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 Algumas vergonhas no nosso jardim

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 25 2014, 13:50

Cuidado.......!   Muito cuidado............!!!!   

Strip-Tease chocante da ministra das finanças!!!!     Muito chocante!!!!!!!!!!!
    


 photo MinistraFinanc3270as_zps18d0084d.jpg

      

Boas audições
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 25 2014, 14:44

"Reduzir desigualdades e injustiças sociais é objetivo, diz Passos Coelho."


Que grande fdp.

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Samuel Resendes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 25 2014, 14:52

CNeves escreveu:
Cuidado.......!   Muito cuidado............!!!!   

Strip-Tease chocante da ministra das finanças!!!!     Muito chocante!!!!!!!!!!!
    


 photo MinistraFinanc3270as_zps18d0084d.jpg

      

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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 25 2014, 18:21

________________________________________

Que grande poeta é o povo!
________________________________________

Chamo-me Passos Coelho
Cortador de profissão
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão
Corto subsídios, reformas
Corto na Saúde e na Educação
Corto regras, leis e normas
E cago na Constituição
Corto ao escorreito e ao torto
Fecho Repartições, Tribunais
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais
Corto ao público e ao privado
Aos independentes e liberais
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais
Corto regalias, corto segurança
Corto direitos conquistados
Corto expectativas, esperança
Dias Santos e feriados
Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado
Corto ao médico, ao enfermeiro
Corto ao desempregado
No corte sou viciado
A cortar sou campeão
Mas na gordura do Estado
Descansem, não corto, não.
Eu corto
a Bem da Nação

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Cumprimentos, Fernando Pina
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Mar 25 2014, 18:27

Ferpina escreveu:
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Que grande poeta é o povo!
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Chamo-me Passos Coelho
Cortador de profissão
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão
Corto subsídios, reformas
Corto na Saúde e na Educação
Corto regras, leis e normas
E cago na Constituição
Corto ao escorreito e ao torto
Fecho Repartições, Tribunais
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais
Corto ao público e ao privado
Aos independentes e liberais
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais
Corto regalias, corto segurança
Corto direitos conquistados
Corto expectativas, esperança
Dias Santos e feriados
Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado
Corto ao médico, ao enfermeiro
Corto ao desempregado
No corte sou viciado
A cortar sou campeão
Mas na gordura do Estado
Descansem, não corto, não.
Eu corto
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Nem parece o mesmo gajo que hoje disse...


"Reduzir desigualdades e injustiças sociais é objetivo, diz Passos Coelho."

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PAINTER
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Mar 26 2014, 11:42

Afinal existem regalias após a morte para os próprios políticos...
Então leiam, e depois digam que não:

Diário da República, 2ª série – Nº42 – 28 de Fevereiro de 2014
PARTE C
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo – Aviso nº 3117/2014

Em cumprimento do disposto na alínea d) do nº 1 do artigo 37º da Lei nº 12-A/2008, de “7 de Fevereiro, faz-se público que o técnico superior, Pedro Lobo Antunes, pertencente ao mapa de pessoal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, cessou o contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado em 21 de Dezembro de 2013, por motivo de falecimento.

19 de Fevereiro de 2014. – O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Eduardo Brito Henriques. 207640344
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ducar
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 27 2014, 21:06

PAINTER escreveu:
Afinal existem regalias após a morte para os próprios políticos...
Então leiam, e depois digam que não:

Diário da República, 2ª série – Nº42 – 28 de Fevereiro de 2014
PARTE C
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo – Aviso nº 3117/2014

Em cumprimento do disposto na alínea d) do nº 1 do artigo 37º da Lei nº 12-A/2008, de “7 de Fevereiro, faz-se público que o técnico superior, Pedro Lobo Antunes, pertencente ao mapa de pessoal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, cessou o contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado em 21 de Dezembro de 2013, por motivo de falecimento.

