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 A rodar XLIII

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sex Maio 25 2018, 15:44

Um dos meus discos favoritos para todo o sempre

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sex Maio 25 2018, 16:53

Para terminar o dia musical uma das minhas bandas favoritas num dos seu vários discos todos preferidos

Aqui fica a letra da canção “Johnny matti’s feet”

I lay all my songs at johnny mathis' feet
I said, "johnny tell me
Can you tell me how to live?
All my hopes are unraveling and i just lost my lease
On my house without love, doors, or windows
Without peace."
And with a wave of his jewel-encrusted hand
Across the glittering las vegas scene he said,
"you gotta learn how to disappear in the silk and amphetamine."
Johnny looked at my songs and he said,
"well at first guess, never in my life
Have i ever seen such a mess.
Why do you say everything as if you were a thief?
Like what you've stolen has no value
Like what you preach is far from belief?"
And with a wave of his red white and blue hand
Across the glittering hollywood scene he said,
"you gotta learn how to disappear in the silk and amphetamine."
Johnny looked at my old collection of punk rock posters
Anonymous scenes of disaffection choas and torture
And he said, "you were on the right track
But you're a lamb jumping for the knife."
He said, "a real showman knows how
To disappear in the spotlight."
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 02:08

Pensavam que eu não andava por aqui? Estão enganados!

A partir da semana que vem, se não houver "preguiça" e algum contratempo inesperado aqui por casa (as coisas não andam fáceis, por variados motivos), levam comigo, excepto as ditas "clássica" e "jazz".  Com toda a franqueza, não engulo o género (incluo também algum fado puro e duro), não fui "educado" desde novo a ouvi-los e portanto viva o "rock, pop, prog, regaee. new wave, em suma os anos dourados dos anos 70, 80 e algum dos 90! O resto normalmente passo ao largo... Aliás as minhas estantes de LPs e CDs (não sou fundamentalista) só têm música dessa altura, salvo raríssimas excepções.

Esta tarde após conversar telefónicamente com um membro deste fórum, precisamente acerca deste tópico, dei comigo a ir buscar à estante da minha filha um velho CD, vejam lá, BackStreet Boys, e por o volume do Luxman nas 11H, e depois Garbage, um pouco mais baixo...

Acho que sou um tipo eclético como agora é moda no SCP. dvil

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Cumprimentos, Fernando Pina
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 10:06

Ferpina escreveu:
Pensavam que eu não andava por aqui? Estão enganados!

A partir da semana que vem, se não houver "preguiça" (...)

Só boas notícias, venham daí esses contributos e muita algazarra!

O Rock é sempre bem-vindo, infelizmente para a nossa carteira o Jazz também é... o Punk, o Funk, Indie, ... e os euros não se multiplicam como os estilos de Música. Evil or Very Mad
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 11:06

No seguimento da conversa do estimado Ferpina, deixei de lado dois álbuns de Jazz que chegaram e estão mesmo a pedir para rodar... vou começar o dia com Rock, também acabado de chegar pelas mãos de um amigo:

Este Moving Waves passou o Atlântico e veio cá ter a casa, vale bem a pena caro Ferpina (se não conhecer... mas creio que conhecerá)! Wink

O álbum abre com Hocus Pocus, o trabalho de bateria (Pierre Van der Linden) é um primor e não resisto a pegar no braço para o voltar a colocar no princípio.

A segunda faixa serve para acalmar, dois minutos de guitarra acústica e órgão...

E depois... Bem, depois é um álbum de 1971 com tudo o que dessa fase temos direito.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 11:29

Alexandre Vieira escreveu:
(...) O Jazz não é problema o problema é o uso reiterado do mesmo. ...

Ferpina escreveu:
(...) excepto as ditas "clássica" e "jazz".  Com toda a franqueza, não engulo o género (incluo também algum fado puro e duro), não fui "educado" desde novo a ouvi-los e portanto viva o "rock, pop, prog, regaee, new wave, em suma os anos dourados dos anos 70, 80 e algum dos 90! ...

Não tenho alma de apostolo ou de profeta então longe de mim a ideia de querer convertir alguém a um estilo de musica, qualquer que seja! Mas sei por experiência propria que todos os estilos téem vàrias portas de entrada, e que esta determina a maneira como vamos entrar. Entrei na musica clàssica com uma namorada que era dançarina de ballet em Kiev, começei a gostar do progressivo quando fumava cones e vim ao jazz pelo gosto da musica do Tom Waits ... que começei a apreciar quando apanhei a minha primeira tosga, então !!!... todos os caminhos levam à musica ...

O jazz, como a maioria dos estilos musicais està em evolução permanente e às vezes uma das fases dessa evolução é mais agradàvel como porta de entrada do que as outras. Vou deixar então quatro discos tanto para o Ferpina que para o amigo Alexandre que podem ser uma porta de entrada interessante ... e talvez uma revelação!

