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 Algumas vergonhas no nosso jardim

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AutorMensagem
Manel
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 07:48

segurança social

PSD contra-ataca e diz que Costa “não pagou” contribuição autárquica. Líder do PS desmente.

Sociais-democratas usam recorte do extinto Tal&Qual, para espalhar mensagem de que Costa não pagou a contribuição autárquica quando era ministro da Justiça. Costa desmente, como já o tinha feito.



http://observador.pt/2015/03/02/agora-foi-costa-que-nao-pagou-contribuicao-autarquica/

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 07:53

Manel escreveu:
segurança social

PSD contra-ataca e diz que Costa “não pagou” contribuição autárquica. Líder do PS desmente.

Sociais-democratas usam recorte do extinto Tal&Qual, para espalhar mensagem de que Costa não pagou a contribuição autárquica quando era ministro da Justiça. Costa desmente, como já o tinha feito.



http://observador.pt/2015/03/02/agora-foi-costa-que-nao-pagou-contribuicao-autarquica/



Quantos e quantos é que não se têm safado à grande nos últimos 30 anos.

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 09:52

Algumas considerações sobre a atuação do super juiz

Na moral que a minha avozinha me ensinou o chefe é o  responsável por tudo o que corre mal numa organização.

Esse principio foi reforçado, e muito, na minha formação militar:

se um navio vai ao fundo porque um grumete se esqueceu de fechar uma válvula: é ao comandante que cabe a maior responsabilidade.

Vem isto a propósito das fugas de informação nos processos do juiz carlos alexandre.

Imaginem que numa prisão, havia uma preso diariamente espancado: toda a gente o sabia; e nada era feito:  limitavam-se a dizer que não conseguiam descobrir os culpados.

Isto durava anos

E ninguém era responsabilizado!

“Lindo”, não?!

A lei podia não responsabilizar ninguém, mas moralmente, o juiz, e outros, eram responsáveis, e bem responsáveis:

Iam todos para o inferno.

Pois no nosso caso, acontece algo semelhante: nalguns processos do dito juiz, alguns arguidos, são diariamente espancados na imprensa com fugas de informação, e ninguém quer saber disso para nada.

Como é possível isto durar há largos meses?

Não sei o que a lei diz sobre o assunto, mas posso supor que não responsabiliza minimamente o juiz.

Em Portugal parece que: “só a m*&da é que é responsável pelo olho do cu”.

A lei não responsabiliza, mas os princípios morais acima referidos responsabilizam, e muito:

Se foi ele diretamente o autor das fugas de informação: é ignóbil.

Se não foi ele: ele, e quem está acima dele, deviam de ter tomado as providências necessárias para que os arguidos não fossem prejudicados.

O que tem acontecido é impensável acontecer num estado de direito.

Dura há meses.

Pior, só se o juiz permitisse que os arguidos fossem todos os dias espancados.

Não o são fisicamente: mas são espancados diariamente via comunicação social;

E o juiz nada faz de significativo!

Notável!

Mas isto é pior:

O bom nome de um arguido tem exatamente o mesmo valor do bom nome de um juiz.

Da mesma forma que a palavra de um cliente de uma prostituta, tem exatamente o mesmo valor que a palavra dessa prostituta, ou do seu chulo.

Uma justiça que não consegue preservar o bom nome de um arguido, não tem a mínima moral para preservar o bom nome de um juiz.

Ou melhor: um juiz que não consegue preservar o bom nome dos seus arguidos, nunca na vida se pode queixar, se vier a ser insultado.

Mas ainda pior:

O juiz, ao não acabar com as fugas de informação, cria a suspeição sobre as suas competências:

Se ele não consegue descobrir quem viola a lei nas fugas de informação; como é que vai descobrir as grandes trapaças do país?

Nunca na vida!!!!!!!!!!!

Estamos feitos.

Tentem ouvir algumas coisinhas
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nicodemes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 10:17

हो, म पनि सुनेका र गरेको.As ठूलो प्रकार मलाई खुसी थिएन रुचि
साथै आधुनिक समयमा एक औसत प्रदर्श संग स्तम्भहर, सबैभन्दा जस्तै उपनाम, छन् जस्तो लाग्छ
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Manel
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 15:35

Os apoiantes do sócrates em Évora.

Citação :
Já tudo lhe serve para se manter no poleiro!  Até paquistaneses e indianos...  

Eles não sabem falar português, mas seguem Sócrates em todos os comícios a troco de um lanche!...  Ao que isto chegou, ante a agonia de ficar sem poleiro e sem imunidade, para ele e para toda a camarilha que o rodeia e apoia!

http://insustentavelbelezadosseres.blogspot.pt/2011/05/paquistaneses-e-indianos-imigrantes-os.html

Se ele adivinhasse nunca tinha metido os pés em Évora.



Antigamente dava sandes. Quanto pagará agora pelo apoio nas redes sociais???? Almoços???  
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reirato
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 17:29

Manel escreveu:
Os apoiantes do sócrates em Évora.

Citação :
Já tudo lhe serve para se manter no poleiro!  Até paquistaneses e indianos...  

Eles não sabem falar português, mas seguem Sócrates em todos os comícios a troco de um lanche!...  Ao que isto chegou, ante a agonia de ficar sem poleiro e sem imunidade, para ele e para toda a camarilha que o rodeia e apoia!

http://insustentavelbelezadosseres.blogspot.pt/2011/05/paquistaneses-e-indianos-imigrantes-os.html

Se ele adivinhasse nunca tinha metido os pés em Évora.



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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 17:33

Manel escreveu:
Os apoiantes do sócrates em Évora.

Citação :
Já tudo lhe serve para se manter no poleiro!  Até paquistaneses e indianos...  

Eles não sabem falar português, mas seguem Sócrates em todos os comícios a troco de um lanche!...  Ao que isto chegou, ante a agonia de ficar sem poleiro e sem imunidade, para ele e para toda a camarilha que o rodeia e apoia!

http://insustentavelbelezadosseres.blogspot.pt/2011/05/paquistaneses-e-indianos-imigrantes-os.html

Se ele adivinhasse nunca tinha metido os pés em Évora.



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Detesto políticos, que raça mais fraca
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Manel
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 18:23

Como é mesmo aquele ditado????
"O alegado criminoso volta sempre ao alegado local do crime."

Pelo menos este voltou!!!!

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 18:46



O bom senso é algo realmente muito valioso. E não é exclusivo da esquerda, nem da direita, ou de liberais ou de conservadores.



Última edição por vlopes em Ter Mar 03 2015, 18:53, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 18:49

CNeves escreveu:


Na moral que a minha avozinha me ensinou o chefe é o  responsável por tudo o que corre mal numa organização.

Esse principio foi reforçado, e muito, na minha formação militar:


Pena que essa regra de ouro não valha nada nas altas instâncias do nosso país.

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 19:35

A responsabilidade dos atos, deve ser inequivocamente assumida por quem os pratica.

Infelizmente em Portugal isso raramente acontece.*

Como eu digo: em Portugal nem o olho do cu é responsável pela m*&da; há sempre alguém a dizer que é vice versa.

No caso presente do pm o que se passa é:

Houve centenas de milhares de portugueses que, enquanto trabalharam descontaram para a Segurança Social tudo aquilo que tinha a descontar; com a promessa de quando se reformassem receberem uma determinada remuneração.

Ao seu lado, viam centenas de milhar de malandros e manhosos a não pagarem o que lhes era devido.

Agora um  pm corta nos  reformados cumpridores uma fatia grossa na sua remuneração, alegando a insustentabilidade da Segurança Social, (SS);

Vem-se agora a saber que ele foi um dos malandros que não cumpriam as suas obrigações perante a SS!

Isto faz o mínimo sentido?!

O pm, ao não pagar as suas contribuições foi um dos coveiros dessa SS, que ele agora diz que não é sustentável!

Na Grécia, a quem nós não nos gostamos de comparar: a gajo já tinha apresentado a demissão; ou se não o fizesse, era demitido.

Na Alemanha, a quem nós gostamos de comparar, era ainda pior: ia para a prisão.

Por cá: continuam a querer-nos fazer crer que:

“é a m*&da é que é responsável pelo olho do cu”.

