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 *Os imortais do JAZZ*

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MensagemAssunto: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 19:49

A pedido de várias familias (ou pelo menos da Jazzística) venho criar um novo tópico, na linha de outro com o nome "Os menos badalados do JAZZ", mas ao contrário desse, pretende-se neste caso (e como o nome indica) focar os discos e os músicos que deixaram uma marca inquestionável na história deste género musical.
Uma vez que o âmbito deste tópico é extremamente vasto, não tenho a menor dúvida sobre a adesão e contribuição de todos.  
Façam o favor de entrar e participar ... não fiquem à porta!  *Os imortais do JAZZ* 843159
*Os imortais do JAZZ* JazzCover4-1

MILES DAVIS - SKETCHES OF SPAIN (1960 SONY MUSIC DISTRIBUTION)
CANNONBALL ADDERLEY - SOMETHIN' ELSE (1958 BLUE NOTE)
THE DAVE BRUBECK QUARTET - TIME OUT (1959 COLUMBIA RECORDS)
KENNY DORHAM - QUIET KENNY (1959, PRESTIGE RECORDS)
BILL EVANS - WALTZ FOR DEBBY (1961 ZETA RECORDS)
CHARLIE HADEN WITH CHET BAKER, ENRICO PIERANUNZI, BILLY HIGGINS - SILENCE (1989 SOUL NOTE RECORDS/2010 GET BACK)
JOE PASS - VIRTUOSO (PABLO RECORDS, USA 1974)
JOE PASS - VIRTUOSO #2 (PABLO RECORDS, GERMANY 1977)
JOE PASS - VIRTUOSO #3 (PABLO RECORDS, GERMANY 1978)
SONNY ROLLINS - WAY OUT WEST (CONTEMPORARY 1957)
CHET BAKER QUARTET - JAZZ AT ANN ARBOR (1954, PACIFIC JAZZ PJ1203)
CHET BAKER & WOLFGANG LACKERSCHMID - BALLADS FOR TWO (1979, SANDRA PRODUCTIONS SMP2102)
JOHN COLTRANE - LUSH LIFE (1961, FANTASY/PRESTIGE RECORDS PR7581)
ERIC DOLPHY - LAST DATE (1964, FONTANA, JAPAN - MONO)
DEXTER GORDON - GO! (1962, BLUE NOTE / VALENTIM CARVALHO, PORTUGAL 1979)
HANK MOBLEY - SOUL STATION (1960, BLUE NOTE 4031)
LAURINDO ALMEIDA QUARTET FEATURING BUD SUD SHANK (1955, PACIFIC RECORDS) - 1979, KING RECORDS, JAPAN
LAURINDO ALMEIDA & BUD SHANK - BRAZILIANCE, VOL.2 (1958, PACIFIC RECORDS) - 1962, WORLD-PACIFIC RECORDS, USA
STAN GETZ WITH LAURINDO ALMEIDA (1963, VERVE) - 2007, VERVE, USA
BOLA SETE - AT THE MONTEREY JAZZ FESTIVAL (1966, VERVE) 1966, VERVE V-8689, USA
TOQUINHO E VINICIUS - O POETA E O VIOLÃO (1975, RGE) 1980, VADECA, PORTUGAL
JOÃO GILBERTO - EU SEI QUE VOU TE AMAR, AO VIVO (1994, EPIC) 2007 SONY/BMG, BRASIL (CD)
ANTÓNIO CARLOS JOBIM - THE COMPOSER OF DESAFINADO, PLAYS (1963, POLYGRAM) - 2010, VERVE (V6-8547) EU
ANTÓNIO CARLOS JOBIM - WAVE (1967, A&M RECORDS) - 2007, LILITH RECORDS, RUSSIA
ANTÓNIO CARLOS JOBIM - STONE FLOWER (1970, EPIC/LEGACY) - 2008, CTI USA
ANTÓNIO CARLOS JOBIM - LOOK TO THE SKY (1967, A&M) - 1970 A&M ENGLAND
ANTÓNIO CARLOS JOBIM E A NOVA BANDA - PASSARIM - 1987, VERVE BRASIL
ANTÓNIO CARLOS JOBIM - GABRIELA (1983, RCA) - 1983, POLYGRAM PORTUGAL
BADEN POWELL - TRISTEZA ON GUITAR (1966, MPS) SABA GERMANY
BADEN POWELL - SOLITUDE ON GUITAR (1973, SONY MUSIC DISTRIBUTION) 2011, COLUMBIA RECORDS/CBS HOLLAND
BADEN POWELL - CANTA VINÍCIUS DE MORAES E PAOLO CÉSAR PINHEIRO (1977, UNIVERSAL MUSIC) 2005 UNIVERSAL MUSIC FRANCE (CD)
ASTRUD GILBERTO - THE ASTRUD GILBERTO ALBUM (1965, VERVE) - 2010, VERVE EU
ASTRUD GILBERTO - LOOK TO THE RAINBOW (1966, VERVE) - VERVE UK
ASTRUD GILBERTO - WITH TURRENTINE - (1971, CTI/CBS RECORDS) 2001, WAH WAH RECORDS SPAIN
ASTRUD GILBERTO - THIS IS ASTRUD GILBERTO (1984, VERVE) - VERVE, WEST GERMANY
LUIZ BONFÁ - O VIOLÃO E O SAMBA (1962, EMI MUSIC) 2008, EMI EU (CD)
LUIZ BONFÁ - (COMPOSER OF BLACK ORPHEUS) PLAYS AND SINGS BOSSA NOVA (1963, POLYGRAM) - VERVE, USA
STAN GETZ / LUIZ BONFA - JAZZ SAMBA ENCORE! (1963, VERVE) - VERVE, USA
LUIZ BONFÁ - AMOR!: THE FABULOUS GUITAR OF LUIZ BONFA (1959, ATLANTIC) - 2001 COLLECTABLES EU (CD)
JOÃO GILBERTO - CHEGA DE SAUDADE (1959, ÉL) - DOXY, 2010 EU
JOÃO GILBERTO - BOSSA NOVA! (1961, ÉL) - DOXY, 2011 EU
STAN GETZ/JOÃO GILBERTO - GETZ/GILBERTO #1 #2 (1963, 1964) - 2009 VERVE, US
JOÃO GILBERTO - JOÃO GILBERTO (ÁGUAS DE MARÇO) - (1973, POLYDOR) - 2009 KLIMT, FRANCE
STAN GETZ FEATURING JOÃO GILBERTO - THE BEST OF TWO WORLDS (1976, CBS) - CBS/COLUMBIA RECORDS, USA
JOÃO GILBERTO - O MELHOR DE JOÃO GILBERTO (DE 1958 A 1961) - 1983, EMI-VALENTIM DE CARVALHO, PORTUGAL
CANNONBALL ADDERLEY - CANNONBALL ADDERLEY QUINTET IN CHICAGO (1959, VERVE), MERCURY RECORDS, USA
JULIAN "CANNONBALL" ADDERLEY - IN THE LAND OF HI-FI (1956, MERCURY), EMARCY USA
JULIAN "CANNONBALL" ADDERLEY - CANNONBALL ADDERLEY (1955, MERCURY), EMARCY HOLLAND, MONO
CANNONBALL ADDERLEY WITH SÉRGIO MENDES AND THE BOSSA RIO SEXTET (1962, RIVERSIDE), CAPITOL USA
CANNONBALL ADDERLEY - SOMETHIN' ELSE (1958, BLUE NOTE) - 1984, BLUE NOTE FRANCE
FREDDIE HUBBARD - OPEN SESAME (1960, BLUE NOTE 4040) - 2010, BLUE NOTE, USA
FREDDIE HUBBARD - HUB CAP (1961, BLUE NOTE 84073) - 1984, MANHATTAN RECORDS (CAPITOL), FRANCE
FREDDIE HUBBARD - HERE TO STAY (1976, BLUE NOTE ‎BN-LA496-H2, USA)
FREDDIE HUBBARD - THE BODY & THE SOUL (1963, IMPULSE AS-38, USA) - RE-EDIÇÃO IMPULSE (DATA?)
FREDDIE HUBBARD - BREAKING POINT (1964, BLUE NOTE BLP4172) - 1966, BLUE NOTE BST84172, USA
FREDDIE HUBBARD - THE HUB OF HUBBARD (1969, MPS 15267) - 1978, MPS C064-61224, HOLLAND
JOHN COLTRANE - OLÉ COLTRANE - 1962, ATLANTIC 1373, USA
SONNY ROLLINS - EAST BROADWAY RUN DOWN (1966, IMPULSE AS-9121) - 2009, IMPULSE USA
FREDDIE HUBBARD - RED CLAY (1970, CTI) - 2010, MUSIC ON VINYL, USA
FREDDIE HUBBARD - STRAIGHT LIFE (1970, CTI) - 1997, CTI/LEGACY, USA (CD)
FREDDIE HUBBARD - FIRST LIGHT (1971, CTI) - 1979, CTI, KING RECORD LAX3242, JAPAN
MILT JACKSON - SUN FLOWER - 1972, CTI (CTL15) UK
ART FARMER - BRASS SHOUT (1959, UNITED ARTISTS) 1976, KING RECORD GXC3130, JAPAN
STAN GETZ & CHET BAKER - STAN MEETS CHET (1958, VERVE 837436)
STAN GETZ & CHET BAKER - LINE FOR LYONS (1983, SONET SNTF899)
CECIL TAYLOR – UNIT STRUCTURES (1966, BLUE NOTE ‎BST 84237, USA)
YUSEF LATEEF - THE DOCTOR IS IN ...AND OUT (1976, ATLANTIC SD1685, USA)
ALBERT AYLER TRIO – SPIRITUAL UNITY (1965, ESP DISK 1002 MONO, USA / RE. 1978 JAP)
STAN GETZ/KENNY BARRON - PEOPLE TIME - 1992, EMARCY, GITANES JAZZ PRODUCTIONS (POLYGRAM S.A.), FRANCE (2XCD)
THELONIOUS MONK - PLAYS DUKE ELLINGTON (1956, RIVERSIDE RECORDS, RLP12-201 / RE. 1982, OJC-024)