Melanie de Biasio_No Deal

Uma voz quente, sussurrada e sempre no limite do murmurio. Musicos à volta que "foram alimentados" com os Pink Floyd e que criam uma atmosfera planante e obsedante. Gostam dos Floyd (echoes), Genesis (carpet crowlers) e Van der Graaf (refugees) ... então vão gostar deste magnifico disco de jazz belga, que poderia mesmo ser uma variante hipnotica de "Low-Fado"!

Keith Jarrett_Arbour Zena

Situado no encruzamento entre a musica contemporanea e o Jazz escandinavo este album pode ser uma introdução aos dois estilos. Atmosfera impressionista e planante executada com brio pelos grandes musicos. O concepto pode se tornar chato e "maneirista" apòs vàrias escutas mas o efeito na primeira vez dà "tusa" ... sobretudo se acompanhado de uma boa garrafita!

Roberto Fonseca_YO

Energia pura, salpicada de ritmos africanos demoniacos e de melodias latinas libidinosas. Isto é a versão jazz do "Sex, drugs and rockn'roll". Apesar de ser uma obra virtuosa, a faceta intelectual não é predominante e o que impressiona é a potência ritmica, a pulsão visceral e quase primitiva que acende este album. Uma orgia sonora que vai "encher as medidas" dos que apreciam Exile on Main Street dos Stones ... obra voluptuosa e potente(issima)!

Sly & Robbie_Nordub

Gostam de Peter Tosh, Bob Marley, da ritmica dos Cure e dos riffs de baixo do "Regatta de Blanc" ?... então vão gostar disto. Ritmica potente, profunda e obsedante que pede um cone com boa erva dentro. Do grande Dub jamaicano salpicado de atmosferas planantes nordicas que resulta num festival para os sentidos  drunken

E tudo isto é jazz rapazes, mas moderno! cheers

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 12:47

TD124 escreveu:

(...)

O jazz, como a maioria dos estilos musicais està em evolução permanente e às vezes uma das fases dessa evolução é mais agradàvel como porta de entrada do que as outras. Vou deixar então quatro discos tanto para o Ferpina que para o amigo Alexandre que podem ser uma porta de entrada interessante ... e talvez uma revelação!

[center]Melanie de Biasio_No Deal

Uma voz quente, sussurrada e sempre no limite do murmurio. Musicos à volta que "foram alimentados" com os Pink Floyd e que criam uma atmosfera planante e obsedante. Gostam dos Floyd (echoes), Genesis (carpet crowlers) e Van der Graaf (refugees) ... então vão gostar deste magnifico disco de jazz belga, que poderia mesmo ser uma variante hipnotica de "Low-Fado"!

[center]Keith Jarrett_Arbour Zena

Situado no encruzamento entre a musica contemporanea e o Jazz escandinavo este album pode ser uma introdução aos dois estilos. Atmosfera impressionista e planante executada com brio pelos grandes musicos. O concepto pode se tornar chato e "maneirista" apòs vàrias escutas mas o efeito na primeira vez dà "tusa" ... sobretudo se acompanhado de uma boa garrafita!

(...)
E tudo isto é jazz rapazes, mas moderno! cheers

Começando pelo princípio, ainda que na versão cortada da mensagem do Paulo... Subscrevo as palavras, o Jazz, tal como qualquer outro Estilo/Género de Música, tem muitas faces e gostar de uma delas não significa gostar de todas... quando atiramos uma moeda ao ar tendemos a escolher sempre uma das faces como preferida - mania ou feitio!!!


Posto isto, deixei dois álbuns referidos pelo Paulo de que gosto muito, ainda que só tenhamos o Arbour Zena do Keith Jarrett. Ainda não me cansei dele e escuto-o com alguma frequência, é uma bela forma de terminar uma noite cansativa... por outro lado, a Luciana não o aprecia muito.

O outro álbum foi conhecido por uma partilha do Paulo no passado e percebo as palavras que ele escolheu para classificar Mélanie de Biasio ‎– No Deal (2013). É Jazz, mas não se fica pelo território do Jazz... há algo de Indie Rock na base instrumental, talvez a combinação entre o Piano e os Sintetizadores... podia dizer que as paisagens criadas em With All My Love (a versão deste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8KgS8muaqEI a partir do minuto 25) me transportam para os lados do Post-Rock de finas linhas em campos bem abertos... a colocação da voz é irrepreensível e ao estilo das mais afamadas Mulheres vocalistas.

É especial e muito bom!!! Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 15:15

José Miguel escreveu:
(...) Subscrevo as palavras, o Jazz, tal como qualquer outro Estilo/Género de Música, tem muitas faces e gostar de uma delas não significa gostar de todas... quando atiramos uma moeda ao ar tendemos a escolher sempre uma das faces como preferida - mania ou feitio!!!...

