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 Autopsia da Alta-fidelidade

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sab Nov 22 2014, 18:42

TD124 escreveu:
António José da Silva escreveu:
Um voltar ás origens, ao prazer, à beleza (não propriamente estética)  que mexe com os sentidos.

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t8157-european-triode-festival-2014

Tentas me amaduar e fazer crer que isso é a audiofilia, e que a Hifi ainda està em vida ???...

......................... lol!


Eu acho que é naqueles eventos que a verdadeira paixão e entrega ainda está viva e a borbulhar.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 13:18

Parte 5 : Medida, escuta e preços …

Pelo que temos analisado até agora, o mundo da alta-fidelidade desagregou-se na década de setenta e desviou-se em vàrias direções antagonistas, tanto ao nivel técnico que conceptualmente. Estas derivas se são vistas individualmente até ném são todas muito graves, mas analisadas no seu conjunto e nas repercursões que resultaram, elas conduzem efectivamente a um suicidio colectivo de grande envergadura. A partir de um sistema incompleto, imperfeito mas relativamente estruturado a alta-fidelidade evoluiu na direção da ausência total de ponto de referência e de limites. Ora, um sistema qualquer sém referências é algo aonde o caos reina pois torna-se impossivel de discutir na base de um modelo global com regras delineadas, mas obrigatoriamente na base de uma ideia pessoal que se erige em « modelo individual ». A reunião dos modelos individuais compativéis ou proximos, forma as « tribus » e a acumulação de tribus diferentes num espaço proximo e fechado cria a dominação e a guerra, como a historia da humanidade nos aprende. Este processo, talvez inconsciente mas revelador conduziu ao audiofilus-modernus, que é uma espécie possuindo uma visão pessoal, egoista e inalteravel do que é a alta-fidelidade e que se torna por via de consequência não num objectivo universal, mas numa multitude de objectivos abitrados pelo simples gosto…   e neste jogo, todos e ninguém téem razão mas concrétamente a pobre alta-fidelidade agonisa !!!... Vamos là ver então juntos as consequências desta desintegração intelectual…

Desde os anos sessenta os americanos criaram uma « norma » (Hi-Fi) que estabeleçia uma série de medidas minimas, a partir das quais um aparelho era considerado como sendo de alta-fidelidade e mereçedor do rotulo Hi-Fi. Mesmo se estas medidas não reflectiam a sonoridade de um aparelho ném a integralidade do desempenho dinamico, elas representavam um ponto de referência a partir do qual o consumidor podia se basear. Se estas medidas tivessem evoluido com o tempo e com a evolução do audio, elas seriam um limite técnico que por si sò evitaria certos abusos. È preciso ver que a medida em si não é mà, é a sua falta de adequação com a realidade subjectiva que é um problema e um assunto que deveria ter sido analisado e estudado, afim de encontrar um equilibrio entre o resultado objectivo e o subjectivo. Mas por causa da ausência de “normalisação objectiva” a situação vai se degradar, e o High-End apareçe hoje como o unico dominio que continua a fazer evoluir o desempenho objectivo (especificações técnicas). Isto põe este ramo em antagonismo relativamente às gamas médias, que cada vez mais, ném anunciam as especificações técnicas e sobretudo em relação às tecnologias antigas “ditas audiofilas ou subjectivas”, que muitas vezes ném correspondem ao rotulo HiFi dos anos sessenta. Assim o High-End dà a imagem de ser o unico e o ultimo bastião da evolução tecnologica que se posiciona em oposição das marcas ditas audiofilas e que pronam o resultado subjectivo…  sem conseguir todavia impressionar subjectivamente (na globalidade…) apesar das boas especificações, o que conduz a validar a tese dos adversarios para os quais “as medidas não servem para nada !!!”. O High-End caiu numa armadilha, aonde a evolução tecnologica tapa a ausência global de resultados de escuta superiores e justifica simplesmente os preços muito elevados, o que não assegura o consumidor ném dà o sentimento de progressão da alta-fidelidade. São especificações técnicas esterilisadas então !!!...

Mas os limites da subjectividade são também evidentes e rodam à volta da ausência de modelo global de escuta. Para que os enòlogos possam avaliar e trocar as ideias, é necessario a existência de um modelo universal de apreciação que existe, ora que não é o caso no audio. Torna-se então evidente que a avaliação subjectiva é subordinada à experiência, sensibilidade e gosto do avaliador. Assim a célebre « musicalidade », tornou-se num adjectivo camaleão que toma a cor que o auditor lhe quer dar. Este fenomeno atinge o paroxismo nas criticas das revistas, aonde ném sempre é claro o protocolo utilisado para a escuta, o que limita a noção de « escuta objectiva » e a reprodutibilidade das apreciações. Outro problema ligado à subjectividade é a ausência de « léxico de escuta » que permita de dar um significado concréto aos fenomenos da reprodução. Assim os adjectivos como abertura, aeração, fineza, luminosidade, liquidez, orgânico, etc…, téem um diferente significado consoante o auditor, o que impede uma troca de opiniões harmonisada e fiel às sensações escutadas. Este problema atinge o apogeu hoje com a introdução (nas revistas) de adjectivos pessoais e desrazoàveis como magia, elevação, extase, etc… que em termos de anàlise subjectiva não téem significado real, mas que manipulam os espiritos pela associação de ideias que provocam. Então pelo que estamos a ver, a subjectividade não é uma via mais sincéra ném limpa do que a objectividade, e podemos considerar que é tão grave uma « medida » que não reflecte a qualidade global do que uma « anàlise subjectiva » que não a reflecte também. E então de repente a célebre relação qualidade/preço torna-se abstrata, pois não é possivel de quantificar a qualidade numa base universal, praticada e respeitada por todos. A alta-fidelidade tornou-se então no paraiso da anarquia…

O resultado mais perverso e alienador desta desintegração é evidentemente a inflação dos preços do material dito High-End (objectivo) e do dito Audiofilo (subjectivo). Num sistema commercial normal, o preço de um produto é o resultado de um custo industrial especifico, e não uma valor abstrata ou indexada sobre uma ideia. Ora, como as barreiras de anàlise objectiva foram abolidas, criou-se um espaço aonde a noção de qualidade não é indexada sobre a tecnologia ou a escuta, mas sobre a marca. Assim a noção de « marca » é hoje associada a qualidade ou não, sem que nenhum outro parâmetro entre em consideração. Um possuidor de gira-discos da Linn, não se questiona sobre nada de técnico, ném de subjectivo !... pois possui um LINN, e esta palavra chega para determinar a qualidade (como em muitas outras marcas, pois é sò um exemplo e que pode ser multiplicado). Um amplificador como o 711 da Soulution e um Ongaku da Audio Note, custam os dois muito caro, sém que se possa estabeleçer ném dados técnicos ném subjectivos comparàveis entre os dois, estamos a pagar o quê então ? Na realidade, estamos a pagar a ideia subliminar que està associada a cada um deles : O 711 é suiço, técnologico, avangardista, preciso, moderno, etc… e o Ongaku é japonês, nobre, artesanal, fora das modas, orgânico, etc… e são estes adjectivos que justificam o preço, e que na realidade é o custo da entrada num clube elitista e diferençiador. O preço do material, é actualmente a parte emergente do iceberg da alta-fidelidade, que esconde a ausência total de limites, deontologia e respeito pelo consumidor que deveriam imperar. Então, visto que a alta-fidelidade jà està submergida o sufoco està para breve, mas ainda estamos (in)felismente longe do fim…

to be continued…

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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 14:23


Muito bem pensado...

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http://farmvinyl.blogspot.pt
Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 14:28

TD124 escreveu:
Parte 5 : Medida, escuta e preços …

.... E então de repente a célebre relação qualidade/preço torna-se abstrata, pois não é possivel de quantificar a qualidade numa base universal, praticada e respeitada por todos. A alta-fidelidade tornou-se então no paraiso da anarquia…

... O preço do material, é actualmente a parte emergente do iceberg da alta-fidelidade, que esconde a ausência total de limites, deontologia e respeito pelo consumidor que deveriam imperar. Então, visto que a alta-fidelidade jà està submergida o sufoco està para breve, mas ainda estamos (in)felismente longe do fim…

to be continued…



Mais uma vez

Avancemos para o episódio 6
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 16:24

Dear Paulo,

This part 5 is by far the best Analysis I saw on this sad topic. It explains very clearly my own mixed feelings about the whole established audio industry.

It would be very naive to think that print or net magazines would be a critical or corrective element, even the most "independent" ones are finally themselves part of the System.

Another AAP Highlight!



Cheers
Manfred
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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 16:59

Obrigado Paulo. 

Tenho tido pouco tempo nos últimos meses, mas quando tropecei neste tópico há um par de dias, ficou logo no To Read As Soon As Possible...

Li-o agora. Ao contrário dos outros grandes tópicos que eram sobretudo técnicos/históricos, este é sobretudo filosófico.

Mas é ao mesmo tempo igualmente rico, pertinente e ... saboroso!!!

Obrigado e fico à espera dos próximos desenvolvimentos.


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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 17:09

mannitheear escreveu:
... It would be very naive to think that print or net magazines would be a critical or corrective element, even the most "independent" ones are finally themselves part of the System.
... Manfred

Yes, but at different levels we are all in the system, and I'm more guilty than all of you are... because I'm inside !!!...

When I've worked with (swiss digital designer's) to design a very, very, very expensive French CD Player and they tell you: Paulo, we hope that your hybrid output stage will give an analogue sound to this Player !!!...

Or when a brand want to make a full transistor phono, and they make this request : Paulo, we want this phono with a valve-like sound !!!...

What I'm doing,... HiFi ???... NO!, I'm just painting... but with active devices, resistors and capacitors...

So, I'm a bad judge to speak about all this things, but there's something that I know!... and it is, that today I'm probably the only one (inside the system) that have the guts of doing this autopsy...

