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 Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...

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Milton
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MensagemAssunto: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qua Abr 23 2014, 21:17

Ou , um cachimbo é bom mas os cigarros são mais práticos e saborosos...
Ou , a Gisele Bundchen é boa mas a Cristina Ferreira também marchava...(bem, aqui acho que estou a exagerar....Razz )

 

http://www.vox.com/2014/4/19/5626058/vinyls-great-but-its-not-better-than-cds

  

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afonso
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qua Abr 23 2014, 21:25




Uma ortofon jubilee é boa mas uma lyra delos é muito melhor...  
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qua Abr 23 2014, 21:48

fazendo um paralelismo
também a foto a cores é mais precisa e com mais pormenores, mas nada ultrapassa uma boa foto a preto branco
    
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qua Abr 23 2014, 22:44

É pena que quando fazem certos filmes (des)informativos, não tenham o cuidado de saber os factos como eles são. Associar a curva de equalização homologada (RIAA) com a introdução do estéreo, fez com que parasse de ver o filme logo no inicio. Porque se o inicio já é tão desinformativo, o resto nem vale a pena.

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qua Abr 23 2014, 22:51

Afinal não resisti, e realmente o resto é igualmente mau.

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qui Abr 24 2014, 08:20

 

A questão está mal colocada

Quem gosta de Vinyl não tem que justificar a sua preferência baseando-se nas propriedades do suporte e/ou da tecnologia utilizada.

Gosta  alien ponto final parágrafo.

Quem gosta de CD ou grafonolas ou o diabo a sete não tem que justificar a sua preferência baseando-se nas propriedades do suporte e/ou da tecnologia utilizada.

Gosta  alien ponto final parágrafo.

O que conta é a fruição da música e a fruição dos aparelhos (que são os nossos brinquedos de garotada crescida)

As rivalidades entre formatos, muitas vezes por nós protagonizadas são picardias divertidas que não podem ser encaradas como mais do que isso.

Portanto quando me fazem um filminho a explicar estas idiossincrasias tecnológicas     Power save mode
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qui Abr 24 2014, 10:19

Mário Franco escreveu:
 

A questão está mal colocada

Quem gosta de Vinyl não tem que justificar a sua preferência baseando-se nas propriedades do suporte e/ou da tecnologia utilizada.

Gosta  alien ponto final parágrafo.

Quem gosta de CD ou grafonolas ou o diabo a sete não tem que justificar a sua preferência baseando-se nas propriedades do suporte e/ou da tecnologia utilizada.

Gosta  alien ponto final parágrafo.

O que conta é a fruição da música e a fruição dos aparelhos (que são os nossos brinquedos de garotada crescida)

As rivalidades entre formatos, muitas vezes por nós protagonizadas são picardias divertidas que não podem ser encaradas como mais do que isso.

Portanto quando me fazem um filminho a explicar estas idiossincrasias tecnológicas     Power save mode
Perfeito !
Não posso concordar mais !

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tfonseca
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qui Abr 24 2014, 12:51

Praticalidade por praticalidade, qualidade por qualidade, os ficheiros, em particular de alta resolução, são muito melhores que o CD. Eu, apesar de ter crescido na era do CD, prefiro este misto de vinil e ficheiros. Aliás, nem leitor de CDs tenho!

Vai na volta e daqui a 10 anos, estou a dizer que o CD é que era Very Happy
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rednef
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qui Abr 24 2014, 13:31

Todos os formatos apresentam vantagens e desvantagens, existem boas e más gravações em todos os formatos, existem gravações audiófilas em todos eles, no final o que realmente conta é a música!


mais lenha : http://www.audioholics.com/editorials/analog-vinyl-vs-digital-audio
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Qui Abr 24 2014, 17:44

O problema não é o que cada um gosta, mas sim uma argumentação com bastantes erros. Ainda por cima, concentra-se nos hipotéticos erros de um lado, e dá a entender que do outro lado não existem quaisquer perdas e que é tudo perfeição.  smedley 

Mas uma coisa é certa, pelo menos para mim e para muitos que ouvem o mesmo. Sempre que se está numa situação onde se pode ouvir equipamento variado (cd/vinil) e de qualidade identico, a beleza do som analógico não deixa ninguém indiferente.

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Sex Abr 25 2014, 12:42

António José da Silva escreveu:
, a beleza do som analógico não deixa ninguém indiferente.

CONSIGO PÔR UMA FONTE DIGITAL A SOAR COM SE FOSSE UMA FONTE ANALÓGICA   


E COM TEXTO CEGO DESAFIO O MAIS PINTADO A IDENTIFICAR A SITUAÇÃO                          


SOU MESMO MAFARRICO            
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Seg Abr 28 2014, 10:20

Milton escreveu:
Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor…

Ou , um cachimbo é bom mas os cigarros são mais práticos e saborosos...

Ou , a Gisele Bundchen é boa mas a Cristina Ferreira também marchava...(bem, aqui acho que estou a exagerar....Razz )

Que raio de comparações…



Até gostei do artigo e acho que a conclusão faz sentido:

Should I stop listening to vinyl?

No! For heaven's sake, no. Each format has its charms, and their overall differences in quality are often overwhelmed by differences in the quality of initial recording equipment, in mastering approaches, and in playback setup. But if you're a vinyl collector, you also shouldn't go around telling your friends how much purer your audio is. First off, that's generally dickish behavior, but more to the point it's false. Digital recording just is more accurate. That's not the only thing worth considering by any means, but it does make the puritanism of some vinyl true believers look rather ridiculous.
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ViciAudio
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Sab Maio 10 2014, 14:53

Não faz sentido nenhum porque só vê uma pequena parte da realidade e das questões técnicas envolvidas. É fácil escolher 7 ou 8 factores de avaliação e com isso justificar a superioridade de qualquer coisa. A conclusão apresentada podia ser usada exactamente para dizer o oposto:


Should I stop listening to digital formats?

