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 O Uivo da Matilha

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Mister W
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MensagemAssunto: O Uivo da Matilha   Sex Nov 14 2014, 23:34


Na falta de um tópico dedicado às sonoridades mais pesadas e aproveitando o 5º aniversário sobre a morte do grande António Sérgio, achei que este seria um momento oportuno para dar o pontapé de saída.

Aquele que é por muitos considerado o mais importante divulgador da música de minorias ("da frente"), foi para mim e decerto para muitos de vós, uma forte influência e uma incomparável referência desde os tempos de programas míticos como Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança Chamas, Grande Delta ou dos mais recentes Hora do Lobo e Viriato 25.

Em jeito de homenagem e porque a urgência de descobrir e defender a boa música é a mesma de sempre, venham de lá essas lembranças (música, discos ou histórias) que de uma forma ou de outra, elevem o nome deste bom rebelde...

Até Sempre amigo Sérgio!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 01:43

Magnifico tópico, bela foto e bem esgalhado nome.

_________________
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If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


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tomaz
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 08:49

Mister W escreveu:

Na falta de um tópico dedicado às sonoridades mais pesadas e aproveitando o 5º aniversário sobre a morte do grande António Sérgio, achei que este seria um momento oportuno para dar o pontapé de saída.

Aquele que é por muitos considerado o mais importante divulgador da música de minorias ("da frente"), foi para mim e decerto para muitos de vós, uma forte influência e uma incomparável referência desde os tempos de programas míticos como Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança Chamas, Grande Delta ou dos mais recentes Hora do Lobo e Viriato 25.

Em jeito de homenagem e porque a urgência de descobrir e defender a boa música é a mesma de sempre, venham de lá essas lembranças (música, discos ou histórias) que de uma forma ou de outra, elevem o nome deste bom rebelde...

Até Sempre amigo Sérgio!

Não diria melhor!

E para início de hostilidades a referência a um disco que descobri como centenas de outros, por intermédio do Grande António Sérgio:

Até hoje o som dos The Wedding Present é singular, especialmente este Seamonster produzido pelo genial Steve Albini. A voz apresenta-se algo recuada, típico das captações de Albini, em que o som nos aparece como quando escutamos um ensaio numa garagem, a predominância fica para a bateria e as guitarras. As músicas apresentam as melodias típicas de Gedge, mas neste disco apresentam picos muito intensos e uma acrescida distorção e várias layers de guitarras. Uma típica banda do universo "som da frente".

https://www.youtube.com/watch?v=weErTv_Z5zc

Saudações e até sempre Lobo!


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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 13:55

Quero ver se não perco o documentário "Uivo" no Mercado Negro (Aveiro), no dia 27.

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 14:00

Mister W escreveu:

Na falta de um tópico dedicado às sonoridades mais pesadas e aproveitando o 5º aniversário sobre a morte do grande António Sérgio, achei que este seria um momento oportuno para dar o pontapé de saída.

Aquele que é por muitos considerado o mais importante divulgador da música de minorias ("da frente"), foi para mim e decerto para muitos de vós, uma forte influência e uma incomparável referência desde os tempos de programas míticos como Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança Chamas, Grande Delta ou dos mais recentes Hora do Lobo e Viriato 25.

Em jeito de homenagem e porque a urgência de descobrir e defender a boa música é a mesma de sempre, venham de lá essas lembranças (música, discos ou histórias) que de uma forma ou de outra, elevem o nome deste bom rebelde...

Até Sempre amigo Sérgio!

Excelente homenagem! Para mim a maior referência da minha geração naquilo que caracterizava a descoberta de novos sons, embora eu tivesse sido bastante mais adepto do som do "Som da Frente".

E excelente título! Que não desvirtua em nada um qualquer título que o António pudesse criar.

Como primeiro tema que postaria aqui seria este que é para mim o melhor de sempre dos The Cult:

https://www.youtube.com/watch?v=MYjyjfB7-gs



Última edição por Alexandre Vieira em Sab Nov 15 2014, 14:03, editado 2 vez(es)
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 14:00

tomaz escreveu:


Não diria melhor!

E para início de hostilidades a referência a um disco que descobri como centenas de outros, por intermédio do Grande António Sérgio:

Até hoje o som dos The Wedding Present é singular, especialmente este Seamonster produzido pelo genial Steve Albini. A voz apresenta-se algo recuada, típico das captações de Albini, em que o som nos aparece como quando escutamos um ensaio numa garagem, a predominância fica para a bateria e as guitarras. As músicas apresentam as melodias típicas de Gedge, mas neste disco apresentam picos muito intensos e uma acrescida distorção e várias layers de guitarras. Uma típica banda do universo "som da frente".

https://www.youtube.com/watch?v=weErTv_Z5zc

Saudações e até sempre Lobo!

Acho que nunca ouvi falar...
O começo do tema fez-me lembrar os Stone Roses e claro, os The Smiths...
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 14:04

Mister W escreveu:
tomaz escreveu:


Não diria melhor!

E para início de hostilidades a referência a um disco que descobri como centenas de outros, por intermédio do Grande António Sérgio:

Até hoje o som dos The Wedding Present é singular, especialmente este Seamonster produzido pelo genial Steve Albini. A voz apresenta-se algo recuada, típico das captações de Albini, em que o som nos aparece como quando escutamos um ensaio numa garagem, a predominância fica para a bateria e as guitarras. As músicas apresentam as melodias típicas de Gedge, mas neste disco apresentam picos muito intensos e uma acrescida distorção e várias layers de guitarras. Uma típica banda do universo "som da frente".

https://www.youtube.com/watch?v=weErTv_Z5zc

Saudações e até sempre Lobo!

Acho que nunca ouvi falar...
O começo do tema fez-me lembrar os Stone Roses e claro, os The Smiths...

Começa por aqui:
Este álbum é o 1º trabalho deles e é excelente (dentro do género, claro!)

The Wedding Present - 'George Best'


Última edição por jorge.henriques em Sab Nov 15 2014, 14:05, editado 1 vez(es)
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 14:04

Vamos por um pouco mais de acção por aqui...

