Áudio Analógico de Portugal
Bem vindo / Welcome / Willkommen / Bienvenu

Áudio Analógico de Portugal

A paixão pelo Áudio


Fórum para a preservação e divulgação do áudio analógico, e não só...
 
InícioPortalCalendárioPublicaçõesFAQGruposRegistrar-seConectar-se
Fórum para a preservação e divulgação do áudio analógico, e não só...

Compartilhe | 
 

 Salazar

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte
AutorMensagem
António José da Silva
Membro AAP


Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 13 2013, 16:49

E de certeza que também andastes pela Reeperbahn.  
Voltar ao Topo Ir em baixo
reirato
Membro AAP
avatar

Mensagens : 3109
Data de inscrição : 08/11/2010
Idade : 74
Localização : Stª Maria de Belém, Lisboa

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 13 2013, 16:55

António José da Silva escreveu:
E de certeza que também andastes pela Reeperbahn.  
 
 
Ás vezes passava-se lá a noite e regressava-se a pé, pelas sete da manhã, atravessando o tunel que saía das imediações da TapumenStrasse, e ia sair do outro lado do Elba, pertinho do estaleiro da Blohm + Voss que era onde os navios estadiavam normalmente! ...
Para entrar de serviço ás oito!? ...
 
 
 
king
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://arato.rocha@gmail.com
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 13 2013, 16:58

reirato escreveu:
António José da Silva escreveu:
E de certeza que também andastes pela Reeperbahn.  
 
 
Ás vezes passava-se lá a noite e regressava-se a pé, pelas sete da manhã, atravessando o tunel que saía das imediações da TapumenStrasse, e ia sair do outro lado do Elba, pertinho do estaleiro da Blohm + Voss que era onde os navios estadiavam normalmente! ...
Para entrar de serviço ás oito!? ...
 
 
 
king

Bela vida. Por essa altura, nem direito a um televisor nós tínhamos em Portugal.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
reirato
Membro AAP
avatar

Mensagens : 3109
Data de inscrição : 08/11/2010
Idade : 74
Localização : Stª Maria de Belém, Lisboa

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 13 2013, 17:09

António José da Silva escreveu:
reirato escreveu:
António José da Silva escreveu:
E de certeza que também andastes pela Reeperbahn.  
 
 
Ás vezes passava-se lá a noite e regressava-se a pé, pelas sete da manhã, atravessando o tunel que saía das imediações da TapumenStrasse, e ia sair do outro lado do Elba, pertinho do estaleiro da Blohm + Voss que era onde os navios estadiavam normalmente! ...
Para entrar de serviço ás oito!? ...
 
 
 
king
Bela vida. Por essa altura, nem direito a um televisor nós tínhamos em Portugal.
 
 
Agora, cinquenta anos passdos o que ainda me deixa saudades ...
I love you 
São as salsichas [ os gostos... e as necessidades mudam!? ... ] que se comiam lá na Reeperbahn!? ...
Bockenwurst, bratwurst e os schasclick hungaros('), que na rua sabiam mesmo bem, só fazia falta era um bocadinho de pão que era preciso pedir e pagar por fora! ...
Laughing 
 
king
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://arato.rocha@gmail.com
Stereo
Membro AAP
avatar

Mensagens : 3493
Data de inscrição : 07/07/2010
Idade : 57
Localização : Lisboa

MensagemAssunto: Re: Salazar   Seg Out 14 2013, 14:51

Aqui o caro CNeves tem razão, quanto à comparação das realidades...

Agora, devo lembrar algumas coisas que podem contribuir para uma nova cultura de erro.
Não esquecer que estamos a tratar de coisas como ideologias... o que pode ser perigoso!...
Que não estamos sozinhos e que, mais que nunca estamos juntos no mundo...
Que seja pelas questões culturais, económicas e ou ecológicas... a questão cidadania não deve continuar a ser tratada da mesma forma...
Que existem uma série de questões que precisam ser tratadas devidamente, nomeadamente a liberdade, o direito... e que de forma alguma devem ser ignoradas!

Não é por acaso que tenho boas razões para me sentir «perseguido»!... Eu faço manguito a estas bestas, mas isso não chega e por isso tenho pedido ajuda aos especialistas ou piratas da net, para me ajudarem na luta contra a besta!
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sab Out 19 2013, 23:48

Caros amigos

Depois de uma semana relaxante, onde ampliei amizades e criei novas; e sobretudo passei momentos inolvidáveis, volto a Salazar.

Solicito que peguem num copo de bom Whisky; se gostarem acendam um bom charuto; ponham no prato um bom disco de jazz; e façam-me o favor de ler o que a seguir vou escrever lenta e pausadamente.


Nos meus escritos sobre Salazar quis apenas dizer quatro coisas, a saber:

• Quando Salazar recebeu o governo o país era medieval, estava exangue: em bancarrota, e á beira da guerra civil;
• Que quando Salazar abandonou o governo, o pais tinha-se modernizado e tinha uma situação financeira impar em termos internacionais: isto apesar de tudo se ter passado por uma continua crise internacional fortíssima;
• Que passado quarenta anos desse abandono, o país volta a estar na bancarrota, apesar de ter beneficiado de uma prosperidade internacional impar, e de ter recebido milhares de milhões de euros de ajuda da Europa.
• Que Salazar foi um ditador, mas que atualmente o regime continua uma ditadura, embora mais manhosa.


Nas intervenções houve concordâncias: as restantes respostas tiveram algo de divertido.

Primeiro, ninguém contestou os factos expostos: ou seja ninguém mostrou que o que eu disse era falso.

Segundo, fui fortemente atacado por estar a defender um ditador, e consequentemente uma ditadura: só faltou chamarem-me fascista; e não sei mesmo se não o fizeram.

Mas o que foi divertido foi a forma da argumentação.

Os políticos, que tanto atacamos, utilizam a mesma forma com grande profusão na Assembleia da República e na imprensa.

O método é simples: os políticos, quando confrontados com algo desagradável que põe em causa os seus interesses, ou um lugar comum, enchem a boca de cocó, e cospem-no com toda a força contra a ventoinha.

O resultado é ficar tudo borrado: o cuspidor e os outros.

Mas o que tem graça é que depois, o cuspidor sai dali a dizer: “dei-lhes uma tareia de criar bicho”.

E sai dali convencido que está cheio de razão.

O resultado é que nada muda.

Continuamos, ano após ano com a justiça mais lenta do mundo; somos dos países mais corruptos da Europa; temos um urbanismo de cagalhão, e por aí fora.

Aqui ninguém encheu a boca de cocó, mas foram atiradas coisas desagradáveis para a ventoinha, de que não havia necessidade nenhuma.

Passemos adiante.

O amigo AJS numa sua intervenção citou um grande homem: Churchill.

Sem dívida foi um dos grandes homens do século XX.

E sobre esse só se diz bem, quase até á exaustão: nada de mal é dito.

