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 *Os imortais do JAZZ*

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 17:31

António José da Silva escreveu:
afonso escreveu:

...que aprecio bastante;
Freddie Hubbard
Também eu amigo Afonso.

O Freddie Hubbard à semelhança de outros músicos de Jazz da época (como o Donald Byrd, por exemplo) consegue alternar obras de grande mestria com outras de qualidade sofrível. Os discos das décadas de 60 e 70 são todos invulgarmente bons, sem excepção. A partir daí, mas principalmente dos anos 80, quando começou a entrar noutros estilos e a deixar que fossem as editoras a comandar a sua carreira, os seus discos bons (ou razoáveis) são frequentemente intercalados com trabalhos que deixam muito a desejar.
Admito que tento evitar os discos mais recentes da sua longa carreira, mas fora isso, concordo que foi um músico excepcional, com discos marcantes na história do Jazz e com inúmeras colaborações com artistas de renome. Quando tiver oportunidade, vou escolher dois ou três dos discos dele que mais gosto e fazer uma breve crónica.
Very Happy
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afonso
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 17:35

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
afonso escreveu:

...que aprecio bastante;
Freddie Hubbard
Também eu amigo Afonso.

O Freddie Hubbard à semelhança de outros músicos de Jazz da época (como o Donald Byrd, por exemplo) consegue alternar obras de grande mestria com outras de qualidade sofrível. Os discos das décadas de 60 e 70 são todos invulgarmente bons, sem excepção. A partir daí, mas principalmente dos anos 80, quando começou a entrar noutros estilos e a deixar que fossem as editoras a comandar a sua carreira, os seus discos bons (ou razoáveis) são frequentemente intercalados com trabalhos que deixam muito a desejar.
Admito que tento evitar os discos mais recentes da sua longa carreira, mas fora isso, concordo que foi um músico excepcional, com discos marcantes na história do Jazz e com inúmeras colaborações com artistas de renome. Quando tiver oportunidade, vou escolher dois ou três dos discos dele que mais gosto e fazer uma breve crónica.
Very Happy


Obrigado. Ficamos então a aguardar mais uma excelente cronica...
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 17:45

Em 2009 tive o privilégio de estar presente no "Freddie Hubbard All-Star Tribute" no Iridium em New York. Momento inesquecível.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 17:53

António José da Silva escreveu:
Em 2009 tive o privilégio de estar presente no "Freddie Hubbard All-Star Tribute" no Iridium em New York. Momento inesquecível.

Já agora, quem é que participou nesse concerto?
Creio que existe uma gravação disso... scratch Será "All-Stars: Hub Art"?!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 17:55

Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
Em 2009 tive o privilégio de estar presente no "Freddie Hubbard All-Star Tribute" no Iridium em New York. Momento inesquecível.

Já agora, quem é que participou nesse concerto?
Creio que existe uma gravação disso... scratch Será "All-Stars: Hub Art"?!



http://www.allyourjazz.com/2009/06/iridium-jazz-club-gives-a-tribute-to-trumpet-legend-freddie-hubbard/


Vais gostar especialmente do gajo do trombone. Posso-te dizer que sempre que o velho tocava, haviam enormes aplausos de um publico conhecedor.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 18:00

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
Em 2009 tive o privilégio de estar presente no "Freddie Hubbard All-Star Tribute" no Iridium em New York. Momento inesquecível.

Já agora, quem é que participou nesse concerto?
Creio que existe uma gravação disso... scratch Será "All-Stars: Hub Art"?!



http://www.allyourjazz.com/2009/06/iridium-jazz-club-gives-a-tribute-to-trumpet-legend-freddie-hubbard/


Vais gostar especialmente do gajo do trombone. Posso-te dizer que sempre que o velho tocava, haviam enormes aplausos de um publico conhecedor.


curtis fuller ?
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 18:01

afonso escreveu:



curtis fuller ?



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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 18:06


Já agora deixo a dica ao Mister W para não esquecer na cronica o "Body and Soul" do Freddie Hubbard com a fabulosa participação do Curtis Fuller...


E também do Eric Dolphy e Wayne Shorter...
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 04 2013, 18:32

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:
António José da Silva escreveu:
Em 2009 tive o privilégio de estar presente no "Freddie Hubbard All-Star Tribute" no Iridium em New York. Momento inesquecível.

Já agora, quem é que participou nesse concerto?
Creio que existe uma gravação disso...  scratch Será "All-Stars: Hub Art"?!

http://www.allyourjazz.com/2009/06/iridium-jazz-club-gives-a-tribute-to-trumpet-legend-freddie-hubbard/
Vais gostar especialmente do gajo do trombone. Posso-te dizer que sempre que o velho tocava, haviam enormes aplausos de um publico conhecedor.

Para além do Curtis Fuller tocou com o Freddie Hubbard um outro grande trombonista, embora praticamente desconhecido, por ter morrido muito cedo e ter gravado pouco... Chamava-se Willie Wilson e podem ouvi-lo aqui:


Última edição por Mister W em Dom Set 28 2014, 12:16, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Abr 09 2013, 18:25

Caros Amigos,

Como já tive oportunidade de referir, não possuo muitos títulos da parte final da carreira de Freddie Hubbard, com a qual não me identifico, principalmente porque a considero algo confusa em termos estilísticos (em alguns casos julgo que por força de alguma imposição editorial). Contudo, se nos concentrarmos nas restantes obras do autor, facilmente concluímos que sobra muito (e bom) material que nos permita elaborar uma(s) boa(s) crónica(s) sobre o genial trompetista. Aliás, pela quantidade e diversidade que se lhe conhece, não se avizinha um tarefa pacifica, principalmente pelas escolhas que serei forçado a fazer. Decidi então, apresentar esta crónica em várias partes, pois só assim poderei abranger as obras que tenho em mente.
Á semelhança do que normalmente acontece e apesar de não tencionar dar um formato cronológico a estes textos, vou começar precisamente pelos primeiros discos de Freddie Hubbard como leader de banda.

Freddie Hubbard - Open Sesame (1960, Blue Note 4040) - 2010, Blue Note, USA
O facto de Freddie Hubbard ter pouco mais de 20 anos, não diminui em nada a qualidade deste excelente disco de estreia como leader. Pelo contrário, o seu desempenho é muito convicente e demonstrativo de uma maturidade que muitos nem almejaram numa fase mais adiantada das suas carreiras.
Em termos de repertório, este trabalho é bastante diversificado (apesar de ter como linha condutora o tradicional Hard-Bop dos anos 60) já que podemos encontrar desde temas bastante ritmados como "All or Nothing at All" ou com alguns toques latinos como "Open Sesame" e "Gypsy Blue" até outros mais tranquilos como "But Beautiful". Em todos eles, o jovem Hubbard lidera o quinteto com grande protagonismo, mas principalmente com o entusiasmo próprio da sua idade.
Dos demais elementos da formação, encontramos Tina Brooks, McCoy Tyner, Sam Jones e Clifford Jarvis. Os solos impetuosos de Hubbard são equilibrados pelo saxofone mais "meloso" de Tina Brooks". A secção ritmíca também ajuda nesse equilibrio, não contasse com a grande experiência de McCoy Tyner no piano e Clifford Jarvis na bateria.
No entanto, o elemento que mais se destaca (na minha opinião) é Sam Jones, com uma prestação absolutamente entusiasmante e que aconselho vivamente aos admiradores do genial baixista.