Esquecendo que manter o bicho no cargo é um completo desrespeito por todos os reformados e cidadãos cumpridores;

e pior:

é um incentivo á malandragem:

os malandros já estão a esfregar as mãos de contentes.

Tentem ouvir algumas coisinhas


* ( há uma exceção: o Dr. António Vitorino, que imediatamente se demitiu de ministro, quando foi divulgado um esquecimento fiscal, de ínfima gravidade, comparativamente ao do atual pm.)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 20:20

CNeves escreveu:
A responsabilidade dos atos, deve ser inequivocamente assumida por quem os pratica.

Infelizmente em Portugal isso raramente acontece.*

Como eu digo: em Portugal nem o olho do cu é responsável pela m*&da; há sempre alguém a dizer que é vice versa.

No caso presente do pm o que se passa é:

Houve centenas de milhares de portugueses que, enquanto trabalharam descontaram para a Segurança Social tudo aquilo que tinha a descontar; com a promessa de quando se reformassem receberem uma determinada remuneração.

Ao seu lado, viam centenas de milhar de malandros e manhosos a não pagarem o que lhes era devido.

Agora um  pm corta nos  reformados cumpridores uma fatia grossa na sua remuneração, alegando a insustentabilidade da Segurança Social, (SS);

Vem-se agora a saber que ele foi um dos malandros que não cumpriam as suas obrigações perante a SS!

Isto faz o mínimo sentido?!

O pm, ao não pagar as suas contribuições foi um dos coveiros dessa SS, que ele agora diz que não é sustentável!

Na Grécia, a quem nós não nos gostamos de comparar: a gajo já tinha apresentado a demissão; ou se não o fizesse, era demitido.

Na Alemanha, a quem nós gostamos de comparar, era ainda pior: ia para a prisão.

Por cá: continuam a querer-nos fazer crer que:

“é a m*&da é que é responsável pelo olho do cu”.

Esquecendo que manter o bicho no cargo é um completo desrespeito por todos os reformados e cidadãos cumpridores;

e pior:

é um incentivo á malandragem:

os malandros já estão a esfregar as mãos de contentes.

Tentem ouvir algumas coisinhas


* ( há uma exceção: o Dr. António Vitorino, que imediatamente se demitiu de ministro, quando foi divulgado um esquecimento fiscal, de ínfima gravidade, comparativamente ao do atual pm.)



Discordo contigo muitas vezes (como ainda hoje dvil ), mas desta não poderia estar mais de acordo.
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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 20:54

Tu concordas comigo em tudo, pá!!!!

Até nos muçulmanos: tu e eu concordamos que somos todos iguais, nos direitos e nos deveres.

Bem, em tudo não: .............há uma excepçãozinha, mas pequena, ...........relativamente ao Sócrates.

Boas audições
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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 21:15

António José da Silva escreveu:
CNeves escreveu:
A responsabilidade dos atos, deve ser inequivocamente assumida por quem os pratica.

Infelizmente em Portugal isso raramente acontece.*

Como eu digo: em Portugal nem o olho do cu é responsável pela m*&da; há sempre alguém a dizer que é vice versa.

No caso presente do pm o que se passa é:

Houve centenas de milhares de portugueses que, enquanto trabalharam descontaram para a Segurança Social tudo aquilo que tinha a descontar; com a promessa de quando se reformassem receberem uma determinada remuneração.

Ao seu lado, viam centenas de milhar de malandros e manhosos a não pagarem o que lhes era devido.

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Vem-se agora a saber que ele foi um dos malandros que não cumpriam as suas obrigações perante a SS!

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O pm, ao não pagar as suas contribuições foi um dos coveiros dessa SS, que ele agora diz que não é sustentável!

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e pior:

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 21:23

ducar escreveu:
António José da Silva escreveu:
CNeves escreveu:
A responsabilidade dos atos, deve ser inequivocamente assumida por quem os pratica.

Infelizmente em Portugal isso raramente acontece.*

Como eu digo: em Portugal nem o olho do cu é responsável pela m*&da; há sempre alguém a dizer que é vice versa.

No caso presente do pm o que se passa é:

Houve centenas de milhares de portugueses que, enquanto trabalharam descontaram para a Segurança Social tudo aquilo que tinha a descontar; com a promessa de quando se reformassem receberem uma determinada remuneração.

Ao seu lado, viam centenas de milhar de malandros e manhosos a não pagarem o que lhes era devido.

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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 21:32

Manel escreveu:
ducar escreveu:
António José da Silva escreveu:
CNeves escreveu:
A responsabilidade dos atos, deve ser inequivocamente assumida por quem os pratica.

Infelizmente em Portugal isso raramente acontece.*

Como eu digo: em Portugal nem o olho do cu é responsável pela m*&da; há sempre alguém a dizer que é vice versa.

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Na Grécia, a quem nós não nos gostamos de comparar: a gajo já tinha apresentado a demissão; ou se não o fizesse, era demitido.

Na Alemanha, a quem nós gostamos de comparar, era ainda pior: ia para a prisão.

Por cá: continuam a querer-nos fazer crer que:

“é a m*&da é que é responsável pelo olho do cu”.

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e pior:

é um incentivo á malandragem:

os malandros já estão a esfregar as mãos de contentes.

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Discordo contigo muitas vezes (como ainda hoje dvil  ), mas desta não poderia estar mais de acordo.
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Manel
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 21:45

Não me distraias que estou a ver o festival da canção.

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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 21:52

Manel escreveu:
Não me distraias que estou a ver o festival da canção.  


Isso ainda existe?

Qual foi a pontuação que Israel nos deu?

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 21:57

"o morto vivo"

Passos Coelho começou pré-condenado ao fracasso e à brevidade politica. E logo desde o início, o que deu uma coloratura viva ao mandamento político, unilateralmente decretado: Passos “não duraria”.

1 - Por menos que isto há políticos que se transformaram em case study da Ciência Política e, ou muito me engano, ou Passos Coelho ainda um dia há de ser “dado” na escolas: desde Junho de 2011 que está ciclicamente a ser “descoberto”. Como se de cada vez que fala ou actua fosse a primeira e não levássemos já quase quatro anos dele (e das visíveis impressões digitais que foi deixando)

2 - Começou pré-condenado ao fracasso e à brevidade politica. E logo desde o início, o que deu uma coloratura viva ao mandamento político, unilateralmente decretado: Passos “não duraria”. Em vez de um exercício de análise racional face à sua governação, houve apenas pré-certezas de fracassos. No plural: interno e externo, em Lisboa e em Bruxelas. Na governação, no andamento do programa de ajustamento, nas metas, nos orçamentos que não passariam, nas avaliações da troika onde reprovaríamos;  nos resgates que fatalmente se seguiriam; nas reformas que nunca ocorreriam, na duração do Executivo com a sua procissão de mortes prematuramente anunciadas; nas certezas imperiosas vendidas nos palcos mediáticos de remodelações diversas. Era como entrar num carrossel de fracassos.

Quando nos intervalos destas previsões nunca concretizadas, o primeiro-ministro emergia à tona das coisas, o espanto era indisfarçável: o homem “aguentava-se”. Afinal. Aguentava-se sobre a corda esticada de medidas  “impossíveis”,  cortes nas pensões, salários e subsídios;  vetos do Tribunal Constitucional; o eco desafinado de Grândolas em ruas de norte a sul, gritaria insultuosa de sul a norte, coelhos mortos no átrio de universidades, debates políticos quinzenais no Parlamento ou outros debates e nenhum deles meigo; atoardas de mau comportamento face ao fisco, tensos exames da troika  (e quem não se lembra da célebre  “sétima avaliação” onde tudo esteve por um fio?).

Ossos do oficio, claro, mas dia sim, dia não, o líder do Governo, “contra todas as expectativas”,  (de quem?) desmentia com impassível normalidade vaticínios de fim. E lá voltava, murmurado ou assumido o mesmo espanto, mas sem que as lentes embaciadas das oposições, políticas ou mediáticas, tirassem qualquer conclusão. Ou sequer se interrogassem sobre o desfasado retrato que tiravam ao chefe do Governo, ou sobre a dessintonia entre o que permanentemente juravam sobre Portugal e a realidade do país. E no entanto… se alguém tivesse dado uma folga a tão aceso ressentimento político e o tivesse substituído, mesmo que momentaneamente, pela atenção ao personagem político Passos Coelho, as oposições teriam ganho no tabuleiro da previsibilidade, factor de alta utilidade política, como se sabe.

