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 Propostas Clássicas

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Propostas Clássicas   Sab Abr 15 2017, 10:33


Somos agradados, muitas vezes, por este ou aquele tipo de música, por esta ou aquela obra, mas no geral todos somos agradados pela magnificência da música clássica.

Hoje deixo como proposta pascal este magnânimo "Requiem - Grande Messe des morts" de Hector Berlioz

Uma obra notável, de uma grandeza total e ao mesmo tempo obscura, como poucas na história da música.

Ao contrário dos mestres italianos, Berlioz integra as vozes com a sinfónica parecendo que as vozes são autênticos instrumentos, tal como já havia sido feito por Beethoven.

A modernidade esta obra é notável, note-se nos trabalhos de Philip Glass e outros contemporâneos para nos conseguirmos posicionar este notável e abençoado momento da criação.

Páscoa Feliz!

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Ghost4u
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Dom Abr 16 2017, 00:20

Prezados,

No mundo em constante desolação - aproveitando a magnífica proposta pascal de Alexandre Vieira - desejo Páscoa tranquila, imperando a paz nas vossas vidas.

Com melhores cumprimentos,
What a Face4u
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sex Abr 28 2017, 15:31



A Sinfonia n.° 9 em ré menor, op. 125, Coral, é a última sinfonia completa composta por Ludwig van Beethoven. Completada em 1824, a sinfonia coral mais conhecida como Nona Sinfonia ou ainda, A Nona, é uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada tanto ícone quanto predecessora da música romântica, e uma das grandes obras-primas de Beethoven.

A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do poema An die Freude ("À Alegria"), uma ode escrita por Friedrich Schiller, com o texto cantado por solistas e um coro em seu último movimento. Foi o primeiro exemplo de um compositor importante que tenha utilizado a voz humana com o mesmo destaque que a dos instrumentos, numa sinfonia, criando assim uma obra de grande alcance, que deu o tom para a forma sinfônica que viria a ser adotada pelos compositores românticos.

A sinfonia n.° 9 tem um papel cultural de extrema relevância no mundo atual. Em especial, a música do último movimento, chamado informalmente de "Ode à Alegria", foi rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o hino da União Europeia. Outra prova de sua importância na cultura atual foi o valor de 3,3 milhões de dólares atingido pela venda de um dos seus manuscritos originais, feita em 2003 pela Sotheby's, de Londres. Segundo o chefe do departamento de manuscritos da Sotheby's à época, Stephen Roe, a sinfonia "é um dos maiores feitos do homem, ao lado do Hamlet e do Rei Lear de Shakespeare".

Foi apresentada pela primeira vez em 7 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena, na Áustria. O regente foi Michael Umlauf, diretor musical do teatro, e Beethoven - dissuadido da regência pelo estágio avançado de sua surdez - teve direito a um lugar especial no palco, junto ao maestro.
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Seg Maio 01 2017, 22:29




Uma obra notável, e um concerto bastante competente. Deixo aqui o que descobri no wiki acerca desta excelente obra, descobrindo que quem lhe deu corpo foi Maurice Ravel, desconhecia por completo. Ao que parece a obra nasceu para piano e Ravel orquestrou-a.

Modest Mussorgsky nasceu em Karevo, na província de Pskov, em 21 de março de 1839. Aos seis anos de idade começou a ter aulas de piano com sua mãe, que era professora. Aos dez, ingressou na escola de cadetes da Guarda de São Petersburgo.

Em 1856, no regimento de Preobrazhensky, conheceu Balakirev, com quem aprendeu a técnica musical. Nos dois anos seguintes, travou contato com intelectuais russos como César Cui, Aleksandr Dargomyzhsky e Vladimir Stasov. Deixou a vida militar em 1858, após sofrer uma crise nervosa.

Inicialmente, a música de Mussorgsky estava muito atrelada à de Balakirev e à música estrangeira, como pode ser visto na ópera Édipo em Atenas. Essa influência foi se desfazendo aos poucos, conforme tornava-se autodidata. Entre 1863 e 1866 trabalhou na ópera Salammbô, mas a abandonou pois perdeu o interesse.

Com a morte de sua mãe, em 1865, o alcoolismo passou a fazer parte de sua vida. Em 1867 compôs a peça orquestral Uma noite no monte Calvo, que Balakirev se recusou a reger.

Aos 29 anos de idade começou a compor Boris Godunov, sua ópera mais conhecida e uma das peças mais importantes da história da música russa, baseada na obra de Pushkin e na história de Karamzin. Utilizando o ritmo da fala dos mujiques ao invés de melodias líricas; harmonias excêntricas porém expressivas, como a harmonia sacra eslava; e coros e personagens populares com papéis importantes, Boris Godunov causou grande polêmica, sendo que a versão original de 1870 foi recusada. A estréia ocorreu no Teatro Maryinsky em 1873, após diversas alterações feitas por Mussorgsky e Rimsky-Korsakov, embora ainda tenha causado controvérsias. Após uma nova apresentação de apenas alguns trechos em 1878, a ópera deixou de ser encenada.

Após 1874 a qualidade de suas músicas começa a decair, embora algumas peças dessa época sejam notáveis. Khovanshchina (1872-1881) é uma ópera em que predominam os motivos líricos. A suíte para piano Quadros de uma Exposição foi composta em junho de 1874, inspirada em uma mostra de desenhos do arquiteto e pintor Viktor Hartmann, amigo de Mussorgsky, falecido no ano anterior.

Nos anos que se seguiram, o alcoolismo passa a se intensificar conforme vai perdendo amigos e parentes. É dessa época o ciclo Canções e danças da morte (1875-1877), de sabor exótico e oriental.


Túmulo de Modest Mussorgsky no Cemitério Tikhvin no Mosteiro Aleksandr Nevsky em São Petersburgo
Em 1880 foi demitido de seu posto no serviço governamental. Internado em um hospital em 1881, Modest Mussorgsky morreu de excessos alcoólicos uma semana após completar 42 anos. Está enterrado no Cemitério Tikhvin do Monastério Aleksandr Nevsky em São Petersburgo.


A presente obra:

Quadros de uma Exposição é uma peça (suíte) escrita para piano por Modest Mussorgsky em junho de 1874. Viktor Hartmann, arquiteto e pintor, grande amigo de Mussorgsky, havia falecido recentemente (1873) aos 39 anos de idade. Em março de 1874, estava acontecendo uma exposição de seus quadros em uma galeria de São Petersburgo. Após visitá-la, o compositor resolveu prestar uma homenagem ao amigo. Escolheu dez dentre os quadros expostos e compôs uma música para cada um deles. Uniu através de um tema comum (“Promenade”) as várias partes da peça. As músicas exploram a corrente folclórica russa e o estilo de piano é inovador em sua austeridade e ausência de tessitura. Composta em uma época em que o piano era instrumento de brilho virtuosístico, a suíte foi durante algum tempo ignorada. Claude Debussy, grande compositor francês, era admirador confesso de Mussorgsky e estudou bastante esta suíte, pelo seu caráter singular.


Quadros de uma Exposição descreve, em metáforas, através das notas do piano, um passeio em uma exposição de quadros, tendo os temas como guia. As músicas isoladas dos quadros são unidas por um tema inicial e por quatro “intermezzo” da mesma melodia, interpretada com diferentes harmonias através da obra.


A obra compõe-se dos seguintes episódios:

”Promenade” (Passeio) – Introdução – Allegro giusto, nel modo russico, senza allegrezza, ma poco sostenuto.
”Gnomus” (Gnomo) – Sempre Vivo.
”Promenade” (Passeio) – Moderato comodo assai e con delicatezza.
”Il Vecchio Castello” (O Castelo Medieval) – Andante molto cantabile e con dolore.
”Promenade” (Passeio) – Moderato non tanto, pesante.
”Tuileries” (Tulherias) – Allegretto non troppo, cappricioso.
”Bydlo” (Carro de Bois) – Sempre moderato, pensante.
”Promenade” (Passeio) – Tranquillo.
”Ballet des Petits Poussins dans leurs Coques” (Balé dos Pintinhos em suas Cascas de Ovos) – Schernizo.
”Samuel Goldenberg et Schmuyle” – Andante grave, energico.
”Promenade” (Passeio) – Allegro giusto, nel modo russico, poco sostenuto.
”Limoges, Le Marché” (O Mercado em Limoges) - Allegretto vivo, sempre scherzando.AFK.
”Catacombae, Sepulcrum Romanum” (Catacumbas, Sepulcro Romano) – Largo.
"Cum Mortuis in Língua Mortua" (Com os Mortos em Língua Morta) - Andante non troppo, com lamento.
”La Cabane de Baba-Yaga sur de Pattes de Poule” (A Cabana de Baba-Yaga sobre Patas de Galinha) – Allegro com brio, feroce. Andante mosso. Allegro molto.
”La Grande Porte de Kiev” (A Grande Porta de Kiev) – Allegro alla breve. Maestoso. Con grandezza.

