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 O melhor álbum deste século, para jà !...

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TD124
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MensagemAssunto: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qui Jan 26 2017, 09:10

Alexandre Vieira escreveu:
... uma obra que recomendo vivamente que é o Illinois (2005) de Sufjan Stevens que considero ser, para já, o melhor álbum deste século. ...

O Alexandre Vieira deu-me uma ideia com esta intervenção que seria de pessoalmente designar e comentar aquele que consideramos ser o melhor album do século XXI. Evidentemente são escolhas em movimento pois hà sempre um novo a nascer (ou por descobrir...) que pode tapar o primeiro ... mas pareçe-me ser um exercicio interessante pois a riqueza da musica neste inicio de século é real e ném sempre apercebida...

È verdade que a difusão pela Net e a criação de polos musicais como a "bandcamp" e outros, obrigam o amador a se interessar e ir descobrir os artistas por si proprio muitas vezes. Penso que pode ser um exercicio simpàtico e que permita de conheçer novos actores que talvez vão marcar a historia da musica...

Toca a botar os albums e a faladura então! cheers

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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qui Jan 26 2017, 11:43

como não sou um homem de palavras transcrevo aqui as palavras de João Lisboa sobre oq considero ser o melhor disco deste século, um disco para ouvir até à exaustão E com as quais concordo em absoluto.
"O melhor disco de Jeff Buckley. O melhor disco de David Sylvian. O melhor disco de John Cale. O melhor disco dos Tindersticks. O melhor disco de Scott Walker. O melhor disco dos Blue Nile. O melhor disco dos Divine Comedy. Sim, esses todos são apenas um só, chama-se The Opiates e a entidade colectiva na qual as outras, individuais, se materializam dá pelo nome apropriadamente vago de Anywhen e provém de Gotemburgo, na Suécia. É, aliás, para música como esta que deveria ter sido expressamente inventado o termo "fusão" mas nunca naquele sentido em que nos habituámos a empregá-lo. Porque o que neste álbum se passa é verdadadeiramente uma assombrosa fusão, dir-se-ia, espiritual, de personalidades musicais que nada tem rigorosamente a ver com o habitual jogo de referências cruzadas, de citações e pequenos furtos estéticos em que se transformou considerável parte da frivolidade "pós-moderna" (muitas vezes paradoxalmente interessante) da música actual. Aqui convém dizer que, na realidade, a "entidade colectiva" é, afinal, ela própria, quase individual. A saber, o sociofóbico Thomas Feiner (esporadicamente acompanhado pelo que resta dos Anywhen originais, músicos dispersos e, essencialmente, a orquestra sinfónica de Varsóvia), polo magnético de atracção para o qual converge uma espécie de campo de forças estético múltiplo que dá origem a uma variedade de esquizofrenia ou "split personality" musical onde, e é isso mesmo o mais impressionante, a psicopatologia adquire uma coerência, lógica e método absolutamente convincentes.
Numa única canção (transportada por avassaladoras orquestrações sinfónicas, assente unicamente sobre dispersos arpejos de piano ou guitarra ou recorrendo a secções de sopros sobre fundo subliminar de "bruitage" indistinto) e em todas elas, de um momento para outro, perplexos, ficamos sem ser capazes de dizer se são Stuart Staples ou Sylvian que cantam, se estamos a escutar Paul Buchanan ou John Cale (o de Music For A New Society ou o de Paris 1919?), se foi a alma de Jeff (ou Tim?) Buckley que, sob o efeito de qualquer "opiate", desceu sobre esta música e, irremediavelmente, se apossou dela, transformando-a num campo de batalha entre sombras e espectros. Pelo meio, segundo Feiner, há algo como um programa de vida retirado da compreensão do sentido de uma linha de diálogo de "Fight Club": "Doing a job we hate to buy things we don't need". Dito apenas assim, parece (parece?) demasiado prosaico para a transcendência de The Opiates. Mas, lá dentro, em pronunciamentos como "Here come greetings from the fires of dusk, from all the places you never dared to walk, you never saw the silent battle zones beneath your towers and beneath your gardens", há muito mais substancial matéria de reflexão. Vivam sem este disco, se forem capazes."
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Sab Jan 28 2017, 11:23

