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 Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia

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TD124
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MensagemAssunto: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sab Jul 22 2017, 15:46


Esta foto do sistema do amigo José Miguel nas nossas ilhas setentrionais rodopiou na minha cabeça desde que a vi. Sei bem que é um leitor de ficheiros portàtil (vulgo leitor de MP3's...) e também tenho um ... mas tinha prometido à minha metade que estas férias seriam sém musica, e sém o "autismo/isolação" que esta me provoca...

Mas quando vi esta foto, lembrei-me que não tinha trazido o "Walkman" mas que tinha o meu portamovél. Este aparelho da Nokia (o ultimo...) era muito prisado pelos audiofilos nordicos pela qualidade do som e eu tinha comprado um em Helsinquia durante uma estadia professional anos atràs. Nunca o utilisei como "leitor" mas visto a situação a foto do nosso amigo "açoriano" deu-me ideias...

Eu prometi de não trazer meios para ouvir musica ... e não de não ouvir musica de todo! Aproveitando ontém de ir despejar o lixo, dei um salto a uma loja chinesa aqui ao lado e perguntei ao rapaz se vendia ascultadores para leitores MP3:

O rapaz mostra-me uma caixa cheia de IEMs (intra-auriculares) e diz-me de escolher os que queira pois todos custam 1€50 !!! Aqui jà entra a astucia audiofila pois ... os IEMs devem ser ou pesados (liga metalica) como os da Beyerdynamic ou muito leves como os da Shure ... então começei a escolher os mais leves, pois a este preço liga metalica não hà! Rolling Eyes

Ao mesmo tempo é evidente que nenhum dos fios são em "Litz", então escolhi os que tinham fio chato separando bem o sinal da massa e evitando o efeito de proximidade. Para resumir, escolhi um modelo muito leve (neutro em batendo com a unha), com fio chato e separado esquerda/direita até à ficha e com "juntas" de orelha moles e ergonomicas (tipo silicone) ... e là deixei 1€50 e rumo a casa !!!...

Vai continuar...

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sab Jul 22 2017, 19:35

Ai o vício...!!! Twisted Evil


Por aqui (faz muito tempo que é assim e vem de lá...) uma conta no Spotify ajuda a não transportar ficheiros. Para o tipo de uso - temporário/descoberta - é a solução que ajuda a "matar o vício".

Os equipentos não são dedicados, mas o tamanho desse que está na foto (notoriamente melhor que o telefone que tenho) permite-lhe ter boa corrente para "alimentar" os "over ear" que se denunciam...

As experiências com tão curto "sistema" multiplicam-se e o melhor de tudo... a Luciana gosta... Smile ... desde que ela chegou uso menos e uma das causas é esse gosto que ela descobriu - ainda sem Rosé!




ps.: ainda estou a pensar na quantidade de truques revelada na compra de uns auscultadores... Wink
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Carlos Nascimento
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sab Jul 22 2017, 21:01

José Miguel escreveu:
Ai o vício...!!! Twisted Evil

Por aqui (faz muito tempo que é assim e vem de lá...) uma conta no Spotify ajuda a não transportar ficheiros. Para o tipo de uso - temporário/descoberta - é a solução que ajuda a "matar o vício".


Sobre o aparelho em questão, nao sei dizer nada, pois acho que nao apareceu aqui no Brasil, mas sobre o Spotify, percebo aqui e em outros foruns, um certo preconceito, mas diria que foi a melhor coisa que ja fizeram nos ultimos 50 anos, possibilita a descoberta de milhares de músicos e cantores, muito facil de carregar e extremamente barato, se ficar muito obcecado com um disco, é so ir na loja e comprar em vinil ou SACD/CD ou na midia que achar melhor, se bem tocado, o streaming ainda vai surpreender muita gente!
Abracos
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sab Jul 22 2017, 23:41

O aparelho que aparece na imagem é um ipad mini, creio que terá chegado ao Brasil! Wink

Eu uso-o agora porque a Luciana (que também anda aqui pelo Fórum) o trouxe, aproveito pois ele tem uma saída de som (auscultadores - 3,5mm) muito superior à do meu telefone - que já tem uns seis anitos, mas do qual ainda gosto e me serve bem.

Posto isto, uso o Spotify com regularidade, principalmente agora... Nesta configuração simples serve muito bem, nada a apontar; numa configuração de "sala" pouco tenho a dizer, nunca usei mais do que o telefone ligado directamente ao amplificador - solução razoável...
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Carlos Nascimento
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 00:05

Juro que nao tinha reconhecido como um Ipad rsrsrsrsr
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 00:18

Carlos Nascimento escreveu:
Juro que nao tinha reconhecido como um Ipad rsrsrsrsr
A imagem está cortada de forma propositada... Mas como referiu o aparelho acabei por dizer do que se trata.

O saída de som é boa, com os auscultadores nota-se a diferença - digo isto porque me parece que o tópico ainda vai desenvolver-se e quem sabe se não para algo como: Música com qualidade numa "escapadinha"! Wink
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 01:02


... algumas horas atràs tinha ido buscar o Rosé que o amigo "Ghost" me tinha convidado a descobrir e que jà estava no frigorifico, e assim preparei uma pequena "mise en scéne" degustação escuta ...

O Rosé não estava suficientemente fresco então o álcool predominava no gosto ... mas senti que havia algo de muito "prometedor" tanto no fruto que nos aromas. Em contrapartida os IEM's foi um desastre pois a escuta era simplesmente horrivel, o que pode parecer normal com Can's de 1€50 ... mas é aqui que a audiofilia entra em jogo e vão ver como depois. A primeira escuta mostrava um registro grave demasiado lento, pouco profundo e o alto médio saliente metia as sibilantes no primeiro plano, dando uma nota àcida e sém matéria à escuta ... para resumir era uma porcaria !!! confused

Como a minha mulher tinha reservado o jantar num restaurante, aproveitei para fabricar um cocktail de frequências e impulsões no audacity e deixei os IEM's ligados ao computador com volume alto e em repetição a "queimar" durante toda a noite. Esta manhã quando voltei a escutar a mesma faixa a musica tinha mudado ... mas continuava a não ser grande espingarda. O grave tinha ganhado em nivel e em velocidade, mas continuava "relativamente" lento e o alto médio ainda estava saliente. A escuta era menos àcida e àspera do que na véspera mas o médio predominava e cobria por efeito de "mascara" os graves e agudos...
Começei então a analisar os meus novos Can's Suspect

Vai continuar...