No verão europeu de 1922, atendendo a um pedido de Serge Koussevitzky, Maurice Ravel, compositor francês, orquestrou em Lyons-la-Forêt, França o original pianístico da peça. Ao fazê-lo, Ravel prestou um grande serviço a Mussorgsky. Grande parte da posterior popularidade da obra se deve ao excelente serviço por ele realizado. Porém, Ravel realizou a instrumentação de “Quadros de uma Exposição” à sua própria maneira, já que não conhecia as orquestrações realizadas por Mussorgsky. Com o seu apurado dom orquestral, soube extrair da obra a dosagem necessária dos instrumentos e criar sonoridades instrumentais precisas, tudo dentro do espírito dos temas.

A versão rock
No ano de 1971, o grupo de rock progressivo Emerson, Lake and Palmer, famoso por mesclar música erudita e rock e pelo virtusosismo do tecladista Keith Emerson, gravou, em um disco ao vivo, uma versão rock da suíte, adicionando novos temas, baixo, bateria e vocais na obra. Em 2002, o álbum foi relançado, contendo tanto a versão original quanto uma nova versão, gravada em estúdio.
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Mário Franco
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Ter Maio 02 2017, 00:59

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jpinto
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Ter Maio 02 2017, 08:04

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sex Maio 05 2017, 22:12

Schumann - Symphony no.1 in B-flat major, Op.38 - "Spring"




Uma das melhores sinfonias de todos os tempos. É como que um teste, provando à comunidade o que era capaz de fazer, uma mostra do seu enorme talento. Para mim esta é de longe a melhor obra deste monstro da música clássica que teve uma vida atípica como a Wikipédia ira demonstrar.

Vale a pena ouvir esta meia hora de deleite musical. Uma obra clássica-popular, em que facilmente se vislumbra o melhor da Escola Prussiana, Magiar e Vienense.

Esta obra se escutarmos com atenção denota-se que excertos desta obra são manifestamente plagiados por muitos compositores de Hollywood sem oferecerem os devidos créditos ao seu grande autor.

Deixo aqui, então, o que diz o wikipédia acerca deste grande, muitas vezes esquecido, génio:

Robert Schumann nasceu na Saxônia em 8 de junho de 1810, o quinto e último filho de um livreiro e romancista, August Schumann e Johanna Schumann.[1][2] Schumann começou a compor aos sete anos, mas sua infância foi gasto no cultivo da literatura tanto quanto a música.

Como o seu pai era bibliotecário, Schumann, pode descobrir com facilidade a obra de Shakespeare, verdadeiro emblema para os jovens que se rebelavam contra a ortodoxia do Classicismo.Lendo também á obra mais atual de Lord Byron e também outros autores como Walter Scott e Jean Paul, escritor que Robert admirava ao ponto de em 1828, empreender uma peregrinação a Bayreuth para visitar o seu túmulo.

Em 1826 o seu pai morreu, fato que Robert jamais superou em razão do enorme sofrimento da sua perda. Pouco depois viajou até Leipzig, a cidade de Johann Sebastian Bach, a fim de matricular-se na faculdade de Direito. Mais tarde em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Todavia, os verdadeiros ensinamentos deste grande filósofo começariam após o horário escolar, quando este se reunia com o aluno para lhe confessar que era a música a sua verdadeira paixão. O facto de ter conhecido a pianista Ignaz Moscheles e o fascínio por Niccoló Paganini acabaram por lhe determinar o destino.

Em 1830, em Leipzig passou a dedicar-se exclusivamente à música, com auxílio de seu professor Friedrich Wieck e Heinrich Dorn, mestre de capela da catedral daquela cidade.


Schumann, 1839
Enquanto este último lhe ensinou composição e harmonia, o primeiro transmitiu-lhe o amor pelo piano. Porém, em casa de Wieck, Schumann descobriu um outro importante foco de afeto: Clara, consumidora entusiasta de poesia e prometedora do piano. Robert apaixonou-se perdidamente por ela, sendo algumas das suas obras dedicadas a ela. Somente a activa oposição do velho Wieck conseguiu adiar o casamento até 1840.

Tendo o sonho de se tornar um solista, viu-se incapacitado devido a seu interesse pela composição, atividade que apreciava bastante.

A sua tendência era revolucionária na época, tendo como grande fonte de inspiração o contraponto de Bach, mais especificamente em "Cravo Bem Temperado", analisado a mando do seu professor Wieck. Segundo Schumann, a combinação profunda, o poético e o humorístico são as caracteristicas que nele derivam de toda a música de Bach. O ato de compor deve ser natural, na tentativa de alcançar a poesia, o obscuro da fantasia, ou seja, o inconsciente, o qual ele revia nas obras de J.S.Bach.

Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou o Neue Zeitschrift für Musik (Nova Revista para a Música). Um jornal voltado para a música, em 1834. Nos dez anos em que esteve à frente deste, teve uma rica produção artística.

Foi diretor musical na cidade de Düsseldorf em 1850. Foi forçado a renunciar o cargo em 1854, devido ao seu estado avançado de doença mental. Na verdade, Schumann teve um longo histórico de transtorno mental, com suas primeiras manifestações em 1833 como um episódio depressivo melancólico grave, que se repetiu várias vezes, alternando com fases de "exaltação" e idéias cada vez mais delirantes de ser envenenado ou ameaçados com itens metálicos. Depois de uma tentativa de suicídio em 1854, Schumann foi internado em um asilo para doentes mentais em Endenich, perto de Bonn, Alemanha. Foi diagnosticado com "melancolia psicótica" e morreu em 29 de julho de 1856 em Endenich sem ter se recuperado de sua doença mental.

Diagnósticos hipotéticos das doenças Schumann variam de paralisia geral progressiva (ou sífilis terciária) a encefalopatia hipertensiva, com evidências mais convincentes de ter sido ou esquizofrenia ("demência precoce", "catatonia periódica") ou transtorno bipolar. Ideias delirantes, ideias de referência, bem como alucinações auditivas(ele estaria escutando a nota Lá em todos os lugares, o que o perturbou profundamente) apoiam um diagnóstico no espectro esquizofrênico. No entanto, a noção de que Schumann tinha um transtorno bipolar, possivelmente com características psicóticas, é fundamentada pelo curso ondulante de sua doença com fases depressiva e hipomaníacas distintas, bem como sua recuperação desses episódios individuais com restauração plena de suas habilidades musicais e de composição.


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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Qui Maio 18 2017, 13:03


Fernando Lopes-Graça- Sinfonia per orchestra.

Um dos melhores compositores portugueses de todos os tempos. E um Homem, de causas e de verdade. Vale a pena ler este apontamento que consta na Wiki.

A peça é extraordinária.




Nasceu em Tomar a 17 de Dezembro de 1906, cidade sobre a qual escreveria que é onde «o monumento completa a paisagem; a paisagem é o quadro digno do monumento; e a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte.»

Apenas com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar, procedendo ele próprio aos "arranjos" dos trechos que interpretava, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos. Na época, competiam em Tomar as duas bandas rivais: Gualdim Pais e a Nabantina.

Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais); em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor : Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt), considerado o maior pianista português de todos os tempos.[carece de fontes]

Em 1928, frequentaria também o curso de Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa, que viria a abandonar em 1931, em protesto contra a repressão a uma greve académica.

Entretanto, funda em Tomar o semanário republicano "A Acção".

Em 1931, no dia em que conclui, com a mais alta classificação, as provas de concurso para Professor de Solfejo e Piano do Conservatório Nacional, é preso pela polícia política, encerrado no Aljube e, a seguir, desterrado para Alpiarça.

Em 1934 concorre a uma bolsa de estudo, na área da música, para Paris. Ganha o concurso mas a decisão do Júri é anulada por ordem da polícia política.

Em Setembro de 1935 é de novo preso e enviado para o Forte de Caxias.

Em 1937 é libertado e parte para França por conta própria, aproveitando para ampliar os seus conhecimentos musicais, estudando Composição e Orquestração com Koechlin.

Em 1939 recusa a nacionalidade francesa, sendo forçado a regressar a Portugal.

Em 1940 é-lhe proposto dirigir os Serviços de Música da Emissora Nacional. Não chega a tomar posse do cargo porque recusa assinar a declaração de "repúdio activo do comunismo e de todas as ideias subversivas" que, então, era exigida a todos os funcionários públicos.

Em 1945 integra o Movimento de Unidade Democrática (MUD], do qual virá a ser dirigente. No âmbito das actividades do MUD, Fernando Lopes-Graça cria o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, mais tarde Coro da Academia dos Amadores de Música, após a sua morte o coro foi renomeado Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música como forma de homenagem.[1] As Canções Regionais Portuguesas e as Canções Heróicas são cantadas pelo Coro por todo o país. Por essa altura adere ao Partido Comunista Português.

