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 Gravações de estúdio e efeitos sonoros

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Seg Jun 08 2015, 15:06

Quando se relê um livro há sempre uma nova leitura.

Na música o mesmo.

Depois de um deambular pelo youtube ouvindo exitos (rock/pop) dos finais dos 60 e inícios de 70 identifiquei (o que sempre lá esteve mas nunca liguei) que há um denominador comum de efeitos sonoros. Naquela época não havia modéstia no seu uso.

Reportando-me à época lembro-me que se fazia a festa com qualquer mísero GD mono porque as gravações vinham cheias de esteróides.

Hoje procuramos um som "definido" "puro" "detalhado" (geralmente em prejuízo da emoção mas isso são outra questões e não quero ir por aí).

Esta questão está sempre presente nas minhas audições de equipamentos, as variáveis são muitas assim com são diversificadas as expectativas e os gostos de quem ouve. Talvez por isso seja um assunto que nunca dei por encerrado.

Admito porém que muitas vezes as grandes expectativas dão lugar a um "lá vem mais do mesmo".

A sofisticação homogeneizou o som.

Para quê toda esta converseta?

Para contextualizar a colagem deste texto que na sequência dos anteriores pensamentos encontrei na net e que apesar da sua simplicidade aborda  com alguma clareza a questão dos efeitos sonoros.


" Os Processadores de Efeitos  

Sérgio Izecksohn

O famoso som de estúdio. Afinal, o que faz com que aquela voz pequenina soe tão exuberante na gravação? Usam-se nos estúdios muitos tipos de processadores. Há processadores de efeitos, que abordaremos aqui, e processadores de sinal, de que falaremos na próxima edição. São vários aparelhos que modificam os sons originais dos instrumentos, dando-lhes novo colorido, ambientando-o ou adaptando o som para ser gravado em um determinado meio. Os mais usados em home studios são o reverberador ou reverber, o delay, o compressor, filtros de ruído, o "chorus", o "flanger" e outros mais específicos, como os distorcedores.

Os processadores podem se apresentar em forma de "rack", dedicados (um só tipo de efeito) ou multi-efeitos Os multi-processadores vêm com vários recursos diferentes, como se fosse uma pedaleira de guitarra, com os efeitos em série e controles de todos eles. Alguns têm o processamento totalmente independente à esquerda e à direita (em paralelo), se conectados pelas mandadas estéreo de efeitos da mesa. Podem vir como recursos próprios de mesas de som e de certos teclados, as "workstations". Ou, ainda, podem aparecer como recursos adicionais, os “plug-ins”, para programas de gravação em HD. Todos os formatos são úteis e podem soar muito bem, se bem escolhidos e dosados. Enquanto os plug-ins são um novo front na revolução do áudio gravado, pela imensa versatilidade, os efeitos em rack dão mais estabilidade e, em geral, agilidade ao trabalho de processamento de sinais e efeitos.

Os processadores com MIDI podem ter seus controles modificados em temo real na mixagem, pelo mesmo seqüenciador onde se ‘gravam’ os sintetizadores. Escolhe-se um canal MIDI só para ele e opera-se pelas funções “control change” e “patch change”.

Efeitos. Esses processadores são de uso coletivo. Em cada canal se controla a intensidade de cada efeito ligado à mesa. Há muitos tipos de efeitos. Deles, o reverber é um item obrigatório no estúdio, por permitir a correta ambientação de vozes e instrumentos. As marcas mais usadas são Lexicon, Yamaha e Alesis, com modelos dos mais simples aos mais complexos.

O reverberador reproduz os ambientes acústicos, de acordo com os timbres dos instrumentos e vozes e com as peculiaridades de cada música. Ao som seco e impessoal de estúdio, acrescenta vida e profundidade, valorizando, dando profundidade e definindo os diversos sons.

Quando estamos num lugar amplo, diante de um paredão ou uma montanha, podemos experimentar o efeito do eco. O eco é o reflexo do som, como uma imagem no espelho, a onda sonora que volta ao ouvido do emissor, após bater numa superfície reflexiva. O som viaja a 340 metros por segundo. Se você estivesse a 340 metros da montanha e pudesse gritar alto o suficiente, você ouviria o eco exatos dois segundos após o grito. Um segundo para a sua voz chegar na montanha, e outro para o eco vir até você.

O som se propaga em todas as direções. Ao atingir uma superfície reflexiva, reverbera (ecoa) num ângulo simétrico. Exatamente como a imagem de um espelho. Dentro de uma sala, com paredes, piso e teto mais ou menos reflexivos, múltiplas reflexões do som causam a reverberação. De acordo com os materiais usados e o tamanho das salas, as ondas sonoras se refletem com características variadas.

