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 Autopsia da Alta-fidelidade

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 17:43

TD124 escreveu:


Deixem a espécie nascer !!!... e verão o quão temivel, detestavel esta espécie é !... e não é a pior, pois o que lhe vai suceder é o campeão !!!...


Fico a aguardar cheio de curiosidade para saber que monstro e que vem dai. lol!
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 17:55

Estou a acompanhar mas há umas questões que têm de ser desde já esclarecidas

A dita autópsia é feita em território português ou francês ?

E o amigo Paulo tem licença e competências profissionais para dissecar corpos pública e oficialmente ?

E será ou não emitida Certidão relativa ao óbito do ente jacente ?  

Dissecado e analisado o "corpus" que destino se dá aos restos mortais ?  scratch  scratch  scratch

E quem assume os custos inerentes ao processo ??? é o AAP  smedley


Última edição por Mário Franco em Ter Nov 18 2014, 18:15, editado 3 vez(es)
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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:06

A história do Audiofilus-japonicus nos anos 70 está confusa!

Nos anos 70 os transístores imperaram no Japão. As válvula representariam menos de 5% do mercado.
Os audiófilos japoneses compravam amplificadores a transístores! Os fabricantes japoneses abandonaram as válvulas nessa época.

Máquinas muito bem construídas e com excelentes medições! Melhores medições do que muitas das actuais! Melhor qualidade de construção do que agora!
Eram feitas para medir bem! A distorção aparecia nos catálogos!

Os audiofilos portugueses também compravam/ouviam os amplificadores a transístores japoneses.
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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:20

Da mesma forma que os japoneses trocaram as válvulas pelos transistores; vieram depois a trocar os gira-discos pelo CD. Todos os grandes apostaram no CD. Nos 80's trocaram o Estéreo pelo AV... Grande disparate!  No Agora estão a tentar voltar...

Os grandes fabricantes japoneses tentam seguir as tendências, o que me leva a pensar que não têm um padrão comportamental fixo.
Ou seja, não é fácil definir a sua audiofilia.

Agora, nos 70's a sua filosofia era mais do tipo "Tem baixa THD,  S/N alto, então é bom". smedley

Continua a haver no ocidente muitos discípulos desta filosofia outrora oriental... dvil

No que respeita às tecnologias, há que dar o mérito aos Japoneses porque foram co-criadores da tecnologia digital CD (Sony/Philips).

Inventaram também o walkman!
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reirato
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:29

Mr Bojangles escreveu:
... ... ... esta fotografia mede 2,35m, e não é digital lol!

Candida Höfer, 2011

Polémicas aparte e para satisfazer a minha apetência (permanente... quase gula!? ...) por música séria(?) e/ou teatro com música (vulgo Ópera) que teatro é esse tão cheio de glamour rocaille? ...

Cheira-me a algum na Europa Central, Alemanha?? ...

Conte-nos por favor Mr Bojangles, que estou em ânsias!...

Shocked

king
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:32

Digital Man escreveu:
Da mesma forma que os japoneses trocaram as válvulas pelos transistores; vieram depois a trocar os gira-discos pelo CD. Todos os grandes apostaram no CD. Nos 80's trocaram o Estéreo pelo AV... Grande disparate!  No Agora estão a tentar voltar...

Os grandes fabricantes japoneses tentam seguir as tendências, o que me leva a pensar que não têm um padrão comportamental fixo.
Ou seja, não é fácil definir a sua audiofilia.

Agora, nos 70's a sua filosofia era mais do tipo "Tem baixa THD,  S/N alto, então é bom". smedley

Continua a haver no ocidente muitos discípulos desta filosofia outrora oriental... dvil

No que respeita às tecnologias, há que dar o mérito aos Japoneses porque foram co-criadores da tecnologia digital CD (Sony/Philips).

Inventaram também o walkman!

Têm um padrão comportamental fixo nos $$$...
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Mr Bojangles
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:35

reirato escreveu:
Mr Bojangles escreveu:
... ... ... esta fotografia mede 2,35m, e não é digital lol!

Candida Höfer, 2011

Polémicas aparte e para satisfazer a minha apetência (permanente... quase gula!? ...) por música séria(?) e/ou teatro com música (vulgo Ópera) que teatro é esse tão cheio de glamour rocaille? ...

Cheira-me a algum na Europa Central, Alemanha?? ...

Conte-nos por favor Mr Bojangles, que estou em ânsias!...

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Reirato, trata-se do Teatro Comunale di Carpi, Itália
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reirato
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:39

reirato escreveu:
Mr Bojangles escreveu:
... ... ... esta fotografia mede 2,35m, e não é digital lol!

Candida Höfer, 2011

Polémicas aparte e para satisfazer a minha apetência (permanente... quase gula!? ...) por música séria(?) e/ou teatro com música (vulgo Ópera) que teatro é esse tão cheio de glamour rocaille? ...

Cheira-me a algum na Europa Central, Alemanha?? ...

Conte-nos por favor Mr Bojangles, que estou em ânsias!...

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king

Ói! ...

Já descobr,i é o Teatro Comunale de CARPI, uma terra perdida na Emilia/Romagna!

Fui cair um bocado ao lado mas é uma estética de arquitectura algo tardia, feito em 1861, a decoração fá-lo aparentar epóca mais antiga!? ...

Mas deu uma bela foto!!!

cheers

king
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Mr Bojangles
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 18:46

reirato escreveu:


Já descobr,i é o Teatro Comunale de CARPI, uma terra perdida na Emilia/Romagna!

Fui cair um bocado ao lado mas é uma estética de arquitectura algo tardia, feito em 1861, a decoração fá-lo aparentar epóca mais antiga!? ...

Mas deu uma bela foto!!!

cheers

king

Atenção que a fotografia está creditada: é da Candida Höfer! Wink
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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Ter Nov 18 2014, 19:03

ricardo onga-ku escreveu:
Têm um padrão comportamental fixo nos $$$...

Não tinha pensado nisso! pirat

No que respeita às tecnologias, esqueci-me de dizer que os japoneses foram co-autores do Concorde... Perdão, queria dizer SACD! (mais uma vez Sony de mãos dadas com a Philips)´

Fisicamente, o SACD é essencialmente um DVD (tecnologia também criada por firmas japonesas + Philips) - a codificação é que é a nova tecnologia em si (DSD).
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 19 2014, 13:52

Parte 3 : Audio, Alta-fidelidade e Audiofilia…

Antes de continuar de abordar a evolução da espécie, pareçe-me interessante de fazer uma pausa afim de organisar e sincronisar as nossas ideias. Muitas vezes o facto de lidar com expressões familiares acaba por nos afastar do significado inicial, e acabamos por utilisar uma palavra para dizer algo que não é exactamente o seu sentido real. Para muitas pessoas, as três palavras do titulo deste texto é mais ou menos a mesma coisa…    … ora que são profundamente diferentes no sentido real, mas visto que somos ‘todos Audiofilos e então amadores de Audio e Alta-fidelidade’, isto vai dar ao mesmo !...   Bom, o problema actual (que é enorme no fundo…) é que estas inocentes três palavras foram condensadas numa sò, e esta simplificação por si propria, justifica a existência do « corpo » que estou a dissecar…    vamos là ver então juntos aonde eu quero chegar !