A repressão por parte do regime fascista cresce e acentua-se: na década de cinquenta as orquestras nacionais são proibidas de interpretar obras de Fernando Lopes-Graça; os direitos de autor são-lhe roubados; é-lhe anulado o diploma de professor do ensino particular; é obrigado a abandonar a Academia dos Amadores de Música, à qual só regressa em 1972.

É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional, o Requiem pelas Vítimas do Fascismo (1979), o concerto para violoncelo encomendado e estreado por Rostropovich, e a vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX, et caetera.

A 9 de Abril de 1981 é feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 2 de Fevereiro de 1987 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[2]

Em 1988 recebeu um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro[3]
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Qua Nov 29 2017, 22:01

Johann Sebastian Bach: Magnificat in D major, BWV 243 - Nikolaus Harnoncourt


É uma daquelas peças que se ouve repetidamente, tenho por aqui um disco da "DECCA" que comprei na Escócia em segunda mão que é qualquer coisa e não pesa 1,50 Kg

O Magnificat em ré maior, BWV 243, é uma das principais obras vocais de Johann Sebastian Bach. Foi composta para orquestra, um coro de cinco partes e quatro ou cinco solistas. Seu texto consiste do cântico de Maria, mãe de Jesus, tal como descrito pelo evangelista Lucas (ver Magnificat).

Bach compôs durante seis semanas (de 15 de novembro a 24 de dezembro)[1] uma versão inicial em mi bemol maior em 1723 (BWV 243a[2]), para as Vésperas do Natal em Leipzig, que continham diversos textos natalinos. Ao longo dos anos ele removeu os textos especificamente relacionados ao Natal, para torná-la uma obra mais apropriada a performances o ano todo, bem como a transpôs para o tom de ré maior, o que deu à obra, especialmente aos trompetes, uma melhor sonoridade. A nova versão, que é a costuma ser executada normalmente, teve sua estreia na Igreja de São Tomás (Thomaskirche) de Leipzig, em 2 de julho de 1733, quarto domingo após o Domingo da Trindade, então o feriado da Visitação (posteriormente foi movido para o fim de maio).

A obra divide-se em doze partes, que podem ser agrupadas em três movimentos; cada uma começa com uma ária e é concluída pelo coro que desenvolve um tema em forma de fuga. A sua execução dura aproximadamente trinta minutos.

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MensagemAssunto: Itzhak Perlman Live in Russia   Sex Dez 08 2017, 22:49




Tive conhecimento deste notável disco através do achado de um Laserdisc

Um concerto notável em que facilmente se constata alguém que está no expoente máximo da sua carreira. Ouvir até à exaustão!

Toca as peças clássicas de uma forma muito pessoal e com uma emoção característica dos violinistas das escolas de música judias.


Este é um concerto de celebração aos 100 do nascimento de TCHAKOSKY, uma peça notável que também tenho em laserdisc. Recomenda-se a audição com um lenço de mão disponível, pode ser preciso.



Perlman nasceu em Tel Aviv. Os seus pais, Chaim and Shoshana Perlman, oriundos da Polónia haviam emigrado independentemente para Israel em meados de 1930 antes de se conhecerem e casarem. Ao ouvir na rádio um trecho de música clássica, Perlman interessou-se pelo violino porém a sua entrada no Conservatório Shulamit foi recusada por ser pequeno demais para segurar um violino (tinha três anos).[1] Assim aprendeu sozinho usando um violino brinquedo até ter idade suficiente para estudar com Rivka Goldgart no conservatório Shulamit e na Academia de música de Tel Aviv onde deu o seu primeiro recital quando tinha 10 anos de idade,[2] antes de partir para os Estados Unidos para estudar na Juilliard School com os professores de violino Ivan Galamian e Dorothy Delay.[3]

Teve poliomielite aos quatro anos, com graves sequelas, razão pela qual utiliza muletas ou uma scooter eléctrica para deslocar-se e toca violino sempre sentado.
Perlman foi apresentado ao grande público americano quando apareceu no The Ed Sullivan Show duas vezes em 1958.[4] Fez a sua estreia no Carnegie Hall em 1963 e ganhou a Leventritt Competition em 1964.


Itzhak Perlman tocando durante o jantar em honra da Rainha Isabel II, a 7 de maio de 2007, na Casa Branca.
Além de inúmeras gravações começa a aparecer em emissões televisivas tais como "The Tonight Show" e "Sesame Street" e atua muitas vezes na Casa Branca[5]

Embora nunca tenha sido considerado um cantor, cantou no papel de "a jailer" em 1981 EMI gravação de a Tosca de Giacomo Puccini na qual figuravam Renata Scotto, Plácido Domingo, e Renato Bruson, com James Levine como maestro. Antes já tinha cantado num trecho de ópera em 1980 como parte das séries de Live from Lincoln Center com Luciano Pavarotti em Cavaradossi, e Zubin Mehta maestro da Orquestra Filarmônica de New York. Perlman é um baixo (canta nas tonalidades graves).

A 5 de julho de 1986, tocou no centésimo tributo da Orquestra Filarmônica de New York à Estátua da Liberdade, no Central Park, dirigida pelo maestro Zubin Mehta e emitido ao vivo pela televisão ABC,[6]

Em 1987 entrou na Orquestra Filarmônica de Israel nos concertos em Varsóvia e Budapeste, assim como noutros países de leste. Participou da "tournée" IPO na primavera de 1990, sua primeira atuação na União Soviética, com concertos em Moscovo e Leningrado. Ainda com IPO, atuou na China e Índia em 1994.[3]

Sendo sobretudo um violinista solo, tem atuado com muitos outros músicos notáveis incluindo Yo-Yo Ma, Jessye Norman, Isaac Stern, e Yuri Temirkanov no 150º. aniverstário de Tchaikovsky em Leningrad em Dezembro de 1990. Também atuou e gravou com o seu amigo violinista israelita Pinchas Zukerman em inúmeras ocasiões ao longo dos anos.[3]

Além de tocar e gravar música clássica, pela qual é bem conhecido, Perlman também tocou jazz, de referir um album feito com o pianista de jazz Oscar Peterson e klezmer. Perlman tem atuado como solista em muitos filmes, com destaque em 1993 o Schindler's List por John Williams premiado pela Academia de Cinema. Mais recentemente foi o violinista solista do filme Memórias de uma Gueisha em 2005, juntamente com Yo-Yo Ma no violoncelo.


Os seus violinos:
No princípio da sua carreira usou um violino Carlo Bergonzi. Posteriormente comprou o Stradivarius "General Kid" de 1714 que vendeu em meados de 1980, tendo comprado o violino de Yehudi Menuhin, o famoso Stradivarius Soil 1714 (considerado como um dos melhores Stradivarius).[8] Passado algum tempo também adquiriu um "Sauret" Guarneri del Gesù 1740-1744. Fonte wikipédia
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Dom Jan 07 2018, 18:13

Brahms: Symphony no. 4






In wiki:

No dia 7 de maio de 1833, em Hamburgo, nasceu Johannes Brahms. Seu pai, Johan Jacob, era contrabaixista e ganhava a vida tocando em bares e tavernas da cidade portuária. Logo ele percebeu os dotes pouco comuns do filho e, quando este completou sete anos, contratou o excelente professor Otto Cossel para dar-lhe aulas de piano. Aos 10 anos, o menino fez seu primeiro concerto público, interpretando Mozart e Beethoven. Também aos 10 anos, ele já frequentava as tabernas com seu pai e tocava lá durante parte da noite.

Não tardou a receber um convite para tocar nas cervejarias da noite hamburguesa, sempre ao lado de seu pai. Enquanto trabalhava como músico profissional, Johannes tinha aulas com Eduard Marxsen, regente da Filarmônica de Hamburgo e compositor. Foi Marxsen quem lhe deu as primeiras noções de composição.

Como músico de cervejaria, Brahms conhece Eduard Reményi, violinista húngaro que havia se refugiado em Hamburgo. Combinam uma tournée pela Alemanha. Nesta viagem, Brahms acaba conhecendo Joseph Joachim (famoso violinista, que viria a se tornar um de seus maiores amigos), Liszt e também os Schumann.


Brahms em 1853
Em sua casa em Düsseldorf, no ano de 1853, Robert e Clara Schumann o receberam como gênio. Robert logo tratou de recomendar as obras de Brahms aos seus editores e escreveu um famoso artigo na Nova Gazeta Musical, intitulado "Novos Caminhos", onde era chamado de "jovem águia" e de "Eleito". Quanto à Clara, existem muitas hipóteses de que os dois teriam tido um relacionamento amoroso, mas nenhuma prova - ambos destruíram cartas e outros documentos que poderiam afirmar isso.

