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 Peças Lendárias

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Peças Lendárias   Qua Out 10 2018, 22:45

Existe um conjunto de peças lendárias, que fazem as delicias de todos ou quase todos os aficionados do áudio.

Eu descobri algumas ao longo do tempo, algumas até já adquiri, mas aquela que mais desejo me provocou nos últimos tempos, de tal modo que ainda ambiciono usufruir do seu som mais vezes, na companhia de seu dono, foi o espantoso conjunto Radford do nosso amigo MASA.







Este conjunto tocou no Audio Vintage com as famosas Kef 103 reference e com Rogers Ls4a, (a fonte era o Rotel 855 com uma nagaoka na configuração MP-100, o pré o GRAHAM SLEE ERA GOLD REFLEX M os cabos um sortido rico da Chord  lol! ) ambas as colunas são de caixa fechada, mas conseguiu como referiu o Carrilho, numa sala enorme colocar o som de uma maneira tão precisa; que eu diria que com qualquer um dos conjuntos não precisaria de fazer mais nada em termos de evolução no audio. O relevo e o detalhe do som eram imensos, o tempo que medeia cada nota era preciso. E o som era de uma naturalidade impressionante, projectando o som para o ouvinte tornando-nos o centro de um enorme e equilibrado palco.

Para além do design que acho lindíssimo, quase industrial, mas ao mesmo tempo uma harmonia e equilíbrio quase que orgânico.

Deixo aqui a minha sugestão esperando que seja um tópico onde se coloquem aquelas peças de sonho das vossas vidas, as que já adquiriram ou as que almejam adquirir, ou sonhar com elas, com uma súmula que voz leva a ter essa escolha.

Abraços e siga o tópico

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reirato
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MensagemAssunto: Re: Peças Lendárias   Qua Out 10 2018, 23:45

E... agora vintage à francesa!?...

Que tal


AUDIOANALYSE A9 (ca. 1980)

Com





CABASSE, Prame 226 (ca. 1970)


Cabos de coluna originais de Georges CABASSE

king
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Peças Lendárias   Ter Out 23 2018, 23:12

NAD 3020



O NAD 3020 é um amplificador estéreo integrado da NAD Electronics, considerado um dos componentes mais importantes da história do áudio de alta fidelidade. Lançado em 1978, este produto altamente acessível oferece um som de boa qualidade, que adquiriu a reputação de amplificador audiófilo de valor excepcional. Em 1998, o NAD 3020 tornou-se um dos amplificadores de áudio mais conhecido e mais vendido na história da alta fidelidade.

Lançado em 1978 , quando a principal preocupação dos fabricantes de alta-fidelidade era a potência, o amplificador de estado sólido de baixa potência que custava cerca de 25 contos, criado e comercializado por um fabricante pouco conhecido, ganhou uma reputação de excelente qualidade de som e valor excepcional.  A revista Stereophile chamou o NAD 3020 de "ridiculamente barato". Foi o primeiro amplificador integrado construído com capacidade convincente de impulsionar cargas de alto-falante difíceis e uma qualidade de som que excedia em muito outros amplificadores integrados em seu ponto de preço durante muito tempo.

Bjørn Erik Edvardsen, diretor de desenvolvimento avançado da NAD, começou a criar um "amplificador de baixo custo facilmente capaz de conduzir as melhores colunas". A NAD evitou o pensamento em equipamentos de teste de laboratório, que era predominante na época, e, em vez disso, visava tornar seus amplificadores capazes de conduzir corretamente os altifalantes sob condições realistas. Essa mudança de paradigma deu origem a um amplificador que custou menos e soou melhor.  A NAD conseguiu uma base de baixo custo por fabricação estrangeira. A empresa projetou o produto na Europa e o produziu em fábricas em Taiwan - foi um dos primeiros fabricantes a deslocalizar a produção para a Ásia.