Numa época em que a música anglo-saxónica liderava o panorama internacional com correntes como o "New Wave of British Heavy Metal" eis que surge uma banda francesa que viria a descentralizar e a dar um novo rumo ás sonoridades mais pesadas.

Os dois primeiros álbuns "Trust" e "Repression" (79 e 80), com temas marcantes como "Anti-Social" ou "Palace", deixam antever um futuro promissor, mas seria "Marche ou Crève" que viria a consagrar em definitivo a banda gaulesa.  

Ás letras de cariz contestatário entoadas pela voz enérgica de Bernie (Bernard Bonvoisin), junta-se o som exclusivo da guitarra de Nono (Norbert Krief), do baixo de Vivi (Yves Brusco) e da bateria de Nicko McBrain (um dos muitos bateristas da banda) que mais tarde viria a ser resgatado pelos Iron Maiden aquando da saída do malogrado Clive Burr.  

Apesar dos AC/DC serem apontados como a sua influência mais evidente, os Trust souberam criar a sua própria identidade, com as composições de Bernie (onde são delatadas várias preocupações sociais) a assumirem uma relevância pouco habitual em bandas do género. Muitos são da opinião que as influências dos Trust não se confinam ao Hard'n'Heavy, mas igualmente a géneros e estilos como o (pós-)Punk ou a New Wave...

Tendências á parte... deste clássico do Rock francês, fazem parte temas como Certitude... Solitude..., Répression, Marche ou Crève, Misère ou Ton Dernier Acte dedicado a Bon Scott que tinha acabado de falecer (1980).

Trust ‎– Marche Ou Crève (1981, Epic ‎– EPC 85238, Fra)


Última edição por Mister W em Sab Nov 15 2014, 14:07, editado 1 vez(es)
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 14:07

Mister W escreveu:

Vamos por um pouco mais de acção por aqui...

Numa época em que a música anglo-saxónica liderava o panorama internacional com correntes como o "New Wave of British Heavy Metal" eis que surge uma banda francesa que viria a descentralizar e a dar um novo rumo ás sonoridades mais pesadas.

Os dois primeiros álbuns "Trust" e "Repression" (79 e 80), com temas marcantes como "Anti-Social" ou "Palace", deixam antever um futuro promissor, mas seria "Marche ou Crève" que viria a consagrar em definitivo a banda gaulesa.  

Ás letras de cariz contestatário entoadas pela voz enérgica de Bernie (Bernard Bonvoisin), junta-se o som exclusivo da guitarra de Nono (Norbert Krief), do baixo de Vivi (Yves Brusco) e da bateria de Nicko McBrain (um dos muitos bateristas da banda) que mais tarde viria a ser resgatado pelos Iron Maiden aquando da saída do malogrado Clive Burr.  

Apesar dos AC/DC serem apontados como a sua influência mais evidente, os Trust souberam criar a sua própria identidade, com as composições de Bernie (onde são delatadas várias preocupações sociais) a assumirem uma relevância pouco habitual em bandas do género. Muitos são da opinião que as influências dos Trust não se confinam ao Hard'n'Heavy, mas igualmente a géneros e estilos como o (pós-)Punk ou a New Wave...

Tendências á parte... deste clássico do Rock francês, fazem parte temas como Certitude... Solitude..., Répression, Marche ou Crève, Misère ou Ton Dernier Acte dedicado a Bon Scott que tinha acabado de falecer (1980).

Trust ‎– Marche Ou Crève (1981, Epic ‎– EPC 85238, Fra)

Excelente:

Texto cinco estrelas!!!

Agora vá o primeiro passo para um tipo que se está a curar de Jazzeimer é deitar esses discos infecciosos todos para o Lixo.
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 14:53

Mister W escreveu:

Na falta de um tópico dedicado às sonoridades mais pesadas e aproveitando o 5º aniversário sobre a morte do grande António Sérgio, achei que este seria um momento oportuno para dar o pontapé de saída.

Aquele que é por muitos considerado o mais importante divulgador da música de minorias ("da frente"), foi para mim e decerto para muitos de vós, uma forte influência e uma incomparável referência desde os tempos de programas míticos como Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança Chamas, Grande Delta ou dos mais recentes Hora do Lobo e Viriato 25.

Em jeito de homenagem e porque a urgência de descobrir e defender a boa música é a mesma de sempre, venham de lá essas lembranças (música, discos ou histórias) que de uma forma ou de outra, elevem o nome deste bom rebelde...

Até Sempre amigo Sérgio!

Um dos melhores tópicos que tenho lido em fóruns, senão mesmo o melhor, agora iniciado por este user!

O saudoso Antonio Sergio, aprendi muito com ele, tive o privilegio de falar com ele algumas dezenas de vezes, foi ele que me deu a conhecer a fabulosa musica independente Britanica dos gloriosos anos dourados das décadas de 80 e primeira metade de 90 que rara e lamentavelmente se discute em fóruns...

O maior divulgador da musica Punk e New Wave que a radio portuguesa conheceu.

Na altura haviam também outros grandes radialistas e conhecedores profundos de musica, Rui Morrisson, Anibal Cabrita, Luis Filipe Barros, Adelino Goncalves, Jorge Pego também apesar deste não ter sido minha referencia, entre outros, depois surgiu a nova geração de radialistas que provocou muita turbulência na geração de vanguarda dos radialistas, enfim a habitual desgraça tuga...

Mas Antonio Sergio era o Antonio Sergio, voz profunda, e grandiosa, que saudades do Som da Frente, Hora do Lobo, talvez para mim foram dos melhores programas de radio em termos de divulgação musical do genero naturalmente. outros grande vultos de outras expressões musicais nomeadamente do Jazz, e Classica, também existiam e ainda existem julgo...
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 15:12

Mozarteano escreveu:
Mister W escreveu:

Na falta de um tópico dedicado às sonoridades mais pesadas e aproveitando o 5º aniversário sobre a morte do grande António Sérgio, achei que este seria um momento oportuno para dar o pontapé de saída.

Aquele que é por muitos considerado o mais importante divulgador da música de minorias ("da frente"), foi para mim e decerto para muitos de vós, uma forte influência e uma incomparável referência desde os tempos de programas míticos como Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança Chamas, Grande Delta ou dos mais recentes Hora do Lobo e Viriato 25.