O líder do PSD é um político previsível, sem estados de alma e com boas maneiras. Chega-lhe – tudo indica – a convicção e uma espécie de endurance que herdou da vida que nem sempre o mimou. Sóbrio por natureza, discreto por opção, atencioso por dom, é sobretudo tranquilo. Não se altera, não se desvia, não chora sobre leites derramados, não pede cumplicidades, não se afasta um milímetro do reduto onde depositou as suas prioridades para o país. Não vê razão para mudar nem para desistir.

3 - Sucede que nem as oposições, nem aquela parte do país com lugar cativo na media, quiseram ver “este” político. Preferiram-lhe um outro, inventado, artificial e oportunamente enfeitado de ultra-liberal, desprezível “bom aluno” dos alemães, “mau” com os portugueses e de gelado coração face ao “sofrimento” do povo (ah esta obscena exploração do real sofrimento alheio em prol da conveniência política própria). Um Passos “deles”, ficcionado à medida para servir um país também ele semi-inventado pela agenda politica/ mediática das oposições. Um duplo equivoco que impediu qualquer debate político com um mínimo de integridade, seriedade e racionalidade (e como Portugal  e os portugueses teriam sido bem servidos por essas reflexões politicas em voz alta, sobre o seu norte e o seu destino).

Quando teria sido preciso discorrer sobre o país, sobre a governação e os seus erros, as suas escolhas, duvidosas ou não, os seus grandes ou pequenos desequilíbrios, os seus casos menos “felizes”, as suas reformas em lume brando ou nem sequer ao lume ou simplesmente o seu futuro, não havia ninguém disponível: as oposições estavam demasiado entretidas com o país irreal para se importunarem com o real – que desprezavam e confundiam com a “direita”, a “troika”, a “austeridade” – e o qual vetavam, contrariavam ou bloqueavam quanto podiam. Entretanto, em contraciclo com o ar do tempo, sondagens, ecrãs televisivos, bancadas parlamentares, opinião publicada, fóruns radiofónicos, marchas, greves e grândolas, o Governo “ia-se aguentando”, a coligação, idem.

4 – Até que no dia 2 de Julho de 2013, uma imperdoável trapalhada política provocada por Paulo Portas levou toda a esquerda sem excepção, e os ressentidos do costume, a proclamar a irrevogável morte do Governo nessa tarde e o enterro da coligação no dia seguinte. Horas depois, porém, aterrou no ar do país o enésimo “afinal”, alusivo ao chefe do Governo. Afinal, aquele ex-jota, sem mundo, nem leitura, nem “cultura”, nem serventia, anunciara ao país, sem precisar de elevar o tom de voz, que a vida continuava e ele também.

Em Setembro desse ano de 2013, o Público estampava em manchete que Bruxelas já estava “a trabalhar em novo resgate para Portugal”, considerando-o “inevitável”. Não houve nem esse nem mais nenhum outro resgate e dispensou-se a última tranche do empréstimo. Foi a partir daí que parte daquela direita supostamente responsável, mas que sempre me embaraça um pouco quando a encontro, me começou a atirar bombons de “reconhecimento”: o homem “afinal” estava a ser capaz de não tirar a mão do leme em tão altas marés políticas. Descobertas tardias é no que dá. Tive vergonha por eles.

5 – Novo remake e duplo pasmo este fim de semana: com sondagens que punham taco-a- taco a coligação e os socialistas; e com o tom “seguro”, “firme”, “convicto” de Passos Coelho em entrevista ao Expresso. Em resumo: outra “descoberta” (eu não digo?)

Como esta do primeiro-ministro “até” querer ganhar as eleições (como se fosse proibido). Ou “por mais incrível que pareça” (a quem?), querer ganhá-las por maioria absoluta — mas isso parece que é prorrogativa exclusiva dos socialistas. Era o que faltava que o centro e a direita se pusessem agora a combater tão alto e a visar tão longe. (O mais extraordinário é que a esquerda pensa isto mesmo.)

6 – Nunca fugiria ao caso do dia, nem me ocorreria passar-lhe ao lado. Sucede que a história de uma dívida do primeiro-ministro à Segurança Social, podendo não ser uma pera doce, ainda não esta bem contada, nem sequer totalmente contada. Tem hiatos de tempo misteriosos, ângulos pouco felizes, factos inexplicáveis. Vai ser preciso um pouco mais de luz e de explicações.

Mas há uma coisa: Pedro Passos Coelho é um metódico, não custa imaginar-lhe uma vida arrumada, contas em dia, papéis despachados. E além disso é alguém probo: não “cultiva ricos”, não se dá com “poderosos”, não tem quintas no Alentejo, não coleciona “arte”, não frequenta restaurantes da moda, não se lhe conhecem gostos caros e não consta que tenha fortuna – nem biblioteca, de resto. Vive feliz em Massamá e contente na Manta Rota. Sim, há que saber tudo – é direito e é obrigação – mas que “isto” encaixa mal com qualquer um dos ingredientes que compõem a personalidade e a forma-mentis de chefe do Governo, encaixa (ingredientes que justamente horrorizam as nossas soi-disants bem pensantes elites, mas isso é outra história, à qual voltarei em breve).

E finalmente: poderei estar enganada, mas julgo que este caso – sofregamente precioso para as oposições, secundário para quem naturalmente não se inclina a ver em Passos Coelho um “caloteiro” – terá um prazo de duração (como os iogurtes). Como o recente episódio de António Costa com os chineses, ou como mil outras histórias que diariamente compõem a grande sinfonia portuguesa dos pequenos incidentes, dos quais não rezará a História. E que nunca constarão do ranking dos desafios que farão dos portugueses e de Portugal algo que valha a pena.
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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 22:31

vlopes escreveu:
"o morto vivo"

Passos Coelho começou pré-condenado ao fracasso e à brevidade politica. E logo desde o início, o que deu uma coloratura viva ao mandamento político, unilateralmente decretado: Passos “não duraria”.

1 - Por menos que isto há políticos que se transformaram em case study da Ciência Política e, ou muito me engano, ou Passos Coelho ainda um dia há de ser “dado” na escolas: desde Junho de 2011 que está ciclicamente a ser “descoberto”. Como se de cada vez que fala ou actua fosse a primeira e não levássemos já quase quatro anos dele (e das visíveis impressões digitais que foi deixando)

2 - Começou pré-condenado ao fracasso e à brevidade politica. E logo desde o início, o que deu uma coloratura viva ao mandamento político, unilateralmente decretado: Passos “não duraria”. Em vez de um exercício de análise racional face à sua governação, houve apenas pré-certezas de fracassos. No plural: interno e externo, em Lisboa e em Bruxelas. Na governação, no andamento do programa de ajustamento, nas metas, nos orçamentos que não passariam, nas avaliações da troika onde reprovaríamos;  nos resgates que fatalmente se seguiriam; nas reformas que nunca ocorreriam, na duração do Executivo com a sua procissão de mortes prematuramente anunciadas; nas certezas imperiosas vendidas nos palcos mediáticos de remodelações diversas. Era como entrar num carrossel de fracassos.

Quando nos intervalos destas previsões nunca concretizadas, o primeiro-ministro emergia à tona das coisas, o espanto era indisfarçável: o homem “aguentava-se”. Afinal. Aguentava-se sobre a corda esticada de medidas  “impossíveis”,  cortes nas pensões, salários e subsídios;  vetos do Tribunal Constitucional; o eco desafinado de Grândolas em ruas de norte a sul, gritaria insultuosa de sul a norte, coelhos mortos no átrio de universidades, debates políticos quinzenais no Parlamento ou outros debates e nenhum deles meigo; atoardas de mau comportamento face ao fisco, tensos exames da troika  (e quem não se lembra da célebre  “sétima avaliação” onde tudo esteve por um fio?).