È verdade!... e venho de pensar que poderia ter posicionado a minha tentativa "messiânica" de converter os nossos dois amigos ao contràrio. Se é verdade que existém albums de jazz com uma atmosfera proxima do rock ... também existem albums de rock com uma influência "jazzistica" muito afirmada. Tenho a certeza que os nossos dois amigos Ferpina & Alexandre téem nas estantes um albumzito do grande Zappa (penso ao Hot Rats e ao One Size Fits All...) que é muito(issimo) inspirado pelo jazz. Penso aos ultimos Radiohead, ao Laughing Stock e Spirit of Eden dos Talk Talk, aos Soft Machine e Robert Wyatt e mesmo ao Marquee Moon aonde os solos de Verlaine são de influência Bop (revelado pelo artista)... sém falar de este artista que escuto neste momento, e que é certo que os nossos amigos devem ter ao menos uma obra dele nas estantes, ou talvez não scratch

Tão a ver Ferpina e Alexandre que o Jazz anda por todo o lado ... e até gostam de bebê-lo, mas no copo do Rock! cheers

lol!

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 17:55

Uma grande enhora!


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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 17:57

Em parte a responsabilidade é do Paulo, mas... em parte a responsabilidade é do belo casamento das vozes do Tom Waits e Crystal Gayle.


Este álbum é, para mim, um exemplo de como o Jazz pode ser servido num empratamento diferente. A voz dele está moldada pela técnica jazzística, a primeira faixa deixa logo isso bem claro... A voz dela não, nota-se que vai beber a essa fonte, mas também a outras e por vezes parece vinda dos anos 20...

O instrumental é... é muito bom, swingado e bem arrumado para deixar o diálogo fluir!
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 18:07

Um disco obrigatório. Este comprei-o em Edimburgo por uma libra numa loja solidária. Uma edição com uma prensagem notável com som cristalino que nada tem que ver com a maior parte dos discos que se compram novos.



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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 18:23

Alexandre Vieira escreveu:
Um disco obrigatório. Este comprei-o em Edimburgo por uma libra numa loja solidária. Uma edição com uma prensagem notável com som cristalino que nada tem que ver com a maior parte dos discos que se compram novos.

Dele sò tenho o Night & Day!... vou espreitar esse desde que puder cyclops

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 18:25




É daqueles discos que marcam uma época. Com este disco os Echo disseram na altura, algo como: atenção que estão aqui perante vós mais 4 fabulosos em Liverpool. E tinham toda a razão! Muito apropriado esta referência no dia em que o Liverpool vai jogar a final.

Inspired by psychedelia, sure. Bit of Jim Morrison in the vocals? OK, it's there. But for all the references and connections that can be drawn (and they can), one listen to Echo's brilliant, often harrowing debut album and it's clear when a unique, special band presents itself. Beginning with the dramatic, building climb of "Going Up," Crocodiles at once showcases four individual players sure of their own gifts and their ability to bring it all together to make things more than the sum of their parts. Will Sergeant in particular is a revelation -- arguably only Johnny Marr and Vini Reilly were better English guitarists from the '80s, eschewing typical guitar-wank overload showboating in favor of delicacy, shades, and inventive, unexpected melodies. More than many before or since, he plays the electric guitar as just that, electric not acoustic, dedicated to finding out what can be done with it while never using it as an excuse to bend frets. His highlights are legion, whether it's the hooky opening chime of "Rescue" or the exchanges of sound and silence in "Happy Death Men." Meanwhile, the Pattinson/De Freitas rhythm section stakes its own claim for greatness, the former's bass driving yet almost seductive, the latter's percussion constantly shifting rhythms and styles while never leaving the central beat of the song to die. "Pride" is one standout moment of many, Pattinson's high notes and De Freitas' interjections on what sound like chimes or blocks are inspired touches. Then there's McCulloch himself, and while the imagery can be cryptic, the delivery soars, even while his semi-wail conjures up, as on the nervy, edgy picture of addiction "Villiers Terrace," "People rolling round on the carpet/Mixing up the medicine." Brisk, wasting not a note, and burning with barely controlled energy, Crocodiles remains a deserved classic.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 18:31

TD124 escreveu:

Sly & Robbie_Nordub

Gostam de Peter Tosh, Bob Marley, da ritmica dos Cure e dos riffs de baixo do "Regatta de Blanc" ?... então vão gostar disto. Ritmica potente, profunda e obsedante que pede um cone com boa erva dentro. Do grande Dub jamaicano salpicado de atmosferas planantes nordicas que resulta num festival para os sentidos  drunken

E tudo isto é jazz rapazes, mas moderno! cheers


Hummm....hummmm ....estive a tubar e gostei!
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Sab Maio 26 2018, 18:40

Para acabar a tarde em grande:

O primeiro da New Order, último da Joy Division

Uma das obras primas da alternativa dos anos 80.