São vários os argumentos que colocam este disco numa posição de destaque na história do Jazz, mas este seria apenas o principio de uma longa carreira, recheada de excelentes trabalhos.

Freddie Hubbard - Hub Cap (1961, Blue Note 84073) - 1984, Manhattan Records (Capitol), France
No ano seguinte, Freddie Hubbard, presenteia-nos com mais um registo que foi bastante aclamado pela crítica de então e que continua a ter uma forte aceitação na comunidade de Jazz actual.
Apesar do valor indiscutível dos (dois) primeiros trabalhos, Freddie Hubbard consegue surpreender os seus seguidores com uma sonoridade mais trabalhada e refinada. Não fosse a idade do jovem músico e podíamos claramente afirmar que a evolução notada neste trabalho seria fruto de uma enorme maturidade... com apenas 23 anos... imagine-se.
Fazem parte deste disco, temas de belo efeito como "Osie Mae", "Hub Cap" ou "Cry Me Not" que se tornariam referências do vasto repertório de Hubbard.
A formação renovada deste registo, num formato de sexteto, é constituída por Julian Priester (trombone), Jimmy Heath (sax tenor), Cedar Walton (piano), Larry Ridley (baixo) e Philly Joe Jones (bateria). Apesar de serem todos músicos de valor, como se pode facilmente comprovar pela audição deste disco, alguns defendiam que os mesmos não davam o devido espaço a Hubbard, para evoluir em termos criativos. Outros ainda, afirmavam que era a rigidez melódica do hard-bop que não deixava o trompetista libertar-se para sonoridades mais arrojadas. Enfim, podiam tratar-se apenas de gostos, ou até de opiniões de críticos que, na época, aconteciam com alguma regularidade e conseguiam, por vezes, influenciar a carreira de alguns artistas. Neste caso, é certo que Freddie Hubbard parece não ter ignorado tais criticas e dentro em breve começaria mesmo a experimentar outras sonoridades (que hoje em dia se chamariam de Jazz de Fusão). Essas fusões acompanharam o músico até ao final da sua carreira mas como tudo o que é demais, algumas não tiveram o êxito esperado.

Paralelamente à sua carreira como leader, Freddie Hubbard teve várias participações com Don Cherry, Ornette Coleman e John Coltrane (entre outros) que viriam a ter um papel relevante ao longo do seu percurso.

Apesar de não ser unânime, a grande importância atribuída a "Hub Cap", resulta da afirmação cada vez maior conseguida por Hubbard e pela sua busca incessante de uma sonoridade própria. É precisamente a exclusividade do som (do trompete) que fez com que este extraordinário disco, se viesse a tornar, com o decorrer dos anos, num clássico que qualquer discoteca de Jazz se orgulha de possuir.

Este é apenas o capitulo primeiro de uma série de crónicas que tratarei de dar continuidade em breve.

Até lá, desejo-vos Boas Audições,
Mister W


Última edição por Mister W em Ter Abr 09 2013, 18:50, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Abr 09 2013, 18:30

Em casa vou degustar com toda a calma, esta crónica de um dos grandes do Jazz e que adoro. Desde já o meu

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Abr 13 2013, 19:10

Caros AAPistas,
Dando continuidade à crónica anterior, trago-vos mais dois trabalhos de Freddie Hubbard que consido bastante reveladores do seu notável percurso. Compreendo que os títulos por mim seleccionados possam não gozar de total consensualidade, ainda para mais numa discografia tão extensa como é a do artista em questão. Para terem uma ideia, o seu primeiro disco data de 1960 e o último, foi gravado em 2007 (editado em 2008) por altura da comemoração do seu septuagésimo aniversário e antes do seu falecimento em Dezembro de 2008. É desta carreira, deveras impressionante, que tenho a ingrata tarefa de descrever de uma forma sucinta mas simultaneamente reveladora da grandeza deste músico.

Freddie Hubbard - Here to Stay (1976, Blue Note ‎BN-LA496-H2, USA)
Apesar de nem sempre referenciado nas listas das discografias de Freddie Hubbard, este álbum (o sétimo) é, na minha perspectiva, absolutamente essencial. Embora originalmente gravado em Dezembro de 1962, a sua edição só acontece em 1976 através do formato "The Blue Note Re-Issue Series". Trata-se de um duplo àlbum que para além dos temas inéditos (Disco 1) inclui também os temas de "Hub-Cap" de 1961 (Disco 2).
Este é de facto um excelente trabalho que não hesito em recomendar, principalmente pela mais-valia que são os originais da Blue Note que transpiram Jazz por todos os poros.
Na eventualidade de já possuírem o "Hub Cap" e de não pretenderem ter outro (embora numa edição diferente), devem optar pela edição de "Here to Stay" de 1985, ano em que o álbum foi re-editado com uma nova capa (BST84135) e apenas com os 6 temas inéditos (que já haviam feito parte do 1º disco do duplo álbum de 1976).
Edições à parte, importa salientar que "Here to Stay" é um bom álbum, com temas como "Father and Son", "Body and Soul" e "Assunta" e com grandes desempenhos dos seus protagonistas. Desta formação fazem parte Wayne Shorter (SaxT), Cedar Walton (P), Reggie Workman (Bx) e Philly Joe Jones (Bat).

Freddie Hubbard - The Body & The Soul (1963, Impulse AS-38, USA) - Re-edição Impulse (Data?)
Este álbum começa precisamente com "Body and Soul" (embora diferente da versão de "Here to Stay") que é absolutamente contagiante e revelador da grande forma em que o jovem Hubbard (de 25 anos) se encontrava.
Segue-se "Manhã de Carnaval" do filme Black Orpheus, mas este toque de Bossa-Nova é apenas o pretexto para Hubbard assumir novamente o protagonismo com uma série de improvisos (creio que planeados) de grande nível.
Num formato de orquestra à boa maneira de Duke Ellington é-nos apresentado "Chocolate Shake" da autoria do próprio Ellington, que permite alguns apontamentos de Cedar Walton no piano antes do obrigatório desempenho do leader.

Segue-se mais um clássico, desta vez através de um tema celebrizado por Charlie Parker. "Dedicated to You" tem a participação de Eric Dolphy na flauta, absolutamente mágica que abre espaço para mais um solo de Hubbard que parece crescer à medida que o àlbum avança.

O Lado 2 tem inicio com "Clarence's Place" em que Eric Dolphy tem breves apontamentos dos seus solos desconcertantes, desta vez de Saxofone. Wayne Shorter e Hubbard interagem com Dolphy mas de forma mais clássica, como seria de esperar.
E a festa continua, com "Aries" numa sonoridade tipicamente à la Coltrane e com algumas influências latinas em que sobressai o trombone de Curtis Fuller. Este é o pretexto para mais um desempenho de grande nível de Freddie Hubbard, seguido de perto por Wayne Shorter.

"Skylark" num registo mais ligeiro, tem uma excelente orquestração de cordas, à boa maneira de uma Big Band dos anos 50... e a harmonia criada pelo desempenho de Shorter e Hubbard completam o quadro da melhor maneira.

No mesmo registo (mais) lento e orquestrado, segue-se outro tema celebrizado por Duke Ellington. Desta vez, trata-se de "I Got it Bad (and that ain't good)" que conta com um desempenho extremamente fiel de Hubbard, mantendo a envolvência que um tema desta natureza exige.

Este registo chega ao fim com mais um tema cheio de instrumentos e soberbamente orquestrado, aliás, como todos os anteriores. Com Cedar Walton num excelente nível, Hubbard conclui da melhor forma este excelente disco.

