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 Thoughts on Vinyl LP Fidelity

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Sex Jun 16 2017, 19:57

Thoughts on Vinyl LP Fidelity...and on Sgt. Pepper's 50th Anniversary Remix.

I know, the debate between vinyl and CD (digital) remains one of the greatest "wars" of the audio world; not that it should be a big deal IMO...
As usual in most audiophile conflicts, there are many words spilled about the topic, but it is rare to see "data" or actual direct comparisons.
For example, look at Wikipedia's entry for "Comparison of analog and digital recording" and we see no actual illustration to demonstrate differences.

Years ago, I wrote a little about this here (and I think it's only fair that I have a digital-preferring Batman cartoon).
As you know, over the years there are all kinds of vinyl evangelists going around touting the superiority of LPs over CDs and digital overall (and vice versa although I'm not sure the digital camp is as evangelistic).
Here's a nice example of all the awesomeness that is vinyl based on someone's opinion.

As I've said before, I agree that there are some great qualities about having an LP collection.
So long as you have the space for the non-biodegradable collection, the beauty of the artwork is wonderful.
It's comforting and collectable memorabilia.
And likewise the sound can be alluring in the same romantic way. For some, the ritualization of the playback process can bring with it that sense of security and physical engagement as well.

But let's just not beat around the bush, there's no comparison when it comes to fidelity.
There's just no excuse for editorials like this one (silly claims of digital "losing some of the very continuousness of presentation" among other false gems).
When we're looking at the ability for the system to maintain accuracy / fidelity in terms of what was originally on the source and the system subsequently able to copy, store, transfer, and reproduce the waveform as closely to the original as possible, the difference in capability is truly worlds apart.
In this regard, a CD (and digital file, especially hi-res) is obviously able to handle the quality in a way that will not corrupt the playback with noise, distortions, or timing anomalies.

(...)



Notice that even if we ignore the noise level difference, the LP signal isn't clean.
We can see the higher order harmonics evident - approximately 2% total harmonic distortion in the signal through the LP --> Denon DL-110 cartridge --> Emotiva phono/preamp.
This is orders of magnitude higher harmonic distortion compared to an equivalent digital system (which even in inexpensive DACs these days would be significantly less than 0.05%).

http://archimago.blogspot.co.uk/2017/06/musings-measurement-thoughts-on-vinyl.html
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Goansipife
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Sab Jun 17 2017, 16:03

Realmente é a polémica mais antiga e mais (de)batida no mundo dos amantes do Áudio.

Os amigos e companheiros aqui do fórum, penso eu, já perceberam que não tenho espírito, nem de opinião demagógica fácil, nem sou taxativo na expressão opinativa. Tenho, obviamente, as minhas convicções mas evito sempre expô-las de forma inabalável em "preto e branco", mesmo não evitando de assumir que para mim é preto, o que para alguns é branco.

Estou próximo deste texto, quando admito que me atrai todo o ritual de ouvir um vinil, em todos os momentos, mesmo os de preparação, que me encanta a tal coloração romântica, muitas vezes alvo de acusação, que o disco de vinil sofre na boca dos fundamentalistas do digital, mas, por outro lado, não nego que me satisfaz o facilitismo do digital e a verdade nua e crua, fria e férrea, onde também o digital é denegrido pelos fundamentalistas do outro lado.

Todavia, estou longe deste texto, quando (lendo-o totalmente no link enviado) me apresentam gráficos atrás de gráficos, para justificarem uma discussão que, para mim, é à partida estéril.

Consigo conviver com todos os formatos e todos me geram atração, desde que bem e seriamente editados e produzidos.

Dou como exemplo, o álbum dos Deep Purple de 2015, "Deep Purple". Para mim, este álbum é bom aos saltos às cambalhotas, ao pé-coxinho, etc.... É bom!

