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 O que define o som de um gira-discos

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 11:12

Não sou a pessoa mais qualificada para desenvolver este tópico mas julgo-me capaz de confeccionar o "aperitivo" e espero que o Paulo td124 e o MCA me sucedam com o "prato principal".

Um sistema de leitura de discos de vinil é composto por vários equipamentos e todos eles influenciam características específicas do desempenho do sistema.

Gira-discos
Este equipamento tem como função garantir uma rotação estável sem produzir ressonâncias que possam ser captadas pela célula (minimizadas pela utilização de um amortecimento colocado entre o prato e o vinil) e existem diversas tecnologias e topologias que procuram o melhor desempenho tanto para a estabilidade como para o amortecimento.
Tanto quanto sei apenas um modelo aborda a questão do descentramento dos discos.

Célula
Tal como um altifalante, este equipamento é um transdutor electro-mecânico que converte o movimento mecânico resultante da leitura das espiras num sinal eléctrico de muito fraca intensidade que pode facilmente ser "colorido" ou mesmo "afogado" pelo ruído das ressonâncias.
É o principal responsável pelo som do sistema (resposta de frequências).

Braço
A função do braço reside em garantir o alinhamento da célula para que esta percorra as espiras numa posição tangêncial, tarefa grandemente dificultada pelas forças centrífugas e pela desestabilidade (não sei se esta palavra existe) provocada pelo movimento da agulha.
A leitura provoca ainda vibrações que dão origem a ressonâncias do braço e da ligação deste com a célula que afectam o desempenho nas baixas frequências.

Pré-Amplificador/Equalizador
O objectivo agora é o de aumentar o ganho do fraco sinal proveniente da célula e re-igualizar a resposta de frequências de acordo com a curva definida pela norma RIAA.
Esta etapa também pode ter uma grande influência na sonoridade do conjunto.
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Milton
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 13:49

Embora seja claro o que dizes, faço uma pequena correção:
A força que o antiskating tenta contrariar é a centripeda e não a centrifuga.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 14:12

Milton escreveu:
Embora seja claro o que dizes, faço uma pequena correção:
A força que o antiskating tenta contrariar é a centripeda e não a centrifuga.

cheers
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reirato
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 15:24

Milton escreveu:
Embora seja claro o que dizes, faço uma pequena correção:
A força que o antiskating tenta contrariar é a centripeda e não a centrifuga.

Nestas coisas das Físicas, è tudo dual...

Daí que a afirmação em questão esteja, em sentido lato e abrangente, certa , a força será a centrífuga, com sinal + ou -, as partículas quânticas estão aqui e ao mesmo tempo ali, paradas e em movimento, existem e não existem, pesam e não têm massa...

No meu braço Magnepan,



O baldinho do anti-skating equilibra o braço para para lado de fora ???...


Não é que isto do áudio... É muito complicado!?...



king



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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 15:41

Amigo reirato. A força da modulação das espiras em conjunção com o off-set angle da célula, provoca uma força que faz com que o braço seja impelido para o centro do disco. O anti-skating tenta compensar essa força, "puxando" o braço para fora.
Nunca é algo de completamente correto, visto que a modulação nunca é igual (como acontece num disco de teste por exemplo).

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reirato
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 16:09

António José da Silva escreveu:
Amigo reirato. A força da modulação das espiras em conjunção com o off-set angle da célula, provoca uma força que faz com que o braço seja impelido para o centro do disco. O anti-skating tenta compensar essa força, "puxando" o braço para fora.
Nunca é algo de completamente correto, visto que a modulação nunca é igual (como acontece num disco de teste por exemplo).

Pois... Mas nos SME, Lenco e muitos outros...


O peso trabalha para o lado de dentro...



king
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 16:12

reirato escreveu:
António José da Silva escreveu:
Amigo reirato. A força da modulação das espiras em conjunção com o off-set angle da célula, provoca uma força que faz com que o braço seja impelido para o centro do disco. O anti-skating tenta compensar essa força, "puxando" o braço para fora.
Nunca é algo de completamente correto, visto que a modulação nunca é igual (como acontece num disco de teste por exemplo).

Pois... Mas nos SME, Lenco e muitos outros...


O peso trabalha para o lado de dentro...



king


Ai é que te enganas. O peso está do lado de dentro do braço, mas o pequeno peso força o braço para fora.

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reirato
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 16:28

António José da Silva escreveu:
reirato escreveu:
António José da Silva escreveu:
Amigo reirato. A força da modulação das espiras em conjunção com o off-set angle da célula, provoca uma força que faz com que o braço seja impelido para o centro do disco. O anti-skating tenta compensar essa força, "puxando" o braço para fora.
Nunca é algo de completamente correto, visto que a modulação nunca é igual (como acontece num disco de teste por exemplo).

Pois... Mas nos SME, Lenco e muitos outros...


O peso trabalha para o lado de dentro...



king


Ai é que te enganas. O peso está do lado de dentro do braço, mas o pequeno peso força o braço para fora.

