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 Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!

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Mozarteano
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MensagemAssunto: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 15:08

Pezados leitores e foristas,

Dando seguimento a uma dica de um companheiro nosso daqui do fórum e, segundo uma analogia e perspectiva meramente de ''consumidor ''e muito pessoal estando igualmente a debater ideias num outro tópico também muito interessante sobre Amplificadores dos anos 90, veio a debate também por eu ter exemplificado como referência que ainda a nata da nata segundo minha verdade e isto que fique bem claro em termos de amplificação é possível e existe mas muito sumida ainda nos dias de hoje: Simaudio/Moon entre outras.

Eu não sou retalhista nem importador de coisa nenhuma como já se sabe, e falo como simples consumidor de Alta-Fidelidade que fora no passado, e quando se fala em certos construtores de audio que no passado marcaram e marcam o presente por bons ou por maus motivos ou porque entretanto o importador começou a prestar maus serviços, e a marca suspendeu de vez ou temporáriamente a sua representação, com a crise financeira mundial em crescendo os construtores de audio pensam duas vezes se o mercado Português será uma mais valia ou não para futura divulgação dos seus produtos, não deixa de ser um tema de debate com alguma importância.

Ora bem, Moon/Simaudio, que foi aquela que veio a debate, como poderiam ser outras e certamente que haverá por aí, e que retiraram as suas representações no mercado Português há já algum tempo, por serem marcas muito especificas que se destinam a um público muito conhecedor, fiel, e com algum poder de compra. Esta tríade que acabei de referir, com a excepção da nova classe financeira emergente, os denominados possidónio novo-ricos, desculpem o adjectivo, não me ocorre outro de momento, não serão todos assim, nem tudo o que tem dinheiro pertence a esta casta, uns tem-no por herança, etc, mas a verdade é que os que tinham algum sustento financeiro para comprar estes luxos hoje deixaram de ter a liquidez necessária para o fazer, essa classe estagnou quase em vias de extinção cujo o caminho que se lhes espera é penoso e demasiado amargo, senão vejamos.

Comprar uma amplificação Moon ou Jeff Rowland há 20 anos atrás não é a mesma coisa de que o fazer agora, por várias razões. Há 20 anos atrás os melómanos ou os audiófilos tinham algum poderio financeiro, os que tinham, era sempre uma classe elitista, muito fechada, oriunda de profissões bem remuneradas, e ter um Moon, ou ter um Jeff Rowland, SME, Joseph Audio, Wilson Puppie, B&W 802, Quad, Macintosh 275, e até (um Regazinho )etc, não era para todos, era para meia dúzia, e estes eram o motor que fazia circular os produtos que iam consumindo, compravam equipamentos caros sem dúvida, e ao fim de 5 anos mais coisa menos coisa lá iam fazendo upgrades para mais outros tantos anos de duração, tal como acontecia um pouco no sector automóvel, embora sendo prioridades e estatuto bem diferentes.

Isto era bom, para todos, para o consumidor final, para o Importador e distribuidor nacional, para a economia nacional, tudo fluia, todo o mundo rolava como diz o brasileiro, mais coisa menos coisa.
O dinheiro circulava, os importadores ainda conseguiam ter algum stock de algumas unidades, não muitas, e isso era uma segurança também para as marcas que se faziam representar por cá, imposições alfandegárias para artigos de luxo que todos sabemos que são, teriam classificações pautais especificas, mas como dizia eu, ainda havia circulação de dinheiro, as transações comercias enter PTE's versus $US, ou versus £GBP e sendo o escudo uma moeda baixa em relação ás restantes cotações monetárias mundias referidas atrás, tinha ainda o suficiente poder para estabelecer algum equilibrio comercial no mercado das importações de artigos de luxo, claro na altura as barreiras alfandegárias complicavam a coisa, o preço do barril do petróleo ainda assim não atingia os valores de hoje, enfim, os importadores ainda se davam ao luxo de pôr por cá equipamento de primeira água, equipamento esse ainda proveniente das suas respectivas fábricas de origem, ainda a China não monopolizava e destruia a indústria nos mais variados sectores.

Quantos importadores nacionais teêm stock de Wilson Puppie?, de SME?, ou de outro equipamento dito puro, duro e sério? quantos?, Hoje e primeiro o cliente tem que se chegar à frente e só depois o equipamento. Quem é que entra numa loja de audio e faz isto?, sabendo que muitas vezes nem dinheiro há para pagar a prestação da casa e do bólide estacionado á porta por causa do status transvestido , e por mais estratégias que alguns importadores encontrem e projectem para atrair clientela...nunca chegarão ao 80's and 90's golden year's, that's horrible true.

Mais uma edição do Audio Show está à porta e no horizonte, julgo eu algures em Novembro, sabe deus como. Há 20 anos atrás este evento era quase sempre em Setembro, uma altura boa na rentrée do circuito audiófilo nacional, os expositores e importadores sabiam que haveria algum feedback, depois com os anos o calendário mudou radicalmente, Março era certo, mas chegou-se á conlusão que não dava, estava tudo ainda estagnado e a conjuntura económico-social não avizinhava bons ventos, foram-se fazendo outros eventos para estimular a coisa, tudo muito bonito mas o fosso era cada vez maior, sempre os mesmos a ir ouver e sem feedback, bom, agora, lá continua ainda a referência Nacional em termos de audio-visual, mas em Novembro, eh pá, sem 13 e 14.º para uns, para outros, sem um deles, não sei se haverá muita margem para audio puro e duro, enfim, não quero ser o Nostradamus do audio, só desejo é saúde e felicidades e desejo que esta treta mude de vez , para que não sejam sempre os mesmo a levar com a factura. , já é tempo de dar a volta.

Esta constante agitação no mercado de importação para este bens era o oxigénio dos importadores, sabia-se que havia clientes que consumiam e nem tão pouco era necessário quase haver garantia, bastava um cliente ou um consumidor fazer a sua encomenda na sua loja de eleição ao importador e este com dinheiro do seu bolso até se encarregaria de pôr cá o seu equipamento, e voilá. Anos dourados sem dúvida, que deram a ganhar oceanos de dinheiro a alguns importadores, poucos é um facto que ainda detêm algum poder territorial na matéria do audio, uns desapareceram definitivamente, outros há todos sabemos quais são, que ainda se vão mantendo, não muitos, pois também têm apoios financeiros oriundos de grandes grupos internacionais ligados ao comercio do High End, até já vêm por cá eles próprios fazer demonstrações em audio-shows, etc.

Tudo tem um ciclo, e todos sabemos, não adianta encontrar argumentos em defesa de causas insustentadas que nos dias de hoje as fontes que dominaram o passado em matéria de transmissão de sinal na audição de música alteraram-se de forma transversal.

São hoje cada vez menos os maduros que ainda vão ouvindo musica em fontes tradicionais e em casa, uns fazem-no por por revivalismo e saudosimo, outros porque querem ouver como é e experimentar, outros aderem porque é moda e outros porque gostam profundamente e não encontram até à data substituto para a reprodução da sua música da forma mais fiel, são os Analogodependentes, nos quais eu me incluo

As mudanças constantes das e nas nossas vidas quer em mobilidade geográfica dos nossos empregos, quer em outras situações obrigam-nos a dispersar no tempo e nas vontades, deixando cada vez menos tempo também para uma dedicação mais profunda e intimista na audição de música em nossas casas. Há 20/ 30 anos atrás, sabia-se que teriamos horas destinadas e reservadas na nossa agenda para uma entrega profunda à música, no cantinho de nossa casas, não era condição única como hoje se vai fazendo, onde a rapaziada só ouve música e quando ouve e se é que a ouve depois de bem comidos e bem bebidos após algumas horas de entrega gastronómica e escutar com atenção alguma música torna-se complicado complicado

Recordo por exemplo, na saudosa G&P e muitas outras, como já eu referia num outro tópico, onde rapaziada aos sábados de tarde ia sempre com uma grande volúpia musical satisfazer as suas demais exigências audióifilas, e sabíamos que era aquele o santuário, sabíamos que era aquele o altar audiófilo e passavam-se assim horas a fio, sem haver necessidade dos famosos encontros gastronómicos, mas atenção e para não criar agitação opinitiva , não há mal nenhum nisso, mudam-se os tempos mudam-se as vontades. Até a primeira parte da igualmente saudosa Delmax, a dos anos 80, e para os mais velhos alguns lembrar-se-ão da HiFi Specialist's, ali para os lados da Av. Roma, sobre batuta de Delfim Yanez, o da Delmax e desde á uns anos Delaudio, enfim Golden Years.

Que me perdoem, e destaco alguma malta mais nova, a da geração mais recente, mas não vou perder tempo a explicar o quão as coisas eram diferentes e sentidas, porque por mais que se explique, não...sorry folk's.

Investir em audio nos dias de hoje e em portugal julgo ser um completo suicídio. O actual estado de coisas em termos económico-social prestes a eclodir a todo o momento, com mais austeridade, e ao que se sabe novas medidas estão a caminho, entre elas fala-se outra vez de um novo e possível aumento do IVA, não deixa muita margem de manobra para novos investimentos em Portugal nesta matéria e em outras. o mercado Português não é atractivo, só quem vive noutro planeta é que não sabe isso. Investidores estrangeiros sabem-no tão bem quanto aqueles que vivem e sentem o dia a dia em Portugal. Eu já disse algumas vezes, mas pouco importa para o caso qual é o exemplo da realidade que conheço ou deixo de conhecer, mas o mercado do audio nessa realidade também já teve dias melhores, e olhem que é uma reliadade que está anos luz da de Portugal, em todos os sentidos. O sector a retalho também vai sobrevivendo, e certos importadores já gozaram dias melhores em matéria, de audio, mas lá está existe uma outra cultura, e ganham-se ordenados jeitosos que permitem algum maleabilidade em possíveis devaneios e luxos, embora já se tenha auferido salários mais gordos noutros tempos, a crise é global, mas uns países lá vão dando a volta felizmente, não será o caso Português como é óbvio.

Trazer para Portugal como se tem visto neste últimos dois anos novas e re-incidentes representações em matéria de audio, do chamado HigH End como disse é estar alienado de tudo. Vender um ou dois amplificador por ano no valor de 20.000 não chega para os gastos e eu não sou a pessoa como é óbvio mais indicada para falar nisso, os profissionais lá saberão, os velhos que andam nisto já há umas décadas sabem-no certamente, os que se meteram nisto agora já nem tanto.

Projectos megalómanos de representações de audio que custam milhares em Portugal, é puro massacre, digo eu. Veja-se, não estou a ver que novos projectos e novas parcerias que apareceram em Portugal, haja mercado suficiente para sustentar essas representações, porque não há outra solução para alguns importadores nacionais senão as parcerias, para depois o resultado final ser o mercado externo.

Quem no seu prefeito juízo gasta milhares de €€€€€ na compra de um sistema de HiFi novo, já não falo dos usados cada vez mais em crescendo, significará alguma coisa e prova um pouco o que tenho dito, mas dizia eu, quem é que compra colunas e amplificadores e gira-discos no valor de milhares? Os Chineses que residem em Portugal com um poder de compra resultante muitas vezes de lavagens de dinheiro e resultante de jogo de casino? Os Angolanos, que dão cá um saltinho em tempo de férias? Duvido, estes Chineses e estes Angolanos compram é Prada's e, saloices tipo Louis Vitton, automóveis de alta gama e cilindrada, não estou a ver a compararem Wilson, Jeff Rowland e Moon's , posso estar errado, deus queira que sim, que esteja errado, seria bom para os novos importadores Nacionais, enfim...

Muito haveria para dedilhar e opinar, mas já chega, outros que também digam de sua justiça.

Saúde e boas audições


Última edição por Mozarteano em Seg Set 10 2012, 22:26, editado 3 vez(es)
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 16:23

Caro Mozarteano.

Noto nos seus belos tópicos que a saudade de outros tempos impera. Também a mim...
Realmente os dias de hoje "castram" e liquidam de certa forma o prazer, o tempo, a dedicação e por mais que custe neste hobby, a honestidade.

Tenho grande curiosidade em assistir ao Audioshow deste ano, só pelo facto de ouvir e ver, o que se representa e se discute na situação actual económica e sobretudo, após o aparecimento de certas desmistificações do áudio existente aos montes pelas internets, adjacente às nossas experiências e conclusões, discussões e aprendizagem.

Já agora, foi na HiFi Specialist's em que ouvi pela primera vez um Audiolab 8000A, acabadinho de chegar, na altura.

Cumpts.

P. Carvalho
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 16:49

Viva caro e amigo Pierre,

Muito obrigado pela força , são leitores como tu que me dão ânimo para continuar, felizmente já vou tendo uma legião de seguidores, poucos mas bons pah.

Fico contente de saber que ainda há quem se lembre e partilha os tempos saudosos da HiFi.

Vê lá, foi também na HiFi Specialist's que comprei as minhas primeiras Monitor Audio, lembrar-te-ás concerteza das MD352, que colosso, hoje quando estou deprimido choro, pela falta delas, jovem inconsequente e inconsciente que era resolve despachá-las . estavamos em 1982/3 mais coisa menos coisa, enfim
Naquela altura, Sábados de manhã na HiFi Specialist's eram enchentes, o desfile da saudosa Monitor Audio era o menu mais apetecido. Que bom que era ouver as Studio 20, ui, aquilo era de nos deitar ao tapete, e então as M7 Gold, pequeninas mas vivas como a sardinha, deus meu, que saudades.


Audiolab 8000A? , magnifica criação dos senhores engenheiros de Cambridge, julgo eu, era feio como o caraças, mas musculado e de uma maciez sonora sem precedentes, fantástico. Lembro muito bem, o Delfim, gostava muito de ''acasalá-los'' com MA e tinha fortes motivos para isso, estávamos rodeados só de boa Alta-Fidelidade, e aquilo era música para a vida. Chinês na altura era só o Pudim Micau Ainda o tens?

Abraço e saúde

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MJC
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 16:57

Eu não acho que os produtos Louis Vuitton sejam uma saloiice.

Cumprimentos,
MJC
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 17:01

Mozarteano escreveu:

Audiolab 8000A? , magnifica criação dos senhores engenheiros de Cambridge, julgo eu, era feio como o caraças, mas musculado e de uma maciez sonora sem precedentes, fantástico. Lembro muito bem, o Delfim, gostava muito de ''acasalá-los'' com MA e tinha fortes motivos para isso, estávamos rodeados só de boa Alta-Fidelidade, e aquilo era música para a vida. Chinês na altura era só o Pudim Micau Ainda o tens?

Se ainda o tenho?... Tenho dois! What a Face
Nunca tive saúde financeira para arrebatar o dobro ou o triplo do valor deste invento amplificado! Até aos dias de hoje convivo com os Audiolab, claro está, com recap,s feitos.

O Delfim vendeu Audiolab e Monitor Audio (a verdadeira Monitor Áudio) às toneladas nos anos 80/90. De minha parte, aconselhei e sairam de lá dois amigos com este equipamento. Um deles ainda tem as MA7 Gold.

O que é bom...fez-se.

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 17:51

A descrição que fazes do mercado do áudio é aquela que, infelizmente, se sabe. A saúde do áudio enquanto mercado, flutua na crista da onda económica. Quando a economia vai em alta, o áudio e outros produtos que não são considerados de primeira necessidade, também o vão.
Depois temos outro facto que é independente da economia em si, mas que tem vindo a contribuir progressivamente para a diminuição da importância do sector do áudio. É que antigamente as pessoas aspiravam (todas) a ter um automóvel para se locomover, uma televisão para ver as noticias e as variedades, e um sistema de som para ouvir musica. E as razões eram simples, antigamente haviam automóveis, televisões e sistemas de som, mais nada.
Hoje o mercado do entretenimento é dos maiores do mundo e as opções de compra são ás centenas.
Também eu tenho um grande saudosismo dos velhos tempos, mas a realidade é a que é, e não há nada a fazer a não ser continuar a investir tempo dedicação e alguns euros naquela que considero a mais bela das artes e pelo qual me apaixonei aos 13 anos que é a musica.

Mas em todo o mal, posso dizer que nunca ouvi musica com a qualidade que oiço neste momento.

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 17:54

MJC escreveu:
Eu não acho que os produtos Louis Vuitton sejam uma saloiice.

Cumprimentos,
MJC


Em meu ver, também não. Eu se pudesse tinha um Lange & Söhne no pulso, um bom Mercedes à porta da minha bela mansão. Infelizmente não posso.
Claro que a motivação de cada um em possuir seja aquilo que for, fica com a pessoa que a tem.

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 18:24

Pierre escreveu:
Mozarteano escreveu:

Audiolab 8000A? , magnifica criação dos senhores engenheiros de Cambridge, julgo eu, era feio como o caraças, mas musculado e de uma maciez sonora sem precedentes, fantástico. Lembro muito bem, o Delfim, gostava muito de ''acasalá-los'' com MA e tinha fortes motivos para isso, estávamos rodeados só de boa Alta-Fidelidade, e aquilo era música para a vida. Chinês na altura era só o Pudim Micau Ainda o tens?

Se ainda o tenho?... Tenho dois! What a Face
Nunca tive saúde financeira para arrebatar o dobro ou o triplo do valor deste invento amplificado! Até aos dias de hoje convivo com os Audiolab, claro está, com recap,s feitos.

O Delfim vendeu Audiolab e Monitor Audio (a verdadeira Monitor Áudio) às toneladas nos anos 80/90. De minha parte, aconselhei e sairam de lá dois amigos com este equipamento. Um deles ainda tem as MA7 Gold.

O que é bom...fez-se.


Tens dois ? Com catano, oh Pierre não brincas em serviço Deixa-os estar lá nos teus aposentos, ''guarda-os'' bem, muito bem mesmo.

M7 Gold , como é que uma coluna daquele ''tamanho'' pouco maior do que um maço de tabaco Dunhill International emanava um som de encher uma sala, é simplesmente fantástico.
Como é que uma caixa manufacturada de uma maneira tão simples, sem artefactos como hoje só para enganar o people, tudo cheio de floreados, lacados de todas as cores e feitios, ele é verde, ele é branco, ele piano black, affraid confused lá está, a essência estava sempre presente, e isso era uma constante preocupação dos criadores de Alta-Fidelidade. Ainda me Lembro de ver o Delfim a dizer com toda a a convicção sabendo e acreditando no que estava a vender e com razão, que as M7 Gold são um mimo. , e eram mesmo.

Hoje é assim, como foi dito e não há volta a dar, só compra quem quer e ponto final.
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 18:54

MJC escreveu:
Eu não acho que os produtos Louis Vuitton sejam uma saloiice.

Cumprimentos,
MJC

Acho fabulástico, num texto daquele tamanho a única coisa que se destaca é a LV Eh pá, está bem, está certo.
affraid scratch

Gostos não se discutem, é verdade, somos todos diferentes, associo a estupenda marca a jogadores de bola que ei de fazer?

É como aquele jogador que é muito badalado e que anda de havaianas e de calções pelo pescoço e de quando em vez lá marca golos pela selecção e se faz acompanhar com grande esmero de uma eloquente pouchette , bem como um outro personagem mas do Jet 8 (leg) ambos parecem montras ambulante da LV, detentores de gosto estonteante, se calhar até são e eu nunca dei por isso, preferência quase doentia que estes nutrem por tal piroseira é demais enfim, mas prometo estar mais atento à coisa.

Felicidades


Última edição por Mozarteano em Ter Set 11 2012, 17:49, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:04

Não há problema de irmos para off-topic, não sou esquisito Eu cá tenho outros gostos, mas antes preferia ter um Mini Morris dos anos 60 à porta impec todo cuidado, ou claro, um Morgan ou ainda, um Jaguar MKII de 1968...

São gostos
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:07

Mozarteano escreveu:
Não há problema de irmos para off-topic, não sou esquisito Eu cá tenho outros gostos, mas antes preferia ter um Mini Morris dos anos 60 à porta impec todo cuidado, ou claro, um Morgan ou ainda, um Jaguar MKII de 1968...

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Espero que tenhas a noção de que são carros problemáticos e que nos levam a guita toda. lol!

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:07

Uma das coisas que já constatei na alta-fidelidade é que a simplicidade, vence.
Não existe muita volta a dar em certos componentes áudio. Na amplificação e colunas não houve nada de especial em termos de evolução.
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:17

António José da Silva escreveu:
Mozarteano escreveu:
Não há problema de irmos para off-topic, não sou esquisito Eu cá tenho outros gostos, mas antes preferia ter um Mini Morris dos anos 60 à porta impec todo cuidado, ou claro, um Morgan ou ainda, um Jaguar MKII de 1968...

São gostos



Espero que tenhas a noção de que são carros problemáticos e que nos levam a guita toda. lol!

Eh pá, era sinal que tinha muita papel para esbanjar. E os de hoje? Tecnologia em barda, software á farta, luzes botões para tudo e basta um pintelho sair fora do sítio e está tudo escangalhado

Por acaso o Mini Morris foi o primeiro automóvel de meu Pai, que saudades, íamos com ele para todo o lado, até á Côte d'Azur Portuguesa, perdão Costa da Caparica, tinha eu dias e já íamos para a praia, praia era connosco, e mesmo assim ainda durou muitos anos, ao que parece, enfim.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:22

Pois, isto dos automóveis, enfim. Muita coisa melhorou, mas depois todas essas melhorias acabam com as nossas carteiras. Por essa razão, muita gente está a voltar aos velhos 190D que é um carro que não se acaba numa geração e tudo barato.

Mas voltando ao áudio, até me custa a acreditar como é que algumas casas se mantém de pé, infelizmente.
Por essa razão, alguns optaram por fazer do negócio do álbum, algo Part-Time. Mas no fundo é o emprego regular que mantém a malta de pé, sendo o áudio um hobby interessante. É pena mas a coisa não está fácil.

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:23

Pierre escreveu:
Uma das coisas que já constatei na alta-fidelidade é que a simplicidade, vence.
Não existe muita volta a dar em certos componentes áudio. Na amplificação e colunas não houve nada de especial em termos de evolução.

Não podia estar mais de acordo. Oh Pierre, mas não digas isso em voz alta, por que senão aparecem aí os defensores e teóricos da evolução das coisas e ainda correm contigo e comigo à pedrada.

Mas é verdade partilho dessa ideia e dessa filosofia. Aliás no anos 80, os manuais de instruções da Denon , logo na primeira folha, diziam: A Filosofia do Design é a Simplicidade, fantástico não é?

Saúde

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:25

Para mim, quanto mais simples, mais belo inclusive no circuito de áudio propriamente dito, portanto, exterior e interior.

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:29

É!
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stardrake
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:33

Quero desde já saudar o forista Mozarteano pelo tópico criado.
A questão, remetida à antiguidade clásica, tem razão de ser, desde
logo pelo texto que a enquadra; no entanto atrevo-me a a afirmar
que no século XXI o conceito de "audio doméstico" é um conjunto
vazio e deveria ser reformulado para "audio.", dada, fruto da divulgação
técnológica,a caracteristíca mobilidade dos meios de como e porquê
ouvir música.

Com isto quero dizer, que a verdadeira questão gira à volta da escolha
estratégica,dos meios a representar, para satisfazer a potencial clientela
que,num curto espaço de tempo, adicionou aos tradicionais ouvintes,em
equipamentos domésticos, uma massa enorme de utilizadores que exigem
qualidade em ambiente portátil e a sua utilização, com qualidade acrescida
em ambiente doméstico.

Numa lógica de forecasting, diria que nos próximos 20 anos a utilização de
meios de transcrição de conteúdos tende à completa desmaterialização dos
mesmos, sendo no entanto expéctável a persistência de "nichos" ditos audiófilos,
analógicos e quiçá vintage, que não deixarão de tentar que o mercado continue
a produzir para eles.

Meu caro, certamente por deformação profissional minha, direi que a resposta
à pertinente questão que sábiamente colocou é:


Relação custo benefício o que nos deixa em piores lençois do que
aqueles com que nos estão a tentar amortalhar, no dia a dia.
Por isso cá o "soeu" irei certamente, enquanto posso, fruir tudo aquilo a que for
capaz de deitar a mão: seja fixo seja móvel.

Espero não ter maçado os meus amigos,

Mário
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 19:35

Viva Stardrake
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 20:10

Sem dúvida, o nosso prezado Stardrake e muito bem lançou mais outro dado de igual importância embora eu já em outras paragens já tivesse dado umas pinceladas embora vagas, mas estão por lá.

Nichos, pois é, os malditos dos nichos, outrora Elites que eu fazia referência no texto de abertura do tópico. É um tema vasto, que requer uma imensidão de abordagens. Os caminhos do audio que se fazem hoje, não são mais como aqueles que iam dar a Roma, passo a redundância.

Os dispositivos móveis ganham terreno é um facto, e não há volta a dar em qualquer parte do mundo civilizado. Hoje seja, na via pública, nos transportes, no automóvel, no avião, seja lá em que sítio fôr está patente um dispositivos reprodutor de MP3 ou MP4, veja-se até a evolução dos acessórios envolventes para acolitar a estes dispositivos, falo dos Headphones, e o Earphones, como queiram, vulgo no passado de auscultadores, estes só faziam sentido ligados ás nossas aparelhagens termo utilizados pelos nossos pais, isto para as famílias que tinham sistemas de som em casa. estes acessórios são cada vez mais sofisticados, prometem graves profundos, circuito fechado eu sei lá que mais, e até é verdade, acolitando uma coisa dessas a um Iphone ou a um SmartPhone a qualidade sonora é notória de acordo com a expressão musical escolhida e preferida, é fantástico sem dúvida.

O descartanço desta forma de ouvir música é igualmente a via mais fácil. Vamos lá ver, assistimos nos dias de hoje a grandes construtores de audio mudarem a sua filosofia em relação ás exigências do mercado. Há 20 anos atrás era impensável comprar um amplificador de puro audio, por exemplo Krell embora nunca tendo sido uma afficcionado da marca, fica-se confusio ao ver entradas USB no painel traseiro , eh pá, percebe-se não se percebe aonde quero chegar, Idocks, e sei lá que mais, para salvar a honra do convento dos anos dourados, porque estes construtores já viram melhores dias nas suas vendas e se não se adaptarem ao mercado estão aniquilados, é a morte do artista. É a mesma coisa que comprar um Macintosh 275 a válvulas com entradas USB, e com isto de analógico de analógico terá muito pouco.

DAC's, é mato fazem já parte do menu de muitas empresas e distribuidores de audio que outrora se dedicavam á única e exclusivamente concepção de formatos e fonte analógicas. Ipad's 2 a fazer lembrar uma qualquer trilogia da guerra das estrelas invadem os Importadores de audio que até já fazem audições e demonstrações com esse acessório, enfim não há volta a dar.

Recorrer ao Vintage, por saudosismo ou revivalismo, pode ser uma fuga à realidade que muitos não convivem com ela de forma harmoniosa, ou por consciencialização humana de alguns, do tal nicho que se tornará eremita neste mundo de convulsão digital, será a única forma que esse nicho encontrou de vivermos melhor connosco próprios.



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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 20:27

O nosso amigo Mozarteano abordou uma parte interessante e verdadeira do problema, mas não podemos esquecer que as ditas marcas de Hi-end também não foram isentas de culpa. Para mim, estas e as outras, até são os principais se não os únicos responsáveis pela actual situação.

Não só é Portugal que está na pindaíba, a maior parte dessas marcas ou acabaram ou já passaram n vezes de mãos, principalmente para mão orientais e mesmo assim, algumas delas vivem mais a vegetar do que a prosperar.
Veja-se o que se passa com as Classé e B&W, juntas no grupo Rotel; a Mark Levinson, que primeiramente foi absorvida pela Madrigal e esta agora pela Harman Kardon, pertença de uma holding financeira oriental (coreana se não estou em erro), etc., etc., etc. Até a Audiolab já passou várias vezes de mão desde a sua origem (pelo menos 3, que me lembre)

E esta situação, para além das contrariedades da situação económico-financeira mundial, desde meados da primeira década deste milénio, também se deve em muito ao facto destas marcas terem lançado, nos seus primórdios, produtos bastante interessantes, mas depois, andaram com lançamentos que reputo no mínimo de duvidosos, mas sempre com preços crescentes, transformando-as mais em marcas "Aivende" e "Audiotas", assessoradas por um forte investimento de marketing (mau marketing), do que produtos sérios de Alta-Fidelidade. E isto, se por um lado lhes deu rios de dinheiro - a elas e aos importadores / distribuidores de todo o mundo (incluíndo os portugueses) - por outro, e por consequência, deram-lhes margens de lucro verdadeiramente pornográficas, que aos poucos foram gerando um vírus de consciência aos consumidores, que começaram a sentirem-se enganados.

Nós aqui já temos "falaescrito" imensas vezes que os produtos japoneses dos anos 70, 80 e mesmo 90, tinham, não só, mais aposta e criatividade tecnológica, como também maior (por vezes muito maior) qualidade a um preço bem mais barato e convidativo.

Esta consciência tem-se, cada vez mais, alastrado e leva também a um afastamento das pessoas, que mesmo com menores posses, face à situação do país e da europa, poderíam ainda fazer algum investimento nesta paixão - A MÚSICA -.

E "prontes" é mais uma achega, que consciente e certamente não é a única

Abraços
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 20:38

Penso que recorrer ao vintage não seja só pelas razões que dizes.
Há nmmo um grande numero de pessoas que sabem o que querem, e que sabem que o audio de qualidade foi "inventado " à muito tempo...o que se faz agora são variações do mesmo tema.
E porque os preços do bom vintage abrangem um leque muito grande de classes sociais, vemos esse fenómeno ocorrer até em paises como o nosso , em sérias dificuldades.
As "lojas" que mais vendem agora, são os OLX, Ocasião, custo justo, eBay, etc
As lojas fisicas debatem-se com sérios problemas de liquidez e credibilidade...

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 20:56

Milton escreveu:
Penso que recorrer ao vintage não seja só pelas razões que dizes.
Há nmmo um grande numero de pessoas que sabem o que querem, e que sabem que o audio de qualidade foi "inventado " à muito tempo...o que se faz agora são variações do mesmo tema.
E porque os preços do bom vintage abrangem um leque muito grande de classes sociais, vemos esse fenómeno ocorrer até em paises como o nosso , em sérias dificuldades.
As "lojas" que mais vendem agora, são os OLX, Ocasião, custo justo, eBay, etc
As lojas fisicas debatem-se com sérios problemas de liquidez e credibilidade...
Milton,
Tens aqui duas situações:
- Uma, que é em tudo idêntica ao que eu pretendo dizer. É óbvio que sempre houve quem soube muito bem o que queria e quem nunca embarcou em audiotices. Mas, pelo meio, há também gente que abriu os olhos. Eu por exemplo, não me envergonho de dizer que sou um deles, pese embora nunca tenha sido um troca e destroca;
- Outra, que é mais uma achega. Na realidade muito comerciante - importador, distribuidor, agente, etc. - não se preparou para o potencial da internet, em termos de relações comerciais e obviamente que aparecem cada vez com mais sucesso net.lojas
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:00

Milton escreveu:

As "lojas" que mais vendem agora, são os OLX, Ocasião, custo justo, eBay, etc
As lojas fisicas debatem-se com sérios problemas de liquidez e credibilidade...

Sim, sem dúvida, é uma apreciação correcta.

Quanto a lojas fisicas e á sua sobrevivência em termos de liquidez e afins e outras tantas vem naquilo que eu disse num dos post atrás, muitas para sobreviveram criam parcerias, para depois a sua quota de mercado ser o mercado externo, e cá dentro nill.

É, abrem-se negócios físicos de teor megalómano em contraciclo , nunca percebi essa do contraciclo, mas enfim, não é problema meu mas sim de quem está mergulhado no tal contraciclo e se propôs percorrê-lo como se vai dizendo por aí. Por falta de conhecimento, talvez, por haver dinheiro a jorrar não sei de onde, por se pensar que o audio é prioridade no consumo e nos hábitos dos portugueses, não sei , ah, pelo tal empreendedorismo que tanto se apela ( está bem escrito ? ) , ou ainda que em termos de crise surgem novas ideias, sim de acordo, mas que novas ideias, representar equipamentos de milhares, abrirem-se espaços xpto, com salas megalómanas, em terra de profunda secura e retração financeira ao consumo, quando pessoas há que nem têm dinheiro para tomar a sua medicação, que é vital para a sua sobrevivência, eh pá, só podemos (eles) estar completamente anestesiados. Como disse, isso poderia fazer sentido há uns 20/30 anos atrás, podia-se adquirir um Pionner A-91 por umas centenas de contos e estava feito, já era muito e não seria para todos, e veja-se, anda tudo doidão á procura deles, enfim os deuses devem estar loucos



Última edição por Mozarteano em Seg Set 10 2012, 21:11, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:07

Sim é verdade, o surgimento de lojas online tem muito que se lhe diga, não serei a pessoa mais indicada para opinar sobre a matéria porque nunca comprei bem nenhum pela internet e duvido que algum dia o faça, correr riscos e então em matéria de audio, vai lá vai, mas será essa a normal tendência. São projectos demasiado complexos, e o sucesso é incerto, e até por vezes termina antes do tempo tão rápido como começou.

Claro, não estou a pôr em causa a honorabilidade e credibilidade desses espaços online, uns merecem confiança outros não certamente, mas é um tipo de produto que em meu modesto entender exige um contacto imediato, ou seja terá que haver uma relação quase carnal.

Comprar bens novos com alguma especificidade tais colunas, amplificadores e gira-discos online não é para mim, mas lá está e repito, essa é a tendência do séc. XXI nesta matéria e em outras.

Cheers


Última edição por Mozarteano em Seg Set 10 2012, 21:14, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:11

Goansipife escreveu:
Eu por exemplo, não me envergonho de dizer que sou um deles, pese embora nunca tenha sido um troca e destroca;



Reconhecer é o mais importante passo para melhorar. Provérbio alemão bem antigo e de grande sabedoria.

Para mim, reconhecer algo representa um ato de inteligência, seja no áudio, na politica ou em qualquer outro conceito.

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:12

Mozarteano escreveu:
"... Como disse, isso poderia fazer sentido há uns 20/30 anos atrás, podia-se adquirir um Pionner A-91 por umas centenas de contos e estava feito, já era muito e não seria para todos, e veja-se, anda tudo doidão á procura deles, enfim os deuses devem estar loucos


Bom eu já não me lembro quanto custava mas o preço de um que está no ebay, poderá não estar longe do preço original, ou. pelo menos, não desvalorizou muito

http://www.ebay.de/itm/Pioneer-A-91D-HighEnd-Verstarker-Urushi-Serie-TOP-Amplifier-/300772418397?pt=DE_Elektronik_Computer_TV_Video_Elektronik_Verst%C3%A4rker&hash=item46076ee35d
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:20

Goansipife escreveu:
Mozarteano escreveu:
"... Como disse, isso poderia fazer sentido há uns 20/30 anos atrás, podia-se adquirir um Pionner A-91 por umas centenas de contos e estava feito, já era muito e não seria para todos, e veja-se, anda tudo doidão á procura deles, enfim os deuses devem estar loucos


Bom eu já não me lembro quanto custava mas o preço de um que está no ebay, poderá não estar longe do preço original, ou. pelo menos, não desvalorizou muito

http://www.ebay.de/itm/Pioneer-A-91D-HighEnd-Verstarker-Urushi-Serie-TOP-Amplifier-/300772418397?pt=DE_Elektronik_Computer_TV_Video_Elektronik_Verst%C3%A4rker&hash=item46076ee35d

Oh Goansipife, não me queiras matar do coração é lindo de morrer, que peça.
Acho que esse bicho nos anos noventa rondava a casa dos 400.000 / 500.000$00 (Contos) mais coisa menos coisa.

Até está um ''preço convidativo'', mas não dá... Sei que existem alguns no mercado alemão, os germanófilos compraram bastantes unidades desse e de outros modelos tanto Pionner como Sony,mas sei que anda muito boa gente à procura desses bichos.

De qualquer forma agradeço a tua ''lembradura'', e por causa disso já vem a caminho o INEM, , porra, livra Laughing

Saúde
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:31

A questão está no saber, no conhecimento, e isso é coisa que dantes não havia e agora há em profusão na net, seja por meio de blogs e fóruns como este, ou certos artigos de opinião...
Eu dificilmente compro um amplificador ou colunas novos pela net, mas se me falarem em amplificadores como o do link ou umas Tannoy DC , será dificil enfiar um barrete, porque são aparelhos conhecidos e reconhecidos no meio...

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:33

Milton escreveu:
A questão está no saber, no conhecimento, e isso é coisa que dantes não havia e agora há em profusão na net, seja por meio de blogs e fóruns como este, ou certos artigos de opinião...
Eu dificilmente compro um amplificador ou colunas novos pela net, mas se me falarem em amplificadores como o do link ou umas Tannoy DC , será dificil enfiar um barrete, porque são aparelhos conhecidos e reconhecidos no meio...

Pois, isso já será outra coisa, mas não implica que se desconfie, nunca sabemos como é que estão as entranhas do animal, mas enfim...
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:43

Mozarteano escreveu:
Milton escreveu:
A questão está no saber, no conhecimento, e isso é coisa que dantes não havia e agora há em profusão na net, seja por meio de blogs e fóruns como este, ou certos artigos de opinião...
Eu dificilmente compro um amplificador ou colunas novos pela net, mas se me falarem em amplificadores como o do link ou umas Tannoy DC , será dificil enfiar um barrete, porque são aparelhos conhecidos e reconhecidos no meio...

Pois, isso já será outra coisa, mas não implica que se desconfie, nunca sabemos como é que estão as entranhas do animal, mas enfim...
Mesmo sem saber, dava mais facilmente 500€ por este tuner(ficava a matar em cima do meu deck) do que por um novo...

http://www.ebay.de/itm/Revox-B260-S-HighEnd-FM-Tuner-Hochwertig-Holzseiten-TOP-/290763782694?pt=DE_Audio_Hi_Fi_Weitere_Hi_Fi_Komponenten_Surround_Decoder&hash=item43b2df3a26

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:44

Milton escreveu:
Mozarteano escreveu:
Milton escreveu:
A questão está no saber, no conhecimento, e isso é coisa que dantes não havia e agora há em profusão na net, seja por meio de blogs e fóruns como este, ou certos artigos de opinião...
Eu dificilmente compro um amplificador ou colunas novos pela net, mas se me falarem em amplificadores como o do link ou umas Tannoy DC , será dificil enfiar um barrete, porque são aparelhos conhecidos e reconhecidos no meio...

Pois, isso já será outra coisa, mas não implica que se desconfie, nunca sabemos como é que estão as entranhas do animal, mas enfim...
Mesmo sem saber, dava mais facilmente 500€ por este tuner(ficava a matar em cima do meu deck) do que por um novo...

http://www.ebay.de/itm/Revox-B260-S-HighEnd-FM-Tuner-Hochwertig-Holzseiten-TOP-/290763782694?pt=DE_Audio_Hi_Fi_Weitere_Hi_Fi_Komponenten_Surround_Decoder&hash=item43b2df3a26

Sim, também não me importava.
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 21:56

Oiçam lá malta,

Vocês não são nada parvos, não senhor...

Então aqui vai mais um conjuntinho que eu comprava de olhos fechados se tivesse uma folga dos amigos (da onça ): o coelhinho e o gasparzinho

http://www.audioscope.net/sony-tae2000esd-p-1774.html

http://www.audioscope.net/sony-tan77es-wow-p-1772.html



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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:03

Então e este ?

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:05

Mozarteano escreveu:
Então e este ?


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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:06

Este mora comigo desde sempre

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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:06

Goansipife escreveu:
Mozarteano escreveu:
Então e este ?



Pois, este é outro que um dia...
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:07

Desde que Albert Einstein formulou a sua teoria, que sabemos que tudo é bastante relativo.

Há muitos aparelhos de grande qualidade que são feitos hoje.
Há muitos aparelhos antigos que são melhores que alguns de hoje.
Há muitos aparelhos antigos que têm merecida fama.

Para todas estas frases existe o contraditório que não deixa de ser verdade.


O grande problema é que tanto hoje como antigamente, existem as verdades que afinal não as são e que continuam a ser fomentadas conforme o agrado.

Mas existe algo que me parece certo.

Quem quer e realmente tem capacidade técnica, pode "agarrar" em conceitos velhos e melhora-los de sobremaneira, seja na amplificação, seja nas colunas e até mesmo nos gira discos.

Como em muitas coisas, nada se está a inventar o que não quer dizer que não possa ser melhorado.

Obviamente que um bom aparelho ou sistema do passado nos pode proporcionar muitas e felizes horas de audição, o que não significa que não seja possível melhorar o que existe.

Em relação ao vintage não nos podemos esquecer de uma coisa. A maioria dos aparelhos vintage, foram pioneiras em algo. Da mesma maneira temos que permitir e dar hipóteses hoje para que algo novo seja criado e que sejam os vintage de amanhã.
Muitas das "discussões" de hoje, têm mais a haver com aquilo que se pode comprar e não com a real temática do que é realmente melhor ou pior. É como a minha máquina de lavar DIY que só é muito boa, porque não posso comprar a Hannl dos meus sonhos. Mas não deixa de ser boa.

Uma coisa é certa e é a que nos deveria de preocupar. Esta nossa paixão, pelas mais diversas razões, está em franco declínio, e essa deverá ser a principal fonte de preocupação.

O resto como dizia o grande cérebro, é relativo.

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Última edição por António José da Silva em Seg Set 10 2012, 22:18, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:12

Bom, este tópico arrisca-se a ser um dos mais debatidos de sempre em matéria de fóruns, modéstia à parte.

Era também engraçado, ouvir alguns dos profissionais, julgo andarem por aí...
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:20

Já repararam na quantidade de gente que está online? Deduzo estarem a esmiuçar o tópico.
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:28

Mozarteano escreveu:
JDeduzo estarem a esmiuçar o tópico.


Mas olha que isso pode ser idêntico aquilo que se faz a um cigarro no chão, o que não é bom sinal.


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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Seg Set 10 2012, 22:42

É bom haver a mobilização e a participação de todas as frentes, as dos lado de cá e as do lado de lá, certo ou errado? Eh pá, mas só participa quem quer como é óbvio. Está-se num fórum de debate de ideias a que ninguém está alheio ao tema, diz um pouco de respeito a todos, daí este tópico estar a ter muita saída tal como os pastéis de Belém, só que aqui é a borlix

Por exemplo, gostava muito de ler uma participação do alfaiate do analógico, agora que anda em terras Vahalla julgo eu, a Germânia, é que esse homem podia também dar o seu cunho e enriquecer a escrita online e dar-se conhecer também online aqueles que ainda não tiveram oportunidade de ter um contacto embora virtual mas até qui-ça posteriormente perspectivar novos horizontes, e o online por vezes congrega e une as pessoas, também da mesma formam que as desune...bem, um abraço para o RB.

Saúde.


P.S:
Só um ''off-topic'', hoje encerraram oficialmente com uma parada fenomenal envolvida numa fantástica atmosfera pelas ruas da capital Londrina os jogos Paralimpicos de London 2012. Repararam na garra, na determinação, na alegria de viver e de vencer daqueles atletas, com as limitações que teêm, a força que emanam, é brutal e de origem divina.
De igual modo os nossos magníficos Paralimpicos deram tudo o que têem e o que não têem, acompanhou-os a força de vencer, de não desistir, trouxeram 3 gloriosas medalhas, fabuloso, fantástico , penso que merecem todo o nosso respeito, vivendo eles no País das Dificuldades e da treta é simplesmente genial, fica aqui registada públicamente a minha sentida homenagem. cheers
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 21:28

Então? falou-se no mestre nacional da costura audiófila e já ninguém participa , é um excelente tópico camaradas

E quem diz este, dirá outros que até são agora mais ou menos conhecidos e certamente terão um opinião e visão diferente da coisa, enfim...


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Milton
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 21:41

Mozarteano escreveu:
Bom, este tópico arrisca-se a ser um dos mais debatidos de sempre em matéria de fóruns, modéstia à parte.
.

Mozarteano escreveu:
Já repararam na quantidade de gente que está online? Deduzo estarem a esmiuçar o tópico.

Todo o fórum está sentado pacientemente a assistir ao desenvolvimento do mesmo, como se assistissem ao mais famoso concerto de John Cage...

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 21:48

Mozarteano escreveu:
Então? falou-se no mestre nacional da costura audiófila e já ninguém participa , é um excelente tópico camaradas

E quem diz este, dirá outros que até são agora mais ou menos conhecidos e certamente terão um opinião e visão diferente da coisa, enfim...


Boas Audições


Temos outras pessoas de grande valor no áudio nacional, e estamos a tentar fomentar um encontro onde vamos reunir construtores, algum vinil e mais algumas coisas.

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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 21:49

Milton escreveu:
Mozarteano escreveu:
Bom, este tópico arrisca-se a ser um dos mais debatidos de sempre em matéria de fóruns, modéstia à parte.
.

Mozarteano escreveu:
Já repararam na quantidade de gente que está online? Deduzo estarem a esmiuçar o tópico.

Todo o fórum está sentado pacientemente a assistir ao desenvolvimento do mesmo, como se assistissem ao mais famoso concerto de John Cage...

Indo um pouquinho para Off-Topic, como já se sabe comigo não há problema se se vai para off-topic, mas nada ainda foi escrito ao menos sobre o último parágrafo do post anterior em azul, eu relembro, os Paralimpicos, discute-se tanta conversa da treta, como Ronaldos, Selecções Nacionais, e ninguém ainda partilhou o desempenho daquela gente com as limitações que tem, que faz melhor do que muitos de nós, desculpem lá mas não consigo compreender, se calhar estou errado.

Saúde
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Mozarteano
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 21:50

António José da Silva escreveu:
Mozarteano escreveu:
Então? falou-se no mestre nacional da costura audiófila e já ninguém participa , é um excelente tópico camaradas

E quem diz este, dirá outros que até são agora mais ou menos conhecidos e certamente terão um opinião e visão diferente da coisa, enfim...


Boas Audições


Temos outras pessoas de grande valor no áudio nacional, e estamos a tentar fomentar um encontro onde vamos reunir construtores, algum vinil e mais algumas coisas.

OK.


Última edição por Mozarteano em Ter Set 11 2012, 23:01, editado 1 vez(es)
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Fran
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 21:54

Boas
Mozarteano escreveu:
... P.S:
Só um ''off-topic'', hoje encerraram oficialmente com uma parada fenomenal envolvida numa fantástica atmosfera pelas ruas da capital Londrina os jogos Paralimpicos de London 2012. Repararam na garra, na determinação, na alegria de viver e de vencer daqueles atletas, com as limitações que teêm, a força que emanam, é brutal e de origem divina.
De igual modo os nossos magníficos Paralimpicos deram tudo o que têem e o que não têem, acompanhou-os a força de vencer, de não desistir, trouxeram 3 gloriosas medalhas, fabuloso, fantástico , penso que merecem todo o nosso respeito, vivendo eles no País das Dificuldades e da treta é simplesmente genial, fica aqui registada públicamente a minha sentida homenagem. cheers
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Quanto ao On-Topic, não me pronuncio, pois não tenho opinião sobre algo que não sei

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Milton
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Ter Set 11 2012, 22:59

Fran escreveu:
Boas
Mozarteano escreveu:
... P.S:
Só um ''off-topic'', hoje encerraram oficialmente com uma parada fenomenal envolvida numa fantástica atmosfera pelas ruas da capital Londrina os jogos Paralimpicos de London 2012. Repararam na garra, na determinação, na alegria de viver e de vencer daqueles atletas, com as limitações que teêm, a força que emanam, é brutal e de origem divina.
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MensagemAssunto: Re: Representar audio doméstico em Portugal ou não no séc. XXI, eis a questão!   Qua Set 12 2012, 08:55

Mozarteano escreveu:

P.S:
Só um ''off-topic'', hoje encerraram oficialmente com uma parada fenomenal envolvida numa fantástica atmosfera pelas ruas da capital Londrina os jogos Paralimpicos de London 2012. Repararam na garra, na determinação, na alegria de viver e de vencer daqueles atletas, com as limitações que teêm, a força que emanam, é brutal e de origem divina.
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