2cclzes
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Sab Jun 17 2017, 17:52

E contudo há gente q prefere o vinil
http://www.audioholics.com/editorials/analog-vinyl-vs-digital-audio
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Fernando Mota
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Dom Jun 18 2017, 11:56

Bom,
Eu gosto dos dois formatos, existe, e sempre existirá espaço para ambos, pois para mim cada um tem a sua função. Qualquer um deles tem grande qualidade sonora, se as gravações forem boas.
No meu caso, gosto mais do vinil, pelo facto de achar o som mais natural, e mais perto do real, e pela facilidade que tem em nos fazer ouvir o álbum todo com mais atenção, coisa que com o digital muitas vezes não acontece, no meu caso, como o uso como distracção para fazer trabalho, muitas vezes toca o álbum todo e eu não dei conta. Não quero dizer com isto, que nunca ouvi digital com atenção, muito pelo contrário já o fiz por várias vezes, mas não sei explicar, apenas na minha opinião, a sempre falta de qualquer coisa no som do mesmo, em relação ao analógico.
Agora, o que interessa é que seja ele qual for, nos dê o prazer de ouvir música, quando não podemos ouvir ao vivo.
Eu, por acaso até gosto de fazer a comparação com os relógios, tenho também os dois formatos, ambos com o seu espaço definido, o digital para trabalho e lazer (desporto), cumpre a sua função importante de dar as horas, mas não lhe dou tanta importância, como o analógico (mecânico, só de corda), que uso formalmente, sendo uma peça que cumpre o seu dever, mas que lhe dou mais atenção, não só por ter de dar a corda quando precisa, mas também por gostar de ouvir o seu som mecânico a trabalhar.
Um abraço
2cclzes

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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Dom Jun 18 2017, 21:05

ricardo onga-ku escreveu:
Thoughts on Vinyl LP Fidelity...and on Sgt. Pepper's 50th Anniversary Remix.

I know, the debate between vinyl and CD (digital) remains one of the greatest "wars" of the audio world; not that it should be a big deal IMO...
As usual in most audiophile conflicts, there are many words spilled about the topic, but it is rare to see "data" or actual direct comparisons.
For example, look at Wikipedia's entry for "Comparison of analog and digital recording" and we see no actual illustration to demonstrate differences.

Years ago, I wrote a little about this here (and I think it's only fair that I have a digital-preferring Batman cartoon).
As you know, over the years there are all kinds of vinyl evangelists going around touting the superiority of LPs over CDs and digital overall (and vice versa although I'm not sure the digital camp is as evangelistic).
Here's a nice example of all the awesomeness that is vinyl based on someone's opinion.

As I've said before, I agree that there are some great qualities about having an LP collection.
So long as you have the space for the non-biodegradable collection, the beauty of the artwork is wonderful.
It's comforting and collectable memorabilia.
And likewise the sound can be alluring in the same romantic way. For some, the ritualization of the playback process can bring with it that sense of security and physical engagement as well.

But let's just not beat around the bush, there's no comparison when it comes to fidelity.
There's just no excuse for editorials like this one (silly claims of digital "losing some of the very continuousness of presentation" among other false gems).
When we're looking at the ability for the system to maintain accuracy / fidelity in terms of what was originally on the source and the system subsequently able to copy, store, transfer, and reproduce the waveform as closely to the original as possible, the difference in capability is truly worlds apart.
In this regard, a CD (and digital file, especially hi-res) is obviously able to handle the quality in a way that will not corrupt the playback with noise, distortions, or timing anomalies.

(...)



Notice that even if we ignore the noise level difference, the LP signal isn't clean.
We can see the higher order harmonics evident - approximately 2% total harmonic distortion in the signal through the LP --> Denon DL-110 cartridge --> Emotiva phono/preamp.
This is orders of magnitude higher harmonic distortion compared to an equivalent digital system (which even in inexpensive DACs these days would be significantly less than 0.05%).

http://archimago.blogspot.co.uk/2017/06/musings-measurement-thoughts-on-vinyl.html

Generally I prefer digital today. But there are some things which trouble me. Some digital "reissues" are only a pale shade of what was released on vinyl, for example Emerson Lake & Palmer's 1st LP which sounds great on UK vinyl, especially in dynamics. The German vinyl is much worse and all digital editions I know are not really good.

