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 *Os menos badalados do JAZZ*

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Maio 16 2014, 20:18

Pois é caros amigos...

Sempre que acabo de ouvir uma das magníficas obras deste trio Australiano, dou comigo a desligar a aparelhagem(*) e a pensar que a música moderna já foi toda inventada. Contudo, estou certo que essa não será a razão da minha decisão (até porque considero possuir uma mente bastante aberta, musicalmente falando). A minha dificuldade creio ser outra. Que outro disco poderia eu por a tocar a seguir aos The Necks? Pois é, a escolha não seria por certo fácil.

Mesmo estando já longe da sua sonoridade mais próxima do Jazz dos seus primeiros tempos (final de 80 e inicio de 90) a música dos The Necks continua a ser igualmente profunda e exclusiva e este àlbum de 2011 é (mais) um bom exemplo disso.

Mesmo com a introdução de alguma electrónica (cada vez mais presente) e de elementos minimalistas e algo repetitivos, a sua música continua intensa e complexa... Perguntar-me-ão alguns: como é que algo pode ser simultaneamente minimalista e complexo?! Pois bem, não sei... mas oiçam os The Necks e logo descobrirão.

Apesar dos compassos reincidentes, a música deste trio em momento algum se torna monótona ou previsível pois a todo o momento surgem as mais diversas nuances que conferem uma complementaridade absolutamente genial a este estilo que alguém um dia apelidou de Jazz do Futuro ou New Jazz.

Fiquem bem.
Mister W

(*)Set-Up, Sistema Audio, Alta-Fidelidade (ou nem por isso...).


The Necks ‎– Mindset (2011, ReR Megacorp ReR NECKSV10, USA)

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 19:56

Nunca é demais...


Kolme – Kolme (2012, Escutar Records ESC010, Por)
Á semelhança de outros estados do sul da Europa, Portugal é um país com poucas tradições no Jazz e de entre as principais causas destacam-se os anos de ditadura que condicionaram a expansão desta e de outras formas de arte. No ano de 1971, quando em Portugal se realizava o 1º Festival de Cascais, já a cidade de Varsóvia tinha realizado mais de 10 festivais (anuais), para não falar de países como a Dinamarca onde o Jazz goza de uma longa tradição e é constantemente alvo de inúmeros incentivos. Até o Japão, onde em tempos o Jazz foi proibido (por ser considerado música inimiga), começou a ter a partir dos anos 60/70 um crescimento sem paralelo, tornando-se rapidamente no pais com maior número de admiradores deste género.

Da história do Jazz Lusitano sobressai o nome de Luis Villas-Boas pelo papel determinante na divulgação e desenvolvimento deste género. Dos seus feitos, o Hot Clube de Portugal que ajudou a fundar, é reconhecidamente o mais notável. Apesar de vários contratempos (como o incêndio de 2009 que obrigou à mudança de instalações) este clube/escola conta já com mais de seis décadas de vida, o que o torna num dos mais antigos da Europa e do mundo. Pelo seu palco, passaram músicos como Count Basie, Dexter Gordon ou Quincy Jones, entre muitos outros.

Enquanto passava por várias transformações, o Hot Clube assistiu ao aparecimento de vários nomes de relevo da cena Jazz portuguesa, alguns deles tendo mesmo atingido algum reconhecimento fora de portas, como é o caso de Rão Kyao, Maria João, António Pinho Vargas ou Bernardo Sassetti (recentemente falecido). Outros porém, pertencentes a uma facção mais vanguardista, menos comercial e por conseguinte menos divulgada, têm sido capazes de nos surpreender com trabalhos de grande qualidade. Mais do que meras promessas, nomes como Carlos Barreto, Sei Miguel ou Carlos Bica, à muito têm ajudado a elevar a fasquia do Jazz nacional.

Um dos exemplos mais recentes do Jazz Made in Portugal dá pelo nome de Kolme (que significa “três” em Filandês) que se deu a conhecer em 2012, através do seu primeiro trabalho (com o mesmo nome) com um repertório composto maioritariamente por temas originais.

Para dar corpo a um conjunto de belas composições, juntaram-se Ruben Alves (piano), Miguel Amado (contra-baixo) e Carlos Miguel (bateria) e da combinação das suas contribuições individuais nasceu uma obra agradável e requintada que nos transporta para paisagens imensas onde o (jazz) modeno e o clássico se fundem em plena harmonia.  