anibalpmm escreveu:
como não sou um homem de palavras transcrevo aqui as palavras de João Lisboa sobre oq considero ser o melhor disco deste século, um disco para ouvir até à exaustão E com as quais concordo em absoluto.
"O melhor disco de Jeff Buckley. O melhor disco de David Sylvian. O melhor disco de John Cale. O melhor disco dos Tindersticks. O melhor disco de Scott Walker. O melhor disco dos Blue Nile. O melhor disco dos Divine Comedy. Sim, esses todos são apenas um só, chama-se The Opiates e a entidade colectiva na qual as outras, individuais, se materializam dá pelo nome apropriadamente vago de Anywhen e provém de Gotemburgo, na Suécia. É, aliás, para música como esta que deveria ter sido expressamente inventado o termo "fusão" mas nunca naquele sentido em que nos habituámos a empregá-lo. Porque o que neste álbum se passa é verdadadeiramente uma assombrosa fusão, dir-se-ia, espiritual, de personalidades musicais que nada tem rigorosamente a ver com o habitual jogo de referências cruzadas, de citações e pequenos furtos estéticos em que se transformou considerável parte da frivolidade "pós-moderna" (muitas vezes paradoxalmente interessante) da música actual. Aqui convém dizer que, na realidade, a "entidade colectiva" é, afinal, ela própria, quase individual. A saber, o sociofóbico Thomas Feiner (esporadicamente acompanhado pelo que resta dos Anywhen originais, músicos dispersos e, essencialmente, a orquestra sinfónica de Varsóvia), polo magnético de atracção para o qual converge uma espécie de campo de forças estético múltiplo que dá origem a uma variedade de esquizofrenia ou "split personality" musical onde, e é isso mesmo o mais impressionante, a psicopatologia adquire uma coerência, lógica e método absolutamente convincentes.
Numa única canção (transportada por avassaladoras orquestrações sinfónicas, assente unicamente sobre dispersos arpejos de piano ou guitarra ou recorrendo a secções de sopros sobre fundo subliminar de "bruitage" indistinto) e em todas elas, de um momento para outro, perplexos, ficamos sem ser capazes de dizer se são Stuart Staples ou Sylvian que cantam, se estamos a escutar Paul Buchanan ou John Cale (o de Music For A New Society ou o de Paris 1919?), se foi a alma de Jeff (ou Tim?) Buckley que, sob o efeito de qualquer "opiate", desceu sobre esta música e, irremediavelmente, se apossou dela, transformando-a num campo de batalha entre sombras e espectros. Pelo meio, segundo Feiner, há algo como um programa de vida retirado da compreensão do sentido de uma linha de diálogo de "Fight Club": "Doing a job we hate to buy things we don't need". Dito apenas assim, parece (parece?) demasiado prosaico para a transcendência de The Opiates. Mas, lá dentro, em pronunciamentos como "Here come greetings from the fires of dusk, from all the places you never dared to walk, you never saw the silent battle zones beneath your towers and beneath your gardens", há muito mais substancial matéria de reflexão. Vivam sem este disco, se forem capazes."

Excelente texto, estou ouvir deliciosamente este excelente trabalho. Por acaso da Suécia sou grande admirador do projecto Knife, mas este está também muito bom!