In wiki:
Sumner, Hook e Morris faziam parte do Joy Division, que havia acabado meses antes com a morte do vocalista Ian Curtis, em 18 de maio de 1980. Assim, os três carregaram para Movement grande influência do antigo grupo. Este é considerado o disco menos acessível do grupo, por se tratar de uma época de transição entre o que era a proposta musical do Joy Division e o que viria a ser proposta musical totalmente própria e inovadora do New Order (a síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica).

Diz a lenda que a faixa "ICB" significa as iniciais da frase Ian Curtis Buried (Ian Curtis enterrado), fato este que, se verdadeiro, indicava claramente não só a necessidade de romper com o passado recente, mas como também a paradoxa situação do momento da banda, já que as músicas deste álbum só diferem das do Joy Division por terem um uso um pouco maior de sintetizadores. Até mesmo o vocal de Bernard Sumner soa parecido com o de Ian Curtis, nesse álbum. Peter Hook também canta em Movement (a música de abertura é uma delas), e até Gillian Gilbert empresta sua voz às gravações.

Em 2009, o site Amazon.com colocou Movement na posição de número #20 em sua lista dos "Melhores álbuns de estréia de todos os tempos". Em 2012, a revista Slant colocou o álbum na posição de número #42 em sua lista dos "Melhores Álbuns dos Anos 80"



Deixo aqui este artigo que está muito bom:

http://thequietus.com/articles/00414-new-order-back-catalogue-reissues
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Dom Maio 27 2018, 10:04

Planetarium - Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly, James McAlister



Embora a critica tema sido um pouco dura com este disco, continuo achar que é um dos grandes álbuns de 2017, pela sua originalidade e por recuperar algo que jia se havia experimentado em "Age of ADZ". Sintetizadores desconexos servem de suporte a toda a trama.

Uns gostam outros não, reconheço que existem alguns momentos em que a voz robotizada de Sufjan incomoda. Mas este é um disco de um futuro clássico, ainda que futurista.

Daqui a uns anos acho que se irá tornar num daqueles casos raros de discos seguidos por alguns como referência e completamente esquecidos pela maioria, mas cá em casa - em versão digital- roda muitas vezes, e é um excelente disco para nos acercarmos da dinâmica do nosso sistema.

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Dom Maio 27 2018, 20:24



Os mágicos de Dusseldorf.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Dom Maio 27 2018, 20:31

Os grandes Kraftwerk!...

Mas, por estes dias, não consigo deixar de fazer uma associação parva entre o ínício do Boing Boom Tshack e uma "música" recente que começa com "Riii hautch ehhh hum lááá".

Perdoem-me esta coisa na minha cabeça. É só o início das músicas, ok? Agora, vou sair de fininho... Embarassed
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Dom Maio 27 2018, 21:13

Cylon escreveu:
Os grandes Kraftwerk!...

Mas, por estes dias, não consigo deixar de fazer uma associação parva entre o ínício do Boing Boom Tshack e uma "música" recente que começa com "Riii hautch ehhh hum lááá".

Perdoem-me esta coisa na minha cabeça. É só o início das músicas, ok? Agora, vou sair de fininho... Embarassed

Não sei de que música se trata, mas eles têm sido plagiados ao longo dos anos.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Dom Maio 27 2018, 21:16




Ouvi este disco atá à exaustão e tem estado a um canto esquecido, hoje voltou a rodar. Que maravilha esta banda sonora de Yann Tiersen, sublime, mágica, sensível. De um filme genial de Jean-Pierre Jeunet.

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Cylon
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Dom Maio 27 2018, 21:33

Essa banda sonora é fantástica mas, infelizmente, só a tenho nums ranhosos mp3's que saquei após ficar apaixonado pela mesma.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 13:34

Não é que rode, mas merece a partilha e por isso...

Ontem, no regresso a casa, lá nos fizemos acompanhar do programa de rádio A Profecia do Duque, 22-23h na Antena 3. A primeira faixa deixou-nos logo agarrados, My Favorite Things pelo Tadao Hayashi Harp Trio.

O programa pode ser escutado aqui: https://www.rtp.pt/play/p2022/e348291/a-profecia-do-duque

Não fiquem pela primeira faixa, permitam-se ir até ao fim e serão sempre surpreendidos.


Não resisti... My Favorite Things toca-me particularmente e já a ouvi tocada das mais variadas formas, mas com Harpa foi a primeira vez. Smile
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 14:04

José Miguel escreveu:
Não é que rode, mas merece a partilha e por isso...

Ontem, no regresso a casa, lá nos fizemos acompanhar do programa de rádio A Profecia do Duque, 22-23h na Antena 3. A primeira faixa deixou-nos logo agarrados, My Favorite Things pelo Tadao Hayashi Harp Trio.

O programa pode ser escutado aqui: https://www.rtp.pt/play/p2022/e348291/a-profecia-do-duque

Não fiquem pela primeira faixa, permitam-se ir até ao fim e serão sempre surpreendidos.