Ossos do oficio, claro, mas dia sim, dia não, o líder do Governo, “contra todas as expectativas”,  (de quem?) desmentia com impassível normalidade vaticínios de fim. E lá voltava, murmurado ou assumido o mesmo espanto, mas sem que as lentes embaciadas das oposições, políticas ou mediáticas, tirassem qualquer conclusão. Ou sequer se interrogassem sobre o desfasado retrato que tiravam ao chefe do Governo, ou sobre a dessintonia entre o que permanentemente juravam sobre Portugal e a realidade do país. E no entanto… se alguém tivesse dado uma folga a tão aceso ressentimento político e o tivesse substituído, mesmo que momentaneamente, pela atenção ao personagem político Passos Coelho, as oposições teriam ganho no tabuleiro da previsibilidade, factor de alta utilidade política, como se sabe.

O líder do PSD é um político previsível, sem estados de alma e com boas maneiras. Chega-lhe – tudo indica – a convicção e uma espécie de endurance que herdou da vida que nem sempre o mimou. Sóbrio por natureza, discreto por opção, atencioso por dom, é sobretudo tranquilo. Não se altera, não se desvia, não chora sobre leites derramados, não pede cumplicidades, não se afasta um milímetro do reduto onde depositou as suas prioridades para o país. Não vê razão para mudar nem para desistir.

3 - Sucede que nem as oposições, nem aquela parte do país com lugar cativo na media, quiseram ver “este” político. Preferiram-lhe um outro, inventado, artificial e oportunamente enfeitado de ultra-liberal, desprezível “bom aluno” dos alemães, “mau” com os portugueses e de gelado coração face ao “sofrimento” do povo (ah esta obscena exploração do real sofrimento alheio em prol da conveniência política própria). Um Passos “deles”, ficcionado à medida para servir um país também ele semi-inventado pela agenda politica/ mediática das oposições. Um duplo equivoco que impediu qualquer debate político com um mínimo de integridade, seriedade e racionalidade (e como Portugal  e os portugueses teriam sido bem servidos por essas reflexões politicas em voz alta, sobre o seu norte e o seu destino).

Quando teria sido preciso discorrer sobre o país, sobre a governação e os seus erros, as suas escolhas, duvidosas ou não, os seus grandes ou pequenos desequilíbrios, os seus casos menos “felizes”, as suas reformas em lume brando ou nem sequer ao lume ou simplesmente o seu futuro, não havia ninguém disponível: as oposições estavam demasiado entretidas com o país irreal para se importunarem com o real – que desprezavam e confundiam com a “direita”, a “troika”, a “austeridade” – e o qual vetavam, contrariavam ou bloqueavam quanto podiam. Entretanto, em contraciclo com o ar do tempo, sondagens, ecrãs televisivos, bancadas parlamentares, opinião publicada, fóruns radiofónicos, marchas, greves e grândolas, o Governo “ia-se aguentando”, a coligação, idem.

4 – Até que no dia 2 de Julho de 2013, uma imperdoável trapalhada política provocada por Paulo Portas levou toda a esquerda sem excepção, e os ressentidos do costume, a proclamar a irrevogável morte do Governo nessa tarde e o enterro da coligação no dia seguinte. Horas depois, porém, aterrou no ar do país o enésimo “afinal”, alusivo ao chefe do Governo. Afinal, aquele ex-jota, sem mundo, nem leitura, nem “cultura”, nem serventia, anunciara ao país, sem precisar de elevar o tom de voz, que a vida continuava e ele também.

Em Setembro desse ano de 2013, o Público estampava em manchete que Bruxelas já estava “a trabalhar em novo resgate para Portugal”, considerando-o “inevitável”. Não houve nem esse nem mais nenhum outro resgate e dispensou-se a última tranche do empréstimo. Foi a partir daí que parte daquela direita supostamente responsável, mas que sempre me embaraça um pouco quando a encontro, me começou a atirar bombons de “reconhecimento”: o homem “afinal” estava a ser capaz de não tirar a mão do leme em tão altas marés políticas. Descobertas tardias é no que dá. Tive vergonha por eles.

5 – Novo remake e duplo pasmo este fim de semana: com sondagens que punham taco-a- taco a coligação e os socialistas; e com o tom “seguro”, “firme”, “convicto” de Passos Coelho em entrevista ao Expresso. Em resumo: outra “descoberta” (eu não digo?)

Como esta do primeiro-ministro “até” querer ganhar as eleições (como se fosse proibido). Ou “por mais incrível que pareça” (a quem?), querer ganhá-las por maioria absoluta — mas isso parece que é prorrogativa exclusiva dos socialistas. Era o que faltava que o centro e a direita se pusessem agora a combater tão alto e a visar tão longe. (O mais extraordinário é que a esquerda pensa isto mesmo.)

6 – Nunca fugiria ao caso do dia, nem me ocorreria passar-lhe ao lado. Sucede que a história de uma dívida do primeiro-ministro à Segurança Social, podendo não ser uma pera doce, ainda não esta bem contada, nem sequer totalmente contada. Tem hiatos de tempo misteriosos, ângulos pouco felizes, factos inexplicáveis. Vai ser preciso um pouco mais de luz e de explicações.

Mas há uma coisa: Pedro Passos Coelho é um metódico, não custa imaginar-lhe uma vida arrumada, contas em dia, papéis despachados. E além disso é alguém probo: não “cultiva ricos”, não se dá com “poderosos”, não tem quintas no Alentejo, não coleciona “arte”, não frequenta restaurantes da moda, não se lhe conhecem gostos caros e não consta que tenha fortuna – nem biblioteca, de resto. Vive feliz em Massamá e contente na Manta Rota. Sim, há que saber tudo – é direito e é obrigação – mas que “isto” encaixa mal com qualquer um dos ingredientes que compõem a personalidade e a forma-mentis de chefe do Governo, encaixa (ingredientes que justamente horrorizam as nossas soi-disants bem pensantes elites, mas isso é outra história, à qual voltarei em breve).

E finalmente: poderei estar enganada, mas julgo que este caso – sofregamente precioso para as oposições, secundário para quem naturalmente não se inclina a ver em Passos Coelho um “caloteiro” – terá um prazo de duração (como os iogurtes). Como o recente episódio de António Costa com os chineses, ou como mil outras histórias que diariamente compõem a grande sinfonia portuguesa dos pequenos incidentes, dos quais não rezará a História. E que nunca constarão do ranking dos desafios que farão dos portugueses e de Portugal algo que valha a pena.



Perdão, mas isso é tão só:

pretender que é a m*&da seja responsável pelo olho do cú.

Mesmo que tudo o que está escrito fosse verdade, e não é, era exatamente isso mesmo.

O pm não é nenhuma vitima.

O facto concreto é que ele não pagou durante mais de cinco anos as suas contribuições para a Segurança Social.

Foi uma infracção deliberada e continuada:

não foi nenhum esquecimento.

Desrespeitou assim todos os cidadãos cumpridores.

E desrespeitou também todos os cidadãos a quem ele cortou as reformas, alegando a falência da SS, pela qual ele é também responsável.

Mas pior.

Anda a tentar fugir ás suas responsabilidades mentindo despudoradamente.

Ele é licenciado em gestão: obrigatoriamente tem de ter conhecimento das obrigações fiscais dos cidadãos e das empresas.

Quando fez os calotes, já tinha sido deputado: não era nenhum ignorante.

E pelos menos preencheu cinco declarações de IRS, onde está lá, claramente a obrigatoriedade do preenchimento dos espaços relativos á contribuição para a SS do trabalhadores independentes.

Pois é: o pm é caloteiro, incapaz de assumir as suas responsabilidades, e mentiroso.

E não deixa de o ser, mesmo que antes ou depois “tenha ido á lua”.

Tentem ouvir algumas coisinhas.




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Manel
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 03 2015, 22:33

ducar escreveu:
Manel escreveu:
Não me distraias que estou a ver o festival da canção.  


Isso ainda existe?

Qual foi a pontuação que Israel nos deu?

 

É pá, isso não sei, mas a apresentadora é uma brasa.
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fredy
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 10:27

Olá

Ainda não percebi qual o problema do P.M. não ter pago as contribuições à S.S.

Afinal só paga quem trabalha não é...



