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 Algumas vergonhas no nosso jardim

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CNeves
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MensagemAssunto: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 03 2015, 19:44

 photo portas corrupto_zps4vlkevo2.jpeg




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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Fev 06 2015, 16:04

O rastilho grego.


http://www.publico.pt/economia/noticia/italia-rejeita-receber-licoes-de-merkel-sobre-o-seu-orcamento-1678711

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Fev 11 2015, 09:07

SEM PALAVRAS


http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/feb/10/racist-cruelty-barack-obamas-government-somalia-humanitarian-crisis?CMP=EMCNEWEML6619I2

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 12:14

Nem Passos, nem Portas, nem Cavaco Silva podem admitir que a Grécia obtenha o que quer que seja

Texto de Miguel Sousa Tavares no expresso de 14 Fevereiro 2015

Grécia e Ucrânia: Europa


1Qualquer benefício obtido pelo Governo grego na situação actual de estrangulamento financeiro em que vive terá o efeito de uma bofetada em Passos Coelho e Paulo Portas. Pois que significará duas coisas: que não estamos condenados ao TINA (“There Is No Alternative”), e que vale mais não abdicar de ser um parceiro europeu, com voz própria e ainda que desprezada, do que ser um mero vassalo da vontade e interesses alemães, ajoelhando aos pés de Schäuble, como fez Vítor Gaspar, prometendo-lhe obediência eterna em troca de uma “atençãozinha” (tão ao nosso jeito e tradição).
Portas — que costumava ser sensível a estas coisas — sabe muito bem que a vitória do Syriza e a sua postura perante Bruxelas e a Alemanha têm um efeito de atracção e contágio virais: eis um pequeno país, arruinado e pobre, que, em vez de se manter como pedinte, estendendo a mão e agradecendo, reivindica a sua quota-parte de soberania nacional, que os tratados europeus garantem. Por muito que custe a Passos Coelho entender estes detalhes, o Syriza foi eleito pelos gregos, em eleições livres e contra todas as ameaças e avisos de Bruxelas, para inverter a política do Governo da Nova Democracia de Samaras — cuja gestão era a única que a troika consentia. Esse detalhe, a manifestação de soberania nacional de um povo é tudo aquilo que a UE, capturada pela Alemanha e pelo interesse alemão, não suporta. Mas não foi o Syriza que conduziu a Grécia à ruína, e sim a ND e o PASOK; não foi o Syriza que instituiu na Grécia um sistema corrupto e um Estado clientelar; não foi o Syriza que fez batota com os dinheiros europeus e que permitiu toda a espécie de falcatruas e de evasões fiscais; e não foi o Syriza que, depois de ter arruinado o país, chamou a troika e lhe pediu montes de dinheiro emprestado — o qual, na sua maior parte, foi usado para safar a banca alemã, que, por ganância criminosa, tinha apostado forte na ruína financeira da Grécia. Não houve nada de inocente na forma como Bruxelas e Berlim assistiram à falência do Estado grego. É preciso ver para lá da babugem das marés, para lá dos fóruns de Davos e dos Conselhos Europeus.
Com um horizonte de gerações de miséria pela frente para pagar a dívida, a Grécia votou no Syriza contra a troika. Esperar ou exigir que o Syriza, eleito com um mandato expresso para mudar de agulha, continuasse a “honrar” o que o Governo anterior acordara com a troika, era o mesmo que dizer que Bruxelas não reconhece qualquer efeito ou legitimidade à vontade manifestada pelos povos da União, excepto se forem suficientemente grandes para poderem causar estragos gerais. Para desconforto dos trogloditas da direita, o Governo do Syriza não propôs nada de radical, nada do género “não pagamos, ponto final”. Pelo contrário, fez propostas que, além de justas e mais do que justificadas, são exequíveis e de interesse comum, desde que o interesse comum seja a defesa da Europa, coisa que eu há muito duvido que seja o interesse estratégico alemão. Esta mensagem, já entendida por muita gente que se desabituara de pensar “out of the box”, não chegou ainda, nem chegará, à actual maioria. Não só porque no horizonte há eleições e não é altura para começar a reconhecer que tudo esteve errado, mas também porque eles foram formatados assim e nada é mais penoso à ignorância do que a dúvida.
Há duas maneiras de um país endividado conseguir condições para pagar a dívida: ou pelo crescimento económico, gerando receitas sobrantes para tal, ou pelo empobrecimento, canalizando todos os recursos (mais impostos, menos prestações sociais, privatizações a qualquer preço), para, antes de tudo mais, pagar aos credores. Este último caminho foi o que a Alemanha impôs como castigo aos países do Sul, foi o que a troika executou, e foi o que o Governo português entusiasticamente subscreveu (Passos chegou a fazer o elogio do empobrecimento e até houve um secretário de Estado que fez a apologia da emigração). Aqui e na Grécia conhecemos os resulta- dos trágicos desta ‘solução’. O pior de tudo ainda, aquilo que demonstra como a solução estava errada, é que depois de fazer a economia regredir a padrões de há anos ou dé- cadas, nem a dívida parou de aumentar nem se alterou nada de substancial na estrutura da despesa pública, de modo a evitar que, tal como Portas prometeu, o Estado português nunca mais se veja em situação de falência. Tudo foi um tremendo erro económico, resultante de uma irresponsável arrogância ideológica. É por isso que nem Passos, nem Portas, nem Cavaco Silva (que lhes deu sempre uma indecente cobertura política) podem admitir que a Grécia obtenha o que quer que seja. Detesto os palavrões políticos, mas não encontro outra forma de classificar esta atitude senão como uma posição antipatriótica, ditada pela mais mesquinha das razões.
2 Vi o primeiro-ministro da minúscula Lituânia explicar a Christianne Amanpour que tinha feito circular entre os seus cidadãos um “manual de guerra” e que ia acolher uma base da NATO para se defender do “imperialismo” de Vladimir Putin.
Por menos do que isto, o mundo esteve à beira da terceira guerra mundial, quando Khrushchov quis montar uma base em Cuba e Kennedy o forçou a recuar, explicando que aquela era a linha vermelha. A NATO — que desenvolve livremente uma diplomacia militar paralela, antecipando-se às decisões dos governos e criando factosconsumados no terreno, quer montar quatro novas bases no Leste da Europa e chamar a Ucrânia para a sua esfera de in- fluência. E, sem dar satisfações a ninguém, anunciou a criação de uma “Força de Intervenção Rápida” para actuar em cenários como o da Ucrânia. Será que Portugal, membro da NATO, tem qualquer interesse estratégico em envolver-se no cerco militar à Rússia ou na guerra civil ucraniana? E a Europa, como um todo, terá mesmo interesse em atrair a Ucrânia para a sua esfera de acção, pondo fim ao compromisso do final da guerra fria de que a Ucrânia ficaria como um Estado-tampão, do qual a Rússia se retiraria em troca de a NATO não se aproximar? Será que a UE quer mesmo suportar os custos financeiros de uma integração ou associação com a Ucrânia, ao pé dos quais a dívida grega é uma brincadeira?
No passado, a Europa e os membros da NATO foram arrastados (embora não propriamente com grandes custos) para o Kosovo, para a guerra desencadeada contra a Sérvia e para a segunda guerra do Iraque, qualquer delas sem pretexto político ou militar que o justificasse e sem mandato internacional. Depois, vimos como essas operações tinham servido para que o “complexo militar-industrial” americano, de que falava Eisenhower, se livrasse de armas que estavam a ficar obsoletas e pudesse vender nova geração ao Pentágono. E vimos como empresas americanas, como a sinistra Haliburton, ligada a membros do governo de George W. Bush, não só vendera as armas para destruir o Iraque, como depois venderam os serviços para reconstrução do Iraque que haviam destruído. E vimos como a destruição do Iraque deu origem ao fortalecimento da Al-Qaeda e ao nascimento do Estado Islâmico.
Devíamos já ter aprendido o suficiente para desconfiar da história do lobo mau que nos querem vender agora na Ucrânia. A “ameaça imperialista de Putin”? Pois sim, mas quem provoca o lobo, espera o quê? Será que a Europa se dá conta de que — aqui e não lá longe — está a ser arrastada para aquilo que, na hipótese optimista, será uma nova guerra fria, com todos os custos associados? Sabemos a quem isso pode interessar, mas será que interessa à Europa? Queremos mesmo comprar uma guerra em nome dos selvagens do Donbass, sejam eles russos ou ucranianos? O acordo de 25a hora de Minsk (que se deve a Angela Merkel), se funcionar, é uma boa notícia, mas não a solução definitiva. Essa só acontecerá quando a Rússia for tratada como grande potência e não como o vencido da guerra fria. As coisas são o que são, não aquilo que os profetas do mundo perfeito pregam.


