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 THE ONE - O disco das nossas vidas

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Mister W
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MensagemAssunto: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:06


Alguns certamente acharão que este exercício tem tanto de interessante como de parvo... mas mesmo assim...

Suponhamos que por qualquer motivo só podemos ficar com um único disco das nossas colecções. Qual escolheríamos?!

Qual o disco intemporal, que ultrapassou a barreira do tempo e das modas e que nos continua a proporcionar o máximo prazer na sua audição.

Acredito que sejam vários... mas se só pudéssemos escolher um. Qual seria?

Eu já sei qual seria o meu! Very Happy
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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:28

 scratch  scratch  
Eu cá acho que me dava uma "coisita" má.....  affraid 
  
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:40

Luis Filipe Goios escreveu:
 scratch  scratch  
Eu cá acho que me dava uma "coisita" má.....  affraid 
  

Que o Deus do Vinil nos livre de tal catástrofe!

Mas voltando ao assunto... só um, vá lá... pleeeaseee...

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Milton
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:47

Depende do tempo que nos resta até ao final da nossa vida...
Acho que ninguém suportaria estar a ouvir o mesmo disco ad infinitum, por muito que se goste do mesmo....
Mas ainda assim, a minha escolha para levar ao altar e até que a morte nos separe Laughing , seria o DSOTM

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fredy
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:48

Olá



Fredie
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Milton
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:50

fredy escreveu:
Olá



Fredie

Ficaste bem na fotografia... Laughing 

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fredy
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 11:51

lol!
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 12:18

Milton escreveu:
Depende do tempo que nos resta até ao final da nossa vida...
Acho que ninguém suportaria estar a ouvir o mesmo disco ad infinitum, por muito que se goste do mesmo....
Mas ainda assim, a minha escolha para levar ao altar e até que a morte nos separe Laughing , seria o DSOTM

Na eventualidade de tal desgraça ocorrer, o disco eleito iria rapidamente tornar-se detestável... affraid 

Este é um mero exercício e acima de tudo, mais um pretexto para falarmos dos discos que gostamos.  I love you 
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 12:44

Mister W escreveu:


Na eventualidade de tal desgraça ocorrer, o disco eleito iria rapidamente tornar-se detestável... affraid 



Seguindo esse raciocínio....



  


E falando mais a sério, mesmo tratando-se de uma tarefa demasiado dolorosa...






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Mister W
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 12:57

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:

Na eventualidade de tal desgraça ocorrer, o disco eleito iria rapidamente tornar-se detestável... affraid 
Seguindo esse raciocínio....


... e pelos vistos os detestáveis, tornar-se-iam muito agradáveis (segundo o AJS)
scratch
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 12:57

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:

Na eventualidade de tal desgraça ocorrer, o disco eleito iria rapidamente tornar-se detestável... affraid 
Seguindo esse raciocínio....


... e pelos vistos os detestáveis, tornar-se-iam muito agradáveis (segundo o AJS)
scratch


...olha, quem sabe?   

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 13:35


A minha eleição só poderia ser esta. Um disco perfeito, se é que existem discos perfeitos...
Tudo nesta obra é absolutamente exemplar. Desde o som à capa, mas sobretudo às composições deste grande senhor.

Os detalhes que se encontram ao longo do disco, permitem-nos descobrir (ou re-descobrir) situações novas, a cada audição. O ranger de uma porta ou o riso sinistro de um velho, são apenas alguns desses detalhes que se tornam ainda mais impressionantes quando escutados com auscultadores.  

A intimidade e a melancolia transmitidas ao longo dos 9 temas (+1) criam um ambiente invernoso mas simultaneamente acolhedor. Para este cenário exclusivo, contribui a produção de Steve Nye e os arranjos de David Sylvian e Ryuichi Sakamoto que também toca (piano e orgão) em alguns temas.      

Desde a magia do flugelhorn (Fliscorno?) usado em "Orpheus" às guitarras clássicas de "When Poets Dreamed of Angels", nada é deixado ao acaso e tudo contribui para a harmonia melódica desta obra-prima.
   
E claro, a profundidade e o requinte da voz de David Sylvian, para dar corpo às fantásticas histórias por ele criadas. Sublime!


