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 Waltz for Debby...

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Seg Jan 27 2014, 23:55

Holbein Menezes escreveu:

Esses lusitanos| Polvo eu sei o que é (aqui no Brasil nós chamamos de"lula" - não é alusivo ao ex presidente) mas "a lagareiro" estou por fora. Mas que o polvo tem a ver com chupeta, também conhecida como "bico"?

Holbein.


Mas aqui temos polvo, e temos a lula que são dois "bichos" diferentes.   
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reirato
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 01:08

António José da Silva escreveu:
Holbein Menezes escreveu:

Esses lusitanos| Polvo eu sei o que é (aqui no Brasil nós chamamos de"lula" - não é alusivo ao ex presidente) mas "a lagareiro" estou por fora. Mas que o polvo tem a ver com chupeta, também conhecida como "bico"?

Holbein.


Mas aqui temos polvo, e temos a lula que são dois "bichos" diferentes.   

E potas...  pra enganar os incautos!? ...


Polvo à Lagareiro

Polvo cozinhado à maneira  do homem (lagareiro) que trabalha num lagar (engenho onde se tritura a azeitona para se obter o azeite que no Brasil não há...); daí ser um prato onde abunda o dito azeite (puro de azeitona... ).

 cheers 

 king
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reirato
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 01:50

reirato escreveu:


E potas...  pra enganar os incautos!? ...

 king

Lulas

Lula comum (Loligo vulgaris )

A que se apanha nas nossas águas mais macia e saborosa

Potas

Pota Argentina ( IIlex illecebrosus )

Muito rija e adocicada, vem congelada, muito inferior em relação à lula

 study 

 king
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Holbein Menezes
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 09:20


Da mesma família, Antônio José, e, como nos ensinou o reirato, há diferenças de caracteríticas entre "polvo", "lulas" e "pota"; esta, se argentina, então... (Pois, entre Messi e Neymar, ora, sou mais RONALDO!

Mas não permitamos descambar o debate para bijuterias...

Holb.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 10:10

ricardo onga-ku escreveu:
Bom dia Paulo,

Permite-me que deixe alguns comentários de grande brevidade:
...
TD124 escreveu:
2°_ As comparações : Regularmente, e com o proposito de facilitar a compreensão a Alta-Fidelidade é comparada à fotografia...quote]

Não concordo: a fotografia também é armazenada numa película ou código binário e pode em seguida ser impressa, visualizada num monitor ou projectada numa tela.

... pura semântica!!!... entre o "slide" projectado e o cinema qual a diferença?... o movimento amigo, como em audio, o tempo que é um grande problema para a reprodução!... ora a fotografia é estàtica!!!...

TD124 escreveu:
3°_ Vinilo vs CD : È comum para muitos audiofilos/melomanos de associar a leitura vinilo a uma forma de reprodução surrealista, pois às vezes demasiado afastada da realidade. ...

... Apesar de tudo, o "surrealismo" não me parece totalmente descabido quando usado judiciosamente para potênciar a capacidade expressiva do nosso sistema, isto se tivermos em conta que o resultado da reprodução doméstica é e será sempre uma representação simplista e pobre do evento musical ao vivo.

Talvez a culpa seja mais do disco, do que do material!... mas é discutivel!!!...
...
TD124 escreveu:
5°_ Qualidade vs defeito dos midias : Torna-se evidente para todos os que escutaram em boas condições, que o vinilo està tão afastado da « Master tape », quanto o CD està afastado de um « DSD master recording » ...

Afirmas que o CD nunca cumpriu a promessa de ser integralmente melhor; vou mais longe, milhares de audiófilos concordam com essa afirmação.

Quais são as suas falhas ao nível da "forma"? E ao nível do "conteúdo"?
A principal e bem conhecida é a definição que decresce com a frequência, responsàvel pela reprodução menos nuanceada do alto do espectro, menos materialisada e incapaz de reproduzir timbres muito complexos, como o cravo por ex:, mas existem mais como as rotações de fase no alto do espectro e a resposta impulsional "incoérente"... os defeitos de conteudo são o resultado dos de forma...

São limitações do formato ou resultam acima de tudo de erros graves na masterização (preparação da gravação para o suporte)?
São limitações do formato PCM, não do digital em geral!...