O design e os modelos a seguir incluíam "circuitos de clipagem suave" que protegem contra sinais excessivamente acionados, conexões que permitem a divisão da seção do amplificador de potência do pré-amplificador e classificações de potência de "Full Disclosure" que medem a potência de saída no mundo real cargas
Em uma época em que a potência nominal de 20 watts por canal contínuo da NAD era de 8 ohms e considerada anémica, o fabricante alegou que poderia fornecer potência muito mais forte em impedâncias mais baixas sob condições dinâmicas (música ou pico de potência). De fato, é capaz de fornecer 40 watts em 8 ohms, 58 watts em 4 ohms e 72 watts em cargas de 2 ohms por tempo limitado se for preciso. O principal apelo do amplificador foi sua musicalidade inerente, sua capacidade de conduzir colunas  difíceis e permitir que componentes de origem de grau audiófilo se sobressaíssem. Ao lançar o produto nos EUA na Consumer Electronics Show, a empresa montou uma bateria de alto-falantes de uma maneira que apresentou uma impedância de 1,1 ohm, e o amplificador não teve problemas. Da mesma forma, em seu lançamento em Londres, a NAD demonstrou com sucesso que está dirigindo as colunas Linn Isobarik, cujas características de impedância são conhecidas por serem muito desafiadoras para amplificadores. Aclamado como uma enorme referência de então muitos críticos consideram que o NAD 3020 revolucionou o segmento de amplificadores, médio-baixo da indústria de alta fidelidade. Permitindo que os consumidores tivessem acesso a um produto com características audiofílas com baixo preço.

O altamente popular NAD 3020 é considerado um dos componentes hi-fi mais importantes da história do áudio doméstico. Sonicamente, ele se beneficiou de um erro de projeto em que o crosstalk entre os canais esquerdo e direito apresentou melhores detalhes e mais ambientai (este aspecto está sujeito a confirmação). Seu som é descrito pelos críticos como neutro e caloroso, com um "midrange doce e sensual"; alguns revisores observaram uma reversão muito perceptível em extremos de frequência que podem prejudicar a aparente neutralidade sonora e que seu placo sonoro não possuía precisão, mas foi universalmente elogiado por seu valor pelo dinheiro. O o modelo NAD 3020 sozinho alcançou um recorde de 1,1 milhão de unidades durante sua vida útil. O valor seria muito maior se as vendas de outros amplificadores derivados diretamente de seu projeto fossem incluídas. A qualidade possibilitada por um preço baixo abriu o mercado para amplificadores económicos e de qualidade, e gerou competidores similares de baixo custo, como ARCAM Alpha, Rotel 840, Missão Cyrus I, Pioneer A400, Denon PMA 350 e Marantz PM40 SE. Em 2002, ficou em 19º lugar na lista "The Hot 100 Products" de Stereophile. Em 2011, The Absolute Sound colocou-o em 9º lugar na lista de "Os Dez Amplificadores Mais Significativos de Todos os Tempos". O Absolute Sound observou que essa "jóia icónica poderia envergonhar os amplificadores custando 10 vezes mais, com seu som grande, quente e detalhado, e o melhor de tudo, seu preço acessível o disponibilizou para um público mais alargado".
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Peças Lendárias   Qua Out 24 2018, 10:39

Alexandre Vieira escreveu:
Existe um conjunto de peças lendárias, que fazem as delicias de todos ou quase todos os aficionados do áudio.
...
Deixo aqui a minha sugestão esperando que seja um tópico onde se coloquem aquelas peças de sonho das vossas vidas, ...

Não é a minha peça de sonho ... mas é aquele com o qual ouço vinilos actualmente, e efectivamente é lendàrio!!!...

TD124 escreveu:

O Passaporte : O Garrard 301 nasceu em Swindon (UK) e era fabricado pela Garrard Engineering, uma veneràvel instituição que tinha fabricado o Garrard 201 (primeiro direct-drive!) que acompanhou os soldados aliados até o fim da II grande guerra. O projecto foi lançado em 1951 e confiado ao engenheiro E.W.Mortimer, que conçebeu o motor e a estrutura mecanica. Os primeiros 301 começaram a sair da fàbrica em 1954. Existem dois tipos consoante a época que são os « grease bearing » e o « oil bearing » que corresponde à lubrificação do eixo central por massa “grease” ou a oleo “oil”. Os mais antigos são de cor cinzenta martelada e eram feitos com os restos do armamento da segunda grande guerra, depois a cor ficou a ser creme branqueado.