David Sylvian - Secrets of the Beehive (1987, Virgin ‎V2471, UK)
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greytear
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 14:35

Estou com o Mister W, na escolha do Secrets of the Beehive como um dos discos da minha vida, vivida até à data.
Mas para evitar repetições, e como tenho sempre dificuldade em escolher O disco, aqui fica uma obra que me marcou, marca e....continuará, decerto, a marcar-me durante mais algum tempo.




Cumprimentos,
Luis
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TD124
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 15:09

Mister W escreveu:
...

Mas voltando ao assunto... só um, vá lá... pleeeaseee...


Olà,

hesitei antes de participar, pois o exercicio é dificil e mesmo ambiguo na escolha!... trata-se do que consideramos como o "nosso" melhor album?... ou simplesmente o preferido à escuta?... o "seminal" que fez de nòs melomanos e desencadeou a compra de todos os outros?... aquele que nos abriu a via a um estilo "detestado" e hoje "adorado"?... um que "detestàmos" à primeira escuta e hoje "adoramos"?... aquele que pela presença num momento particular, nos lembra algo ou alguém e cristalisa o momento?... um que sem razão (aparente) particular nos toca e remeche a cada escuta?... aquele que nos lembra o tempo que passou e que não voltarà?... o "cujo", com o qual apanhàmos as maiores lerpas e fumàmos os maiores cones?... o "tal" que soava no dia em que dormimos com a "tal", e que se torna num simbolo?... o disco que um dia nos mostrou que eramos parvos, e que era necessario evoluir, mudar, cresçer?... aquele que é tão imenso, que à escuta temos o sentimento de não o compreender totalmente?...    ... ou talvez finalmente, aquele que de uma maneira inperceptivel e com o tempo, nos faz rir, chorar, pensar, amar, crescer, compreender e assim tornou-se num porto de abrigo, confidente, companheiro, amigo, irmão, orgão vital?...

Na duvida então escolhi o ultimo!... e porque de todas as maneiras, não ousaria isolar um album outro, que fosse este afim de o transformar em "eleito". Este então é para mim, o album que mais me toca, mexe, envolve, e me representa na interioridade e profundura como ser humano... este é o Paulo em musica!!!...


Até+

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 15:45

Uma escolha difícil
São tantos os discos da minha vida
Acho impossível esta escolha, o q escolher hoje não será certamente o q escolheria amanhã nem o q teria escolhido ontem
Hoje, portanto e sem mais considerações, este é o disco da minha vida
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 15:54

TD124 escreveu:
Mister W escreveu:
...

Mas voltando ao assunto... só um, vá lá... pleeeaseee...


Olà,

hesitei antes de participar, pois o exercicio é dificil e mesmo ambiguo na escolha!... trata-se do que consideramos como o "nosso" melhor album?... ou simplesmente o preferido à escuta?... o "seminal" que fez de nòs melomanos e desencadeou a compra de todos os outros?... aquele que nos abriu a via a um estilo "detestado" e hoje "adorado"?... um que "detestàmos" à primeira escuta e hoje "adoramos"?... aquele que pela presença num momento particular, nos lembra algo ou alguém e cristalisa o momento?... um que sem razão (aparente) particular nos toca e remeche a cada escuta?... aquele que nos lembra o tempo que passou e que não voltarà?... o "cujo", com o qual apanhàmos as maiores lerpas e fumàmos os maiores cones?... o "tal" que soava no dia em que dormimos com a "tal", e que se torna num simbolo?... o disco que um dia nos mostrou que eramos parvos, e que era necessario evoluir, mudar, cresçer?... aquele que é tão imenso, que à escuta temos o sentimento de não o compreender totalmente?...    ... ou talvez finalmente, aquele que de uma maneira inperceptivel e com o tempo, nos faz rir, chorar, pensar, amar, crescer, compreender e assim tornou-se num porto de abrigo, confidente, companheiro, amigo, irmão, orgão vital?...

Na duvida então escolhi o ultimo!... e porque de todas as maneiras, não ousaria isolar um album outro, que fosse este afim de o transformar em "eleito". Este então é para mim, o album que mais me toca, mexe, envolve, e me representa na interioridade e profundura como ser humano... este é o Paulo em musica!!!...