Última edição por Mister W em Ter Set 09 2014, 01:41, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 20:33

Miles Davis - Sketches of Spain (1960 Sony Music Distribution)

*Os imortais do JAZZ* MilesDavis_SketchesofSpain_4

Dou inicio a este tópico com um dos mais aclamados e importantes discos de Jazz de sempre. É evidente que no seu percurso artístico, muitas (ou pelo menos, algumas) são as obras de Miles Davis que merecem igual distinção. É de facto verdade e por isso tive o cuidado de referir "um dos" para salvaguardar outros gostos e opiniões. Podemos falar de Kind of Blue, Bitches Brew, Agharta, Blue Moods, Tutu, Amandla, Ascenseur Pour l'Échafaud, Porgy and Bess, Someday My Prince Will Come e felizmente muitos outros de entre o extraordinário e vasto legado deste músico sem igual.

No entanto, Sketches of Spain é um disco único, principalmente por incorporar o formato clássico de uma orquestra, num género músical como o Jazz e tudo isto sob a batuta do Maestro Canadiano Gil Evans que orquestrou, arranjou e conduziu de forma exemplar esta obra-prima.
Apesar de não contar com John Coltrane ou Cannonball Adderley, este disco conta igualmente com músicos de grande valor como Paul Chambers, Jimmy Cobb ou Elvin Jones, entre muitos outros.
Para um dos críticos de Jazz da época, a harmonia entre Miles Davis e Gil Evans neste disco, foi comparada à combinação entre "The world of the Heart and The world of the Mind" ... e como normalmente acontece com os discos que marcaram um género, um período ou uma geração, também este não foge à regra, já que foi alvo de inúmeras re-edições, com várias capas. Deixo-vos mais algumas: *Os imortais do JAZZ* MilesDavis_SketchesofSpain_1
*Os imortais do JAZZ* MilesDavis_SketchesofSpain_2
*Os imortais do JAZZ* MilesDavis_SketchesofSpain_3

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 21:22

Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia. Grande som, daquele que nos faz sempre colocar a pergunta pertinente sobre se realmente houve evolução na tecnologia da gravação musical, e a resposta (em minha opinião) é não.
Um grande álbum que se ouve muitas vezes ao longo da vida e onde o Miles estava com uma dinâmica fantástica.
Como dizes e bem, toda a orquestração é também ela fabulosa.

Aqui fica a minha "beldade".