Definição do Audio em França (resumida) : A palavra Audio designa o que é relativo à audição, e globalmente, tudo o que tém uma relação com o dominio dos sons electroacusticos audiveis…    Então a partir desta definição, o cilindro de Edison, um piano,  uma boneca que fala, um telefone, um amplificador a vàlvulas, uma campainha e uma coluna eléctroestàtica são todos produtos audio ! Voçês devem se dizer que semanticamente tenho razão, mas que globalmente o que queremos dizer com Audio é Alta-fidelidade de uma maneira resumida…     tudo bem açeito que seja assim, então vamos là ver directamente a Alta-fidelidade !

Definição da Alta-fidelidade em França (resumida) : A ideia seminal da Alta-fidelidade, contida no seu nome, é de reproduzir uma gravação de maneira a produzir uma difusão sonora tão idêntica quanto possivel do original...   Bom, efectivamente jà estamos longe da campainha e da boneca que fala e tanto o processo quanto o objectivo, estão claramente designados. Esta palavra composta imediatamente faz sentido no nosso espirito, pois ela cria um campo de ação limitado, especialisado e dirigido. Basta delimitar as regras de funcionamento, e esta disciplina pode existir e evoluir, o que vamos fazer desde os anos 60 em criando uma norma técnica que engloba a banda, a dinamica, a distorsão etc… o que nos permite de ter limites, a partir dos quais se pode diferenciar o que pertençe ao dominio da Hi-fi ou do audio. Mas na realidade a norma jà existia desde o inicio dos anos cinquenta, pois havia a revista inglesa « high-fidelity » e a BBC aplica desde o inico dos anos 50 normas técnicas para o material que utilisa, o que explica que eles vão passar das MC’s às MM’s, por causa da distorsão superior das primeiras. Os estudos da RCA victor e da Bell company sobre as gravações nos anos 40 é também chamada « high-fidelity recording »…                      

A partir do que vém de ser dito, torna-se claro que o desenvolvimento técnico é necessario e obrigatorio para que a Hifi avançe. È este postulado que explica que até aos anos 70, no mundo ocidental ninguém conteste a chegada das novas tecnologias. Torna-se claro também que o objectivo é então de amelhorar as caracteristicas técnicas definidas, o que explica a baixa sucessiva da distorsão, o comprimento da banda reproduzida, o aumento da dinamica, a diminuição do ruido e etc…  Esta disciplina é tão activa desde os anos 50, que em 1951 a revista « high-fidelity » vai criar um termo para designar ‘as pessoas que téem um grande interesse pela reprodução de Alta-fidelidade* (Collins dictionary)’ e que é composta do latim/grego Audio + Phile (Audiophile)!!!...         … mau Maria !, eu que vos disse que o Audiofilus-japonicus era o primeiro da espécie, ora que afinal o nosso amigo é british…    Mas, apenas digo isto e algo me assalta imediatamente à cabeça e que me perturba. Cada vez que falei com professionais do audio que sejam anglo-saxões, latinos ou mesmo escandinavos todos recusam a etiqueta de (Audiofilo) com ardor e desdém, ao ponto que lembro-me que na Roksan, Nagra e Moon lançaram-me mesmo olhares de odio à simples evocação desse termo !!!...  como explicar então que um termo dos anos 50 que quer dizer « apaixonado por Alta-fidelidade… » se tenha tornado pràticamente num insulto ???...   vamos là ver então o que é a Audiofilia

Definição do Audiofilo em França (textual) : Pessoa apaixonada por electroacustica.   ...Isto começa então mal, pois em Françês o termo Audiofilia não existe (no dicionàrio…), e o termo audiofilo sò foi integrado na lingua em 1998, ora que o pais teve a unica revista de audiofilia ocidental entre 1977 e 1995 e que se chamava L’Audiophile!!!, e ainda por cima o termo inglês para audiofilo e o françês não são equivalentes, pois um é apaixonado pela Alta-fidelidade e o outro pela electroacustica…  o que não é exactamente a mesma coisa. Continuei então a pesquisar, e encontrei na Wikipédia francesa uma definição do audiofilo muito especial e que transcrevo na versão original :

Un audiophile, du latin audire (entendre) et du grec philein (aimer), désigne habituellement un amateur de Hi-Fi mais dont l’objectif peut dévier d’une quête de haute-fidélité vers celle, essentiellement subjective, de satisfaction auditive.

(trad : Um audiofilo, do latim audire (ouvir) e do grego philein (amar), designa habitualmente um amador de Hi-Fi mas para o qual o objectivo pode se desviar da busca da Alta-fidelidade para uma, essencialmente subjectiva, de satisfação auditiva.)

Ui !, se tomar-mos esta definição como justa então compreendo o insulto e os olhares de odio, pois estamos a voltar ao audio e à campainha !!!...   e efectivamente entre a « Alta-fidelidade » e a « satisfação auditiva », existe uma brecha que nenhum profissional sério pode admitir saltar pois, a alta-fidelidade é a busca do « real » e a satisfação auditiva é o resultado desse « real » reproduzido !...   A menos que a realidade reproduzida não seja agradàvél a escutar… e nesse caso, ou a Alta-fidelidade não cumpre a sua missão, ou o ouvinte não se contenta do resultado e tanto num caso como no outro o que fazer então ???...    Pois se é a Hi-Fi que não cumpre o seu dever, hà que ver o que està mal no padrão e amelhorà-lo pois historicamente este dominio provou que mesmo sém escuta podia ir muito longe na reprodução, e a prova é que hà pessoas que valorisam muito a escuta de aparelhos anteriores aos anos 70, e que os acham mesmo melhores que os de hoje (que são medidos e escutados) !!!...     Mas se é o ouvinte que não se contenta do resultado, o problema é diferente pois deixa de ser técnico para se tornar humano. Que uma pessoa não goste de um vinho, isto não quer dizer que este seja mau…   mas se a pessoa argumenta objectivamente, que o vinho apresenta anomalias, erros e desiquilibrios de vinificação e de produção, então ele é mau !!!

Mas…     aonde està a audiofilia nisto tudo e sobretudo aonde anda o nosso Audiofilus-japonicus pois toda estas contradições não existiam até que ele aparecesse. A audiofilia dele feita de elegância e pudor asiàticos, de SE’s e triodos acesos no escuro, de cornetas fàlicas erigidas à deusa do amor e outros simbolos de grande beldade estética, acabou por destruir a nossa verdade austéra e triste…

Pois, o problema é que a audiofilia japonesa suscitou uma série de problemas e de questões no ocidente, às quais demos sistematicamente uma resposta mà. E o resultado desta acumulação de màs escolhas culminou com o desaparecimento da noção de Alta-fidelidade e na criação da audiofilia, que é um dominio abstrato, sém regras ném parapeitos e aonde a subjectividade reina. Os primeiros Audiofilus-japonicus mostraram-nos o horizonte, e nòs sò vimos a ponta do cais…

to be continued...