Já comparaste a reprodução digital com a analógica utilizando suportes contendo o mesmo master? Sim!

Já experimentaste correr a saída do teu prévio de phono por uma conversão A/D e D/A 16bit/44,1Hz?
Infelismente sim!!!... mas como jà disse, o ideal é ler Camões em Português e Puchkine em Russo !!!...
...
TD124 escreveu:
7°_ Transcendência vs neutralidade : Todos sabemos, que a maior parte dos audiofilos buscam a trancendência ou a sublimação do midia, ...

Não sei se concordo. ...O meu sistema é relativamente neutro ...
Frase que indica, que conheçes "perfeitamente o sinal inscrito no disco e que o teu sistema não tira ném põe!"... ou então baseias-te na escuta ao vivo para dizer isso, o que é um erro monumental!...
...
Fico a aguardar desenvolvimentos.

Um abraço,
Ricardo

_________________
Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 12:10

João da Bernarda escreveu:
Caros amigos
Visto que o assunto me é muito estimulante e tem feito parte da minha área de interesses nos últimos tempos junto mando um link de alguma relevância para vossa apreciação: http://trumpetarticles.wordpress.com/2013/08/07/440hz-conspiracao-contra-mente-humana/

Bom domingo


Olà, eu e as teorias da conspiração estamos zangados então ... ... para mim o interesse é limitado!!!...

Não acredito na "magia", ném na vida, ném na musica, e ainda menos no audio!... aonde sei, que não hà transformadores màgicos, ném componentes, ném vàlvulas, ném caixas... ném mestres feitiçeiros !!!...

Mas, seria-me interessante de saber, em quê esse/este sujeito citado vos toca e é estimulante...

Até+

_________________
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afonso
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 12:29



Sabem quantos audifilos são precisos para mudar uma lâmpada ?

Três.

Um para mudar a lâmpada e os outros dois para discutir como a antiga lâmpada era muito melhor...  
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 13:08

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Bom dia Paulo,

Permite-me que deixe alguns comentários de grande brevidade:
...
TD124 escreveu:
2°_ As comparações : Regularmente, e com o proposito de facilitar a compreensão a Alta-Fidelidade é comparada à fotografia...quote]

Não concordo: a fotografia também é armazenada numa película ou código binário e pode em seguida ser impressa, visualizada num monitor ou projectada numa tela.

... pura semântica!!!... entre o "slide" projectado e o cinema qual a diferença?... o movimento amigo, como em audio, o tempo que é um grande problema para a reprodução!... ora a fotografia é estàtica!!!...

Eppur si muove…os ingleses até lhe chamam moving pictures.

Se pegares numa tira de filme super 8 ou 35mm verás que se trata não de uma imagem contínua mas de um conjunto de imagens registadas com um intervalo de tempo suficiente para que o olho/cérebro as veja como contínuas.
Tal como o PCM.

Se a velocidade de leitura/reprodução for adequada e constante o objecto registado no conjunto de imagens parecer-nos-á mover-se de uma forma "realista".

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
5°_ Qualidade vs defeito dos midias : Torna-se evidente para todos os que escutaram em boas condições, que o vinilo està tão afastado da « Master tape », quanto o CD està afastado de um « DSD master recording » ...

Afirmas que o CD nunca cumpriu a promessa de ser integralmente melhor; vou mais longe, milhares de audiófilos concordam com essa afirmação.

Quais são as suas falhas ao nível da "forma"? E ao nível do "conteúdo"?

A principal e bem conhecida é a definição que decresce com a frequência, responsàvel pela reprodução menos nuanceada do alto do espectro, menos materialisada e incapaz de reproduzir timbres muito complexos, como o cravo por ex:, mas existem mais como as rotações de fase no alto do espectro e a resposta impulsional "incoérente"... os defeitos de conteudo são o resultado dos de forma...

Concordo que o cravo seja um instrumento difícil de reproduzir em digital e só recentemente é que me sinto satisfeito com o desempenho do meu leitor a esse nível mas sinceramente nunca efectuei uma escuta comparativa DIGITAL vs. ANALÓGICO deste instrumento que não é da minha preferência.
Seguindo o mote, estou neste momento a escutar Scarlatti pelas mãos do Scott Ross.