Pois é!!


O peso fica para dentro ou para fora, consoante o ponto de aplicação da força do peso...
Se atrás do pivot, para dentro... Se à frente do pivot, para fora, aí está!!


king
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 16 Mar - 16:32

reirato escreveu:


Pois é!!


O peso fica para dentro ou para fora, consoante o ponto de aplicação da força do peso...
Se atrás do pivot, para dentro... Se à frente do pivot, para fora, aí está!!


king


Os sistemas aplicados são vários sendo os dois predominantes o mecânico por peso e o magnético. Mas todos tem a função de compensar para fora.

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Dom 17 Mar - 12:54

viva a todos,

interessante esta conjugação de forças em que o objetivo será atingir o equilibrio... por isso esclareçam se deverei ou não manter o mesmo valor de anti skating e no peso do braço para que ambas as forças se anulem e a agulha possa percorrer a espira sem pressoes colaterais e já agora no caso das espiras o que é que acontece sempre que ouver um desiquilibrio relativamente á leitura da espira?

O Luis Ambrosio por exemplo é da opinião que o anti skating deve permanecer nulo...querem comentar?
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Dom 17 Mar - 15:11

ricardo onga-ku escreveu:

...
Braço
A função do braço reside em garantir o alinhamento da célula para que esta percorra as espiras numa posição tangêncial, tarefa grandemente dificultada pelas forças centrífugas e pela desestabilidade (não sei se esta palavra existe) provocada pelo movimento da agulha.
A leitura provoca ainda vibrações que dão origem a ressonâncias do braço e da ligação deste com a célula que afectam o desempenho nas baixas frequências.
...

Excelente ideia para um tópico que decerto vai ser amplamente debatido e vai ajudar a esclarecer muitas dúvidas... ou não. scratch

P.S. Que tal Instabilidade em vez de desestabilidade, que é um termo muito em foco nos últimos tempos... vá lá saber-se porquê...

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Milton
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Dom 17 Mar - 15:32

BAILOTE escreveu:
viva a todos,

interessante esta conjugação de forças em que o objetivo será atingir o equilibrio... por isso esclareçam se deverei ou não manter o mesmo valor de anti skating e no peso do braço para que ambas as forças se anulem e a agulha possa percorrer a espira sem pressoes colaterais e já agora no caso das espiras o que é que acontece sempre que ouver um desiquilibrio relativamente á leitura da espira?

O Luis Ambrosio por exemplo é da opinião que o anti skating deve permanecer nulo...querem comentar?

O Luis Ambrosio costuma utilizar braços de 12" e esses dispensam antiskating.
Penso que ele não aconselhará o antiskating nulo para braços pequenos, julgo eu...

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Seg 18 Mar - 12:46

ok mas quando o Luis Ambrosio afinou o meu Dual tambem aconselhou o AS a zero!!!
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Milton
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Seg 18 Mar - 21:49

BAILOTE escreveu:
ok mas quando o Luis Ambrosio afinou o meu Dual tambem aconselhou o AS a zero!!!
E é o que tens agora ? com que celula?

Se sim, não notas nada de anormal na leitura do disco ?
Nem distorção num canal ?
A agulha/cantilever mantem-se direita durante a leitura ?

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 10:10

Boas Milton

As tuas questões facilmente denunciam a não utilização do AS mas na altura não notei distorção e não observei o posicionamneto da agulha...de momento o Dual está em descanso e sem celula e no Thorens tenho a AT 440 mla com o AS igualao peso
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Milton
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 11:51

BAILOTE escreveu:
Boas Milton

As tuas questões facilmente denunciam a não utilização do AS mas na altura não notei distorção e não observei o posicionamneto da agulha...de momento o Dual está em descanso e sem celula e no Thorens tenho a AT 440 mla com o AS igualao peso
Ok, fazes bem , a bem da saude da AT e dos discos...

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 12:22

Esta questão foi de suma importância para todos...Boa Milton...Boa Antonio... cheers
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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 12:59

Aqui ficam imagens que explicam a importancia de um anti skating afinado...









Aqui vê-se as marcas de desgaste...



cheers
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TD124
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 15:29

ricardo onga-ku escreveu:
Não sou a pessoa mais qualificada para desenvolver este tópico mas julgo-me capaz de confeccionar o "aperitivo" e espero que o Paulo td124 e o MCA me sucedam com o "prato principal".
...
Gira-discos... Célula... Braço... Pré-Amplificador/Equalizador...
... pode ter uma grande influência na sonoridade do conjunto.

Olà Ricardo,

vasto problema..., mas jà definiste complétamente os contornos. Efectivamente são os componentes que citaste que vão definir a sonoridade de uma fonte leitora de vinilos. O resto da discussão são exemplos de soluções, mais ou menos eficientes e viàveis, para obter o minimo de "colorações" da parte do conjunto. Ora essas "marcas" existém sempre, mas para uns são musicais e para outros não... como sempre !!!...