Abraço e obrigado pela Partilha.
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Sab Jan 28 2017, 14:52

Hesitei muito à escolha do que seria nmho o disco do século até agora, mas apesar de todos os argumentos e direções que assumi durante a escolha, o resultado foi invariàvelmente o mesmo. Se existe uma esperança ligada intimamente à passagem do século é a mudança ... então a musica do séc. XXI seria uma nova pàgina, uma folha branca, o começo de outra coisa. O século passado foi globalmente o da musica concréta e as multiplas experimentações e novas direções não anulam este facto, bem ao contrario, pois a Electronica pode e deve ser vista mesmo como o expoente deste concepto. Se o Jazz alimenta e inspira o Rock desde os finais de 60 ... não se pode dizer que seja igualmente reciproco, e o Rock questionou-se muito mais estilisticamente que musicalmente. Passar de uma guitarra acustica a uma guitarra eléctrica é uma evolução natural permitida pela técnica, ora que para os Radiohead (e para o auditor...) passar de Pablo Honey ao crepuscular Kid A representa um salto de gigante ... e no escuro. Despir a roupa dos hàbitos, da tradição e das influências fundadoras afim de caminhar no desconhecido e re-criar um universo insolito, original e coerente é raro. Ao contrario de OK Computer que é um album Electro-Rock, este aqui ultrapassa a simples alternância ou cross-over estilistico e elimina as bases musicais do grupo apagando as guitarras, a voz clara e a pura ritmica binària ... distilando discretamente em segundo plano e de uma maneira subliminal Free-Jazz e Electronica inteligente no estilo de Autechre ou Aphex Twin. O Kid A é um album de Rock ou de Eléctronica ???... ném um ném outro e por detràs da fria aparência easy-listening trata-se realmente de uma obra hermética. As permanentes alusões simbolicas, os textos impenetràveis e o movimento musical em constante mutação mostram que estamos façe a um album de albuns ... sàbia e profunda dissecação dos " Tri repetae, Laughting Stock, Ambient Works, Hex, Tabula Rasa, Homework, The köner Experiment ...". Com o Kid A os Radiohead desenham a berma da estrada que os Sigur Ros, Gravenhurst ou mesmo os Goldfrapp vão atravessar ... sém atingir porquanto a complexidade subversiva. Se uma faixa deveria ser o simbolo desta mutação seria a "How to Disappear Completely com o seu ritmo hipnotico e as palavras sugestivas "...I'm not here/This isn't happening..." que no meio do disco explicam que os Radiohead não estão em fase de evolução mas a desapareçer afim de renascer. Sim!, o Kid A é verdadeiramente para a mim e em todos os aspectos musicais a grande obra do século XXI ... pelo momento !!!

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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Dom Jan 29 2017, 13:57

Junto este texto que escrevi à data relativamente aquele que considero ser sem dúvida o melhor álbum do Século XXI.