Segundo o Teorema de Nyquist–Shannon a frequência de amostragem (quantidade de "fotografias" por segundo) é suficiente para reproduzir sons até aos 22kHz.
Se este teorema estiver correcto e isso se verificar, a resolução aos 20kHz — limite da audição humana (a minha anda nos 18kHz), da captação de muitos microfones e da extensão nos agudos de muitas colunas em uso —  não é menor do que aos 10kHz.

Os restantes problemas que mencionas (rotação de fase, resposta impulsional) são reais estão, tanto quanto sei, associados ao filtro.
Nunca efectuei escutas comparativas especificamente orientadas para avaliar o seu impacto.

Mas convém sublinhar que o vinil também não tem uma resolução infinita porque os sinais de baixa intensidade ficam afogados no ruído produzido pela leitura.
A diferença é que o ruído "de fundo" de um sistema digital anda nos 120-130dB enquanto que no vinil a gama dinâmica útil é muito inferior, talvez da ordem dos 70dB.
Além do ruído "de fundo" o vinil também tem outros defeitos ao nível da "forma", alguns deles inerentes ao próprio suporte como por exemplo a alteração da resposta de frequências entre as espiras exteriores e interiores ou o descentramento.

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
São limitações do formato ou resultam acima de tudo de erros graves na masterização (preparação da gravação para o suporte)?

São limitações do formato PCM, não do digital em geral!...


Ou seja, o DSD não tem essas limitações.
Mas sabes que até ao aparecimento do Digital eXtreme Definition as gravações em DSD que não tinham como objectivo o arquivamento ou o direct-to-disc precisavam de ser convertidas para PCM para poderem ser misturadas e editadas, ou que algumas edições DSD foram efectuadas a partir de masters PCM.
E no entanto as pessoas gostavam desses SACD impuros; ou seria do "som" dos filtros que eles gostavam.
O DSD produz imenso ruído de alta frequência o que obriga à utilização de filtros.
Repara neste exemplo, o layer CD de uma gravação da 2ª sonata para piano de Scriabin da DSD da BIS onde é visível não só a extensão de agudos do instrumento como o ruído intrínseco a este suporte (aparentemente não filtrado):


E agora perguntas-me: "e tu consegues ouvir esse ruído?".
Vou ser sincero, não consigo.

O que nos leva à questão da audibilidade:

- será que conseguiremos escutar um impulso de meia dúzia de micro-segundos como este?


- e será que conseguiremos escutar o ringing do impulso do CD se este estiver 60dB abaixo do nível do sinal e a frequência estiver fora do limite da audição humana?

- conseguiremos escutar o sinal piloto de uma emissão FM?


TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
7°_ Transcendência vs neutralidade : Todos sabemos, que a maior parte dos audiofilos buscam a trancendência ou a sublimaçõ do midia, mais do que o respeito deste ultimo, transformando « de facto », a neutralidade num defeito, ora que esta deveria ser a maior qualidade de um sistema de Alta-Fidelidade. Para a maioria dos audiofilos, a neutralidade é chata, uniforme e estéril, estragando assim a percepção emotiva da obra. Bom, é aqui que a Alta-Fidelidade se divide em dois ramos que são a Alta-Fidelidade e o Audio. Se o papel da primeira é claro e perfeitamente definido, a segunda em contraparte dispõe de uma margem de acção ilimitada e é a cada um de decidir qual rumo dar, à sua visão da obra mas em algum caso de misturar os dois conceitos, pois estes são por natureza e conceptualmente opostos !... parece-me importante então, num discurso técnico ou teorico, de definir em qual campo estamos, afim de discutirmos da mesma coisa !...

Não sei se concordo.
O meu sistema é relativamente neutro e isso permite-lhe conferir algum rigor sónico à ilusão quando escuto obras orquestrais relativamente complexas, normalmente bem gravadas e masterizadas para CD.
Por outro lado sinto que bastantes gravações de pop e rock soa chatas, uniformes e estéreis; não será essa falta de "emoção" uma característica das gravações ou mesmo de certas músicas?

Frase que indica, que conheçes "perfeitamente o sinal inscrito no disco e que o teu sistema não tira ném põe!"... ou então baseias-te na escuta ao vivo para dizer isso, o que é um erro monumental!...