Não resisti... My Favorite Things toca-me particularmente e já a ouvi tocada das mais variadas formas, mas com Harpa foi a primeira vez. Smile
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Por aqui não é dia de vanguarda mas sim de clássica

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 14:35

Continuando com JS Bach e os concertos de Brandeburgo
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 16:15

TD124 escreveu:
... e venho de pensar que poderia ter posicionado a minha tentativa "messiânica" de converter os nossos dois amigos ao contràrio. Se é verdade que existém albums de jazz com uma atmosfera proxima do rock ... também existem albums de rock com uma influência "jazzistica" muito afirmada. Tenho a certeza que os nossos dois amigos Ferpina & Alexandre téem nas estantes um albumzito do grande Zappa (penso ao Hot Rats e ao One Size Fits All...) que é muito(issimo) inspirado pelo jazz. Penso aos ultimos Radiohead, ao Laughing Stock e Spirit of Eden dos Talk Talk, aos Soft Machine e Robert Wyatt e mesmo ao Marquee Moon aonde os solos de Verlaine são de influência Bop (revelado pelo artista)... sém falar de este artista que escuto neste momento, e que é certo que os nossos amigos devem ter ao menos uma obra dele nas estantes, ou talvez não scratch
Tão a ver Ferpina e Alexandre que o Jazz anda por todo o lado ... e até gostam de bebê-lo, mas no copo do Rock! cheers...

Da minha parte estás certíssimo, dos citados não tenho nada dos Radiohead, lapso e erro meu certamente, mas que anda para ser colmatado já há uns tempos largos... mas entretanto outros valores se têm elevado mais alto!
Só não percebo onde raio foste tu, e o Tom Verlaine também, buscar influências jazzíticas aos Television. Estamos na era do "punk rock"!  scratch
Lá vou ter que escutar melhor o Marquee Moon e o Adventure, os dois únicos que possuo. study

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 16:15

Depois de explorar o que nos deu o programa de rádio, depois de uma viagem que começou ontem nas margens do Douro e hoje já nos fez visitar o Japão e a Nigéria, agora é a vez de um álbum novidade aqui por casa:

Maiden Voyage fez-se demorado, custou até ser encontrada uma edição decente e a um preço possível, mas um destes dias olhamos para Norte e lá estava ele na PortoCalling... Viajou até Viseu bem acompanhado.

Não tenho muito para dizer desta maravilha, Herbie Hancock muito bem acompanhado e no alto das suas capacidades, permitindo-se a brilhar e deixar brilhar - veja-se logo a subtileza na faixa de abertura, o Piano a entrar e permitir linhas para os outros brilharem. Cada um dos comparsas aproveita muito bem... Muito bem!!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 16:37

Ferpina escreveu:
TD124 escreveu:
... e venho de pensar que poderia ter posicionado a minha tentativa "messiânica" de converter os nossos dois amigos ao contràrio. Se é verdade que existém albums de jazz com uma atmosfera proxima do rock ... também existem albums de rock com uma influência "jazzistica" muito afirmada. Tenho a certeza que os nossos dois amigos Ferpina & Alexandre téem nas estantes um albumzito do grande Zappa (penso ao Hot Rats e ao One Size Fits All...) que é muito(issimo) inspirado pelo jazz. Penso aos ultimos Radiohead, ao Laughing Stock e Spirit of Eden dos Talk Talk, aos Soft Machine e Robert Wyatt e mesmo ao Marquee Moon aonde os solos de Verlaine são de influência Bop (revelado pelo artista)... sém falar de este artista que escuto neste momento, e que é certo que os nossos amigos devem ter ao menos uma obra dele nas estantes, ou talvez não scratch
Tão a ver Ferpina e Alexandre que o Jazz anda por todo o lado ... e até gostam de bebê-lo, mas no copo do Rock! cheers...

Da minha parte estás certíssimo, dos citados não tenho nada dos Radiohead, lapso e erro meu certamente, mas que anda para ser colmatado já há uns tempos largos... mas entretanto outros valores se têm elevado mais alto!
Só não percebo onde raio foste tu, e o Tom Verlaine também, buscar influências jazzíticas aos Television. Estamos na era do "punk rock"!  scratch
Lá vou ter que escutar melhor o Marquee Moon e o Adventure, os dois únicos que possuo. study
Caro Ferpina, eu nos Television também não via/ouvia uma influência directa, mas... a verdade é que Marquee Moon é bem diferente do Punk que os Clash ou Ramones tocavam - por exemplo.

Aqui em casa gostamos muito de álbum e ele roda com frequência, assim com os Wire - os três primeiros desta grande banda.

Posto isto, leia-se:
"Verlaine had fostered a long-running love of jazz.

“In the early ’60s I hated pop. I took up sax in about ’63, and an older friend of mine had some [John] Coltrane and Ornette Coleman records, and that’s the music I liked,” Verlaine told Guitar Player in 1993. “I never listened to guitar music – I thought it was a really twee instrument. But when I wanted to write songs, I decided that was the thing to play. For me, even a solo is an accompaniment of some kind, or it just takes the place of a voice.”

Está lá descarado como nos Soft Machine!?! Não... Mas as coisas tocam-se onde menos se espera.

Hoje estava dedicado ao Jazz, mas culpa do Ferpina aqui vai:

Muito bom, um daqueles que merece cada euro gasto e mais alguns se fossem precisos - a reedição é boa e barata! Wink
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 16:59

TD124 escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Um disco obrigatório. Este comprei-o em Edimburgo por uma libra numa loja solidária. Uma edição com uma prensagem notável com som cristalino que nada tem que ver com a maior parte dos discos que se compram novos.

Dele sò tenho o Night & Day!... vou espreitar esse desde que puder cyclops

E já agora I'm the Man e Look Sharp! Por ex.
Também tens um instrumental bastante interessante, Will Power.

P.S. Sorry, responder a posts atrasados, mas só agora ando a dar a volta a este tópico Cool

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 17:18

Depois de Television a fasquia não podia descer e ali ao lado estava um outro álbum cuja importância, qualidade e energia não fica atrás...


Real Life dos Magazine é uma pedrada no charco, Punk tocado com engenho e muita Arte!!!
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 17:48

Ferpina escreveu:
(...) Da minha parte estás certíssimo, dos citados não tenho nada dos Radiohead, lapso e erro meu certamente, mas que anda para ser colmatado já há uns tempos largos...

Só não percebo onde raio foste tu, e o Tom Verlaine também, buscar influências jazzíticas aos Television. Estamos na era do "punk rock"!

Eu tinha a certeza que tanto o Zappa como o Waits moravam na tua casa!... não tens desculpa então para não atinar com o jazz ... ainda por cima gostas do Joe Jackson que "namora" com o funk e esse estilo é um (bis)neto do jazz !!! Wink

Quanto ao Tom Verlaine, tinha lido uma entrevista aonde dizia que a sua construção dos solos de Marquee Moon eram inspirados pelos solos do Charlie Parker ... então é uma influência estructural mas não musical pois os solos do Verlaine são binàrios e complétamente rock !!! Mas isto era para te aguçar o apetite Cool

Abraço cheers

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Última edição por TD124 em Seg Maio 28 2018, 18:15, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 18:13

José Miguel escreveu:
(...)
... Não tenho muito para dizer desta maravilha, ...

Creio que foi o meu album de mesa de cabeçeira quando tinha uns vinte anos ... e ainda hoje tenho uma relação especial com ele. O Hancock é o musico incapaz de escolher entre a harmonia e o ritmo (como diz a anedota) o que faz da sua musica algo de eufonico e complexo ao mesmo tempo. O Maiden Voyage foi a minha porta de entrada no mundo do Coltrane, Monk, Coleman, Evans...

Ainda hoje tenho uma relação muito intima com essa obra que considero fundamental na historia do jazz e a melhor dele nmho. È uma obra labirintica e estonteante na sua arquitectura harmonica e que continua a me surpreender ainda hoje, tanto pela beleza que pela virtuosidade ... e na realidade mais aprendo, e melhor compreendo até que ponto o Maiden Voyage é imbibido de génio. Escuto então o pai dos pianistas de jazz do qual o Hancock (e não sò...) afirma dever tudo e que escuto "demasiado" pouco. Bravo pela aquisição  cheers

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 18:28

E apòs o "pai" dos pianistas de jazz ... escuto o "Deus", e isto acerta-me os ponteiros e enche-me as medidas  drunken

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Seg Maio 28 2018, 18:47

Dois Músicos que teimam em não chegar às nossas mãos no formato vinil... e não é que não existam nas estantes das Fnac desta vida, mas aquelas edições não nos despertam confiança.

Tal como o Maiden Voyage, creio que Monk, Tatum, entre alguns outros (não só de Jazz, entenda-se) levarão o seu tempo a fazer o caminho até nós, ou nós até eles. Pode parecer estranho, mas é comum que os álbuns de que gostamos fiquem reservados para "um dia". Este fim-de-semana, enquanto percorríamos as laterais do Douro, lá apareceu a frase dita na hora certa: a vida tem graça pelas curvas... pois bem, a seu tempo lá chegaremos ou eles cá chegarão, assim como o Douro se faz esperar no Mar para poder serpentear a paisagem que quer visitar.

Wink

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 14:47

Por aqui por casa ouve-se folk americano num disco gravado ao vivo e q é um portento
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 15:27

Filho de peixe sabe nadar lá diz o ditado
Grande disco de Josh Hadden
Ferpina este tb é notória a influência do Jazz e axo q vais gostar (se é q ainda não conheces)
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 16:40

anibalpmm escreveu:
Filho de peixe sabe nadar lá diz o ditado
Grande disco de Josh Hadden
Ferpina este tb é notória a influência do Jazz e axo q vais gostar (se é q ainda não conheces)

Não conheço os Spain, não! E gostei do que ouvi.
Mas lá por o Josh ser filho do Charlie, não quer dizer que o que ouvi tenha influência de jazz, a não ser que os blues e folk tenham tido origem no jazz, penso eu de que... e sendo assim toda a música terá tido então influência no jazz!

