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 O inicio do fim

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enxuto
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 14:48

... fim de ciclo do hifi...

quando acham que começou isso?
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 14:57

enxuto escreveu:
... fim de ciclo do hifi...

quando acham que começou isso?


Posso estar a dizer alguma asneira, mas de (mais ou menos) 1985 em frente a curva foi descendente.
O que vos parece?

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:02

enxuto escreveu:
Eu, sem perceber nada disto, avançava para os anos 90.

Sim, nos anos noventa já estava (quanto a mim) a bater bastante no fundo, mas parece-me que o inicio da doença começou um pouco antes. Pelo menos é a minha perceção que pode naturalmente estar errada.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:04

Mas eu só digo isto por uma razão (ou quase): foi quando fechou a minha loja favorita nas Caldas, na altura a única de hifi. e nem era tant hi assim.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:09

E de repente pareceu-me que o que aparecia não era melhor do que o anterior.

Só tinha mais luzes, era mais frágil e às vezes mais caro.

E às vezes era "tudo em um".
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:16

enxuto escreveu:


E às vezes era "tudo em um".




Será que a era digital não teve em certo ponto alguma coisa a ver com a displicência com que o áudio foi encarado?

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MensagemAssunto: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:25

Se calhar.

Eu coneço um rapaz que diz que o CD não tem qualidade de som, porque o DTS é que é bom e nada do que toque só em duas colunas lhe serve.

E fica espantado quando lhe digo que gosto de ouvir música em duas colunas.

E o grande comércio normalmente não se rala muito com "nichos".
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:37

Olha... a minha pergunta deu um tópico.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:39

enxuto escreveu:
Olha... a minha pergunta deu um tópico.

Smile)__((:

Sem querer capei-te um post sem intenção onde dizias que para ti tinha sido nos anos 90.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:40

O inicio do fim dos gloriosos dias do Hi Fi foi em 1979....

http://pt.wikipedia.org/wiki/Compact_Disc

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:41

pois....

o outro sem querer caiu no bote salva-vidas.

dava pa rir se na fosse trágico. caraças do home.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:46

O meu raciocínio sobre a era digital não é para denegrir o digital, que também trouxe muitas coisas boas, mas sim segundo o seguinte raciocínio. Pensem comigo que este meu disparate pode ter alguma lógica. Mesmo um maluco pode um dia ter uma ideia acertada. lol!

Em meados dos anos 80 já uma grande parte das marcas que desenvolviam aparelhos, sejam eles os gigantes Sony, Pioneer, Maranz entre muitos outros, desenvolviam os seus aparelhos sobre a bitola das implacáveis medições e depois escutando o formato da altura que era o CD. Partindo do principio que nos é conhecido de que no inicio o CD era simplesmente e maioritariamente "horroroso" porque estéril, frio, sem definição, sem transparência etc. será que é uma das razões que ajudou a que muitos aparelhos soassem tão mal e tão "ao mesmo"?

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 15:51

Mas parece-me boa idéia (o tópico, não o cair no bote).
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 18:11

Acho que o digital(cd), inicialmente, não contribuiu para o declínio do hi-fi, pelo contrário, foi um tentativa de lhe dar novo fôlego. Posteriormente ajudou e muito ao seu declínio, porque abriu caminho ao DVD, home cinema, etc. Estes, sim, tornaram o hi-fi de 2 canais num nicho de mercado.
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Vodoo
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 19:06

Bêm na minha opinião os anos melhores foram dos meados dos anos 80 atá ao início dos anos 90 ai até 92 no máximo, até porque se viviam anos prósperos a nível económico e as grandes empresas gastavam fortunas em desenvolvimento como era o caso da Sony e mais ainda a Matsushita (technics/panasonic) que salvo erro em 91 gastava qualquer coisa como 10 vezes o orçamento do estado Português em pesquisa.
Penso que o CD nada teve a vêr com o declinio ou anos das vacas gordas, mas sim a dispersão de algumas marcas que tinham gastado muito e mal outras que produziam em quantidades enormissimas e como é que por exemplo tendo eu um aparelho porreiro em bom estado a tocar bêm com 10 ou mais anos e bêm construido iria comprar outro, ou para quêm trocar por outro mais moderno?
E daí a razão de por vezes ouvir alguêm a dizer que no Audio já foi tudo ou quase tudo foi feito !!!
Então começou a haver mais a preocupação estética dos aparelhos e menos a parte técnica para se conseguir influênciar o comprador e penso eu que uma das razãoes tambêm levou ao declinio, e depois começou cada vez mais a falar-se do hi-end e a aparecerem classes e mais classes de aparelhos tambêm para influêncionar o comprador a subir degraus e mais uma série de acontecimentos que nos deixam na situação em que nos encontramos hoje de aparelhos descaracterizados projectados pelas mesmas pessoas muito idênticos,etc,etc.