Desculpa ter editado as tuas citações mas acho que é importante manter o texto na íntegra para contextualizar a discussão.
Tu escreveste que Para a maioria dos audiofilos, a neutralidade é chata, uniforme e estéril, estragando assim a percepção emotiva da obra.
E eu depreendi que "neutralidade" era sinónimo de "fidelidade"; como o meu sistema "mede" bem e soa "neutro" por comparação tanto ao som ao vivo como ao som reproduzido, julgo que pode ser considerado "relativamente neutro" (mas encontramo-nos nos domínios da subjectividade).
Isto se estivermos a falar da reprodução do Som (forma) e não Música (conteúdo).

Um abraço,
Ricardo


P.S.: as minhas referências e exemplos são para alargar a nossa conversa aos demais foristas pois estou consciente que o teu conhecimento técnico é muitíssimo superior ao meu.


Última edição por ricardo onga-ku em Ter Jan 28 2014, 16:49, editado 3 vez(es)
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 13:21

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Holbein Menezes
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 14:08

ATENÇÃO! Administração e Moderadores.

Estou a não participar deste interessante debate para o qual o Engenheiro Paulo Marcelo convidou-me; porque,

ora bolas!

porque a cada mensagem que tento enviar o "sistema" (urgh!) diz que eu não posso postar, e pede-me o login.

Recuso-me e "sarto" fora!

Que me desculpem o Paulo e o Ricardo, é que minha ancianidade é impaciente - como de todos os velhos - e me desavenho com desnecessidades. Pudera! por essa altura ainda preciso identificar-me?

NÃO e NÃO e NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 14:18

Holbein Menezes escreveu:
ATENÇÃO! Administração e Moderadores.

Estou a não participar deste interessante debate para o qual o Engenheiro Paulo Marcelo convidou-me; porque,

ora bolas!

porque a cada mensagem que tento enviar o "sistema" (urgh!) diz que eu não posso postar, e pede-me o login.

Recuso-me e "sarto" fora!

Que me desculpem o Paulo e o Ricardo, é que minha ancianidade é impaciente - como de todos os velhos - e me desavenho com desnecessidades. Pudera! por essa altura ainda preciso identificar-me?

NÃO e NÃO e NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!    

Segundo julgo, só acontece consigo amigo Holbein....
Se assim fôr a culpa não é do fórum nem da plataforma.
Talvez seja algo aí no seu pc...
  

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Holbein Menezes
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 15:28


Pois é, Milton, não posso jogar fora meu computador, sou jornalista, é meu instrumento de trabalho, estou a escrever meu último livro, para mim o computador serve às mil maravilhas para digitar e armazenar minhas arengas a última das quais será um livro de diálogos curtos e alternativos entre um ancião cismarento de 90 anos que já viu e experimentou quase tudo neste mundo, e uma arcanja simpática e paciente de 30 anos que habita à casa do senhor; e o contraponto acontece. Tomara que eu consiga terminar... antes debater as botas.

Holbein.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 15:47

Amigo Holbein, não gosto desse negativismo. Vamos a levantar o astral. Temos todos muitos anos pela frente em boa companhia.

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João da Bernarda
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 19:04

TD124 escreveu:
João da Bernarda escreveu:
Caros amigos
Visto que o assunto me é muito estimulante e tem feito parte da minha área de interesses nos últimos tempos junto mando um link de alguma relevância para vossa apreciação: http://trumpetarticles.wordpress.com/2013/08/07/440hz-conspiracao-contra-mente-humana/

Bom domingo


Olà, eu e as teorias da conspiração estamos zangados então ...  ... para mim o interesse é limitado!!!...

Não acredito na "magia", ném na vida, ném na musica, e ainda menos no audio!... aonde sei, que não hà transformadores màgicos, ném componentes, ném vàlvulas, ném caixas... ném mestres feitiçeiros !!!...

Mas, seria-me interessante de saber, em quê esse/este sujeito citado vos toca e é estimulante...