19 de Fevereiro de 2014. – O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Eduardo Brito Henriques.  207640344

Nem sei classificar isto, que cambada de incompetentes, queres ver que este gajo já tem tacho para o próxima encarnação?   
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greytear
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 27 2014, 21:12

ducar escreveu:
PAINTER escreveu:
Afinal existem regalias após a morte para os próprios políticos...
Então leiam, e depois digam que não:

Diário da República, 2ª série – Nº42 – 28 de Fevereiro de 2014
PARTE C
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo – Aviso nº 3117/2014

Em cumprimento do disposto na alínea d) do nº 1 do artigo 37º da Lei nº 12-A/2008, de “7 de Fevereiro, faz-se público que o técnico superior, Pedro Lobo Antunes, pertencente ao mapa de pessoal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, cessou o contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado em 21 de Dezembro de 2013, por motivo de falecimento.

19 de Fevereiro de 2014. – O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Eduardo Brito Henriques.  207640344



Nem sei classificar isto, que cambada de incompetentes, queres ver que este gajo já tem tacho para o próxima encarnação?    

Gente de pouca fé....então e a ressurreição?
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 27 2014, 21:36

greytear escreveu:


Gente de pouca fé....então e a ressurreição?  

Eles ainda inventam um decreto lei, pela qual tem direito a receber já, o valor devido por altura da ressurreição....não vá o Diabo tece-las.  smedley 

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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 27 2014, 21:44


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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 27 2014, 21:46

Ferpina escreveu:

  
           
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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Mar 27 2014, 21:58

Esta fez-me lembrar dos melhores videos de todos os tempos Smile

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Mar 28 2014, 20:09


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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Mar 28 2014, 20:31

Quase 40 anos após o "25 de Abril de 1974".


