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 Reforma do Estado

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 09:56

Leia aqui o Guião da Reforma do Estado:

http://www.scribd.com/doc/180306383/Guiao-da-Reforma-de-Estado



Última edição por ricardo onga-ku em Qui Out 31 2013, 10:04, editado 1 vez(es)
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 10:03

Executivo pretende menos funcionários públicos mas melhor pagos

O vice-primeiro-ministro defendeu, esta quarta-feira, a necessidade de haver menos funcionários públicos, muito embora, tenha assinado que os que ficam têm de ser mais valorizados.
Na apresentação do "guião da reforma do Estado", Paulo Portas lembrou que «não podíamos continuar com o mesmo número de funcionários e o mesmo nível salarial que tínhamos antigamente».
«Também não podemos continuar reiteradamente a fazer desvalorização salarial nas Administrações Públicas, porque precisamos de um Estado com qualificação», sublinhou.
Por isso, Portas pretende como «acordo possível» uma «administração que tenha efetivamente menos funcionários, mas que seja possível pagar-lhes melhor».
«Os partidos políticos e os parceiros sociais devem por isso concentrar-se em procurar a forma legal e equitativa de ser possível, em certas condições, flexibilizar o vínculo, mas devem também procurar outras formas que permitam ajustar a despesa na Administração Pública», assinalou.
Portas lembrou que algumas destas formas são o «trabalho a tempo parcial e a reforma a tempo parcial, instrumentos até mais próximos, muitas vezes, das necessidades do ponto de vista da vida concreta e quotidiana de muitas famílias».
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reirato
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 11:01

ricardo onga-ku escreveu:
Leia aqui o Guião da Reforma do Estado:

http://www.scribd.com/doc/180306383/Guiao-da-Reforma-de-Estado

 
 

 
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 11:04

ricardo onga-ku escreveu:
Leia aqui o Guião da Reforma do Estado:

http://www.scribd.com/doc/180306383/Guiao-da-Reforma-de-Estado

 
 

 
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 11:20

Acho que nesta está bem melhor:

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 13:57

Executivo pretende menos funcionários públicos mas melhor pagos



 


Nem o gajo mais tolo cai nessa esparrela.....digo eu.

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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 16:55

E diz que vai rentabilizar o património do Estado através da alienação                  

O Estado (leia-se os partidos do poder) anda a vender património imobiliário há muitos anos.

Os mais valiosos já foram todos vendidos.

Vende os seus imóveis e depois arrenda outros a entidades privadas para poder pôr lá os tarecos e os servos da gleba (leia-se funcionários públicos).

Arrecada receita com vendas (lucro imediato) e em seguida acumula encargos astronómicos (dívidas futuras) com arrendamentos para instalar os seus serviços públicos.

Rentabilizar?

Sim, se considerarmos que delapidar património para pagar dívidas é uma forma de rentabilização.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 17:06

E com mais esta proposta de Lei, entretanto aprovada (Proposta de Lei 150/XII / http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?ID=37765 ), ficam longe dos olhares e criticas dos que estão a ser humilhantemente roubados.

Privilégios a políticos, subvenções vitalícias e outras regalias passam a ser sigilosas


Cada vez mais tenho nojo desta corja que nos dirige.


http://www.tugaleaks.com/sigilo-politicos-proposta-lei.html

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fredy
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 18:11

Olá
Como dizia John Mortimore nos seus tempos de treinador do Benfica...
NO COMENTS

A reforma do estado se fosse feita com cabeça tronco e membros colocava todos estres chulos que governam (MAL E PORCAMENTE)  este país no desemprego e de preferência sem subsídio de desemprego.
Fredie
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 18:52

O guião, a reforma e a realidade in DN

Do guião para a reforma do Estado, que o Governo finalmente apresentou ontem após dez adiamentos, podem dizer-se globalmente duas coisas.
A primeira é que chega com dois anos e meio de atraso em relação ao programa eleitoral que levou este executivo ao poder e um ano depois da promessa feita pelo primeiro-ministro, sendo toda esta demora tempo desperdiçado: perdeu-se a disponibilidade global do país para discutir mudanças, perdeu-se o clima de diálogo com os parceiros sociais e perderam-se muitas das hipóteses de consensos com a oposição, pela forma como o PS foi ignorado até recentemente.
A segunda é a própria existência do documento, que finalmente viu a luz do dia, e o facto de ele conter algumas medidas positivas e propor mudanças que têm mesmo de ser feitas para que o País volte a ter saúde financeira e crescimento económico.
O que é, globalmente, um desafio para António José Seguro.