Mas por acaso saberão os amigos, que o Churchill tem uns “pecaditos” na sua vida; a maioria muito mais graves do que os de Salazar.

Não sabem, porque ninguém diz: o lugar comum do Salazar é ser um ditador; o do Churchill é ser um grande homem: ponto.


Vou referir alguns desses “pecados” do Churchill.


O Churchill é considerando grande, porque tomou decisões consideradas difíceis, que permitiram á Inglaterra resistir á Alemanha, e ganhar a guerra.

Só que as decisões que tomou era com um total conhecimento do que os alemães e japoneses iam fazer.

A partir de quarenta e um, os ingleses tinham entrado no sistema de codificação inimigo; e chegavam a ter conhecimento das mensagens antes de o próprio destinatário as poder ler.

Sabiam tudo; “até sabiam quando os generais alemães iam á casa de banho e quantos cagalhotos faziam”.

Pois é: assim até o Pato Donald era uma grande homem.

O Churchill tentou esconder isso até á exaustão, pois sabia que o seu valor iria ficar grandemente diminuído: consegui-o em vida: as suas memórias são como se nada disso se tivesse passado: depois da sua morte a coisa saiu cá para fora.

Mas o mais grave foi que informou os americanos desse sistema de decriptação; mas não informou os russos.

Quem ganha a guerra são os russos: o numero de mortes russas é dezenas de vezes superiores á dos restantes aliados todos juntos.

Durante três anos tiveram de combater os alemães praticamente sozinhos, e ás escuras, enquanto os outros iam fazendo umas guerrazinhas, com holofotes solares sobre tudo o que era decisão alemã.

Claro que a imprensa ocidental enaltece imenso as guerrinhas ocidentais; e sobre as dos russos pouco ou nada diz.

Gostava de perguntar: se ele tivesse informado os russos, quantos anos a guerra teria sido abreviada? Quantos milhões de vidas civis teriam sido poupadas?

Pois é o Churchill estava mais interessado em que os russos e os alemães se matassem a bom matar, do que em poupar a vida e atrocidades a milhões de crianças.

No mesmo sentido, foi a relutância em abrir uma nova frente a oeste: atrasou o mais possível: “os gajos que morram á vontade”.

Notável!!!

Mas há pior, como é o caso do bombardeamento no fim da guerra, já com ela ganha, de cidades alemãs sem qualquer interesse militar, de que Dresden é o paradigma.

Dresden, não tinha qualquer interesse estratégico ou militar: não tinha nada: não tinha soldados, não tinha fábricas, nada: era apenas uma cidade lindíssima.

Durante dois dias e duas noites a cidade foi bombardeada por bombas incendiárias de magnésio: de dia a “festa” era dos americanos, de noite dos ingleses.

Ao fim de dois dias daquilo, o calor provocado pelos incêndios, gerou uma depressão, e o ar sai dali a mais de duzentos quilómetros por hora: pior que um tufão.

O resultado foi o que não tinha sido destruído desapareceu do mapa: mas pior: toda aquela gente que se tinha refugiado nas caves; a maioria mulheres, velhos e crianças, ficou ser ar e morreu asfixiada.

Nas bombas atómicas as baratas sobreviveram: ali, nem as baratas sobreviveram: morreu tudo.

E isto aconteceu em outras cidades alemães.

Não havia a mínima necessidade: a guerra estava ganha: a oeste os soldados avançavam com as “espingardas á tiracolo”; o que não os impediu de cometer imensas atrocidades; de que também ninguém fala.

Não havia necessidade nenhuma, nem qualquer justificação.

Pois o “amigo” Churchill” decidiu andar com aquilo para a frente.

O Salazar nunca mandou deliberada e desnecessariamente matar nenhuma criança.

Mas o Churchill fê-lo e fê-lo aos milhares.

Mas há pior.

Depois da guerra ganha; e como vimos, foram os russos que a ganharam; Churchill planeou a invasão da Rússia, tendo o cuidado de corrigir os erros que os alemães tinham cometido quando a invadiram.

E a coisa esteve quase, quase: era a operação “Unthikable”.

Não avançou porque se convenceu que corria sérios riscos de levar no focinho.

Foi só por isso.

Grande filho da pu%&a: as palavras têm de ser ditas.

O gajo põe os russos a suportar todos os custos humanos da guerra: os russos morrem aos milhões: ganharam a guerra para ele: e depois toca de os invadir, matando mais uns milhões de crianças.

Notável!!

Mas o homem tem ainda coisas é piores.

Sabem os amigos, que depois da primeira guerra mundial, Churchill defende numa intervenção dos comuns: não foi numa conversa particular, nem numa entrevista a um jornal: foi num discurso na câmara dos comuns:

Estávamos no auge do Darwinismo social que inspirou os nazis.

o “artista” defendeu que a maioria das classes inferiores inglesas deviam ser castradas?

Pois foi: discurso nos comuns.

Só não eram castrados uma quantidade suficiente para poderem servir as classes abastadas.

“Grande homem”!!!

Alguém ouve falar nisto?

Pois é os anglo-saxónicos só enaltem as qualidades; nós por sua vez, faça alguém as maravilhas que fizer, só vemos os pecados.

O Salazar faz um milagre económico em Portugal; nós só nos lembramos que ele é um ditador.

Caros amigos eu prefiro ser objectivo.

Ver e louvar as qualidades; e apontar e condenar os defeitos.

Foi nesse sentido a minha intervenção sobre Salazar.

Já agora convêm saberem que o Churchill, esse “grande homem” nunca levou a dele avante frente a Salazar.

Com Salazar bateu sempre a bolinha bem baixo; nunca fez farinha. Salazar fez sempre o que quis, por mais forte que fosse a oposição do Churchill; e o mesmo aplica-se a Hitler e a Roosevelt.

Não seria interessante para o nosso orgulho nacional, sempre tão depauperado, termos desses factos conhecimento?

Eu julgo que sim.

Espero numa próxima tertúlia da AAP, se não antes, falar de gajas com os intervenientes deste tópico: claro a beber o Bourbon do Paulo: eu levo a garrafa.

Boas audições






Voltar ao Topo Ir em baixo
vlopes
Membro AAP
avatar

Mensagens : 2992
Data de inscrição : 03/07/2010
Localização : Azeitão

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 20 2013, 00:13

CNeves escreveu:
Caros amigos

(........)

Nos meus escritos sobre Salazar quis apenas dizer quatro coisas, a saber:

Quando Salazar recebeu o governo o país era medieval, estava exangue: em bancarrota, e á beira da guerra civil;

(........)
Espero numa próxima tertúlia da AAP, se não antes, falar de gajas com os intervenientes deste tópico: claro a beber o Bourbon do Paulo: eu levo a garrafa.

Boas audições


Caro Cesar,

Uma correcção, porque é um facto histórico. 

A ultima bancarrota (das 8 que Portugal já conheceu), foi de 1892-1902, numa longa re-estruturação da dívida soberana no final da Monarquia. Salazar só chega ao poder em 1933, com a chegada do Estado Novo (de 1928 a 1933 foi ministro das finanças).