Fredie
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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 13:14

Mais uma testemunha cujo depoimento deverá ser anulado, à semelhança das escutas.

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/mulher_de_santos_silva_culpa_socrates.html

25.000.000 €

00.005.016 €

És um tenrinho ó Passos!
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Manel
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 13:54

A mulher diz que o dinheiro não é do marido. O Sócrates diz que também não é dele.
Se ninguém quer o dinheiro eu ofereço-me para ficar ele, pronto. Talvez assim se acabe com a confusão. lol!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 14:01

Manel escreveu:
A mulher diz que o dinheiro não é do marido. O Sócrates diz que também não é dele.
Se ninguém quer o dinheiro eu ofereço-me para ficar ele, pronto. Talvez assim se acabe com a confusão. lol!


Olha, ponha se na fila sff, eu tenho uma das primeiras senhas.



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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 14:05

Já os 5016 agora são todos nossos

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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 14:49

Para ajudar à missa

http://economico.sapo.pt/noticias/director-da-seguranca-social-de-lisboa-detido-por-suspeitas-de-corrupcao_213233.html

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 14:59

Qualquer dia não temos um único português QUE QUEIRA ser ministro ou 1º ministro!!!

Importam-se de não melgar os cavalheiros SFF.

lol!

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 17:32

Sockpuppet (Internet)


From Wikipedia, the free encyclopedia

A sockpuppet is an online identity used for purposes of deception. The term, a reference to the manipulation of a simple hand puppet made from a sock, originally referred to a false identity assumed by a member of an Internet community who spoke to, or about, themselves while pretending to be another person.[1] The term now includes other misleading uses of online identities, such as those created to praise, defend or support a person or organization,[2] or to circumvent a suspension or ban from a website. A significant difference between the use of a pseudonym[3] and the creation of a sockpuppet is that the sockpuppet poses as an independent third-party unaffiliated with the puppeteer. Many online communities attempt to block sockpuppets.


History

The term "sockpuppet" was used as early as July 9, 1993,[4] but did not become common in USENET groups until 1996. The first Oxford English Dictionary example of the term, defined as "a person whose actions are controlled by another; a minion," is taken from U.S. News and World Report, March 27, 2000.[5]

The history of reviewing one's own work under another name predates the Internet. Walt Whitman and Anthony Burgess both reviewed their books under pseudonyms.[6] Another notable example was Benjamin Franklin.[7]

On October 21, 2013 the Wikimedia Foundation (WMF) condemned paid advocacy sockpuppeting on Wikipedia and, on October 23, specifically banned editing by the public relations firm Wiki-PR.[8]
Types
Ballot stuffing

Sockpuppets may be created during an online poll to submit multiple votes in favor of the puppeteer. A related usage is the creation of multiple identities, each supporting the puppeteer's views in an argument, attempting to position the puppeteer as representing majority opinion and sideline opposition voices. In the abstract theory of social networks and reputation systems, this is known as a sybil attack.

A sockpuppet-like use of deceptive fake identities is used in stealth marketing. The stealth marketer creates one or more pseudonymous accounts, each one claiming to be owned by a different enthusiastic supporter of the sponsor's product or book or ideology.[9][10]
Strawman sockpuppet

A strawman sockpuppet is a false flag pseudonym created to make a particular point of view look foolish or unwholesome in order to generate negative sentiment against it. Strawman sockpuppets typically behave in an unintelligent, uninformed, or bigoted manner and advance "straw man" arguments that their puppeteers can easily refute. The intended effect is to discredit more rational arguments made for the same position.[11] Such sockpuppets behave in a similar manner to internet trolls.
Meatpuppet
"Meatpuppet" redirects here. For the band, see Meat Puppets.

The term "meatpuppet" (or "meat puppet") is used as a pejorative description of various online behaviors. The term was in use before the Internet existed, including references in Ursula Le Guin's science fiction story "The Diary of the Rose" (1976),[12] the alternative rock band Meat Puppets, and the cyberpunk novelist William Gibson's Neuromancer (1984).[13] Editors of Wikipedia use the term to label contributions of new community members if suspected of having been recruited by an existing member to support their position.[14] Such a recruited member is considered analogous to a sockpuppet even though he is actually a separate individual (i.e. "meat") rather than a fictitious creation. Wired columnist Lore Sjöberg put "meat puppet" first on a satirical list of "common terms used at Wikipedia," defining the term as "a person who disagrees with you."[15]

Nevertheless, other online sources use the term "meatpuppet" to describe sockpuppet behaviors. For example, according to one online encyclopedia, a meat puppet "publishes comments on blogs, wikis and other public venues about some phenomenon or product in order to generate public interest and buzz"—that is, he is engaged in behavior more widely known as "astroturfing."[16] A 2006 article in The Chronicle of Higher Education defined a meat puppet as "a peculiar inhabitant of the digital world—a fictional character that passes for a real person online."[17][18]
Legal implications of sockpuppetry in the United States

In 2008, 49-year-old Missouri resident Lori Drew was prosecuted and found guilty by a Federal court jury in connection with the creation of a MySpace account on which she claimed to be a 16-year-old boy named Josh Evans. Drew's goal had been to create a relationship with Megan Meier, a 13-year-old girl who had been in conflict with Drew's daughter. After "Josh" ended the relationship with Megan, Megan committed suicide. Drew was found guilty in connection with misrepresenting her identity in violation of the MySpace terms of service. Although the Los Angeles U.S. Attorney claimed that this conduct was covered by federal computer fraud legislation against "accessing a computer without authorization via interstate commerce,"[19][20] the trial court granted a motion by Drew to throw out the verdict. Drew successfully argued that her use of a false identity did not constitute unauthorized access to MySpace, citing a 1973 breach of contract dispute where a court of appeals ruled that "fraudulently induced consent is consent nonetheless."[21] The prosecution appealed the trial court judge's decision to throw out the guilty verdict, but later dropped its appeal.[22]

In 2010, Raphael Golb was convicted on 30 criminal charges, including identity theft, criminal impersonation, and aggravated harassment, for using multiple sockpuppet accounts to attack and impersonate historians he perceived as rivals of his father, Norman Golb.[23] Golb defended his actions as "satirical hoaxes" protected by free-speech rights. He was disbarred and sentenced to six months in prison but remained free on appeal on $25,000 bail.[24]
Examples of sockpuppetry
Business promotion

In 2007, the CEO of Whole Foods, John Mackey, was discovered to have posted as "Rahodeb" on the Yahoo Finance Message Board, extolling his own company and predicting a dire future for its rival, Wild Oats Markets, while concealing his relationship to both companies. Whole Foods argued that nothing that Mackey did broke the law.[6][25]

During the 2007 trial of Conrad Black, chief executive of Hollinger International, prosecutors alleged that he had posted messages on a Yahoo Finance chat room using the name "nspector", attacking short sellers and blaming them for his company's stock performance. Prosecutors provided evidence of these postings in Black's criminal trial where he was convicted of mail fraud and obstruction. The postings were raised at multiple points in the trial.[6]
Book and film reviews

An Amazon.com computer glitch in 2004 revealed the names of many authors who had written reviews of their books using pseudonyms. John Rechy, who wrote the best-selling 1963 novel City of Night, was one of the more famous authors unmasked in this way, and was shown to have written numerous five-star reviews of his own work.[6] In 2010, historian Orlando Figes was found to have written Amazon reviews under the names "orlando-birkbeck" and "historian", praising his own books and condemning those of fellow historians Rachel Polonsky and Robert Service. The two sued Figes and won monetary damages.[26][27] During a panel in 2012, UK fiction writer Stephen Leather admitted using pseudonyms to praise his own books, claiming that "everyone does it". He spoke of building a "network of characters", some operated by his friends, who discussed his books and had conversations with him directly.[28]

David Manning was a fictitious film critic, created by a marketing executive working for Sony Corporation to give consistently good reviews for releases from Sony subsidiary Columbia Pictures, which could then be quoted in promotional material.[29]
Blog commentary

American reporter Michael Hiltzik was temporarily suspended from posting to his blog, "The Golden State," on the Los Angeles Times after he admitted "posting there, as well as on other sites, under false names." He used the pseudonyms to attack conservatives such as Hugh Hewitt and L.A. prosecutor Patrick Frey—who eventually exposed him.[30][31] Hiltzik's blog at the LA Times was the newspaper's first blog. While suspended from blogging, Hiltzik continued to write regularly for the newspaper.