Quanto à dimensão política, o PS, que sempre se disse disponível para discutir ideias estruturais para Portugal, desde que elas não fossem simples cortes quantificados em função do acordo com os credores, cometerá um erro se rejeitar agora qualquer diálogo sobre esta proposta.
Até para marcar a sua alternativa de Governo, Seguro não pode deixar o partido ao mesmo nível do Bloco ou do PCP. Deverá ouvir e rebater antes de recusar.
Nenhuma reforma do Estado, digna desse nome, pode excluir consensos alargados.
E não há forma de ela ser feita sem os partidos que habitualmente alternam no poder se entenderem, independentemente das mudanças que vierem a acontecer nas próximas eleições, antecipadas ou não.

continua aqui:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=3506653
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 20:37

Penso que se enquadra neste topico :



OLHOS NOS OLHOS


Exma. Sra. Dra. Judite de Sousa



O programa Olhos nos Olhos que foi hoje para o ar (14.10.2013) ficará nos anais da televisão como um caso de estudo, pelos piores motivos.



Foi o mais execrável exercício de demagogia a que me foi dado assistir em toda a minha vida num programa de televisão. O que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo disseram acerca das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência é um embuste completo, como demonstrarei mais abaixo. É também um exemplo de uma das dez estratégias clássicas de manipulação do público através da comunicação social, aquela que se traduz no preceito: «dirigir-se ao espectador como se fosse uma criança de menos de 12 anos ou um débil mental».



Mas nada do que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo dizem ou possam dizer pode apagar os factos. Os factos são teimosos. Ficam aqui apenas os essenciais, para não me alargar muito:



1. OS FUNDOS DO SISTEMA PREVIDENCIAL da Segurança Social (Caixa Nacional de Aposentações e Caixa Geral de Aposentações), com os quais são pagas essas pensões, NÃO PERTENCEM AO ESTADO (muito menos a este governo, ou qualquer outro). Não há neles um cêntimo que tenha vindo dos impostos cobrados aos portugueses (incluindo os aposentados e reformados). PERTENCEM EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS ACTUAIS E FUTUROS BENEFICIÁRIOS, QUE PARA ELES CONTRIBUIRAM E CONTRIBUEM DESCONTANDO 11% dos seus salários mensais, acrescidos de mais 23,75% (também extraídos dos seus salários) que as entidades empregadoras, privadas e públicas, deveriam igualmente descontar para esse efeito (o que nem sempre fazem [voltarei a este assunto no ponto 3]).



2. As quotizações devidas pelos trabalhadores e empregadores a este sistema previdencial, bem como os benefícios (pensões de aposentação, de reforma e sobrevivência; subsídios de desemprego, de doença e de parentalidade; formação profissional) que este sistema deve proporcionar, são fixadas por cálculos actuariais, uma técnica matemática de que o sr. Medina Carreira manifestamente não domina e de que o sr. Henrique Raposo manifestamente nunca ouviu falar. Esses cálculos são feitos tendo em conta, entre outras variáveis, o custo das despesas do sistema (as que foram acima discriminadas) cujo montante depende, por sua vez — no caso específico das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência — do salário ou vencimento da pessoa e do número de anos da sua carreira contributiva. O montante destas pensões é uma percentagem ponderada desses dois factores, resultante desses cálculos actuariais.