Os estúdios têm suas salas de gravação revestidas de materiais absorventes para “secar” o som. Isto nos permite gravar o som seco e aplicar a reverberação artificialmente. Do contrário, todos os sons gravados teriam a mesma reverberação, e todas as músicas ficariam com o mesmo “clima”, gravadas no mesmo ambiente.

Quando emitimos um som dentro de uma sala, primeiro ouvimos o som seco, direto da fonte. É o estágio do reverber conhecido como “pre delay”. Um instante (milissegundos) depois, ouvimos as primeiras reflexões (“early reflections”), e depois ouvimos as reflexões se cruzando pelas paredes, até o som perder força e cessar.

Os parâmetros de um reverberador variam desde o tipo e tamanho de salas, quartos, estádios, catedrais, “plates” (antigos reverberadores de metal), “gates’ etc., passando pela intensidade do efeito, até o timbre (graves e agudos) da reverberação, o tempo de decaimento (decay), o pre-delay, que é o atraso do efeito sobre o som seco, usado para definir o ataque do som e dar maior nitidez, e  outros.

Alguns reverberadores mais simples e baratos, porém com qualidade profissional, trazem apenas um seletor de “salas” e controle de intensidade, o que é suficiente para bem sonorizar o home studio de nível básico.

Delay e Eco. O eco é um efeito usado para dar maior profundidade a instrumentos solistas. O recurso mais usado para criar este efeito é o digital delay. Delay significa atraso. Ele reproduz uma ou várias cópias digitais do som com atrasos pré-determinados, criando um “eco”.

Seus controles mais comuns são “level”, que dosa o volume do eco, “delay time”, o tempo ou o ritmo das repetições, “intensity”, que determina o número de repetições e outros, em geral referentes ao uso em estéreo, com diferentes delays à esquerda e à direita.

O delay digital substituiu as antigas câmaras de eco (que consistiam numa fita magnética girando em torno de cabeçotes de gravação com distâncias variáveis) por "samples" (amostras do som gravados digitalmente). É necessário ao estúdio para fixar a profundidade de solos instrumentais e algumas vozes.

O chorus faz oscilar a freqüência (afinação) de um sample (amostra sonora digital) em torno da freqüência do som original. A soma dos dois sons, o original e a amostra com afinação oscilante, sugere um efeito como o de um coro. Pode-se regular a intensidade, a velocidade (rate) da oscilação, o distanciamento do "pitch" (afinação) original. O flanger, que funciona de outro jeito, tem efeito semelhante, porém mais dramático. Também há o phaser, o  rotary, derivado das caixas Leslie, que tinham falantes giratórios motorizados, e muitos outros efeitos."


(e já agora algumas gravações da referida época: Nancy Sinatra - These Boots Are Made for Walkin / THE SHADOWS - Apache (1969) / Mungo Jerry - In the summertime / Animals - House of the Rising Sun / Box Tops - The Letter (1967) / Los Bravos - Black is Black / PROUD MARY - CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL / Christie - Yellow River - 1970 / Bobby Vinton - Sealed With A Kiss (1972) / etc. etc. etc. )

2cclzes 2cclzes 2cclzes 2cclzes 2cclzes 2cclzes 2cclzes
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Seg Jun 08 2015, 18:05

É por estas e outras que nao me causa nenhum prurido o uso de controlos de tonalidade ou equalizadores...
É que com o uso desses "artificios" este tipo de melomanos tem as escolhas muito mais alargadas do que aqueles em cujos sistemas "audiofilos" só soam bem as boas gravaçoes e prensagens...

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Seg Jun 08 2015, 19:01

Milton escreveu:
É por estas e outras que nao me causa nenhum prurido o uso de controlos de tonalidade ou equalizadores...
É que com o uso desses "artificios" este tipo de melomanos tem as escolhas muito mais alargadas do que aqueles em cujos sistemas "audiofilos" só soam bem as boas gravaçoes e prensagens...

Sem dúvida

E depois acaba tudo a ouvir Jazz

Para quem gosta de descobrir basta esquecer o que se aprendeu e explorar os horizontes, dos equipamentos e gravações, sem preconceitos.
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 14:22


Caro Mário,

Um belo tópico que acredito possibilitará um rol considerável de opiniões e divagações...