 

Até+

Peço desculpa pela meu deficiente esclarecimento sobre o interesse nesta área. Visto ir ser pai dentro de 5 meses ou menos tenho tentado inteirar-me sobre qual a melhor maneira de interagir com o meu/minha futuro rebento. Daí o interesse sobre propagação do som em meios que não o ar, tons e combinações cromáticas, harmónicos, dissonâncias que possam estimular o feto. Resumindo, musica suficientemente estimulante para o desenvolvimento da criança. Claro que não vou pôr nada de metal, mais Beethoven , Mozart , Carlos Seixas em frequências que se propaguem na barriga da mãe. Embora não se possa afirmar que os bebes nasçam mais inteligentes há uma serie de testemunhos que afirmam que os bebes depois de nascer reconhecem as musicas e os acalma ou mesmo os leva a dormir. Daí o interesse.
Também confesso que a musica do Bill Evans e o La Faro é muito rico em dissonâncias e combinações as quais não me é fácil explicar em ciência exata porque é que ela é magica, e é a partir daí que eu entro na área da mística e do metafisico.  
João
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Holbein Menezes
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 20:42

João da Bernarda, não sei se dou-lhe os parabéns pelo próximo nascimento da sua descendência ou se me preocupo com os cuidados que você está a ter; aqui por esses brasis houve um poeta que se chamava Vinícius de Moraes, e já adulto virou músico; Vinícius dizia: "Filhos é melhor não tê-los, mas se os não temos, como sabê-lo?. Pois quanto a mim eu os gerei às pencas: o i t o!, quatro machos e quatro fêmeas; criei-os seis, três homens e três mulheres; formei-os todos;doutores! UFA! formar um filho é mais trabalhoso do que trabalhar 30 anos e um dia sem uma única falta ao serviço, como consta de minha folha-de-ofício.

Pois, João da Bernarda, nem meus anos todos de caserna, nem as décadas de bancário, nem os 41 de vagabundagem (aposentadoria), nada é tão problemático e exaustivo mas delicioso do que criar um filho, um único que seja.

A preocupação que me acode vem desse mundo louco atual de disparates, ter um filho agora nestes tempos, valei meu santo pade padim ciço! Portanto, minha preocupação é válida, e aumentou depois que você indicou aquele estudo da formação do caráter nesta época cibernética. O que lhe aguarda a seu rebento, hem?

Um abraço de solidariedade.

Holbein.


Última edição por Holbein Menezes em Ter Jan 28 2014, 23:18, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Ter Jan 28 2014, 22:26

Holbein Menezes escreveu:
João da Bernarda, não sei se dou-lhe os parabéns pelo próximo nascimento da sua descendência ou se me preocupo com os cuidados que você está a ter; aqui por esses brasis houve um poeta que se chamava Vinícius de Moraes, e já adulto virou músico; Vinícius dizia: "Filhos é melhor não tê-los, mas se o não temos, como sabê-lo?. Pois quanto a mim eu os gerei às pencas: o i t o!, quatro machos e quatro fêmeas; criei-os seis, três homens e três mulheres; formei-os todos;doutores! UFA! formar um filho é mais trabalhoso do que trabalhar 30 anos e um dia sem uma única falta ao serviço, como consta de minha folha-de-ofício.

Pois, João da Bernarda, nem meus anos todos de caserna, nem as décadas de bancário, nem os 41 de vagabundagem (aposentadoria), nada é tão problemático e exaustivo mas delicioso do que criar um filho, um único que seja.

A preocupação que me acode vem desse mundo louco atual de disparates, ter um filho agora nestes tempos, valei meu santo pade padim ciço! Portanto, minha preocupação é válida, e aumentou depois que você indicou aquele estudo da formação do caráter nesta época cibernética. O que lhe aguarda a seu rebento, hem?

Um abraço de solidariedade.

Holbein.


Concordo Holbein, hoje em dia cai-se no exagero de algo que é belo e natural. E é naturalmente que as coisas acontecem. Os rebentos necessitam de um lar equilibrado e cheio de amor, só isso.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 11:24

Holbein Menezes escreveu:
Sabe, Paulo, escolho minhas músicas pelo que elas representam como prazer. E considero, pelo menos quanto a mim, que ver e ouvir é mais prazeroso do que ouvir somente. Ademais, não é demais acrescentar que qualquer peça musical foi concebida pelo seu criador para ser “vista” e “ouvida”; quer dizer, foi criada para ser exibida. Ou seja, foi feita para um dado público vê-la e ouvi-la. Portanto, entre “A Paixão Segundo São Mateus” em vinil e CD, prefiro a reprodução em blu-ray.