Não será porventura o expoente máximo da inovação e da criatividade, mas isso não faz deste e da maioria dos trabalhos dos nossos dias, obras menos interessantes. Salvo raríssimas excepções, não creio que seja possivel evitar colidir nas inúmeras influências que constituem o jazz do passado. As influências fazem parte da nossa memória músical e mesmo de forma menos consciente elas são reveladas a cada nova concepção.

O álbum tem o seu inicio em “Pulguita”, com um conjunto simples de acordes de piano, sobre o qual se desenvolve uma bela e intrincada melodia. Esta é, de resto, a fórmula de sucessso deste trabalho, onde a estrutura rítmica e harmónica das melodias vai sendo desenvolvida a partir de uma combinação simples de notas, como em “Desejos dos Mansos” ou nas duas versões de “Cansaço”, a última das quais com a excelente participação de Mayra Andrade, na única interpretação vocal deste álbum.

Dos 11 temas que constituem esta obra, faz igualmente parte uma bela versão instrumental do intemporal “Construção” de Chico Buarque, aqui interpretada com uma roupagem extremamente descontraída.

A dinâmica deste colectivo remete-nos inevitavelmente para o jazz imortalizado por nomes como Bill Evans, Kenny Barron ou Keith Jarrett, mas também para algumas reminiscências de António Pinho Vargas e da sua abordagem clássica á música que o demarcou.  

Mais do que uma tentativa de colagem aos originais, estas influências são meras vias que os três músicos multi-facetados e inconformados, exploram brilhantemente e que resultam num formato distinto, onde a técnica, o requinte e o bom gosto constituem as suas principaís valias.

Para o resultado deste trabalho contribuiu a produção e a excelente gravação, onde os instrumentos nos são apresentados com uma incrível transparência e realismo; certamente merecedor de uma edição (mesmo que limitada) em vinil.

Por tudo isto, não hesito em afirmar que, dentro do género, Kolme é um dos projectos mais interessantes do jazz europeu dos nossos dias. Mas mais do que um projecto e um disco de estreia, Kolme é acima de tudo, uma tendência, uma atitude inconformada, um grito de revolta perante o Jazz e a arte nacional.

É dificil prever o caminho a seguir pela banda numa eventual continuidade. A existir essa possibilidade, seria interessante ouvir este colectivo envredar por novos caminhos...

Até Breve,
Mister W


Última edição por Mister W em Dom Set 28 2014, 12:26, editado 2 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 20:08

E pela tu escrita, ficamos a conhecer mais uma banda pouco conhecida. Uma edicao em vinil seria naturalmente bem vinda.


Obrigado W.

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 20:14

Já cá canta,
mas em 0s e 1s
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 20:30

anibalpmm escreveu:
   Já cá canta,
mas em 0s e 1s

E que tal?

Obs. Tens que gravar uma fita pró AJS... Rolling Eyes Wink
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 21:12

Mister W escreveu:
anibalpmm escreveu:
   Já cá canta,
mas em 0s e 1s

E que tal?

Obs. Tens que gravar uma fita pró AJS... Rolling Eyes Wink

quando ele puser o Akai dele lá em casa lol!
é que o meu G36 ainda vai ficar no estaleiro por uns tempitos
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 21:20

Mister W escreveu:
anibalpmm escreveu:
   Já cá canta,
mas em 0s e 1s

E que tal?

Obs. Tens que gravar uma fita pró AJS... Rolling Eyes Wink
só o piquei e como gostei fiz logo o download
agora para ouvir a sério vai para mim lista de em movimento - para ir ouvindo no carro
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 23:01

anibalpmm escreveu:


quando ele puser o Akai dele lá em casa lol!  


TEAC....

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Set 15 2014, 23:45

António José da Silva escreveu:
anibalpmm escreveu:


quando ele puser o Akai dele lá em casa lol!  



TEAC....

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Qua Dez 03 2014, 11:04


Michael Carvin – The Camel (1975, SteepleChase - SCS-1038, Dan)


Em vias de completar os 70 anos de idade, este lendário baterista texano (n. 12Dez1947, Houston) não dá mostras de pretender abrandar a actividade que o liga á música. Para além de se continuar a dedicar ao ensino, Michael Carvin acabou de lançar um álbum de originais que tem sido agradavelmente recebido pela critica especializada, nomeadamente pela exigente Downbeat que atribuiu 4 estrelas a este “Flash Forward”. Mas voltemos um pouco atrás, quando tudo começou…

Nascido no seio de uma familia de músicos, a formação do jóvem Carvin teve inicio desde muito cedo, com o seu pai, um dos mais respeitados bateristas da zona e lider do “The Hank Carvin Trio”. Com apenas 10 anos Michel já lia música e á medida que o seu talento era revelado, começou a integrar algumas bandas locais. Aos 17 anos mudou-se para Los Angeles para ingressar no City College daquela cidade.

