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 *Os imortais do JAZZ*

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Dez 03 2012, 15:56

Boas,
Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários que amavelmente têm publicado neste tópico e que de certo continuarão a motivar-me e a dar-me o enorme prazer de redigir estas breves crónicas.

Entretanto, deixo-vos com mais um dos "indispensáveis" quando se fala de imortais...
Não estará certamente ao nível do Time Out em termos de popularidade (poucos estarão) mas posso garantir-vos que é, para mim, um disco único...
Espero que gostem.

Kenny Dorham - Quiet Kenny (1959, Prestige Records)
Apesar do reconhecimento de Kenny Dorham ter ficado aquém do que se poderia esperar de um músico com o seu potencial, alguns dos seus trabalhos deixaram contudo, uma marca indiscutível na cena Jazz dos anos 50 e 60. Um desses registos dá pelo nome de "Quiet Kenny" cuja gravação ocorreu em 1959, numa fase intermédia da sua relativamente curta carreira, em que Dorham se encontrava na plenitude das suas capacidades de músico e de compositor (apesar deste álbum "só" contar com 3 temas da sua autoria).
Serei certamente suspeito para falar da obra deste excelente Trompetista e deste trabalho em particular, pois considero-a como um hino ao Jazz e porque não, à "boa" música (para mim, música com boas composições e executada de forma sublime).
Importa referir que Kenny Dorham se fazia rodear por excelentes músicos e este disco não é excepção, pois conta com o pianista Tommy Flanagan, o baixista Paul Chambers e o baterista Art Taylor, todos eles músicos de uma sensibilidade extrema. Apesar da palavra-chave ser a sensibilidade, a sonoridade deste quarteto pode-se igualmente apelidar de despretenciosa, tal é a humildade e a tranquilidade das suas melodias.
Como o próprio nome deixa antever, este disco é essencialmente composto por temas calmos e ultra-melódicos, que Kenny Dorham soube seleccionar e combinar de forma exemplar. São exemplos disso, Lotus Blossom que inicia o disco e que é por muitos considerado um dos melhores temas de Dorham; bem como "My Ideal" e a balada triste que dá pelo nome de "Alone Together".

Para além da qualidade e beleza dos temas deste disco, creio que o seu ponto forte é mesmo o apurado feeling e a paixão incorporada nas interpretações de Tommy Flanagan e Kenny Dorham. Só por isso, esta obra vale realmente a pena e merece, por mérito próprio, constar entre os grandes imortais do Jazz.
Voltaremos certamente a abordar este músico/compositor, neste ou no tópico "Os Menos Badalados do Jazz" pois na sua obra existe muito bom material para explorar.

Até Breve
Mister W
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 14:13

Caros Amigos,

Como referí no inicio, este tópico é bastante fértil e abrangente, pelo que muitos serão os intérpretes, compositores e álbuns que se enquadram perfeitamente no seu tema. Serão certamente os casos de John Coltrane, Donald Byrd, Hank Mobley, Stan Getz, Sonny Stitt, Thelonious Monk, Eric Dolphy, entre muitos outros... mas a seu tempo lá chegaremos.
Um dos que parece não oferecer qualquer dúvida é precisamente Bill Evans e um dos seus mais aclamados álbuns de sempre... mas porque não é certamente a única obra-prima do autor, estou certo que a ele regressaremos...

Bill Evans - Waltz for Debby (1961 Zeta Records)
Entre os mais atentos ao fenómeno do Jazz, creio que será com grande unanimidade que Waltz for Debby faça parte deste lote de obras eternas e intemporais. E os motivos para tal, são mais que evidentes... mas a eles regressaremos mais à frente.
Este trabalho foi registado numa actuação ao vivo no Village Vanguard em 1961 (o primeiro de uma série de 2), pelo lendário Trio constituído por Bill Evans, Paulo Motion e Scott LaFaro, cuja trágica morte aconteceria passado pouco tempo. Apesar da evidente química entre Evans e LaFaro, este foi o seu único trabalho conjunto (embora tenham participado num disco de Tony Scott em 1959).
A faceta sentimental e romântica de Bill Evans, que não tinha sido muito exposta até aqui, é revelada de forma evidente em temas como "My Foolish Heart" e "Detour Ahead". O tema da sua autoria, que dá nome ao àlbum é o melhor exemplo da excelente sonoridade conseguida neste belo espaço. Parece que o peso de tocar no famoso espaço nova iorquino, faz elevar as prestações de todos quantos tiveram a oportunidade de nele tocar (e gravar) e este é um caso flagrante.
Bill Evans é um músico excepcional. A magistralidade da interpretação, por vezes clássica, dos seus temas ao piano é de uma beleza e sensibilidade sem paralelo. Mas não é tudo. A forma como Paul Motion arrasta as vassouras na sua tarola ou a marcação encorpada do baixo de LaFaro e os seus brilhantes solos (que são dos momentos mais fantásticos deste álbum) são uma delícia para qualquer apreciador de Jazz.
Recomendar este disco pode parecer por demais evidente, mas muitos outros não podem ser esquecidos. Por isso, em vez de recomendar um ou vários dos seus discos, limito-me a recomendar o próprio interprete e compositor (que a maioria de Vós certamente conhece melhor do que eu...). Dificilmente encontrarão um trabalho menos bom, apesar de, na minha opinião, os primeiros 20 anos da sua carreira (56-76) reflectirem o que de melhor o pianista tem para nos oferecer.

Até mais logo,
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afonso
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 15:33

Mister W escreveu:
Caros Amigos,

Como referí no inicio, este tópico é bastante fértil e abrangente, pelo que muitos serão os intérpretes, compositores e álbuns que se enquadram perfeitamente no seu tema. Serão certamente os casos de John Coltrane, Donald Byrd, Hank Mobley, Stan Getz, Sonny Stitt, Thelonious Monk, Eric Dolphy, entre muitos outros... mas a seu tempo lá chegaremos.
Um dos que parece não oferecer qualquer dúvida é precisamente Bill Evans e um dos seus mais aclamados álbuns de sempre... mas porque não é certamente a única obra-prima do autor, estou certo que a ele regressaremos...