Suponho que o que gostarias de ver debatido aqui, seria as multitudes de "escolas", e de teorias à volta do vinilo, que é de entonteçer: MC vs. MM, braço em S vs. direito, rolamentos ou espigões, roda ou correia e porque não MD (movimento directo ou DD), agulha conicoesférica, eliptica, hipereliptica ou pessoal, correia em borracha ou feita por fio, motor DC ou AC, prato pesado ou leve, suspendido ou rigido, braços de 9", 12", 15" ou um outro qualquer, vintage vs. moderno, Linn vs. Rega ou mesmo Rui Borges... !!! ?

Se achas que o forum não està cheio destas discussões, é que não percorres suficientemente os diversos topicos, pois disto tudo à tanto até dizer chega. Mas se tens uma questão particular, em relação ao vinilo que queiras abordar manda, serà um prazer de responder se souber, mas falar em geral não vejo ném o interesse, ném a necessidade e ainda menos o objectivo...

Hà dois anos atràs fiz uma experiência que me ficou marcada. Agarrei nuns giras que tinha na mão, afinei-os perfeitamente, e digitalisei o som do disco original do Kind of blue do Miles Davis. depois comparei o som digitalisado de cada gira, com a terceira edição do CD que não é masterisado. Foi espetacular, pois cada gira/braço/célula deu uma interpretação "coloriada" do album, que quando fiz escutar às pessoas cada um preferiu uma versão, a outra. Então o vinilo é como os oculos de sol, é so escolher a cor que se quere, mas transparente não existe, senão não seriam oculos de sol. Atenção o digital não é melhor... senão jà não escutaria vinilos !!!

Ainda queres saber o que faz o som dos giras ???... tudo simplesmente, e infelismente !!!... toma e anda Ricardo ...!!!!!!!!!!!!!!!

Até+

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Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 15:38

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Não sou a pessoa mais qualificada para desenvolver este tópico mas julgo-me capaz de confeccionar o "aperitivo" e espero que o Paulo td124 e o MCA me sucedam com o "prato principal".
...
Gira-discos... Célula... Braço... Pré-Amplificador/Equalizador...
... pode ter uma grande influência na sonoridade do conjunto.

Olà Ricardo,

vasto problema..., mas jà definiste complétamente os contornos. Efectivamente são os componentes que citaste que vão definir a sonoridade de uma fonte leitora de vinilos. O resto da discussão são exemplos de soluções, mais ou menos eficientes e viàveis, para obter o minimo de "colorações" da parte do conjunto. Ora essas "marcas" existém sempre, mas para uns são musicais e para outros não... como sempre !!!...

Suponho que o que gostarias de ver debatido aqui, seria as multitudes de "escolas", e de teorias à volta do vinilo, que é de entonteçer: MC vs. MM, braço em S vs. direito, rolamentos ou espigões, roda ou correia e porque não MD (movimento directo ou DD), agulha conicoesférica, eliptica, hipereliptica ou pessoal, correia em borracha ou feita por fio, motor DC ou AC, prato pesado ou leve, suspendido ou rigido, braços de 9", 12", 15" ou um outro qualquer, vintage vs. moderno, Linn vs. Rega ou mesmo Rui Borges... !!! ?

Se achas que o forum não està cheio destas discussões, é que não percorres suficientemente os diversos topicos, pois disto tudo à tanto até dizer chega. Mas se tens uma questão particular, em relação ao vinilo que queiras abordar manda, serà um prazer de responder se souber, mas falar em geral não vejo ném o interesse, ném a necessidade e ainda menos o objectivo...

Hà dois anos atràs fiz uma experiência que me ficou marcada. Agarrei nuns giras que tinha na mão, afinei-os perfeitamente, e digitalisei o som do disco original do Kind of blue do Miles Davis. depois comparei o som digitalisado de cada gira, com a terceira edição do CD que não é masterisado. Foi espetacular, pois cada gira/braço/célula deu uma interpretação "coloriada" do album, que quando fiz escutar às pessoas cada um preferiu uma versão, a outra. Então o vinilo é como os oculos de sol, é so escolher a cor que se quere, mas transparente não existe, senão não seriam oculos de sol. Atenção o digital não é melhor... senão jà não escutaria vinilos !!!

Ainda queres saber o que faz o som dos giras ???... tudo simplesmente, e infelismente !!!... toma e anda Ricardo ...!!!!!!!!!!!!!!!

Até+

A ideia era ficar a saber qual a ou as topologias mais eficazes para cada um dos elementos que compõem o sistema, e a razão ou razões que as tornam superiores.
Quanto ao resto, já sei, depende do gosto de cada um. Wink

Já agora, e qual foi a versão que tu gostaste mais; como é que caracterizarias as suas colorações e o que a distinguia das outras?

Um abraço,
Ricardo
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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 17:21

Essa agora é que vai ser... bounce venha a resposta lol!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:16

BAILOTE escreveu:
Esta questão foi de suma importância para todos...Boa Milton...Boa Antonio... cheers


Ainda mais importância tem no caso da tua célula. É que a forca de skating ainda é maior com o corte de diamante que tens atualmente.

