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 O inicio do fim

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AutorMensagem
Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 23:49

vlopes escreveu:
Fran escreveu:
Jorge Ferreira escreveu:
.....
...................................
Fala quem sabe

Esta cena, é como as drogas ... quem é o jovem que hoje em dia fuma haxixe ou erva?
Só querem é ectasys e merdas sintécticas.

Cpt

bem pensado...

erva= analogico
ectasys=zeros e uns

excelente analogia!!


Dessa maneira prefiro o analógico ,sou contra os quimicos Cool
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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 00:26

Uma complicação adicional surge quando se discute a percepção humana ao comparar áudio analógico e digital.

É que o ouvido humano em si, é um híbrido analógico-digital.

O mecanismo de audição humana começa com a membrana nos timpânos a transferir o movimento de vibração através do sistema mecânico a três ossos que estão no meio do ouvido (martelo, bigorna e estribo), depois para dentro da cóclea onde células nervosas do tipo do cabelo convertem o estímulo de movimento vibratório em impulsos nervosos.

Os impulsos do nervo auditivo são melhor descritos como "cliques" que resultam quando se libertam produtos quimicos por neuro-transmissão.

A informação auditiva, ao entrar no cérebro é, estritamente falando, digital por natureza.

O cérebro processa a informação e produz uma impressão da entrada original analógica.


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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 00:35

Depois de todos nos termos divertido, e que tal voltar ao tema do declínio (ou não) do áudio e deixar esta "guerra" digital analógico?

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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 01:13

Jorge Ferreira escreveu:
Uma complicação adicional surge quando se discute a percepção humana ao comparar áudio analógico e digital.

É que o ouvido humano em si, é um híbrido analógico-digital.

O mecanismo de audição humana começa com a membrana nos timpânos a transferir o movimento de vibração através do sistema mecânico a três ossos que estão no meio do ouvido (martelo, bigorna e estribo), depois para dentro da cóclea onde células nervosas do tipo do cabelo convertem o estímulo de movimento vibratório em impulsos nervosos.

Os impulsos do nervo auditivo são melhor descritos como "cliques" que resultam quando se libertam produtos quimicos por neuro-transmissão.

A informação auditiva, ao entrar no cérebro é, estritamente falando, digital por natureza.

O cérebro processa a informação e produz uma impressão da entrada original analógica.


affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid
affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid affraid

Foi ecstasy ou erva?

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Milton
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 11:29

Jorge Ferreira escreveu:
Uma complicação adicional surge quando se discute a percepção humana ao comparar áudio analógico e digital.

É que o ouvido humano em si, é um híbrido analógico-digital.

O mecanismo de audição humana começa com a membrana nos timpânos a transferir o movimento de vibração através do sistema mecânico a três ossos que estão no meio do ouvido (martelo, bigorna e estribo), depois para dentro da cóclea onde células nervosas do tipo do cabelo convertem o estímulo de movimento vibratório em impulsos nervosos.

Os impulsos do nervo auditivo são melhor descritos como "cliques" que resultam quando se libertam produtos quimicos por neuro-transmissão.

A informação auditiva, ao entrar no cérebro é, estritamente falando, digital por natureza.

O cérebro processa a informação e produz uma impressão da entrada original analógica.


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Ainda uma pergunta : Qual é o principal musculo latero-flexor do pescoço ?"


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Última edição por Milton em Seg Jan 23 2012, 14:06, editado 1 vez(es)
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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 11:36

Milton escreveu:
Jorge Ferreira escreveu:
Uma complicação adicional surge quando se discute a percepção humana ao comparar áudio analógico e digital.

É que o ouvido humano em si, é um híbrido analógico-digital.

O mecanismo de audição humana começa com a membrana nos timpânos a transferir o movimento de vibração através do sistema mecânico a três ossos que estão no meio do ouvido (martelo, bigorna e estribo), depois para dentro da cóclea onde células nervosas do tipo do cabelo convertem o estímulo de movimento vibratório em impulsos nervosos.

Os impulsos do nervo auditivo são melhor descritos como "cliques" que resultam quando se libertam produtos quimicos por neuro-transmissão.

A informação auditiva, ao entrar no cérebro é, estritamente falando, digital por natureza.

O cérebro processa a informação e produz uma impressão da entrada original analógica.


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Posso não saber nada de medicina, mas esta ensinou-me o Vasco, esternocleido#$§£#&@eo

Cpts
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 13:26

Jorge Ferreira escreveu:
Uma complicação adicional surge quando se discute a percepção humana ao comparar áudio analógico e digital.

É que o ouvido humano em si, é um híbrido analógico-digital.

O mecanismo de audição humana começa com a membrana nos timpânos a transferir o movimento de vibração através do sistema mecânico a três ossos que estão no meio do ouvido (martelo, bigorna e estribo), depois para dentro da cóclea onde células nervosas do tipo do cabelo convertem o estímulo de movimento vibratório em impulsos nervosos.

Os impulsos do nervo auditivo são melhor descritos como "cliques" que resultam quando se libertam produtos quimicos por neuro-transmissão.

A informação auditiva, ao entrar no cérebro é, estritamente falando, digital por natureza.

O cérebro processa a informação e produz uma impressão da entrada original analógica.

Além disso o ar (tal como o vinil) não é uma matéria contínua mas composto por moléculas:

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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 13:38

Viva Jorge,

nessa analogia, passo o pleonasmo, analógica-digital onde é que está o "nosso" digital? lol!
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Luis Filipe Goios
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 13:41

Milton escreveu:

"Vejo que o sr sabe....
Ainda uma pergunta : Qual é o principal musculo latero-flexor do pescoço ?"
Peço desculpa pelo off-topic[/quote]

Desculpa ???
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Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 15:26

Já agora ,pergunto.Qual a influência da cera no desempenho auditivo?

Como variam as capacidades auditivas vao longo do dia?

Será que depois de uma viagem barulhenta ou exposição a niveis de ruido elevados,o sistema passa a tocar pior?

Será que os mais mocos apreciam melhor a musica reproduzida ?