Abraço
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 20 2013, 00:19

Caro Vlopes

O amigo tem razão: só que eu quando aplico o termo bancarrota ao periodo antes do governo de Salazar, aplico no sentido lato, pretendo dizer, como é óbvio, que tinhamos as finaças no "zero": da mesma forma aplico o termo bancarrota ao momento actual, no mesmo sentido: de facto não estamos em bancarrota mas quase.

Obrigado pela precisão. 

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 20 2013, 01:16

E eu acho que continuas a ver (muito) mal (ou melhor, a analisar mal o todo). Mas isto sou eu a falar.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Dom Out 20 2013, 08:32

Caro AJS

Pois é, não “dá nada jeito” que o ditador Salazar tenha sido também um grande homem; e o Churchill, esse grande homem, tenha sido também um facínora.

Como não me cansei de repetir: quer em Salazar quer em Churchill referi factos.

O Brest dizia: “por mais que se decrete que o trigo nasce para baixo, ele acaba por nascer para cima."

Assim é a propaganda e os factos: por mais que se “decrete” que o Salazar é um facínora, e o Churchill um grande herói; os factos mostram que foram ambos dois grandes homens, que cometeram muitas facínoras.

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Out 25 2013, 22:13

Caros amigos

Depois de ter ficado claro que uma ditadura e um ditador são altamente condenáveis; vou referir alguns exemplos da atuação de Salazar capaz de envergonhar os líderes atuais, se eles tivessem alguma vergonha na cara.

Primeiro exemplo:

Sabiam que Salazar não permitia que se ligasse o aquecimento no Palácio de S. Bento, sua residência oficial, nem no inverno, nem nunca?

Fazia-o para não gastar dinheiro.

Os convidados, ou as entidades que o visitavam, sentava-se, e recebiam uma manta, para cobrir os joelhos, e assim raparem um pouco menos de frio.


“Agora é exatamente a mesma coisa.” 

Notável, não!

Segundo Exemplo:

Num dos seus primeiros verões como primeiro ministro, Salazar decidiu passar o verão na praia.

Era então necessário arranjar-lhe uma casa.

Foi escolhido o Forte de S. Julião da Barra.

Bem, então passa a ser essa a residência oficial de verão do Presidente do Conselho de Ministro.

Não senhor! o que é isso! disse Salazar: o Presidente do Conselho não tem direito a residência de verão nenhuma: façam lá o favor de me dizer o valor da renda daquilo, para eu pagar.

Ficou tudo á rasca: que fazer? Um general lembrou-se que na zona havia um bairro social; então cobrava-se a Salazar o mesmo valor que um ocupante de uma daquelas habitações sociais.

Maravilha: e foi esse valor que foi cobrado a Salazar.

Quando Salazar foi ver as suas contas: que as via ao tostão: as suas, e as do estado: repara naquele valor e no seu justificativo!

Menino: a coisa ficou feia.

Salazar muito raramente perdia o controle: naquele momento perdeu-o, e muito:

chama os responsáveis: e pergunta-lhes em tom alterado: vocês são de opinião que o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal tem necessidade de apoio social?????

E foi tudo dali corrido com a demissão em cima da cabeça.

Teve-se de ir ver o valor da renda de uma vivenda de idêntica dimensão; e cobrar-se a Salazar a renda de acordo com isso.

“Agora é exatamente a mesma coisa.” 

Notável, não!

Terceiro exemplo:

A política geral de Salazar era social democrática: em termos práticos; em termos económico; em termos sociais; a política era social-democrática.

Era um ditador com uma política social democrática.

E tinha uma política de proteção dos mais pobre; dos mesmos mais pobres, e necessitados; que antes, depois; aqui, ou na europa; muitos poucos governos tiveram idêntica amplitude.

Segue a descrição do exemplo.

Antes dos anos cinquenta, a tráfico comercial era feito a granel, não havia contentores.

Aparecem os contentores e é criado no Porto de Lisboa o primeiro parque dos ditos.

Um sem abrigo, agarra num colchão, e instala-se num contentor situado exatamente a meio do referido parque.

Pois é: Salazar tinha feito aprovar uma lei que dizia que quem colocasse um colchão num espaço coberto, tinha direito ao usufruto desse espaço:

A redação da lei não é bem assim; mas em termos práticos é-o; e bem.

Já tinha havido situações idêntica, não em contentores, mas em habitações e mesmo palácios.

Tinham sido resolvidos á boa maneira cacique portuguesa: o proprietário conhece um policia, um juiz ou uma alta autoridade: ameaçavam o sem abrigo; davam-lhe vinte escudos; e ficava tudo “numa boa”.

Só que um jornalista do Século publica a noticia do contentor: num cantinho muito discreto; mas a notícia foi publicada.

Salazar antes de iniciar o trabalho lia sempre todos os jornais: e lia ao pormenor: de modo que não lhe escapou a notícia.

“É exatamente o que faz o atual presidente da república.” 

Pegou no telefone e procurou informação adicional.

Soube então que estava tudo preparado para tirar o sem abrigo do contentor:

“ninguém tinha dúvidas: a ocupação estava a provocar sérios prejuízos a Porto de Lisboa e ao País.”

Mas Salazar tinha-as e muitas.

Foi mais uma das poucas vezes que “saltou a tampa a Salazar”:

resultado:


o sem abrigo ficou no contentor até lhe terem arranjado uma casa social: mas não só: ficou no contentor até ele querer ir para a casa que lhe arranjaram;

e os responsáveis e os acólitos que tinham já tudo preparado para expulsar o sem abrigo; foram todos julgados por terem violado a lei.

“Agora é exatamente a mesma coisa.” 

Notável não.

Quarto exemplo:

Salazar respondia a toda a gente: lia todas as cartas que lhe escreviam: respondia pessoalmente ás que considerava serem de seu dever responder; e ás outras mandava o secretário responder: mas assinava-as todas.


Salazar também fazia questão de receber um número significativo das entidades que lhe pediam audiência, por muito pouco importantes que fossem.


Dizia que só assim, lendo as cartas, e recebendo alguns dos pedidos de audiência, conseguia sentir o pulsar do país.

“Agora é exatamente a mesma coisa.”  

Por exemplo recebia um presidente duma Junta, que andava em litígio com outra junta pela posse, ou construção de um muro.



A audiência tinha sido programada, por exemplo, para durar meia hora.

Salazar ouvia com muita atenção: começava então junto com o seu interlocutor á procura de soluções: tudo era examinado exaustivamente, e ao mínimo pormenor.

O natural era que a meia hora fosse ultrapassada: não importava: Salazar estava a tratar daquele assunto; e o assunto tinha de ser tratado e bem tratado.

Enquanto estava naquilo, nada mais importava: não podia ser interrompido.

Ouve casos de ministros e embaixadores que tiveram de esperar horas que aquilo acabasse.

O ministro e o embaixador não importavam: importava era a resolução daquele assunto.