Pobres em Portugal: 3 milhões de pessoas.
Desempregados: 1.300.000 indivíduos.
População ativa em Portugal: 5.587.300 indivíduos.
População Prisional: 12.681 reclusos
Emigrantes Portugueses (até à 3.ª geração): 31,2 milhões pelo mundo fora.
Crianças portuguesas com fome assinalados nas escolas: 12 mil.
Portugueses com fome: 300 mil.
Idosos na solidão: 23 mil idosos a viverem sozinhos ou na solidão (Censo da GNR).
Portugueses sem Médico de família: 700 mil pessoas.
Pessoas sem-abrigo: 3.500.
Pessoas sem água canalizada ou esgotos ao domicílio: 700 mil.
Preços Combustíveis: dos mais altos da Europa e do mundo, Gasolina €1,53, Gasóleo € 1,39
Remunerações dos conselhos de administração das 20 empresas portuguesas cotadas na Bolsa quintuplicaram entre 2000 e 2012. Paralelamente, os gestores das empresas portuguesas ganham, em média, cerca de 30 vezes mais do que os trabalhadores das empresas que administram.
As 100 maiores fortunas de Portugal valem 32 mil milhões de euros, o que corresponde a 20% da riqueza total nacional.
PIB Portugal em 2012: 165 mil milhões de euros (contração de 3,2% em relação a 2011)
Crescimento do PIB de 2000 a 2012: (segundo estudos do FMI) o PIB de Portugal cresceu apenas 1,97%.
25,4% (3.7 milhões) dos habitantes em Portugal vivem com menos de 414 euros por mês, ou sejam são os considerados oficialmente (!) como pobres.
41% dos portugueses vivem em privação material, (dificuldade, por exemplo, em pagar as rendas sem atraso, manter a casa aquecida ou fazer uma refeição de carne ou de peixe pelo menos de dois em dois dias).
14,5% por cento dos portugueses vivem em casas sobrelotadas.
População portuguesa abaixo do índice de pobreza: 20% - 2 milhões de pobres, sendo que 1/3 são reformados, 22% são trabalhadores remunerados e 21,2% são trabalhadores por conta própria.
5% da população portuguesa (530 mil pessoas) sofre sérias perturbações no acesso a alimentos.
Défice do Estado Português em 2012: 6,4% do PIB, ou seja 10,6 mil milhões de euros.
25% das crianças portuguesas que entram na escola (375 mil) vêm de famílias onde a pobreza é extrema.
Orçamento da Assembleia da República para 2013: 65 milhões 18 mil 783 euros.
Subsídios aos Partidos Políticos: 64 milhões 195 mil 300 €. (mais 56% do que em 2012)
Orçamento da Presidência da República Portuguesa para 2013: 16 milhões 272 mil 380 € (-0,84% do que em 2012). O Orçamento da Presidência da República portuguesa continua a ser assim superior em dobro ao da Casa Real espanhola que, em 2012, dispôs de um total de 8.264 mil euros, implicando uma redução de 2% relativamente ao ano anterior
Dívida Pública Portuguesa: Dívida total (fim de Março de 2013) : 199.676.349.188€ (123,6% do PIB). Em 1974 eram de 10 mil milhões, correspondendo a 20% do PIB, ou seja, em 39 anos a dívida foi multiplicada por 20 vezes mais.
Juros anuais da dívida pública portuguesa: Segundo o INE, em 2010, os juros da Divida Pública atingiram 6.849 milhões no final de 2012.
Reservas de Ouro do Banco de Portugal: 382.509,58 kg. Em 1974 eram de 865.936, ou seja, em 39 anos desapareceram 483.426,42 kg de ouro o que dá uma média de 13.428,5 kg por ano.
Dívida externa Portuguesa em Fevereiro de 2013: 734,3 mil milhões de Euros (cada Português deve € 69.300,00 ao estrangeiro).
Em 2012, cada cidadão pagou só de juros da dívida pública 754 euros o que, no conjunto, equivale a 4,4 por cento do PIB
Défice da balança comercial portuguesa de transações em Fevereiro de 2013:2.23 mil milhões de Euros.
Beneficiários do Rendimento Social de Inserção: 274.937 pessoas.
Salários dos principais gestores públicos em 2010: Presidente da TAP (Fernando Pinto) € 624.422,21 (igual a 55,7 anos de salário médio anual de cada português), o Presidente da CGD (Faria de Oliveira) recebeu € 560.012,80 (igual a 50 anos de salário médio anual de cada português) e o seu Vice-Presidente (Francisco Bandeira) recebeu € 558.891,00, Salário anual do Governador do Banco de Portugal 243 mil Euros, Salário anual do presidente da Anacom 234 mil Euros.
Despesa total do Estado com reformas de ex-políticos e ex-governantes em 2010: 280 milhões de euros, passando a serem secretos, portanto desconhecidos os números reais desde então, por ordem do Governo e da Assembleia da República.
Toxicodependentes: 50 mil toxicodependentes em tratamento.
Criminalidade em 2012: 385.927 crimes, 22.270 crimes violentos e graves, 419 sequestros, 149 homicídios, raptos e roubos.
Portadores de HIV: 41.035
Prostitutas e pessoas ligadas ao sexo: mais de 30.000.
Eletricidade 61% mais cara que a média da OCDE. Média da OCDE = 0,12 KVW, Portugal = € 0,16 KVW, Grécia = € 0,10 KVW, Espanha = € 0,14 KVW.
Petróleo Doméstico mais caro da Europa: Tonelada métrica em Portugal = € 386,00; Média da OCDE = € 333,00.
Gasolina com carga fiscal mais elevada da Europa, com 64% de impostos.
Gás natural mais caro da Europa = € 713,00; Média OCDE = € 580,00 Kcal; Grécia = € 333,00 Kcal.
Analfabetismo em Portugal, o mais elevado de toda a Europa: 7,5%.

Depois de ler isto não consigo desejar a ninguém boas audições.
  
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Mar 28 2014, 21:14

CNeves escreveu:

Depois de ler isto não consigo desejar a ninguém boas audições.
  

Façamos então uma ablação ao Santo de Belém e aos santinhos de S.Bento. Oremos.......