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:22

então achas que deva dar mais qqcoisa de antiskating ou manter a proporsão exata ao contrapeso, a questão é que neste momento tenho o valor aconselhado pela AT para aquela celula mas ainda não pesei a mesma...por isso não sei se deva deixar assim para já...em termos sonoros parece perfeito em todas as frequências até nos agudos onde me parece mais exigente por força da sua eficácia...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:25

BAILOTE escreveu:
então achas que deva dar mais qqcoisa de antiskating ou manter a proporsão exata ao contrapeso, a questão é que neste momento tenho o valor aconselhado pela AT para aquela celula mas ainda não pesei a mesma...por isso não sei se deva deixar assim para já...em termos sonoros parece perfeito em todas as frequências até nos agudos onde me parece mais exigente por força da sua eficácia...


Deixas conforme recomendado. O que eu quis frisar é que no caso do teu corte de diamante, o efeito e a necessidade de o igualar ainda é mais premente. A forca de anti-skating é sempre uma aproximação para minorar um efeito que varia influenciado por muitos fatores.

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:27

ok mais esclarecido e vinilicamente mais amadurecido...é até cair de podre...lá para os 120 anos!!! lol!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:33

BAILOTE escreveu:
ok mais esclarecido e vinilicamente mais amadurecido...é até cair de podre...lá para os 120 anos!!! lol!


Só o anti skating da para isso. lol!

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:35

Eh pé Agora deixaste-me preocupado será que com o amadurecimento qualquer dia vou precisar de anti skating nalguma parte do corpo affraid
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:39

BAILOTE escreveu:
Eh pé Agora deixaste-me preocupado será que com o amadurecimento qualquer dia vou precisar de anti skating nalguma parte do corpo affraid


Esse é um caso diferente e tem a haver com a forca da gravidade. lol!

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 18:51

se for preciso uso uma bengala á moda antiga Very Happy Very Happy
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Ter 19 Mar - 19:13

ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Não sou a pessoa mais qualificada para desenvolver este tópico mas julgo-me capaz de confeccionar o "aperitivo" e espero que o Paulo td124 e o MCA me sucedam com o "prato principal".
...
Gira-discos... Célula... Braço... Pré-Amplificador/Equalizador...
... pode ter uma grande influência na sonoridade do conjunto.

Olà Ricardo,

vasto problema..., mas jà definiste complétamente os contornos...

Até+

A ideia era ficar a saber qual a ou as topologias mais eficazes para cada um dos elementos que compõem o sistema, e a razão ou razões que as tornam superiores.
...
Já agora, e qual foi a versão que tu gostaste mais; como é que caracterizarias as suas colorações e o que a distinguia das outras?

Um abraço,
Ricardo

Responder a isso, seria entrar numa historia que faria vagas, acabaria em tempestade e ninguém chegaria a bom porto!...

Mas posso responder com pragmatismo e lucidez. Então diria que as melhores topologias, são aquelas que sobreviveram à longa historia dos gira discos, e que guardam a preferência actual da maioria dos construtores, ou seja:

Motricidade por correia
Prato em liga de aluminio ou em acrilico (plastico...)
Braço de 9 polegadas
Motor sincrono e regulado
Suspensão, que seja rigida ou fofa

Com isto abrangemos mais de 90% da produção actual penso. Não digo que sejam as soluções ultimas. Mas são as de bom gosto, e que podem ainda evoluir um pouco, se quizermos fazer avançar a técnica dos giras...

Até+

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qua 20 Mar - 10:57

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Não sou a pessoa mais qualificada para desenvolver este tópico mas julgo-me capaz de confeccionar o "aperitivo" e espero que o Paulo td124 e o MCA me sucedam com o "prato principal".
...
Gira-discos... Célula... Braço... Pré-Amplificador/Equalizador...
... pode ter uma grande influência na sonoridade do conjunto.

Olà Ricardo,

vasto problema..., mas jà definiste complétamente os contornos...

Até+

A ideia era ficar a saber qual a ou as topologias mais eficazes para cada um dos elementos que compõem o sistema, e a razão ou razões que as tornam superiores.
...
Já agora, e qual foi a versão que tu gostaste mais; como é que caracterizarias as suas colorações e o que a distinguia das outras?

Um abraço,
Ricardo

Responder a isso, seria entrar numa historia que faria vagas, acabaria em tempestade e ninguém chegaria a bom porto!...

Mas posso responder com pragmatismo e lucidez. Então diria que as melhores topologias, são aquelas que sobreviveram à longa historia dos gira discos, e que guardam a preferência actual da maioria dos construtores, ou seja:

Motricidade por correia
Prato em liga de aluminio ou em acrilico (plastico...)
Braço de 9 polegadas
Motor sincrono e regulado
Suspensão, que seja rigida ou fofa

Com isto abrangemos mais de 90% da produção actual penso. Não digo que sejam as soluções ultimas. Mas são as de bom gosto, e que podem ainda evoluir um pouco, se quizermos fazer avançar a técnica dos giras...