Apesar desta breve descrição dos temas que compõem esta obra, interessa acima de tudo salientar que este é um verdadeiro disco de Jazz à boa forma "do antigamente", com uma estrutura absolutamente notável e só justificável num mercado de grandes dimensões como o norte-americano. Tudo neste trabalho parece ser concebido com o maior detalhe e profissionalismo e o resulto só poderia ser um disco único e de grande qualidade.
Mesmo não sendo um grande admirador do Jazz (demasiado) orquestrado, não posso ficar indiferente a uma obra destas dimensões e principalmente, que reúne alguns dos mais consagrados músicos dos nos 60.
Por tudo isto, este é um disco extremamente importante na discografia de Freddie Hubbard, que vamos continuar a dissecar por aqui.

Assim sendo, despeço-me... até ao meu regresso.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Abr 13 2013, 19:30

Mais uma vez, excelente. Para mim, um dos maiores. Não tenho uma grande discografia, mas seja como líder, seja em participações, Hubbard é excelente.

Gostaria de adicionar um dos must have de Hubbard que é o Red Clay com Joe Henderson, Herbie Hancock, Ron Carter e Lenny White,

Tenho a surpreendentemente boa reedição da Music On Vinyl.



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Duarte Rosa
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Abr 13 2013, 21:10

Mais um grande post do Mr W

Não conhecia Freddie Hubbard, mas já está na lista das proximas compras.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Abr 13 2013, 21:12

Duarte Rosa escreveu:
Mais um grande post do Mr W

Não conhecia Freddie Hubbard, mas já está na lista das proximas compras.



Tens mesmo que conhecer. É amor para a vida.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Abr 16 2013, 15:20

Caríssimos,
Conforme prometido, deixo-vos com o 3º Capitulo sobre a obra de Freddie Hubbard, desta feita com mais dois dos seus trabalhos, datados de 1964 e 1969, respectivamente.

Freddie Hubbard - Breaking Point (1964, Blue Note BLP4172) - 1966, Blue Note BST84172, USA
No ano seguinte ao lançamento de The Body and The Soul (o último ao serviço da Impulse) Freddie Hubbard regressa em força à Blue Note com um dos seus discos mais inovadores, de resto, como o próprio nome deixa antever.

Este trabalho de 64 é efectivamente um ponto de viragem e um marco na vertente mais criativa do Jazz até então. Hubbard parece decidido a cortar com o passado recente, com as suas influências, com a editora e até com os músicos com quem trabalhara até então.
O genial trompetista, apesar do seu desempenho irrepreensível, parece mais interessado no resultado global deste registo (como um todo), do que propriamente nas performances individuais dos seus elementos (apesar de também existirem).
Fazem parte deste extraordinário colectivo de músicos, nomes menos conhecidos (até então) como James Spaulding (Sax Alto e Flauta), Ronnie Mathews (piano), Eddie Khan (baixo) e Joe Chambers (bateria).

Este é um trabalho que classificaria entre o hard-bop e o avant-garde, ou aquilo que se convencionou apelidar de post-bop. Creio que não cometerei nenhuma falha grave, se afirmar que este é o disco de Hubbard mais "revolucionário", em que as os limites do Jazz de então são sucessivamente desafiados. Certamente que quem ouvir este disco sem saber em que ano foi concebido, vai cometer o erro (absolutamente normal) de o atribuir a uma geração muito mais recente.
Apesar de tudo o que já foi referido, também existe lugar para um Jazz mais convencional e clássico como no tema "Blue Frenzy", que aproveito desde já para salientar, não apenas pelos solos de Hubbard mas também pela sonoridade colectiva que os vários elementos conseguem recriar. Efectivamente, o Lado 2 é mais clássico e convencional do que o genial e inovador Lado 1, o que acaba por equilibrar esta obra.

Freddie Hubbard - The Hub of Hubbard (1969, MPS 15267) - 1978, MPS C064-61224, Holland
Cinco anos e alguns discos depois, Hubbard muda novamente de editora e desta vez a eleita foi a germanica MPS.
Apesar de não possuir a criatividade de "Breaking Point" e evidenciando uma opção por um som mais abrangente em termos de mercado, "The Hub of Hubbard" não deixa de ser um grande disco, que muitos chegam mesmo a considerar como um dos melhores (para não dizer o melhor) de entre a vasta discografia de Freddie Hubbard.

Os temas transportam claramente ritmos mais amigáveis (em termos da interpretação) do que aqueles que abordámos no disco anterior e que possuem uma maior complexidade rítmica (salvo algumas excepções).
Felizmente que Hubbard não se afasta dos conceitos inovadores e da atitude criativa demonstrada em "Breaking Point" e mesmo não se tratando de um álbum de originais (excepto Blues for Duane), a liberdade evidenciada através da orquestração dos temas é bem demonstrativa da sua enorme veia criativa, como podemos comprovar em "Just One of Those Things" de Cole Porter.

O alinhamento humano foi novamente alvo de uma mudança radical e em cinco anos não sobrou nenhum dos músicos da formação de então, o que era de certa forma, algo bastante comum, na época. Seja como for, Hubbard sempre teve muito cuidado nas suas escolhas e estas não fogem à regra: Richard Davis (baixo), Eddie Daniels (sax tenor), Rolland Hanna (piano) e Louis Hayes (bateria).

Este excelente disco termina da melhor forma com "The Things We Did Last Summer" (Cahn/Styne) um tema intemporal de 7 minutos que transborda um sentimento de paz e tranquilidade, aqui recriados com grande mestria, essencialmente por parte de Roland Hanna no piano, Richard Davis no contra-baixo e claro está, Freddie Hubbard, com um solo absolutamente contagiante.
Por último e a título de curiosidade, falta referir que este trabalho marca precisamente o 10º aniversário da carreira de Freddie Hubbard, que na altura já contava com um considerável número de registos editados e acima de tudo, com uma exposição e reconhecimento só ao alcance dos predestinados. Infelizmente já não se encontra entre nós, pois faleceu no final de 2008.

Para já, dou por concluído este 3º capitulo mas com a promessa de que se seguirão mais dois, pelo menos...
Até lá, sugiro que se deleitem com uma das obras de Freddie Hubbard.

Um Abraço
Mister W
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chicosta
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Abr 17 2013, 14:24

Mister W escreveu:


Freddie Hubbard - Breaking Point (1964, Blue Note BLP4172) - 1966, Blue Note BST84172, USA
No ano seguinte ao lançamento de The Body and The Soul (o último ao serviço da Impulse) Freddie Hubbard regressa em força à Blue Note com um dos seus discos mais inovadores, de resto, como o próprio nome deixa antever.

Este trabalho de 64 é efectivamente um ponto de viragem e um marco na vertente mais criativa do Jazz até então. Hubbard parece decidido a cortar com o passado recente, com as suas influências, com a editora e até com os músicos com quem trabalhara até então.
O genial trompetista, apesar do seu desempenho irrepreensível, parece mais interessado no resultado global deste registo (como um todo), do que propriamente nas performances individuais dos seus elementos (apesar de também existirem).
Fazem parte deste extraordinário colectivo de músicos, nomes menos conhecidos (até então) como James Spaulding (Sax Alto e Flauta), Ronnie Mathews (piano), Eddie Khan (baixo) e Joe Chambers (bateria).