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Última edição por TD124 em Qua Nov 19 2014, 16:58, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 19 2014, 16:23

TD124 escreveu:
acabou por destruir a nossa verdade austéra e triste…



Os primeiros Audiofilus-japonicus mostraram-nos o horizonte, e nòs sò vimos a ponta do cais…







Especialmente estas duas frases, deixam-me a salivar para o...to be continued...

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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 19 2014, 16:26

Mário Franco escreveu:
Estou a acompanhar mas há umas questões que têm de ser desde já esclarecidas

A dita autópsia é feita em território português ou francês ?

Amigo Màrio, como considero o assassinato da HiFi como sendo um crime contra a humanidade, então segundo as leis da Europa, o unico tribunal competente é o da Haia na Holanda !!! Laughing

E o amigo Paulo tem licença e competências profissionais para dissecar corpos pública e oficialmente ?

Bom as competências tenho pois foram os meus estudos..., mas efectivamente publicamente e oficialmente não...   mas aqui no AAP ninguém nos vê e ninguém se interessa à Hifi !!! Wink

E será ou não emitida Certidão relativa ao óbito do ente jacente ?  

Se conseguir provar que o morto està morto Sim !!!...    senão continua vivo, mesmo morto !!! Rolling Eyes

Dissecado e analisado o "corpus" que destino se dá aos restos mortais ?  scratch  scratch  scratch

Penso que ninguém quer ver o tumulo da Hifi, então serà incinerado e as cinzas serão recicladas em resistências audiofilas de carbono aglomerado !!! RIP

E quem assume os custos inerentes ao processo ??? é o AAP  smedley

Visto os acordos em vigor que tenho com o AAP, serà o AJS a assumer a despesa integral !!!  Basketball

lol!

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 19 2014, 16:34

TD124 escreveu:
Visto os acordos em vigor que tenho com o AAP, serà o AJS a assumer a despesa integral !!!

lol!


Eu aqui tão sossegadinho sem fazer mal a ninguém....

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 13:33

TD124 escreveu:
Parte 3 : Audio, Alta-fidelidade e Audiofilia…

[justify]Antes de continuar de abordar a evolução da espécie, pareçe-me interessante de fazer uma pausa afim de organisar e sincronisar as nossas ideias. Muitas vezes o facto de lidar com expressões familiares acaba por nos afastar do significado inicial, e acabamos por utilisar uma palavra para dizer algo que não é exactamente o seu sentido real. Para muitas pessoas, as três palavras do titulo deste texto é mais ou menos a mesma coisa…    … ora que são profundamente diferentes no sentido real, mas visto que somos ‘todos Audiofilos e então amadores de Audio e Alta-fidelidade’, isto vai dar ao mesmo !...   Bom, o problema actual (que é enorme no fundo…) é que estas inocentes três palavras foram condensadas numa sò, e esta simplificação por si propria, justifica a existência do « corpo » que estou a dissecar…    vamos là ver então juntos aonde eu quero chegar !

Definição do Audio em França (resumida) : A palavra Audio designa o que é relativo à audição, e globalmente, tudo o que tém uma relação com o dominio dos sons electroacusticos audiveis…    Então a partir desta definição, o cilindro de Edison, um piano,  uma boneca que fala, um telefone, um amplificador a vàlvulas, uma campainha e uma coluna eléctroestàtica são todos produtos audio ! Voçês devem se dizer que semanticamente tenho razão, mas que globalmente o que queremos dizer com Audio é Alta-fidelidade de uma maneira resumida…     tudo bem açeito que seja assim, então vamos là ver directamente a Alta-fidelidade !

Definição da Alta-fidelidade em França (resumida) : A ideia seminal da Alta-fidelidade, contida no seu nome, é de reproduzir uma gravação de maneira a produzir uma difusão sonora tão idêntica quanto possivel do original...   Bom, efectivamente jà estamos longe da campainha e da boneca que fala e tanto o processo quanto o objectivo, estão claramente designados. Esta palavra composta imediatamente faz sentido no nosso espirito, pois ela cria um campo de ação limitado, especialisado e dirigido. Basta delimitar as regras de funcionamento, e esta disciplina pode existir e evoluir, o que vamos fazer desde os anos 60 em criando uma norma técnica que engloba a banda, a dinamica, a distorsão etc… o que nos permite de ter limites, a partir dos quais se pode diferenciar o que pertençe ao dominio da Hi-fi ou do audio. Mas na realidade a norma jà existia desde o inicio dos anos cinquenta, pois havia a revista inglesa « high-fidelity » e a BBC aplica desde o inico dos anos 50 normas técnicas para o material que utilisa, o que explica que eles vão passar das MC’s às MM’s, por causa da distorsão superior das primeiras. Os estudos da RCA victor e da Bell company sobre as gravações nos anos 40 é também chamada « high-fidelity recording »…                      

A partir do que vém de ser dito, torna-se claro que o desenvolvimento técnico é necessario e obrigatorio para que a Hifi avançe. È este postulado que explica que até aos anos 70, no mundo ocidental ninguém conteste a chegada das novas tecnologias. Torna-se claro também que o objectivo é então de amelhorar as caracteristicas técnicas definidas, o que explica a baixa sucessiva da distorsão, o comprimento da banda reproduzida, o aumento da dinamica, a diminuição do ruido e etc…  Esta disciplina é tão activa desde os anos 50, que em 1951 a revista « high-fidelity » vai criar um termo para designar ‘as pessoas que téem um grande interesse pela reprodução de Alta-fidelidade* (Collins dictionary)’ e que é composta do latim/grego Audio + Phile (Audiophile)!!!...         … mau Maria !, eu que vos disse que o Audiofilus-japonicus era o primeiro da espécie, ora que afinal o nosso amigo é british…    Mas, apenas digo isto e algo me assalta imediatamente à cabeça e que me perturba. Cada vez que falei com professionais do audio que sejam anglo-saxões, latinos ou mesmo escandinavos todos recusam a etiqueta de (Audiofilo) com ardor e desdém, ao ponto que lembro-me que na Roksan, Nagra e Moon lançaram-me mesmo olhares de odio à simples evocação desse termo !!!...  como explicar então que um termo dos anos 50 que quer dizer « apaixonado por Alta-fidelidade… » se tenha tornado pràticamente num insulto ???...   vamos là ver então o que é a Audiofilia

Definição do Audiofilo em França (textual) : Pessoa apaixonada por electroacustica.   ...Isto começa então mal, pois em Françês o termo Audiofilia não existe (no dicionàrio…), e o termo audiofilo sò foi integrado na lingua em 1998, ora que o pais teve a unica revista de audiofilia ocidental entre 1977 e 1995 e que se chamava L’Audiophile!!!, e ainda por cima o termo inglês para audiofilo e o françês não são equivalentes, pois um é apaixonado pela Alta-fidelidade e o outro pela electroacustica…  o que não é exactamente a mesma coisa. Continuei então a pesquisar, e encontrei na Wikipédia francesa uma definição do audiofilo muito especial e que transcrevo na versão original :

Un audiophile, du latin audire (entendre) et du grec philein (aimer), désigne habituellement un amateur de Hi-Fi mais dont l’objectif peut dévier d’une quête de haute-fidélité vers celle, essentiellement subjective, de satisfaction auditive.