Brahms ficou alguns anos perambulando entre as cidades da Alemanha, fixando-se em duas residências - a de Joachim, em Hanôver, e a de Schumann, em Düsseldorf. Essa vida errante haveria de terminar em 1856, com a trágica morte de Schumann. Foi quando conseguiu o emprego de mestre de capela do pequeno principado de Lippe-Detmold.

Em 1860, comete um grande erro: assina, junto com Joachim e outros dois músicos, um manifesto contra a chamada escola neo-alemã, de Liszt e Wagner, e sua "música do futuro". Embora Brahms não fosse afeito a polêmicas, acabou entrando nessa, o que lhe valeu a pecha de reacionário, a qual foi derrubada apenas no século XX pelo famoso ensaio de Schoenberg - "Brahms, o Progressista". [2]

Três anos mais tarde, resolve morar em Viena. Seu primeiro emprego na capital austríaca foi como diretor da Singakademie, onde regia o coro e elaborava os programas. Apesar do relativo sucesso que obteve, pediu demissão em um ano, para poder dedicar-se à composição. A partir daí, sempre conseguiu sustentar-se apenas com a edição de suas obras e com seus concertos e recitais.

Em Viena, conseguiu o apoio e admiração do importante crítico Eduard Hanslick, mas isso não foi suficiente para garantir-lhe fama. Somente a partir da estreia de Um Réquiem Alemão, em 1868, é que Brahms começou a ser reconhecido como grande compositor. Como reflexo disso, em 1872, é convidado para dirigir a Sociedade dos Amigos da Música, a mais célebre instituição musical vienense. Ficaria lá até 1875.

Em 1876, um fato marcante: a estreia sua Primeira Sinfonia, ansiosamente aguardada, foi um grande sucesso. A partir daí, Brahms ficou marcado como o sucessor de Beethoven. O maestro Hans von Bülow até apelidou essa primeira sinfonia de "Décima", com referência à Nona Sinfonia de Beethoven.

Brahms também foi um continuador da obra de Schubert, como compositor de lieder. Além disso, contribuiu para a divulgação da música de Bach, quando esta ainda não era muito valorizada em Viena. Apesar de seus modos um tanto rudes, aqueles que conheceram Brahms sabiam quão generoso e gentil ele era, no fundo. Viveu modestamente, num apartamento de três peças, mas sempre ajudou, inclusive financeiramente, parentes e amigos músicos, como Antonin Dvorak e Gustav Mahler.[1]

Como alguém já observou, a vida de Brahms vai-se acalmando em razão contrária de sua produção. Os anos que se seguem são tranquilos, marcados pela solidão (manteve-se solteiro), pelas estreias de suas obras, pelas longas temporadas de verão e pelas viagens (principalmente à Itália).

Em 1890, após concluir o Quinteto de Cordas op. 111, decide parar de compor e até prepara um testamento. Mas não ficaria muito tempo longe da atividade; no ano seguinte, encontra-se com o célebre clarinetista Richard Mülhfeld e, encantado com o instrumento e suas possibilidades, escreve quatro obras-primas - duas Sonatas para Clarineta e Piano, o Trio para Clarineta, Cello e Piano, e o Quinteto para Clarineta e Cordas, que está entre suas mais importantes peças de música de câmara.

Sepultura no Cemitério Central de Viena.
Sua última obra publicada foi o ciclo Quatro Canções Sérias, onde praticamente despede-se da vida. Ele dedica a coletânea a si mesmo, como presente no aniversário, em 1896. Nesse mesmo ano, morre Clara Schumann. [3]Johannes Brahms viria a falecer um ano depois, em 3 de abril de 1897.

Obra:
Brahms dedicou-se a todas as formas, exceto balé e ópera, que não lhe interessavam - seu domínio era realmente a música pura, onde reinou absoluto em seu tempo. Podemos dizer que Brahms ocupou o espaço deixado por Wagner, que se dedicava à ópera, e com ele dominou a música da segunda metade do século XIX.

A obra brahmsiniana representa a fusão da expressividade romântica com a preocupação formal clássica. Em uma época onde a vanguarda estava com a música programática de Liszt e o cromatismo wagneriano, Brahms compôs música pura e diatônica, e ainda assim conseguiu impor-se. Talvez este seja um de seus maiores méritos. Em contrapartida, um fator que faz com que Brahms seja de certa forma inovador, é o seu estilo de modulação, sendo que, muitas vezes, Brahms usa de modulações repentinas dentro do discurso harmônico de suas obras, sempre trilhando caminhos de intervalos de terça.

Porém, a contragosto, Brahms viu-se no meio da querela entre os conservadores, capitaneados pelo crítico Hanslick, e os "modernistas", principalmente Hugo Wolf, sendo adotado pelo lado "reacionário". Como os wagnerianos acabaram por dominar a maior parte da crítica na virada do século, demorou muito para que a obra de Brahms fosse colocada no lugar que merecia.

Um dos que mais contribuíram para mudar esse estado de coisas foi Arnold Schoenberg, pai do dodecafonismo, que expôs, numa conferência realizada nos Estados Unidos, em 1933, o quanto Brahms era inovador e até mesmo revolucionário. Hoje, esta é a ideia predominante: Brahms é um dos compositores mais conhecidos.

Os estudiosos dividem em quatro fases a obra brahmsiniana. A primeira é a juventude, onde apresenta um romantismo exuberante e áspero, como no primeiro Concerto para Piano. Ela vai até 1855. A segunda corresponde à fase de consolidação como compositor, que culmina no triunfo do Requiem Alemão, em 1868. Aqui, ele toma gosto pela música de câmara e pelo estudo dos clássicos. A terceira fase é a maturidade, das obras sinfônicas e corais. Brahms atinge a perfeição formal e grande equilíbrio. O último período começa em 1890, quando, no final da vida, pensa em parar de compor. As obras tornam-se mais simples e concentradas, com destaque para a música de câmara e pianística. O Quinteto para Clarinete é exemplo típico dessa fase outonal.

Música para piano[editar | editar código-fonte]
Brahms dedicou grande parte de sua obra ao piano, principalmente na juventude e na velhice. As obras juvenis, como as três sonatas (em Fá Sustenido Maior, Dó Maior e Fá Menor), são vigorosas e apaixonadas, superabundantes em termos temáticos.

Resolvidos os desafios da sonata, Brahms entrou no gênero em que se revelaria um mestre: a variação. O primeiro conjunto publicado foi a das Dezesseis Variações sobre um Tema de Schumann, escritas em 1854, onde já demonstra seu domínio técnico. Mas foi com as 25 Variações e Fuga sobre um Tema de Handel que Brahms atingiu o máximo no campo. Outras obras-primas são os dois grupos de Variações sobre um Tema de Paganini, de dificílima execução, e as Variações sobre um Tema de Haydn, para dois pianos, que ficariam célebres em sua versão orquestral.

No campo das formas mais livres, destacam-se na produção pianística de Brahms as Baladas op. 10, da juventude, os Intermezzos op. 117 e as Klavierstücke op. 118 e 119, da velhice.

Música de câmara
Este foi o gênero brahmsiniano por excelência, tendo exemplares em todas suas quatro fases. Entre as primeiras, destacam-se o ardente Trio op. 8, que seria revisado 35 anos mais tarde, o impressionante Sexteto de Cordas no. 1 e o exuberante Quarteto para Piano op. 25 - o último seria orquestrado por Schoenberg, que queria demonstrar as potencialidades sinfônicas da obra.

Música vocal
Brahms foi um grande compositor de canções. Numericamente, os lieder formam a maior parte da obra brahmsiniana. Entre os ciclos mais conhecidos encontram-se Romanzen aus Magelone e as Quatro Canções Sérias, este último sua obra derradeira.

Na música coral de Brahms, destacam-se Um Requiem Alemão, talvez sua obra mais famosa, que o consagrou definitivamente, a Canção do Destino e a Rapsódia para Contralto, magnífica peça que encantou até Hugo Wolf, habitual crítico.

Música orquestral[editar | editar código-fonte]
Brahms levou relativamente um longo tempo para compor suas obras orquestrais: apenas na sua fase madura é que o gênero é explorado em peças de fôlego.

Sua primeira obra-prima no campo é o majestoso Concerto para Piano n.º 1, que tem um caráter quase de sinfonia. As duas serenatas, opus 11 e 16, são bem mais leves e têm um sabor clássico.

Mas foram as Variações sobre um Tema de Haydn em sua versão orquestral que realmente impulsionaram Brahms no gênero e abriram terreno para sua Primeira Sinfonia. Solene e dramática, esta sinfonia tem forte afinidade com as similares de Beethoven, principalmente com a Terceira e Quinta.

