizmente o primeiro e gigantesco erro que eu vejo acomtecer todos os dias é a confusão entre Educação e instrução... Pode pintar-se alguém de ouro e títulos académicos, uma má Educação fará do dito popular "pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" uma verdade séria.

Eu escrevi enquanto trabalho, às pingas... Queria escrever mais e este tema merece, mas isto tudo é demasiado complexo e ultrapassa, para mim, a simples questão religiosa, chegando mesmo a uma luta por poder cuja origem... Não sou fã de teorias da conspiração, mas há coisas estranhas.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 10:35

Le premier oiseau d'un après guerre sur un fil de fer qui s'est barbelé au coeur des années

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 11:17

Concordo plenamente com essa ponto de vista: Educação e Formação Técnica (ou Académica) são coisas distintas.

Infelizmente estamos a constatar que a Escolaridade Obrigatória não só falha na questão da Educação de valores Morais e "Espirituais" e de práticas de Boa Cidadania (as escolas não podem tomar o lugar dos progenitores e encarregados de Educação) como também parece ser pouco eficaz no que se refere à aprendizagem de Conhecimento e de Bom Senso.
A meu ver o problema não está no conceito da Escola, mas daquilo que esperamos dela.
O excesso de confiança no modelo leva a um aumento de "Liberdade" e os resultados estão à vista.
Daí que aqui em Inglaterra não haja uma esquina que não tenha uma câmara, mas curiosamente não há um dia em que não sejam noticiados alguns crimes escabrosos...
As Leis, e a aplicação das mesmas têm a função reguladora de permitir que o sistema funcione e se algo está mal é preciso legislar (veja-se p.ex. o que aconteceu com os bancos); aliás, se não estou em erro é assim que um computador funciona.
Mas as Lies não chegam; é imperativo encontrar uma forma mais eficaz de Educar os cidadãos e de os Responsabilizar.

Por outro lado, e apesar da minha posição eminentemente ateísta, penso que as Igrejas (ou Religiões) podem ter um papel importante na divulgação e consequente sedimentação de valores (os livros sagrados são, na sua essência, manuais de sobrevivência e comportamento social).
O problema é que as Igrejas são governadas por homens e os homens buscam o poder, razão pela qual são tão avessas à mudança e à modernização.
Em Portugal a Igreja Católica foi instrumentalizada pelo governo Ditatorial e com o advento da revolução o seu papel acabou por perder relevância.

A isto temos ainda que aliar uma progressiva mas consciente perda de autoridade dos pais sobre os seus filhos (e das Escolas sobre os seus alunos), o fim do Serviço Militar Obrigatório que apesar dos todos os defeitos sempre servia para incutir algumas noções de Educação e respeito àqueles que delas careciam, e o Rendimento Social de Inserção quando atribuído sem critérios rigorosos.

O ser Humano é uma animal; distingue-se dos restantes pelas suas capacidades intelectuais mas a sua essência mantém-se "selvagem".
A criação de estruturas Sociais e de valores Morais permitiram a nossa convivência e potenciaram o desenvolvimento das comunidades cada vez mais complexas e apesar de tudo mais harmoniosas que nos conduziram à Sociedade como hoje a conhecemos, àquilo a que chamamos de Civilização.

Na minha perspectiva cada ser humano resulta da combinação de características genéticas com factores familiares, ambientais, sociais e educacionais e como tal parece-me lógico que existam comportamentos distintos que se afastam daquilo a que consideramos Normalidade, sendo que esta última, ou o seu conceito, é ainda afectada por características Culturais.
Aqui temos duas vias: a Francesa que opta pela coexistência da diversidade e a Americana que opta pela adopção de um modelo padrão.
Não acredito em sistemas perfeitos mas imagino que uma destas vias seja mais eficaz...qual, não sei.

Mas estou convencido que um modelo de Sociedade baseado no consumo (consumismo) e alimentado pela competição e pela ânsia de ter não augura um grande futuro, nem para nós Humanos nem para o Planeta.

Como alguém escreveu, "A Liberdade individual termina onde começa a do outro".

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 11:55

Ao tomar o pequeno almoço, seis da manhã, vi uma pequena parte do filme "vida de uma abelha" que passava na tvi... Curiosamente apanhei a parte inicial onde se brinca com a fordização/industrialização e termina com a personagem que não questiona a afirmar "esta é a mais perfeita sociedade"...

A fina ironia ganha força quando nos lembramos que os pais da abelha inconformada falavam de trabalho para a vida e da alegria que seria ver a pequena seguir os passos do pai...

Bem, desenhos animados!!!


Há quem diga que pensar é um risco, um perigo... Já ouvi coisas assim!

Caro Ricardo, o que diz é altamente pertinente, gostava que todos os pais lessem o que escreveu!!!
Gostava que muita gente lesse o que escreveu...

Este seria um debate gigantesco e agora até é o tempo, mas eu estou a trabalhar e sem sossego...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 13:37

ricardo onga-ku escreveu:


Por outro lado, e apesar da minha posição eminentemente ateísta, penso que as Igrejas (ou Religiões) podem ter um papel importante na divulgação e consequente sedimentação de valores (os livros sagrados são, na sua essência, manuais de sobrevivência e comportamento social).


Basta uma leitura mais ou menos atenta ao Velho Testamento, para vermos que fomos nós que criamos Deus à nossa imagem e não o contrário. Ou dito por Nietzsche, “Is man merely a mistake of God's? Or God merely a mistake of man?”

Especialmente o Velho Testamento é um cruel relato cheio de semitismo, crueldade, sangue, onde nos é mostrado um Deus igualmente cruel, egoísta, ciumento, que não se inibe de "castigar" toda a humanidade (diluvio) e começar tudo de novo. Uma "quase" cópia dos contos de Gilgamesh (escritos 2000 anos antes) com a diferença que os contos do Velho Testamento os escritores vão na direcção do mono-teísmo em contrastes com o multi-teísmo de outros contos (Gilgamesh, Mitologia Grega e Romana).

De resto, concordo com o Ricardo. Uma falha grave da humanidade em educar humanos e também aqui, a religião teve uma culpa bastante vincada.

Mas deixando a pobre da religião de parte (pobre em tudo), é realmente uma pena que no séc. 21 ainda tenham pessoas com mentalidades que remontam aos ano 2000 AC.