Y2K – o Illinoise do milénio

Surpreendentemente, houve poucas falhas decorrentes do Bug do milénio, que se revelou quase que inofensivo apesar de ter gerado uma onda de pânico colectivo, especialmente nos países nos quais os computadores estavam mais vulgarizados. O assunto gerou muita polémica devido aos grandes lucros gerados pelas empresas de informática, foi alvo de matérias copiosas na imprensa e deu até origem a vários filmes de gosto duvidoso. Hoje é considerado como um dos casos registados pela História de pânico colectivo vazio de fundamentos, uma versão moderna do "temor do fim do mundo" que também acometeu os povos Medievais no virar do ano de 999 para 1000. Foi despojado Y2K que assolou o mundo, excepto em Portugal; na verdade este país de brandos costumes viu-se acossado ao virar do século por uma vaga inesperada de abusos sexuais, e ainda com efeitos mais maléficos, como uma praga se tratasse, vi a maior parte dos meus amigos a cristalizarem-se nas suas anteriores vanguardistas opções musicais.
Em pânico fiquei, sozinho, porque sem outros que tais anteriores escaravelhos, na busca do Santo Graal da música, da escrita, da arte; que é como diz, da busca do contacto terreal com um qualquer Deus dos céus.
De facto existem obras em que nos apercebemos facilmente que existiu nelas a intervenção de um Criador, purificador e aglutinador que mostra aos humanos o melhor que podem fazer sem ser em justaposição com o pior que se pode fazer. Não tenham quaisquer ilusões, Deus expõe-se com todo o seu esplendor na arte, na 1.ª à 7.ª, pelo que para mim, a arte, quer se debruce sobre aspectos religiosos ou não, é sempre sacra, pois coloca-me em contacto com a magnificência do Supremo. Mas como referi, no virar do século ao confrontar os meus amigos com autores e temas novos que não faziam parte daquilo que para eles era adquirido, certamente por consequência do maléfico Y2K, obtinha na maioria dos casos respostas do género:
- “Nunca mais vai existir nada como Joy Division!”
- “ Nem compares isso com Tindersticks!”
- “ Aí se os Clash ainda tocassem, esses gajos nem sequer lhes faziam as primeiras partes”.
Com estes ainda se podia dialogar, nos casos mais graves a respostas foram:
- “ O meu filho é mesmo inteligente, algumas vezes até fico preocupado!”
- “ A Gustava da contabilidade é mesmo gostosa.”
- “Olha pá, comprei uns pneus novos para o carro e um lugar cativo no Benfica, quando é que apareces?”.
Mas a minha Nossa Senhora da Nazaré não dormita em serviço, quando fui ao seu Santuário, chorar um bocadinho pelo o facto de não ter junto a mim um escaravelho pecador o suficiente para que, sem renegar os heróis musicais da infância, me ajudasse na busca do Graal, eis que, algures em 2005, após cinco anos de pouca esperança nos culturais anos vindouros, recebi uma chamada, que viria a mudar em muito o panorama do que sou, do que queria ser; e que fizeram ter confiança suficiente para que consiga, mesmo que em letras tortas, escrever hoje o que quero.
Conheci o Luís Moniz nesse ano, entrou num grémio de muitos bons amigos, um amigo que me fazia muita falta, porque sinto que já o era antes de o ser. Com ele, tento descobrir Deus na terra, através da arte dos demais, e até aquela que em mim possa existir. Quando o Luís, como que por artes mágicas, me colocou a rabiscar, com toda a sua paciência, e diga-se aturado esforço; primeiro, para me ajudar a despertar a voz que ainda esgaravato, pôs-me, previdentemente, a apreender as vogais, proferidas por Pessoa; e agora as consoantes, vagarosa mas consistentemente, proferidas por gente desta terra que tenta descobrir o seu de Deus nos seus próprios feitos, entre muitos, falo de vós, Octávio e Bruno (todos eles fundadores do www.esquinas.org ), que muito me enaltece a honra de convosco partilhar o melhor que esta pátria Lusitana ainda pode fazer; e que de modo autónomo surgiram como o complemento da “grande prenda Açoriana” chamada Luís, mas que em mim conquistaram um pleno espaço autónomo, pelo que o meu grande bem-haja também a vós, a este meu grémio de verdadeiras amizades.
Grande ano aquele de 2005, estrumado o suficiente para que a safra tenha sido um Vintage da melhor qualidade. Para afamar a ocorrência, Deus com toda a sua sapiência, incumbiu Sufjean Stevens das celebrações.
A responsabilidade era grande, mas Sufjan Stevens não se deteve, criou aquele que para mim é o melhor trabalho realizado depois do virar do século, e convidou-nos para “Come in feel the Illinoise.”, o seu quarto trabalho de originais. E que convite este meus amigos! Illinoise é por direito próprio um disco consistente o suficiente para rivalizar com o melhor que a Independente (agora indie) e a Pop fizeram desde sempre. São vinte e dois deliciosos temas, que transforma o cd num verdadeiro realejo, pois podemos colocá-lo em repeat, sem que isso se transforme num aborrecimento, pois está sempre a debitar coisas boas, tonalmente equilibradas o suficiente para que não denotemos que entre a música Europeia e a Americana existe um oceano de história que as separa. O verdadeiro artista é aquele que é arrojado na simplicidade da sua obra. E esta é daquelas que se gosta do princípio ao fim, até porque antes de existir já o era. Ou seja, porque todos já tínhamos o Illinoise dentro de nós, bastava apenas que alguém o materializasse, num projecto sem par no actual cenário musical. Ao contrário do que muito se diz por aí, o actual panorama musical é dos mais ricos que já alguma vez existiu. O facto do preço dos equipamentos de estúdio se terem banalizados, permitem o surgimento de autores que enriquecem em muito a cultura popular actual; de outro modo, seriam quanto muito, célebres na estação de metropolitano mais da casa de seus pais. Uma nota mais, este Cd tem uma outra característica tem uma capa verdadeiramente original e genial, coisa rara nos dias que correm (que saudades do LP). Apenas um aspecto negativo no excelente Illinoise, o autor deveria ter nos créditos referido que um dos temas, não vou dizer qual descubram por vós, utiliza um sampler de um tema dos The Cure, é tão manifesto, que soa a homenagem aos mesmos, mas ainda assim, penso, que em nome da verdade, deveria ter efectuado a referida referência. Só lhe ficava bem!