3. Este sistema em nada contribuiu para o défice das contas públicas e para a dívida pública. Este sistema não é insustentável (como disse repetidamente o senhor Raposo). Este sistema esteve perfeitamente equilibrado e saudável até 2011 (ano de entrada em funções do actual governo), e exibia grandes excedentes, apesar das dívidas das entidades empregadoras, tanto privadas como públicas (estimadas então em 21.940 milhões de euros) devido à evasão e à fraude contributiva por parte destas últimas. Em 2011, último ano de resultados fechados e auditados pelo Tribunal de Contas, o sistema previdencial teve como receitas das quotizações 13.757 milhões de euros, pagou de pensões 10.829 milhões de euros e 1.566 milhões de euros de subsídios de desemprego, doença e parentalidade, mais algumas despesas de outra índole. O saldo é pois largamente positivo. Mas o sistema previdencial dispõe também de reservas, para fazer face a imprevistos, que são geridas, em regime de capitalização, por um Instituto especializado (o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social) do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Ora, este fundo detinha, no mesmo ano de 2011, 8.872,4 milhões de euros de activos, 5,2% do PIB da altura.



4. É o aumento brutal do desemprego (952 mil pessoas no 1º trimestre de 2013), a emigração de centenas de milhares de jovens e menos jovens, causados ambos pela política recessiva e de empobrecimento deste governo, e a quebra brutal de receitas e o aumento concomitante das despesas com o subsídio de desemprego que estes factos acarretam, que está a pôr em perigo o regime previdencial e a Segurança Social como um todo, não a demografia, como diz o sr. Henrique Raposo.



5. Em suma, é falso que o sistema previdencial seja um sistema de repartição, como gosta de repetir o sr.Medina Carreira. É, isso sim, um sistema misto, de repartição e capitalização. Está escrito com todas as letras na lei de bases da segurança social (artigo 8º, alínea C, da lei nº4/2007), que, pelos vistos, nem ele nem o senhor Henrique Raposo se deram ao trabalho de ler. É falso que o sistema previdencial faça parte das “despesas sociais” do Estado (educação e saúde) que ele (e o governo actual) gostariam de cortar em 20 mil milhões de euros. Mais especificamente, é falso que os seus benefícios façam parte das “prestações sociais” que o senhor Medina Carreira gostaria de cortar. Ele confunde deliberadamente dois subsistemas da Segurança Social: o sistema previdencial (contributivo) e o sistema de protecção da cidadania (não contributivo). É este último sistema (financiado pelos impostos que todos pagamos) que paga o rendimento social de inserção, as pensões sociais (não confundir com as pensões de aposentação e de reforma, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento de Estado), o complemento solidário de idosos (não confundir com as pensões de sobrevivência, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento do Estado), o abono de família, os apoios às crianças e adultos deficientes e os apoios às IPSS.



6. É falso que o sr. Henrique Raposo (HR) esteja, como ele diz, condenado a não receber a pensão a que terá direito quando chegar a sua vez, “porque a população está a envelhecer”, “porque o sistema previdencial actual não pode pagar as pensões de aposentação futuras”, “porque o sistema não é de capitalização”. O 1º ministro polaco, disse, explicou-lhe como mudar a segurança social portuguesa para os moldes que ele, HR, deseja para Portugal. Mas HR esqueceu-se de dizer em que consiste essa mirífica “reforma”: transferir os fundos de pensões privados para dentro do Estado polaco e com eles compensar um défice das contas públicas, reduzindo nomeadamente em 1/5 a enorme dívida pública polaca. A mesma receita que Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas aplicaram em Portugal aos fundos de pensões privados dos empregados bancários! (para mais pormenores sobre o desastre financeiro que se anuncia decorrente desta aventura polaca, ver o artigo de Sujata Rao da Reuters, «With pension reform, Poland joins the sell-off», 6 de Setembro de 2013,http://blogs.reuters.com/ globalinvesting/2013/09/06/with-pension-reform-poland-joins-the-sell-off-more-to-come/; e o artigo de Monika Scislowska da Associated Press, «Poland debates controversial pension reform», 11 de Outubro de 2013,http://news.yahoo.com/poland-debates-controversial-pension-reform-092206966--finance.html). HR desconhece o que aconteceu às falências dos sistemas de capitalização individual em países como, por exemplo, o Reino Unido. HR desconhece também as perdas de 10, 20, 30, 40 por cento, e até superiores, que os aforradores americanos tiveram com os fundos privados que geriam as suas pensões, decorrentes da derrocada do banco de investimento Lehman Brothers e da crise financeira subsequente — como relembrou, num livro recente, um jornalista insuspeito de qualquer simpatia pelos aposentados e reformados. O único inimigo de HR é a sua ignorância crassa sobre a segurança social.