Até+


Não consigo ver o álbum.  

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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 16:18

Existem vários discos que poderei apelidá-los de "discos da minha vida", todos eles associados a episódios ao longo da minha vida, mas este será certamente o que ouvi, oiço e ouvirei mais vezes.



 Orquestra

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Cumprimentos, Fernando Pina
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 16:26

Ferpina escreveu:
Existem vários discos que poderei apelidá-los de "discos da minha vida", todos eles associados a episódios ao longo da minha vida, mas este será certamente o que ouvi, oiço e ouvirei mais vezes.



 Orquestra


Adoro.  

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Vinil
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 18:05

Não é mesmo nada facil escolher um só disco, mas a escolher tem de ser muito mais com o coração que com a razão.

Assim sendo e sem mais devaneios, o meu seria este:



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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 18:23

Eu sou sincero e seria facil a escolha tal é a importancia deste album na minha vida desde pirralho até hoje ou logo á noitinha...  



Parabens pelo topico e pelo exercicio mas se fosse na realidade podem ter a certeza que caberiam mais uns quantos dentro desta capa...   
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PAINTER
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 18:42

DARK SIDE OF THE MOON - PINK FLOYD
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stardrake
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 19:10

Curiosamente o jazz não é a minha praia, mas este disco acompanha-me
à 38 anos e não me canso de o ouvir.




Foram os 295$00 (duzentos e noventa e cinco escudos) mais bem aplicados
de sempre.
Boas audições
Mário
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 19:14

stardrake escreveu:


Foram os 295$00 (duzentos e noventa e cinco escudos) mais bem aplicados
de sempre.
Boas audições
Mário



  

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 19:16


Sim senhor! Está aqui a ficar uma selecção de respeito...
 
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 19:24

A variedade dos gosto pessoais é tão imensa como o ser humano em si.   

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 19:32

Tal como disse o Anibal, esta é uma escolha "impossível", porque a escolha de um album não está apenas associado a uma (s) canções, mas sim a um registo de memórias de reminiscencias que nos marcaram ao longo da vida.

e por isso o eleito é este:  Led Zeppelin IV



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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 20:38

Eu fiquei indeciso entre dois,
mas pensando bem...

Eu não escolheria levar comigo uma espécie de tristeza, mas sim outra coisa...
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luis lopes
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 21:03

está é de certo uma escolha, tipo:
- quer morrer assim, ou assim?...
mas como têm que ser,... no meu caso talvez
lhe chame do disco que me marcou:
MIKE OLDFIELD
"five miles out"
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 22 2014, 21:39

Levo este...
com MAIS 1000 ATRÁS.





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Bluegirl
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Dom Jan 26 2014, 11:37

Mais recente, mas sem dúvida que é o disco da minha vida, a banda da minha vida

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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Dom Jan 26 2014, 13:11

 
Depois de estes últimos dias a pensar ...., o 1º que comprei, o meu primeiro "LP" que ouvi, "inteirinho", de um fôlego, lado 1, vira, lado 2, ... e, a "tortura" a continuar... "fez-se luz"... agora,neste momento, o nº 1, o meu 1º que comprei, ainda sem GD, levá-lo para casa, "pela mão" como deve ser... bem, foi o 1º, o meu primeiro LP
Frank Zappa - Zoot Allures, decorria o ano de 1976, a partir daqui a "... the torture never stops.."

a propósito, , adoro o último 33rpm que chegou a casa...
e sim,meu caro Mr W., se ter que decidir, assim, não é tortura ...
Abç
 Cool 
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Dom Jan 26 2014, 13:18

Luis Filipe Goios escreveu:
 
Depois de estes últimos dias a pensar ...., o 1º que comprei, o meu primeiro "LP" que ouvi, "inteirinho", de um fôlego, lado 1, vira, lado 2, ... e, a "tortura" a continuar... "fez-se luz"... agora,neste momento,  o nº 1, o meu 1º que comprei, ainda sem GD, levá-lo para casa, "pela mão" como deve ser... bem, foi o 1º, o meu primeiro LP
Frank Zappa - Zoot Allures, decorria o ano de 1976, a partir daqui a "... the torture never stops.."

a propósito, , adoro o último 33rpm que chegou a casa...
e sim,meu caro Mr W.,  se ter que decidir, assim, não é tortura ...
Abç
 Cool 


E começastes muito bem.   