Illinoise – Disco obrigatório numa discografia de bom gosto, que está novamente à venda na Fnac e desta feita com um preço bem mais económico, serão os € 9,90 euros mais bem empregues da vossa, rápido, antes que esgote, vida!

Classificação: 5 estrelas - Discografia Ideal

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TD124
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Dom Jan 29 2017, 14:37

Alexandre Vieira escreveu:
(...) Illinoise Disco obrigatório numa discografia de bom gosto ...

2cclzes Parabens pelo texto e pela partilha deste magnifico album...

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Mister W
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Dom Jan 29 2017, 19:06



Dos mais recentes ocorre-me este... Dificilmente será o disco do século, mas é seguramente um dos que mais me surpreendeu em 2016.

Black Bombaim & Peter Brötzmann (2016, Lovers & Lollypops / Shhpuma, Por)

The Portuguese trio "Black Bombaim" in an association with the more "punk" of the free jazz musicians, the legendary German saxophonist Peter Brötzmann. The grunge/psych/stoner rock with the master of improvisation could only have one result: an intense and powerful sound, not suitable for heart patients. Certainly, within the list of the albums of the year... in the more experimental rock-jazz section, of course.
in https://www.facebook.com/thejazzspotbymisterw/
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Seg Jan 30 2017, 11:05

TD124 escreveu:
Hesitei muito à escolha do que seria nmho o disco do século até agora, mas apesar de todos os argumentos e direções que assumi durante a escolha, o resultado foi invariàvelmente o mesmo. Se existe uma esperança ligada intimamente à passagem do século é a mudança ... então a musica do séc. XXI seria uma nova pàgina, uma folha branca, o começo de outra coisa. O século passado foi globalmente o da musica concréta e as multiplas experimentações e novas direções não anulam este facto, bem ao contrario, pois a Electronica pode e deve ser vista mesmo como o expoente deste concepto. Se o Jazz alimenta e inspira o Rock desde os finais de 60 ... não se pode dizer que seja igualmente reciproco, e o Rock questionou-se muito mais estilisticamente que musicalmente. Passar de uma guitarra acustica a uma guitarra eléctrica é uma evolução natural permitida pela técnica, ora que para os Radiohead (e para o auditor...) passar de Pablo Honey ao crepuscular Kid A representa um salto de gigante ... e no escuro. Despir a roupa dos hàbitos, da tradição e das influências fundadoras afim de caminhar no desconhecido e re-criar um universo insolito, original e coerente é raro. Ao contrario de OK Computer que é um album Electro-Rock, este aqui ultrapassa a simples alternância ou cross-over estilistico e elimina as bases musicais do grupo apagando as guitarras, a voz clara e a pura ritmica binària ... distilando discretamente em segundo plano e de uma maneira subliminal Free-Jazz e Electronica inteligente no estilo de Autechre ou Aphex Twin. O Kid A é um album de Rock ou de Eléctronica ???... ném um ném outro e por detràs da fria aparência easy-listening trata-se realmente de uma obra hermética. As permanentes alusões simbolicas, os textos impenetràveis e o movimento musical em constante mutação mostram que estamos façe a um album de albuns ... sàbia e profunda dissecação dos " Tri repetae, Laughting Stock, Ambient Works, Hex, Tabula Rasa, Homework, The köner Experiment ...". Com o Kid A os Radiohead desenham a berma da estrada que os Sigur Ros, Gravenhurst ou mesmo os Goldfrapp vão atravessar ... sém atingir porquanto a complexidade subversiva. Se uma faixa deveria ser o simbolo desta mutação seria a "How to Disappear Completely com o seu ritmo hipnotico e as palavras sugestivas "...I'm not here/This isn't happening..." que no meio do disco explicam que os Radiohead não estão em fase de evolução mas a desapareçer afim de renascer. Sim!, o Kid A é verdadeiramente para a mim e em todos os aspectos musicais a grande obra do século XXI ... pelo momento !!!