(trad : Um audiofilo, do latim audire (ouvir) e do grego philein (amar), designa habitualmente um amador de Hi-Fi mas para o qual o objectivo pode se desviar da busca da Alta-fidelidade para uma, essencialmente subjectiva, de satisfação auditiva.)

Ui !, se tomar-mos esta definição como justa então compreendo o insulto e os olhares de odio, pois estamos a voltar ao audio e à campainha !!!...   e efectivamente entre a « Alta-fidelidade » e a « satisfação auditiva », existe uma brecha que nenhum profissional sério pode admitir saltar pois, a alta-fidelidade é a busca do « real » e a satisfação auditiva é o resultado desse « real » reproduzido !...   A menos que a realidade reproduzida não seja agradàvél a escutar… e nesse caso, ou a Alta-fidelidade não cumpre a sua missão, ou o ouvinte não se contenta do resultado e tanto num caso como no outro o que fazer então ???...    Pois se é a Hi-Fi que não cumpre o seu dever, hà que ver o que està mal no padrão e amelhorà-lo pois historicamente este dominio provou que mesmo sém escuta podia ir muito longe na reprodução, e a prova é que hà pessoas que valorisam muito a escuta de aparelhos anteriores aos anos 70, e que os acham mesmo melhores que os de hoje (que são medidos e escutados) !!!...     Mas se é o ouvinte que não se contenta do resultado, o problema é diferente pois deixa de ser técnico para se tornar humano. Que uma pessoa não goste de um vinho, isto não quer dizer que este seja mau…   mas se a pessoa argumenta objectivamente, que o vinho apresenta anomalias, erros e desiquilibrios de vinificação e de produção, então ele é mau !!!

Há algo de distorcido nessa teoria pois parte do princípio que a Alta-fidelidade não oferece satisfação, ou que o prazer apenas pode ser obtido se o sinal for adulterado ou “colorido”.

Conforme tenho referido, o termo Alta-fidelidade só faz sentido se englobar todo o processo que vai da captura de um evento musical à reprodução do mesmo.
Isso implica registar sons acústicos (gerados naturalmente) num espaço real (cujas superfícies irão produzir reflexos sonoros caracterizadores do ambiente acústico) e procurar reproduzi-los em ambiente doméstico com o maior “realismo” possível.
E foi isso que as grandes editoras como a RCA, a Mercury, a Decca e a HMV procuraram fazer, desenvolvendo técnicas de captação e registo em parceria com os fabricantes de equipamentos de audio.

Para gravações de rock e pop, procurar a Alta-fidelidade não só se revela um tanto exercício fútil como pode até ser contraproducente.
São raras as gravações deste género musical que registam um evento musical único produzido num ambiente com acústica natural.
É mais vulgar que cada instrumento ou voz seja gravado individualmente, por vezes em mono, na “mudez” de uma pequena sala semi-anecóica, e o conjunto é depois editado e misturado na fase de produção onde são adicionados diversos “efeitos” (desde as várias distorções que caracterizam o “calor analógico” até às reverberações de dão o efeito de tridimensionalidade)...trata-se de uma invenção, como uma pintura.
E estou certo que os equipamentos para gravação e monitorização dos estúdios de música “ligeira” nem sempre são os mais adequados (com melhor desempenho técnico) e isso também tem repercussões ao nível do resultado final.

Como tal, posso até concordar que para a escuta de rock e pop, especialmente no que se refere a instrumentos eléctricos ou electrónicos e à ambiência seca dos estúdios, a adição de “colorações” pode ser benéfica.
Para além dos efeitos mais óbvios que resultam de “personalização” da resposta de frequências e que são facilmente identificáveis quando comparamos colunas de fabricantes distintos, outros há que aparentemente agradam a muitos audófilos, como por exemplo a adição de harmónicas pares de baixa ordem que para alguns acrescenta “realismo” ou a colocação das colunas perto das paredes laterais e paralelas a estas por forma a obter um efeito de “espacialidade” ou “palco” mais pronunciado.

Mas aí temos um problema: como é que podemos “melhorar” essas gravações se cada uma delas tem “defeitos” ou necessidades distintas?

Se excluirmos o Audiopax Model 88, que inclui nos seus circuitos um variador de intensidade da distorção harmónica e as Sonus Faber Fenice com a pequena coluna às costas e controlos de "paisagem acústica", todos os equipamentos produzem níveis de “coloração” constantes quaisquer que sejam as gravações.

E admitindo que certas “colorações” podem até ser benéficas para algumas das gravações, serão certamente inadequadas a outras...ou seja, estamos a aplicar o mesmo tratamento a doentes com patologias distintas.

Não deixa por isso de ser curioso que os controlos de tonalidade tenham sido abolidos dos equipamentos de hi-fi quando estes permitiam ajustar a resposta do sistema às características específicas de cada gravação.

O que me leva a perguntar-te: será que as características mais atraentes (para audiófilos que valorizam o som ao vivo) nesses sistemas de sonorização de cinema e teatro são as distorções ou antes linearidades que por um motivo ou outro poderão não existir em equipamentos contemporâneos?

Era disso que falava mais atrás quando criticava a postura colecionista e passiva do Audiofilus-japonicus, que não procurou melhorar e evoluir capitalizando nessas qualidades.
(Mas isso talvez tenha uma explicação cultural, se tivermos em conta que a China, e por reflexo a Coreia e o Japão, optou intencionalmente(?) por cessar o desenvolvimento tecnológico da sua civilização...e a importância dada ao artesanato e à tradição nestes países)
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 14:11

Dear Paulo,

what the heck do you smoke in southern France???
The google translator is overcharged with your sophisticated lines, so I can only guess what you really want to say.
Well, perhaps it's not google which is overcharged, but only my simple Germanic mind.
 

You did non mention yet the evil himself - the 666 of audio, called highend...

Cheers
Manfred
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 14:18

mannitheear escreveu:

You did non mention yet the evil himself - the 666 of audio, called highend...

Cheers
Manfred


And the Audiofilus-Mesurablus. lol! The one that seeks audio nirvana trough measurements.

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 14:24

António José da Silva escreveu:
mannitheear escreveu:

You did non mention yet the evil himself - the 666 of audio, called highend...

Cheers
Manfred


And the Audiofilus-Mesurablus. lol!  The one that seeks audio nirvana trough measurements.

As we engineers in Germany use to say: "Wer viel misst, misst viel Mist!"
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 14:31

mannitheear escreveu:


As we engineers in Germany use to say: "Wer viel misst, misst viel Mist!"



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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 16:40

ricardo onga-ku escreveu:
...

Há algo de distorcido nessa teoria pois parte do princípio que a Alta-fidelidade não oferece satisfação, ou que o prazer apenas pode ser obtido se o sinal for adulterado ou “colorido”.
...

Eu disse isso... ou fiz compreender isso ???...

Bom vou continuar a escrever em françês, pois exprimo-me verdadeiramente muito mal !!!

Quiz dizer exactamente o contràrio !!!

affraid

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 17:42

Ok, I did another attempt and did understand, that the listening dissatisfaction my be caused by the listener. He doesn't like the playback, although it is well.
Seems a strange idea to me.