Em jeito de homenagem e porque a urgência de descobrir e defender a boa música é a mesma de sempre, venham de lá essas lembranças (música, discos ou histórias) que de uma forma ou de outra, elevem o nome deste bom rebelde...

Até Sempre amigo Sérgio!

Um dos melhores tópicos que tenho lido em fóruns, senão mesmo o melhor, agora iniciado por este user!

O saudoso Antonio Sergio, aprendi muito com ele, tive o privilegio de falar com ele algumas dezenas de vezes, foi ele que me deu a conhecer a fabulosa musica independente Britanica dos gloriosos anos dourados das décadas de 80 e primeira metade de 90 que rara e lamentavelmente se discute em fóruns...

O maior divulgador da musica Punk e New Wave que a radio portuguesa conheceu.

Na altura haviam também outros grandes radialistas e conhecedores profundos de musica, Rui Morrisson, Anibal Cabrita, Luis Filipe Barros, Adelino Goncalves, Jorge Pego também apesar deste não ter sido minha referencia, entre outros, depois surgiu a nova geração de radialistas que provocou muita turbulência na geração de vanguarda dos radialistas, enfim a habitual desgraça tuga...

Mas Antonio Sergio era o Antonio Sergio, voz profunda, e grandiosa, que saudades do Som da Frente,  Hora do Lobo, talvez para mim foram dos melhores programas de radio em termos de divulgação musical do genero naturalmente. outros grande vultos de outras expressões musicais nomeadamente do Jazz, e Classica, também existiam e ainda existem julgo...



Só para dizer que também foi graças ao António Sérgio que conheci toda aquela cena de Manchester, da editora Factory  - Joy Division, Happy Mondays, Durutti Column, ...
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 15:33

jorge.henriques escreveu:

Só para dizer que também foi graças ao António Sérgio que conheci toda aquela cena de Manchester, da editora Factory  - Joy Division, Happy Mondays, Durutti Column, ...

Esses ja conhecia, mas com Antonio Sergio conheci Killing Joke, Cocteau Twins, Anne Pigalle, Propaganda, X-Mal Deustchland, entre muitas dezenas de outros.
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 15:39

Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:

Só para dizer que também foi graças ao António Sérgio que conheci toda aquela cena de Manchester, da editora Factory  - Joy Division, Happy Mondays, Durutti Column, ...

Esses ja conhecia, mas com Antonio Sergio conheci Killing Joke, Cocteau Twins, Anne Pigalle, Propaganda, X-Mal Deustchland, entre muitas dezenas de outros.

Sim... também esses e todas aquelas bandas da 4AD.
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 15:59

jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:

Só para dizer que também foi graças ao António Sérgio que conheci toda aquela cena de Manchester, da editora Factory  - Joy Division, Happy Mondays, Durutti Column, ...

Esses ja conhecia, mas com Antonio Sergio conheci Killing Joke, Cocteau Twins, Anne Pigalle, Propaganda, X-Mal Deustchland, entre muitas dezenas de outros.

Sim... também esses e todas aquelas bandas da 4AD.

Eh verdade. O mês passado estive numa feira de vinilo de editoras independentes, muito honestamente fiquei um pouco desapontado, apesar de eu não estar sintonizado mais com a nova geração desta expressão musical, a minha curiosidade foi mais que muita e la fui com a minha mulher, e de facto confirma-se o que venho dizendo ha algum tempo, a musica independente de hoje esta bem para as novas gerações. As editoras independentes de hoje produzem musica quase inaudível.
A famosa 4AD entre muitas outras esteve presente, confesso que foi este o principal motivo da minha ida, mas a minha mulher dissera antes, vamos perder tempo porque as editoras não produzem mais a musica que ouviste no tempo do Antonio Sergio, e a musica tal como Inglaterra mudou transversalmente, e de facto minha mulher tinha razão fiquei espantado a maioria destas editoras limita-se de modo geral a re-editar os grandes grupos que produziu e a preços a meu ver bem elevados e que as novas gerações querem conhecer porque ouviram falar dessas bandas no passado ou por outro motivo qualquer, mas estoirar £30 por uma re-edicao para mim não faz muito sentido, isto segundo minha perspectiva, enfim...

Por exemplo, This Mortal Coil, Cocteau Twin entre muitos outros, comprei-os ha 20 anos, prensagens britânicas de qualidade soberba, naturalmente bem mais baratos do que as re-edicoes de hoje...enfim...

Nessa feira tive oportunidade de receber por parte das novas editoras de musica independente cd's demo com os sons produzidos por essas novas bandas, cheguei a casa e confesso, um barulho ensurdecedor, times are changing...e nada melhor que um bom vinilo usado...
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 16:04

Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:

Só para dizer que também foi graças ao António Sérgio que conheci toda aquela cena de Manchester, da editora Factory  - Joy Division, Happy Mondays, Durutti Column, ...

Esses ja conhecia, mas com Antonio Sergio conheci Killing Joke, Cocteau Twins, Anne Pigalle, Propaganda, X-Mal Deustchland, entre muitas dezenas de outros.

Sim... também esses e todas aquelas bandas da 4AD.

Eh verdade. O mês passado estive numa feira de vinilo de editoras independentes, muito honestamente fiquei um pouco desapontado, apesar de eu não estar sintonizado mais com a nova geração desta expressão musical, a minha curiosidade foi mais que muita e la fui com a minha mulher,  e de facto confirma-se o que venho dizendo ha algum tempo, a musica independente de hoje esta bem para as novas gerações.  As editoras independentes de hoje produzem musica quase inaudível.
A famosa 4AD entre muitas outras esteve presente, confesso que foi este o principal motivo da minha ida, mas a minha mulher dissera antes, vamos perder tempo porque as editoras não produzem mais a musica que ouviste no tempo do Antonio Sergio, e a musica tal como Inglaterra mudou transversalmente, e de facto minha mulher tinha razão fiquei espantado a maioria destas editoras  limita-se de modo geral  a re-editar os grandes grupos que produziu e a preços a meu ver bem elevados e que as novas gerações querem conhecer porque ouviram falar dessas bandas no passado ou por outro motivo qualquer, mas estoirar £30 por uma re-edicao para mim não faz muito sentido, isto segundo minha perspectiva, enfim...

