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 Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...

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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 19:35

ricardo onga-ku escreveu:
O futuro na amplificação é digital.



Com alguma sorte, melhor que os SS. smedley
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:01

Os tipos da HFNRR dizem q é revolucionário (pelo menos o preço é-o)



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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:07

Luciana Silva escreveu:
... Caro Paulo, a afirmação “vazio sonoro e sentimental” deveria fazer parte de qualquer projecto no mundo do áudio, tudo o que o consumidor final quer é esquecer os equipametos e mergulhar no que a música pode dar. Haverá projecto mais ambicioso do que este? Anular a própria criação!? ...

Um dia num castelo em Bordéus (Chateau Lynch Bages) durante uma degustação de vinho e apòs uma intervenção da minha primeira esposa, o propriétario disse:

As mulheres não precisam de saber ... para tudo compreender !!!...

Devolvo-lhe com uma vénia essa mesma frase Luciana, da qual gosto e acredito sincéramente!!! 2cclzes

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:16

Acredito que sim.
E com a vantagem de poder corrigir a resposta das colunas e a acústica da sala.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:20

ricardo onga-ku escreveu:
Acredito que sim.
E com a vantagem de poder corrigir a resposta das colunas e a acústica da sala.



Mas isso já existe, tanto na amplificação como nas colunas e chamava-se equilização, o que para muitos é um modo de alterar o som originalmente gravado. dvil

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:27

mango escreveu:
Essa dicotomia comigo não funciona, lamento tentei mas não deu mesmo.

Quando se fala num topico tenta-se precisar a quem se dirige o comentàrio, assim do assunto que estamos a comentar ... para que não hajam duvidas  Wink

Não ando aqui a enganar ninguém, comigo é ou gosto daquilo que tenho em casa, ou então nao vale a pena.

Ninguém anda aqui para enganar ninguém ... e a sua opinião é como a de cada um, ou seja, é mais uma!  cheers  

Ia arriscar que 90% do fórum partilha a mesma opinião mas a rapaziada não se manifesta Smile

Eu diria mesmo 99% ... mas não é por isso que téem mais razão do que o 1% que resta...   Laughing

vou ler o teu topico assim que tiver oportunidade.

Continuo a não saber a quém se dirige, mas visto o tu não deve ser comigo!   No

cheers  

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:45

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Acredito que sim.
E com a vantagem de poder corrigir a resposta das colunas e a acústica da sala.



Mas isso já existe, tanto na amplificação como nas colunas e chamava-se equilização, o que para muitos é um modo de alterar o som originalmente gravado. dvil

As colunas e a sala é que alteram o sinal.
Por isso é que se chama correcção.

Além disso o EQ analógico não é transparente.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 20:54

anibalpmm escreveu:
Os tipos da HFNRR dizem q é revolucionário (pelo menos o preço é-o)

A revolução deu-se com o os módulos ICE da B&O e estes Hypex estão próximo da maturidade.

Julgo que a amplificação digital vai tornar a alta fidelidade ainda mais acessível.
Mas o áudio de hoje está cada vez mais dependente dos programadores informáticos e os designers tradicionais vão em breve ter de atravessar um deserto.
Para eles é bom que existam muitos carolas apaixonados pelas válvulas e pelas topologias vintage...

R
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 21:24

Luciana Silva escreveu:
A ideia da “ausência de som, da transparência total”, do “traço físico entre o disco e o auditor”, “do vazio sonoro e sentimental” é bastante complexa para mim, necessitaria de informações acessórias, mas se a concepção é a ruptura com a indústria do áudio (marcas comerciais) e os seus limites, tem o meu aplauso. A ideia conceptual e artística de quebrar barreiras, de alertar para os preciosismos do mercado, para o pedantismo, de reivindicar novos projectos criativos é pertinente e normalmente envolve alguns calafrios e temores por parte das convenções existentes. Julgo que quererá silenciar os interesses em prol  do que realmente interessa  ─ a simplicidade/transparência e a música. Caro Paulo, a afirmação “vazio sonoro e sentimental” deveria fazer parte de qualquer projecto no mundo do áudio, tudo o que o consumidor final quer é esquecer os equipametos e mergulhar no que a música pode dar. Haverá projecto mais ambicioso do que este? [b]Anular a própria criação!?

Infelizmente ser humano gosta (muito, por vezes até de um modo patológico) de objectos e vive numa sociedade cujo paradigma assenta no consumo.
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 21:36

ricardo onga-ku escreveu:


As colunas e a sala é que alteram o sinal.
Por isso é que se chama correcção.

Além disso o EQ analógico não é transparente.


lol!

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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 21:56

António José da Silva escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:


As colunas e a sala é que alteram o sinal.
Por isso é que se chama correcção.

Além disso o EQ analógico não é transparente.


lol!

I love it!
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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 22:15

ricardo onga-ku escreveu:

Infelizmente ser humano gosta (muito, por vezes até de um modo patológico) de objectos e vive numa sociedade cujo paradigma assenta no consumo.

O ser humano criou e rodeou-se de objectos, eles são fundamentais, são uma extensão do próprio homem, todavia, creio que os objectos funcionais podem ser suprimidos durante o tempo em que executam as funções para os quais foram criados, pois as atenções voltam-se para o resultado em si… uma vez desligados, voltam a ser objectos.