Cheers
Manfred
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 18:08

mannitheear escreveu:
Ok, I did another attempt and did understand, that the listening dissatisfaction my be caused by the listener. He doesn't like the playback, although it is well.
Seems a strange idea to me.
Cheers
Manfred

Hi Man,

If I make listen in a system a reproduced track, that i'm sure both objective (measurement) and subjective (relative audition) that the reproduction is identical to the media (Cd, Tape, Vinyl...), and the listener doesn't like the sound !...

The problem is the system... or the listener ???

Music, can't be more than music... and it's heaven when we have real music without added colors !!!

If someone don't like music without sugar and salt... should we give them ???...

No problem, I can do that!!!... but, it will not be HiFi,... it is "cuisine"!!! affraid

That's not my way,... but I respect every way of thinking... I'm budist !!!

Cheers flower

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 18:55

mannitheear escreveu:
Ok, I did another attempt and did understand, that the listening dissatisfaction my be caused by the listener. He doesn't like the playback, although it is well.
Seems a strange idea to me.

Cheers
Manfred

That makes sense to me.
Where did you read that? What a Face

R
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 19:54

Mainly in this passage:

Mas se é o ouvinte que não se contenta do resultado, o problema é diferente pois deixa de ser técnico para se tornar humano. Que uma pessoa não goste de um vinho, isto não quer dizer que este seja mau…   mas se a pessoa argumenta objectivamente, que o vinho apresenta anomalias, erros e desiquilibrios de vinificação e de produção, então ele é mau !!!
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 19:56

mannitheear escreveu:
Mainly in this passage:

Mas se é o ouvinte que não se contenta do resultado, o problema é diferente pois deixa de ser técnico para se tornar humano. Que uma pessoa não goste de um vinho, isto não quer dizer que este seja mau…   mas se a pessoa argumenta objectivamente, que o vinho apresenta anomalias, erros e desiquilibrios de vinificação e de produção, então ele é mau !!!


You will end up speaking the lingo...

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 20:03

António José da Silva escreveu:

You will end up speaking the lingo...    

It sounds crazy, but if I read certain sentences in Portuguese very fast, I almost can catch the sense...
Many words are not so foreign...

Reading it slowly, analytical, makes only Brain Salad Surgery...
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 20:29

mannitheear escreveu:
António José da Silva escreveu:

You will end up speaking the lingo...    

It sounds crazy, but if I read certain sentences in Portuguese very fast, I almost can catch the sense...
Many words are not so foreign...

Reading it slowly, analytical, makes only Brain Salad Surgery...


... (H)ELP...!


Cheers


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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Nov 20 2014, 20:40

zaratustra escreveu:
mannitheear escreveu:
António José da Silva escreveu:

You will end up speaking the lingo...    

It sounds crazy, but if I read certain sentences in Portuguese very fast, I almost can catch the sense...
Many words are not so foreign...

Reading it slowly, analytical, makes only Brain Salad Surgery...


... (H)ELP...!


Cheers







Fantastic LP.

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 08:32

TD124 escreveu:
mannitheear escreveu:

Hi Man,

If I make listen in a system a reproduced track, that i'm sure both objective (measurement) and subjective (relative audition) that the reproduction is identical to the media (Cd, Tape, Vinyl...), and the listener doesn't like the sound !...

The problem is the system...    or the listener ???

...


Dear Paulo

to be honest - I'm not always sure! I would trust you personally in such a case because I met you - but:

I encountered manufacturers which say, their speakers sound extraordinary accurate. So, not every listener found these speakers enjoyable and the exlanation is usually: "Most listeners are used to colored reproduction and need a time to adjust themselves on the accurate and natural reproduction."
Phew! I do not need to adjust my ears on a acoustical live event - so I am very, very sceptic on such claims!

Assumption: A natural reproduction could be immediately identified by any listener which is familiar with (acoustic) live music.

Cheers
Manfred
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 09:22

mannitheear escreveu:
Assumption: A natural reproduction could be immediately identified by any listener which is familiar with (acoustic) live music.

Hi Manfred,

There are two setbacks in this assumption, which don't necessarily make it wrong:

1. for several reasons it is technically impossible to reproduce a live event in a domestic environment, although in the original room where the event took place reproduction things can get pretty close to the original, as Acoustic Research once demonstrated.

2. the "naturalness" and "realism" are very much dependent on the "quality" of the recording (mic positioning and techniques, etc.)

Despite this, an "educated" listener can use his database of both live and reproduced sound to evaluate performance and one can also learn to adjust to the recording/playback deficiencies.

Cheers,
Ricardo
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 11:42

Parte 4 : Audiofilia, xenofobia e salto no vazio…

Como jà foi dito, no inicio dos anos 60 nasce (involuntariamente) no Japão um movimento de DIY’s que vai ser extrêmamente activo até meados dos anos 70, tendo como ponto central a revista de eléctronica Radio MJ (Mujjen to Jink) que edita os trabalhos de uns e outros com assiduidade. Ao contràrio do que se pensa, não são as realisações eléctronicas o unico centro de interesse, mas a alta-fidelidade como disciplina em geral. Assim vão haver muitos estudos sobre a psicoacústica, os componentes, anàlises comparativas de distorsões, estudos de diferentes topologias, acustica doméstica e sobretudo o desenvolvimento de um método de escuta objectiva. Esta euforia de experimentação e aprendizagem vai reunir pouco a pouco pessoas de horizontes e formações diferentes que vão constituir uma mais valia preciosa. Pessoas como o Kaneda que é fisico, vão desenvolver teorias à volta das montagens a transistores que elevam subjectivamente a utilisação deste componente. A importância dos componentes, leva muitas empresas especialisadas a se criar e nos anos 70 os japoneses téem mais de 30 fabricantes de transformadores audio como : Tashiro Electric, Tango Seisaku, Kano Seisakusho, Atom, Zaïka, Kanno sem falar dos mais antigos como a Luxman ou Sansui. Deste trabalho de formiga, feito com pragmatismo e sensibilidade vão nascer uma série de postulados e de questões, às quais eles tentam dar um sentido e uma resposta. Assim os beneficios da realimentação vão ser postos em duvida, a importância do espectro de distorsão vs DHT, o som dos componentes e dos cabos, a relação tipologia eléctronica/resultado de escuta, o dualismo SE vs PP e sobretudo a importância da evolução do modelo de medida/escuta...