No! For heaven's sake, no. Each format has its charms, and their overall differences in quality are often overwhelmed by differences in the quality of initial recording equipment, in mastering approaches, and in playback setup. But if you're a digital formats collector, you also shouldn't go around telling your friends how much purer your audio is. First off, that's generally dickish behavior, but more to the point it's false. Analog recording just is more accurate. That's not the only thing worth considering by any means, but it does make the puritanism of some digital true believers look rather ridiculous.



Saía assim sem espinhas nenhumas, mantendo exactamente o mesmo raciocínio mas apenas trocando os factores de avaliação e a ordem das preferências... Smile


Numa coisa estamos de acordo: o digital é mais preciso (accurate) do que o vinil. É mais preciso na medida em que repete de forma mais fiável e constante os seus problemas e falhas. Se calhar é melhor por isso...

Toda a gente concorda que num mundo perfeito não existia gravação/reprodução digital. Isso só existe porque o mundo não é perfeito, o $$$ e o tempo e o espaço não são eternos nem ilimitados. Foi preciso encontrar compromissos de viabilidade, e o digital (no caso da música) é apenas isso. O digital não trouxe nada, absolutamente NADA de novo à gravação e reprodução de música. É apenas um sistema de armazenamento e distribuição muito eficaz. Querer fazer disso algo romântico ou especial não faz qualquer sentido...





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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 11:09

Na minha opinião a gravação digital é preferível quando se procura um registo "documental" (música erudita, mas também jazz, étnica) devido à sua maior transparência e a gravação analógica tem vantagens quando procuramos utilizar certos efeitos "criativos" (pop, rock, world, mas também jazz, étnica) durante as fases de edição e mistura, isto apesar de hoje já existirem plug-ins que "produzem" efeitos semelhantes aos equipamentos analógicos, como se pode perceber pela leitura deste artigo sobre "calor" analógico:

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t5052-som-analogico-em-gravacoes-digitais-em-ingles

A gravação em estúdio peca por falta de reverberação natural e obriga também à colocação dos microfones a uma distância excessivamente próxima das fontes, de onde resulta uma sonoridade artificial, seca e fria que necessita de ser compensada na mesa de mistura.


Mas a meu ver aquilo que determina a qualidade do som final é a qualidade técnica dos microfones e a técnica utilizada na captação (quantidade de microfones, configuração, posicionamento), a qualidade técnica dos equipamentos usados na conversão, registo, edição e mistura do sinal captado e o cuidado com que é efectuada a masterização.

R
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 11:31

Considero que a gravação digital não é, nem melhor, nem sequer desejável para se obter o melhor resultado, seja em que género musical for. É somente um compromisso entre varias vertentes e que pode ter um resultado razoável quando bem feito, nada mais do que isso. O digital está para a gravação como os amplificadores SS estão para a amplificação onde estão longe de ser o ideal e não se comparam em nada à superior amplificação de uma válvula.

O dirigente Israelita Eliahu Inbal considerava o resultado da amplificação SS como "lixo electrónico" e a Wilma Cozart da Living Stereo disse, "odiei-os desde o primeiro momento".

O mesmo se passa com as gravações digitais e sua reprodução. Um mero compromisso de fácil execução e barata multiplicação.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 11:41

António José da Silva escreveu:
Considero que a gravação digital não é, nem melhor, nem sequer desejável para se obter o melhor resultado, seja em que género musical for. É somente um compromisso entre varias vertentes e que pode ter um resultado razoável quando bem feito, nada mais do que isso. O digital está para a gravação como os amplificadores SS estão para a amplificação onde estão longe de ser o ideal e não se comparam em nada à superior amplificação de uma válvula.

O dirigente Israelita Eliahu Inbal considerava o resultado da amplificação SS como "lixo electrónico" e a Wilma Cozart da Living Stereo disse, "odiei-os desde o primeiro momento".

O mesmo se passa com as gravações digitais e sua reprodução. Um mero compromisso de fácil execução e barata multiplicação.

A gravação analógica também "é somente um compromisso entre várias vertentes e que pode ter um resultado razoável quando bem feito".

Bom mesmo é o som ao vivo*. Razz 

R



P.S.: * - isto quando se trata de música não amplificada.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 11:50

António José da Silva escreveu:
amplificação SS...Wilma Cozart da Living Stereo disse, "odiei-os desde o primeiro momento".

"Mrs. Fine left the business in the early 1960s." fonte

É fácil atirar umas citações fora de contexto...

R
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 11:55

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
amplificação SS...Wilma Cozart da Living Stereo disse, "odiei-os desde o primeiro momento".

"Mrs. Fine left the business in the early 1960s." fonte

É fácil atirar umas citações fora de contexto...