Este é um trabalho que classificaria entre o hard-bop e o avant-garde, ou aquilo que se convencionou apelidar de post-bop. Creio que não cometerei nenhuma falha grave, se afirmar que este é o disco de Hubbard mais "revolucionário", em que as os limites do Jazz de então são sucessivamente desafiados. Certamente que quem ouvir este disco sem saber em que ano foi concebido, vai cometer o erro (absolutamente normal) de o atribuir a uma geração muito mais recente.
Apesar de tudo o que já foi referido, também existe lugar para um Jazz mais convencional e clássico como no tema "Blue Frenzy", que aproveito desde já para salientar, não apenas pelos solos de Hubbard mas também pela sonoridade colectiva que os vários elementos conseguem recriar. Efectivamente, o Lado 2 é mais clássico e convencional do que o genial e inovador Lado 1, o que acaba por equilibrar esta obra.


Inspirado por mais esta bela crónica, hoje este álbum foi a banda sonora do meu almoço!
Por enquanto em versão 0 e 1s, FLAC, é o que há...
Grande álbum, gostei muito!

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Abr 17 2013, 15:08

chicosta escreveu:

Inspirado por mais esta bela crónica, hoje este álbum foi a banda sonora do meu almoço!
Por enquanto em versão 0 e 1s, FLAC, é o que há...
Grande álbum, gostei muito!

Esse é mesmo muito bom, principalmente porque quebra com o som mais tradicional do Freddie Hubbard.
... mas em vinil é outra coisa.... Very Happy


Última edição por Mister W em Qua Abr 17 2013, 16:03, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Abr 17 2013, 15:42

Caros Amigos,
Antes de prosseguir com mais uma crónica de Freddie Hubbard, gostava apenas de abrir um pequeno parentisis, pois considero que a sua carreira não é dissociável das suas inúmeras participações em registos de terceiros. Pessoalmente, sou mesmo da opinião que as ditas colaborações, no caso de Freddie Hubbard, são tão ou mais importantes do que a sua discografia como leader, já que podemos encontrar trabalhos de grande qualidade e prestações ao seu melhor nível.

John Coltrane - Olé Coltrane - 1962, Atlantic 1373, USA
Uma dessas participações é precisamente "Olé Coltrane" de John Coltrane (cujo original de 1962 tenho a sorte de possuir) um disco absolutamente obrigatório para quem tenha a pretensão de começar a ouvir ou coleccionar discos de Jazz. Como decerto concordarão, este não é o único e até pode não fazer o nosso género, mas pelo menos temos de o conhecer, pois faz parte integrante da história do Jazz.


Trata-se de um disco de apenas 3 temas, em que o primeiro (Olé) com mais de 18 minutos de duração, é tão somente um dos temas mais emblemáticos do trompetista e certamente da própria cena Jazz da época. Os demais temas são: "Dahomey Dance" igualmente de John Coltrane e "Aisha" da autoria de McCoy Tyner.

O mérito é antes de mais de John Coltrane pela sua genial criação, mas o desempenho dos músicos que participam neste trabalho é extremamente relevante. Para além de John Coltrane, Jorge Lane (flauta) e McCoy Tyner (piano), Freddie Hubbard tem uma extraordinária performance e só dessa forma seria possível a sua inclusão num dos grandes discos da história do Jazz. É precisamente por isso que considero o percurso de Freddie Hubbard fora da sua discografia como Band Leader, tão importante quanto esta, pois como sabem, são inúmeras e de grande valor, as obras em que participa.

Paralelamente à crónica sobre as suas obras discográficas como leader, vou pontualmente, tentar fazer referência a algumas das suas participações que considero de maior relevância e já agora, aproveito para lançar o desafio para que também o façam.

Até Breve
Mister W


Última edição por Mister W em Qui Abr 18 2013, 09:32, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 09:10

Amigo W. Mais umas quantas demonstrações da arte de bem escrever e transmitir saber e sentimentos.
Obrigado por todo o trabalho que tens tido.


Esse Coltrain ficou-me na retina e irá ser adquirido assim que possível.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 11:33



excelentes cronicas Mister W.

Este musico bem as merece
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 11:41

António José da Silva escreveu:
Amigo W. Mais umas quantas demonstrações da arte de bem escrever e transmitir saber e sentimentos.
Obrigado por todo o trabalho que tens tido.

Esse Coltrain ficou-me na retina e irá ser adquirido assim que possível.

Se tiveres um seguro contra todos os riscos (para vinil, claro está) posso emprestar-to... scratch
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 14:11

Mister W escreveu:


Se tiveres um seguro contra todos os riscos (para vinil, claro está) posso emprestar-to... scratch


Esse quero-o a titulo definitivo cá em casa.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 18:47

António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:


Se tiveres um seguro contra todos os riscos (para vinil, claro está) posso emprestar-to... scratch

Esse quero-o a titulo definitivo cá em casa.

Ó Pá em vez de andares a chatear o Mister,
vai mas é buscar um selado ai ao pé de ti à Farmvinyl Pá !!!!

Aproveita que é da Atlantic, Made in U.S.A., com 180g e fica-te por 17,10 € Pá !!!!

Vamos embora Pá, a Luta continua Pá !!!!

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 18:55

Jorge Ferreira escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:


Se tiveres um seguro contra todos os riscos (para vinil, claro está) posso emprestar-to... scratch

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Ó Pá em vez de andares a chatear o Mister,
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E, "mai'nada"!!! Afinfa-lhe Jorge!!
"Grandes" crónicas, amigo W.
Thanks!!!
cheers
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 19:16

Jorge Ferreira escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:


Se tiveres um seguro contra todos os riscos (para vinil, claro está) posso emprestar-to... scratch

Esse quero-o a titulo definitivo cá em casa.

Ó Pá em vez de andares a chatear o Mister,
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Leva o gajo amanhã sff.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qui Abr 18 2013, 20:17

António José da Silva escreveu:
Jorge Ferreira escreveu:
António José da Silva escreveu:
Mister W escreveu:


Se tiveres um seguro contra todos os riscos (para vinil, claro está) posso emprestar-to... scratch

Esse quero-o a titulo definitivo cá em casa.

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Tá bem Pá!!!

Já agora, excelente crónica Mister, 5 estrelas como sempre Pá !!!

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 22 2013, 14:50


Prezados AAPistas,
Como ainda ontem estive a deleitar-me com este magnifico disco, aproveito para abrir um novo parentisis, para o incluir nas crónicas sobre Freddie Hubbard.

Sonny Rollins - East Broadway Run Down (1966, Impulse AS-9121) - 2009, Impulse USA
Até pelo formato pouco habitual que apresenta (3 temas), pode não ser o trabalho mais popular de Sonny Rollins; contudo, não hesito em colocá-lo entre os meus discos preferidos deste histórico Saxofonista.
A participação de Freddie Hubbard (creio que a única com Sonny Rollins), apesar de não assumir o protagonismo de outros trabalhos como "convidado", não deixa no entanto, de confirmar o seu inquestionável valor.

O seu enquadramento nesta obra, não permite grandes devaneios instrumentais, mas mesmo assim, podemos confirmar que Hubbard, como extraordinário músico que é, se encontra perfeitamente à vontade neste projecto já que a sua capacidade de se inserir em qualquer formação (com a qual se identifique) é por demais evidente.
O espirito de união é precisamente o que mais sobressai deste trabalho e Hubbard parece perfeitamente integrado e identificado com os conceitos de Sonny Rollins.