Mas eu não sou fundamentalista, tenho Miles Davies, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Keith Jarrett, e mais uns quantos (poucos). Herbie Hancock, ouvia até aos meus vinte e tal anos, depois vendi tudo o que tinha...

Para me fazer entender, gosto de música que quando dou por mim, estou-me a mexer, quer abanando o "capacete", quer batendo o pé ou tamborilando os dedos.
No entanto, oiço com a maior frequência a SmoothFM, não aprecio jazz puro e duro e muito menos "free jazz".
Mas dêem-me AC/DC, Deep Purple, WhiteSnack, ou parecidos e aí estou mesmo na minha praia dourada.

Ouve-me bem isto, o que te apetece? Bom, eu já tenho 63 anos e portanto sou da época dourada do rock e do pop, passando pelo "disco sound" e pela electónica do Michel Jarre.


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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 16:48

Ferpina escreveu:
anibalpmm escreveu:
Filho de peixe sabe nadar lá diz o ditado
Grande disco de Josh Hadden
Ferpina este tb é notória a influência do Jazz e axo q vais gostar (se é q ainda não conheces)

Não conheço os Spain, não! E gostei do que ouvi.
Mas lá por o Josh ser filho do Charlie, não quer dizer que o que ouvi tenha influência de jazz, a não ser que os blues e folk tenham tido origem no jazz, penso eu de que... e sendo assim toda a música terá tido então influência no jazz!

Mas eu não sou fundamentalista, tenho Miles Davies, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Keith Jarrett, e mais uns quantos (poucos). Herbie Hancock, ouvia até aos meus vinte e tal anos, depois vendi tudo o que tinha...

Para me fazer entender, gosto de música que quando dou por mim, estou-me a mexer, quer abanando o "capacete", quer batendo o pé ou tamborilando os dedos.
No entanto, oiço com a maior frequência a SmoothFM, não aprecio jazz puro e duro e muito menos "free jazz".
Mas dêem-me AC/DC, Deep Purple, WhiteSnack, ou parecidos e aí estou mesmo na minha praia dourada.

Ouve-me bem isto, o que te apetece? Bom, eu já tenho 63 anos e portanto sou da época dourada do rock e do pop, passando pelo "disco sound" e pela electónica do Michel Jarre.

É evidente q o blues está lá, mas a influência do jazz tb está nitidamente presente
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 17:26

Este dispensa apresentações

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 17:27

anibalpmm escreveu:
... Já Hard rock nunca foi a minha praia Arrow
Já fui

Mas também não gostas de Pink Floyd! Pelo menos foi o que me pareceu escreveres agui no fórum já há bastante tempo. Sinceramente, serás a única pessoa que conheço que afirma isso. Vá lá, eu entendo perfeitamente que em relação aos Pink haja álbuns que se goste mais do que outros, até porque eles passaram por algumas fazes, mas daí a não se gostar... Bom, talvez seja o mesmo que se passa comigo com o denominado jazz, criei anti-corpos e depois destes anos todos não estou suficientemente aberto à sonoridade.
Nota. Não quero criar qualquer celeuma em relação ao teu gosto musical vs o meu. No fim de contas, nós queremos é que nos dêem música! Cool

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 17:50

Ferpina escreveu:
anibalpmm escreveu:
... Já Hard rock nunca foi a minha praia Arrow
Já fui

Mas também não gostas de Pink Floyd! Pelo menos foi o que me pareceu escreveres agui no fórum já há bastante tempo. Sinceramente, serás a única pessoa que conheço que afirma isso. Vá lá, eu entendo perfeitamente que em relação aos Pink haja álbuns que se goste mais do que outros, até porque eles passaram por algumas fazes, mas daí a não se gostar... Bom, talvez seja o mesmo que se passa comigo com o denominado jazz, criei anti-corpos e depois destes anos todos não estou suficientemente aberto à sonoridade.
Nota. Não quero criar qualquer celeuma em relação ao teu gosto musical vs o meu. No fim de contas, nós queremos é que nos dêem música! Cool

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Eu reconheço q tenho gostos musicais muito especiais, mas como eu há mais q não gostam de PF, nem de hard rock ou prog
Eu por vezes falo aqui do jazz e dou algumas indicações pois para mim o género e novo nos meus gostos (já tinha alguns discos mas só comecei a gostar verdadeiramente há uns 7-10 anos) e foi um género q tal como tu tb era avesso e tive q aprender a gostar e isso implicou algum esforço da minha parte
Mas gostos são gostos e cada um com o seu, sem q isso levante polémica cheers
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 18:20

Cá vai mais um com forte influência jazzistica, ou não fosse o género o acid jazz
Mas este palpita-me q não é ao gosto do sr administrador

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 20:56



Um disco de 1967, impresso na então Alemanha Federal pela Deram, com um som muito bom que exibia pomposamente que a sua gravação foi elaborada com base no Deramic Sound System.
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Ferpina
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 21:21

Alexandre Vieira escreveu:


Um disco de 1967, impresso na então Alemanha Federal pela Deram, com um som muito bom que exibia pomposamente que a sua gravação foi elaborada com base no Deramic Sound System.