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 21:55

Uau! E a idade não se faz notar ... apesar de já serem mais de 50 Primaveras!
E até tem direito a uma Nagaoka N.102 Exclamation Sim Senhora! (Eu faço exactamente o mesmo...N.102 só para quem merece...)
É destas beldades que eu quero ver a desfilar neste tópico! *Os imortais do JAZZ* 491368
E já sei qual vai ser a próxima ... *Os imortais do JAZZ* 693932 Mas terá que ficar para amanhã.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 22:10

António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia. Grande som, daquele que nos faz sempre colocar a pergunta pertinente sobre se realmente houve evolução na tecnologia da gravação musical, e a resposta (em minha opinião) é não.
Um grande álbum que se ouve muitas vezes ao longo da vida e onde o Miles estava com uma dinâmica fantástica.
Como dizes e bem, toda a orquestração é também ela fabulosa.

Aqui fica a minha "beldade".

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 22:48


Lá estão estes desencaminhadores para nos desgraçar os últimos tostões... *Os imortais do JAZZ* 424293 ...

...esse Miles é fantástico *Os imortais do JAZZ* 2441895546 ...


...mais um grande tópico aqui no burgo *Os imortais do JAZZ* 2900351820
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySex Nov 30 2012, 22:49

Ulrich escreveu:

Lá estão estes desencaminhadores para nos desgraçar os últimos tostões... *Os imortais do JAZZ* 424293 ...

...esse Miles é fantástico *Os imortais do JAZZ* 2441895546 ...


...mais um grande tópico aqui no burgo *Os imortais do JAZZ* 2900351820


Os six-eye vão-se conseguindo a preços razoáveis (pelo menos há uns anitos atrás)

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MensagemAssunto: Cannonball Adderley - Somethin' Else (1958 Blue Note)   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 14:13

Cannonball Adderley - Somethin' Else (1958 Blue Note)
Este é um daqueles trabalhos que tem sido votado, ao longo dos anos, como um dos melhores discos de Jazz e certamente não é por acaso. Com um alinhamento recheado dos melhores músicos, a tarefa fica certamente bem mais fácil. Para além do incontornável Cannonball Adderley, fazem parte, os não menos qualificados, Miles Davis, Hank Jones, Sam Jones e Art Blakey. Contudo, a energia contagiante deste disco e a sua sonoridade exclusiva não se fazem apenas com nomes, mas principalmente com a paixão e o empenho que cada um coloca na sua actuação ... como se não houvesse amanhã...*Os imortais do JAZZ* CIMG6352
Os temas que compõem este trabalho, são não sua maioria, grandes clássicos do Jazz. O disco começa com o Autumn Leaves, em que a rouquidão do saxofone de Julian Adderley e a profundidade do trompete de Miles Davis colocam as expectativas bem altas para o que se segue... Na mesma linha, segue-se o não menos emblemático tema de Cole Porter, Love for Sale aqui desempenhado com uma alma e mestria só ao alcance dos melhores. Segue-se (no Lado 2) o tema de Miles Davis que dá nome ao álbum e mais dois temas dentro da mesma linha (um da autoria do primo Nat Adderley/Sam Jones e o outro de Howard Dietz/Arthur Schwartz).*Os imortais do JAZZ* CIMG6354
*Os imortais do JAZZ* CIMG6355
Os constantes solos em jeito de disputa, quer de Hank Mobley, quer de Miles Davis, de Adderley e até mesmo dos grandes Art Blakey (bateria) e Sam Jones (baixo) são outra das imagens de marca deste trabalho...
Por tudo isto, este disco permanece completamente intemporal, tendo sido alvo de várias experiências e re-edições, como a que aqui trago e que em boa hora consegui adquirir. Trata-se de uma edição francesa de 1984, que alguns poderão não aprovar pelo facto de utilizar a tecnologia digital DMM (Direct Metal Mastering). Controvérsias à parte, posso garantir que o som deste disco é muito bom e que dificilmente deixará de fazer parte da minha modesta colecção.
De entre as edições que existem desta obra, destaco a de origem nacional que possui uma capa bem diferente das demais. Creio que esta capa foi apenas adoptada nas prensagens Inglesa e Portuguesa (a primeira das que se seguem).*Os imortais do JAZZ* CannonballAdderley_SomethingElse001
*Os imortais do JAZZ* CannonballAdderley_SomethingElse002 *Os imortais do JAZZ* CannonballAdderley_SomethingElse003
Espero que tenham gostada e como sempre fico à espera dos Vossos comentários.

Adeus e até ao meu regresso... se não for antes...
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 14:48

Grande álbum amigo W, e corroboro tudo o que dissestes, e acrescentaria a fluidez com que as musicas decorrem. Tudo sempre para o lado do "meloso" se assim se pode dizer. A sensação que dá ao ouvir este álbum, é que todos os músicos envolvidos já estariam todos bem avançados na idade, tal é a maturidade sonora que os seus instrumentos ostentam.
Tenho a sorte de ter esse Álbum em 2x45rmp com um som magistral. E o melhor de tudo, é que foi oferecido por um bom amigo (obrigado Jorge).

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 17:15

Gostei muito da tua visão, este é um daqueles que ainda não tenho,mas gosto muito e é incontornável numa Discoteca de Jazz *Os imortais do JAZZ* 754215
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 18:03

constam da coleção cá do Je, se bem que em reedições mais recentes

*Os imortais do JAZZ* Photodez02172106

*Os imortais do JAZZ* Photodez02172116

*Os imortais do JAZZ* Photodez02172152

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 18:17

anibalpmm escreveu:
constam da coleção cá do Je, se bem que em reedições mais recentes

O que interessa é que constem... e além disso o prazer na audição não é menor ou maior consoante se trate da edição X, Y ou Z.

Parabéns pelo bom gosto!
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João Henrique
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 18:38

António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia.

Essa edição original é em mono ou estéreo?
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 18:42

João Henrique escreveu:
António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia.

