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 Lesnikov Acoustics

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Milton
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MensagemAssunto: Lesnikov Acoustics   Sex Mar 16 2012, 23:47

O sr Oleg Lesnikov é um construtor de colunas de alta qualidade, que usam componentes audiófilos sem compromissos.
Nascido na Russia, escolheu o nosso país à uns anos atrás para desenvolver e fabricar os seus projetos, que ultimamente têm sido baseados nas colunas famosas Onken.

http://lesnikovacoustics.blogspot.pt/2011/01/new-experimental-project-with-saba-10.html

http://www.jgaudio-systems.com/lesnikov/index.html

http://www.jgaudio-systems.com/lesnikov/54-57_LesnikovAcRenascense30.pdf


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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sex Mar 16 2012, 23:54

Viva Milton ,
bom tópico

À pouco tempo o colega ReiRato andou a namorar umas

será que tem algumas informações pertinentes
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 08:34

Ulrich escreveu:
Viva Milton ,
bom tópico

À pouco tempo o colega ReiRato andou a namorar umas

será que tem algumas informações pertinentes

Sim, já tínhamos abordado algures estas belas colunas feitas em Portugal e o reirato andava de olho nas gajas. Realmente bem executadas e a despertar a curiosidade. Lembro-me vagamente que o preço não era para todos mas que as gostaria de poder ouvir isso gostaria e muito.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 10:01

Umas colunas deste tipo, em que cada unidade ou via está fisicamente isolada das outras, podem servir de base para maiores vôos permitindo experimentar altifalantes (drivers) de diversos fabricantes, cornetas de diferente topologia e a adição de mais vias (os altifalantes de compressão têm uma banda muito reduzida).

Recomendado para os amantes de válvulas (e imperativo para os utilizadores de S.E.T.).

Em tempos também parti numa semelhante aventura com a aquisição de umas Consonance M12 descrita no tópico Aventuras com cornetas

Ricardo
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 10:08

Eram estas Ricardo?





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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 10:55

Sim. Têm um "ar" vintage, são bonitas e de dimensões civilizadas (ao contrário destas Onken do Lesnikov) mas estão mal concebidas e o desempenho é medíocre, como aliás acontece com muitos produtos de "ar" vintage... Rolling Eyes
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 10:59

ricardo onga-ku escreveu:
Sim. Têm um "ar" vintage, são bonitas e de dimensões civilizadas (ao contrário destas Onken do Lesnikov) mas estão mal concebidas e o desempenho é medíocre, como aliás acontece com muitos produtos de "ar" vintage... Rolling Eyes


Um dos grandes problemas é mesmo esse. Ter um "ar" vintage e usar alguns conceitos da época é uma coisa, ser vintage e usar o material certo para o qual as coisas foram concebidas, é outra.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 11:13

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Sim. Têm um "ar" vintage, são bonitas e de dimensões civilizadas (ao contrário destas Onken do Lesnikov) mas estão mal concebidas e o desempenho é medíocre, como aliás acontece com muitos produtos de "ar" vintage... Rolling Eyes


Um dos grandes problemas é mesmo esse. Ter um "ar" vintage e usar alguns conceitos da época é uma coisa, ser vintage e usar o material certo para o qual as coisas foram concebidas, é outra.

Sem dúvida, ainda que o material vintage esteja em muitos casos limitado ao nível do desempenho não pelos conhecimentos mas pelos materiais e componentes.
Veja-se por exemplo como o desempenho de uma mecânica TD124 é muito inferior ao de um TD125...ou de um Project RPM9.
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Milton
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 12:25

ricardo onga-ku escreveu:
[Veja-se por exemplo como o desempenho de uma mecânica TD124 é muito inferior ao de um TD125...ou de um Project RPM9.

UUiiii, eles já estão a escolher armas....

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 12:32

Milton escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
[Veja-se por exemplo como o desempenho de uma mecânica TD124 é muito inferior ao de um TD125...ou de um Project RPM9.

UUiiii, eles já estão a escolher armas....


Eu preferi assobiar para o lado e fingi que não vi. Smile)__((:

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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 12:34

António José da Silva Basketball escreveu:


Eu preferi assobiar para o lado e fingi que não vi. Smile)__((:

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 13:42

A evolução do Audio já foi discutida neste tópico -> http://www.audioanalogicodeportugal.net/t2308-o-inicio-do-fim

Mas podemos voltar ao tema.

De um ponto de vista técnico parece-me indiscutível que as evoluções ao nível da precisão de fabrico e o aparecimento de novos materiais tem levado a reprodução doméstica de música gravada a níveis de fidelidade (ao sinal) cada vez maiores.

Já numa abordagem sónica a coisa muda de figura, isto devido aos objectivos dos audiófilos e por conseguinte dos fabricantes (e vice-versa) que, na minha mui humilde opinião, se adulteraram, e hoje em dia audiófilo é quase sinónimo de reviewer, um personagem que se senta não para apreciar a música mas para analisar uma gravação e/ou o som de algum componente do seu sistema em permanente mutação, daí que o som das colunas se queira "detalhado" (com excesso de agudos) para permitir uma melhor distinção destas diferenças...
Este desvio nos objectivos sónicos deve-se também ao facto de o som ao vivo não amplificado ter deixado de ser a bitola e hoje se compare som reproduzido com som reproduzido.

Citando um dos poucos reviewers cuja opinião respeito, J. Gordon Holt:

"A música orquestral constitui a justificação do áudio de high-end, a sua raison d'être.
O som de uma orquestra real, ao vivo, é um dos sons mais gloriosos conhecidas pelo homem civilizado, e a esperança de trazer este som para o ambiente doméstico, tão intacto quanto possível, foi o que deu impulso inicial ao movimento de alta fidelidade.
Embora não se possa negar que a som da reprodução de música pop e rock melhora em bons sistemas de áudio, o apenas "soa melhor" não serve para justificar ou avaliar o áudio de high-end.
Estamos a falar de fidelidade, o que significa exactidão, que por sua vez implica um som original para ser fiel a.
E quem conhece alguma coisa sobre a gravação pop sabe que a fidelidade simplesmente não é considerada por um típico estúdio de 32-track.

O conceito de fidelidade só tem significado em relação com os sons musicais que podem existir sem a ajuda electrónica, o que significa o som sem amplificação, sem processamento, acústico (mecânica) produzido pelos instrumentos acústicos.
Mas assim que se começa a aplicar normas de fidelidade ao som de reprodução, torna-se muito mais desafiador, os objetivos são muito mais difíceis de alcançar.
E a dificuldade aumenta em relação directa com o número e a variedade de instrumentos que se tenta reproduzir.




Daí que eu fale muitas vezes em "grau de exigência" quando dou a minha opinião sobre um equipamento ou uma topologia.

O mesmo JGH faz uma pequena sátira da história da alta fidelidade até ao início dos anos 80:

1877: A Frenchman named Charles Cros hands a paper describing how to record and reproduce sound to the Academy of Sciences.
Approximately four months later, an American named Thomas Edison makes a similar discovery.
Naturally, Edison is given historical credit for being first.

1887: An American, Emile Berliner invents the laterally modulated, flat-disc gramophone.

1899: Valdemar Poulsen, a Dane, invents magnetic recording, using steel wire.

1902: Eminent opera singers begin recording for commercial distribution.

1909: The first recordings of a full orchestra are issued, in England.

1925: The first electrical recordings and phonographs are produced in the US.
Music-lovers decry the new recordings as unmusical.

1931: RCA Victor introduces the first 33 1/3rpm disc for home use.
Unfortunately, they neglect to introduce a machine to play it on. It lays an egg.

1944: English Decca releases the first Full-Frequency-Range Recordings (ffrr) , boasting a hitherto unheard of span of 40Hz to 10kHz.
Music lovers declare the new records to be unmusical.


1947: Magnetic tape recording, perfected by Germany during WWII, comes into use for delayed radio broadcasts in the US.
The German tapes were so good that US Intelligence thought Hitler was broadcasting from where he wasn't.
Bing Crosby is the first American to use tape for all his radio shows.

1948: Columbia Records unleashes the long-playing microgroove record and, having learned from RCA's earlier mistake, also supplies suitable players for it
Music-lovers denounce the LP as unmusical.

1949: RCA unveils their big gun: the 45-rpm disc, whose only advantage over the 12" is lower distortion.
Since most hi-fi enthusiasts listen to classical music, where selections run to 20 minutes or more, they choose the LP over the 45.
Fidelity, shmidelity!
This is the last time the classical buyer will ever have a visible effect on the American record market.


1950: RCA grudgingly admits that LPs are better for classics and starts issuing them.
The 45 remains the speed of choice for pop singles.

1951: Noticing that all the classiest people—doctors, lawyers, pop artists—have component systems, the public at large discovers that hi-fi has status value and wants it too—at lower cost, of course.

1952: Low-fi phonographs, bearing labels which proclaim then to be "High-Fidelity," are marketed to a gullible public.

1953: Record manufacturers discover that adding shrillness and boom to their records will make them sound more hi-fi on the average phonograph.
Published record critics with low-fi phonographs applaud the unprecedented "brilliance" of these hyped-up recordings, thus contributing to the incipient debasement of hi-fi on domestic recordings.


1957: Ampex introduces the first home stereo tape player, using 2- track 7.5ips tape.

1958: Telefunken/Decca demo a stereo disc using vertical/lateral modulation.
Critics declare it to be (1) incompatible and (2) unlikely to yield equal fidelity from both channels.
Westrex demos a 45/45 system which is both compatible and symmetrical.
Amazingly, the Westrex is adopted.

1959: Prerecorded tape switches from 2-track to 4-track (2 per direction), pulling the rug out from under 2-track collectors who thought that the medium was so good it would be around for a while.
The prerecorded music market becomes divided between tape and disc adherents.

1960: Classical record listeners, wooed until now as the major hi-fi market, are abandoned in favor of the rock-oriented "youth market"—the people whom one producer who had made millions from called "the snot-nosed kids."
Mentions of concert halls, great masters, immortal performances, and other appeals to adult snobbery vanish from audio advertising.
Rock stars rather than conductors endorse products.

1967: Tape cassettes and 8-track tape cartridges are promoted for people who care more about portability than fidelity.

1968: Four-channel "quadraphonic" is set loose on a skeptical and unresponsive public.
Originally conceived as a way of reproducing hall ambience—"Let's prod the classical listener. He may not be dead after all."—it is instead hyped as a source of sounds—from-all-directions.
Critics adulate, classical listeners retch, pop listeners couldn't care less.
And with four different and incompatible systems, quad's demise is foreordained.
It is a dead horse by 1974.


1970: Component manufacturers begin to suspect that there is no limit to the money a perfectionist will pay for the promise of nirvana.
As prices escalate, classical listeners give up in disgust, turning the field over to hardware enthusiasts who have little interest in music.

1971: Dolby-B noise reduction makes true high fidelity possible from cassettes and 8-track tapes.
Cassettes adopt it, 8-track doesn't.
Sales of open-reel tapes start to decline, as collectors have the rug pulled out from under them again.

1975: Audio loses its status value.
Audiophilia and good music become even more estranged as component audio becomes increasingly equated with over-amplified dreck and the drug "culture" or lack thereof.


1976: Arnold Schwartz has a 17-lb preemie at Zion Community hospital.
Audio takes a breathing spell.

1977: The first digitally-mastered analog discs start appearing.
Audiophiles denounce them as machinations of the devil.
Record critics hail them as the third coming. (The second was LP.)


1977: The 8-track tape cartridge starts to go into a decline, probably because Stereophile predicted its demise 7 years earlier.

1978: Recession and inflation put a damper on consumer spending.
Oddly, the highest-priced and lowest-priced component sales are relatively unaffected, but the bottom drops out of the middle-fi market. Home computers and component video compete for electronic hobbyists' dollars.
(foi à 34 anos, hoje estamos na mesma)

1978–1979: The most earth-shaking development during this period is the concept of dealer inventory as volume rather than area.
The cause of fidelity benefits imperceptibly.

1980: After that hiatus, all Hell breaks loose.
Several disc and tape noise-reduction systems are introduced, their incompatibility virtually guaranteeing the standardization of none.
IMF in England introduces Ambisonic sound. ("Omigod, not another quad system!")
Philips unveils a laser-digital disc system, which will obsolete all existing playback systems.
Millions of collectors envision rugs under great tension.
Myriads of "underground" magazines disagree about everything.
The general public gives up in disgust, while dedicated audiophiles argue in circles as to how many samples and bits it takes to put a hot album on the head of a pin.
Most of then have never sampled bits.


1981: Ambisonics lays a lead egg in the US.
The audio industry regards the shambles of its house and asks "Where did we go wrong?"

1982: The audio industry answers its own question. "We overlooked the auto hi-fi market." Unh huh
!
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Lesnikov Acoustics   Sab Mar 17 2012, 13:50

Fantástico post onde resumes bem muito do que é o áudio.

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