R


Não me digas que ela ter deixado o business, torna a citação fora de contexto? Só se algo tivesse melhorado entretanto. Não me parece.  smedley 

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 12:17

Dá uma espreitada à história da amplificação:

Further developments in amplifier design

For some years following the introduction of solid state amplifiers, their perceived sound did not have the excellent audio quality of the best valve amplifiers (see valve audio amplifier). This led audiophiles to believe that valve sound had an intrinsic quality due to the vacuum tube technology itself. In 1972, Matti Otala demonstrated the origin of a previously unobserved form of distortion: transient intermodulation distortion (TIM), also called slew rate distortion. TIM distortion was found to occur during very rapid increases in amplifier output voltage.[3] TIM did not appear at steady state sine tone measurements, helping to hide it from design engineers prior to 1972. Problems with TIM distortion stem from reduced open loop frequency response of solid state amplifiers. Further works of Otala and other authors found the solution for TIM distortion, including increasing slew rate, decreasing preamp frequency bandwidth, and the insertion of a lag compensation circuit in the input stage of the amplifier.


fonte



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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 12:19

Existe muita tese que fogem da verdade como o diabo da cruz. Convêm que não haja ilusões.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 12:29

António José da Silva escreveu:
Existe muita tese que fogem da verdade como o diabo da cruz. Convêm que não haja ilusões.

Existe também falta de conhecimento técnico que dá origem a muitas ilusões…  Cool 

Neste caso concreto foi diagnosticado através da escuta que havia algo de errado no som dos amplificadores a transístores e foi graças à investigação do Matti Otala que se chegou à causa (realimentação negativa em excesso) e à solução do problema.


No que se refere à posição de fabricantes e utilizadores, existem duas correntes: aqueles que procuram a integridade do sinal e os que procuram os "efeitos" causados pela distorção harmónica.

O Joaquim Pinto, fabricante dos teus amplificadores, navega a primeira.

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 12:33

ricardo onga-ku escreveu:



Quando aos fabricantes e utilizadores, existem duas correntes: aqueles que procuram a integridade do sinal e os que procuram os "efeitos" causados pela distorção harmónica.



R



Quanto à segunda hipótese, o problema não é da válvula mas o modo (errado) como foi inserida num circuito.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 12:47

Mas voltando ao bife do lombo, é de estranhar que quem desenvolveu a leitura e gravação por fita, tinha um conhecimento que anos mais tarde, os inventores do CD ignoravam. É que para uma boa reprodução, é necessária uma frequência de leitura a rondar os 100KHz, algo que o "simples" RtR AEG KL 35 de 1957 já superava com os seus 126KHz de leitura a 19cm/s.

A evolução da altura foi de 126KHz para os 44.    


Aqui o humilde RtR valvulado.


http://www.radiomuseum.org/r/aeg_magnetophon_kl35_kl_35.html

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 12:57

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:



Quando aos fabricantes e utilizadores, existem duas correntes: aqueles que procuram a integridade do sinal e os que procuram os "efeitos" causados pela distorção harmónica.



R



Quanto à segunda hipótese, o problema não é da válvula mas o modo (errado) como foi inserida num circuito.  

Não sei se é o modo errado pois para muitos essa "coloração" é benéfica, torna segundo dizem a reprodução da música gravada mais verosímil/emocionante/realista/etc.

E está presente, juntamente com outras "colorações" em muitas gravações analógicas.

Daí que me pareça importante distinguir, neste género de discussão, entre as soluções que são tecnicamente superiores e aquelas que sonicamente são mais agradáveis (à escuta - para cada um de nós).


Recentemente comprei a edição 2009 remasterizada dos álbuns Red e Blue dos Beatles em CD que é de facto superior em termos técnicos (soa mais "transparente") mas não tenho pruridos em afirmar que gosto de escutar os LPs originais dos mesmos álbuns na midi "plasticoide" do meu sogro porque o som "distorcido" que o este produz me soa agradável e mais próximo da minha ideia e memória de como os Beatles devem soar e soavam na minha mala all-in-one da Silvano.
Além disso sou da opinião que a qualidade do som da maior parte das gravações destes dois álbuns é má e beneficia de alguma "maquilhagem".

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 13:06

António José da Silva escreveu:
Mas voltando ao bife do lombo, é de estranhar que quem desenvolveu a leitura e gravação por fita, tinha um conhecimento que anos mais tarde, os inventores do CD ignoravam. É que para uma boa reprodução, é necessária uma frequência de leitura a rondar os 100KHz, algo que o "simples" RtR AEG KL 35 de 1957 já superava com os seus 126KHz de leitura a 19cm/s.

A evolução da altura foi de 126KHz para os 44.    


Aqui o humilde RtR valvulado.


http://www.radiomuseum.org/r/aeg_magnetophon_kl35_kl_35.html


Tens alguma noção (técnica) daquilo que estás a escrever? scratch 

Porque diabo é que um sistema de gravação e reprodução analógico precisa de uma extensão de frequências ultra-sónica (acima das capacidades auditivas do ser humano) se os microfones da era do analógico (e a maior daqueles que se fabrica hoje) não captavam sons acima dos 20kHz (e a maioria dos tweeters não os reproduz)?  

Os 44,1kHz da norma Redbook nem sequer são "uma frequência de leitura" mas sim uma frequência de amostragem - significa que é efectuada uma amostra do sinal a cada 44,1 milésimos de segundo, ou seja, o sinal é digitalizado 44.100 vezes durante um segundo de música.



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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 14:47

Parece-me que tens que continuar a ... study 

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 15:01

ricardo onga-ku escreveu:



Tens alguma noção (técnica) daquilo que estás a escrever? scratch 


A minha noção não é das maiores, mas normalmente falamos/citamos outros que entendem e neste caso, cito nada mais nada menos do que o (Dipl.-Ing., Dr.-Ing.scl.) Artur Seibt que escreve para a revista dos AAA da Alemanha.
Investigador no campo da electrónica (em especial a do áudio) que desenvolveu muita coisa para empresas alemãs, americanas, austríacas etc.  Um homem com 125 patentes e que investigou a fundo (nada que se parece com os nosso copy/pasts) e que é totalmente peremptório (e prova-o) da superioridade da válvula em relação ao SS, e na qualidade sonora do analógico.