Another example is Nina Simone's "Jazz as played in an exclusive Side Street Club." In have a japanese (?) vinyl reisssue which has a bit distortion in some passages but the sound is otherwise very lifelike. The actual TIDAL stream in FLAC is a compressed and some songs are killed with artificial reverb and noise cancelling.

Many digital reissues of Rock music have too much treble and very little dynamics and body.

But the classical and Jazz recordings of are often very, very good!

Cheers
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 16:26

anibalpmm escreveu:
E contudo há gente q prefere o vinil
http://www.audioholics.com/editorials/analog-vinyl-vs-digital-audio

Trata-se de uma preferência.
Eu diria que 95% dos membros do AAP preferem o vinil.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 16:31

mannitheear escreveu:
Generally I prefer digital today. But there are some things which trouble me. Some digital "reissues" are only a pale shade of what was released on vinyl, for example Emerson Lake & Palmer's 1st LP which sounds great on UK vinyl, especially in dynamics. The German vinyl is much worse and all digital editions I know are not really good.

Another example is Nina Simone's "Jazz as played in an exclusive Side Street Club." In have a japanese (?) vinyl reisssue which has a bit distortion in some passages but the sound is otherwise very lifelike. The actual TIDAL stream in FLAC is a compressed and some songs are killed with artificial reverb and noise cancelling.

Many digital reissues of Rock music have too much treble and very little dynamics and body.

But the classical and Jazz recordings of are often very, very good!

I used to have Nina Simone "Jazz As Played In An Exclusive Side Street Club" in vinil when I gave the LP a try but never got to compare it with the CD edition that I only bought later.
There are several CD editions of this album, this is the one that I have and it seems reasonably balanced in tone and dynamics considering what I think was the less than stellar condition of the original tape:

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B0001P1HYC
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 17:12

anibalpmm escreveu:
E contudo há gente q prefere o vinil
http://www.audioholics.com/editorials/analog-vinyl-vs-digital-audio


E nao é pouca. A mim basta-me ouvir, tudo o resto é muita parra, pouca uva.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 18:20



Este gráfico evidencia de forma bastante clara algumas das diferenças entre os dois suportes.
O pico é o tom de teste a 3,15KHz.
A linha irregular para ambos os lados do pico é o ruído de fundo, e como se pode verificar (e ouvir) o ruído de fundo do CD está entre 20 e 40dB mais baixo do que o do vinil dependendo da frequência.
O ruído de fundo é uma das formas de medir a resolução: em gravações com uma grande amplitude dinâmica os sons de menor intensidade vão "afogar-se" no ruído de fundo e os decaimentos vão ser menos prolongados quanto mais elevado for o seu valor, ou melhor dizendo quanto menor for a relação entre o sinal e o ruído (S/NR).
Em teoria a maior relação sinal/ruído do CD permite uma melhor restituição do espaço mas como podemos verificar no gráfico o vinil produz uns picos de intervalo regular e intensidade decrescente acima do tom de teste; estes picos são distorção harmónica e produzem um efeito semelhante à reverberação usada nas gravações de estúdio para dar um efeito de espaço/eco.
Este tipo de distorção, especialmente quando se trata de distorção par de baixa ordem, também produzida por certos amplificadores a vávulas, é percepcionado por algumas pessoas como sendo agradável, havendo quem descreva o som resultante como mais "real"; mas não deiza de ser uma distorção que se torna mais óbvia e desagradável para outros especialemnte em gravações de música não amplificada.
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 18:48

ricardo onga-ku escreveu:


Este gráfico evidencia de forma bastante clara algumas das diferenças entre os dois suportes.
O pico é o tom de teste a 3,15KHz.
A linha irregular para ambos os lados do pico é o ruído de fundo, e como se pode verificar (e ouvir) o ruído de fundo do CD está entre 20 e 40dB mais baixo do que o do vinil dependendo da frequência.
O ruído de fundo é uma das formas de medir a resolução: em gravações com uma grande amplitude dinâmica os sons de menor intensidade vão "afogar-se" no ruído de fundo e os decaimentos vão ser menos prolongados quanto mais elevado for o seu valor, ou melhor dizendo quanto menor for a relação entre o sinal e o ruído (S/NR).
Em teoria a maior relação sinal/ruído do CD permite uma melhor restituição do espaço mas como podemos verificar no gráfico o vinil produz uns picos de intervalo regular e intensidade decrescente acima do tom de teste; estes picos são distorção harmónica e produzem um efeito semelhante à reverberação usada nas gravações de estúdio para dar um efeito de espaço/eco.
Este tipo de distorção, especialmente quando se trata de distorção par de baixa ordem, também produzida por certos amplificadores a vávulas, é percepcionado por algumas pessoas como sendo agradável, havendo quem descreva o som resultante como mais "real"; mas não deiza de ser uma distorção que se torna mais óbvia e desagradável para outros especialemnte em gravações de música não amplificada.

Dear Ricardo,

you know that analog vs. digital is not so easy as the graphs seem to show!

- in vinyl the distortion raises with increase of level
- in digital distortion raises with decrease of level
- the noise floor of digital is an absolute barrier - below is no music
- in vinyl there is still audible music below the measured noise floor. Even the tape noise of older recordings is audible on well made vinyl!

In technical terms digital is theoretically much superior, but well made vinyl is still worth listening while there are many examples of bad mastered digital, even with clipping, heavy distortion and so on.

But this all has been discussed million times...

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mustdie

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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 21:19

A dada altura, fala-se à mais fiel reprodução do original... Por norma, não compro remasters. Sabe-me bem ouvir um disco dos Creedence Clearwater Revival de 1969, e saber que estou a ouvir o som de há 50 anos atrás (com alguns ruídos a mais, como é óbvio)...

Algumas reedições, lá está, já têm alguns ajustes, mais adaptados ao suporte digital.

Mas também gosto de ambos os formatos, tenho cerca de 300 CD's, e 100 LP's. Continuo a comprar CD's quando encontro "pechinchas", mas sobretudo, artistas mais recentes. Quando Compro um LP gosto de o converter em Minidisc, para ouvir no carro.

A qualidade de som? Garanto que o "Funeral" dos Arcade fire tem mais detalhe em vinil que em CD, pela minha experiência.

REsumindo e baralhando, gosto de todos os formatos, para fins diferentes.

Ah, e uma das grandes mágicas do vinil, é sem dúvida o artwork, em tamanho XL, dá para apreciar todos os detalhes, algo quase impossível num CD.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 21:39

Aqui podemos ver um outro parâmetro onde o vinil produz mais distorção de um outro tipo de distorção, para mim uma distorção bastante desagradável embora a sua presença seja mais óbvia com alguns instrumentos do que outros (p.ex. violino): o choro (wow & flutter) que resulta das flutuações de velocidade de rotação.

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 22:04

mannitheear escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


Este gráfico evidencia de forma bastante clara algumas das diferenças entre os dois suportes.
O pico é o tom de teste a 3,15KHz.
A linha irregular para ambos os lados do pico é o ruído de fundo, e como se pode verificar (e ouvir) o ruído de fundo do CD está entre 20 e 40dB mais baixo do que o do vinil dependendo da frequência.
O ruído de fundo é uma das formas de medir a resolução: em gravações com uma grande amplitude dinâmica os sons de menor intensidade vão "afogar-se" no ruído de fundo e os decaimentos vão ser menos prolongados quanto mais elevado for o seu valor, ou melhor dizendo quanto menor for a relação entre o sinal e o ruído (S/NR).
Em teoria a maior relação sinal/ruído do CD permite uma melhor restituição do espaço mas como podemos verificar no gráfico o vinil produz uns picos de intervalo regular e intensidade decrescente acima do tom de teste; estes picos são distorção harmónica e produzem um efeito semelhante à reverberação usada nas gravações de estúdio para dar um efeito de espaço/eco.
Este tipo de distorção, especialmente quando se trata de distorção par de baixa ordem, também produzida por certos amplificadores a vávulas, é percepcionado por algumas pessoas como sendo agradável, havendo quem descreva o som resultante como mais "real"; mas não deiza de ser uma distorção que se torna mais óbvia e desagradável para outros especialemnte em gravações de música não amplificada.