Miguel Sousa Tavares escreve de acordo
com a antiga ortografia

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 12:28

Só um detalhe, sobre a solidariedade da Grécia para com Portugal para os mais novos nestas coisas de Europeísmo.

"Em 1982 fazendo jus à sua real natureza de país entre o balcânico e o levantino, a Grécia logo tratou de se opor à entrada de Portugal e Espanha, ameaçando com um veto que só foi ultrapassado quando Bruxelas enviou ainda mais dinheiro para Atenas. Um país solidário, portanto."

Estou farto do choradinho dos desgraçadinhos dos gregos

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 12:59

vlopes escreveu:


Estou farto do choradinho dos desgraçadinhos dos gregos



Uma imagem cinzenta sem duvida. É pena que os governantes consigam reduzir a escombros um país inteiro.

Parece-me que como quase sempre, a verdade e melhor maneira de agir está algures no meio daquilo que faz o (des)governo grego (atual) e português. Não concordo com a submissão deste nosso povo brando, nem com a inteligência vergada pelos maus hábitos dos governantes gregos, e que os levam agora a medidas mais extremas.
Também não tenho muitas duvidas de que muita da conversa de "peito feito" do novo ministro grego, não seja mais do que uma forma de caça votos (ou manter) e mostrar serviço feito ao eleitorado recém conquistado.

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 13:12

Amigo vlopes, não se exalte!!!!!  


Já estava a estranhar o amigo andar tão caladinho!

Mas podia arranjar uma citação de um individuo um pouco mais bem cheiroso!!!!

Se não se lembra eu recordo-lhe que o autor do seu texto, é aquele rapaz, capanga do silva, na trafulhice da madeira!

Ele e o silva mostraram inequivocamente nessa altura que eram dois trafulhas.

De modo que estranho seria era se ele não estivesse todo coladinho ao silva e seus capangas.

Mas para não ficar por aqui, pergunto-lhe: leu o seu texto com atenção?

Se leu, viu que aquilo é tão uma sequência de frases propagandistas da autoria dos capangas do homem, que é este governo e o silva, apresentadas com um embrulho de artigo de opinião.

Quando pus aqui o texto do Sousa Tavares, sabia inequivocamente, que a maioria  do pessoal independente, iria concordar com o que é dito da Grécia.

De facto,  e mesmo de facto, esta austeridade bacoca, não só destruiu o que restava da economia, antes arrasada pelo silva; mas sobretudo, lixou a bom lixar o futuro: nem daqui a vinte anos vamos voltar aos níveis de 2010; e com o roubo na segurança social, ninguém vai querer descontar.

Puseram o país de pernas para o ar e não conseguiram um único resultado pretendido: um único que fosse: défice e dívida continuam descomunais:

limitámo-nos a servir os bancos alemães!!!

Agora aparece um país, a Grécia, respaldado na democracia; coisa que os fortes tanto gostam de apregoar quando querem fazer umas maldades no mundo, a dizer basta:


O governo Grego diz que quer pagar: é a propaganda alemã que tenta intoxicar a opinião pública, e diz, o que eles não dizem:  que não querem pagar.

O governo Grego reclama tão só duas coisas: solidariedade europeia na sua desgraça; e uma forma inteligente de cumprir as suas obrigações, enquanto permite o crescimento da economia.

Está mal???????!!!!!!!!!


Perdão, mas tem-se de concordar inequivocamente: quem andou enganado faça o favor de assumir o engano; mas tem que concordar.

Tentem ouvir algumas coisinhas.
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 13:25

CNeves escreveu:
Amigo vlopes, não se exalte!!!!!  


Já estava a estranhar o amigo andar tão caladinho!
..........................
Se não se lembra eu recordo-lhe que o autor do seu texto, é aquele rapaz, capanga do silva, na trafulhice da madeira!
.......................
.......................
Tentem ouvir algumas coisinhas.

Já sentia a minha falta, e eu já sentia a falta de lhe dar uma "bicada", por isso é que vim cá hoje picar o ponto!!!
lol!

Não se esqueça daquela máxima de que um copo cheio para si, pode ser um copo meio vazio para mim, e vice versa!!!



1 abraço, César

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 13:33

vlopes escreveu:
Já sentia a minha falta, e eu já sentia a falta de lhe dar uma "bicada", por isso é que vim cá hoje picar o ponto!!!
lol!

Não se esqueça daquela máxima de que um copo cheio para si, pode ser um copo meio vazio para mim, e vice versa!!!


Já estava com saudades sim senhor.

O amigo nunca me dá bicadas   ; e jamais é minha intenção bicar alguém.

Limito-me a expor aquilo que penso: umas vezes estou enganado : poucas: e outras estou cheio de razão, quase sempre.

Mas vamos lá, não atire para cima da mesa frases herméticas, diga por favor, o que é que está errado na atitude grega.

Boas audições
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 13:48

CNeves escreveu:

....e outras estou cheio de razão, quase sempre.






Na atitude grega não está nada errado. Estão a fazer aquilo que qualquer empresa ou país aflito faz com a banca que é tentar negociar ou melhor, renegociar.

Neste momento, dou-lhes razão. O desespero leva a medidas desesperadas. Mas sempre é melhor do que ficar impávido e sereno a assistir à degradação continua do país.

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 13:57

Na atitude Grega César?, Tudo!!!

