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Fórum para a preservação e divulgação do áudio analógico, e não só...
 
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 High-Ai Low-End

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Goansipife
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MensagemAssunto: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 16:06

Companheiros e Amigos,

Este tópico tem o propósito desafiante, para animar as hostes nesta "Silly Season" e em outras "Seasons", de podermos falar e discutir - com recato, estilo pacato, mas directos ao acto - de equipamentos e sistemas de áudio que nos tenham criado Ilusões, Desilusões e outras Razões, nomeadamente no segmento de preços terrenos e popularmente aceitáveis, em primeira, segunda, terceira, quarta, etc. mãos. Não importa.

O que importa é que possamos dizer o que nos vem na alma. Bem, menos bem, ou até mal e muito mal, dos "instrumentos" do áudio de que temos ou tivemos experiência concreta. Ah e música também. Que é o mais importante

Devemos, contudo, ter sempre em atenção que somos ignorantes, no sentido de que não sabemos tudo nem de tudo e as nossas verdades são as mentiras dos parceiros do lado e vice-versa.

Falemos e troquemos pois, experiências e vivências é o que humildemente espero deste tópico.


---------

Para começar vou partilhar o meu sentimento sobre um equipamento no legado vintage, que acabei de conhecer e se reconhece pelo nome de Sanyo JCX-2400KU.




Aparelho com:

- 55 W por canal a 8 Ohm
- Gama de Frequências: 7Hz to 50kHz
- Distorção harmónica total: 0,1%
- Damping factor: 25
- Input sensitivity: 2mV (mic), 2.5mV (MM), 150mV (line)
- Rácio sinal-ruído: 70dB (MM), 90dB (line)
- Output: 150mV (linha)
- Impedância de carga para as colunas: 4Ω (mínimo)
- Dimensões: 440 x 146 x 370mm
- Peso: 14kg
- Ano: 1978

Som amplo e quente, muito detalhado e com vozes muito cativantes. Tudo à boa maneira dos bons clássicos receivers dos 70's.

É um protótipo de transparência e neutralidade, no sentido moderno e muito "audiota"  Embarassed  Evil or Very Mad dos nossos dias? Não!

Mas também não é o software que ouvimos! Muito menos a realidade dos músicos a interpretarem uma obra.

Por exemplo, existem cantores, ligeiros e líricos, que têm paletas tonais com imensos sustenidos e bemóis, meios tons acima ou abaixo da nota, os tais harmónicos que dão cor a uma interpretação. Outros são mais "crus", ou, como também lhes chamam, mais flat, mas..., para além de toda a electrónica no meio da gravação, incluindo os dedinhos do técnico. Todos nós sabemos que o ser humano gosta de salgar e apimentar a coisa a seu gosto.

Portanto... Não valerá muita a pena discutir coisas como a transparência e coloração de um equipamento, desde que tal seja feito com inteligência e ao estilo do bom cozinheiro. Qb!

Ontem, à noitinha, Tito Gobbi, o tal barítono italiano que era conhecido por não ter voz e valer-se das colorações que empregava, cantava e encantava com Callas, Di Stefano, acompanhado pela Orquestra e Coro do Teatro Alla Scala de Milão, sob a direcção de Victor De Sabata, numa gravação de 1953 [EMI, CD 724355630421, 1997]. Foi até às 3h da matina, a ouvir disco atrás de disco

É um aparelho com todo aquele rainbow que se exige para longas horas de audição, mas tem uma entrada phono de MM integrada, que mete a esmagadora maioria das dedicadas, externas, a um canto (curto e grosso. Esta é a minha parte de directo ao acto  What a Face ) e as restantes entradas, incluindo a de auscultadores de se lhes tirar o chapéu.  2cclzes Estamos a falar de um aparelho com uma concepção com o mínimo de 40 anos.  

Não digo mais, porque esta é a minha parte do recato  Rolling Eyes

Como não sou muito pacato, sempre digo que, seria por este caminho "audiomelómano", há muito descoberto, que poderíamos cativar gente nova para a causa.

As actuais marcas de proa, incluindo algumas de que gosto muito e sou um acérrimo defensor (alguns de vós conhece-as) teriam muito a aprender com este modelo. Sim, eu sei, que esta é uma frase chavão, mas é verdadeira e sincera. Essas marcas deveriam estar mais atentas quando tentam vender gato por lebre, com grandes parangonas de que estão no arquétipo do desenvolvimento da creolina. Afinal descobrem e redescobrem sempre a mesma roda.

Assim a ilusão que criei com este receiver é de estar na presença de um aparelho com que se convive toda a vida. A desilusão é o facto de, como também consumidor, já não saber o que levam ou não no bico, a mim e a outros consumidores, amantes da causa, com certas pseudo-modas de polichinelo. A razão é - Cuidado amigos, quando estiverem a comprar um sistema. O dinheiro é muito caro.

Resta-me agradecer esta fantástica descoberta a um grande amigo e companheiro, aqui do fórum (Fredy)

cheers
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Milton
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 16:15

Sanyo ???
Isso é lá marca que se apresente a um audiófilo que se preze....

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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 16:31

Milton escreveu:
Sanyo ???
Isso é lá marca que se apresente a um audiófilo que se preze....
~

É verdade!! O defeito deste aparelho, como diz o Fredy, é chamar-se SANYO.



Foi ter com a magia do tradutor do google e Sanyo, de japonês para português, quer dizer "participação". Portanto, participemos todos de uma marca não audiófila

O raio do editor de texto do AAP, dá-me sempre "audiófilo/a" como erro. Não sei porquê scratch

smedley



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fredy
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 17:33

Olá

Agora só falta associares umas colunas Sanyo SX 551 como fez o Petrus...  
Já aqui falei algumas vezes desse Sanyo em tópicos diferentes e continuo a manter que é como um Gigante desconhecido...
Sem colocar em causa qualquer uma das outras marcas (mais famosas) que fizeram grandes Receiver's, este destaca-se por ser uma aparelho que é acima da média em diversos parâmetros, como tu dizes e bem...

Citação :
Som amplo e quente, muito detalhado e com vozes muito cativantes. Tudo à boa maneira dos bons clássicos receivers dos 70's.

Excelente andar de Phono e saída de auscultadores de meter inveja a muitos aparelhos hoje feitos de propósito para esses efeitos.
Um tuner com captação acima da média...
Nesta série este modelo é o que está a meio na hierarquia, no entanto  para mim é superior aos que estão acima dele, do ínicio desta série a este os integrados de potência são da STK, os modelos superiores são integrados da Toshiba, e perdem aquele "som quente", se é só por causa dos integrados não sei, mas que faz diferença faz.

Quando comprei o meu 1ª JCX 2400 custou-me 24 contos... que era um pouco mais de metade do que custava um Marantz ou Pioneer na altura, ainda hoje os Marantz e Pioneer são vendidos a preços bem acima deste Sanyo e muitos são bem inferiores.
Na minha rua eu era o único que tinha Sanyo, a maioria era Marantz e Pioneer e alguns Onkyo, no entanto a malta gostava era de ir para minha casa... pois tal como eu achavam que o som era melhor.

Não é o melhor receiver que existe... mas não tenho dúvidas que está num patamar acima da média, e como é Sanyo o preço é quase sempre atractivo, embora no ebay já começa a não ser assim , mas sempre longe dos preços da Marantz, Pioneer e Sansui como exemplo...


O audio é tramado... o que uns adoram outros detestam...

Fredie
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 22:45

fredy escreveu:
Olá

Agora só falta associares umas colunas Sanyo SX 551 como fez o Petrus...  
Já aqui falei algumas vezes desse Sanyo em tópicos diferentes e continuo a manter que é como um Gigante desconhecido...
Sem colocar em causa qualquer uma das outras marcas (mais famosas) que fizeram grandes Receiver's, este destaca-se por ser uma aparelho que é acima da média em diversos parâmetros, como tu dizes e bem...

Citação :
Som amplo e quente, muito detalhado e com vozes muito cativantes. Tudo à boa maneira dos bons clássicos receivers dos 70's.

Excelente andar de Phono e saída de auscultadores de meter inveja a muitos aparelhos hoje feitos de propósito para esses efeitos.
Um tuner com captação acima da média...
Nesta série este modelo é o que está a meio na hierarquia, no entanto  para mim é superior aos que estão acima dele, do ínicio desta série a este os integrados de potência são da STK, os modelos superiores são integrados da Toshiba, e perdem aquele "som quente", se é só por causa dos integrados não sei, mas que faz diferença faz.

Quando comprei o meu 1ª JCX 2400 custou-me 24 contos... que era um pouco mais de metade do que custava um Marantz ou Pioneer na altura, ainda hoje os Marantz e Pioneer são vendidos a preços bem acima deste Sanyo e muitos são bem inferiores.
Na minha rua eu era o único que tinha Sanyo, a maioria era Marantz e Pioneer e alguns Onkyo, no entanto a malta gostava era de ir para minha casa... pois tal como eu achavam que o som era melhor.

Não é o melhor receiver que existe... mas não tenho dúvidas que está num patamar acima da média, e como é Sanyo o preço é quase sempre atractivo, embora no ebay já começa a não ser assim , mas sempre longe dos preços da Marantz, Pioneer e Sansui como exemplo...


O audio é tramado... o que uns adoram outros detestam...

Fredie

Aí, aí o Aria e o Elicit R.

Aqui em Freiria, onde veio dar uma voltinha, mas ainda não fica, toca no Lenco, Head Hunter de Herbie Hancock. As Concertino até dançam
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TD124
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 22:51

Goansipife escreveu:
(...) Som amplo e quente, muito detalhado e com vozes muito cativantes. Tudo à boa maneira dos bons clássicos receivers dos 70's.

É um protótipo de transparência e neutralidade, no sentido moderno e muito "audiota"  Embarassed  Evil or Very Mad dos nossos dias? Não!

... Todos nós sabemos que o ser humano gosta de salgar e apimentar a coisa a seu gosto.

Portanto... Não valerá muita a pena discutir coisas como a transparência e coloração de um equipamento, desde que tal seja feito com inteligência e ao estilo do bom cozinheiro. Qb! ...

Pelo que compreendo trata-se de falar de audio "prazer" e não de audio "hifi" então é uma ramificação do topico "Freiria uma sala dedicada ao prazer"!...  Wink

Mas, a frase do amigo fredy : O audio é tramado, o que uns gostam os outros detestam (ou algo assim), mostra que o prazer de uns é a indiferença dos outros ... mas às vezes a coisa é tão bem feita que um aparelho "prazer" consegue dar um sorriso admirativo e respeituoso a "quase" todos, o que o torna numa referência ...

Penso aos Rega Brio (os antigos!) ... mas seria esqueçer que todos estes integrados téem como modelo um aparelho jà velhote (quase 40 anos) mas mitico que é o NAD 3020 !!!

