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 Gira-discos REGA RP1

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alexandremartins
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Sab Jun 14 2014, 20:11

António José da Silva escreveu:


Temos que considerar duas possibilidades. A primeira é a de que não se tenha apercebido deste tópico (já me aconteceu), e a segunda (independente da primeira), a de que em casa dele esse problema poderia nem sequer ocorrer. Isto das massas é bastante complexo e pode ter um grande numero de razões, tais como os IC´s usados, as massas dos vários aparelhos (entre outras).
Se tiveres outros IC´s, tenta muda-los e vê se o problema desaparece. Tenta ver se a massa do braço está ligada ás restantes massas.
Apesar de ser chato, não é um problema que afete a audição, pois só acontece quando tocas na shell.

Eu começava por diferentes IC's para ver se esse fenómeno desaparece.

Cabos são Qed (Novos)

"Tenta ver massa do braço está ligada ás restantes massas" como posso ver isso?
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Sab Jun 14 2014, 20:47

alexandremartins escreveu:


Cabos são Qed (Novos)



Marca e idade não interessa muito. É mais uma questão de como o fabricante os fabrica.

Tenta outro IC e tenta também virar esses que tens ligado "ao contrário" (o lado que está na entrada, ligas agora à saída).

Existe um fio de massa que sai do braço e que vai ligar a um ponto comum de outras massas. Pode ser que não esteja ligado.


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FBatista
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Sab Jun 14 2014, 23:35

alexandremartins escreveu:


"Tenta ver massa do braço está ligada ás restantes massas" como posso ver isso?

Um multímetro na posição de teste a díodos (alguns modelos de multímetro é produzido um sinal sonoro na continuidade máxima), ligar entre o braço e a base do Thorens.

Verificar a continuidade, movimentando o braço em todas as direcções. No caso do multímetro que "apita", este deve manter-se contínuo, revelando total continuidade sem interrupções conforme se movimenta o braço.

A mesma coisa se a indicação no multímetro for de paínel, deverá acusar 0,000.
Atenção que a maioria dos multímetros sofre de latência por baixo número de leituras/segundo. Para contornar isto deve-se prolongar o teste e movimentar o braço lentamente em todo o "quarto" (1/4) de esfera que forma o volume varrido, do movimento do braço.
___________

Não desanimes com o Thorens. Pensar em eventual má fé do vendedor é francamente mais dispendioso do que resolver o problema. Pode surgir perfeitamente no transporte. Não é fácil transportar um Thorens com suspensão. Como sabes eles vêm inclusivamente com parafusos de aprisionamento da base suspensa e convém durante o transporte, retirar o prato exterior. Mesmo assim fica muito sujeito a vibrações ao longo do trajecto . Por conseguinte, com fios muito finos é natural que um giradiscos com 40 anos eventualmente em estado original, sofra de um pequeno problema como esse.

FBatista




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lpg
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Dom Jun 15 2014, 01:37

alexandremartins escreveu:
Desde já agradeço a todos aqueles de aqui tem dado o seu contributo para a resolução do problema   

Como o meu nível de conhecimentos nesta área é extremamente diminuta, não irei fazer qualquer intervenção no GD sobre o risco de o mesmo ainda ficar pior, assim vou esperar mais uns tempos e quando tiver na altura de trocar a célula, levar o mesmo a uma casa da especialidade.

Se fosse hoje teria optado pela compra de um GD novo, como em tudo na vida, estamos sempre a aprender com os erros.
 

Não tens qualquer espécie de obrigação na resolução do problema ou culpa por não teres conhecimentos para reveres a cablagem do braço de um gira-discos que te foi vendido!

Se estas insatisfeito com o prato conforme está (o que é perfeitamente normal) o primeiro passo a dar é  contactares o vendedor e expores a situação (conforme tb sugerido pelo Luis Lopes). Se o vendedor souber resolver melhor, se não souber e se tu não quiseres despender mais dinheiro na revisão do gira poderás pedir a anulação do negócio que será facilmente aceite se o vendedor for sério!