Holbein Menezes escreveu:
Quanto aos formatos da conserva, estou a dar preferência – quando a obra me interessa – a mídia blu-ray com a possibilidade de termos 96KHz de amostragem na qualidade sonora de 24 bit.

Holbein Menezes escreveu:
Eu experimento muito mais sensação de prazer (ou desprazer) ao ouvir os Quartetos de Villa-Lobos (que são 17 e meio - o nº 18 ficou incompleto) no modo Blu-Ray do que no modo CD ou DVD. Pela mesma razão de emocionar-me mais com as jogadas do Ronaldo, atual nº 1 do Mundo, em HD!

O quarteto via CD (não me lembro mais via LP) traz-me menos "contacto" com a extraordinária criação do Villa do que em Blu-ray; nesta modalidade eu ouço DISTINTAMENTE todos os quatro instrumentos do conjunto mesmo que estejam a tocar uma passagem em uníssono. Aliás, é esse mínimo detalhe que me encanta, sobretudo porque fui íntimo dos ensaios e representações do Quarteto de Florianópolis.


TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Afirmas que o CD nunca cumpriu a promessa de ser integralmente melhor; vou mais longe, milhares de audiófilos concordam com essa afirmação.

Quais são as suas falhas ao nível da "forma"? E ao nível do "conteúdo"?

A principal e bem conhecida é a definição que decresce com a frequência, responsàvel pela reprodução menos nuanceada do alto do espectro, menos materialisada e incapaz de reproduzir timbres muito complexos, como o cravo por ex:, mas existem mais como as rotações de fase no alto do espectro e a resposta impulsional "incoérente"... os defeitos de conteudo são o resultado dos de forma...


Ao ler estas opiniões fico com a impressão de que a maior fidelidade ao sinal é realmente um indicador de qualidade no sentido em que provoca um maior prazer/realismo à escuta.

Um abraço,
Ricardo
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 11:36

ricardo onga-ku escreveu:
Claro que seria mais interessante à volta de uma mesa e a braços com um belo polvo à lagareiro, mas fiquemo-nos pela chupeta…

R

Holbein Menezes escreveu:

Esses lusitanos| Polvo eu sei o que é (aqui no Brasil nós chamamos de"lula" - não é alusivo ao ex presidente) mas "a lagareiro" estou por fora. Mas que o polvo tem a ver com chupeta, também conhecida como "bico"?

Holbein.

Caro Holbein,

Só agora reparei nesta mensagem. What a Face 
O que eu queria dizer é que na impossibilidade de nos reunirmos todos em torno de uma mesa resta-nos o "substituto"/chupeta que é este fórum cibernético.

A minha menção da "chupeta" veio desta sua frase: "Prefiro o termo psicanalitico "substitutivo", a criança chupar a chupeta em vez do seio da mãe; desde daí temos sido enganados!".

Um abraço,
Ricardo
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Holbein Menezes
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 12:32


É isso, Ricardo, chupeta (nome brasileiro: bico de borracha perfurado, em forma de mamilo, e que se adapta ao frasco da mamadeira para alimentar os lactentes) é o "substitutivo" do seio da mãe; assim como o som em conserva (em mídias) é o substitutivo dos eventos primários. Mas não é a alta-fidelidade deles; é um faz-de-conta, tal a chupeta.

Porque, Ricardo, se aceitássemos numa boa que os eventos primários são uma coisa e outras são suas replicações em discos, fosse assim não teriam existido os audiófilos, só os musicistas (para o Paulo, melômanos);uma vez que não pode haver audiófilo sem áudio, e áudio sem aparelhos, e aparelhos sem inter-ligações e a parafernália que cultivamos em nossas salas domésticas.

A nomeação "alta-fidelidade" para essa situação foi um "erro histórico" do qual se aproveitaram e ainda hoje se aproveitam os mercadores.

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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 12:36

Holbein Menezes escreveu:



Nós somos as vítimas... voluntárias!