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 06:41

Com algumas horas de vida e já foram ao "bloco operatório"!?!

Os "pequenos" já revelavam grande felicidade por viverem o Mundo fora da "caixa de sapatos" em que estavam no interior da loja e agora percebem - sentem na pele - que a curiosidade alheia é tramada... Wink
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 10:44

TD124 escreveu:

(...) Sei bem que é um leitor de ficheiros portàtil (vulgo leitor de MP3's...) e também tenho um ...

José Miguel escreveu:
O aparelho que aparece na imagem é um ipad mini ...

Carlos Nascimento escreveu:
Juro que nao tinha reconhecido como um Ipad ...

Eu também não tinha reparado que era um iPad, e na foto pareçe muito mais pequeno. Ainda por cima tém muitas semelhanças com o meu jà antigo "Walkman" da Sony, então pensei que fosse um "puro e moderno" MP3 Player ...

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 10:52

Bom dia!

Eu cortei a imagem para não revelar o aparelho, cosa aparecesse o botão em baixo seria logo reconhecido... No fundo era para revelar o álbum - que é muito bom! Wink

Agora venham daí essas experiências, isso sim!!!
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 15:33


... Começei então uma inspeção mais minuciosa dos IEMs e deparei-me com vàrios problemas ... sendo estes responsàveis (em parte ou globalmente Question ) pelos "muito" maus resultados de escuta. Estes problemas sendo perfeitamente normais nuns auscultadores de fabrico intensivo e a baixo custo ... não deixam de ser um obstàculo à escuta da musica.

Dei-me conta que tinha no meu portamovel sete albums em formato original (Wav) e que dois deles nunca tinha ouvido mesmo em casa ... devia os ter recuperado na casa de um amigo e esqueçer, então os albums que disponho são:

Börk_Vulnicura
Jeanne Added_Be sensational
Nick Cave_Live from KCRW
Orange Blossom_Under the shade of Violets
Tord Gustavsen Quartet_Extended circle .......   e os dois que nunca tinha ouvido são:
REM_Unplugged 1991/2001 The complete sessions
Genesis_Archive #1(1967-1975) ambos os dois albums sendo Shocked Shocked Shocked

Então là me puz a corrigir (ou tentar...) as deficiências afim de escutar em melhores condições...

1°) Abanando os IEM's e batendo de leve numa mesa, sente-se que os drivers estão soltos no corpo e vibram:
Empurrei o cabo de borracha pera dentro do corpo até bloquear os drivers e fixei-o introduzindo em pressão um bocado de palito cortado com uma faca...
(Isto pode explicar a falta de nitidez nos médios assim que a ausência de baixo-médio ... e ao mesmo tempo a ausência total de segundos planos durante a escuta !...)

2°) Assoprando pelo orificio auricular reparei que o ar saia pelo tubo do cabo:
Comprei uma pastilha elastica ao meu filho, e uma vez bem mastigada retirei um bocado que foi introduzido com um palito cortado entre o cabo e o tubo até estancar o ar e bem amortecer a coisa...
(Este problema devia explicar o grave pouco profundo e lento...)

3°) Visto a predominância à escuta do médio, este por efeito de màscara cobria tanto o grave como os agudos, tratava-se então de atenuà-lo até que se integre com o resto das frequências:
Agarrei num pedaço de algodão para desmaquilhar (obrigado à minha metade) e fiz vàrias pequenas bolinhas com densidades diferentes. As bolinhas foram posicionadas no tubo auricular dos IEM's e experimentados até que a boa densidade (linearidade da banda) seja atingida. Apòs duas ou três tentativas encontrei um "sweet-point" deveras interessante! Cool

Então ontém no fim da tarde jà tinha um par de Can's a sério e podia começar a ouvir/degustar MUSICA cheers

Vai continuar...

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 16:15



Estou rendido e parece que assisti a mais um episódio do mítico MacGyver! Smile

Isso tudo com uns auscultadores, se lhe colocar melhores peças nas mãos... a Música é o limite!
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tfonseca
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 19:03

Tenho uns Ostry KC06, são baratos e bastante competentes, mas realmente gosto mais de Cans do que IEMs.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 21:54


... com os Can's assim modificados a escuta evoluiu sensivelmente. O grave està melhor integrado e livre, participando a uma escuta muito mais materialisada. O médio perdeu a acidez assim que as sibilâncias desagradàveis, mas também perdeu um pouco de definição dando à escuta uma tonalidade suave e macia no espirito "escuta inglesa". A rapidez e a dinamica continuam "civilisadas", mas acopladas ao médio aveludado e ao grave amplo, a escuta distila assim uma certa elegância ... e em todos os casos é excelente visto o preço global. Os agudos sém serem muito extensos são suficientemente nitidos e aéreos afim de dar uma nota leve à escuta. Se a transparência continua fraca (não hà segredos ném milagres no audio...), a linearidade é razoàvelmente boa e permite de afrontar faixas complicadas a reproduzir, sém criar cansaço auditivo ném vulgaridade harmonica ...

Então, equipado com este novo sistema abri uma garrafa de tinto da região (oferta pelo dono da casa) e preparo-me para uma escuta a sério. Durante a véspera tinha escutado os albums (documentos) dos Genesis e REM (ambos magnificos) e descoberto vàrias pérolas mesmo se foram escutadas em màs condições ... mas prefiro e de longe, boa musica mal reproduzida do que o contràrio ...

Entre um Carpet Crawlers live em 1975 cantado por um Peter Gabriel sublime, inspirado e psicadélico ... e um Country Feedback intrepretado por um Michael Stipe divino de fragilidade eloquente, foi este ultimo sém grande hesitação que abriu o baile:

Esta canção que é "cultissima" para os amadores do grupo (como eu) é eliptica, opaca e surrealista na escrita o que é a garantia do "Made by Michael Stipe". Canção sobre a separação e o aspecto indizível dos sentimentos nesses instantes ... a pluma e a voz do cantor dos REM materialisam a implacàvel evidência do fim do amor ...