Não serão as colunas o elemento chave?



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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 15:38

Rui Pinho escreveu:


Não serão as colunas o elemento chave?





Elemento chave sem qualquer duvida.

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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 15:41

Rui Pinho escreveu:
... Não serão as colunas o elemento chave?



Com umas colunas dessas, queria lá saber da "chave" para alguma coisa.

Abçs
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 16:09

Rui Pinho escreveu:
Já agora ,pergunto.Qual a influência da cera no desempenho auditivo?

Como variam as capacidades auditivas vao longo do dia?

Será que depois de uma viagem barulhenta ou exposição a niveis de ruido elevados,o sistema passa a tocar pior?

Será que os mais mocos apreciam melhor a musica reproduzida ?

Não serão as colunas o elemento chave?





Nos ruidos permanentes da cidade e stress, não é muito benéfico à audição e contemplação de música reproduzida.

Acuidade auditiva de cada um, a curvatura da orelha, a cera... são todos factores de "equalização".

Nos mocos não sei mas eu por experiência própria, que sou miope de alto grau de nascença, a coisa pendeu-me para o ouvido e escuta da música. Cool
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Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 19:14

[quote="Pierre"]
Rui Pinho escreveu:
Já agora ,pergunto.Qual a influência da cera no desempenho auditivo?

Como variam as capacidades auditivas vao longo do dia?

Será que depois de uma viagem barulhenta ou exposição a niveis de ruido elevados,o sistema passa a tocar pior?

Será que os mais mocos apreciam melhor a musica reproduzida ?

Não serão as colunas o elemento chave?

Nos ruidos permanentes da cidade e stress, não é muito benéfico à audição e contemplação de música reproduzida.

Acuidade auditiva de cada um, a curvatura da orelha, a cera... são todos factores de "equalização".

Nos mocos não sei mas eu por experiência própria, que sou miope de alto grau de nascença, a coisa pendeu-me para o ouvido e escuta da música. Cool

Bom ,sobre estas colunas,já se sabe ....ninguêm iria ligar muito á tonalidade e alguma rouquidão que até poderia ter a sua graça Laughing

Citação :
Nos ruidos permanentes da cidade e stress, não é muito benéfico à audição e contemplação de música reproduzida.

Mas,está aqui algo que considero importante e que muitas,mesmo muitas vezes o ppl se esquece e fazem más avaliações

Ir ouvir um sistema depois de uma viagem barulhenta e cansativa pode levar a juizos errados.
Quantas vezes alguêm entra e dispara logo que o som está pouco transparente ou baço....será que não é ouvido?
Depois vai ter desagradável surpresa !

Citação :
Acuidade auditiva de cada um, a curvatura da orelha, a cera... são todos factores de "equalização".

Ai está outra coisa interessante.São tudo factores diferenciadores que levaram a escolhas provavélmente diferentes
E é tãol simples como mexer nas orelhas e perceber a diferença.Diria até que é mais eficaz arranjar uns posicionadores de orelha Laughing Esta é para rir, mas é giro...
Dai que a acústica seja uma coisa tão interessante

Os mocos porque secalhar não se prendem com os detalhes e alfinetes a cair,onda que por ai andou em que era porreiro ouvir o que nada interessava para a audição da musica .O tempo da hiper transparência que continua e que os gurus tanto gostam de vender.Desta forma os mocos que não terão manias aproveitam muito mais o que ouvem
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 21:14

Rui Pinho escreveu:


Ir ouvir um sistema depois de uma viagem barulhenta e cansativa pode levar a juizos errados.
Quantas vezes alguêm entra e dispara logo que o som está pouco transparente ou baço....será que não é ouvido?
Depois vai ter desagradável surpresa !


Posso atestar desse facto. Muitas vezes quando chego a Portugal depois de um dia de viagem, nada me soa bem e só no dia seguinte é que a coisa começa a voltar ao normal.

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Vodoo
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 21:54

Em primeiro lugar o tira mocos:



E a seguir uns tragos de xarope:



Smile)__((:
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 22:39



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ducar
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 22:40

António José da Silva escreveu:
Vodoo escreveu:
António lol!

A malta já sabe que vais têr um novo pré de foscasse não necessitas de estar sempre a menosprezar os outros como se só Tú tivesses orelhas !!!



Ou te estás a a explicar mal ou não te estou a entender bem. Onde queres chegar com essa "boca"? Não estou a falar do meu pré nem de pré nenhum. Estou a dizer que com um bom pré (há muitos) mesmo com um gira e células de entrada se pode ouvir muito bem musica de fonte analógical. Não sei se estás com alguma coisa por dizer ou a confundir algo. Se estás podes colocar as tuas questões via pm que eu terei todo o gosto em te explicar ainda melhor.

Olha, as comadres zangaram-se.
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Vodoo
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 22:43



Seria necessário muito para que tal acontecesse Exclamation

Isto foi combinado para aumentar as audiências ainda mais !!!

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ducar
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 22:52

Vodoo escreveu:


Seria necessário muito para que tal acontecesse Exclamation

Isto foi combinado para aumentar as audiências ainda mais !!!


e conseguiram.
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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 23:00

Eu acho que a Cera nos ouvidos serve para proteger os Naimistas como eu Smile)__((:
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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 23:24

Encontrei este artigo muito interessante na Net que tem a ver com este tópico,
é sobre o último Audio Show no UK no ano passado que ao que parece está meio decadente e já ultrapassado em termos de importância pelo Munich High End show.

Vejamos então o artigo sobre o último Audio Show no UK :

"The UK has long been considered a Mecca for audiophiles with its abundance of world-leading hi-fi manufacturers producing a fantastic array of superb equipment.

The hi-fi shows of old with their mix of fabulous equipment and a genuine buzz of enthusiasm attracted visitors from all over the globe. I remember these shows being so popular that the hotel corridors resembled rush hour on the Tube (the London underground railway system). Visitors seemed truly excited to be there and the enthusiasm from the manufacturers was infectious.

As a teenager walking round my first hi-fi show I remember being absolutely blown away by the equipment on display and its performance.