Por exemplo, This Mortal Coil, Cocteau Twin entre muitos outros, comprei-os ha 20 anos, prensagens britânicas de qualidade soberba, naturalmente bem mais baratos do que as re-edicoes de hoje...enfim...

Nessa feira tive oportunidade de receber por parte das novas editoras de musica independente cd's demo com os sons produzidos por essas novas bandas, cheguei a casa e confesso, um barulho ensurdecedor, times are changing...e nada melhor que um bom vinilo usado...

Há quem diga que os álbuns hoje são produzidos/gravados a pensar já no MP3.
Dizem que não há grande atenção ao detalhe...
Mas garanto-te que há álbuns extraordinários editados quase todas as semanas  Wink
Por isso, tranquilo. Há muito boa música nova por aí...
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 16:14

jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:

Só para dizer que também foi graças ao António Sérgio que conheci toda aquela cena de Manchester, da editora Factory  - Joy Division, Happy Mondays, Durutti Column, ...

Esses ja conhecia, mas com Antonio Sergio conheci Killing Joke, Cocteau Twins, Anne Pigalle, Propaganda, X-Mal Deustchland, entre muitas dezenas de outros.

Sim... também esses e todas aquelas bandas da 4AD.

Eh verdade. O mês passado estive numa feira de vinilo de editoras independentes, muito honestamente fiquei um pouco desapontado, apesar de eu não estar sintonizado mais com a nova geração desta expressão musical, a minha curiosidade foi mais que muita e la fui com a minha mulher,  e de facto confirma-se o que venho dizendo ha algum tempo, a musica independente de hoje esta bem para as novas gerações.  As editoras independentes de hoje produzem musica quase inaudível.
A famosa 4AD entre muitas outras esteve presente, confesso que foi este o principal motivo da minha ida, mas a minha mulher dissera antes, vamos perder tempo porque as editoras não produzem mais a musica que ouviste no tempo do Antonio Sergio, e a musica tal como Inglaterra mudou transversalmente, e de facto minha mulher tinha razão fiquei espantado a maioria destas editoras  limita-se de modo geral  a re-editar os grandes grupos que produziu e a preços a meu ver bem elevados e que as novas gerações querem conhecer porque ouviram falar dessas bandas no passado ou por outro motivo qualquer, mas estoirar £30 por uma re-edicao para mim não faz muito sentido, isto segundo minha perspectiva, enfim...

Por exemplo, This Mortal Coil, Cocteau Twin entre muitos outros, comprei-os ha 20 anos, prensagens britânicas de qualidade soberba, naturalmente bem mais baratos do que as re-edicoes de hoje...enfim...

Nessa feira tive oportunidade de receber por parte das novas editoras de musica independente cd's demo com os sons produzidos por essas novas bandas, cheguei a casa e confesso, um barulho ensurdecedor, times are changing...e nada melhor que um bom vinilo usado...

Há quem diga que os álbuns hoje são produzidos/gravados a pensar já no MP3.
Dizem que não há grande atenção ao detalhe...
Mas garanto-te que há álbuns extraordinários editados quase todas as semanas  Wink
Por isso, tranquilo. Há muito boa música nova por aí...

Acrescentava que eu embora seja do tempo do Punk e Alternativa, considero que nunca se fez tão boa música como hoje em dia.

Nomes como Sufjan Stevens, Braids, Animal Collective, Beirut, Cat Power, Blonde Readhead, Unknown Mortal, The Knife, entre muitos, muitos outros, não são nada piores que os nomes de outros tempos que me fizeram viciar naquilo que hoje chama-se Indie!
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 16:26

Alexandre Vieira escreveu:

Acrescentava que eu embora seja do tempo do Punk e Alternativa, considero que nunca se fez tão boa música como hoje em dia.

Nomes como Sufjan Stevens, Braids, Animal Collective, Beirut, Cat Power, Blonde Readhead, Unknown Mortal, The Knife, entre muitos, muitos outros, não são nada piores que os nomes de outros tempos que me fizeram viciar naquilo que hoje chama-se Indie!

Não ponho em duvida esse facto, talvez mea culpa, mas as bandas referenciadas nenhuma chegou ao meu universo musical feliz ou infelizmente, mas do que tenho ouvido de forma esparsa nao ha nada de novo em termos de novos sons, e esse vazio tem sido transversal a' maoria das bandas, ou seja e' tudo muito repetitivo e pouco original...mas enfim...
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 16:37

Olá

Grande impulsionador da Rádio como descoberta de novas sonoridades...  Orquestra
Lembro-me de chegar da Escola e antes de fazer qualquer outra coisa ligar a rádio, para ouvir novos grupos... novas ondas... tudo pela mão deste inigualável (que me perdoem os outros) locutor de rádio... de nome António Sérgio...    o seu legado continua hoje na ultima Rádio onde trabalhou, que é a mais ouvida cá em casa... Radar

Fredie
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 17:33

Mozarteano escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:

Acrescentava que eu embora seja do tempo do Punk e Alternativa, considero que nunca se fez tão boa música como hoje em dia.

Nomes como Sufjan Stevens, Braids, Animal Collective, Beirut, Cat Power, Blonde Readhead, Unknown Mortal, The Knife, entre muitos, muitos outros, não são nada piores que os nomes de outros tempos que me fizeram viciar naquilo que hoje chama-se Indie!

Não ponho em duvida esse facto, talvez mea culpa, mas as bandas referenciadas nenhuma chegou ao meu universo musical feliz ou infelizmente, mas do que tenho ouvido de forma esparsa nao ha nada de novo em termos de novos sons, e esse vazio tem sido transversal a' maoria das bandas, ou seja e' tudo muito repetitivo e pouco original...mas enfim...

Tens de procurar nos sítios certos.
Podes começar por adquirir já o passe geral para o festival Primavera Sound do ano que vem Cool
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 17:45

jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:

Acrescentava que eu embora seja do tempo do Punk e Alternativa, considero que nunca se fez tão boa música como hoje em dia.