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 29 2014, 22:22

Bom hoje como estou  mais nostálgico e estive a rever os filmes q fiz do concerto do Mark eitzel no Lux em 8/2/2013 o album da minha vida é sem sombra para duvidas

American Music Club - California



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barrabas
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Sex Jan 31 2014, 01:11

Seria certamente
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Luis Filipe
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Sex Jan 31 2014, 02:33

Mister W escreveu:
Luis Filipe Goios escreveu:
 scratch  scratch  
Eu cá acho que me dava uma "coisita" má.....  affraid 
  

Que o Deus do Vinil nos livre de tal catástrofe!

Mas voltando ao assunto... só um, vá lá... pleeeaseee...

...bom estarão certamente a referir-se a 1...milhar? ...lembro-me perfeitamente que o meu primeiro foi Creedence Clearwater Revival - Cosmo's Fantasy, corria o ano de 78, mas os meus LED ZEP porra, e os ZAPPAS, e DURY'S, e CLASH, e o Rattus Norvegicus, e Sultans of Swing e p'ra espicaçar um que ADORO OUVIR ALTO e BOM SOM ( nem que seja p'ra chatear os vizinhos) JOSÉ MÁRIO BRANCO - FMI concerto a que tive a sorte de assistir no 1º de Maio 80...mas tem mesmo de ser só 1 ?     por nenhuma razão em especial ou talvez porque o procurei por + 25 anos - ARMAGEDDON - do keith Relf
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MensagemAssunto: THE ONE - O disco das nossas vidas    Sab Fev 08 2014, 11:05

Podiam ser muitos discos. A começar pelas grandes orquestras ligeiras e de Jazz que o meu Pai ouvia.
Depois a música marcante da passagem da adolescência a adulto, como os Morphine, Tindersticks, Portishead, Sonic Youth, Cocteau Twins, Bauhaus... No Jazz talvez um dos discos do Art of Trio do Brad Mheldau. Na clássica e contemporânea qualquer coisa entre Bach e Arvo Part.

Mas a escolha das escolhas recairá sempre sobre " Unknown Pleasures" dos Joy Division. Uma obra onde convergem vários aspectos quer da própria banda e estética, quer pessoais.

  

cumprimentos audiófiolos   
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Sab Jan 21 2017, 11:35

António José da Silva escreveu:
TD124 escreveu:
Mister W escreveu:
...

Mas voltando ao assunto... só um, vá lá... pleeeaseee...


Olà,

hesitei antes de participar, pois o exercicio é dificil e mesmo ambiguo na escolha!... trata-se do que consideramos como o "nosso" melhor album?... ou simplesmente o preferido à escuta?... o "seminal" que fez de nòs melomanos e desencadeou a compra de todos os outros?... aquele que nos abriu a via a um estilo "detestado" e hoje "adorado"?... um que "detestàmos" à primeira escuta e hoje "adoramos"?... aquele que pela presença num momento particular, nos lembra algo ou alguém e cristalisa o momento?... um que sem razão (aparente) particular nos toca e remeche a cada escuta?... aquele que nos lembra o tempo que passou e que não voltarà?... o "cujo", com o qual apanhàmos as maiores lerpas e fumàmos os maiores cones?... o "tal" que soava no dia em que dormimos com a "tal", e que se torna num simbolo?... o disco que um dia nos mostrou que eramos parvos, e que era necessario evoluir, mudar, cresçer?... aquele que é tão imenso, que à escuta temos o sentimento de não o compreender totalmente?...    ... ou talvez finalmente, aquele que de uma maneira inperceptivel e com o tempo, nos faz rir, chorar, pensar, amar, crescer, compreender e assim tornou-se num porto de abrigo, confidente, companheiro, amigo, irmão, orgão vital?...