Tocou na Earl Grant Big Band, com quem andou em digressão durante dois anos e mais tarde com Oscar Brown Jr., Bobby Taylor, Bill Cosby e Thelma Houston, entre outros. Fez igualmente parte dos “The Four Tops” e dos “Vandellas” de Martha Reeves e entre inúmeras actuações e distinções foi convidado a integrar os quadros da Tamla Motown Co. como baterista residente, formando equipa com o baixista Eddie Khan. Neste contrato de dois anos (68/69) Carvin tocou e gravou com David Ruffin, Stevie Wonder e muitos dos artistas consagrados da Motown.

Esta experiência extremamente enriquecedora na soul-music duraria até por volta de 1971, quando Carvin começou a direccionar o seu percurso para o Jazz, tornando-se então membro do Trio de Hampton Hawes durante uma tourné europeia. Seguiram-se colaborações com Bobby Hutcherson, Todd Cochran e sobretudo James Leary que fez parte de uma das formações que Carvin mais valoriza, chamando-lhe o seu primeiro “casamento” musical perfeito. O segundo “casamento” seria com o sexteto “Jackie McLean & The Cosmic Brotherhood” com quem gravaria para a Steeplechase em 1974 (SCS1023 “New York Calling”).

Michel Carvin tocou e gravou ainda com artistas de renome como Freddie Hubbard, Dizzy Gillespie, Dexter Gordon, McCoy Tyner, Pharoah Sanders, Hugh Masekela, Gerry Mulligan, Jimmy Smith, Woody Shaw, entre muitos outros, numa carreira que totaliza, até á data, mais de 250 álbuns gravados. Contudo, como leader Carvin nunca atingiu um reconhecimento internacional muito relevante. Possivelmente, esse nunca fora um dos seus principais objectivos, mas em contra-partida Michael Carvin estabeleceu-se como um dos mais respeitados professores de bateria, atraindo estudantes de todo o mundo.

A sua mestria e extrema sensibilidade, permite-lhe adaptar-se a qualquer situação musical e confere-lhe a habilidade de transmitir o seu conhecimento sobre o instrumento a um número cada vez maior de estudantes. A prova do seu sucesso é bem visível; os ex-alunos da “Carvin Drumming School” ou da mais distante “Creative Artists Development Center” (de que Carvin foi um dos fundadores e instrutores) fazem parte dos bateristas de elite na música dos nossos dias.

Mas apesar do menor número de trabalhos editados como leader, também neste formato podem ser encontrados vários testemunhos do enorme talento, criatividade e técnica deste fantástico baterista. Entre outros trabalhos que gravou (com o pianista Billy Gault ou o saxofonista Jackie McClean) para a editora dinamarquesa SteepleChase, decidí trazer-vos aquele que considero a sua jóia-da-coroa.

Gravado no dia 8 de Julho de 1975, este álbum que dá pelo nome de “The Camel” tem no seu alinhamento um respeitável quinteto, constituído por Cecil Bridgewater, Sonny Fortune, Ron Burton, Calvin Hill (e Michael Carvin).

Em jeito de introdução, o álbum inicia-se com “Osun”, um tema de influências soul/funk com um ritmo dançante, brilhantemente imposto pela secção rítmica e por um colorido especial da secção de metais. Numa transposição para uma sonoridade mais séria, é-nos apresentada uma versão de “Naima” de John Coltrane, com uma magnífica interpretação de Sonny Fortune no soprano, seguida com a grande sensibilidade do piano de Ron Burton. O Lado A termina com “Kwebena’s Blues” da autoria de Ron Burton, com a marcação forte do contra-baixo de Calvin Hill em grande destaque. A secção de metais confere um perfume oriental, quer em conjunto quer nas prestações individuais de Bridgewater (trompete) e Fortune (alto).