O Mito : E.W.Mortimer pode estar orgulhoso. A maquina que ele criou em 1954 continua a desafiar o tempo e mesmo a logica. Contemporaneo dos grandes EMT profissionais o G301 é anterior à gravura estéreo. Uma mecanica simples e robusta, materiais de qualidade e um belo equilibrio das massas em movimento são as qualidades reais do aparelho, mas que infelizmente não explicam o som perturbante que ele pode procurar. Os segredos desta maquina serão impossiveis a compreender durante muitos anos e isto participa ao mito. Os seus defeitos são a sua maior qualidade e isto desafia a mecanica. De uma certa maneira, a lenda do Garrard 301 é directamente relacionada à BBC que o imortalisou. Esta màquina sendo o equipamento oficial da mais exigente e veneràvel instituição radiofonica da historia, tornou-se directamente um simbolo de qualidade intemporal. Pessoalmente, penso que é um enigmàtico equilibrio ou alquimia entre a beleza e o som deste aparelho que explica a paixão desmedida que lhe é retribuida…

Apresentação : Primeiro GD considerado verdadeiramente de alta-fidelidade (doméstico), o G301 é um mito absoluto e a sua procura continua actualmente e os preços continuam elevados para uma maquina que tém mais de cinquenta anos. È um « idler drive » o que quer dizer que o prato é movido por uma roda em borracha. O motor possede uma polia a três degraus, que em contacto com a roda (que està em contacto simultaneo com a polia do motor e com o interior do prato) permitem de obter as velocidades de 78, 45, e 33 voltas por minuto. Um travão magnetico permite de variar a velocidade de +/- 3%. Nao é um GD no sentido proprio mas um motor de reprodução « transcription motor », pois de origem não tem braço nem base, é feito para ser encastrado num movel e ligado ao braço que se quizer. Cerca de 100000 foram produzidos entre 1954 e 1966. O motor de 16 Watts é potente e uma das suas maiores qualidades e defeitos. Este motor foi concebido entre 1951 e 1953 e explica o prazo longo entre o lançamento do projecto e a fase de produção. È unanimamente considerado como o melhor motor dos giras clàssicos a roda e fabricado com uma grande precisão. O corpo do motor em zamac possui estrias de dissipação térmica, o que estabilisa a temperatura de funcionamento e amelhora a estabilidade da rotação. A suspensão do motor é muito eficaz e permite de filtrar as vibrações deste, mas o rumble é um dos mais elevados dos giras clàssicos a roda.

Avantagens : A trilogia motor potente, mecanica simples e pragmatismo concetual inglês, fazem do G301 um verdadeiro camião. Isto nunca avaria e roda sempre a uma velocidade relativamente justa. O sistema de roda impede as micro-travagens quando os sulcos são profundos ou com celulas com força de apoio elevadas. O sistema de roda permite também de auto-amortecer o prato que cria um grave profundo e definido e uma frequência de resonância estavel. A escolha de um braço de 9 a 12 polegadas é mais facil e a base pode ter a estetica que se deseja. O gira pode ser facilmente amelhorado com varios « tweeks » disponiveis. Tudo ou quase é metalico e se desmonta com uma chave de fendas o que permite de o reparar facilmente no caso de um problema qualquer. O prato existe com as marcas estroboscopicas para uma utilisação BBC, ou liso para utilisação doméstica.

Inconvenientes : Muitos !!! A sagrada rigidez braço/prato não é optimal (é mesmo muito mà) neste GD, o motor « polui » magneticamente as celulas com resultados estranhos (é um ponto em que o G401 é superior), e vibra demasiado devido à potencia e à equilibragem que não é muito precisa, a polia de pequeno diametro que roda a 1500 vpm, derrapa (micro-derrapagem) sobre a roldana e faz variar a velocidade do prato, a ausencia de suspensão e as vibrações do motor conferem-lhe um rumble importante. A simplicidade de fabricação e as toleranças largas do eixo principal fazem com que a precisão de leitura dos micro-sulcos não seja ideal (exceção feita do grease-bearing). Ultimo ponto, o barulho de ferro-velho dos cardans de comando, dão uma sensação tàctil rafeira ao GD, mas os aficionados adoram, pois faz parte do objeto.