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 14:29

A interpretação dos textos bíblicos ou de outra origem é diferente nos últimos 2000 anos. A condição humana essa é que pouco mudou desde então. É com essa verdade que devemos interpretar todos os actos desumanos perpetrados pelos humanos.


Última edição por Alexandre Vieira em Sab Nov 14 2015, 14:51, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 14:36

Alexandre Vieira escreveu:
A interpretação dos textos bíblicos ou de outra origem é diferente nos últimos 2000 anos.


Poderá ser para ti e para mim, mas não o é para toda a gente.

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 14:55

António José da Silva escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
A interpretação dos textos bíblicos ou de outra origem é diferente nos últimos 2000 anos.


Poderá ser para ti e para mim, mas não o é para toda a gente.

É para toda a gente sim

As coisas em si não são boas ou más, são o que nelas colocamos!!!

O Antigo Testamento pode ser lido como um belo livro apenas; pode ser lido à luz da sua origem (tem razão, a bíblia está cheia de cópias... Até de Platão...); pode ser lido à luz de interesses doutrinários; pode ...

O maior problema somos nós, porque temos esta máquina que nos permite conhecer e não a entendemos... Como é possível ainda se acreditar que o conhecimento é regulado pelas coisas???

Dá que pensar e Kant explica tão bem isto!!!

Freud explica outra parte...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 15:09

José Miguel escreveu:


É para toda a gente sim




Gostaria de poder concordar, mas infelizmente não é assim, e vejo-o todos os dias com as várias pessoas que falo. Se é verdade que muita gente (Católica/Protestante/Church of England) já não ligam assim tanto à vertente religiosa, e é mais uma questão institucional, infelizmente não o é assim para todas as vertentes religiosas.

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 15:18

António José da Silva escreveu:
José Miguel escreveu:


É para toda a gente sim




Gostaria de poder concordar, mas infelizmente não é assim, e vejo-o todos os dias com as várias pessoas que falo. Se é verdade que muita gente (Católica/Protestante/Church of England) já não ligam assim tanto à vertente religiosa, e é mais uma questão institucional, infelizmente não o é assim para todas as vertentes religiosas.

Por isso na minha primeira intervenção falei de Educação...

Quando me referia que era assim para toda a gente, queria dizer que todos temos a mesma ferramenta/máquina para conhecer, depois há tudo o resto que a vai oleando ou secando - é desta última que tenho medo!!!

Eu acredito na força de cada um de nós (teoria do caos como tantas vezes a coloco), falar da possibilidade de conhecer como algo que depende de cada um e não da coisa em si (muito a propósito até na música...) é algo que não podia perder de vista

Senti que de alguma forma abriu a porta e eu arrombei-a logo!!!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 15:20

José Miguel escreveu:
...todos temos a mesma ferramenta/máquina para conhecer...



Quem é "todos"?

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ducar
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 15:51

Estado Islâmico diz ter infiltrado mais de 4 mil terroristas entre refugiados

http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-09-10/estado-islamico-diz-ter-infiltrado-mais-de-4-mil-de-terroristas-entre-refugiados.html

Eu já espera este lindo cenário.
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ducar
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 15:55

Em Portugal, refugiados têm mais direitos que os portugueses e nem vão pagar universidade

http://br.blastingnews.com/mundo/2015/11/em-portugal-refugiados-tem-mais-direitos-que-os-portugueses-e-nem-vao-pagar-universidade-00639815.html?utm_content=buffer039de&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Lindo, eu quero aplaudir
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johnnys14
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 16:14

ducar escreveu:
Em Portugal, refugiados têm mais direitos que os portugueses e nem vão pagar universidade

http://br.blastingnews.com/mundo/2015/11/em-portugal-refugiados-tem-mais-direitos-que-os-portugueses-e-nem-vao-pagar-universidade-00639815.html?utm_content=buffer039de&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Lindo, eu quero aplaudir

Refugiados e estrangeiros vindos de países de leste e chinocas todos com mais direitos que os tugas tudo isso graças aos mesmos governos da tanga que estão aos comandos deste país...  
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ducar
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 17:04

johnnys14 escreveu:
ducar escreveu:
Em Portugal, refugiados têm mais direitos que os portugueses e nem vão pagar universidade

http://br.blastingnews.com/mundo/2015/11/em-portugal-refugiados-tem-mais-direitos-que-os-portugueses-e-nem-vao-pagar-universidade-00639815.html?utm_content=buffer039de&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Lindo, eu quero aplaudir

Refugiados e estrangeiros vindos de países de leste e chinocas todos com mais direitos que os tugas tudo isso graças aos mesmos governos da tanga que estão aos comandos deste país...  


Estes é que são os verdadeiros problemas, porque o que li neste tópico até agora foi só Discursos politicamente correctos para não ferir susceptibilidades que não resolvem o problema em questão.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 17:17

Na minha opinião os países ricos do Ocidente deviam investir seriamente, com fundos públicos e privados e com recursos humanos, nos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento mas negociando contrapartidas com os seus governantes ao nível da "liberdade" cívica e da "transparência" política.
A maior parte destes países (e consequentemente os seus habitantes) foram explorados nos tempos do colonialismo e ainda o são agora ainda que de uma forma menos reprovável, pelas grandes multinacionais e pelos interesses estratégicos dos estados, e por isso o investimento é também é um dever moral.

Quando falo em investimento, isso não passa somente por injectar verbas nos estados mas também por cooperar com os governos locais de forma a acelerar o desenvolvimento Político, Cívico e Cultural dos referidos países e por olhar para esses países e para os seus habitantes como iguais, aplicar as mesmas regras que usamos "cá dentro" quando negociamos com eles, quando os contratamos para trabalhos que já não achamos humanamente aceitáveis pelo esforço físico e mental ou devido ao risco para a saúde ou para a vida humana.
Mas é mais fácil alimentar uma pequena classe déspota, vender-lhes armas e artigos de luxo em troca de riquezas naturais que não lhes pertencem ou de terra fértil para cultivo, ou p.ex. de solo para despejo de resíduos tóxicos que não queremos nos nossos territórios.
E nem somos nós, ocidentais em geral, que lucramos com isso mas uma classe de gente mal formada, sem escrúpulos, enfeitiçada pelo dinheiro e pela riqueza.

Se não trabalharmos activamente para melhorar as condições de vida e o futuro nesses países nunca acabaremos com os refugiados, a imigração ou os grupos radicais que nos odeiam.