Os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo, são, em minha opinião, casos perdidos. Estão intoxicados pelas suas próprias lucubrações, irmanados no mesmo ódio ao Tribunal Constitucional («onde não há dinheiro, não há Constituição, não há Tribunal Constitucional, nem coisíssima nenhuma» disse Medina Carreira no programa «Olhos nos Olhos» de 9 de Setembro último;« O Tribunal Constitucional quer arrastar-nos para fora do euro» disse Henrique Raposo no programa de 14 de Outubro de 2013). E logo o Tribunal Constitucional ! — última e frágil antepara institucional aos desmandos e razias de um governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Estes dois homens tinham forçosamente que se encontrar um dia, pois estão bem um para o outro: um diz “corta!”, o outro “esfola!”. Pena foi que o encontro fosse no seu programa, e não o café da esquina.



Mas a senhora é jornalista. Não pode informar sem estar informada. Tem a obrigação de conhecer, pelo menos, os factos (pontos 1-6) que acima mencionei. Tem a obrigação de estudar os assuntos de que quer tratar «Olhos nos Olhos», de não se deixar manipular pelas declarações dos seus interlocutores. Se não se sentir capaz disso, se achar que o dr. Medina Carreira é demasiado matreiro para que lhe possa fazer frente, então demita-se do programa que anima, no seu próprio interesse. Não caia no descrédito do público que a vê, não arruíne a sua reputação. Ainda vai a tempo, mas o tempo escasseia.



José Manuel Catarino Soares

(Professor aposentado)

Lisboa. 15-10-2013



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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 20:53

O homem para além de bem infrmado, comeca logo na introducao pelo ponto mais importante de todos.

É também um exemplo de uma das dez estratégias clássicas de manipulação do público através da comunicação social, aquela que se traduz no preceito: «dirigir-se ao espectador como se fosse uma criança de menos de 12 anos ou um débil mental».


Mas infelizmente, a grande maioria engole a contra-informacao como se de verdade se tratasse, como é o caso de termos (cidadao nao o governo) andado a viver acima das nossas possibilidades.

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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 22:55

As pensões de reforma não são propriedade privada
Henrique Raposo, 10 de abril de 2013

O grande erro intelectual do acórdão do TC não está na famosa falácia sobre a "falta de equidade" entre função pública e resto do mundo. A maior fragilidade do documento está, isso sim, na reflexão sobre os reformados: os juízes tratam a pensão de reforma como algo equivalente à propriedade privada; recusam os cortes nas pensões, porque os ditos cortes põem em causa a "garantia de direitos patrimoniais associados à propriedade privada". Para mal dos nossos pecados, os juízes do TC não sabem ou não querem saber como funciona o sistema de segurança social.

Tal como existe em Portugal, a segurança social é um sistema estatal e colectivo para onde todos os cidadãos são obrigados a descontar. Somos obrigados a descontar para uma conta colectiva. Os descontos do cidadão "João" não ficam anexados a uma conta pessoal. Era bom que assim fosse, mas não é assim que este sistema funciona . Os descontos do "João" são atirados para o saco comum que alimenta quem já está reformado. Quando chegar à idade da reforma, o "João" dependerá dos descontos do "José", do "Nuno", do "Joaquim", do "Tozé" e do "Chico". Por ódio ideológico anti-privado ou por simples ingenuidade em relação à instabilidade demográfica , o nosso sistema de pensões não foi concebido para criar PPR privados, isto é, propriedades privadas com um nome lá gravado.