Como criador/artista/técnico (o Paulo entraria aqui), julgo que o objecto estético é importante (nunca pode ser descorado), todavia, acredito que o artista/técnico torne possível o resultado da funcionalidade do objecto revogar o próprio objecto. A proximidade à perfeição, não raras vezes, está na discrição, simplicidade e no desempenho eficaz.

Todos compactuamos com a sociedade de consumo e o sistema capitalista, mas não temos de obedecer a todos os critérios impostos por eles, a desconstrução e a finalidade têm de ser impostas/pensadas pela próprio criador e pela qualidade da obra. Se a obra tem um fim, é a ele que o artista e a obra devem respeitar, ocultando todo o resto.

Ainda assim, um objecto (despido da execução da sua função) pode sempre ser apreciado, é por isso que à Arte convém a Estética. As duas podem ser outra Coisa…
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 22:32

Luciana Silva escreveu:

Ainda assim, um objecto (despido da execução da sua função) pode sempre ser apreciado, é por isso que à Arte convém a Estética. As duas podem ser outra Coisa…



E mesmo com uma função, um objecto pode ser ate.

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tfonseca
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 23:04

ricardo onga-ku escreveu:
O futuro na amplificação é digital.

Futuro? Só se para alguns! Laughing


Para mim é o presente! Vá, no futuro não conto mudar.

Ah, e viva o DSP, que resolve problemas que só um ressoador resolveria. cheers
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Luciana Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 23:29

António José da Silva escreveu:
Luciana Silva escreveu:

Ainda assim, um objecto (despido da execução da sua função) pode sempre ser apreciado, é por isso que à Arte convém a Estética. As duas podem ser outra Coisa…



E mesmo com uma função, um objecto pode ser ate.

Pode e deve, sem no entanto sobrepor-se à sua função. Wink
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António José da Silva
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Ter Jan 17 2017, 23:31

Luciana Silva escreveu:
António José da Silva escreveu:
Luciana Silva escreveu:

Ainda assim, um objecto (despido da execução da sua função) pode sempre ser apreciado, é por isso que à Arte convém a Estética. As duas podem ser outra Coisa…



E mesmo com uma função, um objecto pode ser ate.

Pode e deve, sem no entanto sobrepor-se à sua função. Wink


Obviamente, senão torna-se um acto de paixão, o que também é autorizado. Nós podemos tudo. lol!

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 07:25

ricardo onga-ku escreveu:
O futuro na amplificação é digital.

Friend Ricardo,

The class-D amplifiers are not digital but switching amplifiers. I have myself a ICE power amplifier and i've listened intensively to big expensive active studio monitors which are amplified by ICE modules. My conclusion of my own experience and what I heard from others is, that switching amplifiers can sound impressive but are yet not transparent.

As here was spoken about equalizers: a normal equalizer does only correct the frequency domain, not the time domain. If you want to correct the whole in-room response this is possible only digital with DSP.

And then if you believe in modern technology, here is a real contemporary solution:

http://www.kiiaudio.com/en/component/phocadownload/category/1-revies.html?download=7:studiomagazin-kii-three-review-english
This speaker controls the dispersion of sound digitally, even in the bass. So, theoretical the sound is more independent of the room than with normal speakers, and stimulates the room modes less.

I've not auditioned it, but some love it, others not.
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 08:20

José Miguel escreveu:
... É este o Poder do Mercado caro Mango, mas quem percebe este funcionamento está melhor preparado para estar no meio dele, defender-se e atacar: escolhendo - Liberdade do Arbítrio!!!...

Efectivamente penso que o conhecimento ajuda na escolha. O mercado hoje é ainda mais perverso do que antigamente, mas muito mais aberto também. Antes ia-se a uma loja e escolhia-mos o material que nos agradava e podiamos comprar ... ora que hoje entre a venda directa, os pequenos artesãos, as marcas efemeras, o mercado de usados e etc ... ném sempre é possivel escutar o que compramos e na selva das inumeras ofertas é dificil de separar o trigo do joio ... é aqui que, possuir as bases vão ajudar a escolher!...

ricardo onga-ku escreveu:
O futuro na amplificação é digital.

È possivel e provàvel mesmo ... mas não meteria a mão no Fogo pois é ainda muito cedo para afirmar o que quer que seja quanto à evolução do audio...

cheers

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 08:41

Luciana Silva escreveu:
... todavia, acredito que o artista/técnico torne possível o resultado da funcionalidade do objecto revogar o próprio objecto. A proximidade à perfeição, não raras vezes, está na discrição, simplicidade e no desempenho eficaz.

O Louis Sullivan criou a frase célebre do Design: "A função determina a forma" e pareçe-me ser uma boa base para o design de um objecto funcional ... os objectos decorativos jà é outra coisa!

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 09:12

ricardo onga-ku escreveu:
... Julgo que a amplificação digital vai tornar a alta fidelidade ainda mais acessível. ...