Essa edição original é em mono ou estéreo?
Pela internet, o CL 1480 é Mono ... CS 8271 é Stereo ... logo, é Mono
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 18:57

The Dave Brubeck Quartet - Time Out (1959 Columbia Records)
Trago-vos mais um disco obrigatório (se é que há discos obrigatórios) e um dos mais marcantes da história do Jazz.
Apesar de não ser um especial seguidor deste extraordinário pianista, quando se fala deste disco, a história muda completamente de figura. Não digo isto por se tratar de um dos mais bem sucedidos discos de Jazz de todos os tempos, mas apenas porque o considero muito especial e porque o enorme prazer que tenho na sua audição, não se tem alterado ao longo os anos. E apesar deste trabalho viver um pouco à custa do mega-hit "Take Five", pessoalmente considero que este disco é muito mais do que isso. Este disco é extremamente regular em todas as vertentes, mas principalmente na riqueza rítmica dos seus temas. *Os imortais do JAZZ* CIMG6367
O som fluí com uma naturalidade contagiante. O swing marcado por uma secção ritmica do mais competente que já ouvi, transporta-nos para o mundo do Jazz na sua mais pura essência. Por seu turno os solistas, complementam o quadro com um requinte e bom gosto sem paralelo.
Apesar de alguma influência clássica (até pela formação de Brubeck) este disco não é complexo nem incorpora grandes floreados na sua concepção, o que não invalida que tenha sido extremamente inovador e marcante em termos rítmicos. Além disso, o que o torna realmente um disco único é a honestidade dos músicos e a forma como desempenham em equipa todos os temas (apesar de terem igualmente espaço para sobressairem individualmente). *Os imortais do JAZZ* CIMG6368
Não podemos falar no Time Out sem falar de Paul Desmond. O som característico do seu saxofone (alto) e da "alma" que coloca em cada nota, são (na minha opinião) o principal cartão de visita deste trabalho. A sua sonoridade apaixonada e subtil confere um toque de classe aos ritmos contagiantes do Quarteto. Joe Morello na bateria e Eugene Wright completam esta excelente formação.
E por agora é tudo...

Até mais ver.
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 19:19

João Henrique escreveu:
António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia.

Essa edição original é em mono ou estéreo?


O meu é este.

http://www.popsike.com/Miles-DavisSketches-of-Spain-US-6eye-1st-pressing/180730695256.html

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 19:52

António José da Silva escreveu:
João Henrique escreveu:
António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia.

Essa edição original é em mono ou estéreo?


O meu é este.

http://www.popsike.com/Miles-DavisSketches-of-Spain-US-6eye-1st-pressing/180730695256.html
E?!


http://www.discogs.com/Miles-Davis-Sketches-Of-Spain/release/1914353 *Os imortais do JAZZ* 249412
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:00

Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
João Henrique escreveu:
António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia.

Essa edição original é em mono ou estéreo?


O meu é este.

http://www.popsike.com/Miles-DavisSketches-of-Spain-US-6eye-1st-pressing/180730695256.html
E?!


http://www.discogs.com/Miles-Davis-Sketches-Of-Spain/release/1914353 *Os imortais do JAZZ* 249412


Obviamente que existe uma primeira edição em mono e outra em estéreo.


Indo já de seguida para o Time Out, que grande álbum que fostes abordar. É um daqueles que não cansa e que tem uma beleza e originalidade fantásticas. E sempre com o Paul Desmond (alto saxophone) com aquela maneira de tocar que quase se pode considerar um soporífero. Uma maravilha da qual tenho a fabulosa reedição da Pure Pleasure.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:06

António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
João Henrique escreveu:
António José da Silva escreveu:
Sou feliz proprietário de um Original six-eye da Columbia.

Essa edição original é em mono ou estéreo?


O meu é este.

http://www.popsike.com/Miles-DavisSketches-of-Spain-US-6eye-1st-pressing/180730695256.html
E?!


http://www.discogs.com/Miles-Davis-Sketches-Of-Spain/release/1914353 *Os imortais do JAZZ* 249412


Obviamente que existe uma primeira edição em mono e outra em estéreo ...
Não vejo o porquê de ser assim tão óbvio rendeer
O Ohm faz-te uma pergunta, e tu népias de responder *Os imortais do JAZZ* 809774
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:13

Fran escreveu:

O Ohm faz-te uma pergunta, e tu népias de responder *Os imortais do JAZZ* 809774


O João Henrique perguntou se a minha edição era estéreo ou mono, e se reparares bem, eu respondi.
Mas o melhor é falarmos sobre os álbuns em questão, senão começamos a entrar em diálogo que não ajuda à discussão das obras, penso eu de quê...

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:20

António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:

O Ohm faz-te uma pergunta, e tu népias de responder *Os imortais do JAZZ* 809774


O João Henrique perguntou se a minha edição era estéreo ou mono, e se reparares bem, eu respondi.
Mas o melhor é falarmos sobre os álbuns em questão, senão começamos a entrar em diálogo que não ajuda à discussão das obras, penso eu de quê...
*Os imortais do JAZZ* 57537 o que aparece no popsike, não diz népias *Os imortais do JAZZ* 809774

PS : era (é) tão fácil, pegar no numero de série e pesquisar um nadica de na *Os imortais do JAZZ* 2613325421
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:38

Aqui está um tópico que vou seguir religiosamente, muito bom Mr. W *Os imortais do JAZZ* 22692

Ainda não tenho nenhum destes álbums aqui referidos em Vinil, mas agora, com tópico destes aberto com certeza vou aprender muito mais sobre Jazz e tentar adquirir algumas destas maravilhas.

Parabéns pelo tópico!!!

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:39

Duarte Rosa escreveu:
Aqui está um tópico que vou seguir religiosamente, muito bom Mr. W *Os imortais do JAZZ* 22692

Ainda não tenho nenhum destes álbums aqui referidos em Vinil, mas agora, com tópico destes aberto com certeza vou aprender muito mais sobre Jazz e tentar adquirir algumas destas maravilhas.

Parabéns pelo tópico!!!

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Podes já começar pelo Time Out que é um must.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:42

António José da Silva escreveu:
Duarte Rosa escreveu:
Aqui está um tópico que vou seguir religiosamente, muito bom Mr. W *Os imortais do JAZZ* 22692

Ainda não tenho nenhum destes álbums aqui referidos em Vinil, mas agora, com tópico destes aberto com certeza vou aprender muito mais sobre Jazz e tentar adquirir algumas destas maravilhas.

Parabéns pelo tópico!!!

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Podes já começar pelo Time Out que é um must.


coincidencia. por acaso é o que eu estou a ouvir agora mesmo. *Os imortais do JAZZ* 22692
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:48

afonso escreveu:



coincidencia. por acaso é o que eu estou a ouvir agora mesmo. *Os imortais do JAZZ* 22692


Se se poder fazer um paralelo gastronómico, este álbum é mel, muito por culpa do Desmond.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 20:55



Antes do time out esteve a tocar o Live at Art D´Lugoff´s do Bill Evans e agora toca o Moanin do Art Blakey and the Jazz Messengers.