Tenho um amigo que tém um e quando ele o liga ... é sempre um grande momento, pois as suas imperfeições são musicais e este aparelho é mesmo o arquetipo do "integrado à inglesa" que conquistou o mundo:

Ràpido mas orgânico, suave na progressão melodica mas não açucarado dando aos instrumentos silhuetas pouco definidas mas materialisadas. E um ritmo que é unico e a sua maior qualidade nmho ... pois é impossivel de não bater o pézinho em companhia deste velhote ...

Este seria para mim o arquetipo do aparelho "prazer" inoxidàvel e eterno ... mas, é muito mais dificil de fazer uma reçeita "excitante" do que uma reçeita "boa". A prova é que a NAD nunca mais repetiu este sucesso, ném fez um aparelho tão musical, mas fez aparelhos melhores ...

Bem complicado o audio confused

cheers

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Milton
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 23:01

TD124 escreveu:


Penso aos Rega Brio (os antigos!) ... mas seria esqueçer que todos estes integrados téem como modelo um aparelho jà velhote (quase 40 anos) mas mitico que é o NAD 3020 !!!

Tenho um amigo que tém um e quando ele o liga ... é sempre um grande momento, pois as suas imperfeições são musicais e este aparelho é mesmo o arquetipo do "integrado à inglesa" que conquistou o mundo:

Ràpido mas orgânico, suave na progressão melodica mas não açucarado dando aos instrumentos silhuetas pouco definidas mas materialisadas. E um ritmo que é unico e a sua maior qualidade nmho ... pois é impossivel de não bater o pézinho em companhia deste velhote ...

Este seria para mim o arquetipo do aparelho "prazer" inoxidàvel e eterno ... mas, é muito mais dificil de fazer uma reçeita "excitante" do que uma reçeita "boa". A prova é que a NAD nunca mais repetiu este sucesso, ném fez um aparelho tão musical, mas fez aparelhos melhores ...

Bem complicado o audio  confused  

cheers
O meu primeiro amp foi um 3225PE, que diziam ser uma versão musculada do 3020i.
Foram muitos anos de prazer, sem duvida alguma !
Tenho ainda um 3020i num sistema secundário que continua a debitar sorrisos ligado a umas Monitor Audio...

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TD124
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 23:04

Goansipife escreveu:
(...) Aqui em Freiria, onde veio dar uma voltinha, mas ainda não fica, toca no Lenco, Head Hunter de Herbie Hancock. As Concertino até dançam

Estou a ver que o "grande sistema" ném vai ir a Freiria e que no lugar ... vai ser o Sanyo com um par de LS3/5A e um garrard 301 !!!...  

cheers

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fredy
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 23:07

Olá

Um artigo sobre a Sanyo e a sua importância em outras marcas...

http://www.ebay.com/gds/Sanyo-value-from-the-Solid-State-tube-sound-leader-/10000000013276342/g.html

Fredie
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Jul 28 2017, 23:40

Este tópico é, ou pretende ser um fórum de discussão sobre as ilusões, desilusões e outras razões (ou provocações), que equipamentos de áudio, música e experiências vividas por cada um de nós, podem ser partilhadas aqui. Como disse na introdução do tópico.

Mas também dar conta de coisas que, entrando em preços ditos baixos e terrenos, podem fazer-nos abrir a boca, em contraponto com aquilo que nos fazem pagar  autênticas fortunas. Daí também o título do tópico. É uma provocação.

O TD124 e o Milton já deram o tom. Agora é continuar


-//--

Paulo o que vem para Freiria ainda é Question Em breve anúncio, mas o Sanyo não será, para já, de certeza! Só veio dar uma voltinha.

Bom regresso a casa
cheers
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Carlos Nascimento
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sab Jul 29 2017, 00:06

Milton escreveu:
Sanyo ???
Isso é lá marca que se apresente a um audiófilo que se preze....

Se nao estou enganado, a Sanyo é a dona da C.E.C, uma referencia em CD Players e transportes!
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Petrus
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Dom Jul 30 2017, 19:40

Por aqui também mora um desses... Sanyo ....  "que nem marca que se apresente é " ...  
O que é certo, é que não poderia estar mais de acordo com o que de positivo em relação ao mesmo aqui foi mencionado.

E para quem continue a pensar que esta marca de " frigoríficos e afins " nem vale a pena de se ouvir, está redondamente enganado ...  


2cclzes
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Ruben Pinto
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Dom Jul 30 2017, 22:34

Em meados da década de 90 havia uma loja No CC Palmeiras em Oeiras que tinha alguns equipamentos que faziam nos corar e sonhar.
Na altura em que conheci a loja, foi a época dos Laserdisc e das grandes tvs em especial Sony.
Quando o dono da loja resolvia ligar o maior Televisor da loja, a montra enchia.
Recordo-me de ver os Pink Floyd em Veneza em Laserdisc ( acho que era Laserdisc ) aquilo era fantástico imagem e som.
Como o CC estava na moda, passava la muitas vezes e tive a felicidade de ver e ouvir algo que desconhecia e que estava muitas vezes tapado. Sistemas de som que tocavam maravilhas. Lembro-me de uns Mcintosh, de uns monoblocos Denon e de umas Kef daquelas grandes com o Kubo tipo 105/4 . Aquilo maravilhava-me. Recordo-me de ter visto um Gd que segundo se dizia que havia poucas unidades no mundo e ali estava um.
Nunca o ouvi.
Aqueles momentos foram um dos clics para o hifi.
Faz parte do meu sonho a aquisição de uns monoblocos poa 6600 e umas Kef tambem.
Já estive mais perto da aquisição de ambas as peças mas não era o momento certo para investimento financeiro e por não reunir espaço adequado para a sua instalação.
Há-de chegar o momento.
Neste momento tenho um conjunto de equipamentos que me agradam bastante e por incrível que pareça quer na amplificação quer no Gd as peças que mais gosto são Sanyo, Não só pelo som que produzem como pela estética. Sou um dos felizes contemplados com um Sanyo ja aqui mencionado, JCX 2400 e um Sanyo Tp 700 Sa que o adquiri para fazer conjunto com o receiver.
Não é só o som, a musica, que me move. Talvez o coleccionar equipamentos de marcas que me marcaram no inicio desta aventura tenha sido o mote que me trouxe até aqui. Claro que a entrada neste forum me trouxe mais conhecimentos e sentido critico em termos de qualidade e distinção do som, musica e que cada vez mais sou mais objectivo na escolha do que compro.
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Jul 31 2017, 00:31

A Pedro's Hi-Fi, era sem duvida um grande sítio de admiração de equipamentos e sistemas. Alguns dos equipamentos eram peças únicas do Eduardo Rodrigues, da sua colecção pessoal (enorme e fantástica) e o homem sabia realmente o que era bom, pese embora o seu feitiozinho muito especial.

Foi com ele que comecei a reparar mais nos equipamentos de origem nipónica, quando ainda andava demasiado com a cabeça no ar dos equipamentos Anglo-saxónicos.  

Pena que quando o momento mau se atravessou no caminho do Eduardo, e este vendeu tudo ao desbarato, eu, mais uma vez, não tenha estado no local certo à hora certa. O Sony SACD-1, com o número 4, foi vendido por 500€.

Com todo o respeito pelos dcs, este é o o digital que me faz não ser fundamentalista do analógico.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Jul 31 2017, 08:16

Goansipife escreveu:
(...) O Sony SACD-1, com o número 4, foi vendido por 500€.

Com todo o respeito pelos dcs, este é o o digital que me faz não ser fundamentalista do analógico.

O azar de uns faz a sorte de outros ... pois esse leitor da Sony por 500 "paus" é verdadeiramente uma pechincha, e ainda hoje. Para mim não é esse o leitor que me fez gostar tanto do digital que do analogico ... pois foi o Rotel 855 e que guardei até passar à desmaterialisação em 2005, e sempre gostei também dos leitores da Philips !!!

Foi o primeiro leitor que ouvi que me ofereçeu uma escuta sém o caracter metàlico, frio e desagregado harmonicamente que predominava nos leitores dos anos 80. Com ele começei a comprar mais discos CD's do que vinilos e vendi mesmo a coleção destes ultimos (afim de comprar ainda mais CD's...) Cool

Não sou nostalgico ném tenho pena de o ter vendido pois prefiro os ficheiros, mas continuo a pensar que do multiplo material que possui, este Rotel e as colunas Boston Acoustics Lynnfield 300L são sém duvida os elementos que mais me ajudaram a "crescer como audiofilo" e com os quais vivi e escutei musica em perfeita harmonia...

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Ghost4u
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Jul 31 2017, 11:08

TD124 escreveu:
(...) Para mim (...) o leitor que me fez gostar tanto do digital (...) foi o Rotel 855 e que guardei até passar à desmaterialisação em 2005, e sempre gostei também dos leitores da Philips !!!

Em certos pontos temos apreciações quase semelhantes. No meu caso, o meu agrado pela audição em registos de C(orpo)D(elgado) também foi mediante um Rotel, o RCD-965BX. Mais tarde, vendi a um familiar que ainda usufrui desse leitor.


Última edição por Ghost4u em Seg Jul 31 2017, 20:02, editado 1 vez(es)
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Jul 31 2017, 11:17

TD124 escreveu:
[...] Para mim não é esse o leitor que me fez gostar tanto do digital que do analogico ... pois foi o Rotel 855 e que guardei até passar à desmaterialisação em 2005, e sempre gostei também dos leitores da Philips !!!

Foi o primeiro leitor que ouvi que me ofereçeu uma escuta sém o caracter metàlico, frio e desagregado harmonicamente que predominava nos leitores dos anos 80. [...]

Interessante este último post do Paulo. Dá-me o mote para escrever mais algumas experiências vividas com o High do Low-end.

Ainda hoje sou um franco admirador e defensor dos transportes Philips. Quer inseridos em equipamentos da própria marca, quer em tantos equipamentos por esse mundo fora do High e Low End.

No início dos anos 90, estava assente, nas mentes "audiófilas" do nosso burgo, principalmente Lisboeta, que a Marantz era a grande marca de equipamentos de leitura digital, vulgo Leitores de CD, onde pontuava, como ambição e sonho de posse o CD80, o CD10, 11, 15, 16 e, no topo, o conjunto CD12.

As outras marcas, tirando as ditas High-End como a Proceed (da Madrigal como a Mark Levinson), eram um pouco tidas como paisagem.

Eis senão quando, aparece a Rotel com o 855, em 1992 (para aí, senão me engano).

Por essa altura, numa loja do centro da baixa lisboeta, junta-se uma 'cambada' a fazer audições aos recentes Marantz CD15, Rotel RCD-855 e Philips CD850. Como contraponto o Marantz CD12. O Sistema constituído por: Audio Research LS1 (pré), Krel KSA 80, Sonus Faber (??? colunas). Música: o chato do Jazz at a Pawnshop e o Eric Clapton Unplugged, que já começava a ficar chato, eram o software principal.

No final da sessão haviam algumas cabeças baixas. O Rotel e o Philips eram os parentes pobrezinhos da 'seita digital', mas bateram-se de igual com os primos aristocratas Marantz.

Lembro-me que o som do Rotel, arejado, com uma coerência tímbrica fantástica e bastante musical, perderia muito ligeiramente para o CD15, nesta última característica. O Philips, com som super detalhado, mas também bastante musical, era ligeiramente mais cru e acutilante nas altas frequências. Todavia, um excelente CD.

Alguns anos mais tarde tive este Rotel 855 como retoma, e até o vender, houve a possibilidade de o ouvir com bastante frequência.

É com este CD que fiquei a saber o quanto de mau pianista era Maurizio Pollini. Na integral de Beethoven que fui comprar à saudosa Roma de propósito, passava-se algo que me eram muito estranho. Cheguei a trocar o disco 2 vezes.

Em casa, com o conjunto CD50 (então como transporte) e o Proceed PDP 3 (como dac externo), algo se passava, mas...enfim... lá ia. Na loja, com o Rotel ficava com uma dor de cabeça passado 5 a 10 minutos. Então no Imperador (Concerto nº 5 em Mi bemol maior, Op. 73, Claudio Abbado, Filarmónica de Viena) a coisa não chegava aos 10 minutos. Longe disso.

Ouvi este disco pela primeira vez num representante de áudio High-End de Lisboa, por alguém que não só tinha bom gosto (na minha opinião), como também sabia música. Nunca senti ai grandes alterações somáticas.

Aquilo que está escrito pelo compositor, numa partitura e aquilo que o intérprete faz, não tem de ser exactamente uma transcrição linear. Alguns compositores deixam notas exactas sobre a interpretação, é verdade. Mas existe sempre um certo grau de liberdade. O que estava escrito nas partituras dos cinco concertos e aquilo que Pollini fazia, ia uma distância realmente muito curta da dor de cabeça.

Quem conhece bem as obras tem um processamento pré-concebido das mesmas na sua cabeça. Quando algo não coincide gera-se a confusão. O Rotel colocava a prova dos nove dessa confusão à minha frente, sem funfuns nem gaitinhas. O problema estava no tempo e no ataque às notas, para além de uns sustenidos a mais.

Tem graça que nunca pus o Rotel em dúvida.  

Todos nós sabemos que um equipamento audio deve anexar zero, ou o mínimo possível ao que lhe entra. o Rotel é de uma neutralidade avassaladora. O que entra sai, praticamente igual.

Não tendo sido propriamente uma pechincha, é um grandíssimo equipamento, ainda hoje e a preço significativamente mais baixo que muitos outros, já na altura e nas épocas seguintes continua a fazer furor.

Portanto não admira que tenha marcado muita gente. Ainda hoje conheço quem o tenha como principal fonte digital e como principal fonte tout court. Também não admira que as grandes revistas de audiofilia o tenham elogiado com grande eloquência e abnegada admiração  dvil  - Absolute Sound, Stereophile, Hifi News, Hifi CHoice, Audio & cinema em Casa, etc.

cheers
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TD124
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Jul 31 2017, 13:56

Goansipife escreveu:
(...) Ainda hoje sou um franco admirador e defensor dos transportes Philips. Quer inseridos em equipamentos da própria marca, quer em tantos equipamentos por esse mundo fora do High e Low end ...

Para mim o "Vintage que me toca" limita-se ao material da minha época que ouvi com uma certa atenção e que me fez sonhar, então é um periodo que vai de 85 até 95 "mais ou menos"...

Durante os seis anos que vivi na Russia (URSS), o grande material sovietico era demasiado caro para um estudante, mas pude ouvir em lojas e na casa de pessoas coisas impressionantes como o mitico Direct Drive Klingon-Korvet com o braço feito com a bola de titânio mergulhada num liquido (isto não vos lembra um outro braço americano ???...)

Quando me instalei em frança em 1990, jà tinha um Pink Triangle PT2 com braço Scorpio comprado em Berlin que era a cidade que me alimentava em audiofilia. Na mesma loja comprei o meu segundo leitor de CD's (o primeiro era um Philips) que era um Philips modificado e muito reputado nos meios audiofilos, era o McCormack Mod Squad Prism (baseado num CD584 se bem me lembro...).

Apesar do prestigio e do facto que no clube audiofilo de Montpellier toda a gente me felicitava por essa escolha ... esse aparelho nunca me tocou e desde o dia que ouvi um Rotel 855 foi logo vendido e sém arrependimento ...

O RCD-855 resistiu a todos os leitores que me tocaram e mesmo ao Capitole MKI da Audioaéro ou ao Méphisto da Audioméca (ambos custando vàrias vezes o preço do Rotel). Sò o Capitole MKII me deu vontade verdadeiramente de mudar ... mas estàvmos em 2005, e para mim era tempo de acabar com o CD e passar aos ficheiros ...

E efectivamente foi essa neutralidade implacàvel (quase protestante) mencionada pelo Gonçalo, que me agradou e que explica que ainda hoje veja o vinilo como uma fonte com tendências liricas, e que exige muita atenção (e algum conhecimento) afim de não cair nas "tostas com compota e mel" Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Qua Ago 02 2017, 22:37

Não sei se já referi aqui no forum, mas o conjunto que me devolve á serenidade quando preciso de relaxar é um simples receiver Onkyo Dynamic Four 800 acolitado com umas colunas Onkyo que penso fazerem parte do conjunto.
Apesar do receiver não estar a 100 %( vai-se ouvindo pipocas de vez em quando) a sua melodia sintonizada na -Smooth Fm e doce e envolvente. Muitas vezes na Pausa do Almoço bastam 10 minutos da sua audição para retemperar forças para o resto da tarde.
Este pequeno e "vulgar sistema" tão pouco valorizado faz as minhas delicias.
Quem me dera que os restantes sistemas soassem também assim....
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Qui Ago 03 2017, 15:23

Continuando esta saga..., em primeiro lugar gostaria de deixar claro o seguinte:

- Tenho uma certa aversão à pretensa audiofilia e àqueles auto-intitulados como audiófilos. Sou mais pró-melómano, que gosta de servir um dos seu maiores prazeres de vida - a música - o melhor possível.
- Nesta conformidade e talvez por defeito de formação, tenho uma certa aversão e cepticismo quanto a equipamentos classificados como High-End. Não passam, maioritariamente, de "Ai, Fujam do Preço", pese embora reconheça que, por vezes para ter aquilo que realmente gosto, terei de pagar um pouco (por vezes muito   ) mais do esperado. Mas sempre o mínimo possível!
- É claro que acredito, ou melhor dizendo, sujeito-me às leis do mercado e à relatividade gerada por este, para os preços praticados. Quero dizer que um determinado preço de um equipamento, mesmo não sendo, infelizmente, para todas as bolsas poderá não ser tão elevado quanto parece, relativamente, ou, comparativamente, ao preço de outro equipamento ao lado.
- Sou surdo (já o disse aqui inúmeras, vezes). Não consigo ouvir com os ouvidos dos outros e detesto que tentem ouvir com os meus. Tenho prazer por uma audição, ou não, e o resto são - como diria um ex-ministro deste nosso burgo - pin$%&os! Não estou para ouvir o seu ruído a cair no chão e muito menos a baterem palmas.
- Detesto que me enganem, tentem enganar ou sentir-me enganado. Fico mesmo fulo.
- Adoro aprender, com toda a gente e acredito que a experiência de vida de cada um, é feita de lições e aprendizagens diárias, acumuladas ao longo da vida. Aquilo que chamo de vivências. São estas que tento trazer para aqui, na grande expectativa de levar muitas mais de todos Vós.

Assim, o equipamento que relatarei agora, deixou-me os ditos no chão e já calou a boca àqueles que consegui entusiasmar para ouvi-lo.

É sempre ingrato quando alguém, que estimamos, nos pede para lhe dar um conselho sobre este ou aquele equipamento. Porquê? Exactamente!... Pelo mencionado anteriormente. Não gosto de ouvir com o ouvido dos outros!

Denon PMA 2500NE



Um colega e amigo, pediu-me ajuda para adquirir um amplificador para o seu sistema, já constituído por: Rega Planar 3 (gira), KEF LS50 (colunas) e Rotel CD 965BX. Condição que o amp fosse daqueles que tivesse um DAC integrado.

Numa conversa com o Eduardo Cruz, fiquei sabendo que a Denon (agora junta com a Marantz), mantinha o princípio de fazer ainda tudo em casa e de fazer questão de construir com componentes de qualidade áudio, seguindo os princípios arquitectónicos e técnicos já perfeitamente validados e sobre os quais, não vale a pena de inventar a roda. Partilhei com o meu amigo esta conversa e lá conseguimos arranjar o dito, com valor comercial apontado de 2.600 euricos, sem ouvir previamente (não há como) por menos de 2000, numa promoção especial de uma loja de Lisboa que vende tudo, desde linha branca à chamada castanha.

O sujeito, simpático no trato, descansou-nos com a lei comercial. Se não fosse do agrado, por qualquer razão, teríamos 30 dias para a sua devolução, em estado impecável e com a caixa.

Com todo o sistema montado e afinado, lá fui ouvir o Denon e mesmo sem estar ainda devidamente rodado, o espanto, foi sinal patente durante toda a audição.

O amplificador, é um integrado com 80 W / canal a 8 Ohm / 160 W / canal a 4 Ohm, tem tudo, faltando-lhe só uma mãozinha para coçar as costas. Vale a pena ver as suas características aqui

Um grave de se lhe tirar o chapéu: intenso, extenso e recortado;
Uns médios (alto e baixo), com um douradinho que não é da 'Pesca Nova' dvil reconfortante, puxando a ouvir disco atrás de disco. Principalmente vinil;
Um agudo extenso, articulado, talvez um pouco mais acutilante do que estou habituado;
Uma entrada phono MM de se lhe tirar o chapéu. Para quê pré dedicado externo??
Por fim uma construção de tanque. Pesa 25 Kg.

Não experimentei / experimentámos o DAC integrado, mas vem indicado estar este preparado para ler ficheiros nativos DSD até 11,2 MHz.

Se qualquer um de nós entrarmos, hoje-em-dia, numa loja / representante de áudio especializado e falarmos em Denon PMA 2500NE, ficarão a olhar para nós, quase como ETs, a pensarem: "Coitadinho/a, não sabe o que é Alta-fidelidade". Mesmo aqueles que são insuspeitos, na sua honestidade comercial.

É que marcas como a Denon, a Marantz e umas quantas outras, saíram do círculo de representação dedicada e exclusiva, no nosso País e ainda são muito vistas como "japonesismos" do áudio. Mas, tanto quanto parece, noutros países estas marcas têm e ganham, cada vez mais relevância e certas marcas do chamado High-End, ou são "Craft-Audio", ou arabismos / chinesismos do áudio (aquilo que se vende aos sheikes árabes e ao chinês capitalista).

Para quem esteja interessado, em bons projectos, sérios, honestos e fiáveis, é, sem sombra de dúvida, um equipamento que merece toda a nossa atenção para uma audição.

Para Craft e bom Craft, também sério, honesto e fiável, temos o "Que é Nacional é Bom", por exemplo - Viriatus - da JPAmplifiers, que outros já o descreveram muito melhor do que eu sou capaz mas, tanto quanto eu sei, está mais para o lado do High-Ai Low-End (em preço, claro!), do que do Ai-do-End (preço elevado). É o que desejamos, porque o dinheiro é caro para xuxu  

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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Qui Ago 03 2017, 18:55

Desde que eu me lembro a Denon sempre fabricou bons Amplificadores.
Começando na linha mais económica o Pma 280 ate aos Douradinhos na classe mais cara a Denon nunca desiludio .
Houve sim alguns equipamentos que eram muitos criteriosos na sua conjugação com outros elementos mas depois tocavam maravilhas.
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 10:20

Goansipife escreveu:
Continuando esta saga..., em primeiro lugar gostaria de deixar claro o seguinte:

- Tenho uma certa aversão à pretensa audiofilia e àqueles auto-intitulados como audiófilos. Sou mais pró-melómano, que gosta de servir um dos seu maiores prazeres de vida - a música - o melhor possível.
- Nesta conformidade e talvez por defeito de formação, tenho uma certa aversão e cepticismo quanto a equipamentos classificados como High-End. Não passam, maioritariamente, de "Ai, Fujam do Preço", pese embora reconheça que, por vezes para ter aquilo que realmente gosto, terei de pagar um pouco (por vezes muito   ) mais do esperado. Mas sempre o mínimo possível!
- É claro que acredito, ou melhor dizendo, sujeito-me às leis do mercado e à relatividade gerada por este, para os preços praticados. Quero dizer que um determinado preço de um equipamento, mesmo não sendo, infelizmente, para todas as bolsas poderá não ser tão elevado quanto parece, relativamente, ou, comparativamente, ao preço de outro equipamento ao lado.
- Sou surdo (já o disse aqui inúmeras, vezes). Não consigo ouvir com os ouvidos dos outros e detesto que tentem ouvir com os meus. Tenho prazer por uma audição, ou não, e o resto são - como diria um ex-ministro deste nosso burgo - pin$%&os! Não estou para ouvir o seu ruído a cair no chão e muito menos a baterem palmas.
- Detesto que me enganem, tentem enganar ou sentir-me enganado. Fico mesmo fulo.
- Adoro aprender, com toda a gente e acredito que a experiência de vida de cada um, é feita de lições e aprendizagens diárias, acumuladas ao longo da vida. Aquilo que chamo de vivências. São estas que tento trazer para aqui, na grande expectativa de levar muitas mais de todos Vós.


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Gosto da abordagem. Identifico-me com o primado da fruição e com a crucificação do formalismo bacoco !
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 13:36

Goansipife escreveu:
(...) É claro que acredito, ou melhor dizendo, sujeito-me às leis do mercado e à relatividade gerada por este, para os preços praticados. Quero dizer que um determinado preço de um equipamento, mesmo não sendo, infelizmente, para todas as bolsas poderá não ser tão elevado quanto parece, relativamente, ou, comparativamente, ao preço de outro equipamento ao lado.   ...   Denon PMA 2500NE

... Se qualquer um de nós entrarmos, hoje-em-dia, numa loja / representante de áudio especializado e falarmos em Denon PMA 2500NE, ficarão a olhar para nós, quase como ETs, a pensarem: "Coitadinho/a, não sabe o que é Alta-fidelidade". Mesmo aqueles que são insuspeitos, na sua honestidade comercial. ...

O preço do material de alta fidelidade jà foi abordado aqui no forum vàrias vezes e continua a ser um parâmetro fundamental mas ambiguo de muitos produtos de audio. Sém entrar nos preços de certos produtos "Vintage" que são "puramente especulativos" e traduzem uma moda ou uma relação entre oferta/procura ... o preço do novo pode surpreender quando submetido à comparação com produtos similares...

A comparação de preço entre um produto audio de qualidade feito por um grande industrial (Onkyo, Yamaha ou Denon...), um de um pequeno industrial (Rega, Roksan ou Audio Analogue...) e um de um artesão (47Labs, Graaf ou Air Tight) ... é falseada em vàrios pontos, dos quais é necessario sobressair o principal que é: "quantos mais exemplares forem fabricados e mais barata (em comparação igual) sai a fabricação ...

Este elemento por si sò é uma lei, que deve ser ponderada em tendo no espirito os outros elementos como : O pais de origem do material (preço da mão de obra), o pais de origem dos componentes (preço de compra) assim como a tecnologia dos componentes (altamente variàvel consoante a geração e o desempenho técnico destes), assim como os elementos marketing e de imagem (publicidade, comunicação, serviços, garantia ...).

È verdade que as grandes marcas japonesas (excepto a accuphase "Kenwood" e a TAD "Pioneer") aqui em França também estão "banidas" dos auditoriums. A Denon continua presente nas lojas especialisadas pelas "eternas" DL103 (células), mas fora isso mais nada. Talvez seja um erro

Mas, esse Denon não é tão Lo-Fi quanto isso, pois o preço comercial em França é de 2990€, e que consoante a expressão sagrada aqui "nivel de preço idêntico ou equilibrado nos elos do sistema", estamos a falar de um sistema que vai là para os 9000€ ... o que não é extremo longe de là mas também não é baratucho... Wink

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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 15:35

Este é um tópico que tenho seguido atentamente e que me tem proporcionado boas leituras. Dessas leituras retirei algumas lições, novos conhecimentos e dicas, mas também ficaram algumas dúvidas...
Será que o Receiver da Sanyo (que não conheço) colocou mesmo o "ai ai" por cima do Elicit-R!?!
Este pergunta/dúvida nasce do facto de imaginar que os dois tenham uma sonoridade distinta e eu coloco o Elicit-R num patamar alto para um integrado, um belo integrado mesmo.

Dito isto, vou partilhar a minha/nossa experiência:

Durante os primeiros tempos procuramos equipamentos com alguma idade para tentarmos encontrar um bom ponto na relação Qualidade/preço. O nosso momento mais alto nesse tipo de peça foi com o também receiver Pioneer SX-880. O som não enganava e ouvir Música com/por ele era incrível, um passo em diante face ao que tínhamos e "musicalidade" não lhe faltava. Já na companhia do Lenco L78 era uma maravilha, ligava-se de manhã e passava o dia todo a dar-nos Música ou Notícias. Numa zona de captação de Rádio bem complicada e sem antena exterior, o receiver portava-se razoavelmente bem.

Houve desapontamento para gerar troca?
Não!

Já disse algures que a troca foi gerada pelo nosso gosto e pelo facto de querermos um tipo de som que não era bem aquele. Perder (vender no caso) aquela peça custou-nos, mas perante o que era o nosso "caminho" decidimos avançar com a troca de amplificador. Procuramos o substituto e colocamos o receiver no Mercado...

O que se seguiu já é do conhecimento de alguns e o relato que se segue serve apenas para revelar que muitas vezes é nas marcas menos famosas que podemos encontrar uma boa "compra".

O amplificador que identificamos como interessante para nós foi o desconhecido McLaren A150, amplificador que conseguimos levar para casa e experimentar. Colocamos lado-a-lado os dois e três colunas rodaram durante a experiência: as actuais Chameleon (da Helius Design), as KEF Chorale e as Pioneer CS-66e.

O vencedor para nós estava encontrado,

o McLaren A150 é musical, não provoca fadiga, é mais equilibrado e transparente, tem energia que chegue sem que essa energia se faça sentir no estilo "força bruta".
Nós não procuramos pressão sonora, uma característica que entusiasma nos primeiros instantes, mas que tende a cansar com o passar dos minutos - mesmo num concerto de "metal" eu procuro ouvir Música e não receber apenas a energia de um som que esmaga e não permite perceber os contornos das criações.

Manda o recato que não se fale muito da peça actual, compreendo que há quem tenha na actual a melhor peça - é o nosso caso -, quem tenha na actual peça a necessidade do "voltar onde já se esteve", quem tenha na actual peça a necessidade de mudança pelas mais variadas razões (bichinho, moda, querer racional, ...). Não me alongarei muito mais a falar do amplificador que temos, quero apenas dizer que não se deve olhar apenas ao nome... Neste país infelizmente é hábito o "nome" ou a "profissão" fazer a pessoa, assim que se encontram duas pessoas conhecidas ou desconhecidas são perguntas comuns: qual o nome de familia e o que faz?
Nós não somos o que fazemos e o nome é uma identificação, neste tipo de peças o nome é/continua a ser uma identificação, mas elas valem pelo que fazem e dar-lhes uma oportunidade é muito importante.

O tópico começou com o alerta sobre o quão importante é o respeito pelo gosto ou razão do Outro, por isso experimente-se muito para aumentar este pequeno canto.

Que sigam as partilhas!!!
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 16:26

José Miguel escreveu:
... Será que o Receiver da Sanyo (que não conheço) colocou mesmo o "ai ai" por cima do Elicit-R!?!
Este pergunta/dúvida nasce do facto de imaginar que os dois tenham uma sonoridade distinta e eu coloco o Elicit-R num patamar alto para um integrado, um belo integrado mesmo. ...

Depende do que voçê mete no termo "ai ai", ou seja, voçê vê nessa expressão uma derrota total e qualitativa do Elicit-R em relação ao Sanyo ... ou simplesmente este ultimo procura-lhe (a si !!!), mais prazer do que o Rega o que não é a mesma coisa. Eu jà referi uma escuta màgica numa noite em Lisboa na casa do amigo César com um SP10 e um braço de madeira Pickering (chamar-lhe braço jà é um grande elogio  confused ) e uma modesta célula Shure SC350 lendo a 5g  affraid . Com um charuto e um Whiskey hà meia-noite ... continua a ser uma escuta que me arrepiou ... no entanto ném dado quereria o braço e a célula. Sei perfeitamente, que o som aveludado, cheio e altamente envolvente e sensual surpreendeu-me e fez-me prazer no espaço desse momento ... mas, no dia seguinte sò ouvi os defeitos e o que faltava e a magia tinha desaparecido por completo. Com as mulheres aconteçe a mesma coisa no dia seguinte ... às vezes  Laughing

A surpresa engana muitas vezes, como se diz aqui (mas ném sempre é certo) !...

José Miguel escreveu:
... O amplificador que identificamos como interessante para nós foi o desconhecido McLaren A150, amplificador que conseguimos levar para casa e experimentar. Colocamos lado-a-lado os dois e três colunas rodaram durante a experiência: as actuais Chameleon (da Helius Design), as KEF Chorale e as Pioneer CS-66e. ...