Sim é verdade, mas ela serà mais poluante. Os componentes electronicos são dificilmente reciclados ou reciclàveis ora que a electromecânica (transformadores, relais, dissipadores...) o é a mais de 95%. O amplificador digital serà complétamente montado automaticamente por robôs ... então como a electronica é barata e não hà mão de obra (ou é minima) os preços vão descer. Mas o parâmetro ecologia deveria ser optimisado ... exactamente como para os televisores com ecrã chato que são "muito" poluantes!!!...

Mas o áudio de hoje está cada vez mais dependente dos programadores informáticos e os designers tradicionais vão em breve ter de atravessar um deserto. ...

È demasiado cedo para o dizer e actualmente existe mais procura de pessoas conheçendo o analogico do que o digital. Enquanto o vinilo estiver na "moda" nada vai mudar ... depois, serà e é dificil a prever !!!...

Para eles é bom que existam muitos carolas apaixonados pelas válvulas e pelas topologias vintage...

E hà muitos infelismente ou deveria dizer felismente  Wink !, pois eu actualmente "quase todas" as encomendas que tenho é para aparelhos 100% a vàlvulas e vai dos amplificadores até préamplificadores para microfone a vàlvulas ... e mesmo uma mesa de mistura audiofila a vàlvulas  Twisted Evil !!!...

A Alta-fidelidade està moribunda, mas o audio tém o vento em popa ... como o vinil !!!  cheers


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mango
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 10:28

TD124 escreveu:
Continuo a não saber a quém se dirige, mas visto o tu não deve ser comigo

?

conjugações do verbo na terceira pessoa do singular lamento mas só presencialmente e apenas quando falo com desconhecidos, a diferença de idade assim o exige ou com uma qualquer alimária para manter a distancia formal; no âmbito de um fórum como este, ou qualquer outro, uso sempre a segunda pessoa, nem que seja para me demarcar do português do Brasil. Mas depois de me teres chamado amigo 3 ou 4 vezes sem me conhecer de lado nenhum pensei não ficasses melindrado com uma simples substituição de o pronome vossa mercê/vocemecê/você por tu.

de resto, sim claro que a opinião é minha e é só mais uma e de pouco vale, nem nunca tentei dizer ou fazer passar a ideia do contrario. Para isso relembro aquilo que escrevi atrás que desde que as pessoas respeitem as opiniões uns dos outros, a audiofilia pode ter objectivos diferentes para cada um. Mais um vez, ninguém é dono da razão.

continuação de boa discussão
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 11:12

mango escreveu:
... Mas depois de me teres chamado amigo 3 ou 4 vezes sem me conhecer de lado nenhum pensei não ficasses melindrado com uma simples substituição de o pronome vossa mercê/vocemecê/você por tu. ...

Caro mango ... do meu lado jà està corrigido, e com o bonequinho como sempre !!! cheers

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 12:37

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 12:39

anibalpmm escreveu:

Eu sempre disse que a HiFi deveria ser subvencionada pela Segurança Social !!!... lol!

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 12:49

TD124 escreveu:
anibalpmm escreveu:

Eu sempre disse que a HiFi deveria ser subvencionada pela Segurança Social !!!... lol!
é como a heroína, provoca adição, e o mesmo deve acontecer com a compra dos discos
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 13:42

mannitheear escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
O futuro na amplificação é digital.

Friend Ricardo,

The class-D amplifiers are not digital but switching amplifiers. I have myself a ICE power amplifier and i've listened intensively to big expensive active studio monitors which are amplified by ICE modules. My conclusion of my own experience and what I heard from others is, that switching amplifiers can sound impressive but are yet not transparent.

As here was spoken about equalizers: a normal equalizer does only correct the frequency domain, not the time domain. If you want to correct the whole in-room response this is possible only digital with DSP.

And then if you believe in modern technology, here is a real contemporary solution:

http://www.kiiaudio.com/en/component/phocadownload/category/1-revies.html?download=7:studiomagazin-kii-three-review-english
This speaker controls the dispersion of sound digitally, even in the bass. So, theoretical the sound is more independent of the room than with normal speakers, and stimulates the room modes less.

I've not auditioned it, but some love it, others not.

Hi Manfred,

I haven't really had much experience with "digital" amplifiers, but have read reports of it's shortcomings and this is why I mentioned that it is "the future" and not (yet) "the present".
But I once listened to a Lyngdorf DSP'ed system with open baffle satellites and corner woofers and was quite impressed with the way it dealt with room effects.
After that I tried the KRK Ergo DAC which uses Lyngdorf's RoomPerfect but the unit's performance was poor.

Now there's all this excitement surrounding Putzeys' Hypex/nCore/Kii, and B&O has come up with a rather groundbreaking flagship speaker...

BW,
R
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anibalpmm
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 20:11

What Happens in the Brain When Music Causes Chills?
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 21:55

José Miguel escreveu:

Quando tudo parecia apontar para o uso do hidrogénio, aposta-se na electricidade...

Afinal...

https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-01-17/toyota-shell-among-auto-and-oil-giants-forming-hydrogen-council
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 22:12

tfonseca escreveu:
José Miguel escreveu:

Quando tudo parecia apontar para o uso do hidrogénio, aposta-se na electricidade...