Escuta : O G301 é um aparelho magico. Os dois tipos grease/oil possuem uma sonoridade oposta e algo complementar. A soma dos seus defeitos daria em todo outro GD um lamentavel fiasco. No G301 esses defeitos tornam-se em qualidades hipnoticas. A dinamica do 301 (oil) é fantastica, quase selvagem. A musica tem vida, ritmo e abertura. As vozes teem uma materia e uma espessura unica, devido ao braço separado, e que é dependente deste e do plinto. A ausência de rigor fina (devido entre outras, às tolerancias largas de fabricação) produz um som aveludado nas vozes, e nos saxophones que não existem em nenhum outro GD. O 301 transforma a ausência de justeza e rigor, num som humano que enfeitiça o auditor. E um dos raros giras que marca o som da mesma maneira, qualquer que seja o braço, célula, ou phono associados. Em resumo o G301 (oil)) brilha pela dinamica e pela vida que confere à musica, a subtilidade, a elegancia e a justeza ele deixa ao seu irmão mais velho equipado do grease-bearing. Efectivamente o G301 (grease) ofereçe uma apresentação da musica complétamente diferente e aonde a suavidade e o feltrado elegante são de referência. Este gira criou o arquetipo do que se chama o som inglês e explica que seja mais procurado do que a versão oil. No entanto, mesmo se a linearidade, modulação fina e equilibrio são superiores, o G301 (grease) não atinge o grau de impetuosidade e expressão imediata da versão oil. O Garrard 301 é então consoante o modelo, uma espécie de dr Jekyll et mr Hyde que perturbam os sentidos…

Extraido do topico: Dez giras para a historia...

cheers

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Peças Lendárias   Qua Out 24 2018, 17:11

TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Existe um conjunto de peças lendárias, que fazem as delicias de todos ou quase todos os aficionados do áudio.
...
Deixo aqui a minha sugestão esperando que seja um tópico onde se coloquem aquelas peças de sonho das vossas vidas, ...

Não é a minha peça de sonho ... mas é aquele com o qual ouço vinilos actualmente, e efectivamente é lendàrio!!!...

TD124 escreveu:

O Passaporte : O Garrard 301 nasceu em Swindon (UK) e era fabricado pela Garrard Engineering, uma veneràvel instituição que tinha fabricado o Garrard 201 (primeiro direct-drive!) que acompanhou os soldados aliados até o fim da II grande guerra. O projecto foi lançado em 1951 e confiado ao engenheiro E.W.Mortimer, que conçebeu o motor e a estrutura mecanica. Os primeiros 301 começaram a sair da fàbrica em 1954. Existem dois tipos consoante a época que são os « grease bearing » e o « oil bearing » que corresponde à lubrificação do eixo central por massa “grease” ou a oleo “oil”. Os mais antigos são de cor cinzenta martelada e eram feitos com os restos do armamento da segunda grande guerra, depois a cor ficou a ser creme branqueado.

O Mito : E.W.Mortimer pode estar orgulhoso. A maquina que ele criou em 1954 continua a desafiar o tempo e mesmo a logica. Contemporaneo dos grandes EMT profissionais o G301 é anterior à gravura estéreo. Uma mecanica simples e robusta, materiais de qualidade e um belo equilibrio das massas em movimento são as qualidades reais do aparelho, mas que infelizmente não explicam o som perturbante que ele pode procurar. Os segredos desta maquina serão impossiveis a compreender durante muitos anos e isto participa ao mito. Os seus defeitos são a sua maior qualidade e isto desafia a mecanica. De uma certa maneira, a lenda do Garrard 301 é directamente relacionada à BBC que o imortalisou. Esta màquina sendo o equipamento oficial da mais exigente e veneràvel instituição radiofonica da historia, tornou-se directamente um simbolo de qualidade intemporal. Pessoalmente, penso que é um enigmàtico equilibrio ou alquimia entre a beleza e o som deste aparelho que explica a paixão desmedida que lhe é retribuida…