And probably you are beginning to understand the meaning of ANTI !!! Wink

Cheers to you all cheers

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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 17:22

TD124 escreveu:
Parte 1 : Começo da autopsia e tese inicial

Por detràs deste titulo de aparência provocatorio, està uma convição pessoal (que jà expuz vàrias vezes neste espaço) que a alta-fidelidade està a morrer. ...
to be continued...

Jorge Ferreira escreveu:

Muito bem pensado...  

Goansipife escreveu:
...
Avancemos para o episódio 6 ...

mannitheear escreveu:
...
This part 5 is by far the best Analysis I saw on this sad topic. ...

Rui Mendes escreveu:
... e fico à espera dos próximos desenvolvimentos.    ...

Penso que o que era no inicio uma convição pessoal, ... jà estava viva no fundo de todos nòs !!!...

È evidente, que pôr palavras nas coisas e descascà-las, pode doer como quando se mete um dedo numa ferida!!!...    mas é também em metendo o dedo numa hemorragia que esta estanca !!!...

Obrigado a todos, mas isto ainda vai piorar muito pois ainda estamos no to be continued...

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Ajgarcia
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 18:37


Parabéns td124, excelente texto.


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Duarte Rosa
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 20:17

Paulo, vamos ter "fé" e esperar que os sistemas hi-fi voltem a aparecer um pouco como esta a acontecer com o vinil !!!!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qua Nov 26 2014, 21:04

Paulo, fabuloso como sempre.

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tomaz
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 01:32

Absolutamente deliciado com esta autópsia!

Obrigado Caro Paulo
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 10:58

tomaz escreveu:
Absolutamente deliciado com esta autópsia!

Obrigado Caro Paulo


E é por isso que está tudo sentado à espera de mais.

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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 15:39

Parte 6 : O incompreendido Digital e a falsa victoria do CD …

Os anos oitenta vão ser uma década espectacular na historia do audio. Muitas marcas vão se criar ou desenvolver em todos os dominios e comercialmente os aparelhos vendem-se todos como bolos, qualquer que seja a gama de preços. Tornou-se numa moda de ter uma boa aparelhagem e de preferência de pequenas marcas, em oposição aos aparelhos das grandes marcas japonesas como se produzia nos anos 70. O consumidor dos anos 80 jà é mais « audiofilo » do que era o « mélomano » da década posterior, então ele escolhe com atenção a marca da fonte, do amplificador e das colunas para que estes formem um conjunto do seu agrado, e isto em oposição à compra de um sistema mono-marca como era hàbito. Esta euforia colectiva, escondeu o mau estar da alta-fidelidade e contentou a totalidade dos participantes pois, o consumidor tinha uma escolha vasta e para todos os gostos e bolsas, ora que os profissionais esfregavam as mãos hipnotisados pelo doce som das màquinas registradoras!!!...  mas é simplesmente a calma antes da tempestade, que se vai abater desde o inicio da década com a criação do que serà o maior passo tecnologico e ao mesmo tempo o maior desencontro (desastre ?) da historia da alta fidelidade, e que serà a nascença do disco compacto ou CD para os intimos. Não !, não pensem que vou derivar para o CD vs Vinilo pois para a historia esses antagonismos não interessam, mas vamos ver juntos como o que deveria ter sido o maior passo da alta-fidelidade apòs a criação do vinilo moderno (estéreo 33rpm), tornou-se na realidade num desencontro entre o publico, os professionais e o mundo do audio…

O Digital é um passo imenso e necessario em direção da alta-fidelidade, pois esta linguagem favorisa a criação de um formato com especificações técnicas superiores às do vinilo, permite de uniformisar a cadeia de gravação e de produção e sobretudo garante a (relativa) inalteração das informações entre a gravação e a leitura. No mundo da alta fidelidade o ponto fraco foram sempre as fontes e as colunas, pois a amplificação muito rapidamente (desde os anos quarenta) atingiu niveis de fidelidade elevadas, então o aparecimento de um novo formato de qualidade superior, é um passo de gigante para a frente. Devemos notar que o digital jà existe muito antes do CD, e que alguns dos vinilos prensados nos anos 70 e 80 jà tinham como « master » uma gravação digital, feita com màquinas professionais tanto da Denon como da Sony que foram os percussores nesse dominio, e isto sem que o publico tenha criticado ou desdenhado o resultado dessas gravações transpostas em vinilo. Hà que ver que não se deve confundir CD e Digital, pois um é um formato (suporte) e o outro uma lingua (codigo) como o Vinilo é um dos formatos da lingua à qual chamamos Analogico… e é a incompreensão desta subtilidade que fez, com que o publico desiludido pelo som do CD tenha desprezado por associação o Digital (e vice versa em relação ao analogico…), ora que formatos e linguas não são a mesma coisa ! Se um livro for muito pequeno e mal imprimido, não é a lingua em que està escrito que deve ser incriminada, ném a obra como é evidente…

O vinilo foi criado em 1946/48 nos EUA pela Columbia Records e evoluiu durante vàrios anos com amelhorações, tanto inglesas como francesas e alemãs até se tornar em 1958/60 o formato que conheçemos hoje. Podemos então considerà-lo como um formato aberto (evolutivo), que foi criado, adoptado e que evoluiu com a participação de muitos intervenientes até ao momento em que atingiu um apogeu reconhecido e açeitado por todos. Esta fase de amadurecimento que durou 12 anos, e que contou com a participação activa do mundo musical e professional, do mundo da radiodifusão (BBC, ORTF, et…) e indirectamente do mundo da alta-fidelidade (Rek O Kut, Quad, Leak,…), permitiu ao formato de atingir um alto nivel de desempenho (para a época) tanto ao nivel objectivo que subjectivo e de se estabelecer como uma norma açeite e respeitada pelo conjunto dos intervenientes. Ora o CD é exactamente o contràrio, pois o formato vai ser criado conjuntamente pela Philips/Sony que vão produzir um formato altamente fechado e sem evolução possivel. A criação do « Red Book » vai ser a biblia que cristalisa o formato CD numa materialisação obrigatoria, limitada e de « facto » interdita de evolução. Aonde o vinilo nasceu como um formato livre, o CD vai ser uma propriedade privada da Philips/Sony, e que cada um deve respeitar técnicamente à letra e pagar evidentemente !!!... é claro que isto vai ser então o começo e o fim do formato antes mesmo de existir, pois esta logica pressupõe que o formato é perfeito técnicamente e subjectivamente, o que é uma obrigação para algo que tém a vocação de ser a norma de prensagem da musica no mundo da alta-fidelidade. Ora, o problema é que desde a apresentação do CD as opiniões são divergentes e isto tanto ao nivel dos consumidores que dos professionais, o que vém mesmo a calhar num mundo do audio, que jà està ele mesmo dividido numa multitude de convições divergentes…

A historia guardarà, que o CD é o resultado de um parto voluntàriamente prematuro da parte de dois potentes industriais que quizeram dominar um mercado, e que o conseguiram durante mais de vinte anos. Os primeiros CD’s com o « emphasis » para compensar a mà linearidade dos DAC’s da época, e que às vezes eram de 14 bits em vez de 16, são alguns dos exemplos que explicam o acolho dividido (e a real mà qualidade subjectiva do inicio…) que o formato recebeu. Pode-se ver como um factor limitante também, o facto que durante muito tempo os outros construtores serem obrigados a incorporar modulos (mecânicas, DAC’s e Chips especialisados) da Sony e da Philips, o que não permitia de fazer muito melhor que os aparelhos destes construtores e que lhes oferecia uma avantagem tecnologica evidente. Mas, o CD evoluiu e mesmo muito alguns de voçês devem-se dizer !!!...      … Bom, na realidade não meus amigos, o formato não evoluiu quase nada (excepto o HDCD…) desde que nasceu, pois o que evoluiu verdadeiramente é a maneira de o ler. Os DAC’s modernos estão a anos luz dos da década de oitenta e isto faz uma grande diferença, e ao mesmo tempo fazemos andares de saida analogicos mais « musicais » para tratar o sinal de saida…    mas o CD é exactamente o mesmo nas especificações técnicas. Apesar destas realidades, este formato conquistou o mundo e foi adoptado internacionalmente do carro até às radios e à nossa casa, então porque razão falar de uma falsa victoria ? Bom, a victoria é falsa por três razões que vamos ver :

A primeira é que o formato do CD, não é a melhor maneira de utilisar a linguagem do digital que é muito potente e perfeitamente substituivel ao analogico. O CD deveria ter evoluido para um outro formato desde os anos 90, pois a tecnologia dessa época (informàtica, Dac’s, processadores…) permitia de atingir um grau de fidelidade à altura muito superior ao do CD…   o que poderia ter permitido de fazer as pazes entre analogico/digital…

A segunda é que o CD não permitiu à alta-fidelidade de evoluir no seu conjunto, e de uma certa maneira favorisou a evolução do audio. Este formato monopolisou as atenções e esforços durante quase 30 anos para fazê-lo soar musicalmente, e estes esforços não foram utilisados para fazer evoluir a electroacustica que é um ponto ainda muito fraco. Ao mesmo tempo, os maus resultados de escuta das primeiras gerações de CD conduziram os audiofilos a associà-los com vàlvulas e SE`s (que renascem no fim dos anos oitenta !!!), afim de dar um toque de calor e de feltrado à escuta…   ora esta atitude de compensação é uma reçeita do audio, em oposição às regras da alta-fidelidade que pressupõe que cada elemento seja neutro e com um minimo de compensação mutual…

Enfim em terceiro lugar, podemos considerar que mesmo se o CD conquistou o mundo na realidade muitos poucos o amam verdadeiramente e estão complétamente convencidos, então reinar sem amor ném respeito…   é de uma certa maneira um falso reinado !!!

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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 17:20

Muito perspicaz Paulo.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 19:00

TD124 escreveu:
Enfim em terceiro lugar, podemos considerar que mesmo se o CD conquistou o mundo na realidade muitos poucos o amam verdadeiramente e estão complétamente convencidos, então reinar sem amor ném respeito…   é de uma certa maneira um falso reinado !!!

Achas importante/necessário/saudável "amar" um formato de suporte de música?