Acho que tambem se podem considerar imortais. *Os imortais do JAZZ* 22692
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:01

afonso escreveu:


Antes do time out esteve a tocar o Live at Art D´Lugoff´s do Bill Evans e agora toca o Moanin do Art Blakey and the Jazz Messengers.

Acho que tambem se podem considerar imortais. *Os imortais do JAZZ* 22692


Andas-te a tratar bem, assim é que é. *Os imortais do JAZZ* 754215

Isto vai ser mais um tópico onde irão nascer muitas tentações.

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:17



O meu Time Out já está reservado *Os imortais do JAZZ* 491368
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:20

Ulrich escreveu:


O meu Time Out já está reservado *Os imortais do JAZZ* 491368


Qual a edição?

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:21

António José da Silva escreveu:
Ulrich escreveu:


O meu Time Out já está reservado *Os imortais do JAZZ* 491368


Qual a edição?

Em princípio da Analogue *Os imortais do JAZZ* 936335
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:22

Ulrich escreveu:
António José da Silva escreveu:
Ulrich escreveu:


O meu Time Out já está reservado *Os imortais do JAZZ* 491368


Qual a edição?

Em princípio da Analogue *Os imortais do JAZZ* 936335


Se a da Pure Pleasure já é fabulosa, nem quero saber como será essa. *Os imortais do JAZZ* 693932 *Os imortais do JAZZ* 43034

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:25

António José da Silva escreveu:


Se a da Pure Pleasure já é fabulosa, nem quero saber como será essa. *Os imortais do JAZZ* 693932 *Os imortais do JAZZ* 43034

Estes clássicos fantásticos merecem uma edição muito especial: duplo prazer, musica e som cheers
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:26

Acho que fica bem aqui o mítico Take Five


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:28




A minha edição do time out é das baratinhas - Music on Vinyl 180 g, mas toca bem.
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:30

António José da Silva escreveu:
Acho que fica bem aqui o mítico Take Five



...muito bem, sim Senhor *Os imortais do JAZZ* 2441895546
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:46

acho que este também é imortal;

John Coltrane - Blue Train

*Os imortais do JAZZ* Bluetrain



https://youtu.be/S1GrP6thz-k

Personnel:

John Coltrane (tenor saxophone)
Lee Morgan (trumpet)
Curtis Fuller (trombone)
Kenny Drew (piano)
Paul Chambers (bass)
Philly Joe Jones (drums)

Tracks:
Blue Train; Moment's Notice; Locomotion; I'm Old Fashioned; Lazy Bird; Blue Train (alternate take); Lazy Bird (alternate take)

Review:

It is easy to value John Coltrane's "Blue Train" while at the same time failing to do full justice to its importance.

It was John Coltrane's first and only recording for Blue Note. It was the first album in which he had a free choice of the musicians he wanted to record with. It is the album in which John Coltrane gets the closest to hard bop.

But then, the argument goes, "Blue Train" is ultimately uncharacteristic of the great tenor player's music. Somehow it makes too many concessions to the Blue Note 'sound'. If there had been more recordings for the label, his music may have gone further in this direction, but as it turned out, he joined Miles Davis in the modal revolution, then signed as leader with Atlantic and then Impulse! where his own music went off in further new directions with "Giant Steps" and "A Love Supreme". It is a widely accepted view. And the paradox is that "Blue Train" thus remains in many ways undervalued.

The first thing that you notice, especially in the title tack and on 'Moment's Notice', is the exceptional harmonization of the three horns. Like Dizzy Gillespie, Percy Heath and many jazz players before him, John Coltrane had been studying harmony at the Granoff School of Music in Philadelphia. You only have to hear the title track "Blue Train" once for the completely distinctive harmonization that John Coltrane developed to stay with you. Many would have built a whole style around it; Coltrane hardly returned to it again in his later recordings. In this sense "Blue Train" is a singularity in John Coltrane's music. None of his other albums sound quite like it; not because of any Blue Note formula but because the album captures his soaring innovation in jazz just at that moment in its development, and at a point where he was about to move on.

Connection should be made to John Coltrane's personal life at this time. He had beaten his addiction to heroin that had begun in Philadelphia in 1953 and which had been overlaid on an earlier acquired addiction to alcohol and cigarettes.

In autumn 1956 (and again in March 1957 after a brief return), Miles Davis had been forced to fire him from his band. As Miles recalled in his autobiography: "I told Trane that record producers had been coming around listening to him, thinking about giving him a contract, but when they saw him up there nodding and shit, they held off. He seemed to understand what I was talking about, but he kept right on shooting heroin and drinking like a fish." *

Coming home to his wife Naima one day in the spring of 1957 after Miles had laid him off, John Coltrane stated that he was going to quit drugs. He retired to his room, drinking only water and after four days had kicked his alcohol and heroin habits. Ironically, he still remained hooked on tobacco, a habit he could only periodically shake during the rest of his life.

He was finally free from drugs, able to fully concentrate on the development of his music for the first time. As he later wrote at the time of recording 'A Love Supreme': "During the year 1957, I experienced by the grace of God, a spiritual awakening which was to lead me to a richer, fuller, more productive life. At that time, in my gratitude, I humbly asked to be given the means and privilege to make others happy through music."

Many people hear that in the music of "Blue Train"; the beauty that comes from an open hearted sharing of release; blues on the point of transcendence of the oppression of the world.

There was work with Thelionious Monk that exposed John Coltrane to the pianist's radical approach. Miles Davis was able to welcome him back into his quintet in December of that year; they were to go on to make the transition to modal music with "Milestones" and "Kind of Blue".

Experimenting with new harmonic ideas was exactly what was encouraged in the Miles Davis and Thelonious Monk environments, with Miles especially an encourager and mentor. It was Miles who bought John Coltrane a soprano saxophone as a gift and suggested he should work on playing it. It was visiting Blue Note to find recordings by the great clarinetist and soprano sax player of an earlier era, Sydney Bechet, that had brought John Coltrane into contact with Alfred Lion and the hatching of the idea of an album for Blue Note. And it was with Miles Davis that John Coltrane was encouraged to develop further musically. As he recalled, he found it "easy to apply the harmonic ideas I had... I started experimenting because I was striving for more individual development."