Quando Salazar e o seu interlocutor se encontravam satisfeitos, aquilo acabava: o secretário tomava nota das decisões; e do que fazer para serem cumpridas; e então Salazar despedia-se formalmente do interlocutor, como se tratasse de um Presidente da República; e só depois disso ia receber o embaixador.

“Agora é exatamente a mesma coisa.” 

Notável, não!

Podia referir muitos mais exemplos; fico-me por aqui para não me tornar mais maçador.

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 16:52

Caros amigos

Muito estranho o silencio dos últimos tempos sobre este tópico.

Pensar de maneira diferente não faz de ninguém inimigo: antes pelo contrário: quem me mostrar que eu estou errado no meu pensamento, merece o meu agradecimento e estima: permite-me corrigir ideias erradas e consequentemente evoluir.

Quem me mostrar que não estou a ver a coisa como deve ser, não me corta meio metro á pila, (digo meio metro porque que se cortassem esse valor ficava em dificuldades; se cortassem menos, um centímetro que fosse, a pila continuava operacional e bem operacional):

Quem me mostrar que não estou a ver a coisa como deve ser, torna-me muito mais sábio; e consequentemente permite-me tirar muito melhor proveito da dita pila.

Estou a referir exemplos que mostram que Salazar foi um grande homem; mas podia mostrar algumas facínoras, bem facínoras do dito: só que essas os amigos já as ouviram, muitas vezes ampliadas e distorcidas: resta-me assim, em nome da objectividade, referir os bons exemplos.

O amigo Nbunuel acusou a ditadura de Salazar de ser mesquinha, pequenina e outros adjetivos quejandos.

O amigo está corretíssimo: todos esses adjetivos aplicam-se obviamente á ditadura de Salazar; mas também se aplicam a todos os regimes de Portugal, pelo menos desde o tempo do Eça de Queiroz.

O amigo Mango, noutro tópico, acusava Salazar de criar galinhas no quintal: curioso: indignamo-nos pelo espavento em automóveis e outros cretinices dos nossos políticos: e agora o amigo acusa Salazar de querer poupar dinheiro ao estado criando as próprias galinhas!!!

Não vos parece que há qualquer coisa de parcial nestes raciocínios?

Talvez o que todos devêssemos fazer era criar galinhas no quintal: as vantagens há primeira vista eram três: poupávamos, não esbanjávamos; comíamos carne de muito melhor qualidade; e não negávamos as nossas raízes.

Se verificarem os livros do Eça, aplicam-se perfeitamente á época atual; e claro aplicavam-se também ao tempo de Salazar.

De facto a nossa sociedade é pelo menos desde á dois séculos, cacique, mesquinha, pequenina, invejosa e rancorosa.

Mas isso é transversal a todas as épocas: os antepassados de Salazar viveram nessa sociedade; Salazar também; como nós agora a vivemos: Salazar não foi responsável por ela.

Querem melhor exemplo de um dos maiores industriais de Portugal querer impedir a venda do livro do Sócrates nos seus estabelecimentos?

Salazar conseguiu um milagre económico; não conseguiu mudar as mentalidades: aí o assunto fia mais fino.

Salazar criou algumas leis no sentido de alterar essa mentalidade, de que o exemplo do sem-abrigo e o contentor é um exemplo, bem como o que a seguir irei descrever; mas não conseguiu mudar nada.

Falhou redondamente.

O exemplo que segue, ilustra bem a mentalidade, o pensamento e a forma de atuar de Salazar.

Nos anos vinte, trinta, quarenta e cinquenta a sociedade portuguesa considerava dois tipos de mulher: tão só dois: as sérias e as pu%&a.

As sérias eram aquelas com que se namorava e casava; as pu%&a eram para fazer umas marmeladas, trancadas, e afins.

Um mulher tinha de ir virgem para o casamento: não podia de ser de outra forma.

Se uma mulher cedia aos seus calores; ou por amor fazia umas cedências, estava tramada.

O parceiro passava imediatamente a considera-la uma pu%&a, dava ampla divulgação pública; e a rapariga, sobretudo nos meios pequenos, passava a ter sérias dificuldades para arranjar marido.

Passava a ser assediada por todo o “gato sapato” que pensava: se ele fez ao outro também faz a mim: mas namorar ou casar nada.

As principais vítimas disto era as criadas, as chamadas “sopeiras”, que na altura eram todas internas; e se eram jeitosas, passavam a ser imediatamente assediadas pelos patrões e pelos filhos dos patrões.

Quando cediam não tinham hipótese: eram expulsas da casa; e nunca mais arranjavam emprego como criadas.

A culpa “obviamente” era delas, porque eram umas pu%&a; o patrão ou o menino estava apenas a satisfazer uma necessidade.

Este tipo de mentalidade ainda hoje vigora com muita força na nossa sociedade; e não é só nesta área.

A criada abusada, sem possibilidade de arranjar emprego, restava-lhe duas alternativas: voltar para a terra, e estava tramada, porque só voltavam para a terra as pu%&a; ou ir vender o corpo: se tinha a fama, tinha também o proveito.

Claro que se engravidasse o caso era muito mais sério e a vida da rapariga e da criança passava a ser um inferno.

O problema era grave: nesses anos, a grande população de prostitutas do país eram constituídas por ex-criadas abusadas; e por galegas que fugiam da fome causada pela guerra civil espanhola.

Ninguém se preocupava: “Deus Nosso Senhor” tinha feito “o mundo” assim, nada havia a fazer.

Salazar pensava de forma diferente:

criou uma lei que dizia que homem que abusasse de uma mulher, se fosse solteiro, era obrigado a casar com a senhora; se fosse casado, ia para a cadeia com um pena grossa.

Claro que a sociedade pequenina e mesquinha de Portugal dava a volta aquilo “com uma pinta”, que fazia corar o energúmeno mais empedernido.

O método era simples: a rapariga abusada que tentasse reclamar o cumprimento da lei, era sujeita ás ameaças de um policia ou juiz, amigos do cavalheiro; e esta era obrigada a aceitar os “vinte escudos” da ordem; e que desaparecesse e não chateasse.

Apenas um numero ínfimo de casos chegavam a fazer justiça á rapariga.

Eis senão quando, um universitário, filho de um altíssimo industrial do país, engravida a criada. Estou a falar de um altíssimo industrial, não de um alto, ou muito alto: estou a falar de um filho de uma das famílias mais poderosas em termos económicos do país.

Claro que o caso começou imediatamente a ser resolvido pelo método da ameaça e dos “vinte escudos”

Claro que dado o poder da família, a ameaça foi feita por um juiz da mais alta magistratura, e por um oficial do comando general da policia.

E tudo estava bem encaminhado.

Só que a menina tinha nascido de um abuso idêntico sobre á mãe.

Em consequência, a senhora e a filha, tinham tinha passado as “passinhas do Algarve”.

A Senhora, mãe da menina, não esteve de modas: escreveu a Salazar.