Ou como dizia Luis Vaz de Camões, "É querer estar preso por vontade".



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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 15:30

[quote="ricardo onga-ku"][quote="TD124"]
ricardo onga-ku escreveu:
Bom dia Paulo,

Permite-me que deixe alguns comentários de grande brevidade:
...

P.S.: as minhas referências e exemplos são para alargar a nossa conversa aos demais foristas pois estou consciente que o teu conhecimento técnico é muitíssimo superior ao meu.

A "Audiofilia" obedeçe a quatro fases que são: Ideia, aplicação, anàlise e escuta!...

Neste topico é a ideia, que nos interessa sobretudo... e nesse campo somos todos iguais !..., então tenho tanto a aprender contigo que o inverso, e é valido para todos !!!...

Abraço

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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 16:17

Duas figuras retiradas da revista L'Audiophile.
Na primeira figura podemos observar que um LP reproduz um sinal de 1kHz com muito mais distorção do que um CD:



A segunda figura demonstra como uma frequência de amostragem demasiado baixa é insuficiente para permitir a reconstrução correcta do sinal, de onde se conclui que não foi observada a "regra" do Teorema de Nyquist–Shannon:




R
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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 16:55

ricardo onga-ku... num outro topico escreveu:
Paulo,

Sabes quais a causas que determinaram o fim da L'Audiophile?
É difícil de perceber como é que uma revista que deu ao mundo tantos projectos interessantes deixou de existir...

Um abraço,
Ricardo

Olà Ricardo,

a tua pergunta é pertinente, e até alguns anos atràs não saberia o que responder..., mas actualmente penso poder dizer, que as razões são a três niveis, pois filosoficas, comerciais e humanas!!!...

Filosoficas, pois o Jean Hiraga que foi o criador, animador e pai espiritual da revista não compreendeu certas coisas. A audiofilia é uma ideia, que se transformou em disciplina no Japão aonde nasceu. A L'Audiophile, não desenvolveu suficientemente a ideia e concentrou-se sobre o material, a anàlise, a fabricação e os resultados de escuta. Fazendo assim, a revista tornou-se num manual de fabricação de "sistemas audiofilos", aonde as pessoas não sabiam a ideia que estava por detràs, e no fim os produtos não soavam bem... ou tão bem quanto se esperava. A revista, deveria ter criado "audiofilos" antes de falar de aparelhos, ou ao mesmo tempo..., mas não o fez (os japoneses sim, e a Radio MJ, ainda existe...), então a Audiophile, tornou-se com o tempo uma revista elitista, esotérica e impenetràvel, destinada a amadores esclarecidos e fortunados...

Comerciais porque a pràtica da audiofilia "à japonesa", com cornetas Onken, Goto, Westrex, etc... e com 300B com transformadores Tango, Partridge, Millerioux, etc..., custava uma fortuna (ainda hoje), e que o resultado em preço era superior à hifi high-end, para obter um resultado inferior muitas vezes. A falta de conhecimento dos amadores franceses, não permitia de contornar certas "armadilhas" de construção, o que conduzia regularmente ao fiasco do projecto. A criação de uma loja em Paris, que vendia os componentes a preço de ouro, não ajudou à divulgação da disciplina também, guardando o caràcter elitista desta ultima...

Humanos enfim, pois os principais animadores partiram aos poucos como o J Mahul que fundou a JMLab, o RD Vergnette a Triangle, o M Visan a Davis e o G Perrot a Lavardin e faleceu no começo dos anos 90. Estes homens deixaram de escrever desde que criaram as empresas e mesmo o J Hiraga que tinha a Lectron, escrevia menos por deontologia. Sendo eles os animadores principais, pouco a pouco a revista perdeu fôlego e acabou por desaparecer...

Eis, as razões que julgo efectivas para o desaparecimento da revista!!!... e que dão, em que pensar...

Até+

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MensagemAssunto: Re: Waltz for Debby...   Qua Jan 29 2014, 21:21

É pena que ninguém tenha pegado no projecto (ou na ideia) e feito as correcções necessárias.

Lembro-me, ainda era estudante do liceu, de ler um artigo sobre essa mítica loja numa revista inglesa…havia um entrevistado mas já não me recordo do seu nome.

Um abraço,
Ricardo
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