Posso ceder a informação técnica, mas está em alemão.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 15:12

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mas voltando ao bife do lombo, é de estranhar que quem desenvolveu a leitura e gravação por fita, tinha um conhecimento que anos mais tarde, os inventores do CD ignoravam. É que para uma boa reprodução, é necessária uma frequência de leitura a rondar os 100KHz, algo que o "simples" RtR AEG KL 35 de 1957 já superava com os seus 126KHz de leitura a 19cm/s.

A evolução da altura foi de 126KHz para os 44.    


Aqui o humilde RtR valvulado.


http://www.radiomuseum.org/r/aeg_magnetophon_kl35_kl_35.html


Tens alguma noção (técnica) daquilo que estás a escrever? scratch 

Porque diabo é que um sistema de gravação e reprodução analógico precisa de uma extensão de frequências ultra-sónica (acima das capacidades auditivas do ser humano) se os microfones da era do analógico (e a maior daqueles que se fabrica hoje) não captavam sons acima dos 20kHz (e a maioria dos tweeters não os reproduz)?  

Os 44,1kHz da norma Redbook nem sequer são "uma frequência de leitura" mas sim uma frequência de amostragem - significa que é efectuada uma amostra do sinal a cada 44,1 milésimos de segundo, ou seja, o sinal é digitalizado 44.100 vezes durante um segundo de música.






Só agora é que reparei que estás a baralhar dois conceitos (extensão de frequências/frequência de amostragem) quando em ambos os casos (a fita e o RtR dos anos 50 e o CD e seu leitor), é de frequência de amostragem que estamos a falar, e que no caso do tal modesto RtR é de 126KHz.
É que a fita também funciona num processo de sampling.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 15:28

Mas para que não fique a faltar nada, um estudo do próprio.

The Superiority of Analog Audio Tape Recording vs. Digital Recording



http://members.aon.at/aseibt/


Se espreitarem no seit, podem também ler sobre a amplificação a transístores e sobre as válvulas.



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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 16:29

O artigo está aqui:

http://tinyurl.com/mzg63yx

Obrigado.
Vou ler.

R
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 16:46

Também é uma boa leitura com muito input do Mitchell A. Cotter ( one of the most respected electronic, acoustic, and audiological authorities in the country)


http://www.anstendig.org/CDandDig.html

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 17:32

Textos interessantes, obrigado António! Smile
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 17:39

ViciAudio escreveu:
Textos interessantes, obrigado António! Smile


Bastante mesmo e vai mais ao fundo da questão. Mas mesmo que não houvesse explicarão alguma, alguma razão teria de haver porque partindo do principio que um gajo não é surdo (ou alguém que oiça mal), as diferenças são tão grandes que quase que excluem a necessidade de uma lógica.
Para quem se contente com o som do digital, nesse caso não há nada a dizer e até é aconselhável, visto que mais pratico e hipoteticamente mais barato.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 18:26

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mas voltando ao bife do lombo, é de estranhar que quem desenvolveu a leitura e gravação por fita, tinha um conhecimento que anos mais tarde, os inventores do CD ignoravam. É que para uma boa reprodução, é necessária uma frequência de leitura a rondar os 100KHz, algo que o "simples" RtR AEG KL 35 de 1957 já superava com os seus 126KHz de leitura a 19cm/s.

A evolução da altura foi de 126KHz para os 44.    


Aqui o humilde RtR valvulado.


http://www.radiomuseum.org/r/aeg_magnetophon_kl35_kl_35.html


Tens alguma noção (técnica) daquilo que estás a escrever? scratch 

Porque diabo é que um sistema de gravação e reprodução analógico precisa de uma extensão de frequências ultra-sónica (acima das capacidades auditivas do ser humano) se os microfones da era do analógico (e a maior daqueles que se fabrica hoje) não captavam sons acima dos 20kHz (e a maioria dos tweeters não os reproduz)?  

Os 44,1kHz da norma Redbook nem sequer são "uma frequência de leitura" mas sim uma frequência de amostragem - significa que é efectuada uma amostra do sinal a cada 44,1 milésimos de segundo, ou seja, o sinal é digitalizado 44.100 vezes durante um segundo de música.






Só agora é que reparei que estás a baralhar dois conceitos (extensão de frequências/frequência de amostragem) quando em ambos os casos (a fita e o RtR dos anos 50 e o CD e seu leitor), é de frequência de amostragem que estamos a falar, e que no caso do tal modesto RtR é de 126KHz.
É que a fita também funciona num processo de sampling.

Se eu estava baralhado agora ainda estou mais...sampling?
Qual é o gravador de fita de que estás a falar?
Deve ser digital.

R
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 18:29

ricardo onga-ku escreveu:


Se eu estava baralhado agora ainda estou mais...sampling?
Qual é o gravador de fita de que estás a falar?
Deve ser digital.

R


São muitas as coisas que desconhecemos.   

The analog tape recording process is as yet not fully understood. It is a sampling process
because the bias field is about ten times stronger than the signal field, the signal is hence
only recorded whenever the bias field crosses the socalled critical field strength, i.e. it is
sampled with the bias frequency. Consequently, the same requirement for a sampling
frequency of at least 5 times the highest signal frequency exists as well as the requirement
for an antialiasing filter between the recording amplifier and the record head which very few
recorders have. In the fifties a Telefunken KL 35 recorder used already 126 KHz, obviously
those engineers knew more than the inventors of the CD decades later. Good recorders use
125 to 250 KHz. Older recorders which often had iron erase heads used down to 40 KHz,
and the aliasing products were clearly audible.