Bill Evans - Waltz for Debby (1961 Zeta Records)
Entre os mais atentos ao fenómeno do Jazz, creio que será com grande unanimidade que Waltz for Debby faça parte deste lote de obras eternas e intemporais. E os motivos para tal, são mais que evidentes... mas a eles regressaremos mais à frente.
Este trabalho foi registado numa actuação ao vivo no Village Vanguard em 1961 (o primeiro de uma série de 2), pelo lendário Trio constituído por Bill Evans, Paulo Motion e Scott LaFaro, cuja trágica morte aconteceria passado pouco tempo. Apesar da evidente química entre Evans e LaFaro, este foi o seu único trabalho conjunto (embora tenham participado num disco de Tony Scott em 1959).
A faceta sentimental e romântica de Bill Evans, que não tinha sido muito exposta até aqui, é revelada de forma evidente em temas como "My Foolish Heart" e "Detour Ahead". O tema da sua autoria, que dá nome ao àlbum é o melhor exemplo da excelente sonoridade conseguida neste belo espaço. Parece que o peso de tocar no famoso espaço nova iorquino, faz elevar as prestações de todos quantos tiveram a oportunidade de nele tocar (e gravar) e este é um caso flagrante.
Bill Evans é um músico excepcional. A magistralidade da interpretação, por vezes clássica, dos seus temas ao piano é de uma beleza e sensibilidade sem paralelo. Mas não é tudo. A forma como Paul Motion arrasta as vassouras na sua tarola ou a marcação encorpada do baixo de LaFaro e os seus brilhantes solos (que são dos momentos mais fantásticos deste álbum) são uma delícia para qualquer apreciador de Jazz.
Recomendar este disco pode parecer por demais evidente, mas muitos outros não podem ser esquecidos. Por isso, em vez de recomendar um ou vários dos seus discos, limito-me a recomendar o próprio interprete e compositor (que a maioria de Vós certamente conhece melhor do que eu...). Dificilmente encontrarão um trabalho menos bom, apesar de, na minha opinião, os primeiros 20 anos da sua carreira (56-76) reflectirem o que de melhor o pianista tem para nos oferecer.

Até mais logo,
Mister W


Excelente post.

Como sou um grande apreciador do Bill Evans gostava de acrescentar o disco " You must believe in Spring" gravado em agosto 1977 e editado em Setembro 1980 depois do seu falecimento, e que para mim é do melhor que o pianista tem para oferecer.

Foi o ultimo disco que gravou com o Eddie Gomez.
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 16:24

afonso escreveu:

Excelente post.

Como sou um grande apreciador do Bill Evans gostava de acrescentar o disco " You must believe in Spring" gravado em agosto 1977 e editado em Setembro 1980 depois do seu falecimento, e que para mim é do melhor que o pianista tem para oferecer.

Foi o ultimo disco que gravou com o Eddie Gomez.

Esse não tenho mas já estive a ouvir alguns excertos e parece-me muito bom... com alguns apontamentos clássicos...
O AllMusic refere que o disco foi lançado em 1977 (ou seja, 3 anos antes de Evans falecer), mas podem estar errados (o que por vezes acontece).
Obrigado pela Sugestão
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 16:40

Mister W escreveu:
afonso escreveu:

Excelente post.

Como sou um grande apreciador do Bill Evans gostava de acrescentar o disco " You must believe in Spring" gravado em agosto 1977 e editado em Setembro 1980 depois do seu falecimento, e que para mim é do melhor que o pianista tem para oferecer.

Foi o ultimo disco que gravou com o Eddie Gomez.

Esse não tenho mas já estive a ouvir alguns excertos e parece-me muito bom... com alguns apontamentos clássicos...
O AllMusic refere que o disco foi lançado em 1977 (ou seja, 3 anos antes de Evans falecer), mas podem estar errados (o que por vezes acontece).
Obrigado pela Sugestão


Li aqui a cronologia historica. Mas também podem estar errados.


http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=13726#.UL4nLeRFU1I
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:26

afonso escreveu:

Li aqui a cronologia historica. Mas também podem estar errados.
http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=13726#.UL4nLeRFU1I
De facto afirmam claramente "recorded in 1977 and released after Evans’ death in 1980".

Sinceramente, acredito mais no "All About Jazz" no que no "All Music". Pelo menos no que ao Jazz diz respeito, o All About Jazz terá (ou devia ter) créditos mais firmados!
No próprio disco não consta a data?


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:32

Mister W escreveu:
afonso escreveu:

Li aqui a cronologia historica. Mas também podem estar errados.
http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=13726#.UL4nLeRFU1I
De facto afirmam claramente "recorded in 1977 and released after Evans’ death in 1980".

Sinceramente, acredito mais no "All About Jazz" no que no "All Music". Pelo menos no que ao Jazz diz respeito, o All About Jazz terá (ou devia ter) créditos mais firmados!
No próprio disco não consta a data?




o disco é da warner bros refere 1981 mas pode ser uma edição posterior.


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:37


Este "all about jazz" diz que foi gravado em 77 e lançado em 1980 após a sua morte.

http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=13726#.UL40YuRFU1I



"After more than a decade as one of the pianist’s most sympathetic bassists, this was Eddie Gomez’s last recording with Evans, a trio set with drummer Eliot Zigmund recorded in 1977 and released after Evans’ death in 1980."
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:39

Mister W escreveu:
afonso escreveu:

Li aqui a cronologia historica. Mas também podem estar errados.
http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=13726#.UL4nLeRFU1I
De facto afirmam claramente "recorded in 1977 and released after Evans’ death in 1980".

Sinceramente, acredito mais no "All About Jazz" no que no "All Music". Pelo menos no que ao Jazz diz respeito, o All About Jazz terá (ou devia ter) créditos mais firmados!
No próprio disco não consta a data?




Wikipedia.

You Must Believe in Spring is an album by jazz pianist Bill Evans, recorded by Evans, bassist Eddie Gomez, and drummer Eliot Zigmund in August 1977 and released after Evans' death in September 1980. It was Evans's last recording sessions done with Gomez on bass, who left after eleven years with Evans to pursue other musical projects. Evans also recorded the title song as a duet with jazz vocalist Tony Bennett on their second album of duets titled Together Again (1977).