Como vimos anteriormente Salazar lia todas as cartas que lhe eram enviadas.

Leu a carta; e mandou investigar o assunto.

Quando soube das ameaças do Juiz e do polícia, ordenou imediatamente que fossem sujeitos a procedimento disciplinar.

Ficou tudo á rasca: Salazar queria mesmo que o menino família casasse.

Bem, para grandes males grandes remédios, vai daí, é mandado o tio de menino, amigo de Salazar, falar com ele, e explicar-lhe “os factos da vida”:

“um menino de tão alta estirpe” não podia casar com uma “sopeira”.

E assim foi: o tio foi falar com Salazar.

Salazar no seu trato diário era muito afável: mantinha muito as distâncias, mas era afável: por seu lado, quando tratava de assuntos do estado tinha apenas dois olhares: frio; ou gélido siberiano.

Recebeu o tio com o gélido siberiano.

O tio ficou á rasca, e começou a falar de banalidades; Salazar respondeu sempre com frases curtas e diretas.

A certa altura, o tio, não podendo adiar mais, disse:

Queria falar da asneira do “toninho”,(toninho, não é o nome verdadeiro do filho família; está aqui apenas por graça).

O olhar de Salazar, que nunca tinha deixado de ser siberiano, passou a gélido polar, e disse:

Agradeço muito o convite da noiva para a minha presença no casamento, que me vem transmitir; eu, por minha vez, solicito-lhe o favor de entregar á noiva a missiva que irei agora escrever a informar da minha aceitação.

Quem ficou gélido foi o tio, próximo do zero absoluto, da pontinha dos cabelos até ás unhas dos pés.

Repare-se Salazar não disse que o convite era do casal: disse que era da noiva; e consequentemente aceitou o convite da noiva.

Fez-se convidado da noiva.

Para ele o importante era a noiva.

Grande bronca......................grandíssima bronca!


Com aquela frase Salazar disse várias coisas, a saber:


Primeiro: o casamento tinha de se realizar;

Segundo: o casamento tinha de ser pela igreja. Salazar não ia a casamentos pelo civil.

Para quem não sabe, quem cassasse na altura pela igreja não se podia divorciar; e consequentemente, voltar a casar. De facto, os poucos casos em que abusada chegava ao casamento, a cerimónia era pelo civil, que não tinha tantas restrições: o resultado era que pouco depois, o menino divorciava-se e voltava a casar, então pela igreja, com uma menina do seu nível social:

ali não: o “toninho” tinha de casar para sempre;

mas mais: o casamento teria de se realizar com toda a pompa e circunstância: não podia ser um casamento intimo, privado e muito escondido: o casamento tinha de ser realizado “á maneira”, com todo o luxo devido, uma vez que Salazar ia estar presente.

E ainda mais: para ele o importante era a noiva: não queria saber do “toninho” e da família do “toninho” para nada.

Não tem dúvida: Salazar era um facínora; mas tinha coisas do catrino. 

E assim o “toninho” e a família do “toninho” teve de cumprir as instruções de Salazar.

Mas Salazar não se ficou por aqui.

No dia do casamento mandou entregar uma missiva á noiva, não aos noivos: a missiva era para a noiva, para ser lida perante todos os presentes antes da cerimónia, a dizer o seguinte, (as palavras não são estas, mas o sentido é-o):

Apresento-lhe as minhas sinceras desculpas, mas infelizmente contra os meus desejos, inesperados afazeres do estado não me permitem estar presente no seu casamento: solicito-lhe pessoalmente o favor de quando terminar a sua lua de mel, me dê o prazer de almoçar comigo, na minha residência em São Bento, acompanhada por sua mãe: se for de opinião que o seu esposo deve estar presente, terei também muito prazer em o receber no almoço.

Repararam: o “toninho” foi remetido para o estatuto de “sopeiro”: os convidados era a noiva e a mãe; o “toninho era o acompanhante se a noiva quisesse.

Mas a missiva continuava:

Para me redimir de ter faltado a um compromisso por mim assumido; solicito-lhe que todos os anos me dê o prazer, de junto com o seu esposo, almoçarem comigo: a data será a da sua conveniência, e nenhum afazer de estado, me impedirá de faltar a esse compromisso.



Salazar dizia á família, ao noivo e ao mundo: nem pensem em dar a volta a isto: a noiva, é para mim mais importante que qualquer afazer do estado.


Não tem dúvida: Salazar era um facínora; mas tinha coisas do catrino. 


Salazar com tudo isto disse ao país: a mãe da menina não é nenhuma pu%&a; a menina também não; filhos da pu%&a são os gajos que montam as meninas e depois não querem saber delas para nada.

Depois disto, os abusos claro que continuaram; mas passou tudo a piar muito mais fininho.

Consequentemente os finais felizes para as meninas abusadas cresceu exponencialmente.

Não tem dúvida: Salazar era um facínora; mas tinha coisas do catrino.

Nos próximos exemplos irei mostrar a verdade sobre o ouro nazi; e sobretudo a pinta com que Salazar deu a volta a Churchill, a Hitler e a Roosevelt e mesmo a Kennedy.

Como já disse, são exemplos que deviam constar em todos os livros da nossa história; porque mostram que a inteligência, a convicção e a vontade de um Português conseguiu levar a sua á vante, apesar se ser uma migalha, muito migalha no contexto internacional.

Talvez falte agora políticos com idênticas qualidades para fazer frente á troica e afins.

Boas audições






Voltar ao Topo Ir em baixo
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 17:09

Ok, ok...

eu já nasci depois disto tudo e volto a dizer: se os governos atuais fossem de jeito agora não se falava do Salazar.

Acontece é que pelos vistos o Salazar fazia as coisas com convicção e agora são feitas por interesses pessoais.

No entanto não simpatizo com ditaduras de nenhuma espécie e houve muita gente presa, torturada, etc, etc,

Por outro lado, o que temos agora é apenas uma espécie de liberdade, o próprio governo está sob uma ditadura ainda maior.
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 17:20

Mas venham de lá as outras histórias.

A Thatcher, por exemplo, profusamente elogiada parecia-me ter uma política que enfim...
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 17:27

A história está fixe.  Fica a curiosidade de quem é esse "Toninho." 

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 17:56

Caros amigos

Como coloco aqui um video WMV?

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ferpina
Membro AAP
avatar

Mensagens : 10135
Data de inscrição : 07/07/2010
Idade : 63
Localização : Assado - Perú

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 18:01

CNeves escreveu:
Caros amigos

Como coloco aqui um video WMV?

Boas audições
Tens que fazer o upload por ex. para o YouTube e depois abrires a janelinha respectiva aqui no post e copiares o link respectivo.

_________________
Cumprimentos, Fernando Pina
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 18:01

CNeves escreveu:
Caros amigos

Como coloco aqui um video WMV?

Boas audições
Penso que tens que fazer primeiro o upload para youtube.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 18:16

Pedi ao AJS para colocar o video porque eu não sei.