Portanto, considerar que a reforma é propriedade privada é um tremendo erro intelectual. Um erro desculpável no cidadão comum, mas indesculpável no TC. As reformas deste sistema estatal de segurança social não são PPRs, não são contas bancárias individuais, não são carros ou casas, não são bens. Não são comparáveis à propriedade privada, porque o próprio sistema foi criado para anular a noção de conta pessoal e privada. Não são propriedade privada do reformado, porque dependem da propriedade privada de quem ainda está a descontar. Ou seja, o dinheiro de quem está a trabalhar é que alimenta as reformas de quem está reformado. Sem a compreensão deste facto básico, é impossível desenvolvermos uma conversa séria sobre a segurança social e sobre a necessidade de renegociarmos o contrato entre gerações. Sim, uma renegociação que implica cortes permanentes nas pensões acima de x, porque a reforma do "João" já só é alimentada pelo "José" e por meio "Nuno"; o "Joaquim", o "Tozé" e o "Chico" e a outra metade do "Nuno" desapareceram do mapa . É triste ver o TC a navegar nos tabus que evitam o confronto com esta realidade.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-pensoes-de-reforma-nao-sao-propriedade-privada=f799076#ixzz2jLKrQMlT
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 23:02

Algumas medidas do guião da reforma do Estado:

Cortes nos Ministérios: secretarias gerais, serviços jurídicos e de contencioso ou gabinetes de estudos e departamentos de relações internacionais serão objecto de "integração gradual", "unificação" ou "agregação". O Governo não fixa datas, mas a ideia é concentrar serviços até agora dispersos pelos vários Ministérios autonomamente.

Venda de património: o programa de alienação do património imobiliário do Estado é para continuar, como é para continuar a redução do número de rendas pagas pelos serviços públicos a senhorios privados.

Premac 2: a lista de institutos, agências, conselhos, comissões e observatórios do Estado e das autarquias vai continuar a ser reduzida. O guião não fala em metas, mas diz que "a redução é para prosseguir". Os Laboratórios do Estado entram neste capítulo como promessa de concentrar serviços.

Menos empresas públicas: "restrição à criação" de empresas públicas e redução das contratualização de Parcerias Público Privadas ficam inscritas como objectivos, como prometido fica que a Administração Pública vai reduzir "significativamente" os seus consumos energéticos até... 2020.

Menos militares: Em nome da necessidade de cortar "o peso das componentes de pessoal no orçamento", os efectivos das forças armadas serão reduzidos para 30 a 32 mil militares.

Rever justiça e juízes: é uma das mais ambiciosas metas do guião. "Reformar a arquitectura institucional do sistema judicial" é um objectivo que poderá, aliás, passar por uma revisão constitucional. Portas admite que a medida "pressupõe um esforço de consensualização política". Tal como consenso será necessário para rever o estatuto das magistraturas, uma área que está longe de ser pacífica.

Concessionar escolas: As autarquias -ou grupos de autarquias - poderão candidatar-se à concessão de escolas, podendo ser responsáveis por níveis de escolaridade para lá do 1º ciclo do ensino básico. Em nome da liberdade de ensino e da necessidade de manter a proximidade dos alunos com as suas comunidades de origem, o Governo abre a porta a que grupos de professores formem "escolas independentes", cujo serviço de ensino e uso de instalações é contratualizado com o Estado.

Reformar ensino superior: O ensino superior politécnico tem uma "reforma prioritária" no calendário, mas o Governo não fica por aqui. Quer, em 2015, criar um novo modelo de ensino superior de ciclo curto.

Simplex 2: Desburocratizar o Estado e facilitar a vida às empresas é o objectivo deste programa, repescado do Governo Sócrates. O objectivo, agora, é reduzir 1/3 dos procedimentos administrativos actualmente usados por cada Ministério.