Apesar da robustez e segurança da secção ritmica, as prestações de Elvin Jones e Jimmy Garrison (bateria e baixo) têm uma grande qualidade e personalidade, principalmente pela técnica que possuem e que por vezes, poderá dar a sensação de estarem completamente desenquadrados da "peça". Freddie Hubbard completa, com grande elegância, esta combinação de músicos extremamente criativos.

O primeiro tema, com mais de 20 minutos de duração, é absolutamente cativante e demonstra as grandes capacidades de Sonny Rollins como compositor. A evolução rítmica deste tema é deveras interessante e tal deve-se também aos solos intensos de baixo e bateria.
A construção rítmica que Rollins introduz nos dois temas de sua autoria, é completada com um terceiro (e último) de nome "We Kiss in a Shadow", uma balada de excelente efeito (R.Rodgers/O.Hammerstein II).
Por último, uma palavra para as grandes interpretações de Sonny Rollins, que apesar do seu espírito de unidade, não perde a oportunidade de se "perder" com solos de grande impacto.

Por tudo isto, este é um disco que gostaria de aconselhar a todos os que se interessam por estas coisas do Jazz. Mesmo aqueles a quem o Jazz mais tradicional não oferece grandes atractivos, talvez encontrem neste trabalho algo de refrescante, tal é a originalidade e interacção que os músicos nos oferecem ao longo destes 3 temas (que não excedem os 40 minutos de duração).

Marco desde já encontro para a continuação das crónicas sobre a carreira de Freddie Hubbard como leader.

Até lá, boas audições.
Mister W
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 22 2013, 15:11

Obrigado amigo, e mais uma tentação.

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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Abr 24 2013, 15:56

Pois é Mister.

Para prestar o devido cuidado à leitura deste imortal do Jazz, só agora tive a oportunidade de ler as crónicas sobre o Freddie Hubbard.

As crónicas estão excecionais e abrem a mente daqueles que não conhecem a obra para ir tentar descobrir este génio.

Obrigado pela partilha
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Qua Abr 24 2013, 16:36

Rui Mendes escreveu:
Pois é Mister.
Para prestar o devido cuidado à leitura deste imortal do Jazz, só agora tive a oportunidade de ler as crónicas sobre o Freddie Hubbard.
As crónicas estão excecionais e abrem a mente daqueles que não conhecem a obra para ir tentar descobrir este génio.
Obrigado pela partilha

Obrigado pelo comentários.
Os cerca de 50 anos de (quase) ininterrupta actividade artística de Freddie Hubbard, falam por si. Como já referi, numa obra tão vasta é normal encontrarmos alguns trabalhos menos bons, como acontece na parte final da sua carreira. Mas isso só acontece, porque o Homem sempre nos habituou a um nível extremamente alto, não só nas suas obras com leader, mas sobretudo nas inúmeras participações de que fez parte.

Uma das fases bastante agradáveis da carreira de Hubbard (ainda não abordada no tópico) é precisamente a que o liga à editora CTi (nos anos 70) e da qual resultaram vários trabalhos de referência, como "Red Clay", "Straight Life" ou "First Light", entre outros. Falarei deles em breve.
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Dom Abr 28 2013, 19:08

Amigos,
Os últimos discos aqui abordados, não deixam grandes dúvidas sobre o extraordinário momento da carreira de Freddie Hubbard. A fase seguinte, iniciada nos anos 70 com a mudança para a editora do conceituado Produtor Creed Taylor - CTI - situa-se ao mesmo nível, senão superior.

Freddie Hubbard - Red Clay (1970, CTI) - 2010, Music on Vinyl, USA
A estreia dessa nova fase, começa da melhor forma com "Red Clay", considerado um dos mais distintos registos de Hubbard, como compositor, solista e frontman. As três vertentes são conjugadas da melhor forma; mesmo assim, para não correr riscos desnecessários, Hubbard faz-se acompanhar dos mais distintos músicos da época (como era seu hábito):
Freddie Hubbard - trompete
Joe Henderson - saxofone tenor, flauta
Herbie Hancock - piano eléctrico, orgão
Ron Carter - contra-baixo, baixo-eléctrico
Lenny White - bateria
O Lado 1 inicia-se com um tema de belo efeito, que dá nome ao álbum e que é um desfile das capacidades dos músicos participantes, com destaque para Herbie Hancock e Joe Henderson. "Delphia", o segundo tema (e último do Lado 1) num registo mais lento mas igualmente absorvente (com excelentes solos e um secção rítmica bem desenhada) deixa-nos adivinhar que estamos perante uma das grandes obras de Hubbard.
No Lado 2, mais dois excelentes temas, "Suite Sioux" e "The Intrepid Fox", ambos com um desempenho alucinante de Hubbard e restante equipa.

A sonoridade de fusão e uma secção rítmica extremamente eficiente é suportada pela experiência de Joe Henderson e Ron Carter, mas sobretudo pelo diversificado desempenho de Herbie Hancock que tanto participa nas componentes rítmicas como nos solos mais arrojados e que intercala a sonoridade mais tradicional do piano com um toque mais futurista do orgão.
Apesar da eficiente liderança de Hubbard, este é um disco bastante democrático já que permite o desenvolvimento individual dos vários elementos, como é o caso de "Suite Sioux", em que Lenny White nos brinda com um bwlo solo de bateria.

Por último, uma palavra para esta bela re-edição gatefold da Music for Vinyl, com um registo extremamente transparente e revelador dos detalhes mais subtis.

Freddie Hubbard - Straight Life (1970, CTI) - 1997, CTI/Legacy, USA (CD)
Certamente com o objectivo de não perder a embalagem do álbum anterior, surge no mesmo ano, um outro registo de grande qualidade, que para muitos não é nada inferior a "Red Clay".
Da formação anterior, só saiu Lenny White que foi substituído por um dos incontornáveis bateristas da história do Jazz, Jack Dejohnette e para que não existissem dúvidas de que esta se tratava efectivamente de uma "All-Star Band" deu também entrada o mítico guitarrista George Benson (para além do aumento da secção de percussão com a integração de Richard Landrun e Weldon Irvine).

Esta formação, absolutamente imparável, tem nesta obra um desempenho brilhante, a todos os níveis. Desde o tema de introdução, "Straight Life", passando por "[i]Mr. Clean" com os seus solos estonteantes, até à versão de "Here's That Rainy Day" com o memorável dueto de Hubbard e Benson.

Jack DeJohnette dotado de inúmeros recursos técnicos, consegue dar uma maior consistencia e dimensão ao som da banda.
De Herbie Hancock creio não haver muito mais a dizer já que o nível que o pianista atinge nesta obra, encontra-se em linha com o que tinha feito na anterior, o que significa que a sua excelente performance se mantém. De certo modo, o mesmo se aplica a Ron Carter e a Joe Hendersen, apesar de considerar que no trabalho anterior tiveram mais protagonismo, individual, refira-se.
Depois há George Benson, que acrescenta um sentimento afro-latino aos vários temas e enriquece a secção rítmica com novas influências e alguns apontamentos de blues. Nessa linha de fusão, são incluídos outros instrumentos (como a pandeireta, o tamborim) que claramente dão uma nova dimensão a esta obra.
E por fim, Hubbard que neste trabalho tem um desempenho extremamente libertador e inovador (para os seus padrões músicais).

Não vou destacar nenhum dos temas porque num trabalho tão homogéneo (qualitativamente) não seria justo ter essa pretensão e além do mais, posso garantir que não tenho nenhuma preferência, ou melhor, a minha preferência vai mesmo para os 3 temas ou seja, a totalidade da obra.