Nomes como Sufjan Stevens, Braids, Animal Collective, Beirut, Cat Power, Blonde Readhead, Unknown Mortal, The Knife, entre muitos, muitos outros, não são nada piores que os nomes de outros tempos que me fizeram viciar naquilo que hoje chama-se Indie!

Não ponho em duvida esse facto, talvez mea culpa, mas as bandas referenciadas nenhuma chegou ao meu universo musical feliz ou infelizmente, mas do que tenho ouvido de forma esparsa nao ha nada de novo em termos de novos sons, e esse vazio tem sido transversal a' maoria das bandas, ou seja e' tudo muito repetitivo e pouco original...mas enfim...

Tens de procurar nos sítios certos.
Podes começar por adquirir já o passe geral para o festival Primavera Sound do ano que vem Cool

Ah, entao o Primavera Sound eh que divulga essas bandas que referiste, eh pah entao obrigadinho vou ali e ja venho .

Mais serio, eh pah, não eh a minha onda definitivamente. Nada melhor do que uns Killing Joke, uns Dead in June, Current 93, Boyd Rice, etc etc, e uma vez mais foi o Grande Antonio Sergio que mem deu a conhecer isso, mas atenção não basta dar a conhecer eh preciso haver sensibilidade para a coisa...


Última edição por Mozarteano em Sab Nov 15 2014, 19:34, editado 1 vez(es)
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 17:50

Mister W escreveu:
tomaz escreveu:


Não diria melhor!

E para início de hostilidades a referência a um disco que descobri como centenas de outros, por intermédio do Grande António Sérgio:

Até hoje o som dos The Wedding Present é singular, especialmente este Seamonster produzido pelo genial Steve Albini. A voz apresenta-se algo recuada, típico das captações de Albini, em que o som nos aparece como quando escutamos um ensaio numa garagem, a predominância fica para a bateria e as guitarras. As músicas apresentam as melodias típicas de Gedge, mas neste disco apresentam picos muito intensos e uma acrescida distorção e várias layers de guitarras. Uma típica banda do universo "som da frente".

https://www.youtube.com/watch?v=weErTv_Z5zc

Saudações e até sempre Lobo!

Acho que nunca ouvi falar...
O começo do tema fez-me lembrar os Stone Roses e claro, os The Smiths...

Wedding Present, grande banda, grande referencia. Por falar Smiths Stone Roses...os e Love and Rockets? com um dos tema mais maravilhosos que ouvi nos últimos 30 anos, chamado ''Saudade''.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 18:07

Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:

Acrescentava que eu embora seja do tempo do Punk e Alternativa, considero que nunca se fez tão boa música como hoje em dia.

Nomes como Sufjan Stevens, Braids, Animal Collective, Beirut, Cat Power, Blonde Readhead, Unknown Mortal, The Knife, entre muitos, muitos outros, não são nada piores que os nomes de outros tempos que me fizeram viciar naquilo que hoje chama-se Indie!

Não ponho em duvida esse facto, talvez mea culpa, mas as bandas referenciadas nenhuma chegou ao meu universo musical feliz ou infelizmente, mas do que tenho ouvido de forma esparsa nao ha nada de novo em termos de novos sons, e esse vazio tem sido transversal a' maoria das bandas, ou seja e' tudo muito repetitivo e pouco original...mas enfim...

Tens de procurar nos sítios certos.
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Ah, entao o Primavera Sound eh que divulga essas bandas que referiste, eh pau entao obrigadinho vou ali e ja venho .

Mais serio, eh pah, não eh a minha onda definitivamente. Nada melhor do que uns Killing Joke, uns Dead in June, Current 93, Boyd Rice, etc etc, e uma vez mais foi o Grande Antonio Sergio que mem deu a conhecer isso, mas atenção não basta dar a conhecer eh preciso haver sensibilidade para a coisa...

Não acredito que não exista uma primavera qualquer dê lugar a esse inverno sombrio!
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 18:20

Mozarteano escreveu:
jorge.henriques escreveu:
Mozarteano escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:

Acrescentava que eu embora seja do tempo do Punk e Alternativa, considero que nunca se fez tão boa música como hoje em dia.

Nomes como Sufjan Stevens, Braids, Animal Collective, Beirut, Cat Power, Blonde Readhead, Unknown Mortal, The Knife, entre muitos, muitos outros, não são nada piores que os nomes de outros tempos que me fizeram viciar naquilo que hoje chama-se Indie!

Não ponho em duvida esse facto, talvez mea culpa, mas as bandas referenciadas nenhuma chegou ao meu universo musical feliz ou infelizmente, mas do que tenho ouvido de forma esparsa nao ha nada de novo em termos de novos sons, e esse vazio tem sido transversal a' maoria das bandas, ou seja e' tudo muito repetitivo e pouco original...mas enfim...

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Ah, entao o Primavera Sound eh que divulga essas bandas que referiste, eh pau entao obrigadinho vou ali e ja venho .

Mais serio, eh pah, não eh a minha onda definitivamente. Nada melhor do que uns Killing Joke, uns Dead in June, Current 93, Boyd Rice, etc etc, e uma vez mais foi o Grande Antonio Sergio que mem deu a conhecer isso, mas atenção não basta dar a conhecer eh preciso haver sensibilidade para a coisa...

Esse festival oferece, num único espaço (lindíssimo por sinal), projetos de grande qualidade e bastante ecléticos.
Vi lá, por ex e tendo em conta as bandas que apontaste, Dead Can Dance (concertão!!!)
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 22:13

Emissão de 28 de Junho de 1989 preenchida com temas de Jane's Addiction, German Shepherds, The Cure, P.I.L. Destaque para o LP "Twist of Shadows" dos Xymox.