Tudo isto não é verdadeiramente revolucionàrio pois, de uma maneira isolada estudos deste tipo jà tinham sido feitos nos EUA e na Europa, mas é a primeira vez que estas questões tomam uma grande amplor ao ponto de implicar vàrios professionais japoneses do audio neste movimento. Deste trabalho vai nascer uma verdadeira teoria global e sobretudo uma nova maneira de pensar a alta-fidelidade aonde a medida e a escuta objectiva vão de par e são indissociàveis. È esta nova maneira de analisar e de projectar a evolução da alta fidelidade que a historia vai guardar como sendo o « movimento audiofilo japonês ou a escola audiofila japonesa » e os individuos que vão aderir a este novo pensamento vão ser batisados « Audiofilos » !...   este termo vai ser adoptado e perpétuado em França, aonde o Jean Hiraga se instala em 1975 e cria a revista L’Audiophile em 1977. Ao contràrio da imagem estabelecida, esta revista que é considerada como uma biblia ainda hoje, não se contenta de propor montagens SE e colunas com cornetas, mas e sobretudo montagens muito complexas a transistores, estudos matemàticos e teoricos sobre as distorsões, técnicas de gravação etc… e conta nos participantes pessoas tão ilustres como o Matti Otalla (distorsão de intermodulação) e o imenso Gerard Perrot que com o pseudonimo de « Hephaistos » vai descobrir a distorsão térmica, a distorsão de memoria, a distorsão transitoria e as discontinuidades lineares, que permitem de ver o audio e a medida com novos horizontes. Deste trabalho de formiga vai nascer a « Hephaistos laboratories » e um prototipo que vai conduzir mais tarde à criação de uma marca e dum aparelho comercial que é o Lavardin IT. Pode-se considerar então, que o maior mérito desta Audiofilia foi de federar as ideias ocidentais e orientais à volta da noção de alta-fidelidade, através de pessoas que vão fazer da pesquisa fundamental, técnicos que vão materialisar essas ideias e um modelo de anàlise dos resultados objectivo e subjectivo…

Mas quando esta teoria global, que conceptualmente é uma fantàstica ferramenta de trabalho e de evolução chega ao ocidente, o rejeito é unânimo e quase total. Os ciêntificos vão utilisar como argumento o som dos cabos e dos componentes (teorias desconhecidas e especificamente japonesas…), para classificar a audiofilia de religião esotérica, empirica e séctaria. A industria sentindo-se ameaçada por uma teoria global que obrigaria a repensar quase toda a estrutura da alta-fidelidade vai dividir-se em duas vertentes antagonistas : Os objectivistas que vão aumentar a tecnicidade dos produtos, amelhorar as medidas e criar de facto o High-End moderno (Audio Research, Mark Levinson, etc…) e os subjectivistas que vão defender que as medidas não reflectem a qualidade sonora e que então sò a escuta pode definir a qualidade de um produto (Linn, Rega, etc…). Evidentemente que o oportunismo e sentido do lucro da industria HiFi vai ponctualmente adoptar algumas ideias isoladas e diferenciadoras comercialmente. Assim a Conrad-Johnson vai se gabar de usar componentes audiofilos, a Electrocompaniet apregoa alto a utilisação das técnicas do Matti Otalla para eliminar a distorsão de intermodulação, Sugden defende a Classe A contra a AB, as vàlvulas voltam do mundo dos mortos, as primeiras marcas de cabos apareçem, as MC’s tornam-se num simbolo audiofilo (Obrigado Koetsu !...), e as marcas historicas como a Quad e outras véem com desespero este fogo de artificio que explode a alta fidelidade em todas as direções e sem objectivo preciso…

Aonde o primeiro Audiofilus-japonicos tinha criado uma ideia federadora, pacifista e progressista o Audiofilus-ocidentalus vai desviar em direção de um sistema feito de antagonismos, individualismos e destructuração. A partir de 1975, a alta-fidelidade deixa de ser o que era para evoluir rapidamente em direção do que conheçemos hoje. Da mesma maneira que o cristianismo deu origem aos ortodoxos, catolicos, protestantes, mormons, hamisch, jeovàs, adventistas, batistas e etc… a alta fidelidade vai-se dividir numa multitude de capelas independentes e inimigas…  mas, reflectindo com atenção e numa logica de historiador, este suicidio é normal. Os ocidentais são uma cultura historicamente dominante em relação aos outros, então a ideia de ver as caravelas asiàticas chegar às nossas costas é inaceitàvel, pois seria a historia ao contràrio. O ocidental não recebe aulas de ninguém, pois é ele que as dà !, e ainda menos de sub-culturas distantes como os japoneses, que nessa época são os chineses de hoje. Ao mesmo tempo, somos também incapazes de nos federar pois mesmo entre ocidentais, no fundo não gostamos uns dos outros e se podemos nos diferenciar, vamos aproveitar logo a oportunidade.  O mundo do DIY não escapa a este desejo de diferenciação, e mesmo à volta de revistas federadoras como a L’Audiophile, começam a apareçer as tribus dos SE contra os PP, das cornetas contra os electrodinamicos clàssicos, da classe A contra a AB, etc etc etc…  que vão fazer eco à divisão profissional, aumentar a agonia da alta-fidelidade e criar uma verdadeira religião à volta de certas tecnologias…        que são veneradas como a essência da arte japonesa e a verdadeira audiofilia !!!...

Mas no Japão as coisas também vão evoluir, e infelismente no mau sentido também como era de esperar. Estes dez a quinze anos de audiofilia acabaram por criar um patrimonio rico e diversificado. Os japoneses, que não gostam mais dos ocidentais do que o que gostamos deles, defendem este territorio como sendo um patrimonio cultural proprio e começam a explorà-lo comercialmente. Como as velhas tecnologias são bem adaptadas ao artesanato e possuém um impacto visual e subjectivo muito estético, vai haver uma recuperação da parte de certos usurpadores que vão criar empresas especialisadas nos SE, colunas a corneta, células, braços, componentes etc… como o Shindo, Kondo, Kanno etc…  Esta deriva é considerada pelos japoneses, como o fim da escola audiofila e a nascença do audio-estético que vai cohabitar até hoje com os produtos industriais. Hà que ver, que este desvio que não era programado ném desejado pelos pioneiros, vai atingir um nivel mundial (uma aura mesmo…) e acabar por ser associado também à verdadeira audiofilia…   que finalmente como vimos, nunca se manifestou por ser passeista, mas ao contràrio por uma evolução pragmàtica, técnica e sensivel !. Tudo se torna falso e artificial, pois a alta-fidelidade deixa de ser um objectivo técnico comum para se tornar um simples concepto intelectual, ou mais exactamente uma multitude oposta ou complementar de conceptos que vão partir em todas as direções e a 360°…    …Então, num dominio tão particular quanto é a alta-fidelidade pois ela lida com a musica, as sensações e toca à essência cultural da humanidade pois reproduz uma arte primeira, é normal de se fechar nas convições individualistas e diferenciadoras que vão conduzir a nòs mesmos, ou seja ao Audiofilus-modernus

to be continued...

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 12:22

ricardo onga-ku escreveu:
...
Conforme tenho referido, o termo Alta-fidelidade só faz sentido se englobar todo o processo que vai da captura de um evento musical à reprodução do mesmo.
Isso implica registar sons acústicos (gerados naturalmente) num espaço real (cujas superfícies irão produzir reflexos sonoros caracterizadores do ambiente acústico) e procurar reproduzi-los em ambiente doméstico com o maior “realismo” possível. ...

Não hà nada a fazer, é como no futebol pois quando a bola não quer entrar,... não entra !!!

Jà faz quase dez anos (desde o outro forum...), que te digo a mesma coisa!... ...no teu mundo os aparelhos amplificam e reproduzem violinos de Crémona, pianos da Bosendorfer e cravos da escola flamenga !!!... mas no meu mundo (mais triste e austero...), os aparelhos amplificam as variações de tensão codificadas nas espiras, na orientação magnética de uma banda ou num codigo binàrio...