Quanto ao álbum que trouxestes aqui hoje, é um dos que desconhecia até a pouco tempo e foi pela mão do Jorge Ferreira que o fiquei a conhecer. E o álbum que ele apresentou, foi nada mais nada menos do que a absolutamente fabulosa reedição da Analogue Productions que me seduzido de tal modo que tive que cair em tentação.
Quando oiço esse álbum, só me apetece fechar os olhos e ser transportado para o céu do divino musical.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:45

"meter a colher", o disco parece ter sido gravado nos estudios da Capitol, em Hollywood, nos dias 23, 24 e 25 de Agosto de 1977
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:46

Para que não restem duvidas, até no próprio site do homem está a confirmação de que é uma obra póstuma.


http://www.billevanswebpages.com/bespring_revue.html


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:51

Yep, 1981 Warner Bros. HS 3504
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 17:58

Boas,
Mais um breve apontamento de um excelente disco que teve a sua edição em circunstâncias pouco normais, como mais à frente explicarei.
Para os que não conhecem este trabalho, se o vierem a ouvir, estou certo que será do Vosso inteiro agrado. Para os demais (que já o conhecem), estou certo que é uma certeza e uma das Vossas principais referências.

Charlie Haden with Chet Baker, Enrico Pieranunzi, Billy Higgins - Silence (1989 Soul Note Records/2010 Get Back)
Muitos de Vós conhecem certamente o grande baixista Charlie Haden de outras andanças como Ornette Coleman, Old & New Dreams, Keith Jarrett Quartet ou do seu próprio projecto Liberation Music Orchestra.
No entanto, como sempre gostou de desafios, existem vários registos onde o podemos encontrar fora dos seus territórios habituais (e mais conhecidos). Este é um desses casos, onde podemos ouvir Haden em parceria com Chet Baker e com mais dois músicos, o baterista Billy Higgins e um pianista italiano de nome Enrico Pieranunzi, que viria a ganhar algum reconhecimento internacional, precisamente com este trabalho.

Não, não se trata de um disco de Chet Baker (como leader) mas de um disco em que Chet Baker participa e se integra (de forma exemplar) como apenas mais um elemento, apesar dos seus reconhecidos atributos virem ao de cima, em determinadas partes do disco (como seria de esperar). O seu desempenho e a envolvência do seu trompete parecem possuir uma dimensão ultra-sensorial... difícil de explicar.
Charlie Haden está igualmente irrepreensível neste trabalho, apesar da difícil tarefa de liderar um grupo de executantes, através de um contra-baixo (e onde se encontra um músico que dá pelo nome de Chet Baker). Contudo, o factor liderança foi posto de lado em prol da parceria e do fantástico entrosamento dos músicos. Para além de Billy Higgins (na bateria) o pianista italiano Enrco Pieranuzi (praticamente desconhecido) tem um desempenho digno de registo, fazendo por vezes esquecer que se tratava de um músico secundário.
Este disco transporta-nos para outra dimensão, tal é a profundidade e o envolvimento destes excelentes músicos.
Transcrevendo as palavras do critico de Jazz Gary Giddins: "This is a dark and absorbing and, yes, beautiful record. It doesn't seem designed to make any deep points, yet does so simply by the imaginative force of the playing".
Uma palavra para a Get Back (Soul Note) italiana e para esta re-edição de 2010 que poderá fazer hesitar muitos de Vós no momento da compra. Pois não hesitem, porque a prensagem é muito boa, à semelhança de outras desta editora. Infelizmente, os italianos são normalmente uma desgraça em termos de edições discográficas e essa é a imagem generalizada do público. Contudo, existem algumas boas excepções e esta é sem dúvida uma delas. Caso encontrem este disco (e creio que essa será a parte mais difícil) releguem o preciosismo da prensagem para segundo plano, pois neste caso, tanto o original (Soul Note) como a re-edição (Get Back) são provenientes de Itália...
Por último, fica uma curiosidade que alguns poderão estranhar. Esta obra tem a seguinte dedicação a Chet Baker, de todos os que participaram no disco: "This album is dedicated to Chet Baker. His perfect ear and beautiful sound will be missed by us all".
Pois a explicação é simples. O registo deste trabalho ocorreu em Novembro de 1987 (CMC Studio, Roma) e Chet Baker viria a falecer em Maio de 1988. Este disco viria pois a ser lançado em 1989 em jeito de homenagem ao mestre do trompete. Se não fosse a sua morte, esta seria possivelmente uma obra (prima, sem qualquer dúvida) que poderia ter ficado esquecida, sem nunca ser editada ...

Terminei ...
Mister W

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 18:05

António José da Silva escreveu:
Para que não restem duvidas, até no próprio site do homem está a confirmação de que é uma obra póstuma.


http://www.billevanswebpages.com/bespring_revue.html
Assim sendo, mais um ponto negativo para a credibilidade do AllMusic que, refira-se, já não era grande ... (apesar de até dar algum jeito, para ouvir excertos de alguns álbuns). Rolling Eyes
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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 21:47


Muito boas crónicas ...

...este Chalie Haden deixou-me curioso....

...vou Jazz investigar bounce
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 21:48

Mister W escreveu:
Caros Amigos,

Como referí no inicio, este tópico é bastante fértil e abrangente, pelo que muitos serão os intérpretes, compositores e álbuns que se enquadram perfeitamente no seu tema. Serão certamente os casos de John Coltrane, Donald Byrd, Hank Mobley, Stan Getz, Sonny Stitt, Thelonious Monk, Eric Dolphy, entre muitos outros... mas a seu tempo lá chegaremos.
Um dos que parece não oferecer qualquer dúvida é precisamente Bill Evans e um dos seus mais aclamados álbuns de sempre... mas porque não é certamente a única obra-prima do autor, estou certo que a ele regressaremos...