Som da Frente - 1989/06/28 by Lista Rebelde on Mixcloud

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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 22:14

https://www.facebook.com/uivoantoniosergio
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 22:20

já vi outra lista dele deste género, mas ligeiramente diferente, com alguns grupos diferentes




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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 22:25

Há uma comunidade chamada "Lista Rebelde (O Som da Frente)" no fbk com muita coisa sobre o António Sérgio

https://www.facebook.com/ListaRebelde?ref=ts&fref=ts
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 22:44

Este tópico é verdadeiro serviço público Cool
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 22:59

entretanto descobri também um blog

http://listarebelde.blogspot.pt/
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 23:06

eu sabia que tinha outra lista
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Sab Nov 15 2014, 23:22

O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.

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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 20:20

António José da Silva escreveu:
O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.

Tantos discos que comprei depois de os ouvir nos programas deste grande senhor.
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 20:42

António José da Silva escreveu:
O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.
Podes crer
Eu já era fã do Om desde os primórdios dos 80
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 20:42

anibalpmm escreveu:
eu sabia que tinha outra lista

Birthday Party, que grande banda! Grande Antonio Sergio, que deu a conhecer a muita rapaziada do melhor que se fez em musica do venero e que nos tirou da secura completa...

Ja' agora, Fall, e Felt grande musica, grandes bandas, e que tenho ouvido mais frequentemente, que vou fazer agora mais um pouco...em vinilo, of course.
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 21:15

Mozarteano escreveu:


Birthday Party, que grande banda![/quote]

e sobretudo cantam quase todos cá por casa
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 21:54

Nick Drake...  uuuiiiii....
Acreditam que há malta que nunca ouviu Nick Drake?!.... Shocked
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 21:58

anibalpmm escreveu:



Birthday Party, que grande banda!

e sobretudo cantam quase todos cá por casa

Aqui em casa só faltam os dois que formam a 5ª coluna.
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 22:51

Também fui um ouvinte muito atento quer do Rotações quer do Som da Frente, especialmente do primeiro  que segui quase religiosamente. Foi pois através do A. Sérgio que conheci praticamente todas as sonoridades do movimento punk e da new wave. Já passaram muitos anos e é dificil recordar com precisão nomes que descobri pela primeira vez através do rotações, mas assim de repente lembrei-me destes, que me colocam directamente na máquina do tempo.

https://youtu.be/XONqHfZzbsI

https://youtu.be/lKuc3faQAEs

https://youtu.be/TP3x-VdOb44
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 22:54

jorge.henriques escreveu:
anibalpmm escreveu:



Birthday Party, que grande banda!

e sobretudo cantam quase todos cá por casa

Aqui em casa só faltam os dois que formam a 5ª coluna.
o Thompson é um portento da natureza
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Dom Nov 16 2014, 23:00

anibalpmm escreveu:
jorge.henriques escreveu:
anibalpmm escreveu:



Birthday Party, que grande banda!

e sobretudo cantam quase todos cá por casa

Aqui em casa só faltam os dois que formam a 5ª coluna.
o Thompson é um portento da natureza

Tenho outras coisas dele, mas não esse.
Tenho de investigar Wink
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 12:44

jorge.henriques escreveu:
António José da Silva escreveu:
O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.

Tantos discos que comprei depois de os ouvir nos programas deste grande senhor.

É verdade mas também acontecia o inverso... muitos discos pertenciam aos ouvintes que os deixavam na Sampaio e Pina para serem tocados nos seus programas...

Apesar do inegável valor deste grande radialista, o sucesso dos seus programas só foi possível porque se vivia um período de grande avidez musical. Muitas foram as organizações, associações, fan clubs, grupos de particulares ou apenas ouvintes que participavam (de forma pontual ou regular) nos seus programas e a eles se deve uma quota-parte do seu mérito.

Os tempos eram outros... a escassez de edições nacionais obrigava ao constante recurso aos discos importados ou como alternativa á gravação em cassette... Não havia internet mas existiam outros métodos (mais saudáveis, quanto a mim) para combater a falta de informação a que este país estava confinado. Algumas referências:
 
-Gemma Records - um catálogo inglês, com milhares de títulos (discos, livros, filmes Beta, etc.). Mesmo que não fizesse muitas compras, este catálogo servia como um importante documento informativo.
-Discoteca do Carmo - um dos principais pontos de venda de discos importados em Lisboa. Um corredor estreito e fundo, centenas de discos importados de vários géneros e estilos que faziam as delicias dos melómanos mais exigentes. Os discos encontravam-se selados e não podiam ser ouvidos... até porque não me lembro de haver um gira-discos...
-Intercâmbio de Cassettes gravadas - regra geral, a divulgação era feita no Blitz (de outros tempos). Os mais sofisticados, tinham listas com os discos que podiam gravar mediante um preço previamente estabelecido que podia, ou não, incluir uma cassette novinha em folha...  
-Família e amigos - Todos eles estavam devidamente alertados para a minha "doença". Ai deles que se deslocassem ao estrangeiro e não levassem uma lista de discos para me trazer...


Última edição por Mister W em Seg Nov 17 2014, 12:50, editado 2 vez(es)
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 12:47

Mister W escreveu:
jorge.henriques escreveu:
António José da Silva escreveu:
O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.

Tantos discos que comprei depois de os ouvir nos programas deste grande senhor.

É verdade mas também acontecia o inverso... muitos discos pertenciam aos ouvintes que os deixavam na Sampaio e Pina para serem tocados nos seus programas...

Apesar do inegável valor deste grande radialista, o sucesso dos seus programas só foi possível porque se vivia um período de grande avidez musical. Muitas foram as organizações, associações, fan clubs, grupos de particulares ou apenas ouvintes que participavam (de forma pontual ou regular) nos seus programas e aos quais se fica igualmente a dever uma quota-parte do seu mérito.