A reprodução perfeita dessas variações de tensão através de um sistema, conduz a que essa reprodução seja considerada de ALTA FIDELIDADE !!!, e tanto importa que essas variações de tensão sejam um Stradivarius, uma Fender Stratocaster ou um gato a miar !!! cat

Se a gravação é mà o som sera fiel à gravação... e se é boa o som sera fiel na mesma... e estupidamente e bàsicamente a ALTA FIDELIDADE é isto: Reproduzir perfeitamente e de uma maneira neutra uma gravação qualquer... e isto que queiras ou não

Depois, se gostarias de ver uma ideia global da alta-fidelidade que emglobaria todos os actors desde a gravação até à reprodução final seria o paraiso... mas para quê, pois a HiFi jà està morta e quase enterrada ... Sleep

Espero que desta vez tenha entrado e que haja Goooolllllo !!! dvil

Abraço

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 12:30

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
...

Paulo, estás (deliberadamente) a ignorar os bijectivistas, grupo no qual me situo? afro

Não!, tu acabaste de nascer e és um temivèl Audiofilus-ocidentalus   dvil

Luis Filipe Goios escreveu:
...

... ainda a autópsia mal começou, e, ... já vai em Concord's e Carroças.. Leicas e Indiana Jones  smedley

Ao menos a lenga muda do SE vs PP,  Vinil vs CD, e vinho branco vs tinto... agora é Concorde vs Carroça !  

cheers

lol!

O Audiotas-humanus, humanum est ... Twisted Evil
cheers
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 12:36

Amigo TD124
Como sou um apaixonado de história, estas crónicas têm sido uma delícia e uma aprendizagem.
Muito Obrigado


Fico à espera do episódio nª 5
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 12:39

TD124 escreveu:

... mas no meu mundo (mais triste e austero...), os aparelhos amplificam as variações de tensão codificadas nas espiras, na orientação magnética de uma banda ou num codigo binàrio...

A reprodução perfeita dessas variações de tensão através de um sistema, conduz a que essa reprodução seja considerada de ALTA FIDELIDADE !!!


.. but then the speakers have to manage to follow the true waveform of the signal, without distortion in any domain, like this one:







Most speakers are not true to the phase of the signal and so they damage transient waveforms..

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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 13:10

mannitheear escreveu:
TD124 escreveu:

... mas no meu mundo (mais triste e austero...), os aparelhos amplificam as variações de tensão codificadas nas espiras, na orientação magnética de uma banda ou num codigo binàrio...

A reprodução perfeita dessas variações de tensão através de um sistema, conduz a que essa reprodução seja considerada de ALTA FIDELIDADE !!!


.. but then the speakers have to manage to follow the true waveform of the signal, without distortion in any domain, like this one:
...
Most speakers are not true to the phase of the signal and so they damage transient waveforms...


Yes I know, but I'm going to respond something a little bit cynical, but true !!!

As you know, I don't make loudspeakers or speakers... but sources and amplifiers !!!... so that question should be putted to electroacusticians, because as you and everyone here... I chose my speakers to be the best that I can find... or have!!!... and with the less coloured sound...

What I try to say is,... if everyone on the Hifi chain, from recording engeneers to speaker buiders does is work well, with pragmatism, sience and sensitivy... the final result can be very good and human !!!

But, if everyone forgives the true and make is own color, at the end we'll have a magnificient rainbow!!!... but not fidelity... and for me without fidelity there's no music !!! as I've told you...

Cheers

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 13:26

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
...
Conforme tenho referido, o termo Alta-fidelidade só faz sentido se englobar todo o processo que vai da captura de um evento musical à reprodução do mesmo.
Isso implica registar sons acústicos (gerados naturalmente) num espaço real (cujas superfícies irão produzir reflexos sonoros caracterizadores do ambiente acústico) e procurar reproduzi-los em ambiente doméstico com o maior “realismo” possível.  ...

Não hà nada a fazer, é como no futebol pois quando a bola não quer entrar,...   não entra !!!  

Jà faz quase dez anos (desde o outro forum...), que te digo a mesma coisa!...     ...no teu mundo os aparelhos amplificam e reproduzem violinos de Crémona, pianos da Bosendorfer e cravos da escola flamenga !!!... mas no meu mundo (mais triste e austero...), os aparelhos amplificam as variações de tensão codificadas nas espiras, na orientação magnética de uma banda ou num codigo binàrio...

A reprodução perfeita dessas variações de tensão através de um sistema, conduz a que essa reprodução seja considerada de ALTA FIDELIDADE !!!, e tanto importa que essas variações de tensão sejam um Stradivarius, uma Fender Stratocaster ou um gato a miar !!! cat

Se a gravação é mà o som sera fiel à gravação...   e se é boa o som sera fiel na mesma...  e estupidamente e bàsicamente a ALTA FIDELIDADE é isto: Reproduzir perfeitamente e de uma maneira neutra uma gravação qualquer...      e isto que queiras ou não

Depois, se gostarias de ver uma ideia global da alta-fidelidade que emglobaria todos os actors desde a gravação até à reprodução final seria o paraiso...   mas para quê, pois a HiFi jà està morta e quase enterrada ... Sleep

Espero que desta vez tenha entrado e que haja Goooolllllo !!! dvil

Abraço

O meu comentário era dirigido à Escola malta Japonesa do S.E.T./cornetas...mas vá lá, marcaste golo. cyclops

R


Última edição por ricardo onga-ku em Sex Nov 21 2014, 23:01, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 14:09

Goansipife escreveu:
Amigo TD124
Como sou um apaixonado de história, estas crónicas têm sido uma delícia e uma aprendizagem.
Muito Obrigado


Fico à espera do episódio nª 5

Idem...


É das melhores coisas que se lê em todo o espaço cibernético dedicada ao áudio e que acompanho especialmente lá fora, pois cá então, nem se fala.

Uma vénia de agradecimento para ti Paulo.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 14:22

Paulo,

Não achas que a Stereophile (anos 60) e sobretudo a The Absolute Sound (anos 70), tiveram uma responsabilidade preponderante no estado actual da audiofilia (ocidental), nomeadamente por abrir as portas à avaliação subjectiva (que acabou por se tornar regra na prática audiófila)?
O J. Gordon Holt ainda aliava a escuta à avaliação técnica (publicando por vezes algumas medições) mas o Harry Pearson era absolutamente desconhecedor, e mesmo averso, das questões técnicas, um subjectivista absoluto.
Até então as revistas eram conduzidas por uma orientação mais tecnicista e científica...

R
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 15:48

Dear Paulo,

Another great topic, part 4 clears much up, thanks!

Cheers Manfred
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 15:55

mannitheear escreveu:
Dear Paulo,

Another great topic, part 4 clears much up, thanks!

Cheers Manfred



Especially the first part of the text is interesting, because it seems to me that some people think (or it's there believe) that certain japanese manufacturers don't no what measurements are. Yes they do know (and well), but still decided to have a different or mixt approach.

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zaratustra
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 22:18

TD124 escreveu:
...no teu mundo os aparelhos amplificam e reproduzem violinos de Crémona, pianos da Bosendorfer e cravos da escola flamenga !!!... mas no meu mundo (mais triste e austero...), os aparelhos amplificam as variações de tensão codificadas nas espiras, na orientação magnética de uma banda ou num codigo binàrio...