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enxuto
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 19:21

A mim o que me parece é que as codificações e funções aumentaram e a qualidade dos componentes diminuiu, resultando num som mais fracote às vezes e fundamentalmente numa menor durabilidade.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 19:36

Tambêm concordo sim.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 20:02

Citando William Ralph Inge:

Citação :
There are two kinds of fools: one says, "This is old, therefore it is good"; the other says, "This is new, therefore it is better."
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sex Jan 20 2012, 20:09

ricardo onga-ku escreveu:
Citando William Ralph Inge:

Citação :
There are two kinds of fools: one says, "This is old, therefore it is good"; the other says, "This is new, therefore it is better."


Exatamente, em ambos o erro é grande. Mas decerto que concordas, e sem generalizar, que houve um altura em que o muito mau se sobrepôs ao que era bom. Pelo menos é essa a perceção generalizada.

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Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sab Jan 21 2012, 14:27

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sab Jan 21 2012, 20:34

Este tópico leva-me a lembrar uma tendência que vivemos hoje e que se pode denominar de era vintage. O analógico, a estética... enfim, há uma série de coisas que hoje leva muita gente a cultivar coisas do passado, como aparelhos, mobiliário, roupas e muitos utensílios, e com isto gera-se uma verdadeira cultura. Existem já umas quantas estações de rádio a seguir esta filosofia.
O que falta compreender é a razão deste fenómeno. E isto, apesar de ser simples, é complexo e merece ser abordado com a maior seriedade. Correndo o risco de ser simplista, é a deceção e a falta de esperança na expectativa que se assemelha de um «provável» futuro, que gera uma certa frustração e uma espécie de necessidade de olhar o passado e refletir.
Aquilo que falta, pode ser demasiado complexo para exprimir aqui, mas pode ser observado a título de exemplo, o facto de que se queremos o analógico, devemos fazer por redirecionar as atenções para o essencial e repensar aquilo que importa. E se o digital pode ajudar, é procurar compreender onde ele deve ser aplicado. Isto é um exemplo de como o futuro deve ser encarado.
Naturalmente que existe uma enorme complexidade social em questão, mas não é a olhar para trás que se encara o futuro, que esse teremos mesmo que enfrentar; e resta sim, procurar a forma como o encarar.

Quanto a mim, o hi-fi ou áudio, não sofre de qualquer problema, mas de uma necessidade, como tudo na vida, que precisa da devida atenção.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Sab Jan 21 2012, 20:36

Rui Pinho escreveu:
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ducar
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 00:48

enxuto escreveu:
Mas eu só digo isto por uma razão (ou quase): foi quando fechou a minha loja favorita nas Caldas, na altura a única de hifi. e nem era tant hi assim.

Se bem me lembro era na rua das montras, comprei lá um timer da Pioneer que acabei por o vender e agora felizmente encontrei outro.
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ducar
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 00:56

António José da Silva escreveu:
enxuto escreveu:
... fim de ciclo do hifi...

quando acham que começou isso?


Posso estar a dizer alguma asneira, mas de (mais ou menos) 1985 em frente a curva foi descendente.
O que vos parece?

Concordo que a curva foi descendente principalmente com marcas made in Japan, mas no que toca aos sistemas Ingleses e similares foi nessa época que apareceu muita coisa boa.
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Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 01:05


Falando mais a sério.O amigo stereo diz e com verdade que é uma cultura. Acontece em todas as gerações,quando atingimos uma certa idade vivida recordamos naturalmente coisas que nos deram prazer .
No caso do hifi ,da musica das velharias...
O vintage no áudio pode ser uma experiência de vida que tem a virtude do conhecimento
Quando comecei a ligar ao som ,tinha onda média,rádios com FM eram raros e caros,a cobertura também era limitada
O meu primeiro de som teria eu 10 anos eram dois rádios de OM.Um a válvulas que dava uns graves porreiros e um de transístores que era mais fino....Então tinha dois altifalantes ovais sendo mais duro para o transístores ,eram os agudos
Com a descoberta recente de que um condensador ligado ao altifalante aumentava os graves, consegui um som porreiro,ficava com controle graves e agudos
Tinha material lá em casa que era dos rádios,estão ver ,ainda rebentei com umas coisas bom
No meio disto tudo o meu pai reparava uns móveis com FM que tinham um som fabuloso!
O meu primeiro estereofonico foi um National com cassetes e FM claro .Um grande passo em frente.
Na altura tinha pancada pelos aparelhos japoneses e a National era a minha marca.
A compra deste national foi sempre um bocado perturbada por um philips também com cassete ,no fundo eu até gostava do som do philips mas marrava prá li e pronto!
Mas não desisti, achei que as colunas é que eram fracas .Troquei de colunas e lá fui no mesmo,National Panasonic!
já eram duas vias ,as primeiras era um 5" full range.
Sr. da Frineve ,muito simpático ainda me disse :Olhe que aquelas são muito boas.Mas eu nada .Um dia ainda apanho umas...
Bom, as national eram melhores mas o philips continuava dar-me cabo da cabeça
Então através de um catalogo da akai fiz umas colunas .O catalogo tinha o desenho ,eu traduzi aquilo á escala , montei os dois altifalantes da Panasonic.Giro a coluna era de labirinto com saída em baixo,vim a saber mais tarde
Os resultados foram excelentes fiquei com outro som.A partir dai percebi que o mais importante eram as colunas.
Depois foi sempre a abrir....
Kits, philips ,wharfedale,seas que eram vendidos na rua do coliseu ,acho que se chama Reis e Pereira
Hoje não sei quantas colunas fiz e dos mais variados tipos, formas e feitios.Umas pura experimentação
O que sempre me aconteceu e continua ,é que nunca nada me satisfez
Claro que tive momentos de alegria de ter feito algo que gostei mas era hoje ,amanhã já nem tanto e depois era o desatino
Ter umas Teesdale hoje é para além de tudo um prazer realizado,tocam bem mas principalmente há uma certa emoção.Tenho umas colunas do Sr. Briggs
Acho que para além daquilo que reconheço como qualidade e carácter ,nesta altura as marcas eram muito mais personalizadas
depois comprei um rotel na esterosom ,tive algum tempo até comprar um Aiwa no tempo em que tiveram ligação com a sony e fizeram coisas muito boas
A propósito disso na altura sempre achei que a RIAA era muito boa ,quando consegui o esquema constatei que era um circuito kaneda !