Para si é (era) desconhecido, ora que eu lembro-me muito bem do auditorio que frequentava nos anos 90 em montpellier e aonde os McLaren eram alternativas aos Linn, Meridian e YBA, então não era uma marca Lo-Fi (no calão dos negocios audio...). Posso acrescentar que um produto que foi excelente um dia (que seja de audio, um carro ou um televisor ...), não se torna muito mau dez ou vinte anos depois ... então ele pode dar "prazer" muito tempo, mesmo se està ultrapassado técnicamente e subjectivamente. È o caso de muito material audio, e alguns jà foram abordados neste topico, excepto o Denon que é recente.

José Miguel escreveu:
... Neste país infelizmente é hábito o "nome" ou a "profissão" fazer a pessoa, assim que se encontram duas pessoas conhecidas ou desconhecidas são perguntas comuns: qual o nome de familia e o que faz?
Nós não somos o que fazemos e o nome é uma identificação, neste tipo de peças o nome é/continua a ser uma identificação, mas elas valem pelo que fazem e dar-lhes uma oportunidade é muito importante. ...

Em toda a Europa é o caso, e não creio que nos outros continentes seja diferente. O "nome" é um abre sésamo que apazigua o medo do desconhecido e alimenta a aspiração social. Evidentemente que em audio a mesma coisa aconteçe. Um novo usuàrio que se inscreva e que tenha um Garrard 301 Shindo ou um outro que tenha um lenco Réf da JNT ... vão criar mais admiração do que um que tenha um gira em plastico da Toshiba, então é normal que os "nomes" tenham um impacto à parte ... mesmo se às vezes é desmedido !...

Mas, nada no mundo do audio é simples como digo sempre ...

cheers

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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 17:28

O "ai ai" era/é para brincar com a expressão do Gonçalo e, claro, tentar "sacar" mais de quem sabe bem mais do que eu. Wink

Por outro lado folgo em saber que conhece/conheceu o Mclaren, é muito raro ouvir/ler sobre ele e gostamos de saber o que pensam do amplificador, porque vamos percebendo algumas coisas, mas faltam oportunidades de comparação/experiências - ler as dos outros ajuda a perceber se as nossas percepções estarão correctas ou nem por isso. Obviamente ele não é perfeito, tem na sua base conceitos dos finais dos anos 80 (ele é de 89 se não me engano...) e princípios dos 90. YBA e Exposure, entre outros, parecem familiares e respondem ao que se pretendia de forma semelhante. Arrisco dizer que são filhos da crença "Inglesa"... creio que é isso, num tempo em que se queria menos e mais directo - YBA não conheço de ouvir... depois há uns integrados mais recentes, os Roksan Kandy (integrado) também são interessantes, Atoll (este não ouvimos...) - mais ou menos todos dentro da mesma linha, tempos diferentes... O Rega Elicit-R está nesta linha (este modelo em particular actual, como o Roksan) e, para mim/nós, é mais interessante de se ouvir que as peças dos 70 - as que conhecemos, claro!


A questão do "nome" e como ele pode influenciar o Mercado eu já abordei em outro tópico e não me quero alongar nesse tema, talvez não tenha sido bem compreendido... Percebo e respeito a Lei de Mercado porque sei que ela é uma Lei do Homem, ainda assim questiono-a e tento interagir com Ela da forma mais racional possível - eu que nem sou um exemplo de racionalidade... Embarassed

Creio que dar uma "oportunidade" a quem/o que não tem um nome pomposo é uma boa ideia, seja este princípio aplicado a pessoas (quem) ou a este tipo de peças (o que)...
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 20:05

José Miguel escreveu:
(...) Por outro lado folgo em saber que conhece/conheceu o Mclaren, é muito raro ouvir/ler sobre ele e gostamos de saber o que pensam do amplificador, porque vamos percebendo algumas coisas, ...

Os McLaren que escutei eram elementos separados pre+amplificador e/ou de home-cinema aonde a marca fazia excelentes prés/processadores e amplificadores de potência. Não creio ter ouvido um integrado mas ... quém pode o mais, também pode o menos, então os integrados devem ter a mesma filiação sonora !!!

Creio que dar uma "oportunidade" a quem/o que não tem um nome pomposo é uma boa ideia, seja este princípio aplicado a pessoas (quem) ou a este tipo de peças (o que)...

Qualquer marca antes de ser célebre foi pequena e desconhecida ... penso a uma marca que tém um nome estupido (Apple/Maçã), que começou numa garagem e foi criada por um puto quase autista socialmente, mas que hoje é relativamente célebre  Laughing

Com os homens é a mesma coisa ... pois o célebre, rico e potente Antonio Salieri teve na época mais prestigio, longa vida e dinheiro do que o Mozart, mas a historia hoje ja esqueçeu o primeiro e o segundo é considerado como um génio absoluto ...

Então não se preocupe pois quando as coisas são boas hà sempre alguém para notar ...
 cheers


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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 20:19

Caro Paulo o nosso McLaren não é um TAG Mclaren (que creio ter alguma relação a Audiolab...), o nosso veio do outro lado do Mundo - Nova Zelândia - e não de Inglaterra.

Fica uma imagem do interior do nosso para espreitar:


Catita por dentro e por fora, o seu trabalho agrada-nos pela forma como se coloca - diz aqui ao lado a Luciana: elegante, disciplinado, o som que sai por ele é quase formal. - escrevi enquanto ouvia... Smile

Ela escolheu-o e ainda gostamos muito dele. Wink
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 22:31

TD124 escreveu:

O preço do material de alta fidelidade jà foi abordado aqui no forum vàrias vezes e continua a ser um parâmetro fundamental mas ambiguo de muitos produtos de audio. Sém entrar nos preços de certos produtos "Vintage" que são "puramente especulativos" e traduzem uma moda ou uma relação entre oferta/procura ... o preço do novo pode surpreender quando submetido à comparação com produtos similares...

A comparação de preço entre um produto audio de qualidade feito por um grande industrial (Onkyo, Yamaha ou Denon...), um de um pequeno industrial (Rega, Roksan ou Audio Analogue...) e um de um artesão (47Labs, Graaf ou Air Tight) ... é falseada em vàrios pontos, dos quais é necessario sobressair o principal que é: "quantos mais exemplares forem fabricados e mais barata (em comparação igual) sai a fabricação ...

Este elemento por si sò é uma lei, que deve ser ponderada em tendo no espirito os outros elementos como : O pais de origem do material (preço da mão de obra), o pais de origem dos componentes (preço de compra) assim como a tecnologia dos componentes (altamente variàvel consoante a geração e o desempenho técnico destes), assim como os elementos marketing e de imagem (publicidade, comunicação, serviços, garantia ...).


Absolutamente de acordo! Bem colocada a questão

TD124 escreveu:

Mas, esse Denon não é tão Lo-Fi quanto isso, pois o preço comercial em França é de 2990€, e que consoante a expressão sagrada aqui "nivel de preço idêntico ou equilibrado nos elos do sistema", estamos a falar de um sistema que vai là para os 9000€ ... o que não é extremo longe de là mas também não é baratucho... Wink

cheers

Também 100% de acordo, pese embora, pelo preço de França affraid Vive Portugal

José Miguel escreveu:
Este é um tópico que tenho seguido atentamente e que me tem proporcionado boas leituras. Dessas leituras retirei algumas lições, novos conhecimentos e dicas, mas também ficaram algumas dúvidas...
Será que o Receiver da Sanyo (que não conheço) colocou mesmo o "ai ai" por cima do Elicit-R!?!
Este pergunta/dúvida nasce do facto de imaginar que os dois tenham uma sonoridade distinta e eu coloco o Elicit-R num patamar alto para um integrado, um belo integrado mesmo.

Caro José Miguel,
O Paulo já respondeu a essa questão, que subscrevo por completo. Mas, ainda esclarecendo melhor, eu não tenho ataques de saudosismo do vintage. Também neste aspecto partilho, em muito, as ideias do Paulo Marcelo, já aqui amplamente discutidas várias vezes, no fórum e que me escuso de repetir.

Há contudo, uma certa mudança de paradigma. Ou parece-me haver.

O Elicit-R toca e toca muito bem (para meu gosto), com as Sonus Faber, mas parece haver mais corrente disponível no Sanyo para as por a cantar de imediato, digamos..., mais vitesse de ataque, para um equipamento construído nos tempos em que haviam mais colunas sensíveis e fáceis de conduzir do que as de gerações mais próximas, como sejam as Sonus Faber.

Aqui o Paulo, saberá, tecnicamente, explicar muito melhor que eu.

Contudo, não há confusões na minha cabeça. O Sanyo pode aparentar mais vitesse, mas o Elicit-R, tem muito mais Finésse



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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sex Ago 04 2017, 23:17

A resposta do Gonçalo e a forma como tocou a questão da "corrente disponível" vai ao encontro do que sentimos/ouvimos e, de forma um pouco mais pobre, tentei abordar. O receiver da Pioneer também tinha mais "corrente" para dar, mas depois faltava algo... Honestamente acreditamos que tiramos uma "cortina" da frente com a troca e ganhamos essa "Finésse".

Não sou detrator das peças dos 70's e ditas vintage, pelo contrário! Acredito que com um Mercado mais "mexido" elas poderão ser um belo princípio e uma "escola" para se Aprender.
Por outro lado, não tenho espírito de coleccionador nem tenho nenhuma inclinação para além do Gosto por ouvir Música como a penso e penso as pedras da calçada, de onde vimos ou para onde vamos... Smile


Venham mais relatos, não posso experimentar, mas ler tem sido agradável - acompanhando a leitura com Frei Gigante esta noite.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sab Ago 05 2017, 20:09

José Miguel escreveu:
Caro Paulo o nosso McLaren não é um TAG Mclaren (que creio ter alguma relação a Audiolab...), o nosso veio do outro lado do Mundo - Nova Zelândia - e não de Inglaterra. ...

Ah!, erro meu então pois pensava que era um Tag McLaren ... pois da nova zelândia fora os Plinius, não creio conhecer mais material ... o que não quer dizer que o vosso aparelho não seja uma pérola ... desconhecida Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sab Ago 05 2017, 20:27

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
Caro Paulo o nosso McLaren não é um TAG Mclaren (que creio ter alguma relação a Audiolab...), o nosso veio do outro lado do Mundo - Nova Zelândia - e não de Inglaterra. ...

Ah!, erro meu então pois pensava que era um Tag McLaren ... pois da nova zelândia fora os Plinius, não creio conhecer mais material ... o que não quer dizer que o vosso aparelho não seja uma pérola ... desconhecida Wink

cheers
O nosso McLaren agora é nosso conhecido e conhecido de, pelo menos, dois ou três ilustres desta praça.
Teríamos muito gosto em o colocar perante o Paulo, quem sabe um dia...

As entranhas já viu, o que mais valerá até nós esperamos testar com outras peças (fontes/colunas) e ouvidos. Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sab Ago 05 2017, 20:40

A minha experiência é alicerçada nos vários componentes que tenho e das poucas memorias de outros tempos, meados dos Anos 90, em que me iniciei nestas Coisas do Hifi.
Na altura não havia estas coisas da internet e as revistas e/ou publicações ,as poucas que havia no mercado era minha "bíblia" e as lojas que visitava na Baixa Lisboeta.
Havia muitas e as que tinha coragem de entrar e ouvir e falar um pouco sobre os aparelhos que tinham eram as lojas com as marcas mais comerciais e onde eu poderia almejar comprar alguma coisa.
A outras lojas/ representantes com material de outros nível, lá de vez em quando entrava muito envergonhado pois era um puto com 20 anitos e ouvia o que tocava. Os funcionários nem prestavam atenção na minha presença.
Fui construindo o sistema com o pouco dinheiro que havia mas sempre com as marcas comerciais, Sony, Yamaha, Kenwood, Pionner e a marca das mais "Mais Audifolias" que fazia parte do meu Sistema foi Umas Colunas Mission 760I que ainda hoje conservo e desde essa época tocam quase todos os dias.
Isto para dizer que, as minhas referencias sonoras se pautam por componentes de marcas mais tradicionais dos anos 90 e geralmente pela linha mais económica.
Desses tempos apenas conservo as Mission e Tuner Pionner e um Av Sony pois com o aparecimento do Dolby Prologic tudo foi vendido para embarcar nessa nova forma de ouvir som.
Actualmente todos os meus componentes são das decadas de 70/80e 90 e das tais marcas mais tradicionais.
Por incrível que pareça e nos componentes de marcas Ditas menos conceituadas que retiro maior Prazer.
Ja aqui referi O conjunto da Sanyo, O conjunto da Onkyo e mais recentemente surpreendeu-me um receiver da Akay AA-1020 que o liguei ao Pc para ir ouvindo umas musicas enquanto estou no Pc. Neste receiver tenho as minhas Mission ligadas.
O som Quente, macio e envolvente caracteristico dos Stk que penso que estam na origem deste som.
Tenho alguns componentes de marcas mais cotadas, como amplificação Denon, Yamaha, Colunas Tannoy, Mourdant Short Gira Discos Lenco, Micro Seiko e estes componentes ainda não chegaram ao patamar das emoções que os outros sistemas já me proporcionaram.
Isto do Hifi das grandes marcas de milhares e milhoes tem muito do que se lhe diga.
Não basta a qualidade dos diversos componentes mas essencialmente o nosso ouvido e depois o nosso estado de espírito.
Costumo em termos de comparação, uma pessoa que não sabe apreciar vinho, apenas diz se gosta ou não gosta do que tem no como, será igual ter um Barca Velha ou um Esteva desde que lhe saiba bem.
Comigo e cada vez mais isso acontece.
Muita gente e seus sistemas cairiam por terra em verdadeiras provas cegas.











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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sab Ago 05 2017, 21:38

Se me permite:
- Aprender não faz mal a ninguém, seja distinguir um Esteva (ou outro vinho mais ou menos barato do qual se goste) de um Barca Velha (ou outro vinho com produção limitada usando técnicas menos industriais), seja distinguir um "som quente e envolvente" (do qual se pode gostar, saindo de peças mais ou menos baratas - pode-se gastar muito para o ter...) de um som correcto e fiel (do qual não se pode gostar).

Aprender é importante para reconhecer ambos os lados da barricada, creio que a escolha será sempre melhor quanto mais informação se tiver.


No meu/nosso caso a escolha do amplificador e colunas foi fruto de uma pesquisa e experiências com peças bem diferentes - alguma sorte com as pessoas que fomos encontrando... No mesmo dia chegamos a ouvir o nosso ex Pioneer SX-880 e um GamuT Di150... Claro que não podíamos comprar o GamuT, mas serve/serviu sempre de referência... Este exemplo serve para explicar que fomos identificando o nosso caminho tentando sempre aprender.

O Pioneer SX-880 era/é um bom Receier?
Sim.

O Pioneer bate-se com o GamuT?
Aos nossos ouvidos não.

O Pioneer não será um Esteva e o GamuT não será um Barca Velha...

O nosso Gosto educa-se, esse malandro está em constante mudança/evolução e por vezes surpreende-nos aderindo a umas coisas que encostava, ou encostando outras coisas às quais aderia.

Este Tópico revela bem a diversidade de "Gostos" no presente e em alguns textos/participações até podemos verificar que essa mudança/evolução existiu - como no meu/nosso caso.


Tocou e bem no "estado de espírito" e o Paulo - TD124 - descreveu isso muito bem contando um episódio numa cave onde um Technics SP10 mora... Resumindo: aderir a algo num dado momento, por inclinação ou paixão, não significa que não se reconheça (na hora ou num momento posterior) o que está ali diante de nós.
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Sab Ago 05 2017, 23:47

Ruben Pinto escreveu:
A minha experiência é alicerçada nos vários componentes que tenho e das poucas memorias de outros tempos, meados dos Anos 90,  em que me iniciei nestas Coisas do Hifi.
Na altura não havia estas coisas da internet e as revistas e/ou publicações ,as  poucas que havia no mercado era minha "bíblia" e as lojas que visitava na Baixa Lisboeta.
Havia muitas e as que tinha coragem de entrar e ouvir e falar um pouco sobre os aparelhos que tinham eram as lojas com as marcas mais comerciais e onde eu poderia almejar comprar alguma coisa.
A outras lojas/ representantes com material de outros nível,  lá de vez em quando entrava muito envergonhado pois era um puto com 20 anitos e ouvia o que tocava. Os funcionários nem prestavam atenção na minha presença.
Fui construindo o sistema com o pouco dinheiro que havia mas sempre com as marcas comerciais, Sony, Yamaha, Kenwood,  Pionner e a marca das mais "Mais Audifolias" que fazia parte do meu Sistema foi Umas Colunas Mission  760I que ainda hoje conservo e desde essa época tocam quase todos os dias.
Isto para dizer que, as minhas referencias sonoras se pautam por componentes de marcas mais tradicionais dos anos 90 e geralmente pela linha mais económica.
Desses tempos apenas conservo as Mission e Tuner Pionner  e um Av Sony pois com o aparecimento do Dolby Prologic tudo foi vendido para embarcar nessa nova forma de ouvir som.
Actualmente todos os meus componentes são das decadas de 70/80e 90 e das tais marcas mais tradicionais.
Por incrível que pareça e nos componentes de marcas Ditas menos conceituadas que retiro maior Prazer.
Ja aqui referi  O conjunto da Sanyo, O conjunto da Onkyo e mais recentemente surpreendeu-me um receiver da Akay AA-1020 que o liguei ao Pc para  ir ouvindo umas musicas enquanto estou no Pc. Neste receiver tenho as minhas Mission ligadas.
O som Quente, macio e envolvente caracteristico dos Stk que penso que estam na origem deste som.
Tenho alguns componentes de marcas mais cotadas, como amplificação Denon, Yamaha, Colunas Tannoy, Mourdant Short  Gira Discos  Lenco, Micro Seiko  e estes componentes ainda não chegaram ao patamar das emoções que os outros sistemas já me proporcionaram.
Isto do Hifi das grandes marcas de milhares e milhoes tem muito do que se lhe diga.
Não basta a qualidade dos diversos componentes mas essencialmente o nosso ouvido e depois o nosso estado de espírito.
Costumo em termos de comparação, uma pessoa que não sabe apreciar vinho, apenas diz se gosta ou não gosta do que tem no como, será igual ter um Barca Velha ou um Esteva desde que lhe saiba bem.
Comigo e cada vez mais isso acontece.
Muita gente  e seus sistemas cairiam  por terra em verdadeiras provas cegas.  

Na realidade, Ruben, é, lamentando, que também  reconheço muitos desses comportamentos idiotas de 'lojistas / representantes' das chamadas marcas de áudio especializado. Muitos não passavam de gente pequeno-burguesa pedante, pretendendo dar azo à sua também pretensa origem social, na própria actividade comercial de onde retiravam o "pãozinho de cada dia", gaudiando-se na exclusividade dos aparelhos de carácter, por vezes, duvidoso em detrimento de todos os outros.

Quando em meados dos anos 90, já se começava a sentir uma certa crise, a coisa começou a dar uma pequena volta, mas de forma muito ténue e pouco sustentada. Um jovem de 20 anos, como aqui é contado, quando entrava numa dessas lojas, era olhado de lado e de forma atenta, mas só pela desconfiança se ele não iria lá para roubar algo. Lamentável!

A aprendizagem que o José Miguel tanto fala aqui no fórum, não era tão possível, quanto podia ser natural. Só alguns a conseguiam. A maioria, tentava, frustava-se, enfadava-se e desistia. Não sei até que ponto, muita da futilidade auditiva de hoje - termo que já ouvi a muitos dos representantes que ainda se aguentam, sobre a forma de como os jovens ouvem actualmente música - não terá origem, em parte, nestes comportamentos "comerciais"

Mas aprender, realmente começava por aquilo que podemos chamar de lojistas de marcas comerciais mais generalistas e de maior consumo. Lembro-me de bastantes, na Baixa Lisboeta, onde, aí sim, mesmo com o sentido comercial, o dono ou empregado, davam uma opinião bem habilitada, sem truques verbais como nas tais lojas especializadas. No fim, acabávamos por levar para casa algo que nos dava muito mais prazer, mais barato e nos libertava algum dinheiro para o software musical que alimenta este nosso vício.
cheers
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Dom Ago 06 2017, 01:30

É verdade que bato muito na tecla da "Aprendizagem", mas não é um bater exclusívo para o acto de ouvir Música... Faz parte da minha profunda crença no Homem, caso Ele não aprendesse...

Quero deixar muito claro que Aprender não nos vai conduzir Todos ao mesmo lugar, essa é a beleza do Ser Singular que somos!


Como é que se pode reconhecer uma Qualidade qualquer sem referências ou Aprendizagem?

A madeira já foi o elemento mais robusto para a construção;
Fogueiras e um tapete já foram um meio de comunicação à distância;
A Grafonola já foi a melhor forma de reproduzir Música em casa...

O que mudou?

O Homem aprendeu e evoluiu, cada um de nós carrega o peso desse trajecto conjunto, restando sempre lugar para a individualidade - madeira continua a ser madeira, sinais de fumo ainda são possíveis e uma grafonola toca hoje como tocava antes.


Meios como a "internet" podem parecer facilitadores de/para a Aprendizagem, mas esta não acontece sem que exista reflexão e apropriação. Não basta ler para se perceber a evolução do "som" reproduzido e reproduzível, é preciso experimentar. Num tempo de "informação" fácil (ou desinformação...), faltam oportunidades para experimentar.
Por experiência própria falo disto, na zona do Porto há quem tenha grandes peças e até colecções de Música gravada, mas como não faço parte do círculo de amigos dessas pessoas não consigo chegar a essas peças e colecções. As lojas são cada vez menos e mais "fechadas" sobre si mesmas e os seus clientes mais fiéis - replicando o que se passava nos anos 90!?! A Sociedade sempre foi estratificada.

O Gosto educa-se desta forma, Aprendemos e naturalmente vamos mudando... Não é que isto vá fazer uma pessoa deixar de gostar do som de uma peça dita vintage, longe disso, vai é proporcionar um Gostar mais informado.


Um exemplo que vai ao encontro do tema deste tópico:

A primeira vez que ouvimos um conjunto composto por colunas de driver único (Fostex qualquer coisa...) e um amplificador valvulado de baixa potência ficamos "derretidos"... Aquele som orgânico, a gama média quase paupável. As frequências mais altas e as mais baixas acabavam por suar integradas perante tal capacidade de reproduzir a zona de informação que mais directamente nos afecta.
Ouvimos várias vezes esse conjunto e o mesmo amplificador com outras colunas e começamos a perceber duas coisas:
O amplificador tem qualquer coisa que o torna muito capaz;
As colunas tinham um belíssimo som, tiravam-nos partes da Música e davam um gozo tremendo.

Já disse algures que viveria feliz e por um bom tempo com um conjunto daqueles, sem desconforto ou desapontamento, mas viveria consciente do que ele é capaz e não "inebriado" como na primeira vez.


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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Dom Ago 06 2017, 01:37

Peço desculpa mas a ultima parte do meu texto está muito confusa por ter falta de palavras e outras a mais


"Costumo em termos de comparação, uma pessoa que não sabe apreciar vinho, apenas diz se gosta ou não gosta do que tem no como, será igual ter um Barca Velha ou um Esteva desde que lhe saiba bem.
Comigo e cada vez mais isso acontece.
Muita gente e seus sistemas cairiam por terra em verdadeiras provas cegas. "


Aqui vai a tradução:


Costumo fazer esta comparação: Uma pessoa que não sabe apreciar vinho, apenas diz se gosta ou não gosta do vinho, Será igual ter um Barca Velha ou um Esteva desde que lhe saiba bem.
Comigo e cada vez mais isso acontece.
Muita Gente e os seus sistema Caíriam por terra em verdadeiras provas cegas.

Uma coisa essencial para quem pretende ser mais critico na avaliação das diferenças entre componentes e suas sinergias, é aprender a escutar e treinar o ouvido tal como os Maestros, Produtores musicais e tantas outros.



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Ghost4u
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Ago 07 2017, 01:00



Por não ser criador deste interessante tópico, mas, considerando que posso relatar um episódio enquadrado no contexto, eis outra história verídica.


Em tempos, um amigo, sabedor de que não estava mal servido em matéria de alta-fidelidade, teve a súbita pretensão dispensável de trocar a amplificação. Numa longa temporada, mobilizou-se para ouvir um número considerável de amplificadores inseridos no seu sistema, que tinha como fontes o Micro-Seiki BL-91L e Pioneer PD-91.

Tal como Quim, veterano atleta do Desportivo das Aves, quando defendia as redes de um clube da Segunda Circular, tomou conhecimento da sua dispensa do Benfica mediante uma entrevista televisiva do treinador Jorge Jesus, com o decorrer da jornada, o YBA Integré DT percebeu que perderia a titularidade. Entre os amplificadores que passaram pelo seu habitat, o Cambridge Audio 500, modesto no preço, previamente estaria condenado a prestar serviço em condições desumanas às sedentas Acoustic Energy AE1, devido a disponibilizar só 65 W sobre 8 ohm... Contudo, a relação com as colunas jamais foi de maus-tratos, pois o 500 nunca cedeu nem renunciou a sua função. Assim, as clássicas AE1, que supostamente poderiam se tornar nos seus carrascos, não condenaram à morte esse amplificador integrado.

Após todas as audições efectuadas, o Cambridge foi preterido pelo sedutor conjunto doirado e a válvulas, constituído por pré/power Conrad - Johnson PV12 e Premier Eleven. Mas, no fim de contas, anos mais tarde do meu amigo se desfazer das Acoustic Energy, as Meninas Falantes estavam felizes, visto que no novo proprietário, reencontraram um outro exemplar do concidadão britânico A500, com o qual ainda vivem. Quanto ao anterior proprietário, hoje continua a lamentar se ter desfeito do YBA e de não ter aproveitado as garantias evidenciadas pelo baratinho amplificador que nunca mais esqueceu. Acontece...


Última edição por Ghost4u em Seg Ago 07 2017, 01:27, editado 1 vez(es)
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Ago 07 2017, 01:25

"E assim acontece..."

O antigo programa/magazine Cultural tinha nessa frase o seu marco, sendo que o título era apenas "Acontece".

Vejo nesse relato uma chamada de atenção e até um conselho para qualquer leitor, porque um bom "casamento" é muitas vezes trocado por uma fugaz paixoneta de Verão. Findas as noites quentes são os pés que começam a queixar-se e, se a manta for curta, não tardarão as costas a pedir mais... culminando a tentativa de "esticar" no desconforto geral.





ps.: repetindo-me, gostava de conhecer esse YBA Integré, do qual já falamos algures.
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Ghost4u
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Ago 07 2017, 01:32

José Miguel escreveu:
"E assim acontece..."
O antigo programa/magazine Cultural tinha nessa frase o seu marco, sendo que o título era apenas "Acontece".

Fui um telespectador assíduo desse magazine do saudoso Carlos Pinto Coelho, na grelha de programação do canal 2 da RTP, durante 9 anos (1994 - 2003).
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Seg Ago 07 2017, 08:55

Esta história, aqui relatada pelo amigo Fantasma, repete-se inúmeras vezes num qualquer historial da "Paixão Áudio".

Também vêm do lado das terras de Sua Majestade, as "prostitutas manias" que desfazem casamentos felizes e que poupariam rios de dinheiro a famílias felizes e pacatas
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 11:23

José Miguel escreveu:
É verdade que bato muito na tecla da "Aprendizagem", mas não é um bater exclusívo para o acto de ouvir Música... Faz parte da minha profunda crença no Homem, caso Ele não aprendesse...

[ ... ]

Já disse algures que viveria feliz e por um bom tempo com um conjunto daqueles, sem desconforto ou desapontamento, mas viveria consciente do que ele é capaz e não "inebriado" como na primeira vez.



Caro José Miguel essa sua crença na "Aprendizagem" é notória.

Concordo, sem "Aprendizagem" seríamos todos uns toscos insuportáveis!

Porém tudo na vida tem um preço e a "aprendizagem" não foge à regra.

A aprendizagem paga-se com perda de inocência e quando se observa, a aplicação deste fenómeno no plano dos sentidos, a coisa complica-se.

Com efeito devemos saber separar as águas, porque a aprendizagem é desejável no plano intelectual mas é menos aconselhável no plano sensorial.

Pessoalmente, no plano sensorial, trocaria todo o pesado lastro da minha experiência pela folha em branco com que cheguei a este mundo.

Noto que os meus sentidos vão ficando cada vez mais exigentes e a isso não chamo "conhecimento" chamo "saturação sensorial".

Na verdade, o conflito trágico do processo pode ser representado pela sua segunda frase (acima citada).

Só para terminar envio-lhe para reflexão  lol! meio a brincar meio a sério a letra de uma canção de um seu conterrâneo (que até considero sagaz) o Sr Carlos Tê (o sublinhado é meu)

Vem descendo a avenida
O negro do rádio de pilhas
Todo contente da vida
Porque não chove e o sol brilha

Patilha comprida e carapinha
Com um visual garrido
Dançando enquanto caminha
Rádio colado ao ouvido

Sei de quem tem hi-fis
E lê enciclopédia
Mas este negro curte mais
Mesmo só com a onda média

Filho da savana
Primo de um coqueiro
Deus deu-lhe a devoção
Mas deu-lhe o ritmo primeiro

Quando o negro vai ao baile
Fica logo no centro
Tal como no rádio
A música vem lá de dentro


No domingo vi o negro desgostoso
O quiosque estava fechado
E o velho rádio fanhoso
Sem pilhas estava calado

Pois cá está, rádios de pilhas, Hi-Fi e enciclopédias  2cclzes


Última edição por Mário Franco em Ter Ago 08 2017, 11:54, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 11:46

Essa, Mário, fez-me lembrar mais uma dessas vivências que se atravessam na nossa vida.

Um dia desloquei-me a uma casa de ar particular, representante de uma das marcas do tal High-End, mas que, por sinal, admiro até certo ponto.

Ao entrar reparei que o dono, na sua secretária de trabalho, tinha um rádio a pilhas a tocar. Faço-lhe o seguinte reparo bacoco:

Oh Fulano de Tal, com tanta coisa boa aqui e a ouvir rádio a pilhas ?!

Resposta dele:

Gonçalo, às vezes sabe-me tão bem ouvir este rádiozinho a pilhas... Nem calculas... É um descanso! Embarassed
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 12:17

Goansipife escreveu:
Essa, Mário, fez-me lembrar mais uma dessas vivências que se atravessam na nossa vida.

Um dia desloquei-me a uma casa de ar particular, representante de uma das marcas do tal High-End, mas que, por sinal, admiro até certo ponto.

Ao entrar reparei que o dono, na sua secretária de trabalho, tinha um rádio a pilhas a tocar. Faço-lhe o seguinte reparo bacoco:

Oh Fulano de Tal, com tanta coisa boa aqui e a ouvir rádio a pilhas ?!

Resposta dele:

Gonçalo, às vezes sabe-me tão bem ouvir este rádiozinho a pilhas... Nem calculas... É um descanso! Embarassed  

Bendita criatura que no meio de tanto deslumbramento conseguiu ver a "Luz" lol!

Quando abriste este tópico apreciei, com satisfação, que uma pessoa com o teu percurso e a tua experiência neste meio tivesse ainda a abertura de espírito necessária para "redescobrir" com sincera admiração e genuina fruição este tipo de peças.

Dentro da mesma linha "confesso" a minha culpa apresentando um dos meus "sistemas vintage"

Pioneer SX-850

Marantz CD-40

Colunas Bose 601 - Série 1

Como é que classifico o som?

Não presta mas é bom smedley








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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 15:21

Mário Franco escreveu:
José Miguel escreveu:
É verdade que bato muito na tecla da "Aprendizagem", mas não é um bater exclusívo para o acto de ouvir Música... Faz parte da minha profunda crença no Homem, caso Ele não aprendesse...

[ ... ]

Já disse algures que viveria feliz e por um bom tempo com um conjunto daqueles, sem desconforto ou desapontamento, mas viveria consciente do que ele é capaz e não "inebriado" como na primeira vez.



Caro José Miguel essa sua crença na "Aprendizagem" é notória.

Concordo, sem "Aprendizagem" seríamos todos uns toscos insuportáveis!