Já viajei em vários países do terceiro mundo e tomei consciência de que a Europa por comparação é um verdadeiro paraíso de segurança e bem-estar, apesar dos cortes e da recessão, das democracias ao serviço da finança e das burlas lesa-estado com que nos temos deparado.
Aliás, julgo que muitos de vós cresceram com um televisor a preto e branco que durava até já não ter arranjo, dois canais de televisão, um carro por núcleo familiar ou por vezes nem isso que durava uma década inteira, um telefone fixo que tocava uma ou duas vezes quase todos os dias, dois pares de sapatos por ano, casa alugada, férias cá dentro, refeições em casa, poupanças em vez de empréstimos...

Hoje temos muito, temos demais, gastamos demais, e vivemos na ânsia de que aquilo que ganhamos não é suficiente para satisfazer a nossa sede consumista, esfalfamos-nos a trabalhar para comprar.
Somos mais felizes?

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 18:37

ricardo onga-ku escreveu:
Na minha opinião os países ricos do Ocidente deviam investir seriamente, com fundos públicos e privados e com recursos humanos, nos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento mas negociando contrapartidas com os seus governantes ao nível da "liberdade" cívica e da "transparência" política.
A maior parte destes países (e consequentemente os seus habitantes) foram explorados nos tempos do colonialismo e ainda o são agora ainda que de uma forma menos reprovável, pelas grandes multinacionais e pelos interesses estratégicos dos estados, e por isso o investimento é também é um dever moral.

Quando falo em investimento, isso não passa somente por injectar verbas nos estados mas também por cooperar com os governos locais de forma a acelerar o desenvolvimento Político, Cívico e Cultural dos referidos países e por olhar para esses países e para os seus habitantes como iguais, aplicar as mesmas regras que usamos "cá dentro" quando negociamos com eles, quando os contratamos para trabalhos que já não achamos humanamente aceitáveis pelo esforço físico e mental ou devido ao risco para a saúde ou para a vida humana.
Mas é mais fácil alimentar uma pequena classe déspota, vender-lhes armas e artigos de luxo em troca de riquezas naturais que não lhes pertencem ou de terra fértil para cultivo, ou p.ex. de solo para despejo de resíduos tóxicos que não queremos nos nossos territórios.
E nem somos nós, ocidentais em geral, que lucramos com isso mas uma classe de gente mal formada, sem escrúpulos, enfeitiçada pelo dinheiro e pela riqueza.

Se não trabalharmos activamente para melhorar as condições de vida e o futuro nesses países nunca acabaremos com os refugiados, a imigração ou os grupos radicais que nos odeiam.

Já viajei em vários países do terceiro mundo e tomei consciência de que a Europa por comparação é um verdadeiro paraíso de segurança e bem-estar, apesar dos cortes e da recessão, das democracias ao serviço da finança e das burlas lesa-estado com que nos temos deparado.
Aliás, julgo que muitos de vós cresceram com um televisor a preto e branco que durava até já não ter arranjo, dois canais de televisão, um carro por núcleo familiar ou por vezes nem isso que durava uma década inteira, um telefone fixo que tocava uma ou duas vezes quase todos os dias, dois pares de sapatos por ano, casa alugada, férias cá dentro, refeições em casa, poupanças em vez de empréstimos...

Hoje temos muito, temos demais, gastamos demais, e vivemos na ânsia de que aquilo que ganhamos não é suficiente para satisfazer a nossa sede consumista, esfalfamos-nos a trabalhar para comprar.
Somos mais felizes?

R


Concordo com o teu exposto, e sempre pensei assim. Mas o mundo continua a preferir germinar lá guerras, vender para lá armas, despejar lá todo o tipo de lixo e explorar de lá o que houver para explorar.
Depois temos os lideres desses países que só lhes interessa "reinar" e manter os súbditos ignorantes, trabalhadores e pobres.
E assim vamos andando.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 20:41

António José da Silva escreveu:
José Miguel escreveu:
...todos temos a mesma ferramenta/máquina para conhecer...



Quem é "todos"?

Todos significa literalmente todos, nós o Homem!!!
Faz tempo que passou a ser uma séria preocupação perceber como conhecemos em vez de nos limitar-mos a perceber o que conhecemos.
Perceber que conhecemos de uma ou outra forma é fundamental para se Educar cada um e esse caminho começa aí mesmo, no reconhecimento que conhecemos assim: as coisas são o que nelas colocamos.

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Na minha opinião os países ricos do Ocidente deviam investir seriamente, com fundos públicos e privados e com recursos humanos, nos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento mas negociando contrapartidas com os seus governantes ao nível da "liberdade" cívica e da "transparência" política.
A maior parte destes países (e consequentemente os seus habitantes) foram explorados nos tempos do colonialismo e ainda o são agora ainda que de uma forma menos reprovável, pelas grandes multinacionais e pelos interesses estratégicos dos estados, e por isso o investimento é também é um dever moral.

Quando falo em investimento, isso não passa somente por injectar verbas nos estados mas também por cooperar com os governos locais de forma a acelerar o desenvolvimento Político, Cívico e Cultural dos referidos países e por olhar para esses países e para os seus habitantes como iguais, aplicar as mesmas regras que usamos "cá dentro" quando negociamos com eles, quando os contratamos para trabalhos que já não achamos humanamente aceitáveis pelo esforço físico e mental ou devido ao risco para a saúde ou para a vida humana.
Mas é mais fácil alimentar uma pequena classe déspota, vender-lhes armas e artigos de luxo em troca de riquezas naturais que não lhes pertencem ou de terra fértil para cultivo, ou p.ex. de solo para despejo de resíduos tóxicos que não queremos nos nossos territórios.
E nem somos nós, ocidentais em geral, que lucramos com isso mas uma classe de gente mal formada, sem escrúpulos, enfeitiçada pelo dinheiro e pela riqueza.

Se não trabalharmos activamente para melhorar as condições de vida e o futuro nesses países nunca acabaremos com os refugiados, a imigração ou os grupos radicais que nos odeiam.

Já viajei em vários países do terceiro mundo e tomei consciência de que a Europa por comparação é um verdadeiro paraíso de segurança e bem-estar, apesar dos cortes e da recessão, das democracias ao serviço da finança e das burlas lesa-estado com que nos temos deparado.
Aliás, julgo que muitos de vós cresceram com um televisor a preto e branco que durava até já não ter arranjo, dois canais de televisão, um carro por núcleo familiar ou por vezes nem isso que durava uma década inteira, um telefone fixo que tocava uma ou duas vezes quase todos os dias, dois pares de sapatos por ano, casa alugada, férias cá dentro, refeições em casa, poupanças em vez de empréstimos...