É um periodo de expansão da alta fidelidade em Portugal.A centelec ,a B&O que era na altura uma com presença no hifi e muitas outras
O valentim de Carvalho ,a Estereosom ,mais antigos ,o aparecimento depois da Sasseti na Valbom ,onde Sr. Camara ,uma a pessoa muito interessante e conhecedora ,organizava sessões de audição na cave com musica selecionada ,o que foi inédito .
Depois o Sr. camara abriu um auditório em frente á casa da moeda.
Começa um certo declineo do mercado sendo o auditório Vivaldi ,em São Sebastião,o ultimo
Passa-se por um período do chamado contrabando, ali para baixa
Mais tarde com o aparecimento da revista Imasson e da videosom , inicia-se novo período o do hifi.
Revista Audio e HIFI, audio e highend , vem o ultra ,e lá estamos a fechar novo período
Mais, 200
Resumindo e concluído!É mais pancada como outra qualquer,o ppl diverte-se,chateia ,hoje de forma diferente ,melhor em alguns aspectos mas também mais virtual .As coisas são ou foram mais facéis .
Eu fico pelos vintage porque já sou avô .
Já ando meter veneno nos netos.O Francisco já sabe que o aparelho só faz Piii,nas coisas metálicas,mexe nas ferramentas.Já sabe o que é uma cabeça de gira discos porque me partiu a agulha da AT33.Mas é assim a partir também se aprende.

E claro os carros !Já sabe o que é o cheiro de porsche a queimar 105 Razz

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 01:11

enxuto escreveu:
E de repente pareceu-me que o que aparecia não era melhor do que o anterior.

Só tinha mais luzes, era mais frágil e às vezes mais caro.


Nos anos 80 foi moda as luzinhas e os painéis de plástico de fraca qualidade com um grafismo exagerado principalmente no ano 85 até 88 depois começou a melhorar novamente.

enxuto escreveu:
E às vezes era "tudo em um".


Nem sempre os tudo em um eram maus, lembro-me bem dos sistemas compactos como exemplo da Lowe-Opta dos anos 70 dos Teleton alguns já quadrifónicos serem bastante apelativos e bem mais interessantes e elegantes que os que mais recentes compactos tipo caixote.
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Ulrich
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 02:33

Viva,

eu vejo simplesmente um caminho que foi percorrido.

Se fizermos uma relação entre o preço dos equipamentos e o custo de vida, vemos claramente que os equipamentos foram ficando mais acessíveis.

Obviamente que equipamentos mais acessíveis implicam que as marcas procurem soluções mais económicas em certos componentes ,daí que os materiais sejam de qualidade não tão duradoura.

Em termos sonoros não me pronuncio , até porque não tenho conhecimentos para tal.

Mas a História tem sempre razão, e mesmo os mal amados equipamentos dos anos 90, daqui a 20 anos terão uma legião de fãs que se irão encarregar de de lhes tecer os maiores elogios

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 06:18

Isso foi uma boa parte do ciclo da vida áudio que tua aí passastes e claro que com muita verdade. Mas havia algo de especial no áudio feito há muitos anos atrás, e não falo dos anos 70/80 falo bastante antes. Talvez o ser uma altura de pioneiros do áudio e o facto de na altura as únicas coisas que havia era o livro o jornal e o áudio na vida das pessoas. Todo o jovem queria (nem que fosse) um rádio. Ter uma peça de áudio era para nós aquilo que hoje é ter um computador ou uma consola de jogos.
Penso que esse crer ter uma peça de áudio era algo que definitivamente fez com que o áudio fosse das coisas mais importante na vida das pessoas e muita investigação e dinheiro era dedicado à ciência de desenvolver aparelhos.
Quando falamos em declínio, isso não significa que não tenha havido avanço, mas tem sido um avanço estranho e muitas vezes um pouco aos zig-zags.