Abraço e boa sorte,
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FBatista
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Dom Jun 15 2014, 01:43

lpg escreveu:
FBatista escreveu:
lpg escreveu:


O caminho de revisão indicado pelo FBatista é o correcto...!   

Só não me agrada a ideia de ter de se desmontar os pivots de um braço que já deve ter os "rolamentos" feitos num "8" há anos..., assim como não me agrada a ideia de gastar "massa" neste braço...!

Não vejo porque estarão estragados os rolamentos. Podem estar secos, é natural, mas uma boa lubrificação resolve. Só tem 2 rolamentos, os de desvio horizontal (rolamentos do movimento de PAN, como na fotografia... LOOL)

No TILT não há rolamentos é de contacto no vértice cónico. Lubrificação, o ajuste certo nas contra-porcas e tá pronto!

Para aquílo que vislumbro ser o defeito deste braço, estou em crer que a afinação deste último aspecto : TILT (ainda na analogia com a fotografia) é crucial.

FBatista

A tua ajuda foi preciosa e veio complementar a que me foi possível dar na identificação do problema, acho que o Alexandremartins já percebeu que, na pior das hipóteses, tem de fazer uma revisão total ao braço e respectiva cablagem...!

Adorei a analogia do Tilt&Pan! Wink No entanto permite-me discordar num aspecto, se os rolamentos estiveram a trabalhar em seco durante anos (o que é mais que certo) a probabilidade de estarem gripados é grande, nesse caso a lubrificação ajuda mas não trata a "gripe"... (e isto partindo do principio que o braço não andou sujeito a cacetada)

O que é certo é que o casamento ainda vai na lua de mel e as chatices já estão à porta do quarto de hotel!

Neste tópico achei curioso o facto do Alexandre ter intenção de comprar um gira novo (de produção corrente), de certa forma foi induzido a comprar um "calhambeque" e a euforia foi geral quando o adquiriu a um membro do forum, de seguida o homem detecta um problema e fecha-se tudo em copas com as excepções de ajuda que estão à vista..., sem dúvida curioso e bastante elucidativo!
(Uma palavrinha do vendedor só lhe ficava bem...)

Relativamente à opção de giradiscos "vintage" a minha opinião é a seguinte, a grande maioria sofre de especulação severa (qualitativa e monetária) quando comparados com a oferta de gira-discos existente em produção corrente (e tb é verdade que nem tudo o q é novo é bom)! Normalmente os "vintage" são bonitas peças de mobília mas tem problemas, ora no motor, ora na suspensão, ora no eixo do prato, ora no braço..., e normalmente necessitam de manutenção/revisão e/ou alteração séria para tocarem de forma razoável se devidamente ajustados!

É verdade que existem "vintages" de grande qualidade mas esses modelos e marcas contam-se pelos dedos de uma mão, quem os tem não os vende ou se vender vende por preço exorbitante..., e mais uma vez a minha opinião é simples, mais vale comprar novo no mesmo patamar de preço!

Abraço,

PS. Espero que este tópico tenha servido de exemplo a muita gente...

Percebo o que referes. Mas não é razoável que digas que o pessoal incentivou a compra do calhambeque e depois ao primeiro problema virou as costas ; coisa  que na tua posição, comprova realmente o calhambeque que o Alexandre adquriu. Também não acho razoável dizer que o vendedor não é tido nem achado agora que a coisa deu p'a torto.

Qualquer das afirmações: só o Alexandre pode dizer algo com essa "gravidade".
No entanto, de momento o que ele diz é, e passo a citar : "O que posso dizer a nível do conjunto pré e GD, surpreendentemente neutro e soberbo palco sonoro".
Isto resolve práticamente o problema do tópico. Simplesmente, surgiu este imprevisto no isolamento, que como problema é uma caganifância.