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 18:40

António José da Silva escreveu:
Mas para que não fique a faltar nada, um estudo do próprio.

The Superiority of Analog Audio Tape Recording vs. Digital Recording



http://members.aon.at/aseibt/


Se espreitarem no seit, podem também ler sobre a amplificação a transístores e sobre as válvulas.



Já comecei a ler.

Ao teu The Superiority of Analog Audio Tape Recording vs. Digital Recording eu contraponho com um Good Resolutions  lol! 

http://www.audiomisc.co.uk/HFN/goodresolutions/page1.html

http://www.audiomisc.co.uk/HFN/goodresolutions/page2.html


E com um The Unique Evils of Digital Audio and How to Defeat Them

http://forum.benchmarkmedia.com/discuss/feedback/newsletter/2010/08/1/unique-evils-digital-audio-and-how-defeat-them


Para começar... Twisted Evil
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 18:41

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


Se eu estava baralhado agora ainda estou mais...sampling?
Qual é o gravador de fita de que estás a falar?
Deve ser digital.

R


São muitas as coisas que desconhecemos.   

The analog tape recording process is as yet not fully understood. It is a sampling process
because the bias field is about ten times stronger than the signal field, the signal is hence
only recorded whenever the bias field crosses the socalled critical field strength, i.e. it is
sampled with the bias frequency. Consequently, the same requirement for a sampling
frequency of at least 5 times the highest signal frequency exists as well as the requirement
for an antialiasing filter between the recording amplifier and the record head which very few
recorders have. In the fifties a Telefunken KL 35 recorder used already 126 KHz, obviously
those engineers knew more than the inventors of the CD decades later. Good recorders use
125 to 250 KHz. Older recorders which often had iron erase heads used down to 40 KHz,
and the aliasing products were clearly audible.

Não me digas que afinal o bife do lombo também é feito de carne picada.   smedley 
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 19:14

A carne picada não é toda igual e há muitas maneiras de picar uma carne Smile

Acho que para responder a essa questão deves centrar-te nestes factos: não inclui nenhum processo de ADC/DAC, ou seja não é feita qualquer manobra de conversão e reconstrução sobre o sinal analógico original. Uma coisa é fazer amostragem de um sinal em muitas pequenas porções desse sinal, outra é fazer amostragem de um sinal convertida para outra coisa completamente diferente (neste caso bits), e a sguir com base nisso tentar refazer tudo o que estava no original. Ou seja, não há comparação possível entre uma coisa e a outra.

De resto essa é uma discussão que invariavelmente acaba na ciência quântica... tudo é feito da mesma matéria, nada é contínuo pois dois átomos nunca se tocam, e etc e tal...

Eu sobre isto costumo dizer sempre este facto: os problemas do mundo físico afectam igualmente o audio analógico e o audio digital a partir do momento em que ambos se encontram num suporte físico... não há forma de escapar a isso. No entanto, os problemas do mundo digital, são exclusivos do audio digital, ou seja, o audio digital tem sempre que lidar com os dois tipos de problemas e dificuldades técnicas, enquanto o audio analógico tem apenas uma frente de combate Smile
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 20:02

ricardo onga-ku escreveu:

Não me digas que afinal o bife do lombo também é feito de carne picada.   smedley 


Mas basta ouvir para perceber que é da melhor vaca e do lombo, e não essa carne digital à lá McDonald's que só contém uns 8% de carne da pior qualidade.   

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 20:17

Companheiros,
Esta discussão de cd vs vinil que o filme nos tenta impingir parece-moe, obviamente, estéril.
Quando os músicos, nomeadamente de orquestra, pretendem estudar uma partitura e afinar alguns detalhes de interpretação comparando-se com outras interpretações, escolhem, hoje em dia, mais o formato digital que o analógico. Por questões práticas mas, segundo muitos, por questões técnicas.
O certo é que TODOS, quando querem simplesmente ouvir música e deleitarem-se com esse prazer - ouvir música - preferem sempre o analógico. Porque será?  
Uma boa análise crítica, para mim, seria porque é que as editoras não seguem uma regra básica do consumo? O direito à opção e à alternativa!
Já está provado que o mercado de vinil está bem e recomenda-se. É certo que é um mercado maioritariamente de reedições, algumas bem caras, por sinal. Mas parece-me, pelos números de venda que têm surgido que não há aqui alguma TROIKA, nem memorandos de entendimento.   
Então porque é que não nos dão o direito democrático de alternativa ?  
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 20:22

Mas convêm mesmo que se leia o texto na integra, vale a pena.


http://tinyurl.com/mzg63yx

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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 21:58

ViciAudio escreveu:
A carne picada não é toda igual e há muitas maneiras de picar uma carne Smile

Acho que para responder a essa questão deves centrar-te nestes factos: não inclui nenhum processo de ADC/DAC, ou seja não é feita qualquer manobra de conversão e reconstrução sobre o sinal analógico original. Uma coisa é fazer amostragem de um sinal em muitas pequenas porções desse sinal, outra é fazer amostragem de um sinal convertida para outra coisa completamente diferente (neste caso bits), e a sguir com base nisso tentar refazer tudo o que estava no original. Ou seja, não há comparação possível entre uma coisa e a outra.

Claro que não.
Os bits são muito menos susceptíveis de sofrer "perturbações" do que a voltagem eléctrica de um sinal audio tanto durante a fase de captação e registo como da fase de armazenamento e reprodução.

Além disso o digital é (potencialmente) mais "transparente" (tecnicamente superior) ao analógico, tanto ao nível da gravação como da reprodução.