Até+

Boa Resposta Paulo

começamos a aprender politica Laughing Laughing mas estou completamente de acordo com o que dizes no entanto acho que neste AAP gozamos de inteira liberdade de opinião pessoal e será interessante para os mais novos AAPs conhecerem os gostos pessoais dos mais maduros e é uma forma de referenciar os nossos conhecimentos adquiridos... Wink
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qua 20 Mar - 18:03

BAILOTE escreveu:
...

Boa Resposta Paulo

começamos a aprender politica Laughing Laughing mas estou completamente de acordo com o que dizes no entanto acho que neste AAP gozamos de inteira liberdade de opinião pessoal e será interessante para os mais novos AAPs conhecerem os gostos pessoais dos mais maduros e é uma forma de referenciar os nossos conhecimentos adquiridos... Wink

Ok, vou tentar com um pouquinho de tempo descrever os fenomenos que mais marcam a sonoridade de um gira discos. Atenção, não serà a minha opinião, mas a realidade técnica. Não vou defender as topologias que gosto, mas as escolhas que técnicamente, resolvem problemas concretos ligados à leitura dos vinilos...

Até+

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qua 20 Mar - 18:54

É de salutar mas penso que estás á vontade para descrever os teus gostos pessoais pois aqui nunca conheci grandes ondas que não fossem de boa solidariedade e galhofa e ainda mais o Inverno já terminou e temos o esplendor da Primavera (pelo menos aqui no algarve,eh,eh), de qualquer modo eu gosto sempre de dar o exemplo mas seria fraquinho pois apenas tive 3 giras, um pioneer pl71 diret drive, Dual 505 e recentemente Thorens td166 ambos com correia, como tal não tenho grande experiência para fazer comparações mas pessoalmente gosto do som limpo, definido, focado e com agudos,medios e graves muito detalhados, transparentes e rapidos...isto é o que me move ...e pelo menos os 2 ultimos oferecem-me essas sensaçoes e especialmente com a AT 440 no thorens.... bounce
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MensagemAssunto: A sonoridade dos giras! As vibrações...   Qui 21 Mar - 17:48


Um sistema de leitura de discos vinilos funciona desta simples maneira : A ondulação desenhada na espiral do vinilo, vai meter em vibração proporcional a agulha mergulhada no dito sucalco. Esta vibração vai ser transformada em sinal eléctrico proporcional à amplitude e frequência da ondulação fisica (escavada). Então a leitura do vinilo, é um sistema que transforma o sucalco em vibração, e a vibração em sinal eléctrico !... Dizendo isto jà estamos complétamente no centro do problema, pois isto implica que a unica vibração existente, deveria ser a da célula, pois toda outra serà parasita e ouvida/lida pela célula, e não corresponderà ao sinal original. Na realidade isto não aconteçe NUNCA, e a quantidade de vibrações paralélas que veém alterar a leitura é enorme. Vamos là ver então, quais são os fenomenos que sobrepostos, vão fazer o som dos vinilos, para o melhor e para o pior segundo uma logica estranha, pois ném sempre fàcil a analisar !...

As vibrações que vão alterar o som dos vinilos são de três tipos : Externas, internas e de leitura. As externas são essencialmente ligadas ao « Larsen » das colunas que vão fazer vibrar o corpo do gira, assim que os componentes envolvidos. O som das colunas, é o resultado do movimento das moléculas de ar pelos altifalantes, e corresponde a uma alternancia de pressões segundo o ritmo da musica. Tudo o que està nessa sala vai vibrar a esse ritmo e o conjunto gira/braço/célula também. Ora a célula vai ler com um desalinhamento temporal essas vibrações, o que forma um tipo de « Larsen » à escuta. Os outros tipos de vibrações externas téem como origem, as vibrações comunicadas pelos outros elementos pousados no mesmo movèl, amplificador, préamplificador etc… através dos transformadores destes, que vibram a 50 ou 60 Hz segundo os paìses. Podemos ainda citar os problemas ligados às vibrações estructurais como os prèdios que vibram com a passagem dos carros, metros ou comboios etc… Tudo isto serà ouvido pela célula e amplificado com o sinal musical. Enfim existe o « Larsen » mecânico do proprio gira, que se pode resumir assim. Um gira-discos quando roda produz vibrações que vai comunicar ao movél aonde està pousado, ora estas vibrações vão ser ouvidas pela célula que està pousada no disco. Então o gira, ouve-se a si proprio com atraso através do movél aonde està pousado.