Apresentação : Primeiro GD considerado verdadeiramente de alta-fidelidade (doméstico), o G301 é um mito absoluto e a sua procura continua actualmente e os preços continuam elevados para uma maquina que tém mais de cinquenta anos. È um « idler drive » o que quer dizer que o prato é movido por uma roda em borracha. O motor possede uma polia a três degraus, que em contacto com a roda (que està em contacto simultaneo com a polia do motor e com o interior do prato) permitem de obter as velocidades de 78, 45, e 33 voltas por minuto. Um travão magnetico permite de variar a velocidade de +/- 3%. Nao é um GD no sentido proprio mas um motor de reprodução « transcription motor », pois de origem não tem braço nem base, é feito para ser encastrado num movel e ligado ao braço que se quizer. Cerca de 100000 foram produzidos entre 1954 e 1966. O motor de 16 Watts é potente e uma das suas maiores qualidades e defeitos. Este motor foi concebido entre 1951 e 1953 e explica o prazo longo entre o lançamento do projecto e a fase de produção. È unanimamente considerado como o melhor motor dos giras clàssicos a roda e fabricado com uma grande precisão. O corpo do motor em zamac possui estrias de dissipação térmica, o que estabilisa a temperatura de funcionamento e amelhora a estabilidade da rotação. A suspensão do motor é muito eficaz e permite de filtrar as vibrações deste, mas o rumble é um dos mais elevados dos giras clàssicos a roda.

Avantagens : A trilogia motor potente, mecanica simples e pragmatismo concetual inglês, fazem do G301 um verdadeiro camião. Isto nunca avaria e roda sempre a uma velocidade relativamente justa. O sistema de roda impede as micro-travagens quando os sulcos são profundos ou com celulas com força de apoio elevadas. O sistema de roda permite também de auto-amortecer o prato que cria um grave profundo e definido e uma frequência de resonância estavel. A escolha de um braço de 9 a 12 polegadas é mais facil e a base pode ter a estetica que se deseja. O gira pode ser facilmente amelhorado com varios « tweeks » disponiveis. Tudo ou quase é metalico e se desmonta com uma chave de fendas o que permite de o reparar facilmente no caso de um problema qualquer. O prato existe com as marcas estroboscopicas para uma utilisação BBC, ou liso para utilisação doméstica.

Inconvenientes : Muitos !!! A sagrada rigidez braço/prato não é optimal (é mesmo muito mà) neste GD, o motor « polui » magneticamente as celulas com resultados estranhos (é um ponto em que o G401 é superior), e vibra demasiado devido à potencia e à equilibragem que não é muito precisa, a polia de pequeno diametro que roda a 1500 vpm, derrapa (micro-derrapagem) sobre a roldana e faz variar a velocidade do prato, a ausencia de suspensão e as vibrações do motor conferem-lhe um rumble importante. A simplicidade de fabricação e as toleranças largas do eixo principal fazem com que a precisão de leitura dos micro-sulcos não seja ideal (exceção feita do grease-bearing). Ultimo ponto, o barulho de ferro-velho dos cardans de comando, dão uma sensação tàctil rafeira ao GD, mas os aficionados adoram, pois faz parte do objeto.

Escuta : O G301 é um aparelho magico. Os dois tipos grease/oil possuem uma sonoridade oposta e algo complementar. A soma dos seus defeitos daria em todo outro GD um lamentavel fiasco. No G301 esses defeitos tornam-se em qualidades hipnoticas. A dinamica do 301 (oil) é fantastica, quase selvagem. A musica tem vida, ritmo e abertura. As vozes teem uma materia e uma espessura unica, devido ao braço separado, e que é dependente deste e do plinto. A ausência de rigor fina (devido entre outras, às tolerancias largas de fabricação) produz um som aveludado nas vozes, e nos saxophones que não existem em nenhum outro GD. O 301 transforma a ausência de justeza e rigor, num som humano que enfeitiça o auditor. E um dos raros giras que marca o som da mesma maneira, qualquer que seja o braço, célula, ou phono associados. Em resumo o G301 (oil)) brilha pela dinamica e pela vida que confere à musica, a subtilidade, a elegancia e a justeza ele deixa ao seu irmão mais velho equipado do grease-bearing. Efectivamente o G301 (grease) ofereçe uma apresentação da musica complétamente diferente e aonde a suavidade e o feltrado elegante são de referência. Este gira criou o arquetipo do que se chama o som inglês e explica que seja mais procurado do que a versão oil. No entanto, mesmo se a linearidade, modulação fina e equilibrio são superiores, o G301 (grease) não atinge o grau de impetuosidade e expressão imediata da versão oil. O Garrard 301 é então consoante o modelo, uma espécie de dr Jekyll et mr Hyde que perturbam os sentidos…