Como consolação, aqui vai:

Para aliviar um pouco da dureza da crise...







O Padre e a pecadora

- Padre, perdoa-me porque pequei (voz feminina)


- Diga-me filha, quais são os teus pecados?


- Padre, o demónio da tentação se apoderou de mim, pobre pecadora.


- Como é isso filha?


- É que quando falo com um homem, tenho sensações no corpo que não saberia descrever...


- Filha, apesar de padre, eu também sou um homem...


- Sim, padre, por isso vim confessar-me contigo.


- Bem filha, como são essas sensações?


- Não sei bem como explicá-las - neste momento meu corpo se recusa a ficar de joelhos e necessito ficar mais a vontade.


- Sério??


- Sim, desejo relaxar - o melhor seria deitar-me...


- Filha, deitada como?


- De costas para o piso, até que passe a tensão...


- E que mais?


- É como um sofrimento que não encontro palavras.


- Continue minha filha.


- Talvez um pouco de calor me alivie...


- Calor?


- Calor padre, calor humano, que leve alívio ao meu padecer...


- E com que frequência é essa tentação?


- Permanente padre. Por exemplo, neste momento imagino que suas mãos massageando a minha pele me dariam muito alívio...


- Filha?!


- Sim padre, me perdoa, mas sinto necessidade de que alguém forte me estreite em seus braços e me dê o alívio de que necessito...


- Por exemplo, eu?


- Sim padre, você é a categoria de homem que imagino poder me aliviar.


- Perdoa-me minha filha, mas preciso saber tua idade...


- Setenta e quatro, padre.


- Filha, vai em paz que o teu problema é reumatismo...  
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 20:02

Precisamos de uma mulher no poder:


«Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia»

Manuela Ferreira Leite, 18.11.2008


Tinha-nos poupado a esta agonia que já conta meia dezena de anos…

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 20:03

"In politics, If you want anything said, ask a man. If you want anything done, ask a woman."

"The problem with socialism is that you eventually run out of other people's money."

"There is no such thing as public money; there is only taxpayers’ money."

Margaret Thatcher
Voltar ao Topo Ir em baixo
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 20:05

Pois...

Não acho que a política dela fosse algo por aí além.
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qua Out 30 2013, 20:05

Chegou onde ainda não tinha chegado outra mulher.
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
mango
Membro AAP
avatar

Mensagens : 633
Data de inscrição : 04/10/2010

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 22:07

nao sei bem que dizer...
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1835446&especial=Revistas+de+Imprensa&seccao=TV+e+MEDIA#.UnI7rQFZd3g.facebook
Voltar ao Topo Ir em baixo
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 22:14

Especialmente vindo de quem vem. Mas repito, isto é porque os atuais, enfim...
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
Milton
Membro AAP
avatar

Mensagens : 15338
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 56
Localização : Scalabicastro, naquele Jardim á beira, mal plantado

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 22:23

enxuto escreveu:
Especialmente vindo de quem vem. Mas repito, isto é porque os atuais, enfim...
É como quem diz , "do mal o menos"...

_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 22:35

CNeves, venham de lá essas histórias.
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 23:00

Calma aí: não concordo nada: os meus textos não são a defender o regresso de nenhuma ditadura tipo salazarista; a ditadura que presentemente temos, já é demais.

São a mostrar factos históricos que mostram que Salazar fez grandes coisas em Portugal;

e sobretudo a aspirar a existência de políticos com convicções; sérios; determinados; com inteligência e vontade para pôr acima de tudo os interesses do país; e assim conseguir impor a sua vontade a terceiros, por muito poderosos que sejam.


Isso Salazar fez exemplarmente.

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 23:17

CNeves escreveu:

e sobretudo a aspirar a existência de políticos com convicções; sérios; determinados; com inteligência e vontade para pôr acima de tudo os interesses do país; e assim conseguir impor a sua vontade a terceiros, por muito poderosos que sejam.


Amigo César, isso mais parece um conto de fadas e a realidade é um conto de fo%$as.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 23:24

Pois é! é na realidade um mundo de fodas; mas Salazar, apesar de ter dado muitas fodas, consegui, no meio de todas as fodas, ser uma fada do mais alto coturno.

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 23:26

Porra!!!! isto saíu sem ser truncado: mas a culpa não é minha.

Atenção! a culpa não é minha.

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Qui Out 31 2013, 23:29

CNeves escreveu:
Porra!!!! isto saíu sem ser truncado: mas a culpa não é minha.

Atenção! a culpa não é minha.

Boas audições

Como estás a elevar as qualidades do homem, ele abriu uma excepcao e levantou (só para ti) a Censura.  

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 01:04

É Justo!  

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 11:13

CNeves escreveu:
Calma aí: não concordo nada: os meus textos não são a defender o regresso de nenhuma ditadura tipo salazarista; a ditadura que presentemente temos, já é demais.
Temos uma ditadura porque os Governos nos últimos 17 anos nos levaram à bancarrota.
Agora somos pedintes e temos que nos sujeitar às regras daqueles que nos ajudam, a Troika.
Tal como o fizeram os Governantes que antecederam a anterior visita da Troika...

Obrigado Anibal, Tó, Zé Manel, Pedrito e um muito especial agradecimento ao Mestre mas não Engenheiro (será possível ter um grau de Mestre sem a licenciatura?) Zé Socas.

   Censored RIP 



R
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 11:17

Ah, e esqueci-me dos Sindicalistas…um grande obrigado para todos vós!  

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
enxuto
Membro AAP


Mensagens : 1284
Data de inscrição : 14/05/2011
Idade : 44

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 11:34

Relativamente à ajuda da troika eu colocava umas aspas munta grandes em "ajuda".

Relativamente aos mestrados sem licenciatura, é no mínimo estranho, mas há mais casos e mais graves. Este é mais um.


Licenciatura (ou grau equivalente com, no mínimo, 180 créditos ECTS) ou currículo relevante. - See more at:
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.abportal.net
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 12:02

Atenção que "ajuda" não implica "desinteresse" ou "altruísmo"…pagavas as dívidas de um tipo falido por irresponsabilidade dele próprio, sem contrapartidas e sem o obrigares a evitar os mesmos erros no futuro?

E a verdade é que sem essa a ajuda estávamos completamente lixados.

Pergunto-me se a maioria das pessoas, muitos políticos e os irresponsáveis sindicais têm noção de que vivemos um estado de urgência…

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 12:16

Recordemos:


R
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 12:41

No tempo de Salazar tínhamos uma ditadura perfeitamente assumida e consequentemente uma censura perfeitamente assumida.

Que temos agora:

As noticias que saem na comunicação social são muito mais controladas do que naquele tempo: são completamente controladas.

só saem o que eles querem.

O governo trata-nos como sabonetes: sempre que há qualquer coisa desagradável, inventam um facto político, de que são exemplos:


O “roteiro para a reforma do estado”: aquilo não passa de generalidades e lugares comuns: é um romance requentado e fora de prazo; mas enquanto se fala daquilo, não se falam na vergonha que é este orçamento.

