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 Os 10 Mitos do Vinil

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 11:13

Eu também frequentei os audioshows nos finais dos anos 80 e na altura ficava deslumbrado com tudo o que ouvia, mas julgo que isso se deveu sobretudo ao baixo nível de exigência e à ignorância típicas de qualquer adolescente a iniciar-se na pratica do audio.

Hoje, muito mais exigente e com uma bagagem confortável tanto no que se refere a som ao vivo como a som reproduzido para usar como referência ou termo de comparação, concordo com o Digital Man: a generalidade do som nos xôs é bastante má (em parte devido às características desfavoráveis de muitos dos espaços).

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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 11:16

ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
Pierre escreveu:
PALUSE escreveu:
[Caramba Ricardo, a malta não se safa das colorações do Digital e do Analógico; ambos mandam "trampa para a ventoinha" e nós que a ouvimos, levamos com ela nas orelhas.   ...

Ou seja; Alta-Fidelidade de quê?

Dicionario Larousse : A ideia seminal da Alta-fidelidade, contida no seu nome, é de reproduzir uma gravação de maneira a produzir uma difusão sonora tão idêntica quanto possivel do original...

Voilà!...   e tanto importa que tenha um gosto de analogico ou de digital... ou de qualquer outra coisa nova ou ainda por nasçer!!!... a Alta-fidelidade é basicamente e invariàvelmente a reprodução fiel da gravação,...   seja esta boa ou mà, classico ou rock, vinilo ou ficheiro,   aqui ou acolà !!!...



Na minha óptica, Alta-Fidelidade significa pegar no sinal transduzido pelo microfone, registá-lo num dado suporte, ler o sinal desse suporte, amplificá-lo e dá-lo às colunas para (re-)transdução com a menor alteração possível do mesmo.

É um sistema com muitas etapas e as maiores perdas dão-se em ambas as fazes de transdução ("conversão" do som num sinal eléctrico ou vice-versa).
Penso que no caso do vinil podemos considerar que existe uma segunda "conversão" com a passagem do sinal para as espiras e subsequente a leitura das mesmas.

E se não estou equivocado é possível verificar a fidelidade do sistema comparando o sinal à "saída" do microfone com o sinal à "entrada" das colunas.


Mas a questão é outra: a maior parte dos audiófilos, especialmente aqueles que não escutam música "clássica" (instrumentos acústicos), não procura a alta fidelidade mas um som que lhes agrade.
Ao fim de oito anos de participação em fóruns nacionais e estrangeiros cada vez tenhos menos dúvidas disso.
Não lhes interessa que o timbre dos instrumentos se assemelhe à realidade, até porque a música que escutam foi geralmente produzida com instrumentos amplificados e em seguida "fabricada" na mesa de mistura, mas que as gravações lhe soem bem; e não vejo mal nisso.
Eu próprio prefiro umas colunas que compensem a(lguma) falta de calor típica das gravações de música "clássica" e gosto da "perspectiva recuada" que resulta de uma ligeira retração na gama da "presença".

O que não devemos confundir é "bom desempenho" (fidelidade) com "bom som"; o primeiro é mais ou menos mensurável e quantificável de uma forma objectiva, o segundo depende do gosto e é uma "impressão" pessoal e intransmissível.
Julgo que é esta a causa de tantas discussões intermináveis que se dão nos fóruns um pouco por toda a parte.

Na minha opinião a música "clássica", o jazz e a música étnica requerem uma aproximação "realista" ou seja um retrato representativo da "realidade".
E concordo que muita música "ligeira" (pop e rock) pode beneficiar de uma "apresentação" mais "expressionista", embora os meus limites de tolerância a "colorações" sejam hoje bastante reduzidos.

R

Concordo na generalidade com as afirmações mas cuidado que há jazz e jazz...

Os defensores da alta fidelidade no rock e pop são puristas que levam câmeras sofisticadas de médio formato analógicas ou digitais de altissima resolução para captar a pureza e originalidade de um modelo que fez 50 operações plásticas!

smedley
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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 11:26

ricardo onga-ku escreveu:
Eu também frequentei os audioshows nos finais dos anos 80 e na altura ficava deslumbrado com tudo o que ouvia, mas julgo que isso se deveu sobretudo ao baixo nível de exigência e à ignorância típicas de qualquer adolescente a iniciar-se na pratica do audio.

Hoje, muito mais exigente e com uma bagagem confortável tanto no que se refere a som ao vivo como a som reproduzido para usar como referência ou termo de comparação, concordo com o Digital Man: a generalidade do som nos xôs é bastante má (em parte devido às características desfavoráveis de muitos dos espaços).

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Tenho exatamente a mesma experiência. Será que alguns dos antigos eram efetivamente melhores ou os nossos ouvidos atuais são diferentes? scratch Há várias diferenças nos setups - por exemplo não usavam subwoofers no estéreo.

Os Audioshows serviam para divulgar o hi-fi e respetivos equipamentos, hoje em dia não servem para nada - os equipamentos que divulgam não têm interesse nem relevância e os eventos nem sequer proporcionam boas audições.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 11:43

Na altura havia mais representantes, mais marcas, mais lojas...mais dinheiro.
E isso enchia o olho.
Lembro-me da "sala de aula" da Digisom; aquilo era uma "produção" a sério.
O xô do ISCTE foi memorável: atmosfera era mágica (a aproximação ao edifício situado no cimo de um cabeço, o circular por aquelas enormes escadarias e corredores, a profusão de salas de pé-direito alto inundadas em luz natural) e batia a dos hotéis aos pontos mas a acústica não era famosa. É um edifício antigo, e as paredes são muito duras e "reflectantes", tal como na minha antiga sala...

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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 11:49

O som dos AudioShows não pode ser exibido em estúdios de gravação cujas salas estão preparadas e parametrizadas sonoramente. Eu quando vou a eventos de audio não vou de sebenta e lapis na orelha para tomar notas de qual dos sistemas tem mais e melhores graves e agudos e outros afins sonidos smedley quando vou a eventos de audio e' para ouvir musica e na maioria das vezes conhecer novos sons, tenho aprendido muito e continuo a descobrir ''sonoridades'' fabulosas quer em cd quer em analógico, ou seja vou tendo a oportunidade de conhecer grandes discos em ambos os formatos, e acho muito positivo isso, agora onde os espaços estao situados para apresentação desses sons para mim sempre foi secundário, o mais importante e' e repito ouvir(escutar musica), esta não deixa de se fazer sentir de forma menos intensiva por estar a ser ouvida numa suite ou num outro quarto qualquer. Resumindo e concluindo entao na maioria de nossas casas não existirão condições para audições qualitativas da coisa, a maioria dos que por aqui anda não tem auditórios para ouvir escutar musica, logo quer dizer que os sons que temos em casa são todos maus? Enfim, apenas uma debate de ideias...
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 11:57

Digital Man escreveu:


Os Audioshows serviam para divulgar o hi-fi e respetivos equipamentos, hoje em dia não servem para nada - os equipamentos que divulgam não têm interesse nem relevância e os eventos nem sequer proporcionam boas audições.