Foi então um grande momento de escuta de ouvir esta faixa (que conheço de cor...) interpretada live e em acustica, com uma elegância de canto e a fineza harmonica dos outros membros do grupo ... inesquécivel !!! bounce

Então em saboreando este tinto (jovem e um pouco àspero, mas frutado e profundo ...), passei um momento de escuta fantàstico que se prolongou até tarde na noite. Agora jà posso escutar musica ...

O Rosé logo falo dele, pois hà coisas a dizer também e as escutas vão continuar ... como este topico !

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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Jul 23 2017, 23:48

Este tópico está a ganhar contornos muito interessantes, gosto do rumo das "férias".

A Música é uma forma de Arte e como todas as outras nem sempre é possível apreciá-la da melhor forma. Existem truques que ajudam quem quer aprender, conhecer, evoluir... como ir ao Museu fora das horas de "cheias" ou ver cidades no ponto certo de luz ou estação do ano...

Quando decidi continuar a apresentar o que vou ouvindo, sem que rode e por um "sistema" de pequena dimensão, pensei que seria o passo certo, porque apesar de tudo quando estou a ouvir os álbums que escolho faço-o com atenção e na perspectiva de os captar, conhecer e compreender.

Vejo as frases que o Paulo escreve como uma metáfora, uma imagem do que pode ser o "caminho" de qualquer um - primeiro começa-se com o possível, mas o bichinho/gosto pela Música fará com que a busca por melhores condições comece e nem sempre isso representa um gasto enorme de dinheiro, mas representa certamente o cuidado e atenção indispensáveis ao acto de aprender.


Continuarei atento, porque mesmo com um telefone (ou o referido ipad) e uns auscultadores é possível aprender e por aqui já aprendemos algo... mas isso é outra conversa e pode originar mudanças no futuro...


Também se fala de vinho... e depois do Faria's branco foi o Faria's tinto a ser experimentado. O Branco colocamos perto da Região dos Verdes, lembramos os Alvarinhos de bom valor e qualidade, com o Tinto lembramos outra Região, ou Regiões: Alto Alentejo ou mesmo Ribatejo.
É curioso como a mesma "casa" decide produzir vinhos tão distintos, revelando ainda assim a riqueza de uma Ilha - Pico - aparentemente tão despida de vida.
O Tinto apesar da sua juventude e leveza, revela-se no fim de boca com uma elegante persistência. Não é vinho para carnes pesadas, mas é um belo vinho para se beber enquanto se ouve Música e se petisca quanquer coisa, ou mesmo sem se petiscar...
Foi uma agradável surpresa este exemplar de 2016, assim como tem sido este tópico e a escuta pela via de auscultadores.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 24 2017, 10:06

José Miguel escreveu:
(...) Vejo as frases que o Paulo escreve como uma metáfora, uma imagem do que pode ser o "caminho" de qualquer um - primeiro começa-se com o possível, mas o bichinho/gosto pela Música fará com que a busca por melhores condições comece e nem sempre isso representa um gasto enorme de dinheiro, mas representa certamente o cuidado e atenção indispensáveis ao acto de aprender.

Sempre disse aos meus amigos e conhecidos que um dos aspectos que sempre me agradou (e seduziu...) na audiofilia é o seu lado iniciàtico. Que a porta de entrada seja a musica e que continue até aos aparelhos ou o contràrio ... é sempre um caminho até nòs mesmos e à aprendizagem de quém somos. A alta qualidade técnica raramente é barata, mas a musicalidade existe a todos os preços (inclusivo os mais baixos) e representa talvez a parte mais nobre da audiofilia, pois està complétamente ao serviço da musica. Buscar a melhor reprodução possivel com um preço minimo ... pode ser tão excitante quanto a procura (e o encontro) com uma garrafa modesta de preço e de apelido, mas que brilha intensamente na boca ...

Continuarei atento, porque mesmo com um telefone (ou o referido ipad) e uns auscultadores é possível aprender e por aqui já aprendemos algo... mas isso é outra conversa e pode originar mudanças no futuro...

Eu jà disse algures neste espaço (e não sou o unico a o pensar...) que um telefone com saida sonora de qualidade e um par de In-Ear's de qualidade pode ultrapassar técnicamente e com facilidade, muitos sistemas de sala custando milhares de €€€'s. O aspecto interessante e "alimentador espiritualmente", é de tentar constituir esses micro-sistemas portàteis sém esqueçer a musicalidade, a elegância harmonica e a fineza da reprodução ... elementos estes, que constituém a garantia da escuta da musica com prazer e realismo, transformando a escuta num acto hedonista !

Também se fala de vinho...

O vinho e o audio apesar de serem elementos diferentes, ambos comunicam com os nossos sentidos e reclamam uma atenção e um certo conhecimento afim de progredir nas sensações. Que os dois apareçam juntos é então (para mim) perfeitamente natural ...

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luis lopes
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 24 2017, 10:27

a partir de agora só compro phones no chinês,
palitos e pastilha gorila...
lol!

(boas ferias!!!)
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 24 2017, 15:09

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
(...) Vejo as frases que o Paulo escreve como uma metáfora, uma imagem do que pode ser o "caminho" de qualquer um - primeiro começa-se com o possível, mas o bichinho/gosto pela Música fará com que a busca por melhores condições comece e nem sempre isso representa um gasto enorme de dinheiro, mas representa certamente o cuidado e atenção indispensáveis ao acto de aprender.

Sempre disse aos meus amigos e conhecidos que um dos aspectos que sempre me agradou (e seduziu...) na audiofilia é o seu lado iniciàtico. Que a porta de entrada seja a musica e que continue até aos aparelhos ou o contràrio ... é sempre um caminho até nòs mesmos e à aprendizagem de quém somos. A alta qualidade técnica raramente é barata, mas a musicalidade existe a todos os preços (inclusivo os mais baixos) e representa talvez a parte mais nobre da audiofilia, pois està complétamente ao serviço da musica. Buscar a melhor reprodução possivel com um preço minimo ... pode ser tão excitante quanto a procura (e o encontro) com uma garrafa modesta de preço e de apelido, mas que brilha intensamente na boca ...

Continuarei atento, porque mesmo com um telefone (ou o referido ipad) e uns auscultadores é possível aprender e por aqui já aprendemos algo... mas isso é outra conversa e pode originar mudanças no futuro...