Ou, como homem versado em filosofia budista, não concordas antes que o formato deve ser visto com desprendimento (वैराग्य) para que se posso olhar a reprodução e, acima de tudo, escutar a música de forma plena?
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 19:28

Paulo....

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Ajgarcia
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 19:37

Acho que o CD conquistou o mundo não audiófilo, e constituiu, de certo modo o standard de qualidade.
Só mais tarde começou a perder terreno para o DVD, pen drives, smartphones, ipods, internet, ... (e curiosamente, também para o vinil).
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 19:49

ricardo onga-ku escreveu:


Achas importante/necessário/saudável "amar" um formato de suporte de música?



Não é nem importante nem necessário. Eu diria que é complementar, tal como ler um livro bem prensado e de boa capa é mais agradável que ler fotocópias do mesmo, e tal como andar a conduzir um automóvel sem mossas é bem mais agradável que um todo amarrotado.

Quero dizer com isto, que é perfeitamente normal que o "embrulho" (formato) tenha alguma influencia sobre nós e parece-me perfeitamente saudável se dentro dos limites razoáveis.

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TD124
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 20:44

ricardo onga-ku escreveu:
...

Achas importante/necessário/saudável "amar" um formato de suporte de música?

Ou, como homem versado em filosofia budista, não concordas antes que o formato deve ser visto com desprendimento (वैराग्य) para que se posso olhar a reprodução e, acima de tudo, escutar a música de forma plena?

Eu utilisei amar como um "falso amigo", ou seja, em françês amar (aimer) é um adjectivo que quando não utilisado em direção de uma pessoa, significa um estado superior ao de apreciar (aprecier) ou de gostar (plaire)! mas podes meter apreciar ou gostar, que não modificarà a minha tese escrita !!!...

Quanto ao formato que um dia me permiterà o desprendimento total em relação à técnica, tenho a certeza que nesse dia vou verdadeiramente "Amar" esse formato, que infelismente sò sera vàlido para a musica do futuro...   se esse dia vier !!!...

Pois no que diz respeito à transposição das obras antigas (fita magnética analogica) nesse formato màgico, exijo e insisto para que não seja feito como fizemos com o triste CD !!!, pois quero que cada fita original (não uma copia !!!...) saia da "câmara de armazenamento", seja posta exactamente na mesma màquina que a gravou e com as mesmas afinagens que as do dia da gravação... quero que um sistema digital controle até ao nivel do nanovolt, que o que sai da cabeça do gravador seja perfeitamente amostrado e quantificado, e isto compreende o "ruido de fita" assim como as distorsões originais da cadeia de gravação...      o que representarà uma copia perfeita do original para reproduzir num sistema doméstico !!!

Pois, quando escuto o Love Supreme ou o Kind of Blue originais (e muitos, muitos outros...) em vinilo, entendo o ruido da fita, mas também entendo a rutilância metàlica e feltrada do saxophone "Selmer" do Coltrane, ora que nos CD que tenho, o ruido de fita não existe pràticamente mas a rutilância também se foi um pouco. A excepção sendo a 4 edição do Kind of Blue pela Capitol , aonde foram buscar o "Ampex" em que a obra foi gravada e o RVG para supervisar a tranferência de analogico para digital...

Mas como tudo isto não existirà, pois se não o fizémos nos anos oitenta quando a alta-fidelidade ainda respirava um pouco, não sera em 2014 que sera feito, e ainda menos mais tarde !!!...

Então e até nova ordem mundial, Coltrane, Miles, Horowitz, Clash, Monk e Callas... é em vinilo, mas os Nirvana, GYBE, Mogwai, Philip Glass e Arvo Pärt podem ser em CD...    se não existe em vinilo !!!


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Última edição por TD124 em Dom Nov 30 2014, 20:51, editado 1 vez(es)
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 20:48

Paulo mais uma vez

Até porque esta perspectiva é apaixonada, mas não tendenciosa e colocando ambas tecnologias em pé de igualdade na análise. Com as suas virtudes, promessas e fraquezas.

Todos temos o direito de ter as nossas preferências, e aqui, as do Paulo, são evidentes, mas não fundamentalistas nem fraccionárias.

É uma excelente análise. Correta, honesta e apaixonada. Tem tudo o que deve ter uma boa crónica.

Mais uma vez parabéns e bute lá para o episódio 7
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Dom Nov 30 2014, 21:57

TD124 escreveu:


Pois no que diz respeito à transposição das obras antigas (fita magnética analogica) nesse formato màgico, exijo e insisto para que não seja feito como fizemos com o triste CD !!!, pois quero que cada fita original (não uma copia !!!...) saia da "câmara de armazenamento", seja posta exactamente na mesma màquina que a gravou e com as mesmas afinagens que as do dia da gravação... quero que um sistema digital controle até ao nivel do nanovolt, que o que sai da cabeça do gravador seja perfeitamente amostrado e quantificado, e isto compreende o "ruido de fita" assim como as distorsões originais da cadeia de gravação...      o que representarà uma copia perfeita do original para reproduzir num sistema doméstico !!!

Pois, quando escuto o Love Supreme ou o Kind of Blue originais (e muitos, muitos outros...) em vinilo, entendo o ruido da fita, mas também entendo a rutilância metàlica e feltrada do saxophone "Selmer" do Coltrane, ora que nos CD que tenho, o ruido de fita não existe pràticamente mas a rutilância também se foi um pouco. A excepção sendo a 4 edição do Kind of Blue pela Capitol   , aonde foram buscar o "Ampex" em que a obra foi gravada e o RVG para supervisar a tranferência de analogico para digital...

Mas como tudo isto não existirà, pois se não o fizémos nos anos oitenta quando a alta-fidelidade ainda respirava um pouco, não sera em 2014 que sera feito, e ainda menos mais tarde !!!...

Então e até nova ordem mundial, Coltrane, Miles, Horowitz, Clash, Monk e Callas... é em vinilo, mas os Nirvana, GYBE, Mogwai, Philip Glass e Arvo Pärt podem ser em CD...    se não existe em vinilo !!!




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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 07:00

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
...

Achas importante/necessário/saudável "amar" um formato de suporte de música?

Ou, como homem versado em filosofia budista, não concordas antes que o formato deve ser visto com desprendimento (वैराग्य) para que se posso olhar a reprodução e, acima de tudo, escutar a música de forma plena?

Eu utilisei amar como um "falso amigo", ou seja, em françês amar (aimer) é um adjectivo que quando não utilisado em direção de uma pessoa, significa um estado superior ao de apreciar (aprecier) ou de gostar (plaire)! mas podes meter apreciar ou gostar, que não modificarà a minha tese escrita !!!...

Quanto ao formato que um dia me permiterà o desprendimento total em relação à técnica, tenho a certeza que nesse dia vou verdadeiramente "Amar" esse formato, que infelismente sò sera vàlido para a musica do futuro...   se esse dia vier !!!...

Pois no que diz respeito à transposição das obras antigas (fita magnética analogica) nesse formato màgico, exijo e insisto para que não seja feito como fizemos com o triste CD !!!, pois quero que cada fita original (não uma copia !!!...) saia da "câmara de armazenamento", seja posta exactamente na mesma màquina que a gravou e com as mesmas afinagens que as do dia da gravação... quero que um sistema digital controle até ao nivel do nanovolt, que o que sai da cabeça do gravador seja perfeitamente amostrado e quantificado, e isto compreende o "ruido de fita" assim como as distorsões originais da cadeia de gravação...      o que representarà uma copia perfeita do original para reproduzir num sistema doméstico !!!

Pois, quando escuto o Love Supreme ou o Kind of Blue originais (e muitos, muitos outros...) em vinilo, entendo o ruido da fita, mas também entendo a rutilância metàlica e feltrada do saxophone "Selmer" do Coltrane, ora que nos CD que tenho, o ruido de fita não existe pràticamente mas a rutilância também se foi um pouco. A excepção sendo a 4 edição do Kind of Blue pela Capitol   , aonde foram buscar o "Ampex" em que a obra foi gravada e o RVG para supervisar a tranferência de analogico para digital...

Mas como tudo isto não existirà, pois se não o fizémos nos anos oitenta quando a alta-fidelidade ainda respirava um pouco, não sera em 2014 que sera feito, e ainda menos mais tarde !!!...

Então e até nova ordem mundial, Coltrane, Miles, Horowitz, Clash, Monk e Callas... é em vinilo, mas os Nirvana, GYBE, Mogwai, Philip Glass e Arvo Pärt podem ser em CD...    se não existe em vinilo !!!


Dear Paulo,

I had high hopes in digital high resolution formats, because in theory it should be possible to have a true copy of the original recording, whether an old magnetic tape or a modern digital recording. I have bought about 20 high res files 88,2/24, 96/24 and 192/24,  old and New recordings from different sources and hardly one exceeds the quality of a well made CD, let alone LP. We audiophiles want the real thing but commonly only get surrogates. So we fools willingly buy the second, third and fourth edition of music we already have paid for.I Start to believe there is a conspiration theory behind.  

Cheers Manfred
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 09:54

mannitheear escreveu:
TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
...

Achas importante/necessário/saudável "amar" um formato de suporte de música?

Ou, como homem versado em filosofia budista, não concordas antes que o formato deve ser visto com desprendimento (वैराग्य) para que se posso olhar a reprodução e, acima de tudo, escutar a música de forma plena?

Eu utilisei amar como um "falso amigo", ou seja, em françês amar (aimer) é um adjectivo que quando não utilisado em direção de uma pessoa, significa um estado superior ao de apreciar (aprecier) ou de gostar (plaire)! mas podes meter apreciar ou gostar, que não modificarà a minha tese escrita !!!...

Quanto ao formato que um dia me permiterà o desprendimento total em relação à técnica, tenho a certeza que nesse dia vou verdadeiramente "Amar" esse formato, que infelismente sò sera vàlido para a musica do futuro...   se esse dia vier !!!...

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Mas como tudo isto não existirà, pois se não o fizémos nos anos oitenta quando a alta-fidelidade ainda respirava um pouco, não sera em 2014 que sera feito, e ainda menos mais tarde !!!...