Salvo erro, um ou outro disco dos Moody Blues exibia essa sigla no canto superior esquerdo.   scratch  Tenho que ir às estantes...  study (sim, já não tenho LPs debaixo das camas)

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 21:30

Ferpina escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:


Um disco de 1967, impresso na então Alemanha Federal pela Deram, com um som muito bom que exibia pomposamente que a sua gravação foi elaborada com base no Deramic Sound System.

Salvo erro, um ou outro disco dos Moody Blues exibia essa sigla no canto superior esquerdo.   scratch  Tenho que ir às estantes...  study (sim, já não tenho LPs debaixo das camas)


Estou a ver...

As camas ocupavam demasiado espaço em casa e foram retiradas.  smedley Para permitir o armazenamento de mais discos.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 21:32



Já não rodava por aqui se calhar faz uns anos...
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 21:41

anibalpmm escreveu:
Este dispensa apresentações


O disco de referência para testar os meus sistemas. Aquilo que parece uma péssima gravação torna-se como o patinho feio, num cisne cheio de elegância quando está a tocar bem. O ecoar dos instrumentos e da voz é notável.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Ter Maio 29 2018, 21:47

TD124 escreveu:
Ferpina escreveu:
(...) Da minha parte estás certíssimo, dos citados não tenho nada dos Radiohead, lapso e erro meu certamente, mas que anda para ser colmatado já há uns tempos largos...

Só não percebo onde raio foste tu, e o Tom Verlaine também, buscar influências jazzíticas aos Television. Estamos na era do "punk rock"!

Eu tinha a certeza que tanto o Zappa como o Waits moravam na tua casa!... não tens desculpa então para não atinar com o jazz ... ainda por cima gostas do Joe Jackson que "namora" com o funk e esse estilo é um (bis)neto do jazz !!! Wink

Quanto ao Tom Verlaine, tinha lido uma entrevista aonde dizia que a sua construção dos solos de Marquee Moon eram inspirados pelos solos do Charlie Parker ... então é uma influência estructural mas não musical pois os solos do Verlaine são binàrios e complétamente rock !!! Mas isto era para te aguçar o apetite Cool

Abraço cheers

Preocupado que estou, por não conseguir aperceber-me da influência do Jazz na Punk fui escutar o maravilhoso:

The Stranglers - Rattus Norvegicus




Para já não encontrei nenhuma, mas digam de vossa justiça. lol!

Agora sem brincadeira, penso que os Television (em que o Marquee Moon assume na minha opinião um brilho tão grande que ofusca totalmente dos demais trabalhos) são altamente influenciados sim pelo Glam Rock dos T-Rex e David Bowie. E nem sequer me parece ser um verdadeiro álbum da Punk.

Os Magazine (que adoro!) penso que fazem a transição entre a New Wave e algo mais, mas também não chegam ao estatuto de Punk.

Na minha opinião o começo da Punk na perspectiva musical, porque inovadora, concedo aos Straglers, na ideológica, integralmente, aos Sex Pistols.

Mas qualquer dos três álbuns aqui indicados são monumentais e referências absolutas na história da música.

Mas claro que o

é um disco tremendo, independentemente do podemos achar da estética "Sex Pistols", porque marca um antes e um depois e influência toda uma geração de autores até aos presentes dias.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Qua Maio 30 2018, 20:16



Uma delícia, infelizmente só tenho em ficheiros MP3.

Um destes dias compro o disco.
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Qua Maio 30 2018, 21:40

Festa eu quero é festa bounce Orquestra

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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Qua Maio 30 2018, 22:19

A 1.ª vez q ouvi este disco foi inesquecível
O contexto era o de um audioshow nos anos 90, na escola superior de educação em Lisboa (foi tb a 1.ªvez q vi o RB  a expor um GD)
O GD era o Well Tempered, as colunas umas eletrostáticas enormes (salvo erro eram as Sound Lab) e o chão estava atestado de OTLs (Atmasphere), foi mágico, de tal modo q fui logo de seguida comprar o disco
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   Qui Maio 31 2018, 00:27

Álbum que foi destacado em outro tópico: Love- Forever Changes - 1967

Simplesmente Brutal


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MensagemAssunto: Re: A rodar XLIII   

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