Eu jà disse algures neste espaço (e não sou o unico a o pensar...) que um telefone com saida sonora de qualidade e um par de In-Ear's de qualidade pode ultrapassar técnicamente e com facilidade, muitos sistemas de sala custando milhares de €€€'s. O aspecto interessante e "alimentador espiritualmente", é de tentar constituir esses micro-sistemas portàteis sém esqueçer a musicalidade, a elegância harmonica e a fineza da reprodução ... elementos estes, que constituém a garantia da escuta da musica com prazer e realismo, transformando a escuta num acto hedonista !
(...)

Dois pontos bem tocados, é verdade que já foram abordados em outros tópicos, mas nunca se perde nada em voltar a eles.

Procurar bom e barato é uma tarefa que requer várias competências e muita paciência - e alguma sorte/felicidade. Claro que depois de encontradas as peças, depois de reconhecidas pelo seu valor, é preciso aplicar mais alguns truques como o posicionamento, conjugação, afinações ... No fundo é disso que trata este tópico! Wink

Durante uns tempos andei com auscultadores desses, "infra", mas o ruído da rua (onde gosto de estar depois do trabalho) ou mesmo a falta de alguma "coisa" fazia com que procurasse outra solução. Encontramos nuns "over" desenhados/pensados para serem ligados directamente a solução para este período e, como já disse, a Luciana gostou e até os reteve... Trouxe-os com ela. A diferença é notória e apesar de sentirmos falta das colunas e dos momentos passados juntos a ouvir Música - o mais interessante para nós, assim vamos ouvindo cada um no seu tempo livre e falamos sobre o que ouvimos depois... -, conseguimos (finalmente) perceber o encanto por este tipo de escuta... assim como as qualidades.

O "caminho" continua e a seu tempo as buscas também, porque a curiosidade mantém-se e a vontade de evoluir também!


É favor continuar! Smile Smile
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 24 2017, 15:12


... mas não devemos esqueçer que se trata de falar de Rosé também, sobretudo do "dito cujo" proposto pelo amigo Ghost. Em França o Rosé (que està na moda hà mais de dez anos) divide-se entre os ditos "vineux" (mais encorpados e com estrutura e aroma proximo do tinto) e os "fruité" (leves, pouco complexos e frutados). Pela minha primeira prova senti o Pinta Negra entre os dois o que em si jà é original ... então decidi de fazer um "Frango de caril com arroz Pilaf" o que geralmente se acompanha muito bem com os Rosé ...

Bem fresco este Rosé de Lisboa surpreendeu-me pela sua estrutura média mas sém acidez elevada e notas finais de morango e amora silvestre. O corpo mineral e fresco (proximidade do atlântico Question ) mas aveludado nos taninos fez um casamento delicioso com a onctuosidade do caril e hidratou perfeitamente este jantar ... ao ponto que jà fui à adega buscar mais munições, afim de realisar outros casamentos jà em casa Wink

Quanto à musica ... continuo a escutar desde que posso e a acompanhar os passeios, ida à praia e aperitivos das faixas que disponho e com as quais me deleito. A grande surpresa foi a minha mulher que gozou comigo durante a compra e evolução dos In-Ear e à qual fiz escutar Tord Gustavsen do qual ela gosta muito. Apesar da madame estar muito "mal habituada" ao nivel da qualidade de reprodução com Can's e de ter receado a escuta com este sistema ... ela gratificou-me desta foto que resume tudo!

Esta historia poderia se acabar aqui o que seria um bom epilogo, mas vai continuar...

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luis lopes
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 24 2017, 21:37

essa dita queima aos phones com o audicity, é
o que chamam de pink noise?
podes elaborar como é feito esse teu procedimento?
obg
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 24 2017, 22:41

luis lopes escreveu:
essa dita queima aos phones com o audicity, é
o que chamam de pink noise?
podes elaborar como é feito esse teu procedimento?

Neste caso gravei 5mn de pink noise a 1/4 do nivel total (volume da gravação), depois juntei um sinal de 40Hz e um de 14KHz a um nivel superior (metade do nivel) e sobrepuz ainda un sinal quadrado (square signal) de 1KHz ao mesmo nivel...

Depois é meter os Can's a rodar a nivel moderado toda a noite com a faixa em repeat !!!

Atenção ! Os sinais quadrados podem danificar por oscilação alguns amplificadores de sala ... este método deve ser utilisado unicamente para os Can's e ligados a um computador, portamovel ou tablet etc...

cheers

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Ter Jul 25 2017, 02:25

Sendo assim, continuação de boas férias. cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Ter Jul 25 2017, 10:29

Obg
E sempre bom saber estes tutoriais
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Ter Jul 25 2017, 21:32

António José da Silva escreveu:
Sendo assim, continuação de boas férias. cheers

As férias estão a acabar ... ainda uma bejeca e um Gin Tonic, e amanhã jà vai ser Espanha !!!

Mas a Espanha também não é mau ...

Isto vai continuar, ainda ...

cheers


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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Ter Jul 25 2017, 21:36

Sendo assim, uma excelente viagem para ti e para os teus e divirtam-se.

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 00:11

José Miguel escreveu:
(...) Procurar bom e barato é uma tarefa que requer várias competências e muita paciência - e alguma sorte/felicidade. Claro que depois de encontradas as peças, depois de reconhecidas pelo seu valor, é preciso aplicar mais alguns truques como o posicionamento, conjugação, afinações ... No fundo é disso que trata este tópico! Wink

Sim e talvez não ... talvez este topico fale de uma maneira desviada sobre a obcessão (no sentido psicanalitico ou freudiano ...), ou seja, fala do "desejo" ao qual chamamos de uma maneira comum "prazer". Um amador de arte apòs ter visto o museu do Prado em madrid quer ver o British Museum, e apòs esse o Louvre e depois o Ermitage de S. Petersburgo ...