Grande disco, grande review!!!
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Alexandre Vieira
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Seg Jan 30 2017, 11:06

Mister W escreveu:


Dos mais recentes ocorre-me este... Dificilmente será o disco do século, mas é seguramente um dos que mais me surpreendeu em 2016.

Black Bombaim & Peter Brötzmann (2016, Lovers & Lollypops / Shhpuma, Por)

The Portuguese trio "Black Bombaim" in an association with the more "punk" of the free jazz musicians, the legendary German saxophonist Peter Brötzmann. The grunge/psych/stoner rock with the master of improvisation could only have one result: an intense and powerful sound, not suitable for heart patients. Certainly, within the list of the albums of the year... in the more experimental rock-jazz section, of course.
in https://www.facebook.com/thejazzspotbymisterw/

.....hummmmmmmmm


hummmmmmmmmmmm....hummmmmmmmmmmmm


Vou ouvir apesar de ser indicado por quem é....


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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Ter Jan 31 2017, 08:53

It seems that it gives me more joy to read the texts about the "Best Albums" of the Century than actually listen to them!
Can't find much relevant musical content, nor new unheard sounds, exceptional artistry in playing, or deep feelings, nothing...

dvil
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Ter Jan 31 2017, 11:16

mannitheear escreveu:
...Can't find much relevant musical content,

Autechre, Sylvain Chauveau, PJ Harvey, Nick Grey, Bill Callahan, Jacaszek, Soap & Skin, Son Lux ...

nor new unheard sounds,

Burial, Boards of Canada, Future Sound of London, Murcof, Ohenotrix Point Never, Molvaer, A. Henriksen...

exceptional artistry in playing,

Amy Winehouse ( RIP ), Bill Callahan, Joanna Newsom, PJ Harvey, Benjamin Clementine, Anthony & the...

or deep feelings, nothing...

Björk, Björk, Björk and Bill Callahan, ... and a bit Anthony even if its sometimes mono-maniac  cheers

Voilà Man, here you have some ... and i surely forget (or don't know) many others!!!

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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Ter Jan 31 2017, 11:24

TD124 escreveu:
mannitheear escreveu:
...Can't find much relevant musical content,

Autechre, Sylvain Chauveau, PJ Harvey, Nick Grey, Bill Callahan, Jacaszek, Soap & Skin, Son Lux ...

nor new unheard sounds,

Burial, Boards of Canada, Future Sound of London, Murcof, Ohenotrix Point Never, Molvaer, A. Henriksen...

exceptional artistry in playing,

Amy Winehouse ( RIP ), Bill Callahan, Joanna Newsom, PJ Harvey, Benjamin Clementine, Anthony & the...

or deep feelings, nothing...

Björk, Björk, Björk and Bill Callahan, ... and a bit Anthony even if its sometimes mono-maniac  cheers

Voilà Man, here you have some ... and i surely forget (or don't know) many others!!!