Já a Segunda Sinfonia é mais mozartiana e pastoral - chega a lembrar a Sexta de Beethoven - com sua orquestração leve e brilhante. A Terceira, com dois movimentos lentos e um finale sombrio, que retoma as ideias do início, é, das suas sinfonias, a mais pessoal e enigmática.

A Quarta Sinfonia é a mais conhecida delas, e talvez a maior de todas. Sua orquestração compacta e a monumental chacona do finale remetem o ouvinte à música pré-clássica, principalmente Bach.

Além das sinfonias, Brahms escreveu também duas aberturas. A Abertura Festival Acadêmico é uma obra alegre e circunstancial, em contraste com a a Abertura Trágica, uma obra de uma nobreza quase sombria, composta ao mesmo tempo que a anterior.

No campo do concerto, a primeira obra da maturidade é o Concerto para Violino, de difícil execução mas de grande expressividade. É uma de suas peças mais populares. O segundo Concerto para Piano remete ao primeiro, composto 23 anos antes, em seu caráter sinfônico, com seus grandiosos quatro movimentos.

A última obra orquestral de Brahms é o Concerto Duplo, para Violino e Violoncelo. É uma de suas obras mais apaixonantes. O diálogo entre os solistas no movimento lento é um dos pontos altos de toda a produção brahmsiniana, e vale como um resumo de sua obra: os mais complexos e contraditórios sentimentos são aqui pintados em delicados meios-tons.

Como bem disse Romain Goldron, "nada é deixado ao acaso nessas páginas onde reinam as penumbras, os meios-tons, os mistérios da floresta, nos quais, a todo instante, parece que vamos nos perder".
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sab Jan 13 2018, 12:30

Rachmaninoff: Piano Concerto No. 2 / Weissenberg · Karajan · Berliner Philharmoniker

Uma peça notável cujo conhecimento adquiri através de um laserdisc.

Subtil e ao mesmo tempo poderosa, transporta-nos para o nosso interior como nenhuma outra peça deste autor. Penso que a mesma ainda foi elaborada na época em que era quase um desconhecido.





Rachmaninov nasceu em Semyonovo, perto de Novgorod, no noroeste da Rússia,[2] em uma nobre família descendente dos tártaros, que esteve a serviço dos tsares russos desde o Século XVI. Seus pais foram ambos pianistas amadores, e ele teve suas primeiras lições de piano com sua mãe;[3] entretanto, seus pais não notaram nenhum talento extraordinário no jovem. Por causa de problemas financeiros, a família se mudou para São Petersburgo, onde Rachmaninov estudou no Conservatório da cidade antes de ir para Moscou. Lá, ele estudou piano com Nikolai Zverev e Alexander Siloti (que era seu primo e ex-estudante de Liszt). Ele também estudou harmonia com Anton Arensky, e contraponto com Sergei Taneyev.[4] Deve-se observar que, no início, Rachmaninov era considerado preguiçoso, faltando muito às aulas para ir patinar. Foi o rigoroso regime da casa de Zverev (que hospedou vários músicos jovens, como Scriabin) que o disciplinou.

Ainda jovem começou a mostrar grande habilidade em suas composições. Enquanto ainda era estudante, ele escreveu uma ópera de um ato, Aleko (que lhe rendeu uma medalha de ouro em composição), seu primeiro concerto para piano, um conjunto de peças para piano, Morceaux de Fantaisie (Op. 3, 1892), incluindo o popular e famoso Prelúdio em Dó Sustenido Menor. (De acordo com as anotações de Francis Crociata na caixa com 10 CDs de gravações de Rachmaninov da RCA, o compositor ficou confuso com a fascinação do público por essa peça, composta quando ele tinha apenas 19 anos de idade. Ele muitas vezes importunou pessoas da platéia perguntando "Oh, será que precisa?" ou dizendo não se lembrar.) Rachmaninov confidenciou a Zverev seu desejo de compor mais, pedindo uma sala privativa onde ele poderia compor em silêncio, mas Zverev via nele apenas um pianista e estreitou suas relações com o garoto. Após o sucesso de Aleko, entretanto, Zverev o aceitou de volta como compositor e pianista. Na verdade, suas primeiras peças sérias para piano foram compostas e executadas ainda como estudante, aos treze anos, durante sua residência com Zverev. Em 1892, aos 19 anos, completou seu Concerto para Piano No. 1 (Op. 1, 1891), que ele revisou em 1917.


O jovem Rachmaninov
Passos iniciais
A Sinfonia No. 1 (Op. 13, 1896) estreou em 27 de março de 1897 junto com uma longa série de "Concertos Sinfônicos Russos", mas foi deixado de lado pela crítica. Num comentário pitoresco de César Cui, ela foi comparada à descrição das dez pragas do Egito e sugerido que ela seria admirada pelos "inatos" de um conservatório de música no inferno. (Note-se, César Cui é o único membro do grupo nacionalista de compositores russos conhecido como o Grupo dos Cinco cuja música é raramente executada hoje em dia.) Tais críticas são geralmente atribuídas à inadequação da performance; a condução de Alexander Glazunov é geralmente lembrada como um problema: ele gostou da peça, mas era um maestro fraco e estava faminto na hora da execução. A esposa de Rachmaninov, mais tarde, sugeriu que Glazunov parecia bêbado e, apesar disto nunca ter sido dito por Rachmaninov, este não parecia alterado. A recepção desastrosa, combinada com a preocupação da objeção da Igreja Ortodoxa contra o casamento com sua prima, Natalia Satina, contribuiu para um colapso mental seguido de um período em depressão.

Ele escreveu pouca música nos anos seguintes, até começar um curso de Terapia Auto-Sugestiva com o psicólogo Nikolai Dahl, que coincidentemente havia sido um músico amador; Rachmaninov rapidamente recuperou sua auto-confiança. Um importante resultado dessas sessões foi a composição do Concerto para Piano No. 2 (Op. 18, 1900-01), que foi dedicado ao Dr. Dahl. A peça foi bem recebida em sua estréia, na qual o próprio Rachmaninov foi o solista, e continua sendo até os dias de hoje uma de suas composições mais populares.

O espírito de Rachmaninov se acalmou mais tarde quando, após anos de tentativas, ele finalmente conseguiu permissão para se casar com Natalia. Eles se casaram num subúrbio de Moscou com um padre militar em 29 de abril de 1902, e a união durou até a morte do compositor. Após várias apresentações como maestro, foi oferecido a Rachmaninov o cargo de maestro do Teatro Bolshoi em 1904, embora razões políticas o levaram a se resignar em março de 1906, após o que ele foi para a Itália (em Florença e depois em Marina di Pisa) até julho. Ele passou os três invernos seguintes em Dresden, na Alemanha, trabalhando intensivamente como compositor e retornando à familiar Ivanovka apenas nos verões.




Emigração para os EUA
Rachmaninoff fez suas primeiras apresentações nos Estados Unidos como pianista em 1909, um evento para o qual ele compôs o Concerto para Piano Nº 3 (Op. 30, 1909). Estas apresentações bem-sucedidas fizeram dele uma figura popular na América.

Após a Revolução Russa de 1917, que significou o fim da velha Rússia, Rachmaninoff junto com sua esposa e duas filhas deixou San Petersburgo e foi para Estocolmo em 22 de dezembro de 1917. Eles nunca retornariam para casa novamente. Rachmaninoff então se estabeleceu na Dinamarca e passou um ano fazendo concertos pela Escandinávia. Ele saiu de Oslo (então Kristiania) para Nova Iorque em 1 de novembro de 1918, o que marcou o início do período americano da vida do compositor.[5] Após a partida de Rachmaninoff, sua música foi banida na União Soviética por muitos anos. Sua produção musical diminuiu, em parte porque ele teve que passar parte de seu tempo com sua família, mas principalmente por causa da saudade de sua terra natal; ele sentiu que deixar a Rússia foi como deixar para trás sua inspiração.

O declínio nas composições de Rachmaninoff foi dramático. Entre 1892 e 1917 (vivendo principalmente na Rússia), ele escreveu trinta e nove composições com números opus. Entre 1918 e sua morte em 1943, enquanto vivia nos Estados Unidos, ele completou apenas seis.

Instalando-se nos Estados Unidos, Rachmaninoff começou a fazer gravações para Thomas Edison em 1919,[6] usando um piano vertical o qual o inventor admitiu ser de qualidade inferior; entretanto, os discos renderam fama ao compositor. No ano seguinte ele assinou um contrato exclusivo com a Victor Talking Machine Company e continuou a fazer gravações com a Victor até fevereiro de 1942.

