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 RECORDING QUALITY MATTERS?

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Pierre
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MensagemAssunto: RECORDING QUALITY MATTERS?    Seg Nov 14 2011, 10:28

Uma forma descontraida de abordar o tema.

Este rapaz tem um blog bastante sugestivo, divertido e descontraido mas sério, de análise e reviews de discos actuais. (theneedledrop)



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Stereo
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MensagemAssunto: Re: RECORDING QUALITY MATTERS?    Seg Nov 14 2011, 15:35

Eu não vejo porque colocar tal questão. Pelo contrário, devemos sim questionar a qualidade, ou qualquer porcaria seviria.
A qualidade da gravação é imperativa para este tipo de produto, ou não faria sentido, pois ouvir qualquer coisa não é o mesmo que ouvir música. E em termos audiófilos, até questiono a forma e aqualidade com que se faz o trabalho de mistura... sendo que o trabalho final deixa muitas vezes muito a desejar. Não falo aqui de algum efeito que se possa fazer - mesmo não concordando que tal se deva fazer, pois a mistura não pretende ser nenhuma parte da estética - porque este nem sequer é suposto existir, falo antes da forma como se «arruma» a gravação num resultado final.
Por isso, o trabalho dos técnicos de som tem que ser alvo de exigência, tal como em outra área qualquer.
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MJC
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MensagemAssunto: Re: RECORDING QUALITY MATTERS?    Seg Nov 14 2011, 16:06

Stereo escreveu:


... pois a mistura não pretende ser nenhuma parte da estética - porque este nem sequer é suposto existir, falo antes da forma como se «arruma» a gravação num resultado final.

Essa é de caixão à cova!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Abraço,
MJ
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Stereo
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MensagemAssunto: Re: RECORDING QUALITY MATTERS?    Seg Nov 14 2011, 19:40

MJC escreveu:
Stereo escreveu:


... pois a mistura não pretende ser nenhuma parte da estética - porque este nem sequer é suposto existir, falo antes da forma como se «arruma» a gravação num resultado final.

Essa é de caixão à cova!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Abraço,
MJ

Sim, pois não que não ache interesante alguns efeitos que imprimem nestas coisas, como já aconteceu. Por exemplo, determinado som passar de um lado para o outro. O problema é que aquilo que importa ( uma boa disposição sonora) nem sempre é bem conseguida e às vezes é mesmo mal conseguida. Eu ultimamente tenho ouvido bem aquilo que é feito, pois o meu sistema é muito revelador. Com o CD, por exemplo, facilmente detecto a posição dos sons e um problema que tenho visto algumas vezes é as descentralidade. Se isto fosse detecatdo na altura em que estavam a fazer o trabalho, isso não aconteceria.
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MJC
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MensagemAssunto: Re: RECORDING QUALITY MATTERS?    Seg Nov 14 2011, 20:36

Caro Fernando,

Mistura e efeitos são coisas completamente diferentes.

Na mistura, como o nome indica, misturam-se os sons. E os aspectos que menciona, efeitos, panorâmica, sendo importantes não serão os de maior peso numa mistura.

Uma mistura que se preze (embora não haja regras fixas ou dogmas) deverá respeitar vários aspectos dos sons. Desde logo a intensidade (volume) com que esses sons vão aparecer quando a música nos é entregue. Será certamente um dos objectivos principais da mistura. Com o advento da estereofonia tornou-se importante o conceito de panorâmica, que nos permite colocar os diferentes instrumentos da esquerda para a direita, consoante a assinatura do engenheiro de som que está a misturar. Não é obrigatório que o instrumento principal esteja perfeitamente centrado. Pode acontecer que o instrumento principal, ou a voz solista, estejam intencionalmente centrados e os nossos sistemas, por uma questão de desafinação, os apresentem »fora do sítio«. Não menos frequentes são as situações onde, por exemplo, defeitos de prensagem alteram a panorâmica e neste caso como noutros ― inclusivamente o não menos importante gosto pessoal ― o tão odiado botãozinho de balanço torna-se mais do que imprescindível. Desiludam-se os minimalistas que isto do »botãozinho do balanço» não é uma indirecta para eles: é mesmo uma muito directa!!!

Voltando à mistura, os sons podem ser vestidos ao gosto do engenheiro, do produtor, do artista. Através da equalização, através dos efeitos, através de uma panóplia de ferramentas as quais, infelizmente, nem sempre são usadas com a parcimónia devida. Todas estas ferramentas podem ser usadas correctivamente ou criativamente.