Bill Evans - Waltz for Debby (1961 Zeta Records)
Entre os mais atentos ao fenómeno do Jazz, creio que será com grande unanimidade que Waltz for Debby faça parte deste lote de obras eternas e intemporais. E os motivos para tal, são mais que evidentes... mas a eles regressaremos mais à frente.
Este trabalho foi registado numa actuação ao vivo no Village Vanguard em 1961 (o primeiro de uma série de 2), pelo lendário Trio constituído por Bill Evans, Paulo Motion e Scott LaFaro, cuja trágica morte aconteceria passado pouco tempo. Apesar da evidente química entre Evans e LaFaro, este foi o seu único trabalho conjunto (embora tenham participado num disco de Tony Scott em 1959).
A faceta sentimental e romântica de Bill Evans, que não tinha sido muito exposta até aqui, é revelada de forma evidente em temas como "My Foolish Heart" e "Detour Ahead". O tema da sua autoria, que dá nome ao àlbum é o melhor exemplo da excelente sonoridade conseguida neste belo espaço. Parece que o peso de tocar no famoso espaço nova iorquino, faz elevar as prestações de todos quantos tiveram a oportunidade de nele tocar (e gravar) e este é um caso flagrante.
Bill Evans é um músico excepcional. A magistralidade da interpretação, por vezes clássica, dos seus temas ao piano é de uma beleza e sensibilidade sem paralelo. Mas não é tudo. A forma como Paul Motion arrasta as vassouras na sua tarola ou a marcação encorpada do baixo de LaFaro e os seus brilhantes solos (que são dos momentos mais fantásticos deste álbum) são uma delícia para qualquer apreciador de Jazz.
Recomendar este disco pode parecer por demais evidente, mas muitos outros não podem ser esquecidos. Por isso, em vez de recomendar um ou vários dos seus discos, limito-me a recomendar o próprio interprete e compositor (que a maioria de Vós certamente conhece melhor do que eu...). Dificilmente encontrarão um trabalho menos bom, apesar de, na minha opinião, os primeiros 20 anos da sua carreira (56-76) reflectirem o que de melhor o pianista tem para nos oferecer.

Até mais logo,
Mister W
infelizmente não consigo acompanhar o vosso ritmo de modo que só agra consigo fazer uns posts
Em relação ao Bill Evans só posso dizer que adoro (mesmo sem ter muitos discos dele), em relação a este disco só posso dizer que é fabuloso, mas o meu elogio estende-se ao outro disco desta gravação ao vivo que é igualmente fabuloso





mas este também o considero fabuloso (não sei nada sobre a sua história, mas para mim é outro disco que é giagantesco deste imortal do jazz


a minha esperança é um dia conseguir comprar esta caixa em 33 ou 45 tanto faz

http://store.acousticsounds.com/d/66242/Bill_Evans-Riverside_Recordings-Vinyl_Box_Sets


Última edição por anibalpmm em Ter Dez 04 2012, 21:56, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 21:55

anibalpmm escreveu:


http://store.acousticsounds.com/d/66242/Bill_Evans-Riverside_Recordings-Vinyl_Box_Sets

Pois ...explica-me, se conseguires, se existe alguma coisa fraca nessa loja, antro de pecado

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 22:00

Mister W escreveu:



tanto este como o Blue train do Coltrane fazem parte da minha pequena coleção de jazz em vinil, a qual espero a vir xpandir com estas crónicas
já acrescentei o do charlie hadden e o do kenny dorham à minha wishlist

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 22:39

anibalpmm escreveu:

infelizmente não consigo acompanhar o vosso ritmo de modo que só agra consigo fazer uns posts
Em relação ao Bill Evans só posso dizer que adoro (mesmo sem ter muitos discos dele), em relação a este disco só posso dizer que é fabuloso, mas o meu elogio estende-se ao outro disco desta gravação ao vivo que é igualmente fabuloso


mas este também o considero fabuloso (não sei nada sobre a sua história, mas para mim é outro disco que é giagantesco deste imortal do jazz


a minha esperança é um dia conseguir comprar esta caixa em 33 ou 45 tanto faz
http://store.acousticsounds.com/d/66242/Bill_Evans-Riverside_Recordings-Vinyl_Box_Sets

Apesar de ser um dos seus primeiros discos (a solo) o "Everybody Digs Bill Evans" é igualmente muito bom. O "Sunday at the Village Vanguard" infelizmente não tenho, mas do que conheço, está na mesma linha do "Waltz for Debby".
Quanto a essa maravilhosa caixa, suspeito que nunca me vai passar pelas mãos... Sad Felizmente que todos esses discos se conseguem arranjar de forma isolada, porém com uma qualidade diferente dessas prensagens que parecem ter sido feitas de propósito para a caixa...

Além dos já referidos, destacaria mais estes: "Moon Beans", "Trio '64" e "From Left to Right". Este último, talvez menos conhecido mas nem por isso deixa de ser um grande trabalho em que Bill Evans toca (em simultâneo) um Piano eléctrico Fender-Rhodes e um Piano Steinway (Clássico). Neste disco participa o baixista Eddie Gomez, já aqui referido. O resultado... um assombro como seria de esperar!


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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 22:48

Mister W escreveu:

Quanto a essa maravilhosa caixa, suspeito que nunca me vai passar pelas mãos... Sad Felizmente que todos esses discos se conseguem arranjar de forma isolada, porém com uma qualidade diferente dessas prensagens que parecem ter sido feitas de propósito para a caixa...



Essa maravilhosa caixa existe em prensagem normal a 33rpm editada há um bom par de anos
Tive para a comprar na altura.... se arrependimento matasse
O preço é bastante mais aceitável
Pode ser q apareça no discogs ou no popspike
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 22:52

anibalpmm escreveu:
Mister W escreveu:

Quanto a essa maravilhosa caixa, suspeito que nunca me vai passar pelas mãos... Sad Felizmente que todos esses discos se conseguem arranjar de forma isolada, porém com uma qualidade diferente dessas prensagens que parecem ter sido feitas de propósito para a caixa...

Essa maravilhosa caixa existe em prensagem normal a 33rpm editada há um bom par de anos
Tive para a comprar na altura.... se arrependimento matasse
O preço é bastante mais aceitável
Pode ser q apareça no discogs ou no popspike

Pois, só se aparecer um bom negócio ... Pensava que só existia em 45rpm ... scratch
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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 23:00

Além dos que já foram citados também são muito relevantes os seguintes:

- "The Tony Bennett/Bill Evans Album"
- "The Paris Concert"
- "Portrait in Jazz"
- "Explorations"
- "Conversations with Myself"

E depois existem mais uma catrefada deles...mas isso são outros quinhentos...