Como eu dissera algures por ai, embora a frase não seja de minha autoria, ''e tenho pena'' dvil e cito:
(...) Hoje trata-se do negócio dos sons (...)

Hoje quase tudo em materia de audio domestico deixou de ter carisma, o negocio e a luta pela sobrevivência comercial  e' mais que muita, apresentam-se equipamentos as pessoas que prometem o mundo sonido, materiais empregues na concepção desses equipamentos serão os mesmos que a Nasa utiliza nos seus projectos espaciais, enfim, um mundo  Gadgetiano cada vez mais emergente...
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 12:00

A Digisom na altura era muito Zen, exibia equipamentos com qualidade sem duvida sempre numa atmosfera tipo SPA...
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 12:25

Continuando no saudosismo, julgo ser saudável o recordar e' viver, recordo ainda o Quadros & Ventura também com exibições Zen mas mais comedidas e com equipamento de qualidade impar, recordo a saudosa Von Schweikert, sempre nutri muita simpatia por essas colunas, havia modelos também a puxar para o grande, e eram mesmo grande coisa, e com a grandiosidade do melhor que se fabrica em materia de cabos isto segundo minha opinião obviamente e ela vale o que vale, falo da japonesa Acrolink, aquilo eram cabos a' seria, e Quadros & Ventura alguns meses antes de encerrar portas, estava a vende-la a preços ''muito competitivos'' mas na altura e como sempre o dinheiro faz sempre falta para outras coisas mas por pouco que não comprava uns cabinhos de coluna. ''Estranhamente'' a marca desapareceu do mercado nacional embora uma empresa nacional tivesse ''pegado'' (salvo seja) nela na altura não sei se ainda existe, Audio Foreign Office, mas naturalmente a Acrolink não era e não e' para todas a s bolsas...bons tempos...
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 12:32

Mozarteano escreveu:
O som dos AudioShows não pode ser exibido em estúdios de gravação cujas salas estão preparadas e parametrizadas sonoramente. Eu quando vou a eventos de audio não vou de sebenta e lapis na orelha para tomar notas de qual dos sistemas tem mais e melhores graves e agudos e outros afins sonidos  smedley quando vou a eventos de audio e' para ouvir musica e na maioria das vezes conhecer novos sons, tenho aprendido muito e continuo a descobrir ''sonoridades'' fabulosas quer em cd quer em analógico, ou seja vou tendo a oportunidade de conhecer grandes discos em ambos os formatos, e acho muito positivo isso, agora onde os espaços estao situados para apresentação desses sons para mim sempre foi secundário, o mais importante e' e repito ouvir(escutar musica), esta não deixa de se fazer sentir de forma menos intensiva por estar a ser ouvida numa suite ou num outro quarto qualquer. Resumindo e concluindo entao na maioria de nossas casas não existirão condições para audições qualitativas da coisa, a maioria dos que por aqui anda não tem auditórios para ouvir escutar musica, logo quer dizer que os sons que temos em casa são todos maus? Enfim, apenas uma debate de ideias...

Nos últimos tempos não tenho descoberto música do meu interesse nos poucos xôs em que estive presente.

Normalmente vou aos xôs para ouvir colunas (quando era novo gostava de ver equipamentos mas hoje não tenho grande interesse nesse passatempo); bem sei que o som de cada sala resulta da conjugação de esforços da fonte, amplificação e colunas mas acho difícil, para não dizer impossível, avaliar o desempenho dos equipamentos que estão a montante das colunas a menos que se conheça de antemão a "sonoridade" destas.
E para umas colunas "tocarem" no seu melhor é importante que tenham sido escolhidas especificamente para aquela sala, que estejam bem posicionadas e que a amplificação seja "competente".
Avaliar o desempenho de colunas com amplificação a válvulas (que não tenha uma baixa impedância de saída) é um mero exercício de estilo que não permite tirar quaisquer conclusões.

Mas para avaliar correctamente o desempenho pela escuta é ainda necessário que as gravações o permitam, e são raras as vezes que encontro música adequada nas demonstrações...normalmente passam gravações onde o uso abusivo do close-micing exagera o detalhe de forma espectacular mas artificial e é dada demasiada relevância a "efeitos acessóris" como o "palco audiófilo" e ao "ar", em detrimento da fidelidade tímbrica ou mesmo da macro-dinâmica.
É o paraíso das Krells, das Barbies, dos Bubbles...

E infelizmente são raras as vezes em que a música não está, literalmente, aos "berros".
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 13:01

ricardo onga-ku escreveu:

É o paraíso das Krells, das Barbies, dos Bubbles...

E infelizmente são raras as vezes em que a música não está, literalmente, aos "berros".

E' o que tenho vindo a debater ha' largos anos, o audio domestico evoluiu talvez não no melhor sentido, mas no fundo e' o curso natural de tudo, tem que haver evolução sim, mas por vezes e como disse atras esta não eh feita no melhor sentido, mas eu penso assim talvez por ''pertencer a uma geração diferente''...enfim...

Hoje a Krell ja não de Agostino, a Thiel também ja não e' do Theil, etc, etc, logo tudo muda e a filosofia na concepção dos equipamentos muda invariavelmente, lou porque o criador morre, ou porque esta farto da coisa e vai embora, logo as sensibilidades de quem manufactura os equipamentos também e' diferente, hoje a sensibilidade e' mais ao jeito chines, os designers ficam-se pelo estirador, e o chines faz o resto...Foi  o que aconteceu no passado com os grandes construtores de audio, hoje pertence tudo a investidores chineses, e pergunto que tenho andado a perguntar ha anos mas que ainda ninguém respondeu de forma sustentada: O som de hoje não e' todo mesmo? Não vem quase todo ele do mesmo sitio? Não e' manufacturado quase todo no mesmo sitio? Entao como pode ser este diferente? Entao porque andar a debater sempre o mesmo? Ainda haverão argumentos para debater o mesmo

O elevado e excessivo numero de decibeis e' em minha opinião outro grande, profundo e sistematicamente erro que alguns profissionais da coisa teimam em manter, nao sei se e' por falta de sensibilidade da coisa ou se se julga que quanto mais alto estiverem os níveis sonidos mais impacto provoca e atrai ''espectadores'', confesso nunca ter percebido tal filosofia, como outras. Eu visito alguns eventos de audio no pais onde estou e são raros os momentos de profundo fogo de ratifico sonido, de quando em vez também os ha', mas repito de quando em vez, agora em Portugal nos AS por vezes e' pena que se escute musica a esses níveis, chega a ser inaudível, mas  quem tem de ter a ''sensibilidade'' para a coisa e; que esta a fazer as demonstrações que muitas vezes são profissionais que apesar de andarem ha algum tempo na praca, não respondem as necessidades dos ouvintes, existem números a atingir e budgets também...

O que ja' vem sendo habitual em eventos de audio e' a repitacao do que se ouve de ano para ano, e muitas vezes os equipamentos são os mesmos...