Numa primeira análise do texto e transcrição ressaltam três assuntos algo distintos:
-Os processadores de efeitos (nos instrumentos/na gravação)
-A equalização doméstica (na reprodução)
-As preferências músicais dos audiófilos

Começando pelo fim e possivelmente pelo mais subjectivo dos temas... De facto, o Jazz tornou-se uma moda, mas...

O Jazz consumido por uma grande parte dos  audiófilos (sobretudo pelos que não nutrem uma grande afinidade por este género) concentra-se sobretudo no Jazz mainstream, na Bossa Nova e em alguns clássicos. Para além de ser música "agradável" ao ouvido, estas edições possuem normalmente uma qualidade acima da média, justificando a escolha dos "audiófilos". Refiro-me por exemeplo a nomes como Eliane Elias, Patricia Barber, Diana Krall, Stacey Kent, Stan Getz e João Gilberto, entre muitos outros.

Não tenho absolutamente nada contra estes artistas, mas convenhamos, o Jazz é um pouco mais do que isso... A sua abrangência e enorme diversidade faz com que seja um dos géneros com mais estilos e variantes pelo que as generalizações (assumir o todo pela parte ou vice-versa) valem o que valem...

Mas para além do Jazz, o vinil também se tornou uma moda e muitos são os que compram compulsivamente discos de Jazz (e não só...) sobretudo pelo formato e com o principal objectivo de preencher as prateleiras lá de casa... mas mais uma vez, não convém generalizar. A grande maioria dos "verdadeiros" amantes deste género, não perde muito tempo com coleccionismos exarcebados ou questões audiófilas (possivelmente alguns nem sabem o que isso é). Alguns dos que eu conheço, utilizam o mesmo sistema á vinte ou trinta anos e não embarcam em upgrades ou discussões sobre o som "perfeito" ou "mais que perfeito"...

Quanto á equilização "doméstica" do som, mais uma vez estamos perante uma questão que se rege pela preferência de cada um. Pessoalmente, não tenho nada contra a utilização de equalizadores, mas com os dois modelos que já passaram pelos meus sistemas nunca conseguí melhorias que justificassem a continuação da sua utilização. Possivelmente por falta de paciência, confesso...

Além disso, existe a componente prática. Para mim, não faz qualquer sentido ter que ajustar a equalização a cada audição de um novo álbum, de um novo set ou tipo de registo.

Concordo plenamente que a maioria dos upgrades que fazemos aos nossos sistemas (cabos, células, acessórios acústicos, etc.) na prática não passam de meros processos de equalização do som. Contudo, esses upgrades são definitivos e não requerem ajustamentos permanentes (a cada nova audição).

Na minha opinião, os upgrades constantes e a utilização exagerada de acessórios acabam por remeter a música para um plano secundário (contra mim falo).

Quanto aos processadores de efeitos, sejam eles introduzidos nos instrumentos ou durante a fase de edição/masterização, considero que são parte integrante da obra e do seu resultado final. É certo que os processadores de som podem integrar a componente criativa/artistica ou ser utilizados como meios correctivos de aspectos técnicos e acústicos, mas em qualquer das situaçações não deixam de fazer parte da obra gravada.

Quando coloco um disco a tocar, pretendo usufruir da obra como um todo, com todos os seus defeitos e virtudes. Mas mais uma vez estamos perante conceitos altamente subjectivos e mesmo nas produções menos cuidadas, os defeitos por vezes transformam-se em virtudes...

Grande Abraço
cheers
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 16:17

Bom, poderia começar aqui a opinar, mas seria uma repetição quase à letra do que o Mister W já disse.

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 17:39

António José da Silva escreveu:
Bom, poderia começar aqui a opinar, mas seria uma repetição quase à letra do que o Mister W já disse.

100% de acordo também, ao texto, que está perfeito, retirava-lhe, apenas porque desnecessárias, as referências excessivas e completamente desnecessárias ao Jazz!

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 18:03

Alexandre Vieira escreveu:
António José da Silva escreveu:
Bom, poderia começar aqui a opinar, mas seria uma repetição quase à letra do que o Mister W já disse.

100% de acordo também, ao texto, que está perfeito, retirava-lhe, apenas porque desnecessárias, as referências excessivas e completamente desnecessárias ao Jazz!



Quem não sabe é como quem não vê. lol! E depois têm que se contentar com outras coisitas....

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fredy
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 18:19

Olá

Ora aqui está um tema interessante...

Já o disse noutro tópico??? e volto a dizer...

Citação :
Isto é como a história dos equalizadores, quem já passou por um estúdio de gravação sabe que a manipulação do som é feita até à exaustão, ou seja até estar de acordo com aquilo que se pretende...
ora em casa também queremos ter o som de acordo com o que pretendemos... por isso se acharmos necessário um equalizador... porque não
.