Por tudo isto, posso claramente afirmar que este disco é completamente essencial em qualquer colecção de Jazz... como creio ser toda esta série de registos editados com a etiqueta da CTI.

Freddie Hubbard - First Light (1971, CTI) - 1979, CTI, King Record LAX3242, Japan
Dos três trabalhos aqui abordados este é o menos arrojado em termos criativos, mas certamente o mais melódico e ambicioso, em termos instrumentais.
Foi dada uma maior importância aos arranjos e à orquestração, possivelmente tendo em vista um público alvo mais abrangente.

Com o objectivo de introduzir novos instrumentos, são integrados novos membros na formação base: Richard Wyands (piano), Airto Moreira (percussão) e Hubert Laws (fauta). Para além destas entradas, mantêm-se os principais membros da fromação anterior: Freddie Hubbard, Jack DeJohnette, Ron Carter, George Benson e Herbie Hancock (este dedicado apenas ao teclado Fender Rhodes já que o piano ficaria a cargo de Richard Wyands).
Mas o alinhamento humano que dá "voz" a esta obra, é consideravelmente mais extenso, pois faz dele parte uma secção de cordas com mais de 10 elementos, uma seccão de metais (para além dos que incluem a formação base) com cerca de 6 elementos, uma harpa, um vibrafone... ou seja, uma orquestra de Jazz de dimensões consideráveis.

Em termos de repertório, integram este trabalho composições clássicas e contemporaneas, todas re-desenhadas de acordo com as concepções dos autores deste projecto de proporções pouco habituais.
Com excepção para o tema de abertura, da autoria de Hubbard, os restantes temas tiveram por base composições variadas, da autoria de Paul e Linda McCarteney, Don Sebesky, Leonard Bernstein, Henry Mancini e Johnny Mercer.

Apesar de ser bastante diferente dos anteriores trabalhos que Freddie Hubbard tinha gravado para a CTi, este projecto reveste-se de especial interesse, tal é a beleza das melodias e a riqueza instrumental com que é interpretado.

Dou assim por concluído mais um capítulo da carreira de Freddie Hubbard (CTI), sendo que a próxima crónica irá reflectir uma nova fase do interminável percurso deste fenomenal músico.

Até lá, disfrutem ao máximo a música de Freddie Hubbard.
Mister W
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Rui Mendes
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Dom Abr 28 2013, 19:25



Mais uma excelente crónica Mister. Vou ter de arranjar um tempinho para ouvir estes discos
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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Dom Abr 28 2013, 21:29


Obrigado Mr. W!
Desses, mesmo só conhecendo o "Red Clay", do qual gosto muito, acho FH, um nome "grande" da história do Jazz.
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afonso
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Dom Abr 28 2013, 21:42




Tantos discos para comprar...
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 00:09

E ainda há muitos mais para comprar,
como lider por exemplo, além dos que já foram muito bem referenciados pelo Mister e pelo Afonso,
temos ainda mais alguns obrigatórios :
- Ready for Freddie (Blue Note)
- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)
- Hub-Tones (Blue Note)
- Backlash (Atlantic)
- Sky Dive (Cti)

Como sideman existem muitos clássicos imperdíveis com a participação do Freddie Hubbard,
além dos que já foram referenciados temos ainda por exemplo :

com o Art Blakey:
- Mosaic (1961)
- Three Blind Mice (1962)
- Caravan (1962)
- Ugetsu (1963)
- Free For All (1964)
- Kyoto (1964)

Com o Tina Brooks:
- True Blue (Blue Note, 1960)

Com o Ornette Coleman:
Free Jazz (Atlantic, 1960)

Com o John Coltrane:
- Africa/Brass (1961)
- Ascension (1965)

Com o Eric Dolphy:
- Outward Bound (1960)
- Out to Lunch! (1964)

Com o Kenny Drew:
- Undercurrent (Blue Note, 1960)

Com o Dizzy Gillespie, Clark Terry e Oscar Peterson:
- The Trumpet Summit Meets the Oscar Peterson Big 4 (Pablo, 1980)
- The Alternate Blues (Pablo, 1980)

Com o Dexter Gordon:
- Doin' Allright (1961)

Com o Herbie Hancock:
- Takin' Off (1962)
- Empyrean Isles (1964)
- Maiden Voyage (1965)

Com o Bobby Hutcherson:
- Dialogue (Blue Note, 1965)

Com o Jackie McLean:
- Bluesnik (1961)

Com o Oliver Nelson:
- The Blues and the Abstract Truth (Impulse!, 1961)

Com o Duke Pearson:
- Sweet Honey Bee (Blue Note, 1966)

Com o Sam Rivers:
- Contours (Blue Note, 1965)

Com o Wayne Shorter:
- Speak No Evil (1964)
- The Soothsayer (1965)
- The All Seeing Eye (1965)

Com o Stanley Turrentine:
- Sugar (CTI, 1970)


Atenção que apenas falei de alguns dos albuns que quanto a mim são dos melhores em que ele participa,
e que vocês também ainda não tinham falado antes...

Os que vocês já tinham falado também são todos do melhor e imprescindíveis de facto :
- The Body and The Soul
- Open Sesame
- hub Cap
- Red Clay
- Breaking Point
- The Hub of Hubbard
- Straight Life
- First Light

John Coltrane:
- Olé

Sonny Rollins:
- East Broadway Run Down

Mas assim penso que a coisa fica um bocadinho mais composta Smile

Excelente trabalho Mister

Abraços,
Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 00:18

afonso escreveu:


Tantos discos para comprar...

Desta série da CTI são praticamente todos bons. Há um outro de 1973 que se chama "Sky Dive" e que tem a participação do Keith Jarrett. O Freddie Hubbard escolhia sempre os melhores músicos... Após a saida do Herbie Hancock... não podia ir buscar um pianista qualquer... Wink


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 00:31

Jorge Ferreira escreveu:
E ainda há muitos mais para comprar,
como lider por exemplo, além dos que já foram muito bem referenciados pelo Mister e pelo Afonso,
temos ainda mais alguns obrigatórios :
- Ready for Freddie (Blue Note)
- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)
- Hub-Tones (Blue Note)
- Backlash (Atlantic)
- Sky Dive (Cti)
...
Mas assim penso que a coisa fica um bocadinho mais composta Smile
Excelente trabalho Mister
Abraços,
Jorge Ferreira

É precisamente por a lista ser extensa que esta série de crónicas ainda não acabou... No
Mas é sempre bom termos a lista completa (ou quase) para futura referência, porque eu só vou falando daqueles que tenho ou que conheço.
Até breve
Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 00:38


E é bom que as tuas crónicas nunca acabem!!!


Não apresentei a lista completa,
apenas falei naqueles que considero serem também dos melhores e que não tinham sido falados antes,
mas que eu também tenho ou já tive e que portanto conheço bem.

Não sei se ainda ias falar em alguns deles,
mas se ias falar, então não deixes de falar por causa disso.

O que interessa aqui é a música e a sua divulgação não é ?

Abraço,
Jorge Ferreira

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 08:50

Jorge,


Avisa lá quando arranjares este da Analogue Productions,


- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)



Aquele que ele toca com o Curtis Fuller e o John Gilmore ( SUN RA )

cpts


Afonso
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 11:41

afonso escreveu:
Jorge,
Avisa lá quando arranjares este da Analogue Productions,

- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)

Aquele que ele toca com o Curtis Fuller e o John Gilmore ( SUN RA )

cpts,
Afonso

Enviei PM acerca desse assunto.