Não me revejo nas lamechiches portuguesas, não me revejo na cultura grega nem tenho nada a ver com eles, e acho que estão a mais na UE:

Vou-lhe deixar aqui um conto, que traduz bem o que acho deles:

Um grupo de amigos de um clube de ténis tinha por velho hábito juntarem-se mensalmente num jantar de confraternização. Um dia receberam no grupo um novo elemento que sistematicamente furava as regras do menu, pedindo o prato, ou o vinho, ou a sobremesa mais cara que existia na carta, porque sabia que a conta final era dividida por todos.

Uns bons jantares depois e de paciência esgotada, os amigos decidiram antes de realizar o próximo encontro colocar á votação a seguinte pergunta:
-  "porque é que havemos de continuar a trazer connosco aquele cromo, se o gajo não sabe estar no grupo, não cumpre as regras e os padrões de conduta que nós partilhamos á anos?"

Resultado da votação: EXPULSO!!!

lol!
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 14:52

Caro amigo

A sua história é a repetição da argumentação dos alemães, e dos seus lambe cus, dos quais na primeira linha estão o silva e o atual governo.

Mas caro amigo, aqui é que tem razão de ser, a história do “copo meio vazio”.

Nós, os gregos e outros quejandos, fomos desavergonhadamente incentivados a consumir a bom consumir; e a destruir a nossa industria, comercio, agricultura, e por aí fora, como o argumento que não eram economicamente viáveis.

Aí os governos do silva foram alunos exemplares:

lembra-se da destruição desgovernada de barcos de pesca? Lembra-se certamente.

Lembra-se dos agricultores serem pagos para não produzir? Lembra certamente.

Enquanto isso, nós, os portugueses, os gregos e outros “artolas” éramos incentivados a consumir.

Mas a consumir o quê, se a nossa industria tinha sido destruída?

Pois é: tínhamos de consumir produtos dos países ricos; á cabeça dos quais a Alemanha é a nata da nata.

Mas como pagar, se nós, fruto da destruição do tecido produtivo, não criávamos qualquer riqueza?

Não há problema, nós, os países ricos, emprestamos, a taxas de juros convenientes claro, para depois apresentar-mos lucros fabulosos.

Junto a isto criávamos uma maior sensação de riqueza, consequente consumo;  e a assim espiral continuou sempre a crescer.

Todos deviam ver que isto não podia continuar.

Mas não, andava tudo muito satisfeito de Mercedes, para pensar um bocadinho.

A isto acrescia os ppdelhos e afins, a dizerem que assim é que era: que era isto que fazia crescer a economia.

Lembra-se de o silva a apelidar de “forças do bloqueio”, quem o contrariava nesta postura.

Deve lembrar-se certamente.

Vem a crise: e os alemães dizem,: "isto é temporário, vamos consumir a bom consumir para fazer crescer a economia".

E nós parolos, gregos e afins, fomos na fita.

Quando já não se podia pagar, os alemães e apaniguados disseram, vamos lá então a resolver isto: mas claro sem sairmos prejudicados.

O resultado foi o resgate, com o consequente rebentamento do que restava da economia.

O resgate, caso continue, irá ser lembrada pela história como das maiores barbaridades económicas de sempre.

Repare, durante a II Guerra Mundial os alemães destruíram completamente a Grécia, e obrigaram-nos a pagar as despesas de ocupação.

Finda a guerra fixou-se o valor da indeminização que a Alemanha tinha de pagar á Grécia.

Nunca a pagou: foi-lhes perdoada.

Quando os Gregos fazem referencia ao assunto, os alemães dizem: “as regras são para cumprir: a dívida foi perdoada".

Notável: e o pagamento das indeminizações de guerra não era uma regra? E eles pagaram?

Claro que não.

De modo que, caro amigo, esta retórica alemã e ppdelha que o amigo partilha, é de uma hipocrisia de bradar aos céus.

Vamos lá a ter um mínimo de inteligência e mudar as regras disto:

Quem deve tem de pagar: mas para pagar não se lhes pode tirar os meios para o fazer.

O que a Europa tem feito é tirar todos os meios de se poder pagar; e ao mesmo tempo que criam um sofrimento terrível nos países periféricos.

Isto está bem?  O amigo não pode concordar.

Vamos lá a mudar isto, e os gregos estão cheios de razão.

Boas audições


Última edição por CNeves em Dom Fev 15 2015, 15:33, editado 1 vez(es)
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 15:30

Oh, Cesar,  eu também acho que a sua história é uma repetição que se repete por esta tugulandia!!!

Bater no Silva, na Alemanha e na Merkel e nos demónios que nos obrigaram a consumir e a endividar. Parece um campeonato nacional!!!


lol! lol!

Agora vou brincar ao Carnaval. Bom Carnaval César!

Abraço.
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 15:44

vlopes escreveu:


Agora vou brincar ao Carnaval.



Única altura do ano aonde ficas com uma aparência mais "comestível".

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 15:48

Caro amigo

Isso não é forma de argumentar!

Isso é é “fugir com o cú á seringa”

Factos são factos.

O silva não destruiu todo o aparelho produtivo?!

Mostre lá que não!

Não havia dinheiro a rodos para comprar Mercedes; e todos nós, não éramos incentivados a faze-lo?!

Mostre lá que não!

Os poucos que tentavam contrariar isso, não eram apelidados de “forças de bloqueio”?!

Mostre lá que não!

Porra, vamos lá a argumentar com factos, e não a “chutar para canto” o que não nos agrada.

Brincar ao carnaval, não sei, nem tenho disposição: prefiro ouvir uns discos de vinil   .

Boas audições
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 16:19

Caro amigo Lopes

O amigo não se limita a “fugir com o cú á seringa” na argumentação; também anda a fugir ao almoço.

Vamos lá a arranjar coragem para vir cá almoçar.

Vai ver que no final, depois de uns whiskys, vai ficar convencido que o silva é um aldrabão, e um troca tintas; e que sobretudo, isto tudo não passa de uma idiotice e hipocrisia pegada.

Abraço
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 18:44

CNeves escreveu:
Caro amigo Lopes

O amigo não se limita a “fugir com o cú á seringa” na argumentação; também anda a fugir ao almoço.

Vamos lá a arranjar coragem para vir cá almoçar.

Vai ver que no final, depois de uns whiskys, vai ficar convencido que o silva é um aldrabão, e um troca tintas; e que sobretudo, isto tudo não passa de uma idiotice e hipocrisia pegada.

Abraço

O almoço agora tem que ser do lado de cá! Smile

Relativamente á argumentação, vamos falar apenas de discos, musica ou gajas. De Política ou de economia não vamos, porque somos como duas linhas paralelas: porque muito que se prolonguem nunca se encontram!!!

lol! lol!
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Fev 15 2015, 18:52

A propósito,

É amanha que os gregos saem do euro? Está difícil.

É impossível a países como a Grécia (assim como Portugal) competir com o resto da Europa estando “amarrados” às leis e obrigações Europeias. Foi prometida uma convergência que não aconteceu, em vez disso o dinheiro injectado nas economias foi maioritariamente não produtivo, agora resta pouca produção e muita divida.