Perhaps I expressed misleading. I did of course not mean all music of the century and estimate manyof the mentioned artists very high. I meant only the albums which were considered The Best.
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Ter Jan 31 2017, 19:48

mannitheear escreveu:
... Perhaps I expressed misleading. I did of course not mean all music of the century and estimate manyof the mentioned artists very high. I meant only the albums which were considered The Best.

Its a personal choice the albums that are here ... only two by the moment, cos Mister W haven't consider his album as a century choice, but as a modern album that have astonished him. So in that condition i can only speak by myself ... and indeed by the reasons i've wrote i consider the Kid A as the XXI cent. album by now. Its not my favourite, and i don't even like a lot Radiohead ... but with the distance i find this work really great. For me the beginning of an explosion is the detonator or the spark ... i really think that Kid A is a Hell of Detonator. But i'm open to read other advices as always ... Wink

cheers Man!!!

PS: Next time here i'll introduce you to some unknown gem's ... with a bottle and some Roquefort !!!...

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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Ter Jan 31 2017, 19:57

Can only speak by myself but a single track from Sylvain Chauveau or Son Lux touch and impress me more than a whole Radiohead album!

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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qua Fev 01 2017, 10:15

mannitheear escreveu:
Can only speak by myself but a single track from Sylvain Chauveau or Son Lux touch and impress me more than a whole Radiohead album!

I understand you (cos we are classical music listeners, also... Wink ) and i really think that Radiohead knows the Chauveau work ... but i think also that Son Lux have listened both Chauveau and Radiohead, even if their music is very personal!!!...

As i've said on my text, i really tried to search a "break" album on the XXI and after a lot of oppositions and listenings ... the Kid A is the "Alien" that rock world needed to make a step further, at least the rock mainstream. Kid A its a cerebral and cold work ... maybe its the distanced aproach that doesn't touch you  Question

cheers

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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qui Fev 02 2017, 12:39

TD124 escreveu:
mannitheear escreveu:
Can only speak by myself but a single track from Sylvain Chauveau or Son Lux touch and impress me more than a whole Radiohead album!

I understand you (cos we are classical music listeners, also... Wink ) and i really think that Radiohead knows the Chauveau work ... but i think also that Son Lux have listened both Chauveau and Radiohead, even if their music is very personal!!!...

As i've said on my text, i really tried to search a "break" album on the XXI and after a lot of oppositions and listenings ... the Kid A is the "Alien" that rock world needed to make a step further, at least the rock mainstream. Kid A its a cerebral and cold work ... maybe its the distanced aproach that doesn't touch you  Question

cheers

Cos I didn't want to give up so quickly and found that the track "How to Dissappear Completely" is really very beautiful. From this fixpoint I'll explore the album further. It helps to listen quite loud...
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TD124
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qui Fev 02 2017, 12:44

mannitheear escreveu:
... Cos I didn't want to give up so quickly and found that the track "How to Dissappear Completely" is really very beautiful. From this fixpoint I'll explore the album further. It helps to listen quite loud...

I agree that "How to disappear ..." is really beautiful ... and to listen loud, you're attacking Ref's8 with Eden or you listen with headphones ???...

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Il semble que la perfection soit atteinte, non quand il n'y a plus rien à ajouter mais quand il n'y a plus rien à retrancher... Antoine de Saint-Exupéry
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qui Fev 02 2017, 13:43

TD124 escreveu:

I agree that "How to disappear ..." is really beautiful ... and to listen loud, you're attacking Ref's8 with Eden or you listen with headphones ???...
The first listening was with smartphone via Spotify. Not so good.
The second with FLAC on Pono Player with balanced connected IEM. Quite good.
"How to dissappear..." sounds very good with Eden and 8 Ref, It goes even quite loud, but for other tracks of the album Klipsch speakers would be better suited, perhaps.
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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Dom Fev 05 2017, 21:04