Abraço,
Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 11:49

Jorge Ferreira escreveu:
afonso escreveu:
Jorge,
Avisa lá quando arranjares este da Analogue Productions,

- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)
Aquele que ele toca com o Curtis Fuller e o John Gilmore ( SUN RA )

cpts,
Afonso
Enviei PM acerca desse assunto.
Abraço,
Jorge Ferreira

Ora aí está uma medida sensata...
Assuntos Pessoais = PM lol!
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 16:05

Caríssimos,
Em mais um breve apontamento á margem da longa discografia de Freddie Hubbard como band-leader, trago-vos mais uma das suas participações de referência (pelo menos para mim).



Milt Jackson - Sun Flower - 1972, CTI (CTL15) UK
Editado pouco tempo depois de "First Light" (o último aqui abordado) este trabalho de Milt Jackson também tem a etiqueta da CTI e contou igualmente com músicos como Herbie Hancock, Ron Carter e Freddie Hubbard, para além de uma considerável orquestra conduzida por Don Sebeski.

Por tudo isto, é inevitável afirmar que "Sun Flower" tem algumas semelhanças com "First Light" principalmente no alinhamento e repertório, que conta nos dois trabalhos com a produção de Creed Taylor e os arranjos de Don Sebesky. Mas apesar de algumas semelhanças na componente orquestrada, este trabalho tem, no geral, uma sonoridade mais tranquila, com a fusão de vários elementos clássicos e latinos que resultam numa obra profundamente melódica e harmoniosa.

O facto da formação integrar nomes sonantes do Jazz, não fortalece a ideia de estarmos perante uma sessão liderada por Milt Jackson, o que de certa forma corrobora a ideia de que todos são igualmente importantes (ou quase).
Para além de Milt Jackson, Freddie Hubbard e Herbie Hancock, integram a formação base:
Jay Berliner (guitarr), Billy Cobham (bateria) e Ralph MacDonald (percussão).

Á semelhança do que acontece em "First Light", também "Sun Flower" possui uma seccão de metais de respeito (com flautas, clarinetes, oboé, "corneta inglesa"...) e uma secção de cordas (com três violinos, três violoncelos e uma harpa).

Do repertório de apenas 4 temas, faz parte um da autoria de Freddie Hubbard (precisamente "Sun Flower") e outro de Milt Jackson ("For Someone I Love"). Os restantes têm a autoria do compositor francês Michel Legrand (com A.&M. Bergman) e de T.Bell/L.Creed.

Estes são ingredientes mais do que suficientes para que esta obra tivesse um destaque que infelizmente creio nunca ter tido, ou pelo menos, foi perdendo ao longo dos tempos . Para além de "transpirar" talento, esta disco ouve-se extremamente bem e a sua audição transmite uma paz de espírito nem sempre frequente em discos do género.

Para os que pensam encontrar em "Sun Flower" um registo de Jazz arrojado e extremamente criativo, sugiro que procurem noutro lado.

Até Breve
Mister W


Última edição por Mister W em Ter Abr 30 2013, 02:23, editado 1 vez(es)
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afonso
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Seg Abr 29 2013, 20:09

Mister W escreveu:
Boas,
Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários que amavelmente têm publicado neste tópico e que de certo continuarão a motivar-me e a dar-me o enorme prazer de redigir estas breves crónicas.

Entretanto, deixo-vos com mais um dos "indispensáveis" quando se fala de imortais...
Não estará certamente ao nível do Time Out em termos de popularidade (poucos estarão) mas posso garantir-vos que é, para mim, um disco único...
Espero que gostem.

Kenny Dorham - Quiet Kenny (1959, Prestige Records)
Apesar do reconhecimento de Kenny Dorham ter ficado aquém do que se poderia esperar de um músico com o seu potencial, alguns dos seus trabalhos deixaram contudo, uma marca indiscutível na cena Jazz dos anos 50 e 60. Um desses registos dá pelo nome de "Quiet Kenny" cuja gravação ocorreu em 1959, numa fase intermédia da sua relativamente curta carreira, em que Dorham se encontrava na plenitude das suas capacidades de músico e de compositor (apesar deste álbum "só" contar com 3 temas da sua autoria).
Serei certamente suspeito para falar da obra deste excelente Trompetista e deste trabalho em particular, pois considero-a como um hino ao Jazz e porque não, à "boa" música (para mim, música com boas composições e executada de forma sublime).
Importa referir que Kenny Dorham se fazia rodear por excelentes músicos e este disco não é excepção, pois conta com o pianista Tommy Flanagan, o baixista Paul Chambers e o baterista Art Taylor, todos eles músicos de uma sensibilidade extrema. Apesar da palavra-chave ser a sensibilidade, a sonoridade deste quarteto pode-se igualmente apelidar de despretenciosa, tal é a humildade e a tranquilidade das suas melodias.
Como o próprio nome deixa antever, este disco é essencialmente composto por temas calmos e ultra-melódicos, que Kenny Dorham soube seleccionar e combinar de forma exemplar. São exemplos disso, Lotus Blossom que inicia o disco e que é por muitos considerado um dos melhores temas de Dorham; bem como "My Ideal" e a balada triste que dá pelo nome de "Alone Together".

Para além da qualidade e beleza dos temas deste disco, creio que o seu ponto forte é mesmo o apurado feeling e a paixão incorporada nas interpretações de Tommy Flanagan e Kenny Dorham. Só por isso, esta obra vale realmente a pena e merece, por mérito próprio, constar entre os grandes imortais do Jazz.
Voltaremos certamente a abordar este músico/compositor, neste ou no tópico "Os Menos Badalados do Jazz" pois na sua obra existe muito bom material para explorar.

Até Breve
Mister W

Mister W,

Grande crónica. Sugiro que se volte a falar outra vez deste musico - Kenny Dorham

Para além do quiet kenny, pelo que eu tenho vindo a conhecer existe excelente material para explorar.

Afro cuban, round at midnignt, showboat, whistle stop... Nunca mais acaba...
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Abr 30 2013, 01:54

A malta daqui excede-se!!!

Este tópico e os vários testemunhos e partilha da música e as suas envolventes e histórias está maravilhoso, está excelente.

Muito bom trabalho Caríssimos Foristas,

O meu muito Obrigado!
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Ter Abr 30 2013, 02:30

afonso escreveu:
Mister W escreveu:

Kenny Dorham - Quiet Kenny (1959, Prestige Records)

Mister W,
Grande crónica. Sugiro que se volte a falar outra vez deste musico - Kenny Dorham
Para além do quiet kenny, pelo que eu tenho vindo a conhecer existe excelente material para explorar.
Afro cuban, round at midnignt, showboat, whistle stop... Nunca mais acaba...

Efectivamente são muitos os discos que Kenny Dorham nos deixou e todos de qualidade. Havemos de voltar a falar dele, mas primeiro urge terminar esta longa crónica do Freddie Hubbard...