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Já o disse uma vez, esses teus artigos dos pratos e o das células deviam estar num tópico inamovível ! É altura de começarmos a cristalizar alguma informação para o futuro para quem entra de novo do fórum não se perder.

Chamo uma vez mais atenção da administração para este facto.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Peças Lendárias   Qua Out 24 2018, 17:13

TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Existe um conjunto de peças lendárias, que fazem as delicias de todos ou quase todos os aficionados do áudio.
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Deixo aqui a minha sugestão esperando que seja um tópico onde se coloquem aquelas peças de sonho das vossas vidas, ...

Não é a minha peça de sonho ... mas é aquele com o qual ouço vinilos actualmente, e efectivamente é lendàrio!!!...

TD124 escreveu:

O Passaporte : O Garrard 301 nasceu em Swindon (UK) e era fabricado pela Garrard Engineering, uma veneràvel instituição que tinha fabricado o Garrard 201 (primeiro direct-drive!) que acompanhou os soldados aliados até o fim da II grande guerra. O projecto foi lançado em 1951 e confiado ao engenheiro E.W.Mortimer, que conçebeu o motor e a estrutura mecanica. Os primeiros 301 começaram a sair da fàbrica em 1954. Existem dois tipos consoante a época que são os « grease bearing » e o « oil bearing » que corresponde à lubrificação do eixo central por massa “grease” ou a oleo “oil”. Os mais antigos são de cor cinzenta martelada e eram feitos com os restos do armamento da segunda grande guerra, depois a cor ficou a ser creme branqueado.

O Mito : E.W.Mortimer pode estar orgulhoso. A maquina que ele criou em 1954 continua a desafiar o tempo e mesmo a logica. Contemporaneo dos grandes EMT profissionais o G301 é anterior à gravura estéreo. Uma mecanica simples e robusta, materiais de qualidade e um belo equilibrio das massas em movimento são as qualidades reais do aparelho, mas que infelizmente não explicam o som perturbante que ele pode procurar. Os segredos desta maquina serão impossiveis a compreender durante muitos anos e isto participa ao mito. Os seus defeitos são a sua maior qualidade e isto desafia a mecanica. De uma certa maneira, a lenda do Garrard 301 é directamente relacionada à BBC que o imortalisou. Esta màquina sendo o equipamento oficial da mais exigente e veneràvel instituição radiofonica da historia, tornou-se directamente um simbolo de qualidade intemporal. Pessoalmente, penso que é um enigmàtico equilibrio ou alquimia entre a beleza e o som deste aparelho que explica a paixão desmedida que lhe é retribuida…

Apresentação : Primeiro GD considerado verdadeiramente de alta-fidelidade (doméstico), o G301 é um mito absoluto e a sua procura continua actualmente e os preços continuam elevados para uma maquina que tém mais de cinquenta anos. È um « idler drive » o que quer dizer que o prato é movido por uma roda em borracha. O motor possede uma polia a três degraus, que em contacto com a roda (que està em contacto simultaneo com a polia do motor e com o interior do prato) permitem de obter as velocidades de 78, 45, e 33 voltas por minuto. Um travão magnetico permite de variar a velocidade de +/- 3%. Nao é um GD no sentido proprio mas um motor de reprodução « transcription motor », pois de origem não tem braço nem base, é feito para ser encastrado num movel e ligado ao braço que se quizer. Cerca de 100000 foram produzidos entre 1954 e 1966. O motor de 16 Watts é potente e uma das suas maiores qualidades e defeitos. Este motor foi concebido entre 1951 e 1953 e explica o prazo longo entre o lançamento do projecto e a fase de produção. È unanimamente considerado como o melhor motor dos giras clàssicos a roda e fabricado com uma grande precisão. O corpo do motor em zamac possui estrias de dissipação térmica, o que estabilisa a temperatura de funcionamento e amelhora a estabilidade da rotação. A suspensão do motor é muito eficaz e permite de filtrar as vibrações deste, mas o rumble é um dos mais elevados dos giras clàssicos a roda.