A reprodução perfeita dessas variações de tensão através de um sistema, conduz a que essa reprodução seja considerada de ALTA FIDELIDADE !!!, e tanto importa que essas variações de tensão sejam um Stradivarius, uma Fender Stratocaster ou um gato a miar !!! cat


... por vezes é bastante agradável ter esta sensação de ser um simples humano e poder desfrutar destes dois mundos... muito mais complementares do que opostos...!

Quero eu dizer... abstraindo a noção de "sala audiófila absoluta" (será que ela existe?)... poder viver um concerto ao vivo onde ouça instrumentos e instrumentistas "de carne e osso" e poder viver um disquinho em minha casa ou noutro local, perante um sistema "com os mínimos"...!
Sobretudo, conseguir sentir-me bem nestes dois mundos...!

Obrigado Paulo, Ricardo e todos os outros participantes, por estes bocadinhos (só falta mesmo o "cara a cara" com um bom sumo de uva, um queijinho e um enchidinho).

Um abraço

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Nov 21 2014, 23:44

zaratustra escreveu:
TD124 escreveu:
...no teu mundo os aparelhos amplificam e reproduzem violinos de Crémona, pianos da Bosendorfer e cravos da escola flamenga !!!... mas no meu mundo (mais triste e austero...), os aparelhos amplificam as variações de tensão codificadas nas espiras, na orientação magnética de uma banda ou num codigo binàrio...

A reprodução perfeita dessas variações de tensão através de um sistema, conduz a que essa reprodução seja considerada de ALTA FIDELIDADE !!!, e tanto importa que essas variações de tensão sejam um Stradivarius, uma Fender Stratocaster ou um gato a miar !!! cat


... por vezes é bastante agradável ter esta sensação de ser um simples humano e poder desfrutar destes dois mundos... muito mais complementares do que opostos...!

Quero eu dizer... abstraindo a noção de "sala audiófila absoluta" (será que ela existe?)... poder viver um concerto ao vivo onde ouça instrumentos e instrumentistas "de carne e osso" e poder viver um disquinho em minha casa ou noutro local, perante um sistema "com os mínimos"...!
Sobretudo, conseguir sentir-me bem nestes dois mundos...!

Obrigado Paulo, Ricardo e todos os outros participantes, por estes bocadinhos (só falta mesmo o "cara a cara" com um bom sumo de uva, um queijinho e um enchidinho).

Um abraço



Subscrevo!
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 03:42

Por falar em Japão e França no que aos belos artesãos do áudio diz respeito...

No ETF deste anos.


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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 10:03

ricardo onga-ku escreveu:
...
Não achas que a Stereophile (anos 60) e sobretudo a The Absolute Sound (anos 70), tiveram uma responsabilidade preponderante no estado actual da audiofilia (ocidental), nomeadamente por abrir as portas à avaliação subjectiva (que acabou por se tornar regra na prática audiófila)?
...
R

Oh sim!...   mas não te preocupes, pois às revistas estou a lhes reservar uma parte cosida à medida, da ignorância, perversidade e culpa que tiveram (téem???) no estado actual das coisas!!!

Não se esqueçam, pois é importante e fundamental, qual é a missão e a obrigação moral de uma revista critica de audio (ou de qualquer outro produto...):

Uma revista é o arbitro entre a industria e o consumidor, e num caso extremo de confrontação, deve proteger unicamente e invariàvelmente o consumidor e denunciar as derivas do Mercado/Industria...

Téem o sentimento que é o caso,...   e desde quando deixou de o ser ???

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 10:13

zaratustra escreveu:
...

Obrigado ... todos os outros participantes, por estes bocadinhos (só falta mesmo o "cara a cara" com um bom sumo de uva, um queijinho e um enchidinho).
...

Involuntariamente vens de dizer algo, que quando transponho pela metafora à HIFI, ainda me deixa mais danado !!!... pois apesar do triste mundo que descrevo, os produtos até ném são muito maus, e podemos disfrutar (ainda) do prazer da escuta da musica que gostamos...

A audiofilia japonesa propôs uma mesa aonde estariam juntos, o vinho branco e tinto, os queijinhos, os enchidos, o presunto, o fiambre, o pão e mesmo os pastéis de nata para a sobremesa com a bica...

E nòs agarràmos nessa ideia e fizémos uma data de mesas, mas aonde sò existe um desses produtos!... então para ter tudo é necessario de ir de um lado para outro, mas não no mesmo sitio !!!

Temos efectivamente que nos ver um destes dias, à volta de uma mesa de Audiofilus-lusitanus...

Abraço

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 14:04

António José da Silva escreveu:
TD124 escreveu:


Deixem a espécie nascer !!!... e verão o quão temivel, detestavel esta espécie é !... e não é a pior, pois o que lhe vai suceder é o campeão !!!...


Fico a aguardar cheio de curiosidade para saber que monstro e que vem dai. lol!

Também estou curioso com a evolução desta espécie, e percebo perfeitamente o que o Paulo nos esta a mostrar, o problema é que as vezes reconhecemos exertos deste texto em nos e podemos não gostar muito disso!!!

Uma das questões que se coloca nesta " autopsia "( penso que não estou enganado) é se a evolução esta a ser feita no verdadeiro sentido para termos algo melhor, por exemplo os automoveis se falarmos em motores, não tenho duvidas que temos motores mais economicos e mais eficazes, se falarmos de beleza de linhas, ja tenho as minhas duvidas!!!

Deixo aqui uma pergunta ao Paulo, esta o hi-fi a fazer um caminho parecido?
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 18:13

Duarte Rosa escreveu:
... se falarmos de beleza de linhas, ja tenho as minhas duvidas!!!

Deixo aqui uma pergunta ao Paulo, esta o hi-fi a fazer um caminho parecido?

Mas é exactamente isso meu amigo Duarte !!!... e no fundo, e sem tretas... nòs sabemos todos isso, e é por isso que este topico desperta em nòs,... a nossa parte de culpa, pois estamos todos neste barco que està à deriva... e no fundo estamos conscientes disso !!!...

Abraço

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 18:16

Um voltar ás origens, ao prazer, à beleza (não propriamente estética) que mexe com os sentidos.


http://www.audioanalogicodeportugal.net/t8157-european-triode-festival-2014

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 18:24

António José da Silva escreveu:
Um voltar ás origens, ao prazer, à beleza (não propriamente estética)  que mexe com os sentidos.

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t8157-european-triode-festival-2014

Tentas me amaduar e fazer crer que isso é a audiofilia, e que a Hifi ainda està em vida ???...

......................... lol!

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 18:42

TD124 escreveu:
António José da Silva escreveu:
Um voltar ás origens, ao prazer, à beleza (não propriamente estética)  que mexe com os sentidos.

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t8157-european-triode-festival-2014

Tentas me amaduar e fazer crer que isso é a audiofilia, e que a Hifi ainda està em vida ???...

......................... lol!


Eu acho que é naqueles eventos que a verdadeira paixão e entrega ainda está viva e a borbulhar.

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