Os efeitos, não passam disso mesmo, são efeitos. Podem ser mal usados como ou bem usados. Depende das mãos. É como uma bela mulher (que me desculpem os que têm outras opções, eu falo por mim): pode ser muito bem usada ou desgraçadamente desperdiçada. E que fique bem claro, não estou apenas a falar na questão física.

Ainda voltando aos efeitos, assim de repente, lembro-me da altura em que se tornaram muito populares as drum machines, caixas de ritmos. Alguém teve a brilhante ideia de utilizar uma panorâmica random para o prato de choques numa gravação da Madonna de modo a que este som não ficasse imobilizado num certo ponto da mistura ― ainda por cima com a frieza de uma drum machine ― tentando desta forma emular um baterista com alma, coração e cérebro. Coitados…
Claro que pouco tempo depois apareceu A Roland com uma drum machine cujos sons tinham a possibilidade de incluir um parâmetro denominado human feel.

E vou parar por aqui porque senão, não janto e chateio a malta toda com estas prosas.

As minhas desculpas, mas eu gosto mesmo disto…

Cumprimentos,
MJC
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Stereo
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MensagemAssunto: Re: RECORDING QUALITY MATTERS?    Ter Nov 15 2011, 13:44

Não estou a falar de um determinado instrumento estar ou não centrado, mas do todo, e isto não é um problema do sistema, tanto que no meu pré não tenho senão o potenciómetro do volume e o resultado percebe-se bem comparando as diferênças entre os vários discos que se vai ouvindo.

Posso ainda dizer que o mesmo album em CD e em vinilo mostram a gravação de forma bem diferente, pois dependem daquilo que os aparelhos têm a oferecer. Por exemplo, enquanto no CD ouço num disco sons com uma localização perfeitamente definida, em alguns surgem bem localizado num driver, no vinilo, o som surge completamente entre as colunas, como se estas não esxistissem. Noto com este sistema no vinilo (Conet 2+SUT) um «palco um pouco estreito» e parece-me ser uma fraquesa, mas seja como for, não será por isso que posso dizer que gosto menos ou mais, apenas diferente.
Isto mostra bem que o registo é uma coisa e a reprodução é outra e que se detecto algo com este sistema que supostamente não deveria estar assim, quer dizer que não foi detectado na altura em que foi feito.

A questão da estética nada tem que ver com a engenharia. O que pode ser compreendido é antes aquilo que o artista ou os que o apoiam proporcionam, pois os efeitos, por exemplo, num espectáculo, são parte do entertenimento. Mas na estética importa mesmo é aquilo que consiste a obra, a interpretação, essa deve ter o seu lugar reservado ao seu espaço. Por exemplo, um espectáculo gravado ao vivo.
Na mistura, importa procurar imprimir o máximo de realismo, tentado ser o mais fiel possivel ao que se gravou, não inventado coisa que não existe. Por isso, não digo que seja fácil, mas há coisas que se mostram bem disparatadas, não que se possa evitar, mas que se poderia minimizar. Por exemplo, uma bateria, por vezes, tende a ocupar mais espaço do que o resto dos instrumentos todos juntos.
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Jobim
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MensagemAssunto: Re: RECORDING QUALITY MATTERS?    Sex Nov 18 2011, 22:48

Não posso dizer que gostei especialmente do vídeo, acho que tem muitos segundos para encher chouriço e nem sempre é isso que espero quando invisto 3min do meu tempo de vida.


Acho que quando se fala deste tema há que ter em conta, pelo menos na minha opinião, que o vinilo, e a qualidade que dele se consegue extrair, por melhor que seja o sistema, vai sempre depender consideravelmente do tipo de música.

Eu associo "alta-fidelidade" ao detalhe que se consegue tirar de uma peça musical e posso avançar que duvido bastante que por exemplo a música electrónica seja de todo o género ideal para se tirar partido de um sistema áudio pensado para um gira discos. Na outra face da moeda estará toda a música bastante acústica, e quanto menos desprovida de pós-processamento (os tais efeitos estão aqui incluídos!) melhor.

No meu limitado entender o vinilo tem a sua grande força, quando produzido, e isto depende da qualidade do fabrico, não é só por ser 180 ou 200 gr que vai soar melhor digo eu, e sobretudo da qualidade de quem está atrás das mesas de mistura e dos teclados.

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