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Mar 28 2014, 21:53

Mas a contra informação constante do (des)Governo de Portugal, andou anos a culpar-te a ti (sim, a ti), de todos os males. E mesmo sabendo que uma maioria da população ganha uns humilhantes 450/700 euros mês, dizem que tu (sim, tu), andastes a viver acima das tuas possibilidades.

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sab Mar 29 2014, 09:58

Preparem-se está quase.   

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIF?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes deBarros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo?O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma QuatroQueijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alto. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, comTofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' daBiblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimasprestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: F******.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé?..O senhor mora no rés-do-chão..!

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sab Mar 29 2014, 15:06

CNeves escreveu:
Preparem-se está quase.   

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIF?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes deBarros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo?O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma QuatroQueijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alto. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, comTofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' daBiblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimasprestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: F******.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Mar 30 2014, 12:48

Nação valente e imortal
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.

Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.

Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.

Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.

Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.

Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Mar 30 2014, 13:00


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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Mar 30 2014, 14:10

António José da Silva escreveu:
.... Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? ...



  

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Mar 30 2014, 14:30

António José da Silva escreveu:
Nação valente e imortal (???) mas em coma profundo!!!
... ... ...
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Qual deles o escritor/poeta  ou o Conselheiro do estado a que isto chegou, irmãos, ambos médicos, um falhado ou desviado, o outro celebrado e confortávelmente refastelado nas antecâmaras do poder???
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Mar 30 2014, 14:32

António José da Silva escreveu:
Nação valente e imortal
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.

Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.

Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.

Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.

Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.

Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Dom Mar 30 2014, 14:33

reirato escreveu:
António José da Silva escreveu:
Nação valente e imortal (???) mas em coma profundo!!!
... ... ...
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Mar 31 2014, 00:00

Espero que gostem, pois isto é muito raro!...
https://www.youtube.com/watch?v=I6fImpY0jjw&feature=youtu.be
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Mar 31 2014, 10:39

Stereo escreveu:
Espero que gostem, pois isto é muito raro!...
https://www.youtube.com/watch?v=I6fImpY0jjw&feature=youtu.be

Muito bonito!   
Só uma curiosidade, há uns 30 anos, o orçamento daquele ano para a IBM era duas vezes superior ao OE de Portugal...  smedley
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Seg Mar 31 2014, 12:06

Felizmente, nem toda a imprensa/jornalista anda a mando.....


http://expresso.sapo.pt/barroso-o-regresso-ao-lar-abandonado=f863267

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Ter Abr 01 2014, 20:23

O grande sonho do silva, do coelho e da restante quadrilha:  


Um terço é para morrer...
Em que terço estamos nós?

Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa, se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo.
E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis.
Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre.
Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor.
É por isso que nós não os vamos matar.
Eles é que vão morrendo.
Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos.
E as estatísticas já mostram isso.
O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho.
Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar.
Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde?
Eles lá sabem.
Por isso, joga tudo a nosso favor.
A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência.
Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos.
A natureza faz o resto.
O Paulo Macedo também faz o que pode.
Não é genocídio, é estatística.
Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo.
Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas.
E as escolhas implicam sempre sacrifícios.
Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza.
Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.


Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim.
Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.


1 _ Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma.
Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade.
Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos.
Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos.
O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento?
Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta.
Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro.
E os deficientes.
Não são todos.
Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade.
Não era justo.
E temos de promover a justiça social.


2 _ O outro terço temos de os pôr com dono.
É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar.
Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente.
Não digo voltar à escravatura, é outro papão de que não se pode falar, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura.
Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam.
A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam, ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós.
O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira.
Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários.
Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda.
Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua.
E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.


3 _ O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo.
Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável, tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier, para eles poderem viver com conforto.
Não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI, e que para pagar a saúde deles, não podemos pagar a saúde dos pobres.


_ Um terço da população exterminada.
_ Um terço anestesiado.
_ Um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável.


A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável.
E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia.
Não vou ficar em Massamá a vida toda.
O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."»


José Vítor Malheiros


   
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Abr 02 2014, 17:37

Nem tudo esta perdido.