Se e' comum ouvir dizer que o som dos AS e os locais de audição não são os ideais  entao com o elevado numero de decibeis sempre ou quase sempre em pano de fundo piora a coisa, não sera aqui também um suposto tema a rever por parte de quem exibe equipamento audio. E' que por vezes leio reviwers da praca a dizer que determinado demonstrador eh do melhor que ha', pos em audição a musica XPTO e a plateia ficou rendida e de joelhos em terra, fico com a ideia que o surdo  sou eu, bem se for assim bem vou ali ja' venho... smedley mas enfim, como dizem os Ingleses  ''no worries mate''.
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 13:59

ricardo onga-ku escreveu:
(quando era novo gostava de ver equipamentos mas hoje não tenho grande interesse nesse passatempo);

Como eu e alguns de nos também na altura...

Mas ja li num artigo por ai que muita rapaziada de hoje vai a eventos de audio de Headphones e se for assim apôs 30 de xos e' grave, talvez a geração i va' a estes eventos para ver ao inves de ouvir o que e'... smedley
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 14:24

Mozarteano escreveu:
O som dos AudioShows não pode ser exibido em estúdios de gravação cujas salas estão preparadas e parametrizadas sonoramente. Eu quando vou a eventos de audio não vou de sebenta e lapis na orelha para tomar notas de qual dos sistemas tem mais e melhores graves e agudos e outros afins sonidos  smedley quando vou a eventos de audio e' para ouvir musica e na maioria das vezes conhecer novos sons, tenho aprendido muito e continuo a descobrir ''sonoridades'' fabulosas quer em cd quer em analógico, ou seja vou tendo a oportunidade de conhecer grandes discos em ambos os formatos, e acho muito positivo isso, agora onde os espaços estao situados para apresentação desses sons para mim sempre foi secundário, o mais importante e' e repito ouvir(escutar musica), esta não deixa de se fazer sentir de forma menos intensiva por estar a ser ouvida numa suite ou num outro quarto qualquer. Resumindo e concluindo entao na maioria de nossas casas não existirão condições para audições qualitativas da coisa, a maioria dos que por aqui anda não tem auditórios para ouvir escutar musica, logo quer dizer que os sons que temos em casa são todos maus? Enfim, apenas uma debate de ideias...

O Audioshow é um MAU local para descobrir novos discos. A amostra é diminuta!!! Recomendo para o efeito as radios temáticas. Por exemplo, dentro do Jazz há muitos estilos, assim como há radios focadas em vários desses estilos. Na música alternativa também há muita variedade e radios dedicadas à música alternativa que exploram sonoridades diferentes. Etc. Desde que comecei a explorar as radios digitais só tenho pena de não ter mais dinheiro para comprar mais discos! (CDs porque não estão disponíveis em vinil) dvil

Eu tentei ouvir música mas não consegui. Na maior parte dos casos o som estava tão desequilibrado que era impossível. A maioria dos subwofers estava mal integrado e mal afinado. As colunas desajustadas ao amplificador ou à sala. Ressonâncias era aos baldes em todas as salas. Gama média?! Engolida pelos agudos hostis e pelos graves home-cinema! Nas poucas gravações que conhecia foi o descalabro.
Perdoem-me alguns dos meus amigos envolvidos (que sei que tiveram muito trabalho no setup) por dizer mal dos seus sistemas, mas não deixaremos de ser amigos por isso, até porque ouvi sistemas muito bem montados nas salas deles. Mas quando saem dos seus auditórios parecem peixes fora de água.  

A maioria dos "auditórios" dos meus amigos, com salas pequenas, médias ou grandes, mais ou menos mobiladas não dão qualquer hipótese aos sons do AS porque são sistemas muito bem montados, peças que interligam na perfeição e a acustica da sala foi progressivamente tratada sem corromper a decoração. Ouvem-se vozes, violinos, tambores, tudo a flutuar no espaço tridimensional recriando o timbre, a veracidade, a emoção da música ao vivo! É verdade que não são tão bons a recriar explosões de bombas como os sistemas do AS.
smedley
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 14:28

Mozarteano escreveu:

(...) Hoje trata-se do negócio dos sons (...)

Contra factos não há argumentos e vejo-me obrigado a admitir que efetivamente a grande maioria do equipamento highend que se vende hoje é um logro.
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 14:34

Mozarteano escreveu:

O elevado e excessivo numero de decibeis e' em minha opinião outro grande, profundo e sistematicamente erro que alguns profissionais da coisa teimam em manter, nao sei se e' por falta de sensibilidade da coisa ou se se julga que quanto mais alto estiverem os níveis sonidos mais impacto provoca e atrai ''espectadores'', confesso nunca ter percebido tal filosofia, como outras. Eu visito alguns eventos de audio no pais onde estou e são raros os momentos de profundo fogo de ratifico sonido, de quando em vez também os ha', mas repito de quando em vez, agora em Portugal nos AS por vezes e' pena que se escute musica a esses níveis, chega a ser inaudível, mas  quem tem de ter a ''sensibilidade'' para a coisa e; que esta a fazer as demonstrações que muitas vezes são profissionais que apesar de andarem ha algum tempo na praca, não respondem as necessidades dos ouvintes, existem números a atingir e budgets também...

Eu tinha pensado que o objetivo no audioshow era fazer um gravação estéreo soar como se fosse um filme.

Mas admito agora outra possibilidade - talvez queiram recriar um concerto ao vivo. Não um concerto sinfónico ou de jazz, mas o Optimus alive, com misturas, distorções e sistemas PA low-fi a debitar dBs feios, grandes e maus. scratch
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 14:48

Digital Man escreveu:
Mozarteano escreveu:
O som dos AudioShows não pode ser exibido em estúdios de gravação cujas salas estão preparadas e parametrizadas sonoramente. Eu quando vou a eventos de audio não vou de sebenta e lapis na orelha para tomar notas de qual dos sistemas tem mais e melhores graves e agudos e outros afins sonidos  smedley quando vou a eventos de audio e' para ouvir musica e na maioria das vezes conhecer novos sons, tenho aprendido muito e continuo a descobrir ''sonoridades'' fabulosas quer em cd quer em analógico, ou seja vou tendo a oportunidade de conhecer grandes discos em ambos os formatos, e acho muito positivo isso, agora onde os espaços estao situados para apresentação desses sons para mim sempre foi secundário, o mais importante e' e repito ouvir(escutar musica), esta não deixa de se fazer sentir de forma menos intensiva por estar a ser ouvida numa suite ou num outro quarto qualquer. Resumindo e concluindo entao na maioria de nossas casas não existirão condições para audições qualitativas da coisa, a maioria dos que por aqui anda não tem auditórios para ouvir escutar musica, logo quer dizer que os sons que temos em casa são todos maus? Enfim, apenas uma debate de ideias...