If I fast forward 27 years and look at the Audio World (2011) show I recently visited my experience could not have been more different.

Stuck around the back of the Heathrow Park Inn hotel, the corridors were empty (except for the hardcore show-goers I recognised from every other show I had been to over the last 10 years, and even their numbers are depleting each time). And perhaps I should I say corridor, as there was only one in use by the show.

With the exception of a few enthusiastic manufacturers, who had spent some time and energy setting their wares up properly, the general level of performance, at its best, was only average.

I can’t pinpoint a specific time that the rot started to set in: it seems that the UK hi-fi show dropped off the radar for international visitor and youngsters at about the same time. Surely this must be a sign that what we are doing as an industry is not working.

The technical excellence and great quality from the UK manufacturers is still there with perhaps even greater variety and certainly a much wider price range. So in theory the products of today should appeal to a wider audience. Now I know some of you are going to put forward the case for hi-fi competing with the vast array of other products for consumers to buy, but I would hazard a guess that a higher percentage of households now have audio systems and there are more homes, so the potential market still exists.

This does seem to be a UK problem as events like the Munich High End show, which has now become THE show to go to in Europe, taking the crown away from the Heathrow show, are getting busier not quieter.

I recall an article by one writer putting forward the suggestion that the audio industry could learn lessons from the esoteric watch market and I believe him to be partly correct. If you stopped a random selection of gents in any town centre around the country and asked them to name some upmarket watch brand most, if not all, would be able to reel off a number without too much difficulty: ask them to do the same with esoteric hi-fi brands and you would probably experience a few tumbleweed moments, apart from the odd mumblings of B&O and perhaps Bose, which is a world leader in marketing. The watch industry does an amazing job of self-promotion, and creating a desirable and aspirational image for itself. Yet when I recently donated a B&W mini Zeppelin iPod dock for the raffle at my children’s school, everybody, bar none, thought I was giving a BMW Mini in-car iPod dock, because nobody had even heard of one of our most successful hi-fi brands!

As an industry we have to have to look at the way we portray ourselves. And this needs to be reflected in the type of shows we put on/attend. We manufacture some truly wonderful and spectacular products, but they are not marketed in a way that makes the public at large aspire to owning them.

It would be interesting to see the demographics of UK show visitors over the last 10 years. I certainly did not see more than a handful of people under 25 at the last show I attended, and women… Hmm, let me think: if you took out the few working the stands I am not sure I would need more than one hand to count them. Why is this? Don’t men under 25 and women enjoy music? What a stupid question! Of course they do: every dance floor up and down the country and the vast majority of live gigs and music festivals will be filled with the two groups of people the UK hi-fi industry seems to have forgotten about.

So why are so few people interested in good hi-fi? What do we have to do to broaden its appeal? This is a question I have asked myself time after time and still cannot come up with a definitive answer. One thing I know for sure: we will never succeed when we continue to “Show off our wares” out the back of an airport hotel with cables strewn all over the floor, bubble wrap stuck on the walls, and playing the same music that we have at every show for the last 30 years.

In my opinion – and not, I am obliged to say, that of this website, its publisher or any other employee or associated individual or business – show organisers seem preoccupied with making money by selling ever more space to any manufacturer or ice cream vendor that will pay for it with little regard for the quality of the show they will produce or the added value in terms of interest that particular company will contribute. I think that the hi-fi show as we knew it is almost certainly dead in the UK, killed by unimaginative, profit-motivated event organisers.

I think the rot set in sometime during the last five years of the Hi-fi News show at Heathrow. For example, I visited one room where the manufacturer had won an award from Hi-fi News for ‘Best something or other’ at the Awards dinner – another guaranteed money-spinner – the night before. I asked if his UK distributor had review stock available. The manufacturer replied in very stilted English that he did not have a UK distributor! I hardly think people are interested in seeing stuff they cannot buy from a UK dealer so why had the organiser invited this company to exhibit?

A successful show needs ‘big names’ to make a visit attractive: say, the likes of Sony and Panasonic for the non-enthusiast, and Linn, B&W, and Naim for the hardcore types. Smaller companies will then be encouraged to exhibit: being in the same catalogue as the ‘biggies’ is far more attractive a proposition than being listed alongside a dozen other outfits that no-one knows exists because they only produce three pairs of ostentatious loudspeakers a year.

Exhibitors have to share the blame: I visit shows now and still hear the same old rubbish being played as I heard thirty years ago: Hotel Bloody California still rules in far too many quarters. Listen guys: that song sucked on the day of its release and nothing has changed since then. Send it to the old folk’s home and get some new music! Some bands, however, can survive the test of time: The Allman Brothers Band was a near contemporary of the Eagles (The Eagles formed while the Allman Brothers released … At Filmore East) but had the additional benefit of some absolutely fantastic players who were musically brave and inventive. Regardless, I have yet to walk into a demonstration and hear anyone playing, for example, In Memory of Elizabeth Reed, a truly fabulous tune; or Jessica, which is probably better known as the “Top Gear” theme by those who prefer a Jeremy Clarkson rant to the Allmans’ improvisational artistry. Part of the trouble is that I doubt that fifty per cent of the people putting on the demonstrations have any real interest in, or passion for, the music they are playing. And how does a demonstrator who would much rather be propping up the bar engender any enthusiasm in the public in his room?

If hi-fi shows – in the sense of the hotel type events – don’t work for our industry any longer, what sort of show will guarantee a receptive audience for our manufacturers? Shows used to be worthwhile: they introduced a great many people to the concept of hi-fi. Once you were snared, they gave you a regular excuse for a day out with the lads to drool over what was new from Linn, to compare – in the broadest sense – that new Naim amp to the Krell, and the opportunity to hear those ridiculously expensive ‘flagship’ loudspeakers you had read about in a magazine. You could even get to talk to the people who designed and produced your gear, and gain extra insight into how to get the best performance from it. Finally, there was always a record or CD stall where you could empty your wallet, if you hadn’t already done so in the hotel bar."

Abraços,
Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Seg Jan 23 2012, 23:40

Viva,

bom artigo Jorge, o testemunho é óptimo.

Só uma coisa qua me faz confusão.

Eu vejo aqui, e é a minha modesta opinião, uma espécie de conflito geracional, passo a explicar:

faz-me lembrar a avaliação dos mais novos como sendo sempre piores.

O meu Avô dizia que o meu pai era um malandro e que no tempo dele é que se trabalhava e o meu pai diz o mesmo de mim, isto é uma caricatura mas não deixa de ser a verdade cíclica da História do Homem.

Eu fico feliz pela evolução, senão não tinham surgido as minhas Audio Physic.

Gosto dos meus Denon,gosto do meu Technics gosto dos Luxman e Nakamichi do meu Pai e de uma combinação Denon Poa-4400 com DAP-5500 também muito boa tambem dele.

Gosto de móveis Art-Deco mas também gosto de minimalismo contemporâneo.

Para mim não existe início nem fim, existe uma caminho.

É como a moda, tem alturas mais felizes do que outras, vide os penteados e vestes dos anos 80 lol!

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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 00:44

Sim acho que a malta quando caminha para uma certa idade,
tem sempre aquela tendência de achar que no tempo deles é que era bom,
e que agora já ninguém faz nada de geito e blá blá blá...

A realidade é que os interesses das pessoas mudam.

há uns anos atrás a malta queria ter uma "Aparelhagem" à maneira em casa,
esse era um sonho dos jovens (principalmente os rapazes).

Agora não me parece que seja um sonho para a maior parte dos jovens.

A maioria contenta-se com MP3, media servers, ouvir musica no PC ou no portátil, ou quanto muito na TV.
Portanto é natural que as empresas se posicionem na nova realidade do mercado.

E depois vem aqui a malta mais velha que já tem os neurónios todos queimadinhos (que por acaso é a parte digital do cérebro), e poem-se a defender o vinil e tal... (eu incluido)

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 00:54

lol!

Em todas as épocas existiram e existirão coisas boas e más e como tal acho que o melhor é ir aproveitando o melhor de cada uma delas enquanto cá andamos.
Temos hoje grandes amplificadores a válvulas evoluidos do passado, eles sabiam fabricar as belas válvulas e nós não, etc ............

scratch drunken
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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 13:16

Viva,
Jorge Ferreira escreveu:
Sim acho que a malta quando caminha para uma certa idade,
tem sempre aquela tendência de achar que no tempo deles é que era bom,
e que agora já ninguém faz nada de geito e blá blá blá...

Jorge ainda só tens 43 anos, ainda és muito novo para teres o direito de dizer essas coisas lol!

Jorge Ferreira escreveu:
há uns anos atrás a malta queria ter uma "Aparelhagem" à maneira em casa,
esse era um sonho dos jovens (principalmente os rapazes).

Agora não me parece que seja um sonho para a maior parte dos jovens.

A maioria contenta-se com MP3, media servers, ouvir musica no PC ou no portátil, ou quanto muito na TV.
Portanto é natural que as empresas se posicionem na nova realidade do mercado.

Continua a haver, basta ver o caso deste fórum com muito pessoal de 20 anos

Jorge Ferreira escreveu:
E depois vem aqui a malta mais velha que já tem os neurónios todos queimadinhos (que por acaso é a parte digital do cérebro), e poem-se a defender o vinil e tal... (eu incluido)


Tu defendes o vinil , porque foste criando uma estrutura, gravações e reprodutor, que te permite tirar o melhor do analógico, e defendes o que para ti, e tens a certeza, é o melhor.

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 13:32

Ulrich escreveu:


Tu defendes o vinil , porque foste criando uma estrutura, gravações e reprodutor, que te permite tirar o melhor do analógico, e defendes o que para ti, e tens a certeza, é o melhor.



E não é?

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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 13:47

O problema disto tudo e actualmente, é o consumismo, a necessidade de estar sempre em mudança, a necessidade do "usa e deita fora", quando antigamente as coisas eram feitas para durar e perdurar no tempo.

Vejam-se os materiais com que hoje em dia, são feitas a maior parte das coisas ... polimeros merdosos, invenção super sintéctica do Homem, cuja existência é muito curta e desprovida de alma.

Hoje em dia, anda tudo a correr, já ninguém sabe o que é, andar e passear.

Quanto mais se produz, melhor, independentemente da merda que possa sair dessa produção ... o brio profissional, já começa a ser raro, o "devagar e bem", foi substituido pelo "depressa e mal", o que põe em risco a qualidade de tudo.

Eh pá, já tou a delirar, vou mas é calar-me, antes que comece a levar na carola destes foristas loucos.

Beijinhos e abraços ao people todo. Smile)__((:


PS : antes (já tou como os "velhos"), ouvia um disco durante dois ou mais meses, desfrutava com tempo e a meu belo prazer ... hoje em dia, ouço um disco umas 4 a 5 vezes, em 2 ou 3 dias (no máximo), e prateleira com ele
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 14:01

Basta ver o andamento dos formatos. Durante uns 60 anos um formato (o LP) e outros dois maioritariamente para gravar o primeiro. Dai para cá, umas dezenas de formatos e todo o "gear" necessário para o transformar em musica. E o pior é que ainda não parou. O certo é que as pessoas estão a ficar um pouco fartas desta situação.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 14:17

António José da Silva escreveu:
Basta ver o andamento dos formatos. Durante uns 60 anos um formato (o LP) e outros dois maioritariamente para gravar o primeiro. Dai para cá, umas dezenas de formatos e todo o "gear" necessário para o transformar em musica. E o pior é que ainda não parou. O certo é que as pessoas estão a ficar um pouco fartas desta situação.
Caminhamos para o abismo, a passos largooooooooooooooooooooooooooos Smile)__((:

Cpts
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 14:19

Fran escreveu:
Caminhamos para o abismo, a passos largooooooooooooooooooooooooooos Smile)__((:

Cpts[/quote]



Eu acho que é, "caminhamos para o abismo a passos larg10101001001001010010000010110s.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 14:46

António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:
Caminhamos para o abismo, a passos largooooooooooooooooooooooooooos Smile)__((:

Cpts



Eu acho que é, "caminhamos para o abismo a passos larg10101001001001010010000010110s.


PS : 1s e 0s, realmente, que coisa mais sensaborona e limitada ... ao menos que percorressem os caracteres todos, mas enfim, liso, liso, liso, a duas dimensões, sem profundidade, demasiado "seco" e plano, para mim
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 14:52

Fran escreveu:

PS : 1s e 0s, realmente, que coisa mais sensaborona e limitada ... ao menos que percorressem os caracteres todos, mas enfim, liso, liso, liso, a duas dimensões, sem profundidade, demasiado "seco" e plano, para mim

Bom, por muito que ADORE lol! falar mal da digitalite, admito perfeitamente que as boas gravações possam (e são) ser excelentes e há muitos exemplos disso. Se o digital bem feito fosse a única maneira de ouvir musica, também teria que ser feliz com ela.
Mas não seria a mesma coisa.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 14:55

Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:
Caminhamos para o abismo, a passos largooooooooooooooooooooooooooos Smile)__((:

Cpts



Eu acho que é, "caminhamos para o abismo a passos larg10101001001001010010000010110s.


PS : 1s e 0s, realmente, que coisa mais sensaborona e limitada ... ao menos que percorressem os caracteres todos, mas enfim, liso, liso, liso, a duas dimensões, sem profundidade, demasiado "seco" e plano, para mim



O que é que é seco ??
A schneider ou o Dual ??
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 15:07

António José da Silva escreveu:
Basta ver o andamento dos formatos. Durante uns 60 anos um formato (o LP) e outros dois maioritariamente para gravar o primeiro. Dai para cá, umas dezenas de formatos e todo o "gear" necessário para o transformar em musica. E o pior é que ainda não parou. O certo é que as pessoas estão a ficar um pouco fartas desta situação.

Não sei sei se estou de acordo. Julgo que uma falange considerável de audiófilos sente prazer em experimentar equipamentos e formatos novos e basta olhar para os fóruns generalistas para se perceber a animação gerada em torno dos ficheiros HD.
A nossa sociedade assenta num modelo consumista que "vive" da constante substituição de equipamentos electrodomésticos, automóveis, vestuário, etc... é a sociedade onde se medem os homens pelo seu poder de compra.

Uma coisa é a dificuldade em conseguir alguma concertação dos fabricantes em torno dos formatos (área em que existirão sempre interesses divergentes; Betamax vs. VHS?) e outra prende-se com os avanços tecnológicos.

Acho que ninguém tem dúvidas que os avanços tecnológicos acontecem hoje em maior quantidade o que torna os produtos obsoletos mais rapidamente; claro que se de um modo geral estes avanços tecnológicos dão origem a melhores resultados ou desempenho isso nem sempre acontece.

No meu ponto de vista o CD veio até reduzir não só a quantidade de equipamentos necessários para ler música enlatada (para reproduzir vinil necessitamos de uma célula, um braço, um gira-discos e um prévio/equalizador) como facilitou esse processo pois deixou de ser necesária toda uma expertise em torno da montagem e afinação de tão complexo setup...por alguma razão apareceram os DD automáticos. Além disso o CD (suporte) requer menos manutenção e cuidados no manuseio do que um LP em vinil e permite uma maior consistência no produto final, ao contrário do vinil cujas masters vão perdendo qualidade com cada disco que produzem.
Agora se todos esses avanços trouxeram ou não melhor som isso já é outro assunto...subjectivo.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 15:13

Vodoo escreveu:
Fran escreveu:
António José da Silva escreveu:
Fran escreveu:
Caminhamos para o abismo, a passos largooooooooooooooooooooooooooos Smile)__((:

Cpts



Eu acho que é, "caminhamos para o abismo a passos larg10101001001001010010000010110s.


PS : 1s e 0s, realmente, que coisa mais sensaborona e limitada ... ao menos que percorressem os caracteres todos, mas enfim, liso, liso, liso, a duas dimensões, sem profundidade, demasiado "seco" e plano, para mim



O que é que é seco ??
A schneider ou o Dual ??
"Que engraçadinho que eu sou, não acham?!" ... respeitinho é muito lindo, ok?!

Aliás, não digas mal, pois se calhar nunca tiveste nenhuma (nem sabes a que soa), com a idade que eu tive ... não fazes ideia do gozo que me deu na altura (e que ainda me dá), principalmente quando lhe dou a comer, aqueles vinis que nunca ninguém viu em lado nenhum.

Cpts
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 15:19

António José da Silva escreveu:
Ulrich escreveu:


Tu defendes o vinil , porque foste criando uma estrutura, gravações e reprodutor, que te permite tirar o melhor do analógico, e defendes o que para ti, e tens a certeza, é o melhor.



E não é?


Depende...
Na predominante descoberta de ideias e sonoridades da música contemporânea e Rock alternativo, não.
Não existem, salvo raras exepções (edições) discos em vinil destes tipos de música. As edições actuais são de fugir e as tais edições especiais em vinil, upa, upa, carotas!
A maior parte dos discos de vinil com música actual vem da masterização (compressão) do cd e neste caso prefiro o CD, de longe.

Agora para quem tem os bons discos de vinil no tempo em que se faziam ao rigor, e não dá grande importância às novas tendências musicais, faz todo o sentido a sua nobre defesa.

Grande parte do pessoal aqui do fórum ouve música dos anos 60 a 90, daí a postura determinante em prol da melhor reprodução do vinil do, ex:Fletwood Mac, Peter Frampton,... seja em edições ou células, ou giras.

Na música clássica e jazz em que a compressão não é tão evidente no formato CD, obtem-se grandes gravações e reproduções, dependendo do leitor, claro está.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 15:28

Pierre escreveu:
... Agora para quem tem os bons discos de vinil no tempo em que se faziam ao rigor, e não dá grande importância às novas tendências musicais, faz todo o sentido a sua nobre defesa.

Grande parte do pessoal aqui do fórum ouve música dos anos 60 a 90, daí a postura determinante em prol da melhor reprodução do vinil do, ex:Fletwood Mac, Peter Frampton,...
Ora aí está, agora, e falo por mim, é que disseste tudo

E com estas tuas, simples mas, bastante acertivas frases, dou por concluída a minha participação neste tópico, ou em outro qualquer, cujo tema seja, "mais do mesmo".


Um abraço


Última edição por Fran em Ter Jan 24 2012, 15:30, editado 1 vez(es)
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 15:29

ricardo onga-ku escreveu:
António José da Silva escreveu:
Basta ver o andamento dos formatos. Durante uns 60 anos um formato (o LP) e outros dois maioritariamente para gravar o primeiro. Dai para cá, umas dezenas de formatos e todo o "gear" necessário para o transformar em musica. E o pior é que ainda não parou. O certo é que as pessoas estão a ficar um pouco fartas desta situação.

Não sei sei se estou de acordo. Julgo que uma falange considerável de audiófilos sente prazer em experimentar equipamentos e formatos novos e basta olhar para os fóruns generalistas para se perceber a animação gerada em torno dos ficheiros HD.
A nossa sociedade assenta num modelo consumista que "vive" da constante substituição de equipamentos electrodomésticos, automóveis, vestuário, etc... é a sociedade onde se medem os homens pelo seu poder de compra.

Uma coisa é a dificuldade em conseguir alguma concertação dos fabricantes em torno dos formatos (área em que existirão sempre interesses divergentes; Betamax vs. VHS?) e outra prende-se com os avanços tecnológicos.

Acho que ninguém tem dúvidas que os avanços tecnológicos acontecem hoje em maior quantidade o que torna os produtos obsoletos mais rapidamente; claro que se de um modo geral estes avanços tecnológicos dão origem a melhores resultados ou desempenho isso nem sempre acontece.

No meu ponto de vista o CD veio até reduzir não só a quantidade de equipamentos necessários para ler música enlatada (para reproduzir vinil necessitamos de uma célula, um braço, um gira-discos e um prévio/equalizador) como facilitou esse processo pois deixou de ser necesária toda uma expertise em torno da montagem e afinação de tão complexo setup...por alguma razão apareceram os DD automáticos. Além disso o CD (suporte) requer menos manutenção e cuidados no manuseio do que um LP em vinil e permite uma maior consistência no produto final, ao contrário do vinil cujas masters vão perdendo qualidade com cada disco que produzem.
Agora se todos esses avanços trouxeram ou não melhor som isso já é outro assunto...subjectivo.


A grande maioria das novas tecnologias não tem dado grandes frutos e tem-se desvanecido. Nao vejo as pessoas assim tão interessadas nas mudanças. Se reparar-mos no DVD-A, no SACD, no HDCD, são tudo formatos que nasceram e......

Outra coisa diferente tem a haver com a tecnologia que permite "sacar" da net de graça que é o que acontece hoje em dia com 90% dos downloads (musica, filmes, jogos). Ai já se vê uma entrega diferente e um investimento que muitas pessoas fazem para depois poder usufruir do "de borla" e tem sido essa a grande alavanca desta tecnologia. (atenção que não estou a criticar as borlas mas sim a constatar um facto que me parece evidente)

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 18:45

Citação :

Na música clássica e jazz em que a compressão não é tão evidente no formato CD, obtem-se grandes gravações e reproduções, dependendo do leitor, claro está.


Na musica classica é onde mais se nota a grande diferença dinâmica ,o cd é claramente superior como é do conhecimento...

Agora se o ppl tem sistemas que consigam reproduzir essa dinâmica registada,já outra coisa.
Valvulas então é para esquecer só se trabalharem com sistemas de elevado rendimento e mesmo assim é preciso potência....São muito bonitas para um quarteto de cordas ,jazz....

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 19:14

Rui Pinho escreveu:
Citação :

Na música clássica e jazz em que a compressão não é tão evidente no formato CD, obtem-se grandes gravações e reproduções, dependendo do leitor, claro está.


Na musica classica é onde mais se nota a grande diferença dinâmica ,o cd é claramente superior como é do conhecimento...

Agora se o ppl tem sistemas que consigam reproduzir essa dinâmica registada,já outra coisa.
Valvulas então é para esquecer só se trabalharem com sistemas de elevado rendimento e mesmo assim é preciso potência....São muito bonitas para um quarteto de cordas ,jazz....

Passaro de fogo.Orquestra sinfonica de montreal ,Charlres Dutoit .Decca .CD


Tenho por aqui um software que avalia o nível de uma gravação ao longo do tempo e até agora nenhum dos CD que analisei ultrapassou os 60dBs (10bits).
Na verdade, nenhum dos ficheiro HD que agarrei superou os 10bits excepto uma obra sinfónica disponível no site da 2L.NO.

Se o ruído de fundo da nossa sala se situar nos 30dB esse valor de 60dB revela-se afinal adequado pois isso significa que os fortissimi tocarão a cerca de 90dB no ponto de escuta, valor bastante aceitável para a maioria das colunas colocadas a distâncias vulgares (2-3 metros).
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 19:26

António José da Silva escreveu:
A grande maioria das novas tecnologias não tem dado grandes frutos e tem-se desvanecido. Nao vejo as pessoas assim tão interessadas nas mudanças. Se reparar-mos no DVD-A, no SACD, no HDCD, são tudo formatos que nasceram e......

Outra coisa diferente tem a haver com a tecnologia que permite "sacar" da net de graça que é o que acontece hoje em dia com 90% dos downloads (musica, filmes, jogos). Ai já se vê uma entrega diferente e um investimento que muitas pessoas fazem para depois poder usufruir do "de borla" e tem sido essa a grande alavanca desta tecnologia. (atenção que não estou a criticar as borlas mas sim a constatar um facto que me parece evidente)

A maioria das pessoas não está preocupada com a qualidade de som e tanto se lhe dá escutar no portátil ou no televisor e basta-lhes a qualidade medíocre de um mp3.
Daí que esses formatos especificamente dirigidos ao minúsculo nicho dos audiófilos não tenham vingado...e talvez também porque o incremento de qualidade para o CD não fosse suficientemente significativo.
Julgo que é mais um problema de mercado do que outra coisa.
Talvez os ficheiros HD venham a alterar o panorama mas as editoras ainda têm algumas reticências no que se refere ao às defesas dos © / pirataria.

O mais provável é que a lata definição acaba por se restringir ao mercado de música erudita ("clássica" e jazz) até porque os custo associados à produção são maiores.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 19:43

ricardo onga-ku escreveu:
Rui Pinho escreveu:
Citação :

Na música clássica e jazz em que a compressão não é tão evidente no formato CD, obtem-se grandes gravações e reproduções, dependendo do leitor, claro está.


Na musica classica é onde mais se nota a grande diferença dinâmica ,o cd é claramente superior como é do conhecimento...

Agora se o ppl tem sistemas que consigam reproduzir essa dinâmica registada,já outra coisa.
Valvulas então é para esquecer só se trabalharem com sistemas de elevado rendimento e mesmo assim é preciso potência....São muito bonitas para um quarteto de cordas ,jazz....

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Tenho por aqui um software que avalia o nível de uma gravação ao longo do tempo e até agora nenhum dos CD que analisei ultrapassou os 60dBs (10bits).
Na verdade, nenhum dos ficheiro HD que agarrei superou os 10bits excepto uma obra sinfónica disponível no site da 2L.NO.

Se o ruído de fundo da nossa sala se situar nos 30dB esse valor de 60dB revela-se afinal adequado pois isso significa que os fortissimi tocarão a cerca de 90dB no ponto de escuta, valor bastante aceitável para a maioria das colunas colocadas a distâncias vulgares (2-3 metros).
Eu tenho aqui outro software....E uso auscultadores de corneta
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 20:23

Rui Pinho escreveu:
..E uso auscultadores de corneta



Podes explicar essa da corneta?

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 20:59

Eu vou direito ao assunto, hoje fala-se muito no analógico da mesma forma que se falava do digital quando este apareceu sob a forma de CD no inicio dos anos 80. É que hoje fala-se de analógico por tudo e por nada, por vezes fica-se com ideia de haver algum fundamentalismo em redor deste formato.

Quando apareceu o CD. alguém falava do vinilo, este passou a ser pertença a grupo muito restricto de melómanos, não falo de audiófilos porque na altura falava-se muito pouco sobre o assunto, pois o fim último era apenas o de ouvir música e não de ouvir equipamentos como se faz hoje por muitos.

O Vinilo está na berra, penso que é uma moda, e Portugal é fértil nessas adesões, ou seja tudo o que é moda... Os amantes do Vinilo continuam a sê-lo, desde toda a sua existência, por vários factores, gostos, exigências, etc, não quer dizer com isto que na altura, a maioria ficou também um pouco rendida ao aparecimento do digital, e eu também, pois não sou diferente dos outros, poderei ser e isso com toda a certeza, na forma de estar e na forma de sentir e ouvir música,

As novas gerações aderem com muita facilidade aos novos formatos em que a portabilidade é uma constante, e hoje são poucos aqueles que param para ouvir música em casa, pois hoje ouve-se cada vez mais música no carro, e nos transportes públicos, e o resto é puro debate.

Lamento que assim seja, pois recordo os meus tempos de jovem que a compra de um disco de Vinilo implicava uma tarde ou o resto dia em profunda exultação e convívio com amigos nos nosso quartos em volta do tal gira-discos nosso para quem tinha posses, ou o dos nossos pais. Hoje esse convívio faz-se a dois nos transporets públicos, ele agarrado aos Headphones do telemóvel ou outro , e ela/ele a partilhar o outro auricular, estamos na geração do Gadget, eh pá não há volta a dar.

A realidade portuguesa é bem diferente das outras por esse mundo fora, o conceito de HiFi pode-se sentir nos mais variados eventos de audio além-fronteiras. Por cá são sempre os mesmos, já começa a ser tediante, ter que nos ''confrontar'' com quem não desejamos, é uma seca...

O HiFi puro e simples, e quando digo puro não me refiro a todos aqueles experts na matéria que se dizem puristas só porque ''querem ouver'' equipamentos , mas sim a todos os outros que ouvem música a sério e sentem-na na mais pura essência com que esta chega aos canais auditivos, sem para isso ter equipamentos de valor absurdo muito típico de novo rico em Portugal, mas dizia eu, que o ritual e o conceito de ouvir Alta-Fidelidade está a ser cada vez mais corporativista, e elitista e desenvolvido por alguns, talvez por poucos, mas bons, serão?talvez, não sei...

A Alta-Fidelidade que se ''via'' e ouvia nos gloriosos anos 70, 80 e até meados de 90 é pertença do passado infelizmente. Hoje é muito e sempre do mesmo e com a agravante de vir também sempre do mesmo sítio, ou seja de grosso modo a Alta-Fidelidade está cada vez mais moribunda e com poucos motivos reais interesse, apesar de algumas iniciativas que se vão fazendo por aí com nomes sonantes para captar novos públicos, não é suficiente para que o analógico tenha a expressão que muitos de nós desejariam, até lá cada um vai ouvindo música da forma que mais gosta, seja em formato digital e portátil, seja analógico...o futuro a deus pertence, lá diz a tradição popular e dos que batem com a mão no peito ao domingos de manhã...enfim muito haveria para dizer e debater em redor deste tema...fica para a próxima.

Boas audições



Última edição por Mozarteano em Ter Jan 24 2012, 21:25, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 21:05

Não me parece um resumo mal feito caro Mozarteano.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 21:33

António José da Silva escreveu:
Não me parece um resumo mal feito caro Mozarteano.

É. Já me esquecia, e para todos que se lembram, não sentem saudades das romarias que se faziam e viam nos eventos de audio? Pois, já lá vão uns aninhos sim, não muitos, mas...é o tal principio do fim, digo eu..., posso estar enganado, deus queira, mas como diz e escreveu e muito bem um dos grandes vultos do audio nacional: (...) é o estado das coisas (...)

P.S.: Isto não é grave, faz parte ''natural'' da evolução das sociedades, para o bem e para o mal, agora e sem querer politizar a coisa, grave é o estado (salvo seja)do Presidente da República, isto é que é grave..., e de tantos outros que estão no banquete, Catrogas, etc, etc, assim, não há dinheiro para se fazerem upgrades nos equipamentos lol! What a Face Twisted Evil
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 22:05

ricardo onga-ku escreveu:
A maioria das pessoas não está preocupada com a qualidade de som e tanto se lhe dá escutar no portátil ou no televisor e basta-lhes a qualidade medíocre de um mp3.
Daí que esses formatos especificamente dirigidos ao minúsculo nicho dos audiófilos não tenham vingado...e talvez também porque o incremento de qualidade para o CD não fosse suficientemente significativo.
Julgo que é mais um problema de mercado do que outra coisa.
Talvez os ficheiros HD venham a alterar o panorama mas as editoras ainda têm algumas reticências no que se refere ao às defesas dos © / pirataria.

O mais provável é que a lata definição acaba por se restringir ao mercado de música erudita ("clássica" e jazz) até porque os custo associados à produção são maiores.

Partilho desta opinião. O problema não está nos formatos mas sim no mercado.

E sem dúvida que a maioria da população está-se borrifando para a qualidade de som. Este fórum, por exemplo, não é de todo representativo da realidade.

Aqueles que, citando o amigo Mozarteano, "ouvem música a sério e sentem-na na mais pura essência com que esta chega aos canais auditivos" são o verdadeiro nicho a quem os formatos de alta definição poderiam interessar. Mas depois há o outro "nicho" que ouve com os olhos e dá asas às capacidades financeiras para investir milhares em sistemas de encher o olho e não tanto o ouvido. Ora, colocando as coisas em perspectiva é fácil perceber qual o caminho que o mercado leva...

Acredito que já tenham passado pelo palco da tecnologia diversos formatos com potencial, mas o esforço necessário para trazer os mesmos para as luzes da ribalta e criar "standards de facto" é muito superior ao de umas boas campanhas de marketing para vender equipamentos de tecnologia sobejamente conhecida de todos (e barata) a preços estratosféricos.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 22:09

Mozarteano escreveu:
As novas gerações aderem com muita facilidade aos novos formatos em que a portabilidade é uma constante, e hoje são poucos aqueles que param para ouvir música em casa, pois hoje ouve-se cada vez mais música no carro, e nos transportes públicos, e o resto é puro debate.

Lamento que assim seja, pois recordo os meus tempos de jovem que a compra de um disco de Vinilo implicava uma tarde ou o resto dia em profunda exultação e convívio com amigos nos nosso quartos em volta do tal gira-discos nosso para quem tinha posses, ou o dos nossos pais. Hoje esse convívio faz-se a dois nos transporets públicos, ele agarrado aos Headphones do telemóvel ou outro , e ela/ele a partilhar o outro auricular, estamos na geração do Gadget, eh pá não há volta a dar.

Hoje os miúdos podem estar juntos sem estarem presentes no mesmo espaço, a qualquer hora, podem escutar-se pelo skype, pelo messenger, pelo telemóvel com tarifário grátis, podem oferecer música (ou mesmo video), partilhá-la instantaneamente (só é pena a pirataria), sem ter medo que o disco não seja devolvido ou que regresse riscado.
Se isso não é uma Evolução...

Quanto aos headphones, ou melhor, ao audio pessoal portátil temos de agradecer ao Sr. Akio Morita, e não é uma invenção de agora, tem 30 anos.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 22:13

Bulldozer escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
A maioria das pessoas não está preocupada com a qualidade de som e tanto se lhe dá escutar no portátil ou no televisor e basta-lhes a qualidade medíocre de um mp3.
Daí que esses formatos especificamente dirigidos ao minúsculo nicho dos audiófilos não tenham vingado...e talvez também porque o incremento de qualidade para o CD não fosse suficientemente significativo.
Julgo que é mais um problema de mercado do que outra coisa.
Talvez os ficheiros HD venham a alterar o panorama mas as editoras ainda têm algumas reticências no que se refere ao às defesas dos © / pirataria.

O mais provável é que a lata definição acaba por se restringir ao mercado de música erudita ("clássica" e jazz) até porque os custo associados à produção são maiores.

Partilho desta opinião. O problema não está nos formatos mas sim no mercado.

E sem dúvida que a maioria da população está-se borrifando para a qualidade de som. Este fórum, por exemplo, não é de todo representativo da realidade.

Aqueles que, citando o amigo Mozarteano, "ouvem música a sério e sentem-na na mais pura essência com que esta chega aos canais auditivos" são o verdadeiro nicho a quem os formatos de alta definição poderiam interessar. Mas depois há o outro "nicho" que ouve com os olhos e dá asas às capacidades financeiras para investir milhares em sistemas de encher o olho e não tanto o ouvido. Ora, colocando as coisas em perspectiva é fácil perceber qual o caminho que o mercado leva...

Falta falar de aqueles (que são muito mais do que "nós") que "ouvem música a sério e sentem-na na mais pura essência com que esta chega aos canais auditivos" mas que não sentem necessidade de escutá-la através de um sistema de alta-fidelidade.
Posso dar o exemplo de amigos que são músico amadores...e que escutam música na televisão ou num pequeno sistema micro de qualidade duvidosa.

O que distingue um audiófilo de um melómano é que o primeiro dá importância ao Som, por vezes tanto que a música passa para segundo plano.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Ter Jan 24 2012, 22:13

ricardo onga-ku escreveu:


Quanto aos headphones, ou melhor, ao audio pessoal portátil temos de agradecer ao Sr. Akio Morita, e não é uma invenção de agora, tem 30 anos.

Foi realmente no Walkman que tudo começou.

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