Dear Ricardo,

you know that analog vs. digital is not so easy as the graphs seem to show!

- in vinyl the distortion raises with increase of level
- in digital distortion raises with decrease of level
- the noise floor of digital is an absolute barrier - below is no music
- in vinyl there is still audible music below the measured noise floor. Even the tape noise of older recordings is audible on well made vinyl!

In technical terms digital is theoretically much superior, but well made vinyl is still worth listening while there are many examples of bad mastered digital, even with clipping, heavy distortion and so on.

But this all has been discussed million times...

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- in vinyl the distortion raises with increase of level
- in digital distortion raises with decrease of level

When the level is lower distortion higher distortion will also be at a lower level (even if there's more of it)

- the noise floor of digital is an absolute barrier - below is no music

The Redbook noise floor is below what many amplifiers can reproduce, let alone a system in a room with it's own noise floor.

- in vinyl there is still audible music below the measured noise floor. Even the tape noise of older recordings is audible on well made vinyl!

Older tape noise floor is probably at -40dB or -50dB, vinyl might go below 65dB. Dithered Redbook digital can go below -100dB, DSD -120dB and HR below -140dB.
-65dB is a long way from Redbook.
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 23:00

convenhamos que um formato 30/40 anos mais novo do que o vinil, se não fosse tecnicamente melhor teria sido certamente um flop.
mas como sabemos nem sempre os melhores números traduzem uma melhor qualidade na reprodução


Última edição por anibalpmm em Seg Jun 19 2017, 23:04, editado 2 vez(es)
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Seg Jun 19 2017, 23:02

ricardo onga-ku escreveu:
anibalpmm escreveu:
E contudo há gente q prefere o vinil
http://www.audioholics.com/editorials/analog-vinyl-vs-digital-audio

Trata-se de uma preferência.
Eu diria que 95% dos membros do AAP preferem o vinil.
e uma preferência baseada na experiência pessoal
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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Ter Jun 20 2017, 09:17

ricardo onga-ku escreveu:
(...) But let's just not beat around the bush, there's no comparison when it comes to fidelity. ...

http://archimago.blogspot.co.uk/2017/06/musings-measurement-thoughts-on-vinyl.html

O amigo Gonçalo tém razão quando afirma que esta controversa é velha ... e na verdade é quase tão antiga quanto a vàlvula vs transistor!...

Venho de ler o artigo e também o link do amigo Anibal e não vejo realmente o sentido ném de um, ném do outro texto ... e ainda menos o que trazem de novo ao debate. Que a leitura Digital (CD e ficheiro(s)) seja superior técnicamente à leitura vinil é uma evidência desde 1982 e não são necessarios gràficos para provar essa evidência. Se acrescentar-mos que desde 1982 o Digital continua a progredir ora que o Vinil evoluiu muito pouco (à excepção do leitor ELP laser turntable) ... então a comparação é ainda mais injusta e desnecessaria. Noto no entanto que ambos os textos são escritos sém integrismo provocador o que é louvàvel ... pois em contradição com o tom ofensivo e desrespeituoso de muitos debates deste tipo pelo mundo fora, da parte de uns e outros...