The title track, "Blue Train" is based around a short minor blues theme that shifts to major when John Coltrane opens up with his liberating eight chorus solo. It is not too simplistic to say that it captures that sense of the opening out to possibilities that his change in direction in life had brought. In an emblematic way it encapsulates everything that came to be felt about John Coltrane as a centre of black pride and optimism that oppression would be overcome; what led Miles Davis to say on John Coltrane's death in July 1967: "Trane's music…..represented, for many blacks, the fire and passion and rage and anger and rebellion and love that they felt, especially among the young black intellectuals and revolutionaries of that time…. It was that way for many intellectual and revolutionary whites and Asians as well… Trane' s death made me real sad because not only was he a great and beautiful musician, he was a kind and beautiful and spiritual person that I loved. I miss him, his spirit and his creative imagination……"*

Lee Morgan, just nineteen, plays an explosive trumpet solo, better than his somewhat disjointed efforts on the "Blue Train (additional take)" track. Curtis Fuller on trombone plays with bluesy intensity. Kenny Drew contributes a snakey, low down blues piano solo before the return to that unforgettable harmonized minor horn theme. It is a great start to a great album.

The next track, "Moment's Notice" is more uptempo yet continues the distinctive hamonization. And later, "Lazy Bird", said to be a variation on Tadd Dameron's "Lady Bird", is swinging and uptempo with space for fine solos by Lee Morgan, Curtis Fuller, John Coltrane and then Kenny Drew. These compositions are important since they are the first recorded example of one of John Coltrrane's greatest innovations, the experimental use of a cycle of thirds; the so called "Coltrane changes".

In the ii-V-I chord progression that is at the heart of jazz, the movement of the root notes is in minor or major seconds (a semitone or whole tone movement). John Coltrane discovered chord substitutions that gave root note movements of a major third (four semitones) or a minor third (three semitones), the so called "giant steps". There is speculation that he may have discovered this in the bridge to the Richard Rodgers and Lorentz Hart song "Have You Seen Miss Jones" where the sequence BbM7, GbM7, DM7, GbM7 occurs, the only known jazz standard to have this cycle of major thirds. John Coltrane would later expand on this idea in the compositions "Giant Steps" and "Countdown", a reworking of Miles Davis' "Tune Up". The long and short of this is that "Blue Train" is seminal in John Coltrane's development, the first time he had explored this most lasting of contributions to modern jazz.

"Locomotion" is high tempo upfront bop with charactersistic interspersed runs from John Coltrane.

The only ballad on the album, the Jerome Kern / Johnny Mercer standard "I'm Old Fashioned", is a place for John Coltrane's quieter, more conventional side to be showcased. What stands out is the complete control of his instrument and the wonderful timbre he had achieved by this time. None of this is accidental. He had worked long and hard to perfect this, working with the instrument makers Selmer to achieve exactly the sound he wanted. He was playing a Selmer Mark VI at this time, fitted with a 5-star medium metal Otto Link mouthpiece and a No. 4 Rico reed; a heavy combination that would have taken tremendous energy to blow successfully.

So, while there is little surprise in claiming "Blue Train" as a great jazz album, it is very clear that there is much more to its importance than its reputation as John Coltrane's 'only Blue Note'.

Star Rating *****


Última edição por afonso em Seg Dez 03 2012, 13:55, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 21:48

afonso escreveu:


acho que este também é imortal;

John Coltrane - Blue Train

https://youtu.be/S1GrP6thz-k


Felizmente, são muitos. Mas vamos tentar abordar os álbuns um pouco mais em profundidade. *Os imortais do JAZZ* 491368

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptyDom Dez 02 2012, 22:05

António José da Silva escreveu:



Obviamente que existe uma primeira edição em mono e outra em estéreo.

OK, obrigado
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 08:40

Excelente tópico!
Obrigado Mister W. *Os imortais do JAZZ* 754215


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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 11:09

afonso escreveu:
acho que este também é imortal;

John Coltrane - Blue Train

*Os imortais do JAZZ* Bluetrain



https://youtu.be/S1GrP6thz-k

John Coltrane (saxofone tenor)
Lee Morgan (trompete)
Curtis Fuller (trombone)
Kenny Drew (piano)
Paul Chambers (baixo)
Philly Joe Jones (bateria)




É fácil de "Blue Train" de John Coltrane valor e, ao mesmo tempo deixando de fazer justiça à sua importância.

Foi a primeira gravação e só John Coltrane para a Blue Note. Ele foi o primeiro álbum em que ele tinha uma livre escolha dos músicos que ele queria gravar com. É o álbum em que John Coltrane fica mais próximo do hard bop.

Mas, então, o argumento, "Trem Azul" é, em última análise atípica da música do jogador do grande tenor. De alguma forma, ele faz também muitas concessões ao 'som' no Blue Note. Se tivesse havido mais gravações para o selo, sua música pode ter ido mais longe nesta direção, mas como ele saiu, ele se juntou Miles Davis na revolução modal, em seguida, assinou com a Atlantic como líder e depois Impulse! onde a sua própria música saiu em mais novas direções com "Giant Steps" e "A Love Supreme". É uma visão amplamente aceita. E o paradoxo é que "Trem Azul", assim, permanece em muitos aspectos subvalorizados.

A primeira coisa que você percebe, especialmente na aderência e no título "Aviso momento", é a harmonização excepcional dos três chifres. Como Dizzy Gillespie, Percy Heath e músicos de jazz muitos antes dele, John Coltrane estava estudando harmonia na Escola de Música de Granoff na Filadélfia. Você só tem que ouvir o título da faixa "Blue Train" de uma vez para a harmonização completamente distinto que John Coltrane desenvolvido para ficar com você. Muitos teriam construído todo um estilo em torno dela; Coltrane dificilmente retornado a ele novamente em suas gravações posteriores. Neste sentido, "Trem Azul" é uma singularidade na música de John Coltrane. Nenhum de seus outros álbuns soar parecido com isso, não por causa de qualquer fórmula Blue Note, mas porque o álbum capta sua inovação crescente no jazz naquele momento em seu desenvolvimento, e em um ponto onde ele estava prestes a seguir em frente.

Conexão deve ser feita à vida pessoal de John Coltrane no momento. Ele havia vencido seu vício em heroína, que tinha começado na Filadélfia, em 1953, e que tinha sido sobreposto em um vício adquirido anteriormente a álcool e cigarros.