Ou outro ainda pior que envolve o silva: o gajo não teve pejo nenhum em entrar “nesta dança”, quando o gaspar se demitiu: inventou uma negociação interpartidária para não se falar no desconchavo em que andava o governo e acólitos.

Grande silva!!!!


Mas pior: os diretores dos jornais são todos “homens de mão”: só publicam o “conveniente” e da “forma conveniente”

Estou a referir os desgovernantes que lá estão; mas podia falar dos “outros”; embora seja um facto, que nunca como agora, e no tempo do silva, a pouca vergonha foi tamanha.

E nos direitos humanos a pouca vergonha é igual; só que é mais subtil ; só que é cínica e hipócrita.

Só que os gajos não os têm no sítio; estão convencidos que são muitos espertos; e o resto da maralha é burra.

Vai daí é o que se vê.

Boas audições

Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 12:47

A história ensina-nos que estamos condenados ao desgoverno por políticos incompetentes desde a fundação da República, é a nossa sina.
E nós lá vamos pagando...

R
Voltar ao Topo Ir em baixo
mango
Membro AAP
avatar

Mensagens : 633
Data de inscrição : 04/10/2010

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 13:57

ricardo onga-ku escreveu:
E nós lá vamos pagando...
houve uma altura em que "iamos cantando e rindo"

Juro que não percebo esta onda saudosista que anda p'ra aqui.

Até o Franco teve mais visão que o tacanho de Santa Comba Dão.
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 14:30

mango escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
E nós lá vamos pagando...
houve uma altura em que "iamos cantando e rindo"

Juro que não percebo esta onda saudosista que anda p'ra aqui.

Até o Franco teve mais visão que o tacanho de Santa Comba Dão.
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 14:57

Amigo Mango

Vamos a mostrar com factos, não com conversa, que o Salazar era tacanho. 

Exemplos bem concretos, nada de lugares comuns. 

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
mango
Membro AAP
avatar

Mensagens : 633
Data de inscrição : 04/10/2010

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 15:35

CNeves escreveu:
Amigo Mango

Vamos a mostrar com factos, não com conversa, que o Salazar era tacanho.

Exemplos bem concretos, nada de lugares comuns.

Boas audições
Pessoas que metem o tacanho de Santa Comba Dão num pedestal dificilmente me podem chamar amigo.
Fiquemo-nos mesmo apenas pelo audio.
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 16:26

mango escreveu:
CNeves escreveu:
Amigo Mango

Vamos a mostrar com factos, não com conversa, que o Salazar era tacanho.

Exemplos bem concretos, nada de lugares comuns.

Boas audições
Pessoas que metem o tacanho de Santa Comba Dão num pedestal dificilmente me podem chamar amigo.
Fiquemo-nos mesmo apenas pelo audio.

Mango, por acaso posso afiançar que o César é mesmo alguém bom de coração e bom amigo. Tal como para ti, também eu desvalorizo totalmente uma ou outra coisa positiva que possa ter feito. Para mim, a ditadura nunca merece qualquer tipo de reconhecimento e para o César também não, a diferença é que ele gosta de salientar os aspetos positivos e nós queremos os aspetos positivos enterrados com o gajo no caixão.

Mas que o César é alguém genuinamente amigo, isso é.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 16:34

Obrigado amigo AJS

Estou muito sensibilizado pelos elogios:          mas manda a verdade que diga que são as palavras de um amigo.   

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
António José da Silva
Membro AAP
avatar

Mensagens : 64813
Data de inscrição : 02/07/2010
Idade : 51
Localização : Quinta do Anjo

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 16:38

CNeves escreveu:
Obrigado amigo AJS

Estou muito sensibilizado pelos elogios:          mas manda a verdade que diga que são as palavras de um amigo.   

Boas audições

Só o digo por ser verdade, não por ser amigo.

_________________
Digital Audio - Like Reassembling A Cow From Mince  


If what I'm hearing is colouration, then bring on the whole rainbow...


The essential thing is not knowledge, but character.
Joseph Le Conte
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 16:42

Caros amigos vou falar de Portugal, Salazar e o ouro nazi.

Considerem o seguinte caso: o amigo Milton vendeu as suas colunas Tannoy; creio que por alguns “milhares de euros”, elas bem merecem.  

Recebeu o dinheiro, passou factura, e comprou com esse dinheiro os bijus também Tannoy que tem agora lá em casa.

Imagine-se que passado umas semanas de deleite auditivo, aparecia-lhe lá em casa,  a bater á porta, um policia que dizia:” o sujeito que lhe comprou as colunas assaltou um banco, e foi com esse dinheiro que lhe pagou as colunas; de modo que o senhor é obrigado a devolver o dinheiro que recebeu.”

Isto faz sentido para alguém!!!!!

Nenhum estado de direito subsistia se fosse promulgada uma lei nesse sentido.

Se alguém rouba dinheiro, quem tem de devolver o dinheiro, é quem roubou.

As transações comerciais que se desenvolvem posteriormente com esse dinheiro, desde que processadas, dentro da lei, são válidas e bem válidas.

É assim em todos os estados de direito.

É exatamente esse o caso do ouro com que os alemães nos pagaram as transações comerciais que tiveram connosco.

Se os alemães roubaram, são eles que têm de devolver o dinheiro, não é o país pelintra que é Portugal, que lhes forneceu matérias primas, e por isso foi pago.

Claro que a propaganda, virou tudo do avesso.

Á Alemanha não se existe reposição nenhuma do ouro e do dinheiro roubado:


Se os alemães restituíssem á Grécia tudo o que lhes roubaram na segunda guerra mundial, os gregos não estavam como estão.

Faz-se sim, exigências aos pelintras, que têm pouca possibilidade de se defenderem.

Mas Salazar não ia em conversa fiada.


Durante a II Guerra Mundial Portugal era um dos principais fornecedores de volfrâmio: fornecia a Inglaterra e á Alemanha.

Os ingleses logo no início da guerra tinham imposto a Portugal o bloqueio de exportações para a Alemanha e seus aliados: então porque é que Portugal exporta durante toda a guerra volfrâmio par a Alemanha?

Os ingleses bem tentaram impedi-lo: Salazar não lhos permitiu.

A sua argumentação era simples e direta como sempre.

Portugal é um país neutral, não pode favorecer nenhuma das partes em conflito:
se fornece volfrâmio a Inglaterra, á Alemanha tem de fornecer volfrâmio.

Salazar não põe a questão entre aliados e Portugal: diz que o assunto é de neutralidade, logo de âmbito internacional.

Caso não o faça, deixa de ser neutral: ao deixar de o ser, arrisca-se a represálias alemães, incluindo bombardeamentos aéreos e invasão.


Ora a altas instâncias inglesas não se cansam de publicamente referir que é do maior interesse inglês um Portugal neutral.

E é ainda de muito menor interesse para Inglaterra, no caso de uma invasão de Portugal pela Alemanha, ter bases de submarinos alemães numa ”porta grande” virada para o Atlântico.