Afinal...

https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-01-17/toyota-shell-among-auto-and-oil-giants-forming-hydrogen-council

Honestamente (por motivos vários, um deles profissional) estou algo afastado desse debate, mas ele interessou-me bastante em tempos.

No Porto, por exemplo, rodaram autocarros movidos a hidrogénio; algumas marcas fizeram protótipos rodar o Mundo para mostrar a possibilidade e fiabilidade.
Caso interesse: https://www.publico.pt/2004/01/10/ciencia/noticia/autocarros-movidos-a-hidrogenio-estreiamse-nas-ruas-do-porto-1181348

Tenho que voltar a ler sobre o assunto... para não dizer asneiras das grandes.


edit: http://beachcam.meo.pt/newsroom/2016/06/mercedes-confirma-producao-do-glc-movido-a-hidrogenio-em-2017/
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qua Jan 18 2017, 23:00

anibalpmm escreveu:
What Happens in the Brain When Music Causes Chills?

A dopa...mina!!!



Em imagem... A Música mexe connosco, seja lá por que motivo for: Cultural/Social, Emocional/Irracional, Racional/Intelectual, ...
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 07:48

José Miguel escreveu:
... A Música mexe connosco, seja lá por que motivo for: Cultural/Social, Emocional/Irracional, Racional/Intelectual, ...

A arte em geral!... pois ainda me lembro da minha mulher no museu de Oslo a recuar inconscientemente quase apavorada face ao "grito" do Munch ou eu em extase face à imagem da Madame Monet pelo Renoir no Museu Gulbenkian e assim de seguida muitas e muitas vezes ...

Por falar no Munch ... vou começar o dia a escutar este que roda raramente !!!...

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 09:57

... e visto que estamos a falar dos sentimentos que a musica pode evocar ... ao qual eu juntei a pintura e as outras artes como veiculos capazes de exaltar as sensações de uma maneira extraordinària, pensei:

Da mesma maneira que a fotografia (aparelho fotografico) tém como objectivo de captar a realidade da maneira mais realista que seja ... a pintura é a realidade vista pelo prisma pessoal do artista, não como ela é, mas como ele a sente!... e à qual o observador vai aderir ou não consoante a sua sensibilidade, exigência, nivel cultural e etc!...

Em paralélo com este exemplo, existem aparelhos nesta disciplina que pretendem captar a realidade de uma maneira a mais objectiva possivel e outros que são o reflecto da percepção intima da musica pelo designer!... à qual o auditor vai aderir ou não consoante a sua sensibilidade, exigência, nivel cultural e etc!...

Penso que esta comparação diz muito sobre os mitos e as controversas modernas do audio ...

cheers

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 14:05

[quote="TD124"]
José Miguel escreveu:


Por falar no Munch ... vou começar o dia a escutar este que roda raramente !!!...


Esse também cá mora, grande malha.

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 16:39

António José da Silva escreveu:
TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:


Por falar no Munch ... vou começar o dia a escutar este que roda raramente !!!...


Esse também cá mora, grande malha.

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 21:10

TD124 escreveu:

(...)

Em paralélo com este exemplo, existem aparelhos nesta disciplina que pretendem captar a realidade de uma maneira a mais objectiva possivel e outros que são o reflecto da percepção intima da musica pelo designer!... à qual o auditor vai aderir ou não consoante a sua sensibilidade, exigência, nivel cultural e etc!...

Penso que esta comparação diz muito sobre os mitos e as controversas modernas do audio ...

cheers
Demoramos um pouco a chegar (se chegamos) a este exemplo fornecido pelo Paulo... dois belos aparelhos e depois!?!

Depois ambos querem responder ao "melhor" que se pode ter, até percebermos que o segundo é um Shindo!!!

Dizem, nunca ouvimos nem sabemos se um dia ouviremos, que as criações dessa Casa respeitam uma certa "filosofia" e não admira que até as colunas acompanhem o mesmo princípio.

Será que o Paulo quer questionar isto:


A imagem foi retirada da página da Casa e encerra várias questões, mas duas delas já andaram por aqui em debate, a saber:
1. A Shindo produz amplificação a válvulas porque acredita que é a mais satisfatória;
2. A Shindo acredita que os seus amplificadores servem a Música e não se centram em si mesmos.


A darTZeel não conhecíamos, mas o senhor Hervé Delétraz tem princípios que podem não satisfazer todos, por exemplo:
"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. We stand with Goethe when we say that many things that can be measured are actually not that important, while many things that are extremely important cannot be measured. Theories of physics will never be able to explain why certain things touch the human soul. In music, the human being must be the measure of all things."

Talvez não sejam exemplos distantes... ou serão?
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 21:42

José Miguel escreveu:

"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. We stand with Goethe when we say that many things that can be measured are actually not that important, while many things that are extremely important cannot be measured. Theories of physics will never be able to explain why certain things touch the human soul. In music, the human being must be the measure of all things."




Parece-me ser algo bastante sabido por muita (maioria) da malta que anda dentro do métier.

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 21:46

António José da Silva escreveu:
José Miguel escreveu:

"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. We stand with Goethe when we say that many things that can be measured are actually not that important, while many things that are extremely important cannot be measured. Theories of physics will never be able to explain why certain things touch the human soul. In music, the human being must be the measure of all things."