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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 14:30


Tudo o que tem uma razão muito forte para existir não chega a morrer,
apenas deixa de ter a quota de mercado que tinha no seu auge.

Mas existem sempre pessoas que se apercebem das suas qualidades únicas,
e outras que se apercebem que podem fazer algum dinheiro com elas.

Então o nicho acaba por desenvolver-se e manter-se,
enquanto ainda existirem razões únicas para ele existir.

No caso do nosso Portugal os nichos de mercado serão ainda mais pequenos durante os próximos anos,
devido à pobreza em que o nosso pais mergulhou.

O facto de os possíveis compradores terem dinheiro é um factor importante no desenvolvimento dos nichos de mercado.
Pois os nichos de mercado são naturalmente mais caros e menos acessíveis a todas as bolsas.

Porque é que se vendem mais gira discos na alemanha ? Devido aos Alemães serem mais sensíveis que nós ? Ou por terem muito mais dinheiro ?

Mas realmente o mais importante para manter vivo um nicho de mercado é primeiro que tudo aquilo a que eu chamo o factor "razão muito forte para existir".

Vou falar agora um pouco no nicho de mercado dos discos de vinil novos, já que é o meu foco principal hoje em dia.

O vinil novo está a crescer uma média de 40% ao ano desde à meia duzia de anos a esta parte.
mas se as editoras não perceberem bem quais são os factores "razão muito forte para existir",
as vendas podem começar a diminuir brevemente.

Com o aparecimento dos FLACS as edições de vinil têm de se bater com o seguinte :
- portabilidade
- preço
- partilha
- excelente qualidade de som
- sem degradação do suporte
- sem problemas de afinação do gira discos
- sem custos da troca de célula/agulha
- sem problemas de limpeza dos discos
- sem a chatice de se ter de virar o disco de 10 em 10 minutos (caso dos LP's a 45 rpm)
- sem o preço exorbitante que as edições de vinil audiófilas têm muitas delas
- sem necessidade de espaço para guardar os discos

Mas existe uma coisa que os FLACS nunca vão ter e que vai ser a "razão muito forte para existir" do vinil,
o Cover Art das capas...

Fazer edições de vinil audiófilas apenas com excelente qualidade de som já não é suficiente para manter o nicho no futuro,
apesar de eu achar que o vinil tem capacidade para ter uma melhor qualidade de som que os FLACS.
Podemos é questionar se todas as editoras tiram partido do som do vinil como deve ser e em todo o processo de produção.

Mas com o aparecimento dos FLACS já não é apenas a questão da qualidade do som que vai manter o nicho do vinil,
quanto a mim a "razão muito forte para existir" hoje em dia já não é essa.

As pessoas gostam de possuir as coisas fisicamente e de olhar para aquilo que têm.

Um album pode ser tão intimista e envolvente que apenas ouvir não chega,
a capa tem de existir e tem de ser uma obra de arte para se querer ver e tocar.

Quando as editoras audiófilas finalmente perceberem isso,
talvez começem a fazer mais reedições com capas ainda mais elaboradas do que eram antigamente,
se fizessem isso o vinil iria vender e crescer ainda muito mais...

Façam capas ainda com mais arte do que o fecho nas calças do "Sticky Fingers" ou a foto holográfica de "Their Satanic Majesties Request",
ou os bonecos que se levantam quando se abre a capa...

A maior parte das vezes não foi pela qualidade de som nem pela qualidade musical que estes originais venderam tanto e continuam hoje em dia a mudar de mãos a preços exorbitantes...foi a maior parte das vezes principalmente pelas capas!!!

Claro que existe a questão de ser a edição original, e muitos têm também melhor som.

Mas e se as editoras audiófilas fizessem capas ainda melhores que o original juntamente com um som melhor que o original ?
Qual é que passaria a ser a edição mais valiosa e procurada daqui a uns anos ?
E será que não existiriam mais pessoas a querer comprá-la ?

O cuidado no processo completo de produção do vinil,
não só numa superior qualidade de som mas também na Cover Art melhor e mais perfeita de sempre,
isso sim fará com que o vinil continue a ter "razão muito forte para existir".


Abraços,
Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 14:39


Ora aqui está ( mais ) uma boa reflexão !!!
As capas são sem dúvida o melhor complemento do vinil, então algumas...
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 15:12

Os FLACs são ficheiros comprimidos sem perdas ou alterações de informação (uma espécie de WinZIP para Audio) e só por si não são indicativos de qualidade; é aliás possível efectuar um ficheiro FLAC a partir de um mp3 low-fi com 128 kbps de bit-rate.