Em 1931, junto com outros exilados russos, ele ajudou a fundar uma escola de música em Paris que posteriormente ganharia seu nome, o Conservatoire Rachmaninoff. Sua Rapsódia Sobre um Tema de Paganini, um de seus trabalhos mais conhecidos hoje em dia, foi escrito na Suíça em 1934. Ele voltou a compor na Sinfonia No. 3 (Op. 44, 1935-36) e as Danças Sinfônicas (Op. 45, 1940), seu último trabalho completo. Eugene Ormandy e Philadelphia Orchestra estrearam as Danças Sinfônicas em 1941 na Academy of Music. Rachmaninoff caiu doente durante uma turnê de concertos em 1942, e foi subseqüentemente diagnosticado com um melanoma maligno.

Rachmaninoff e sua esposa tornaram-se cidadãos americanos em 1 de fevereiro de 1943. Seu último recital, em 17 de fevereiro de 1943 no Alumni Gymnasium da Universidade de Tennessee em Knoxville, profeticamente performando a Sonata No. 2 em Si Bemol Menor de Chopin, que contém a famosa marcha fúnebre. Uma estátua comemorativa do último concerto de Rachmaninov existe no Parque de World's Fair, em Knoxville.

À medida que Rachmaninoff teve cada vez mais certeza de que não voltaria mais à sua terra natal, ele foi sendo tomado pela melancolia. Muitas pessoas que chegaram a conhecê-lo somente nesta época o descreveram como o homem mais triste que eles já haviam visto. Numa entrevista em 1961, o maestro Ormandy declarou:

Rachmaninoff foi, na realidade, duas pessoas. Ele odiava sua própria música e estava geralmente infeliz ao executá-la ou conduzi-la para o público, então é este lado triste que o público conhece. Entretanto, entre seus amigos mais próximos, ele tinha um senso de humor muito bom e tinha um bom espírito.
—Eugene Ormandy

Morte
Rachmaninov morreu em 28 de março de 1943, em Beverly Hills, na Califórnia, apenas alguns dias antes de seu 70º aniversário,[7] e foi enterrado em 1 de junho no cemitério de Kensico, em Valhalla. Nas horas finais de sua vida, ele insistia que podia ouvir música tocando em algum lugar por perto. Após ser repetidamente assegurado de que não era o caso, ele declarou: "então a música está na minha cabeça".
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sab Jan 13 2018, 19:20

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sab Mar 10 2018, 15:12

Beethoven - Piano Concerto No 4 in G major, Op 58

Uma peça fabulosa que descobri num "cd" que comprei faz um mês numa feira da bagageira.

Preço = 0,50euros que é como quem diz cinquenta cêntimos!

Admirável obra que aqui e ali apela a Mozart e à Escola Italiana, bastante ritmado, em que os três típicos movimentos: Allegro moderato; Andante con moto; Rondó (Vivace) estão completamente integrados numa estrutura uniforme.

Considero esta obra completamente viciante e acima de tudo com uma delicadeza impar.


O quarto concerto foi estreado por Beethoven como solista num concerto particular em março de 1807 no palácio de seu patrono, o Príncipe Lobkowitz. No entanto, a estréia pública foi em 22 de dezembro de 1808 no Vienna Theater novamente com Beethoven no piano. Isso fazia parte de uma "maratona" de concertos, com Beethoven, e foi a última aparição pública de Beethoven como solista com orquestra e também foi a estréia de sua Fantasia para piano, orquestra e coro, Op. 80, Quinto e Sexto Sinfonías.  Beethoven dedicou o concerto a seu amigo, aluno e patrono do arquiduque Rudolf, da Áustria. Um comentário na Allgemeine Musikalische Zeitung de maio de 1809 diz que "[este concerto] é o concerto mais admirável, singular, artístico e complexo que Beethoven já escreveu". No entanto, após sua estréia, o trabalho foi quase esquecido até 1836, quando ressuscitado, por Felix Mendelssohn.

Emil Ludwig, o biógrafo mais importante de Beethoven, também considera o "concerto mais perfeito para instrumento solo já composto".

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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sab Mar 10 2018, 17:02

Venham!...
Venham ver ( e quem sabe?... ouvir!...)



ANITA Rachvelishvili

Tão só a melhor CARMEN deste sec XXI, até ver(?), e também uma destacadíssima Azucena (il Trovatore) e Amnéris (Aída)!







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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sab Mar 10 2018, 17:41

Bem, e em homenagem ao proprietário deste tópico e ao seu apreço pelos "requiem" e mantendo as referências à minha apreciada ANITA R. aqui proponho um dos ditos e dos mais arrebatadores (na minha opinião...) que conheço...

O de VERDI, escrito para as cerimónias fúnebres do seu grande amigo , o poeta Manzoni.

Interpretado e difundido em directo no passado dia dos Mortos de 2017, Sinfª da Baviera, Maestro Muti, solistas Anita Rachvelishili e Francesco Meli, grandes, grandes cantores et al.



Reparem como Anita mete no bolso a concorrència, nomeadamente a soprano Stoyanova, a pobre até já olhava de esguelha para ela e para o Maestro....

Mas a reter uma excepcional obra do mastro Verdi e uma belíssima execução no geral, quanto a mim a ver e rever!!!...

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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Sab Mar 10 2018, 18:08

reirato escreveu:
Bem, e em homenagem ao proprietário deste tópico e ao seu apreço pelos "requiem" e mantendo as referências à minha apreciada ANITA R. aqui proponho um dos ditos e dos mais arrebatadores (na minha opinião...) que conheço...

O de VERDI, escrito para as cerimónias fúnebres do seu grande amigo , o poeta Manzoni.

Interpretado e difundido em directo no passado dia dos Mortos de 2017, Sinfª da Baviera, Maestro Muti, solistas Anita Rachvelishili e Francesco Meli, grandes, grandes cantores et al.



Reparem como Anita mete no bolso a concorrència, nomeadamente a soprano Stoyanova, a pobre até já olhava de esguelha para ela e para o Maestro....

Mas a reter uma excepcional obra do mastro Verdi e uma belíssima execução no geral, quanto a mim a ver e rever!!!...

king

excelente apontamento

De facto está noutro campeonato
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Dom Abr 01 2018, 19:12

Serguei Prokofiev - 5.ª Symphony - conduzida por Karajan

A minha proposta Pascal. Uma obra notável deste enorme compositor.



O que se diz dele no Wiki:

Prokofiev nasceu em 23 de Abril de 1891 na vila rural de Sontsovka (actualmente é a localidade de Krasne, no Óblast de Donetsk), na Ucrânia, parte do Império Russo. Foi filho único, sua mãe era pianista e o pai era engenheiro agrónomo, e a família vivia com relativo desafogo económico.

Prokofiev demonstrou bem cedo invulgares dotes musicais. Aos nove anos, ele compôs sua primeira ópera, O Gigante, assim como uma abertura e outras peças. Em 1902, sua mãe conseguiu uma audiência com Sergei Taneyev, diretor do Conservatório de Moscou. Taneyev sugeriu que Prokofiev começasse a ouvir aulas de composição com Alexander Goldenweiser, que declinou, e Reinhold Glière.[3] Glière visitou o jovem Prokofiev em Sontsovka duas vezes durante o verão para ensiná-lo. Paralelamente, Prokofiev aprendeu xadrez, uma paixão que se manteve por sua vida. Quando aprendeu a base teórica musical necessária, dedicou-se a experimentar, definindo o que seria o seu estilo musical.

Pouco tempo depois, ele sente que o isolamento de onde morava estava restringindo seu desenvolvimento musical. Apesar de seus pais não apoiarem a entrada de seu filho na carreira musical tão cedo, em 1904 ele se mudou para São Petersburgo e se inscreveu no Conservatório de São Petersburgo[1], após encorajamento de Alexander Glazunov. Entre seus professores estavam Rimsky-Korsakov, Liadov e Tcherepnin. Nesse momento, ele já havia composto mais duas óperas, e já estava trabalhando na quarta. Ele passou nos testes introdutórios e começou seus estudos de composição no mesmo ano. Sendo muito mais jovem que seus colegas de classe, era visto como excêntrico e arrogante, e ele frequentemente se mostrava insatisfeito com a educação, a qual ele considerava entediante. Entretanto, tornou-se amigo de Boris Asafiev e Nikolai Myaskovsky. Em 1908 ele estreou como pianista[1]. No ano seguinte, gradou-se em composição, e continuou no conservatório para focar-se em piano e condução. Era visto como enfant terrible, uma imagem que ele próprio cultivava.

