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 Masterizações

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galvaorod
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Ago 23 2018, 23:33

nbaptista escreveu:
Há algum problema em gravações analógicas como as dos Pink Floyd têrem sido posteriormente  gravadas depois em cd?Tenho o "The Wall " em CD, será que o original em vinyl será muito superior?Ou a passagem do master para cd não "estragar" a gravação original?

O original em vinil era superior, mas com as constantes gravações para cd, foi-se gastando. Os adeptos do vinil nunca perdoaram ao cd e isso despoletou as guerras entre os cd e os vinis, que dura até hoje, mas os masters estragaram-se para sempre depois do abuso das passagens para cd. Agora a sério, há tantas edições do the Wall que ninguém já sabe qual é a original. Eles fazem uma reedição por ano sempre "melhor" que as ultimas, e as pessoas vão comprando. E isso gera estas confusões em que ninguém sabe qual é a edição que tem ou sequer se é tão boa como as outras.
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nbaptista
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Dom Ago 26 2018, 11:22

Tenho a possibilidade de comprar em vinyl a remasterização de 2011 por 20€ ou então o original português de 1979 em muito bom estado por 35€. O que me aconselham? É o álbum "The Wall".
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Set 01 2018, 13:42

Que tal é a editora Waxtime em gravações de vinyl?Lembro-me de têr lido algo sobre esta editora, mas já não sei aonde!
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Set 01 2018, 13:47

A evitar... A menos que não tenha alternativa ou custe muito pouquinho.
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nbaptista
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Set 01 2018, 14:42

Fui hoje á FNAC buscar o LP de Anna Calvi "Hunter" que comprei em pré reserva, com desconto. Sinceramente, é a única maneira de comprar vinyl, os preços estão muito inflacionados!
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Set 01 2018, 15:04

Não existe uma fórmula mágica e por vezes é preciso procurar e comparar. Para mim, novos, funciona assim:
Fnac;
Worten;
Cdgo.

Por vezes, para a mesma edição, numa loja há promoção ou o preço está mesmo mais baixo, comparo e compro onde quero - não tenho registo de problemas.

Pedidos especiais é na PortoCalling, o Pedro não carrega no preço como a Fnac e a história do "é importado e tal..."


Nos novos sinto menos a inflação, já nos usados... Anda tudo maluco e a pagar por edições que venderam milhões o preço de novo ou mais caro - não entendo como se chegou aqui, como se compra assim.


Quanto à Waxtime... Faz umas semanas compramos por cinco euros um novo, não nos queixamos, mas não saltamos de alegria.

Dentro das edições mais em conta, as da Jazz Images surpreenderam pela positiva e costumam ter preços interessantes.
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nbaptista
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Set 01 2018, 15:46

José Miguel escreveu:

Pedidos especiais é na PortoCalling, o Pedro não carrega no preço como a Fnac e a história do "é importado e tal..."

Obrigado pela dica, essa PortoCalling tem vinyl a bons preços, não conhecia.
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nbaptista
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Out 06 2018, 19:36

E gravações como "The Divine Comedy" acham que resultam melhor em vinyl que os "The Doors" por exemplo?Um lojista referia que por ser Rock e ás vezes um pouco agressivo(The Doors), melodias como os "The divine Comedy" resultariam melhor em vinyl  que essas gravações de rock anteriores que refiri...
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Joaor100
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Dom Out 07 2018, 13:53

Então vou deitar aqui a minha acha na fogueira do infindável concurso do "quem é melhor?".

Há uma clara superioridade do vinil sobre qualquer digital em condições específicas.
Em gravações anteriores aos anos 80. Nenhum formato digital vai superar uma prensagem bem feita, a partir de masters originais "frescas", masterizadas por um bom engenheiro, prensadas numa fábrica com cuidado, por um técnico cuidadoso, quando as máquinas estavam a funcionar em pleno, antes de se sentir o inevitável desgaste no stamper, bem armazenado e limpo, tocado num bom gira-discos.

Acho que se pensasse mais ainda conseguia colocar mais condicionantes...
A partir daqui tudo tem que ser tratado caso a caso.
-Temos acesso ao original? seja em fita ou digital (sim, os formatos digitais deterioram-se e perdem-se).
-Temos quem misture, masterize e prense de modo adequado ao formato?
-A música ganha ou perde algo a sofrer das limitações inerentes a este formato específico? (baixo tem que ser reduzido para mono, perdemos harmónicos na passagem ADA?)
São tantas as variáveis.

Agora o que existe são algumas apostas seguras, se bem que também podem falhar.