Mas por outro lado o digital é muito menos clemente aos erros de post-processing e masterização do que o analógico e não acrescenta o já referido "calor" (analógico) tão apreciado por muitos e que pode até/deve ser usado criativamente em gravações de pop e rock:


"Factores responsáveis pelo "calor analógico"

Até agora temos falado de uma forma bastante genérica sobre equipamentos analógicos, um termo que engloba todo um mundo de microfones, fitas magnéticas, válvulas, transformadores e outros equipamentos electrónicos.
Basta olhar para o diagrama de uma cadeia de gravação/mistura analógica razoavelmente simples para perceber porquê: até que o master seja criado existe uma variedade de oportunidades para adicionar "cor" e "personalidade" a um sinal.



Existem vários factores distintos que compõem o "calor analógico" e é quase certo que os nossos ouvidos exigiriam uma combinação de todos eles; um só não parece suficiente para produzir um resultado verdadeiramente convincente.
Os factores mais importantes podem ser resumidos do seguinte modo:

• Fita de gravação magnética, e os artefactos mecânicos gerados pelo equipamento de gravação, como a flutuação (flutter) e outros problemas de estabilidade da velocidade

• Distorções harmónicas e não harmónicas, como as produzidas pelos transformadores e pelos indutores ou bobinas.

• Circuito activo, se inclui válvulas (tubos de vácuo) ou dispositivos solid-state"

Para além destes factores, também temos de considerar resposta de frequências e a dinâmica.
Por exemplo, os microfones, as colunas monitoras, a fita de gravação e muitos estágios de válvulas dos anos 50 e 60, apresentavam muitas vezes uma atenuação das altas frequências e um grave cheio e também tendiam a reduzir a dinâmica dos transitórios de sinal, através de efeitos de "compressão saturação" magnética ou térmica.

Estes equipamentos não só influenciaram directamente o som como também foram responsáveis por decisões nas fases de gravação e de mistura, como a selecção dos microfones - recorrendo a microfones de condensador de sonoridade mais brilhante ou acentuando as altas frequências na equalização para compensar a atenuação de agudos e a compressão introduzida nos diversos estágios da cadeia de gravação.

Gravadores de fita magnética
O "choro e flutuação" (wow and flutter), produto da fricção da fita com as cabeças e pelo controlo da velocidade da fita imperfeito, é responsável por ressonâncias de várias naturezas que produzem ruído de fundo de baixa intensidade e por gerar "reflexos" complexos a partir dos sons originais.

Fita magnética
A "saturação de fita" resulta de não-linearidades (composição da fita, gravação e leitura) que produzem distorções de conteúdo harmónico (particularmente nas baixas frequências).
O "over-biasing" com que os estão afinados os gravadores reduz essas distorções nas médias e altas frequências mas tem como contrapartida uma redução na extensão das alta-frequências e na precisão dos transitórios (os transitórios de grande intensidade não sobrevivem à gravação em fita magnética e são "suavizados") o que proporciona um carácter "quente" por comparação com o som de resposta plana e linear dos sistemas de gravação digital.
A gravação e leitura da fita é ainda responsável por outros artefactos como um ringing das altas frequências, um acentuar exagerado da gama média e o acrescentar de distorção de 3ª harmónica em sons de baixa frequência e grande intensidade.

Transformadores
Pela sua natureza, estes componentes são responsáveis por não-linearidades e adicionam distorções harmónicas ao sinal (3ª harmónica, particularmente nas baixas frequências).
Eram usados nas diferentes etapas do processo, desde a captura à saída, e por vezes podiam ser utilizados até 10 transformadores no caminho do sinal.

Estágios de ganho activos (pré-amplificação)
O tipo e intensidade das distorções introduzidas na amplificação do sinal variam consoante a tipologia utilizada no circuito mas apesar de ser comum associar-se o "calor analógico" às válvulas é perfeitamente possível desenhar um circuitoa transístores com uma "assinatura" sónica idêntica (p.ex. as mesas de mistura Neve).
Os triodos em configuração single-ended, que produzem níveis elevados de distorções harmónicas pares e impares de baixa ordem, eram utilizados na pré-amplificação de microfones e nível de linha.
Os circuitos de Classe A ou AB que utilizavam tetrodos e os pentodos, que produzem apenas harmónicas impares, eram mais utilizados nos andares de saída dos amplificados de potência.
Nos circuitos com componentes solid state é possível controlar as características das distorções dependendo da topologia utilizada.
Os circuitos a válvulas permitem uma gama dinâmica muito larga e produzem uma distorção "agradável" quando sinais de grande intensidade excedem os limites da banda (os amplificadores de guitarra eléctrica são por vezes utilizados por forma a aproveitar estas características).
Outro factor que afectava o resultado era a utilização exagerada de realimentação negativa (negative feedback), pouco utilizada em amplificadores a válvulas single-ended, que não só "secava" o som de distorções harmónicas como era responsável por afectar os transitórios nas frequências mais elevadas e nos sinais mais complexos.
Além disso, as fontes de alimentação usadas na altura tinham dificuldade em suportar sinais de grande intensidade e o resultado era alguma compressão dinâmica, pior nos amplificadores a transístores pois estes requerem baixas voltagens mas elevados níveis de corrente.