De modo que não tem qualquer sentido querer impedir a exportação de volfrâmio para a Alemanha.

Nem Portugal o pode fazer

Os ingleses muito contrariados lá tiveram de aceder, mas impuseram cotas. Claro que Salazar disse que sim, mas fechava os olhos a todo o contrabando de volfrâmio que era feito para a Alemanha via Espanha.

Mas por sua vez fazia uma exigência aos alemães, que não fazia aos ingleses: tudo o que fornecia aos alemães tinha de ser pago em ouro, via Suíça.

Só enviava o material nessas condições: e recusou sempre todas as tentativas alemãs em sentido contrário.

Os ingleses pagavam em libras; os alemães em ouro e via Suíça.


Mais tarde torna-se óbvio esta exigência: mas na altura não o era, e muita gente questionou a sua necessidade.

Desde cedo Salazar sabia que a Alemanha ia perder a guerra, e não queria nessa altura ficar com o Banco de Portugal cheio de marcos que não “valiam um caracol”.

Salazar era pró aliado: soube desde sempre quem ia ganhar a guerra: sabia mesmo quando a Alemanha dominava a Europa.

Salazar quando pretensamente favorecia a Alemanha era como forma de pressão contra os ingleses e americanos para fazer aquilo que queria.

E porquê o pagamento via Suíça?

Esta exigência é primordial mais tarde, quando termina a guerra.

Nessa altura, os ingleses e os americanos, sempre prontos a serem “grilos falantes” dos pecados do outros; enquanto pecam mais que ninguém, e são muito hábeis a pôr os seus pecados “debaixo do tapete”, queriam forçar Salazar a entregar o ouro dessas transações, alegando que era ouro roubado aos países ocupados e aos judeus.

Salazar respondeu sempre: o ouro recebido por Portugal foi resultado de uma transação comercial livremente aceite pelas partes, e de acordo com as normas internacionais vigentes; se a Alemanha violou alguma regra é um seu problema interno, e Portugal  nada tem a ver com isso.

Por outro lado todos os pagamentos foram efectuados pela Suíça, país neutral, e com certeza também não violou nenhuma regra internacional.

Os americanos e ingleses insistiram e insistiram durante anos, mas nem um grama levaram.

Mas essa exigência é ainda muito mais "divertida" 

Sabiam os amigos que até aos anos cinquenta do século passado, os naturais indígenas da Austrália, não podiam ter bens imobiliários: não podiam possuir terrenos, casas ou afins.

Imaginam os roubos aos indígenas que aquilo deu?

Imaginam certamente.

Alguém alguma vez ouviu falar de os brancos australianos devolverem, os benefícios desses roubos?

Não, nunca se falou.

E neste caso trata-se de o ladrão, os brancos australianos, devolverem aquilo que tinham roubado aos indígenas.

Não é devolução do dinheiro das Tannoy!

Isso, é a devolução dos bens roubados pelo ladrão.

E isso,  todo o direito diz que tem de ser feito.

Mas nunca foi feito, nem ninguém fala no assunto.

Podia-se dizer o mesmo de Manhattan e outros territórios americanos que foram roubados aos índios.

Ninguém fala em os devolver.

Ou sobre a devolução dos tesouros artísticos que os ingleses, franceses e americanos roubaram á Grécia e ao Egito.

Os gregos e os egípcios insistem na sua devolução, mas nada; nem ninguém fala no assunto.

Não, só se fala na devolução do dinheiro que o amigo Milton recebeu pelas suas Tannoy.


   
Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
ricardo onga-ku
Membro AAP
avatar

Mensagens : 5055
Data de inscrição : 02/01/2012
Localização : Terra d'Angles

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 18:12

Tenho ideia que a Constituição não permite a venda do ouro nacional para pagar dívidas…felizmente senão já não tínhamos nada.
Ainda temos bastante...

Portugal Gold Reserve: Rank 12
Total gold reserve: 382.5 tonnes.
It constitutes 82% of the country’s total forex reserves.


R
Voltar ao Topo Ir em baixo
CNeves
Membro AAP


Mensagens : 1098
Data de inscrição : 13/11/2012

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 18:46

Bem dito amigo Ricardo. 

Boas audições
Voltar ao Topo Ir em baixo
mango
Membro AAP
avatar

Mensagens : 633
Data de inscrição : 04/10/2010

MensagemAssunto: Re: Salazar   Sex Nov 01 2013, 19:41

António José da Silva escreveu:
mango escreveu:
CNeves escreveu:
Amigo Mango

Vamos a mostrar com factos, não com conversa, que o Salazar era tacanho.

Exemplos bem concretos, nada de lugares comuns.

Boas audições
Pessoas que metem o tacanho de Santa Comba Dão num pedestal dificilmente me podem chamar amigo.
Fiquemo-nos mesmo apenas pelo audio.
Mango, por acaso posso afiançar que o César é mesmo alguém bom de coração e bom amigo. Tal como para ti, também eu desvalorizo totalmente uma ou outra coisa positiva que possa ter feito. Para mim, a ditadura nunca merece qualquer tipo de reconhecimento e para o César também não, a diferença é que ele gosta de salientar os aspetos positivos e nós queremos os aspetos positivos enterrados com o gajo no caixão.

Mas que o César é alguém genuinamente amigo, isso é.
Certo Antonio...este tipo de saudosismo esta bem documentado e ha de facto obras muito boas sobre o assunto do ponto de vista historico e factual.
Contudo estas discussoes tendem a ser circulares e normalmente só se argumenta aquilo que interessa para defender um determinado ponto de vista e ignora-se completamente o resto.
De que adianta termos tido uma reserva de ouro invejavel, alimentada pelos dentes dos judeus e os saques que os nazis iam fazendo por essa Europa fora, se chegaste a 1973 com um saneamento basico que cobria apenas 10% do territorio nacional? 90% do territorio as pessoas faziam as necessidades ao fundo do quintal e uma grande parte nem agua potavel tinha para beber. Os esgotos a ceu aberto a desenbocar em rios e praias eram o rosto visivel de um país completamente de 3 mundo. Para que serviu tanto ouro? E o que dizer da iliteracia? Só as elites tinham acesso ao ensino superior e a esmagadora maiorioa da populaçao era analfabeta.
Eu sou um daqueles que esta completamente desacreditado no sistema currente que temos. Somos governados por patifes liberais e apatridas. Nao ha um desígnio para este país a curto prazo. Mas isto é um terreno fertil para algumas ideologias, e normalmente de extremos. A ascensao da extrema-direita em França e nos paises nordicos é real.
Acho que nao é a desenterrar o passado que se resolve coisa alguma.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Salazar   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Salazar
Voltar ao Topo 
Página 2 de 4Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte
 Tópicos similares
-
» 2010.12.11 Machinergy + Dr. Salazar + Konad - Side B (Benavente)
» Salazar

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Áudio Analógico de Portugal :: Off Topic-
Ir para: