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 Depois da morte do cd....

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Milton
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MensagemAssunto: Depois da morte do cd....   Ter Maio 01 2012, 23:19

Tenham paciência porque demora um pouco a carregar, são 221 paginas...

futuro da musica

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 19:17

Milton escreveu:
Depois da morte do cd....

Qual deles?
Espero que não tenha sido nenhum dos meus... Sad

Em 2011 venderam-se 260 milhões de CDs RIP só nos Estados Unidos (326 em 2010) contra menos de 4 milhões de discos de vinil no ano passado e 110 milhões de downloads.
São apenas 68x mais CDs do que LPs. Wink
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Fran
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 19:29

ricardo onga-ku escreveu:
Milton escreveu:
Depois da morte do cd....

Qual deles?
Espero que não tenha sido nenhum dos meus... Sad

Em 2011 venderam-se 260 milhões de CDs RIP só nos Estados Unidos (326 em 2010) contra menos de 4 milhões de discos de vinil no ano passado e 110 milhões de downloads.
São apenas 68x mais CDs do que LPs. Wink
65, segundo a minhas contas ... é sinal que em CD RIP edita-se tudo e mais alguma coisa, e em vinyl, não lol!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 19:32

ricardo onga-ku escreveu:
Milton escreveu:
Depois da morte do cd....

Qual deles?
Espero que não tenha sido nenhum dos meus... Sad

Em 2011 venderam-se 260 milhões de CDs RIP só nos Estados Unidos (326 em 2010) contra menos de 4 milhões de discos de vinil no ano passado e 110 milhões de downloads.
São apenas 68x mais CDs do que LPs. Wink


Ricardo, 4 milhões de discos (e muitos mais milhões em segunda mão) para um formato que "morreu" há tantos anos, não é nada mau.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 20:55

Fran escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Milton escreveu:
Depois da morte do cd....

Qual deles?
Espero que não tenha sido nenhum dos meus... Sad

Em 2011 venderam-se 260 milhões de CDs RIP só nos Estados Unidos (326 em 2010) contra menos de 4 milhões de discos de vinil no ano passado e 110 milhões de downloads.
São apenas 68x mais CDs do que LPs. Wink
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António José da Silva escreveu:
Ricardo, 4 milhões de discos (e muitos mais milhões em segunda mão) para um formato que "morreu" há tantos anos, não é nada mau.

Claro que não.
O vinil está a viver um revivalismo impressionante mas anda longe de ser um formato relevante em termos comerciais, que é o assunto do artigo supracitado.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 20:59

ricardo onga-ku escreveu:

O vinil está a viver um revivalismo impressionante mas anda longe de ser um formato relevante em termos comerciais, que é o assunto do artigo supracitado.


Sim Ricadro, é uma gota num enorme Oceano. Neste momento o formato vencedor são os downloads "borlex".

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 21:13

E claro que o vinil não tem a relevância comercial em número, mas parece ter relevância / importância de negócio como um nicho que revive o formato com recursos a tecnologias e processos de produção, "passados" e já amadurecidos, mesmo que, hoje-em-dia utilizem no processo produtivo tecnologias de ponta e vanguardistas.
Aliás é o que se está a passar em muitos sectores produtivos e com muitos produtos ditos do passado e que se julgavam mortos. Actualmente existe um surto de produtos que voltaram ao mercado, com lucros enormes pese embora sejam destinados a nichos desse mesmo mercado, e recorrem a processos produtivos hoje considerados clássicos.
O nosso querido vinil tem, entre outras, a vantagem de ter sido, em termos reprodução de música gravada, um formato que teve anos e anos de pesquisa, desenvolvimento e afinação, desde o processo de captação / gravação até à massificação da prensagem.
O digital tem, contudo a vantagem comercial de satisfação dos actuais mercados globais e altamente vocacionados para altas capitalizações de processos, satisfazendo essa prol de neo-liberais egoístas (para não lhes chamar outras coisas piores). É muito mais barato em todo o processo produtivo e de alto potencial lucrativo que está muito para além do interesse de estimular a qualidade.
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MJC
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 21:34

Penso q questão não se deve colocar em termos da percentagem de CDs vendidos quando comparada com qualquer outro suporte.

O tempo se encarregará de demonstrar o que acontecerá ao suporte CD quando a sua morte for definitiva e declarada.

Será que vai continuar a existir um nicho de mercado para os CDs e o equipamento associado?
Será que a indústria vai continuara a desenvolver este formato?
Será que algum dia, e depois do enterro do CD, aparecerão leitores muito melhores que os que vingavam no auge do CD? Sim porque em termos de vinil acho que ninguém tem dúvidas que um, por exemplo, um Walker Proscenium é muitíssimo superior a qualquer GD construído na época de ouro do vinil.

Vamos portanto esperar para ver de que forma o CD ficará enterrado. Pelos vistos o vinil, ou foi enterrado prematuramente, ou ficou mal enterrado pois ainda mexia (mexe?). O resto são tretas.

O tal suporte que prometia ser melhor que o vinil em todos os parâmetros, falhou. E se calhar falhou nalguns aspectos muito importantes para a malta que frequenta este tipo de espaços. Para o consumidor normal (???) vinil, CD, ficheiros é tudo a mesma trampa. Não é desses que estamos a falar, apesar de serem eles que fazem as estatísticas e os números.

O interesse da indústria no ressurgimento do vinil não é inócuo. Possamos nós beneficiar desse interesse e a »coisa« vai bem.

E agora chega de conversa porque tenho um caixote de vinil para abrir e arrumar.

Saudações Analógicas,

MJC
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 21:37

MJC escreveu:
Penso q questão não se deve colocar em termos da percentagem de CDs vendidos quando comparada com qualquer outro suporte.

O tempo se encarregará de demonstrar o que acontecerá ao suporte CD quando a sua morte for definitiva e declarada.

Será que vai continuar a existir um nicho de mercado para os CDs e o equipamento associado?
Será que a indústria vai continuara a desenvolver este formato?
Será que algum dia, e depois do enterro do CD, aparecerão leitores muito melhores que os que vingavam no auge do CD? Sim porque em termos de vinil acho que ninguém tem dúvidas que um, por exemplo, um Walker Proscenium é muitíssimo superior a qualquer GD construído na época de ouro do vinil.

Vamos portanto esperar para ver de que forma o CD ficará enterrado. Pelos vistos o vinil, ou foi enterrado prematuramente, ou ficou mal enterrado pois ainda mexia (mexe?). O resto são tretas.

O tal suporte que prometia ser melhor que o vinil em todos os parâmetros, falhou. E se calhar falhou nalguns aspectos muito importantes para a malta que frequenta este tipo de espaços. Para o consumidor normal (???) vinil, CD, ficheiros é tudo a mesma trampa. Não é desses que estamos a falar, apesar de serem eles que fazem as estatísticas e os números.

O interesse da indústria no ressurgimento do vinil não é inócuo. Possamos nós beneficiar desse interesse e a »coisa« vai bem.

E agora chega de conversa porque tenho um caixote de vinil para abrir e arrumar.

Saudações Analógicas,

MJC


Tocastes em várias feridas (verdades) da questão.

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Pierre
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 21:57

MJC escreveu:
O interesse da indústria no ressurgimento do vinil não é inócuo. Possamos nós beneficiar desse interesse e a »coisa« vai bem.

MJC


O que eu e muitos já "beneficiaram", foi de autênticos trastes de lixo em novas edições e lançamentos de vinil. O ressurgimento do vinil na música, vá lá, da última decada é pra esquecer. What a Face Menos para as editoras que vendem gato por lebre.



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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:07

MJC escreveu:
Penso q questão não se deve colocar em termos da percentagem de CDs vendidos quando comparada com qualquer outro suporte.

O tempo se encarregará de demonstrar o que acontecerá ao suporte CD quando a sua morte for definitiva e declarada.

Será que vai continuar a existir um nicho de mercado para os CDs e o equipamento associado?
Será que a indústria vai continuara a desenvolver este formato?
Será que algum dia, e depois do enterro do CD, aparecerão leitores muito melhores que os que vingavam no auge do CD? Sim porque em termos de vinil acho que ninguém tem dúvidas que um, por exemplo, um Walker Proscenium é muitíssimo superior a qualquer GD construído na época de ouro do vinil.

Vamos portanto esperar para ver de que forma o CD ficará enterrado. Pelos vistos o vinil, ou foi enterrado prematuramente, ou ficou mal enterrado pois ainda mexia (mexe?). O resto são tretas.

O tal suporte que prometia ser melhor que o vinil em todos os parâmetros, falhou. E se calhar falhou nalguns aspectos muito importantes para a malta que frequenta este tipo de espaços. Para o consumidor normal (???) vinil, CD, ficheiros é tudo a mesma trampa. Não é desses que estamos a falar, apesar de serem eles que fazem as estatísticas e os números.

O interesse da indústria no ressurgimento do vinil não é inócuo. Possamos nós beneficiar desse interesse e a »coisa« vai bem.

E agora chega de conversa porque tenho um caixote de vinil para abrir e arrumar.

Saudações Analógicas,

MJC


Vamos vendo e vamos ouvindo, vinil, claro! (de preferência...), haja saúde!!!
cheers
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:11

ricardo onga-ku escreveu:
Fran escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Milton escreveu:
Depois da morte do cd....

Qual deles?
Espero que não tenha sido nenhum dos meus... Sad

Em 2011 venderam-se 260 milhões de CDs RIP só nos Estados Unidos (326 em 2010) contra menos de 4 milhões de discos de vinil no ano passado e 110 milhões de downloads.
São apenas 68x mais CDs do que LPs. Wink
65, segundo a minhas contas ... é sinal que em CD RIP edita-se tudo e mais alguma coisa, e em vinyl, não lol!

260/3,8=68,421 segundo as minhas Razz ...
Onde foste buscar esses 3,8?!
Não eram 4 milhões de vinil?
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MicroGruas
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:12

Se o CD morreu ou não, pouco me interessa.
Daqui a uns anos um novo formato aparece - ou ja apareceu?!?!? - e então uns caretas vão defender e reviver um formado dado como morto.
Julgo que o CD tambem não atingiu a maturidade.
O vinil tambem quando o tentaram matar tambem nao tinha morrido e nem sequer atingido a maturidade. Principalmente no que diz respeito a celulas.

A principal diferença de um e outro - Vinil, CD - encontra-se num a questão de custo/qualidade. Com um custo relativamente baixo consegue-se melhor qualidade MUSICAL que um CD. Seja lá o que isto quer dizer!
Os top da TEAC, DCS, WADIA etc são de facto bons! mas a que preço?!?
Evidentemente que tambem temos os Walker Proscedium e afins de preços similares ou superiores, mas aqui eu coloco uma questao?
QUALQUER SUPORTE TEM COMO LIMITE A QUALIDADE DA GRAVAÇAO, NÃO É?

O problema esta na tentativa de massificação de um formato por parte das grandes marcas - seja ele qual fôr. descurasse na Qualidade.
Baixar custos!
Lembrem das gravações de Rock and roll de 60! num dia gravasse um album por rapazes que pouco ou nada sabiam de musica. os Quarentões da altura ahabituadas a ouvir as Big Jazz band e outras não viam como tal poderia ser considerado musica.

Outro facto resulta da falta de ensino de musica. Como podem ser criticos se nunca ouviram o que é musica (não falo de generos!).

Tudo é efémero.
O Download é rápido, não dá trabalho e aparentemente custa ZERO. Qualquer um pode inclusivamente fazer "musica " em casa com uns progamazitos informaticos.
As pessoas habituaram-se a ouvir musica nos seus portáteis e em homeCinemas de trazer no bolso.
Tudo o que é fácil, VINGA!!!!

Qual o formato que "matou" o CD?
Talvez ja ande por ai!



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Stereo
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:20

É verdade que as editoras tendem a vender gato por lebre, mas isso não é novidade no mundo dos negócios. Cabe-nos ser exigentes...
Os números que enchem as estatísticas também não representam coisa alguma, a não ser as vendas em si.

Devo ainda lembrar a condição que vivemos há já demasiado tempo: as gravações serem feitas em suporte digital, não abona nada nesta matéria. Infelizmente já existe muita coisa em vinilo cujo suporte original é digital. E não desta forma que chegamos a algum lado, pois independentemente da qualidade daquilo que se faz em termos de música hoje se se grava em digital, porque é que hão-de depois lançar o produto em vinilo?! Seria bom se se pensasse bem nisto e se voltasse a gravar em analógico. Claro que já existem algumas intenções... mas isso não basta.
Portanto, o que me preocupa não é tanto a morte ou substituição de um suporte digital, mas que como eu muito boa gente percebe que quer analógico e isto tem obrigatoriamente que passar pela gravação ser necessariamente analógica e não digital. Por isso, há que exigir das editoras que façam o devido trabalho e não se limitam a vender m*&da.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:30

Para não se instalar uma guerra de formatos quero deixar claro que as minhas observações são subjectivas e na perspectiva do tópico, que se prende com o mercado discográfico e de equipamentos ai-fai.

A minha preferência pelo CD deve-se mais a razões práticas (maior variedade de material disponível, pouca "manutenção" de equipamento e suportes, custos de aquisição muito inferiores, género musical preferido pouco afectado pelas más gravações/masterizações) do que à qualidade do som propriamente dita, pois na minha experiência ambos os suportes têm vantagens e desvantagens.
Cheguei a efectuar uma incursão pelo vinil mas nunca consegui obter a mesma qualidade do CD e não consegui justificar os maiores custos de aquisição de música, que é a alma e a razão do meu sistema.

MJC escreveu:
Penso q questão não se deve colocar em termos da percentagem de CDs vendidos quando comparada com qualquer outro suporte.

Porque não?
Se os CDs vendem mais do que os restantes formatos juntos isso deve significar alguma coisa.
E tal como o vinil, também o CD tem um mercado de usados no qual eu participo activamente como vendedor e comprador (80% do que compro).

MJC escreveu:
O tempo se encarregará de demonstrar o que acontecerá ao suporte CD quando a sua morte for definitiva e declarada.

Haverá sempre um nicho interessado nos vários formatos obsoletos...basta ver a malta da cassete ou do R2R que por aí anda.
As grandes vantagens do CDs são a enorme variedade e quantidade de material disponível (superior a ficheiros de qualidade equivalente ou superior) e a durabilidade mas ao contrário do vinil não me parece que se continue a fabricar quando já não houver interesse comercial nisso.

MJC escreveu:
Será que vai continuar a existir um nicho de mercado para os CDs e o equipamento associado?

Sem dúvida que sim.
Quanto mais não seja porque há sempre uns quantos malucos que são verdadeiros apaixonados por equipamentos (de audio, de fotografia, relógios, automóveis, até computadores).

MJC escreveu:
Será que a indústria vai continuara a desenvolver este formato?

Enquanto der dinheiro.
A Sony por exemplo lançou muito recentemente (mais) uma série de remasterizações dos grandes clássicos ( http://www.amazon.co.uk/s/ref=sr_nr_scat_229816_ln?rh=n%3A229816%2Ck%3Asony+classical+masters&keywords=sony+classical+masters&ie=UTF8&qid=1336164831&scn=229816&h=0f3273a520fb9c984ce010431c4d59f81296c564 ) que é um desenvolvimento por ser a primeira remasterização de alta definição inteligente pois foi efectuada a 88,2KHz que é múltiplo de 44,1 (foram precisos 20 anos).
E ao preço da uva mijona...

MJC escreveu:
Será que algum dia, e depois do enterro do CD, aparecerão leitores muito melhores que os que vingavam no auge do CD?

Quantos aos equipamentos não há muito onde melhorar...as limitações são do formato ou melhor da produção para o formato.

MJC escreveu:
Sim porque em termos de vinil acho que ninguém tem dúvidas que um, por exemplo, um Walker Proscenium é muitíssimo superior a qualquer GD construído na época de ouro do vinil.

Ao contrário do que se passa com os gira-discos onde o desempenho depende absolutamente de componentes mecânicos (excepto talvez a precisão da fonte de alimentação do motor) e nesse campo existem alguns avanços relacionados com os níveis de precisão e tolerância no fabrico, o desempenho meu leitor de 1987 é tão bom como os que se fabricam agora; quem não "aprecia" o som do CD que se consegue hoje também não irá apreciar no futuro.
Mas será que um Walker Proscenium tem um melhor desempenho do que um Micro 5000 dos anos 80 (ou um Nakamichi TX1000 a tocar discos descentrados)?

MJC escreveu:
Vamos portanto esperar para ver de que forma o CD ficará enterrado. Pelos vistos o vinil, ou foi enterrado prematuramente, ou ficou mal enterrado pois ainda mexia (mexe?). O resto são tretas.

Acho que o vinil mexe mais pela moda do que pelo desempenho; é como as calças à boca de sino, passou de moda e anos depois voltou a ela...
Quantos dos quase 4 milhões vendidos nos EUA o foram pela qualidade de som?
A meu ver o vinil é o objecto de culto, não o som.

MJC escreveu:
O tal suporte que prometia ser melhor que o vinil em todos os parâmetros, falhou. E se calhar falhou nalguns aspectos muito importantes para a malta que frequenta este tipo de espaços.

Falhou porque as capas são pequenas e os equipamentos não podem ser "tweekados" com a mesma facilidade.
Na época do vinil ninguém falava em cabos, cones e afins porque bastava mais uns gramas aqui ou menos uma volta ali e o som mudava radicalmente...é o síndrome do "parece que tenho uma discoteca nova".

MJC escreveu:
O tal suporte que prometia ser melhor que o vinil em todos os parâmetros, falhou. E se calhar falhou nalguns aspectos muito importantes para a malta que frequenta este tipo de espaços. Para o consumidor normal (???) vinil, CD, ficheiros é tudo a mesma trampa.

Não é verdade. Para o consumidor final (que ainda se lembra) o vinil é grande, não é portátil, risca, empena, ganha pó, ganha estática, é uma seca...e foi por isso que o CD vingou.

MJC escreveu:
O interesse da indústria no ressurgimento do vinil não é inócuo. Possamos nós beneficiar desse interesse e a »coisa« vai bem.

Será que a coisa vai realmente bem?
Ou seja, será que a relação custo/qualidade nos equipamentos novos é menor?
Será que as novas edições têm (a mesma) qualidade (das antigas)?

MJC escreveu:

E agora chega de conversa porque tenho um caixote de vinil para abrir e arrumar.

Força nisso.
Eu hoje também andei em arrumações porque recebi uns quantos coisos destes:

http://www.musictools.de/cd.shtml

Boas escutas,
Ricardo



P.S.: vou ouvir esta pérola que chegou ontem (consegui apanhá-la por 16€ "como nova"): http://www.amazon.fr/gp/product/B0000029XS/ref=oh_details_o00_s00_i00


Última edição por ricardo onga-ku em Sex Maio 04 2012, 22:48, editado 1 vez(es)
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:32

Fran escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Fran escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Milton escreveu:
Depois da morte do cd....

Qual deles?
Espero que não tenha sido nenhum dos meus... Sad

Em 2011 venderam-se 260 milhões de CDs RIP só nos Estados Unidos (326 em 2010) contra menos de 4 milhões de discos de vinil no ano passado e 110 milhões de downloads.
São apenas 68x mais CDs do que LPs. Wink
65, segundo a minhas contas ... é sinal que em CD RIP edita-se tudo e mais alguma coisa, e em vinyl, não lol!

260/3,8=68,421 segundo as minhas Razz ...
Onde foste buscar esses 3,8?!
Não eram 4 milhões de vinil?

menos de 4 (no artigo da Reuters onde me baseei falavam em 3,Cool
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:33

Pierre escreveu:
MJC escreveu:
O interesse da indústria no ressurgimento do vinil não é inócuo. Possamos nós beneficiar desse interesse e a »coisa« vai bem.

MJC


O que eu e muitos já "beneficiaram", foi de autênticos trastes de lixo em novas edições e lançamentos de vinil. O ressurgimento do vinil na música, vá lá, da última decada é pra esquecer. What a Face Menos para as editoras que vendem gato por lebre.




Exactamente nesse sentido que ia o meu anterior post, quando disse que produtos do "passado" estavam a voltar com tecnologia vanguardista que simulam o processo produtivo clássico (no caso da gravação, a boa gravação analógica em fitas que tinham 2 a 2,5"), mas que na realidade e no caso do actual vinil, não passa muitas das vezes por (re)masterizações digitais prensadas em bolachas de vinil apontadas para os actuais nichos altamente lucrativos affraid
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 22:41

microseiki escreveu:
Se o CD morreu ou não, pouco me interessa.
Daqui a uns anos um novo formato aparece - ou ja apareceu?!?!? - e então uns caretas vão defender e reviver um formado dado como morto.
Julgo que o CD tambem não atingiu a maturidade.
O vinil tambem quando o tentaram matar tambem nao tinha morrido e nem sequer atingido a maturidade. Principalmente no que diz respeito a celulas.

A principal diferença de um e outro - Vinil, CD - encontra-se num a questão de custo/qualidade. Com um custo relativamente baixo consegue-se melhor qualidade MUSICAL que um CD. Seja lá o que isto quer dizer!
Os top da TEAC, DCS, WADIA etc são de facto bons! mas a que preço?!?

Tem graça que a minha experiência é diametralmente oposta.
Para obter a qualidade de um leitor de CD de entrada de gama com bom desempenho, p.ex. um Marantz, num setup de vinil é necessário gastar muito mais.
Mas convém sublinhar que escuto acima de tudo músical orquestral, que é muito mais exigente com os equipamentos do que um trio de jazz ou uma banda de rock.
A grande diferença é que um CD usado "como novo" custa na AmazonUK 2£ + 1,80£ de portes...e são raras as vezes que não encontro o que procuro.
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:06

ricardo onga-ku escreveu:


Tem graça que a minha experiência é diametralmente oposta.
Para obter a qualidade de um leitor de CD de entrada de gama com bom desempenho, p.ex. um Marantz, num setup de vinil é necessário gastar muito mais.
Mas convém sublinhar que escuto acima de tudo músical orquestral, que é muito mais exigente com os equipamentos do que um trio de jazz ou uma banda de rock.
A grande diferença é que um CD usado "como novo" custa na AmazonUK 2£ + 1,80£ de portes...e são raras as vezes que não encontro o que procuro.

tens razão no que diz respeito á disponibilidade.Tenho um concerto dos Pearl jam em NY de 2003. e nao existe em vinil, so o tenho em DVD!!!
um REGA PLANAR de entrada com umRB 250 e uma AT95 na minha humilde opinião bate a maioria dos CDPlayers do mesmo preço!
OPINIÕES

Um facto nao discuto. as DISPONIBILIDADES

Quanto a modas, quando em 90 estava o CD a trocidar o Vinil, foi quando,tal como nas valvulas, me virei para o vinil e para as vavulas (diziam que explodiam etc....)
Não discuto atributos do Cd e transistor. Tem e sao indiscutiveis. Mas o que retiro daqueles, subjectivamente, da-me muito mais prazer.


Última edição por microseiki em Sex Maio 04 2012, 23:19, editado 1 vez(es)
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:16

ricardo onga-ku escreveu:
microseiki escreveu:
Se o CD morreu ou não, pouco me interessa.
Daqui a uns anos um novo formato aparece - ou ja apareceu?!?!? - e então uns caretas vão defender e reviver um formado dado como morto.
Julgo que o CD tambem não atingiu a maturidade.
O vinil tambem quando o tentaram matar tambem nao tinha morrido e nem sequer atingido a maturidade. Principalmente no que diz respeito a celulas.

A principal diferença de um e outro - Vinil, CD - encontra-se num a questão de custo/qualidade. Com um custo relativamente baixo consegue-se melhor qualidade MUSICAL que um CD. Seja lá o que isto quer dizer!
Os top da TEAC, DCS, WADIA etc são de facto bons! mas a que preço?!?

Tem graça que a minha experiência é diametralmente oposta.
Para obter a qualidade de um leitor de CD de entrada de gama com bom desempenho, p.ex. um Marantz, num setup de vinil é necessário gastar muito mais.
Mas convém sublinhar que escuto acima de tudo músical orquestral, que é muito mais exigente com os equipamentos do que um trio de jazz ou uma banda de rock.
A grande diferença é que um CD usado "como novo" custa na AmazonUK 2£ + 1,80£ de portes...e são raras as vezes que não encontro o que procuro.

Bom aqui chegamos a um ponto chave. a equação de premissas como sejam: Qualidade, Quantidade, disponibilidade, relação preço/qualidade, etc.
Também chagamos a outro ponto. É que não há uma razão absoluta . Num campo e no outro existem vantagens e desvantagens. Simplesmente, enquato nós as discutimos as produtoras estão-se ca%%#&do para a nossa busca da qualidade. De um lado e do outro
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MicroGruas
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:18

E agora é que vou lêr as 221 do Milton

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:22

Muitas pessoas que falam mal do vinil, nunca ouviram do que o vinil é realmente capaz. E não são assim tão poucos como isso.
Uma coisa é certa e já foi verificada por muita gente (adepta ou não do vinil), que é o facto de em muitos Audio-shows o digital apresentado ficar muito aquém das expectativas ao contrário dos setups analógicos. E nem se pode falar de valores pois muitas das coisas são o "pinacle" de ambos os formatos. Esta constatação está longe de ser exclusivamente minha.

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:24

A velha "guerrinha", vinil vs CD
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MicroGruas
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:25

António José da Silva escreveu:
Muitas pessoas que falam mal do vinil, nunca ouviram do que o vinil é realmente capaz. E não são assim tão poucos como isso.
Uma coisa é certa e já foi verificada por muita gente (adepta ou não do vinil), que é o facto de em muitos Audio-shows o digital apresentado ficar muito aquém das expectativas ao contrário dos setups analógicos. E nem se pode falar de valores pois muitas das coisas são o "pinacle" de ambos os formatos. Esta constatação está longe de ser exclusivamente minha.



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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:26

Resumindo a grande maioria será mais feliz.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:27

*©uℓto do Ʋıƞıℓ ® escreveu:
Resumindo a grande maioria será mais feliz.


lol!


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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sex Maio 04 2012, 23:43

Já diziam os americanos, se um negócio não está a crescer é porque está morto.

É claro que o volume de vendas de CD's novos continuará a ser durante mais uns anos a ser muito superior ao volume de vendas de vinyl novo, mas também convenhamos que o vinyl já "morreu" há cerca de 30 anos.

Será que daqui a 30 anos as vendas de CD's novos estão de novo a crescer ?
Claro que não! mas o vinyl está!

Acontece que a venda total de CD's diminuiu 5,7% de 2010 para 2011 e de 2011 para 2012 ainda vai diminuir muito mais.

Claro que quem está a roubar a esmagadora maioria destas vendas são os downloads e as cópias grátis de ficheiros digitais e não o vinyl.

Se bem que as vendas de vinyl novo cresceram 36,3% de 2010 para 2011 e vão crescer ainda mais de 2011 para 2012.

Claro que se olharmos apenas para os números de unidades vendidas os CD's venderam 223,5 Milhões em 2011 enquanto que o vinyl novo vendeu 3,9 Milhões em 2011.

Dados baseados no "The Nielsen Company & Billboard’s 2011 Music Industry Report" :

http://www.businesswire.com/news/home/20120105005547/en/Nielsen-Company-Billboard%E2%80%99s-2011-Music-Industry-Report

Infelizmente existe muita porcaria de vinyl novo mas também discos fabulosos,
o problema é o preço dos fabulosos...

Mas as pessoas querem o barato e no vinyl o barato sai muitas vezes caro, desilude, não presta e afasta as pessoas.

Existem discos de vinyl baratos bons e maus, discos de vinyl caros bons e maus, as pessoas têm é de investigar o que dizem acerca das edições em vez de comprarem às cegas.


Abraços,
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 00:30

Caro Pierre,

Lamento que tenha tido azar nas escolhas de vinil editado recentemente, isto é, gravado, produzido e prensado actualmente (por actualmente quero significar durante o período áureo do CD.)
Correndo o risco de não lhe agradar o género musical, sugiro qualquer vinil de Keb' Mo'.

Caro Ricardo,

As suas respostas confirmam todos os meus postulados. E vamos de uma vez por todos tentar não generalizar nem banalizar os assuntos. Quando abordo um tema destes num espaço destes, espero debater as matéria com pessoas conhecedoras (como o Ricardo) e que têm equipamentos de um nível relativamente elevado.
Embora eu seja um melómano confesso, considero-me um audiófilo na medida em que sempre procurei servir a minha melomania com o melhor som que a minha carteira em determinadas alturas me pôde proporcionar. Isto para significar que não me interessam minimamente os milhões de CDs vendidos. Por que a esmagadora maioria dessas vendas é feita por pessoas que comprariam a música fosse o suporte CD ou pele de camelo.

Que o CD é mais prático, que o vinil é uma seca, que a malta do vinil gosta é do ritual, tudo isso são ideias estafadas e comprovadas.

Mas o que está em causa é que o CD fracassou, vai morrer. Ainda não foi desta que se encontrou »O Suporte«. Lembro-me perfeitamente de ver um funcionário da Quad durante um Audioshow em Harrogate levantar um CD e dizer com um ar, não diria triunfal, mas empolgado,
― Para aqueles que ainda não viram, isto é um CD!

Ora de 1982 até hoje passaram 30 anos. É curto.

Não entremos em guerras porque não se justificam. Ouçamos música nem que seja gravada num rolo. Mas factos são factos. Vamos ver daqui a uns anos o tamanho dos nichos: do vinil, da fita, do DAT dos CDs e mais um par de botas.
O som do vinil pode não ser melhor, mas para muita gente não é só Coimbra que tem mais encanto.

Saudações Analógicas,

MJC
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 00:42

MJC escreveu:
Quando abordo um tema destes num espaço destes, espero debater as matéria com pessoas conhecedoras (como o Ricardo) e que têm equipamentos de um nível relativamente elevado.


Apesar de ser legitimo que nem todos tenham equipamentos capaz de extrair o melhor do vinil, neste e noutros espaços há muito desencanto com o formato porque o equipamento usado nem sempre e o mais apropriado ou bem combinado. Se a isso juntarmos algumas gravações e prensagens novas de evitar, acredito perfeitamente que a pessoa nessas condições possa viver desencantada com o formato.

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 00:59

António José da Silva escreveu:
MJC escreveu:
Quando abordo um tema destes num espaço destes, espero debater as matéria com pessoas conhecedoras (como o Ricardo) e que têm equipamentos de um nível relativamente elevado.


Apesar de ser legitimo que nem todos tenham equipamentos capaz de extrair o melhor do vinil, neste e noutros espaços há muito desencanto com o formato porque o equipamento usado nem sempre e o mais apropriado ou bem combinado. Se a isso juntarmos algumas gravações e prensagens novas de evitar, acredito perfeitamente que a pessoa nessas condições possa viver desencantada com o formato.

Claro que é legítimo e cada qual veste o casaco que melhor lhe serve ao corpo e ao orçamento. Ninguém é »menos« por ter um carro utilitário, um casa mais pequena ou um equipamento de som de valor mais modesto.

Aquilo que me desencanta é precisamente o facto de constatar que existe muita gente que emite opiniões sem ter conhecimento de causa. Felizmente, neste espaço e noutros semelhantes, a esmagadora maioria do pessoal é esclarecida e tens ferramentas físicas para fundamentar as suas opiniões. O que eu quis foi limitar o âmbito dos nossos debates à rapaziada que adquire música para ouvir em sistemas minimamente dignos, custem 300,00 Euros ou 300.000,00 Euros.
Repito, 80% dos compradores dos não-sei-quantos-milhões de CDs estão-se borrifando para a qualidade intrínseca do som do suporte. Por contrapartida, acredito que a esmagadora maiorias do pessoal que compra vinil se preocupe com o som do suporte. É claro que isto não demonstra qualquer tipo de vantagem, do suporte, do consumidor ou outra coisa qualquer. São factos.

Aliás, neste momento a luta pela sobrevivência será travada entre os suportes digitais. E quase que garanto que triunfará aquele que, independentemente da qualidade sonora, for mais amigo do utilizador. Wanna bet?

Saudações Analógicas,

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 01:04

O vinil não se ouve, sente-se!
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 01:08

MJC escreveu:
Wanna bet?




Nem vale a pena apostar, pois isso é garantido. A totalidade da juventude com que falo sobre este assunto, não liga minimamente ao som. Tenho um experiência interessante nesse aspeto. Aqui onde trabalho, a totalidade dos jovens tem ficheiros em i-pods e foi necessário eu lhes mostra que com um pequeno investimento em headphones um pouco melhor que os de origem e até parecia que eles tinham um leitor novo e muito melhor. Quase todos foram no dia seguinte comprar headphos e jogaram os de origem fora. Isto só para dizer que são estes os 90% dos compradores mundiais de musica em conserva e são estes que compram os muitos milhões de cd's ou de downloads. E é nestes que a industria pensa mais.

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 09:45

microseiki escreveu:
um REGA PLANAR de entrada com umRB 250 e uma AT95 na minha humilde opinião bate a maioria dos CDPlayers do mesmo preço!

O meu setup de vinil consistia num Systemdek 2X900, Rega RB250, Audio-Technica AT-OC9ML2 e Rotel RQ-970BX modificado mas admito que o leitor não é do mesmo campeonato.

microseiki escreveu:
Um facto nao discuto. as DISPONIBILIDADES

Quanto a modas, quando em 90 estava o CD a trocidar o Vinil, foi quando,tal como nas valvulas, me virei para o vinil e para as vavulas (diziam que explodiam etc....)
Não discuto atributos do Cd e transistor. Tem e sao indiscutiveis. Mas o que retiro daqueles, subjectivamente, da-me muito mais prazer.

E afinal isso é o que mais importa. cheers
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 09:54

António José da Silva escreveu:
Muitas pessoas que falam mal do vinil, nunca ouviram do que o vinil é realmente capaz. E não são assim tão poucos como isso.

Estou plenamente de acordo.
Também é verdade certos dos atributos do CD veiculam alguns vícios "audiófilos" como as comparações ad-nauseum ou a obsessão pelo detalhe (artificial).
Na minha opinião o aparecimento do CD é responsável pela origem de uma patologia grave conhecida como "audiofilia aguda".


Última edição por ricardo onga-ku em Sab Maio 05 2012, 10:31, editado 1 vez(es)
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 10:12

ricardo onga-ku escreveu:
Na minha opinião o aparecimento do CD é responsável pela origem a uma patologia grave conhecida como "audiofilia aguda".


E também o aparecimento da portabilidade digital, que por consequência a estupidez das exageradas taxas de compressão.

Se a escuta da música nos dias de hoje fosse somente nas nossas salas, com equipamento Hi Fi equilibrado, o CD não tinha certamente, em certos géneros musicais o "crime" Loudness.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 10:27

MJC escreveu:
António José da Silva escreveu:
MJC escreveu:
Quando abordo um tema destes num espaço destes, espero debater as matéria com pessoas conhecedoras (como o Ricardo) e que têm equipamentos de um nível relativamente elevado.


Apesar de ser legitimo que nem todos tenham equipamentos capaz de extrair o melhor do vinil, neste e noutros espaços há muito desencanto com o formato porque o equipamento usado nem sempre e o mais apropriado ou bem combinado. Se a isso juntarmos algumas gravações e prensagens novas de evitar, acredito perfeitamente que a pessoa nessas condições possa viver desencantada com o formato.

Claro que é legítimo e cada qual veste o casaco que melhor lhe serve ao corpo e ao orçamento. Ninguém é »menos« por ter um carro utilitário, um casa mais pequena ou um equipamento de som de valor mais modesto.

Aquilo que me desencanta é precisamente o facto de constatar que existe muita gente que emite opiniões sem ter conhecimento de causa. Felizmente, neste espaço e noutros semelhantes, a esmagadora maioria do pessoal é esclarecida e tens ferramentas físicas para fundamentar as suas opiniões. O que eu quis foi limitar o âmbito dos nossos debates à rapaziada que adquire música para ouvir em sistemas minimamente dignos, custem 300,00 Euros ou 300.000,00 Euros.
Repito, 80% dos compradores dos não-sei-quantos-milhões de CDs estão-se borrifando para a qualidade intrínseca do som do suporte. Por contrapartida, acredito que a esmagadora maiorias do pessoal que compra vinil se preocupe com o som do suporte. É claro que isto não demonstra qualquer tipo de vantagem, do suporte, do consumidor ou outra coisa qualquer. São factos.

Aliás, neste momento a luta pela sobrevivência será travada entre os suportes digitais. E quase que garanto que triunfará aquele que, independentemente da qualidade sonora, for mais amigo do utilizador. Wanna bet?

Saudações Analógicas,

MJC

Não estou tão certo que o vinil novo seja comprado maioritariamente por conhecedores e apreciadores de som.
Os grandes melómanos que conheci (hoje entre os 60 e os 80 anos) deixaram o vinil há muito e também trocaram o CD pelo DVD com imagem.
Tenho apenas dois amigos que compram vinil: um nem os escuta porque apenas colecciona as capas e o outro compra porque é trendy mas pouco giram...ambos escutam mp3 no iPod.
Quem nos garante que o CD não pode vir um dia a estar na moda?

Por mim tanto me dá como se me deu...não tenho qualquer relação emocional com nenhum dos suportes e a existir esta tenderia para o vinil devido ao tamanho das capas.
E o mesmo se passa com os equipamentos: interessa-me acima de tudo o desempenho embora não negue que um bonito e bem concebido prato é uma peça muito mais interessante e gratificante de possuir.
Conforme já referi, as razões que ditaram a minha opção pelo CD foram a maior disponibilidade dos títulos que me interessam, o preço destes e o estado de conservação dos mesmo mas se tivesse herdade uma colecção interessante de LPs em bom estado não tenho dúvidas que a situação seria a inversa.
Mas devo admitir que não sinto prazer no ritual da limpeza e afinação, e que me incomoda a flutuação, as pipocas e a muito irritante necessidade de mudar de lado a meio de uma sinfonía...pela mesma razão que sempre preferi cinemas onde não fazem intervalo ou que não atendo telefonemas a meio de uma escuta doméstica: a pausa quebra a magia.

No que se refere aos formatos digitais, não tenho dúvidas que ao nível das grandes massas o suporte de audio desmaterializado já triunfou com o mp3 devido à portabilidade, facilidade de aquisição de de partilha.
E com o passar dos tempos este será substituído por ficheiros de maior qualidade porque os chips de processamento e armazenamento serão cada vez mais capazes.

Já naquilo que se refere aos equipamentos, parece-me que o mundo audiófilo aderiu demasiado rápido à moda sem que estejam totalmente esclarecidos e resolvidos os problemas relativos à leitura dos ficheiros e aos interfaces que ligam o computador ao conversor D/A externo.
Um PC Audio é como um setup de vinil: bem afinado toca lindamente, mal afinado...

Um abraço,
Ricardo



P.S.: quando é que escutamos essas LS3/5a? Eu levo o Pioneer...e dois ou três CDs.
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 10:50

Será que estou correcto se afirmar que o vinil colecciona-se ao passo que o CD se consome?
Digo isto não só porque a maior parte do material em vinil já não será reeditada mas também porque o vinil não é apenas um disco mas toda a parafernália necessária para a sua escuta.

O vinil está para a alfaiataria como o CD está para o prêt-à-porter, suscita não só uma paixão pela música mas por todos os elementos e tarefas necessárias à sua escuta quando reproduzidas a partir de um disco de vinil e pelo trabalho de concepção e fabrico dos equipamentos.

Parece-me, pelo que leio aqui, que existe uma forte paixão pela reprodução do vinil (a escolha e combinação dos equipamentos, as diversas afinações necessárias, a compreensão de todas as componentes mecânicas que possibilitam um bom desempenho) que se traduz num maior prazer aquando da escuta.
Em contrapartida o CD é uma espécie de fast-food, é pegar e andar, eliminam-se essas etapas de composição do setup, esses rituais de preparação do suporte, essa possibilidade de compreensão e apreciação do funcionamento do leitor que agora tem pouco de mecânica e é muito mais electrónico logo pouco acessível para a maioria dos mortais.

Espero que existam sempre estes nichos que carreguem as velhas tecnologias ao longo dos tempos, quanto mais não seja para ensinar às gerações futuras que as coisas que requerem tempo, esforço e dedicação nos dão muito mais prazer .

Agora toca a verificar esses alinhamentos, massas e anti-skates que as afinações não duram para sempre. Razz

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 11:15

ricardo onga-ku escreveu:
Será que estou correcto se afirmar que o vinil colecciona-se ao passo que o CD se consome?
Digo isto não só porque a maior parte do material em vinil já não será reeditada mas também porque o vinil não é apenas um disco mas toda a parafernália necessária para a sua escuta.

O vinil está para a alfaiataria como o CD está para o prêt-à-porter, suscita não só uma paixão pela música mas por todos os elementos e tarefas necessárias à sua escuta quando reproduzidas a partir de um disco de vinil e pelo trabalho de concepção e fabrico dos equipamentos.

Parece-me, pelo que leio aqui, que existe uma forte paixão pela reprodução do vinil (a escolha e combinação dos equipamentos, as diversas afinações necessárias, a compreensão de todas as componentes mecânicas que possibilitam um bom desempenho) que se traduz num maior prazer aquando da escuta.
Em contrapartida o CD é uma espécie de fast-food, é pegar e andar, eliminam-se essas etapas de composição do setup, esses rituais de preparação do suporte, essa possibilidade de compreensão e apreciação do funcionamento do leitor que agora tem pouco de mecânica e é muito mais electrónico logo pouco acessível para a maioria dos mortais.

Espero que existam sempre estes nichos que carreguem as velhas tecnologias ao longo dos tempos, quanto mais não seja para ensinar às gerações futuras que as coisas que requerem tempo, esforço e dedicação nos dão muito mais prazer .

Agora toca a verificar esses alinhamentos, massas e anti-skates que as afinações não duram para sempre. Razz

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NÃO SE TRATA DE QUALIDADE DE VIDA; MAS SIM DE OPÇÕES DE VIDA !!!!

Tal como as casas!

Podemos comprar uma toda moderna, AC, Paneis Fotovoltaicos e solares, lajes flutuantes, toda automatizada.
de Facto da-nos conforto, é practica, funcional ............... mas se tivermos uma do sec.XVIII, em que temos com alguma regularidade efectuar pequenas reparaçoes.... ou seja aceitar as suas idiosincrasias, entao estamos felizes.
É uma questão de opção. temos aqui um grau de subjectividade elevado!!

Coloco muito esta questão em termos comparativos, com o fumar cachimbo!!
Limpa, muda filtro (sse quiser usar), acende, volta a acender..... volta a limpar, deixar uns dias de repousa (secagem de Humidades na Madeira), muda para outro cachimbo................
enfim dá trabalho, mas é um trabalho com um fim. Um prazer gostativo!!!!!!!!!!!!!!
E não consigo comparar um cigarro a uma boa cachimbada!!

Mas vou acabar aqui.
Mas, Ricardo, se tens o teu nirvana com o digital, podes crer que fico feliz
Nem me atrevo a criticar, alias seria um perfeita idiotice da minha parte.

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Pierre
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 11:58

Qual é a solução para quem compre, ouve, gosta e segue música a partir dos anos 90? Question
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 12:21

Eu nem sequer me vou pronunciar, acerca das diferenças em termos de som, dado que ainda não tenho experiências, suficientes, para tal.

Para mim o Vinil é uma opção pessoal, com tudo o que isso possa implicar de irracional.

É um prazer , cada vez maior, e estou a disfrutar...

Em relação ao CD, se o problema são as compressões efectuadas em algumas gravações devido a remasterizações, não deverá existir diferença substancial entre um formato e outro.

Uma coisa que nunca entendi é se existe muita diferença, para quem já ouviu os dois, entre um SACD e Vinil da , por exemplo, Analogue Productions, visto que o master é o mesmo.


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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 12:46

Pierre escreveu:
Qual é a solução para quem compre, ouve, gosta e segue música a partir dos anos 90? Question

Não tem tanto a ver com datas, mas com generos musicais.
A POP, nao tem de facto muita coisa em Vinil. mesmo as reedições.
Sse tratar de "MUSICA ERUDITA" (Jazz, classico etc) já existem no mercado muitas coisitas boas.

depois temos os usados. uns melhor conservados que outros.

Como referido pelo Onga-ku, por unidade/musica, o vinil sai mais caro.
É o preço de se aderir a suporte não comercial ou menos comercial


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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 12:59

Ulrich escreveu:
Em relação ao CD, se o problema são as compressões efectuadas em algumas gravações devido a remasterizações, não deverá existir diferença substancial entre um formato e outro.

Há e muitas... eu prefiro ouvir um vinil com todas as suas limitações do que o mesmo CD carregado de compressão. Se tirassem as ridiculas taxas de compressão nas masterizações de alguns CD e com a evolução que houve nos Dac,s, esta discussão não seria tão exaustiva.

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 13:05

microseiki escreveu:
Sse tratar de "MUSICA ERUDITA" (Jazz, classico etc) já existem no mercado muitas coisitas boas.

depois temos os usados. uns melhor conservados que outros.

Como referido pelo Onga-ku, por unidade/musica, o vinil sai mais caro.
É o preço de se aderir a suporte não comercial (actualmente - virado para as grandes massas)


Pois... Bom gira-discos, célula, braço, afinações, pré e LP,S de 40, 60, 80€ será mesmo para quem pode. Quanto aos usados é uma autêntica sorte e com tendência a irem desaparecendo cada vez mais.

Acho que toda a indústria da música teria de dar uma grande volta para bem dos nossos ouvidos e filhos.
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Fran
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 13:06

microseiki escreveu:
... A POP, nao tem de facto muita coisa em Vinil. mesmo as reedições ...
Ora essa , milhões de LPs
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MJC
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 13:06

Boa tarde Ricardo.

Mais uma vez, nmmo, acertaste em todas.

Eu concordo contigo em tudo. O vinil é uma seca, o CD também pode ser a escolha dos melómanos, etc...

Apenas quero que compreendam a minha opinião. Estou-me completamente borrifando para as guerras entre os formatos.
Mas tenho para mim que, até hoje, ainda não apareceu o suporte supremo. Por isso o vinil ainda sustenta um nicho muito significativo.

Quanto aos milhões das vendas, continuo a afirmar que são números que interessam muito à indústria e menos aos audiófilos. Afinal, entre milhões de exemplos, o sucedâneo de ovas de esturjão também se vende em números incomparavelmente maiores que o beluga.

Quantos às LS3/5a, elas podem perfeitamente viajar até tua casa para a audição. Se fossem as 801 ou as Beveridge é que a porca torcia o rabo...

Abraço,
MJC
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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 13:44

O microseiki tem razão quando diz que especialmente na clássica e no Jazz abundam mais vinyl de qualidade do que em outros géneros músicais, mas claro que muitas vezes o problema do vinyl de qualidade é o preço.

Mas é importante a pessoa investigar sempre o que as pessoas dizem acerca de uma determinada edição/reedição e ver caso a caso...

Ocorre-me um exemplo para o Pierre:

A caixa de 4 LP's dos Red Hot Chili Peppers "Stadium Arcadium" que foi remasterizada pelo Kevin Gray e pelo Steve Hoffman para vinyl, dizem que não sofre da compressão nem do loudness war e que por isso tem muito mais dinâmica e punch do que a edição em CD.
O problema uma vez mais aqui é o preço da caixa em vinyl.
Seja como for, este não é bem o meu género de música, portanto só falo baseado no que os outros dizem na net acerca destas duas edições.

Por outro lado em relação ao que o Ulrich se interroga :

Acerca das reedições da Analogue Productions da VERVE em SACD ou em Vinyl por exemplo, tudo depende da obra em causa pois mesmo aqui as opiniões variam de obra para obra.
Teóricamente são ambas feitas a partir das mesmas masters, mas dúvido que assim seja,
o Chad Kassem faz questão de serem utilizadas as masters analógicas originais nas suas reedições audiófilas em vinyl,
o que diga-se de passagem pelo preço que elas custam faz todo o sentido, só tenho pena é que ele não tenha o mesmo grau de exigência relativamente à qualidade das suas capas.
Seja como for o remastering dessas reedições em SACD e as correspondentes em vinyl são sem dúvida diferentes.
Por exemplo, algumas pessoas preferem o Getz/Gilberto em SACD do que no correspondente em vinyl (parece que as master tapes analógicas originais já estão em mau estado mas foram essas que foram usadas para a reedição em vinyl, enquanto que na reedição correspondente em SACD parece que não foram usadas essas), já noutras obras dessa série da Verve da Analogue Productions as pessoas parecem preferir em vinyl, tudo depende de cada edição em causa.

Tal como em tudo, cada edição/reedição tem de ser vista caso a caso.

Mas concordo quando dizem que é preciso também ter pachorra para o vinyl,
a pessoa tem de achar piada, existem pessoas que não conseguem viver com um click no meio do disco ou alguma batata frita num disco usado em mau estado, acima de tudo o vinyl é uma questão de paixão.

Embora muita gente também nunca tenha ouvido um disco excelente e caro audiófilo a tocar num sistema bom,
essas pérolas temos de ser nós a procurar e a investigar quais são, especialmente para pagar certos preços.

E depois é preciso gostar da música e não apenas do som.

Também temos de investigar se as masters de uma determinada obra merecem uma reedição audiófila cara, pois senão não vale a pena.

Acho sinceramente que para a exigência da maior parte das pessoas tal como o MJC dá a entender na sua excelente análise, para a maior parte dessas pessoas é preferível ouvirem ficheiros pois são muito mais baratos e cómodos, sem sombra de dúvidas...


Abraços,
Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 13:58



Exigencia , mas tambem bolso ....
Com 100 euros por mes para comprar musica , optas por 2 discos audiofilos de vinil , 10 discos normais cd , 20 discos vinil usados , etc , etc , etc
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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 14:29


Thanks Jorge ,

mais uma achega:

Not really mentioned is that analog is digital at the fundamental physical level. So there is an underlying noise floor and distortion level that can never be overcome.

Also, producing the analog record is an inherently distortion producing process. Playback is even more distortion producing at multiple levels (ever seen the response curve of a turntable responding to a noise burst?). Playback also is a destructive process, degrading the record on each playback. Paradoxically, the optimum way to preserve and enjoy your precious vinyl is to play it back once, digitizing it, store it on a computer, and play back the digitized copy.


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Stereo
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 14:41

Vejo que este tópico tem tido bastante interesse. E não será para menos: eu mesmo irei mostrar boas razões para isso.

É certo que existem muitas variáveis a considerar. Uma delas é a comodidade... Por outro lado, a qualidade intrínseca dos suportes e não dos interesses pessoais de cada um nem dos gostos.
Daí que, a própria indústria deve considerar melhor esta realidade. E as entidades, respetivamente, devem actuar, pois lembro que, por exemplo, existem informações que devem ser fornecidas ao consumidor e que tendem a ser ocultas. Se hoje as gravações são basicamente feitas em digital, não será por isso que essa informação deva ser omitida.
Não me preocupa o que poderá ser utilizado no futuro como suporte, o que me preocupa é que o meu direito a escolher ouvir analógico ou não continua a ser-me negado. Não é por acaso que alguém neste pequeno país se lembrou de rejeitar a ideia de que o digital era o tal!... Igualmente eu recusei seguir este caminho... Quando apareceu o digital e ouvi, para mim o áudio logo começou a ficar arrumado e pouco depois arrumei mesmo... pelo menos durante muito tempo! Alguns já me conhecem este discurso, mas esta é a verdade.

Felizmente reapareceu o GD! O que posso aconselhar àqueles que não encontram de imediato qualquer interesse ou vantagem no vinilo é que não façam juízos fáceis, que deem tempo ao tempo, que tentem experimentar ouvir sistemas diferentes... pois nem sempre é uma questão monetária... Pessoalmente, nunca tive dúvidas quanto à qualidade do tipo de suporte e hoje utilizo uma série de suportes, mas acima de tudo tenho o prazer de desfrutar do analógico!
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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   Sab Maio 05 2012, 15:22

Ulrich escreveu:

Thanks Jorge ,

mais uma achega:

Not really mentioned is that analog is digital at the fundamental physical level. So there is an underlying noise floor and distortion level that can never be overcome.

Also, producing the analog record is an inherently distortion producing process. Playback is even more distortion producing at multiple levels (ever seen the response curve of a turntable responding to a noise burst?). Playback also is a destructive process, degrading the record on each playback. Paradoxically, the optimum way to preserve and enjoy your precious vinyl is to play it back once, digitizing it, store it on a computer, and play back the digitized copy.



Concordo com quase tudo,
excepto com o facto de se gravar para digital um vinyl que tenha um som fabuloso e depois ouvir apenas a cópia digital, quando se tem esse vinyl fabuloso em casa...

Pois se tivermos os devidos cuidados o excelente vinyl pode ouvir-se muitas vezes e dura muito tempo sem degradação significativa no som.

Sem dúvida que o que mais me agrada no vinyl é a "distorção" controlada, tal como na guitarra do jimi hendrix.

E também o fluir mais natural e humanizado da música...As reverberações acústicas do próprio processo inerente ao vinyl.

Mas existem cada vez mais masters digitais e nos casos em que esse digital é bem produzido pode não valer a pena ir para o vinyl, o que não quer dizer que mesmo assim não possa soar melhor em vinyl mesmo sendo a master digital. Deve ser por causa da distorção Smile

O nosso próprio processo de ouvir também começa por ser analógico e acaba por ser digital no nosso cérebro,
mas uma coisa é certa o vinyl regra geral soa-me muito melhor a mim nos meus ouvidos analógicos e no meu cérebro digital.

Mas isso deve ser por eu já estar habituado e viciado no fluir e na distorção da música em vinyl.

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MensagemAssunto: Re: Depois da morte do cd....   

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Depois da morte do cd....
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