Os tempos eram outros... a escassez de edições nacionais obrigava ao constante recurso aos discos importados ou como alternativa á gravação em cassette... Não havia internet mas existiam outros métodos (mais saudáveis, quanto a mim) para combater a falta de informação a que este país estava confinado. Algumas referências:
 
-Gemma Records - um catálogo inglês, com milhares de títulos (discos, livros, filmes Beta, etc.). Mesmo que não fizesse muitas compras, este catálogo servia como um importante documento informativo.
-Discoteca do Carmo - um dos principais pontos de venda de discos importados em Lisboa. Um corredor estreito e fundo, centenas de discos importados de vários géneros e estilos que faziam as delicias dos melómanos mais exigentes. Os discos encontravam-se selados e não podiam ser ouvidos... até porque não me lembro de haver um gira-discos...
-Intercâmbio de Cassettes gravadas - regra geral, a divulgação era feita no Blitz (de outros tempos). Os mais sofisticados, tinham listas com os discos que podiam gravar mediante um preço previamente estabelecido que podia, ou não, incluir uma cassette novinha em folha...  
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Belíssimo post! Cool
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 12:48

Mister W escreveu:


... muitos discos pertenciam aos ouvintes que os deixavam na Sampaio e Pina para serem tocados nos seus programas...


Esta, confesso que desconhecia.
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 12:54

Olá

Mister W escreveu...
Citação :
-Gemma Records - um catálogo inglês, com milhares de títulos (discos, livros, filmes Beta, etc.). Mesmo que não fizesse muitas compras, este catálogo servia como um importante documento informativo

Eu mais uns amigos mandava-mos vir através desse catalogo até que uma vez fomos tramados pela alfândega pois havia discos repetidos e acharam que era para vender...
tivemos a sorte de haver um antigo colega de trabalho que agora lá trabalhava e sacou-me os discos... senão...
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 13:46

.


Última edição por Mozarteano em Seg Nov 17 2014, 14:15, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 14:14

Mister W escreveu:
jorge.henriques escreveu:
António José da Silva escreveu:
O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.

Tantos discos que comprei depois de os ouvir nos programas deste grande senhor.

É verdade mas também acontecia o inverso... muitos discos pertenciam aos ouvintes que os deixavam na Sampaio e Pina para serem tocados nos seus programas...

Apesar do inegável valor deste grande radialista, o sucesso dos seus programas só foi possível porque se vivia um período de grande avidez musical. Muitas foram as organizações, associações, fan clubs, grupos de particulares ou apenas ouvintes que participavam (de forma pontual ou regular) nos seus programas e a eles se deve uma quota-parte do seu mérito.

Os tempos eram outros... a escassez de edições nacionais obrigava ao constante recurso aos discos importados ou como alternativa á gravação em cassette... Não havia internet mas existiam outros métodos (mais saudáveis, quanto a mim) para combater a falta de informação a que este país estava confinado. Algumas referências:
 
-Gemma Records - um catálogo inglês, com milhares de títulos (discos, livros, filmes Beta, etc.). Mesmo que não fizesse muitas compras, este catálogo servia como um importante documento informativo.
-Discoteca do Carmo - um dos principais pontos de venda de discos importados em Lisboa. Um corredor estreito e fundo, centenas de discos importados de vários géneros e estilos que faziam as delicias dos melómanos mais exigentes. Os discos encontravam-se selados e não podiam ser ouvidos... até porque não me lembro de haver um gira-discos...
-Intercâmbio de Cassettes gravadas - regra geral, a divulgação era feita no Blitz (de outros tempos). Os mais sofisticados, tinham listas com os discos que podiam gravar mediante um preço previamente estabelecido que podia, ou não, incluir uma cassette novinha em folha...  
-Família e amigos - Todos eles estavam devidamente alertados para a minha "doença". Ai deles que se deslocassem ao estrangeiro e não levassem uma lista de discos para me trazer...

Em total acordo com o post! Reforco um parágrafo, quando dizes e bem e cito... Não havia internet, mas existiam outros metodos (mais saudáveis, quanto a mim) para combater a falta de informação a que este pais estava confinado. Eu h'a uns anos havia escrito isto mais ou menos num espaço online Nacional, e fui apelidado de velho do Restelo, mas enfim, voltando ao que foi escrito, e concordo quando dizes também que o ''único'' meio de divulgação e informação era o jornal Blitz da altura, como dizes de outros tempos. Na altura apareceram algumas discotecas independentes em varias zonas de Lisboa, estou a recordar-me de uma que havia no Centro Comercial Arco-Iris, Apolo 70, e esta discoteca so tinha discos de importação, cheguei a comprar alguns que ainda tenho, custavam uma pipa de massa, enfim, outras discotecas pareceram, recordo a Contarverso, na Trav. da Queimada ( Bairro Alto ) quem quisesse musica new wave e punk do melhor era so dar um pulinho e falar com o Jose Guedes, importava tudo que havia para importar desse venero musical.

Portugal viva uma secura total em termos de industria fonografica, os que podiam davam um pulinho a Inglaterra e traziam de la os discos, eu era um privilegiado, por razoes que não importam vir para fóruns divulgar, e muito miúdo ja via punks nas ruas de Londres, tinha eu 7 anos, vivia-se a explosão punk na altura no Reino Unido, e mesmo sendo muito novo ja trazia alguns discos de Inglaterra e que não era fácil chegar com eles ao aeroporto de Lisboa na altura, enfim.

A discoteca do Carmo e a Melodia enter outras com postos de escuta para cada disco de vinilo eram os pontos de encontro saudáveis da rapaziada da minha geração, um LP de prensagem nacional custava quase 500$00, era muito dinheiro ah 40 anos, e era um acontecimento marcante na existência de um Lisboeta amante de musica, era uma euforia ir comprar um disco e apôs isso ia-se a correr para casa ouvir e passava-se uma tarde inteira com amigos a ouvir o mesmo disco horas a fio, e sempre com direito a um lanchinho preparado com todo esmero pelas nossas queridas Maes, isto caro amigos era convívio saudável e puro, e salutar, no fundo estávamos a conviver em torno de um disco de vinilo e de um simples gira-discos sem saber que tal atitude era um acto pedagógico, não havia ca' giras XPTO, ou agulhas produzidas por deuses secretos, e não se discutiam assuntos da treta dos equipamentos de audio, so se pensava era como pedir ao Pai ou a' Mae mais um dinheirinho para mais um disco daqui a um mês ou dois, se nos portássemos bem na escola, a mesada ou semanada eram os unicos rendimentos que tínhamos...belos tempos e que saudades e que saudáveis que eram...enfim, ja chega de escrita...
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 14:39

Mozarteano escreveu:
...so se pensava era como pedir ao Pai ou a' Mae mais um dinheirinho para mais um disco daqui a um mês ou dois, se nos portássemos bem na escola, a mesada ou semanada eram os unicos rendimentos que tínhamos...belos tempos e que saudades e que saudáveis que eram...enfim, ja chega de escrita...