Na duvida então escolhi o ultimo!... e porque de todas as maneiras, não ousaria isolar um album outro, que fosse este afim de o transformar em "eleito". Este então é para mim, o album que mais me toca, mexe, envolve, e me representa na interioridade e profundura como ser humano... este é o Paulo em musica!!!...


Até+


Não consigo ver o álbum.  

Ném eu ... e ném sequer me lembro do qual era Embarassed ....................

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Dom Jan 22 2017, 20:53

Mister W escreveu:

A minha eleição só poderia ser esta. Um disco perfeito, se é que existem discos perfeitos...
Tudo nesta obra é absolutamente exemplar. Desde o som à capa, mas sobretudo às composições deste grande senhor.

Os detalhes que se encontram ao longo do disco, permitem-nos descobrir (ou re-descobrir) situações novas, a cada audição. O ranger de uma porta ou o riso sinistro de um velho, são apenas alguns desses detalhes que se tornam ainda mais impressionantes quando escutados com auscultadores.  

A intimidade e a melancolia transmitidas ao longo dos 9 temas (+1) criam um ambiente invernoso mas simultaneamente acolhedor. Para este cenário exclusivo, contribui a produção de Steve Nye e os arranjos de David Sylvian e Ryuichi Sakamoto que também toca (piano e orgão) em alguns temas.      

Desde a magia do flugelhorn (Fliscorno?) usado em "Orpheus" às guitarras clássicas de "When Poets Dreamed of Angels", nada é deixado ao acaso e tudo contribui para a harmonia melódica desta obra-prima.
   
E claro, a profundidade e o requinte da voz de David Sylvian, para dar corpo às fantásticas histórias por ele criadas. Sublime!


David Sylvian - Secrets of the Beehive (1987, Virgin ‎V2471, UK)

É de muito bom!
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jorge.henriques
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Dom Jan 22 2017, 21:44

O meu:

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Dom Jan 22 2017, 21:52

jorge.henriques escreveu:
O meu:


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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Seg Jan 23 2017, 20:18

My very personal choice is.this one:

The debut album contains all elements ELP was about and has just the necessary trace of roughness to stay interesting until today. Every time I listen Take A Pebble I'm just caught and blown away.
And, at least the English pressing has dynamic, powerful audiophile sound quality!

Cheating: a close second which almost made it is Getz/Gilberto...
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MensagemAssunto: David Bowie – “The Man Who Sold The World”   Ter Jan 24 2017, 11:20

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David Bowie – “The Man Who Sold The World”

Escrever sob aquele que se considera ser, provavemente, o melhor álbum de pop-rock de todos os tempos não é tarefa fácil, chegar a esta conclusão é ainda mais difícil, mas só não o é para quem não o escutou atentamente. David Bowie em 1970 resolveu dizer ao mundo que estava disposto a marcar de forma inquestionável a história da música e fê-lo com um disco soberbo de criatividade, energia de quem quer mostrar em plenitude a sua vocação para nos maravilhar com múltiplas personagens e sonoridades. O que torna este álbum tão especial? Ele incorpora o melhor da música do seu tempo, consegue-se saborear o psicadelismo de Pink Floyd, que Bowie era grande admirador, a sonância de Led Zeplling, o timbre de Deep Purple e porque não falar também da loucura de Electic Ligth Orquestra e T- Rex, ou a consistência de Genisis, tudo num pacote elevadamente interpolado com os melhores sons que escorriam do outro lado do Atlântico tal como Doors (o enfâse da teatralidade da interpretação de Bowie só encontra par em Jim Morison) e numa tentativa de encontrar um caminho próprio na música como fizeram os Velvet Underground. Não existem plágios rítmicos neste trabalho, mas sente-se influências de monstros de então aqui e alí em cada tema, o que ao invés de tornar este trabalho uma amalgama de estilos, eleva-o a obra de arte. Como diz Bowie num dos temas deste trabalho “…dizem que a vista é maravilhosa, mas podes adoptar um outro ponto de vista…”. De facto foi o que ele fez, estava alerta para o melhor que fazia, mas adoptou uma nova forma de o fazer, personalizou em ele próprio o que o Mundo precisava de ouvir e ver. Sim porque a marca de Bowie extravasou o conceito de cantor ou músico. Bowie elevou-se ao criar um estilo de arte próprio. Se talvez Bowie não tenha vendido o mundo, talvez o mundo tenha adquirido Bowie e elevou-o ao estatuto de artista mais criativo de sempre. Na história da música existe o período AB e o PB. Talvez por isso digam que este disco é o primeiro disco da história do glam rock, Glam de Glamour, penso que esta definição ficaria deficitária para a história da música apenas pelas performances com trajes de mulher e pestanas postiças, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas, cremes de noite e vestuários elétricos dos cantores. Eram os tempos da androginia e do glamour e suas músicas agitadas de rock n’ roll esbanjavam energia carnal, mas ao mesmo tempo cantava-se um novo homem. Cantava-se Jean Paul-Sarte, Franz Kafka e Friedrich Nietzsch, para os jovens um novo lema tinha sido estabelecido: “O depois de amanhã pertence-me ", pois tinha adoptado através da música que não queriam jamais voltar a viver como os seus antepassados, antes esquecer as loucuras da guerra.
Cantou Bowie que:
I thought you died alone, a long long time ago”, para mim este álbum nunca morrerá é antes e tudo farei para a disseminar a maior celebração que o pop-rock já conheceu de tal modo que conseguiu colocar um o Super-Deus, a chorar:
“Far out in the red-sky
Far out from the sad eyes
Strange, mad celebration
So softly a supergod cries”
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Ter Jan 24 2017, 12:38

