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 Entrevista com David Smith (speaker designer)

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Qua Fev 12 2014, 15:55

Entrevista com David Smith (speaker designer) que trabalhou para a JBL, McIntosh, KEF, Snell, PSB.

http://www.tnt-audio.com/intervis/david_smith_e.html
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Qua Fev 12 2014, 16:06

Rahul Athalye: What are your thoughts on the future of HiFi?


David Smith: I think it’s a bit like the Tale of Two Cities: "It was the best of times. It was the worst of times"

Technology allows us to do amazing things these days, but the interest in serious audio is at a real low.

As an example, I bought a small audio recorder a few weeks ago that records stereo to a memory card. Less than $100 and a wider frequency range with lower noise than any tape recorder from the old days. In general, digital audio is impressive and MP3s can sound quite good if you keep the data rate up sufficiently.

But for the most part the personal audio revolution has left people with little interest in good quality sound reproduction in the home. They are happy to come home and stick their iPod in a cheap docking station and accept whatever sound comes out. Convenience and having massive amounts of songs seems more important than listening quality. I do take hope from portable audio enthusiasts that are buying good quality headphones and even headphone driver amps, trying to achieve the best possible portable audio experience, although this seems to be a small portion of the market.

Home theater is a little better as some enthusiasts have good speakers and a good AV receiver for their theaters. But video technology is quite sexy these days and people are way more willing to spend money on a larger display than on the audio side.

DSP allows quite sophisticated room EQ, but I don't believe the best approach to this is yet understood. This is an area of interest that I am working in now.

We've also seen a wholesale shift of audio manufacturing to China and much of the engineering expertise went with it. This is sad because a rich history of audio design from North America and Europe is coming to an end. These days, Audio engineering primarily exists as a spin off from computer developments.

I also lament that the loudness wars are degrading our music sources. It seems so silly to think that a CD recorded with level squished into the top 3 dB will somehow appeal more to the market, but that seems to be the mindset of many music producers. We need to start returning bad recordings to send a message to the record companies that poor audo recording practices won't be tolerated.

Still, the potential for great sound is out there with new technology. I am also greatly impressed with the knowledge that some DIY enthusiasts now have in amplifier and speaker design.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Qua Fev 12 2014, 17:28

Pois isto é mesmo assim mas estamos a dirigir-nos para o apogeu da música fast food, após atingirmos o limite da curva ascendente gerar-se-á um fenómeno de saturação dos consumidores.

O período que se sucederá será necessáriamente a antítese do fenómeno actual.

Entretanto vivemos numa Idade de Ouro em que quem queira bom som tem à sua disposição um manancial riquíssimo dos bons equipamentos/gravações feitos nas últimas décadas, para todos os gostos e todas as bolsas, em quantidade e qualidade como nunca houve em tempo algum.

Vivas à presente realidade (enquanto dura vida doçura), vivas às preciosas sobras dos recentes pretéritos perfeitos.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Qua Fev 12 2014, 17:39

Mário Franco escreveu:
Pois isto é mesmo assim mas estamos a dirigir-nos para o apogeu da música fast food, após atingirmos o limite da curva ascendente gerar-se-á um fenómeno de saturação dos consumidores.

O período que se sucederá será necessáriamente a antítese do fenómeno actual.

Entretanto vivemos numa Idade de Ouro em que quem queira bom som tem à sua disposição um manancial riquíssimo dos bons equipamentos/gravações  feitos nas últimas décadas, para todos os gostos e todas as bolsas, em quantidade e qualidade como nunca houve em tempo algum.

Vivas à presente realidade (enquanto dura vida doçura), vivas às preciosas sobras dos recentes pretéritos perfeitos.



Ora nem mais.   

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Esaú Cardoso
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Ter Abr 01 2014, 00:23

Penso que a atual industria de sistemas de som está intimamente associada à industria da música . Ela é produzida para ser FAST, para poder ser vista, não só ouvida, e está em constante evolução. E há boa musica! Mas acontece-me com frequencia que quando ouço um tema da moda num sistema mais XPTO, a música perde toda a "magia". Parece que foi feita para ser ouvida na rádio ou em sistemas mais "descontraido". Esse é o formato preferido da actual industria.
Perdeu-se um pouco a cultura da musica pela qualidade e nuances da sua interpretação e pela propria qualidade de captação e gravação.
Esta perda é, no meu entender, relativa já que foi a industria do FAST que cresceu exponencialmente com as facilidades das novas tecnologias. Não significa que os sistemas de som e a propria música menos FAST tenha diminuido.... nota-se é menos Smile

Quanto à evolução dos sistemas high end, penso que falta descobrir muito sobre a forma como o ouvido e o cérebro interpretam e constroem a musica e os sons.... a psico acústica. A isto soma-se a acústica de sala... que agora são cada vez mais pequenas....
A questão que o David Smith referiu relativamente à equalização de salas com DSP tem precisamente a ver com isto... a matemática e a física ainda não conseguiram desvendar a formula como interpretamos os sons reproduzidos de forma a que nos pareçam naturais... Nesta área vai de certeza haver muita "agitação" incluindo nos sistemas stereo tradicionais. Já muitos bons estudos se têm feito, mas ainda falta o click (nao sei se é pequeno ou grande)...
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Ter Abr 01 2014, 11:06

Esaú Cardoso escreveu:


Quanto à evolução dos sistemas high end, penso que falta descobrir muito sobre a forma como o ouvido e o cérebro interpretam e constroem a musica e os sons.... a psico acústica.