No Outono de 1956 (e novamente em março 1957 após um breve retorno), Miles Davis foi forçado a demitir-lo de sua banda. Como Miles lembrou em sua autobiografia: "Eu disse a Trane os produtores de discos vinham em torno de ouvi-lo, pensando em dar-lhe um contrato, mas quando o vi lá em cima acenando e m*&da, eles realizada fora Ele parecia entender o que eu. estava falando, mas ele manteve direito de heroína tiro e beber como um peixe. " *

Chegando em casa com sua esposa Naima um dia na primavera de 1957, após Miles tinha o demitiu, John Coltrane afirmou que ele estava indo para deixar as drogas. Ele retirou-se para seu quarto, bebendo apenas água e depois de quatro dias tinha chutado seu álcool e hábitos de heroína. Ironicamente, ele ainda permaneceu viciado em tabaco, um hábito que ele só poderia agitar periodicamente durante o resto de sua vida.

Ele estava finalmente livre das drogas, plenamente capaz de se concentrar no desenvolvimento de sua música pela primeira vez. Como ele escreveu mais tarde, no momento da gravação de 'A Love Supreme': "Durante o ano de 1957, eu experimentei, pela graça de Deus, um despertar espiritual que era para levar-me a uma rica, mais cheia de vida, mais produtivo Naquele tempo. , em minha gratidão, eu humildemente pediu para ser dado o meio eo privilégio de fazer os outros felizes através da música. "

Muitas pessoas ouvem que na música de "Trem Azul", a beleza que vem de uma partilha de coração aberto de libertação; azuis sobre o ponto de transcendência da opressão do mundo.

Havia trabalho com Monk Thelionious que expôs John Coltrane a abordagem radical do pianista. Miles Davis foi capaz de recebê-lo de volta para seu quinteto em dezembro do mesmo ano, que estavam a ir para fazer a transição para a música modal com "Marcos" e "Kind of Blue".

Experimentando novas idéias harmônicas era exatamente o que foi incentivado no Miles Davis e ambientes de Thelonious Monk, Miles especialmente com um incentivador e mentor. Foi Miles que compraram John Coltrane um saxofone soprano como um presente e sugeriu que ele deve trabalhar em jogá-lo. Ele estava visitando Blue Note para encontrar gravações do clarinetista e saxofonista grande soprano de uma era anterior, Sydney Bechet, que trouxe John Coltrane em contato com Alfred Lion e da eclosão da idéia de um álbum para a Blue Note. E foi com Miles Davis que John Coltrane foi encorajada a desenvolver musicalmente. Como ele lembrou, ele achou "fácil de aplicar as idéias harmônicas que eu tinha ... eu comecei a experimentar, porque eu estava lutando para o desenvolvimento mais individual."

A faixa-título, "Trem Azul", é baseado em torno de um tema de blues curto menor que muda para grande quando John Coltrane abre-se com seu solo de coro libertadora oito. Não é muito simplista dizer que ele capta aquela sensação de o. Abrindo a possibilidade de que sua mudança de direção na vida tinha trazido De uma forma emblemática que resume tudo o que veio a ser sentida sobre John Coltrane como um centro de orgulho negro e otimismo que a opressão seria superado, o que levou Miles Davis a dizer sobre a morte de John Coltrane em julho de 1967: "A música da Trane ..... representado , para muitos negros, o fogo e paixão e raiva e raiva e rebeldia eo amor que eles sentiam, especialmente entre os jovens intelectuais negros e revolucionários da época .... foi assim durante muitos brancos intelectual e revolucionário e asiáticos, bem como ... Trane morte me fez muito triste, não só porque ele foi um grande músico e bonito, ele era uma pessoa gentil e bela e espiritual que eu amava. Sinto falta dele, o seu espírito ea sua imaginação criativa ...... "*

Lee Morgan, apenas 19, tem um solo de trompete explosivo, melhor do que os seus esforços um tanto desconexos sobre o "Trem Azul (adicional tomar)" pista. Curtis Fuller no trombone joga com intensidade bluesy. Kenny Drew contribui snakey, mesmo em baixo de blues piano solo antes do retorno a esse tema chifre inesquecível harmonizado menor. É um grande começo para um grande álbum.

A faixa seguinte, "Aviso Momento" é mais uptempo ainda continua a hamonization distintivo. E, mais tarde, "Bird lento", disse ser uma variação sobre "Lady Bird" Tadd Dameron, está balançando e uptempo com espaço para solos finos por Lee Morgan, Curtis Fuller, John Coltrane e Kenny Drew. Estas composições são importantes, pois eles são o primeiro exemplo registrado de uma das maiores inovações John Coltrrane, a utilização experimental de um ciclo de terços, as chamadas "mudanças Coltrane".

Na progressão de acordes ii-VI, que está no coração de jazz, o movimento das notas de raiz está em segundos maiores ou menores (um semitom ou movimento tom inteiro). John Coltrane descobriu substituições de acordes que deram movimentos raiz nota de um terceiro grande (quatro semitons) ou uma terça menor (três semitons), os chamados "passos de gigante". Há especulações de que ele pode ter descoberto isso na ponte para o Richard Rodgers e Hart Lorentz música "Você viu Miss Jones", onde a seqüência BbM7, GbM7, DM7, GbM7 ocorre, o jazz apenas conhecido padrão de ter esse ciclo de grande terços. John Coltrane, mais tarde expandir essa idéia nas composições "Giant Steps" e "Countdown", uma regravação de "Tune Up" de Miles Davis. O longo e curto disso é que "Blue Train" é seminal no desenvolvimento de John Coltrane, a primeira vez que ele havia explorado a mais duradoura das contribuições para o jazz moderno.

"Locomotion" é alta bop upfront tempo com corridas intercaladas charactersistic de John Coltrane.

A balada só no álbum, o Jerome Kern / Johnny Mercer padrão "Eu sou antiquado", é um lugar para mais calma de John Coltrane, mais convencional para ser exibido. O que se destaca é o controle completo de seu instrumento eo timbre maravilhoso que ele tinha conseguido por esta altura. Nada disso é acidental. Ele tinha trabalhado muito e duro para aperfeiçoar isso, trabalhar com o instrumento fabricantes Selmer para conseguir exatamente o som que ele queria. Ele estava jogando um Selmer Mark VI, neste momento, equipado com um meio de metal de 5-estrelas bocal Otto Link e um No. 4 Rico cana; uma combinação pesada que teria levado uma tremenda energia para explodir com sucesso.