Carta Aberta a José Gomes Ferreira


Sobre, “A Uma Geração Errada”.


http://portugalglorioso.blogspot.pt/2014/04/carta-aberta-jose-gomes-ferreira.html

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Abr 02 2014, 19:22

António José da Silva escreveu:
Nem tudo esta perdido.


Carta Aberta a José Gomes Ferreira


Sobre,  “A Uma Geração Errada”.


http://portugalglorioso.blogspot.pt/2014/04/carta-aberta-jose-gomes-ferreira.html

Mais um papalvo...  , um já se arrependeu ter assinado.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qua Abr 02 2014, 23:09

Escrito em 1883.







Assim Falou Zaratustra


Friedrich Nietzsche

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 00:50

António José da Silva escreveu:
Escrito em 1883.







Assim Falou Zaratustra


Friedrich Nietzsche

Muito bem "apanhado" !!!   
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 20:47

O problema não é o Estado mas as pessoas, os partidos e os interesses que o governam.
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 21:48

ricardo onga-ku escreveu:
O problema não é o Estado mas as pessoas, os partidos e os interesses que o governam.

Pois, dependente da mentalidade do povo, n'é?   
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 21:52

Sim         
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 22:20

ricardo onga-ku escreveu:
O problema não é o Estado mas as pessoas, os partidos e os interesses que o governam.


E é isso que o Nietzsche quer dizer.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 22:22

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
O problema não é o Estado mas as pessoas, os partidos e os interesses que o governam.


E é isso que o Nietzsche quer dizer.


Há um ditado, não sei de onde é, e diz:
"Cada povo tem o governo que merece."
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 22:34

Eu acho, melhor, tenho a certeza que não merecemos a m*&da que nos tem (des)governado nos últimos 30 anos. Mas isto sou eu.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 22:38

António José da Silva escreveu:
Eu acho, melhor, tenho a certeza que não merecemos a m*&da que nos tem (des)governado nos últimos 30 anos. Mas isto sou eu.

Pois não, por isso só temos levado com aldrabões de há 40 anos para cá... e cada vez mais aparecem.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 23:35

António José da Silva escreveu:
Eu acho, melhor, tenho a certeza que não merecemos a m*&da que nos tem (des)governado nos últimos 30 anos. Mas isto sou eu.

Uma coisa é certa: "eles" não vieram de Marte para "nos" governar...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 23:38

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Eu acho, melhor, tenho a certeza que não merecemos a m*&da que nos tem (des)governado nos últimos 30 anos. Mas isto sou eu.

Uma coisa é certa: "eles" não vieram de Marte para "nos" governar...



Antes tivessem vindo.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 23:45

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Eu acho, melhor, tenho a certeza que não merecemos a m*&da que nos tem (des)governado nos últimos 30 anos. Mas isto sou eu.

Uma coisa é certa: "eles" não vieram de Marte para "nos" governar...



Antes tivessem vindo.

Pois...mas são portugueses, tal como nós.  
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 23:52

ricardo onga-ku escreveu:


Pois...mas são portugueses, tal como nós.  


Que como classe dirigente, deveriam de ser o exemplo para os restantes, e não os seus maiores ladrões.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Qui Abr 03 2014, 23:57

Ora aí está o busilis da questão: classe.

Quando as pessoas se agrupam começam a defender os interesses do grupo em detrimento dos interesses da comunidade em que se inserem; isto é tanto verdade na política como na religião ou nas associações profissionais...
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 19:14

Uma reflexão...