Julgo estar a referir-se aos ficheiros Audio de alta resolução (HD) com 24bits e 88,2kHz ou mais de frequência de amostragem, normalmente WAVE (WinOS) ou AIFF (MacOS) e que podem ser comprimidos de forma lossless em formatos como p. ex. o FLAC.
Esses ficheiros têm em teoria uma capacidade técnica superior às master-tapes analógicas (e estas ao vinil) mas na verdade a maioria daqueles que se encontram disponíveis no mercado não têm melhor qualidade que um CD e muitos deles foram até convertidos directamente de ficheiros Redbook 16bit/44,1kHz.

Jorge Ferreira escreveu:
Com o aparecimento dos FLACS as edições de vinil têm de se bater com o seguinte :
- portabilidade
- preço
- partilha
- excelente qualidade de som
- sem degradação do suporte
- sem problemas de afinação do gira discos
- sem custos da troca de célula/agulha
- sem problemas de limpeza dos discos
- sem a chatice de se ter de virar o disco de 10 em 10 minutos (caso dos LP's a 45 rpm)
- sem o preço exorbitante que as edições de vinil audiófilas têm muitas delas
- sem necessidade de espaço para guardar os discos

A esse lista eu juntava ainda:

- a ansiedade permanente dos audiófilos em experimentar e adquirir novos equipamentos
- a esperança em obter melhor qualidade a partir das novas tecnologias

Quanto à questão das capas estou de acordo que para alguns, como eu próprio, possa ser muito gratificante manusear a capa de um LP mas existirão outros que preferem a imagem no monitor e a possibilidade de aceder a outros conteúdos para além das notas que acompanham as edições discográficas em suporte físico.

Ricardo
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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 15:18

ducar escreveu:
... Nem sempre os tudo em um eram maus, lembro-me bem dos sistemas compactos como exemplo da Lowe-Opta dos anos 70 dos Teleton alguns já quadrifónicos serem bastante apelativos e bem mais interessantes e elegantes que os que mais recentes compactos tipo caixote.
Como o meu que é de 1980, e ainda "funcemina", sem nunca ter tido um arranjo que fosse lol!


Jorge escreveu:
... Façam capas ainda com mais arte do que o fecho nas calças do "Sticky Fingers" ou a foto holográfica de "Their Satanic Majesties Request",
ou os bonecos que se levantam quando se abre a capa.................................. não só numa superior qualidade de som mas também na Cover Art melhor e mais perfeita de sempre,
isso sim fará com que o vinil continue a ter "razão muito forte para existir"...
Absolutely!!!
A capa do vinil (sua dimensão, material de que é feita, imagem da mesma) é insubstituível.

Capas como as que o Roger Dean pintou (Atomic Rooster, Uriah Heep, Babe Ruth, Yes, Osibisa, Badger, The Gun, etc etc), são insubstituiveis, mesmo não sendo capas com aqueles truques de levantar os bonecos, ou de abrir ou meio, ou de abrir em 3, 4 e mais partes, ou mesmo como a do disco Alone Together do Dave Mason, a do fecho dos Stones, a do disco Brother de Lon & Derrek Van Eaton (traz um insert que é um cartão, para recortar e montar, com imagens deles a tocar, e que após montada, fica tipo um cilindro para pores em cima da label enquanto o disco toca, e que com o rodar, vês os tipos a mexer/tocar), etc etc, ou seja, antes a dedicação que se punha a gravar um disco, era transposta para a elaboração das capas, e estas, eram estudadas ao mais infimo pormenor, tendo também em conta o conteudo musical.

O manusear a capa, enquanto se ouve um LP, é impagável ... a existência de um inner com informação (nos anos 60 e 70, eram publicitados nos inners, muitos discos com capa e tudo, fonte essa que usei para comprar muitos daqueles que moram hoje cá em casa), é impagável ... o colorido de uma capa, tem uma "expressão fenomenal", e é impagável ... o cheiro de uma capa, é impagável.

Thanks Jorge, por mais esta tua bela iniciativa.

Abçs

PS : permitam-me o abuso

... exemplo de um colorido impagável (Savoy Brown)

... exemplo de uma capa que "não pára" de se abrir (abre em 6 partes) lol!
Gary Wright (dos Spooky Tooth)

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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 15:26

ricardo onga-ku escreveu:
... é aliás possível efectuar um ficheiro FLAC a partir de um mp3 low-fi com 128 kbps de bit-rate ...
Lá isso é verdade, mas essa aldrabice que abunda na net, de converter um MP3 para um Lossless, é facilmente detectável (pelo ouvido, ou por alguns dos programas que existem hoje em dia, especificos para isso, como o "audio-checker").


ricardo onga-ku escreveu:
Jorge escreveu:
... sem degradação do suporte ...
Não sei, não, veremos se um CD comprado agora, ainda toca daqui a 50 anos scratch

Abçs


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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 15:39

Depois de ler os vossos pensamentos e tendo na ideia aquilo que o Rui Pinho também escreveu, parece que a frase, "um ponto final não é mais do que um novo ponto de partida" se pode aplicar.