Um amador de musica quer progredir no seu conhecimento desta, e assim encontrar novas sensações com novos discos, grupos ou estilos. Ao mesmo tempo, o audio sendo o seu veiculo de viagem através da musica e um elemento que "adiciona infelismente" sensações ... é normal que queira progredir também nessa via, e talvez seja disso que este topico fale ... da eterna frustração e da busca do "mais"  Neutral


Durante uns tempos andei com auscultadores desses, "infra", mas o ruído da rua (onde gosto de estar depois do trabalho) ou mesmo a falta de alguma "coisa" fazia com que procurasse outra solução. Encontramos nuns "over" desenhados/pensados para serem ligados directamente a solução para este período e, como já disse, a Luciana gostou e até os reteve... Trouxe-os com ela. A diferença é notória e apesar de sentirmos falta das colunas e dos momentos passados juntos a ouvir Música - o mais interessante para nós, assim vamos ouvindo cada um no seu tempo livre e falamos sobre o que ouvimos depois... -, conseguimos (finalmente) perceber o encanto por este tipo de escuta... assim como as qualidades.

Os Can's são como as colunas (são micro-colunas...) então a diferença entre un In-Ear e um Over-Ear é exactamente como entre uma pequena coluna "monitor" e as grandes colunas ... e é normal de se habituar a um determinado estilo de escuta. Se estão a apreciar a vossa vida "audiofila" em companhia de uns Can's (qualquer que seja o tipo desses...) então jà é meio caminho andado. Pessoalmente criei uma grande paixão pela escuta com Can's, não por escolha ... mas por necessidade e hoje é absolutamente fundamental. È assim !!!  Cool

O "caminho" continua e a seu tempo as buscas também, porque a curiosidade mantém-se e a vontade de evoluir também!

O "desejo" (no sentido freudiano) é o maior "catalisador" e a maior "pancada" da humanidade ... se sabe surfar entre os dois, tudo irà muito bem  Wink

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 00:36


Paisagem vista da adega aonde fui buscar o Rosé e duas caixas de branco(s) dos quais estou espantado. Nunca pensei que por detràs de lisboa (excepto Colares e Bucelas  drunken ) existissem brancos tão minerais, expressivos e profundos...

Mas quando vejo a qualidade do "terroir argilo-calcàrio", a atenção dada ao vinhedo e a proximidade do atlântico ... digo-me que daqui vão sair vinhos imensos nos anos que vão vir (jà é o caso dos que levo comigo e passei meia tarde a degustar todos Razz ) ... então é aproveitar enquanto os preços estão "de amigo" !!!...

cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 19:26

Terras de Lava Rosé é um vinho com sabor a Pico! Mineral, complexo e com um final fresco (mas não significativamente fresco) este vinho representa a simbiose do solo de rocha vulcânica picarota e da terra faialense, do trabalho e engenho de séculos, da identidade da ilha.

A proximidade afectiva deturpa-nos a qualidade da avaliação, mas após uma breve degustação, quisemos continuar na companhia do Rosé, e a viagem teve a rota óbvia: do nome (Terras de Lava), passamos para o olhar (Currais de lava) e para os aroma/sabor mineral do Pico.

É bem alcoólica esta montanha!






Na companhia do "néctar dos Deuses" passamos os olhos pelas palavras de uma escritora do Faial, ela diz, com graça:

"Nesse parapeito estava, às vezes, um globo terrestre, todo sépia e velhice, que girava, rangendo, em torno de um eixo imaginário, ali tornado real. Se o modelo fosse em tudo fiel, que barulheira deveria ir por esse Universo fora! (...) Numa pausa de agulhas e conversas, «Avó, onde estamos nós?» A avó segue com o olhar a direcção do meu dedo. Levanta-se lesta, pega no globo e pousa-o na manta, perto de mim. Folheia-o, à força de dioptrias, num suspense que faz disparar o meu coração. E se não constássemos?... Finalmente: «Vês aqui? Não! Não! Aqui... estes pontinhos sobre estas letras...» Aquilo?! "Aquilo" pareciam caganitas de moscas! Ri-me a bom rir. «Estamos no globo! Que bom!»"

Aqui a beleza da ilha pinta-a de transparência...!

E no fundo ecoa Directions in Music

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 19:52


Outras paisagens e não sò (38° Rolling Eyes ) e esta noite jà é outro poiso ... nas terras do D. Quichote de la mancha !!! Cool

Bela intervenção Luciana ... esta noite logo respondo cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 19:57

TD124 escreveu:

Outras paisagens e não sò (38°  Rolling Eyes ) e esta noite jà é outro poiso ... nas terras do D. Quichote de la mancha !!! Cool

Bela intervenção Luciana ... esta noite logo respondo cheers

Boa Viagem, amigo. Tudo a correr pelo melhor
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 23:23

Luciana Silva escreveu:
Terras de Lava Rosé é um vinho com sabor a Pico! Mineral, complexo e com um final fresco (mas não significativamente fresco) este vinho representa a simbiose do solo de rocha vulcânica picarota e da terra faialense, do trabalho e engenho de séculos, da identidade da ilha. ...
...

Sabia que se fazia chà nos açores (o verde até é bom) ... mas vinho não, então nunca provei ném nunca vi à venda. Imagino que um vinho produzido em terra vulcânica, e ainda por cima quase no meio do atlantico deva ter uma degustação deveras original e mesmo singular. Não percebi se a foto representa um vinhedo, mas e é o caso Shocked

Uma mistura singular entre mineral e vegetal, selvagem e arrumado com um toque de surealismo quase ... fazem desse vinhedo algo que não sei se faz bom vinho mas que é extramamente fotogénico e original ...

Bons passeios que se fazem por ai !!!

cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qua Jul 26 2017, 23:27

Goansipife escreveu:
... Boa Viagem, amigo. Tudo a correr pelo melhor

Obrigado Gonçalo !!! hoje dormimos em Madrid, amanhã em Girona e assim pouco a pouco vamos subindo até casa e prolongando as férias ao mesmo tempo Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 00:06

TD124 escreveu:


Obrigado Gonçalo !!! hoje dormimos em Madrid, amanhã em Girona e assim pouco a pouco vamos subindo até casa e prolongando as férias ao mesmo tempo Wink

cheers

Tem graça. Uma vez (e única) fiz Madrid - Girona e depois tinha a ideia de subir até França, mas os bolsos começaram a ficar vazios e voltámos a Madrid e Madrid - Lisboa.