Fica então como sempre, o gosto como ultimo argumento de defesa do vinil ora que este não tém necessidade disso, e os seus defensores em vez de honrà-lo pelo que foi e tém de bom ... tentam patéticamente de tornà-lo no que não é ném nunca serà. O vinilo foi o melhor formato de reprodução durante muitos anos e foi o formato no qual a maioria das obras-primas da musica em vàrios estilos foram editadas. Este formato criou o amor pela musica em vàrias gerações de amadores e mostrou o génio técnico e mecânico do Séc XX. O vinil como qualquer tecnologia foi suplantado pela nova, e tal aconteçeu também com as fitas magnéticas, a K7, o VHS e mesmo o CD ... e isto são evidências também.

Sabemos todos (ou deveriamos...) que o vinilo hoje é uma atitude social e não uma escolha de fidelidade. A ressurgência do vinilo não é em nada relacionada à sua qualidade ou fidelidade superior, mas ao facto de ser o ultimo formato material e de possuir um magnetismo como objecto que o torna desejàvel ... e isto as editoras compreenderam muito bem e exploram comercialmente a fundo. Se o Post-Rock e a Electronica foram os estilos que impediram as ultimas fabricas de prensagem de vinilos de fechar nos anos 90/2000 não foi porque soava bem ... mas porque os Dj's tinham necessidade do objecto para o "Mix" e sobretudo porque o vinil era muito mais barato a editar em pequenas séries, então estamos longe dos argumentos da qualidade da escuta ...

O defensor do vinil tém o sentimento de pertençer a uma casta rebelde ou elitista consoante o individuo (às vezes as duas) o que lhe dà a sensação de estar na confidência dos deuses ... enquanto os outros mortais, incapazes de saber o que é bom comem digital como os putos engolem os hamburgers da McDonalds ... e esta visão pode pareçer detestàvel, pois é redutora em relação ao vinil!

Pessoalmente sei porque razão escuto e um e o outro, mas também sei de que lado a fidelidade està, e nesse aspecto serei sempre um defensor do digital, até ao dia em que outra tecnologia và amelhorar a fidelidade ... mas este meu ponto de vista jà é conhecido de vòs todos então: ... estas linhas foram apenas os meus 50 cêntimos para o debate !!!

cheers

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MensagemAssunto: Re: Thoughts on Vinyl LP Fidelity   Ter Jun 20 2017, 10:17

Hoje sou eu a entrar nestas "intrincâncias" típicas do TD124  

TD124 escreveu:


O amigo Gonçalo tém razão quando afirma que esta controversa é velha ... e na verdade é quase tão antiga quanto a vàlvula vs transistor!...

É verdade, amigo Paulo, mas o que me chateia, ou melhor, o que me cansa é o facto de não ter pachorra para essas discussões, que, nomeadamente do lado do vinil, são realmente patéticas e pouco honrosas para a causa, como diz no seu terceiro paragrafo, causa essa a que eu pertenço também

Venho de ler o artigo e também o link do amigo Anibal e não vejo realmente o sentido ném de um, ném do outro texto ... e ainda menos o que trazem de novo ao debate. Que a leitura Digital (CD e ficheiro(s)) seja superior técnicamente à leitura vinil é uma evidência desde 1982 e não são necessarios gràficos para provar essa evidência. Se acrescentar-mos que desde 1982 o Digital continua a progredir ora que o Vinil evoluiu muito pouco (à excepção do leitor ELP laser turntable) ... então a comparação é ainda mais injusta e desnecessaria. Noto no entanto que ambos os textos são escritos sém integrismo provocador o que é louvàvel ... pois em contradição com o tom ofensivo e desrespeituoso de muitos debates deste tipo pelo mundo fora, da parte de uns e outros...

Totalmente de acordo com este paragrafo. Mas para mim a insistência em gráficos e mais gráficos, quer de um lado (digital) quer do outro (vinil), não acrescentam nada de propriamente novo, mas são suficientemente provocadoras dos tais debates em tom ofensivo e desrespeitoso Rolling Eyes . Lamento! Até porque respeito muito a liberdade de opinião e gosto de cada um e de todos. Onde é que esta - Liberdade - ficaria se nos sujeitássemos unicamente a demonstrações gráficas, por muito úteis que sejam?