O Audioshow é um MAU local para descobrir novos discos. A amostra é diminuta!!! Recomendo para o efeito as radios temáticas. Por exemplo, dentro do Jazz há muitos estilos, assim como há radios focadas em vários desses estilos. Na música alternativa também há muita variedade e radios dedicadas à música alternativa que exploram sonoridades diferentes. Etc. Desde que comecei a explorar as radios digitais só tenho pena de não ter mais dinheiro para comprar mais discos! (CDs porque não estão disponíveis em vinil)  dvil

Eu tentei ouvir música mas não consegui. Na maior parte dos casos o som estava tão desequilibrado que era impossível. A maioria dos subwofers estava mal integrado e mal afinado. As colunas desajustadas ao amplificador ou à sala. Ressonâncias era aos baldes em todas as salas. Gama média?! Engolida pelos agudos hostis e pelos graves home-cinema! Nas poucas gravações que conhecia foi o descalabro.
Perdoem-me alguns dos meus amigos envolvidos (que sei que tiveram muito trabalho no setup) por dizer mal dos seus sistemas, mas não deixaremos de ser amigos por isso, até porque ouvi sistemas muito bem montados nas salas deles. Mas quando saem dos seus auditórios parecem peixes fora de água.  

A maioria dos "auditórios" dos meus amigos, com salas pequenas, médias ou grandes, mais ou menos mobiladas não dão qualquer hipótese aos sons do AS porque são sistemas muito bem montados, peças que interligam na perfeição e a acustica da sala foi progressivamente tratada sem corromper a decoração. Ouvem-se vozes, violinos, tambores, tudo a flutuar no espaço tridimensional recriando o timbre, a veracidade, a emoção da música ao vivo! É verdade que não são tão bons a recriar explosões de bombas como os sistemas do AS.
smedley

Eu não tenho essa opinião, e não acho que seja um tal MAU local para se conhecer novos discos, eu tenho conhecido alguma coisa, mas enfim não vou debater isso.  Poderao haver de facto alguns desiquilíbrios sonicos como eu disse, na origem dessas nuances poderão estar vários factores, alguns desconhecimento por quem esta a demonstrar o equipamento, as acústicas dos quartos ou salas como quiserem poderá não ser a melhor de facto, eh pa' mas mesmo assim e' melhor que nada e a borlix...
Como foi aqui dito, o exagero do som sim e' uma nuance negativa, bem como eu disse o exagero de algum equipamento demonstrado também não ajudara muito a' coisa.  Nada e' perfeito, e no mundo que o actual audio vive muito menos, mas continuo a defender que o que ouco ao longo da vida nestas andanças não e' mau... Não vou ao AS desde um bom par de anos, poderão ter havido alterações de toda a ordem em termos sonidos, mas seja em que Hotel for nenhum não foi concebido para estúdios de audição...

E' comum ler em artigos por ai, que muitos sistemas estão mal parametrizados, ou porque não se encontra o tal dito equilíbrio ou porque o tal tapete maravilha ou os tais cortinados milagrosos não estão la', eh pah porra, cortinados e tapetes maravilhas  em hoteis e' o que não falta, mesmo assim não ajudam no som? bem, entao o mal esta' em mim!.

Não duvido que os sistemas desses amigos estejam bem montados e bem equilibrados quem sou seu para avaliar isso, mas em fóruns o que não falta e' rapaziada a fazer relatos de constantes upgrades a' coisa porque diz que ainda não e' bem aquilo que procura, falta isto e aquilo, eh pah entao alguma coisa não bate certo...Eu nunca tive problemas desses, dou ao gatilho, o sistema e a musica fazem o resto...


Última edição por Mozarteano em Ter Nov 25 2014, 16:12, editado 2 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 15:03

O som alto também poderá ter haver com a habituação que a pessoa (ou pessoas) que está a demonstrar vai tendo, ou seja talvez possa haver casos em que o demonstrador lhe parece mais baixo do que está.

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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 15:10

A tradição popular dizia, repito dizia: E' no meio que esta' a virtude. Nos dias de hoje ja' não a' meio... mas enfim, o tema principal do tópico e' o desempenho do vinilo e os seus 10 Mandamentos, oh porra, sorry, Mitos queria eu dizer, smedley Vou ouvir não um mito mas um carimastico disco e uma referencia:
Hergest Ridge de Mike Oldfield, para mim um dos melhores trabalhos do musico, senão mesmo o melhor...


Última edição por Mozarteano em Ter Nov 25 2014, 15:30, editado 3 vez(es)
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 15:27

António José da Silva escreveu:
O som alto também poderá ter haver com a habituação que a pessoa (ou pessoas) que está a demonstrar vai tendo, ou seja talvez possa haver casos em que o demonstrador lhe parece mais baixo do que está.

Esse fenómeno de habituação também é conhecido por surdez. cyclops

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 15:46

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
O som alto também poderá ter haver com a habituação que a pessoa (ou pessoas) que está a demonstrar vai tendo, ou seja talvez possa haver casos em que o demonstrador lhe parece mais baixo do que está.

Esse fenómeno de habituação também é conhecido por surdez. cyclops

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Não, é mesmo habituação e perfeitamente normal.

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 17:04

ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
...
Dicionario Larousse : A ideia seminal da Alta-fidelidade, contida no seu nome, é de reproduzir uma gravação de maneira a produzir uma difusão sonora tão idêntica quanto possivel do original......

Na minha óptica, Alta-Fidelidade significa ...
...

Assim jà està melhor... pois semânticamente não hà ambiguidade no termo alta-fidelidade...   a ambiguidade està no sentido que queremos lhe dar !!!

Senão fala de audio, pois ai podemos meter o que quizermos que serà sempre do audio !!!

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 21:09

Mozarteano escreveu:

Como foi aqui dito, o exagero do som sim e' uma nuance negativa, bem como eu disse o exagero de algum equipamento demonstrado também não ajudara muito a' coisa.  Nada e' perfeito, e no mundo que o actual audio vive muito menos, mas continuo a defender que o que ouco ao longo da vida nestas andanças não e' mau... Não vou ao AS desde um bom par de anos, poderão ter havido alterações de toda a ordem em termos sonidos, mas seja em que Hotel for nenhum não foi concebido para estúdios de audição...

E' comum ler em artigos por ai, que muitos sistemas estão mal parametrizados, ou porque não se encontra o tal dito equilíbrio ou porque o tal tapete maravilha ou os tais cortinados milagrosos não estão la', eh pah porra, cortinados e tapetes maravilhas  em hoteis e' o que não falta, mesmo assim não ajudam no som? bem, entao o mal esta' em mim!.

Não duvido que os sistemas desses amigos estejam bem montados e bem equilibrados quem sou seu para avaliar isso, mas em fóruns o que não falta e' rapaziada a fazer relatos de constantes upgrades a' coisa porque diz que ainda não e' bem aquilo que procura, falta isto e aquilo, eh pah entao alguma coisa não bate certo...Eu nunca tive problemas desses, dou ao gatilho, o sistema e a musica fazem o resto...