Lee Siegel, a writer for The New Republic magazine, was suspended for defending his articles and blog comments under the user name "Sprezzatura." In one such comment, "Sprezzatura" defended Siegel's bad reviews of Jon Stewart: "Siegel is brave, brilliant and wittier than Stewart will ever be."[32][33]
Government sockpuppetry

As an example of state-sponsored Internet sockpuppetry, in 2011, a Californian company, Ntrepid, was awarded a $2.76 million contract under the auspices of US Central Command for "online persona management" operations[34] to create "fake online personas to influence net conversations and spread US propaganda" in Arabic, Persian, Urdu and Pashto,[34] as part of the of a programme called Operation Earnest Voice (OEV), which was first developed in Iraq as a weapon of psychological warfare.


Tentem ouvir algumas coisinhas
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 18:55

O Juiz Carlos Alexandre é desumano

Eis algumas imagens de inocentes que o desaforado teima em manter na prisão preventiva do Monsanto

[img][/img]

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 19:05

O ESTADO DO ESTADO DE DIREITO

Miguel de Sousa Tavares

Expresso 20 de Fevereiro de 2015


Uma amiga minha, amiga verdadeira, aconselhou- me, há dois meses, a não escrever mais sobre José Sócrates, porque “fazeres a defesa dele agora arruína toda a credibilidade que conquistaste para ti”. Durante dois meses, de facto, não escrevi — não porque o conselho dela me tenha parecido adequado, mas porque, depois de ter criticado as circunstâncias em que se verificou a sua prisão, os pres- supostos em que assentou a decisão de prisão preventiva e a escabrosa campanha de linchamento popular em alguns jornais, entendi que era altura de ficar à espera para ver como evoluía o processo. Passado este tempo, e numa altura em que a lei manda que o juiz de instrução reveja a situação, também eu vou fazer idêntico exercício.
Fazendo-o, sou obrigado a reconhecer que a conveniência e a prudência nunca fo- ram virtudes de que me possa gabar. Mas se “fazer a defesa de José Sócrates” (que não é o que eu faço, mas já lá irei) não é conveniente nem prudente e pode arruinar a minha “credibilidade”, qualquer que ela seja, vejo-o como um dano colateral: pagam-me para dizer o que penso. E mal andaria o mundo (e anda!), se, justamente quando é mais difícil remar contra a verdade e a justiça estabelecidas, todos optassem pela prudência e pela conveniência. Quem defenderia aquilo ou aqueles cuja defesa é inconveniente?
Três meses depois, o meu ponto de partida é o mesmo de então: não sei, não faço ideia e não tenho maneira de saber se as gravíssimas acusações que pendem sobre José Sócrates são verdadeiras ou falsas. Mas não é isso que está em causa agora: eu não faço a defesa de José Sócrates, faço a análise sobre as circunstâncias da sua prisão preventiva e de tudo o que tem acontecido à volta dela. Não é a inocência ou a culpabilidade de José Sócrates — que só se apurará em julgamento — que agora interessa: é o funcionamento do Estado de direito. E isso não é coisa pouca.
Creio que uma imensa maioria dos portugueses julgará, nesta altura, que José Sócrates está muito bem preso. E por três ordens de razões diversas: uns, porque abominam politicamente Sócrates e acreditam que foi ele sozinho que criou 170 mil milhões de dívida pública (hoje, 210 mil milhões), assim conduzindo o país à ruína; outros, porque acreditam que o “Correio da Manhã”, o “Sol” ou o “i” são uma fonte credível de informação e, portanto, já nem precisam de julgamento algum em tribunal, porque a sentença já está dada; e outros, porque, mesmo não emprenhando pelos ouvidos dos pasquins ao serviço da acusação, acreditam mesmo na culpabilidade de Sócrates e, por isso, a sua prisão preventiva parece-lhes aceitável. Porém, nenhum destes três grupos tem razão: o primeiro, porque confunde um julgamento político com um julgamento penal, assim fazendo de Sócrates um preso político; o segundo, porque prescinde de um princípio básico de qualquer sistema de justiça, que é o do contraditório e do direito à defesa do acusado: basta-lhes a tese da acusação para se darem por elucidados e satisfeitos; e o terceiro, porque ignora a diferença fundamental entre a fase de inquérito processual e a fase de julgamento. O erro destes últimos (que são os únicos sérios na sua apreciação) é esquecer que a presunção ou convicção de culpabilidade do arguido por parte do juiz de instrução, as suspeitas, os indícios ou as provas que o processo possa conter, não servem de fundamento à prisão preventiva. Se assim fosse, a fase de inquérito seria um pré-julgamento, com uma pré-sentença e uma pena anterior à condenação em julgamento: a pena de prisão preventiva. Que é coisa que a lei não prevê nem consente e que, a meu ver, é aquilo que o juiz Carlos Alexandre aplicou a José Sócrates e a Carlos Santos Silva.
A lei consente apenas quatro casos em que o juiz de instrução pode decretar a prisão preventiva de um arguido: a destruição de provas, a perturbação do processo, o perigo de fuga ou o alarme social causado pela permanência em liberdade. Sendo esta a medida preventiva mais grave e de carácter absolutamente excepcional (visto que se está a enfiar na prisão quem ainda não foi julgado e pode muito bem estar inocente), a liberdade de decisão do juiz está taxativamente limitada a estas quatro situações e nada mais. Não interessa rigorosamente nada que o juiz possa estar absolutamente convencido da culpabilidade do arguido: ou existe alguma daquelas quatro situações ou a prisão preventiva é ilegal. (E convém recordar que, ao contrário daquilo que as pessoas foram levadas a crer, o juiz de instrução não é parte acusatória, mas sim equidistante entre as partes: cabe-lhe zelar tanto pela funcionalidade da acusação como pelos direitos do arguido).
A esta luz, é difícil ou impossível enxergar em qual dos quatros fundamentos se abrigará Carlos Alexandre para manter Sócrates e Santos Silva em prisão preventiva. O perigo de destruição de provas é insustentável, depois de revistadas as casas dos arguidos, apreendidos os computa- dores, escutadas as chamadas telefónicas durante mais de um ano. O perigo de perturbação do processo (“fabricando contratos”, como foi veiculado para a imprensa) tanto pode ser consumado em casa como na prisão, através do advogado ou por outros meios. O perigo de fuga, para quem se entregou voluntariamente à prisão, tem o passaporte apreendido e pode ser mantido sob vigilância visual e de pulseira electrónica em casa, só pode ser invocado de má fé. E o alarme social, só se for nas páginas do “Correio da Manhã”. A avaliar por aquilo que nos tem sido gentilmente divulgado, o dr. Carlos Alexandre não tem uma razão válida para manter os arguidos em prisão preventiva. E mais arrepiante tudo fica quando se torna evidente que o motorista de Sócrates só foi preso para ver se falava, e foi solto, ou porque disse o que o MP queria (verdadeiro ou falso) ou porque perceberam que não tinha nada para dizer. Ou quando a SIC, citando fontes do processo, nos conta que uma das razões para que a prisão preventiva de Carlos Silva fosse prorrogada por mais três meses foi o facto de ele não ter prestado quaisquer declarações quando chama- do a segundo interrogatório por Rosário Teixeira. Se isto é verdade, quer dizer que estes presos preventivos não o foram apenas para facilitar a investigação (o que já seria grave), mas para ver se a prisão os fazia falar. Nada que cause estranheza a quem costuma acompanhar os processos-crime, onde a auto-incriminação dos suspeitos — por escutas ou por confissão — é quase o único método investigatório que a incompetência do MP cultiva (e, depois da transcrição da escuta feita a Paulo Portas no processo dos submarinos, ficámos a saber que a incompetência pode não ser apenas inocente, mas malévola e orientada).
Dizem-nos agora os suspeitos habituais que a prorrogação da prisão preventiva daqueles dois arguidos, requerida pelo MP e fatalmente acompanhada pelo juiz, se ficará a dever à chegada de novos factos ou novas “provas” ao processo — o que, em si mesmo, contradiz o fundamento da prisão baseado em potencial destruição de provas. Pior ainda é se essas tais “novas provas” não são mais, como consta noutras fontes, do que os dados bancários da conta de Santos Silva na Suíça, cuja chegada ao processo o MP terá atrasado deliberadamente durante um ano, justamente para as poder usar no timing adequado para fundamentar a prorrogação da prisão preventiva. Porque ninguém duvida de que tanto o procurador como o juiz estão dispostos a levar a prisão até ao limite absurdo de um ano, sem acusação feita.
Que a tudo isto — mais a já inqualificável violação do segredo de justiça, transformado numa espécie de actividade comercial às claras — se assista em silêncio, com a procuradora geral a assobiar ao vento e o Presidente da República, escudado na desculpa da separação de poderes, fingindo que nada disto tem a ver com o regular funcionamento das instituições, que lhe cabe garantir, enquanto se discute, nem sequer a pena ilegal de prisão preventiva, mas a pena acessória de humilhação de um homem que foi duas vezes eleito pelos portugueses para chefiar o Governo e que agora se bate pelo direito de usar as botas por ele escolhidas e ter um cachecol do Benfica na cela, é sinal do estado de cobardia cívica a que o país chegou. As coisas estão a ficar perigosas. Eu não vota- rei em quem não prometa pôr fim a esta paródia do Estado de direito.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo
com a antiga ortografia