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Jorge Ferreira
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 15:53

Os FLAC (Free Lossless Audio Codec) como o nome indica é tipo o winzip do audio digital,
mas que permite sem perda de qualidade comprimir os ficheiros para ocuparem menos espaço,
e assim ocuparem menos largura de banda nos downloads e menos espaço no armazenamento em disco rigido.

Um CD não dura para sempre mas os dados num disco rígido podem durar, se forem feitos backups dos dados.

Claro que a qualidade de som dos FLAC depende do que as editoras disponibilizarem em formato digital com a máxima qualidade.

Mas se elas quiserem...podem disponibilizar musicas/albums com maior resolução e amostragem do que os CD's.
E portanto podem colocar em risco as edições de vinil audiófilas em termos de qualidade som.

Em relação à questão de se uma Master Audio Digital é melhor que uma Master Tape Analógica custa-me a acreditar,
pois apesar de teóricamente isso poder ser provado por aparelhos de medida que também são digitais,
não existe nenhum aparelho de medida que tenha um gajo lá dentro e que no final esse gajo diga :
"Yes!!! isto soa sem dúvida melhor, mais fluido, mais natural e com mais ressonâncias acústicas".

Para mim o Digital será sempre mais limpo mas mais seco e menos natural,
será sempre diferente e soará sempre de forma diferente.

Mas seja como for, a questão é que se as editoras quiserem disponibilizar FLAC's com source de alta qualidade,
e se as editoras de vinil audiófilas não se meterem a pau,
as pessoas podem questionar se vale a pena gastar um balúrdio por um disco de vinil apenas pela qualidade de som...
Essa é que é a questão quanto a mim...

Além do som, as editoras de vinil têm de preocupar-se mais com a qualidade das capas.

Um Abraço,
Jorge
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 16:24

Jorge Ferreira escreveu:
Um CD não dura para sempre mas os dados num disco rígido podem durar, se forem feitos backups dos dados.

Uma discografia em cd,s bem guardada (longe de humidades) poderá desaparecer, com o tempo?
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Fran
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 16:51

Pierre escreveu:
Jorge Ferreira escreveu:
Um CD não dura para sempre mas os dados num disco rígido podem durar, se forem feitos backups dos dados.

Uma discografia em cd,s bem guardada (longe de humidades) poderá desaparecer, com o tempo?
Só o tempo o dirá lol!

Abçs

PS : o que é certo, é que eu tenho vinis com perto de 70 anos, e não desapareceram
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Pierre
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 17:06

Fran escreveu:
PS : o que é certo, é que eu tenho vinis com perto de 70 anos, e não desapareceram

Essa é uma boa questão!!!
É que, o que eu tenho em cd, jamais haverá com condições em vinil.
Preocupante. affraid
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Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 17:44

Eu já perdi gravções em DVD , tenho fitas com 40 anos em que ainda lá está informação

Para que serve ter formatos supostamente superiores se as escutas actuais continuam a ser a maior limitação.Há muito mais onde evoluir do que nos registos sonoros

Ouvi num evento em Lisboa um tipo americano do ultra,a passar musica do PC .aquilo era supostamente a nata .O som ,claro muito bom aquilo era do melhor ...O americas com um ar superior e os audiphilos a fazerem reverências
Para mim um bom PA fazia melhor serviço

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 17:49

Rui Pinho escreveu:
Eu já perdi gravções em DVD , tenho fitas com 40 anos em que ainda lá está informação

Para que serve ter formatos supostamente superiores se as escutas actuais continuam a ser a maior limitação.Há muito mais onde evoluir do que nos registos sonoros

Ouvi num evento em Lisboa um tipo americano do ultra,a passar musica do PC .aquilo era supostamente a nata .O som ,claro muito bom aquilo era do melhor ...O americas com um ar superior e os audiphilos a fazerem reverências
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 17:53



Se calhar ,por vezes falta um pouco de coragem para dizer que nao gosto , quando se escuta um arsenal daqueles ......
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 17:54

Jorge Ferreira escreveu:
Os FLAC (Free Lossless Audio Codec) como o nome indica é tipo o winzip do audio digital,
mas que permite sem perda de qualidade comprimir os ficheiros para ocuparem menos espaço,
e assim ocuparem menos largura de banda nos downloads e menos espaço no armazenamento em disco rigido.

Um CD não dura para sempre mas os dados num disco rígido podem durar, se forem feitos backups dos dados.

Claro que a qualidade de som dos FLAC depende do que as editoras disponibilizarem em formato digital com a máxima qualidade.

Mas se elas quiserem...podem disponibilizar musicas/albums com maior resolução e amostragem do que os CD's.
E portanto podem colocar em risco as edições de vinil audiófilas em termos de qualidade som.

Em relação à questão de se uma Master Audio Digital é melhor que uma Master Tape Analógica custa-me a acreditar,
pois apesar de teóricamente isso poder ser provado por aparelhos de medida que também são digitais,
não existe nenhum aparelho de medida que tenha um gajo lá dentro e que no final esse gajo diga :
"Yes!!! isto soa sem dúvida melhor, mais fluido, mais natural e com mais ressonâncias acústicas".

Para mim o Digital será sempre mais limpo mas mais seco e menos natural,
será sempre diferente e soará sempre de forma diferente.

Mas seja como for, a questão é que se as editoras quiserem disponibilizar FLAC's com source de alta qualidade,
e se as editoras de vinil audiófilas não se meterem a pau,
as pessoas podem questionar se vale a pena gastar um balúrdio por um disco de vinil apenas pela qualidade de som...
Essa é que é a questão quanto a mim...

Além do som, as editoras de vinil têm de preocupar-se mais com a qualidade das capas.

Um Abraço,
Jorge



Amigo Jorge é mais ou menos isso, mas não fique com a ideia que os novos ficheiros HD sejam menos fluídos, menos naturaís e com menos ressonâncias acústicas antes pelo contrário e ganham muitissimo em informação e silêncio e menos em termos de dinamica não sei não, depende mais acho eu da fonte analógica e da sua qualidade.
Relativamente aos Master´s penso que dependerá mas acho que a coisa deve andar ela por ela nas melhores digitaís embora o novo formato DXD me pareça sêr uma coisa do outro mundoe com a vantagem de poder sêr reproduzido sêm necessidade de sêr transformado noutro formato.
Mas ainda são muitissimo poucos e apenas ainda só uma pequena editora os utilize ainda e com uma oferta muito especifica e muito limitada escolhas musicais que é a Nórdica 2L.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 17:57

Pierre escreveu:
Fran escreveu:
PS : o que é certo, é que eu tenho vinis com perto de 70 anos, e não desapareceram

Essa é uma boa questão!!!
É que, o que eu tenho em cd, jamais haverá com condições em vinil.
Preocupante. affraid

Caro Pierre todos os redondos giratórios têm os dias contados, e quanto aos CD´s sêm problema algum basta ripar e já está mas nunca terão a qualidade sonora de um LP mas em contraprtida não têm batata frita.
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:04

Rui Pinho escreveu:
Eu já perdi gravções em DVD , tenho fitas com 40 anos em que ainda lá está informação

Para que serve ter formatos supostamente superiores se as escutas actuais continuam a ser a maior limitação.Há muito mais onde evoluir do que nos registos sonoros

Ouvi num evento em Lisboa um tipo americano do ultra,a passar musica do PC .aquilo era supostamente a nata .O som ,claro muito bom aquilo era do melhor ...O americas com um ar superior e os audiphilos a fazerem reverências
Para mim um bom PA fazia melhor serviço


Tambêm concordo, tanto que é frequente acontecer esse tipo de coisas
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:09

Eu sei que se está a fugir um pouco ao tema propriamente dito, mas já que estamos a falar de musica na sua forma digital que qualquer dia será tudo em disco rígido e sem querer tirar o mérito as muitas boas masters digitais que indubitavelmente existem (apesar de gostar mais da naturalidade de um bom master analógico), gostaria de reafirmar de que nem só do som vive o homem no que diz respeito ao formato mas também (e igualmente importante) da nossa relação com o próprio formato. Se um dia me roubassem a minha coleção ou ela ardesse por um qualquer azar (cruzes credo) seria uma perda inexplicável e ate certo ponte irrecuperável que me deixaria traumatizado e triste para sempre.
Se a mesma coleção estivesse em dois ou três discos rígidos, ficaria um pouco chateado, mas nada demais o que diz muito em relação ao formato. Tal como muita da musica gravada no formato digital, é tudo frio, impessoal e sem qualquer pingo de amor. Isto também faz parte da paixão de se ouvir musica e deste maravilhoso hobby que amamos.

Pensem nisto.

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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:14

António José da Silva escreveu:
Eu sei que se está a fugir um pouco ao tema propriamente dito, mas já que estamos a falar de musica na sua forma digital que qualquer dia será tudo em disco rígido e sem querer tirar o mérito as muitas boas masters digitais que indubitavelmente existem (apesar de gostar mais da naturalidade de um bom master analógico), gostaria de reafirmar de que nem só do som vive o homem no que diz respeito ao formato mas também (e igualmente importante) da nossa relação com o próprio formato. Se um dia me roubassem a minha coleção ou ela ardesse por um qualquer azar (cruzes credo) seria uma perda inexplicável e ate certo ponte irrecuperável que me deixaria traumatizado e triste para sempre.
Se a mesma coleção estivesse em dois ou três discos rígidos, ficaria um pouco chateado, mas nada demais o que diz muito em relação ao formato. Tal como muita da musica gravada no formato digital, é tudo frio, impessoal e sem qualquer pingo de amor. Isto também faz parte da paixão de se ouvir musica e deste maravilhoso hobby que amamos.