O amigo Mazarteano parece querer defender por convicção o interesse e a qualidade sónica do AS, mas apresenta depois possíveis motivos porque tal não acontece, para justificar e desculpar alguns desvios de qualidade. A ideia que dá é que tem participação comercial em alguns dos expositores?! pirat

O AS no passado teve um papel importante e gostei muito de alguns eventos passados, mas agora já não. Aliás, mais valia não existir porque faz mais mal do que bem:
- Mostra sistemas carissimos a tocar medianamente dando a ideia errada às pessoas que não é possível obter um som muito melhor.
- Não mostra como é possível a um audiófilo da classe média obter um bom som sem gastar muito dinheiro.

A culpa poderá não ser dos vendedores. Muito do material que se faz agora não tem interesse nem qualidade, apesar de ser caro. E é o que eles têm para vender. Não se pode fazer ovos sem omeletas. Já não lhes será fácil dizerem aos clientes que os equipamentos são bons sem se desmancharem a rir... Exige uma grande concentração. É preciso ganhar a pasta para manter o barco andar.

Possivelmente, haverá neste momento demasiadas lojas para a clientela pelo que não é um negócio fácil. A dúvida que paira no ar é "quem é o próximo a cair?"...
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 21:36

Digital Man escreveu:

O amigo Mazarteano parece querer defender por convicção o interesse e a qualidade sónica do AS, mas apresenta depois possíveis motivos porque tal não acontece, para justificar e desculpar alguns desvios de qualidade. A ideia que dá é que tem participação comercial em alguns dos expositores?! :pirar:

Pois, lamento desiludi-lo, e pelo argumento apresentado desconhece por completo a minha area profissional. Mas e' a primeira vez que me dizem que estou ligado ao ramo, fiquei hoje a saber nem eu próprio sabia, antes fosse talvez hoje tivesse uma conta bancaria bem gorda. Acho espantoso como se fazem juízos de valor sem se conhecer a pessoas, gostava de ter essa receita e esse dom, os fóruns teem destas coisas.

Acho espantoso vir para fóruns dizer mal de espectáculos a' borlix, la' fora qualquer evento de audio e' a pagar e com lingua de palmo, mas enfim...

Para terminar, sou transparente, não utilizo camuflagens, tenho a minha opinião que ja 'e sabida sobre os Audio Shows, e outros eventos de audio que como tivera a ocasiao de dizer, mas vou repetir todos eles de grande qualidade, HiFi Show, High End Show, etc realizados por elementos de um espaço online recentemente encerrado,e por gostar destes ja tenho relaccoes comerciais, eh pah, com o devido respeito, sugiro uma leitura atenta do que tenho escrito sobre o tema, e e' grave fazer acusações desse teor, mas como dizem os ingleses, no worries...uma boa musica eh o que me espera.

Para terminar o assunto, espero que apesar de todas as vicissitudes do evento, que este continue a processar-se de forma normal por muitos e longos anos e sempre a' borlix, e que não se venha para espaços online dizer menos bem da coisa, isso e' pouco curial, mas os tempos e as posturas das pessoas são definitivamente diferentes. Para mim e' igual ao litro que se diga mal ou bem do evento, não sou eu que o organizo, não e' para os meus bolsos infelizmente que veem os dividendos do mesmo e dou por encerrado o assunto.

Saude!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 21:44

Mozarteano escreveu:
...talvez hoje tivesse uma conta bancaria bem gorda.


Olha que na volta, ainda bem que o teu ramo é outro, senão já nem conta bancária podias ter.

Isto do áudio em Portugal (áudio e não só infelizmente)....

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 22:23

Digital Man escreveu:
Mozarteano escreveu:

Como foi aqui dito, o exagero do som sim e' uma nuance negativa, bem como eu disse o exagero de algum equipamento demonstrado também não ajudara muito a' coisa.  Nada e' perfeito, e no mundo que o actual audio vive muito menos, mas continuo a defender que o que ouco ao longo da vida nestas andanças não e' mau... Não vou ao AS desde um bom par de anos, poderão ter havido alterações de toda a ordem em termos sonidos, mas seja em que Hotel for nenhum não foi concebido para estúdios de audição...

E' comum ler em artigos por ai, que muitos sistemas estão mal parametrizados, ou porque não se encontra o tal dito equilíbrio ou porque o tal tapete maravilha ou os tais cortinados milagrosos não estão la', eh pah porra, cortinados e tapetes maravilhas  em hoteis e' o que não falta, mesmo assim não ajudam no som? bem, entao o mal esta' em mim!.

Não duvido que os sistemas desses amigos estejam bem montados e bem equilibrados quem sou seu para avaliar isso, mas em fóruns o que não falta e' rapaziada a fazer relatos de constantes upgrades a' coisa porque diz que ainda não e' bem aquilo que procura, falta isto e aquilo, eh pah entao alguma coisa não bate certo...Eu nunca tive problemas desses, dou ao gatilho, o sistema e a musica fazem o resto...

O amigo Mazarteano parece querer defender por convicção o interesse e a qualidade sónica do AS, mas apresenta depois possíveis motivos porque tal não acontece, para justificar e desculpar alguns desvios de qualidade. A ideia que dá é que tem participação comercial em alguns dos expositores?! pirat

O AS no passado teve um papel importante e gostei muito de alguns eventos passados, mas agora já não. Aliás, mais valia não existir porque faz mais mal do que bem:
- Mostra sistemas carissimos a tocar medianamente dando a ideia errada às pessoas que não é possível obter um som muito melhor.
- Não mostra como é possível a um audiófilo da classe média obter um bom som sem gastar muito dinheiro.

A culpa poderá não ser dos vendedores. Muito do material que se faz agora não tem interesse nem qualidade, apesar de ser caro. E é o que eles têm para vender. Não se pode fazer ovos sem omeletas. Já não lhes será fácil dizerem aos clientes que os equipamentos são bons sem se desmancharem a rir... Exige uma grande concentração. É preciso ganhar a pasta para manter o barco andar.

Possivelmente, haverá neste momento demasiadas lojas para a clientela pelo que não é um negócio fácil. A dúvida que paira no ar é "quem é o próximo a cair?"...

(In)felizmente os xôs são a montra possível para os novos equipamentos.
Can't live with them, can't live without them.

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PALUSE
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 22:41

Orquestra
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

1º Mito: "O sistema DCC tem melhor som que a cassete compacta.

Escolha a resposta certa:

A


B


C



smedley
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 23:12


PALUSE escreveu:
Orquestra
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

1º Mito: "O sistema DCC tem melhor som que a cassete compacta.

Escolha a resposta certa:

A


B


C



smedley

Resposta certa :
D

http://www.audioscope.net/technics-rs-7500-elcaset-p-1043.html

https://www.flickr.com/groups/2250162@N20/pool/

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 23:22

Mozarteano escreveu:
Digital Man escreveu:

O amigo Mazarteano parece querer defender por convicção o interesse e a qualidade sónica do AS, mas apresenta depois possíveis motivos porque tal não acontece, para justificar e desculpar alguns desvios de qualidade. A ideia que dá é que tem participação comercial em alguns dos expositores?!  pirat  

Pois, lamento desiludi-lo, e pelo argumento apresentado desconhece por completo a minha area profissional. Mas e' a primeira vez que me dizem que estou ligado ao ramo, fiquei hoje a saber nem eu próprio sabia, antes fosse talvez hoje tivesse uma conta bancaria bem gorda. Acho espantoso como se fazem juízos de valor sem se conhecer a pessoas, gostava de ter essa receita e esse dom, os fóruns teem destas coisas.