Parece-me ser algo bastante sabido por muita (maioria) da malta que anda dentro do métier.

Só achamos curiosas as abordagens, porque acabam por tocar várias questões que foram abordadas neste tópico.

A abordagem da Shindo - escolhendo válvulas - também toca algumas dessas questões... mas a "satisfação"... dvil
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 22:32

José Miguel escreveu:
A darTZeel não conhecíamos, mas o senhor Hervé Delétraz tem princípios que podem não satisfazer todos, por exemplo:
"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. We stand with Goethe when we say that many things that can be measured are actually not that important, while many things that are extremely important cannot be measured. Theories of physics will never be able to explain why certain things touch the human soul. In music, the human being must be the measure of all things."

Como diria o meu primo, sou gajo para apostar que isso é mentira...ou seja, é marketing.

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 22:33

Voltando às coisas mais sérias:



Última edição por ricardo onga-ku em Qui Jan 19 2017, 22:43, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 22:35

ricardo onga-ku escreveu:
José Miguel escreveu:
A darTZeel não conhecíamos, mas o senhor Hervé Delétraz tem princípios que podem não satisfazer todos, por exemplo:
"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. We stand with Goethe when we say that many things that can be measured are actually not that important, while many things that are extremely important cannot be measured. Theories of physics will never be able to explain why certain things touch the human soul. In music, the human being must be the measure of all things."

Como diria o meu primo, sou gajo para apostar que isso é mentira...ou seja, é marketing.



Obviamente que não será para levar á letra, tem que ir medindo alguma coisa antes de chegarem ao fim do projecto, o que não quer dizer que o sentido geral que fica implícito não seja a filosofia deles.

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Qui Jan 19 2017, 23:27

ricardo onga-ku escreveu:
Voltando às coisas mais sérias:

ddKC_9T5LRM

A Suécia... há coisas que não se explicam facilmente, mas mesmo assim podemos aprender com elas.

Por exemplo: a questão ambiental é pensada aqui como lá, ou seja, ensinando as crianças nas Escolas conseguiram-se alguns resultados muito interessantes - mas não vamos voltar ao tema Escola.

Não temos "fika", mas nós sabemos muito bem ficar mais um pouquinho nos cafés ou em casa uns com os outros a socializar.

Ainda assim os resultados são mesmo distintos...

Há uma frase do senhor quase no final que diz muito, a frase sobre os impostos. Mais impostos não é necessariamente uma coisa má, mas é preciso perceber como funciona uma "cadeia" de Valores.

John F. Kennedy - Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela.


Tendo em conta o que vimos a debater (e bem) neste tópico eu diria: não esperes que as marcas te façam escutar melhor a Música, procura compreender essa belíssima forma de Arte e depois trilha o teu caminho até te encontrares com ela da forma como a vês.

Eu um destes dias tenho que tocar melhor Clarinete... Rolling Eyes dó, ré, mi, ...
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 09:14

José Miguel escreveu:
TD124 escreveu:

(...) Em paralélo com este exemplo, existem aparelhos nesta disciplina que pretendem captar a realidade de uma maneira a mais objectiva possivel e outros (como os dois abaixo representados) que são o reflecto da percepção intima da musica pelo designer!... à qual o auditor vai aderir ou não consoante a sua sensibilidade, exigência, nivel cultural e etc!...


Penso que esta comparação diz muito sobre os mitos e as controversas modernas do audio ...

Talvez não sejam exemplos distantes... ou serão?

Exprimi-me mal e induzi-o e aos outros em erro. Ao contrario da primeira imagem comparando a fotografia ao quadro do Van Gogh a segunda imagem são efectivamente dois aparelhos comparàveis ... quiz simplesmente apresentar um a transistores e outro a vàlvulas para mostrar que a (visão artistica ou empirica, experimentalista ou como queiram chamar...) existia em todas as tecnologias e que não pensem que tenho a vàlvula ou o vinilo em linha de mira quando falo ...

Mas a minha reflexão continua a ser a mesma que é de saber até que ponto, a sensibilidade do designer deve "pôr um cunho" num produto de audio ... ou se ao contrario deve apagar os rastos da sua passagem ?...

ricardo onga-ku escreveu:
José Miguel escreveu:
A darTZeel não conhecíamos, mas o senhor Hervé Delétraz tem princípios que podem não satisfazer todos, por exemplo:
"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. ...

Como diria o meu primo, sou gajo para apostar que isso é mentira...ou seja, é marketing.


Visto as medidas ... penso que o gajo não é um fanatico do "banco de medida" e que as faz por necessidade e não por convição ... elas são um meio e não um fim na sua visão, e é o seu direito tanto quanto os que fazem ao contràrio!

Ontém tive uma discussão com amigos que tém uma relação directa com este topico. Estando eu a finalisar o meu site, convidei dois amigos a vir ler os textos e me dar uma visão "afastada" do que tinha escrito. Apòs algumas trocas e criticas, eles propuzeram-me de alterar um texto sobre um aparelho e a proposição deles pareçeu-me pomposa, maniqueista e manipuladora e reagi em dizendo isso ... ao qual os dois responderam ao mesmo tempo:

Mas Paulo, o que o consumidor quer é tretas e belas palavras ... é graças a isso que ele compra !!!