Nota: os negritos são da minha autoria

Tentem ouvir algumas coisinhas
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 19:21

A Estupidez e o conceito de Presunção de Inocência

Na forma geral e abstracta, a presunção de inocência é a filha manifesta e manifestante do direito à defesa.

É isto e ponto final.

Mas coitadinha entortou.

Como os criminosos gostam de se esconder (lá terão os seus motivos).

Como por vezes os advogados ajudam os criminosos a esconder-se (lá terão os seus motivos).

A presunção de inocência hipertrofiou das costas.

É agora dado adquirido que nesta Califórnia ibérica até os gajos que são apanhados em flagrante delito são considerados "suspeitos".

Basta acompanhar os noticiários televisivos a lá estão os "suspeitos que assaltaram um banco" (não estou a falar dos roubos feitos pelos banqueiros, falo dos outros à mão armada).

A linguagem molda-se ao pensamento e o pensamento dos media entrelaça-se com o pensamento das gentes.

A sentença do tribunal é que consubstancia o crime.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 20:10

CNeves escreveu:
Sockpuppet (Internet)





E olha que devem de existir os conscientes e os inconscientes.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 20:12

Nova polémica envolve Passos. Primeiro-ministro teve 5 processos no fisco


Bernardo Ferrão, Filipe Santos Costa e Rosa Pedroso Lima |
Expresso-18:00 Quarta feira, 4 de março de 2015


Depois das dívidas à Segurança Social, nova polémica. Documentos a que o Expresso teve acesso indicam cinco processos instruídos entre 2003 e 2007 pelo fisco. Total ascende a quase seis mil euros. Expresso colocou oito perguntas ao gabinete do primeiro-ministro, que se recusou a responder.
68

Silêncio total. Nem confirmação nem desmentido. O gabinete de Pedro Passos Coelho recusa-se a comentar a existência de pelo menos cinco processos de execução fiscal sobre o contribuinte Pedro Passos Coelho, instruídos entre 2003 e 2007.

As alegações correm há algum tempo e até já estão detalhadas em blogues, mas São Bento argumenta, tal como Passos Coelho já tinha dito na terça-feira, que se trata da relação sigilosa entre um cidadão e a máquina fiscal.  

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nova-polemica-envolve-passos-primeiro-ministro-teve-5-processos-no-fisco=f913524#ixzz3TRw8pySU


Estamos lindos
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 21:04

Estamos realmente de parabéns.


Bloomberg põe Portugal como o 10.º país mais miserável



http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4432917

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 21:07

António José da Silva escreveu:
Estamos realmente de parabéns.


Bloomberg põe Portugal como o 10.º país mais miserável



http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4432917

bem, ao menos somos bem classificados nalguma coisa.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 21:10

ducar escreveu:
António José da Silva escreveu:
Estamos realmente de parabéns.


Bloomberg põe Portugal como o 10.º país mais miserável



http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4432917

bem, ao menos somos bem classificados nalguma coisa.



E com a malta que nos governa, temos todas as hipóteses de subir mais na classificação.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 21:12

António José da Silva escreveu:
ducar escreveu:
António José da Silva escreveu:
Estamos realmente de parabéns.


Bloomberg põe Portugal como o 10.º país mais miserável



http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4432917

bem, ao menos somos bem classificados nalguma coisa.



E com a malta que nos governa, temos todas as hipóteses de subir mais na classificação.

Não sei se estes tipos que nos governam vão aguentar até ao fim do mandato
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 21:13

ducar escreveu:


Não sei se estes tipos que nos governam vão aguentar até ao fim do mandato



Com a falta de qualidade da oposição, acho que acabam este mandato na boa, e lhes é oferecido o próximo.


E agora, um pouco de humor....



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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 21:18

António José da Silva escreveu:
ducar escreveu:


Não sei se estes tipos que nos governam vão aguentar até ao fim do mandato



Com a falta de qualidade da oposição, acho que acabam este mandato na boa, e lhes é oferecido o próximo.


E agora, um pouco de humor....



Com tanto escândalo e tendo como bandeira deste governo o rigor no que toca a fiscalidade, não sei como vão conseguir aguentar à frente do governo, já caíram no descrédito.



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fredy
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 22:12

Olá

http://www.noticiasaominuto.com/politica/355835/ha-um-video-de-passos-que-vale-a-pena-recordar#/615/0

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 22:18

Por esta lógica, o Socas volta a ser eleito. lol!



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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 22:20

António José da Silva escreveu:
Por esta lógica, o Socas volta a ser eleito. lol!



Isto é mais grave do que parece, não temos que nos governe em condições, andamos à deriva.



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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 22:31

"Se Passos "desconhece esta lei, de certeza que desconhece outras"


http://expresso.sapo.pt/tecnicos-oficiais-de-contas-se-passos-desconhece-esta-lei-de-certeza-que-desconhece-outras=f913128


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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 22:45

Cá infelizmente, não existe nem esta exigência nem estas atitudes.


http://economico.sapo.pt/noticias/a-ministra-que-se-demitiu-na-suecia-por-nao-ter-pago-a-taxa-da-tv_213116.html

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 04 2015, 22:50

Algumas frases soltas do dia de hoje:

.....O deputado do PS, João Galamba, comentou na RTP Informação que Passos “tem direito a ter [processos de] execuções fiscais desde que cumpra as suas obrigações fiscais”, considerando que se terá tratado de “mero deslize”, uma vez que as situações ficaram regularizadas. O deputado considerou que este assunto é “de natureza distinta” do da dívida à Segurança Social.

.....PS não critica e admite que seja "deslize" que já foi regularizado. Entre 2003 e 2007, Passos Coelho terá sido alvo de cinco processos de execução fiscal, todos já encerrados desde 2007.

.... António Costa recusa comentar a polémica da divida de passos Coelho á Segurança Social




Aos mais entusiasmados no dedo apontado, lembro que num País onde um PM se demitiria de imediato num caso semelhante, ele seria  habitado por Noruegueses, Alemães ou Suecos, ou Finlandeses, não por PORTUGUESES!

Sócrates, PPC´s, Altinos, Fatinhas, Varas, e tantos outros, não nasceram de um ovo, nem vieram de Marte, são os filhos deste povo, desta cultura manhosa hipócrita e cínica do chico espertismo.

Admira-me é que haja tantas pessoas que não perceba que PPC não vai demitir-se. E não vai porque ele acha que a coisa não é suficientemente grave. Ele sabe que 99% dos Portugueses só paga impostos APENAS porque não pode esgueirar-se.
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 05 2015, 10:55

Um texto dedicado ás muitas virgens candidas e ofendidas deste País que sempre pagaram TODOS os seus impostos!