Acho espantoso vir para fóruns dizer mal de espectáculos a' borlix, la' fora qualquer evento de audio e' a pagar e com lingua de palmo, mas enfim...

Para terminar, sou transparente, não utilizo camuflagens, tenho a minha opinião que ja 'e sabida sobre os Audio Shows, e outros eventos de audio que como tivera a ocasiao de dizer,  mas vou repetir todos eles de grande qualidade, HiFi Show, High End Show, etc realizados por elementos de um espaço online recentemente encerrado,e por gostar destes ja tenho relaccoes comerciais, eh pah, com o devido respeito, sugiro uma leitura atenta do que tenho escrito sobre o tema, e e' grave fazer acusações desse teor, mas como dizem os ingleses, no worries...uma boa musica eh o que me espera.

Para terminar o assunto, espero que apesar de todas as vicissitudes do evento, que este continue a processar-se de forma normal por muitos e longos anos e sempre a' borlix, e que não se venha para espaços online dizer menos bem da coisa, isso e' pouco curial, mas os tempos e as posturas das pessoas são definitivamente diferentes. Para mim e' igual ao litro que se diga mal ou bem do evento, não sou eu que o organizo, não e' para os meus bolsos infelizmente que veem os dividendos do mesmo e dou por encerrado o assunto.

Saude!

Se reler verá que não é uma acusação formal mas uma ironia para tentar encontrar uma explicação para o estranho facto de alguém que nem sequer esteve num evento discordar das opiniões negativas sobre o mesmo e discorrer em n explicações porque não seria perfeito, mas ainda assim mais que bom...

Já fui a muitos bons shows a pagar e dei o dinheiro por bem entregue. Também já fui a bons e maus concertos sem pagar. Não foi por isso que passei a dizer bem dos maus.

smedley
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Ter Nov 25 2014, 23:32

Milton escreveu:

PALUSE escreveu:
Orquestra
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

1º Mito: "O sistema DCC tem melhor som que a cassete compacta.

Escolha a resposta certa:

A


B


C



smedley

Resposta certa :
D

http://www.audioscope.net/technics-rs-7500-elcaset-p-1043.html

https://www.flickr.com/groups/2250162@N20/pool/

Concordaria com a resposta D, se não existissem alguns problemas:
- Não são disponibilizadas gravações na elcaset
- Não são disponibilizados gravadores de elcaset?
- Existem Elcasets para além das NOS?
- Se é para gravar na elcaset, vamos usar o CD como fonte? (nesse caso gravamos em CD). O vinil? Nesse caso vai ficar registado o ruído, barulhos e colorações do vinil. Ninguém nos vai emprestar as tapes originais...

Logo, a resposta certa é a E - o CD-R é o melhor meio de gravação, para a posteridade, sem perdas no tempo e com random access (algo que nenhumas cassetes têm!)
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 00:07

PALUSE escreveu:
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

Eu pensava que as cassetes (englobando todos os tipos, desde a compact cassette de audio à VHS de video), só tinham um único mito:

- "As cassetes não estão mortas". dvil
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PALUSE
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 01:38

Digital Man escreveu:
PALUSE escreveu:
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

Eu pensava que as cassetes (englobando todos os tipos, desde a compact cassette de audio à VHS de video), só tinham um único mito:

- "As cassetes não estão mortas". dvil



Na realidade acho as cassetes compactas de qualidade uma "garotice" muito "gira". Como dediquei-me a kitar o meu CR-4 (Que Deus lhe conserve a mecânica e as cabeças a funcionarem de forma decente por muito mais tempo!),
acho que o deck parece uma peça da "Belle Epoque " a gravar e reproduzir. Tenho que lhe gravar um Charleston para apreciar!

Tem um "caracter" deveras interessante e único.
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 09:18

Já que estão numa de fitas, porque não visitar o Museum Of Obsolete Media?

http://www.obsoletemedia.org/tag/cartridge/

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 09:33

PALUSE escreveu:

Na realidade acho as cassetes compactas de qualidade uma "garotice" muito "gira". Como dediquei-me a kitar o meu CR-4 (Que Deus lhe conserve a mecânica e as cabeças a funcionarem de forma decente por muito mais tempo!),
acho que o deck parece uma peça da "Belle Epoque " a gravar e reproduzir. Tenho que lhe gravar um Charleston para apreciar!

Tem um "caracter" deveras interessante e único.
smedley

Naturalmente, esse "caracter" pode ser entendido como uma "interpretação própria", ou, indo mais direto ao assunto, "colorações".


A cassete teve um sucesso superior ao vinil em número de vendas e temporalmente mais recente, no entanto, esse sucesso não foi alimentado pela alta-fidelidade das mesmas, mas sim pela junção de duas características apenas:

- Preço
- Portabilidade

Já as vendas do CD cresciam e as da cassete ainda continuaram a aumentar durante algum tempo porque eram mais baratas e podiam-se ouvir no carro, no walkman, etc.

Na esmagadora maioria dos casos, eram sistemas de baixa-fidelidade.
Surgiram efetivamente gravadores/leitores muito bons e cassetes de qualidade para gravação (embora fossem muito caras), o que permitia obter um som hi-fi, mas eram essencialmente usados para gravar do vinil, CD ou radio para utilização posterior no carro/walkman.
Já mesmo perto do fim ainda eram usadas para publicações como aulas de línguas, entre outras.

O mesmo fenómeno do preço e da portabilidade são agora reis no domínio digital. Deixou de ser preciso gravar porque está tudo na memória de qualquer dispositivo caseiro/móvel ou então está na cloud. A portabilidade também rompeu as fronteiras anteriores.

A partir de 89/90 a cassete iniciou a sua queda progressiva e lenta para nunca mais se erguer, tendo desaparecido completamente do mapa, por deixar de ser a rainha da portabilidade preço e por nunca ter sido a rainha da fidelidade.

Já o vinil surpreendeu ao começar a ressuscitar ali por volta de 2006, mantendo uma subida anual estável nas vendas e assumindo-se como um formato minoritário para alguns audiófilos, revivalistas e novos amantes do formato.

Agora, a cassete está morta e duvido que venha a reaparecer até porque o vinil tem mais fidelidade e as próprias colorações do vinil parecem ser mais cativantes... dvil
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 09:56

“There appears to be an unquestioning attitude to digital audio. It is generally and wrongly accepted that digital recorders provide a true to original sound, however there are many variables that can drastically alter the audio signal and there is a widespread ignorance to the various permutations. On the simplest level, one finds that comparable DAT players of different makes have markedly different sounds. The variety of digital interfaces also gives rise to further differences. The idea that a digital copy is an exact copy of the original music is simply not correct. One can look at all of the variables and reach a good compromise but manufacturers still have a long way to go. There is also a growing feeling that the digital sound is conditioning people to accepting the digital sound as the TRUE sound whereas in reality digital systems impart a texture to the sound which is invariably 'restricted' and 'stifled' as opposed to 'open' and 'breathing'. Sound engineers seem to be subconsciously working around the problem, working towards a compromise that 'sounds good on digital'.”