Mesmo que se elimine a divida continua a não haver produção e como já vimos que não vale a pena meter mais dinheiro lá que nada de produtivo vai acontecer. Na situação que os Gregos estão, quanto mais dinheiro lá se meter mais eles vão pedir.

O ciclo precisa ser quebrado e os Gregos vão ter que fazer pela vida sozinhos.

Se há problemas com uma saída da Grécia e o efeito de desmoronamento da EU, então pensem numa saída “assistida”, seria como ligar a Grécia à máquina, ela só recupera se ganhar competitividade, inventem uma forma deles voltarem ao Dracma (nem que seja só uma moeda interna).

Os Gregos precisam de trabalhar, sem dinheiro não há palhaços!
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 06:43

Sem lavar a roupa suja, não se consegue ter a roupa lavada.


http://www.noticiasaominuto.com/pais/340651/novas-revelacoes-de-salgado-envolvem-cavaco-portas-e-passos

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 14:42

Nada de novo! Lê bem o que são as NOVAS revelações deste diário digital.

lol!

A credibilidade do DDT está ao nivel da do Sócrates, isto é; ninguem acredita numa palavra que saia daquela boca.

Todos sabemos que o DDT passou os ultimos dois anos a pedir "batatinhas" ao Cavaco, ao PPC, ao Governador do Banco de Portugal, e á banca portuguesa, para poder continuar a varrer o brutal passivo do GES para debaixo dos tapetes do Banco, e poder enganar toda a gente como fez sempre.

E todos sabemos que foi EXACTAMENTE porque Cavaco, PPC e o BdP lhe deram para trás, que o gajo caiu!!!
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 14:47


A propósito de credibilidade:

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 15:55

vlopes escreveu:


E todos sabemos que foi EXACTAMENTE porque Cavaco, PPC e o BdP lhe deram para trás, que o gajo caiu!!!


Já não o podiam suster mais. Ficou demasiado inchado com tanta divida.
Mas também não tenhamos duvidas, que os acima mencionados não fecharam os olhos de borla.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 17:32

Para mim é claro, claríssimo que o mandaram á fava porque em primeiro lugar tinham a noção das consequências de atirar mais dinheiro para cima da fogueira, e o BPN ainda estava na memória de todos como a maior e mais precipitada decisão de impacto financeiro num OE tomada por um governo nos últimos 30 anos!!!

E em segundo lugar, porque quer gostamos ou não deles, Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram. E portanto mandaram-no á fava com todas as letras.
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 18:44

vlopes escreveu:
... Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram....


Agora !!!  

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 19:02

vlopes escreveu:

E em segundo lugar, porque quer gostamos ou não deles, Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram.

E assim é que deve ser!

Surpreende-me que haja sempre tantas vozes contra as privatizações... O estado não tem que ser dono de nada (i.e. da banca e de empresas) pois quando isso acontece, normalmente dá asneira. O papel do estado devia ser exclusivamente o de regular (regulamentar) e supervisionar.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 19:19

Ferpina escreveu:
vlopes escreveu:
... Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram....


Agora !!!  


Também estranhei e muito mas o Virgílio lá sabe. dvil

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 19:52

Mister W escreveu:
vlopes escreveu:

E em segundo lugar, porque quer gostamos ou não deles, Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram.

E assim é que deve ser!

Surpreende-me que haja sempre tantas vozes contra as privatizações... O estado não tem que ser dono de nada (i.e. da banca e de empresas) pois quando isso acontece, normalmente dá asneira. O papel do estado devia ser exclusivamente o de regular (regulamentar) e supervisionar.


As vozes dos mesmos de sempre. Repara bem quem são!
Os amigos a quem se garantiu ganhos milionários a alguns dos maiores grupos económicos, em particular na Finança e nas Obras Públicas. Já reparaste que são os que agora estão a a ir à cadeia do grande Lider beijar-lhe a mão. Será uma questão de gratidão?

Claro! Sócrates garantiu-lhes rendas obscenas em negócios sem risco. Não é de estranhar que o todo-poderoso Jorge Coelho, presidente durante anos do maior concessionário de PPP rodoviárias, o grupo Mota-Engil – tenha peregrinado a Évora. Também lá esteve em romaria José Lello, administrador, durante os governos socialistas, da construtora DST, que muito ganhou também com as PPP.

Menos estado! menos impostos! menos despesa pública! menos regulações! menos corporativismo! mais individuo, mais sociedade civil, mais propriedade, só assim esta m@rda deste País evoluirá.

O caminho do processo não obdece a uma ordem planeada e ordenada pelo Estado, mas sim á ordem espontânea de indivíduos livres e descomprometidos.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 20:23

vlopes escreveu:



As vozes dos mesmos de sempre. Repara bem quem são!
Os amigos a quem se garantiu ganhos milionários a alguns dos maiores grupos económicos, em particular na Finança e nas Obras Públicas. Já reparaste que são os que agora estão a  a ir à cadeia do grande Lider beijar-lhe a mão. Será uma questão de gratidão?

Claro! Sócrates garantiu-lhes rendas obscenas em negócios sem risco. Não é de estranhar que o todo-poderoso Jorge Coelho, presidente durante anos do maior concessionário de PPP rodoviárias, o grupo Mota-Engil – tenha peregrinado a Évora. Também lá esteve em romaria José Lello, administrador, durante os governos socialistas, da construtora DST, que muito ganhou também com as PPP.

Menos estado! menos impostos! menos despesa pública! menos regulações! menos corporativismo! mais individuo, mais sociedade civil, mais propriedade, só assim esta m@rda deste País evoluirá.

O caminho do processo não obdece a uma ordem planeada e ordenada pelo Estado, mas sim á ordem espontânea de indivíduos livres e descomprometidos.



Também concordo (até certo ponto) com as privatizações, mas ver isso como a solução de todos os males....ó Virgílio, nem tu acreditas nisso. O ser privado ou não, pode custar tanto ou mais ao país do que quando é estatal. Tudo depende da implementação e de como as coisas são geridas. E em Portugal, a experiência é de que se sai do mal gerido publico para a catástrofe privada que custa tanto ou mais ao país.

O problema, como sabes, é bem mais profundo e transversal, independentemente do nome dado.
Existe muita confusão ideológica. Muitos erros de pensamento que são firmados em dados de hoje sem contemplar o ontem. No fundo, acho que os erros humanos são cíclicos e a humanidade é incapaz de aproveitar os erros de várias ideologias políticas, e aplicar o bom de todas para o bem comum. O Marxismo/Leninismo de estado puramente social e até utópico falhou, o Capitalismo está à beira de falhar (se é que já não falhou). São os extremos entre privatização e privado. Provavelmente, num futuro delineado por gente mais inteligente e humana que nós, com uma visão mais global do que se passou e está a passar, novos modelos serão inventados que verdadeiramente correspondam a uma necessidade humana digna e mais justa para todos. Ou então, estou a sonhar, o que é o mais certo, e tudo se volta a repetir, milénio após milénio. Sinceramente, não sei. Só sei que dados adquiridos daquilo que é melhor, não me convencem minimamente. Para isso, teria de conseguir esquecer todas as voltas que a história moderna já me colocou na bandeja e que analisei desde muito jovem.