mannitheear escreveu:
My very personal choice is.this one:

The debut album contains all elements ELP was about and has just the necessary trace of roughness to stay interesting until today. Every time I listen Take A Pebble I'm just caught and blown away.
And, at least the English pressing has dynamic, powerful audiophile sound quality!




Obviously also in my humble collection.

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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Ter Jan 24 2017, 12:42

Alexandre Vieira escreveu:
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David Bowie – “The Man Who Sold The World”

Escrever sob aquele que se considera ser, provavemente, o melhor álbum de pop-rock de todos os tempos não é tarefa fácil, chegar a esta conclusão é ainda mais difícil, mas só não o é para quem não o escutou atentamente. David Bowie em 1970 resolveu dizer ao mundo que estava disposto a marcar de forma inquestionável a história da música e fê-lo com um disco soberbo de criatividade, energia de quem quer mostrar em plenitude a sua vocação para nos maravilhar com múltiplas personagens e sonoridades. O que torna este álbum tão especial? Ele incorpora o melhor da música do seu tempo, consegue-se saborear o psicadelismo de Pink Floyd, que Bowie era grande admirador, a sonância de Led Zeplling, o timbre de Deep Purple e porque não falar também da loucura de Electic Ligth Orquestra e T- Rex, ou a consistência de Genisis, tudo num pacote elevadamente interpolado com os melhores sons que escorriam do outro lado do Atlântico tal como Doors (o enfâse da teatralidade da interpretação de Bowie só encontra par em Jim Morison) e numa tentativa de encontrar um caminho próprio na música como fizeram os Velvet Underground. Não existem plágios rítmicos neste trabalho, mas sente-se influências de monstros de então aqui e alí em cada tema, o que ao invés de tornar este trabalho uma amalgama de estilos, eleva-o a obra de arte. Como diz Bowie num dos temas deste trabalho “…dizem que a vista é maravilhosa, mas podes adoptar um outro ponto de vista…”. De facto foi o que ele fez, estava alerta para o melhor que fazia, mas adoptou uma nova forma de o fazer, personalizou em ele próprio o que o Mundo precisava de ouvir e ver. Sim porque a marca de Bowie extravasou o conceito de cantor ou músico. Bowie elevou-se ao criar um estilo de arte próprio. Se talvez Bowie não tenha vendido o mundo, talvez o mundo tenha adquirido Bowie e elevou-o ao estatuto de artista mais criativo de sempre. Na história da música existe o período AB e o PB. Talvez por isso digam que este disco é o primeiro disco da história do glam rock, Glam de Glamour, penso que esta definição ficaria deficitária para a história da música apenas pelas performances com trajes de mulher e pestanas postiças, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas, cremes de noite e vestuários elétricos dos cantores. Eram os tempos da androginia e do glamour e suas músicas agitadas de rock n’ roll esbanjavam energia carnal, mas ao mesmo tempo cantava-se um novo homem. Cantava-se Jean Paul-Sarte, Franz Kafka e Friedrich Nietzsch, para os jovens um novo lema tinha sido estabelecido: “O depois de amanhã pertence-me ", pois tinha adoptado através da música que não queriam jamais voltar a viver como os seus antepassados, antes esquecer as loucuras da guerra.
Cantou Bowie que:
I thought you died alone, a long long time ago”, para mim este álbum nunca morrerá é antes e tudo farei para a disseminar a maior celebração que o pop-rock já conheceu de tal modo que conseguiu colocar um o Super-Deus, a chorar:
“Far out in the red-sky
Far out from the sad eyes
Strange, mad celebration
So softly a supergod cries”