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:04

António José da Silva escreveu:
“There appears to be an unquestioning attitude to digital audio. It is generally and wrongly accepted that digital recorders provide a true to original sound, however there are many variables that can drastically alter the audio signal and there is a widespread ignorance to the various permutations. On the simplest level, one finds that comparable DAT players of different makes have markedly different sounds. The variety of digital interfaces also gives rise to further differences. The idea that a digital copy is an exact copy of the original music is simply not correct. One can look at all of the variables and reach a good compromise but manufacturers still have a long way to go. There is also a growing feeling that the digital sound is conditioning people to accepting the digital sound as the TRUE sound whereas in reality digital systems impart a texture to the sound which is invariably 'restricted' and 'stifled' as opposed to 'open' and 'breathing'. Sound engineers seem to be subconsciously working around the problem, working towards a compromise that 'sounds good on digital'.”

É um leigo a falar em tecnologias digitais obsoletas e numa era digital passada.

Naturalmente, a sua surpresa é pelo formato não ser perfeito. Mas quando diz que consegue notar diferenças entre DAT's diferentes, o que diria entre gira-discos + pré de phonos diferentes?!

lol! lol! lol!

PS: O DAT é uma cassete, logo, está morto.
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:22

Digital Man escreveu:


.

Naturalmente, a sua surpresa é pelo formato não ser perfeito. Mas quando diz que consegue notar diferenças entre DAT's diferentes, o que diria entre gira-discos + pré de phonos diferentes?!

só por aí se vê a superioridade do vinil
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:33

Digital Man escreveu:
PALUSE escreveu:

Na realidade acho as cassetes compactas de qualidade uma "garotice" muito "gira". Como dediquei-me a kitar o meu CR-4 (Que Deus lhe conserve a mecânica e as cabeças a funcionarem de forma decente por muito mais tempo!),
acho que o deck parece uma peça da "Belle Epoque " a gravar e reproduzir. Tenho que lhe gravar um Charleston para apreciar!

Tem um "caracter" deveras interessante e único.
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Naturalmente, esse "caracter" pode ser entendido como uma "interpretação própria", ou, indo mais direto ao assunto, "colorações".


A cassete teve um sucesso superior ao vinil em número de vendas e temporalmente mais recente, no entanto, esse sucesso não foi alimentado pela alta-fidelidade das mesmas, mas sim pela junção de duas características apenas:

- Preço
- Portabilidade

Já as vendas do CD cresciam e as da cassete ainda continuaram a aumentar durante algum tempo porque eram mais baratas e podiam-se ouvir no carro, no walkman, etc.

Na esmagadora maioria dos casos, eram sistemas de baixa-fidelidade.
Surgiram efetivamente gravadores/leitores muito bons e cassetes de qualidade para gravação (embora fossem muito caras), o que permitia obter um som hi-fi, mas eram essencialmente usados para gravar do vinil, CD ou radio para utilização posterior no carro/walkman.
Já mesmo perto do fim ainda eram usadas para publicações como aulas de línguas, entre outras.

O mesmo fenómeno do preço e da portabilidade são agora reis no domínio digital. Deixou de ser preciso gravar porque está tudo na memória de qualquer dispositivo caseiro/móvel ou então está na cloud. A portabilidade também rompeu as fronteiras anteriores.

A partir de 89/90 a cassete iniciou a sua queda progressiva e lenta para nunca mais se erguer, tendo desaparecido completamente do mapa, por deixar de ser a rainha da portabilidade preço e por nunca ter sido a rainha da fidelidade.

Já o vinil surpreendeu ao começar a ressuscitar ali por volta de 2006, mantendo uma subida anual estável nas vendas e assumindo-se como um formato minoritário para alguns audiófilos, revivalistas e novos amantes do formato.

Agora, a cassete está morta e duvido que venha a reaparecer até porque o vinil tem mais fidelidade e as próprias colorações do vinil parecem ser mais cativantes... dvil

O enorme sucesso da K7 teve ainda outro motivo: a "pirataria".
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:34

Digital Man escreveu:
António José da Silva escreveu:
“There appears to be an unquestioning attitude to digital audio. It is generally and wrongly accepted that digital recorders provide a true to original sound, however there are many variables that can drastically alter the audio signal and there is a widespread ignorance to the various permutations. On the simplest level, one finds that comparable DAT players of different makes have markedly different sounds. The variety of digital interfaces also gives rise to further differences. The idea that a digital copy is an exact copy of the original music is simply not correct. One can look at all of the variables and reach a good compromise but manufacturers still have a long way to go. There is also a growing feeling that the digital sound is conditioning people to accepting the digital sound as the TRUE sound whereas in reality digital systems impart a texture to the sound which is invariably 'restricted' and 'stifled' as opposed to 'open' and 'breathing'. Sound engineers seem to be subconsciously working around the problem, working towards a compromise that 'sounds good on digital'.”

É um leigo a falar em tecnologias digitais obsoletas e numa era digital passada.



Eu não o teria dito melhor.
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:41

ricardo onga-ku escreveu:


O enorme sucesso da K7 teve ainda outro motivo: a "pirataria".


A K7 teve na pirataria um forte aliado, o digital representa a pirataria em absoluto e é a origem do seu maior sucesso. Comparar a pirataria da K7 com a do digital, é o mesmo que comparar uma mercearia no meio do Alentejo com o Centro Comercial Colombo (á falta de algo maior). smedley

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:43

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


O enorme sucesso da K7 teve ainda outro motivo: a "pirataria".


A K7 teve na pirataria um forte aliado, o digital representa a pirataria em absoluto e é a origem do seu maior sucesso. Comparar a pirataria da K7 com a do digital, é o mesmo que comparar uma mercearia no meio do Alentejo com o Centro Comercial Colombo (á falta de algo maior). smedley  

É verdade.
O meu filho (9 anos) achava que se podia ir "buscar" músicas à internet... Suspect
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 10:54

Digital Man escreveu:
Milton escreveu:

PALUSE escreveu:
Orquestra
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

1º Mito: "O sistema DCC tem melhor som que a cassete compacta.

Escolha a resposta certa:

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D

http://www.audioscope.net/technics-rs-7500-elcaset-p-1043.html

https://www.flickr.com/groups/2250162@N20/pool/

Concordaria com a resposta D, se não existissem alguns problemas:
- Não são disponibilizadas gravações na elcaset
- Não são disponibilizados gravadores de elcaset?
- Existem Elcasets para além das NOS?
- Se é para gravar na elcaset, vamos usar o CD como fonte? (nesse caso gravamos em CD). O vinil? Nesse caso vai ficar registado o ruído, barulhos e colorações do vinil. Ninguém nos vai emprestar as tapes originais...