Eventualmente para completar o tópico e depois de resolvido o isolamento do braço, acho correcto que o Alexandre, daqui a uns tempos - depois de conhecer bem a sonoridade do que acaba de adquirir, faça ou mande fazer uma boa revisão no seu novo "bicho"; não por ser um calhambeque de um Thorens, mas sim por ter sido adquirido em 2ª mão e como tal, o Alexandre desconhecer totalmente o seu estado técnico. E porque no limite importa preservar as bolachas para o mínimo desgaste possível, seja qual for o prato novo ou vintage.

Na situação de compra de um prato novo: seria a mesma coisa, caso ele tivesse adquirido um Rega. É conhecido o cuidado que o representante da marca em PT tem nos pratos novos que vende em PT, seja a particulares, seja à distribuição. O representante em PT não os vende exactamente como os recebe. O representante em PT nem sequer aprecia o estado técnico com que recebe as unidades novas da "casa mãe".

Em suma, na minha opinião, o aspecto da fiabilidade é anulado em ambos os lados da equação, Vintage Thorens ou Novo.

Dos restantes aspectos, o mais importante na minha opinião é : qualidade sonora.
Sou da opinião de que na prática, vale a pena o risco de comprar um bom prato vintage em estado mediano (regular - "nothing fancy") em detrimento de novo, porque além da estética de referência e ainda hoje apelativa, adquire-se sonicamente mais, pelo mesmo valor.
Para um certo valor monetário os Thorens em estado de desgaste natural, são ainda hoje, mais de 40 anos volvidos, apostas mais que seguras.

Há tempos ajudei um user do AAP que adquiriu um TD170 com parecenças do 150, mas embutido num receiver de outra marca. Sem plinto, quase desfeito recebi-o para modificar a tensão de trabalho de 110v para 230V e naturalmente verifiquei em que estado estava o mesmo. Devo dizer, com péssimo aspecto : estava bastante bom de estrutura. Sólido e robusto para um giradiscos em 2ª mão comprado sem plinto.
Por graça fui registando no tópico dele o que observei e o que fiz!
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t6819-thorens-td-170-mkii-ajuda

Concordo contigo na parte dos modelos restaurados ou modificados, altamente inflacionados. Os preços praticados são muitas vezes afectos de grande "emoção" da parte de quem vende. Ao mesmo tempo o risco é substancialmente maior, porque comprar um prato restaurado ou modificado  significa confiar nos ouvidos de quem está a vender. No caso dos modificados, há o risco consideerável de já não se está a comprar a "pegada acústica" da marca. Não sou contra esta "fuga", excepto se o objectivo for o modelo típico da época, em todo o seu "esplendor".  

Voltando ao tópico, o caso do Alexandre vai claramente ao encontro do que defendo. Ele obteve maior qualidade sonora pelo mesmo preço do que conseguiria comprar em novo. Apanhei o tópico a meio (ontem), mas saber que ele está satisfeito, deixa-me satisfeito!

Para um bom nível de preparação os Thorens TD-1xx não revelam defeitos. Tudo se resume à escolha da cabeça correcta e isso por si só, já é uma dor de cabeça, porque novamente se cai no campo da subjectividade e sensibilidade de cada um. Ora o problema da escolha da cabeça e célula é transversal a qualquer giradiscos!

O debate novo vs vintage é sempre delicado e polémico, dada a grande subjectividade do tema. Mas ao ler o teu post, fiquei curioso em perceber qual seria na tua opinião o modelo "novo no mesmo patamar de preço", quando comparado com este TD160 ?

FBatista
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Dom Jun 15 2014, 12:24

FBatista escreveu:


Percebo o que referes. Mas não é razoável que digas que o pessoal incentivou a compra do calhambeque e depois ao primeiro problema virou as costas ; coisa  que na tua posição, comprova realmente o calhambeque que o Alexandre adquriu. Também não acho razoável dizer que o vendedor não é tido nem achado agora que a coisa deu p'a torto.