Last night I listened with enFase and DT880. And that was very thrilling and kind of heaven...
cheers
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TD124
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Seg Fev 06 2017, 10:15

mannitheear escreveu:
Last night I listened with enFase and DT880. And that was very thrilling and kind of heaven...
cheers

A record sounds different when we don't listen the system also, but only ... The Music !!! Wink

I'm adding a lot of albums on your Hard Disk !!! cheers

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mannitheear
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Seg Fev 06 2017, 13:00

TD124 escreveu:
mannitheear escreveu:
Last night I listened with enFase and DT880. And that was very thrilling and kind of heaven...
cheers

A record sounds different when we don't listen the system also, but only ... The Music !!! Wink

I'm adding a lot of albums on your Hard Disk !!! cheers

As you said yet, can listening can be like intravenous injection of music. But - we need the right mood and the moment for it.

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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Ter Fev 21 2017, 16:34

A musica que oiço é muito anos 70...

Mas deste século.. acho que o album que me tem dado mais prazer em ouvir, e volto muitas vezes a ela, é War on Drugs - Lost in the Dream.

Outros candidatos seriam o Voodo do D'Angelo (um génio),
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MensagemAssunto: Re: O melhor álbum deste século, para jà !...   Qui Mar 30 2017, 12:02

TD124 escreveu:
Hesitei muito à escolha do que seria nmho o disco do século até agora, mas apesar de todos os argumentos e direções que assumi durante a escolha, o resultado foi invariàvelmente o mesmo. Se existe uma esperança ligada intimamente à passagem do século é a mudança ... então a musica do séc. XXI seria uma nova pàgina, uma folha branca, o começo de outra coisa. O século passado foi globalmente o da musica concréta e as multiplas experimentações e novas direções não anulam este facto, bem ao contrario, pois a Electronica pode e deve ser vista mesmo como o expoente deste concepto. Se o Jazz alimenta e inspira o Rock desde os finais de 60 ... não se pode dizer que seja igualmente reciproco, e o Rock questionou-se muito mais estilisticamente que musicalmente. Passar de uma guitarra acustica a uma guitarra eléctrica é uma evolução natural permitida pela técnica, ora que para os Radiohead (e para o auditor...) passar de Pablo Honey ao crepuscular Kid A representa um salto de gigante ... e no escuro. Despir a roupa dos hàbitos, da tradição e das influências fundadoras afim de caminhar no desconhecido e re-criar um universo insolito, original e coerente é raro. Ao contrario de OK Computer que é um album Electro-Rock, este aqui ultrapassa a simples alternância ou cross-over estilistico e elimina as bases musicais do grupo apagando as guitarras, a voz clara e a pura ritmica binària ... distilando discretamente em segundo plano e de uma maneira subliminal Free-Jazz e Electronica inteligente no estilo de Autechre ou Aphex Twin. O Kid A é um album de Rock ou de Eléctronica ???... ném um ném outro e por detràs da fria aparência easy-listening trata-se realmente de uma obra hermética. As permanentes alusões simbolicas, os textos impenetràveis e o movimento musical em constante mutação mostram que estamos façe a um album de albuns ... sàbia e profunda dissecação dos " Tri repetae, Laughting Stock, Ambient Works, Hex, Tabula Rasa, Homework, The köner Experiment ...". Com o Kid A os Radiohead desenham a berma da estrada que os Sigur Ros, Gravenhurst ou mesmo os Goldfrapp vão atravessar ... sém atingir porquanto a complexidade subversiva. Se uma faixa deveria ser o simbolo desta mutação seria a "How to Disappear Completely com o seu ritmo hipnotico e as palavras sugestivas "...I'm not here/This isn't happening..." que no meio do disco explicam que os Radiohead não estão em fase de evolução mas a desapareçer afim de renascer. Sim!, o Kid A é verdadeiramente para a mim e em todos os aspectos musicais a grande obra do século XXI ... pelo momento !!!

É isto.
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