Esse não faz parte da minha colecção, mas com tamanho elogio irá ser um a considerar. Ainda é melhor que o Hunky Dory e o Ziggy Stardust?

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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Ter Jan 24 2017, 17:11

Esta abordagem é levada da breca ...

É claro que passados tantos anos a ouvir música a tarefa parece impossível porque houve tanta coisa ...

Portanto vamos circunscrever

Qual foi o disco que mais me impressionou na idade da novidade ?

Ano da graça de 1974

O disco foi este



Última edição por Mário Franco em Qua Jan 25 2017, 10:07, editado 1 vez(es)
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Ter Jan 24 2017, 21:26

António José da Silva escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
" />


David Bowie – “The Man Who Sold The World”

Escrever sob aquele que se considera ser, provavemente, o melhor álbum de pop-rock de todos os tempos não é tarefa fácil, chegar a esta conclusão é ainda mais difícil, mas só não o é para quem não o escutou atentamente. David Bowie em 1970 resolveu dizer ao mundo que estava disposto a marcar de forma inquestionável a história da música e fê-lo com um disco soberbo de criatividade, energia de quem quer mostrar em plenitude a sua vocação para nos maravilhar com múltiplas personagens e sonoridades. O que torna este álbum tão especial? Ele incorpora o melhor da música do seu tempo, consegue-se saborear o psicadelismo de Pink Floyd, que Bowie era grande admirador, a sonância de Led Zeplling, o timbre de Deep Purple e porque não falar também da loucura de Electic Ligth Orquestra e T- Rex, ou a consistência de Genisis, tudo num pacote elevadamente interpolado com os melhores sons que escorriam do outro lado do Atlântico tal como Doors (o enfâse da teatralidade da interpretação de Bowie só encontra par em Jim Morison) e numa tentativa de encontrar um caminho próprio na música como fizeram os Velvet Underground. Não existem plágios rítmicos neste trabalho, mas sente-se influências de monstros de então aqui e alí em cada tema, o que ao invés de tornar este trabalho uma amalgama de estilos, eleva-o a obra de arte. Como diz Bowie num dos temas deste trabalho “…dizem que a vista é maravilhosa, mas podes adoptar um outro ponto de vista…”. De facto foi o que ele fez, estava alerta para o melhor que fazia, mas adoptou uma nova forma de o fazer, personalizou em ele próprio o que o Mundo precisava de ouvir e ver. Sim porque a marca de Bowie extravasou o conceito de cantor ou músico. Bowie elevou-se ao criar um estilo de arte próprio. Se talvez Bowie não tenha vendido o mundo, talvez o mundo tenha adquirido Bowie e elevou-o ao estatuto de artista mais criativo de sempre. Na história da música existe o período AB e o PB. Talvez por isso digam que este disco é o primeiro disco da história do glam rock, Glam de Glamour, penso que esta definição ficaria deficitária para a história da música apenas pelas performances com trajes de mulher e pestanas postiças, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas, cremes de noite e vestuários elétricos dos cantores. Eram os tempos da androginia e do glamour e suas músicas agitadas de rock n’ roll esbanjavam energia carnal, mas ao mesmo tempo cantava-se um novo homem. Cantava-se Jean Paul-Sarte, Franz Kafka e Friedrich Nietzsch, para os jovens um novo lema tinha sido estabelecido: “O depois de amanhã pertence-me ", pois tinha adoptado através da música que não queriam jamais voltar a viver como os seus antepassados, antes esquecer as loucuras da guerra.
Cantou Bowie que:
I thought you died alone, a long long time ago”, para mim este álbum nunca morrerá é antes e tudo farei para a disseminar a maior celebração que o pop-rock já conheceu de tal modo que conseguiu colocar um o Super-Deus, a chorar:
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Esse não faz parte da minha colecção, mas com tamanho elogio irá ser um a considerar. Ainda é melhor que o  Hunky Dory e o  Ziggy Stardust?