Qualquer das afirmações: só o Alexandre pode dizer algo com essa "gravidade".
No entanto, de momento o que ele diz é, e passo a citar : "O que posso dizer a nível do conjunto pré e GD, surpreendentemente neutro e soberbo palco sonoro".
Isto resolve práticamente o problema do tópico. Simplesmente, surgiu este imprevisto no isolamento, que como problema é uma caganifância.

Eventualmente para completar o tópico e depois de resolvido o isolamento do braço, acho correcto que o Alexandre, daqui a uns tempos - depois de conhecer bem a sonoridade do que acaba de adquirir, faça ou mande fazer uma boa revisão no seu novo "bicho"; não por ser um calhambeque de um Thorens, mas sim por ter sido adquirido em 2ª mão e como tal, o Alexandre desconhecer totalmente o seu estado técnico. E porque no limite importa preservar as bolachas para o mínimo desgaste possível, seja qual for o prato novo ou vintage.

Na situação de compra de um prato novo: seria a mesma coisa, caso ele tivesse adquirido um Rega. É conhecido o cuidado que o representante da marca em PT tem nos pratos novos que vende em PT, seja a particulares, seja à distribuição. O representante em PT não os vende exactamente como os recebe. O representante em PT nem sequer aprecia o estado técnico com que recebe as unidades novas da "casa mãe".

Em suma, na minha opinião, o aspecto da fiabilidade é anulado em ambos os lados da equação, Vintage Thorens ou Novo.

Dos restantes aspectos, o mais importante na minha opinião é : qualidade sonora.
Sou da opinião de que na prática, vale a pena o risco de comprar um bom prato vintage em estado mediano (regular - "nothing fancy") em detrimento de novo, porque além da estética de referência e ainda hoje apelativa, adquire-se sonicamente mais, pelo mesmo valor.
Para um certo valor monetário os Thorens em estado de desgaste natural, são ainda hoje, mais de 40 anos volvidos, apostas mais que seguras.

Há tempos ajudei um user do AAP que adquiriu um TD170 com parecenças do 150, mas embutido num receiver de outra marca. Sem plinto, quase desfeito recebi-o para modificar a tensão de trabalho de 110v para 230V e naturalmente verifiquei em que estado estava o mesmo. Devo dizer, com péssimo aspecto : estava bastante bom de estrutura. Sólido e robusto para um giradiscos em 2ª mão comprado sem plinto.
Por graça fui registando no tópico dele o que observei e o que fiz!
http://www.audioanalogicodeportugal.net/t6819-thorens-td-170-mkii-ajuda

Concordo contigo na parte dos modelos restaurados ou modificados, altamente inflacionados. Os preços praticados são muitas vezes afectos de grande "emoção" da parte de quem vende. Ao mesmo tempo o risco é substancialmente maior, porque comprar um prato restaurado ou modificado  significa confiar nos ouvidos de quem está a vender. No caso dos modificados, há o risco consideerável de já não se está a comprar a "pegada acústica" da marca. Não sou contra esta "fuga", excepto se o objectivo for o modelo típico da época, em todo o seu "esplendor".  

Voltando ao tópico, o caso do Alexandre vai claramente ao encontro do que defendo. Ele obteve maior qualidade sonora pelo mesmo preço do que conseguiria comprar em novo. Apanhei o tópico a meio (ontem), mas saber que ele está satisfeito, deixa-me satisfeito!

Para um bom nível de preparação os Thorens TD-1xx não revelam defeitos. Tudo se resume à escolha da cabeça correcta e isso por si só, já é uma dor de cabeça, porque novamente se cai no campo da subjectividade e sensibilidade de cada um. Ora o problema da escolha da cabeça e célula é transversal a qualquer giradiscos!

O debate novo vs vintage é sempre delicado e polémico, dada a grande subjectividade do tema. Mas ao ler o teu post, fiquei curioso em perceber qual seria na tua opinião o modelo "novo no mesmo patamar de preço", quando comparado com este TD160 ?