Não temos filhos porque começamos a trabalhar a meio da manhã

Henrique Raposo
hoje às 7:46

Tenho à minha frente uma entrevista de Helena André de 2010. Nesta conversa com João Vieira Pereira, João Silvestre e Rosa Pedroso Lima, a ministra socialista contou uma história que ficou para sempre na minha pobre e vil cabeça: no primeiro dia, Helena André chegou ao ministério às oito da manhã pronta para começar a trabalhar mas só encontrou as empregadas da limpeza, que, coitadas, abriram a boca de espanto. Com o tempo, muita gente começou a seguir o exemplo da ministra e aquela casa conseguiu, pelo menos em parte, acabar com o pior hábito português: ficar a trabalhar até tarde. Fala-se muito do nosso ritmo de trabalho, supostamente mais lento do que o holandês ou alemão. Mas julgo que a questão não está no ritmo, mas sim no horário de trabalho, que é sem dúvida mais imbecil do que o alemão ou holandês.
Uma amiga, há dias, começou a trabalhar numa empresa alemã aqui em Lisboa. Dando largas às manhas tugas, ela começou a bulir até tarde. O horário de saída é às cinco, mas ela ficava até às seis ou sete, até porque queria impressionar os chefes. No final da primeira semana, o chefe chamou-a e disse: "olha, herr fofa, és despedida se continuas a fazer isto, nós não te queremos se não consegues fazer o teu trabalho até às cinco". Eu senti esta crítica quando estive na Alemanha: tinha de começar a trabalhar às 8. Não podia chegar às 8, já tinha de estar sentado às 8. E repare-se que esta exigência não é apenas um freio produtivo que domestica as pausas, as conversas, as bicas, os cigarros, etc. A exigência foi pensada, acima de tudo, para a vida pós-laboral: se sai às quatro ou cinco da tarde, uma pessoa ainda tem muito tempo para estar com os filhos. Aquele horário de trabalho madrugador serve a família antes de servir a empresa.
E nós? Nós começamos a trabalhar às 9 e tal, 10 horas, almoçamos entre as 13 e as 14.30 e, claro, saímos estupidamente tarde, cansados e sem tempo para crianças. É como se toda a gente estivesse debaixo do horário das redacções. Pior: é como se a sociedade estivesse organizada em redor do horário do solteirão. Ai, mas o trânsito torna difícil chegar a horas! Ai, mas os transportes! Lamento, mas as empregadas da limpeza que a ministra conheceu às 8 da manhã também têm de enfrentar o trânsito ou os transportes. Como é que conseguem? Vão para a cama mais cedo. Mas, verdade seja dita, os principais culpados não são os funcionários mas sim as chefias que não seguem o exemplo de Helena André. O chefe português gosta do solteirão que fica até tarde, eh pá, sim senhor, ganda gajo, ganda entrega.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 19:43

... e mais outra...


http://tinyurl.com/qfwwjck

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 21:16

Ferpina escreveu:
Uma reflexão...

Não temos filhos porque começamos a trabalhar a meio da manhã

Henrique Raposo
hoje às 7:46

Tenho à minha frente uma entrevista de Helena André de 2010. Nesta conversa com João Vieira Pereira, João Silvestre e Rosa Pedroso Lima, a ministra socialista contou uma história que ficou para sempre na minha pobre e vil cabeça: no primeiro dia, Helena André chegou ao ministério às oito da manhã pronta para começar a trabalhar mas só encontrou as empregadas da limpeza, que, coitadas, abriram a boca de espanto. Com o tempo, muita gente começou a seguir o exemplo da ministra e aquela casa conseguiu, pelo menos em parte, acabar com o pior hábito português: ficar a trabalhar até tarde. Fala-se muito do nosso ritmo de trabalho, supostamente mais lento do que o holandês ou alemão. Mas julgo que a questão não está no ritmo, mas sim no horário de trabalho, que é sem dúvida mais imbecil do que o alemão ou holandês.
Uma amiga, há dias, começou a trabalhar numa empresa alemã aqui em Lisboa. Dando largas às manhas tugas, ela começou a bulir até tarde. O horário de saída é às cinco, mas ela ficava até às seis ou sete, até porque queria impressionar os chefes. No final da primeira semana, o chefe chamou-a e disse: "olha, herr fofa, és despedida se continuas a fazer isto, nós não te queremos se não consegues fazer o teu trabalho até às cinco". Eu senti esta crítica quando estive na Alemanha: tinha de começar a trabalhar às 8. Não podia chegar às 8, já tinha de estar sentado às 8. E repare-se que esta exigência não é apenas um freio produtivo que domestica as pausas, as conversas, as bicas, os cigarros, etc. A exigência foi pensada, acima de tudo, para a vida pós-laboral: se sai às quatro ou cinco da tarde, uma pessoa ainda tem muito tempo para estar com os filhos. Aquele horário de trabalho madrugador serve a família antes de servir a empresa.
E nós? Nós começamos a trabalhar às 9 e tal, 10 horas, almoçamos entre as 13 e as 14.30 e, claro, saímos estupidamente tarde, cansados e sem tempo para crianças. É como se toda a gente estivesse debaixo do horário das redacções. Pior: é como se a sociedade estivesse organizada em redor do horário do solteirão. Ai, mas o trânsito torna difícil chegar a horas! Ai, mas os transportes! Lamento, mas as empregadas da limpeza que a ministra conheceu às 8 da manhã também têm de enfrentar o trânsito ou os transportes. Como é que conseguem? Vão para a cama mais cedo. Mas, verdade seja dita, os principais culpados não são os funcionários mas sim as chefias que não seguem o exemplo de Helena André. O chefe português gosta do solteirão que fica até tarde, eh pá, sim senhor, ganda gajo, ganda entrega.