No ano seguinte, seu pai morreu, o que resultou no fim do seu suporte econômico. Mas ele já tinha certa reputação como compositor, apesar de causar escândalos frequentemente com seus trabalhos. Seus dois primeiros concertos para piano foram compostos nessa época, o que valeram-lhe má fama como músico contra a linha nacionalista russa. Fez sua primeira excursão fora da Rússia em 1913, viajando a Londres e depois a Paris, onde encontrou o Ballets Russes de Sergei Diaguilev. No ano seguinte, terminou o curso do Conservatório em São Petersburgo com as mais altas classificações, um prêmio Rubenstein[4], o que lhe rendeu um piano. Retornou a Londres, onde entrou em contato com Sergei Diaguilev e Igor Stravinsky[1]. Durante a Primeira Guerra Mundial, retornou a academia, agora estudando órgão. Ele compôs a ópera O Jogador, com base na obra homónima de Fiodor Dostoievski, um estudo sobre obsessão[1]. A estreia foi cancelada devido à Revolução Russa de 1917.


Prokofiev em 1918
No verão do mesmo ano compôs sua primeira sinfonia, a Sinfonia Clássica, desenvolvida ao estilo clássico em quatro andamentos. Após breve estadia com sua mãe em Kislovodsk, preocupado com a captura inimiga de Petrogrado (São Petersburgo), retornou em 1918. Ele estava determinado a deixar a Rússia, pelo menos temporariamente, percebendo nenhuma oportunidade para a música experimental. Em maio, mudou-se para os Estados Unidos, mas teve contato com bolcheviques como Anatoly Lunacharsky. Posteriormente, escreveu que o motivo era estritamente musical, e não uma oposição ao novo regime que seu país instalado[5].

Vida no exterior[editar | editar código-fonte]
Prokofiev passou a viver em São Francisco, e ao chegar foi imediatamente comparado a outros exilados como Sergei Rachmaninoff. Ele começou bem em Nova Iorque, o que levou a diversas outras oportunidades. Entretanto, recebeu um contrato de produção de sua ópera O Amor das Três Laranjas, que teve sua estréia cancelada devido à doença e morte do diretor. Esse fato lhe custou a carreira solo nos Estados Unidos.

Com problemas financeiros, se mudou para Paris em abril de 1920, sem querer retornar à Rússia como um fracasso. Por lá, retomou contato com Diaghilev e Stravinsky, e retornou a trabalhos antigos e inacabados como o Concerto para Piano nº 3. Para Diaguilev, compôs os bailados Chout (O Bufão, 1921, op.21), e O Passo de Aço (1927, op.41), apoteose da industrialização que estava a produzir-se nesse momento na Rússia. No fim do ano, O Amor das Três Laranjas finalmente estreou em Chicago, sob desaprovação do compositor. Trabalhou na ópera O Anjo de Fogo, ópera mística tirada dum romance de Valeri Briussov[6], que só foi encenada na íntegra depois da morte do compositor[1].

Em março de 1922, se mudou com sua mãe para a cidade de Ettal, nos Alpes da Baviera por mais de um ano, a fim de se concentrar completamente nas composições. Nessa época, sua música repercutiu na Rússia, mas apesar de receber convites para retornar, permaneceu na Europa. Em 1923, se casou com a cantora espanhola Lina Llubera, antes de retornar a Paris. Por volta de 1927, recebeu comissão de Diaguilev e realizou diversas turnês pela União Soviética, com uma apresentação bem sucedida de O Amor das Três Laranjas em Leningrado. Duas óperas mais antigas também foram tocadas na Europa, e no ano seguinte Prokofiev produziu sua Terceira Sinfonia.

Em 1929, sofreu um acidente de carro em Domrémy e machucou suas mãos. O acidente o impediu de realizar turnê em Moscou; em contrapartida, ele teve a oportunidade de aproveitar a cena musical russa contemporânea. Após sua recuperação, ele tentou realizar turnê nos Estados Unidos novamente, e dessa vez foi calorosamente recebido, refletindo seu recente sucesso na Europa. No começo da década de 1930, ele começou a passar muito mais tempo na União Soviética, trabalhando cada vez mais por lá em favor de Paris. Uma das comissões foi Lieutenant Kije, trilha sonora de um filme russo. Outro exemplo foi o balé Romeu e Julieta, para o Balé Kirov em Leningrado, que estreou somente em 1938, em Brno[1]. Atualmente, este é um dos trabalhos mais conhecidos de Prokofiev. Entretanto, teve diversos problemas de coreografia, e a estréia foi adiada por diversos anos.

Prokofiev foi solista da Orquestra Sinfônica de Londres, conduzida por Piero Coppola, na primeira gravação de seu terceiro concerto para piano, em junho de 1932. Ele também gravou alguns de seus trabalhos para piano em Paris em fevereiro de 1935. Em 1938, ele conduziu a Orquestra Filarmônica de Moscou na gravação da segunda suite de seu balé Romeu e Julieta. Outros países visitados em excursão durante seu período no exterior incluíram Itália, Alemanha, Canadá e Cuba[2].

Retorno à União Soviética[editar | editar código-fonte]
Em 1935, Prokofiev voltou à União Soviética permanentemente; sua família voltou somente no ano seguinte. Na época, a política soviética referente a música havia mudado; uma agência havia sido criada para vigiar os artistas e suas criações. Limitando a influência externa, tais políticas gradualmente isolaram os compositores soviéticos do resto do mundo. Tentando se adaptar às novas circunstâncias, Prokofiev escreveu uma série de canções (Opp. 66, 79, 89), usando letras de poetas aprovados oficialmente pelo governo, além do oratório Zdravitsa (Op. 85), o que assegurou sua posição como um compositor soviético. Na mesma época, compôs para crianças, incluindo Pedro e o Lobo, para narrador e orquestra, uma obra realizada para agradar a Josef Stalin.

Em 1938, Prokofiev colaborou com o renomado cineasta russo Sergei Eisenstein no épico Alexander Nevsky. Apesar do filme ter baixa qualidade sonora, Prokofiev adaptou grande parte da obra numa cantata, que tem sido apresentada e gravada frequentemente. Em 1941, o compositor sofre o primeiro de uma série de ataques cardíacos, resultando numa piora gradual de saúde. Por causa da Segunda Guerra Mundial, ele foi periodicamente evacuado para o sul junto com outros artistas. Isso trouxe diversas consequências para sua família em Moscou, e seu relacionamento com a poetisa Mira Mendelson resultou na sua separação com a esposa Lina, apesar de não terem se divorciado. Mira já havia o ajudado em libretos.

A guerra inspirou Prokofiev a mais uma ópera, Guerra e Paz, com a qual ele trabalhou por dois anos, junto com mais uma trilha sonora para Sergei Eisenstein, dessa vez Ivan, o Terrível. Entretanto, o governo soviético revisou a ópera diversas vezes. Em 1944, Prokofiev se mudou para fora de Moscou, para compor sua quinta sinfonia (Op. 100) que tornou-se a mais popular delas. Pouco depois, sofreu concussão e nunca se recuperou. Por conta disso, sua produtividade diminuiu severamente nos anos seguintes.


Selo marcando o centenário de Prokofiev em 1991
Após a guerra, o compositor ainda teve tempo para de escrever sua sexta sinfonia e sua nona sonata para piano, antes do Partido Soviético mudar de opinião sobre sua música. As atenções pós-guerra estavam voltadas novamente a assuntos internos, e o governo estava regulando novamente a atividade dos artistas locais. Em 10 de fevereiro de 1948, uma resolução do Partido Comunista condenou supostas tendências antidemocráticas na música[7]. A música de Prokofiev agora era vista como um exemplo do formalismo, um perigo para o povo soviético. Em 20 de fevereiro, sua esposa Lina foi presa por espionagem, ao tentar enviar dinheiro para sua mãe na Catalunha. Nesse mesmo ano, Prokofiev deixa a família por Mira. Lina foi sentenciada a vinte anos, mas foi solta após a morte de Stalin em 1953, deixando a União Soviética.

Seus últimos projetos de ópera foram rapidamente cancelados pelo Teatro Kirov, o que, em combinação com sua saúde cada vez pior, causou a queda cada vez maior da atividade musical do compositor. Seus médicos ordenaram a limitação de suas atividades, fazendo com que ele reservasse somente um ou duas horas diárias à composição. Sua última apresentação pública foi a estréia da sétima sinfonia em 1952, cuja música foi escrita para um programa de televisão infantil. A obra recebeu o prêmio Estaline em 1947[6].

Igor Stravinsky o caracterizou como o maior compositor russo de sua época, além do próprio Stravinsky.[8]

Aos 61 anos, Prokofiev morreu em 5 de março de 1953, no mesmo dia que Stalin. Ele viveu próximo à Praça Vermelha, e por três dias, a multidão que se despedia de Stalin impossibilitou a retirada do corpo de Prokofiev para o serviço funerário. No funeral, não havia flores nem músicos, todos reservados ao funeral do líder soviético. Sua morte é frequentemente atribuída a uma hemorragia cerebral, mas é sabido que ele já estava muito doente pelos últimos oito anos de sua vida. Ele havia apenas iniciado os ensaios para o seu bailado A Flor de Pedra, que foi levado à cena no ano seguinte.