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Dear Paulo,

I had high hopes in digital high resolution formats, because in theory it should be possible to have a true copy of the original recording, whether an old magnetic tape or a modern digital recording. I have bought about 20 high res files 88,2/24, 96/24 and 192/24,  old and New recordings from different sources and hardly one exceeds the quality of a well made CD, let alone LP. We audiophiles want the real thing but commonly only get surrogates. So we fools willingly buy the second, third and fourth edition of music we already have paid for.I Start to believe there is a conspiration theory behind.  

Cheers Manfred

There's no conspiracy, only foolishness. cyclops

Audiophiles in general tend to believe in whatever the press feeds them; and since they're mostly ignorant on the technical aspects of their hobby, fooling them is a child's play...
Many "respected" manufacturers of audiophile and pro-audio digital products have been saying for a long time that in a real world (domestic reproduction) situation there's little difference between a high-res file and redbook CD, and that most of the times the difference is in the mastering.

R


Última edição por ricardo onga-ku em Seg Dez 01 2014, 10:16, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 09:54

Daniel Weiss of Weiss Labs

If you had a room and a system and choice of music that you have full control over, do you think you could tell a €200 CD player from a €15000 transport feeding one of your DAC’s?
I wouldn’t expect to hear a difference actually.

Because of the jitter suppression?
Yes, provided of course that the data is read correctly.

...

Given the Nyquist theorem and the limits of human hearing, is the only reason we sometimes can tell 16 bits 44,1kHz from hi-res, just the reconstruction filters?
Because theoretically we shouldn’t hear the higher resolution.

I don’t know, maybe it has to do with non-linearities in the ear, so high frequencies above 20kHz can end up at lower frequencies through intermodulation.
Maybe there’s something to that, I don’t know.
But then the speakers have to do that, and the microphones etc.

A problem is that very few microphones record that high frequencies.
If you analyze a 24-bit, 96kHz recording of classical music, it might not have anything above, say, 25kHz.
But still people think it sounds much better.
So could it be the bit depth, the extra dynamics?

It’s different in the D-A converter, with the frequencies it can transmit and the anti-aliasing or the reconstruction filter which can be much flatter, so it gives you less artifacts from the filter.

Your equipment supports up to 24 bits, 192kHz. Is that completely overkill?
Yes. Bob Stuart of Meridian once gave a talk at AES and his proposal was to keep it at 60 kHz.

The closest one we have as a standard is 88,2, but more equipment supports 96.
96 is coming from the studio standard, doubled from 48. But 88,2 or 96 will be plenty.

So anyone claiming to hear a difference between 96 and 192 would either be hearing placebo or in how it was converted to that sampling rate?
That is a point of course.
I know of professional people having done tests with these conversions and they can hardly hear a difference, even if it’s up to 192 and down to 44,1 again.

Especially if they use Saracon!
Yes, they used Saracon.

That seems to have become a bit of a standard?
There are some competitors, but it’s one of the better ones.
There’s a website actually, comparing all kinds of sampling rate converters.

And saracon does very well.
Yes, luckily (laughs).

If you could choose only one format, would it be 24 bits, 44,1kHz or 16 bits, 88,2 kHz?
Probably 16/88.

At least in theory, our ears can manage more than 96dB of dynamics, but we can’t hear much above 20kHz.
So according to that, the extra dynamics should be better.

Professional people usually go with larger word lengths than bandwidth.

That’s because they will do processing with the sound, so they want that margin.
As an end format, you can do a very decent encoding in 16 bits.
I think the dynamic range is enough, you don’t have such dynamic range in a listening situation usually.

Buy you have a finite number of steps within those 16 bit, so it’s not infinite precision.
Would you ever need a finer resolution than that?

The question is whether you need the signal to noise ratio basically.
It’s 96dB at 16 bits, which is huge.
You have maybe a 30dB dynamic range in the music, and that is already quite a lot actually.
So you still have a 60dB lower noise floor.
I don’t think you hear the noise of a CD.
At normal listening levels, do you hear the noise floor?

No.
See, that’s what I mean.

http://ukiro.com/2011/05/12/interview-daniel-weiss/


Última edição por ricardo onga-ku em Seg Dez 01 2014, 10:02, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 09:55

Again Daniel Weiss of Weiss Labs

MI: Is digital recording at it's peak or is it just setting the grounds. Some say that analog vinyl had 100 years to improve and digital is here for some good 20 years. How do you see this?
DW: With the currently standardized high sampling rates (88.2kHz, 96kHz, 176.4kHz etc.) and a wordlength of 24 bits, we have hit the boundary of what makes sense (sampling rate) and what is physically achievable (wordlength). I can imagine that there will be improvements when doing A/D and D/A conversion, but the formats (sampling rates, wordlength) are here to stay, I hope at least.

MI: What sampling frequency is enough? Some say that even 44 khz 16 bit is good if mastered well, other say that 24bit and 96khz is more than enough, and again third camp say that only 192 khz (DSD) or even more would bring the quality of analogue or natural timber to life.
DW: For the human hearing 44.1/16 is enough. For technical reasons it is advantageous to go with higher sampling rates. 88.2 or 96 would be fine. Anything higher does not make much sense in my opinion. The advantages of higher sampling rates (higher than 44.1) are that the filters in the A/D and D/A Converters can be made less demanding and thus less colouring. For the processing of digital audio, which is necessary during e.g. the mastering process, it is advantageous to have high sampling rates as well.

MI: Do you have perspective on ever going tube vs transistor debate?
DW: Take what you like best. A tube is colouring the signal differently than a transistor does, so it is a matter of taste what you prefer. One can follow the purist approach, where any colouring is avoided as much as possible. In that case I would go with transistors.

MI: Some say analog and vinyl are still better sounding. How do you feel about this?
DW: Again, matter of taste. I never argue about such things, because I do not want to tell people what they “ought to like”. If they like vinyl better, so be it. I don’t have a problem with that. Vinyl is technically inferior to a CD, but it seems some like it, maybe exactly because of those shortcomings.

http://www.monoandstereo.com/2008/01/interview-with-daniel-weiss-from-weiss.html


Última edição por ricardo onga-ku em Seg Dez 01 2014, 10:02, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 09:55

Dan Lavry of Lavry Engineering

We see that year by year there is kind of race for bits and high sampling rates. Where do you think this will stop?

Regarding bits: The ear can not hear more then about 126dB of dynamic range under extreme conditions. At around 6dB per bit, that amounts to 21 bits, which is what my AD122 MKIII provides (unweighted).

Regarding sample rate: The ear can not hear over 25-30KHz, therefore 60-70KHz would be ideal. Unfortunately there is no 65KHz standard, but 88.2KHz or even 96KHz is not too far from the optimal rate. 192KHz is way off the mark. It brings about higher distortions, bigger data files, increased processing costs, and all that for no up side! People that think that more samples are better, and that digital is only an approximation, do not understand the fundamentals of digital audio.

What rate and bits are enough for today music reproduction and recording?

Regarding processing bits:

For music production, for adding and mixing many channels, for various digital processing, we need more bits. One must make a distinction between processing bits and conversion bits. Say for example that you have 32 channels, each channel made out of 24 conversion bits. If you sum the channels you end up with 31 bits. At the end of the process, the 31 bit sum can be reduced back to say 24 bits, or to 16 bits, because the ear can not hear 31 bits (186dB dynamic range). It is best to have a lot of processing bits. How many, it depends on the number of channels and on the type of processing.

Regarding the rate:

One has to make a distinction between the audio sample rate and the rate of a localized process:

The audio sample rate is the rate that carries the music data itself. Roughly speaking, the audio bandwidth itself is slightly less then half the sample rate. A 44.1KHz CD can contains music to about 20KHz.

At the same time, there are many cases when we use much higher “localized rates”. Such higher rates do not increase the musical content. The higher rates still offer the same original bandwidth of the sample rate. We up sample or down sample between localized rates for various technical reasons. For example, virtually all modern DA’s operate at 64-1024 times the sample rate speeds (in the many MHz range). Operating at such high rates simplifies the requirements of the anti imaging filter (an analog filter located after the DA conversion). The decision about the ideal localized rate depends on the technology and the task at hand. It is an engineering decision, not an ear based decision. As always a poor implementation may introduce Sonics, and it would be wise to refrain from the often encountered practice of far reaching false generalizations, so common in the audio community.

When CD came on horizon nobody talked about jitter. Now days everyone is having his own philosophy around it. Can you elaborate on this subject please. What is the real importance and how to approach this?

Jitter is not only an audio issue. I was dealing with jitter issues in medical conversion, way before the days of digital audio. Jitter is an issue for all conversion (video, instrumentation, telecom, medical, industrial controls…).

The concept of conversion is based on two requirements:

“Taking precise snap shots”

Taking the snap shots at evenly spaced intervals, and playing them back at the same evenly spaced intervals.

Think of a movie camera with an “unsteady motor”, or a playback film projector with a motor that rattles between too slow and too fast. Either case will distort the outcome, and the distortion depends on both the jitter (speed variations), and on the subject itself. Jitter would not do much harm to a steady object, but it does alter the view of a fast moving object. Similarly, in audio, the distortions due to uneven timing (jitter) is due to the interaction between the clock imperfection and the audio itself. Unlike tube, transformer or many other distortions, the outcome due to jitter is NOT predictable or repeatable. There is no such thing as “good sounding jitter”. There are many types and causes of jitters. What we hear is not only about the jitter amplitude and frequency. It is also about jitter type.

Conversion jitter may alter the sound significantly. At the same time, transferring data (that was already converted) between say AD and a computer, or between other digital sources and digital destinations, does not call for great jitter performance. It is only during the conversion process that jitter needs to be very low. Data transfer jitter is not much of an issue, when you are only moving ones and zeros.

http://www.monoandstereo.com/2008/06/interview-with-dan-lavry-of-lavry.html


Última edição por ricardo onga-ku em Seg Dez 01 2014, 10:03, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 09:57

John Siau of Benchmark Media

Everything Audio Network
With 24-bit converters now measuring more than of -125 dB in signal to noise and dynamic range — offering audible improvement over 16-bit.—rewrite for clairity.
Will moving to 32-bit converters produce any further audible benefits?
Or have we maxed out with 24-bit, as far as improving the sound by increasing the word length?