Pensem nisto.

Eu já pensei, e assino por baixo,
Filipe
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:21

Vodoo escreveu:
Pierre escreveu:
Fran escreveu:
PS : o que é certo, é que eu tenho vinis com perto de 70 anos, e não desapareceram

Essa é uma boa questão!!!
É que, o que eu tenho em cd, jamais haverá com condições em vinil.
Preocupante. affraid

Caro Pierre todos os redondos giratórios têm os dias contados, e quanto aos CD´s sêm problema algum basta ripar e já está mas nunca terão a qualidade sonora de um LP mas em contraprtida não têm batata frita.
A tal batata frita (apesar de em alguns temas, não me fazer diferença nenhuma), evita-se, basta ter muito cuidado com o vinil, cuidado esse que passa por ter uma boa agulha e não "obrigá-la" a ler discos novos, e ao mesmo tempo, ler discos em menos boas condições.
Eu uso 3 a 4 agulhas, consoante o estado do disco ... para disco novos, é sempre a mesma agulha, até achar que já está na altura, de comprar outra nova, passando a outra, a ler os discos que estão num patamar abaixo, do dos discos novos.

Abçs
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:22

Jorge Ferreira escreveu:
Claro que a qualidade de som dos FLAC depende do que as editoras disponibilizarem em formato digital com a máxima qualidade.

Mas se elas quiserem...podem disponibilizar musicas/albums com maior resolução e amostragem do que os CD's.
E portanto podem colocar em risco as edições de vinil audiófilas em termos de qualidade som.

Isso só é possível se os masters digitais ou se a digitalização dos originais analógicos for efectuada com maior resolução ou amostragem.
Além disso, todos os ficheiros HD de variadas editoras que analisei "cabem" dentro da norma Redbook, ou seja, têm menos do que 16bits de resolução e são raros os que contêm informação acima dos 22.000Hz...
Convém ainda referir que muitos designers de renome como o Daniel Weiss, o Dan Lavry ou o Igor Levin (da Antelope Audio) defendem que 16bits são suficientes para reprodução e que a frequência de amostragem não necessita de ser superior a 60kHz.
Acho que as pessoas se estão a deixar pelos números (mais=maior) tal como acontece com a fotografia digital.

Jorge Ferreira escreveu:
Em relação à questão de se uma Master Audio Digital é melhor que uma Master Tape Analógica custa-me a acreditar,
pois apesar de teóricamente isso poder ser provado por aparelhos de medida que também são digitais,
não existe nenhum aparelho de medida que tenha um gajo lá dentro e que no final esse gajo diga :
"Yes!!! isto soa sem dúvida melhor, mais fluido, mais natural e com mais ressonâncias acústicas".

A parte do "isto soa sem dúvida melhor" é subjectiva: e se eu não gostar dessas "ressonâncias acústicas" adicionadas tal como não gosto de gravações em close-micing onde a reverberação é adicionada artificialmente?
Refere-se a distorção harmónica?
Isso, e até o ruído de leitura da fita ou do vinil, é possível adicionar na fase de produção recorrendo a plug-ins dedicados e com muito mais controlo.

Acho que a qualidade de som de uma gravação e a reprodução desta depende muito mais da técnica utilizada no processo de registo, mistura e mastering.

Recentemente cheguei a aventurar-me pelo vinil (mais por questões sentimentais) e o meu objectivo era que o sistema analógico soasse idêntico ao sistema digital.

Jorge Ferreira escreveu:
Para mim o Digital será sempre mais limpo mas mais seco e menos natural, será sempre diferente e soará sempre de forma diferente.

E qual é a sua posição em relação aos vinis cuja master é digital?
Também prefere o som "colorido" pelo sistema de leitura analógico ao original?
Escrevo "colorido" porque se digitalizarmos a saída de um prévio de phono e em seguida a convertermos para analógico o som será idêntico pois um bom A/D+D/AC é essencialmente transparente.

Ricardo
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:27

Rui Pinho escreveu:
Eu já perdi gravções em DVD , tenho fitas com 40 anos em que ainda lá está informação

Mas esse problema não se coloca com DVD originais (ou fabricados).
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Rui Pinho
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MensagemAssunto: Re: O inicio do fim   Dom Jan 22 2012, 18:33

lore escreveu:


Se calhar ,por vezes falta um pouco de coragem para dizer que nao gosto , quando se escuta um arsenal daqueles ......

Eu não lhe chamo falta de coragem, eu chamo, servilismo
Mas se alguem cá da terra leva uma tripla da legrand,nova, Já é matreco e alvo de foto especial para criticas
Mas são burros .O contacto entre o material base que neste caso é latão é bem melhor que as fichas da treta com banhos dourados de má qualidade
A legrand é uma marca certeficada e reconhecida ao contrários das fichas da treta audiofilas, para parvos
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