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Trabalhei para uma empresa estrangeira, não alemã, mas muito parecida, japonesa. São rigorosos, organizados e limpos. Imaginem oficinas de automóveis com chão em branco sujo, e com penalidade ao funcionário que tiver manchas de óleo no chão no seu posto de trabalho!!! O que é certo é que em cinco anos que trabalhei lá, nunca vi uma mancha de óleo ou um fato-macaco manchado do dia anterior.
Pois é, amigos! É tudo uma questão de hábito.

Suponho que na Alemanha e países circundantes, anoitece mais cedo. Talvez seja por isso que entram mais cedo que nós em Portugal.
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 21:21

Ferpina escreveu:
... e mais outra...


http://tinyurl.com/qfwwjck

É uma vergonha! Exportamos, e pagamos mais caro que os que importam a nossa energia.
E esta, hein?  
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 23:02

Trabalho numa empresa alemã em Inglaterra, e nunca vi tamanha desorganização, sujidade e calanzice em toda a minha vida.. Faz com que as empresas nacionais pareçam hospitais. No entanto, é a conjuntura de circunstancias que faz com que haja sucesso ou não, o resto é conversa e areia que mandam para os olhos dos portugueses.

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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 23:45

António José da Silva escreveu:
Trabalho numa empresa alemã em Inglaterra, e nunca vi tamanha desorganização, sujidade e calanzice em toda a minha vida.. Faz com que as empresas nacionais pareçam hospitais. No entanto, é a conjuntura de circunstancias que faz com que haja sucesso ou não, o resto é conversa e areia que mandam para os olhos dos portugueses.

    um tuga chateado em terras de Sua Majestade...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Algumas vergonhas no nosso jardim   Sex Abr 04 2014, 23:51

PAINTER escreveu:
António José da Silva escreveu:
Trabalho numa empresa alemã em Inglaterra, e nunca vi tamanha desorganização, sujidade e calanzice em toda a minha vida.. Faz com que as empresas nacionais pareçam hospitais. No entanto, é a conjuntura de circunstancias que faz com que haja sucesso ou não, o resto é conversa e areia que mandam para os olhos dos portugueses.

    um tuga chateado em terras de Sua Majestade...

É a pura da verdade, e não estou chateado, a má organização tem-me rendido bom dinheiro. Passam-se aqui coisas impensáveis. E falei com profissionais do ramo da saúde (vários) que trabalham num hospital no laboratório, e a opinião é 100% coincidente. Calões, porcos e desorganizados.

Quem não sabe o que se passa no estrangeiro, devia de parar de opinar por aquilo que lhes é buzinado aos ouvidos.
É que o português fala mal dele próprio devido à desinformação que lhe é buzinada diariamente por quem os (nos) pôs na m*&da.

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