  

Esta questão devia ser plantada num lugar de destaque bem à vista para que pudesse iluminar as polémicas do ovo e da galinha.

Não porque seja a resposta para todas as questões mas sim porque é uma questão que deveria estar presente em todas as respostas.

Com efeito a maior parte dos ouvidores (uso propositadamente este termo abstruso) admite que o equipamento sonoro é constituído por um universo de produtos, posicionados numa escala que se desenvolve do mau ao óptimo.

Essa escala organiza-se de forma hierárquica sendo que, regra geral, o bom é frequentemente (não digo sempre) o mais moderno, o mais complexo e mais caro.

O óptimo é algo que ainda está para ser criado e que a fé no progresso da tecnologia, bem como a confiança na inexorável evolução da inteligência humana, reportam para um horizonte futuro, mais ou menos remoto.

No âmbito desta mentalidade (sem menosprezar as medições mas tendo porém em atenção que há pessoas que medem e proporcionam boas percepções auditivas e outras pessoas que medem e proporcionam pesadelos auditivos) o modo como se sente (percepciona e processa emotivamente) a música é geralmente tratado como o parente que chegou da província e não pode ser apresentado à sociedade porque não sabe comportar-se à mesa.

  Aqui ficam os desvarios do ouvidor de cacofonias  lol!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Ter Abr 01 2014, 11:19

Mário Franco escreveu:
Esaú Cardoso escreveu:


Quanto à evolução dos sistemas high end, penso que falta descobrir muito sobre a forma como o ouvido e o cérebro interpretam e constroem a musica e os sons.... a psico acústica.


  

Esta questão devia ser plantada num lugar de destaque bem à vista para que pudesse iluminar as polémicas do ovo e da galinha.

Não porque seja a resposta para todas as questões mas sim porque é uma questão que deveria estar presente em todas as respostas.

Com efeito a maior parte dos ouvidores (uso propositadamente este termo abstruso) admite que o equipamento sonoro é constituído por um universo de produtos, posicionados numa escala que se desenvolve do mau ao óptimo.

Essa escala organiza-se de forma hierárquica sendo que, regra geral, o bom é frequentemente (não digo sempre) o mais moderno, o mais complexo e mais caro.

O óptimo é algo que ainda está para ser criado e que a fé no progresso da tecnologia, bem como a confiança na inexorável evolução da inteligência humana, reportam para um horizonte futuro, mais ou menos remoto.

No âmbito desta mentalidade (sem menosprezar as medições mas tendo porém em atenção que há pessoas que medem e proporcionam boas percepções auditivas e outras pessoas que medem e proporcionam pesadelos auditivos) o modo como se sente (percepciona e processa emotivamente) a música é geralmente tratado como o parente que chegou da província e não pode ser apresentado à sociedade porque não sabe comportar-se à mesa.

  Aqui ficam os desvarios do ouvidor de cacofonias  lol!


Pensamentos que me parecem pertinentes.   

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Entrevista com David Smith (speaker designer)   Ter Abr 01 2014, 12:05

Esaú Cardoso escreveu:
Penso que a atual industria de sistemas de som está intimamente associada à industria da música . Ela é produzida para ser FAST, para poder ser vista, não só ouvida, e está em constante evolução. E há boa musica! Mas acontece-me com frequencia que quando ouço um tema da moda num sistema mais XPTO, a música perde toda a "magia". Parece que foi feita para ser ouvida na rádio ou em sistemas mais "descontraido". Esse é o formato preferido da actual industria.
Perdeu-se um pouco a cultura da musica pela qualidade e nuances da sua interpretação e pela propria qualidade de captação e gravação.
Esta perda é, no meu entender, relativa já que foi a industria do FAST que cresceu exponencialmente com as facilidades das novas tecnologias. Não significa que os sistemas de som e a propria música menos FAST tenha diminuido.... nota-se é menos Smile

Quanto à evolução dos sistemas high end, penso que falta descobrir muito sobre a forma como o ouvido e o cérebro interpretam e constroem a musica e os sons.... a psico acústica. A isto soma-se a acústica de sala... que agora são cada vez mais pequenas....
A questão que o David Smith referiu relativamente à equalização de salas com DSP tem precisamente a ver com isto... a matemática e a física ainda não conseguiram desvendar a formula como interpretamos os sons reproduzidos de forma a que nos pareçam naturais... Nesta área vai de certeza haver muita "agitação" incluindo nos sistemas stereo tradicionais. Já muitos bons estudos se têm feito, mas ainda falta o click (nao sei se é pequeno ou grande)...

Eu sou da opinião de que a questão do elo do meio está bastante bem encaminhada, ou seja, é possível hoje compor um sistema doméstico de reprodução de música gravada com equipamentos comerciais e obter uma reprodução aceitavelmente fiel ao registo original.

Os grandes problemas por resolver encontram-se, a meu ver, a montante — na gravação (captação/edição/mistura/masterização) — e a jusante — na sala.
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