Logo, a resposta certa é a E - o CD-R é o melhor meio de gravação, para a posteridade, sem perdas no tempo e com random access (algo que nenhumas cassetes têm!)
smedley


ERRADO
A resposta certa é a F!   O ficheiro digital de som proveniente de ADC  a 24Bits/192K com interface digital no PC ou Mac é o melhor media caseiro de gravação. Várias aplicações acessiveis permitem a manipulação para registo e reprodução dentro da plataforma informática. Os ficheiros podem ser transportados por PEN USB, cartão SD, Memory stick, etc, ou simplesmente transformados em DVD-Audio/Video ou SACD-R com conversão do formato PCM para DSD por aplicações "leves" como o "Audiogate" da Korg ou o "Saracon" da Weiss.
Qualquer PC portátil já integra uma ADC de 24bits/192K para aquisição de sinal áudio analógico, com uma qualidade minimamente aceitável no estágio analógico.
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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 11:56

PALUSE escreveu:
Digital Man escreveu:
Milton escreveu:

PALUSE escreveu:
Orquestra
Vocês não acham que se pode abrir um tópico paralelo sobre a Compact Cassette e a DCC.
"Os 10 mitos da Digital Compact Cassette"".

1º Mito: "O sistema DCC tem melhor som que a cassete compacta.

Escolha a resposta certa:

A


B


C



smedley

Resposta certa :
D

http://www.audioscope.net/technics-rs-7500-elcaset-p-1043.html

https://www.flickr.com/groups/2250162@N20/pool/

Concordaria com a resposta D, se não existissem alguns problemas:
- Não são disponibilizadas gravações na elcaset
- Não são disponibilizados gravadores de elcaset?
- Existem Elcasets para além das NOS?
- Se é para gravar na elcaset, vamos usar o CD como fonte? (nesse caso gravamos em CD). O vinil? Nesse caso vai ficar registado o ruído, barulhos e colorações do vinil. Ninguém nos vai emprestar as tapes originais...

Logo, a resposta certa é a E - o CD-R é o melhor meio de gravação, para a posteridade, sem perdas no tempo e com random access (algo que nenhumas cassetes têm!)
smedley


ERRADO
A resposta certa é a F!   O ficheiro digital de som proveniente de ADC  a 24Bits/192K com interface digital no PC ou Mac é o melhor media caseiro de gravação. Várias aplicações acessiveis permitem a manipulação para registo e reprodução dentro da plataforma informática. Os ficheiros podem ser transportados por PEN USB, cartão SD, Memory stick, etc, ou simplesmente transformados em DVD-Audio/Video ou SACD-R com conversão do formato PCM para DSD por aplicações "leves" como o "Audiogate" da Korg ou o "Saracon" da Weiss.
Qualquer PC portátil já integra uma ADC de 24bits/192K para aquisição de sinal áudio analógico, com uma qualidade minimamente aceitável no estágio analógico.

Sem dúvida! A melhor é a F.

Como no AAP passa-se o tempo a falar de formatos com várias décadas e no caso do vinil mais de um século, esqueci-me dos formatos do presente. dvil

O F esmaga todos os outros.
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 14:08

A pergunta era acerca do formato físico "cassete" e não essas coisas etéreas que nem formato têm ....
Rolling Eyes

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 14:15

Milton escreveu:
A pergunta era acerca do formato físico "cassete" e não essas coisas etéreas que nem formato têm ....
Rolling Eyes


Em termos teóricos ganha Elcaset, mas como a teoria e a prática não andam de mãos dadas, na prática ganham as "coisas etéreas sem formato", como o 24/192.
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 14:25

Milton escreveu:
A pergunta era acerca do formato físico "cassete" e não essas coisas etéreas que nem formato têm ....
Rolling Eyes

Por cá chamam-lhe baguette...tem um formato comprido. cyclops
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 21:11

mais um tiro no digital


smedley
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 21:53

anibalpmm escreveu:
mais um tiro no digital


smedley


Eles não vêm,e muito menos...........ouvem.

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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 22:00

Orquestra
Pois é, meus caros.
Eu só tenho pena é de não ter sacado por volta de 2004 uma cabeça de gira do tipo Goldring GX 1012, um gira melhor que o Xpression 2 por um preço muito mais bacano.
Agora pedem "koiro e kabelo", à conta da moda ou tendência, como lhe queiram chamar.
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Digital Man
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 22:10





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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 22:20

PALUSE escreveu:
Orquestra
Pois é, meus caros.
Eu só tenho pena é de não ter sacado por volta de 2004 uma cabeça de gira do tipo Goldring GX 1012, um gira melhor que o Xpression 2 por um preço muito mais bacano.
Agora pedem "koiro e kabelo", à conta da moda ou tendência, como lhe queiram chamar.
O meu Roksan Xerxes tem mais de 20 anos
Há por aí algum pessoal q diz q o analógico é muito caro, mas aposto q se fizessem as contas ao q já gastaram a comprar as diversas versões do digital q já passaram pela moda, veriam certamente q já gastaram muito mais do q eu
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 22:25

Resposta certa é G:



Não existe nada que se compare ao som directo.

Por isso convém quem anda nestas coisas do hifi ir a uns concertos para ter a devida percepção de como devem soar os sons e os instrumentos.

Digo isto porque existe por aqui muita gente que gosta do chamado som "arco-íris" ou seja imensamente colorido.

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Os 10 Mitos do Vinil   Qua Nov 26 2014, 23:19

Alexandre Vieira escreveu:

Não existe nada que se compare ao som directo.

Por isso convém quem anda nestas coisas do hifi ir a uns concertos para ter a devida percepção de como devem soar os sons e os instrumentos.

Digo isto porque existe por aqui muita gente que gosta do chamado som "arco-íris" ou seja imensamente colorido.


bom, esta afirmação tem muito que se lhe diga
refletindo um pouco e esclarecendo porque faço essa observação
1º - já fui a muitos concertos (muitos mais que 100), muitos com amplificação mas também muitos sem amplificação
2º - tenho vários dos concertos a que assisti ao vivo em disco
3º - tenho um trompetista cá em casa, que faz vários concertos por ano, na banda cá da terra e no conservatório onde estuda, por regra concertos sem amplificação
4º - conheço muito bem o som do trompete, o do saxofone e o do clarinete, mas tenho muita dificuldade em destrinçar os diferentes tipos de saxofone e ou de clarinetes, já para não falar do bombardino, trombone, violinos, baixo (e diferentes tipos de baixo, violoncelo, contrabaixo)  e outros que tais, quer ao vivo quer em gravações
5º - nos concertos ao vivo mesmo os não amplificados é difícil destrinçar os diferentes instrumentos quando estão a tocar todos ao mesmo tempo, portanto porque os devo destrinçar numa gravação?
6º - mesmo os concertos que assisti e que tenho o disco, a minha memória diz que o som não é comparável, porque  a minha posição na sala não era certamente a mesma que os microfones que captaram o evento IMHO
7º - posições diferentes na sala dão perspetivas diferentes do som que se ouve - então qual é o mais correto?
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