Se não conheces Girona, é muito bonita. É uma cidade Medieval nos tempos Modernos



cheers
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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 00:20

TD124 escreveu:


Sabia que se fazia chà nos açores (o verde até é bom) ... mas vinho não, então nunca provei ném nunca vi à venda. Imagino que um vinho produzido em terra vulcânica, e ainda por cima quase no meio do atlantico deva ter uma degustação deveras original e mesmo singular. Não percebi se a foto representa um vinhedo, mas e é o caso Shocked

Uma mistura singular entre mineral e vegetal, selvagem e arrumado com um toque de surealismo quase ... fazem desse vinhedo algo que não sei se faz bom vinho mas que é extramamente fotogénico e original ...

Bons passeios que se fazem por ai !!!

cheers

Boa noite Paulo!
Eu tenho andado doida com a sensação térmica das ilhas, os termômetros contradizem o que a pele sente.
Madrid sempre teve dias quentes, imagino que esteja a "arder". Shocked

O chá Gorreana é produzido em São Miguel na mais antiga fábrica de chá da Europa, uma produção que remonta a 1883, livre fungicidas e derivados... uma infusão desse chá é um pedaço de natureza pouco tocada pelo homem. De lá saem chás verde e preto de elevada qualidade. Experimente!

O Pico produz vinho de grande qualidade e mui sui generis devido à sua localização e à particularidade da terra. Antes do tratamento do solo, apenas 3,4% dele era arável, portanto a precariedade era muita.
O povo percebeu com o tempo que só havia uma forma de sobreviver para "trocar" bens com as outras ilhas e suprimir a escassez. A pedra foi partida, a lava quebrada e  a terra transportada da ilha vizinha (esta onde estamos -- Horta/Faial). Com muita pedra e pouca terra começaram a plantar os primeiros bacelos e a pensar em estratégias para proteger as vinhas da agressão do mar e simultaneamente possibilitar a luz essencial para a fotossíntese. Assim nasceram os currais:



Os currais são essas barreiras de pedras vulcânicas que formam um quadrado e têm entre 2 a 6 pés de vinhas cada. As vinhas são rasteirinhas, deitadas para elas próprias sobreviverem à corrosão da ilha. Vivem do solo rochoso e depois são inclinadas para abandonarem quase voluntariamente os frutos.
São vinhas excêntricas e formam um cenário arrebatador!!

Mas não é só, o néctar é tão especial quanto elas. Experimente o sabor da natureza com:

- Lajido (aguardentado, com aroma de especiarias e muito seco e untoso);
- Angelica (licoroso, portanto, doce);
- Picarota (bagaço maciinho, maciinho flower );
-Frei Gigante (o ex libris dos vinhos: falaremos dele mais tarde...).

Há mais, mas a memória...

Toda a envolvência incomum tornam estes vinhos especiais, são fruto do improvável.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 00:31

Um tópico com histórias fantásticas e onde se vai sempre aprendendo algo de novo. Paulo e Luciana (me desculpem os restantes) estão mesmo de parabéns.

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 00:41

Luciana Silva escreveu:
TD124 escreveu:


Sabia que se fazia chà nos açores (o verde até é bom) ... mas vinho não, então nunca provei ném nunca vi à venda. Imagino que um vinho produzido em terra vulcânica, e ainda por cima quase no meio do atlantico deva ter uma degustação deveras original e mesmo singular. Não percebi se a foto representa um vinhedo, mas e é o caso Shocked

Uma mistura singular entre mineral e vegetal, selvagem e arrumado com um toque de surealismo quase ... fazem desse vinhedo algo que não sei se faz bom vinho mas que é extramamente fotogénico e original ...

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Boa noite Paulo!
Eu tenho andado doida com a sensação térmica das ilhas, os termômetros contradizem o que a pele sente.
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O Pico produz vinho de grande qualidade e mui sui generis devido à sua localização e à particularidade da terra. Antes do tratamento do solo, apenas 3,4% dele era arável, portanto a precariedade era muita.
O povo percebeu com o tempo que só havia uma forma de sobreviver para "trocar" bens com as outras ilhas e suprimir a escassez. A pedra foi partida, a lava quebrada e  a terra transportada da ilha vizinha (esta onde estamos -- Horta/Faial). Com muita pedra e pouca terra começaram a plantar os primeiros bacelos e a pensar em estratégias para proteger as vinhas da agressão do mar e simultaneamente possibilitar a luz essencial para a fotossíntese. Assim nasceram os currais:



Os currais são essas barreiras de pedras vulcânicas que formam um quadrado e têm entre 2 a 6 pés de vinhas cada. As vinhas são rasteirinhas, deitadas para elas próprias sobreviverem à corrosão da ilha. Vivem do solo rochoso e depois são inclinadas para abandonarem quase voluntariamente os frutos.
São vinhas excêntricas e formam um cenário arrebatador!!

Mas não é só, o néctar é tão especial quanto elas. Experimente o sabor da natureza com:

- Lajido (aguardentado, com aroma de especiarias e muito seco e untoso);
- Angelica (licoroso, portanto, doce);
- Picarota (bagaço maciinho, maciinho flower );
-Frei Gigante (o ex libris dos vinhos: falaremos dele mais tarde...).

Há mais, mas a memória...

Toda a envolvência incomum tornam estes vinhos especiais, são fruto do improvável.

A esses currais de feitos de lavam chamam os açoreanos de biscoitos e servem não só para proteger das agruras do atlântico mas também para aumentar a temperatura pois a rocha negra absorve o calor do sol e depois liberta-o durante a noite
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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 00:50

Biscoitos, segundo percebi, é o nome de uma localidade de produção de vinho, aqui na Horta os produtores chamam de curral. É possível que biscoitos seja outro título.

A rocha vulcânica é mesmo uma boa reserva de calor. Aqui se sentir a brisa da noite, basta encostar-se a uma que um calorzinho aconchega no imediato. Embarassed  
Mas de dia...
Sim, as vinhas lucram com este solo. sunny


Última edição por Luciana Silva em Qui Jul 27 2017, 10:00, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 08:24

Goansipife escreveu:
... Se não conheces Girona, é muito bonita. É uma cidade Medieval nos tempos Modernos ...

Girona é a 2h30 da nossa casa de carro ... então regularmente vamos passar um fim de semana o que nos permite uma evasão total (outra lingua, cultura e paisagens...) È efectivamente uma bela cidade (a parte velha) com bons restaurantes e muito animada. È por isso que escolhemos de fazer uma etapa na ida de volta !!! Wink

cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 16:34

What a great topic, only possible in the AAP!!!