Eu costumo dizer que para uma aparelhagem tocar bem... não é preciso muito...
apenas colocar o disco adequado...  
e muitos são de jazz (sem ofensa) pois por vezes são excelentes gravações com poucos instrumentos e torna-se fácil de ouvir,
isto só me faz lembrar a história de umas "colunas que já passaram cá por casa", de facto em jazz são excelentes (com poucos músicos) mas quando entra outro tipo de música são um verdadeiro desastre.

Fredie
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 18:29

fredy escreveu:
Olá

Ora aqui está um tema interessante...

Já o disse noutro tópico??? e volto a dizer...

Citação :
Isto é como a história dos equalizadores, quem já passou por um estúdio de gravação sabe que a manipulação do som é feita até à exaustão, ou seja até estar de acordo com aquilo que se pretende...
ora em casa também queremos ter o som de acordo com o que pretendemos... por isso se acharmos necessário um equalizador... porque não
.

Eu costumo dizer que para uma aparelhagem tocar bem... não é preciso muito...
apenas colocar o disco adequado...  
e muitos são de jazz (sem ofensa) pois por vezes são excelentes gravações com poucos instrumentos e torna-se fácil de ouvir,
isto só me faz lembrar a história de umas "colunas que já passaram cá por casa", de facto em jazz são excelentes (com poucos músicos) mas quando entra outro tipo de música são um verdadeiro desastre.

Fredie

Concordo o Jazz é musica aborrecida para sistemas calões!  

Sem ofensa mas prefiro de longe o "Cante Alentejano"
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 19:50

fredy escreveu:
Olá

Ora aqui está um tema interessante...

Já o disse noutro tópico??? e volto a dizer...

Citação :
Isto é como a história dos equalizadores, quem já passou por um estúdio de gravação sabe que a manipulação do som é feita até à exaustão, ou seja até estar de acordo com aquilo que se pretende...
ora em casa também queremos ter o som de acordo com o que pretendemos... por isso se acharmos necessário um equalizador... porque não
.

Eu costumo dizer que para uma aparelhagem tocar bem... não é preciso muito...
apenas colocar o disco adequado...  
e muitos são de jazz (sem ofensa) pois por vezes são excelentes gravações com poucos instrumentos e torna-se fácil de ouvir,
isto só me faz lembrar a história de umas "colunas que já passaram cá por casa", de facto em jazz são excelentes (com poucos músicos) mas quando entra outro tipo de música são um verdadeiro desastre.

Fredie

Creio que montar um sistema capaz de lidar com o bom e o mau,  com o simples e com o complexo, é sem dúvida o grande objectivo.

Quando não se consegue, acabamos por seleccionar os géneros, acabamos por seleccionar as gravações (que tocam bem no nosso sistema) e lá se vai a aventura da música.

Um conhecido disse-me aqui há tempos que gostava de um som etéreo. Tive vergonha de lhe perguntar o que era o som étereo e durante muito tempo andei com essa pedra no sapato. Acabei por não querer saber. Talvez seja o som dos querumbins a togar fagotes nas núvens.

Sou muito menos exigente, basta-me música (só que, convenhamos, música não é chá de tília, tem de ter muita paprika)

Aqui a porca torce o rabo.

Torce o rabo porque encontro mais facilmente paprika nos sistemas carregados de vícios (aqueles velhinhos que tinham controle de tonalidade, que tinham loudness etc etc).

É um paradoxo porque ensinaram-me (já tarde) que um hi-fi não pode ter essas coisas quejandas.

Caramba, grande bronca  

 o meu Leak Stereo 70 tem um controle de agudos muito catita (rapa lá do fundo um suminho que até parece um filtro activo) smedley
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 21:39

Alexandre Vieira escreveu:

Concordo o Jazz é musica aborrecida para sistemas calões!  

Sem ofensa mas prefiro de longe o "Cante Alentejano"

Esse ódio de estimação cheira-me a trauma... Não terás sido atropelado por um contra-baixo ou por um trombone de válvulas em criança? lol!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gravações de estúdio e efeitos sonoros   Ter Jun 09 2015, 21:43

Mister W escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:

Concordo o Jazz é musica aborrecida para sistemas calões!  

Sem ofensa mas prefiro de longe o "Cante Alentejano"

Esse ódio de estimação cheira-me a trauma... Não terás sido atropelado por um contra-baixo ou por um trombone de válvulas em criança? lol!


Eu acho mais que é traumático ao nível do canal auditivo. lol!

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