Qualquer cidadão português, que seja um tipo normal, já teve um, dois, três, quatro ou mais processos com o fisco. Essa é a condição, repito, normal, de qualquer normal contribuinte português, e quem disser o contrário ou não vive em Portugal, ou é um refinadíssimo mentiroso.

E é normal porquê? Porque, em primeiro lugar, a carga fiscal que incide sobre os cidadãos portugueses e as suas empresas é absurda, levando-as (às empresas), muitas vezes, a crises de tesouraria, perante as quais qualquer patrão honrado prefere, ainda que com riscos pessoais próprios, atrasar os pagamentos ao estado, do que aos trabalhadores (e às suas famílias) que dependem de si. Evidentemente que isto, em Portugal, nação honrada de costumes exigentíssimos, não só leva a um processo tributário, como ainda é crime. Continua a ser normal porque, em segundo lugar, os prazos de pagamento das obrigações fiscais são apertadíssimos, pelo que facilmente se ultrapassam. É evidente que, em contrapartida, o fisco não tem, ou se tem não cumpre, quaisquer prazos perante os contribuintes, como, por exemplo, para decidir querelas sobre pagamentos de impostos indevidamente pagos e reembolsar as quantias indevidamente apropriadas, quando isso acontece. Em terceiro lugar, é normal, porque o ónus da prova em questões fiscais está, em Portugal, invertido em relação ao que é normal na dialética processual: quem é acusado, e não o acusador, tem de provar a sua inocência. Deste modo, perante um facto tributário controverso, já que a responsabilidade de demonstrar a verdade dos factos cabe sempre ao contribuinte, então, o estado que acuse, que depois logo se verá. É nisto que dão os justicialismos normativos.

Vem tudo isto a respeito da perseguição movida a Passos Coelho por não ter pago, em prazo, algumas contribuições tributárias e ter tido uns quantos processos nas finanças para pagamentos coercivos. Hoje, o Expresso anuncia que o primeiro-ministro teve, entre 2003 e 2007, cinco processos tributários que lhe exigiam a cobrança coerciva de «quase seis mil euros». Reparem no preciosismo do «quase», a induzir a monstruosidade da coisa. Ora, seis mil euros de atrasos tributários em cinco anos, para um sujeito com a actividade política e empresarial que Passos Coelho teria por essa altura é, eu diria, permitam-me a expressão, uma m*&da!.

E como uma verdadeira m*&da que é, isto mais os quatro mil euros de atrasos à Segurança Social que também teve, que Passos Coelho deveria ter tratado do assunto, em vez de se ter posto com cara de caso, como se tivesse estuprado uma velhinha, ou sacado uns milhões aos contribuintes para ir viver faustosamente para Paris. Em vez de se ter dito um «cidadão imperfeito», Passos deveria ter-se proclamado um «perfeito cidadão português». Porque, se as dívidas fiscais ou os processos tributários passarem a ser condição para se aceder à carreira política em Portugal, o Parlamento, o Governo e as Autarquias ficarão às moscas. O que até era capaz de nem ser pior.

Fonte,
Blasfémias, março 2015
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 05 2015, 11:50

Mas existe um facto que torna isso muito mais grave. É que ele não é um cidadão comum, não tem responsabilidades comuns, não tem privilégios comuns, remuneração comum. Nada nele é comum.
Para uma pessoa assim, a obrigação mínima seria a demissão.
Eu duvido muito que alguém possa ter sido durante anos a fio grande e intimo amigo do Relvas e não se tenha tornado um mafioso como ele.
E basta relembrar a empresa montada por um com o apoio do outro para formar a tal malta naquele famosos aeroporto internacional de Beja. smedley

Esta gente não merece que a defendam, merecem ser acusados em público. Só assim podemos evitar que usem e abusem ainda mais.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 05 2015, 12:05

Olá

http://webmail.iol.pt/?_task=mail&_framed=1&_action=get&_mbox=INBOX&_uid=8066&_part=2&_frame=1

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 05 2015, 14:47

vlopes escreveu:
Um texto dedicado ás muitas virgens candidas e ofendidas deste País que sempre pagaram TODOS os seus impostos!  


Qualquer cidadão português, que seja um tipo normal, já teve um, dois, três, quatro ou mais processos com o fisco. Essa é a condição, repito, normal, de qualquer normal contribuinte português, e quem disser o contrário ou não vive em Portugal, ou é um refinadíssimo mentiroso.

E é normal porquê? Porque, em primeiro lugar, a carga fiscal que incide sobre os cidadãos portugueses e as suas empresas é absurda, levando-as (às empresas), muitas vezes, a crises de tesouraria, perante as quais qualquer patrão honrado prefere, ainda que com riscos pessoais próprios, atrasar os pagamentos ao estado, do que aos trabalhadores (e às suas famílias) que dependem de si. Evidentemente que isto, em Portugal, nação honrada de costumes exigentíssimos, não só leva a um processo tributário, como ainda é crime. Continua a ser normal porque, em segundo lugar, os prazos de pagamento das obrigações fiscais são apertadíssimos, pelo que facilmente se ultrapassam. É evidente que, em contrapartida, o fisco não tem, ou se tem não cumpre, quaisquer prazos perante os contribuintes, como, por exemplo, para decidir querelas sobre pagamentos de impostos indevidamente pagos e reembolsar as quantias indevidamente apropriadas, quando isso acontece. Em terceiro lugar, é normal, porque o ónus da prova em questões fiscais está, em Portugal, invertido em relação ao que é normal na dialética processual: quem é acusado, e não o acusador, tem de provar a sua inocência. Deste modo, perante um facto tributário controverso, já que a responsabilidade de demonstrar a verdade dos factos cabe sempre ao contribuinte, então, o estado que acuse, que depois logo se verá. É nisto que dão os justicialismos normativos.

Vem tudo isto a respeito da perseguição movida a Passos Coelho por não ter pago, em prazo, algumas contribuições tributárias e ter tido uns quantos processos nas finanças para pagamentos coercivos. Hoje, o Expresso anuncia que o primeiro-ministro teve, entre 2003 e 2007, cinco processos tributários que lhe exigiam a cobrança coerciva de «quase seis mil euros». Reparem no preciosismo do «quase», a induzir a monstruosidade da coisa. Ora, seis mil euros de atrasos tributários em cinco anos, para um sujeito com a actividade política e empresarial que Passos Coelho teria por essa altura é, eu diria, permitam-me a expressão, uma m*&da!.

E como uma verdadeira m*&da que é, isto mais os quatro mil euros de atrasos à Segurança Social que também teve, que Passos Coelho deveria ter tratado do assunto, em vez de se ter posto com cara de caso, como se tivesse estuprado uma velhinha, ou sacado uns milhões aos contribuintes para ir viver faustosamente para Paris. Em vez de se ter dito um «cidadão imperfeito», Passos deveria ter-se proclamado um «perfeito cidadão português». Porque, se as dívidas fiscais ou os processos tributários passarem a ser condição para se aceder à carreira política em Portugal, o Parlamento, o Governo e as Autarquias ficarão às moscas. O que até era capaz de nem ser pior.

Fonte,
Blasfémias, março 2015

Então eu sou um tipo anormal, pois nunca tive problema nenhum com o fisco. E conheço imensa gente que também nunca teve qualquer problema do género.
Segundo a pessoa que escreveu o texto seremos portanto todos mentirosos. Ok. Vivo bem com isso.
Lá diz o ditado: "diz-me com quem andas dir-te-ei quem és".
Provavelmente o autor do texto vive rodeado de mentirosos e de vigaristas, daí a ideia que tem da maioria dos portugueses.
Quanto ao resto do texto...
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 05 2015, 14:57

António José da Silva escreveu:
...........
Esta gente não merece que a defendam, merecem ser acusados em público. Só assim podemos evitar que usem e abusem ainda mais.

Eu não faço a defesa aqui de ninguém, apenas coloco a minha opinião pessoal.

E como te disse há pouco, por mim, convivo sem grandes reservas com os políticos que pagaram o IMI, ou a SS social fora de horas, mas pagaram, e se tiver que votar neles em Outubro voto.

Não convivo, nem voto é em miseráveis corruptos e corruptores, chamem-se eles Isaltinos, Felgueiras, Varas, Socrates ou semelhantes.
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