Mais comissões: uma comissão para a reforma do IRS será criada durante esta Legislatura. Mas, já no próximo ano, será formada uma comissão de reforma da Segurança Social que estudará o plafonamento das pensões e das contribuições , assim como a colocação de tetos máximos para as reformas a atribuir aos pensionistas do Estado. As ideias desta comissão estão, porém, condenadas a ficar na gaveta: ou não fosse o Governo assumir que qualquer mudança legislativa nesta área terá de aguardar por uma altura em que o País registe um crescimento do PIB superior a 2%.

Haja Saúde: "captar investimento para o sector" da Saúde e a criação de "novos formatos para PPPs" nesta área são duas das novidades que surgem neste guião da reforma do Estado.

Menos Câmaras: depois da fusão de freguesias, o governo quer "agregar munícipios". Não estabelece metas e assume que "de preferência" a redução do número de câmaras será feita "com o máximo consenso inter-partidário possível.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-doze-medidas-principais-do-guiao-da-reforma-do-estado=f838531#ixzz2jLMAnWiK
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 23:06

Ricardo, como metes esse artigo a seguir ao que eu puz, não estás a querer meter no mesmo saco as reformas da segurança social com as da Caixa Geral de Aposentações, pois não ?
Assim com tambem não deviam ser metidas no mesmo saco as reformas dos bancários e da PT....das quais o Estado já se aproveitou e remeteu toda a gente para a segurança social...

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vlopes
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Qui Out 31 2013, 23:46

(tinha coloquei este Post no tópico errado)


A reforma do estado, ou o estado da reforma?

Basta ler o titulo do Guião: ..."Um Estado Melhor"

Estivemos meses na expectativa, esperámos, e o título do guião do Sr. Ministro da propaganda é:

"Um Estado Melhor" !!!

não um país melhor,
não uma vida melhor,
não um futuro melhor, mas um Estado melhor, o que acrescenta este guião? Acrescenta rigorosamente nada….

Nem uma palavra sobre, a necessidade de mudar profundamente o papel dos políticos, e a forma como se legitimam no poder pela obtenção dos votos.

Nem uma palavra sobre o despesismo, a demagogia, e a irresponsabilidade, a falta de rigor, e transparência nos gastos dos dinheiros e recursos públicos.

Nem uma linha uma ideia anunciada sequer sobre a reforma estrutural que assente num modelo de governação que privilegie a iniciativa individual, e que elimine gradualmente os 4,8 milhões de portugueses que directamente dependem do orçamento do Estado.

Nem uma linha sobre a necessidade evidente de reformular o papel do estado, de forma a qu duma vez por todas se defina, decrete,  ordene e faça cumprir que o dever do Estado é servir as pessoas, e não o contrario.

Isto sim seria uma reforma do estado!

O que ontem anunciou o vendedor da banha da obra, para não usar o adjectivo que tenho em mente, é mais do mesmo, para ficar tudo na mesma.

Como disse um amigo meu há uns tempos. Politicos a reformarem o estado?, é como pedir ás put@s que reformem o seu bordel.
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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sex Nov 01 2013, 13:27

Caros amigos

O “Guião para a reforma do estado”: não passa de generalidades e lugares comuns: é um romance requentado e fora de prazo; mas enquanto se fala daquilo não se fala na vergonha que é este orçamento.

O governo trata-nos como sabonetes: sempre que há qualquer coisa desagradável, inventam um facto político, de que isto é exemplo.

É mais do mesmo: é igual a outro caso ainda pior que envolve o silva: o gajo não teve pejo nenhum em entrar “nesta dança”, quando o gaspar se demitiu: inventou uma negociação interpartidária para não se falar no desconchavo em que andava o governo e acólitos.

Grande silva!!!!

Os “guiões”, “zangas”, “querelas” coisas afim, que á primeira vista são prejudiciais para o governo, só aparecem quando outras medidas, ou acontecimentos, muito mais gravosos para os sheriffs do governo, aparecem, ou estão na forja.