(esta tradução/resumo pode conter erros técnicos)

Hugh Robjohns, Sound On Sound (Fevereiro 2010)
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ViciAudio
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 22:24

Partes de vários erros que invalidam completamente as tuas argumentações, sendo estes os principais:

- Só consegues olhar para os supostos problemas introduzidos pelas metodologias relacionadas com o audio analógico e tratas o assunto como se os audio digital fosse completamente imaculado e livre de quaisquer vícios. É uma forma de tratar o assunto, no mínimo, inadequada e irrealista, que está a adicionar "calor" ao que escreves tornando a mensagem demasiado colorida, com pouca fidelidade Smile

- Quando comparas um com o outro reduzes o âmbito técnico da comparação apenas e exclusivamente ao mínimo e máximo suficiente para fazer valer argumentos de suposta superioridade do digital. Até funciona, nesses 5% ou 6% do som que esse âmbito compreende, o problema é que deixa de fora mais de 90% do que é o som, música, e a nossa percepção dela. Esses mais de 90% não cabem nessas comparações pseudo-científicas Wink

Achas mesmo, sinceramente, que o som, o audio, a música, a audição e a forma como ela ocorre nos humanos, se resume a essas típicas "spec lists" das comparações A vs D? Vá lá, pensei que isso já era coisa do antigamente... sabe-se hoje que há muito, mas mesmo muito mais do que isso, e que é muitíssimo mais o que ainda não sabemos identificar / medir do que aquilo que sabemos.
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 22:55

Quando se conseguir emular o calor analógico nas gravações digitais talvez a superioridade do analogico seja menos notória aos ouvidos... smedley 


Mas até lá...


http://www.soundonsound.com/sos/feb10/articles/analoguewarmth.htm#Top



The Abbey Road TG12413 Limiter plug-in: an excellent software emulation of classic analogue hardware.
Classic Gear Emulations: I’ve not seen a software emulation of a Lundahl or Sowter transformer yet (I’m sure it’s only a matter of time!), but that’s because transformers tend not to be modelled on their own, but in the context of the circuits in which they appear — in other words, if it’s the sound of transformers you seek, you need to look at emulations of classic hardware. There are now more such emulations than you can easily count. They vary enormously in quality and price, and, of course, some have extra features such as tube emulation. Some of the best are those for the Universal Audio UAD platform: their Neve, Pultec and Fairchild models in particular, are useful, even when the plug-in’s bypass mode (not to be confused with your DAW’s plug-in bypass button) is engaged, as well as their Plate 140 reverb. Waves offer several useful suites of plug-ins modelled on analogue gear (their API range, for example). Abbey Road/EMI, SSL, Harrison and SPL all offer software based on their own hardware, the pick of the bunch, for me, being the Abbey Road plug-ins. Other manufacturers, such as URS, Softube, TC Electronic and Bomb Factory, also offer well-known models, but probably the greatest number of ‘authentic’ emulations for a reasonable budget comes courtesy of a hardware device, the Focusrite Liquid Mix, with its ‘dynamic convolution’ DSP-based system.
You might not be aiming to recreate the sound of a specific piece of gear, of course, and there are many manufacturers making plug-ins that are ‘inspired by’ hardware: they don’t claim to recreate them, merely to offer an approximation of their characteristics. Stillwell’s Vibe EQ and 1973 are excellent affordable plug-ins that fall into that category, and if your budget can’t stretch even that far, PC users could do worse than look at the Antress Modern range of shareware plug-ins: not perfect, but great for the money! Matt Houghton
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 23:07

ViciAudio escreveu:
Só consegues olhar para os supostos problemas introduzidos pelas metodologias relacionadas com o audio analógico e tratas o assunto como se os audio digital fosse completamente imaculado e livre de quaisquer vícios. É uma forma de tratar o assunto, no mínimo, inadequada e irrealista, que está a adicionar "calor" ao que escreves tornando a mensagem demasiado colorida, com pouca fidelidade

Repara que não falava de audio digital mas de sinal digital (bits), que é outra coisa.
Os processos de conversão A/D e D/A não são livres de vícios e a captação em Redbook não é adequada a grandes manipulações mas é possível, com o equipamento adequado e técnicos competentes, obter resultados mais "transparentes" do que com uma cadeia analógica.
Experimenta "digitalizar" um LP.

ViciAudio escreveu:
Quando comparas um com o outro reduzes o âmbito técnico da comparação apenas e exclusivamente ao mínimo e máximo suficiente para fazer valer argumentos de suposta superioridade do digital. Até funciona, nesses 5% ou 6% do som que esse âmbito compreende, o problema é que deixa de fora mais de 90% do que é o som, música, e a nossa percepção dela. Esses mais de 90% não cabem nessas comparações pseudo-científicas

Não percebo o que queres dizer com essas percentagens.
O audio digital permite obter 120dB de gama dinâmica, muito maior separação de canais, menor distorção harmónica, maior linearidade, maior gama de frequências e uma resposta praticamente plana, menor ruído, etc.
Serão estes parâmetros os tais 5 ou 6% de que falas?
E os restantes 90 e tal %, serão "emoção" e "prazer" na escuta ou uma pretensa "naturalidade" que só é possível obter com o som analógico?

ViciAudio escreveu:
Achas mesmo, sinceramente, que o som, o audio, a música, a audição e a forma como ela ocorre nos humanos, se resume a essas típicas "spec lists" das comparações A vs D? Vá lá, pensei que isso já era coisa do antigamente... sabe-se hoje que há muito, mas mesmo muito mais do que isso, e que é muitíssimo mais o que ainda não sabemos identificar / medir do que aquilo que sabemos.

Cada medição refere-se a um parâmetro específico que tem uma correlação mais ou menos directa com a escuta.
Existem medições para todos os parâmetros?
(Provavelmente) não.
E isso serve perfeitamente o propósito dos subjectivistas "puros".