Abraços,
Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Dez 04 2012, 23:08

Neste momento esta uma no ebay USA por 300$
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fredperry
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Dez 05 2012, 11:33

Obrigado mais uma vez Mister W!
Não conhecia estes dois:
Cannonball Adderley - Somethin' Else (1958 Blue Note)
Kenny Dorham - Quiet Kenny (1959, Prestige Records)

Excelentes!
Continua!
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Dez 05 2012, 13:05

Mister W estas tuas crónicas são simplesmente fantásticas. Quais dicionários do Jazz, isto sim é trabalhinho.

Tenho aprendido e conhecido muita boa música por tua causa. Obrigado
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 15:26

Quero aqui deixar também uma vénia ao Mister W pelas maravilhosas histórias. Nisto dos vinis, se há coisa que acompanha bem o som da agulha é uma boa história sobre o disco, lida a duas maos. É como se viajássemos no tempo. Obrigado

PS: No Portrait in Jazz, o La Faro e o Evans também tocam juntos.
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 15:29

Já agora, lembro um album muito agradável que junta dois génios (estes sim, apenas se encontraram uma vez para gravar) - Alone Together - Bill Evans + Chet Baker. Foi com este disco que descobri um Chet Baker muito muito lírico, de sonho. Um dos seus melhores registos.
abraço
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 15:34

Ulrich escreveu:
... este Chalie Haden deixou-me curioso.... ...
É dos básicos
Já tocou com uma catrefada de gente (ou vice-versa)

PS : conheces Spain, certo?! O gajo, Josh Haden, é filho dele
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 16:47

Caros Amigos,
Desta vez achei que estava na hora de Vos trazer um Guitarrista (creio que um dos primeiros destas crónicas) e para o fazer, nesta rubrica de imortais do Jazz, tinha de ser alguém bem especial. Pois bem, depois de identificar o músico em questão, achei que devia igualmente falar de um conjunto de trabalhos que se destacam na sua longa carreira. Uma Trilogia neste caso e em simultâneo aproveito para homenagear a editora por detrás destas obras e de muitas outras que enriquecem o Jazz desde à várias décadas.
Estou a falar-vos do lendário guitarrista Joe Pass, da sua trilogia "Virtuoso" (apesar de existir um 4º disco desta série) e da Pablo Records que tem dado voz a este músico desde os anos 70 (apenas com alguns desvios pontuais para outras editoras).
Apesar de serem 3 obras idênticas, principalmente no seu alinhamento (pois contam apenas com Joe Pass e a sua guitarra) já em termos de repertório diferem bastante.
O primeiro disco é todo ele constituído por "standards" de Jazz dos mais diversos autores. O segundo, tem uma combinação de temas escritos por Joe Pass e temas de outros músicos, como veremos mais à frente. Por último, o terceiro disco desta série é integralmente constituído por temas criados por Joe Pass. Dá a ideia que Pass foi ganhando confiança (e experiência) até se decidir, por fim, a fazer um trabalho totalmente de originais.

Em termos biográficos, gostava apenas de referir que aos 14 anos já tocava em pequenas bandas e viajava regularmente, motivo pelo qual se mudou (da Pennsylvania) para a cidade de Nova Iorque. No entanto, em breve cairia nas malhas da droga e por isso passou quase desapercebido na década de 50.
Em 1962 gravou "The Sounds of Synanon" (nome do programa de reabilitação que frequentou durante mais de 2 anos e onde viria a praticar e apurar os seus conhecimentos de guitarra) que marcou o ressurgimento do músico e o inicio de uma carreira a solo.

Joe Pass gravou para várias editoras (Blue Note, World Pacific) mas só teria o esperado reconhecimento a partir dos anos 70, depois de ter assinado para a Pablo Records. Muitas outras obras podiam constar deste espaço, tal foi o contributo dado pela extensa carreira de Joe Pass. Destacaria igualmente obras como The complete "Catch Me!" Sessions (da Blue Note e com uma excelente edição nacional de 73), Tudo Bem (com Paulinho da Costa), Eximious (Trio com Martin Drew e Niels-Henning Orsted Pedersen e The Stones Jazz entre muitos outros. Para já, abordamos estes 3 excelentes álbuns a solo.

Joe Pass - Virtuoso (Pablo Records, USA 1974)
Os primeiros acordes deste disco, pela sua intensidade, deixam-nos perceber de imediato, que nos encontramos perante um trabalho... precisamente, de um Virtuoso!
O primeiro tema, o standard "Night & Day" é tocado de forma sublime. A extrema rapidez do dedilhado de Joe Pass é absolutamente estasiante e deixa-nos a pensar se não estaremos perante um dos melhores guitarristas do género, apesar de ser sempre uma questão bastante relativa (apesar de muitos o considerarem como um dos melhores álbuns de Jazz com guitarra do séc. XX).
O lado 2 não é pior. Começa com o "Sweet Lorreine" com um dedilhado "brasileiro" por entre ritmos e solos de blues, tudo de excelente recorte técnico.

Dos 3 discos desta série, este parece-me o que menos integra a excelente capacidade de improvisação de Joe Pass. Possivelmente, porque faz parte deste disco uma selecção de grandes "standards" que o músico não quis desvirtuar em excesso. Mesmo assim, o seu cunho pessoal encontra-se presente e resulta numa sonoridade exclusiva destes temas que o grande público conhece, de longa data (Round Midnight, The Song is You, My Old Flame, etc.
Por último, uma referência à qualidade de som deste disco que é mesmo muito boa, dando a ideia que Joe Pass está a tocar guitarra sentado à nossa frente...

Joe Pass - Virtuoso #2 (Pablo Records, Germany 1977)
O número 2 desta série é um disco mais intimista e mais pessoal do que o anterior.
Fazem parte deste trabalho, temas de John Coltrane, Errol Garner, Chick Corea e uma excelente versão de "Feelings" (imortalizado por Morris Albert e por vários outros músicos) mas também 2 temas de Joe Pass. Desta vez, a selecção de Joe Pass, teve por base temas da época (em vez dos grandes "standards" que fizeram parte do 1º disco) bem como dois temas da autoria do próprio Joe Pass ("Blues for O.P." e "Blues for Basie").