Então sim aparece uma coisita.

A minha avó chamava a isto, uma cambada de aldrabões; estes chouriços chamam-lhe “marketing político”.


Boas audições
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sex Nov 01 2013, 13:30

Milton escreveu:
Ricardo, como metes esse artigo a seguir ao que eu puz, não estás a querer meter no mesmo saco as reformas da segurança social com as da Caixa Geral de Aposentações, pois não ?
Assim com tambem não deviam ser metidas no mesmo saco as reformas dos bancários e da PT....das quais o Estado já se aproveitou e remeteu toda a gente para a segurança social...
Infelizmente já estão todas no mesmo saco…

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sex Nov 01 2013, 13:33

A reforma do Estado é indispensável e, agora mais do que nunca, inevitável.
Mas não pode ser feita em cima do joelho e deve ser fruto da participação de todos os partidos e dos diversos sectores da sociedade.

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sex Nov 01 2013, 14:16

Amigo Ricardo

Não posso concordar mais

Mas, sinceramente vê alguma possibilidade de isso acontecer?

Vê?

O Socas, quando estava no governo fartou-se de fazer a mesma solicitação a estes meninos: até para entrarem no governo!

Os psdelhos aceitaram?

Não!

O socas quis cortar na despesa!

Os ppdelhos aceitaram?

Não!

O amigo sinceramente é de opinião que os soquinhas, diziam agora que sim, mesmo que tivesse sido apresentado uma coisa séria, e bem feita?

Claro que não!

Á boa maneira nacional, dizem agora também que não.

Mas isto é tudo muito mais grave.

A reforma do estado não interessa para nada para os PSD’s e cúmplices: não passou de uma manobra de aldrabice/marketing político.

O amigo leu o texto?

Aquilo não passa de generalidades e lugares comuns: não tem uma ponta de sério.

Os gajos não querem saber da reforma do estado para nada: utilizaram aquilo para divergir a opinião dos portugueses do OE.

Com aldrabices dessas o amigo imagina ir-se avante com alguma reforma do estado?

Boas audições

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sex Nov 01 2013, 14:28

Acho que dificilmente teremos a reforma que necessitamos.
Os Juízes do Constitucional defenderão o seu futuro, os Sindicatos e os Partidos Políticos lutarão pelas reformas que mais convêm aos seus "associados" e os Grupos Económicos defenderão os seus enormes monopólios financeiros.
Esperam-nos os cortes "cegos", e a deterioração dos Serviços que nos são imprescindíveis: Saúde, Segurança, Justiça e Educação.

Estamos "lixados"…

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sex Nov 01 2013, 23:31

O Guião está a ser analisado agora no Expresso da Meia Noite / SIC Notícias.

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CNeves
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sab Nov 02 2013, 00:35

Obrigado amigo Ricardo.

Boas audições
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Stereo
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MensagemAssunto: Re: Reforma do Estado   Sab Nov 02 2013, 20:13

ricardo onga-ku escreveu:
Leia aqui o Guião da Reforma do Estado:

http://www.scribd.com/doc/180306383/Guiao-da-Reforma-de-Estado

Cá está: o que é que se pretende? Continuar a sustentar o sistema? Aliás, já não é a primeira vez que alguém se lembra de colocar isto na net. Mas eu digo simplesmente que não há qualquer razão para se perder tempo sequer a ler esta trampa!

Sinto muito se isto soa a desilusão, mas não é por aí. Eu sei que foram eleitos, mas mesmo assim a legitimidade deveria ser posta em causa, em vez de se comprar as tretas que no sistema se fabrica.
O que deveria ser preocupação de todos deveria ser os problemas e não os «projectos» que interessam a... O que deveria ser tratado é o que é preciso tratar e isso não é uma questão ideológica. E o que é preciso é dar o contributo para isso, pelo que se há alguma coisa a reivindicar é que se crie um espaço para se tratar os problemas e não para se fabricar, vender e comprar. O interesse em causa não pode ser de alguém, mas de todos!
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