Há uma coisa em que penso estarmos de acordo: o facto de que a reprodução de música gravada está aquém do evento ao vivo.
E isso pode de facto ser um entrave a "apreciação" de uma dada música quando reproduzida um sistema doméstico.
Para uns a "esterilidade" do digital permite uma representação mais realista dos timbres dos instrumentos e para outros essa esterilidade sabe-lhes a pouco e preferem as "colorações" do analógico acrescentam ingredientes valorizadores da escuta.
Sentes-te incomodado com o facto de preferires um som "colorido"?
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 23:12

afonso escreveu:
Quando se conseguir emular o calor analógico nas gravações digitais talvez a superioridade do analogico seja menos notória aos ouvidos... smedley 


Mas até lá...

Estás a falar do "calor" de uma gravação analógica ou do conjunto de distorções produzidas pelos equipamentos que compõem o sistema de reprodução doméstica (gira-discos, célula, prévio de phono, amplificação, colunas).

Ou seja, se escutares uma gravação analógica no teu sistema de reprodução de vinil e essa mesma gravação digitalizada reproduzida por um sistema de reprodução digital "transparente" preferes a reprodução "colorida" do vinil?

É que nesse caso aquilo que mais te agrada não é o som "quente" da gravação analógica mas as "colorações" que o teu sistema de reprodução de vinil adiciona à mesma.

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 23:17

Without exception, the public should avoid all products using digital sound processing, including digitally re-mastered records as well as CD discs. The digital process currently used for recordings and CD discs was introduced long before the requisite technology was perfected. The current technology is incapable of preserving all of the information necessary for the accurate reproduction of a musical performance or any other real-life sound event. The adoption of this flawed technology as the accepted standard for the whole industry makes it impossible to perfect commercially available digital recordings without changing all of the hardware, i.e., without making all digital equipment and CD discs obsolete.

The differences between digital and analog recorded sound are clear, obvious, and not the least bit subtle. If an experienced listener with good hearing cannot hear these differences when comparing the same recording in digital and analog versions, the sound-system must be faulty. Unfortunately, that is almost universally the case, as most sound-systems are not capable of resolving enough detail to reproduce the musical experience contained in the original performance. In fact, the impression that digital is an improvement over analog recordings stems from the fact that most playback systems, particularly the record-playing components (pickup-cartridge, tone-arm and turntable), are not capable of resolving all the detail in the record grooves. Most listeners have, therefore, not yet heard all of the information on their analog records. The vast majority of owners of analog sound systems should, therefore, upgrade their sound systems so they can hear how well their records can sound, rather than invest in a permanently flawed digital system.

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afonso
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 23:23

ricardo onga-ku escreveu:
afonso escreveu:
Quando se conseguir emular o calor analógico nas gravações digitais talvez a superioridade do analogico seja menos notória aos ouvidos... smedley 


Mas até lá...

Estás a falar do "calor" de uma gravação analógica ou do conjunto de distorções produzidas pelos equipamentos que compõem o sistema de reprodução doméstica (gira-discos, célula, prévio de phono, amplificação, colunas).

Ou seja, se escutares uma gravação analógica no teu sistema de reprodução de vinil e essa mesma gravação digitalizada reproduzida por um sistema de reprodução digital "transparente" preferes a reprodução "colorida" do vinil?

É que nesse caso aquilo que mais te agrada não é o som "quente" da gravação analógica mas as "colorações" que o teu sistema de reprodução de vinil adiciona à mesma.

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Neste link está bem descrito aquilo que referi como calor analogico...


http://www.soundonsound.com/sos/feb10/articles/analoguewarmth.htm#Top
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 23:29

Eu acho que o analógico conquistou um "estigma " de superioridade que dificilmente será posto em causa e isso leva a que os engenheiros de hoje tentem mascarar o digital com artefactos analógicos.
Um defensor do analógico estará sempre "de pé atrás" com qualquer formato digital, mesmo que lhe soe bem.
O facto é que o ultimo objetivo do digital é soar a analógico.
O som "perfeito" ainda não soa natural, mas acredito que lá chegue.
Acredito também que há por aí muito vinil a dar má reputação ao analógico (tenho um DSOTM assim), bem como bons vinis cujas masters são digitais(caso dos GRP).
Falou-se neste tópico acerca de realidades que não estão ao alcance do comum dos mortais vivenciar, que são as masters de estúdio. Isso foge à simples experiencia de todos nós com os cds e o vinil.

Ainda estou para ouvir o Bluray (que o Holbein propala aos 4 ventos) num sistema bem construído...

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...   Dom Maio 11 2014, 23:30

afonso escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
afonso escreveu:
Quando se conseguir emular o calor analógico nas gravações digitais talvez a superioridade do analogico seja menos notória aos ouvidos... smedley 


Mas até lá...

Estás a falar do "calor" de uma gravação analógica ou do conjunto de distorções produzidas pelos equipamentos que compõem o sistema de reprodução doméstica (gira-discos, célula, prévio de phono, amplificação, colunas).

Ou seja, se escutares uma gravação analógica no teu sistema de reprodução de vinil e essa mesma gravação digitalizada reproduzida por um sistema de reprodução digital "transparente" preferes a reprodução "colorida" do vinil?

É que nesse caso aquilo que mais te agrada não é o som "quente" da gravação analógica mas as "colorações" que o teu sistema de reprodução de vinil adiciona à mesma.

R


Neste link está bem descrito aquilo que referi como calor analogico...


http://www.soundonsound.com/sos/feb10/articles/analoguewarmth.htm#Top

Isso não responde à minha pergunta. Razz 

P.S.: esse link já foi citado anteriormente na sua versão portuguesa-na-brasa: http://www.audioanalogicodeportugal.net/t5052-som-analogico-em-gravacoes-digitais-em-ingles
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Um bife do lombo é bom mas a carne mastigada dum bigmac é melhor...
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