Este é sem dúvida, um disco mais calmo e relaxante embora a apurada técnica de Joe Pass continue a marcar presença e a fazer-se notar com grande intensidade, como é o caso do tema que encerra o disco, em que Pass dá asas à sua enorme criatividade e sentido de improviso, tendo por base o tema "Limehouse Blues" (Braham/Furber).

Joe Pass - Virtuoso #3 (Pablo Records, Germany 1978)
Neste 3º disco, Joe Pass muda (novamente) de estratégia e brinda-nos com um trabalho com todos os temas da sua autoria... e podemos afirmar que não se saiu nada mal. A versatilidade desta obra é por demais evidente, como os seguintes títulos deixam antever: Nina's Blues, Passanova, Pasta Blues, Paco de Lucia, Sevenths.... Joe Pass incorpora vários estilos neste disco, desde o Jazz ao Blues à Bossanova/Latina, sem esquecer algumas influências clássicas.

É de facto admirável (e incrível) o som que apenas um músico e o seu instrumento consegue produzir, dando a ideia de estarmos perante a complexidade de uma orquestra. Nestes discos a solo, a técnica e o desempenho têm um peso maior no resultado final da obra e por isso o grau de exigência do músico é normalmente superior. Características como a firmeza e a rapidez de execução, são determinantes para um resultado final satisfatório.
Por se tratarem de discos a solo, não haverá muito mais a acrescentar; em vez disso, aproveito apenas para recomendar estas (ou outras) obras deste músico, a todos quantos gostem de ouvir um guitarra acústica bem tocada e com um repertório extremamente variado e agradável. Se em vez de uma guitarra a solo, preferirem que a mesma se enquadre num alinhamento mais tradicional (com bateria, baixo, saxofone ou trombone e/ou piano) encontrarão por certo, outras obras, em que Joe Pass se integra num Trio ou num Quarteto (alguns títulos acima referidos) com desempenhos igualmente exclusivos e de grande notoriedade.

Até à próxima.
Mister W


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 17:12

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 17:22

Conheço esse guitarrista, mas de algumas contribuições em alguns LPs, como sejam a do LP Hollywood Blues de Johnny Almond Music Machine, Porgy & Bess do Ray Charles, um ou outro LP do Toots Thielemans, e também com alguns gajos brazucas e mais umas quantas participações que agora não me lembro do nome.

Claro, já vi n discos do gajo a solo, mas nunca comprei nada, e realmente é um dos guitarristas do jazz cheers


Última edição por Fran em Sex Dez 07 2012, 17:23, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 17:22

ruifigueiredo escreveu:
Quero aqui deixar também uma vénia ao Mister W pelas maravilhosas histórias. Nisto dos vinis, se há coisa que acompanha bem o som da agulha é uma boa história sobre o disco, lida a duas maos. É como se viajássemos no tempo. Obrigado

PS: No Portrait in Jazz, o La Faro e o Evans também tocam juntos.
Caro Rui,
Gostava de agradecer a vénia e dizer-lhe que estou totalmente de acordo. Uma das grandes vantagens do vinil sobre qualquer outro formato são precisamente as histórias (por vezes autênticas lições de vida) que podemos encontrar nas capas e contra-capas dos discos.
Quanto ao LaFaro participar no Portrait in Jazz, study tem toda a razão... e o mais incrível é que também tenho esse disco ...
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 17:36

ruifigueiredo escreveu:
Já agora, lembro um album muito agradável que junta dois génios (estes sim, apenas se encontraram uma vez para gravar) - Alone Together - Bill Evans + Chet Baker. Foi com este disco que descobri um Chet Baker muito muito lírico, de sonho. Um dos seus melhores registos.
abraço
Grande disco, esse Alone Together e como refere, único pelo facto de não existir outro registo que junte os dois génios. E segundo reza a história (talvez em jeito de rumor) era que os dois músicos como padeciam do mesmo mal, não podiam estar juntos... pois era desgraça na certa!
Refiro-me claro está, à Senhora Dona Heroína ... Shocked
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 17:55

Vinil escreveu:
Mister W estas tuas crónicas são simplesmente fantásticas. Quais dicionários do Jazz, isto sim é trabalhinho.
Tenho aprendido e conhecido muita boa música por tua causa. Obrigado
anibalpmm escreveu:
Mais um para a minha wishlist
Fico mesmo muito contente (e "inchado") com os comentários de todos... Very Happy mas não quero contribuir para nenhum desastre orçamental... familiar claro está, pois dos outros (estatais e governamentais) já vamos estando habituados... pale
Muito Obrigado
P.S. Não posso deixar passar esta oportunidade para refirar que também tenho aprendido muito com os membros deste fórum, a todos os níveis. A vida é mesmo isso: dar e receber! cheers

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Dez 07 2012, 19:05

Fran escreveu:
Ulrich escreveu:
... este Chalie Haden deixou-me curioso.... ...
É dos básicos
Já tocou com uma catrefada de gente (ou vice-versa)

PS : conheces Spain, certo?! O gajo, Josh Haden, é filho dele

Nunca ouviste falar em metonímia ...

este Charlie Haden significa este disco de Charlie Haden
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Dez 10 2012, 14:46

Caríssimos,
Um nome como Sonny Rollins não podia, de forma alguma, ficar de fora deste tópico. Por vários motivos, creio que este extraordinário disco de 1959 é uma boa escolha para representar o saxofonista. Certo é, que muitos outros podiam igualmente ser aqui destacados...

Sonny Rollins - Way Out West (Contemporary 1957)
O Way Out West, começa por ser um disco um pouco diferente dos demais porque é desempenhado por um trio (na maioria dos casos, a formação assentava em quartetos e quintetos). E que fantástica "tripla" esta, meus Senhores!
Ray Brown, o imensamente conhecido baixista (que apesar de afastado da música, ainda se encontra entre nós) com uma carreira absolutamente incrível de cerca de 60 anos de excelentes contribuições e participações.

O grande baterista Shelly Manne (falecido em 1984) que apesar de uma carreira menos longa, deixou uma marca como poucos. Tocou com a grande maioria dos nomes do Jazz nas décadas de 40 a 80 e com a sua forma exclusiva de tocar bateria, deixou uma legião de admiradores e seguidores.
Por fim, o homem que dispensa apresentações, Sonny Rollins. Nascido em Nova Iorque em 1920, consta que ainda se encontra no activo e com a alegria imensa que sempre colocou nas suas soberbas interpretações. Com uma carreira dedicada ao Jazz, continua a ser um exemplo para os músicos mais novos (e não só). Um verdadeiro ícone!