John Siau (Benchmark Media)
The 32-bit systems will offer no advantage until converters reach a SNR of about 138 dB, but many other things would have to change as well.
The best line-level analog circuits barely exceed 130 dB, many power amplifiers barely exceed 16-bit (96 dB) performance, and today’s best 24-bit recordings barely exceed the SNR of a 16-bit system.
Most audiophile systems are limited by the SNR of the volume control circuits.
Most power amplifiers do not come anywhere close to delivering 24-bit performance (144 dB).
One of the goals of the DAC1 was to simplify the audiophile signal chain.
The DAC1 is designed to directly drive power amplifiers.
In such a system, the power amplifier will be the limiting factor.
We need better power amplifiers before we will need 32-bit converters.

http://everythingaudionetwork.blogspot.pt/2010/06/ean-audio-insider-benchmark-medias-john.html


Última edição por ricardo onga-ku em Seg Dez 01 2014, 10:14, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 09:58

Igor Levin of Antelope Audio

Audio Times
At 24 bit/96kHz, are we now approaching a point where further improvements in performance will be negligible?

Igor Levin (Antelope Audio)
Well yes and no, or as the Germans say: “jein”.
The 24 bits have not been achieved yet.
In spite of a wave of 32 bit converters – which employ marketing rather than audio bits – the performance of state of the art converters is currently about 21-22 bits.

Personally I don’t think more bits matter any more.
But higher sample rates ARE important.
And the issue there is not that you can convert up to 200 kHz (that only your dog can hear), but the fact that many software plug-ins work a lot better at higher sampling rates.
This is especially true of compressors and various saturation simulators which benefit from oversampling.
Arguments can be made that DACs also do a better job converting heavily oversampled audio by eliminating some upsampling steps.

http://www.audio-times.com/audiotimes/2012/03/31/antelope-audio-critical-aspects-of-high-end-audio-converter-and-clock-design/
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 10:24

ricardo onga-ku escreveu:
...

Audiophiles in general tend to believe in whatever the press feeds them; and since they're mostly ignorant on the technical aspects of their hobby, fooling them is a child's play...
...
R

And you believe in what technicians feed you!!!... and its also a child's play, because you haven't the basis to think by yourself... so you believe them, and you make a lots of "copy-paste" to reassure you that, what you believe is the good religion!!!..... yes, God science in not dead... Yet!!!

For one modern scientific theory... there are many against!... and in every domain of audio !!! but you've choose yours... as everybody, and that's one of the reasons because HiFi died !!!

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 10:28

Dear Ricardo,

Sorry but you didn't get exactly my point:

The formats 88,2 / 96 / 192 allow theoretically a sound quality indistinguishable from the master tape.
But usually we don't get it. My theory: They probably kill it in the mastering process, I guess. But why? Probably they fear unpermitted duplicating.
I do not say, these files sound bad, far from it. But most files do not contain the full information of the master. Best issues are found ist vinyl, not because vinyl is better but because the inherent properties of vinyl make a loss-free copy impossible.

Cheers
Manfred
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 11:58

mannitheear escreveu:
Dear Ricardo,

Sorry but you didn't get exactly my point:

The formats 88,2 / 96 / 192 allow theoretically a sound quality indistinguishable from the master tape.
But usually we don't get it. My theory: They probably kill it in the mastering process, I guess. But why? Probably they fear unpermitted duplicating.
I do not say, these files sound bad, far from it. But most files do not contain the full information of the master. Best issues are found ist vinyl, not because vinyl is better but because the inherent properties of vinyl make a loss-free copy impossible.

Cheers
Manfred

I'm convinced that they realy "kill it" in the mastering stage.
Why that happens, nobody knows.

But, in my experinece, this hardly ever happens with "serious" music (as they used to say in the BBC Research Department), only with pop and rock.

And unlike the loudness wars that we have been observing in pop and rock music, remastered editions of "classical" music have often produced much better sound that the original CD editions, both with analogue recordings and even digital recordings.
A good example would be the Sony Classical Masters series:

http://www.prestoclassical.co.uk/s/Classical%2BMasters

Cheers,
Ricardo
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 13:10

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
...

Audiophiles in general tend to believe in whatever the press feeds them; and since they're mostly ignorant on the technical aspects of their hobby, fooling them is a child's play...
...
R

And you believe in what technicians feed you!!!... and its also a child's play, because you haven't the basis to think by yourself...   so you believe them, and you make a lots of "copy-paste" to reassure you that, what you believe is the good religion!!!.....    yes, God science in not dead... Yet!!!

For one modern scientific theory... there are many against!...    and in every domain of audio !!! but you've choose yours...    as everybody, and that's one of the reasons because HiFi died !!!

Obrigado pelo elogio...mas eu tenho dois ouvidos e um cérebro, que não funciona pior do que o da média dos seres humanos que habitam o planeta.
Qual é o problema das citações?
São uma forma de ilustrar o meu ponto de vista, e muito mais precisa ou fiel do que p.ex. quando tu dizes que o Hiraga disse…e o que dizes que ele disse não reconforta a tua posição, e de certa forma não o endeusaste?

Será que tudo o que se passou até hoje em reprodução doméstica de musica gravada desde a invenção do gramofone foi acidental?
Aliás, não sei onde fui buscar a ideia estapafúrdia de que o audio (electrónica e acústica) existe graças ao conhecimento científico.
Isto não passa tudo de uma conspiração marada dos objectivistas para dominar o mundo...

Deixando as pleasantries de lado, eu não tenho ilusões quanto aos limites da ciência no que se refere á explicação de fenómenos físicos.
Mas acho que muitos deles (no que toca ao audio) só não estão explicados porque ainda ninguém se deu ao trabalho de (ou teve dinheiro para) o fazer, não porque a explicação está longe do alcance dos métodos e equipamentos de diagnóstico.

Actualmente utilizo como fonte um computador ligado por USB a um D/AC e para leitura dos ficheiros de música recorro ao iTunes.
Já tinha lido em vários sítios que o iTunes não era transparente e (não tendo acesso a avaliações técnicas) custava-me acreditar até que experimentei (não medi, ouvi) outros "transportes" que optimizam a função de leitura de ficheiros e a ligação do computador ao D/AC e soa de facto mais próximo daquilo que ouvi em CD (o desempenho do meu leitor é muito superior ao deste D/AC mas deixemos essa variável de parte)…e não se trata apenas de uma questão de equilíbrio tonal.
Isto não é feitiçaria e logicamente tem uma explicação que julgo ter a ver com o "acesso" do ficheiro à saída USB e ao número de processos em curso no momento da leitura.

O processo da digitalização de som já existe há muito tempo e parece-me estranho que ainda hoje haja quem coloque em causa a sua eficácia.
E julgo que os problemas da digitalização e da posterior re-conversão para analógico do sinal são conhecidos e foram abordados.
Então, se as causas não estiverem nos equipamentos de conversão (infelizmente o desempenho não depende só do chip) temos de as procurar noutros lugares, nomeadamente nas fazes de edição, mistura e masterização.

O digital tem menos “som próprio” do que o vinil: há quem goste do resultado e há quem não goste de não ouvir o "som" que o vinil adiciona.
Mas isso nada tem a ver com fidelidade...também há quem goste de café com açúcar.

R


Última edição por ricardo onga-ku em Seg Dez 01 2014, 13:57, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 13:20

ricardo onga-ku escreveu:
this hardly ever happens with "serious" music...


If this quote is by the BBC and in any "official" way, it´s a remark that in my opinion should vanished from they archives. But everyone has they sad moments.

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 13:32

http://downloads.bbc.co.uk/rd/pubs/reports/1979-22.pdf

Eu percebo o ponto de vista deles, já que a música dita “séria” requer mais fidelidade/menos “colorações”.
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 13:36

ricardo onga-ku escreveu:
http://downloads.bbc.co.uk/rd/pubs/reports/1979-22.pdf



"Desde a pop à musica séria." É mesmo uma frase infeliz, coitados. Apesar de que, ao colocarem a pop no extremo oposto da musica séria, não posso deixar de simpatizar um pouco com a frase. lol!  (just joking)

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 15:20

ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
...
Audiophiles in general tend to believe in whatever the press feeds them     ...
R

And you believe in what technicians feed you!!!...

Obrigado pelo elogio...mas eu tenho dois ouvidos e um cérebro, que não funciona pior do que o da média dos seres humanos que habitam o planeta.
Qual é o problema das citações?
São uma forma de ilustrar o meu ponto de vista, e muito mais precisa ou fiel do que p.ex. quando tu dizes que o Hiraga disse…e o que dizes que ele disse não reconforta a tua posição, e de certa forma não o endeusaste?

Era mais uma picadela que um elogio, mas tenho dificuldades a me exprimir em português... Laughing , quanto às citações!,   espero que vejas uma diferença em citar uma pessoa com quém trabalhaste, mediste ideias, exasperaste-te em discussões de colegas que falam a mesma linguagem técnica e uma citação de uma pessoa na Net, mesmo conhecida e com argumentos pertinentes...   pois, espero que a realidade ainda tenha uma pequena avantagem em relação ao virtual !!!...  quanto ao endeusamento, jà sabes que mesmo o Siddhārtha Gautama não o eudeuso, pois é interdito...  silent

Será que tudo o que se passou até hoje em reprodução doméstica de musica gravada desde a invenção do gramofone foi acidental?
Aliás, não sei onde fui buscar a ideia estapafúrdia de que o audio (electrónica e acústica) existe graças ao conhecimento científico.
Isto não passa tudo de uma conspiração marada dos objectivistas para dominar o mundo...