FBatista




FBatista. Obrigado pelo teu post de grande e útil informação.   

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lpg
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Dom Jun 15 2014, 14:01

FBatista escreveu:

...
Concordo contigo na parte dos modelos restaurados ou modificados, altamente inflacionados. Os preços praticados são muitas vezes afectos de grande "emoção" da parte de quem vende. Ao mesmo tempo o risco é substancialmente maior, porque comprar um prato restaurado ou modificado  significa confiar nos ouvidos de quem está a vender. No caso dos modificados, há o risco consideerável de já não se está a comprar a "pegada acústica" da marca. Não sou contra esta "fuga", excepto se o objectivo for o modelo típico da época, em todo o seu "esplendor". 
...

Hmm, provavelmente não me fiz entender da forma mais correcta e isso poderia ter sido mais curto!

Mas antes disso, a dimensão daquilo a que chamas "caganifância" será proporcional ao nível de conhecimento de cada um! E a apreciação de qualidade feita pelo Alexandre é perfeitamente normal quando ele compara o som com o que tinha anteriormente...

Quando digo "calhambeque" não o digo com sentido pejorativo, até pq gosto de bastantes carros velhos!
Já tive "calhabeques" há alguns anos e ainda tenho um arrumado, a inflação de que falas (em quote) associada à revisão / manutenção necessários para os meter a tocar de forma razoável aumenta o custo desses giras para patamares absurdos com relação duvidosa de qualidade preço..., desisti pq não sou coleccionador nem tenho uma árvore de patacas!

No que respeita ao calhambeque TD160 em particular (tive um emprestado durante uns meses) este estará entre um P2 e um P3 se, de origem, em bom estado e muito bem afinado! Comparando ao nível de pegada de som o 160 é mais "alegre" do que um rega "chato" e prefiro sem qq espécie de dúvida o 160 (mesmo que lhe falte algum ataque e precisão). Nos gira-discos de suspensão (thorens, linn, etc) não gosto da tendência que estes têm para enfastiar a gama média baixa, de neutro têm pouco mas podem alterar o comportamento com grandes modificações...! (o 160 que tive emprestado tb tinha um pequeno problema de rumble mas nada de sério)

Relativamente a novos e na gama baixa, media e média alta existe mundo para além da rega, as minhas sugestões estão neste tópico lá para trás, e em torno do plafond em causa, o que te sugiro é que os ouças e que os compares com regas e posteriormente com o 160...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Dom Jun 15 2014, 14:18

A comparação mais evidente e direta que fiz até hoje, e onde tanto eu como o comprador do gira conhecíamos bem os giras em questão, foi bastante elucidativa (neste caso). O Rega Planar 2 era bom, o Thorens 125 MKII estava um nível bem superior.

A comparação foi com a mesma célula, pré e restante sistema. As variáveis foram os giras e os braços (Rega com RB-250 vs. Thorens com SME-3009 imp. 2)

De realçar que o Thorens estava num estado bastante razoável e o Rega também. Mas as diferenças em palco sonoro, separação e profundidade/beleza dos graves, era evidente.

Eu não sou nem adepto nem contra os novos, nem adepto nem contra os vintage. Cada caso é um caso e dentro disso ainda existem algumas variáveis.

Hoje em dia, prefiro evitar um Thorens ou restantes espécies suspendidas, já não tenho pachorra (especialmente com o 3009). Mas com um Kit Joel e o espelho da chumaceira, e a fonte em condições, consegue prestações muito boas ainda hoje. Claro que muito depende da qualidade do braço e da célula, mas assim num resumo "grosso", é esta a minha experiência.

Para quem preferir algo novo, que seja porreiro, sem ter chatice, com garantia, bom atendimento, e a um preço razoável, nesse caso um Rega P2 ou P3 são apostas seguras.