Assim, enquanto há pouca surpresa ao afirmar "Trem Azul", como um álbum de jazz, é muito claro que há muito mais a sua importância do que sua reputação como John Coltrane 'Nota só Azul ".
Fónix, tradução marada, ein *Os imortais do JAZZ* 317942

Mas ok, valeu o esforço o qual se agradece *Os imortais do JAZZ* 22692
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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 13:11

Fran escreveu:

Fónix, tradução marada, ein *Os imortais do JAZZ* 317942

lol!
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 13:14

Ulrich escreveu:
Fran escreveu:

Fónix, tradução marada, ein *Os imortais do JAZZ* 317942

lol!
Já experimentaste ler?! silent
Até em chifres fala lol!
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 13:17

Fran escreveu:


Até em chifres fala lol!

lol!
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 13:41

O grande problema dos tradutores é que fica pior traduzido do que alguém que só entenda metade do que está escrito em inglês. lol!

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 13:53

António José da Silva escreveu:
O grande problema dos tradutores é que fica pior traduzido do que alguém que só entenda metade do que está escrito em inglês. lol!


Lá isso é verdade. Podia ter posto em Inglês mas se calhar era pior...
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 13:56

afonso escreveu:
António José da Silva escreveu:
O grande problema dos tradutores é que fica pior traduzido do que alguém que só entenda metade do que está escrito em inglês. lol!


Lá isso é verdade. Podia ter posto em Inglês mas se calhar era pior...

Pronto já corrigi. Agora está em Inglês.
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 15:08

afonso escreveu:

A minha edição do time out é das baratinhas - Music on Vinyl 180 g, mas toca bem.

Acredita que há bem pior! silent Essa conheço bem pois é uma das duas que tenho desse disco (a outra é uma re-edição da Columbia records CS8192). Wink

Atenção: Não pensem que sou daqueles "maluquinhos" que compra 2 discos de cada titulo, um para ouvir e outro para backup, não vá acontecer alguma coisa ao primeiro ... What a Face
Garanto-vos que o "Time Out" é um dos pouquíssimos àlbuns que tenho em "duplicado"... Very Happy

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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 15:11

Mister W escreveu:
... Atenção: Não pensem que sou daqueles "maluquinhos" que compra 2 discos de cada titulo, um para ouvir e outro para backup, não vá acontecer alguma coisa ao primeiro ... What a Face
Garanto-vos que o "Time Out" é um dos pouquíssimos àlbuns que tenho em "duplicado"... Very Happy
Alguém disse alguma coisa?! scratch
Esse sentimento de "culpa" tá lindo, tá lol!


PS : ok, a gente "acredita" *Os imortais do JAZZ* 936335
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 15:16

Fran escreveu:
Mister W escreveu:
... Atenção: Não pensem que sou daqueles "maluquinhos" que compra 2 discos de cada titulo, um para ouvir e outro para backup, não vá acontecer alguma coisa ao primeiro ... What a Face
Garanto-vos que o "Time Out" é um dos pouquíssimos àlbuns que tenho em "duplicado"... Very Happy
Alguém disse alguma coisa?! scratch
Esse sentimento de "culpa" tá lindo, tá lol!

PS : ok, a gente "acredita" *Os imortais do JAZZ* 936335
confused
Esta era uma daquelas culpas que não me importava nada de carregar ... *Os imortais do JAZZ* 491368
E até me podiam chamar de "Maluquinho do Vinil"! alien cheers
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MensagemAssunto: Re: *Os imortais do JAZZ*   *Os imortais do JAZZ* EmptySeg Dez 03 2012, 15:56

Boas,
Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários que amavelmente têm publicado neste tópico e que de certo continuarão a motivar-me e a dar-me o enorme prazer de redigir estas breves crónicas.

Entretanto, deixo-vos com mais um dos "indispensáveis" quando se fala de imortais...
Não estará certamente ao nível do Time Out em termos de popularidade (poucos estarão) mas posso garantir-vos que é, para mim, um disco único...
Espero que gostem.

Kenny Dorham - Quiet Kenny (1959, Prestige Records)
Apesar do reconhecimento de Kenny Dorham ter ficado aquém do que se poderia esperar de um músico com o seu potencial, alguns dos seus trabalhos deixaram contudo, uma marca indiscutível na cena Jazz dos anos 50 e 60. Um desses registos dá pelo nome de "Quiet Kenny" cuja gravação ocorreu em 1959, numa fase intermédia da sua relativamente curta carreira, em que Dorham se encontrava na plenitude das suas capacidades de músico e de compositor (apesar deste álbum "só" contar com 3 temas da sua autoria). *Os imortais do JAZZ* CIMG6356
Serei certamente suspeito para falar da obra deste excelente Trompetista e deste trabalho em particular, pois considero-a como um hino ao Jazz e porque não, à "boa" música (para mim, música com boas composições e executada de forma sublime).
Importa referir que Kenny Dorham se fazia rodear por excelentes músicos e este disco não é excepção, pois conta com o pianista Tommy Flanagan, o baixista Paul Chambers e o baterista Art Taylor, todos eles músicos de uma sensibilidade extrema. Apesar da palavra-chave ser a sensibilidade, a sonoridade deste quarteto pode-se igualmente apelidar de despretenciosa, tal é a humildade e a tranquilidade das suas melodias.
Como o próprio nome deixa antever, este disco é essencialmente composto por temas calmos e ultra-melódicos, que Kenny Dorham soube seleccionar e combinar de forma exemplar. São exemplos disso, Lotus Blossom que inicia o disco e que é por muitos considerado um dos melhores temas de Dorham; bem como "My Ideal" e a balada triste que dá pelo nome de "Alone Together". *Os imortais do JAZZ* CIMG6357
*Os imortais do JAZZ* CIMG6359
Para além da qualidade e beleza dos temas deste disco, creio que o seu ponto forte é mesmo o apurado feeling e a paixão incorporada nas interpretações de Tommy Flanagan e Kenny Dorham. Só por isso, esta obra vale realmente a pena e merece, por mérito próprio, constar entre os grandes imortais do Jazz.
Voltaremos certamente a abordar este músico/compositor, neste ou no tópico "Os Menos Badalados do Jazz" pois na sua obra existe muito bom material para explorar.

Até Breve
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