M
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Qui Jul 27 2017, 21:17

Luciana Silva escreveu:
(...) O chá Gorreana é produzido em São Miguel na mais antiga fábrica de chá da Europa, uma produção que remonta a 1883, livre fungicidas e derivados... uma infusão desse chá é um pedaço de natureza pouco tocada pelo homem. De lá saem chás verde e preto de elevada qualidade. Experimente!

Eu sò bebo chà verde hoje, tanto da asia que o dos Açores ... então conheço-o bem  Wink

... Com muita pedra e pouca terra começaram a plantar os primeiros bacelos e a pensar em estratégias para proteger as vinhas da agressão do mar e simultaneamente possibilitar a luz essencial para a fotossíntese. Assim nasceram os currais:

Os franceses téem habito de dizer que os grandes vinhos nascem em solos aonde sò a vinha pode sobreviver ... e que quanto mais a vinha sofrer, maiores serão os vinhos! Os vinhos de Hermitage e Côte Rotie são belos exemplos disso ... então esse vinhedo dos açores, pode se o homém estiver à altura, produzir grande pinga !!!...

Toda a envolvência incomum tornam estes vinhos especiais, são fruto do improvável.

O vinho jà em si é um produto natural mas improvàvel ... pois não existe naturalmente na natureza, foi o homém que o criou. Então quando o fruto da vinha nasce num sitio aonde não deveria existir vinha ... o improvàvel torna-se milagre humano e às vezes Néctar !!!...


Duas fotos da imensidão àrida e da beleza austera do centro da espanha...

A viagem continua e hoje estou na catalunha...

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sex Jul 28 2017, 23:15

Apòs uma volta por Girona e um dia de praia na Costa Brava ... jà estou de volta a casa !!!...

Mas o topico vai continuar ...

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 31 2017, 07:03

Small mobile system, with many audiophile aspects...

- zero feedback electronics
- symmetric cables
- non-resonant titanium IEM case
- eartips with great noise isolation and comfort

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 31 2017, 07:41

Luciana Silva escreveu:
...
O chá Gorreana é produzido em São Miguel na mais antiga fábrica de chá da Europa, uma produção que remonta a 1883, livre fungicidas e derivados... uma infusão desse chá é um pedaço de natureza pouco tocada pelo homem. De lá saem chás verde e preto de elevada qualidade. Experimente!

Dear Luciana,

thank you for the great tip! We like very much to drink tea, mostly green and a bit black but I didn't know the Gorreana teas. Now I have tried the Orange Pekoe and the Chá Verde Hysson and they are both great!
Both have very little bitterness and the black is full and soft, the green subtle and fruity.

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 31 2017, 08:44

mannitheear escreveu:
Small mobile system, with many audiophile aspects...

- zero feedback electronics
- symmetric cables
- non-resonant titanium IEM case
- eartips with great noise isolation and comfort


Hi Man, indeed it seems a small "luxury system" with fantastic technical features "symmetric cables" are Shocked
It seems that Pono is dead : http://www.noise11.com/news/r-i-p-pono-neil-young-kills-off-his-digital-player-20170423 ... and this could be an interesting topic to create, because its a "vision" of tomorrow's music echange that are dying with ...

Yesterday i was curious about the sound of my telephone (Nokia Lumia 520) and tried him with the Big "Philips Fidelio X2" and the sound was pretty good ... better than with my Sony Walkman (an old one...). I'm searching now for a decent pair of IEM's with a "small" price to make a good system to be used "on the move"...

As i see the Pono have two outputs ... and that would be a good solution for José Miguel/Luciana actually Cool

cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Seg Jul 31 2017, 09:39

Hi Paulo,

yes the Pono idea seems dead...

The Pono Player has 2 output jacks. In normal mode one output is for the can and the other is a line output (fixed or variable volume). But the 2 jacks can be configured to work both as balanced output for the can, the right jack for the right channel and the left jack for left channel. In this mode, only 2 of the 3 contacts are used. Some cable manufacturers offer custom cables for the Pono balanced operation but I made my own from an old Sennheiser cable. The only reason for using Pono in balanced mode is, that the Ayre-designed electronics sound the best in this configuration.
The IEM is a Flare Audio R2Pro, another good, but dead product... affraid
I tried several affordable IEM from Sennheiser, Klipsch, Etymotic and Soundmagic but the Flare had the most balanced sound so far.

Because I use the mobile system daily I wanted something that goes further than the phone in some aspects...

Some current portable players are more versatile than Pono and a machine like the Onkyo DP-X1 could even serve well as a digital source in a home system, because it offers over 400 GB storage, streams over WiFi and and has a Micro-USB-B/OTG output to feed an external DAC!

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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sex Ago 04 2017, 22:34

Recordo com aprovação a ideia de pertença ensinada por José Saramago no seu livro "Viagem a Portugal". Tendo como objectos cidades fronteiriças, Saramago refere que a beleza de uma cidade é capatada de forma mais eficaz pela Outra cidade que a observa, por conseguinte, a propridade da beleza não recai sobre uma... Pode antes ser reclamada, de foma diferente, pelas duas.

Corroboro totalmente a ideia e, se duvida existisse, viver no Faial é compreender que nada é realmente propriedade de um só (incluo aqui o ser humano, obviamente).
Viver cá exerce um fascínio sobre o que não compreende este território. O Pico é aqui uma fonte de atracção, tem uma força magnética incompreensível, paira sobre o Faial como a Deusa Vénus...sempre inovador na arte da sedução (a comparação despreza os géneros, pouco relevantes nesta arte Smile ). Tudo gira em torno dele, até por sua imposição -- está em todo o lado...

Por isso, os novos faialenses sentem-se novos picarotos e provam-no das formas possíveis.

Pelo olhar:



Pelo paladar:




Gosto de mel, dos variadissimos  aromas que ele oferece, das texturas e da persistência do açúcar na boca. Já experimentei muitos, mas o da ilha da Grande Montanha revelou-se diferente, é floral e suave... suave... suave... s.... E nada mais tenho a afirmar.
Mas em nota fica a novidade: o José, pouco apreciador, gosta deste... E come-o embrulhadinho em crepes.