As reedições de gravações mais antigas que se vendem na fnac por 10-12 eur são francamente parvas. Só são assim baratas porque editoras como a waxtime e outros que tais não pagam direitos de autor aos artistas devido à idade e são claramente transferidas (e mal) de edições em cd (que já de si eram transferencias de analógico). Gastar dinheiro nisto é, na minha opinião, francamente estúpido.

As reedições de editoras "audiófilas" são normalmente de proveniencia garantida e processo cuidado. O que se reflecte na qualidade e no preço.

Em relação ao porquê do mais avultado custo das edições em vinil, pode ver aqui tudo o que acresce ao custo de produção relativamente ao digital:

https://www.youtube.com/watch?v=AGMW3rRclx0
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nbaptista
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qua Out 10 2018, 20:56

Acho o som do vinyl mais natural, mais "quente". Ainda hoje comprei o ultimo LP da Cat Power "Wanderer" e ao ouvi-lo fiquei com essa sensação!
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qua Out 10 2018, 22:31

nbaptista escreveu:
Acho o som do vinyl mais natural, mais "quente". Ainda hoje comprei o ultimo LP da Cat Power "Wanderer" e ao ouvi-lo fiquei com essa sensação!

Mas atenção ao que o Joaor100 diz.

A industria da música consegue agora ter outra vez lucros avultados com o vinil por se ter tornado um objecto de culto, dizendo que é o som mais natural que se pode obter, com preços verdadeiramente disparatados para a qualidade do vinil que apresentam em muitos casos e até do som que soa compactado. Eu pessoalmente para ouvir digital uma gravação, prefiro mesmo a reprodução em formato digital.



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TD124
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 10:13

José Miguel escreveu:
A evitar... A menos que não tenha alternativa ou custe muito pouquinho.

Não vou entrar na "lenga lenga" do CD vs Vinilo e tentar ficar no tema do topico. Talvez por desleixe ou por desinteresse, ou se calhar por desnecessidade eu nunca me interessei muito às masterizações dos vinilos ném a saber a partir de qual master foram prensados ... sém grandes desilusões ném desavenças pelo momento. Venho de ler o amigo José falar com cautela da editora Wax Time e jà ouvi esse "aviso à navegação" por outras pessoas vàrias vezes aqui no AAP...

Aconteçe que vou regularmente em Catalunha aqui ao lado, e na fronteira um grande supermercado fazia promoções brutais no passado do généro "10 vinilos de jazz à escolha por 50€" ! Hà uns anos atràs tinha comprado uma dezena aonde haviam grandes clàssicos que tinha em CD mas não em vinilo. Não me deram desagrado (nenhum deles) e na realidade ném sabia qual era o editor ném como tinham sido masterisados. Os meus amigos aqui em casa também nunca tinham notado uma diferença ném para pior ném para melhor e escutam-os com deleite e sém comentàrios. O amigo Manfred hà anos quando veio pela primeira vez, até teve este comentàrio em relação ao "Waltz for Debbie":

mannitheear escreveu:
... striking resolution with the Bill Evans recording playing at moderate level: the background noise of the audience was just there, almost as if the people were in the same room behind the speakers. It was clearly audible and disdiguished, but never did not pop out or disturb, just natural.
...

Estes elogios da parte do nosso amigo alemão, pressupõem que o sistema de leitura leia correctamente ... mas subentendem também que a prensagem e masterização do disco não seja rafeira, pareçe-me obvio. Venho de fotografar o disco em questão e afinal trata-se de um Wax Time (editor de Barcelona ao que pareçe...):

Estou consciente que a minha intervenção complica ainda mais as coisas ... mas não posso deixar de relatar a minha historia, que é oposta à dos outros, que téem razão também de certeza...

Venho de ver que os vinilos que comprei em Catalunha a 5€ cada, são todos da Wax Time e alguns jà fizémos tertulias aqui em casa aonde foram comparados com edições originais ou prensagens audiofilas ... ganhando ou perdendo essas comparações, mas nunca sendo ridiculos ou desagradàveis à escuta e isto por um preço inferior a um maço de cigarros aqui. A qualidade da prensagem é mesmo regularmente notada pelos ouvintes e mesmo apòs uns anitos, o ruido de superficie é baixo e com pouca estàtica ... um bom ponto para a prensagem!

Aqui fica a informação que posso dar sobre essa editora e que confirma que nada é simples neste dominio ...

cheers

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nbaptista
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 11:11

Alexandre Vieira escreveu:
Eu pessoalmente para ouvir digital uma gravação, prefiro mesmo a reprodução em formato digital.
OK, mas sendo assim hoje já não se grava em analógico, é muito raro. Então para que é que ainda compramos gira discos?
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 11:24

nbaptista escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Eu pessoalmente para ouvir digital uma gravação, prefiro mesmo a reprodução em formato digital.
OK, mas sendo assim hoje já não se grava em analógico, é muito raro. Então para que é que ainda compramos gira discos?

Existem excelentes gravações de boas etiquetas, existe a recuperação dos clássicos e existem milhões de discos antigos para serem lavados e preservados.E claro o culto do vinil.

Mas essa tua interrogação é muito pertinente. A industria discográfica agradece a quem não se interroga. Por isso mais que nunca existe esta necessidade de partilha de informação, para que possamos todos em conjunto efetuar as melhores escolhas.
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Pmoura43
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 12:02

nbaptista escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Eu pessoalmente para ouvir digital uma gravação, prefiro mesmo a reprodução em formato digital.
OK, mas sendo assim hoje já não se grava em analógico, é muito raro. Então para que é que ainda compramos gira discos?

Se calhar vou dizer uma grande parvoíce, mas cá vai...

Aos preços que hoje os vinis atingem é de facto muito difícil, pelo menos para mim, conseguir fazer uma colecção decente, como tal resta-me os usados e as reedições das chamadas editoras "fracas" que mesmo assim, tirando promoções, andam na ordem dos € 15,00 / € 20,00 e que segundo consta aqui no AAP, não valem nada.

Eu por acaso comprei uma edição da Wax dos Doors na Fnac, por € 10,00 e sinceramente não ouço nada mal aquele disco, até toca bem.

Por outro lado, tirando a prensagem e a qualidade da gravação, temos de tentar perceber em que circunstâncias o disco toca bem ou mal, vai igualmente depender da qualidade do Gira-Discos, da célula, do andar de phono.

Não quero lançar mais uma guerra vinil vs CD vs ficheiros, digo sim, relação custo vs qualidade/satisfação, sabendo que o Vinil é sobejamente mais caro que o CD e se a diferença na qualidade auditiva é assim justificada.

Eu como sou da geração do vinil, tenho por ele uma grande paixão, mas, digo paixão, não que entenda que este é o melhor suporte musical, sê-lo-á na minha opinião em circunstâncias muito especiais e com aparelhos de leitura muito interessantes e com células a andares de phono a condizer?




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Ghost4u
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 16:20

Prezados,

Ante o comentário de TD124, referente à edição «Waltz for Debby», de Bill Evans Trio, com selo Wax Time, eis algo que escrevi sobre as edições "malditas": http://cultovinil.blogspot.com/2014/07/dolly.html.

Com melhores cumprimentos,
What a Face
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 16:33

Ghost4u escreveu:
Prezados,

Ante o comentário de TD124, referente à edição «Waltz for Debby», de Bill Evans Trio, com selo Wax Time, eis algo que escrevi sobre as edições "malditas": http://cultovinil.blogspot.com/2014/07/dolly.html.

Com melhores cumprimentos,
What a Face

Já tinha lido, mas já não me recordava.

Muito bom
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Qui Out 11 2018, 18:32

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
A evitar... A menos que não tenha alternativa ou custe muito pouquinho.

Não vou entrar na "lenga lenga" do CD vs Vinilo e tentar ficar no tema do topico. Talvez por desleixe ou por desinteresse, ou se calhar por desnecessidade eu nunca me interessei muito às masterizações dos vinilos ném a saber a partir de qual master foram prensados ... sém grandes desilusões ném desavenças pelo momento. Venho de ler o amigo José falar com cautela da editora Wax Time e jà ouvi esse "aviso à navegação" por outras pessoas vàrias vezes aqui no AAP...

Aconteçe que vou regularmente em Catalunha aqui ao lado, e na fronteira um grande supermercado fazia promoções brutais no passado do généro "10 vinilos de jazz à escolha por 50€" ! Hà uns anos atràs tinha comprado uma dezena aonde haviam grandes clàssicos que tinha em CD mas não em vinilo. Não me deram desagrado (nenhum deles) e na realidade ném sabia qual era o editor ném como tinham sido masterisados. Os meus amigos aqui em casa também nunca tinham notado uma diferença ném para pior ném para melhor e escutam-os com deleite e sém comentàrios. O amigo Manfred hà anos quando veio pela primeira vez, até teve este comentàrio em relação ao "Waltz for Debbie":

mannitheear escreveu:
... striking resolution with the Bill Evans recording playing at moderate level: the background noise of the audience was just there, almost as if the people were in the same room behind the speakers. It was clearly audible and disdiguished, but never did not pop out or disturb, just natural.
...

Estes elogios da parte do nosso amigo alemão, pressupõem que o sistema de leitura leia correctamente ... mas subentendem também que a prensagem e masterização do disco não seja rafeira, pareçe-me obvio. Venho de fotografar o disco em questão e afinal trata-se de um Wax Time (editor de Barcelona ao que pareçe...):

Estou consciente que a minha intervenção complica ainda mais as coisas ... mas não posso deixar de relatar a minha historia, que é oposta à dos outros, que téem razão também de certeza...

Venho de ver que os vinilos que comprei em Catalunha a 5€ cada, são todos da Wax Time e alguns jà fizémos tertulias aqui em casa aonde foram comparados com edições originais ou prensagens audiofilas ... ganhando ou perdendo essas comparações, mas nunca sendo ridiculos ou desagradàveis à escuta e isto por um preço inferior a um maço de cigarros aqui. A qualidade da prensagem é mesmo regularmente notada pelos ouvintes e mesmo apòs uns anitos, o ruido de superficie é baixo e com pouca estàtica ... um bom ponto para a prensagem!

Aqui fica a informação que posso dar sobre essa editora e que confirma que nada é simples neste dominio ...

cheers

Toda a generalização peca por defeito ou excesso, mas em jeito de conselho fiz uma generalização que parte de algumas experiências.

A Lógica ensina-nos desde cedo que argumentos do tipo:
Alguns X são Y
Isto é X
Então, Isto é Y

São vícios a evitar, mas lá vamos caindo neles... é o problema da indução.

Ora, partindo de algumas experiências, eu não posso dizer que TODOS os exemplares da Wax Time ou da DOL são maus, mas infelizmente a nossa experiência com essas editoras não é a melhor.

Um episódio que hoje lembramos com graça aconteceu com a compra do primeiro álbum da Nina Simone, Little Girl Blues, edição da DOL que estava a 7 euros na Fnac (foi dos primeiros álbuns que compramos)... chegados a casa lá colocamos a tocar, teríamos uma colecção de cinquenta na atura e pouca experiência. O som que tínhamos era interessante e a Luciana acabava de me/nos oferecer um novo (usado!) gira-discos. Para nossa admiração o som com este álbum não era nada bom, nadinha... soava comprimido, sem dinâmica, aqui e acolá uma distorção...

O que fizeram estes dois iniciados?!?!
Trocaram o álbum... tudo igual....

Experimentamos outros álbuns e o som parecia estar bem, mas este álbum e episódio provocou a nossa primeira troca de célula, lá fomos comprar uma Audio Technita AT91... montada e afinada, tudo igual, a culpa era do álbum!

Voltamos a comprar DOL?
Sim, faz pouco tempo partilhei que compramos um do Chet Baker por 5 euros!

A edição vale esse preço?
Complicado... não deixamos de escutar com gozo, mas a edição está longe de ser boa até para o nosso sistema - a culpa pode ser do sistema (por exemplo, o ruído de fundo pode ser culpa do Lenco, ainda que a nossa experiência nos diga que os bons sistemas são mais "esquisitos" (mais uma generalização!).


Também temos álbuns da Wax Time e um deles da Nina Simone... que sorte!

Comprei-o para oferecer à Luciana, o álbum em questão tem uma canção muito importante para nós...

O álbum em questão não aparecia naquela altura e como não faço compras fora, tive que ir pelo caminho possível. A edição de 180 gramas parece boa, o ruído de fundo não é um problema, mas a dinâmica é uma treta, o som é algo amorfo e parece preso.
Como é que posso dizer isto?
Temos uma edição dos anos 80 que é outra coisa, bem diferente. O som é arejado, a separação dos instrumentos acontece com outra qualidade, a voz tem vida, a vida daquela senhora!!!


No passado já tive uma conversa semelhante sobre a Music on Vinyl, porque as primeiras experiências com esta editora foram contraditórias. O primeiro álbum que compramos era uma maravilha, o segundo uma maravilha (ambos de Jazz), mas assim que compramos o terceiro... o álbum Damnation dos Opeth, que conhecemos muitíssimo bem, parecia estar preso... o CD neste caso é a solução, hoje só temos um exemplar do CD, mas já tivemos três e nenhum comprometia.

Para cruzar edição com masterização, dentro da Music on Vinyl, fica o exemplo do álbum dos Morphine - Cure for Pain.

A edição em vinil da Music on Vinyl, assim como uma outra edição que existe mais antiga, soa melhor aos nossos ouvidos. Já fizemos experiências, este é um álbum que nos liga a amigos de longa data e a opinião é a mesma: seguir pela edição em vinil (comparação feita).

A edição em vinil tem "surpresas" face à edição original que saiu em CD, mas há algo que correu mesmo bem e a Music on Vinyl neste caso acertou em cheio!!!




Ao ler o texto que o nosso estimado Fantasma partilhou identifiquei-me, porque partilho da opinião. Comprar edições muito caras, ditas "audiófilas", não é a solução para tudo e com toda a certeza não transforma por si só a Música em Arte - quem escuta, o que ganha? Se ganhar apenas som, não ganha grande coisa... (é como ir a um Museu e refilar sobre o vidro que está na frente do quadro... é que o raio do vidro faz reflexo na "selfie"!!!)

As edições mais baratas não são todas más e não são todas de evitar, elas podem mesmo ser o caminho para que se conheçam álbuns que estavam esquecidos e que não eram reeditados faz muitos anos. Além disso, elas ajudaram a abrir o caminho da procura por vinil, colocaram nas estantes edições que venderam e fizeram as Editoras de renome voltar a editar - ter-se-à escrito direito por linhas tortas.


Aplico o mesmo raciocínio às edições não oficiais... por vezes tem que ser!!! E estas já fizeram serviço público... Piratas!!! pirat
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sex Out 12 2018, 14:56

José Miguel escreveu:
... Toda a generalização peca por defeito ou excesso, mas em jeito de conselho fiz uma generalização que parte de algumas experiências. ...

Gostei da sua intervenção José Miguel, que contém muitas dicas que podem ser utéis para as pessoas que compram reedições ... também hà alguns preconçeitos, mas isso quém não os tém !...

Repito que a minha intervenção não tinha como objectivo ném de o contradizer a si, ném aos outros que tiveram màs experiências com as reedições da Wax Time ... simplesmente relatei a minha experiência, que é contrària. Ora todos sabemos que no vinilo o primeiro é melhor servido ... os ultimos discos a sair do molde são piores do que os primeiros, e se fizer-mos muitos a partir do mesmo molde então os ultimos serão ainda piores!... Até me admira que os defensores do CD não falem disto ... pois é mais uma vantagem do CD sobre o disco preto!

Eu compro muito raramente reedições, pois vendi os meus vinilos não é para os comprar de novo.  O pouco que tenho foi ofereçido ou comprado "a granel" como esses da Wax Time. Até hoje nunca encontrei problemas com as prensagens modernas fora um disco velado de vez em quando (sempre existiu) e um ou dois que pareçem ter um vinilo muito mole e que "gastam" depressa, perdendo dinamica, agudos e aumentando o ruido de superficie ...

Globalmente penso que a qualidade da prensagem não diminuiu, de novo digo que sò compro globalmente obras recentes ou mais antigas mas editadas em vinilo pela primeira vez ...

PS: Como disse noutro sitio a reedição do Achtung Baby é superior ao original e existém vàrios casos assim que seria bom de compilar para aqueles que hesitam entre a versão antiga e a nova !...

cheers

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sex Out 12 2018, 15:44

As conversas são assim mesmo, troca de ideias e experiências - de todo julguei a sua intervenção como algo negativo, pelo contrário. Wink

Não escondi e não escondo que fiquei marcado pelas experiências que tivemos, digo-lhe até que deixamos de comprar edições da Music on Vinyl por um bom período de tempo... tudo graças a essa má experiência que relatei. Depois apanhamos um álbum que queríamos muito e a coisa correu bem, mas mais uma vez era um que já tida sido editado em vinil antes - coincidência!?!?! Não sei.

Álbuns que estão a ser editados em vinil pela primeira vez merecem um cuidado especial, não é só pegar no ficheiro de alta qualidade que foi produzido no Estúdio e fica feito. A edição em CD e em Vinil não tem o mesmo tipo de tratamento, ou não deve ter!


Eu não tenho nada contra as reedições, muito menos se forem baratas! Preferimos uma reedição silenciosa a um edição original toda martelada... o coleccionismo não é connosco e sobre este tema recordo-me de uma vez ter partilhado um vídeo onde se via bem quais as edições que os Japoneses mais apreciam... não são as Japonesas. Smile

Nós não vivemos com os bolsos cheios e temos muito mais em que pensar, a mesquinhez não faz parte do nosso feitio, mas já aprendemos algumas coisas. Nós antes de sairmos para os Açores vendemos uns 300 discos, não sentimos falta deles, aprendemos que podemos ter um critério mais fino. Dentro do que queremos tentamos ter algo razoável, na medida em que podemos aproveitar com o sistema que temos, porque encher estantes não é o nosso objectivo. Wink



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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sex Out 12 2018, 16:40

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
... Toda a generalização peca por defeito ou excesso, mas em jeito de conselho fiz uma generalização que parte de algumas experiências. ...

Gostei da sua intervenção José Miguel, que contém muitas dicas que podem ser utéis para as pessoas que compram reedições ... também hà alguns preconçeitos, mas isso quém não os tém !...

Repito que a minha intervenção não tinha como objectivo ném de o contradizer a si, ném aos outros que tiveram màs experiências com as reedições da Wax Time ... simplesmente relatei a minha experiência, que é contrària. Ora todos sabemos que no vinilo o primeiro é melhor servido ... os ultimos discos a sair do molde são piores do que os primeiros, e se fizer-mos muitos a partir do mesmo molde então os ultimos serão ainda piores!... Até me admira que os defensores do CD não falem disto ... pois é mais uma vantagem do CD sobre o disco preto!

Eu compro muito raramente reedições, pois vendi os meus vinilos não é para os comprar de novo.  O pouco que tenho foi ofereçido ou comprado "a granel" como esses da Wax Time. Até hoje nunca encontrei problemas com as prensagens modernas fora um disco velado de vez em quando (sempre existiu) e um ou dois que pareçem ter um vinilo muito mole e que "gastam" depressa, perdendo dinamica, agudos e aumentando o ruido de superficie ...

Globalmente penso que a qualidade da prensagem não diminuiu, de novo digo que sò compro globalmente obras recentes ou mais antigas mas editadas em vinilo pela primeira vez ...

PS: Como disse noutro sitio a reedição do Achtung Baby é superior ao original e existém vàrios casos assim que seria bom de compilar para aqueles que hesitam entre a versão antiga e a nova !...

cheers

Amigo Paulo,

A curiosidade é terrível...

Qual foi o motivo que o levou a desfazer-se dos seus discos de Vinil?

Eu já percebi por post's anteriores que não está feliz com o seu Gira-discos, nao que ele seja maus, longe disso, mas não o satisfaz inteiramente, pelo que percebi.

Está a virar-se mais para os ficheiros ou CD's?

Desculpa a pergunta, mas é mesmo curiosidade...
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sex Out 12 2018, 17:36

Pmoura43 escreveu:
... Qual foi o motivo que o levou a desfazer-se dos seus discos de Vinil?

Eu já percebi por post's anteriores que não está feliz com o seu Gira-discos, nao que ele seja maus, longe disso, mas não o satisfaz inteiramente, pelo que percebi.

Está a virar-se mais para os ficheiros ou CD's?

Desculpa a pergunta, mas é mesmo curiosidade...

Olà Paulo, não hà problema e creio que jà o disse algures por aqui ... mas posso voltar a te dizer! Eu tenho uma relação de atração/repulsão pelos objectos (o vinilo para mim é um objecto) e necessito de vez em quando de fazer limpeza tanto material que espiritual quando estes começam a me invadir. Então jà vendi por duas vezes as minhas coleções de vinil. A primeira vez para comprar CD's e a segunda vez para ganhar espaço e tranquilidade...

Efectivamente o meu gira actual não é um aparelho que me agrada muito, sobretudo com a musica que ouço em vinilo, mas também não me dà comichão. Neste momento não tenho tempo para fazer outro, então vai rodar por aqui ainda um pouco ... mas estou a alterar o phono e a célula para lhe dar um "efeito turbo" e conseguir escutar mais ao meu agrado. Não é a solução ideal, mas é a unica que posso fazer depressa ...

Eu aderi ao CD muito rapidamente desde o meio dos 80, então não sou um fundamentalista do vinilo. Começei a desmaterialisação por volta de 2005, então transformei-os em ficheiro todos e vendi os CD's também. Escuto essencialmente ficheiros desde hà vàrios anos então (sém comichão nenhuma) e o vinilo tornou-se uma espécie de prazer intimo, de acto estético e hedonista com o qual me "encaixo" bem. mas como disse, os meus discos vinilos são essencialmente Post-Rock e Electronica e guardei alguns originais para os quais tinha apreço e afeção. Então, não me estou a virar para os ficheiros pois sempre estive, diria que me viro um pouco para o vinil ... é ao contràrio!
Tenho vàrios milhares de ficheiros e algumas centenas de vinilos ... é evidente que o ficheiro predomina, e de todas as maneiras visto que ninguém nos ouve digo-lhe (os ficheiros soam melhor, sobretudo em Jazz, Classica, Barroco...)

Voilà o que posso dizer !!!

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Pmoura43
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sex Out 12 2018, 23:15



Eu aderi ao CD muito rapidamente desde o meio dos 80, então não sou um fundamentalista do vinilo. Começei a desmaterialisação por volta de 2005, então transformei-os em ficheiro todos e vendi os CD's também. Escuto essencialmente ficheiros desde hà vàrios anos então (sém comichão nenhuma) e o vinilo tornou-se uma espécie de prazer intimo, de acto estético e hedonista com o qual me "encaixo" bem. mas como disse, os meus discos vinilos são essencialmente Post-Rock e Electronica e guardei alguns originais para os quais tinha apreço e afeção. Então, não me estou a virar para os ficheiros pois sempre estive, diria que me viro um pouco para o vinil ... é ao contràrio!
Tenho vàrios milhares de ficheiros e algumas centenas de vinilos ... é evidente que o ficheiro predomina, e de todas as maneiras visto que ninguém nos ouve digo-lhe (os ficheiros soam melhor, sobretudo em Jazz, Classica, Barroco...)

Voilà o que posso dizer !!![/quote]

Obrigado Paulo,

pela resposta e pela sinceridade.

Eu fiz esta pergunta com um interesse pessoal,confesso.

Na verdade eu penso mais ou menos da mesma maneira e era para ter a certeza que não estava a ficar doido..

Muito obrigado
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Out 13 2018, 17:13

Pmoura43 escreveu:
... Na verdade eu penso mais ou menos da mesma maneira e era para ter a certeza que não estava a ficar doido...

Se pensas "mais ou menos" da mesma maneira, é que não pensas igual ... toca a botar faladura então cheers

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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Out 13 2018, 20:31

Principally I agree that files have superior sound than vinyl. But there are some exceptions where the vinyl pressing smokes the HiRes reissue easily.
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Out 13 2018, 21:31

O digital trabalha bem com variáveis discretas, como letras e numeros. Mas a musica é uma variável continua, um fluxo, , e ai penso que o analógico se adapta melhor e é mais fiel.
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Sab Out 13 2018, 21:44

nbaptista escreveu:
Alexandre Vieira escreveu:
Eu pessoalmente para ouvir digital uma gravação, prefiro mesmo a reprodução em formato digital.
OK, mas sendo assim hoje já não se grava em analógico, é muito raro. Então para que é que ainda compramos gira discos?

Ainda que a vasta maioria dos estúdios grave usando o protools, ainda existe a possibilidade de gravar em fita em muitos sítios.
Editoras audiófilas à parte, nos estúdios da Abbey Road é practica comum e um dos mais bem quotados estúdios do mundo, o Electrical Audio do Steve Albini faz questão de levar o processo analógico de uma ponta à outra para editoras grandes e artistas independentes (leia-se pobres), por uma questão mais de consistência e durabilidade de arquivo do que de superioridade sonora.

https://www.youtube.com/watch?v=D5VHW1J5o0Q

outra razão para comprar gira-discos será ouvir os ditos. Existem muito mais álbuns em vinil do que todos os digitais somados. Basta pensar que se editam lp há cerca de 70 anos e cds (e afins) apenas há 36
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Dom Out 14 2018, 10:41

Tinha-me passado de lado esta intervenção e gostaria de comentà-la um pouco:

Pmoura43 escreveu:
... temos de tentar perceber em que circunstâncias o disco toca bem ou mal, vai igualmente depender da qualidade do Gira-Discos, da célula, do andar de phono. ...

Grande verdade que deveria ser regularmente sublinhada e recordada. Ao contràrio do digital (CD/ficheiro) aonde as diferenças entre sistemas téem uma amplitude menor, no vinilo as diferenças entre sistemas de leitura é por vezes abissal. Ao contrario do digital também, os sistemas de leitura vinilo são extremamente dependentes das afinagens e estas podém destruir ou magnificar um disco. O factor humano também deve ser ponderado ... pois o enfase na analise conduz por vezes a exagerações. Muitas vezes um pequeno desiquilibrio é visto como um imenso e inaceitàvel defeito, outras vezes um grande defeito é minorado ou açeite como fazendo parte da personalidade do sistema. Efectivamente a analise sobre a qualidade global (prensagem, masterização, qualidade do plàstico, gravação...) de um disco vinilo é muito mais complexa do que a de um CD ... e obriga o auditor a se questionar sobre a qualidade do seu sistema de leitura assim que a capacidade de diferenciação desse mesmo sistema!...

Pmoura43 escreveu:
... não que entenda que este é o melhor suporte musical, sê-lo-á na minha opinião em circunstâncias muito especiais e com aparelhos de leitura muito interessantes e com células a andares de phono a condizer?

A leitura vinilo possui desavantagens técnicas "demasiado evidentes" para poder competir com o digital, sobretudo no plano da fidelidade. Aumentar o nivel dos orgãos de leitura como o gira, braço, célula e phono assim que a qualidade do disco, "pode" amelhorar a exatidão da extração do sinal, mas pouco compensa ao nivel das deficiências do formato (sinal/ruido, diafonia, dinamica, linearidade, distorção e etc...). Esta evidência não impede o vinilo quando bem lido de se aproximar "perigosamente" da qualidade de uma leitura digital, sobretudo no rock/pop ou electronica, mas ém estlos menos manipulados, com dinamicas naturais e aonde o silêncio é parte integrante da musica ... a diferença é notavel. Isto explica que os amadores de musica clàssica, contemporanea ou barroca tenham adoptado o digital sém nenhum remorso ... ora ninguém os pode criticar de serem surdos ou de não gostar de musica. Admito que pessoalmente tornou-se "muito complicado" de escutar um dos meus estilos preferidos que é a musica barroca em vinilo, faço excepção de algumas obras não editadas em digital e que consumo pelo disco preto, evidentemente. O que venho de dizer não anula que o disco vinilo seja um formato de "alta-fidelidade" e que bem lido dê um grande prazer de escuta ao ouvinte. Hà que ver que se a melhor leitura digital actualmente é o ficheiro, a melhor leitura em analogico foi sempre o gravador a bobines, e não o gira-discos ... e que o combate entre ficheiro/bobine seria mais equilibrado do que ficheiro/gira-discos...

PS: Mas, num mundo que vai depressa e aonde tudo muda ràpidamente, admito que o disco vinilo ofereçe-me um momento de pausa temporal aonde os velhos gestos e uma forma de ritual lembram outros tempos. As suas imperfeições lembram-me a parte de humano nisto tudo e envolvem de tecido orgânico uma época por demais adepta do material e do descartável. Reçeio do "principio de impermanência" talvez! ... hedonismo de certeza !!!...

cheers

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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Dom Out 14 2018, 11:57

TD124 escreveu:
Pmoura43 escreveu:
... Na verdade eu penso mais ou menos da mesma maneira e era para ter a certeza que não estava a ficar doido...

Se pensas "mais ou menos" da mesma maneira, é que não pensas igual ... toca a botar faladura então cheers

Ora bem, vamos lá botar faladura.

Na minha opinião para se ter uma leitura eficiente de um Gira-discos, o custo é enorme, ou seja, um bom ou excelente gira-discos (Não é à toa, que passam a vida fazer upgrades aos gira-discos, ex.Lencos, Garrards, Thorens, etc), e porquê, porque eles na sua forma original à saída da fábrica tem "problemas" a ser corrigidos.

Existem no mercado excelentes gira-discos, mas a preços muito elevados.

Ora o que normalmente vejo nas casas dos meus amigos, são gira-discos modestos, que compraram na ordem os 300/400, até um máximo 700/800€, com andares de phono muito fracos, células de entrada, etc.

Ora o conjunto disto, nunca poderá ter um resultado de excelência.

É "fun" dizer que tenho um gira-discos, mas honestamente para ter um sistema desses mais vale ouvir CD's ou ficheiros (eu sei que isto vai provocar uma chuva de criticas, mas lamento, é assim que eu penso)
Ninguém quer aqui retirar o prazer de ter um gira-discos e usufruir dele e até retirar prazer.

Eu próprio tenho, venho da era do Vinil, mas para ter o que tenho, o gasto foi enorme, e mesmo assim, lamento, não bate a qualidade que tenho em digital, só, repito em circunstânscias muito especiais, tais como gravações especiais e edições especiais.

Depois, vem o custo do vinil Vs Digital, onde nem sequer tem comparação.

Outra coisa a ter em linha de conta é o cuidado a ter com os discos, lavagens, Sleevers, capas, etc.,o CD, ou ficheiros não dão trabalho.

Hoje montar um sistema para ler digital com qualidade no mercado de 2ª mão é relativamente barato.

Um bom DAC, consegue-se bem escolhido a partir dos € 500,00, quase nenhum gira-discos com qualidade se consegue por estes preços.

Agora, claro que adoro a magia do Vinil, já o disse repetidamente e não vo vender o meu, nem os discos, mas confesso que vou comprando discos por saudosismo ou porque surge a oportunidade,exactamente porque não tenho carteira para ter tudo o que gosto em Vinil e de qualidade.
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MensagemAssunto: Re: Masterizações   Ontem à(s) 11:21

Pmoura43 escreveu:
... Ora bem, vamos lá botar faladura.

Na minha opinião para se ter uma leitura eficiente de um Gira-discos, o custo é enorme, ou seja, um bom ou excelente gira-discos ...

Levei a resposta da tua intervenção para um topico mais adequado:

http://www.audioanalogicodeportugal.net/t12456p50-discussoes-ideias-avulso-sobre-audio

cheers

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