O problema é mesmo o ser humano.  

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 20:29

António José da Silva escreveu:
vlopes escreveu:



As vozes dos mesmos de sempre. Repara bem quem são!
Os amigos a quem se garantiu ganhos milionários a alguns dos maiores grupos económicos, em particular na Finança e nas Obras Públicas. Já reparaste que são os que agora estão a  a ir à cadeia do grande Lider beijar-lhe a mão. Será uma questão de gratidão?

Claro! Sócrates garantiu-lhes rendas obscenas em negócios sem risco. Não é de estranhar que o todo-poderoso Jorge Coelho, presidente durante anos do maior concessionário de PPP rodoviárias, o grupo Mota-Engil – tenha peregrinado a Évora. Também lá esteve em romaria José Lello, administrador, durante os governos socialistas, da construtora DST, que muito ganhou também com as PPP.

Menos estado! menos impostos! menos despesa pública! menos regulações! menos corporativismo! mais individuo, mais sociedade civil, mais propriedade, só assim esta m@rda deste País evoluirá.

O caminho do processo não obdece a uma ordem planeada e ordenada pelo Estado, mas sim á ordem espontânea de indivíduos livres e descomprometidos.



.....ó Virgílio, nem tu acreditas nisso. O ser privado ou não, pode custar tanto ou mais ao país do que quando é estatal. Tudo depende da implementação e de como as coisas são geridas. E em Portugal, a experiência é de que se sai do mal gerido publico para a catástrofe privada que custa tanto ou mais ao país.
.............

Fónix!!! essa agora, então tu é que sabes no que eu acredito ou não!!!

lol! lol!

Desde que não privatizem a água, a saúde, a justiça, e a educação, podem vender a m@erd@ das empresas publicas todas.

Vivemos bem sem elas, e melhor ainda se não tivermos que as sustentar.


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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 20:37

vlopes escreveu:


Desde que não privatizem a água, a saúde, a justiça, e a educação, podem vender a m@erd@ das empresas publicas todas.

Vivemos bem sem elas, e melhor ainda se não tivermos que as sustentar.




Claro, e podes adicionar a lucrativa EDP, Telecom, e Correios que só foram vendidas por que as mandaram vender para cumprir os critérios de terceiros, e por estarmos com as calças na mão.

Tudo o resto, concordo contigo, pelo menos no estado de coisas em que o país se encontrava.
Mas mesmo isso (o estado do país), tem muito que se lhe diga.
A verdade é que se chega a esta altura, onde certas medidas que parecem ser as mais lógicas do mundo, não o são tanto assim.
Mas isto é demasiado complexo.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:01

António José da Silva escreveu:
Ou então, estou a sonhar, o que é o mais certo, e tudo se volta a repetir, milénio após milénio. Sinceramente, não sei. Só sei que dados adquiridos daquilo que é melhor, não me convencem minimamente. Para isso, teria de conseguir esquecer todas as voltas que a história moderna já me colocou na bandeja e que analisei desde muito jovem.

O problema é mesmo o ser humano.  

Milénio?! Há 500 anos atrás éramos os maiores!
De facto a história é cíclica mas estamos a falar de um problema(s) bem actual.
Tens toda a razão, o problema é só do ser humano... se a nossa raça não existisse era tudo bem mais fácil...
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:06

Mister W escreveu:
... se a nossa raça não existisse era tudo bem mais fácil...


Acabava-mos com esta raça, e deixava-mos só os músicos de Jazz e seus apreciadores.

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Última edição por António José da Silva em Seg Fev 16 2015, 21:12, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:09

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:
... se a nossa raça não existisse era tudo bem mais fácil...

Acabava-mos com esta raça, e deixava-mos só os músicos de Jazz e seus apreciadores.

e os discos de vinil...

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:11

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:
... se a nossa raça não existisse era tudo bem mais fácil...

Acabava-mos com esta raça, e deixava-mos só os músicos de Jazz e seus apreciadores.

e os discos de vinil...



Acabastes de ganhar o prestigiado prémio anula do AAP.


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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:21

Daqui a nada vem o César dizer que estão a fugir com o rabo á seringa do tema!!!

smedley smedley
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:24

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:
... se a nossa raça não existisse era tudo bem mais fácil...


Acabava-mos com esta raça, e deixava-mos só os músicos de Jazz e seus apreciadores.

O que tu arranjas para não estar ao pé do Ferpina e do Fredy
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:27

vlopes escreveu:
Daqui a nada vem o César dizer que estão a fugir com o rabo á seringa do tema!!!

smedley smedley


Eu só não fujo se não puder.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:31

Rui Mendes escreveu:


O que tu arranjas para não estar ao pé do Ferpina e do Fredy


Muito bem visto Rui. lol!

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 21:39





Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs

Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.

Para que a memória não se apague! Dia 27 Fevereiro, faz 62 anos!

O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida.

A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.

O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

O acordo adoptou três princípios fundamentais:

1. Perdão/redução substancial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.

A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.

O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.

Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.

Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.

Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais

Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 22:06

Eu quero ver o apoio do povo grego a manter-se com a hecatombe social de um cenário Grexit.

O apoio popular mantém-se enquanto se achar que é este o governo que lhes vai trazer um alívio da austeridade. A partir do momento em que isso não se verificar e a austeridade na sociedade grega até aumentar, o Tsipras passará a ser tão impopular como os seus antecessores.

Os gregos não almoçam nem jantam orgulho ou telenovelas mediáticas de manguitos à Merkel. Quando chegarem ao multibanco e não sair nota, quando as continhas passarem a uma moeda sem valor e que se desvaloriza todos os dias e quando o financiamento externo for cortado, uma nova ordem de caos social começa.

É só conhecer um pouco da história para perceber onde estas coisas acabam. No final os únicos que vão continuar a delirar, até porque não sofrem as consequências, são os apoiantes ideológicos que estão fora da Grécia, tal como o BE o Podemos, e os Xuxalistas.

Ser Xuxalista sentado no sofá capitalista é sempre o melhor dos mundos e o socialismo para os outros é sempre bom, já se sabe. E no big picture quem se vai lixar politicamente são os futuros putativos governos de esquerda/centro-esquerda que estão à espera que o poder lhes caia na mão chamando os eleitores com o anúncio da reestruturação da dívida e o fim da austeridade.

Quando se tiver um exemplo prático disso, vamos ver onde vão buscar o discurso.

Espero que não seja uma VenezuelaII
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Fev 16 2015, 22:29

vlopes escreveu:


O apoio popular mantém-se enquanto se achar que é este o governo que lhes vai trazer um alívio da austeridade. A partir do momento em que isso não se verificar e a austeridade na sociedade grega até aumentar, o Tsipras passará a ser tão impopular como os seus antecessores.