Hoje temos muito, temos demais, gastamos demais, e vivemos na ânsia de que aquilo que ganhamos não é suficiente para satisfazer a nossa sede consumista, esfalfamos-nos a trabalhar para comprar.
Somos mais felizes?

R


Concordo com o teu exposto, e sempre pensei assim. Mas o mundo continua a preferir germinar lá guerras, vender para lá armas, despejar lá todo o tipo de lixo e explorar de lá o que houver para explorar.  
Depois temos os lideres desses países que só lhes interessa "reinar" e manter os súbditos ignorantes, trabalhadores e pobres.
E assim vamos andando.  

Acho graça que se diga que aqui, neste tópico, se encontram discursos politicamente correctos...
Um exercício que serve para se compreender como se conhece: onde alguém vê um discurso politicamente correcto, eu vejo o mais incisivo dos discursos. Falar de Educação hoje não é politicamente correcto, isso implica-nos e obriga-nos a olhar o espelho de frente.
Por outro lado colocar o "bota-abaixo" para mim é o politicamente correcto, porque é o socialmente melhor aceite - toda a gente quer fogo lançar umas bocas é estar do lado da maioria e por isso politicamente correcto.

É assim que vejo a evolução do Mundo em que vivo, reparo que as pessoas olham para tudo e querem logo mais sangue para vingar sangue, não percebem que o bater de assas de uma borboleta na Austrália pode provocar um tufão aqui, aqui mesmo onde estamos...

Nós temos maus líderes, mas temos os líderes que escolhemos como sociedade e isso não devemos esquecer. Admira-me que sejam sempre os mesmos, raramente ouço alguém apoiar os Governos e apesar disso os Governos são eleitos de forma livre... Curioso, mas é verdade.

Hoje ouço dizer que o Cavaco foi péssimo, mas quem subiu na vida pelas medidas por ele implementadas hoje estará a criticar ou apoiar?
Guterres é que foi, o maior e último socialista... mas quem está a pagar o pato somos nós...
Sócrates era um deus... hoje...
Passos prometeu a terra prometida aos que acreditam no Liberalismo, mas não cumpriu...

Quem vier a seguir que feche a porta? Não, eu não tenho problemas em dizer que é por falta de Educação que as coisas estão assim e isso não é politicamente correcto, mas é a verdade e é a verdade que se aplica à maioria dos 7 mil milhões de habitantes desta nossa Terra!!!

No dia em que se compreender verdadeiramentre como se conhece, vai-se compreender esta lei: Age de tal forma que a tua máxima (pessoal) seja passível de ser lei universal!!!

Eu acredito nisto, mesmo.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 21:02

José Miguel escreveu:
António José da Silva escreveu:
José Miguel escreveu:
...todos temos a mesma ferramenta/máquina para conhecer...



Quem é "todos"?

Todos significa literalmente todos, nós o Homem!!!
Faz tempo que passou a ser uma séria preocupação perceber como conhecemos em vez de nos limitar-mos a perceber o que conhecemos.
Perceber que conhecemos de uma ou outra forma é fundamental para se Educar cada um e esse caminho começa aí mesmo, no reconhecimento que conhecemos assim: as coisas são o que nelas colocamos.

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Na minha opinião os países ricos do Ocidente deviam investir seriamente, com fundos públicos e privados e com recursos humanos, nos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento mas negociando contrapartidas com os seus governantes ao nível da "liberdade" cívica e da "transparência" política.
A maior parte destes países (e consequentemente os seus habitantes) foram explorados nos tempos do colonialismo e ainda o são agora ainda que de uma forma menos reprovável, pelas grandes multinacionais e pelos interesses estratégicos dos estados, e por isso o investimento é também é um dever moral.

Quando falo em investimento, isso não passa somente por injectar verbas nos estados mas também por cooperar com os governos locais de forma a acelerar o desenvolvimento Político, Cívico e Cultural dos referidos países e por olhar para esses países e para os seus habitantes como iguais, aplicar as mesmas regras que usamos "cá dentro" quando negociamos com eles, quando os contratamos para trabalhos que já não achamos humanamente aceitáveis pelo esforço físico e mental ou devido ao risco para a saúde ou para a vida humana.
Mas é mais fácil alimentar uma pequena classe déspota, vender-lhes armas e artigos de luxo em troca de riquezas naturais que não lhes pertencem ou de terra fértil para cultivo, ou p.ex. de solo para despejo de resíduos tóxicos que não queremos nos nossos territórios.
E nem somos nós, ocidentais em geral, que lucramos com isso mas uma classe de gente mal formada, sem escrúpulos, enfeitiçada pelo dinheiro e pela riqueza.

Se não trabalharmos activamente para melhorar as condições de vida e o futuro nesses países nunca acabaremos com os refugiados, a imigração ou os grupos radicais que nos odeiam.

Já viajei em vários países do terceiro mundo e tomei consciência de que a Europa por comparação é um verdadeiro paraíso de segurança e bem-estar, apesar dos cortes e da recessão, das democracias ao serviço da finança e das burlas lesa-estado com que nos temos deparado.
Aliás, julgo que muitos de vós cresceram com um televisor a preto e branco que durava até já não ter arranjo, dois canais de televisão, um carro por núcleo familiar ou por vezes nem isso que durava uma década inteira, um telefone fixo que tocava uma ou duas vezes quase todos os dias, dois pares de sapatos por ano, casa alugada, férias cá dentro, refeições em casa, poupanças em vez de empréstimos...

Hoje temos muito, temos demais, gastamos demais, e vivemos na ânsia de que aquilo que ganhamos não é suficiente para satisfazer a nossa sede consumista, esfalfamos-nos a trabalhar para comprar.
Somos mais felizes?

R


Concordo com o teu exposto, e sempre pensei assim. Mas o mundo continua a preferir germinar lá guerras, vender para lá armas, despejar lá todo o tipo de lixo e explorar de lá o que houver para explorar.  
Depois temos os lideres desses países que só lhes interessa "reinar" e manter os súbditos ignorantes, trabalhadores e pobres.
E assim vamos andando.  