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afonso
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sex Maio 03 2013, 23:55

Jorge Ferreira escreveu:
E ainda há muitos mais para comprar,
como lider por exemplo, além dos que já foram muito bem referenciados pelo Mister e pelo Afonso,
temos ainda mais alguns obrigatórios :
- Ready for Freddie (Blue Note)
- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)
- Hub-Tones (Blue Note)
- Backlash (Atlantic)
- Sky Dive (Cti)

Como sideman existem muitos clássicos imperdíveis com a participação do Freddie Hubbard,
além dos que já foram referenciados temos ainda por exemplo :

com o Art Blakey:
- Mosaic (1961)
- Three Blind Mice (1962)
- Caravan (1962)
- Ugetsu (1963)
- Free For All (1964)
- Kyoto (1964)

Com o Tina Brooks:
- True Blue (Blue Note, 1960)

Com o Ornette Coleman:
Free Jazz (Atlantic, 1960)

Com o John Coltrane:
- Africa/Brass (1961)
- Ascension (1965)

Com o Eric Dolphy:
- Outward Bound (1960)
- Out to Lunch! (1964)

Com o Kenny Drew:
- Undercurrent (Blue Note, 1960)

Com o Dizzy Gillespie, Clark Terry e Oscar Peterson:
- The Trumpet Summit Meets the Oscar Peterson Big 4 (Pablo, 1980)
- The Alternate Blues (Pablo, 1980)

Com o Dexter Gordon:
- Doin' Allright (1961)

Com o Herbie Hancock:
- Takin' Off (1962)
- Empyrean Isles (1964)
- Maiden Voyage (1965)

Com o Bobby Hutcherson:
- Dialogue (Blue Note, 1965)

Com o Jackie McLean:
- Bluesnik (1961)

Com o Oliver Nelson:
- The Blues and the Abstract Truth (Impulse!, 1961)

Com o Duke Pearson:
- Sweet Honey Bee (Blue Note, 1966)

Com o Sam Rivers:
- Contours (Blue Note, 1965)

Com o Wayne Shorter:
- Speak No Evil (1964)
- The Soothsayer (1965)
- The All Seeing Eye (1965)

Com o Stanley Turrentine:
- Sugar (CTI, 1970)


Atenção que apenas falei de alguns dos albuns que quanto a mim são dos melhores em que ele participa,
e que vocês também ainda não tinham falado antes...

Os que vocês já tinham falado também são todos do melhor e imprescindíveis de facto :
- The Body and The Soul
- Open Sesame
- hub Cap
- Red Clay
- Breaking Point
- The Hub of Hubbard
- Straight Life
- First Light

John Coltrane:
- Olé

Sonny Rollins:
- East Broadway Run Down

Mas assim penso que a coisa fica um bocadinho mais composta Smile

Excelente trabalho Mister

Abraços,
Jorge Ferreira

Jorge ,

Acho que faltou um do freddie hubbard com o Dexter Gordon que por acaso é um dos meus preferidos deste ultimo...

Dexter Gordon - Clubhouse

https://www.youtube.com/watch?v=pS1O5IeM9WE&list=RD02D6No_VhSibk
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Maio 04 2013, 00:33

afonso escreveu:
Jorge Ferreira escreveu:
E ainda há muitos mais para comprar,
como lider por exemplo, além dos que já foram muito bem referenciados pelo Mister e pelo Afonso,
temos ainda mais alguns obrigatórios :
- Ready for Freddie (Blue Note)
- The Artistry of Freddie Hubbard (Impulse)
- Hub-Tones (Blue Note)
- Backlash (Atlantic)
- Sky Dive (Cti)

Como sideman existem muitos clássicos imperdíveis com a participação do Freddie Hubbard,
além dos que já foram referenciados temos ainda por exemplo :

com o Art Blakey:
- Mosaic (1961)
- Three Blind Mice (1962)
- Caravan (1962)
- Ugetsu (1963)
- Free For All (1964)
- Kyoto (1964)

Com o Tina Brooks:
- True Blue (Blue Note, 1960)

Com o Ornette Coleman:
Free Jazz (Atlantic, 1960)

Com o John Coltrane:
- Africa/Brass (1961)
- Ascension (1965)

Com o Eric Dolphy:
- Outward Bound (1960)
- Out to Lunch! (1964)

Com o Kenny Drew:
- Undercurrent (Blue Note, 1960)

Com o Dizzy Gillespie, Clark Terry e Oscar Peterson:
- The Trumpet Summit Meets the Oscar Peterson Big 4 (Pablo, 1980)
- The Alternate Blues (Pablo, 1980)

Com o Dexter Gordon:
- Doin' Allright (1961)

Com o Herbie Hancock:
- Takin' Off (1962)
- Empyrean Isles (1964)
- Maiden Voyage (1965)

Com o Bobby Hutcherson:
- Dialogue (Blue Note, 1965)

Com o Jackie McLean:
- Bluesnik (1961)

Com o Oliver Nelson:
- The Blues and the Abstract Truth (Impulse!, 1961)

Com o Duke Pearson:
- Sweet Honey Bee (Blue Note, 1966)

Com o Sam Rivers:
- Contours (Blue Note, 1965)

Com o Wayne Shorter:
- Speak No Evil (1964)
- The Soothsayer (1965)
- The All Seeing Eye (1965)

Com o Stanley Turrentine:
- Sugar (CTI, 1970)


Atenção que apenas falei de alguns dos albuns que quanto a mim são dos melhores em que ele participa,
e que vocês também ainda não tinham falado antes...

Os que vocês já tinham falado também são todos do melhor e imprescindíveis de facto :
- The Body and The Soul
- Open Sesame
- hub Cap
- Red Clay
- Breaking Point
- The Hub of Hubbard
- Straight Life
- First Light

John Coltrane:
- Olé

Sonny Rollins:
- East Broadway Run Down

Mas assim penso que a coisa fica um bocadinho mais composta Smile

Excelente trabalho Mister

Abraços,
Jorge Ferreira

Jorge ,

Acho que faltou um do freddie hubbard com o Dexter Gordon que por acaso é um dos meus preferidos deste ultimo...

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E porque não...

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Maio 04 2013, 08:41

Estive agora a ler as duas crónicas escritas enquanto estive "cortado" da net, e nada mudou. As excelentes crónicas do W continuam excelentes. Freddie Hubbard é realmente um dos icónicos maiores do Jazz e muito do que fez é carregado de beleza artística acima da média. O problema é conhecer a sua vasta obra, e o W está a dar uma preciosa ajuda nesse aspeto.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Maio 18 2013, 17:03

Mister W escreveu:

Desta incursão pela Bossa-Nova não podia faltar o nome de um músico virtuoso e apaixonado, que se encontra entre os principais arquitectos deste estilo (e do Samba-Canção) e sem dúvida, um dos maiores contributos para a música popular brasileira do século XX. Trata-se do guitarrista e compositor Luiz Bonfá, cujo maior reconhecimento advém das suas composições para o filme "Black Orpheus", entras as quais sobressai "Manhã de Carnaval". Contudo, a sua carreira vai muito para além da banda sonora desse filme e o seu enorme legado discográfico é bem o exemplo disso.


E esta hém?!?!

http://www.sabado.pt/Multimedia/Videos/Artes/Fotogaleria-(18).aspx
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   Sab Maio 18 2013, 17:47

Rui Mendes escreveu:
Mister W escreveu:

Desta incursão pela Bossa-Nova não podia faltar o nome de um músico virtuoso e apaixonado, que se encontra entre os principais arquitectos deste estilo (e do Samba-Canção) e sem dúvida, um dos maiores contributos para a música popular brasileira do século XX. Trata-se do guitarrista e compositor Luiz Bonfá, cujo maior reconhecimento advém das suas composições para o filme "Black Orpheus", entras as quais sobressai "Manhã de Carnaval". Contudo, a sua carreira vai muito para além da banda sonora desse filme e o seu enorme legado discográfico é bem o exemplo disso.


E esta hém?!?!

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Quando falta a inspiração.....

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