Nunca disse nada de tal, mas penso que involuntariamente a busca da fidelidade foi sabotada, e é o que tento explicar neste topico... , e penso também que para reproduzir a musica no respeito da fidelidade sonora(musica) e humana(interprete) sera necessario uma ciência sensivel !!!...

Deixando as pleasantries de lado, eu não tenho ilusões quanto aos limites da ciência no que se refere á explicação de fenómenos físicos.
Mas acho que muitos deles (no que toca ao audio) só não estão explicados porque ainda ninguém se deu ao trabalho de (ou teve dinheiro para) o fazer, não porque a explicação está longe do alcance dos métodos e equipamentos de diagnóstico.

Jà o disse vàrias vezes, que sem pesquisa fundamental se encontrar-mos soluções e respostas sera por acaso,... mas jà hà algumas respostas e pistas hà muito tempo mas ninguém fala, ... porquê ???

Actualmente utilizo como fonte um computador ligado por USB a um D/AC e para leitura dos ficheiros de música recorro ao iTunes.
Já tinha lido em vários sítios que o iTunes não era transparente e (não tendo acesso a avaliações técnicas) custava-me acreditar até que experimentei (não medi, ouvi) outros "transportes" que optimizam a função de leitura de ficheiros e a ligação do computador ao D/AC e soa de facto mais próximo daquilo que ouvi em CD (o desempenho do meu leitor é muito superior ao deste D/AC mas deixemos essa variável de parte)…e não se trata apenas de uma questão de equilíbrio tonal.
Isto não é feitiçaria e logicamente tem uma explicação que julgo ter a ver com o "acesso" do ficheiro à saída USB e ao número de processos em curso no momento da leitura.

Um destes dias explico, e mando-te uma chave asyncrona da audioaéro... e està resolvido !!!

O processo da digitalização de som já existe há muito tempo e parece-me estranho que ainda hoje haja quem coloque em causa a sua eficácia.
E julgo que os problemas da digitalização e da posterior re-conversão para analógico do sinal são conhecidos e foram abordados.
Então, se as causas não estiverem nos equipamentos de conversão (infelizmente o desempenho não depende só do chip) temos de as procurar noutros lugares, nomeadamente nas fazes de edição, mistura e masterização.

Eu não critico a digitalisação, mas sim as condições nas quais a fazemos. A digitalisação foi um problema nos anos 80 é verdade, e fizemos copias de uma pobreza incrivel (um desastre cultural)!... mas o que me pareçe o problema de base subsiste, por falta de vontade, de coordinação e de respeito pela musica. Para digitalisar uma "master tape" analogica é necessario dois individuos!... um que conheça perfeitamente o analogico e um outro que conheça o digital!... ou um que conheça perfeitamente os dois mas é muito dificil pois os homens morrem também!!! RIP ... Hà que agarrar na fita original, metê-la na màquina que a gravou (perfeitamente afinada e azimutada) e recuperar o sinal analogico no ponto mais curto apos o tratamento de leitura e assegurar-se que os niveis de tensão são perfeitamente amostrados e quantificados e no fim sobrepor os dois resultados num programa de comparação em tempo real!!!... ora, quém faz isto... ninguém!!! Pois são empreiteiros que o fazem, e que agarram num gravador a bobines X, metem uma copia do original Y e mandam tudo para um Dac A/N... e a digitalisação està feita!!!... efectivamente, por causa dos subsidies e interesses politico culturais, na musica clàssica a coisa é feita com muito mais deontologia (um dia explico porquê pois é politico...), mas no fundo é apenas comércio, desleixe e desrespeito...

O digital tem menos “som próprio” do que o vinil: há quem goste do resultado e há quem não goste de não ouvir o "som" que o vinil adiciona.
Mas isso nada tem a ver com fidelidade...também há quem goste de café com açúcar.

Estou de acordo, mas entre um CD mal digitalisado do Horowitz e um vinilo bem prensado... é com um coracão e uma cabeça de melomano que a diferença deve ser escutada... e podem haver surpresas!!!

Abraço!


R

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 15:54

TD124 escreveu:
Era mais uma picadela que um elogio, mas tenho dificuldades a me exprimir em português... Laughing , quanto às citações!,   espero que vejas uma diferença em citar uma pessoa com quém trabalhaste, mediste ideias, exasperaste-te em discussões de colegas que falam a mesma linguagem técnica e uma citação de uma pessoa na Net, mesmo conhecida e com argumentos pertinentes...   pois, espero que a realidade ainda tenha uma pequena avantagem em relação ao virtual !!!...  quanto ao endeusamento, jà sabes que mesmo o Siddhārtha Gautama não o eudeuso, pois é interdito...  silent

Estava a meter-me contigo...
Mas tens de concordar que uma citação "ipsis verbis" é mais fiel do que um diz-que-disse...independentemente de se tratar de um facto ou de uma opinião.

Tenho feito um esforço por indicar quando se trata de uma opinião ou de um artigo científico.
Nos casos acima trata-se de opiniões, mas baseadas em experiência e conhecimento.

TD124 escreveu:
Nunca disse nada de tal, mas penso que involuntariamente a busca da fidelidade foi sabotada, e é o que tento explicar neste topico... , e penso também que para reproduzir a musica no respeito da fidelidade sonora(musica) e humana(interprete) sera necessario uma ciência sensivel !!!...

Agora fiquei baralhado...o que é que queres dizer com "ciência sensível"? scratch Suspect Razz

E como é que esse termo se aplica à concepção de equipamentos (e à gravação) em Alta-Fidelidade?

TD124 escreveu:
Eu não critico a digitalisação, mas sim as condições nas quais a fazemos. A digitalisação foi um problema nos anos 80 é verdade, e fizemos copias de uma pobreza incrivel (um desastre cultural)!... mas o que me pareçe o problema de base subsiste, por falta de vontade, de coordinação e de respeito pela musica. Para digitalisar uma "master tape" analogica é necessario dois individuos!... um que conheça perfeitamente o analogico e um outro que conheça o digital!...   ou um que conheça perfeitamente os dois mas é muito dificil pois os homens morrem também!!! RIP ...   Hà que agarrar na fita original, metê-la na màquina que a gravou (perfeitamente afinada e azimutada) e recuperar o sinal analogico no ponto mais curto apos o tratamento de leitura e assegurar-se que os niveis de tensão são perfeitamente amostrados e quantificados e no fim sobrepor os dois resultados num programa de comparação em tempo real!!!...   ora, quém faz isto...   ninguém!!! Pois são empreiteiros que o fazem, e que agarram num gravador a bobines X, metem uma copia do original Y e mandam tudo para um Dac A/N...    e a digitalisação està feita!!!...      efectivamente, por causa dos subsidies e interesses politico culturais, na musica clàssica a coisa é feita com muito mais deontologia (um dia explico porquê pois é politico...), mas no fundo é apenas comércio, desleixe e desrespeito...  

Então parece-me que precisamos de técnicos sensíveis... e a ciência pode ser exacta(mente a mesma de sempre). What a Face

Um abraço,
Ricardo
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 16:17

Acho perfeitamente lógica essa ideia de usar o mesmo equipamento (caso ainda exista e esteja em óptimas condições de funcionamento) para ler as fitas originais...é Alta-Fidelidade. Wink
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 18:15

ricardo onga-ku escreveu:
... Agora fiquei baralhado...o que é que queres dizer com "ciência sensível"? scratch  Suspect  Razz

E como é que esse termo se aplica à concepção de equipamentos (e à gravação) em Alta-Fidelidade?
...

Essa pergunta é pertinente, importante e finalmente fundamental e complétamente no sentido do topico!... então o proximo texto sera integralmente composto no sentido de responder a essa tua questão... e espero estar à altura da coisa pois a minha anàlise vai ser técnica, artistica e filosofica !!!...

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 18:18

ricardo onga-ku escreveu:
Acho perfeitamente lógica essa ideia de usar o mesmo equipamento (caso ainda exista e esteja em óptimas condições de funcionamento) para ler as fitas originais...é Alta-Fidelidade. Wink

Eu sempre disse, que a alta-fidelidade não é um concepto, mas uma via de exigência em direção da musica... mas nos tempos modernos quém quer de vias destas ???... sobretudo comercialmente...

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Seg Dez 01 2014, 18:44

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Acho perfeitamente lógica essa ideia de usar o mesmo equipamento (caso ainda exista e esteja em óptimas condições de funcionamento) para ler as fitas originais...é Alta-Fidelidade. Wink

Eu sempre disse, que a alta-fidelidade não é um concepto, mas uma via de exigência em direção da musica...    mas nos tempos modernos quém quer de vias destas ???... sobretudo comercialmente...
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Dez 04 2014, 15:04

E ao CD seguiu-se...

Recently the introduction of computers into home audio playback systems has made possible an unforeseen occurrence — the reintroduction of DSD, the modulation scheme used in Sony’s failed format of SACD from the turn of the millennium.

At the end of the 1990s as the CD patents were expiring, so was a huge revenue stream for Sony and Philips, developers of the Compact Disc format. Anxious to replace the CD with another exclusive format that would also generate licensing income, Sony and Philips tried again with the Super Audio Compact Disc or SACD. In the meantime, none of the other hardware manufacturers were having any of it. They all saw the explosive growth of DVD as the wave of the future and wanted to base any new format on DVD. Thus began one of the most bizarre chapters in the history of audio formats.

They say that the function of time is to prevent everything from happening all at once. For a while it seemed that time had broken. First the lossy compression of MP3 was developed to allow streaming of audio over low-bandwidth internet connections. This soon led to massive piracy (politely referred to as “file sharing”) and also made possible ultra-compact portable music players that could hold thousands of songs.

While Sony and Philips worked on the SACD, almost all of he other major audio manufacturers worked together to make a DVD disc specialized for music. By fudging the numbers to the point of mendacity Sony claimed an implied performance of 100 kHz bandwidth with a dynamic range of 120 dB. The only way to fight these totally misleading numbers was with numbers as big or bigger, which forced the DVD-Audio disc (as it came to be known) to be incompatible with the millions of DVD players that the early adopters had already purchased.