Acho graça que se diga que aqui, neste tópico, se encontram discursos politicamente correctos...
Um exercício que serve para se compreender como se conhece: onde alguém vê um discurso politicamente correcto, eu vejo o mais incisivo dos discursos. Falar de Educação hoje não é politicamente correcto, isso implica-nos e obriga-nos a olhar o espelho de frente.
Por outro lado colocar o "bota-abaixo" para mim é o politicamente correcto, porque é o socialmente melhor aceite - toda a gente quer fogo lançar umas bocas é estar do lado da maioria e por isso politicamente correcto.

É assim que vejo a evolução do Mundo em que vivo, reparo que as pessoas olham para tudo e querem logo mais sangue para vingar sangue, não percebem que o bater de assas de uma borboleta na Austrália pode provocar um tufão aqui, aqui mesmo onde estamos...

Nós temos maus líderes, mas temos os líderes que escolhemos como sociedade e isso não devemos esquecer. Admira-me que sejam sempre os mesmos, raramente ouço alguém apoiar os Governos e apesar disso os Governos são eleitos de forma livre... Curioso, mas é verdade.

Hoje ouço dizer que o Cavaco foi péssimo, mas quem subiu na vida pelas medidas por ele implementadas hoje estará a criticar ou apoiar?
Guterres é que foi, o maior e último socialista... mas quem está a pagar o pato somos nós...
Sócrates era um deus... hoje...
Passos prometeu a terra prometida aos que acreditam no Liberalismo, mas não cumpriu...

Quem vier a seguir que feche a porta? Não, eu não tenho problemas em dizer que é por falta de Educação que as coisas estão assim e isso não é politicamente correcto, mas é a verdade e é a verdade que se aplica à maioria dos 7 mil milhões de habitantes desta nossa Terra!!!

No dia em que se compreender verdadeiramentre como se conhece, vai-se compreender esta lei: Age de tal forma que a tua máxima (pessoal) seja passível de ser lei universal!!!

Eu acredito nisto, mesmo.



Peço desde já desculpas pelo tamanho da citação, mas era algo trabalhoso estar a seleccionar algo no meio de tudo. Razz

Quanto à tua primeira resposta onde citas a minha pergunta, não posso concordar contigo.
Nem todos têm direito ás mesmas ferramentas. A maioria das mulheres nos países muçulmanos, não têm direito a absolutamente nada. Nem educação (que lhes está vedada), nem direitos, nem ao mínimo da dignidade humana, só para citar um exemplo, e portanto, não acredito que todos tenhamos as mesma ferramentas.

Com o teu segundo pensamento, concordo na integra, apesar de que todos, mesmo que no meio de pensamentos algo generalistas e alguns até simplesmente errados, conseguirem arrastar algo de verdade no meio dos mesmos.

Tudo isto é de uma complexidade enorme, que envolve milhares de questões nada simples de tratar.
E nada disto é novo. Tudo é bastante cíclico e os mesmos erros vão sendo cometidos pelos mesmos motivos.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 21:21

Quando digo todos, digo mesmo todos

É da nossa natureza, percebe?
O que eu estou a dizer é algo intrínseco ao Homem, como o ADN. Durante muito tempo pensou-se que o exterior regulava o nosso conhecimento, mas a verdade é que sempre se deixou a ponta de fora e Kant colocou tudo visível... Conhecemos por uma "rede" de Categorias e no eixo Espaço/Tempo.
As Categorias: quantidade, qualidade, posição, ... Todos temos isto, todos somos iguais no acto de conhecer.

Eu não quero faltar ao respeito a ninguém, apenas coloquei a minha opinião sobre o que é ou não politicamente correcto. Cada vez mais o caminho é o de atirar pedras e até nesse exemplo que deu muito há a dizer. As Mulheres nos países muçulmanos merecem a nossa atenção, mas para lhes dar isso mesmo - Liberdade. Se falar com elas vai perceber que elas querem Liberdade de Arbítrio, nem que seja para depois usar burca.

Eu acredito demasiado na Educação para a deixar cair e por vezes empolgo-me, mas é verdade que se descobrem verdades de mil e uma formas, contudo tratar bem a informação é um passo muito mais complexo.


Estamos a ser bombardeados por informação, observe bem a qualidade de alguns argumentos... Assusta só de ouvir e parece que estão a ser ditos para nossa defesa.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 21:35

José Miguel escreveu:
Quando digo todos, digo mesmo todos



Devemos de estar a falar de coisas diferentes, ou do mesmo sem nos entendermos.

As ferramentas podem ser iguais e naturais a todos os seres humanos, mas isso de nada serve quando as pessoas não tem direito a usar essas ferramentas. Tu só sabes o que sabes porque tivestes a oportunidade para tal. Mas poderias igualmente ter nascido mulher no Afeganistão e nesse caso, não estarias a falar de Kent ou Nietzsche, ou (exemplo) a citar Carl Sagan ou Stephen Hawking. As tuas ferramentas inatas não serviriam de nada nem para nada. As ferramentas, sejam elas informáticas, mecânicas ou (figurativamente falando) humanas, são como qualquer ferramenta. Servem para um propósito. Serrote para serrar (algo), lima para limar (algo), um determinado software para ser usado (com algo).
De nada servem se nos barrarem todo e qualquer acesso à possibilidade de usarmos as nossas aptidões naturais.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 21:44

António José da Silva escreveu:
José Miguel escreveu:
Quando digo todos, digo mesmo todos



Devemos de estar a falar de coisas diferentes, ou do mesmo sem nos entendermos.

As ferramentas podem ser iguais e naturais a todos os seres humanos, mas isso de nada serve quando as pessoas não tem direito a usar essas ferramentas. Tu só sabes o que sabes porque tivestes a oportunidade para tal. Mas poderias igualmente ter nascido mulher no Afeganistão e nesse caso, não estarias a falar de Kent ou Nietzsche, ou (exemplo) a citar Carl Sagan ou Stephen Hawking. As tuas ferramentas inatas não serviriam de nada nem para nada. As ferramentas, sejam elas informáticas, mecânicas ou (figurativamente falando) humanas, são como qualquer ferramenta. Servem para um propósito. Serrote para serrar (algo), lima para limar (algo), um determinado software para ser usado (com algo).
De nada servem se nos barrarem todo e qualquer acesso à possibilidade de usarmos as nossas aptidões naturais.

Sim, é verdade!!!