Serà ???...         ... talvez !!! dvil

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 09:17

José Miguel escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Voltando às coisas mais sérias:

ddKC_9T5LRM

A Suécia... há coisas que não se explicam facilmente, mas mesmo assim podemos aprender com elas.

Por exemplo: a questão ambiental é pensada aqui como lá, ou seja, ensinando as crianças nas Escolas conseguiram-se alguns resultados muito interessantes - mas não vamos voltar ao tema Escola.

Não temos "fika", mas nós sabemos muito bem ficar mais um pouquinho nos cafés ou em casa uns com os outros a socializar.

Ainda assim os resultados são mesmo distintos...

Há uma frase do senhor quase no final que diz muito, a frase sobre os impostos. Mais impostos não é necessariamente uma coisa má, mas é preciso perceber como funciona uma "cadeia" de Valores.

John F. Kennedy - Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela.


Tendo em conta o que vimos a debater (e bem) neste tópico eu diria: não esperes que as marcas te façam escutar melhor a Música, procura compreender essa belíssima forma de Arte e depois trilha o teu caminho até te encontrares com ela da forma como a vês.

Eu um destes dias tenho que tocar melhor Clarinete...  Rolling Eyes dó, ré, mi, ...

Bem, comparar o estágio "civilizacional" de Portugal com o da Suécia é confundir Obra Prima com a prima do mestre d'obras...


Isto até parece uma anedota...
Tenho um amigo que fez um MBA internacional com uma "perna" num país Escandinavo, penso que a Suécia.
No primeiro dia deslocou-se com uns amigos de metro, e reparou que não havia cancelas de acesso às plataformas.
Um dos amigos, Italiano, disse logo "não está aqui ninguém a controlar, não vou pagar", ao que o Escandinavo respondeu "está sim, tu".


Os nórdicos estão muito à frente em muitos aspectos, não só no respeito pelo próximo e por aquilo que pertence a todos.
Veja-se por exemplo este documentário sobre o estudo que levou ao "cemitério" de resíduos radioactivos de Onkalo, na Finlândia:

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Pierre
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 09:25

Ricardo.

Não queres divulgar o que fizeram os Finlandeses aos resíduos? Estou curioso e preguiçoso para ver o doc.!
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 09:40

Pierre escreveu:
Ricardo.

Não queres divulgar o que fizeram os Finlandeses aos resíduos? Estou curioso e preguiçoso para ver o doc.!

Enterraram-nos numa mina em solo julgo que granítico.
Mas tiveram entre outras uma enorme discussão sobre como alertar os visitantes do futuro sobre o perigo de entrada, para não suceder como com as pirâmides.
Imagina que daqui a 2000 anos ninguém se lembra do jazigo e alguém o descobre...é possível que ninguém conheça o alfabeto ou fale Finlandês.
Vale a pena ver.
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TD124
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 11:26

ricardo onga-ku escreveu:
... Bem, comparar o estágio "civilizacional" de Portugal com o da Suécia é confundir Obra Prima com a prima do mestre d'obras...

En certos aspectos sim ... mas noutros não !!!

... No primeiro dia deslocou-se com uns amigos de metro, e reparou que não havia cancelas de acesso às plataformas.

Não sei qual é o pais do qual falas, mas não é ném a Suécia, ném a Finlândia ném mesmo a Noruega ... na Dinamarca jà faz uns anos que não vou mas também havia cancelas ... aqui tens a foto das cancelas de metro na estação central de Estocolmo "Centralstationen"!!!...

Os nórdicos estão muito à frente em muitos aspectos, não só no respeito pelo próximo e por aquilo que pertence a todos.

Aceito que o civismo seja muito superior ... mas existém aspectos muito discutiveis também ... nomeadamente a ingerência do estado na livre vontade dos citadãos !!!...

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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 13:10

TD124 escreveu:
José Miguel escreveu:
TD124 escreveu:

(...) Em paralélo com este exemplo, existem aparelhos nesta disciplina que pretendem captar a realidade de uma maneira a mais objectiva possivel e outros (como os dois abaixo representados) que são o reflecto da percepção intima da musica pelo designer!... à qual o auditor vai aderir ou não consoante a sua sensibilidade, exigência, nivel cultural e etc!...


Penso que esta comparação diz muito sobre os mitos e as controversas modernas do audio ...

Talvez não sejam exemplos distantes... ou serão?

Exprimi-me mal e induzi-o e aos outros em erro. Ao contrario da primeira imagem comparando a fotografia ao quadro do Van Gogh a segunda imagem são efectivamente dois aparelhos comparàveis ... quiz simplesmente apresentar um a transistores e outro a vàlvulas para mostrar que a (visão artistica ou empirica, experimentalista ou como queiram chamar...) existia em todas as tecnologias e que não pensem que tenho a vàlvula ou o vinilo em linha de mira quando falo ...

Mas a minha reflexão continua a ser a mesma que é de saber até que ponto, a sensibilidade do designer deve "pôr um cunho" num produto de audio ... ou se ao contrario deve apagar os rastos da sua passagem ?...

ricardo onga-ku escreveu:
José Miguel escreveu:
A darTZeel não conhecíamos, mas o senhor Hervé Delétraz tem princípios que podem não satisfazer todos, por exemplo:
"We beg to differ. Listen first, measure later. Never the other way around. That’s the way we design our products. ...