Then a teenaged Norwegian hacker broke the encryption method used in DVD. This put the fear of God into the record companies, who (almost certainly inaccurately) blamed “file sharing” on dwindling record sales. So Sony promised the record companies that SACDs would never be playable on computers, by building special transport mechanisms that modulated the width of the laser pits and bumps.

There was one thing that both camps agreed on completely, and which they were completely wrong about. Since surround sound had been such a hit for DVDs in home theater setups, they were sure that any future music format had to have surround sound to succeed. The iPod disproved that notion completely.

There was some overlap in the need for text for lyrics and or album cover art, which DVD-Audio gave more attention to than did SACD. But for the audiophile, only one question mattered. Which format sounded better?
It was a good question. Sony was doing fantastically well at the time and spent millions of dollars promoting their format, first by hiring top-level engineers Ed Meitner (now with EMM Labs) and Andreas Koch (now with Playback Design) to build the original machines used to make the original SACD recordings for release. This equipment was owned by Sony and loaned at no charge to any major studio that wanted to make a high-quality disc that was, in essence, copy-proof, and not able to be shared.

But the DVD-Audio camp was a committee of over a dozen large companies that could agree on very little. And so like the kitchen with far too many chefs, the product that emerged tried to be all things to all people and didn’t really resonate with any group. It was so complex to operate that it required a video monitor to navigate a confusing menu just to start the disc playing, let alone select a specific song.

Furthermore there was no single entity organizing the roll-out of DVD-Audio. The first releases were made by specialty audiophile labels that only spent a few hundred dollars on their recording hardware. When doing battle head-to-head against the juggernaut led by Sony, it was several years before any serious releases were made by any of the major labels.

But the problem was a classic chicken-and-egg problem. Nobody could sell enough software to realize a profit until a critical mass of hardware was sold. Neither format appealed to any group in large numbers and virtually every title ever made in either format lost money. So it wasn’t long before both formats withered on the vine.

Cut forward a half decade and the introduction of the asynchronous USB DAC by Gordon Rankin o Wavelength Audio suddenly made computer-based audio a real and still-growing market force that continues to gain momentum. Adding higher resolutions, such as 96/24 and 192/24 was trivial with this new hardware model. Many claimed that a $100 hard disk drive gave better playback fidelity than a $50,000 optical disc reader. With the growth of high speed internet lines, downloading large audio files became a reality so that one needn’t even leave the house to purchase new music.

Then in 2006 Sony made an unexpected move. Since SACD was a clear failure, they introduced a format called “DSD-Disc”, which was basically an SACD but playable in a computer by leaving out a layer of content protection. To my knowledge not a single one of these discs has been made or sold, but it did open the door to make and sell DSD downloads.

Ever since Sony’s early (convoluted and self-contradictory) marketing claims about the performance advantage of DSD, backed by the fact that their multi-million dollar budget was generally able to make better sounding products than the disorganized renegades that released DVD-Audio, many, many audiophiles have believed that DSD is inherently superior to PCM.

At the highest levels of audio engineers there has been little consensus as to which format sounds better, but most audiophiles have had first-hand experience with SACDs generally sounding better than DVD-Audio disc. So the prospect of being able to play downloadable DSD files via computer has led to a great deal of excitement, even controversy in the audiophile community. This article aims to sort out some of these claims.

All through 2013 a small infrastructure has been built and is slowly growing to record, distribute, and play downloadable DSD files. Now it is well known from a technical standpoint that there are many, many technical drawbacks of the DSD format when compared to PCM:

1) Standard DSD has low noise levels in the audio band. But at 20 kHz the noise rises sharply, leading to one of Sony’s more obviously amusing marketing contradictions. On the one hand they say that its extended bandwidth leads to a more natural presentation of high frequencies in the music, but on the other hand, they say that the high amounts of high frequency noise doesn’t matter because it is inaudible. I suppose the answer to that question depends on which marketing person you are speaking to on any particular day...

However it does cause serious problems when recording with the techniques that have become commonplace over the last fifty years or more. Any time that the signal is manipulated, more and more noise is added to the signal. These high-frequency noises can lead to damage of downstream equipment including amplifiers and loudspeakers. Therefore the official Sony specification (the “Scarlet Book”) specifies a third-order low-pass filter starting at 50 kHz, and the actual usable frequency response of SACD doesn’t extend much beyond 30 kHz.

To minimize this problem in professional gear, most DSD recordings today are made at double the rate of the DSD used on SACDs. This was modulated at 64x the CD frequency so is often called DSD-64, while the professional equipment running at double this rate is often called DSD-128. While this reduces some problems it introduces others, such as doubling of the file size and of course the download times and storage space required.

2) Since DSD is a one-bit format it is literally impossible to perform any signal manipulation at all — even a fade-out. So to perform recording in the modern methods where signals are mixed, EQ’d faded, reverb added, et cetera, all of the DSD signals must first be transcoded into PCM (or analog) signals, then the signal processing applied, and finally re-modulating the signal back into DSD, adding another layer of high-frequency noise.

3) Except for the microphones, amplifiers, and loudspeakers, all of the equipment in both the recording and playback chain must be replaced with new hardware that can accommodate this new form of modulation.

Charles Hansen - Ayre Acoustics, Inc.

http://www.ayre.com/insights_dsdvspcm.htm
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Dez 04 2014, 16:50

Parte 7 : Pensamentos filosoficos à volta da alta-fidelidade…

O audio é uma sub-disciplina da eléctronica e como tal a sua evolução està subordinada à ciência, assim como à evolução desta ultima. Gravar e reproduzir os sons audivéis até ném é dificil, e temos como prova o nosso sistema assim que a quantidade de discos existentes. Esta simplicidade é tão evidente para nòs todos, que acabamos por esqueçer o quanto é dificil gravar e reproduzir a musica, pois sons e musica não é exactamente a mesma coisa. A musica é uma arte primeira que consiste a organizar ou desarranjar os sons e o silêncio ao longo do tempo. A musica é então uma criação (arte), uma representação e um modo de comunicação que se dirige aos sentidos e ao intelecto. Para que a mensagem musical seja perfeitamente respeitada e compreendida, é necessario preservar a integralidade desta organisação sonora complexa da gravação até à reprodução e tal é a missão da alta-fidelidade. Afim de atingir esse objectivo, temos à nossa disposição uma ferramenta essencial e incontornàvel que é a ciência, que é tão potente que acabàmos (sobretudo os professionais…) por esqueçer que ela possui deficiências. Com o tempo, a visão onipotente da ciência na cadeia da alta-fidelidade (gravação / reprodução), acabou por ignorar os limites e concentrou-se nas possibilidades existentes e futuras … contribuindo assim de uma maneira fundamental à morte da alta-fidelidade e talvez do patrimonio artistico…

Mas então, é assim tão dificil ainda hoje de gravar e reproduzir a musica ???...   Bom a resposta é não e SIM ! Se nos limitamos à norma tal que ela existe desde os anos 60, efectivamente o material moderno é capaz sem dificuldade de a respeitar, mas se ao contràrio comparamos a realidade e a sua reprodução, a musica é outra então… e ela começa desde a gravação. Os microfones adicionam distorsões, limitam a banda e a dinamica, introduzem colorações e criam instabilidades de fase. O material de armazenagem (fita magnética, disco rigido, etc…), que não é complétamente neutro (mesmo em digital), vai introduzir a sua influência e pôr em conserva uma representação da realidade que jà é mais ou menos pervertida. Podemos acrescentar a estas irregularidades técnicas as humanas, pois o posicionamento dos microfones, a escolha destes e os protocolos de ligação podem diminuir ou açentuar os problemas jà citados. Durante a reprodução da gravação as distorsões vão aumentar e de uma maneira variàvel consoante a frequência, a amplitude e a forma do sinal o que é grave. A fase e a polaridade vão variar também assim como a rapidez de resposta às impulsões… dando como resultado uma personalidade sonora, que vai vestir a gravação de uma multitude de cores, que o audio reclama e muitas vezes procura ora que a alta-fidelidade tenta abolir. Visto assim, a musica que escutamos é a soma do evento original (musica) e das adições técnicas e humanas durante a cadeia da alta-fidelidade. Ora a obcessão de diminuir as deficiências técnicas, acabou por ocultar a importância dos erros humanos e conduziu a um modo de pensar pragmàtico mas sém distanciamento…    o que é um erro quando uma disciplina està ao serviço de uma arte, pois a deontologia e a sensibilidade são as regras de dever que impedem alguns dos abusos morais e humanos…

O engenheiro do som é um técnico especialisado que tém como missão de gravar a musica em respeitando a realidade sonora do evento e o trabalho do artista. O desenvolvimento do Rock nos anos 60, assim como o nascimento de vertentes especificas como o progressivo, o psicadelico e o sinfonico modificaram o estatuto destes professionais. O rock enriqueceu-se de efeitos especiais como as colagens sonoras, a manipulação espectral das gravações e a busca de sonoridades diferenciadoras. A alta concurrência entre os artistas, entre as casas de edição e entre os estudios conduziram à necessidade de possuir sonoridades pessoais, como uma assinatura, para se demarcar dos concurrentes. Ao mesmo tempo a tecnologia criou màquinas com vàrias pistas que permitem de gravar independentemente vàrios musicos e de realisar a sobreposição,  isto com ou sem efeitos especiais e com a ajuda de consolas de mixagem cada vez mais potentes. Estes aparelhos que eram ferramentas de trabalho, tornaram-se no rock o pincel com o qual os engenheiros do som vão coloriar a realidade. Promovidos a um estatuto de artistas e sendo procurados pela reputação dessas manipulações, os engenheiros de som tornaram-se uma parte integrante e indispensàvel das obras do rock. Se esta atitude tivesse ficado limitada à area do rock e de outra musicas modernas até ném seria grave, pois estes estilos de musica criaram o fenomeno e estam intimamente ligado a ele, mas o problema é que esta facilidade de manipulação invadiu pouco a pouco os outros estilos de musica, desnaturando-os !!!...   e então sém se dar conta passàmos de uma profissão especialisada no apagamento de si propria afim de fazer brilhar a musica, a um trabalho que a manipula e converte a obra à sua vontade estilistica…