Nós estamos a falar de algo que se liga, mas como o seu texto denuncia, uma coisa está antes da outra.
Tem razão ao dizer que de nada serve ter algo sem se poder usar, mas como a minha conversa vinha no sentido do que acho estar primeiro - primeiro temos que Educar para que se reconheçam as capacidades -, continuei para responder à pergunta que deixou.

Existem mulheres muçulmanas que se emanciparam e saíram, porque perceberam que o mundo exterior não lhes podia toldar o Espírito. É esse o caminho em que acredito, o caro Ricardo referiu o apoio a dar e abrir horizontes a uma pessoa é melhor do que dar ouro... na minha opinião!!!
Cada um pode ter as suas crenças, mas se permitir que o vizinho tenha as dele vai existir guerra?
Talvez não... talvez!

Esta malta que cresceu na Europa e veio cá espetar as suas bombas é filha da mesma sociedade que nós, mas não compreende a sociedade como nós... qual a razão?

A mudança está em cada um de nós, não podemos estar sempre a criticar os outros, temos que olhar para nós...

Tantos nós, vou tomar café que daqui a nada levo um de quem está ao meu lado com o café e o bolo de maça para sobremesa...

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 22:06

José Miguel escreveu:

Esta malta que cresceu na Europa e veio cá espetar as suas bombas é filha da mesma sociedade que nós, mas não compreende a sociedade como nós... qual a razão?



A razão é simples, nascem cá mas contrariamente a "nós", crescem no ceio dos seus e são formatados desde infância pelos seus e nas suas crenças. Não se misturam, não se fundem (ou raramente).
Temos o exemplo nacional. Povo trabalhador "obrigado" a emigrar à décadas.
Sou um dos que (quase) nasceu noutro país. Nunca perdi a identidade nacional, mas juntamente com a minha família, conseguimos-nos ligar e fundir com pessoas de um país diferente. E é assim com portugueses na Alemanha, em França, na Venezuela, na América ou em países africanos, e é assim com muitos das pessoas desses países quando emigram.

Mas eu falo por experiência, falo com eles diariamente (ou melhor, até já evito). Estão há anos no país que os acolheu (muitos nasceram lá) e que lhes dá trabalho e um excelente nível de vida, estudaram e aprenderam (portanto, podem usar as ferramentas) nas escolas europeias, e mesmo assim estão completamente formatados na sua religião e hábitos. Uma das conversas que tive com alguns ainda há pouco tempo atrás (e é absolutamente normal neles), é que a partir do momento em que uma "mulher" (criança para nós) é menstruada, está pronta para casar (relações sexuais), mesmo que isso aconteça aos 9 anos de idade.
Há uns dias atrás, um dizia à boca cheia (nascido e criado em Inglaterra) que todo o homossexual deveria de ser morto, ao que eu respondi, "Isn't it a bit to harsh?".

Só falando com eles diariamente para se entender a extensão do problema, a força e profundidade das raízes. Sem duvida um problema bastante grande que não é fácil imaginar uma solução.

E sim, a origem é religiosa, disso não há duvida e não podemos sequer tentar minimizar ou disfarçar a questão.

Mas como digo, certas coisas só experimentando na primeira pessoa.

Quero deixar claro que sou totalmente contra o racismo (coisa que nem entendo) e que este texto não tem essa finalidade, nem qualquer outra base xenófoba. São simplesmente realidades da humanidade.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 22:42

Faz algum tempo que não convivo com muçulmanos, mas tudo o que diz só revela o poder da Educação...
Imagine um mundo em que somos todos Educados (não confundir com instruídos) para o conhecimento que parte de nós???

Filho de peixe não tem que ser peixinho... Darwin ensinou-nos isso faz tempo

É tarefa fácil? Não!

É possível? Eu acredito que sim...

Não quero vender banha da cobra, quero que cada um evolua ao seu ritmo e aceite o outro, não é pedir muito... mas é pedir algo faraónico e eu sei disso, por isso carrego sempre as costas em título individual para que pese menos a cada um.
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 22:52

José Miguel escreveu:

Imagine um mundo em que somos todos Educados (não confundir com instruídos) para o conhecimento que



Uma coisa é o que nós desejamos e por consequência o mundo fictício, outro é o mundo real.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Sab Nov 14 2015, 23:10

António José da Silva escreveu:
José Miguel escreveu:

Imagine um mundo em que somos todos Educados (não confundir com instruídos) para o conhecimento que



Uma coisa é o que nós desejamos e por consequência o mundo fictício, outro é o mundo real.

Sim, devemos partir do que há para se chegar onde se quer.

Eu creio que sei reconhecer o que há e por isso revelo sempre um caminho que parte do que há.

As "utopias" têm um valor muito especial, pelo menos para mim.

U-Topos significa não lugar... ou seja, se reparar é "não Lugar" conjugado no presente e saber pensar uma Utopia desta forma é fazer dela a luz ao fundo do túnel, o pico da montanha, a onda Gigante da Nazaré, ...

Ficar pela análise do que há é bom, pensar a realidade é já algo muito complexo, mas ambicionar algo mais não é um erro, nem mania, nem defeito, é feitio...

Mais uma vez, falamos de Educação e eu nesse campo sou algo chatinho, para mim é o nosso caminho de salvação. Somos Animais e não devemos ter medo disso, devemos aceitar, aprender e evoluir.

Faz uma semana deixei uma pequenina estória sobre este tema num outro tópico (creio que no "a rodar"), assumo que sou animal antes de outra coisa

Estamos a ouvir Gong... o Daevid Allen tinha aquele estilo e modo de vida muito especial... mas eu não seguirei aqueles passos, sou fraquito e tento na minha medida e por isso acredito que cada um pode algo. Já viu onde algumas destas conversas chegam?

Num meio onde se gosta de música, algumas das letras são lições para o que aqui se diz, belíssimas lições
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 01:05

Uma grande parte da história humana, e infelizmente continua actual.


“You're basically killing each other to see who's got the better imaginary friend.”
― Richard Jeni

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 16:31

Temos aqui a solução para o problema em questão.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 16:55


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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 19:52

Não é inédito, é tão só uma pequena homenagem. É um anseio que todos os da minha geração e de outras próximas ainda, utopicamente, acreditam

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 20:03

Gerações ainda sonham...