Estão a gozar daquilo que qualquer governo goza, especialmente em tempos de crise, já o tinha dito numa intervenção anterior. Mas isso é comum a muitos dos governos eleitos em muitos países. E decerto que nos lembramos de como alguns governos foram eleitos em Portugal. O povo gosta do romantismo político.
Mas tal como os outros merecem um tempo cor de rosa amoroso, também este governo grego tem direito ao seu período de namoro apaixonado.
Mas contrariamente aos que nós por cá elegemos e que falharam redondamente, este ainda têm o beneficio da duvida. E quem sabe, não vão conseguir sacar a ferros algo que os beneficie.

É esperar para ver.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 07:59

vlopes escreveu:
Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram.

   


Caro vlopes


Isto só pode ser para rir.......   ou para chorar   .

Então os o silva e o coelho não estão ligados á banca??????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Só lhe falta dizer que o alto dirigente ppdelho e membro do governo do silva, oliveira e costa, não estava ligado á banca!!!!

Lembra-se quem eram os gestores do BPN?

Lembra-se certamente.........a nata do silva, um até era Conselheiro de Estado, nomeado por ele.

Todos, mas todos, os administradores do BPN, foram altos ministros, secretários de estado, dirigentes ppdelhos e afins.

Lixaram o país em 5 mil milhões de euros:

é obra!!!!!!!!

E o silva também se abotoou naquilo a bom abotoar:

lembra-se da vivenda na Algarve?

Lembra certamente.

A mim ninguém propõe negócios daqueles.

Lembra-se das ações especiais do BPN, vendidas ao silva por tuta e meia; e que este as vendeu depois por alto montante?

Lembra-se certamente.

A mim ninguém propõe negócios assim.

Talvez no seu mundo isso seja natural, mas no meu não é.

Lembra-se, do dono disto tudo fazer coro com o passos a dizer que não vinha mal ao mundo com o resgate?

Lembra-se do homem estar sempre colado, coladinho a tudo o que o silva e o coelho diziam, mesmo quando estavam na oposição?

Lembra-se certamente.

Lembra-se que na véspera da queda do BES, o amigo escreveu aqui uma artigo, quase a jurar que aquele pessoal era a Madre Teresa da honestidade?

Lembra-se certamente


Caro amigo: é bonito uma pessoa defender os amigos; mas não o é, tentando distorcer a verdade; e sobretudo fazê-lo quando estão em causa questões causadores de enorme sofrimento.

PS: o amigo aplicou mal a minha espresão de chutar para canto: falar do tema que nos dá na real gana é saudável; já não considero tal, no meio de uma argumentação, ignorar-se as perguntas, e os factos incómodos, que nos apresentam; e fazer de conta que não existiram: ou tentar banálizálos com frazes feitas: isso é a táctica ppdelha por excelência de fugir com o cú á seringaque o amigo pratica até há exaustão na sua argumentação.

Tentem ouvir algumas coisinhas
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 09:08

Não é altura para jogos na Europa

por YANIS VAROUFAKIS*Hoje

Estou a escrever este artigo à margem de uma negociação crucial com os credores do meu país - uma negociação cujo resultado pode marcar uma geração e, até, tornar-se um ponto de viragem para a atual experiência europeia com a união monetária.

Os teóricos dos jogos analisam as negociações como se estas fossem jogos em que se divide um queijo, envolvendo jogadores egoístas. Porque passei muitos anos, durante a minha vida anterior como académico, a investigar a teoria dos jogos, alguns comentadores apressaram-se a assumir que como novo ministro das Finanças da Grécia eu estava apressadamente a conceber bluffs, estratagemas e opções externas na tentativa de melhorar uma mão fraca.

Nada pode estar mais longe da verdade.

Quando muito, os meus antecedentes de teoria dos jogos convenceram-me de que seria uma rematada loucura pensar nas atuais conversações entre a Grécia e os nossos parceiros como um jogo de negociações que se pode ganhar ou perder através de bluffs e subterfúgios táticos.

O problema com a teoria dos jogos, como costumava dizer aos meus alunos, é que toma como garantidos os motivos dos jogadores. No póquer ou no vinte-e-um esta suposição não é problemática. Mas nas atuais conversações entre os nossos parceiros europeus e o novo governo da Grécia, o objetivo é criar novos motivos. Formar uma nova mentalidade que transcenda as clivagens nacionais, dissolva a distinção credor-devedor a favor de uma perspetiva paneuropeia e coloque o bem comum europeu acima das politiquices, dogma que prova ser tóxico se universalizado e uma mentalidade de nós contra eles.

Como ministro das Finanças de um país pequeno e financeiramente pressionado, que não tem o seu próprio banco central e é visto por muitos dos nossos parceiros como um devedor problemático, estou convencido de que temos apenas uma opção: evitar qualquer tentação de tratar este momento decisivo como uma experiência na elaboração de estratégias e, em vez disso, apresentar honestamente os factos respeitantes à economia social da Grécia, apresentar as nossas propostas para pôr a Grécia de novo a crescer, explicar porque são estas do interesse da Europa e revelar as linhas vermelhas além das quais a lógica e o dever nos impedem de ir.

A grande diferença entre este governo e os anteriores governos gregos é dupla: estamos decididos a chocar com interesses poderosos para renovar a Grécia e ganhar a confiança dos nossos parceiros. Estamos também determinados a não ser tratados como uma colónia devedora que deve sofrer o que for preciso. O princípio da austeridade maior para a economia mais deprimida seria curioso se não causasse tanto sofrimento desnecessário.

Perguntam-me muitas vezes: e se a única maneira que tiver de garantir o financiamento for ultrapassando as suas linhas vermelhas e aceitando medidas que considera serem parte do problema, em vez da sua solução? Fiel ao princípio de que não tenho o direito de fazer bluff, a minha resposta é: as linhas que apresentámos como vermelhas não serão ultrapassadas. Caso contrário, não seriam verdadeiramente vermelhas, mas apenas um bluff.

Mas e se isso trouxer demasiado sofrimento ao seu povo?, perguntam-me. Deve estar a fazer bluff, certamente.

O problema com esta linha de argumentação é que presume, juntamente com a teoria dos jogos, que vivemos numa tirania das consequências. Que não há nenhuma circunstância em que devamos fazer o que está certo, não como uma estratégia, mas simplesmente porque está... certo.

Contra tal cinismo o novo governo grego vai inovar. Nós desistiremos, independentemente das consequências, de acordos que sejam errados para a Grécia e errados para a Europa. O jogo do "adiar e fingir", que começou depois de a dívida pública da Grécia se tornar impraticável em 2010, vai acabar. Não há mais empréstimos - não até que tenhamos um plano credível para o crescimento da economia a fim de reembolsar esses empréstimos, para ajudar a classe média a voltar a pôr-se de pé e para abordar a terrível crise humanitária. Não há mais programas de "reformas" cujo alvo sejam pensionistas pobres e farmácias familiares e que deixam intocada a corrupção em grande escala.