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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Seg Jun 16 2014, 00:49

lpg escreveu:

Mas antes disso, a dimensão daquilo a que chamas "caganifância" será proporcional ao nível de conhecimento de cada um!
Com certeza caríssimo, e é também por isso que o pessoal se dá ao trabalho de vir ao Forum ajudar quem precisa. E não para ver alguém disparar em toda a gente.

"Custo absurdo" do prato para uma prestação "razoável"? Num TD160?
Não podia estar mais em desacordo!

O meu TD145 depois de restaurado (e não gastei nada que se pareça com uma exurbitância) arrumou com um RP3 com a mesma cabeça e pré-amplificação. A menos que agora, a conveniência seja que os RP3 sejam talochas de pedreiro.


António José da Silva escreveu:

Para quem preferir algo novo, que seja porreiro, sem ter chatice, com garantia, bom atendimento, e a um preço razoável, nesse caso um Rega P2 ou P3 são apostas seguras.
Nesse caso, "bolas pó negócio", enganámo-nos todos. Deviamos ter sugerido um leitor de CD's!  lol!

FBatista
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Seg Jun 16 2014, 00:53

FBatista escreveu:
Deviamos ter sugerido um leitor de CD's!  lol!




  


  

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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Seg Jun 16 2014, 15:00

[Só pra chatear mode on ] Voçês não se esqueçam que um gira não toca sozinho,por muito bom que seja o prato,a célula,o braço etc... se o restante do equipamento a jusante fôr fraquito...não vai haver milagres sonoros Wink [Só pra chatear mode off]  Twisted Evil 

Este dilema do modelo recente vs modelo vintage tambem eu o tive e de que maneira,felizmente o Universo conspirou a meu favôr e acabei por comprar o P3 do Fredy com a respectiva fonte de alimentação dedicada da rega,a TTPSU e a verdade é que nunca me arrependi,é certo que lhe falta aquele aspecto retro lindo de uma péça vintage,mas é um gira virtualmente novo com uma célula razoavél e que macacosmamordam se não tem um belissimo som,enfim...como tudo na vida tudo tem os seus lados positivos e os seus lados negativos.
De momento ando numa fase de mudanças e já tenho o gira parado á algum tempo (sei que não lhe dá saude nenhuma) e ando mortinho por voltar a pôr aquilo a girar,de qq modo,vou voltar ao Forum de forma regular...pois é...temos pena,aguentem-se!!!   

Grande abraço a todos.

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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Seg Jun 16 2014, 20:41

Sei que comprei algo que talvez tenha a minha idade, e que ira de certo necessitar ao longo dos tempos uma manutenção mais vigiada, ele toca bem, tirando o problema relatado, pode tocar melhor com outro tipo de afinação e revisão.

O que levou a um profundo descontentamento foi o facto que, assim que o liguei em casa detetei um problema, e sinceramente não estava a espera disso.

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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Ter Jun 17 2014, 12:25

Viva Alexandre!

Há semelhança do "serviço" que ofereci ao user Antracite, relatado neste tópico http://www.audioanalogicodeportugal.net/t6819-thorens-td-170-mkii-ajuda
estou disponível para te resolver esse problema sem qualquer custo.

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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Ter Jun 17 2014, 13:04

FBatista escreveu:
Viva Alexandre!

Há semelhança do "serviço" que ofereci ao user Antracite, relatado neste tópico http://www.audioanalogicodeportugal.net/t6819-thorens-td-170-mkii-ajuda
estou disponível para te resolver esse problema sem qualquer custo.

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MensagemAssunto: Re: Gira-discos REGA RP1   Ter Jun 17 2014, 13:37

FBatista escreveu:
Viva Alexandre!

Há semelhança do "serviço" que ofereci ao user Antracite, relatado neste tópico http://www.audioanalogicodeportugal.net/t6819-thorens-td-170-mkii-ajuda
estou disponível para te resolver esse problema sem qualquer custo.

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Fantástico, muito agradecido
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