Para a sonoridade espiritual deste registo contribui seguramente Ron Burton, com um passado ligado a músicos como Roland Kirk, George Adams e sobretudo aos seus trabalhos para a Strata-East, como leader ou como membro dos “Piano Choir”. Por seu turno, Sonny Fortune (que também gravou para a Strata-East) empresta a este trabalho uma enorme sensibilidade e um requinte proveniente da experiência de várias gravações com McCoy Tyner, Elvin Jones ou Miles Davis.

O Lado B tem o seu inicio com “M.C. Blues” (este sim um verdadeiro tema blues contrariamente ao anterior) com uma alma imensa protagonizada pela secção ritmíca e pelas intervenções de Fortune, Bridgewater e Burton que se interlaçam em solos sucessivos de grande intensidade.

Contrariamente ao que seria de esperar de um álbum liderado por um baterista, Michael Carvin não se perde em solos recorrentes e longos. Na verdade, só o tema de encerramento nos expõe perante um magnífico solo deste talentoso executante. Mas para além de um extraordinário baterista e compositor, Carvin é o pêndulo e o grande condutor desta bela sessão. Ao longo dos cinco temas deste registo, a solo ou nas suas interacções com a seção rítmica, Carvin dá mostras de uma criatividade e um sentido estético notáveis, mesmo quando as suas intervenções se limitam a pequenos apontamentos de bateria.

Da sua autoria, este tema que dá nome ao álbum, desenvolve-se ao longo de cerca de 10 minutos, numa toada intensa e rápida. Do envolvimento e entrega apaixonada de todos os músicos, sobressai o prazer que os mesmos têm ao longo deste tema derradeiro.

Mas este autêntico deleite músical não se cinge aos seus executantes mas também a todos os que tiveram, e continuam a ter, o prazer de disfrutar desta obra memorável.

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Qua Dez 03 2014, 13:56

As saudades que eu já tinha das tuas magnificas crónicas.
E esta está fabulosa e descreve na perfeição o álbum, e o que nele decorre. Um álbum que também conta da minha discografia e que é realmente muito bom, seja musical ou em termos de som/prensagem. Um regalo para os ouvidos e sentidos.

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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Qua Dez 03 2014, 14:30

...Saudades do Manuel Jorge Veloso, e dos programas dele na Antena 2, julgo ainda estar em actividade!
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Mister W
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Jan 05 2015, 15:16


Shirley Scott with Stanley Turrentine, Bob Cranshaw and Otis 'Candy' Finch ‎– The Great Live Sessions - The Dedication Series Vol. III (1978, ABC Impulse! ‎– IA 9341, USA)

Apesar de algo esquecida nos nossos dias, Shirley Scott atingiu uma popularidade considerável ao longo da sua carreira iniciada no final dos anos 50 e terminada na década de 90, alguns anos antes da sua morte em 2002.

Começou por tocar piano e trompete mas por fim rendeu-se aos encantos do Hammond, através do qual viria a conquistar o estatuto de "Queen of the Organ".

Gravou inúmeros álbums para editoras como Prestige, Impulse, Atlantic ou Cadet (etc.) com nomes como Horace Silver, Kenny Burrell ou Al Grey mas o seu percurso ficaria sobretudo ligado aos saxofonistas Eddie 'Lockjaw' Davis e ao seu marido Stanley Turrentine com quem tocou e gravou regularmente ao longo da sua carreira.

Produzido pelo incontornável Bob Thiele (e com engenharia e produção executiva a cargo de Rudy Van Gelder e Michael Cuscuna) este duplo álbum gravado em Setembro de 1964 (mas só editado em 1978) transmite o ambiente intimo e aconchegante do Clube "Front Room" em Newark, com o tilintar dos copos e o incentivo dos presentes em pano de fundo. Ao longo de 1h20m somos brindados com um Soul Jazz de influências Blues, executado de forma genuína por um quarteto que para além do casal Scott/Turrentine, inclui também o consagrado baixista Bob Cranshaw e o baterista Otis 'Candy' Finch.

Do alinhamento fazem parte temas como "Like Blue" ou "Shirley's Shuffle" da autoria de Shirley Scott e versões de "Can't Buy Me Love" (Lennon & McCartney), "The Theme" (Miles Davis) e "Squeeze Me (But Don't Tease Me)" (Duke Ellington & Lee Gaines).

A combinação instrumental do orgão e do saxofone tenor, aqui protagonizada de forma exemplar por Shirley Scott e Stanley Turrentine, resulta na perfeição, tornando-se desde então um ingrediente bastante popular em pequenas actuações em bares e clubes nocturnos.