Na minha opinião é. Então tu que adoras Pink Floyd (se fores como eu com grande relevo na fase de Syd barret) vais achar que este é um disco único. Eu demorei cerca de 35 anos a tentar perceber qual era para mim o melhor disco de sempre e este de facto é uma obra de génio. Existem mais dois discos sem os quais não consigo viver, que considero serem os 3ºs em ex aequo o Tindersticks -Tindersticks II, (penso que de 1995) que é uma obra tremenda, já os vi ao vivo por diversas vezes e fico sempre siderado com o profissionalismo e o aprimorar do som que já é perfeito, e o outro é uma obra que recomendo vivamente que é o Illinois (2005) de Sufjan Stevens que considero ser, para já, o melhor álbum deste século. É qualquer coisa de surreal as letras os arranjos musicais e até a ponte perfeita que ele constrói entra a música norte-americana e a europeia. Já muitos tentaram fazer a verdadeira ponte e falo em nomes como Beatles e Stones, mas estas bandas soavam muito a um som americano europeizado ou vice-versa. Mas nunca ninguém conseguiu como ele, integrar verdadeiramente as duas correntes.

Dizer que este é o melhor álbum de sempre para cada um de nós é como disse Bowie "....dizem que a vista é maravilhosa, mas podes adoptar um outro ponto de vista…" ou seja é um exercício do presente, que pode ser alterado no futuro, mas quem ouve música à tanto tempo como nós e alguns outros que por aqui coabitam, sem qualquer tipo de dogma, sabe que o melhor álbum de sempre está ainda para sair. Esse deve ser a motivação na busca do Santo Graal musical, para não ficarmos cristalizados no passado, sabendo que a criatividade não é pior agora do que já foi noutros tempos. O que pode alterar , e já se alterou com a idade é a nossa vontade de descobrir novas coisas...

Por isso detesto mudar de telemóvel e computador!!!

Abraços
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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qua Jan 25 2017, 08:08

tomaz escreveu:
... Depois a música marcante da passagem da adolescência a adulto, como os Morphine, Tindersticks, Portishead, Sonic Youth, Cocteau Twins, Bauhaus... No Jazz talvez um dos discos do Art of Trio do Brad Mehldau. Na clássica e contemporânea qualquer coisa entre Bach e Arvo Part.

Mas a escolha das escolhas recairá sempre sobre " Unknown Pleasures" dos Joy Division. Uma obra onde convergem vários aspectos quer da própria banda e estética, quer pessoais. ...

Em quatro linhas o amigo Tomaz vém de dar um exemplo de ecletismo que mereçe os meus aplausos! cheers

Bela escolha de album também ... perfeitamente em fase com as outras citações musicais! 2cclzes

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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qui Jan 26 2017, 08:58

Alexandre Vieira escreveu:
... uma obra que recomendo vivamente que é o Illinois (2005) de Sufjan Stevens que considero ser, para já, o melhor álbum deste século. ...

Pessoalmente prefiro o Michigan que me pareçe mais espontâneo e menos demonstrativo ... mas a sua intervenção deu-me ideia para um topico !!! cheers

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MensagemAssunto: Re: THE ONE - O disco das nossas vidas   Qui Jan 26 2017, 13:40

Venho só informar de que possuo todos os discos mencionados até aqui  Cool

Excetuando (CLARO!!!!) O obituary - " cause of death", o do Marco Paulo Very Happy e os das capas imperceptíveis.
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