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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 23:19

http://br.blastingnews.com/mundo/2015/11/coracao-da-europa-estado-islamico-revelou-como-tenciona-matar-milhoes-no-proximo-atentado-00654319.html

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 23:33

"Make no mistake I don't do anything for free
I keep my enemies closer than my mirror ever gets to me
And if you think that there is shelter in this attitude
wait till you feel the warmth of my gratitude

One,
I get the feeling that it's two against
One,
I'm already fighting me so what's another one?
The mirror is a trigger and your mouth's a
Gun,
Lucky for me I'm not the only one

And if it looks to me like you and your reflection
plan to add your own fire to this dimension.
then tell it that this is ain't no free for all to see
there's only three... Its just you and me against me

One,
I get the feeling that it's two against
One,
I'm already fighting me so what's another one?
The mirror is a trigger and your mouth's a
Gun,
Lucky for me I'm not the only one
Lucky for me I'm not the only one

And if your foot soldiers, sycophants, and yes men
plan to break into the middle of this little plan
Then they should plan to hear me say,
that I won't play around the way, anyway,
I plan to plan around them

One,
I get the feeling that it's two against
One,
I'm already fighting me so what's another one?
The mirror is a trigger and your mouth's a
Gun,
Lucky for me I'm not the only one
Lucky for me I'm not the only one"

"Two Against One" is track #7 on the album Rome. It was written by John Anthony White, Brian Joseph Burton, Daniele Luppi. Ft. Jack White.

https://www.youtube.com/watch?v=lF_C7BvAf_A

Dá que pensar... ataques que geram ataques... auto-reflexão precisa-se.




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ducar
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Dom Nov 15 2015, 23:43

Nós estamos a lidar com pessoas que não temem nada nem a morte, nem quero imaginar o que seria se aqueles 3 Homens bomba conseguiam o feito de entrar no estádio no dia 13.

Isto sim é que dá que pensar, e uma coisa é certa o medo e o receio está-se a instalar na Europa a passos largos.

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johnnys14
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 00:22

O melhor mesmo é pensar em coisas positivas e não deixar o medo invadir nossos pensamentos porque é disso que eles se alimentam
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agorgal
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 10:35

Letter from Beirut: 'It is never just a bomb'
On Thursday, November 12, twin explosions in the Lebanese capital, Beirut, killed 43 people and wounded more than 200 others.
One resident of the city, Elie Faras, reflects on the events of that day - and the global reactions to what would happen just a day later in Paris:



People believe that it must have become second nature for us Lebanese to hear of attacks. They assume that living in a country teetering on the edge of chaos means being ready for whatever such chaos throws our way. But it's never the case.

I was walking aimlessly up a Beirut street on November 12. It had been a long day at work, a day in which the medical students I'm overseeing joked that my birthday falling on Friday the 13th must be an omen. I went along with the joke, not knowing it would end up as a fulfilled prophesy less than a few hours later.

I did not hear the explosions. I did not hear the sound of lives breaking, families shattering or normality fading less than 10 minutes away from where I stood. Instead, I found out when a friend asked me: "Do you know what happened in Borj el-Barajneh?"

I looked at her questioningly.
A suicide bombing, she said.
As I was checking the news, a second bomb went off.
My country had been broken - again.

"It's just a bomb," I heard some people around me say.
It will always be 'just a bomb' for many Lebanese. Us dying on the streets of our cities, away from our homes, doing things that no person should ever die doing, although rare, has become frequent enough for us to develop a reflex reaction whereby we immediately brush it off.

But it wasn't 'just a bomb' this time, just as it is never 'just a bomb'.

The death toll kept rising, and the pictures in the media kept flowing: the burned bodies; the crying widows; the weeping infants; the hospitalised children; the destroyed buildings; the streets turned to rubble.
It was horror all around; a type of horror that is all too familiar and yet somehow distant.

But on that night, there was a shift in my country's response that humbled me: the night of November 12 was not about petty politics and the how, why and who of that deadly act. It was us, standing together and telling each other: I don't care where you come from, this is my hand reaching out, let me help.
People flocked to hospitals to donate blood, to help in any way they could.

Amid the devastation of it all, the story of Adel Termos emerged: a man in his 30s who had tackled the second suicide bomber, preventing him from accessing the mosque he was targeting, and saving hundreds of lives in the process.

We were looking at that horrible footage, hugging our children, mothers and fathers, and hoping that this would be the last time they'd have to see, hear and feel such things. It was really too much of a burden to have to know that Alaa Awada, a third-year law student, had passed away, or that Rawan Awada, a schoolteacher, would not be teaching her pupils the following day, or that Shawki Droubi and Khodre Alaeddine would not see their colleagues at the hospital in just a few hours.

The names, the faces, the stories: they're the same every time, and yet so different. The common denominator is always this: a country that is forced to its knees, forced to mourn, forced to face chaos head on and to come out triumphant at every turn. But for how much longer?

Three days after November 12, Borj el-Barajneh is picking up the pieces of what once was. The country is slowly but surely rebounding. The sense of unity this time around is palpable. I do not hear the kind of talk that used to be so commonplace: dissecting the politics of each attack. No, this time the talk is about the people, the victims, the sense of despair we all feel at having to go through this, again and again. This was not 'just a bomb'.

Shortly after these horrors struck my people, they also struck Paris.

The news came as a shock to me. Paris is a city I love. When I last visited, I stayed on the very street where the Bataclan concert venue is located. I know those avenues and those boulevards. It broke my heart to see the maps pinpointing the locations where the same harm was being inflicted upon Parisians as had been unleashed on my people just a few hours earlier.

Soon, the international condemnations poured in. People from all over the world started praying. Global landmarks were illuminated in the colours of the French flag. Everyone mourned.

So I sat at my workplace, on the morning of November 14, wondering why my people did not matter as much, why my death would never be as important, why I will always be politically irrelevant.

My people didn't get international condemnations. Their deaths did not wake up US President Barack Obama, compelling him to issue a statement about how they were a blow for humanity. After all what is humanity but a subjective term delineating the worth of the human being it refers to?

My people didn't get anything more than a brief mention in the news cycles, something akin to a weather report. My people didn't see landmarks lit up in the colours of their flag. My people didn't unite the world in declarations of sympathy. They didn't even get a Facebook button to tell their families they were safe.

And you know what, I'm fine with it all. I've come to accept that I will never truly matter. I will never matter as long as there are Lebanese and other Arabs who are more devastated by what took place in Paris than by what takes place almost daily in their own home cities. They say it's because such attacks have become normal for us. They say it's habituation. But it's not.