Porém tudo na vida tem um preço e a "aprendizagem" não foge à regra.

A aprendizagem paga-se com perda de inocência e quando se observa, a aplicação deste fenómeno no plano dos sentidos, a coisa complica-se.

Com efeito devemos saber separar as águas, porque a aprendizagem é desejável no plano intelectual mas é menos aconselhável no plano sensorial.

Pessoalmente, no plano sensorial, trocaria todo o pesado lastro da minha experiência pela folha em branco com que cheguei a este mundo.

Noto que os meus sentidos vão ficando cada vez mais exigentes e a isso não chamo "conhecimento" chamo "saturação sensorial".

Na verdade, o conflito trágico do processo pode ser representado pela sua segunda frase (acima citada).

Só para terminar envio-lhe para reflexão  lol! meio a brincar meio a sério a letra de uma canção de um seu conterrâneo (que até considero sagaz) o Sr Carlos Tê (o sublinhado é meu)
(...)


Pois cá está, rádios de pilhas, Hi-Fi e enciclopédias  2cclzes
Boa tarde!

Quero começar por dizer que apaguei a Letra da Canção apenas para o texto ficar mais curto...


Eu não consigo conceber o princípio da separação entre possibilidade de Aprender para o Intelecto e tentar (já nem arrisco afirmar, fico pela suposição) deixar os sentidos de fora. Por outro lado, como venho afirmando em vários tópicos, acredito que aquele que melhor compreende o que o rodeia pode perfeitamente viver em paz com as limitações, consciente delas aceitará a condição e dela retirará o prazer sensorial - concordo que tudo tem um preço, não há ganho sem perda, por muito que se tente contrariar...


Já elogiei a imagem do Rádio a Pilhas que usou e usa com frequência, acredito que pode muito bem ser um ponto de fuga, um desses a partir do qual se iniciam novos caminhos ou onde se pode estar em segurança. Por outro lado, essa ideia de "saturação sensorial" eu não a vejo como diferente do que disse em cima, pois não havendo possibilidade de divisão... E é verdade que a minha segunda frase espelha isto, eu conheci e os meus sentidos foram vítimas desse conhecimento. Tábua em branco?
Não estou a ver como e onde... em teoria é um belo ponto de debate para se tentar mudar algo que está bem fundo, mas já se sabe que os resultados são/serão os de sempre - eu gosto de ler textos com carácter U-topos, sem lugar no presente.


Falo apenas por mim: consigo viver alegremente com o pouco que tenho/temos; por exemplo, o som que recebemos do conjunto de peças agrada-nos muito e foi fruto de um caminho como o que vou partilhando em jeito de crença. Não quero para o Outro o que não quero para mim, por isso e por não acreditar nessas divisões todas, prefiro o Homem a Aprender e a viver consciente de si.



Como os "caminhos" não se repetem, Aprender não nos conduzirá aos mesmos lugares e continuaremos a descobrir coisas novas todos os dias, tenhamos abertura para isso. Wink
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 16:55

Goansipife escreveu:
(...) Oh Fulano de Tal, com tanta coisa boa aqui e a ouvir rádio a pilhas ?!

Resposta dele:

Gonçalo, às vezes sabe-me tão bem ouvir este rádiozinho a pilhas... Nem calculas... É um descanso! Embarassed  

Hà uns anos atràs pergunto ao meu cunhado (enólogo) a razão de possuir tantas garrafas na adega de um certo Rosé baratucho e reputado banal ... e ao qual ele me responde:

Paulo, os grandes vinhos como todas as grandes coisas criam sensações, duvidas, interrogações ... e isto obriga a sentir, a reflectir e a buscar respostas. Ora este vinho não me diz nada, ném de mau ném de bom ... e finalmente é um descanso bebê-lo !!!...

Talvez o fenomeno no audio seja equivalente ... e uma boa questão sobre a qual reflectir Suspect

cheers

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Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 17:23

José Miguel escreveu:
Mário Franco escreveu:
José Miguel escreveu:
É verdade que bato muito na tecla da "Aprendizagem", mas não é um bater exclusívo para o acto de ouvir Música... Faz parte da minha profunda crença no Homem, caso Ele não aprendesse...

[ ... ]

Já disse algures que viveria feliz e por um bom tempo com um conjunto daqueles, sem desconforto ou desapontamento, mas viveria consciente do que ele é capaz e não "inebriado" como na primeira vez.



Caro José Miguel essa sua crença na "Aprendizagem" é notória.

Concordo, sem "Aprendizagem" seríamos todos uns toscos insuportáveis!

Porém tudo na vida tem um preço e a "aprendizagem" não foge à regra.

A aprendizagem paga-se com perda de inocência e quando se observa, a aplicação deste fenómeno no plano dos sentidos, a coisa complica-se.

Com efeito devemos saber separar as águas, porque a aprendizagem é desejável no plano intelectual mas é menos aconselhável no plano sensorial.

Pessoalmente, no plano sensorial, trocaria todo o pesado lastro da minha experiência pela folha em branco com que cheguei a este mundo.

Noto que os meus sentidos vão ficando cada vez mais exigentes e a isso não chamo "conhecimento" chamo "saturação sensorial".

Na verdade, o conflito trágico do processo pode ser representado pela sua segunda frase (acima citada).

Só para terminar envio-lhe para reflexão  lol! meio a brincar meio a sério a letra de uma canção de um seu conterrâneo (que até considero sagaz) o Sr Carlos Tê (o sublinhado é meu)
(...)


Pois cá está, rádios de pilhas, Hi-Fi e enciclopédias  2cclzes
Boa tarde!

Quero começar por dizer que apaguei a Letra da Canção apenas para o texto ficar mais curto...


Eu não consigo conceber o princípio da separação entre possibilidade de Aprender para o Intelecto e tentar (já nem arrisco afirmar, fico pela suposição) deixar os sentidos de fora. Por outro lado, como venho afirmando em vários tópicos, acredito que aquele que melhor compreende o que o rodeia pode perfeitamente viver em paz com as limitações, consciente delas aceitará a condição e dela retirará o prazer sensorial - concordo que tudo tem um preço, não há ganho sem perda, por muito que se tente contrariar...


Já elogiei a imagem do Rádio a Pilhas que usou e usa com frequência, acredito que pode muito bem ser um ponto de fuga, um desses a partir do qual se iniciam novos caminhos ou onde se pode estar em segurança. Por outro lado, essa ideia de "saturação sensorial" eu não a vejo como diferente do que disse em cima, pois não havendo possibilidade de divisão... E é verdade que a minha segunda frase espelha isto, eu conheci e os meus sentidos foram vítimas desse conhecimento. Tábua em branco?
Não estou a ver como e onde... em teoria é um belo ponto de debate para se tentar mudar algo que está bem fundo, mas já se sabe que os resultados são/serão os de sempre - eu gosto de ler textos com carácter U-topos, sem lugar no presente.


Falo apenas por mim: consigo viver alegremente com o pouco que tenho/temos; por exemplo, o som que recebemos do conjunto de peças agrada-nos muito e foi fruto de um caminho como o que vou partilhando em jeito de crença. Não quero para o Outro o que não quero para mim, por isso e por não acreditar nessas divisões todas, prefiro o Homem a Aprender e a viver consciente de si.



Como os "caminhos" não se repetem, Aprender não nos conduzirá aos mesmos lugares e continuaremos a descobrir coisas novas todos os dias, tenhamos abertura para isso. Wink

Por mim está bem assim José Miguel Wink respeito o seu rumo e quem sou eu para dizer que está errado.

A minha experiência pessoal é diferente (não digo que seja melhor nem pior) porque na minha fruição estética existe uma componente emotiva que não depende da minha vontade nem do meu conhecimento.

Essa componente emotiva não é compatível nem enquadrável com um processo evolutivo de aprendizagem , portanto eu não percorro um caminho, percorro caminhos, posso avançar mas também posso retroceder, posso contradizer-me, quero enganar-me, quero ficar parado quando tal me apetecer, quero ter a liberdade de em dado momento virar as costas a tudo o que aprendi e começar tudo de novo...

Mas acima de tudo quero ter a suprema liberdade de não me levar a sério !!!!

Enfim, palavras e conceitos à parte o fundamental é o bichinho do áudio que todos nós partilhamos  
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 18:19

Caro Mário eu li várias vezes esta sua última resposta e não consigo apontar muito a ela, além de dizer mais uma vez que não entendo como se consegue tentar/pensar separar "partes" do Homem que se tocam e por isso vivem alegremente a influênciar-se.

A questão do "caminho" aplicada ao Áudio é colocada no singular, da mesma forma que coloco no Singular falar do Caminho do Homem - é simples, o Mário pode seguir o Seu Caminho e nele inclinar-se para a direita ou para a esquerda, pode mesmo virar mum cruzamento à direita ou à esquerda, na rotunda mais adiante voltar ao ponto onde já esteve... o Caminho é um, o seu, e quando chegar ao ponto onde já esteve, por mais que tudo lhe Pareça igual, não estará pois o Mário não estará igual.

Isto aplica-se ao Áudio ou a um muro onde se sentava em criança - talvez agora lhe pareça mais baixo...

Para mim a vida é simples, creio que já lhe disse isto: sentados a beber um café talvez fizesse mais sentido.



Creio que todos nós podemos usufruir do "rádio a pilhas" ou do "vinho rosé" (cito o Paulo TD124), desde que deixemos os pre-conceitos de fora e gostemos de brincar/aprender/usufruir com conceitos... Wink


Nós vivemos num Mundo de Multiplas Culturas, bem sei que somos "filhos" daquela que tem a mania que é superior, pelo Processo de Aprendizagem talvez passemos a ver o Mundo mais colorido e, quem sabe, ouvir mais Música e menos sons... nem tudo é Razão, mas esta manhosa influencia até os mais nobres sentimentos - que mudam/mudaram ao longo dos tempos (como os conceitos, as palavras, ...).
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 18:51

Já o António Gedeão dizia na sua "Pedra Filosofal"
"O sonho Comanda A vida...."
Esta incessante procura do sistema prefeito( a Sinergia, interacção entre os vários elementos) terá sempre de ser pelas emoções e sentimentos que nos provoca e transmite e nunca pelo Logica e a razão da "Coisa"
Sen não prestarmos atenção ao " Sonho" Acabaremos por sermos mais um protagonista de uma historia com final menos feliz.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: High-Ai Low-End   Ter Ago 08 2017, 19:37

(...)
"Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."

O poeta sabia que o sonho se alimenta do Conhecimento, das Experiências, ... Os Portugueses sonharam com um "novo Mundo", mas atenção que desses Portugueses todos, muitos sonhavam ver o Rio da Terra vizinha, ter uma moedita de prata, pão na mesa... Depois uns poucos, muito poucos, sonharam com esse tal "novo Mundo" porque o sabiam algures... ouviram falar dele, leram, investigaram, ... Twisted Evil


Digo eu...








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