Em suma, trata-se de um disco muito agradável com uma prensagem de qualidade que gostaria desde já de recomendar aos meus amigos para o ano que agora iniciou.

Um Bom 2015
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Última edição por Mister W em Seg Jan 05 2015, 17:22, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Seg Jan 05 2015, 15:50

Um ano que inicia com "Os menos badalados do JAZZ", é um bom ano.


Vou investigar.

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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 00:22

Para poder seguir este tópico devidamente vou deixar uma referência que não sei se é novidade... tenho que ler tudo com calma!!!

Aqui vai: Carsten Meinert Kvartet

Os nórdicos sabem tocar, uma vez ouvi por curiosidade e lá fui eu tentar ver o que vinha das terras do norte, das frias terras do norte!
Se for repetição desculpem-me, há tanta informação que vou mesmo começar pelo início

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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 00:49

José Miguel escreveu:
Para poder seguir este tópico devidamente vou deixar uma referência que não sei se é novidade... tenho que ler tudo com calma!!!

Aqui vai: Carsten Meinert Kvartet

Os nórdicos sabem tocar, uma vez ouvi por curiosidade e lá fui eu tentar ver o que vinha das terras do norte, das frias terras do norte!
Se for repetição desculpem-me, há tanta informação que vou mesmo começar pelo início

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Com alguma sorte para a minha banca rota, não há-de prestar para nada...

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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 01:03

Nadinha, não presta nadinha... "To You", grande álbum!!!

Para ajudar na procura http://www.discogs.com/Carsten-Meinert-Kvartet-To-You/release/3455213

Hum... é melhor não, para mim não dá!
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 01:08

Eu não quero o mal de ninguém... aqui: http://honestjons.com/shop/artist/Carsten_Meinert_Kvartet/release/To_You
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 01:14

José Miguel escreveu:
Eu não quero o mal de ninguém... aqui: http://honestjons.com/shop/artist/Carsten_Meinert_Kvartet/release/To_You


Amanhã a ver se oiço isso.

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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 01:35

Na página do disgogs encontrará os preços altos, mas vídeos com som a acompanhar. No segundo endereço a reedição já namorada, mas ainda fora...

Boa audição!
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 11:59

José Miguel escreveu:
Para poder seguir este tópico devidamente vou deixar uma referência que não sei se é novidade... tenho que ler tudo com calma!!!

Aqui vai: Carsten Meinert Kvartet

Os nórdicos sabem tocar, uma vez ouvi por curiosidade e lá fui eu tentar ver o que vinha das terras do norte, das frias terras do norte!
Se for repetição desculpem-me, há tanta informação que vou mesmo começar pelo início
...

Gostei do que ouví. Very Coltranish!
Belo disco. Já tinha visto a capa mas não conhecia...

O jazz nórdico é uma coisa muito séria.

P.S. ...e segundo lí, a recente re-edição da Frederiksberg Records é muito boa.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 13:24

Bom dia!

Por aqui o disco é conhecido faz algum tempo, assim como outros dessas latitudes e longitudes... infelizmente eles não tendem a aparecer por estes lados e eu tendo para a inabilidade quando se trata de compras que ultrapassem a fronteira... Já assumi que tenho esse ponto fraco, mas é algo a corrigir...

Tudo começou pela visualização de um vídeo, depois outro, ... ficou a referência! Nunca pensei que fenómeno do Jazz fosse tão bom por lá!

O Universo do Jazz é tão grande que este tópico vem mesmo a calhar, nem os clássicos poderei dizer que conheço bem... percebo a denominação "Very Coltranish", mas não tinha feito a ligação até agora Embarassed

Lembro que a Casa da Música, aqui no Porto, tem um evento muito bom dedicado a novos músicos de Jazz e consagrados. Vale muito a pena, quer os concertos quer o que por vezes se segue no Labirinto Bar
Atenção à programação deste mês!!!

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   Sex Out 02 2015, 13:50

É hora de almoço e quero deixar algo para a sobremesa... gravado na Suécia, com ritmo africano... misturamos tudo e: Sabu Martinez - Afro Temple

Mais uma vez, não sei se a referência já tinha sido feita, fica mais um exemplo do que descobrimos a navegar por mar aberto!!!

Alguém falou em falência... bancarrota... bem, ai se eu pudesse!!!
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MensagemAssunto: Re: *Os menos badalados do JAZZ*   

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