Com Lina Llubera teve dois filhos, Sviatoslav e Oleg[2].


Sobre esta Obra:

Moscou, 5 de março de 1953: milhões de cidadãos soviéticos e comunistas choram pela morte do líder que se autodenominou Stálin, “homem de aço”. Perto dali, nos campos de trabalho forçado, conhecidos como Gulag, a milhões de prisioneiros foi permitido sonhar novamente com a liberdade. Outros milhões que foram mortos durante a ditadura stalinista tiveram os nomes arquivados e esquecidos nos porões do Ministério do Interior. Nessa mesma cidade, na mesma data e à mesma hora veio a falecer Sergei Prokofiev, aos 61 anos, privado pelo destino da chance de criar suas obras sem o controle das autoridades russas da censura. A infeliz coincidência de datas o privou também de todas as honrarias que seu sepultamento merecia por ser artista do povo russo. Seu caixão foi decorado com flores de papel, pois todas as flores foram reservadas para enfeitar o túmulo de Stálin. O velório de Prokofiev, na sede da União dos Compositores Soviéticos, ocorreu somente três dias depois que a multidão de luto por Stálin se dispersou das ruas. No funeral, ouviu-se num velho aparelho um trecho de uma de suas obras mais populares, a música para o balé Romeu e Julieta.

Das sete sinfonias que escreveu, a Primeira e a Quinta são as mais populares em seu país e no estrangeiro. A Quinta Sinfonia, composta em 1944, foi estreada em Moscou a 13 de janeiro de 1945, sob a regência do próprio compositor. Segundo Sviatoslav Richter, pianista russo que a assistira na ocasião, a obra é reflexo de “sua alcançada maturidade interior e o reepílogo do seu passado”. Para ele, o compositor olhava “do alto para a própria vida e para tudo o que aconteceu”. Prokofiev retornara ao momento anterior do exílio de dezessete anos e revivera o passado como artista e como homem. Mesmo tolhido artisticamente, viu que era preciso restituir-se os cantos de sua Pátria-Mãe. A Quinta Sinfonia foi escrita quinze anos após a Quarta e dez anos após o reingresso de Prokofiev na Rússia. Nesse hiato, o compositor viu seu estilo de composição sofrer uma transformação considerável e buscava inspiração na força melódica autêntica do seu país: “o ar forasteiro não se casa com a minha inspiração, porque eu sou russo e a coisa pior para um homem como eu é viver no exílio. Devo voltar. Devo ouvir ressoar ao ouvido a língua russa, devo falar com as pessoas, a fim de que possa restituir-me o que me falta: os seus cantos, os meus cantos.” Sobre a Quinta Sinfonia, ele disse: “esta música amadureceu dentro de mim, encheu minha alma” […] “não posso dizer que escolhi estes temas, eles nascem em mim e devem se expressar”. A volta ao país natal se desdobrou no retorno às raízes musicais de sua juventude, na qual demonstrara amar profundamente a música de Haydn. A simplicidade e inocência das composições de Haydn eram vistas por Prokofiev como exemplo de clareza e sofisticação. O regresso à natureza neoclássica da Primeira Sinfonia deveu-se mais ao renascimento em si do espírito haydniano que propriamente pela censura impingida à sua música pelo Comitê Central do Partido Comunista. Ao compor nos moldes do “realismo socialista”, Prokofiev inaugurou uma fase chamada por ele de “nova simplicidade”.

Nas palavras do compositor: uma “linguagem musical que possa ser compreendida e amada por meu povo”. Simples, sem ser simplista, ele fez sua música retornar ao predomínio do elemento melódico, à transparência na orquestração e à nitidez da forma, de acordo com as normas clássicas. Se os movimentos lentos I e III – Andante e Adagio – se vestem de uma ternura elegíaca e de introspecção, os allegros II e IV, um scherzo e um finale refletem o puro humor advindo de Haydn. Desse contraste, sem dores nem tristezas, nasceu uma das obras mais célebres da música soviética, definida pelo compositor como o “canto ao homem livre e feliz, à sua força, à sua generosidade e à pureza de sua alma”.


Marcelo Corrêa
Pianista, Mestre em Piano pela Universidade Federal de Minas Gerais e professor na Universidade do Estado de Minas Gerais.
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MensagemAssunto: Re: Propostas Clássicas   Dom Jun 10 2018, 21:10

"Lucia di Lammermoor"Gaetano Donizett/b]





Lucia di Lammermoor, em português "Lúcia de Lammermoor", é uma ópera em 3 atos de Gaetano Donizetti, com libreto de Salvatore Cammarano, baseada no romance "The Bride of Lammermoor" (A Noiva de Lammermoor), de Walter Scott. Juntamente com Don Pasquale e L'elisir d'amore, é uma das óperas mais representadas de Donizetti na atualidade. A sua estreia ocorreu no Teatro San Carlo em 26 de setembro de 1835.

O soprano Maria Callas foi responsável pela renovação do papel em 1952, na Cidade do México. A gravação de 1955 (Berlim com direção de Herbert von Karajan) é um importante registro dessa composição. Dame Joan Sutherland alcançou fama internacional após sua estréia como Lucia no Royal Opera House, Covent Garden em 1959, tornando-se a maior e mais notável intérprete de Lucia, sendo um dos papéis mais importantes em seu repertório.


Ato I
Jardins do castelo da família Lammermoor. Normanno, capitão da guarda do castelo, acompanhado de outros serviçais, está procurando um intruso. Ele conta logo a Enrico Ashton de Lammermoor que suspeita que tal intruso é Edgardo de Ravenswood, de uma família inimiga, que vem ao castelo para encontrar-se com Lucia, sua irmã mais nova. Ao descobrir que Normanno estava certo, Enrico dispõe-se a acabar de uma vez com a relação entre ambos.

Diante de uma fonte, na entrada próxima ao castelo, está Lucia, esperando por Edgardo. Lucia explica a Alisa, sua serviçal, que viu o fantasma de uma menina assassinada nesse mesmo lugar por um ciumento ancestral da família Ravenswood - a mesma de Edgardo. Alisa vê nisso um mau pressentimento e alerta Lucia para que desista do romance. Edgardo aparece e explica que vai à França, em missão política, acreditando poder selar a paz com Enrico e casar-se com Lucia. E, diante das dúvidas da aceitação ou não por parte de Enrico, trocam alianças selando o compromisso.

Ato II
Dentro dos aposentos de Lorde Enrico, acontecem os preparativos para o casamento arranjado de Lucia e Arturo Bucklaw. Enrico, preocupado com a reação de Lucia, forja uma carta supostamente escrita por Edgardo dizendo que ele já a esqueceu e está casado. Raimondo, o capelão, tenta convencer Lucia a esquecer Edgardo pelo bem de sua família.

Tem início a cerimônia nupcial. Arturo e Lucia, contrariada, assinam o contrato nupcial. Edgardo aparece de súbito e ameaça os presentes. Raimondo mostra a Edgardo o contrato nupcial e este, irritado, faz com que Lucia se desfaça dos anéis de compromisso. E é forçado a se retirar do castelo.

Ato III
Enrico e Edgardo marcam um duelo. Dentro do castelo, Raimondo noticia que Lucia assassinou Arturo cravando-lhe um punhal durante a noite de núpcias. Fora de si, Lucia se imagina na noite de núpcias com Edgardo e roga-lhe perdão pela traição. Lucia chegara à loucura.

Amanhece, e atrás do cemitério dos Ravenswood, Enrico e Edgardo se encontram para o duelo. Surge uma procissão lamentando a morte de Lucia (não é explícita a causa - se Lucia foi condenada à execução, suicidou-se ou adoeceu). Dobram os sinos anunciando a morte e Edgardo, que não suporta a idéia de vê-la morta, suicida-se com uma punhalada no peito.


Domenico Gaetano Maria Donizetti (Bérgamo, 29 de novembro de 1797 — Bérgamo, 8 de abril de 1848) foi um compositor de óperas italiano, um dos mais fecundos do Romantismo.

Nasceu numa família pobre sem tradições no mundo da música, mas em 1806, foi um dos primeiros alunos da escola caritativa de Bergamo.

Donizetti iniciou os seus estudos musicais com Simon Mayr em Bérgamo e, em seguida com Mattei em Bolonha. Nas suas primeiras peças compõe apenas composições religiosas num estilo restrito.

Em 1814 regressa a Bergamo ficando responsável pela música na Igreja de Santa Maria Maggiore.

Em 1818 é representada a sua primeira ópera, Enrico di Borgogna, em Veneza. O seu primeiro grande sucesso foi com a ópera Esule di Roma, estreada em 1828 em Nápoles.

Donizetti é muito conhecido pelas suas óperas, mas também compôs outros tipos de música, como quartetos de cordas, obras orquestrais etc.


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