Como diria o meu primo, sou gajo para apostar que isso é mentira...ou seja, é marketing.


Visto as medidas ... penso que o gajo não é um fanatico do "banco de medida" e que as faz por necessidade e não por convição ... elas são um meio e não um fim na sua visão, e é o seu direito tanto quanto os que fazem ao contràrio!

Ontém tive uma discussão com amigos que tém uma relação directa com este topico. Estando eu a finalisar o meu site, convidei dois amigos a vir ler os textos e me dar uma visão "afastada" do que tinha escrito. Apòs algumas trocas e criticas, eles propuzeram-me de alterar um texto sobre um aparelho e a proposição deles pareçeu-me pomposa, maniqueista e manipuladora e reagi em dizendo isso ... ao qual os dois responderam ao mesmo tempo:

Mas Paulo, o que o consumidor quer é tretas e belas palavras ... é graças a isso que ele compra !!!

Serà ???...         ... talvez !!! dvil
Começando pelo final... que venha daí essa página e textos, mas principalmente os produtos e muito sucesso!!! Wink

A questão dos dois equipamentos eu acabei por usar para tentar despertar uma questão, essa mesma que o Paulo continua a colocar e eu deixei a negrito sublinhado.
A extrapolação acabou por ser minha, mas perante as informações...

A Shindo nós conhecíamos, é quase impossível não ver um 300b (muito ao estilo Quand II) quando se gosta deste tipo de equipamentos.
Depois há, como referi, a questão das colunas... tudo junto e ficamos perante um daqueles "sistemas" algo exóticos e muito ao estilo "japonês".

A darTZeel apenas peguei pelo apontamento de apresentação, porque em teoria/primeira-vista o "transistorado" apontava para outro lado, ou seja, cheguei a pensar que seria um equipamento mais calculista. Não duvido que sejam peças de grande valor e até melhor a "medir" do que os Shindo, mas a forma romântica como a "marca" se apresenta levanta as suas questões - foi apenas isso e o Paulo tocou precisamente nesse ponto com o seu exemplo.

Claro que o ideal seria o criador "apagar" a sua pegada, mas sendo isso impossível, quanto mais leve ela ficar melhor. Smile


Exercício de imaginação:
1. Imagino o sistema Shindo como algo que já ouvimos, uma gama média luxuosa e quase palpável; graves e agudos bem integrados e de belo recorte, mas em perda face à gama média.

2. Imagino um sistema baseado nos darTZeel com colunas de porte médio e com um alcance de gama mais completo e equilibrado, menos palpável, mas mais preciso.

No fundo foi isto que passou por conversas deste lado, pois apesar de tudo parece que as duas marcas - podendo ser comparadas - são bem distintas.
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José Miguel
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 13:24

ricardo onga-ku escreveu:
José Miguel escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Voltando às coisas mais sérias:

ddKC_9T5LRM

A Suécia... há coisas que não se explicam facilmente, mas mesmo assim podemos aprender com elas.

Por exemplo: a questão ambiental é pensada aqui como lá, ou seja, ensinando as crianças nas Escolas conseguiram-se alguns resultados muito interessantes - mas não vamos voltar ao tema Escola.

Não temos "fika", mas nós sabemos muito bem ficar mais um pouquinho nos cafés ou em casa uns com os outros a socializar.

Ainda assim os resultados são mesmo distintos...

Há uma frase do senhor quase no final que diz muito, a frase sobre os impostos. Mais impostos não é necessariamente uma coisa má, mas é preciso perceber como funciona uma "cadeia" de Valores.

John F. Kennedy - Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela.


Tendo em conta o que vimos a debater (e bem) neste tópico eu diria: não esperes que as marcas te façam escutar melhor a Música, procura compreender essa belíssima forma de Arte e depois trilha o teu caminho até te encontrares com ela da forma como a vês.

Eu um destes dias tenho que tocar melhor Clarinete...  Rolling Eyes dó, ré, mi, ...

Bem, comparar o estágio "civilizacional" de Portugal com o da Suécia é confundir Obra Prima com a prima do mestre d'obras...


Isto até parece uma anedota...
Tenho um amigo que fez um MBA internacional com uma "perna" num país Escandinavo, penso que a Suécia.
No primeiro dia deslocou-se com uns amigos de metro, e reparou que não havia cancelas de acesso às plataformas.
Um dos amigos, Italiano, disse logo "não está aqui ninguém a controlar, não vou pagar", ao que o Escandinavo respondeu "está sim, tu".


Os nórdicos estão muito à frente em muitos aspectos, não só no respeito pelo próximo e por aquilo que pertence a todos.
(...)
Não compreendo a frase que está sublinhada, mas percebo as comparações que fiz e deixei a negrito.
Eu não disse de forma alguma que Portugal e a Suécia eram países semelhantes, disse que ambos aplicavam princípios semelhantes.