O nosso governo não está a pedir aos nossos parceiros uma saída para não pagarmos as nossas dívidas. Estamos a pedir por alguns meses de estabilidade financeira que nos irá permitir levar a cabo a empreitada de reformas que a maioria da população grega possa reconhecer e apoiar, para que possamos trazer crescimento e acabar com a incapacidade de pagar as nossas dívidas.

Poder-se-á pensar que esta retirada da teoria dos jogos é motivada por uma agenda de esquerda radical. Não é assim. A grande influência aqui é Immanuel Kant, o filósofo alemão que nos ensinou que o racional e o livre escapam ao império da conveniência, fazendo o que é correto.

Como sabemos que a nossa modesta agenda política, que constitui a nossa linha vermelha, é correta nos termos de Kant? Sabemo-lo ao olhar nos olhos dos esfomeados nas ruas das nossas cidades ou ao contemplar a nossa pressionada classe média ou tendo em conta os interesses do povo trabalhador em cada aldeia e cidade europeia dentro da nossa união monetária. Afinal, a Europa só reencontrará a sua alma quando recuperar a confiança do povo, colocando os seus interesses em primeiro plano.

* Ministro das Finanças da Grécia

(artigo originalmente publicado no New York Time)


Tentem ouvir algumas coisinhas
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 13:15

CNeves escreveu:
vlopes escreveu:
Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram.

   
....................
.............. já não considero tal, no meio de uma argumentação, ignorar-se as perguntas, e os factos incómodos, que nos apresentam; e fazer de conta que não existiram: ou tentar banálizálos com frazes feitas: isso é a táctica ppdelha por excelência de fugir com o cú á seringaque o amigo pratica até há exaustão na sua argumentação.

Tentem ouvir algumas coisinhas

Caro César,
Como não pretendo que fique exausto ao lêr os meus posts, vamos passar a falar de vinis e de musica! nos restantes tópicos.
Um abraço.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 14:19

CNeves escreveu:
vlopes escreveu:
Passos Coelho e Cavaco Silva não têm o rabo preso á banca como outros políticos têm e sempre tiveram.

   


Caro vlopes


Isto só pode ser para rir.......   ou para chorar   .

Então os o silva e o coelho não estão ligados á banca??????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Só lhe falta dizer que o alto dirigente ppdelho e membro do governo do silva, oliveira e costa, não estava ligado á banca!!!!

Lembra-se quem eram os gestores do BPN?

Lembra-se certamente.........a nata do silva, um até era Conselheiro de Estado, nomeado por ele.

Todos, mas todos, os administradores do BPN, foram altos ministros, secretários de estado, dirigentes ppdelhos e afins.

Lixaram o país em 5 mil milhões de euros:

é obra!!!!!!!!

E o silva também se abotoou naquilo a bom abotoar:

lembra-se da vivenda na Algarve?

Lembra certamente.

A mim ninguém propõe negócios daqueles.

Lembra-se das ações especiais do BPN, vendidas ao silva por tuta e meia; e que este as vendeu depois por alto montante?

Lembra-se certamente.

A mim ninguém propõe negócios assim.

Talvez no seu mundo isso seja natural, mas no meu não é.

Lembra-se, do dono disto tudo fazer coro com o passos a dizer que não vinha mal ao mundo com o resgate?

Lembra-se do homem estar sempre colado, coladinho a tudo o que o silva e o coelho diziam, mesmo quando estavam na oposição?

Lembra-se certamente.

Lembra-se que na véspera da queda do BES, o amigo escreveu aqui uma artigo, quase a jurar que aquele pessoal era a Madre Teresa da honestidade?

Lembra-se certamente


Caro amigo: é bonito uma pessoa defender os amigos; mas não o é, tentando distorcer a verdade; e sobretudo fazê-lo quando estão em causa questões causadores de enorme sofrimento.

PS: o amigo aplicou mal a minha espresão de chutar para canto: falar do tema que nos dá na real gana é saudável; já não considero tal, no meio de uma argumentação, ignorar-se as perguntas, e os factos incómodos, que nos apresentam; e fazer de conta que não existiram: ou tentar banálizálos com frazes feitas: isso é a táctica ppdelha por excelência de fugir com o cú á seringaque o amigo pratica até há exaustão na sua argumentação.

Tentem ouvir algumas coisinhas

Evidentemente CNeves desta vez concordo
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 14:24

António José da Silva escreveu:
vlopes escreveu:


O apoio popular mantém-se enquanto se achar que é este o governo que lhes vai trazer um alívio da austeridade. A partir do momento em que isso não se verificar e a austeridade na sociedade grega até aumentar, o Tsipras passará a ser tão impopular como os seus antecessores.

Estão a gozar daquilo que qualquer governo goza, especialmente em tempos de crise, já o tinha dito numa intervenção anterior. Mas isso é comum a muitos dos governos eleitos em muitos países. E decerto que nos lembramos de como alguns governos foram eleitos em Portugal. O povo gosta do romantismo político.
Mas tal como os outros merecem um tempo cor de rosa amoroso, também este governo grego tem direito ao seu período de namoro apaixonado.
Mas contrariamente aos que nós por cá elegemos e que falharam redondamente, este ainda têm o beneficio da duvida. E quem sabe, não vão conseguir sacar a ferros algo que os beneficie.

É esperar para ver.

O que estes gregos pedem agora  é:

Que os alemães que vivem de "mini-jobs" mal pagos sustentem as filhas de militares e polícias gregos que recebem 1.000€ por mês a partir dos 18 anos enquanto se mantêm solteiras (nenhuma se casa);
Que os holandeses desempregados ou a viver de rendimentos mínimos paguem os salários de mais de 600 empregadas de limpeza no Ministério das Finanças grego ou o dos 45 jardineiros do Hospital de Atenas que têm 4 arbustos a seu cargo;
Que os imigrantes na Finlândia, os 2 milhões de portugueses em risco de pobreza ou os 5,5 milhões de desempregados espanhóis paguem a fuga ao fisco endémica na Grécia, a corrupção dos funcionários e o rent seeking das empresas gregas;
Que os alemães que entre 99 e 2004 perderam parte substancial dos direitos sociais e cuja idade de reforma é 67 paguem as reformas dos gregos que podem reformar-se aos 58;
Que os pensionistas portugueses paguem a reforma aos 45 anos das cabeleireiras gregas que têm uma profissão de risco;
Que os espanhóis que têm 26% de desemprego e estão a sair pelo pé deles da maior crise económica do pós Franco, lhes perdoem os 26 mil milhões, que daria para pagarem dois anos de prestações sociais;
Que os alemães que trabalham que nem uns mouros para produzir, que pagam impostos religiosamente e como se não houvesse amanhã, paguem os benefícios sociais dos falsos paralíticos gregos, a corrupção nas empresas públicas gregas, as contas bancárias de Papandreous e Karamanlis mais todos os parasitas que por lá habitam.
E etc.

Não é ide catar-vos, é ide pró c@r@lh# mesmo!!!
Estou farto de ser chulado. Já bastam os de cá.
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 14:30

CNeves escreveu:
Não é altura para jogos na Europa

por YANIS VAROUFAKIS*Hoje

Estou a escrever este artigo à margem de uma (...)primeiro plano.