O Frei Gigante é o vinho mais premiado da terra do omnipresente, é a segunda vez que o degustamos e, as avaliações são distinhas: na primeira vez o nariz revelou aromas florais de extrema leveza, a cor dourada reforçava essa pureza e o sabor encerrou essa graça, prolongado-se na boca com total equilíbrio; da segunda vez, um ligeiro sabor a TCA desviou os nossos sentidos.  Rolling Eyes

Independentemente deste deslize, se uma palavra tivesse de definir estas terras, escolheria delicadeza. Acreditei que dada a pureza destes recantos, tudo fosse mais intenso... Aqui experiencio o contrário, tudo (odores, sabores, texturas) é de um imperceptível perfumado que ludibria os meus sentidos. Ainda estranho tamanha estranheza!!

Por fim, encontrei uma parecença com o continente, arranjei um solarengo amigo, este lindo menino que reclama por mimos e faz-me voar até casa dos meus pais:



Creio ser fácil justificar o álbum que mais se assemelha a esta experiência, os adjectivos que os definem são os mesmo: beleza, subtileza, delicadeza, estranha e simples criação... KIND OF BLUE, MILES DAVIS. Embarassed
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sab Ago 05 2017, 20:42

Luciana Silva escreveu:
Recordo com aprovação a ideia de pertença ensinada por José Saramago no seu livro "Viagem a Portugal". Tendo como objectos cidades fronteiriças, Saramago refere que a beleza de uma cidade é capatada de forma mais eficaz pela Outra cidade que a observa, por conseguinte, a propridade da beleza não recai sobre uma... Pode antes ser reclamada, de foma diferente, pelas duas.

Corroboro totalmente a ideia e, se duvida existisse, viver no Faial é compreender que nada é realmente propriedade de um só (incluo aqui o ser humano, obviamente). ...

Amiga Luciana, vejo que esse "entre parenteses" insular lhe dà asas liricas e mesmo um sentimento empàtico em relação a terras longinquas, afastadas do seu berço natal ... mas, que continuam a ser portugal é claro, um outro portugal, como se essa pequena terra da beira mar tivesse mil caras, o que talvez seja verdadeiro ...

Nada é propriedade de um sò ... e nada é propriedade de todos, pois as coisas são o que são, e é a cada um de criar os laços mais humanos possiveis com elas. Penso que voçê jà começou esse trabalho ... e estou feliz por isso !!!

Boa continuidade no meio da imensidão atlântica que para um português é "amiotica" Very Happy

PS: Nunca estive nos açores, e de memoria fora a inglaterra/irlanda, nunca estive numa ilha. Os seres insulares são (vejo-os assim...) clânicos ... algo que açeito obviamente, mas com o qual não me integro. Nunca vi o Kind of Blue como algo que se adapte à medida de uma paisagem e qualquer que seja, ném mesmo às paisagens interiores de cada um. È um album feito por uma banda de amigos que nessa época bebia muita "heroina" ao ponto de ser apelidado o "Junkie Quintet"... e que apesar de ser uma grande obra sempre vi um "prazer" imediato mas pouca profundura. Voçê està a mudar (um pouco) esta "minha" postura ... e isso faz-me bem, Obrigado !!!

cheers

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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Sab Ago 05 2017, 21:11

mannitheear escreveu:


Dear Luciana,

thank you for the great tip! We like very much to drink tea, mostly green and a bit black but I didn't know the Gorreana teas. Now I have tried the Orange Pekoe and the Chá Verde Hysson and they are both great!
Both have very little bitterness and the black is full and soft, the green subtle and fruity.


Fico contente que tenha gostado dos chás, eles resultam de um processo cheio de tradições*. Curiosamente, desde que aqui cheguei, optei por infusões, por exemplo, aqui há em abundância Nêveda e Erva Príncipe, por isso, consumo essas essências em abundância.

Envie-nos o seu endereço (se quiser, obviamente) para podermos partilhar um pouquinho (muito pequenino) desde cantinho de Portugal. flower

*Caso tenha curiosidade, espreite o funcionamento da Gorreana: https://www.rtp.pt/play/p3511/e289240/fabrico-nacional
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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Ago 06 2017, 14:10

TD124 escreveu:


PS: Nunca estive nos açores, e de memoria fora a inglaterra/irlanda, nunca estive numa ilha. Os seres insulares são (vejo-os assim...) clânicos ... algo que açeito obviamente, mas com o qual não me integro. Nunca vi o Kind of Blue como algo que se adapte à medida de uma paisagem e qualquer que seja, ném mesmo às paisagens interiores de cada um. È um album feito por uma banda de amigos que nessa época bebia muita "heroina" ao ponto de ser apelidado o "Junkie Quintet"... e que apesar de ser uma grande obra sempre vi um "prazer" imediato mas pouca profundura. Voçê està a mudar (um pouco) esta "minha" postura ... e isso faz-me bem, Obrigado !!!

cheers

É difícil não cair num lugar comum quando se qualifica o "kind of Blue", mas pouco me importa as revisões. Este é um álbum que resulta em plena harmonia. Em mim, "kind of Blue" é subtil, delicado, afinado, transparente e por isso é raro, é "ignotum per ignotius"... Este é o segredo desta belíssima obra! E por o sentir assim, ouço-o sempre em ambientes enigmáticos, definidos com as mesmas palavras e intensidades.
Concordo consigo quando refere que ele não se enquadra com as (nossas) paisagens interiores, é demasiado sensato para isso, mas não posso concordar com a "pouca profundura", pois ele veste-se de uma naturalidade comovente e persistente...


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MensagemAssunto: Re: Rosé, IEMs, férias ... e audiofilia   Dom Ago 06 2017, 23:29

Luciana Silva escreveu:
... Concordo consigo quando refere que ele não se enquadra com as (nossas) paisagens interiores, é demasiado sensato para isso, mas não posso concordar com a "pouca profundura", pois ele veste-se de uma naturalidade comovente e persistente...

TD124 escreveu:
... Voçê està a mudar (um pouco) esta "minha" postura ...

A sua visão do "Kind of Blue" pareçe-me justa e toca no alvo. Como jà tinha dito a "minha postura" em relação a esse album està a mudar (ora que adoro esse album ...), e talvez acabe por estar de acordo consigo ... ou no pior dos casos, não ficarei muito distante Cool

Abraço aos dois là para os lados dos Açores

cheers

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