Fica então como sempre, o gosto como ultimo argumento de defesa do vinil ora que este não tém necessidade disso, e os seus defensores em vez de honrà-lo pelo que foi e tém de bom ... tentam patéticamente de tornà-lo no que não é ném nunca serà. O vinilo foi o melhor formato de reprodução durante muitos anos e foi o formato no qual a maioria das obras-primas da musica em vàrios estilos foram editadas. Este formato criou o amor pela musica em vàrias gerações de amadores e mostrou o génio técnico e mecânico do Séc XX. O vinil como qualquer tecnologia foi suplantado pela nova, e tal aconteçeu também com as fitas magnéticas, a K7, o VHS e mesmo o CD ... e isto são evidências também.

Sobre a honra e a patetice já falei acima. Mas, para além do gosto e divulgação da música,
sou também mais um que fica extasiado com muitas das capas dos álbuns. Muitas delas trouxeram-nos muita obra de arte dos mais variados artistas provenientes das mais variadas áreas da expressão plástica. Isso, no CD e, então, no ficheiro digital, são inegavelmente de menor atracção. Mas lá está também, isto é um gosto Livre e uma Atitude Social Pequeno Burguesa. E assim, passo aos parágrafos seguinte...


Sabemos todos (ou deveriamos...) que o vinilo hoje é uma atitude social e não uma escolha de fidelidade. A ressurgência do vinilo não é em nada relacionada à sua qualidade ou fidelidade superior, mas ao facto de ser o ultimo formato material e de possuir um magnetismo como objecto que o torna desejàvel ... e isto as editoras compreenderam muito bem e exploram comercialmente a fundo. Se o Post-Rock e a Electronica foram os estilos que impediram as ultimas fabricas de prensagem de vinilos de fechar nos anos 90/2000 não foi porque soava bem ... mas porque os Dj's tinham necessidade do objecto para o "Mix" e sobretudo porque o vinil era muito mais barato a editar em pequenas séries, então estamos longe dos argumentos da qualidade da escuta ...

O defensor do vinil tém o sentimento de pertençer a uma casta rebelde ou elitista consoante o individuo (às vezes as duas) o que lhe dà a sensação de estar na confidência dos deuses ... enquanto os outros mortais, incapazes de saber o que é bom comem digital como os putos engolem os hamburgers da McDonalds ... e esta visão pode pareçer detestàvel, pois é redutora em relação ao vinil!

É claro que o gosto pelo vinil é um acto de burguesismo intelectual e rebeldia. Como fazendo parte da casta e, mesmo, não tendo nenhuma habilidade manual adoro ver aquele aparelho a mexer e a rodar,
de lhe mexer também, sempre que coloco um disco no prato, de fazer pequenas afinações. Isto num CD
e num Ficheiro digital, é muito menos interessante e prazeroso. Ora ouvir música é um acto global de prazer, para além da exclusividade da audição e do trecho musical, onde estas interacções com o todo, também cabem.

Para mim, ouvir música através de um vinil dá-me, globalmente, muito mais prazer. Mas, se escolher meramente a audição e o processo musical em curso (o tal PMEC do audiófilo José Victor Henriques), então, no computo geral, o digital ganha. Penso que há que saber conviver com todos os formatos.

Todavia, se houver por aí algum amigo que queira desfazer-se da sua colecção de CDs ou Ficheiros Digitais em HD, diga onde fica o seu caixote do lixo   E, já agora, se os mais fundamentalistas quiserem deitar fora alguns vinis, façam o favor de também me mandarem um PM com o local do vosso Caixote do Lixo - GPS é bem vindo  dvil     smedley


Pessoalmente sei porque razão escuto e um e o outro, mas também sei de que lado a fidelidade està, e nesse aspecto serei sempre um defensor do digital, até ao dia em que outra tecnologia và amelhorar a fidelidade ... mas este meu ponto de vista jà é conhecido de vòs todos então: ... estas linhas foram apenas os meus 50 cêntimos para o debate !!!

Aqui já somos dois!!!      cheers


cheers
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