As vibrações internas são aquelas que vão ser criadas pelo funcionamento proprio da leitura de vinilos, ou seja pelo conjunto gira/braço/célula. Vamos ter as vibrações de rotação que são vàrias, e com origens diferentes. As vibrações de frição são ligadas ao contacto eixo/chumaçeira ou ao rotor/stator num “direct drive”, ao qual se pode juntar a frição da roda/polia/prato nos giras a motricidade “idler drive”. Temos as vibrações de equilibragem, que criam segundo a desiquilibragem (mesmo infima) das peças em movimento uma vibração de amplitude e frequência fixa. Estas vibrações são de dois tipos pois no dominio vertical (prato que sobe e desce de uma maneira invisivel) e horizontal (prato que se move à direita e à esquerda de uma maneira imperceptivel). Podemos igualmente citar, as vibrações de tolerância devidas à fabricação e que incluém, os erros de concêntricidade e de ajustagem do eixo/chumaçeira, assim que os erros térmicos dessas tolerâncias em funcionamento, pois a dilatação dos diferentes metais não é idêntica. As vibrações de rotação do motor também vão ser transmitidas ao conjunto, e o motor mesmo é submetido aos mesmos problemas que o conjunto prato/eixo/chumaçeira. Vamos ter as vibrações de conjunto que são devidas à frequência de resonância do gira e dos seus componentes, pois todo material submetido às vibrações vai « resonar » a frequências especificas que dependém do seu peso, da forma e dos materiais que o constituém. As tolerâncias dos pivots do braço também vão participar a este concerto, assim que a fixação braço/célula. Enfim vamos ter a vibração de apoio que nasçe do tipo, e da forma de apoio do eixo/prato e que é de dois tipos : « Mergulhante » quando o eixo desce na chumaçeira e toma apoio no fundo e que o centro de gravidade é ao nivel superior deste contacto, e « suspenso » quando a chumaçeira apoia na cabeça do eixo (giroscopio) e que o centro de gravidade é inferior ao ponto de apoio eixo/chumaçeira…

As vibrações de leitura são ligadas directamente à leitura dos vinilos, e podemos isolar uma quantas neste caso também. Temos as vibrações ligadas à acoplagem (resonância) do disco com o prato pelo efeito do tapete “mat”. As que são criadas pelo « descentramento » do vinilo e pelo defeito de « planeidade » deste mesmo, e ainda pela forma e homogeneidade da estructura molécular do disco (espessura, tipo e qualidade do plastico). Vamos ter as vibrações de corpo de estilete e elasticas produzidas pela célula durante a leitura e as suas correspondentes ao nivel do braço durante esta mesma leitura…

Como véem um gira é um ninho a vibrações e evidentemente, que segundo a tecnologia deles e as soluções embarcadas para contrebalançar estes fenomenos, uns produzem mais e outros menos, estes fenomenos vibratorios evocados. Em todos os casos, estas vibrações sobrepostas ao sinal gravado no disco, vão influenciar de uma maneira importante, o resultado da escuta. Assim para resumir :

O controlo, e a gestão das vibrações, é um dos parâmetros, que definem a sonoridade de um gira-discos…

Veremos outros mais tarde !...

Até+

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qui 21 Mar - 18:24

Fabuloso, como sempre.

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BAILOTE
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qui 21 Mar - 19:08

senhor professor... muito obrigado pela fantastica aula e se não houver trabalhos para casa levarei esta materia debaixo do braço e depois do toque de saida irei para casa rever a materia dada...muito agradecido e ate amanhã. cheers
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qui 21 Mar - 21:27


Para quem pensa iniciar-se no vinil, é um bom começo para desistir já!... Desculpem mas não resisti.

Bom trabalho TD124.


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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Qui 21 Mar - 22:09

Pierre escreveu:

Para quem pensa iniciar-se no vinil, é um bom começo para desistir já!... Desculpem mas não resisti.




Nem mais....


Aquilo (o vinil), nem sequer deveria de funcionar. Um gajo que leia as (des)virtudes do LP, chega à conclusão de que é mais uma máquina de triturar da Moulinex. lol!

Mas a verdade, é que continua a ser a reprodução musical mais bela que existe.

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sex 22 Mar - 8:54

TD124 escreveu:

Um sistema de leitura de discos vinilos funciona desta simples maneira : A ondulação desenhada na espiral do vinilo, vai meter em vibração proporcional a agulha mergulhada no dito sucalco. Esta vibração vai ser transformada em sinal eléctrico proporcional à amplitude e frequência da ondulação fisica (escavada). Então a leitura do vinilo, é um sistema que transforma o sucalco em vibração, e a vibração em sinal eléctrico !... Dizendo isto jà estamos complétamente no centro do problema, pois isto implica que a unica vibração existente, deveria ser a da célula, pois toda outra serà parasita e ouvida/lida pela célula, e não corresponderà ao sinal original. Na realidade isto não aconteçe NUNCA, e a quantidade de vibrações paralélas que veém alterar a leitura é enorme. Vamos là ver então, quais são os fenomenos que sobrepostos, vão fazer o som dos vinilos, para o melhor e para o pior segundo uma logica estranha, pois ném sempre fàcil a analisar !...