A mesma deriva formal e então deontologica é observada do lado dos designeres modernos. È interessante de constatar que quase todos os grandes designeres pioneiros como o P. Walker da Quad, o F. McIntosh, o S. Marantz, etc… eram musicos amadores !... e esta paixão é talvez a razão de terem criado aparelhos destinados a uma busca de alta-fidelidade e não de audio. Hoje, e por razões anàlogas às dos engenheiros do som, os designeres modernos buscam um som pessoal e por natureza diferenciador. Os aparelhos modernos são muitas vezes o espelho da vaidade e do desejo de reconhecimento dos seus criadores e então, para atingir esse objectivo utilisam tecnologias que açentuam mais ou menos a reprodução sonora afim de obter um efeito no consumidor reconhecivel. Protegidos pelo conçeito de gosto pessoal, prazer da escuta e sensibilidade os aparelhos audio participam a “fardar” a musica com o uniforme da subjectividade. Assistimos então aos transistores que soam como as vàlvulas e vice-versa, ao digital que soa como o analogico e ao som antigo que é venerado como nobre… e a musica nisto tudo aonde està, e sobretudo o respeito do que està gravado e que é a promessa da alta-fidelidade ?... na realidade a visão moderna do audio e as necessidades de uma sociedade “consumadora”, transformaram o nosso modo de pensar ao ponto que o bom-sentido e o respeito se tornaram em sentimentos algo desmodados…

Esta situação desesperada atinge o seu paroxismo apòs a nascensa do CD e a necessidade de digitalisar as antigas gravações. Sém escrupulos ném precauções, os editores confiaram aos empreiteiros as copias das “master tapes” que em fila indiana foram digitalisadas sém as precauções necessàrias à garantia da boa qualidade do trabalho. Pior, pois muitas vezes as copias foram manipuladas para tornar o som mais moderno e adaptado às necessidades da radiodifusão e aparentemente também ao “gosto do consumidor”, ao ponto que o CD como formato foi victima dessa loucura e não complétamente da sua qualidade. Este processo assassino, pode ser assimilado a um massacre do patrimonio artistico da humanidade. Poucos pensam hoje que por detràs do objecto em policloruro de vinilo ou de policarbonato (Segundo os gostos…), està cristalisada uma obra de arte universal. Uma gravação do Thelonious Monk é tão preciosa, quanto uma pauta original do J S Bach que são conservadas em bibliotecas como um patrimonio da humanidade. Um disco de jazz, de clàssico, de rock, etc… é um testemunho de uma época, de uma maneira de estar e de criar e possui a potência e a elevação que sò a arte atinge. Esqueçer o que é uma gravação, é desviar-se do objectivo elevador, criador e federador da arte para mergulhar na barbaria e na destrução do melhor que existe no homém !...  e eis, porquê a sensibilidade é tão importante no mundo da alta-fidelidade. Ela é o parapeito que evita os desvios e impõe um caminho deontologico e respeituoso da missão de origem, e no nosso caso então, respeituosa da arte e por consequência do homém…

to be continued…

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Dez 04 2014, 22:35

Já não tenho palavras para elogiar estas crónicas. Mais uma vez muito bom!

No entanto nesta, há um caminho de risco. A evolução é uma constante da vida. Mesmo que muitas vezes o resultado final seja mais regressivo do que progressivo e verdadeiramente evolutivo.

Mas tudo bem... É preciso passar ao próximo episódio
Abraço
Gonçalo
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Dez 04 2014, 22:43

TD124 escreveu:
Uma gravação do Thelonious Monk é tão preciosa, quanto uma pauta original do J S Bach que são conservadas em bibliotecas como um patrimonio da humanidade. Um disco de jazz, de clàssico, de rock, etc… é um testemunho de uma época, de uma maneira de estar e de criar e possui a potência e a elevação que sò a arte atinge. Esqueçer o que é uma gravação, é desviar-se do objectivo elevador, criador e federador da arte para mergulhar na barbaria e na destrução do melhor que existe no homém !

Lá no teu seminário não te ensinaram o conceito de "impermanência"?
Francamente, nem pareces Budista...
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Ajgarcia
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Qui Dez 04 2014, 22:53

Estas crónicas já são uma obra de arte.

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Dez 05 2014, 01:20

ricardo onga-ku escreveu:


Lá no teu seminário não te ensinaram o conceito de "impermanência"?


Tirando o vinil, o resto tem sido bastante carregado de "impermanência". lol!


TD124 escreveu:
Parte 7 : Pensamentos filosoficos à volta da alta-fidelidade…


Mais um grande texto amigo Paulo. Muito pouco do que leio por essa web fora, tem a beleza, conhecimento e profundidade das tuas palavras. Um deleite.

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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Dez 05 2014, 07:59

António José da Silva escreveu:
TD124 escreveu:
Parte 7 : Pensamentos filosoficos à volta da alta-fidelidade…


Mais um grande texto amigo Paulo. Muito pouco do que leio por essa web fora, tem a beleza, conhecimento e profundidade das tuas palavras. Um deleite.

Well said, António! This topic by Paulo is very unique and leads in depth of our passion.
Even the Google translator cannot destroy these great Essays.

Well appreciated and many many thanks to Paulo!



Cheers Manfred
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Dez 05 2014, 09:28

Goansipife escreveu:
...  No entanto nesta, há um caminho de risco. A evolução é uma constante da vida. Mesmo que muitas vezes o resultado final seja mais regressivo do que progressivo e verdadeiramente evolutivo.    ...

Amigo Gonçalo, espero não deixar nestes textos um visão passeista ou a ideia que antes era melhor, pois tal não é a minha intenção, e no fundo cada um destes textos visa a defender a minha tese que com a evolução do audio moderno, o conçeito de alta fidelidade desapareçeu...   Tinha dito no penultimo texto que o audio deve avançar, e que o digital bem utilisado é uma arma de preservação do patrimonio e uma catapulta para um futuro mais "musical" e fiel. Mas, com a condição que o conjunto dos erros acumulados nos ultimos trinta anos (tanto humanos como técnicos...) sejam devidamente analisados e corrigidos. Sim!... a evolução é uma constante e a revolução uma necessidade, mas guardar um olho na historia pareçe-me a melhor maneira de avançar para melhor evitando os erros...  

ricardo onga-ku escreveu:
...
Lá no teu seminário não te ensinaram o conceito de "impermanência"?   ...

Um dos limites do budismo (que explica que eu não seja praticante...) é o dualismo obcessivo entre o homém e as coisas, ora a arte não é ném uma ném outra, mas outra coisa e que por natureza é supra-humana e supra-material...   então o conceito de impermanência não se aplica a este dominio!!!

Como arquitecto, o que dirias se te pedirem para destruir os jeronimos afim de fazer um centro comercial no lugar ???...    farias apelo ao conceito de impermanência e envias os bulldozer's ???

E também podemos dizer aos gajos da greenpeace, que ao abrigo do conceito de impermanência, não é grave que as baleias desapareçam, ném os linces ...     pois tudo deve mudar e desapareçer...

mannitheear escreveu:
...   Even the Google translator cannot destroy these great Essays.  ...

That's a good example that technology can lead to great things !!!...

Cheers to you all... cheers

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Autopsia da Alta-fidelidade   Sex Dez 05 2014, 09:58

TD124 escreveu:
Goansipife escreveu:
...  No entanto nesta, há um caminho de risco. A evolução é uma constante da vida. Mesmo que muitas vezes o resultado final seja mais regressivo do que progressivo e verdadeiramente evolutivo.    ...

Amigo Gonçalo, espero não deixar nestes textos um visão passeista ou a ideia que antes era melhor, pois tal não é a minha intenção, e no fundo cada um destes textos visa a defender a minha tese que com a evolução do audio moderno, o conceito de alta fidelidade desapareceu...   Tinha dito no penúltimo texto que o audio deve avançar, e que o digital bem utilizado é uma arma de preservação do património e uma catapulta para um futuro mais "musical" e fiel. Mas, com a condição que o conjunto dos erros acumulados nos últimos trinta anos (tanto humanos como técnicos...) sejam devidamente analisados e corrigidos. Sim!... a evolução é uma constante e a revolução uma necessidade, mas guardar um olho na historia parece-me a melhor maneira de avançar para melhor evitando os erros...  


Amigo Paulo, 1000% de acordo.
Até no "guardar um olho na história como a melhor maneira de avançarmos para melhor evitando os erros" partilhamos a mesma filosofia de vida.

Esclarecendo a minha frase "há um caminho de risco", só pretendi afirmar, que muitas vezes, mesmo vendo os erros, somos ultrapassados por grandes movimentos de pessoas e opiniões, que em massa acabam por impor, no caso do áudio, tendências de mercado. É a pluralidade e a democracia de opção a funcionar. Mas não a qualidade de vida áudio.

É por isso que eu digo que aquilo que é ou a parece ser uma evolução e uma revolução, não passa muitas das vezes por ser uma regressão no resultado final. Porque, realmente nos esquecemos de "guardar um olho na história" e na sequência histórica de todos os processos evolutivos (técnicos, tecnológicos, culturais, sociais, etc.) do audio para corrigir efetivamente aquilo que fizemos de menos bom no passado, mantendo as coisas boas, e avançar com verdadeiras melhorias para o futuro. Mas isto muitas das vezes parece uma utopia. É aqui, que para mim, está o caminho de risco. É aqui que colidem os verdadeiros interesses dos consumidores, com os verdadeiros interesses economicistas dos produtores. Para estes, é preciso estar sempre a fazer evoluções / revoluções, por fazer (gadgets) e fazer crer, na opinião geral do consumidor, como se de uma uma grande evolução da tecnológica se tratasse, e que nos vai trazer os melhores prazeres deste mundo, enchendo cada vez mais os bolsos deles.
Abraço
Gonçalo


Última edição por Goansipife em Sex Dez 05 2014, 10:11, editado 2 vez(es)
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