Avantagens : A trilogia motor potente, mecanica simples e pragmatismo concetual inglês, fazem do G301 um verdadeiro camião. Isto nunca avaria e roda sempre a uma velocidade relativamente justa. O sistema de roda impede as micro-travagens quando os sulcos são profundos ou com celulas com força de apoio elevadas. O sistema de roda permite também de auto-amortecer o prato que cria um grave profundo e definido e uma frequência de resonância estavel. A escolha de um braço de 9 a 12 polegadas é mais facil e a base pode ter a estetica que se deseja. O gira pode ser facilmente amelhorado com varios « tweeks » disponiveis. Tudo ou quase é metalico e se desmonta com uma chave de fendas o que permite de o reparar facilmente no caso de um problema qualquer. O prato existe com as marcas estroboscopicas para uma utilisação BBC, ou liso para utilisação doméstica.

Inconvenientes : Muitos !!! A sagrada rigidez braço/prato não é optimal (é mesmo muito mà) neste GD, o motor « polui » magneticamente as celulas com resultados estranhos (é um ponto em que o G401 é superior), e vibra demasiado devido à potencia e à equilibragem que não é muito precisa, a polia de pequeno diametro que roda a 1500 vpm, derrapa (micro-derrapagem) sobre a roldana e faz variar a velocidade do prato, a ausencia de suspensão e as vibrações do motor conferem-lhe um rumble importante. A simplicidade de fabricação e as toleranças largas do eixo principal fazem com que a precisão de leitura dos micro-sulcos não seja ideal (exceção feita do grease-bearing). Ultimo ponto, o barulho de ferro-velho dos cardans de comando, dão uma sensação tàctil rafeira ao GD, mas os aficionados adoram, pois faz parte do objeto.

Escuta : O G301 é um aparelho magico. Os dois tipos grease/oil possuem uma sonoridade oposta e algo complementar. A soma dos seus defeitos daria em todo outro GD um lamentavel fiasco. No G301 esses defeitos tornam-se em qualidades hipnoticas. A dinamica do 301 (oil) é fantastica, quase selvagem. A musica tem vida, ritmo e abertura. As vozes teem uma materia e uma espessura unica, devido ao braço separado, e que é dependente deste e do plinto. A ausência de rigor fina (devido entre outras, às tolerancias largas de fabricação) produz um som aveludado nas vozes, e nos saxophones que não existem em nenhum outro GD. O 301 transforma a ausência de justeza e rigor, num som humano que enfeitiça o auditor. E um dos raros giras que marca o som da mesma maneira, qualquer que seja o braço, célula, ou phono associados. Em resumo o G301 (oil)) brilha pela dinamica e pela vida que confere à musica, a subtilidade, a elegancia e a justeza ele deixa ao seu irmão mais velho equipado do grease-bearing. Efectivamente o G301 (grease) ofereçe uma apresentação da musica complétamente diferente e aonde a suavidade e o feltrado elegante são de referência. Este gira criou o arquetipo do que se chama o som inglês e explica que seja mais procurado do que a versão oil. No entanto, mesmo se a linearidade, modulação fina e equilibrio são superiores, o G301 (grease) não atinge o grau de impetuosidade e expressão imediata da versão oil. O Garrard 301 é então consoante o modelo, uma espécie de dr Jekyll et mr Hyde que perturbam os sentidos…

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Pode não ser uma peça em termos audiofilos para a vida como como coleccionador essa peça é muito importante!

Abraços
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