As vibrações que vão alterar o som dos vinilos são de três tipos : Externas, internas e de leitura. As externas são essencialmente ligadas ao « Larsen » das colunas que vão fazer vibrar o corpo do gira, assim que os componentes envolvidos. O som das colunas, é o resultado do movimento das moléculas de ar pelos altifalantes, e corresponde a uma alternancia de pressões segundo o ritmo da musica. Tudo o que està nessa sala vai vibrar a esse ritmo e o conjunto gira/braço/célula também. Ora a célula vai ler com um desalinhamento temporal essas vibrações, o que forma um tipo de « Larsen » à escuta. Os outros tipos de vibrações externas téem como origem, as vibrações comunicadas pelos outros elementos pousados no mesmo movèl, amplificador, préamplificador etc… através dos transformadores destes, que vibram a 50 ou 60 Hz segundo os paìses. Podemos ainda citar os problemas ligados às vibrações estructurais como os prèdios que vibram com a passagem dos carros, metros ou comboios etc… Tudo isto serà ouvido pela célula e amplificado com o sinal musical. Enfim existe o « Larsen » mecânico do proprio gira, que se pode resumir assim. Um gira-discos quando roda produz vibrações que vai comunicar ao movél aonde està pousado, ora estas vibrações vão ser ouvidas pela célula que està pousada no disco. Então o gira, ouve-se a si proprio com atraso através do movél aonde està pousado.

As vibrações internas são aquelas que vão ser criadas pelo funcionamento proprio da leitura de vinilos, ou seja pelo conjunto gira/braço/célula. Vamos ter as vibrações de rotação que são vàrias, e com origens diferentes. As vibrações de frição são ligadas ao contacto eixo/chumaçeira ou ao rotor/stator num “direct drive”, ao qual se pode juntar a frição da roda/polia/prato nos giras a motricidade “idler drive”. Temos as vibrações de equilibragem, que criam segundo a desiquilibragem (mesmo infima) das peças em movimento uma vibração de amplitude e frequência fixa. Estas vibrações são de dois tipos pois no dominio vertical (prato que sobe e desce de uma maneira invisivel) e horizontal (prato que se move à direita e à esquerda de uma maneira imperceptivel). Podemos igualmente citar, as vibrações de tolerância devidas à fabricação e que incluém, os erros de concêntricidade e de ajustagem do eixo/chumaçeira, assim que os erros térmicos dessas tolerâncias em funcionamento, pois a dilatação dos diferentes metais não é idêntica. As vibrações de rotação do motor também vão ser transmitidas ao conjunto, e o motor mesmo é submetido aos mesmos problemas que o conjunto prato/eixo/chumaçeira. Vamos ter as vibrações de conjunto que são devidas à frequência de resonância do gira e dos seus componentes, pois todo material submetido às vibrações vai « resonar » a frequências especificas que dependém do seu peso, da forma e dos materiais que o constituém. As tolerâncias dos pivots do braço também vão participar a este concerto, assim que a fixação braço/célula. Enfim vamos ter a vibração de apoio que nasçe do tipo, e da forma de apoio do eixo/prato e que é de dois tipos : « Mergulhante » quando o eixo desce na chumaçeira e toma apoio no fundo e que o centro de gravidade é ao nivel superior deste contacto, e « suspenso » quando a chumaçeira apoia na cabeça do eixo (giroscopio) e que o centro de gravidade é inferior ao ponto de apoio eixo/chumaçeira…

As vibrações de leitura são ligadas directamente à leitura dos vinilos, e podemos isolar uma quantas neste caso também. Temos as vibrações ligadas à acoplagem (resonância) do disco com o prato pelo efeito do tapete “mat”. As que são criadas pelo « descentramento » do vinilo e pelo defeito de « planeidade » deste mesmo, e ainda pela forma e homogeneidade da estructura molécular do disco (espessura, tipo e qualidade do plastico). Vamos ter as vibrações de corpo de estilete e elasticas produzidas pela célula durante a leitura e as suas correspondentes ao nivel do braço durante esta mesma leitura…

Como véem um gira é um ninho a vibrações e evidentemente, que segundo a tecnologia deles e as soluções embarcadas para contrebalançar estes fenomenos, uns produzem mais e outros menos, estes fenomenos vibratorios evocados. Em todos os casos, estas vibrações sobrepostas ao sinal gravado no disco, vão influenciar de uma maneira importante, o resultado da escuta. Assim para resumir :

O controlo, e a gestão das vibrações, é um dos parâmetros, que definem a sonoridade de um gira-discos…

Veremos outros mais tarde !...

Até+

Vês, como não custa nada...

Obrigado! cheers
Não tenho/utilizo um gira-discos mas sabe sempre bem aprender.

Um abraço,
RIcardo
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sex 22 Mar - 9:01

ricardo onga-ku escreveu:

Não tenho/utilizo um gira-discos mas sabe sempre bem aprender.







Temos que mudar isso. Para quando a reentrada neste belo formato?