We can ask for the world to think that Beirut is as important as Paris, or for Facebook to add a 'safety check' button for us to use daily, or for people to care about us. But the truth of the matter is that we are a people who have grown so used to being broken that we long ago stopped trying to heal.

May all the victims of the atrocities - in Beirut and Paris and elsewhere - rest in peace.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 10:38

Seixas da Costa. França “tem o seu inimigo dentro de si”


http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-11-16-Seixas-da-Costa.-Franca-tem-o-seu-inimigo-dentro-de-si

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 11:11

Só para dizer que hoje UK prestou a sua homenagem e respeito pelos acontecimentos de Paris com um minuto de silencio que (como é óbvio) também foi comprido na fábrica da Mini onde se pararam as linhas e onde estivemos reunidos nesse mesmo minuto.



MINI Plant Oxford
Associate Information

One Minute Silence for Victims of Paris Attacks.


Please ensure those without PC access are aware of the one minute silence.

Associate Information

A one-minute silence will be observed throughout the UK today, Monday 16 November, to remember all those who lost their lives in the Paris attacks on Friday 13 November.

At Plant Oxford, we will be observing a one-minute silence at 11.00 am.

Please take personal responsibility for respecting the silence within your local areas.

AK-1-UK-2
Plant Communications



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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 11:12

França é o país que acolheu desde sempre todos os povos, Paris a cidade das Luzes... por ironia do destino, o maior ataque foi na Rue Voltaire... VOLTAIRE!!!

Que pena Voltaire não ser de leitura obrigatória e análise cuidada durante todo um ano... a mania deste sistema de ensino que experimentamos e que continua a colocar a quantidade à frente da qualidade faz isto, promove o contacto superficial com tudo, TUDO, e depois admiram-se que os jovens (ou menos jovens) leiam um chamado qualquer ignorante e o sigam... a maior parte das pessoas lê na diagonal e siga para a próxima...

Aqui em Portugal também existem leituras que deviam ser obrigatórias, quero dizer, autores portugueses... se algum dia se ler os Lusíadas sem ser para analisar os decassílabos e o número de cantos, quando se ler uma obra monumental durante um ano lectivo e não durante umas semanas, talvez tenhamos jovens (e menos jovens) a saber um pouco mais da nossa História, Geografia, Química, Física, Cosmologia, Literatura, Filosofia...

É um caminho longo, mas acredito que alguém preparado não leia a Bíblia ou o Corão e siga para uma batalha sangrenta... destes dois livros podemos retirar os maiores ensinamentos para a mais interessante experiência de viver em sociedade e sabem a razão (que aqui já foi dita pelo António por exemplo)!?! Porque até esses dois livros têm como base outro que devíamos conhecer para crescer como sociedade. Quem não conseguir ver o "mundo das ideias" platónico na ideia de deus deve andar distraído... e o "primeiro motor imóvel" de Aristóteles? Só estes dois já chegariam para assustar qualquer fanático... mas fanático é ignorante e ignorante é apenas aquele que não deseja aprender!!!

Depois há muito mais, mas se os portugueses soubessem ler os Lusíadas talvez percebessem melhor o Pessoa... e Pessoa é tão importante!!!
O nosso POETA conseguiu traduzir em poemas (génio) os mais complexos pensamentos que se produziram para analisar o Homem... e anda tudo distraído!!!

"Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."

Esta é uma pequena parte de O Guardador de Rebanhos... não me digam que está errado o Poeta, ele está certo e pena é que não se leia isto não se mude de imediato a forma de estar na vida.

Não se muda porque não se está preparado para o impacto, mas se nos tocar algo vai mudar e depois mais alguma coisa e depois...
Wittgenstein antes tinha dito "Os limites do meu conhecimento são os limites do meu mundo." e o Poeta traduziu desta forma brilhante...
Wittgenstein conclui a sua obra dizendo: sobre o que não se pode falar deve guardar-se silêncio... cem anos antes já Kant nos tinha ensinado o mesmo e continuamos a insistir no erro...

As coisas são o que nelas colocamos... as coisas são o que nelas colocamos...

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 17:26

José Miguel escreveu:
ignorante é apenas aquele que não deseja aprender!!!



Somos todos ignorantes porque só aprendemos o que nos interessa

A convicção de que o Conhecimento é um processo evolutivo e irreversível está errada.

A história prova que as Civilizações nascem e morrem e o Homem está sempre à beira do precipício da barbárie (Império pré-colombianos na América do Sul, Romano, Grego, Otomano, eteceterá. eteceterá. (nem falo na WWII que ainda paira no ar)

O mito do Conhecimento é um idealismo. O qual como todos os idealismos sofre de paralaxe e viaja em bicos de pés à boleia da realidade.

Como diria Pangloss no Candide de Voltaire: "o mundo é perfeito"

Sayonara

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 17:29

Mário Franco escreveu:
José Miguel escreveu:
ignorante é apenas aquele que não deseja aprender!!!



Somos todos ignorantes porque só aprendemos o que nos interessa

A convicção de que o Conhecimento é um processo evolutivo e irreversível está errada.

A história prova que as Civilizações nascem e morrem e o Homem está sempre à beira do precipício da barbárie (Império pré-colombianos na América do Sul, Romano, Grego, Otomano, eteceterá. eteceterá. (nem falo na WWII que ainda paira no ar)

O mito do Conhecimento é um idealismo. O qual como todos os idealismos sofre de paralaxe e viaja em bicos de pés à boleia da realidade.

Como diria Pangloss no Candide de Voltaire: "o mundo é perfeito"

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Sim caro Mário, tem muito de cíclico. Quando se imaginava que nunca mais viessem a haver campos de concentração, vejam o que se passou nos Balcãs.

Tudo vai, e tudo volta.

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MensagemAssunto: Re: Paris, de novo, sobre pressão...   Seg Nov 16 2015, 19:08

Mário Franco escreveu:
José Miguel escreveu:
ignorante é apenas aquele que não deseja aprender!!!



Somos todos ignorantes porque só aprendemos o que nos interessa

A convicção de que o Conhecimento é um processo evolutivo e irreversível está errada.

A história prova que as Civilizações nascem e morrem e o Homem está sempre à beira do precipício da barbárie (Império pré-colombianos na América do Sul, Romano, Grego, Otomano, eteceterá. eteceterá. (nem falo na WWII que ainda paira no ar)

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