Way Out West é um disco extraordinário, com uma gravação igualmente extraordinária. Os três músicos conseguem-se ouvir de forma isolada (dos demais) sem o mínimo esforço, tal é a transparência e o detalhe desta gravação.
É efectivamente um grande clássico (desde o Jazz nele tocado, até à própria capa), que conta com o intemporal "I'm and old Cowhand" composto por Johnny Mercer ou "Solitude" de Duke Ellington, bem como os temas da autoria de Sonny Rollins, "Way Out West" e "Come, Gone" que ficarão (ou já estão) na história do Jazz.
Trata-se pois de um título essencial, de entre os muitos e não menos importantes, que constam da extensa discografia de Sonny Rollins. Perto de uma centena, certamente!
Até Breve,
Mister W




Última edição por Mister W em Ter Dez 11 2012, 01:24, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Dez 10 2012, 19:02

Mister W escreveu:



também consta da minha coleção na edição da analogue productions, mas esta capa é muito alternativa:(((---:
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Dez 10 2012, 23:28

[quote="anibalpmm"]
Mister W escreveu:


também consta da minha coleção na edição da analogue productions, mas esta capa é muito alternativa:(((---:

Atenção que as duas últimas capas não fazem parte do disco nem de re-dições do mesmo:
-A do Way Out West PLUS nem sei se alguma vez foi editado pelo Sonny Rollins, pois nunca a vi na sua discografia oficial.
-A última, apenas achei piada. Não conheço nem faço ideia quem sejam...
lol!
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Dez 10 2012, 23:46

[quote="Mister W"]
anibalpmm escreveu:
Mister W escreveu:


também consta da minha coleção na edição da analogue productions, mas esta capa é muito alternativa:(((---:

Atenção que as duas últimas capas não fazem parte do disco nem de re-dições do mesmo:
-A do Way Out West PLUS nem sei se alguma vez foi editado pelo Sonny Rollins, pois nunca a vi na sua discografia oficial.
-A última, apenas achei piada. Não conheço nem faço ideia quem sejam...
lol!


lol!


mas tem piada essa variante, acabaste de criar uma inovação
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 13:56

Caros Amigos,
Como não podia deixar de ser, o inevitável Chet Baker teria que constar dos eleitos deste tópico. Difícil é, no entanto, nomear alguns trabalhos de entre os inúmeros que certamente mereciam um destacado relevo. Mas porque tinha que decidir, fí-lo baseando as minhas escolhas nos meus gostos pessoais.
Assim, trago-vos dois trabalhos bastante diferentes, não apenas em termos sonoros, mas também porque marcam momentos distintos (para não dizer opostos), na carreira do grande trompetista. Espero que sejam do Vosso agrado.

Chet Baker Quartet - Jazz at Ann Arbor (1954, Pacific Jazz PJ1203)
"Good evening, and welcome to the Masonic Temple...No smoking, please" é desta forma pouco habitual, que o apresentador dá inicio a este excelente concerto realizado no Michigan (Masonic Temple, Ann Arbor) no dia 9 de Maio de 1954.
Chet Baker gozava o ponto mais alto da sua recente carreira e a sua popularidade já era considerável. Os críticos estavam do seu lado e as revistas Metronome e Down Beat acabavam de o eleger como o melhor de entre os melhores. A sua sonoridade súbtil e refinada, não deixava ninguém indiferente e a comunidade jazzistica rendia-se ao talento do músico. Este disco é um bom exemplo disso, pois dá conta da excitação do público e da sua interacção com o músico, em vários momentos do espectáculo.
Todos estes detalhes ajudam a engrandecer uma extraordinária obra mas ... e quanto à música? Essa, mais do que descrita, terá de ser ouvida... e sentida.

Ao longo deste memorável concerto ao vivo, somos brindados com alguns dos temas mais conhecidos do artista (até então), todos eles executados de forma sublime, como "My Funny Valentine", "Stella by Starlight", "My Old Flame" ou "Line for Lyons" dedicado ao seu autor (e "tutor") Gerry Mulligan. A intensidade e requinte do trompete de Chet Baker tornam este registo absolutamente deslumbrante e mágico, que só peca por não ter uma duração maior...
O quarteto de músicos constituido por Russ Freeman (piano), Carson Smith (baixo) e Bob Neel (bateria), tem um desempenho muito competente, com uma secção rítmica apropriada, sem nunca ofuscar as performances de Baker. O baixo e a bateria foram gravados com grande detalhe e presença. Aliás, a qualidade deste disco é muito boa, ainda para mais, se tivermos em conta que se trata de um concerto ao vivo, cuja gravação original data de 1954.
Este é um título que se adquire com relativa facilidade, pois são várias as re-edições que têm sido lançadas ao longo dos anos, infelizmente nem todas com a qualidade que a gravação merece.
Por tudo o que já foi referido, este é um dos (muitos) trabalhos de Chet Baker que guardo religiosamente e do qual não prescindo de uma audição bastante regular.

Chet Baker & Wolfgang Lackerschmid - Ballads for Two (1979, Sandra Productions SMP2102)
Este "Ballads for Two" é uma trabalho imensamente distinto do anterior e foi esse um dos principais motivos da minha escolha, para além da inerente qualidade artística que, quanto a mim, o coloca merecidamente na galeria dos discos intemporais e imortais do Jazz.