E devido a essa escassez, seja isso bom ou mau, um álbum era mesmo ouvido com toda a atenção. Até digo mais, o álbum era ouvido e quase que estudado.  

Ainda me lembro que agarrava muitas vezes no dicionário para ir á procura de certas palavras inglesas.

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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 14:46

Mozarteano escreveu:
Mister W escreveu:
jorge.henriques escreveu:
António José da Silva escreveu:
O homem tem (legitimamente) uma grande legião de admiradores.

Tantos discos que comprei depois de os ouvir nos programas deste grande senhor.

É verdade mas também acontecia o inverso... muitos discos pertenciam aos ouvintes que os deixavam na Sampaio e Pina para serem tocados nos seus programas...

Apesar do inegável valor deste grande radialista, o sucesso dos seus programas só foi possível porque se vivia um período de grande avidez musical. Muitas foram as organizações, associações, fan clubs, grupos de particulares ou apenas ouvintes que participavam (de forma pontual ou regular) nos seus programas e a eles se deve uma quota-parte do seu mérito.

Os tempos eram outros... a escassez de edições nacionais obrigava ao constante recurso aos discos importados ou como alternativa á gravação em cassette... Não havia internet mas existiam outros métodos (mais saudáveis, quanto a mim) para combater a falta de informação a que este país estava confinado. Algumas referências:
 
-Gemma Records - um catálogo inglês, com milhares de títulos (discos, livros, filmes Beta, etc.). Mesmo que não fizesse muitas compras, este catálogo servia como um importante documento informativo.
-Discoteca do Carmo - um dos principais pontos de venda de discos importados em Lisboa. Um corredor estreito e fundo, centenas de discos importados de vários géneros e estilos que faziam as delicias dos melómanos mais exigentes. Os discos encontravam-se selados e não podiam ser ouvidos... até porque não me lembro de haver um gira-discos...
-Intercâmbio de Cassettes gravadas - regra geral, a divulgação era feita no Blitz (de outros tempos). Os mais sofisticados, tinham listas com os discos que podiam gravar mediante um preço previamente estabelecido que podia, ou não, incluir uma cassette novinha em folha...  
-Família e amigos - Todos eles estavam devidamente alertados para a minha "doença". Ai deles que se deslocassem ao estrangeiro e não levassem uma lista de discos para me trazer...

Em total acordo com o post! Reforco um parágrafo, quando dizes e bem e cito... Não havia internet, mas existiam outros metodos (mais saudáveis, quanto a mim) para combater a falta de informação a que este pais estava confinado. Eu h'a uns anos havia escrito isto mais ou menos num espaço online Nacional, e fui apelidado de velho do Restelo, mas enfim, voltando ao que foi escrito, e concordo quando dizes também que o ''único'' meio de divulgação e informação era o jornal Blitz da altura, como dizes de outros tempos. Na altura apareceram algumas discotecas independentes em varias zonas de Lisboa, estou a recordar-me de uma que havia no Centro Comercial Arco-Iris, Apolo 70, e esta discoteca so tinha discos de importação, cheguei a comprar alguns que ainda tenho, custavam uma pipa de massa, enfim, outras discotecas pareceram, recordo a Contarverso, na Trav. da Queimada ( Bairro Alto ) quem quisesse musica new wave e punk do melhor era so dar um pulinho e falar com o Jose Guedes, importava tudo que havia para importar desse venero musical.

Portugal viva uma secura total em termos de industria fonografica, os que podiam davam um pulinho a Inglaterra e traziam de la os discos, eu era um privilegiado, por razoes que não importam vir para fóruns divulgar, e muito miúdo ja via punks nas ruas de Londres, tinha eu 7 anos, vivia-se a explosão punk na altura no Reino Unido, e mesmo sendo muito novo ja trazia alguns discos de Inglaterra e que não era fácil chegar com eles ao aeroporto de Lisboa na altura, enfim.

A discoteca do Carmo e a Melodia enter outras com postos de escuta para cada disco de vinilo eram os pontos de encontro saudáveis da rapaziada da minha geração, um LP de prensagem nacional custava quase 500$00, era muito dinheiro ah 40 anos, e era um acontecimento marcante na existência de um Lisboeta amante de musica, era uma euforia ir comprar um disco e apôs isso ia-se a correr para casa ouvir e passava-se uma tarde inteira com amigos a ouvir o mesmo disco horas a fio, e sempre com direito a um lanchinho preparado com todo esmero pelas nossas queridas Maes, isto caro amigos era convívio saudável e puro, e salutar, no fundo estávamos a conviver em torno de um disco de vinilo e de um simples gira-discos sem saber que tal atitude era um acto pedagógico, não havia ca' giras XPTO, ou agulhas produzidas por deuses secretos, e não se discutiam assuntos da treta dos equipamentos de audio, so se pensava era como pedir ao Pai ou a' Mae mais um dinheirinho para mais um disco daqui a um mês ou dois, se nos portássemos bem na escola, a mesada ou semanada eram os unicos rendimentos que tínhamos...belos tempos e que saudades e que saudáveis que eram...enfim, ja chega de escrita...



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Vinil
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 16:04

É uma delicia ler os vossos textos. Recuar quase 25 anos e relembrar o saudoso lança chamas é como voltar ao primeiro dia de escola e ouvir o professor António. Era muito mais que um programa de rádio, era uma autêntica aula de música. Grandes bandas que conheci ficando estas para sempre no meu top das favoritas.

Também espero com muita curiosidade o documentário do Eduardo.

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tomaz
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   Seg Nov 17 2014, 16:37

anibalpmm escreveu:
Mozarteano escreveu:


Birthday Party, que grande banda!

e sobretudo cantam quase todos cá por casa [/quote]



Subscrevo.

Muita e farta música se relembra por aqui Smile
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MensagemAssunto: Re: O Uivo da Matilha   

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