No caso da separação de resíduos é um facto o que descrevi, quem olhar para as campanhas realizadas vai perceber o que eu disse e que é semelhante ao que se fez na Suécia.
Os resultados são os mesmos?
Não e eu disse-o.

As razões são muitas e a maior parte delas Culturais, mas da mesma forma que se sabe que não se muda uma Cultura de um dia para o outro, também se sabe que começando pelas crianças tudo ganha mais força - elas vão crescer com novos Valores e elas vão influenciar os pais e outros adultos.

Foi assim com a separação de resíduos e é assim com a poupança de água, re-florestação, saúde alimentar, ...

Os resultados são os mesmos em todo o lado?
Não...


Não existem países perfeitos, mas podemos aprender uns com os outros.  Wink
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 13:34

José Miguel escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
José Miguel escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Voltando às coisas mais sérias:

ddKC_9T5LRM

A Suécia... há coisas que não se explicam facilmente, mas mesmo assim podemos aprender com elas.

Por exemplo: a questão ambiental é pensada aqui como lá, ou seja, ensinando as crianças nas Escolas conseguiram-se alguns resultados muito interessantes - mas não vamos voltar ao tema Escola.

Não temos "fika", mas nós sabemos muito bem ficar mais um pouquinho nos cafés ou em casa uns com os outros a socializar.

Ainda assim os resultados são mesmo distintos...

Há uma frase do senhor quase no final que diz muito, a frase sobre os impostos. Mais impostos não é necessariamente uma coisa má, mas é preciso perceber como funciona uma "cadeia" de Valores.

John F. Kennedy - Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela.


Tendo em conta o que vimos a debater (e bem) neste tópico eu diria: não esperes que as marcas te façam escutar melhor a Música, procura compreender essa belíssima forma de Arte e depois trilha o teu caminho até te encontrares com ela da forma como a vês.

Eu um destes dias tenho que tocar melhor Clarinete...  Rolling Eyes dó, ré, mi, ...

Bem, comparar o estágio "civilizacional" de Portugal com o da Suécia é confundir Obra Prima com a prima do mestre d'obras...


Isto até parece uma anedota...
Tenho um amigo que fez um MBA internacional com uma "perna" num país Escandinavo, penso que a Suécia.
No primeiro dia deslocou-se com uns amigos de metro, e reparou que não havia cancelas de acesso às plataformas.
Um dos amigos, Italiano, disse logo "não está aqui ninguém a controlar, não vou pagar", ao que o Escandinavo respondeu "está sim, tu".


Os nórdicos estão muito à frente em muitos aspectos, não só no respeito pelo próximo e por aquilo que pertence a todos.
(...)
Não compreendo a frase que está sublinhada, mas percebo as comparações que fiz e deixei a negrito.
Eu não disse de forma alguma que Portugal e a Suécia eram países semelhantes, disse que ambos aplicavam princípios semelhantes.

No caso da separação de resíduos é um facto o que descrevi, quem olhar para as campanhas realizadas vai perceber o que eu disse e que é semelhante ao que se fez na Suécia.
Os resultados são os mesmos?
Não e eu disse-o.

As razões são muitas e a maior parte delas Culturais, mas da mesma forma que se sabe que não se muda uma Cultura de um dia para o outro, também se sabe que começando pelas crianças tudo ganha mais força - elas vão crescer com novos Valores e elas vão influenciar os pais e outros adultos.

Foi assim com a separação de resíduos e é assim com a poupança de água, re-florestação, saúde alimentar, ...

Os resultados são os mesmos em todo o lado?
Não...


Não existem países perfeitos, mas podemos aprender uns com os outros.  Wink

Eu concordo com tudo o que escreve mas no que se refere ao papel das escolas na formação cívica como optimista-realista que sou não espero mais delas do que elas podem oferecer.
Ou seja, o exemplo em casa (infelizmente, para alguns casos) é preponderante.
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ricardo onga-ku
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   Sex Jan 20 2017, 13:44

TD124 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
... Bem, comparar o estágio "civilizacional" de Portugal com o da Suécia é confundir Obra Prima com a prima do mestre d'obras...

En certos aspectos sim ... mas noutros não !!!

... No primeiro dia deslocou-se com uns amigos de metro, e reparou que não havia cancelas de acesso às plataformas.

Não sei qual é o pais do qual falas, mas não é ném a Suécia, ném a Finlândia ném mesmo a Noruega ... na Dinamarca jà faz uns anos que não vou mas também havia cancelas ... aqui tens a foto das cancelas de metro na estação central de Estocolmo "Centralstationen"!!!...

A minha história já é antiga...
Não sei quais foram as razões para a introdução de cancelas, pode ter sido a segurança.
Em Lisboa

TD124 escreveu:
Os nórdicos estão muito à frente em muitos aspectos, não só no respeito pelo próximo e por aquilo que pertence a todos.

Aceito que o civismo seja muito superior ... mas existém aspectos muito discutiveis também ... nomeadamente a ingerência do estado na livre vontade dos citadãos !!!...

Não conheços situações específicas mas à livre vontade de um cidadão que colide com o bem estar ou a vontade da comunidade costuma designar-se por comportamento antisocial.
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MensagemAssunto: Re: Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...   

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Filosofia, estética, musica, audio e "tutti quanti"...
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