* Ministro das Finanças da Grécia

(artigo originalmente publicado no New York Time)


Tentem ouvir algumas coisinhas
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A 100% com a iniciativa grega (não citei a totalidade do texto por motivos óbvios).

Ainda há poucos anos a Alemanha andava a vender material bélico à Grécia, numa altura em que esta já estava seriamente endividada. Facto que só por si não é nada mas que é emblemático dum relacionamento económico questionável.

E o resto é a história da raposa que convidou a galinha para almoçar numa casa farta.
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 14:52

vlopes escreveu:
António José da Silva escreveu:
vlopes escreveu:


O apoio popular mantém-se enquanto se achar que é este o governo que lhes vai trazer um alívio da austeridade. A partir do momento em que isso não se verificar e a austeridade na sociedade grega até aumentar, o Tsipras passará a ser tão impopular como os seus antecessores.

Estão a gozar daquilo que qualquer governo goza, especialmente em tempos de crise, já o tinha dito numa intervenção anterior. Mas isso é comum a muitos dos governos eleitos em muitos países. E decerto que nos lembramos de como alguns governos foram eleitos em Portugal. O povo gosta do romantismo político.
Mas tal como os outros merecem um tempo cor de rosa amoroso, também este governo grego tem direito ao seu período de namoro apaixonado.
Mas contrariamente aos que nós por cá elegemos e que falharam redondamente, este ainda têm o beneficio da duvida. E quem sabe, não vão conseguir sacar a ferros algo que os beneficie.

É esperar para ver.

O que estes gregos pedem agora  é:

Que os alemães que vivem de "mini-jobs" mal pagos sustentem as filhas de militares e polícias gregos que recebem 1.000€ por mês a partir dos 18 anos enquanto se mantêm solteiras (nenhuma se casa);
Que os holandeses desempregados ou a viver de rendimentos mínimos paguem os salários de mais de 600 empregadas de limpeza no Ministério das Finanças grego ou o dos 45 jardineiros do Hospital de Atenas que têm 4 arbustos a seu cargo;
Que os imigrantes na Finlândia, os 2 milhões de portugueses em risco de pobreza ou os 5,5 milhões de desempregados espanhóis paguem a fuga ao fisco endémica na Grécia, a corrupção dos funcionários e o rent seeking das empresas gregas;
Que os alemães que entre 99 e 2004 perderam parte substancial dos direitos sociais e cuja idade de reforma é 67 paguem as reformas dos gregos que podem reformar-se aos 58;
Que os pensionistas portugueses paguem a reforma aos 45 anos das cabeleireiras gregas que têm uma profissão de risco;
Que os espanhóis que têm 26% de desemprego e estão a sair pelo pé deles da maior crise económica do pós Franco, lhes perdoem os 26 mil milhões, que daria para pagarem dois anos de prestações sociais;
Que os alemães que trabalham que nem uns mouros para produzir, que pagam impostos religiosamente e como se não houvesse amanhã, paguem os benefícios sociais dos falsos paralíticos gregos, a corrupção nas empresas públicas gregas, as contas bancárias de Papandreous e Karamanlis mais todos os parasitas que por lá habitam.
E etc.

Não é ide catar-vos, é ide pró c@r@lh# mesmo!!!
Estou farto de ser chulado. Já bastam os de cá.

Vejo aqui um eco de uma linha de pensamento propalada por alguns políticos portugueses.

Também, cá dentro, já usámos esta posição para atacar alguns grupos "priveligiados" da sociedade portuguesa (Função Pública - que são uns bandidos - excepto quando precisamos que nos limpem as fezes num hospital ou aturem nas escolas as ranhosices dos putos que os preclaros pais deseducam em casa).

Sugiro que se vá mais longe no pensamento.

Mais importante do que discutir o caso das cabeleireiras ou dos militares ou dos vitimados alemães que (coitadinhos se fartam de trabalhar) é perceber que neste momento (bem ou mal) se está a por em causa o paradigma das relações no seio da UE

E por fim uma achega para relembrar que mesmo um dos nossos candidatos a presidente da República parece lidar tranquilamente com o que está a acontecer na Grécia.

"Marcelo Rebelo de Sousa defendeu este domingo, no seu comentário habitual na TVI, que tanto Cavaco Silva como Pedro Passos Coelho tiveram "azares" nas suas intervenções sobre a Grécia.

Se por um lado o Presidente da República "tentou ser equilibrado", também "teve azar em algumas coisas", disse o comentador. Cavaco Silva "tentou fazer uma declaração que fosse claramente menos picante do que a de Pedro Passos Coelho". Em causa estão as palavras do primeiro-ministro depois da vitória do Syriza nas eleições gregas, considerando o programa do partido dificilmente conciliável com as regras europeias e apelidando de "conto de crianças" as propostas de Alexis Tsipras.

Mesmo tentando "ser equilibrado", o "azar" da intervenção do Presidente da República foi ter coincidido com as reuniões dos governantes gregos durante esta semana, tendo também passado a ideia de que o Presidente "veio apoiar" Pedro Passos Coelho. "Não era isso, mas existiu essa perceção."

Quanto ao primeiro-ministro, o comentador defende ter havido "uma mudança subtil de posição" entre a primeira intervenção e a mais recente. Na primeira houve um "erro de avaliação", ou seja, Passos Coelho interveio "pensando que os portugueses iam reagir pró-Portugal e anti-Grécia". "Os portugueses reagiram contra a Alemanha e pró-Grécia."

E houve outro erro, diz o comentador. "Pedro Passos Coelho agora tinha de entrar numa nova fase pré-eleitoral. Não basta dizer que o que fizeram correu bem. Tem de oferecer futuro e esperança. Ao criticar os gregos, agarrou-se ao discurso do passado quando agora precisa de partir para o futuro."

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que os gregos "vão ter de rever algumas das suas posições iniciais", mas que "há um caminho que é desejável". Ainda que seja preciso tempo, "vai haver um acordo", defende."




Ler mais: http://expresso.sapo.pt/marcelo-diz-que-cavaco-e-passos-tiveram-azares-a-falar-sobre-a-grecia=f911037#ixzz3S0t3nxqC
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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 15:05

A linha de pensamento que vê é a minha, e é absolutamente normal que ela esteja alinhada com alguns políticos portugueses. Não tenho a pretensão de estimular unanimismos, de ser o dono da verdade ou do conhecimento.

Defendo modelos de governance que existem por cá, abomino outros, apoio eixos estratégicos para essa governance, como rejeito outros.

Mas não tenho por postura impô-los aos meus interlocutores ou adjectivar as suas posições quando elas não estão alinhadas com as minhas. Afinal estamos num país livre e num fórum livre.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Fev 17 2015, 15:10

António José da Silva escreveu:


O problema é mesmo o ser humano.  

Vejo aqui uma contradição insanável porque quando postas nas "Minhas Audiófilas" manifestas uma transbordante paixão pelo ser humano

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