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 14:11

Na altura fiz um investimento em equipamento e discos considerável (tendo em conta o benefício) e que mais tarde percebi ser difícil de justificar.
Acabei por perder dinheiro na revenda mas apesar de tudo sinto que procedi da melhor forma pois não sou um colecionador de música e as gravações que me interessam são muitíssimo mais baratas e fáceis de encontrar em CD.

Mas se estivesse a nadar em dinheiro até achava graça ter um sistema de reprodução de vinil para brincar de vez em quando.
Quem sabe um dia..

R
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 14:16

ricardo onga-ku escreveu:


Mas se estivesse a nadar em dinheiro até achava graça ter um sistema de reprodução de vinil para brincar de vez em quando.
Quem sabe um dia..

R


Nesse caso, é melhor não teres. A reprodução de vinil e muito mais do que isso. Quem sabe se desta vez, e com mais informação, não irias acertar e ver que afinal é muito mais do que aquilo que experimentastes na altura.

Mas o importante é que estás satisfeito com o caminho que seguistes, assim como eu e outros com o caminho seguido.

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 21:07

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


Mas se estivesse a nadar em dinheiro até achava graça ter um sistema de reprodução de vinil para brincar de vez em quando.
Quem sabe um dia..

R


Nesse caso, é melhor não teres. A reprodução de vinil e muito mais do que isso. Quem sabe se desta vez, e com mais informação, não irias acertar e ver que afinal é muito mais do que aquilo que experimentastes na altura.

Mas o importante é que estás satisfeito com o caminho que seguistes, assim como eu e outros com o caminho seguido.

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 21:08

O QUE DEFINE O SOM DE GIRA-DISCOS?

boa pergunta Ricardo?

Os meus ouvidos!!!




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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 21:34

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 21:41

ricardo onga-ku escreveu:


Tu és tramado...qual é o mal de ter um carro antigo para dar umas voltas ao fim de semana? Razz



Não tem mal nenhum. Muitas vezes, essas voltas no clássico é que dão sabor à vida. O mais correto a todos os níveis de medição, é andar de autocarro.

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 22:01

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


Tu és tramado...qual é o mal de ter um carro antigo para dar umas voltas ao fim de semana? Razz



Não tem mal nenhum. Muitas vezes, essas voltas no clássico é que dão sabor à vida. O mais correto a todos os níveis de medição, é andar de autocarro.

Eu vejo mais os meus equipamentos de audio como carros de corrida: um McLaren MP4-12C GT3 para o campeonato e um Ferrari 250 GT Berlinetta SWB de '59 para brincar aos "clássicos" de vez em quando. Razz
O primeiro é eficaz, o segundo "dá pica".

O McLaren pode ser o Pioneer, difícil é escolher um gira equivalente ao SWB...


Última edição por ricardo onga-ku em Sab 23 Mar - 22:09, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 22:08

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


Tu és tramado...qual é o mal de ter um carro antigo para dar umas voltas ao fim de semana? Razz



Não tem mal nenhum. Muitas vezes, essas voltas no clássico é que dão sabor à vida. O mais correto a todos os níveis de medição, é andar de autocarro.

Eu vejo mais os meus equipamentos de audio como carros de corrida: um McLaren MP4-12C GT3 para o campeonato e um Ferrari 250 GT Berlinetta SWB de '59 para brincar aos "clássicos". Razz
O primeiro é eficaz, o segundo "dá pica".

O McLaren pode ser o Pioneer, difícil é escolher um gira equivalente ao SWB...


Ontem estive a ouvir uns discos (originais) da Amália numas colunas NOS da pioneer ( Pioneer CS20 muito similares as Rogers Ls3/5A) e por alguma razão parecia correcto e enquadrado. Tinha um Je ne sai quoi! mas é evidente que não era um Maclaren!!!


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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 22:11

Ricardo, ainda bem que encontrastes o teu McLaren. Eu fico feliz por ti, but it´s not my ride.

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MensagemAssunto: Re: O que define o som de um gira-discos   Sab 23 Mar - 22:13

microseiki escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


Tu és tramado...qual é o mal de ter um carro antigo para dar umas voltas ao fim de semana? Razz



Não tem mal nenhum. Muitas vezes, essas voltas no clássico é que dão sabor à vida. O mais correto a todos os níveis de medição, é andar de autocarro.

Eu vejo mais os meus equipamentos de audio como carros de corrida: um McLaren MP4-12C GT3 para o campeonato e um Ferrari 250 GT Berlinetta SWB de '59 para brincar aos "clássicos". Razz
O primeiro é eficaz, o segundo "dá pica".

O McLaren pode ser o Pioneer, difícil é escolher um gira equivalente ao SWB...

Ontem estive a ouvir uns discos (originais) da Amália numas colunas NOS da pioneer ( Pioneer CS20 muito similares as Rogers Ls3/5A) e por alguma razão parecia correcto e enquadrado. Tinha um Je ne sai quoi! mas é evidente que não era um Maclaren!!!

Umas LS3/5a?
Um McLaren não é de certeza...talvez o equivalente seja algo deste género:

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O que define o som de um gira-discos
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