Este registo gravado em Estugarda em 1979, faz parte da última fase da carreira de Chet Baker (para muitos a mais rica) após a sua mudança para a Europa, em que se aventura em novas sonoridades e experiências com vários músicos (principalmente) europeus. Este é um bom exemplo disso, em que Chet Baker contracena apenas com um único músico (alemão), de nome Wolfgang Lackerschmid, que toca um instrumento bastante popular no Jazz dos anos 60 e 70; o Vibrafone (da família do Xilofone e da Marimba).
Sendo esta uma das combinações menos prováveis - Vibrafone Vs Trompete - alguns poderão questionar o seu resultado. Contudo, considero esta parceria extremamente bem sucedida em termos acústicos e musicais, apesar da pouca notoriedade que este trabalho atingiu (em parte, fruto da pouca visibilidade da editora). A interacção entre os dois instrumentos é extremamente harmoniosa, ao ponto do som por eles produzido, parecer fundir-se.
A sonoridade melancólica e intensa conseguida pelos dois intérpretes, deixa-nos completamente "anestesiados"...
Lackerschmid também tem um papel preponderante na concepção deste disco, pois a maioria dos temas são de sua autoria (um deles em parceria com Chet Baker). Apenas duas excepções no tema "Blue Bossa" de Kenny Dorham que inicia o disco e "You Don't Know What Love Is" (Raye/De Paul).
Este é um excelente disco (alternativo) de Chet Baker que não me canso de recomendar, pese embora alguma dificuldade na sua obtenção (que o encarece um pouco).
Para os eventuais interessados, deixo apenas um pequeno, mas relevante aviso. Tenho constatado, que por vezes confundem este disco com um outro que conta igualmente com a participação de Wolfgang Lackerschmid (como Co-Leader) mas que foi editado em 1986 pela INAK. O que leva a esta confusão (incluindo sites com o All Music) é certamente o nome do disco: "Chet Baker/Wolfgang Lackerschmid feat. Larry Coryell, Buster Williams e Tony Williams". Não sendo um mau disco (de todo) é contudo uma obra completamente distinta da que acabámos de abordar.

Voltaremos decerto a abordar outros trabalhos do vasto legado musical, que Chet Baker nos deixou.

Até lá, fiquem na companhia dos "Imortais do Jazz".
Mister W

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 14:21


mais dois para a minha wishlist, tenho alguns discos do Chet mas nenhum destes dois consta da minha coleção
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 14:34

Mais uma maravilhosa descrição. O primeiro então, deixou-me mesmo com água na boca. Se não fosse a escassez de euros, ia já procurar um.


Obrigado pelo trabalho que tens em prole de todos nós.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:05

António José da Silva escreveu:
Mais uma maravilhosa descrição. O primeiro então, deixou-me mesmo com água na boca. Se não fosse a escassez de euros, ia já procurar um.


Obrigado pelo trabalho que tens em prole de todos nós.

só para te dar uma ajudinha....

https://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-Jazz-At-Ann-Arbor-Limit/hnum/5299487
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:08

anibalpmm escreveu:


https://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-Jazz-At-Ann-Arbor-Limit/hnum/5299487


CD??????????????????




Toma que já almoçastes.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:14

António José da Silva escreveu:
anibalpmm escreveu:


https://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-Jazz-At-Ann-Arbor-Limit/hnum/5299487


CD??????????????????




Toma que já almoçastes.
Que não seja por isso, até é mais baratinho e tudo

http://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-1929-1988-Jazz-At-Ann-Arbor-180g-Limited-Edition/hnum/3678879


Última edição por Fran em Qui Dez 13 2012, 16:17, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:16

Fran escreveu:

Que não seja por isso, até é mais baratinho e tudo

http://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-1929-1988-Jazz-At-Ann-Arbor-180g-Limited-Edition/hnum/3678879


Obrigado Fran, assim sim.

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Fran
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:18

António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:

Que não seja por isso, até é mais baratinho e tudo

http://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-1929-1988-Jazz-At-Ann-Arbor-180g-Limited-Edition/hnum/3678879


Obrigado Fran, assim sim.
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:23

António José da Silva escreveu:
anibalpmm escreveu:


https://www.jpc.de/jpcng/jazz/detail/-/art/Chet-Baker-Jazz-At-Ann-Arbor-Limit/hnum/5299487


CD??????????????????




Toma que já almoçastes.

Sorry enganei-me
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:55

António José da Silva escreveu:
Mais uma maravilhosa descrição. O primeiro então, deixou-me mesmo com água na boca. Se não fosse a escassez de euros, ia já procurar um.
Obrigado pelo trabalho que tens em prole de todos nós.
Não é para agradecer. Faço-o com todo o prazer!
Eu é que agradeço as Vossa palavras.

Quando ao "Jazz At Ann Arbor" não recomendo essa re-edição da Wax, apesar do som até ser bastante razoável e o preço não ser muito elevado.
O meu exemplar é precisamente esse e tem um defeito, tipo uma bolha no vinil (tipo o alcatrão quando derrete no Verão) que não é propriamente muito agradável para quem dá 20 Euros por um disco (até podiam ser 10 Euros...). Felizmente, durante a audição esse defeito não é muito evidente ... mas mesmo assim ...

É apenas uma opinião e até posso estar a ser injusto, mas se fosse agora, preferia tentar uma outra edição (talvez uma re-edição um pouco mais antiga, mesmo que usada).

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 16:59

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mais uma maravilhosa descrição. O primeiro então, deixou-me mesmo com água na boca. Se não fosse a escassez de euros, ia já procurar um.
Obrigado pelo trabalho que tens em prole de todos nós.
Não é para agradecer. Faço-o com todo o prazer!
Eu é que agradeço as Vossa palavras.

Quando ao "Jazz At Ann Arbor" não recomendo essa re-edição da Wax, apesar do som até ser bastante razoável e o preço não ser muito elevado.
O meu exemplar é precisamente esse e tem um defeito, tipo uma bolha no vinil (tipo o alcatrão quando derrete no Verão) que não é propriamente muito agradável para quem dá 20 Euros por um disco (até podiam ser 10 Euros...). Felizmente, durante a audição esse defeito não é muito evidente ... mas mesmo assim ...

É apenas uma opinião e até posso estar a ser injusto, mas se fosse agora, preferia tentar uma outra edição (talvez uma re-edição um pouco mais antiga, mesmo que usada).

Um Grande Bem-Haja a Todos.
Mister W


Pode-se dar o caso de ter sido uma serie e não acontecer com todos. Mas avisar é sempre bom.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Dez 13 2012, 17:09

Mas sem nem se ouve, what's the problem? scratch

Nem tudo o que luz, é ouro (e vice-versa)


PS : se fosse na capa ... agora no vinil


Última edição por Fran em Qui Dez 13 2012, 17:11, editado 1 vez(es)
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